Arcano Arcanorum
Arcano Arcanorum
da
Maçonaria Esotérica
de
Cagliostro
AA - Arcanum Arcanorum
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Na obra Arcana Arcanissima, MAÏER explica que a mitologia antiga servia para
transmitir ensinamentos herméticos, essencialmente alquímicos. Embora essa
não fosse a realidade histórica, autores renascentistas reinterpretaram os mitos
antigos em termos de procedimentos alquímicos, algo que CAGLIOSTRO
também fez no Rito da Alta Maçonaria Egípcia. O termo "egípcio" naquela
época referia-se ao Oriente. Ele utilizava imagens bíblicas, gregas e romanas
para transmitir seus ensinamentos em um formato maçônico.
Depois de categorizar o que pode ser encontrado sobre o tema, resta determinar o que o
termo ARCANA ARCANORUM designava na época da criação do rito egípcio de
Misraïm, algo que não é tarefa fácil.
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Os Quatro Graus Simbólicos dos Arcana Arcanorum
Esses quatro graus são numerados de 87 a 90 no rito de Misraïm e agora em alguns ritos
de Memphis-Misraïm que desejam retornar às origens.
Os graus inferiores (de 1 a 86), por outro lado, foram incorporados de outros ritos ao
longo do tempo, dependendo das sensibilidades e interesses estratégicos.
"Os Irmãos JOLY e GABORRIA deram explicações sobre o rito de Misraïm, que
começa apenas no grau 67º. O Irmão RAGON desenvolveu as interpretações dos 66
primeiros graus, conhecidos antes da existência desse rito."
"A sessão foi longa, muito amigável e fraternal; o Irmão JOLY comunicou os estatutos
e regulamentos do Supremo Conselho de Nápoles ao Irmão GASTEBOIS, que fez uma
rápida leitura em francês. Foi uma satisfação para os membros do Grande Oriente,
mas o Irmão BENOU, ao querer revisar um trecho, exclamou: ‘Não entendo nada;
esses estatutos estão em italiano. Irmão GASTEBOIS, faço meus sinceros cumprimentos
à sua grande facilidade em traduzir esse magnífico tesouro do italiano.”
Embora existam muitas ambiguidades sobre o significado exato sobre a origem dos
ARCANA ARCANORUM, fica claro que sua simbologia e práticas derivam de uma rica
tradição hermética Napolitana, amplamente influenciada pelos contextos históricos e
culturais da Itália e da Europa Ocidental.
Para esclarecer o complexo tema dos Arcana Arcanorum, é essencial partir das únicas
verdadeiras especificidades do rito que chegaram até nós, ou seja, o próprio tuileur dos
Arcana Arcanorum, cuja versão mais antiga e completa se encontra no acervo
GABORRIA da Biblioteca de Alençon.
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Relatando sua interação com os Irmãos BEDARRIDE e sobre um diploma do 70º grau
que recebeu, RAGON escreve:
"As explicações e os desenvolvimentos dos graus 87, 88 e 89, que formam todo o
sistema filosófico do verdadeiro rito de Misraïm, estavam contidas na caixa perdida no
mar. Lamentamos essa perda para a história científica dessa maçonaria grandiosa,
que, de fato, só possui seus quatro últimos graus em Nápoles."
No entanto, como apontado pelo conde Gastone VENTURA, essa história sobre o
conteúdo da suposta caixa carece de evidências sólidas. Ele não apresenta detalhes
sobre o material perdido, o que compromete sua credibilidade. É provável que essa
"caixa" nunca tenha existido e Ragon nunca tenha sido iniciado. Mas isto apenas
especulamos.
Desde o período em que o Grande Oriente da França recusou integrar o rito Misraïm
(Escada de Nápoles) dos Irmãos JOLY, GABORRIA e GARCIA, apenas o sistema dos
Irmãos BEDARRIDE sobrevivia naquele país. Foi somente em 1930 que o "Regime de
Nápoles" voltou a ser mencionado. Quase um século depois, surgiram rituais maçônicos
com os Arcana Arcanorum encerrando-os, acompanhados de um curso ministrado por
Armand ROMBAUTS. Esses rituais basearam-se nos antigos tuileurs da Escada de
Nápoles e introduziram interpretações pítagoras inspiradas no sistema da OFL
(ORDEM FILHOS DA LUZ).
