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Cartilha Inclusiva Deficiência Visual

A cartilha informativa aborda a inclusão de alunos com deficiência visual na educação, destacando a importância de adaptações curriculares e metodológicas para garantir seu acesso e permanência na escola. Ela enfatiza a necessidade de um ensino colaborativo e o uso de recursos acessíveis, como materiais em braille e atividades sensoriais. Além disso, sugere práticas pedagógicas que promovam a participação ativa dos alunos cegos nas atividades escolares e sociais.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Cartilha Inclusiva Deficiência Visual

A cartilha informativa aborda a inclusão de alunos com deficiência visual na educação, destacando a importância de adaptações curriculares e metodológicas para garantir seu acesso e permanência na escola. Ela enfatiza a necessidade de um ensino colaborativo e o uso de recursos acessíveis, como materiais em braille e atividades sensoriais. Além disso, sugere práticas pedagógicas que promovam a participação ativa dos alunos cegos nas atividades escolares e sociais.
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CARTILHA

INFORMATIVA
INCLUSÃO NA
PRÁTICA
Prezado (a) professor (a),

A educação especial como uma modalidade de educação escolar que


perpassa todas as etapas e níveis de ensino, está definida nas
Diretrizes Nacionais para Educação Especial na Educação Básica que
regulamenta a garantia do direito de acesso e permanência dos alunos
com necessidades educacionais especiais e orienta para a inclusão em
classes comuns do sistema regular de ensino.
A partir do reconhecimento de que o direito e a necessidade de
conhecimento são pertinentes para todos os cidadãos, foi promulgada
no Brasil a Lei n° 13.146, de 06 de julho de 2015, instituída como Lei
Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa
com Deficiência). Esta lei propõe o aprimoramento dos sistemas
educacionais, visando garantir as condições de acesso, participação,
permanência e aprendizagem, por meio da oferta de serviços e
recursos de acessibilidade que eliminem as barreiras e promovam a
inclusão social. Nesse sentido, a educação inclusiva, de uma forma
geral, propõe a escolarização das pessoas com deficiência em um
ambiente que promova tanto a garantia da sua permanência na escola,
quanto a sua inserção na sociedade, reconhecendo e respeitando a
diversidade humana.
Dessa forma o ensino para pessoas com deficiência visual depende do
acompanhamento sistemático e do trabalho em equipe de forma
planejada e colaborativa, fazendo uso de diferentes ferramentas para
aproximar o aluno do conhecimento. Vale ressaltar que mesmo
quando o estudande com deficiência visual não possua limitações
cognitivas, ainda assim se faz necessário a realização de adaptação
no currículo e a utilização de estratégias de ensino que promovam
eliminação de barreiras considerando suas limitações.
Pensando em contribuir com o desenvolvimento de uma cultura
inclusiva nesta comunidade escolar, elaboramos esta cartilha
informativa e esperamos que este material sirva de apoio para a
promoção de práticas pedagógicas inclusivas.

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SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAL
Atendimento Educacional Especia - AEE
DEFICIÊNCIA VISUAL

1. INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

Conhecer as capacidades do estudante, para utilizá-las como porta de entrada para as


atividades de ensino. Esse deve ser o primeiro passo a ser dado frente ao aluno público alvo
da educação especial;
Compreender que a pessoa com cegueira percebe coisas, ambientes e adquire informações
por meio dos sentidos remanescentes (do tato, da audição, do paladar, do olfato, dos sentidos
cinestésicos e dos sentidos vestibulares);
È importante promover acessibilidade curricular significativa, diversificando a forma de
apresentar o conteúdo ao educando, sobretudo, de forma tátil, pois, a pessoa cega possui a
percepção visual/motora;
Garantir ao estudante com deficiência visual acesso ao currículo escolar por meio de
atividades que envolvam materiais adaptados em braille, jogos pedagógicos e uso de
esquemas táteis (A adequação curricular não significa uma simples redução, mas sim, a
diversificação da apresentação desse conteúdo ao aluno);
Utilizar linguagem simples e direta irá permitir maior compreensão das atividades
desenvolvidas;
Não manifestar pena, nem exagerada solidariedade pela pessoa cega, ela deve ser
compreendida e aceita com igualdade;
Providenciar, com a devida antecedência, o material para transcrição para o Braille das
respectivas atividade ou avaliações;
Proceder à leitura do teste/provas, diretamente com o aluno antes do início da realização
deste, evitando terceirizar essa ação, é imprescindível este contato entre o professor e o
estudante.

