INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE TECNOLOGIAS E
CIÊNCIAS DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA E TECNOLOGIAS
LICENCIATURA EM ENGENHARIA INFORMÁTICA
FÍSICA EXPERIMENTAL II
AULA PRÁTICA Nº01
Oscilações mecânicas. Estudo do movimento oscilatório do sistema corpo-mola.
Turma: EINF3_T3
Curso: Engenharia Informática
Ano Lectivo:2024/2025
Luanda,2024/2025
Integrantes do Grupo
Nome Nº de matrícula
Isabel Marques 20231238
Cristina Mazebo 20231111
José Tala 20232641
Lista de Figuras
Figura 1:Gráfico 1-Determinação da Constante da rigidez…………………………………………… 6
Figura 2:Gráfico 2- Determinação da constante de rigidez em série…………………………………. 8
Figura 3:Gráfico 3-Determinação da constante de rigidez em paralelo............................................. 9
Figura 4:Resultado da medição……………………………………………………………………….11
Figura 5:Barreira Óptica……………………………………………………………………………... 15
Figura 6:O gerador(interface cobra 3).................................................................................................. 15
Figura 7:Experimento com uma mola suspensa em um suporte vertical……………………………. 16
Lista de Tabelas
Tabela 1:Mola simples(valor na unidade real)....................................................................................... 5
Tabela 2:Mola simples(valor da Constante de rigidez(k) e conversão para SI)..................................... 5
Tabela 3:Mola em série (Valor unidade real)..........................................................................................7
Tabela 4:Mola em série (valor em SI e constante de Rigidez)............................................................... 7
Tabela 5:Mola em Paralelo (valor unidade real).....................................................................................8
Tabela 6:Mola em Paralelo(valor em SI e constante de Rigidez)...........................................................8
Sumário
1 Introdução…………………………………………………………………………………………………….. 1
1.1 Teoria…………………………………………………………………………………………………... 2
1.1.1 Lei de Hooke e Constante Elástica………………………………………………………………….. .2
1.1.2 Movimento Harmônico Simples (MHS)………………………………………………………………….. 2
1.1.3 Configurações de Molas………………………………………………………………………………… ...2
2 Descrição Do Procedimento Experimental……………………………………………………………………3
2.1 Materiais Utilizados……………………………………………………………………………………. 3
2.1.2 Procedimento Experimental…………………………………………………………………………...3
3 Dados Experimentais…………………………………………………………………………………………..4
3.1 Mola Simples…………………………………………………………………………………………… 4
3.1.2 Mola em série………………………………………………………………………………………….8
4 Método de processamento dos dados experimentais………………………………………………………… 9
4.2 Análise dos resultados…………………………………………………………………………………...9
5 CONCLUSÃO……………………………………………………………………………………………… 10
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS……………………………………………………………………… 11
1 Introdução
Este relatório aborda a Prática nº 1: Oscilações Mecânicas, cujo objetivo principal é estudar o
movimento oscilatório de um sistema corpo-mola, com foco na determinação da constante elástica
da mola em diferentes configurações e na análise de oscilações amortecidas.
O estudo do movimento oscilatório remonta aos trabalhos de Robert Hooke no século XVII, que
formulou a Lei de Hooke. Esta lei estabelece que a força restauradora exercida por uma mola é
proporcional à sua deformação, descrita pela equação F=−kx, onde F é a força, k é a constante
elástica da mola, e x é a deformação. Essa relação é fundamental para compreender o comportamento
de molas em sistemas mecânicos, especialmente em contextos de vibrações e controle de impactos.
Na engenharia, as molas são amplamente utilizadas para absorver energia cinética, suavizando
impactos e reduzindo vibrações em sistemas mecânicos. Dependendo do ambiente e da estrutura do
sistema, as oscilações podem ser harmônicas ou amortecidas. O estudo dessas oscilações é essencial
para otimizar o desempenho de sistemas que envolvem acoplamento de molas, como suspensões
automotivas, amortecedores e outros dispositivos que controlam movimentos oscilatórios.
