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• O que é biodiversidade
A biodiversidade é a variedade de vida na Terra. Ela contempla as 8 milhões de espécies no planeta,
incluindo plantas, animais, fungos e bactérias, bem como os ecossistemas que as abrigam e a
diversidade genética entre elas.
Ela é uma rede complexa e interdependente, na qual cada membro desempenha um papel
importante, contribuindo para o ecossistema de formas que sequer percebemos. Os alimentos que
comemos, o ar que respiramos, a água que bebemos e o clima que torna nosso planeta habitável são
proporcionados pela natureza.
Por que a biodiversidade é importante?
A biodiversidade é a base que sustenta toda a vida na terra e na água. Ela afeta todos os aspectos da
saúde humana ao fornecer ar e água limpos, alimentos nutritivos, medicamentos e resistência
natural a doenças. Alterar ou excluir um elemento dessa rede complexa afeta todo o sistema da vida
e pode produzir consequências negativas. Sem a natureza, não haveria vida na Terra.
O impacto da atividade humana
As atividades humanas já mudaram significativamente três quartos da superfície terrestre e dois
terços da área oceânica. Entre 2010 e 2015, 32 milhões de hectares de floresta desapareceram e nos
últimos 150 anos a cobertura de recifes de coral vivo foi reduzida pela metade. O gelo glacial está
derretendo a taxas alarmantes e a acidificação do oceano está aumentando, o que ameaça a
produtividade de ambientes marinhos. As espécies selvagens estão desaparecendo centenas de vezes
mais rápido do que nos últimos 10 milhões de anos. Além disso, nos próximos 10 anos uma a cada
quatro espécies conhecidas poderá ser extinta do planeta.
Estamos à beira de uma extinção em massa e, se continuarmos nesse caminho, a perda de
biodiversidade terá graves implicações para a humanidade, incluindo o colapso dos sistemas de
alimentação e saúde.
Perda de biodiversidade e COVID-19
O surgimento do COVID-19 deixou claro que quando destruímos a biodiversidade destruímos o
sistema que sustenta a vida humana. Ao afetar o delicado equilíbrio da natureza – invadindo espaços
da vida selvagem, reduzindo a diversidade genética nas populações animais e provocando as
mudanças climáticas e eventos climáticos extremos, criamos condições ideais para a propagação de
vírus entre populações animais e humanas. A natureza está nos mandando uma mensagem.
É Hora da Natureza
Reverter a perda de biodiversidade é a única maneira de recuperar e manter o planeta saudável. Isso
só será possível quando entendermos a rede da vida em que vivemos e reconhecermos que ela
funciona como um sistema complexo. É hora de repensar nossa relação com a natureza e de colocá-
la no centro de nossas decisões.
A Convenção sobre Diversidade Biológica reconhece que a biodiversidade é essencial para um
planeta saudável. Por isso, o PNUMA e seus parceiros estão ajudando os países a desenvolverem
Planos de Estratégia e de Ação Nacionais para a Biodiversidade. O PNUMA também apoia
importantes plataformas de conhecimento sobre ecossistemas e diversidade biológica, como o
Global Forest Watch, a Global Peatlands Initiative e a Iniciativa Inter-Religiosa para Florestas
Tropicais. Leia mais.
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Conheça nossas modalidades
O que é biodiversidade? Entenda sua
importância e por que preservá-la
Talvez você não saiba, mas, em 22 de maio, é celebrado o Dia da Diversidade, conforme instituiu a
Organização das Nações Unidas (ONU).
Amplamente conhecido e divulgado, o termo “biodiversidade” é bem comum, principalmente
quando o assunto é preservação ambiental.
Em 1986, o termo ganhou força após a sua utilização em um relatório do entomologista E. O.
Wilson.
No entanto, a junção de “diversidade” e “biológica” foi criada um ano antes, em 1985.
Consequentemente, a partir do uso feito pelo entomologista, a palavra “biodiversidade” tornou-se
conhecida mundialmente.
Atualmente, ela está sempre ligada a ações de defesa da vida no planeta.
Em outras palavras, a biodiversidade, ou diversidade biológica, envolve toda a variedade de
formas de vida disponíveis na Terra, como plantas, aves, mamíferos, insetos, microrganismos
e muitos outros.
Índice de conteúdo
•
• Afinal, o que é biodiversidade?
• Quais são os tipos de biodiversidade?
• 1) Diversidade genética
• 2) Diversidade orgânica
• 3) Diversidade ecológica
• Amazônia e a importância da biodiversidade brasileira
• Por que a biodiversidade é importante?
• Fatores que ameaçam a conservação da biodiversidade
• Conclusão
Afinal, o que é biodiversidade?
