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EXERCICIO - 5.2 Rochas Ornamentais

As rochas ornamentais são materiais versáteis e estéticos utilizados na construção civil e arquitetura, com diversas aplicações como revestimentos e esculturas. Este documento aborda a classificação, propriedades e processos de beneficiamento das rochas ornamentais, além de destacar sua importância histórica e cultural. A variedade de rochas disponíveis no Brasil permite uma ampla gama de opções para projetos arquitetônicos, considerando fatores como durabilidade e estética.

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Marco Pinto
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EXERCICIO - 5.2 Rochas Ornamentais

As rochas ornamentais são materiais versáteis e estéticos utilizados na construção civil e arquitetura, com diversas aplicações como revestimentos e esculturas. Este documento aborda a classificação, propriedades e processos de beneficiamento das rochas ornamentais, além de destacar sua importância histórica e cultural. A variedade de rochas disponíveis no Brasil permite uma ampla gama de opções para projetos arquitetônicos, considerando fatores como durabilidade e estética.

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Rochas ornamentais

Apresentação
As rochas são materiais de construção milenares, muito utilizadas pelos seres humanos na
construção de suas moradias. Atualmente, são apontadas como materiais versáteis usados tanto
como materiais de construção como materiais ornamentais devido às suas propriedades como
trabalhabilidade, dureza, baixo custo e beleza.

Uma vez que as rochas contêm características de acordo com o seu local de origem e com os
processos naturais a que a rocha matriz foi submetida, o conhecimento das propriedades de cada
rocha é fundamental para garantir a qualidade e a durabilidade de acordo com o uso pretendido.

Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai conhecer a classificação das rochas a partir dos modelos
de transformação desse material na geologia. Você vai aprender, também, sobre a classificação das
principais rochas ornamentais e suas principais utilizações na construção civil. Por fim, você vai ver
sobre o beneficiamento e o processamento de rochas ornamentais, que são diferentes de uma
rocha ornamental para outra.

Bons estudos.

Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:

• Explicar o que é uma rocha ornamental.


• Reconhecer a utilização das rochas.
• Identificar os fatores que norteiam sua utilização.
Desafio
No Brasil, devido à qualidade dos materiais naturais e à variedade de rochas, há várias opções de
rochas ornamentais, muito utilizadas como revestimento de pisos e fachadas, além da larga
utilização de rochas com função paisagística, ornamentando jardins e entradas de residências. Em
razão do tamanho do território brasileiro e da variedade de rochas ornamentais, as empresas
trabalham com a criação de portifólios para apresentação aos clientes apresentando aspectos
relacionados às cores e à textura superficial.

Acompanhe a seguinte situação:

Elabore um documento indicando as rochas ornamentais, a sua indicação de uso e informações


relacionadas a cor e textura.
Infográfico
As rochas foram formadas ao longo das eras e vêm passando por processos de transformações
constantemente, a partir de alterações em fatores como pressão e temperatura. Graças à
diversidade de processos de formação e transformação, as rochas têm várias funções.

Neste Infográfico, você vai ver algumas funções relacionadas aos diversos usos das rochas. Você
vai ver, ainda, a presença dos minerais e os fatores associados aos processos geológicos que atuam
nesses materiais.
Conteúdo do livro
Ao longo da história da humanidade, as rochas ornamentais desempenham um papel muito
importante na construção civil e na arquitetura, sendo bastante versáteis e fundamentais para a
criação de estruturas duradouras e esteticamente marcantes. Elas servem, desde a Antiguidade,
como elementos estruturais essenciais na edificação de moradias, fortificações e monumentos
grandiosos, e seu impacto transcende a mera funcionalidade.

No capítulo Rochas ornamentais, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, você poderá
compreender o que são as rochas ornamentais e como elas são categorizadas. Também vai
conhecer os diversos tipos de rochas ornamentais e refletir sobre os critérios essenciais para
selecioná-las de forma adequada.
MATERIAIS E
TÉCNICAS DE
CONSTRUÇÃO
Rochas ornamentais
Aedjota Matos de Jesus

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

> Explicar o que é uma rocha ornamental.


> Reconhecer a utilização de rochas na construção civil e na arquitetura.
> Identificar os fatores que norteiam a utilização de rochas na construção
civil e na arquitetura.

Introdução
As rochas ornamentais são materiais pétreos utilizados em aplicações deco-
rativas, como em revestimentos, esculturas, monumentos e artefatos. Elas
apresentam uma grande diversidade de cores, texturas e padrões, o que permite
que sejam exploradas para criar ambientes únicos e personalizados.
Desde os primórdios da civilização humana, as rochas têm sido um recurso
fundamental na construção civil e na arquitetura. As primeiras civilizações,
como os egípcios, os gregos e os romanos, usavam rochas para construir casas,
templos e outros monumentos. As características únicas de durabilidade e
beleza das rochas as tornam um material de escolha para a construção de
estruturas que resiste ao tempo.
Ao longo dos séculos, as rochas ornamentais têm sido utilizadas para
criar obras de arte e arquitetura de grande beleza e significado. Elas são
um importante elemento da cultura humana e continuam sendo usadas em
projetos de construção e decoração. Portanto, os profissionais de engenharia
e arquitetura devem conhecer os diferentes tipos de rochas ornamentais e
suas diversas possibilidades de aplicação.
Neste capítulo, você vai conhecer os diferentes tipos de rochas ornamentais,
suas propriedades e aplicações, bem como os fatores que influenciam a escolha
de rochas ornamentais para projetos de construção e decoração.
2 Rochas ornamentais