Nesta prática, as medições foram feitas para determinar a constante elástica em três configurações
distintas: uma mola simples, duas molas acopladas em série e duas molas em paralelo. Além disso,
foi investigado o comportamento do sistema através da medição dos períodos das oscilações,
permitindo uma análise detalhada tanto das oscilações livres quanto das oscilações amortecidas.
1
1.1 Teoria
1.1.1 Lei de Hooke e Constante Elástica
A Lei de Hooke estabelece que a força F necessária para esticar ou comprimir uma mola é diretamente
proporcional à deformação x da mola. Essa relação é expressa pela equação:
F = -kx
Onde:
- F é a força restauradora exercida pela mola (em Newtons),
- k é a constante elástica da mola (em N/m),
- x é o deslocamento da posição de equilíbrio (em metros).
A constante elástica k mede a rigidez da mola: quanto maior o valor de k, mais rígida é a mola. A
determinação de k pode ser feita pela observação do alongamento de uma mola sob uma força conhecida.
1.1.2 Movimento Harmônico Simples (MHS)
O Movimento Harmônico Simples (MHS) ocorre quando a força restauradora em um sistema é diretamente
proporcional ao deslocamento e atua na direção oposta ao deslocamento. Em um sistema massa-mola, o MHS
é descrito pela equação diferencial:
𝑑²𝑥
m× 𝑑𝑡²
+ kx = 0
A solução dessa equação dá origem a um movimento oscilatório com um período T, que é o tempo necessário
para uma oscilação completa. O período do sistema mola-corpo é dado por:
𝑚
T = 2π √( 𝑘
)
Onde:
- T é o período (em segundos),
- m é a massa do corpo (em kg),
- k é a constante elástica da mola (em N/m).
Esse resultado mostra que o período de oscilação depende apenas da massa do corpo e da constante elástica da
mola, sendo independente da amplitude das oscilações.
2
1.1.3 Configurações de Molas
As molas podem ser acopladas em diferentes configurações, o que altera o valor efetivo da constante elástica
do sistema. As duas principais configurações analisadas são:
-Mola simples:A constante elástica de uma mola simples determina sua rigidez e é calculada com base na
razão entre a força aplicada e a deformação resultante. Quanto maior a constante, mais rígida é a mola.
𝑓𝑒𝑙
k= 𝑥
- Molas em série: Quando duas ou mais molas estão conectadas uma após a outra, a constante elástica
equivalente k(𝑒𝑞) é dada por:
1 1 1
𝑘(𝑒𝑞)
= 𝑘(1)
+ 𝑘(2)
Isso significa que a rigidez total do sistema é menor do que a de cada mola individual.
- Molas em paralelo: Quando duas ou mais molas estão conectadas lado a lado, a constante elástica
equivalente k(𝑒𝑞) é a soma das constantes individuais:
k(𝑒𝑞)= k(1)+ k(2)
Nessa configuração, a rigidez total do sistema é maior
2 Descrição Do Procedimento Experimental
2.1 Materiais Utilizados
● Molas (de diferentes constantes elásticas)
● Discos metálicos - massa de 50,10,40
● Suporte de 10 g para massas (gancho)
● Régua para medir deslocamentos
● Suporte para fixação das molas
● Sensor
● Cobra 3
● Computador (caso tenha sido utilizado para aquisição de dados)
● Suporte vertical
2.1.2 Procedimento Experimental
Neste experimento, o objetivo foi determinar a constante elástica da mola em três diferentes configurações e a
partir do período : mola simples, molas em série e molas em paralelo e Gráfico . Utilizamos uma mola
suspensa com o auxílio de um suporte vertical, e as medições foram feitas para cada uma das configurações. A
seguir, detalhamos cada etapa:
3
1. Mola Simples
Para a configuração de mola simples, começamos suspendendo uma única mola no suporte. Na extremidade
livre, foi pendurado um gancho com massa de 10 gramas. Medimos o comprimento da mola em repouso 0,
obtendo 850 cm como valor inicial .