2. SUGESTÕES PARA ATIVIDADES EM SALA DE AULA:

Envolva o aluno cego nas atividades extra classe (visitas de campo e sociais), permitindo
que o aluno decida como participar, experimentando todas as possibilidades, entendendo que
descobrir, acertar ou até mesmo errar faz parte do processo de aprendizagem;
Utilize estratégias diferenciadas que possibilitem o uso da imaginação, da criatividade e
outros canais de percepção e expressão (tátil, auditiva, olfativa, gustativa, cinestésica e
vestibular), além da reflexão, da manipulação e exploração dos objetos de conhecimento;
Possibilitar sistematicamente, o uso da percepção tátil dos alunos com cegueira, por meio de
materiais adaptados, miniaturas ou materiais concretos, pois ela é essencial para que os cegos
cheguem a desenvolver a capacidade de construir, organizar, transferir e abstrair conceitos;
Realize abordagens com jogos que privilegiem uma memória sonora;
Se possível opte por aplicação de atividades em que os participantes se orientem por
comando de voz, ou atividades que privilegiem orientação tátil (seja com as mãos ou com os
pés);

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Faça uso de materiais que permitam experiências de substituição (modelos de animais,
aviões, casas, carros e etc);

Ao elaborar atividades, sempre que necessário amplie o tempo para o aluno executar a tarefa,
ou reduza o número de questõses e/ou até mesmo sintetize os textos ofertados;
Oralizar todos os procedimentos desenvolvidos, transmitindo com clareza os conteúdos de
forma fácil e audível;
Ler em voz alta enquanto escreve no quadro, considerando que o aluno cego não vê o gesto
ou outras formas não verbais de comunicação.

3. PARA O MELHOR DESENVOLVIMENTO DA CAPACIDADE DE


ORGANIZAÇÃO DO ALUNO CEGO NA SALA DE AULA:

Apresentar-se, fazendo sua autodescrição e permitir que todos os alunos se apresentem para
que a pessoa cega reconheça você e os colegas por sua voz;
Não deixar de se anunciar ao entrar no recinto onde haja pessoas cegas, isso auxilia a sua
identificação;
Use termos claros como: “à direita”, “à esquerda”, “acima”, “abaixo”, “para frente” ou “para
trás”, para indicar objetos ou o caminho a ser seguido, evitando termos como “ali”, “lá”.
Informar a posição dos objetos a serem apresentados durante uma atividade, exemplo: em
cima da mesa do lado direito está um cubo, a esquerda um triângulo;
Falar diretamente ao aluno cego, sem utilizar os colegas ou acompanhante como
intermediário. A pessoa cega pode ouvir tão bem, ou melhor, que você. Use as palavras
“veja” e “olhe" sem receio. A expressão ver ou olhar indica muito mais que usar o sentido da
visão;
Peça aos colegas que organizem suas falas de forma a respeitar uma ordem sequencial, de
modo que o estudante com cegueira possa ouvir, com clareza, a contribuição de todos
individualmente;
Compreender que o excesso de ruídos na sala provoca incômodo ao discente cego, pois este
se utiliza muito da via auditiva para a compreensão do contexto;
Certifique-se de que você esteja sempre em um local que facilite a escuta do aluno, é
importante manter-se o mais próximo possível do estudante;
Sempre que possivel estabeleça comunicação direta com o aluno, isso demosnstra
preocupação e interesse;
Estabeleça uma comunicação diária com os profissionais de apoio especializado ou com os
familiares responsáveis pelo aluno permitindo troca de informações relevantes sobre o
educando;
No momento de organizar a sala, verificar se há o espaço adequado à mobilidade da pessoa
cega. Não deixar objetos no caminho por onde as pessoas costumam passar;
Ao fazer uso de apresentações em data show, lembre-se de acrescentar um som na troca dos
slides;
Sempre que possível utilize meios de comunição por aúdio para o repasse de recados e
avisos sobre trabalhos, provas, mudanças de horário de atividades já programadas, afim de
garantir que esse aluno tenha acesso a todos os combinados e informativos que os demais
alunos estejam recebendo em sala de aula.