Definição, classificação e origem das rochas


A rocha é um material sólido formado pela agregação de minerais, grãos
minerais ou fragmentos de outros materiais rochosos. São as características
mineralógicas das rochas, como sua composição química e estrutura cristalina,
que conferem a elas as propriedades que possibilitam seu uso na construção
civil e na arquitetura desde a antiguidade (Oliveira; Pelaquim, 2021).
Blocos de rochas de granito, de mármore ou de pedra calcária foram
utilizados na construção das pirâmides do Egito; nas colunas esculpidas do
Partenon, na Grécia Antiga; e nos aquedutos e nas estradas da Roma Antiga.
Na Era Moderna, as rochas foram usadas para construir grandes edifícios,
como o Palácio de Versalhes, na França, e o Empire State Building, nos Estados
Unidos. Hoje as rochas continuam a ser utilizadas na construção civil e na
arquitetura, sendo escolhidas por suas propriedades físicas, como resistência,
durabilidade e beleza.
A diversidade das rochas é o que permite sua vasta aplicação. Elas podem
ser classificadas em três grandes grupos de acordo com sua origem, que deter-
mina suas propriedades físicas e estéticas, conforme apresentado no Quadro 1.

Quadro 1. Classificação das rochas quanto à origem

Classes das
Características Exemplos
rochas

Rochas Originam-se da solidificação do magma (rocha „ Granito


magmáticas derretida) no interior da Terra. Essas rochas „ Basalto
frequentemente exibem texturas variadas,
como grãos finos ou grosseiros, dependendo
das condições de resfriamento.

Rochas Formam-se a partir da compactação e „ Arenito


sedimentares cimentação de sedimentos acumulados ao „ Calcário
longo do tempo. Essas rochas muitas vezes „ Argilito
contêm vestígios de fósseis, oferecendo
pistas sobre a história geológica da Terra.

Rochas Originam-se da transformação de rochas „ Mármore


metamórficas pré-existentes (ígneas, sedimentares ou „ Ardósia
outras metamórficas) devido a pressão „ Gnaisse
e temperatura elevadas. As rochas
metamórficas frequentemente exibem uma
textura foliada, em que os minerais estão
alinhados em camadas.

Fonte: Adaptado de Oliveira e Pelaquim (2021).


Rochas ornamentais 3

As aplicações das rochas ornamentais variam de acordo com suas


propriedades físicas e estéticas, o que pode ter relação com sua
origem. As rochas magmáticas, como o granito e o basalto, são tipicamente mais
duráveis do que as rochas sedimentares, como o calcário e o arenito. As rochas
metamórficas, como o mármore e o quartzito, também podem ser duráveis, mas
isso varia de acordo com a rocha original que foi transformada. Portanto, antes
de utilizar as rochas ornamentais em um projeto, é fundamental conhecer sua
origem (Gill, 2014).

Também é importante a distinção entre rocha natural e rocha ornamental,


que têm apelo estético e aplicação diferentes. Veja a seguir essas diferenças,
de acordo com Castilho (2018).

„ Rocha natural: é qualquer rocha que não tenha sido alterada ou pro-
cessada pelo ser humano. De modo geral, a composição física ou quí-
mica desse tipo de rocha vai determinar seu uso, que poderá ser na
construção de estradas, na produção de cimento, etc.
„ Rocha ornamental: é uma rocha natural que foi cortada, lapidada,
polida ou trabalhada de alguma forma para aplicações arquitetônicas
e decorativas. Esse tipo de rocha se destaca por sua beleza e raridade,
além de revelar uma aparência exuberante ao ser polida.

A transformação de rochas naturais em rochas ornamentais é um processo


complexo e multifásico que requer o uso de equipamentos e técnicas espe-
cializados. O objetivo desse processo é criar materiais que sejam agradáveis
esteticamente, duráveis e resistentes ao desgaste. Tal processamento envolve
uma série de etapas, que podem variar de acordo com o tipo de rocha e o
produto final desejado. A seguir, são descritas as principais etapas desse
processo, segundo Silveira et al. (2013).

„ Extração: a primeira etapa é a extração da rocha do meio natural, que


pode ser realizada com o uso de métodos de mineração a céu aberto
ou subterrânea.
„ Corte: após a extração, a rocha é cortada em blocos ou placas em
tamanhos e formatos adequados para o processamento.
„ Desbastamento: é o processo de remoção de material da superfície
da rocha para melhorar sua aparência e qualidade. Essa etapa pode
ser realizada por meio de métodos mecânicos, como o uso de serras,
ou químicos, como o uso de ácidos.
4 Rochas ornamentais

„ Aparelhagem: é o processo que torna a superfície da rocha lisa e uni-


forme. Essa etapa pode ser realizada por meio de métodos mecânicos,
como o uso de lixadeiras, ou químicos, como o uso de polidores.
„ Polimento: é o processo que dá à rocha um brilho intenso. Essa etapa
é realizada por meio de métodos mecânicos, como o uso de máquinas
de polimento, ou químicos, como o uso de cera.

Além dessas etapas básicas, as rochas ornamentais podem passar por


outros processos, como o corte em formatos específicos, a aplicação de
revestimentos ou a impressão digital.

