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UNIVERSIDADE PITÁGORAS UNOPAR
SISTEMA DE ENSINO A DISTANCIA CONECTADO
CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGÍA EM RADIOLÓGIA
3° SEMESTRE
RAFAELLE TAMIRES MOREIRA ALBUES
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA
TÉCNICAS ESPECIAIS E MEIOS DE CONTRASTE
Mato Grosso – Cuiabá
2025
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RAFAELLE TAMIRES MOREIRA ALBUES
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA
TÉCNICAS ESPECIAIS E MEIOS DE CONTRASTE
Trabalho apresentado à Universidade UNOPAR, como
requisito parcial para a obtenção de média semestral nas
disciplinas norteadoras do semestre letivo.
Tutor (a): Taylla Klei Felix Souza Timm
Mato Grosso – Cuiabá
2025
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SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO……………………………………………………………… 4
2. DESENVOLVIMENTO……………………………………………………. 5
2.1 Identificar as fases do contraste na tomografia
computadorizada…………………………………………………………… 5
2.2 Procedimentos necessários para realização de exames de
contraste………………………………………………………………………6
3. CONCLUSÃO………………………………………………………………..9
4. REFERÊNCIAS……………………………………………………………10
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1. INTRODUÇÃO
A aula prática de Técnicas Especiais e Meios de Contraste realizada nesse
terceiro semestre de 2025, é fundamental para conhecer e ser capaz de
identificar as fases do contraste em uma tomografia computadorizada, bem
como realizar o posicionamento e protocolos de aquisição de imagens,
permitindo uma melhor visualização de estruturas anatômicas e auxílio no
diagnóstico de diversas patologias.
A sua utilização é muito comum em exames como tomografia
computadorizada, ressonância magnética, entre outros. Além disso, o
conhecimento sobre posicionamento e protocolos de aquisição de imagens é
crucial para garantir a qualidade e segurança do exame para o paciente.
O posicionamento correto e a escolha do protocolo adequado são essenciais
para garantir que as imagens sejam obtidas com a melhor qualidade possível,
permitindo que o radiologista possa fazer um diagnóstico preciso.
Contudo, o conhecimento das fases do contraste é fundamental para o
profissional de radiologia, pois ele precisa entender como o contraste se
comporta no organismo, como ele afeta as imagens e possam ser capazes de
adaptar às constantes mudanças e avanços tecnológicos na área.
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2. DESENVOLVIMENTO
2.1 Identificar as fases do contraste na tomografia computadorizada
Pré-Contraste endovenoso: Nesta etapa, ainda não há presença de meio de
contraste dentro dos vasos, ou seja, as imagens apenas exibem as estruturas
anatômicas normais do corpo.
Arterial: Nessa etapa, o meio de contraste é observado nas artérias, revelando
a circulação arterial e permitindo a detecção de áreas potenciais de estenose ou
obstrução.
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Portal: Nessa etapa, o meio de contraste é observado nas veias portais,
revelando o fluxo venoso no fígado e permitindo a detecção de possíveis lesões
hepáticas ou tumores.
Excretora: Nessa etapa, o meio de contraste é observado nos rins e ureteres,
revelando a função renal e permitindo detecção de possíveis lesões ou
obstruções.
2.2 Procedimentos necessários para realização de exames de contraste
A urografia excretora é um exame radiológico que estuda morfologicamente o
sistema urinário.
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Este exame é indicado em pacientes que apresentam patologias como cálculo
renal, cálculo uretral, traumatismo renal, hipertensão, massa abdominal ou
pélvica, dor no flanco, infecções do trato urinário,insuficiência renal e hematúria.
Quais são os procedimentos para a realização do exame? Mencione o
posicionamento do paciente, qual meio de contraste deve ser utilizado, qual o
tempo para a realização de cada radiografia.
A realização da urografia excretora envolve alguns procedimentos específicos:
Posicionamento do paciente:
• O paciente é posicionado na mesa de exame deitado de costas, com os
braços acima da cabeça. O raio X é realizado em várias posições,
incluindo incidência anterior, posterior e lateral.
• Meio de contraste: O meio de contraste utilizado é geralmente o iodo,
administrado intravenosamente. E importante que o paciente informe o
radiologista ou o técnico de radiologia de qualquer alergia ou
sensibilidade ao iodo ou a outros meios de contraste.
Tempo para a realização de cada radiografia: As radiografias são realizadas
em diferentes momentos após a administração do contraste, geralmente em 3 a
4 tempos diferentes.