Em seguida, adicionamos discos metálicos de diferentes massas e registramos a deformação da mola:
● Primeiro disco de 20 gramas: Medimos o comprimento da mola com o disco pendurado e subtraímos
o valor da mola em repouso (850 cm) para obter a deformação.
● Segundo disco de 40 gramas: Anotamos a nova deformação da mola.
● O processo foi repetido até a adição de discos que totalizaram 80 gramas.
Esses dados foram registrados na Tabela 1, que mostra as variações de comprimento conforme diferentes
massas foram adicionadas.
2. Molas em Série
Na segunda parte do experimento, utilizamos duas molas conectadas em série. O procedimento foi o mesmo:
● Penduramos um gancho de 10 gramas na extremidade inferior do conjunto de molas em série.
● Medimos o comprimento das molas em repouso e, em seguida, adicionamos os discos metálicos
sucessivamente.
● As deformações foram registradas, e os valores da tabela foram obtidos subtraindo o comprimento
inicial das molas em série.
3. Molas em Paralelo
Para a configuração em paralelo, montamos duas molas lado a lado, ambas suspensas no suporte. Na
extremidade livre das duas molas, foi pendurado o mesmo gancho de 10 gramas. O procedimento foi idêntico
ao anterior:
● Medimos o comprimento inicial das molas em repouso.
● Adicionamos os discos de diferentes massas e anotamos a deformação correspondente.
● As medições foram novamente registradas na tabela, subtraindo o valor da mola em repouso para cada
disco adicionado.
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3 Dados Experimentais
3.1 Mola Simples
Com as medições realizadas na configuração (mola simples), utilizamos o método estático para
determinar a constante elástica da configuração. A constante elástica foi calculada com base na Lei
de Hooke, comparando a força aplicada e o alongamento .
𝑚𝑔
● k= 𝑦
● 𝑓𝑒𝑙 = 𝐹𝑔 = 𝑚𝑔
Onde tomamos a gravidade como g=9.31m/𝑠² . Durante o experimento com a mola simples, fizemos
medições tanto do alongamento da mola quanto da massa utilizada para calcular a constante elástica
k. Esses valores foram inicialmente obtidos em unidades não padronizadas e, posteriormente,
convertidos para o Sistema Internacional de Unidades (SI).
Tabela 1: Mostra os valores das grandezas nas suas unidades originais, ou seja, o valor do
alongamento y da mola em centímetros (cm) e a massa mmm em gramas (g).
Tabela 2: Apresenta os mesmos valores convertidos para o SI. O alongamento y foi convertido de
centímetros (cm ) para metros (m) e a massa em gramas (g)foi convertida de gramas para
quilogramas (kg).
Nº 1 2 3 4 5
m(g) 0 20 40 60 80
y(mm) 0 61 124 184 245
F𝑒𝑙 =F𝐺 (N) 0 196.2 392.4 588.6 784.8
Tabela 1:Mola simples(valor na unidade real).
Nº 1 2 3 4 5
m(kg) 0 0.02 0.04 0.06 0.08
y(m) 0 0.061 0.124 0.184 0.245
F𝑒𝑙 =F𝐺 (N) 0 0.1962 0.3924 0.5886 0.7848
Tabela 2:Mola simples(valor da Constante de rigidez(k) e conversão para SI).:
5
Figura 1:Gráfico 1-Determinação da Constante da rigidez
A constante de rigidez obtida pelo gráfico na equação y=3.2005x-0.0006 é 3.2005 logo comparando
com o valor obtido manualmente usando a seguinte fórmula:
0.1962
k= 0.061
= 3. 2163 𝑁/𝑚, logo os resultados coincidem, a diferença entre os dois valores é
pequena (aproximadamente 0,0158 N/m).
.
