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Arcano Arcanorum

O documento explora a história e as categorias dos 'Arcana Arcanorum' dentro da Maçonaria Esotérica, destacando suas origens, influências e evolução ao longo do tempo. Ele discute a relação entre os rituais maçônicos e a tradição hermética, enfatizando a importância do tuileur de Alençon como um documento histórico essencial. Além disso, analisa as denominações dos graus dentro do rito de Misraïm, evidenciando as variações e adaptações que ocorreram ao longo dos anos.

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Arcano Arcanorum

O documento explora a história e as categorias dos 'Arcana Arcanorum' dentro da Maçonaria Esotérica, destacando suas origens, influências e evolução ao longo do tempo. Ele discute a relação entre os rituais maçônicos e a tradição hermética, enfatizando a importância do tuileur de Alençon como um documento histórico essencial. Além disso, analisa as denominações dos graus dentro do rito de Misraïm, evidenciando as variações e adaptações que ocorreram ao longo dos anos.

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Apresentação

da

Maçonaria Esotérica
de
Cagliostro
AA - Arcanum Arcanorum

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“SCCALA DI NAPOLI” ou "ARCANA ARCANORUM"

O conteúdo dos chamados “ARCANA ARCANORUM” continua sendo objeto de


questionamento para muitos e, como muito bem explicou LABOURE, sob este nome
designam-se diversas coisas que precisam ser claramente distinguidas.

1. A primeira refere-se aos tuileurs (instruções ritualísticas) dos quatro últimos


graus do rito egípcio (dito Misraïm), cujos originais estão preservados nos
arquivos da Biblioteca de Alençon. Este original é um documento autêntico e,
portanto, o mais antigo no qual a denominação ARCANA ARCANORUM aparece
associada à Maçonaria.

É, portanto, um documento de referência que permite comparações com os ditos


“Arcana Arcanorum maçônicos” posteriores, algo muito útil para identificar e
analisar suas evoluções.

2. A segunda está ligada aos da filiação belga de Memphis-Misraïm, elaborados


por MALLINGER e ROMBAUTS, divulgados por volta de 1930 e baseados
nos ensinamentos da OFL (Ordem Filhos da Luz). Esses cursos
reintroduziram os antigos tuileurs como fundamento simbólico para os quatro
últimos graus do rito de Misraïm e Memphis. Tal iniciativa criticava o conteúdo
simbólico dos sistemas praticados na França por Jean BRICAUD, de quem,
ironicamente, eles haviam recebido patente, por considerá-los inautênticos ao
rito egípcio original de Cagliostro. Esses se tornaram amplamente conhecidos e
são transmitidos por quase todas as filiações egípcias atuais. Contudo, como os
ensinamentos têm origem na OFL, é necessário pertencer a essa Ordem
Filhos da Luz para ter acesso ao desenvolvimento original e completo dos AA.

3. A terceira categoria, como mencionado por LABOURE remete à utilização


histórica do termo. Em 1614, o médico e alquimista Michael MAÏER (1568-
1622) publicou sua obra Arcana Arcanissima.
Este trabalho, dedicado ao médico inglês William PADDY, amigo de Robert
FLUDD, e outros textos alquímicos alemães dos séculos XVII e XVIII,
utilizaram o título Arcana Arcanorum.

Durante o século XVIII, a expressão aparece na literatura rosacruciana e


alquímica, como nos Símbolos Secretos de Altona, publicados em 1785 e 1788.

Na obra Arcana Arcanissima, MAÏER explica que a mitologia antiga servia para
transmitir ensinamentos herméticos, essencialmente alquímicos. Embora essa
não fosse a realidade histórica, autores renascentistas reinterpretaram os mitos
antigos em termos de procedimentos alquímicos, algo que CAGLIOSTRO
também fez no Rito da Alta Maçonaria Egípcia. O termo "egípcio" naquela
época referia-se ao Oriente. Ele utilizava imagens bíblicas, gregas e romanas
para transmitir seus ensinamentos em um formato maçônico.

4. A quarta categoria inclui rituais maçônicos modernos que reutilizam a


denominação ARCANA ARCANORUM, mas que misturam elementos como
hebraico, práticas de magia, teurgia, pirâmides astrais e outros aspectos místicos.
Esses documentos são facilmente identificáveis pela sua seriedade.

5. A quinta refere-se a um sistema esotérico originado num movimento italiano,


que deu origem à Ordem Osiriana Egípcia e às fraternidades Filhos da Luz.

Jean-Pierre GIUDICELLI de CRESSAC BACHELERIE faz referência a este


sistema em seu livro Pour la Rose Rouge et la Croix d’Or, mencionando a
teurgia e as alquimias internas. Contudo, a questão da Ordem Osiriana
permanece complexa, pois algumas de suas bases remontam tradições muito
mais antigas, enraizadas no contexto napolitano do século XVIII.

Determinando o Significado dos "Arcana Arcanorum" no Rito de Misraïm

Depois de categorizar o que pode ser encontrado sobre o tema, resta determinar o que o
termo ARCANA ARCANORUM designava na época da criação do rito egípcio de
Misraïm, algo que não é tarefa fácil.

Como mencionado no início, os ARCANA ARCANORUM remetem à Via Hermética,


que foi propagada por diferentes correntes manifestadas durante a Renascença,
principalmente na Itália, mas também em toda a Europa Ocidental. O problema é que o
hermetismo tem pouca relação com a maçonaria, embora a história mostre diversas
tentativas de incorporá-lo em seus rituais.

Os ARCANA ARCANORUM são justamente uma dessas tentativas, e o tuileur de


Nápoles representa apenas uma tradução maçônica séria e compatível. É importante
notar que afirmamos que a Via Hermética existe fora da maçonaria. A questão a ser
resolvida é: até que ponto o tuileur da Escada de Nápoles se conecta a essa tradição?

Talvez possamos esclarecer isso ao estudar o tuileur original da Escada de Nápoles do


rito de Misraïm.

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Os Quatro Graus Simbólicos dos Arcana Arcanorum

Na versão maçônica, os ARCANA ARCANORUM ou Escada de Nápoles designam um


sistema de quatro graus simbólicos. Trata-se do que foi descrito no primeiro ponto.

Esses quatro graus são numerados de 87 a 90 no rito de Misraïm e agora em alguns ritos
de Memphis-Misraïm que desejam retornar às origens.

Originalmente, esses graus não eram provavelmente associados a um rito específico,


podendo ter existido como um sistema isolado e autônomo. Foi antes do rito Misraïm
ser levado para a França que ele se posicionou ao final do rito egípcio, ação feita por
Cagliostro.

Os graus inferiores (de 1 a 86), por outro lado, foram incorporados de outros ritos ao
longo do tempo, dependendo das sensibilidades e interesses estratégicos.

Jean-Marie RAGON, em seu Tuileur Général de la Franc-Maçonnerie, explica a


introdução do rito na França:

"Os Irmãos JOLY e GABORRIA deram explicações sobre o rito de Misraïm, que
começa apenas no grau 67º. O Irmão RAGON desenvolveu as interpretações dos 66
primeiros graus, conhecidos antes da existência desse rito."

