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Em Breve

O documento apresenta um trabalho abrangente sobre ligação química, incluindo definições, tipos (iônica, covalente e metálica), características e forças intermoleculares. Também aborda a geometria molecular, hibridização e a importância da Estrutura de Lewis para entender as interações eletrônicas. Referências bibliográficas são fornecidas para aprofundamento no tema.

Enviado por

Adriano Victor
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Em Breve

O documento apresenta um trabalho abrangente sobre ligação química, incluindo definições, tipos (iônica, covalente e metálica), características e forças intermoleculares. Também aborda a geometria molecular, hibridização e a importância da Estrutura de Lewis para entender as interações eletrônicas. Referências bibliográficas são fornecidas para aprofundamento no tema.

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Em breve, será apresentado um trabalho completo sobre ligação química, abordando os principais

conceitos, tipos de ligação e suas características. As referências bibliográficas serão incluídas para
consulta e aprofundamento.

Trabalho Completo sobre Ligação Química

1. Introdução

A ligação química é um conceito fundamental na química que explica como os átomos se unem para
formar moléculas e compostos. A compreensão das ligações químicas é essencial para prever as
propriedades físicas e químicas das substâncias, bem como para entender as reações químicas. Este
trabalho explorará os princípios básicos que governam a formação das ligações, os diferentes tipos
de ligações e suas implicações.

2. O que é Ligação Química?

A ligação química pode ser definida como a força atrativa que mantém dois ou mais átomos unidos.
Essa atração ocorre devido à interação dos elétrons na camada de valência (a camada mais externa
de elétrons de um átomo). Os átomos tendem a atingir uma configuração eletrônica mais estável,
geralmente com oito elétrons na camada de valência (regra do octeto), semelhante à dos gases
nobres. Eles podem alcançar essa estabilidade através da perda, ganho ou compartilhamento de
elétrons.

3. Tipos de Ligação Química

Existem três tipos principais de ligação química, cada um com características distintas:

3.1. Ligação Iônica

A ligação iônica ocorre geralmente entre um metal e um não metal. Nela, há uma transferência
completa de elétrons de um átomo para outro.

* Formação: O átomo de metal (com baixa energia de ionização) perde elétrons, formando um íon
positivo (cátion). O átomo de não metal (com alta afinidade eletrônica) ganha esses elétrons,
formando um íon negativo (ânion).

* Força Eletrostática: A atração eletrostática entre o cátion e o ânion de cargas opostas forma a
ligação iônica.

* Características dos Compostos Iônicos:

* Sólidos cristalinos à temperatura ambiente.

* Altos pontos de fusão e ebulição.

* Bons condutores de eletricidade quando fundidos ou dissolvidos em água, mas maus condutores
no estado sólido.

* Geralmente solúveis em solventes polares (como a água).


* Exemplo: Cloreto de Sódio (NaCl) - o sódio doa um elétron para o cloro, formando Na$^+$ e
Cl$^-$.

3.2. Ligação Covalente

A ligação covalente ocorre geralmente entre dois não metais ou entre um não metal e o hidrogênio.
Nela, os átomos compartilham um ou mais pares de elétrons para atingir a estabilidade.

* Formação: Os átomos compartilham elétrons de modo que cada um consiga completar sua
camada de valência.

* Classificação das Ligações Covalentes:

* Ligação Covalente Simples: Compartilhamento de um par de elétrons (Ex: H-H em H$_2$).

* Ligação Covalente Dupla: Compartilhamento de dois pares de elétrons (Ex: O=O em O$_2$).

* Ligação Covalente Tripla: Compartilhamento de três pares de elétrons (Ex: N$\equivN em N_2$).

* Ligação Covalente Coordenada ou Dativa: Um dos átomos fornece os dois elétrons


compartilhados, enquanto o outro átomo apenas aceita. Uma vez formada, a ligação é indistinguível
de uma ligação covalente comum (Ex: SO$_2$, HNO$_3$).

* Polaridade da Ligação Covalente:

* Ligação Covalente Apolar: Ocorre quando os elétrons são compartilhados igualmente entre
átomos idênticos ou átomos com eletronegatividade muito semelhante. (Ex: O$_2$, Cl$_2$).