As rochas ornamentais podem ser classificadas de acordo com sua


aplicação, como apresentado a seguir:
„ Aplicação em revestimentos internos e externos: uso em revestimentos de
pisos, paredes e fachadas de edifícios, bem como de monumentos, pontes
e outras estruturas.
„ Aplicação em estruturas: uso como elementos estruturais, como pilares,
vigas e lajes.
„ Aplicação em detalhes arquitetônicos: uso para criar detalhes arquitetônicos,
como cornijas, frisos e esculturas.

Ao longo da história, as rochas têm sido fundamentais na construção civil e


na arquitetura, fornecendo alicerces sólidos e elementos de design impressio-
nantes. A classificação das rochas em magmáticas, sedimentares e metamór-
ficas é necessária para entender suas origens e características. Além disso, a
distinção entre rochas naturais e rochas ornamentais nos permite compreender
a importância das rochas não apenas como materiais de construção, mas
também como obras de arte da natureza que elevam o ambiente construído.

Principais tipos de rochas ornamentais


A riqueza geológica do nosso planeta oferece uma ampla variedade de ro-
chas ornamentais, cada uma com características únicas no que diz respeito
a padrão, textura, cor e durabilidade. Essas rochas têm sido utilizadas ao
longo da história da arquitetura e da construção civil para conferir beleza,
resistência e singularidade às estruturas construídas. A versatilidade das
rochas ornamentais permite uma ampla gama de aplicações na construção
civil e na arquitetura (Gill, 2014).
Rochas ornamentais 5

Na construção civil, as rochas naturais são utilizadas tradicionalmente para


fins estruturais, como em fundações e agregados para concreto. Já as rochas
ornamentais são amplamente usadas na construção civil para acabamentos,
como em fachadas de edifício, pisos e bancadas.
Na arquitetura, as rochas ornamentais desempenham um papel crucial na
criação de espaços visualmente impressionantes. Elas são usadas em pisos,
revestimentos de parede, lareiras, escadarias e até mesmo em detalhes
decorativos, como molduras de janelas e estátuas. A singularidade de cada
pedra confere exclusividade a cada projeto arquitetônico (Castilho, 2018).
As principais rochas ornamentais utilizadas na arquitetura e na construção
civil são o mármore, o granito, o travertino, a ardósia, o quartzito, o basalto,
o calcário e o ônix. Veja a seguir as características de cada uma delas, de
acordo com Silveira et al. (2013) e Oliveira e Pelaquim (2021).

„ Mármore: é uma das rochas ornamentais mais icônicas e apreciadas


na arquitetura. Conhecido por sua textura suave e suas cores variadas,
o mármore é frequentemente usado em revestimentos de pisos, es-
cadas, lareiras, bancadas e esculturas. São exemplos notáveis desse
tipo de rocha ornamental o mármore Carrara, da Itália, e o mármore
de Paros, da Grécia.
„ Granito: reconhecido por sua excepcional durabilidade e resistência a
manchas e arranhões, o granito é uma escolha popular em bancadas
de cozinhas, revestimentos de pisos (especialmente de áreas públicas)
e fachadas de edifícios. Suas cores incluem desde tons neutros até
cores mais vivas, como o granito preto absoluto.
„ Travertino: é conhecido por suas características únicas, como as cavi-
dades naturais em sua superfície. É frequentemente usado em reves-
timentos de parede, pisos e decoração de interiores. Sua aparência
rústica confere ao ambiente elegância e autenticidade.
„ Ardósia: é uma rocha metamórfica que se destaca por sua textura
foliada e por suas cores, que variam de cinza a preto. É comumente
usada em revestimentos de pisos, telhados (Figura 1) e em revesti-
mentos externos, devido à sua durabilidade e capacidade de resistir
ao clima adverso.
„ Quartzito: com alta resistência e uma ampla gama de cores, o quartzito
é muitas vezes escolhido para revestimentos de fachadas, pisos e
bancadas. É valorizado tanto por sua beleza quanto por sua capacidade
de suportar o desgaste.
6 Rochas ornamentais

„ Basalto: é uma rocha magmática de grãos finos, geralmente de cor preta


ou cinza. É utilizado em pavimentação de ruas, calçadas e revestimentos
externos, devido à sua resistência ao desgaste e aparência sóbria.
„ Calcário: é uma rocha sedimentar relativamente macia que se apresenta
em diferentes cores, variando de tons neutros a cores mais vibrantes,
como avermelhado, alaranjado e esverdeado. É comumente utilizado
em revestimentos de fachadas, esculturas e detalhes ornamentais em
interiores e exteriores.
„ Ônix: é uma rocha ornamental translúcida apreciada por sua capaci-
dade de transmitir luz suavemente, apresentando cor amarelada ou
esbranquiçada. Essa rocha é frequentemente usada em iluminação
decorativa, bancadas e detalhes que valorizam a iluminação indireta.

Figura 1. Aplicação de ardósia como elemento de cobertura.


Fonte: JPC-PROD/Shutterstock.com.