Ele também menciona a origem italiana da Escada de Nápoles:

"A sessão foi longa, muito amigável e fraternal; o Irmão JOLY comunicou os estatutos
e regulamentos do Supremo Conselho de Nápoles ao Irmão GASTEBOIS, que fez uma
rápida leitura em francês. Foi uma satisfação para os membros do Grande Oriente,
mas o Irmão BENOU, ao querer revisar um trecho, exclamou: ‘Não entendo nada;
esses estatutos estão em italiano. Irmão GASTEBOIS, faço meus sinceros cumprimentos
à sua grande facilidade em traduzir esse magnífico tesouro do italiano.”

Embora existam muitas ambiguidades sobre o significado exato sobre a origem dos
ARCANA ARCANORUM, fica claro que sua simbologia e práticas derivam de uma rica
tradição hermética Napolitana, amplamente influenciada pelos contextos históricos e
culturais da Itália e da Europa Ocidental.

JOLY, GABORRIA, GARCIA, RAGON e o TUILEUR DE ALENÇON

Para esclarecer o complexo tema dos Arcana Arcanorum, é essencial partir das únicas
verdadeiras especificidades do rito que chegaram até nós, ou seja, o próprio tuileur dos
Arcana Arcanorum, cuja versão mais antiga e completa se encontra no acervo
GABORRIA da Biblioteca de Alençon.

De fato, há registros de rituais e iniciações provenientes da Itália dessa época, e nesse


sentido, é necessário destacar a justificativa de Jean-Marie RAGON, que, ao abordar o
tema, admite que só pode apresentar os tuileurs.

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Relatando sua interação com os Irmãos BEDARRIDE e sobre um diploma do 70º grau
que recebeu, RAGON escreve:

"Este documento, com muitos manuscritos maçônicos e outros materiais interessantes,


estava guardado em uma caixa que caiu no mar durante minha viagem aos Estados
Unidos. Em março, entre a Jamaica e São Domingos, enfrentamos uma calmaria que,
durante 22 dias, permitiu que avançássemos apenas três léguas (12 quilômetros) no
canal. Ao entrar no Golfo do México, o capitão recomendou que os passageiros
guardassem seus objetos de valor em compartimentos seguros do navio para protegê-
los de ataques de piratas. Durante a confusão, minha caixa desapareceu."

Em relação às explicações contidas no tuileur dos Arcana Arcanorum, ele acrescenta:

"As explicações e os desenvolvimentos dos graus 87, 88 e 89, que formam todo o
sistema filosófico do verdadeiro rito de Misraïm, estavam contidas na caixa perdida no
mar. Lamentamos essa perda para a história científica dessa maçonaria grandiosa,
que, de fato, só possui seus quatro últimos graus em Nápoles."

No entanto, como apontado pelo conde Gastone VENTURA, essa história sobre o
conteúdo da suposta caixa carece de evidências sólidas. Ele não apresenta detalhes
sobre o material perdido, o que compromete sua credibilidade. É provável que essa
"caixa" nunca tenha existido e Ragon nunca tenha sido iniciado. Mas isto apenas
especulamos.

Desde o período em que o Grande Oriente da França recusou integrar o rito Misraïm
(Escada de Nápoles) dos Irmãos JOLY, GABORRIA e GARCIA, apenas o sistema dos
Irmãos BEDARRIDE sobrevivia naquele país. Foi somente em 1930 que o "Regime de
Nápoles" voltou a ser mencionado. Quase um século depois, surgiram rituais maçônicos
com os Arcana Arcanorum encerrando-os, acompanhados de um curso ministrado por
Armand ROMBAUTS. Esses rituais basearam-se nos antigos tuileurs da Escada de
Nápoles e introduziram interpretações pítagoras inspiradas no sistema da OFL
(ORDEM FILHOS DA LUZ).

Os Arcana Arcanorum e o Sistema de ROMBAUTS

Os cursos e rituais de ROMBAUTS foram


amplamente difundidos e, hoje, constituem a
base da transmissão do 90º grau em muitos
sistemas egípcios.

Por ser o seu conteúdo original e relevante,


esses Arcana Arcanorum tornaram-se objeto
de veneração. Enquanto isso, na Itália, os
textos originais de Cagliostro foram
codificados, com o objetivo de impedir sua
divulgação e profanação. Curiosamente, os
textos codificados, após decifrados,
resultavam iguais aos textos de ROMBAUTS.

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Retomando o Fio de Ariadne

Para evitar cair em especulações, é útil analisar os elementos dos Arcana Arcanorum.

O tuileur de Alençon é um documento histórico essencial que conecta os


Arcana Arcanorum à tradição maçônica do rito de Misraïm de Cagliostro. Embora a
história dos Arcana Arcanorum tenha sido marcada por grandes mistérios e
perseguições religiosas, os textos mais antigos oferecem pistas valiosas para
compreender sua evolução. Ao resgatar e contextualizar esses detalhes, podemos
reconstruir o caminho de transmissão desse sistema esotérico único, restabelecendo o
fio de Ariadne que conecta os Arcana Arcanorum à sua origem.

Organização Real do Tuileur dos Arcana Arcanorum

O trabalho que apresentamos aqui requer um breve preâmbulo. Decidimos basear nossa
análise no tuileur original da Escada de Nápoles, considerando-o o mais autêntico do
ponto de vista histórico e, por extensão, também no plano simbólico, por mais simples
que possa parecer. Suas informações foram reproduzidas diretamente a partir das
instruções recebidas na Itália diretamente do Hierofante Renato Romeu Pietro Salvadeo.

Partimos, portanto, do princípio de que o estudo desse tuileur seria fundamental,


comparando-o com versões mais recentes de outros tuileurs do rito e com o tuileur dos
BEDARRIDE.

No plano simbólico, pressupomos que, se esses graus possuem uma base doutrinária
genuína, eles devem conter uma lógica própria, com símbolos organizados de maneira
específica e concebidos com precisão, e não apenas preenchidos com generalidades
simbólicas comuns, como ocorre em muitos rituais secundários da época. No entanto,
logo na primeira leitura, observamos que os tuileurs pareciam atender a esses critérios,
com informações simbólicas importantes e relevantes.

A questão central a que procuramos responder foi: esses tuileurs têm uma base bem
estruturada e organizada ou servem apenas para completar a pirâmide administrativa?
Para isso, examinamos diversos elementos que acreditamos esclarecer essa questão,
revelando algumas surpresas no processo.

Os Nomes dos Graus dos Arcana Arcanorum

Uma observação inicial importante sobre os graus terminais originais do Rito de


Misraïm (Escada de Nápoles) é sua denominação. Os graus 87, 88 e 89 são chamados
de "Soberanos Grandes Príncipes", enquanto o 90º é denominado "Soberano Grande
Mestre Conservador". Atualmente, muitos ritos egípcios adotaram nomes de graus
provenientes de outras nomenclaturas, como o Rito de Memphis ou o falso rito de
Memphis-Misraïm de YARKER, entre outros.