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Retomando o Fio de Ariadne
Para evitar cair em especulações, é útil analisar os elementos dos Arcana Arcanorum.
O trabalho que apresentamos aqui requer um breve preâmbulo. Decidimos basear nossa
análise no tuileur original da Escada de Nápoles, considerando-o o mais autêntico do
ponto de vista histórico e, por extensão, também no plano simbólico, por mais simples
que possa parecer. Suas informações foram reproduzidas diretamente a partir das
instruções recebidas na Itália diretamente do Hierofante Renato Romeu Pietro Salvadeo.
No plano simbólico, pressupomos que, se esses graus possuem uma base doutrinária
genuína, eles devem conter uma lógica própria, com símbolos organizados de maneira
específica e concebidos com precisão, e não apenas preenchidos com generalidades
simbólicas comuns, como ocorre em muitos rituais secundários da época. No entanto,
logo na primeira leitura, observamos que os tuileurs pareciam atender a esses critérios,
com informações simbólicas importantes e relevantes.
A questão central a que procuramos responder foi: esses tuileurs têm uma base bem
estruturada e organizada ou servem apenas para completar a pirâmide administrativa?
Para isso, examinamos diversos elementos que acreditamos esclarecer essa questão,
revelando algumas surpresas no processo.
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Denominações dos Graus no Rito de Misraïm Original (Escada de Nápoles -
Arcana Arcanorum)
Essas diferentes denominações são interessantes, pois buscam dar um toque mais
"egípcio" aos graus. No entanto, a maioria delas são completamente alheias ao rito
original de Misraïm, exceto de Jean-Étienne Marconis de Nègre. Ao longo do tempo, os
rituais e tuileurs foram frequentemente modificados e reescritos. Por exemplo, os
"quadros" elaborados a partir das descrições publicadas por John YARKER revelam um
distanciamento simbólico em relação aos tuileurs originais de Misraïm de Cagliostro.
A análise comparativa entre os tuileurs originais e suas versões posteriores mostra uma
perda de elementos simbólicos específicos. Os graus originais de Misraïm apresentam
uma estrutura que, embora simples, mantém uma coerência simbólica alinhada à
tradição hermética. Já as versões mais recentes introduzem elementos que
frequentemente refletem influências externas, como interpretações adaptadas aos
interesses da época, muitas vezes distorcendo o propósito original dos graus.
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Análise do 87º Grau: A Chave do Mistério dos Arcana Arcanorum
A leitura do tuileur original revela que o 87º grau é substancialmente mais detalhado,
enquanto os graus 88, 89 e 90 apresentam um complemento às informações.
O 87º grau é descrito como possuindo três templos distintos, cada um com cores e
iluminações específicas:
1. Primeiro Templo
2. Segundo Templo
3. Terceiro Templo
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Essas cores (preto, verde e vermelho) e suas iluminações distintas indicam uma
progressão simbólica no processo iniciático, levando do obscuro e oculto ao
conhecimento pleno; e depois à manifestação da luz espiritual.
Outro aspecto notável é que o 87º grau é, de certa forma, separado ou distinto dos três
graus subsequentes (88, 89 e 90). Essa distinção pode ser vista em como o tuileur
original apresenta o 87º grau como um grau introdutório mais rico e autônomo, que
prepara o iniciado para os mistérios finais dos Arcana Arcanorum.
Enquanto o 87º grau foca no desenvolvimento progressivo através das simbologias dos
três templos, os graus seguintes têm menos informações e mais ritualística dentro do
sistema de teurgia.
Em 1930, quando os Irmãos belgas buscaram retornar sua própria Escada de Nápoles,
expressaram críticas contundentes às modificações realizadas por YARKER e seus
sucessores nos graus dos Arcana Arcanorum.
