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Exames, Sondas e Coleta

O documento aborda diversas posições de exames e procedimentos de enfermagem, como decúbito dorsal, ventral, lateral, e posições específicas para exames ginecológicos e cirurgias. Também discute a contenção de pacientes, a utilização de sondas nasogástricas e vesicais, e a coleta de amostras biológicas, enfatizando a importância de seguir protocolos rigorosos para garantir a segurança e o conforto do paciente. Além disso, menciona cuidados específicos e materiais necessários para a realização de cada procedimento.

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Exames, Sondas e Coleta

O documento aborda diversas posições de exames e procedimentos de enfermagem, como decúbito dorsal, ventral, lateral, e posições específicas para exames ginecológicos e cirurgias. Também discute a contenção de pacientes, a utilização de sondas nasogástricas e vesicais, e a coleta de amostras biológicas, enfatizando a importância de seguir protocolos rigorosos para garantir a segurança e o conforto do paciente. Além disso, menciona cuidados específicos e materiais necessários para a realização de cada procedimento.

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LOGOTIPO

ESCOLAR

EXAMES

SONDAS E COLETAS
Posição de Exames
AS POSICÕES PARA EXAMES, TRATAMENTOS OU
USO DE MEDICACÕES SÃO MUITO VARIADAS E
CADA UMA DELAS TEM UMA NOMENCLATURA
PRÓPRIA QUE A IDENTIFICA

Durante a realização de alguns exames ou de tratamentos


o paciente poderá ser colocado em uma determinada
posição para melhor realização do procedimento.

Cada uma dessas posições dispõem de uma nomenclatura e


são utilizadas no meio académico e profissional.
Posição de Exames
Decúbito Dorsal

Ela se constitui pela posicionamento do paciente deitados de


costas com as pernas posicionadas de forma estendida ao lado do
corpo.
• é uma das posições mais utilizadas na área da saúde.
• utilizada para realização de exames ou mesmo a administração de medicamentos
• usada para exames frontais: abdômen, tórax, cabeça e membros
Posição de Exames
Decúbito ventral

O decúbito ventral é uma posição oposta ao decúbito dorsal, que é quando o paciente
deita com a barriga voltada para cima.
O decúbito ventral é utilizado em cirurgias que envolvem: Fossa craniana posterior,
Coluna vertebral, Estruturas retroperitoneais, Região glútea, Membros inferiores.
Para pacientes com síndrome do desconforto respiratório agudo, o decúbito ventral
ajuda a melhorar a oxigenação e a reduzir a pressão sobre o tórax.
Posição de Exames
Decúbito lateral

Consiste na posição lateral esquerda ou direita, com a perna que


está do lado de cima flexionada, afastada e apolada na superfície de
• Utilização para conforto e verificação de temperatura pelo reto.
Costuma ser usada em convulsões, menor risco de broncoaspiração
repouso.
Posição de Exames
Posição de Sims

Nesta posição coloca-se o paciente deitado sobre a lateral esquerda do corpo, o MID
(Membro inferior Direito) deve estar flexionado até quase encostar o joelho no
abdome, o MIE (Membro inferior Esquerdo) deve manter-se estirado.

utilizada para apicação de supositório realização de edema e ou


lavagem intestinal
(enteroclismas)
Posição de Exames
posição de Fowler

Esta posição consiste na posição semi-sentada no leito.


• É utilizada em várias situações, tais como: para
conforto, higiene oral, melhora de quadros de
dispneia em pós-operatório de tireoide, tórax e
abdome.
Posição de Exames
Ginecológica

Consiste no decúbito dorsal, com as pernas flexionadas afastadas.


• É utilizada para exames dos órgãos genitais internos e externos, cirurgias,
cateterização,
partos, entre outros.
Posição de Exames
Posição de Trendelenburg

Consiste no decúbito dorsal, com o corpo inclinado para trás, pernas


e pés acima do nível da cabeça.
• utilizada para cirurgias pélvicas, casos de choque.
• Variações: casos de hemorragia, edema, cirurgias na cabeça e ginecológicas
Posição de Exames
Posição de litotomia

consiste no posicionamento do paciente em decúbito dorsal com


as pernas afastadas e suspensas sobre perneiras.
• utilizada para exames dos órgãos genitais internos e
externos também é utilizada em cirurgia do trato urinário e genital.
Contenção do Paciente
A contenção de paciente é uma técnica que visa imobilizar uma pessoa ou parte do seu corpo
para restringir movimentos físicos. É utilizada em situações de agitação, confusão mental,
agressividade ou violência, para prevenir quedas e outros riscos.

A contenção física deve ser aplicada de forma humanizada, respeitando a dignidade do paciente,
e seguindo protocolos bem delineados. Deve ser desfeita o mais rápido possível, após o manejo
farmacológico adequado dos sintomas.