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4. SOBRE ADAPTAÇÃO DE MATERIAIS PEDAGÓGICOS E AVALIAÇÕES:

No que diz respeito à população escolar, considera-se que os alunos cegos e/ou com baixa
visão conseguem compreender à maioria dos objetivos e conteúdos definidos nos programas
curriculares comuns, desde que lhe sejam proporcionadas formas diferenciadas de acesso ao
currículo, diferenciação esta que deve ser pensada e planificada pelos professores de cada
disciplina.
Nesse sentido, as adaptações são um convite e um desafio à criatividade da equipe para
alcançar aquele aluno com o respectivo conteúdo que deve aprender, por meio de
modificações em:
Prioridade a certos objetivos ou competências;
Conteúdos;
Metodologias;
Modalidades de avaliação.

Após o planejamento, realizado pelo professor, e a verificação da necessidade de adaptação


curricular ou de qualquer material pedagógico pensado para o aluno com deficiência visual,
será necessário encaminhar aos profissionais Transcritores da Sala de Recursos
Multifuncional, as adequações desejadas. Ficará disponível na sala de recursos a FICHA DE
SOLICITAÇÃO PARA ADAPTAÇÃO DE MATERIAL PARA O BRAILLE OU
RELEVO DEFINIDO, onde deve ser anexada a atividade, avalição ou texto. É possível,
também, fazer observações ou sugestões para a adaptação do material mediante acordo entre a
equipe de atendimento especializado e docentes, de forma colaborativa. Essa estratégia
pedagógica tem como objetivo principal, tornar o currículo mais acessível através de materiais
que atendam as reais necessidades do aluno, sobretudo, as suas especificidades acerca da sua
compreensão do conteúdo abordado.
Caso o professor verifique que o aluno acompanha o conteúdo e que apresenta potencial de
aprendizagem equivalente ao esperado para sua faixa etaria e a série em que esteja
matriculado, as atividades escritas a serem transcritas para o braille são uma boa opção. No
entranto, não devemos nos limitar somente a elas, caso deseje, outras abordagens também são
recomendadas.
No entanto, ao evidenciar-se que o aluno não consegue acompanhar o corrículo, recomenda-se
promover intervenções mais adequadas que possibilitem o seu desenvolvimento considerando
o seu nível de aprendizagem.

5. RECURSOS E MATERIAIS DISPONÍVEIS NA ESCOLA:

Alfabeto em Braille (Comum e Vazado);


Números em Braille;
Globo Terrestre em Braille;

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Impressora 3D;
Jogos da Memória Tátil (Baixo Relevo e Textura).

FIQUE ATENTO

O professor não deve enfatizar os objetivos não alcançados pelo aluno ou comparar seu
desempenho ao de seus colegas;
Promover encorajamento verbal e motivação (“você consegue fazer isto!”). O aluno deve
receber elogios e oportunidades para desenvolver-se e aperfeiçoar seus talentos e
habilidades.
Evitar a representação de figuras sem relevo definido;
Evitar perguntas que requeiram a consulta do texto/preenchimento de espaços ou
quadros/execução de esquemas;
Evitar questões que se fundamentem na análise de quadros ou esquemas que não estejam
adaptado em braille ou relevo definido;
Em casos onde o estudante não apresente perca significativa em sua aprendizagem e tenha
potencial para acompanhar o conteúdo do currículo da série em que esteja matriculado, as
atividades escritas a serem transcritas para o braille são uma boa opção, no entanto, essa
opção não anula outras possibilidades de oferta de atividades diversificadas para o estudante;
Quando o aluno apresentar um déficit em sua aprendizagem que prejudique o
acompanhamento do curriculo da série em que esteja matriculado, recomenda-se promover
atividades adequadas ao seu nível de compreensão e que o possibilitem desenvolver-se de
maneira plena;
Proporcionar diferentes instrumentos de avaliação, tais como: prova em braille, ou em
forma ampliada para alunos com baixa visão; prova digitalizada, prova oral,
apresentação de seminários, portfólios, entre outros.

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