Por essa razão nossa tradição não reconhece a linhagem maçônica de YARKER!
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Preservando a Essência do 87º Grau
A riqueza simbólica do 87º grau, com suas três etapas progressivas, destaca sua
importância como a chave para os mistérios dos Arcana Arcanorum. Este grau serve
como um portal que prepara o iniciado para as revelações finais, conectando-o com os
elementos fundamentais da tradição hermética e do Rito de Misraïm Italiano.
Ao contrário do 87º grau, os graus 88, 89 e 90 tem menos informações e mais rituais e
símbolos. Por exemplo, não se explica o simbolismo do número de velas que iluminam
os templos do 88º e do 89º graus, tampouco a simbologia da idade maçônica desses
graus. Esses detalhes, normalmente considerados elementos simbólicos de primeira
importância, não deveriam estar ausentes, especialmente se esses graus remetem a um
corpus de ensinamentos herméticos. Porém, para os maçons místicos, o que importa é
alcançar com os rituais a conexão direta com as inteligências espirituais.
A complexidade do 87º grau, que contém três templos, em comparação com os três
últimos graus, e o fato que deve ser diferenciado, mas, ao mesmo tempo, o primeiro da
17ª e última classe, com descrições mais detalhadas dos templos, indicam que esse grau
ocupava uma posição especial e muito provavelmente esses graus eram destinados
apenas às prática ritualísticas.
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A idade maçônica, que só é indicada no 87º grau, deve ser compreendida como
representativa de toda a série, explicando ausência de explicações nos tuileurs dos graus
88 e 89. Da mesma forma, a iluminação simbólica dos graus 88 e 89, deve ser buscada
nos templos correspondentes do 87º grau, justificando por que as luzes não são
explicadas nesses graus.
Esses elementos reforçam a coesão dos três primeiros graus, todos intitulados
"Soberano Grande Príncipe" ou "Soberano Príncipe Patriarca", indicando um mesmo
sistema.
Outro aspecto importante é que as luzes nos templos não apenas preenchem lacunas,
mas sustentam profundamente a lógica simbólica dos graus.
Por exemplo:
O 2º templo do 87º grau é verde, mesma cor do templo do 88º grau, com três
luzes correspondentes à bateria de três golpes no 88º grau.
O 3º templo do 87º grau apresenta uma ligação ainda mais forte com o 89º
grau. O 3º templo é iluminado por 72 velas, enquanto o 89º grau possui como
palavra sagrada "Uriel", associado à série dos 72 anjos e aos sete anjos da
prática teúrgica. O 89º grau introduz a teurgia com as seguintes palavras:
Além disso, o 89º grau tem como palavra sagrada "Jeová", enquanto o 3º templo do 87º
grau exibe dois cartuchos com essa inscrição, um acima do trono e outro acima da
entrada. No 87º grau, "Jeová" é descrito como "símbolo da criação eterna e do fogo vital
da natureza", uma definição que coincide com o significado de Uriel como "fogo de
Deus" ou "luz de Deus".
Embora os tuileurs não expliquem explicitamente sobre a cor do templo do 89º grau,
pode-se entende-lo como o explicado pelos Irmãos Belgas. O 87º grau tem uma única
luz no templo negro, enquanto o 88º grau possui três luzes no templo verde. O 89º grau,
com sete golpes em sua bateria, não corresponde diretamente às 72 luzes do templo,
mas faz referência aos sete anjos, incluindo Uriel, estabelecendo uma ligação simbólica
consistente.
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A Integração Simbólica dos Graus
A análise revela que os graus 88 e 89 se inserem perfeitamente nos templos do 87º grau,
como peças de um quebra-cabeça. Apesar de o tuileur não apresentarem essas
explicações de forma explícita, os símbolos e estruturas dos graus demonstram
coerência e continuidade.