3.1.2 Mola em série
Com as medições realizadas na configuração (mola série), utilizamos o método estático para
determinar a constante elástica da configuração. A constante elástica foi calculada com base na Lei
de Hooke, comparando a força aplicada e o alongamento .
1
● 𝑘𝑒𝑞 = 1 1
( 𝑘(1) + 𝑘(2) )
● 𝑓𝑒𝑙 = 𝐹𝑔 = 𝑚𝑔
onde
● keqé a constante elástica equivalente das molas em série,
● k(1)é a constante elástica da primeira mola,
● k(2)é a constante elástica da segunda mola.
Na configuração de molas em série, utilizamos a constante elástica ( k ) previamente determinada
para a mola simples, uma vez que ambas as molas no experimento eram feitas do mesmo material
6
elástico. Isso nos permite tratar as duas constantes elásticas como sendo equivalentes, o que facilita
os cálculos. Quando colocamos molas em série, a força aplicada às molas é a mesma para ambas,
mas o alongamento total é a soma dos alongamentos individuais de cada mola. Como as duas molas
são idênticas e têm a mesma constante elástica ( k ), podemos simplificar a equação para:
𝑘
𝑘𝑒𝑞 = 2
Ou seja, a constante elástica equivalente para duas molas idênticas em série é metade da constante
elástica de uma única mola .Neste experimento, como utilizamos o mesmo material elástico para
ambas as molas, isso justifica por que as constantes elásticas são iguais. Isso também implica que, ao
combinar as molas em série, o sistema total se torna menos rígido, com um alongamento maior para a
mesma força aplicada, comparado a uma única mola, seguindo os passos da configuração anterior .
Nº 1 2 3 4 5
m(g) 0 20 40 60 80
y(mm) 0 125 251 380 501
F𝑒𝑙 =F𝐺 (N) 0 196.2 392.4 588.6 784.8
Tabela 3:Mola em série (Valor unidade real).
Nº 1 2 3 4 5
m(kg) 0 0.02 0.04 0.06 0.08
y(m) 0 0.125 0.251 0.38 0.501
F𝑒𝑙 =F𝐺 (N) 0 0.1962 0.3924 0.5886 0.7848
Tabela 4:Mola em série (valor em SI e constante de Rigidez).
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Figura 2:Gráfico 2- Determinação da constante de mola em série.
A constante de rigidez obtida pelo gráfico na equação y= 1.5607x + 3E-5 é 1.5607 logo
comparando com o valor obtido manualmente usando a seguinte fórmula:
3.2005
k= 2
= 1. 6002𝑁/𝑚, sabendo que k=3.2005N/m então os resultados coincidem
aproximadamente, confirmando uma pequena falha medições e cálculos talvez é ligeiramente maior.
A diferença entre os dois valores é pequena (aproximadamente 0,0395 N/m), indicando que ambos os
métodos estão fornecendo resultados consistentes.
.
3.1.2 Mola em paralelo
Com as medições realizadas na configuração (mola em paralelo), utilizamos o método estático para
determinar a constante elástica da configuração. A constante elástica foi calculada com base na Lei
de Hooke, comparando a força aplicada e o alongamento .
● keq= k1+ k2;
● 𝑓𝑒𝑙 = 𝐹𝑔 = 𝑚𝑔;
Na configuração de molas em paralelo, também utilizamos a constante elástica k determinada
anteriormente na mola simples, uma vez que as molas usadas no experimento eram do mesmo
material elástico. Como o material das molas é o mesmo, as constantes elásticas individuais k1 e k2
são iguais. Quando molas estão conectadas em paralelo, a força aplicada é distribuída entre as molas,
mas o alongamento x é o mesmo para ambas. A constante elástica equivalente keq em paralelo é a
soma das constantes elásticas das molas individuais. Como as duas molas são idênticas e possuem a
mesma constante elástica k , podemos simplificar a equação para:
8
keq = 2k
Isso significa que a constante elástica equivalente de duas molas em paralelo é o dobro da constante
de uma única mola. Como resultado, o sistema se torna mais rígido, resistindo mais ao alongamento
para uma mesma força aplicada, em comparação a uma única mola.