A norma ABNT NBR 15012:2013, “Rochas para revestimentos de edi-


ficações — Terminologia”, define os termos referentes à geologia
dos materiais rochosos, destacando os principais tipos petrográficos, suas
texturas e estruturas. Essa norma detalha as características de 34 tipos de
rochas frequentemente utilizadas na construção civil e na arquitetura (Associação
Brasileira de Normas Técnicas, 2013).
Conhecer as definições petrográficas e minerais características de cada tipo
de rocha é essencial para garantir o sucesso de projetos na construção civil e
na arquitetura. Isso contribui não apenas para a estética e funcionalidade das
estruturas, mas também para a sua durabilidade, segurança e sustentabilidade
a longo prazo.
Rochas ornamentais 7

Nesta seção, você conheceu algumas das principais rochas ornamentais


utilizadas na arquitetura e na construção civil. Sua ampla gama de aplicações,
que engloba desde revestimentos até elementos decorativos, permite que
essas rochas unam com maestria a beleza natural à durabilidade, tornando-as
elementos absolutamente essenciais na criação de espaços arquitetônicos
distintos e funcionais.

Critérios de seleção das rochas ornamentais


A escolha das rochas na arquitetura é um processo influenciado por diversos
fatores que afetam diferentes aspectos de uma estrutura. Além da estética,
três características principais que guiam essa escolha são a porosidade, a
permeabilidade e a durabilidade, frequentemente contrastadas com a leveza,
a impermeabilidade e a fragilidade.

Critérios estéticos
A estética desejada é um fator central para a escolha de uma rocha ornamental.
Algumas rochas ornamentais, como o mármore, evocam uma sensação de
luxo e sofisticação, ao passo que outras, como o granito, transmitem uma
sensação de robustez e durabilidade. A cor, o padrão e a textura da rocha
devem complementar o estilo arquitetônico geral.
Ao escolher rochas ornamentais, é importante considerar o critério estético
de acordo com o ambiente em que serão utilizadas. Os critérios estéticos
para a escolha de rochas ornamentais incluem a cor, a textura e a marca da
natureza, que descrevemos a seguir, conforme Stellin (2007):

„ Cor: é um dos fatores mais importantes na escolha de rochas ornamen-


tais. As rochas estão disponíveis em uma ampla variedade de cores,
do branco ao preto, passando por todas as cores do arco-íris. A cor da
rocha pode ser escolhida para combinar com a decoração do ambiente
ou para criar um contraste interessante.
„ Textura: as rochas podem ter uma variedade de texturas, desde lisas
e brilhantes até ásperas e rústicas. A textura da rocha pode ajudar a
criar um efeito visual específico no ambiente.
„ Marca da natureza: as rochas ornamentais podem apresentar uma
variedade de marcas da natureza, como veios, manchas e fósseis. Essas
marcas podem tornar a rocha mais interessante e singular.
8 Rochas ornamentais

Winkler (2011) apresenta as seguintes dicas para escolher rochas orna-


mentais com base no critério estético:

„ considere o estilo da decoração do ambiente;


„ escolha rochas que combinem com as cores e texturas do ambiente;
„ se o ambiente for pequeno, escolha rochas com cores claras e texturas
lisas, para criar a sensação de amplitude;
„ se o ambiente for grande, escolha rochas com cores escuras e texturas
ásperas, para criar um ambiente mais aconchegante;
„ se o ambiente for moderno, escolha rochas com cores vivas e texturas
ousadas;
„ se o ambiente for clássico, escolha rochas com cores suaves e texturas
tradicionais.

Por exemplo, rochas com cores vivas e texturas ásperas podem ser utiliza-
das para criar um ambiente moderno e descolado, ao passo que rochas com
cores suaves e texturas lisas podem ser utilizadas para criar um ambiente
mais clássico e sofisticado.
O critério estético é importante para a escolha de rochas ornamentais,
pois pode ajudar a criar ambientes bonitos e aconchegantes.

Critério de durabilidade
A durabilidade é um dos principais critérios de escolha das rochas ornamentais,
que devem ser duráveis para resistir às intempéries, ao desgaste natural e ao
uso humano. Por sua vez, as rochas menos duráveis, também chamadas de
“frágeis”, são mais propensas a rachaduras, trincas e outros danos (Gill, 2014).
A durabilidade das rochas ornamentais é importante para garantir a segu-
rança e a longevidade das estruturas e monumentos em que são utilizadas.
Por exemplo, as rochas ornamentais utilizadas em revestimentos externos
devem ser duráveis para resistir às intempéries, como chuva, sol e gelo. Já as
rochas frágeis podem ser utilizadas em aplicações menos exigentes, como
revestimentos internos (Luz; Lins, 2008).

Algumas rochas são naturalmente mais duráveis que outras, devido


sobretudo à sua composição mineralógica. Por exemplo, granitos
são mais duráveis e podem ser utilizados em aplicações mais exigentes, como
revestimentos externos e pisos onde há grande fluxo de pessoas. Outras rochas,
como o mármore, são menos duráveis e podem ser utilizadas em aplicações
menos exigentes, como revestimentos internos e bancadas (Stellin, 2007).
Rochas ornamentais 9

Critério de dureza
A dureza das rochas ornamentais é uma propriedade que influencia sua resis-
tência à abrasão e ao impacto, sendo as rochas mais duras mais resistentes
a esses tipos de danos. Em geral, a dureza é frequentemente avaliada com
base na escala de Mohs, uma ferramenta de classificação que atribui valores
de 1 (muito macio) a 10 (muito duro) a diferentes rochas e minerais (Oliveira;
Pelaquim, 2021).
Considerar a dureza durante a seleção de rochas ornamentais garante que
elas desempenhem seu papel de maneira eficaz e rigorosa. Por exemplo, as
rochas ornamentais mais duras, como o granito, o quartzito e o coríndon,
podem ser utilizadas em aplicações nas quais a resistência à abrasão e ao
impacto é importante, como em pisos, revestimentos externos e bancadas.
Ao escolher rochas ornamentais, é importante considerar a dureza da rocha
de acordo com sua aplicação. A seguir, relacionamos a dureza de algumas
rochas ornamentais com suas possíveis aplicações na construção civil e na
arquitetura, conforme Luz e Lins (2008).