Em síntese, a biodiversidade é o conjunto de todos os seres vivos existentes, desde plantas e
animais até microrganismos.
Trata-se de uma enorme aldeia de diferentes espécies, todas vivendo e interagindo com equidade,
cada qual em seu ambiente.
De maneira idêntica, a variedade e os tipos de organismos podem variar de acordo com seus
hábitats ou regiões ecológicas.
Ainda não se sabe ao certo quantas espécies vegetais e animais existem no mundo.
Entretanto, até o momento, os cientistas já conseguiram classificar 1,5 milhão de espécies.
Afinal, a diversidade de vida do planeta inclui uma grande variedade genética entre as espécies de
flora, fauna, fungos e microrganismos.
O Brasil é considerado, entre os especialistas do setor ambiental, o país mais rico em
biodiversidade do mundo, tendo em vista que aproximadamente 20% das espécies conhecidas
e categorizadas estão presentes em nosso território.
Quais são os tipos de biodiversidade?
A diversidade de vida, genes e tipos é dividida em três grandes níveis:
1) Diversidade genética
Quando há indivíduos de uma mesma espécie, mas que não são geneticamente semelhantes.
A explicação é simples: apesar da semelhança entre os indivíduos, cada um possui uma estrutura
genética diferente.
Por exemplo: alguns podem ter olhos azuis e outros, castanhos; um pode ser mais alto e magro
enquanto o outro é baixo e mais forte, etc.
Ao passo que evoluímos, a genética também faz o mesmo. Por isso, existe uma grande variedade de
vida espalhada pelo planeta ou em uma região.
2) Diversidade orgânica
Abarca os indivíduos que possuem um rastro evolutivo em comum.
Por analogia, esse grupo de seres adquiriu características próprias e únicas, que não foram
encontradas em outras espécies e seres vivos, apesar de terem o mesmo gene ancestral.
Entretanto, possuir uma relação genética não significa que sejam iguais na aparência.
Pelo contrário, quer dizer que, em algum momento da evolução, algumas características se
destacaram, tornando-se predominantes e únicas em alguns seres vivos.
Em contrapartida, os cientistas já mapearam cerca de 1,75 milhão de espécies.
No entanto, de acordo com as estimativas iniciais, ainda podem existir aproximadamente de 10 a 30
milhões de espécies na Terra a serem descobertas.
3) Diversidade ecológica
Refere-se ao viver harmônico entre as espécies.
Isso acontece quando as populações de uma mesma espécie e de espécies diferentes vivem
pacificamente, formando um tipo de comunidade.
Essas comunidades se juntam para formar ecossistemas vivos, que chamamos biomas, que podem
ser os desertos, as florestas e os oceanos.
Do mesmo modo, cada ecossistema é responsável por uma variedade de espécies, e algumas são
únicas.
É por isso que, quando um ecossistema é ameaçado, as espécies que ali vivem também estão
correndo perigo.
Amazônia e a importância da biodiversidade brasileira
A Floresta Amazônica é a maior reserva de biodiversidade do mundo.
No entanto, nem a sua grandeza escapa do avanço brutal do desmatamento.
De acordo com o Greenpeace, o alerta de desmatamento de agosto de 2019 ao mês de abril de
2020 indica uma perda de 5.483 km² de vegetação nativa, considerado o maior aumento do
índice dos últimos cinco anos. É quase o dobro do que foi registrado em 2019, no mesmo período.
Enquanto o desmatamento avança, a vida e a diversidade das florestas morrem.
É inegável que a perda de biodiversidade ou a destruição do meio ambiente impactam de forma
direta a vida em comunidade.
Basta dar um “googling” e você, provavelmente, vai encontrar alguém ligando a pandemia do
covid-19 a impactos ambientais, bem como os transtornos climáticos ou a intensidade em que estão
acontecendo. Fato que há anos vem sendo sinalizado pela ciência.
Todas as vezes em que destruímos ecossistemas, estamos facilitando o aparecimento ou o
desenvolvimento de novas doenças, que, posteriormente, podem vir a se tornar epidemias ou
pandemias.
Eventualmente, isso acontece no decorrer da transformação de ambientes naturais, pois estamos
cada vez mais expostos a novas formas de doenças, principalmente de origem animal.
Antes de elas surgirem, não possuímos defesas naturais nem medicamentos. De repente, temos um
alerta de saúde pública em níveis críticos de infecção e transmissão.
Por fim, um ecossistema forte e protegido só traz benefícios a médio e longo prazo tanto para os
seres humanos quanto para o funcionamento equilibrado do planeta.
Por que a biodiversidade é importante?
A princípio, essa pergunta deve ser relacionada ao chamado “serviço ecológico”, que não é
fornecido apenas pela Floresta Amazônica, mas, sim, todos os biomas.