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Denominações dos Graus no Rito de Misraïm Original (Escada de Nápoles -
Arcana Arcanorum)

 87º Soberano Grande Príncipe (S∴G∴P∴D∴S∴G∴C∴D∴S∴P∴D∴ 87e Degré)


 88º Soberano Príncipe (S∴P∴D∴S∴C∴D∴ 88e Degré)
 89º Soberano Grande Príncipe (S∴G∴P∴D∴S∴C∴G∴D∴ 89e Degré)
 90º Soberano Grande Mestre Conservador

Denominações dos Graus no Rito de Misraim de Jean-Étienne MARCONIS de


Nègre (1836)

 87º Grande Conservador Geral


 88º Sublime Pontífice da Maçonaria
 89º Sublime Mestre da Grande Obra
 90º Sublime Cavaleiro do Kneph Alado

Denominações no Rito de Memphis-Misraïm de John YARKER (1881-83)

 87º Sublime Príncipe da Maçonaria


 88º Grande Eleito da Corte Sagrada
 89º Patriarca da Cidade Mística
 90º Patriarca Sublime Mestre da Grande Obra

Essas diferentes denominações são interessantes, pois buscam dar um toque mais
"egípcio" aos graus. No entanto, a maioria delas são completamente alheias ao rito
original de Misraïm, exceto de Jean-Étienne Marconis de Nègre. Ao longo do tempo, os
rituais e tuileurs foram frequentemente modificados e reescritos. Por exemplo, os
"quadros" elaborados a partir das descrições publicadas por John YARKER revelam um
distanciamento simbólico em relação aos tuileurs originais de Misraïm de Cagliostro.

Diferenças Simbólicas Entre os Graus

A análise comparativa entre os tuileurs originais e suas versões posteriores mostra uma
perda de elementos simbólicos específicos. Os graus originais de Misraïm apresentam
uma estrutura que, embora simples, mantém uma coerência simbólica alinhada à
tradição hermética. Já as versões mais recentes introduzem elementos que
frequentemente refletem influências externas, como interpretações adaptadas aos
interesses da época, muitas vezes distorcendo o propósito original dos graus.

A organização dos graus terminais do Rito de Misraïm Italiano, especialmente os


Arcana Arcanorum, reflete um sistema que, em sua essência, preserva a tradição
esotérica de Nápoles. Contudo, a evolução histórica do rito e sua exportação e interação
com outros sistemas maçônicos de outros lugares, como o Memphis ou o Memphis-
Misraïm, resultaram em adaptações que não respeitaram simbologia esotérica e
doutrinária original. Compreender essas nuances é fundamental para distinguir o legado
autêntico dos Arcana Arcanorum de Cagliostro do nosso Santuário e as suas versões
posteriores dentro do panorama mais amplo da falsa maçonaria egípcia no mundo.

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Análise do 87º Grau: A Chave do Mistério dos Arcana Arcanorum

Um ponto crucial ao estudar a organização dos quatro últimos graus do Rito de


Misraïm, especialmente o 87º grau, é compreender sua singularidade em relação aos
graus subsequentes.

A leitura do tuileur original revela que o 87º grau é substancialmente mais detalhado,
enquanto os graus 88, 89 e 90 apresentam um complemento às informações.

O 87º Grau: Três Templos e Suas Particularidades

O 87º grau é descrito como possuindo três templos distintos, cada um com cores e
iluminações específicas:

1. Primeiro Templo

 Cor predominante: preto.


 Iluminação: uma única vela.
 Simbolismo: representa o início do caminho esotérico, marcado pela escuridão e
introspecção.

2. Segundo Templo

 Cor predominante: verde.


 Iluminação: três velas.
 Simbolismo: vinculado à renovação e ao equilíbrio, associado ao elemento água
e à regeneração espiritual.

3. Terceiro Templo

 Cor predominante: vermelho, dedicado ao simbolismo do fogo.


 Iluminação: 72 velas.
 Simbolismo: reflete a plenitude espiritual e a conexão com a energia universal
através da chama alquímica do fogo.

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Essas cores (preto, verde e vermelho) e suas iluminações distintas indicam uma
progressão simbólica no processo iniciático, levando do obscuro e oculto ao
conhecimento pleno; e depois à manifestação da luz espiritual.

A Separação do 87º Grau

Outro aspecto notável é que o 87º grau é, de certa forma, separado ou distinto dos três
graus subsequentes (88, 89 e 90). Essa distinção pode ser vista em como o tuileur
original apresenta o 87º grau como um grau introdutório mais rico e autônomo, que
prepara o iniciado para os mistérios finais dos Arcana Arcanorum.

Enquanto o 87º grau foca no desenvolvimento progressivo através das simbologias dos
três templos, os graus seguintes têm menos informações e mais ritualística dentro do
sistema de teurgia.

Transformações e Adaptações ao Longo do Tempo

Com a fusão do Rito de Misraïm com o Rito de Memphis, observou-se uma


transformação significativa nas denominações e rituais dos graus. Elementos adicionais
foram incorporados, como o Kneph no 90º grau (original Rito de Misraim de
MARCONIS), colunas e arcos no 88º grau, e figuras egípcias no 89º grau. Além disso, o
uso da fórmula "Ordo ab Chaos" também foi adicionado em analogia a Ordem do Caos
subsequente.

A Perspectiva Crítica dos Irmãos Belgas (1930)

Em 1930, quando os Irmãos belgas buscaram retornar sua própria Escada de Nápoles,
expressaram críticas contundentes às modificações realizadas por YARKER e seus
sucessores nos graus dos Arcana Arcanorum.

Em seu "Syllabus N° 3 - Comparaison du régime de Naples avec les autres Rites de


l'Échelle Égyptienne", descreveram essas alterações como:

"Pueris, infantis e indignas da maçonaria esotérica".

Os Irmãos belgas enfatizaram que o verdadeiro Misraïm resplandecia em sua forma


original, em contraste com as "cópias ilógicas e desprovidas de tradições" que
proliferaram posteriormente por YARKER.

Por essa razão nossa tradição não reconhece a linhagem maçônica de YARKER!

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Preservando a Essência do 87º Grau

A riqueza simbólica do 87º grau, com suas três etapas progressivas, destaca sua
importância como a chave para os mistérios dos Arcana Arcanorum. Este grau serve
como um portal que prepara o iniciado para as revelações finais, conectando-o com os
elementos fundamentais da tradição hermética e do Rito de Misraïm Italiano.

Enquanto as adaptações posteriores enriqueceram os rituais com novos elementos,


muitas vezes distorceram a simplicidade e profundidade dos graus originais. Retornar à
pureza do tuileur original é essencial para compreender e honrar o verdadeiro espírito
dos Arcana Arcanorum.

A Organização Real do Tuileur dos Arcana Arcanorum

Ao contrário do 87º grau, os graus 88, 89 e 90 tem menos informações e mais rituais e
símbolos. Por exemplo, não se explica o simbolismo do número de velas que iluminam
os templos do 88º e do 89º graus, tampouco a simbologia da idade maçônica desses
graus. Esses detalhes, normalmente considerados elementos simbólicos de primeira
importância, não deveriam estar ausentes, especialmente se esses graus remetem a um
corpus de ensinamentos herméticos. Porém, para os maçons místicos, o que importa é
alcançar com os rituais a conexão direta com as inteligências espirituais.