Nº 1 2 3 5
m(g) 0 20 40 80
y(mm) 0 32 63 129
F𝑒𝑙 =F𝐺 (N) 0 196.2 392.4 784.8
Tabela 5:Mola em Paralelo (valor unidade real).
Nº 1 2 3 4 5
m(kg) 0 0.02 0.04 0.06 0.08
y(m) 0 0.032 0.063 0.098 0.129
F𝑒𝑙 =F𝐺 (N) 0 0.1962 0.3924 0.5886 0.7848
Tabela 6:Mola em série (valor em SI e constante de Rigidez).
Figura 3:Gráfico 3-Determinação da constante de rigidez em paralelo(k).
A constante de rigidez obtida pelo gráfico na equação y=6.0535x-0.0026 é 6.0535 logo comparando
com o valor obtido manualmente usando a seguinte fórmula:
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k=2k=6.401 N/m, sabendo que k=3,2005 N/m então o resultado obtido podemos afirmar que a
diferença entre os valores é relativamente pequena (aproximadamente 0,3475 N/m).
3.2 Constante da Atráves do período das oscilações harmônicas por meio da
interface cobra 3
Nesta experiência, uma mola com um peso de 80 g foi usada para medir sua constante elástica por
meio de oscilações. A mola foi fixada, e o peso, ao ser solto, iniciou um movimento harmônico
simples. Um sensor de movimento conectado à interface Cobra 3 registrou a posição da massa ao
longo do tempo, enviando os dados para um software gráfico. No gráfico, os picos de deslocamento
foram utilizados para calcular o período T das oscilações. Com o valor de T , a constante da mola k .
A análise permite determinar a rigidez da mola e compreender o comportamento do sistema
massa-mola usando as seguintes molas:
4π²𝑚
𝑘= 𝑇²
𝑇𝑓−𝑇𝑖
T= 2
Para calcular o período usando os picos de 3 em 3 retirados do gráfico que consta aqui em baixo,
vamos escolher três picos consecutivos e calcular o intervalo de tempo entre eles. No gráfico, os
picos principais (máximos) em vermelho parecem estar aproximadamente nos seguintes tempos:
- Pico 1: t1 = 0.35 s
- Pico 2: t2 = 1.4 s
- Pico 3: t3 = 2.45s
- Pico 4: t4 = 3.45s
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Figura 4:Resultado da medição
Como estamos escolhendo de 3 em 3 picos, o período será a diferença entre o tempo do primeiro e do
terceiro pico por 2. Então:
𝑇𝑓−𝑇𝑖 2.4−035
T= 2
= 2
= 1. 05𝑠, logo o T=1.05 s
Com o período T e assumindo que a massa e 0,08 kg, substituímos os valores na fórmula:
4π²(0,08)
𝑘= (1.05)²
=2.86 N/m logo a k=2.8𝑁/𝑚
O valor de k obtido pelo gráfico da mola simples foi de 3,2005 N/m. A diferença entre esse valor e o
cálculo manual (2,8 N/m) é de aproximadamente 0,4 N/m, uma diferença pequena, mas observável.
4.2 Análise dos resultados
Os resultados obtidos ao longo dos experimentos permitiram determinar as constantes elásticas das molas em
diferentes configurações (simples, em série e em paralelo) e avaliar o comportamento do sistema massa-mola
em condições de oscilação. A seguir, é feita uma análise detalhada dos principais achados e suas implicações:
1- Constante Elástica em Configurações Diferentes:
- Na configuração de mola simples, a constante elástica k relaciona a força ( F ) com o deslocamento ( y ), a
constante obtida foi de 3.2005 N/m pelo gráfico e 3.2163 N/m pelo cálculo manual, a uma pequena
discrepância que pode ser atribuída a fatores como arredondamento, incertezas nas medições experimentais,
ou variações na precisão dos dados ao traçar o gráfico e calcular a constante de rigidez.