* Ligação Covalente Polar: Ocorre quando os elétrons são compartilhados de forma desigual entre
átomos com diferentes eletronegatividades, criando uma distribuição de carga desigual (dipolo). (Ex:
H$_2$O, HCl).

* Características dos Compostos Covalentes:

* Podem ser sólidos, líquidos ou gases à temperatura ambiente.

* Pontos de fusão e ebulição geralmente mais baixos do que os compostos iônicos.

* Maus condutores de eletricidade (com exceção de algumas redes covalentes como o grafite).

* Solubilidade variável, dependendo da polaridade.

3.3. Ligação Metálica

A ligação metálica ocorre entre átomos de metais. É um tipo de ligação muito diferente das
anteriores.

* Modelo do "Mar de Elétrons": Os átomos de metal perdem seus elétrons de valência, que se
tornam deslocalizados e formam um "mar de elétrons" que se move livremente por toda a estrutura
cristalina do metal. Os íons metálicos positivos (cátions) ficam imersos nesse "mar" de elétrons.
* Força Eletrostática: A atração entre os íons metálicos positivos e o "mar" de elétrons
deslocalizados mantém a estrutura unida.

* Características dos Metais:

* Bons condutores de eletricidade e calor (devido aos elétrons livres).

* Maleáveis (podem ser transformados em lâminas) e dúcteis (podem ser transformados em fios) -
os íons metálicos podem deslizar uns sobre os outros sem quebrar a ligação.

* Brilho metálico (devido à interação dos elétrons livres com a luz).

* Altos pontos de fusão e ebulição (geralmente).

* Exemplo: Cobre (Cu), Ferro (Fe), Alumínio (Al).

4. Forças Intermoleculares

Além das ligações químicas (forças intramoleculares), que mantêm os átomos unidos dentro de uma
molécula, existem também as forças intermoleculares, que são as atrações entre as moléculas. Essas
forças são mais fracas que as ligações químicas, mas são cruciais para determinar as propriedades
físicas dos compostos, como pontos de fusão e ebulição, e solubilidade.

* Forças de Van der Waals:

* Dipolo-dipolo: Ocorre entre moléculas polares. (Ex: HCl).

* Forças de Dispersão de London (ou Dipolo Induzido): Ocorre entre todas as moléculas, mas é a
principal força entre moléculas apolares. Surgem de dipolos temporários e instantâneos. (Ex:
CH$_4$, Br$_2$).

* Ligações de Hidrogênio (Pontes de Hidrogênio): É um tipo especial e mais forte de interação


dipolo-dipolo que ocorre quando um hidrogênio está ligado a um átomo muito eletronegativo (F, O
ou N) e é atraído por um par de elétrons não ligantes de outro átomo muito eletronegativo na
mesma ou em outra molécula. (Ex: H$_2O, NH_3$, HF).

5. Geometria Molecular e Hibridização

A geometria molecular descreve a arranjo tridimensional dos átomos em uma molécula e é crucial
para entender a polaridade e a reatividade das moléculas. A Teoria da Repulsão dos Pares de
Elétrons da Camada de Valência (VSEPR) e a hibridização de orbitais (sp, sp$^2$, sp$^3$) são
ferramentas usadas para prever e explicar a geometria molecular.

6. Conclusão

As ligações químicas são a base para a formação de todas as substâncias que compõem o universo. A
compreensão dos diferentes tipos de ligações – iônica, covalente e metálica – juntamente com as
forças intermoleculares, permite prever e explicar uma vasta gama de propriedades e
comportamentos das substâncias. O estudo aprofundado da ligação química é, portanto,
indispensável para a química e suas diversas aplicações.
7. Referências Bibliográficas

* ATKINS, P. W.; JONES, L. Princípios de Química: Questionando a Vida Moderna e o Meio Ambiente.
5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2012.

* BROWN, T. L.; LEMAY JR., H. E.; BURSTEN, B. E.; MURPHY, C. J.; WOODWARD, P. M.; FRADKIE, E. L.
Química: A Ciência Central. 13. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016.

* RUSSELL, J. B. Química Geral. 2. ed. São Paulo: Makron Books, 1994.

* FELTRE, R. Química. 6. ed. São Paulo: Moderna, 2004. Vol. 1: Química Geral.

* KOTZ, J. C.; TREICHEL JR., P. M.; TOWNSEND, J. R. Química e Reatividade Química. 9. ed. Cengage
Learning, 2015.