A complexidade do 87º grau, que contém três templos, em comparação com os três
últimos graus, e o fato que deve ser diferenciado, mas, ao mesmo tempo, o primeiro da
17ª e última classe, com descrições mais detalhadas dos templos, indicam que esse grau
ocupava uma posição especial e muito provavelmente esses graus eram destinados
apenas às prática ritualísticas.

Interconexões Simbólicas Entre os Graus

Se analisarmos detalhadamente o conteúdo dos diferentes graus e os compararmos,


notaremos peculiaridades curiosas. Por exemplo, ao comparar o 88º grau com o 87º,
percebe-se que o segundo templo do 87º grau oferece uma simbologia que permite a
integração natural do 88º grau. Da mesma forma, o 89º grau se encaixa perfeitamente no
terceiro templo do 87º grau. Isso ocorre porque os templos 2 e 3 do 87º grau são usados
para as transições dos graus 88 e 89, demonstrando que o 87º grau é o coração
"operativo" do sistema, com seus templos servindo de etapas à transmissão ritualística.

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A idade maçônica, que só é indicada no 87º grau, deve ser compreendida como
representativa de toda a série, explicando ausência de explicações nos tuileurs dos graus
88 e 89. Da mesma forma, a iluminação simbólica dos graus 88 e 89, deve ser buscada
nos templos correspondentes do 87º grau, justificando por que as luzes não são
explicadas nesses graus.

Esses elementos reforçam a coesão dos três primeiros graus, todos intitulados
"Soberano Grande Príncipe" ou "Soberano Príncipe Patriarca", indicando um mesmo
sistema.

Embora haja diferenças suficientes para distingui-los, as peculiaridades simbólicas


demonstram uma relação íntima entre esses graus, sugerindo que formam um
desenvolvimento único marcado por etapas distintas, como ocorre com as três viagens
no grau de Aprendiz.

A Lógica Simbólica dos Graus

Outro aspecto importante é que as luzes nos templos não apenas preenchem lacunas,
mas sustentam profundamente a lógica simbólica dos graus.

Por exemplo:

 O 2º templo do 87º grau é verde, mesma cor do templo do 88º grau, com três
luzes correspondentes à bateria de três golpes no 88º grau.

 O 3º templo do 87º grau apresenta uma ligação ainda mais forte com o 89º
grau. O 3º templo é iluminado por 72 velas, enquanto o 89º grau possui como
palavra sagrada "Uriel", associado à série dos 72 anjos e aos sete anjos da
prática teúrgica. O 89º grau introduz a teurgia com as seguintes palavras:

"Neste grau, considerado o último da Maçonaria do Rito de Misraïm, é


oferecida uma explicação detalhada sobre as relações do homem com a
Divindade, por meio da mediação dos Espíritos Celestiais. Este grau, o mais
surpreendente e sublime de todos, exige a maior força de espírito, a pureza de
costumes e a fé mais absoluta."

Além disso, o 89º grau tem como palavra sagrada "Jeová", enquanto o 3º templo do 87º
grau exibe dois cartuchos com essa inscrição, um acima do trono e outro acima da
entrada. No 87º grau, "Jeová" é descrito como "símbolo da criação eterna e do fogo vital
da natureza", uma definição que coincide com o significado de Uriel como "fogo de
Deus" ou "luz de Deus".

Embora os tuileurs não expliquem explicitamente sobre a cor do templo do 89º grau,
pode-se entende-lo como o explicado pelos Irmãos Belgas. O 87º grau tem uma única
luz no templo negro, enquanto o 88º grau possui três luzes no templo verde. O 89º grau,
com sete golpes em sua bateria, não corresponde diretamente às 72 luzes do templo,
mas faz referência aos sete anjos, incluindo Uriel, estabelecendo uma ligação simbólica
consistente.

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A Integração Simbólica dos Graus

A análise revela que os graus 88 e 89 se inserem perfeitamente nos templos do 87º grau,
como peças de um quebra-cabeça. Apesar de o tuileur não apresentarem essas
explicações de forma explícita, os símbolos e estruturas dos graus demonstram
coerência e continuidade.

Portanto, o tuileur do 87º grau não carece de informações essenciais; elas foram
registradas de forma a exigir interpretações cuidadosas. A organização dos templos e a
relação entre os graus 87, 88 e 89 mostram que o 87º grau é o núcleo simbólico e
operativo do sistema, projetado para transmitir os mistérios dos Arcana Arcanorum.
Essas interconexões foram obscurecidas ao longo do tempo, mas a lógica interna do
sistema reforça sua integridade e profundidade simbólica, além do seu poder teurgico.

O 87º Grau dos Irmãos Bedarride e o Selo Secreto

O sistema denominado Arcana Arcanorum parece ser um conjunto indivisível,


possivelmente concebido como um processo linear desde sua origem. Isso é
evidenciado pela integração dos graus 88 e 89 nos templos do 87º grau, como
destacamos anteriormente. Entretanto, esse sistema foi "pedagogicamente" dividido em
partes para se tornar a "Scala Napoli" ou "Escada de Nápoles", composta por quatro
etapas. Esse formato lembra a organização cerimonial do grau de aprendiz, que inclui o
gabinete de reflexão e três "viagens". Portanto, a lógica sugere que cada etapa
corresponde a um templo, totalizando quatro.

De acordo com Gastone Ventura, que foi Grão-Mestre do nosso Grande Santuário, os
Irmãos Bedarride receberam o sistema original, mas, por precaução, teriam alterado os
conteúdos dos graus para evitar a divulgação do sistema autêntico. Ventura afirma:

"Sustentamos que o tuileur dos quatro últimos graus exposto pelos Bedarride era
artificialmente alterado, porque os Arcana Arcanorum, enquanto mistérios, devem
permanecer secretos. Essa afirmação é corroborada pelo fato de que, ainda hoje, esse
tuileur e suas explicações permanecem rigorosamente escondidos, e na Itália, onde o
Rito foi introduzido, ainda existem partes de seus arquivos, incluindo estatutos datados
de 5 de abril de 1818, diplomas e um tuileur manuscrito em pergaminho contendo os
Arcana Arcanorum, com caligrafia de Cagliostro, caligrafia idêntica a de um documento
mais antigo, datado de 1780-85."

Embora essa declaração de Ventura possa parecer especulativa, dois elementos


concretos reforçam sua credibilidade.

1. A Configuração dos Templos

Os Frades Belgas Armand Rombauts e Jean Mallinger, críticos dos Irmãos Bedarride,
analisaram o tuileur alterado por estes.

Segundo eles, o 87º grau no sistema Bedarride inclui quatro templos:

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1. Templo Vermelho: chamado de Corpo de Guarda ou Sala dos Cobridores.
2. Templo Azul Celeste: denominado Chancelaria ou Sala de Arquivos.
3. Templo Carmesim: identificado como Sala de Finanças ou Tesouraria.
4. Templo Branco: usado para sessões administrativas do Supremo Conselho.