Portanto, o tuileur do 87º grau não carece de informações essenciais; elas foram
registradas de forma a exigir interpretações cuidadosas. A organização dos templos e a
relação entre os graus 87, 88 e 89 mostram que o 87º grau é o núcleo simbólico e
operativo do sistema, projetado para transmitir os mistérios dos Arcana Arcanorum.
Essas interconexões foram obscurecidas ao longo do tempo, mas a lógica interna do
sistema reforça sua integridade e profundidade simbólica, além do seu poder teurgico.
De acordo com Gastone Ventura, que foi Grão-Mestre do nosso Grande Santuário, os
Irmãos Bedarride receberam o sistema original, mas, por precaução, teriam alterado os
conteúdos dos graus para evitar a divulgação do sistema autêntico. Ventura afirma:
"Sustentamos que o tuileur dos quatro últimos graus exposto pelos Bedarride era
artificialmente alterado, porque os Arcana Arcanorum, enquanto mistérios, devem
permanecer secretos. Essa afirmação é corroborada pelo fato de que, ainda hoje, esse
tuileur e suas explicações permanecem rigorosamente escondidos, e na Itália, onde o
Rito foi introduzido, ainda existem partes de seus arquivos, incluindo estatutos datados
de 5 de abril de 1818, diplomas e um tuileur manuscrito em pergaminho contendo os
Arcana Arcanorum, com caligrafia de Cagliostro, caligrafia idêntica a de um documento
mais antigo, datado de 1780-85."
Os Frades Belgas Armand Rombauts e Jean Mallinger, críticos dos Irmãos Bedarride,
analisaram o tuileur alterado por estes.
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1. Templo Vermelho: chamado de Corpo de Guarda ou Sala dos Cobridores.
2. Templo Azul Celeste: denominado Chancelaria ou Sala de Arquivos.
3. Templo Carmesim: identificado como Sala de Finanças ou Tesouraria.
4. Templo Branco: usado para sessões administrativas do Supremo Conselho.
Esses templos, segundo Rombauts e Mallinger, não têm função iniciática, servindo
apenas para administração do Rito. No entanto, essa descrição revela uma semelhança
estrutural com a Escada de Nápoles, que também consiste em quatro etapas ou templos
(3 no 87º grau + o 90º grau = 4). Essa coincidência sugere que os Bedarride, ao
modificar os decorações e símbolos, mantiveram a organização procedimental do
sistema original.
Outro elemento que corrobora essa análise é o "selo secreto" mencionado no tuileur de
Nápoles. No 87º grau, é descrita uma assinatura simbólica representando "uma casa de
pedra quadrada sobre a qual repousam as bases de quatro triângulos".
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Não há nenhuma precisão relativa aos outros graus, do que se deduz que a assinatura é a
mesma para os demais indistintamente, ou que elas não foram especificadas, o que
parece pouco provável. Aliás, no documento manuscrito de Alençon, encontra-se essa
assinatura no topo da página referente ao 90º grau, associada à assinatura do 77º grau, o
que parece confirmar que a assinatura é única e também nos remete à lógica da idade,
que é a mesma para todos os graus: "o primeiro do mundo".
Os Irmãos BEDARRIDE, por sua vez, não propõem uma assinatura, mas falam de um
"sinal hieroglífico", que pode ser visto evoluindo com o grau. O que é interessante é
que, se continuarmos com a hipótese de que os BEDARRIDE realmente possuíam esses
graus, mas os ocultaram, percebemos que, nesse ponto também, eles parecem não ter
transformado a fonte, pois descobriremos que essa progressão hieroglífica corresponde
muito mais ao tuileur da "Escada de Nápoles" — que eles supostamente não conheciam
— do que àquele que eles criaram. Esse ponto fortalece a tese de VENTURA.