• O primeiro tempo é realizado logo após a administração do contraste, para
avaliar a excreção renal.
• O segundo tempo é realizado entre 10 a 15 minutos após a administração
docontraste, para avaliar a opacidade ureteral e vesical.
• O terceiro tempo é realizado entre 30 a 45 minutos após a administração
do contraste, para avaliar a opacidade vesical e uretral.
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O EED (Esôfago, estômago e duodeno) tem por objetivo estudar
radiologicamente o funcionamento do esôfago distal, do estômago e do
duodeno. Entre as principais indicações clínicas estão gastrite aguda ou crônica,
hérnia de hiato, divertículos, úlceras pépticas, bezoares e carcinoma.
Suponhamos que você recebeu um paciente adulto, do sexo masculino, para a
realização do EED através da radiologia convencional, quais são os
procedimentos a serem seguidos para a realização do exame? Mencione o
posicionamento do paciente, qual meio de contraste deve ser utilizado, qual o
tempo para a realização de cada radiografia.
Para realizar o exame de esôfago, estômago e duodeno (EED) através da
radiologia convencional em um paciente adulto, do sexo masculino, os seguintes
procedimentos devem ser seguidos:
• Posicionamento do paciente: O paciente é posicionado na mesa de
exame deitado de costas, com os braços acima da cabeça. O raio X é
realizado em várias posições, incluindo incidência anterior, posterior e
lateral.
• Meio de contraste: O meio de contraste utilizado é geralmente o
bário,administrado oralmente. O paciente é solicitado a engolir o meio de
contraste em diferentes momentos, enquanto são realizadas radiografias
para avaliar o trânsito do bário pelo esôfago, estômago e duodeno.
Tempo para a realização de cada radiografia: As radiografias são realizadas em
diferentes momentos após a administração do contraste, geralmente em 3 a 4
tempos diferentes.
• O primeiro tempo é realizado logo após a administração do contraste, para
avaliar a opacidade esofágica.
• O segundo tempo é realizado entre 5 a 10 minutos após a administração
do contraste, para avaliar a opacidade gástrica.
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• O terceiro tempo é realizado entre 20 a 30 minutos após a administração
do contraste, para avaliar a opacidade duodenal. Importante mencionar
que esses tempos podem variar de acordo com o protocolo dotado pelo
centro de diagnóstico e a necessidade do médico solicitante.
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3. CONCLUSÃO
A realização de atividades práticas é uma parte fundamental do processo de
aprendizagem em radiologia. Nesse terceiro semestre, aprendemos a identificar
as fases do contraste em uma tomografia computadorizada e conhecer os
posicionamentos e protocolos de aquisição de imagens em exames que utilizam
o contraste.
Na primeira atividade, identificamos as fases do contraste em uma tomografia
computadorizada, pois isso permite ao radiologista interpretar as imagens
adequada e fazer um diagnóstico preciso. O posicionamento correto do paciente,
a escolha do protocolo adequado e administração segura do contraste são
fundamentais para garantir a qualidade e segurança do exame para o paciente.
Já segunda atividade prática, analisamos urografia excretora, o exame de
esôfago, estômago duodeno (EED) e tomografia computadorizada são
importantes exames radiológicos que têm como objetivo estudar
morfologicamente o sistema urinário, o trânsito gastrointestinal superior e as
estruturas anatômicas internas. Ambos os exames são indicados em pacientes
com patologias específicas e utilizam meios de contraste para melhorar a
visualização das estruturas anatômicas.
Concluindo, a realização dessas atividades práticas foi importante para a
nossa formação. Através dela, conseguimos consolidar nossos conhecimentos
teóricos e desenvolver habilidades essenciais. A radiologia é uma área
extremamente complexa e as atividades práticas são fundamentais para que
possamos compreender melhor os processos e nos tornarmos profissionais
capacitados atuar em diversas áreas.
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4. REFERÊNCIAS
DANTAS, M.S.; DANTAS, R.G. Urografia excretora: técnica e interpretação.
Editora
Revinter, 2011.
FONSECA, J.L. Exame de esôfago, estômago e duodeno: técnica e
interpretação
Editora Revinter, 2008
FONSECA, J.L.; SILVA, F.A. Contraste em radiologia: princípios e técnicas.
Editora
Revinter, 2010.
OLIVEIRA, G. Tomografia computadorizada: princípios e aplicações. Editora
Revinter, 2009.