„ Mármore e calcário (dureza Mohs 3-4): são rochas relativamente mais


macias em comparação com outras rochas ornamentais. Devido à sua
dureza relativamente baixa, são mais suscetíveis a riscos e podem
não ser ideais para aplicações sujeitas a desgaste intenso, como pisos
de áreas de alto tráfego. No entanto, sua beleza e elegância fazem
deles escolhas populares para revestimentos de parede e elementos
decorativos.
„ Granito (dureza Mohs 6-7): o granito é mais duro que o mármore e o
calcário, o que o torna uma alternativa robusta para aplicações sujeitas
ao desgaste, como pisos de cozinha e bancadas. Sua resistência a riscos
e impactos o torna adequado para ambientes onde a durabilidade é
indispensável.
„ Quartzito (dureza Mohs 7): o quartzito é ainda mais duro que o granito,
sendo uma excelente opção para aplicações que exigem resistência
extrema, como revestimentos de fachadas e pavimentos sujeitos a
tráfego pesado.
„ Basalto (dureza Mohs 5-6): o basalto se encontra em uma faixa de
dureza moderada. Embora não seja tão duro quanto o granito ou o
quartzito, é utilizado com sucesso em áreas de tráfego moderado e
revestimentos externos, devido à sua resistência.
10 Rochas ornamentais

A escolha da rocha certa com base na aplicação pretendida é essencial para


garantir que uma estrutura mantenha sua integridade e aparência ao longo
do tempo. O conhecimento da dureza das rochas ornamentais permite que
os profissionais escolham materiais que atendam às demandas específicas
de cada projeto, combinando beleza com funcionalidade e durabilidade.

Critério de porosidade
A porosidade da rocha afeta sua resistência à absorção de água e outros
fluidos. As rochas mais porosas são mais suscetíveis a mancha e outros danos.
Ao escolher rochas ornamentais, é importante considerar a porosidade da
rocha de acordo com a aplicação específica (Luz; Lins, 2008).
Algumas rochas, como o granito, têm baixa porosidade e podem ser uti-
lizadas em aplicações mais exigentes, como revestimentos externos e pisos.
Outras rochas, como o mármore, têm alta porosidade e podem ser utilizadas
em aplicações menos exigentes, como revestimentos internos e bancadas
(Stellin, 2007).
No caso de rochas com baixa porosidade (p. ex.: granito, basalto e quartzo),
devem ser escolhidas rochas com textura lisa, cor uniforme e dureza alta. No
que diz respeito às de alta porosidade (p. ex.: arenito, calcário e mármore),
recomenda-se usar um selador para impermeabilizar a rocha, limpá-la regu-
larmente com um limpador suave e evitar expô-la à água e a outros fluidos
(Winkler, 2011).

Uma das técnicas utilizadas para reduzir a porosidade das rochas


é o polimento, que consiste em aplicar uma série de abrasivos em
uma rocha para remover sua superfície irregular e criar um acabamento liso e
brilhante. Desse modo, além de reduzir a porosidade, o polimento de rochas
ornamentais também pode melhorar sua aparência, dando a elas um acabamento
brilhante e uniforme, o que pode realçar sua beleza natural.

Critérios de permeabilidade e leveza


Outro critério de escolha de rochas ornamentais é a permeabilidade, que
está relacionada à capacidade da rocha de permitir a passagem de fluidos.
Rochas mais permeáveis são mais suscetíveis à infiltração de água e outros
líquidos, o que pode causar corrosão e outros danos. A permeabilidade é um
Rochas ornamentais 11

critério importante a ser considerado ao escolher rochas ornamentais, pois


pode afetar a durabilidade e a aparência da rocha (Luz; Lins, 2008).
Por sua vez, a leveza pode influenciar a facilidade de manuseio e instalação
das rochas ornamentais. Rochas mais leves são mais fáceis de transportar,
manusear e instalar, o que pode reduzir custos e o risco de acidentes e lesões
(Oliveira; Pelaquim, 2021).
Portanto, ao escolher rochas ornamentais, é fundamental considerar a
leveza delas de acordo com sua aplicação. Algumas rochas, como o calcário,
são mais leves e podem ser utilizadas em aplicações nas quais a facilidade
de manuseio é importante, como revestimentos internos e bancadas. Outras
rochas, como o granito, são mais pesadas e podem ser utilizadas em aplicações
nas quais a resistência é mais importante, como revestimentos externos e
pisos (Winkler, 2011).
A permeabilidade e a leveza de rochas ornamentais estão interligadas,
pois ambas afetam a capacidade da rocha de absorver água e outros fluidos.
Rochas mais permeáveis são mais propensas a absorver água, o que pode
torná-las mais pesadas. Em aplicações nas quais a resistência à umidade
é importante, como em revestimentos externos, é interessante escolher
rochas com baixa permeabilidade e leveza. Rochas com essas características
são menos propensas a absorver água, o que pode reduzir o risco de danos
causados pela umidade (Luz; Lins, 2008).
Por outro lado, em aplicações nas quais a facilidade de manuseio é im-
portante, como em bancadas de cozinha, é recomendado escolher rochas
com alta leveza, independentemente da permeabilidade. Rochas mais leves
são mais fáceis de transportar e instalar. Em geral, é importante considerar
a permeabilidade e a leveza de rochas ornamentais ao escolher a rocha certa
para cada aplicação (Winkler, 2011).