Esses templos, segundo Rombauts e Mallinger, não têm função iniciática, servindo
apenas para administração do Rito. No entanto, essa descrição revela uma semelhança
estrutural com a Escada de Nápoles, que também consiste em quatro etapas ou templos
(3 no 87º grau + o 90º grau = 4). Essa coincidência sugere que os Bedarride, ao
modificar os decorações e símbolos, mantiveram a organização procedimental do
sistema original.

De forma complementar, o tuileur dos Bedarride alterou os símbolos e decorações, mas


preservou a estrutura dos quatro templos, enquanto o tuileur de Nápoles manteve os
símbolos corretos, mas ocultando apenas a organização dos templos. Assim, os detalhes
de um ajudam a esclarecer os pontos nebulosos do outro, reforçando a hipótese de que
os Bedarride tinham acesso ao sistema original.

2. O Selo Secreto e a "Scala Napoli"

Outro elemento que corrobora essa análise é o "selo secreto" mencionado no tuileur de
Nápoles. No 87º grau, é descrita uma assinatura simbólica representando "uma casa de
pedra quadrada sobre a qual repousam as bases de quatro triângulos".

Essa descrição geométrica reflete a organização estrutural do sistema, onde a "casa de


pedra" simboliza o fundamento estável e os "quatro triângulos" remetem às etapas ou
templos que compõem o processo dos Arcana Arcanorum.

Essa assinatura sugere uma codificação deliberada da Escada de Nápoles e reforça a


centralidade do 87º grau como núcleo simbólico e operativo.

Além disso, o "selo secreto" encontrado no sistema Bedarride apresenta um elemento


semelhante, reforçando a ideia de que, embora tenham alterado propositalmente os
conteúdos dos rituais, os Irmãos Bedarride preservaram elementos fundamentais da
estrutura original. Essa conexão entre os dois tuileurs oferece um vislumbre da lógica
subjacente ao sistema e valida a hipótese de Ventura sobre a cautela dos Bedarride em
proteger os mistérios dos Arcana Arcanorum.

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Não há nenhuma precisão relativa aos outros graus, do que se deduz que a assinatura é a
mesma para os demais indistintamente, ou que elas não foram especificadas, o que
parece pouco provável. Aliás, no documento manuscrito de Alençon, encontra-se essa
assinatura no topo da página referente ao 90º grau, associada à assinatura do 77º grau, o
que parece confirmar que a assinatura é única e também nos remete à lógica da idade,
que é a mesma para todos os graus: "o primeiro do mundo".

Os Irmãos BEDARRIDE, por sua vez, não propõem uma assinatura, mas falam de um
"sinal hieroglífico", que pode ser visto evoluindo com o grau. O que é interessante é
que, se continuarmos com a hipótese de que os BEDARRIDE realmente possuíam esses
graus, mas os ocultaram, percebemos que, nesse ponto também, eles parecem não ter
transformado a fonte, pois descobriremos que essa progressão hieroglífica corresponde
muito mais ao tuileur da "Escada de Nápoles" — que eles supostamente não conheciam
— do que àquele que eles criaram. Esse ponto fortalece a tese de VENTURA.

Vejamos: baseando-se na descrição do tuileur dos Irmãos BEDARRIDE, aqui está o que
Vuillaume reproduz em seu tuileur, publicado em 1820:

A lógica da grafia nos permite demonstrar que o 87º grau, para os BEDARRIDE, é
realmente a base de um sistema que se prolonga nos três graus seguintes, tornando-se
progressivamente mais complexo. Isso está alinhado com a ideia de um processo único,
pela qual estamos argumentando. Paradoxalmente, e provavelmente sem perceber a
conexão, os Irmãos Belgas, em 1934, retomaram o glifo do 90º grau dos BEDARRIDE
como símbolo do que hoje se chama o "selo secreto" do 90º grau, apesar de terem
rejeitado vigorosamente os graus fabricados pelos irmãos BEDARRIDE.

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Entretanto, os Irmãos Belgas tiveram sorte, pois, embora se trate de um glifo do sistema
dos BEDARRIDE, ou seja, de graus supostamente "falsos", descobrimos que essa série
de "sinais hieroglíficos" corresponde, na verdade, à transcrição gráfica verdadeira do
conteúdo do tuileur dos ARCANA ARCANORUM. É altamente provável que, graças a
isso, possamos afirmar que os BEDARRIDE tinham sim, o verdadeiro conhecimento da
"Escada de Nápoles". Nosso paralelo entre as duas "escadas", baseado na progressão em
quatro templos, torna isso, portanto, um pouco mais sólido.

Sem revelar o significado exato desses símbolos, pode-se notar que o 87º grau se
caracteriza por símbolos quadrados, com um ponto em seu centro simbolizando o
princípio luminoso não manifestado (a lanterna surda). No 88º grau, a complexidade
aumenta com o surgimento de um círculo ao redor; dentro dele, o ponto se transforma
em um yod (nos originais, ainda é um ponto). Isso continua até chegar a três círculos e
um yod flamejante, que remetem à realização do "Corpo de Glória" na "Casa de Pedra
Quadrada", cuja simbologia saturniana certamente não passa despercebida.

Essa progressão gráfica é uma tradução dos símbolos que decoram os templos da
"Escada de Nápoles", que, segundo RAGON e seus contemporâneos, os BEDARRIDE
teoricamente não deveriam conhecer. No entanto, ela não segue a escala de graus dos
BEDARRIDE, mas sim a estrutura original dos ARCANA ARCANORUM.

Embora tenham ocorrido algumas adaptações gráficas menores desde essa época, o
início e o fim dessa progressão permanecem os mesmos.

Aqui está, revelada pela primeira vez, sua versão "moderna":

Embora tenhamos optado por não reproduzir diretamente as representações gráficas


para preservar a integridade dos símbolos, destacamos que a progressão mantém sua
base essencial: no 87º grau, o símbolo central ainda representa o ponto iluminado e
latente dentro da "Casa de Pedra Quadrada". Conforme os graus avançam, círculos
adicionais e elementos mais elaborados são adicionados, simbolizando a expansão da
consciência e a manifestação do "Corpo de Glória".

No ápice, o 90º grau, o yod flamejante no centro dos círculos triplicados alude à união
completa do microcosmo com o macrocosmo. Essa evolução hieroglífica reflete não
apenas o processo iniciático descrito na "Escada de Nápoles", mas também a
correspondência simbólica com as práticas alquímicas e teúrgicas associadas aos
ARCANA ARCANORUM.

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Esses paralelos confirmam que os BEDARRIDE preservaram elementos essenciais da
simbologia original, mesmo enquanto reformulavam os graus. Essa preservação,
intencional ou não, oferece uma ponte entre o que consideramos a tradição autêntica da
"Escada de Nápoles" e as práticas que foram reinterpretadas nos sistemas posteriores.