Vejamos: baseando-se na descrição do tuileur dos Irmãos BEDARRIDE, aqui está o que
Vuillaume reproduz em seu tuileur, publicado em 1820:
A lógica da grafia nos permite demonstrar que o 87º grau, para os BEDARRIDE, é
realmente a base de um sistema que se prolonga nos três graus seguintes, tornando-se
progressivamente mais complexo. Isso está alinhado com a ideia de um processo único,
pela qual estamos argumentando. Paradoxalmente, e provavelmente sem perceber a
conexão, os Irmãos Belgas, em 1934, retomaram o glifo do 90º grau dos BEDARRIDE
como símbolo do que hoje se chama o "selo secreto" do 90º grau, apesar de terem
rejeitado vigorosamente os graus fabricados pelos irmãos BEDARRIDE.
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Entretanto, os Irmãos Belgas tiveram sorte, pois, embora se trate de um glifo do sistema
dos BEDARRIDE, ou seja, de graus supostamente "falsos", descobrimos que essa série
de "sinais hieroglíficos" corresponde, na verdade, à transcrição gráfica verdadeira do
conteúdo do tuileur dos ARCANA ARCANORUM. É altamente provável que, graças a
isso, possamos afirmar que os BEDARRIDE tinham sim, o verdadeiro conhecimento da
"Escada de Nápoles". Nosso paralelo entre as duas "escadas", baseado na progressão em
quatro templos, torna isso, portanto, um pouco mais sólido.
Sem revelar o significado exato desses símbolos, pode-se notar que o 87º grau se
caracteriza por símbolos quadrados, com um ponto em seu centro simbolizando o
princípio luminoso não manifestado (a lanterna surda). No 88º grau, a complexidade
aumenta com o surgimento de um círculo ao redor; dentro dele, o ponto se transforma
em um yod (nos originais, ainda é um ponto). Isso continua até chegar a três círculos e
um yod flamejante, que remetem à realização do "Corpo de Glória" na "Casa de Pedra
Quadrada", cuja simbologia saturniana certamente não passa despercebida.
Essa progressão gráfica é uma tradução dos símbolos que decoram os templos da
"Escada de Nápoles", que, segundo RAGON e seus contemporâneos, os BEDARRIDE
teoricamente não deveriam conhecer. No entanto, ela não segue a escala de graus dos
BEDARRIDE, mas sim a estrutura original dos ARCANA ARCANORUM.
Embora tenham ocorrido algumas adaptações gráficas menores desde essa época, o
início e o fim dessa progressão permanecem os mesmos.
No ápice, o 90º grau, o yod flamejante no centro dos círculos triplicados alude à união
completa do microcosmo com o macrocosmo. Essa evolução hieroglífica reflete não
apenas o processo iniciático descrito na "Escada de Nápoles", mas também a
correspondência simbólica com as práticas alquímicas e teúrgicas associadas aos
ARCANA ARCANORUM.
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Esses paralelos confirmam que os BEDARRIDE preservaram elementos essenciais da
simbologia original, mesmo enquanto reformulavam os graus. Essa preservação,
intencional ou não, oferece uma ponte entre o que consideramos a tradição autêntica da
"Escada de Nápoles" e as práticas que foram reinterpretadas nos sistemas posteriores.
Essa redescoberta dos símbolos e sua conexão com o sistema original também nos
convida a reexaminar a história da maçonaria egípcia, destacando as complexas
interações entre tradição e inovação ao longo dos séculos. Como tal, o estudo dos
símbolos hieroglíficos e sua evolução permanece uma chave essencial para
compreender o verdadeiro espírito dos ARCANA ARCANORUM e sua relevância com
as práticas iniciáticas contemporâneas.
Não nos aprofundaremos demais nos detalhes, mas aqui está como se deve compreender
a construção do selo dos BEDARRIDE, sempre tendo em mente que ele é, na realidade,
o "Selo Secreto" da Escada de Nápoles ou dos ARCANA ARCANORUM:
O primeiro templo "é negro e representa o caos", "iluminado por uma única vela"
(unidade), a idade "o primeiro do mundo" (unidade), a bateria "um golpe" (unidade). O
sinal do grau é "levantar os braços ao céu" (concretamente na posição da letra Ypsilon).