Critério de custo
O custo é um critério importante a ser considerado ao escolher rochas orna-
mentais, cujo preço varia de acordo com diferentes fatores. Alguns desses
fatores são apresentados a seguir, conforme Castilho (2018).

„ Tipo de rocha: algumas rochas são mais caras do que outras (p. ex., o
granito é geralmente mais caro do que o mármore).
„ Tamanho da rocha: quanto maior for a rocha, mais cara ela será.
12 Rochas ornamentais

„ Qualidade da rocha: rochas de melhor qualidade são mais caras do


que rochas de qualidade inferior.
„ Local de origem da rocha: rochas de origem mais distante são mais
caras do que rochas de origem mais próxima.

O custo de uma rocha está relacionado não apenas com seu preço no
mercado, visto que também depende da disponibilidade global desse material
e da facilidade de sua extração. Rochas abundantes e facilmente extraídas
tendem a ser economicamente mais acessíveis. Por outro lado, há rochas orna-
mentais que, devido à sua raridade ou esgotamento, podem apresentar custos
significativamente mais elevados. Por exemplo, o mármore verde de Carrara,
na Itália, é uma rocha muito valorizada por sua beleza e raridade. Seu custo é
elevado, pois a jazida de Carrara é pequena e a extração da rocha é complexa.
Ao escolher rochas ornamentais, é importante considerar o custo de acordo
com o orçamento disponível. Para isso, é necessário comparar preços de
diferentes fornecedores, bem como considerar adquirir rochas de tamanhos
menores ou mais padronizados. Por fim, é importante também considerar o
custo-benefício da rocha, ou seja, o custo em relação à qualidade e durabi-
lidade da rocha (Winkler, 2011).

Outros critérios
Considerar fatores ambientais está se tornando cada vez mais importante. O
uso de rochas disponíveis localmente reduz o impacto ambiental associado
ao transporte. Além disso, muitas empresas buscam práticas sustentáveis
na extração e no processamento das rochas (Silveira et al., 2013). Nesse
sentido, a disponibilidade local e a sustentabilidade são critérios que devem
ser considerados durante a escolha de rochas ornamentais.
A disponibilidade local pode afetar o custo, a logística e a sustentabilidade
das rochas ornamentais. Rochas que são extraídas localmente costumam
ser mais baratas e fáceis de transportar, o que pode reduzir as emissões de
gases de efeito estufa. Além disso, as rochas extraídas localmente podem
ajudar a apoiar as economias locais (Luz; Lins, 2008).
A preocupação com a sustentabilidade pode afetar o impacto ambiental
do projeto. Rochas que são extraídas de forma sustentável podem ajudar
a proteger o meio ambiente e os recursos naturais. Portanto, ao escolher
rochas ornamentais para o projeto, é interessante considerar a disponibili-
dade de rochas na região, pesquisar fornecedores de rochas que praticam a
extração sustentável e escolher rochas que são produzidas com um mínimo
de impacto ambiental.
Rochas ornamentais 13

Imagine que estamos trabalhando em um projeto de uma residência


de alto padrão em uma região onde tanto o mármore quanto o granito
estão amplamente disponíveis. A escolha entre essas duas rochas ornamentais
é fundamental para alcançar os objetivos estéticos e funcionais do projeto.
Para isso, é importante analisar as propriedades e características dessas duas
rochas e, em seguida, avaliar a aplicação delas em diferentes elementos, como
piso, parede e bancada.
O mármore é uma rocha metamórfica conhecida por sua beleza atemporal
e suas variações de cor e veios distintos. É mais poroso e menos resistente a
manchas em comparação com o granito, além de apresentar uma textura mais
suave e poder ser polido para um acabamento brilhante. Ele é adequado para
aplicações internas, como pisos de áreas de menor tráfego, revestimentos de
parede, lareiras e bancadas de banheiro. Seu aspecto elegante e sua aparência
clássica o tornam uma escolha popular para projetos que buscam um toque
de sofisticação.
Por sua vez, o granito é uma rocha ígnea conhecida por sua durabilidade,
resistência a manchas e alta densidade. É menos poroso e mais resistente a
impactos e desgaste em comparação com o mármore. Sua textura é mais gra-
nulada, podendo ser polido para um acabamento brilhante ou usado com uma
textura natural. Ele é ideal para aplicações em áreas de alto tráfego, como pisos
de cozinha, bancadas de cozinha e áreas externas. Sua resistência e versatili-
dade fazem dele uma escolha sólida para projetos que valorizam durabilidade
e funcionalidade.
No que diz respeito às aplicações em pisos, é recomendável o uso de granito
em áreas de alto tráfego, como a cozinha e áreas comuns da residência, pois sua
resistência ao desgaste e à abrasão o torna ideal para essa aplicação. Já para
espaços internos de menor tráfego, como quartos e salas de estar, o mármore
pode ser utilizado para adicionar elegância e sofisticação ao ambiente.
Quanto às aplicações em paredes, o mármore é uma escolha popular para
revestimento de parede em áreas como sala de estar, sala de jantar ou hall de
entrada, onde a estética é prioritária. O granito também pode ser usado em
paredes, especialmente em áreas externas, para conferir um toque de resistência
e durabilidade.
Por fim, para aplicações em bancadas, o granito é a escolha preferencial para
bancadas de cozinha, onde a resistência a manchas, calor e impactos é essencial.
Por sua vez, bancadas de banheiro podem ser feitas de mármore, devido à sua
beleza e sua menor exposição a desafios de uso intenso.
Em resumo, a escolha entre mármore e granito depende das necessidades
específicas de cada aplicação em um projeto de edificação. Ambas as rochas
têm suas características únicas que podem contribuir para a estética e a fun-
cionalidade da residência, o que torna importante uma análise criteriosa para
alcançar o melhor resultado.