Contudo, a importância desse tesouro natural fica mais evidente quando se projeta a Amazônia
desmatada.
Imagine o impacto que seria o desaparecimento de inúmeras espécies e uma vasta área de
floresta ainda existente.
Sem dúvida, os dias ficariam mais quentes, devido à maior quantidade de gás carbônico presente
no ar.
Além disso, haveria o agravamento de fenômenos naturais, como o efeito estufa ou os sinais do
aquecimento global.
Portanto, não restam dúvidas de que a biodiversidade é um item fundamental para se manter o
equilíbrio ou estabilidade entre biomas e ecossistemas presentes.
Ademais, é uma fonte imensa de insumos que movimentam tanto a economia quanto as atividades
agrícolas, como pecuária, pesqueira e florestal.
Certamente, até aqui já entendeu o que é biodiversidade.
O mais interessante é que ela serve de base para a indústria da biotecnologia.
Não acredita? Vamos te provar!
A biodiversidade está presente na fabricação de remédios, cosméticos, enzimas para pães, queijos,
vinhos, cervejas, em hormônios e sementes agrícolas e até na indústria têxtil e na produção de
detergentes.
Ou seja, o seu valor vai além da contribuição:
• ecológica;
• genética;
• social;
• econômica;
• científica;
• educacional;
• cultural ou recreativa.
Assim, para entender tamanha importância e evitar sua perda, é preciso conhecê-la.
Fatores que ameaçam a conservação da biodiversidade
Ocasionalmente, falar em ataques à biodiversidade é se envolver em esferas e aspectos
econômicos, sociais, culturais e até científicos.
Entretanto, a situação toma proporções maiores em regiões tropicais.
Imediatamente, vem à cabeça o alerta dos cientistas de que a população humana está crescendo em
proporções desigual em relação àquilo que conseguimos suprir e produzir.
Com isso, a pressão econômica empurra cada vez mais a conversão de florestas tropicais a abrirem
espaço para novas áreas de moradia e plantios.
Como resultado, diante da ocupação humana e de pressões econômicas, a Mata Atlântica,
atualmente, está reduzida a menos de 10% de sua vegetação original.
Entre os principais processos que contribuem para a perda de biodiversidade estão:
• introdução de espécies exóticas ou forasteiras;
• perda total ou diminuição de hábitats;
• exploração desenfreada de plantas e animais;
• contaminação por poluentes no solo, na água e no ar;
• Uso de monoculturas na agroindústria e em programas de reflorestamento;
• desmatamento;
• mudanças climáticas.
Conclusão
Definitivamente, a espécie humana tem uma relação de dependência com a biodiversidade
para manter a sua sobrevivência.
Como explica a ONU, tudo está conectado: o ar que respiramos, os alimentos que comemos, a
energia que gastamos e os materiais que criamos para facilitar o nosso dia a dia.
Contudo, tudo depende da biodiversidade, de modo que não poderíamos respirar sem o oxigênio
gerado pelas plantas.
No entanto, apesar do alerta, ainda colocamos o equilíbrio biológico em risco.
Ainda segundo a ONU, aproximadamente 25% de todas as espécies do mundo correm risco de
extinção, devido à ação humana.
Em suma, um ambiente ecologicamente conservado e equilibrado gera uma diversidade de recursos
muito superior a ser consumida.
Desse modo, a busca por uma consciência ecológica é vista como vantajosa para todos os seres
humanos, seja de forma direta, seja indiretamente.
Por fim, mais do que aprender o que é biodiversidade, é importante entender como ela pode ser
referenciada tanto em números, por suas diferentes e abundantes categorias biológicas, quanto em
sua riqueza de hábitats e paisagens, tudo isso somado à sua riqueza de genes e recursos.
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O que é biodiversidade? Entenda sua
importância e por que preservá-la
Talvez você não saiba, mas, em 22 de maio, é celebrado o Dia da Diversidade, conforme instituiu a
Organização das Nações Unidas (ONU).
Amplamente conhecido e divulgado, o termo “biodiversidade” é bem comum, principalmente
quando o assunto é preservação ambiental.
Em 1986, o termo ganhou força após a sua utilização em um relatório do entomologista E. O.
Wilson.
No entanto, a junção de “diversidade” e “biológica” foi criada um ano antes, em 1985.
Consequentemente, a partir do uso feito pelo entomologista, a palavra “biodiversidade” tornou-se
conhecida mundialmente.
Atualmente, ela está sempre ligada a ações de defesa da vida no planeta.
Em outras palavras, a biodiversidade, ou diversidade biológica, envolve toda a variedade de
formas de vida disponíveis na Terra, como plantas, aves, mamíferos, insetos, microrganismos
e muitos outros.