A progressão dos símbolos também sugere um itinerário espiritual coerente, em que


cada etapa contribui para o desenvolvimento da luz interior, culminando na integração
total do iniciado com os princípios universais. Este esquema, como indicado por sua
ressonância simbólica e estrutura organizacional, reforça a centralidade dos
ARCANA ARCANORUM como um sistema único e linear, projetado para levar o
iniciado a um estado de realização superior.

Essa redescoberta dos símbolos e sua conexão com o sistema original também nos
convida a reexaminar a história da maçonaria egípcia, destacando as complexas
interações entre tradição e inovação ao longo dos séculos. Como tal, o estudo dos
símbolos hieroglíficos e sua evolução permanece uma chave essencial para
compreender o verdadeiro espírito dos ARCANA ARCANORUM e sua relevância com
as práticas iniciáticas contemporâneas.

Não nos aprofundaremos demais nos detalhes, mas aqui está como se deve compreender
a construção do selo dos BEDARRIDE, sempre tendo em mente que ele é, na realidade,
o "Selo Secreto" da Escada de Nápoles ou dos ARCANA ARCANORUM:

Parte do selo correspondente ao quadro exotérico do grau 87


Segundo o Tuileur Original de Nápoles, o 87º grau comporta 3
templos. Recordo o que escrevemos a respeito dos graus 88 e 89,
ou seja, que o segundo e o terceiro templo do 87º grau são, na
realidade, aqueles que servem para a passagem dos graus 88 e
89. A primeira parte do selo retoma, portanto, apenas o primeiro
templo negro.

O primeiro templo "é negro e representa o caos", "iluminado por uma única vela"
(unidade), a idade "o primeiro do mundo" (unidade), a bateria "um golpe" (unidade). O
sinal do grau é "levantar os braços ao céu" (concretamente na posição da letra Ypsilon).
O símbolo do grau é "uma casa de pedra quadrada". Assim, o quadro simplificado é o
seguinte: um quadrado negro (ou vazio) com um ponto em seu centro no meio de um
Ypsilon.

Parte do selo correspondente ao quadro exotérico do grau 88 (2º


templo do 87). O segundo templo do 87º grau "é verde",
correspondendo, na realidade, à iniciação ao 88º grau, cujo
templo é "de forma oval" (estilizado pelo círculo). Ele contém "3
tochas dispostas em triângulo". No 88º grau, o templo é "verde-
água" e "a bateria é de 3 golpes". Ter passado pela prova do
templo negro é simbolizado pelo primeiro círculo que o envolve.

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Parte do selo correspondente ao quadro exotérico do grau 89 (ou
3º templo do 87). No terceiro templo, o 87º grau compreende
"72 luzes" distribuídas em uma configuração precisa e
corresponde à iniciação do 89º grau, relacionada ao uso do “fogo
de Deus” (Uriel - cor vermelha). Ter passado pela prova do
templo verde é simbolizado por um segundo círculo.

Parte do selo correspondente ao quadro exotérico do grau 90


Sem templo, sem cor, ou então um "Templo redondo" de cor
branca. Ter passado pela prova do templo vermelho é
simbolizado por um terceiro círculo. Este templo está
relacionado ao Oriente eterno e aos mistérios de Ísis e Osíris
(Ísis e Osíris são as palavras de passe do grau), razão pela qual
não há sinal ou toque, e o título do grau é Soberano Grande
Mestre Absoluto.

Na verdade, ele corresponde à realização ou ao adeptado iniciado nos três graus


anteriores. No entanto, este grau inclui uma explicação teórica adicional sobre a
natureza do caminho hermético que foi iniciado na prática nos três graus anteriores.

Se montarmos, sobrepondo as quatro figuras simbólicas exotéricas dos graus da escala


de Nápoles, obteremos o selo denominado "selo secreto" do rito. Como podemos
constatar, a sobreposição dos símbolos do tuileur da escala de Nápoles nos dá a
construção perfeita do símbolo do 90º grau do tuileur dos BEDARRIDE.

Isso provavelmente não é suficiente para afirmar que os BEDARRIDE realmente


receberam esses graus, mas é preciso reconhecer que "fabricar" uma assinatura para um
90º grau inventado do nada, que seja igual ao original, incluindo todos os símbolos
principais da escala de Nápoles, que supostamente nunca teriam recebido, é uma ideia
que merece ser analisada com mais atenção.

A pergunta que podemos nos fazer é: por que os Irmãos JOLY, GABORRIA e
GARCIA omitiram esses detalhes em seu próprio tuileur? Eles realmente receberam o
depósito simbólico completo? Ou foram cautelosos com o Grande Oriente e com
RAGON (que não se destaca por sua honestidade), ao produzir um tuileur ligeiramente
incompleto? Na verdade, tratando da esfera humana, tudo é possível. E sempre buscar
alternativas para evitar traições e profanações, isto é algo recomendável, sempre!

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Da ideia de progressão dos graus (Arcana Arcanorum)

A discussão sobre o "Selo Secreto" do rito já é reveladora em demonstrar uma


progressão, contudo, é importante saber que os "quadros" originais são completos e
revelam mais explicitamente o conteúdo dos graus originais. Além disso, as decorações
durante as iniciações permitem destacar outros aspectos esotéricos destinados a serem
comentados na prática, como, por exemplo, as 72 velas posicionadas e iluminadas em
uma ordem específica, relacionadas aos "Tempos da Natureza". Um observador atento
também notará a progressão simbólica particularmente interessante dos números ao
longo dos quatro graus:

 87: 1 golpe, uma lanterna surda, idade "o primeiro do mundo". Este grau está
relacionado ao número 1;

 87b ou 88: Três luzes, três golpes. Este grau está relacionado ao número 3;

 87c ou 89: Sete golpes, anjo Uriel em relação a uma série de sete gênios ligados
aos 72. Este grau está relacionado ao número 7;

 90: Sem bateria ou luzes, no entanto, o tuileur especifica a decoração do templo


"onde estão representados coletivamente o Universo, a Terra e os mundos que a
cercam." Essa referência simbólica nos remete ao zodíaco e, portanto, ao
número 12, ainda que a referência "determinista" das influências zodiacais em
relação a um templo que deveria representar o absoluto indeterminado possa
parecer contraditória.

Origem simbólica do "selo secreto" de Misraïm

O "Selo Secreto" do Rito ainda não revelou tudo. Para quem possui alguma
familiaridade maçônica com outros ritos, este símbolo não é completamente
desconhecido, pois aparece em uma posição menos prestigiosa. Especificamente, esse
símbolo ocupa um lugar central no grau de "Mestre Perfeito", que se tornou o quinto
grau do REAA (Rito Escocês Antigo e Aceito), após ter ocupado anteriormente o quarto
grau. Ele também foi adaptado como "Mestre Discreto" em algumas ramificações do
rito de Memphis. Vamos examinar mais de perto:

Como observado nas assinaturas dos quatro últimos graus de Misraïm, o tuileur da
escala de Nápoles fornece a seguinte descrição:

"A assinatura, uma casa de pedra quadrada representada, sobre a qual repousam as bases
de 4 triângulos, e ao centro um ponto que simboliza o mundo."