Para a contenção física, é importante:

Ter um ambiente seguro, livre de materiais de risco;


Observar constantemente o paciente;
Atender às necessidades básicas do paciente;
Ter uma equipe de pelo menos cinco profissionais;
Manter o tronco e a cabeça do paciente levemente elevados;
Monitorar os sinais vitais e o nível de consciência do paciente;
Não deixar o paciente sozinho;
A contenção mecânica deve ser aplicada sob a supervisão direta de um enfermeiro;
O paciente deve ser monitorado atentamente pela equipe de enfermagem;
SNG

SNG é a sigla para sonda nasogástrica, um dispositivo flexível que é inserido


pelo nariz até ao estômago ou intestino. A sua utilização é um procedimento
privativo de enfermeiros e pode ter diversas finalidades, como:

Administrar alimentos, líquidos e medicamentos a pessoas que não


conseguem deglutir;
Drenagem de fluidos;
Lavagem gástrica;
Coleta de material gástrico;
Realização de exames diagnósticos;
A introdução e posicionamento inadequado de uma sonda nasogástrica
pode levar a complicações graves e até à morte.
SNG
Continue
......
Para realizar a sondagem nasogástrica, são necessários os seguintes
materiais:

Bandeja com sonda nasogástrica


Frasco coletor
Seringa de 20 ml
Pacote de gaze
Toalha de rosto
Lubrificante
Micropore para fixação
Estetoscópio
Tesoura
SVD

A Sondagem Vesical de Demora (SVD) é um procedimento invasivo utilizado na


enfermagem que consiste na inserção de um cateter na uretra até a bexiga,
indicado para diversas condições clínicas como retenção urinária e controle da
produção de urina. Apesar de ser uma prática comum, requer precauções rigorosas
para evitar complicações, incluindo higiene adequada e manuseio cuidadoso. Sua
troca só deve ocorrer em casos de falha do equipamento ou sob orientação
médica.
Para o manejo adequado, é importante seguir algumas orientações, como lavar as
mãos antes de mexer na sonda, manter a bolsa coletora abaixo do nível da cama ou
do assento, e esvaziá-la antes que atinja a capacidade máxima. Além disso, todos
os profissionais de enfermagem são capacitados para o preparo do material
necessário para a inserção e troca da SVD.
SVD
Continue

Cuidados
Para realizar a inserção de uma Sonda Vesical de Demora (SVD), são
necessários cuidados específicos para garantir a segurança e o
conforto do paciente. Os principais cuidados incluem:
Higiene das Mãos:
Lavar as mãos antes e após o procedimento;
Verificar a condição do paciente, a necessidade da sonda e a presença de
contraindicações;
Colocar o paciente em posição supina ou em decúbito dorsal com as pernas
ligeiramente afastadas para facilitar o procedimento;
Manter a técnica asséptica durante todo o procedimento para evitar infecções;
SVD
IMPORTANTE
Após a inserção, faça monitoramento regular da função urinária, estado da pele ao
redor da sonda e a condição geral do paciente.
Coleta de Exames

A coleta de exames na enfermagem envolve diversas etapas, principalmente a coleta


e o transporte de amostras biológicas, que são fundamentais para a fase pré-
analítica dos exames. É importante seguir procedimentos adequados, como garantir
que o paciente esteja em jejum, quando necessário, especialmente para testes
sorológicos. A equipe de enfermagem deve estar equipada com materiais como
bandejas, recipientes com álcool a 70%, algodão hidrófilo e Equipamentos de
Proteção Individual (EPIs).
Coleta de Sangue
Continue

A coleta de sangue é um procedimento que consiste na inserção de uma agulha em


uma veia para obter uma amostra de sangue para exames. É um dos exames mais
comuns em laboratórios e é essencial para a prevenção, diagnóstico e tratamento de
doenças.
Os passos para a coleta de sangue são:

Higienizar as mãos;

Explicar ao paciente o procedimento;

Identificar os tubos e colocá-los na ordem correta;


Palpar a veia;
Colocar o garrote para ressaltar as veias;
Coleta de Sangue
continue

Desinfetar o local da punção com álcool;


Realizar a punção;
Inserir o tubo de coleta;

Retirar o garrote;
Finalizar o processo de coleta

Os materiais utilizados para a coleta de sangue


devem ser de uso único e os perfurocortantes
devem ser descartados de forma adequada.
Urina tipo 1
O exame de urina tipo 1, também conhecido como EAS (Elementos Anormais do
Sedimento), é um exame de rotina que analisa a urina para avaliar a saúde dos rins e
do trato urinário, ele tem como objetivo analisar as substâncias e parâmetros
presentes na urina, como: Ph, densidade, cor, glicose, proteínas, nitrito,
urobilinogênio, cetonas e bilirrubinas.

Coleta de Urina em SVD


A coleta de urina em um paciente com Sonda Vesical de Demora (SVD) deve ser feita
de acordo com algumas orientações, como:
Preferir a primeira urina da manhã ou esperar pelo menos 2 horas após o paciente
não ter urinado
Lavar as mãos com água e sabão e colocar luvas de procedimento
Clampear o tubo de extensão logo abaixo do adaptador de coleta
Desinfetar o látex com álcool 70%
Coletar a urina com uma seringa e agulha estéreis, após 30 minutos do
clampeamento
Transferir a urina para um frasco ou tubo seco estéril, com tampa de rosca
Coleta de Urina em SVD
continue
A amostra deve ser levada ao laboratório o mais rápido possível. Se o transporte
demorar mais de duas horas, a amostra deve ser mantida refrigerada entre 2 e 8ºC
por até 12 horas.
A SVD é um procedimento estéril que consiste na introdução de uma sonda na
bexiga através da uretra. A sonda é removida quando o objetivo do procedimento
é alcançado.

Fezes BK
A baciloscopia de fezes (ou Fezes BK) é um exame que visa identificar a presença de
bacilos, como o Mycobacterium tuberculosis. No entanto, as amostras de fezes não são
recomendadas para esse tipo de exame, pois frequentemente resultam em falsos
negativos ou falsos positivos. É mais adequado realizar a baciloscopia em outros
materiais clínicos, como: urina, escarro, liquor, lavado gástrico, lavado brônquico,
secreção traqueal, fragmentos de tecido e secreções em geral.
Recomenda-se sempre verificar a indicação do exame com um profissional de saúde.

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