Este trabalho serve como uma base abrangente sobre ligações químicas. Para um estudo mais
aprofundado, recomenda-se consultar as referências bibliográficas listadas, que oferecem detalhes e
exemplos adicionais sobre cada tópico.

Klkkjh

A Estrutura de Lewis é uma representação visual de uma molécula que mostra os átomos, as
ligações covalentes (pares de elétrons compartilhados) e os pares de elétrons não ligantes (pares
isolados) de cada átomo. Ela é fundamental para entender como os elétrons estão distribuídos entre
os átomos e, consequentemente, prever a geometria molecular e a polaridade das moléculas.

Como desenhar uma Estrutura de Lewis

Para desenhar uma Estrutura de Lewis, siga os seguintes passos:

* Conte o número total de elétrons de valência: Some os elétrons de valência de todos os átomos
na molécula ou íon. Se for um íon, some a carga negativa (para ânions) ou subtraia a carga positiva
(para cátions) do total.

* Identifique o átomo central: Geralmente, o átomo central é o menos eletronegativo (com exceção
do hidrogênio, que sempre é um átomo terminal). Em muitos casos, é o átomo que aparece apenas
uma vez na fórmula molecular.

* Desenhe ligações simples: Conecte o átomo central aos átomos terminais com uma ligação
simples (representada por um traço ou dois pontos), que representa dois elétrons.

* Distribua os elétrons restantes: Comece pelos átomos terminais, completando o octeto (8


elétrons) de cada um (exceto o hidrogênio, que completa o dueto com 2 elétrons). Em seguida,
coloque os elétrons restantes no átomo central.

* Verifique o octeto (e dueto): Se o átomo central ainda não tiver um octeto (ou mais, no caso de
átomos do 3º período em diante que podem expandir o octeto), ou se os elétrons não foram
suficientes para completar o octeto de todos os átomos, transforme pares de elétrons não ligantes
em ligações múltiplas (duplas ou triplas) entre os átomos, até que todos os átomos (ou o máximo
possível) satisfaçam a regra do octeto.

* Calcule as cargas formais (opcional, mas recomendado): A carga formal de um átomo em uma
estrutura de Lewis pode ajudar a determinar a estrutura mais provável. A soma das cargas formais
de todos os átomos deve ser igual à carga total da molécula ou íon.

* Carga Formal = (Elétrons de valência do átomo livre) - (Elétrons não ligantes) - (1/2 * Elétrons
ligantes)

Exemplos de Estruturas de Lewis

* Metano (CH₄):

* Carbono (4 e⁻ de valência) + 4 Hidrogênios (1 e⁻ de valência cada) = 4 + 4 = 8 elétrons de valência.

* Átomo central: Carbono.

* Quatro ligações C-H simples, completando o octeto do carbono e o dueto de cada hidrogênio.

* Estrutura:

H-C-H

* Água (H₂O):

* 2 Hidrogênios (1 e⁻ de valência cada) + Oxigênio (6 e⁻ de valência) = 2 + 6 = 8 elétrons de


valência.

* Átomo central: Oxigênio.

* Duas ligações O-H simples.

* Restam 4 elétrons (8 - 4 = 4), que são colocados como dois pares não ligantes no oxigênio,
completando seu octeto.

* Estrutura:

H - Ö - H

¨
(Os pontos representam os elétrons não ligantes)

* Dióxido de Carbono (CO₂):

* Carbono (4 e⁻ de valência) + 2 Oxigênios (6 e⁻ de valência cada) = 4 + 12 = 16 elétrons de


valência.

* Átomo central: Carbono.

* Duas ligações C-O simples.

* Restam 12 elétrons (16 - 4 = 12), distribuídos nos oxigênios (6 em cada).

* Neste ponto, o carbono não tem octeto (apenas 4 elétrons). Para completar o octeto do carbono
e dos oxigênios, dois pares de elétrons não ligantes de cada oxigênio são transformados em ligações
duplas.

* Estrutura:

Ö = C = Ö

¨ ¨

A estrutura de Lewis é uma ferramenta poderosa para visualizar as interações eletrônicas e entender
as propriedades das substâncias químicas.

Você gostaria de praticar com outro exemplo ou tem alguma dúvida específica sobre a aplicação da
Estrutura de Lewis?

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