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Também vimos que a progressão nos quatro templos do Regime de Nápoles nos permite
construir o "Selo Secreto" completo fornecido pelos BEDARRIDE.

Mas um estudante atento poderia ter se perguntado: o que é uma casa de pedra
quadrada, senão uma pedra cúbica? E se, além disso, dobrarmos as bases dos quatro
triângulos do glifo, o que obtemos não se torna, mais precisamente, uma pedra cúbica
com ponta, um símbolo maçônico central por excelência?

Ora, é aqui que o assunto se torna interessante, pois o símbolo dos três
círculos envolvendo uma pedra cúbica com ponta, com a letra yod em
seu centro, nos oferece o emblema do "Mestre Perfeito", que é
representado dessa forma no templo (a imagem do lado direito):

Nesta representação, não vemos o obelisco colocado no topo, pois ele é


utilizado apenas durante a iniciação. O obelisco contém o segredo do
coração de Hiram, enquanto a pedra cúbica representa o mundo. Essa
proximidade com o rito escocês nunca havia sido notada, e não há
dúvida de que esse símbolo foi reutilizado intencionalmente para ocultar
o mistério dos quatro últimos graus do rito de Misraïm.

Para confirmar isso, basta imaginar o símbolo visto de cima, com o


piramidion aberto, e obtemos exatamente o símbolo do 87º grau do
regime de Nápoles rodeado por três círculos, ou seja, o símbolo do 90º
grau dos Irmãos BEDARRIDE.

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ARCANO ARCANORUM – SUA TEURGIA

O Caminho Sacerdotal é uma Alquimia Cardíaca e constitui a Pedra Fundamental dos


Segredos dos Segredos chamados de “Arcanos Arcanorum”.

Apesar de muito se falar, aqui é revelado o segredo da Grande e Alta Magia, na qual
não há necessidade de Teurgia ou da própria Magia, mas sim de uma Via Interna
conectada à Transmutação do Sangue pelo Relâmpago Espiritual, arte secreta e sagrada
ligada aos Mistérios dos Ritos Sacrificiais.

O Mestre da Arte Osiriano (Hórus, filho de Ísis e Osíris) é convidado a trabalhar na


Grande Obra no Caldeirão Alquímico de seu Coração, infundindo o Fogo Celestial
coagulado no seu Sangue.

Dentro do nosso A:.P:.R:.O:.R:.M:.M:. (Primitivo Rito considerado o berço Maçônico


do Hermetismo), o Maçom trabalha, desde o Grau de Aprendiz da Arte ao mais alto
grau na construção do seu Templo Interior .

Os Arcanum Arcanorum, dos quais fizeram correr muita tinta em vão, nestes últimos
anos, gerando com isso um mito bastante inútil, constituem os quatros (as vezes os três)
graus terminais dos legítimos ritos maçônicos egípcios, sendo graus particulares e
somente presentes na Escala de Nápoles (do 87º ao 90º).

Os Arcanum Arcanorum estão presentes igualmente no seio de algumas outras


organizações, como as pitagóricas, as rosacrucianas e em restritos colégios hermetistas
como os graus superiores da Ordem Martinista.

Dentro do ponto de vista maçônico, convém distinguir o sistema de Cagliostro, dos


irmãos Bédarride, de Giuliano Kremmerz e de Eliphas Levi, todos baseados na Cabala e
no Regime de Nápoles, que constituía o verdadeiro sistema original dos Arcanum
Arcanorum.

Os Arcanum Arcanorum formam todo o sistema hermético, mágico e alquímico do


verdadeiro rito de Misraïm, que satisfaz a todo maçom místico, haja visto que os altos
graus da maçonaria comum nos parecem ser senão uma zombaria nascida da ignorância
dos céticos.

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Os Arcanum Arcanorum são definidos por Jean Pierre Giudicelli de Cresac Bachalerie,
em seu livro "De la Rose Rouge a la Croix d’Or" (Da Rosa Vermelha e à Cruz
Dourada), editora Axis Mundi, (Paris-1988), na pág. 67: "Este ensinamento
concernente a uma Teurgia, é a entrada em relação com os Eons-guias que devem
tomar a direção da Grande Obra para fazer compreender o processo iniciático. É
também uma via alquímica muito fechada, que é um “Nei Dan”, isto é, uma via
interna."

Os Arcanum Arcanorum maçônicos parecem ser na realidade, mais que os graus


terminais da maçonaria egípcia, mas apenas a introdução em um outro sistema
hermético.

Os Arcanum Arcanorum constituem de fato uma qualificação para outras ordens mais
internas, conectadas às correntes egípcias Osiridianas (ou pitagórica) e às correntes
Isíacas (dos Antigos Rosacruzes).

Os Arcanum Arcanorum constituem de fato a introdução para outras ordens mais


internas, nas quais os verdadeiros iniciados, escolhidos com muito rigor são acolhidos
com voto de segredo ou morte.

Os sistemas completos dos Arcanum Arcanorum,cuja maçonaria egípcia detêm,


comporta de fato três disciplinas:

 Astrologia;
 Cabala Angélica;
 Teurgia.

Há notadamente neste alto grau da maçonaria egípcia as invocações dos 4, dos 7, e a


grande operação dos 72, práticas que antecedem a Alquimia metálica e Alquimia
humana.

Há ainda prioridade à via do Antimônio, mas também outras vias, que notadamente visa
a via da Salamandra ou a via do Cinábrio, que parecem constituir um elemento central
do sistema, porque depende por sua vez da via externa e da via interna, seja por razões
pedagógicas, seja por razões operativas.

Arcanum Arcanorum e a Alquimia Interna

Conforme as correntes de energia interna que percorrem o corpo humano, práticas são
operadas para que haja a transmutação do sangue por meio dos ritos sacrificiais.

As alquimias internas, como alhures as alquimias metálicas, encontram sua origem no


Oriente e, mais particularmente no Shivaísmo, que já faz parte da herança tradicional
ocidental pelo menos há dois milênios, como atesta certos papiros egípcios e gnósticos.

Em relação a alquimia interna, falamos de vias da imortalidade ou ainda de vias reais.


De modo geral, toda via real comporta simultaneamente a magia natural, que segundo o
mestre Giordano Bruno, “a magia é a arte da memória e manipulação dos
fantasmas, é o domínio daquilo que certos teólogos denominam "o encantamento
do mundo", uma teurgia e uma alquimia, vetor de uma via de imortalidade”.

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A questão das imortalidades é algo difícil de os ocidentais compreenderem, pois a
imortalidade é algo que não pode ser inserida com sucesso no modelo de mundo
aristotélico, motivo pelo qual não é raro que a busca de uma sobre-humanidade, de uma
mais-que-humanidade, de uma supra-humanidade ou ainda de uma não-humanidade,
conduza os iniciados aos modelos não-aristotélicos, como o Taoísmo, indiano e o
sistema de Gurdjieff, sem inverter os castiçais, de forma a retomar a fórmula original de
Meyrinck no Rosto Verde.
Assim, os gregos simbolizaram a supra-humanidade em Hércules, indicando assim a via
mágica do Herói, predispondo a sacrificar-se para atingir um patamar considerado mais-
que-humanidade, algo que também foi simbolizado pelo Cristo, por Orfeu, por Dionísio
e que nos ritos egípcios está simbolizada no mito de Osíris.