O símbolo do grau é "uma casa de pedra quadrada". Assim, o quadro simplificado é o
seguinte: um quadrado negro (ou vazio) com um ponto em seu centro no meio de um
Ypsilon.
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Parte do selo correspondente ao quadro exotérico do grau 89 (ou
3º templo do 87). No terceiro templo, o 87º grau compreende
"72 luzes" distribuídas em uma configuração precisa e
corresponde à iniciação do 89º grau, relacionada ao uso do “fogo
de Deus” (Uriel - cor vermelha). Ter passado pela prova do
templo verde é simbolizado por um segundo círculo.
A pergunta que podemos nos fazer é: por que os Irmãos JOLY, GABORRIA e
GARCIA omitiram esses detalhes em seu próprio tuileur? Eles realmente receberam o
depósito simbólico completo? Ou foram cautelosos com o Grande Oriente e com
RAGON (que não se destaca por sua honestidade), ao produzir um tuileur ligeiramente
incompleto? Na verdade, tratando da esfera humana, tudo é possível. E sempre buscar
alternativas para evitar traições e profanações, isto é algo recomendável, sempre!
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Da ideia de progressão dos graus (Arcana Arcanorum)
87: 1 golpe, uma lanterna surda, idade "o primeiro do mundo". Este grau está
relacionado ao número 1;
87b ou 88: Três luzes, três golpes. Este grau está relacionado ao número 3;
87c ou 89: Sete golpes, anjo Uriel em relação a uma série de sete gênios ligados
aos 72. Este grau está relacionado ao número 7;
O "Selo Secreto" do Rito ainda não revelou tudo. Para quem possui alguma
familiaridade maçônica com outros ritos, este símbolo não é completamente
desconhecido, pois aparece em uma posição menos prestigiosa. Especificamente, esse
símbolo ocupa um lugar central no grau de "Mestre Perfeito", que se tornou o quinto
grau do REAA (Rito Escocês Antigo e Aceito), após ter ocupado anteriormente o quarto
grau. Ele também foi adaptado como "Mestre Discreto" em algumas ramificações do
rito de Memphis. Vamos examinar mais de perto:
Como observado nas assinaturas dos quatro últimos graus de Misraïm, o tuileur da
escala de Nápoles fornece a seguinte descrição:
"A assinatura, uma casa de pedra quadrada representada, sobre a qual repousam as bases
de 4 triângulos, e ao centro um ponto que simboliza o mundo."
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Também vimos que a progressão nos quatro templos do Regime de Nápoles nos permite
construir o "Selo Secreto" completo fornecido pelos BEDARRIDE.
Mas um estudante atento poderia ter se perguntado: o que é uma casa de pedra
quadrada, senão uma pedra cúbica? E se, além disso, dobrarmos as bases dos quatro
triângulos do glifo, o que obtemos não se torna, mais precisamente, uma pedra cúbica
com ponta, um símbolo maçônico central por excelência?
Ora, é aqui que o assunto se torna interessante, pois o símbolo dos três
círculos envolvendo uma pedra cúbica com ponta, com a letra yod em
seu centro, nos oferece o emblema do "Mestre Perfeito", que é
representado dessa forma no templo (a imagem do lado direito):
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ARCANO ARCANORUM – SUA TEURGIA
Apesar de muito se falar, aqui é revelado o segredo da Grande e Alta Magia, na qual
não há necessidade de Teurgia ou da própria Magia, mas sim de uma Via Interna
conectada à Transmutação do Sangue pelo Relâmpago Espiritual, arte secreta e sagrada
ligada aos Mistérios dos Ritos Sacrificiais.
Os Arcanum Arcanorum, dos quais fizeram correr muita tinta em vão, nestes últimos
anos, gerando com isso um mito bastante inútil, constituem os quatros (as vezes os três)
graus terminais dos legítimos ritos maçônicos egípcios, sendo graus particulares e
somente presentes na Escala de Nápoles (do 87º ao 90º).