A interconexão dos critérios de seleção das rochas ornamentais oferece


uma visão valiosa para profissionais da construção civil e da arquitetura.
De modo geral, quanto mais dura for uma rocha, geralmente mais pesada,
14 Rochas ornamentais

resistente e difícil de extrair ela será, o que poderá resultar em um custo mais
elevado. Por outro lado, rochas mais macias tendem a ser mais leves, menos
resistentes e economicamente mais acessíveis. Além disso, esses critérios
estão ligados à porosidade e à permeabilidade, afetando a resistência a
manchas e a facilidade de manutenção.
As rochas ornamentais são testemunhas silenciosas da história da constru-
ção civil e da arquitetura, embelezando e fortalecendo estruturas por séculos.
Existe uma infinidade de rochas ornamentais que se distinguem quanto às
suas características e aplicações na construção civil e na arquitetura. Todavia,
em função de sua origem geológica, é possível classificar essas rochas em
três grandes grupos: magmáticas, sedimentares e metamórficas.
Como vimos neste capítulo, a escolha cuidadosa das rochas ornamentais,
considerando sua estética, durabilidade, disponibilidade e custo, é essencial
para criar espaços que encantam os olhos e resistem ao teste do tempo. As
rochas ornamentais são fundamentais para nossa paisagem construída, e a
escolha adequada para uma aplicação específica deve levar em consideração
diferentes fatores.

Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 15012:2013. Rochas para
revestimentos de edificações – Terminologia. Rio de Janeiro: ABNT, 2013.
CASTILHO, E. D. F. Caracterização tecnológica de rochas ornamentais: práticas labora-
toriais. - Vitória: Edifes, 2018.
GILL, R. Rochas e processos ígneos: um guia prático. Porto Alegre: Bookman, 2014.
LUZ, A. B.; LINS, F. A. F. (org.). Rochas e minerais industriais: usos e especificações. 2.
ed. Rio de Janeiro: CETEM, 2008.
OLIVERIA, B. L.; PELAQUIM, F. G. P. Fundamentos de mecânica das rochas. São Paulo:
Platos Soluções Educacionais, 2021.
SILVEIRA, L. L. L. et al. Beneficiamento de rochas ornamentais. In: VIDAL, F. W. H.; AZE-
VEDO, H. C. A.; CASTRO, N. F. (ed.). Tecnologia de rochas ornamentais: pesquisa, lavra
e beneficiamento. Rio de Janeiro: CETEM, 2013. p. 327-398.
STELLIN, M. R. M. Contribuição à escolha de mármores e granitos numa intervenção
arquitetônica. 2007. Tese (Doutorado em Engenharia) — Escola Politécnica, Universi-
dade de São Paulo, São Paulo, 2007. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/
disponiveis/3/3134/tde-08012008-163445/. Acesso em: 9 out. 2023.
WINKLER, E. M. Stone in architecture: properties, durability. 3rd ed. New York: Springer,
2011.
Rochas ornamentais 15

Leituras recomendadas
CHING, F. D. K. História global da arquitetura. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2019.
DEL LAMA, E. A. (org.). Patrimônio em pedra. São Paulo: Instituto de Geociências da
USP, 2021. Disponível em: https://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/
catalog/book/www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/631.
Acesso em: 9 out. 2023.
SOARES, C. M. et al. As rochas ornamentais na Basílica de Nossa Senhora do Rosário
de Fátima (Portugal): entre o estético e o simbólico. BSAA Arte, n. 88, p. 371-199, 2022.

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publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas
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res declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou
integralidade das informações referidas em tais links.
Dica do professor
A escolha pela utilização de um determinado tipo de rocha ornamental pode não representar uma
tarefa tão simples. É necessário conhecer, além dos fatores estéticos como cor e textura, as
propriedades físicas e mecânicas daquele material de forma a verificar se ele se adequa ao
ambiente em que será instalado.

Nesta Dica do Professor, você vai ver um resumo de alguns fatores que influenciam as
propriedades físicas e mecânicas das rochas, alguns critérios que devem ser levados em
consideração para a escolha de uma rocha ornamental, além das suas propriedades. Por fim, vai ver
alguns ensaios realizados para a determinação dessas propriedades.