Nós poderíamos encontrar outras referências, tanto no Ocidente como nas tradições
orientais, para tentar fazer compreender aquilo que é efetivamente uma diferença de
orientação.

O Ser não é necessariamente orientado em direção a um pólo único, o que explica vias
reais diferentes, não conduzindo, portanto, ao mesmo Lugar-Estado.

Os Arcanum Arcanorum do Regime de Nápoles introduz o iniciado numa alquimia


interna de tradição egípcia em duas fases, a "Isíaca" e a "Osiriana".

Naturalmente é neste último aspecto das alquimias internas que encontramos os


aspectos mais especificamente Osirianos dos Arcanum Arcanorum.

É provável que na Idade Média e na Renascença, este sistema fosse exclusivamente


caldeu-egípcio, e seria pouco a pouco, e principalmente em seus aspectos mágicos e
teúrgicos, que o sistema teria sofrido em certas estruturas tradicionais uma
"cristianização" (Cabala Angélica) ou uma "hebraiquização" (Cabala Judaica).

Com relação a estes sincretismos, encontramos as vezes a expressão "cristianismo


caldeu".

O Soberano Grande Santuário Byzantium do Antigo e Primitivo Rito Oriental


Retificado de Mitzraim e Memphis valoriza os princípios tradicionais da iniciação, seu
espírito e sua sacralidade para a vida e à natureza, fornecendo ao iniciado uma via
segura para despertar a sua consciência no mundo divino.

Na verdadeira iniciação maçônica, a tradicional, em sua ascese hermetista, exige a luta


contra o ego, a perda da vaidade, combatendo a necessidade doentia de manter para os
outros e para si uma falsa imagem daquilo que ele não é e que jamais será sem o
“sacrifício” de si!

Sem criar essa falsa imagem de si, o iniciado poderá até mesmo ascender
espiritualmente, perdendo a identificação com a forma humana e igualando a forma
angélica. Estas duas ocorrências são a consequência e simultaneamente o preço a se
pagar pela liberdade absoluta.

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Esta orientação dos antigos hermetistas, implica necessariamente numa ação pouco
prosélita, sendo os membros do Soberano Grande Santuário Byantyum bastante
conhecidos nos cenáculos herméticos do mundo afora como hereges, lembrando que
etimologicamente essa palavra deriva do grego “hairetikós” e significa “aquele ou
quem professa ideias contrárias às geralmente admitidas, ou seja, o homem (e
mulher) que decide seguir as suas próprias opiniões, suas próprias doutrinas, segue
a voz e ensinamentos sagrados do seu Deus interior.”

Como quase todas as obediências maçônicas egípcias, o Soberano Grande Santuário


Byantyum mantém estreitas relações com correntes e linhagens martinistas mais
esotéricas, pois a "Via Cardíaca Sacerdotal do Martinismo está intimamente ligada ao
Fogo Celestial de Osíris e à Transmutação do Sangue de Ísis no Crisol do Coração de
Hórus."

Este Caminho Sacerdotal (Isíaco e Osiríaco) é uma Alquimia Cardíaca que constitui a
Pedra Fundamental dos Arcanos Arcanorum.

Este é o verdadeiro caminho Sacerdotal Isíaco e Osiríaco ligado diretamente à


transmissão da cadeia energética iniciática da Egrégora dos Sacerdotes e Sacerdotisas
do Templo de Philae, que vieram em 80 DC para consagrar um Templo Egípcio em
Nápoles e Bolonha, derramando a Água Sagrada do Nilo na Fonte original localizada no
Coração de Naos. Esta Egrégora Viva e Revigorante está sempre presente e atuante
ainda hoje na própria Essência do Nosso Venerável Rito e continua nutrindo o Templo
dos Soberanos Santuários dos Ritos Egípcios através da perpetuação e ininterrupta
transmissão da sua cadeia espiritual.

O Arcana Arcanorum ou Secreta Secretorum é a “Invocação e Manifestação do Osíris


(ou Ísis) Interno, o Sagrado Anjo Guardião, a Consciência Crística do agrado Coração,
a Relíquia Sagrada da Ressurreição do Grande Deus através do seu filho Hórus (o
verdadeiro Filho da Viúva).

Se certos Irmãos Maiores evocam Práticas


Teúrgicas que produzem Invocações Múltiplas:
as de Quatro, Sete, Nove ou mesmo Doze (ou
72) Aeons, das Entidades Superiores
consideradas antigamente por Divindades, na
realidade, conforme afirmavam os mestres
ancestrais “Cagliostro, Martinez de Pasqually e
Raimondo Di Sangro”, todos perseguem o
mesmo objetivo, que é: "Manifestar a Presença
Eterna, comunicar-se com Ela e construir a
própria Imortalidade ou o Estado de Sahu
Egípcio (Luminoso).

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Por que gastar tanto tempo numa perpétua esperança da vinda de um Reparador do
Mundo Exterior, se como iniciados, a imagem e semelhança do Eterno, podemos nós
mesmos, através dos Processos Mágico-Teúrgicos, praticados com o real conhecimento
dos procedimentos de proteção e reparação Taumatúrgica, encontrar e manifestar o
Reparador em nós mesmos? Eis um Caminho Autêntico no qual prediz que somente "a
Árvore do nosso Jardim dará Fruto" .

A MANEIRA DO SACERDÓCIO OU MISTÉRIOS DO RITO SACRIFICIAL

A Via Operativa Sacerdotal ligada ao Rito Sacrificial define claramente a Canalização e


Manifestação da Presença, tanto dentro do Templo da Pirâmide, como também no
próprio Coração da Consciência Espiritual do Maçom Hermético Egípcio. Homem ou
Mulher, a Mestria abre as Portas de acesso a um Caminho Interno, para o qual se
preparam o Aprendiz e o Companheiro à Maestria.

Do Grau de Mestre Osiriano ou de Maestra Isíaca, o Rito Transmite um Dom


Sacerdotal de transmutar a Consciência Profana em Sagrada, permitindo ao homem e
mulher fazer na terra as mesmas grandes obras e mistérios do Supremo Arquiteto dos
Mundos. (vide João 14:12)

O GRANDE SACERDÓCIO ou O GRANDE SEGREDO

O acesso ao Conhecimento Superior dos Altos Graus prepara para os Arcanos


Arcanorum e entrega experiências, gnoses e operatividades para transmitir aos
Herdeiros dos Primeiros Cenáculos Rosa-Cruzes de Veneza os Caminhos Alquímicos,
Cabalísticos e Litúrgicos, que serão então expresso no Segredo do Crisol da
Transmutação Íntima, um Poder Intrínseco manifestando o Grande Sacerdócio ou o
Grande Segredo.
A chave não é transmitida com palavras e escritos, mas infundida no espírito pelo
espírito!
"Sed Spiritui per Spiritum Infunditur"

FR Irmão Leigo

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