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Os Arcanum Arcanorum são definidos por Jean Pierre Giudicelli de Cresac Bachalerie,
em seu livro "De la Rose Rouge a la Croix d’Or" (Da Rosa Vermelha e à Cruz
Dourada), editora Axis Mundi, (Paris-1988), na pág. 67: "Este ensinamento
concernente a uma Teurgia, é a entrada em relação com os Eons-guias que devem
tomar a direção da Grande Obra para fazer compreender o processo iniciático. É
também uma via alquímica muito fechada, que é um “Nei Dan”, isto é, uma via
interna."
Os Arcanum Arcanorum constituem de fato uma qualificação para outras ordens mais
internas, conectadas às correntes egípcias Osiridianas (ou pitagórica) e às correntes
Isíacas (dos Antigos Rosacruzes).
Astrologia;
Cabala Angélica;
Teurgia.
Há ainda prioridade à via do Antimônio, mas também outras vias, que notadamente visa
a via da Salamandra ou a via do Cinábrio, que parecem constituir um elemento central
do sistema, porque depende por sua vez da via externa e da via interna, seja por razões
pedagógicas, seja por razões operativas.
Conforme as correntes de energia interna que percorrem o corpo humano, práticas são
operadas para que haja a transmutação do sangue por meio dos ritos sacrificiais.
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A questão das imortalidades é algo difícil de os ocidentais compreenderem, pois a
imortalidade é algo que não pode ser inserida com sucesso no modelo de mundo
aristotélico, motivo pelo qual não é raro que a busca de uma sobre-humanidade, de uma
mais-que-humanidade, de uma supra-humanidade ou ainda de uma não-humanidade,
conduza os iniciados aos modelos não-aristotélicos, como o Taoísmo, indiano e o
sistema de Gurdjieff, sem inverter os castiçais, de forma a retomar a fórmula original de
Meyrinck no Rosto Verde.
Assim, os gregos simbolizaram a supra-humanidade em Hércules, indicando assim a via
mágica do Herói, predispondo a sacrificar-se para atingir um patamar considerado mais-
que-humanidade, algo que também foi simbolizado pelo Cristo, por Orfeu, por Dionísio
e que nos ritos egípcios está simbolizada no mito de Osíris.
Nós poderíamos encontrar outras referências, tanto no Ocidente como nas tradições
orientais, para tentar fazer compreender aquilo que é efetivamente uma diferença de
orientação.
O Ser não é necessariamente orientado em direção a um pólo único, o que explica vias
reais diferentes, não conduzindo, portanto, ao mesmo Lugar-Estado.
Sem criar essa falsa imagem de si, o iniciado poderá até mesmo ascender
espiritualmente, perdendo a identificação com a forma humana e igualando a forma
angélica. Estas duas ocorrências são a consequência e simultaneamente o preço a se
pagar pela liberdade absoluta.
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Esta orientação dos antigos hermetistas, implica necessariamente numa ação pouco
prosélita, sendo os membros do Soberano Grande Santuário Byantyum bastante
conhecidos nos cenáculos herméticos do mundo afora como hereges, lembrando que
etimologicamente essa palavra deriva do grego “hairetikós” e significa “aquele ou
quem professa ideias contrárias às geralmente admitidas, ou seja, o homem (e
mulher) que decide seguir as suas próprias opiniões, suas próprias doutrinas, segue
a voz e ensinamentos sagrados do seu Deus interior.”
Este Caminho Sacerdotal (Isíaco e Osiríaco) é uma Alquimia Cardíaca que constitui a
Pedra Fundamental dos Arcanos Arcanorum.
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Por que gastar tanto tempo numa perpétua esperança da vinda de um Reparador do
Mundo Exterior, se como iniciados, a imagem e semelhança do Eterno, podemos nós
mesmos, através dos Processos Mágico-Teúrgicos, praticados com o real conhecimento
dos procedimentos de proteção e reparação Taumatúrgica, encontrar e manifestar o
Reparador em nós mesmos? Eis um Caminho Autêntico no qual prediz que somente "a
Árvore do nosso Jardim dará Fruto" .
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