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Essa pequena diferença sugere que o experimento foi realizado de forma precisa, já que os dois métodos
(gráfico e fórmula) forneceram valores quase idênticos para a constante de rigidez.
- Para a configuração em série, a constante elástica obtida foi aproximadamente metade da constante da
mola simples, como previsto teoricamente. A equação explica essa redução na rigidez do sistema, já que a
deformação total é a soma das deformações individuais. A diferença entre os dois valores é pequena
(aproximadamente 0,0395 N/ m), indicando que ambos os métodos estão fornecendo resultados consistentes.
Essa pequena variação pode ser atribuída o arredondamento, incerteza Experimental, precisão do
Equipamento.
- Na configuração em paralelo, a constante elástica é o dobro da constante da mola simples, como
esperado. Isso reflete a maior rigidez do sistema quando as molas trabalham em conjunto para resistir à mesma
força. Pequenas variações nos dados experimentais ou arredondamento de valores podem influenciar o
resultado final. A precisão dos instrumentos de medição utilizados para gerar o gráfico pode introduzir uma
margem de erro. Ao obter o valor de k a partir da inclinação do gráfico, pode haver uma pequena margem de
erro.
- A análise das oscilações usando a interface Cobra 3, o primeiro experimento dependia de uma análise
gráfica, enquanto o segundo usou-se sensores para captar os tempos de oscilação. Cada método tem suas
próprias fontes de incerteza. Pode haver pequenas variações nas condições do experimento, como leve atrito
ou incertezas no sensor de movimento, que influenciam o valor do período. A diferença entre os valores
obtidos por meio dos períodos de oscilação e os métodos estáticos sugere que as oscilações podem ter sido
afetadas por fatores como amortecimento não linear ou pequenas variações na massa da carga durante o
experimento ambos os valores de k estão próximos, sugerindo que o experimento foi conduzido com precisão
e que as pequenas diferenças.
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5 CONCLUSÃO
De maneira geral, os resultados obtidos são coerentes com a teoria do movimento oscilatório e da Lei de
Hooke. A variação dos valores da constante elástica de acordo com a configuração das molas confirma o
comportamento esperado, reforçando a importância de compreender os princípios básicos das oscilações
mecânicas para a aplicação em sistemas mais complexos o valor obtido pelo gráfico é confiável e consistente
com o cálculo manual, reforçando a validade do experimento e da metodologia empregada mostrando uma boa
concordância com os cálculos teóricos,os resultados obtidos através dos gráficos e das equações teóricas
coincidem em grande parte, o que valida o procedimento experimental. Pequenas discrepâncias podem ser
explicadas pela dificuldade de medir com exatidão o deslocamento da mola e variações na aplicação da força.
Os principais erros identificados incluem a leitura imprecisa dos deslocamentos, a influência de forças
externas como atrito e resistência do ar, e a calibração dos sensores utilizados na interface Cobra 3.
A utilização de massas pequenas também pode ter gerado incertezas nas medições, já que pequenas variações
no peso podem resultar em diferenças perceptíveis nos deslocamentos medidos.
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6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Smith, John. "Dynamics of Simple Pendulum Systems." Journal of Applied Physics 100, no. 3
(2020): 345-358.
2. Johnson, Emily. "Experimental Techniques in Pendulum Analysis." Physics Today 75, no. 2
(2021): 45-58.
3. Garcia, Maria. "Introduction to Oscillatory Motion." Cambridge University Press, 2019.
4.Halliday, David , et al.” Fundamentos of physics “ Wiley,2019
5.RELATÓRIO MHS. Disponível em: https://s3.us-east-1.amazonaws.com/documents.scrib
d.com/docs/2day6phyww65mmd6.pdf. Acesso em: 31 out. 2024.
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ANEXO
Figura 5:Barreira Óptica
15
Figura 6:O gerador(interface cobra 3)
Figura 7:Experimento com uma mola suspensa em um suporte vertical
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