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Exercícios

1) Rochas são, em sua maioria, compostas de materiais heterogêneos, consolidados, formadas


ao longo dos anos por diversos processos geológicos. A diversidade de materiais e processos
de formação conferem a esse material propriedades diversas.

Considerando esse cenário, assinale a alternativa que contém a informação verdadeira


relativa ao processo de formação e propriedades das rochas.

A) São formadas prioritariamente por minerais primários e secundários.

B) São divididas em ígneas e metamórficas.

C) Todas as rochas são originadas pela solidificação do magma.

D) Apresentam elevada dureza.

E) Apresentam estrutura homogênea.

2) Rochas são agregados naturais, formados por um ou mais minerais. Em relação ao processo
de formação, as rochas podem ser classificadas em três grandes grupos: as rochas ígneas ou
magmáticas, as rochas sedimentares e as rochas metamórficas.

Assinale a alternativa que contém a afirmativa verdadeira em relação à classificação das


rochas quanto à sua formação e às suas propriedades.

A) As Ígneas são heterogêneas.

B) As metamórficas são isotrópicas.

C) As sedimentares são isotrópicas.

D) As Ígneas são acamadas.

E) As metamórficas apresentam isorientação mineral.

3) É possível conceituar rochas ornamentais como aquelas utilizadas para o exercício de uma
função estética e que são oriundas de materiais rochosos naturais submetidos a processos
diversos de transformações (modificação dos graus de aperfeiçoamento).
Nesse cenário, assinale a alternativa que contém a afirmação verdadeira relacionada à(s)
propriedade(s) das rochas que podem ser relacionadas à escolha de rocha ornamental.

A) O padrão estético da cada rocha é utilizado como o meio de definir o grau de dureza da
pedra.

B) As rochas ornamentais não têm necessidade de verificação de propriedades tecnológicas,


visto que se trata de materiais naturais.

C) Todas as rochas têm dureza suficiente para serem utilizadas em pisos.

D) A disponibilidade das rochas pode ser alcançada em qualquer lugar e não é considerada um
fator importante para a sua escolha.

E) As rochas têm cores e texturas diferenciadas e não podem receber acabamentos.

4) Devido à grande variedade de rochas ornamentais existentes, sabe-se que as rochas


ornamentais representam um dos principais materiais utilizados como revestimentos
verticais (paredes e fachadas) e horizontais (pisos), aplicados a áreas externas ou internas
das edificações.

Assinale a alternativa correta relacionada às rochas ornamentais, às técnicas de


assentamento e à interface com outros materiais.

A) Devem ser assentadas sempre com a mesma técnica, independentemente do tipo de pedra e
do fim a que se destinam.

B) Para atingir maior durabilidade, devem ter contato com produtos químicos durante a obra,
mas não após a conclusão.

C) As rochas não devem entrar em contato com lama de serraria.

D) Por se tratar de materiais extraídos diretamente da natureza, as rochas não mancham.

E) O uso de rochas ornamentais na fachada deve ser feito por meio de argamassa colante.

5) O termo rochas ornamentais é amplo. Esses materiais são caracterizados como materiais
naturais que passaram por processos de beneficiamento e são utilizados com função
estética, principalmente devido às características como cores e texturas exuberantes e
funcionais.
Considerando o estudo de rochas ornamentais, especificamente sobre mármores e granitos,
assinale a alternativa que contém a afirmativa correta.

A) O granito é encontrado na natureza em diversas cores, mas os tons avermelhados são mais
raros.

B) O quartzo é um dos materiais que compõem o granito e é o responsável pela dureza dessa
pedra.

C) A mica encontrada nas rochas ornamentais é o mineral responsável pela variação de cores das
rochas ornamentais como o mármore e o granito.

D) Variações nas condições de pressão e temperatura em relação ao ambiente podem acarretar


modificações em pedras de menor dureza, mas isso não afeta os mármores.

E) O mármore é formado por um conjunto de minerais: o quartzo, o feldspato e a mica.


Na prática
A instalação de rochas verticais em fachadas requer cuidados relacionados à garantia de fixação
desses elementos nas estruturas das edificações. A adequada fixação vai, além de garantir o
aspecto estético, garantir a funcionalidade da edificação com segurança aos usuários.

Confira, Na Prática, uma situação de escolha do tipo de fixação de rochas ornamentais em fachadas
de edifícios.
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Saiba mais
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:

Depósitos de resíduos finos do beneficiamento de rochas


ornamentais e qualidade do aquífero freático
Você sabe o que acontece com os resíduos provenientes do beneficiamento de rochas
ornamentais? Veja, neste artigo, como esses resíduos podem afetar a qualidade de um aquífero
freático.

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Qualidade do solo sob depósitos de resíduos do


beneficiamento de rochas ornamentais
Neste artigo você vai conhecer a qualidade do solo sob depósito de resíduos de beneficiamento de
rochas ornamentais, com foco na presença de metais potencialmente tóxicos e na necessidade de
gerenciamento desses resíduos.

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Silicose nas pedreiras: a sutil diferença entre conhecer e


adoecer. Intervenções em saúde do trabalhador na explotação
de rochas ornamentais
Neste artigo, você vai conhecer aspectos relacionados à saúde dos trabalhadores de pedreiras
ornamentais, que estão expostos a vários riscos ocupacionais.
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