Índice de conteúdo
•
• Afinal, o que é biodiversidade?
• Quais são os tipos de biodiversidade?
• 1) Diversidade genética
• 2) Diversidade orgânica
• 3) Diversidade ecológica
• Amazônia e a importância da biodiversidade brasileira
• Por que a biodiversidade é importante?
• Fatores que ameaçam a conservação da biodiversidade
• Conclusão
Afinal, o que é biodiversidade?
Em síntese, a biodiversidade é o conjunto de todos os seres vivos existentes, desde plantas e
animais até microrganismos.
Trata-se de uma enorme aldeia de diferentes espécies, todas vivendo e interagindo com equidade,
cada qual em seu ambiente.
De maneira idêntica, a variedade e os tipos de organismos podem variar de acordo com seus
hábitats ou regiões ecológicas.
Ainda não se sabe ao certo quantas espécies vegetais e animais existem no mundo.
Entretanto, até o momento, os cientistas já conseguiram classificar 1,5 milhão de espécies.
Afinal, a diversidade de vida do planeta inclui uma grande variedade genética entre as espécies de
flora, fauna, fungos e microrganismos.
O Brasil é considerado, entre os especialistas do setor ambiental, o país mais rico em
biodiversidade do mundo, tendo em vista que aproximadamente 20% das espécies conhecidas
e categorizadas estão presentes em nosso território.
Quais são os tipos de biodiversidade?
A diversidade de vida, genes e tipos é dividida em três grandes níveis:
1) Diversidade genética
Quando há indivíduos de uma mesma espécie, mas que não são geneticamente semelhantes.
A explicação é simples: apesar da semelhança entre os indivíduos, cada um possui uma estrutura
genética diferente.
Por exemplo: alguns podem ter olhos azuis e outros, castanhos; um pode ser mais alto e magro
enquanto o outro é baixo e mais forte, etc.
Ao passo que evoluímos, a genética também faz o mesmo. Por isso, existe uma grande variedade de
vida espalhada pelo planeta ou em uma região.
2) Diversidade orgânica
Abarca os indivíduos que possuem um rastro evolutivo em comum.
Por analogia, esse grupo de seres adquiriu características próprias e únicas, que não foram
encontradas em outras espécies e seres vivos, apesar de terem o mesmo gene ancestral.
Entretanto, possuir uma relação genética não significa que sejam iguais na aparência.
Pelo contrário, quer dizer que, em algum momento da evolução, algumas características se
destacaram, tornando-se predominantes e únicas em alguns seres vivos.
Em contrapartida, os cientistas já mapearam cerca de 1,75 milhão de espécies.
No entanto, de acordo com as estimativas iniciais, ainda podem existir aproximadamente de 10 a 30
milhões de espécies na Terra a serem descobertas.
3) Diversidade ecológica
Refere-se ao viver harmônico entre as espécies.
Isso acontece quando as populações de uma mesma espécie e de espécies diferentes vivem
pacificamente, formando um tipo de comunidade.
Essas comunidades se juntam para formar ecossistemas vivos, que chamamos biomas, que podem
ser os desertos, as florestas e os oceanos.
Do mesmo modo, cada ecossistema é responsável por uma variedade de espécies, e algumas são
únicas.
É por isso que, quando um ecossistema é ameaçado, as espécies que ali vivem também estão
correndo perigo.
Amazônia e a importância da biodiversidade brasileira
A Floresta Amazônica é a maior reserva de biodiversidade do mundo.
No entanto, nem a sua grandeza escapa do avanço brutal do desmatamento.
De acordo com o Greenpeace, o alerta de desmatamento de agosto de 2019 ao mês de abril de
2020 indica uma perda de 5.483 km² de vegetação nativa, considerado o maior aumento do
índice dos últimos cinco anos. É quase o dobro do que foi registrado em 2019, no mesmo período.
Enquanto o desmatamento avança, a vida e a diversidade das florestas morrem.
É inegável que a perda de biodiversidade ou a destruição do meio ambiente impactam de forma
direta a vida em comunidade.
Basta dar um “googling” e você, provavelmente, vai encontrar alguém ligando a pandemia do
covid-19 a impactos ambientais, bem como os transtornos climáticos ou a intensidade em que estão
acontecendo. Fato que há anos vem sendo sinalizado pela ciência.
Todas as vezes em que destruímos ecossistemas, estamos facilitando o aparecimento ou o
desenvolvimento de novas doenças, que, posteriormente, podem vir a se tornar epidemias ou
pandemias.
Eventualmente, isso acontece no decorrer da transformação de ambientes naturais, pois estamos
cada vez mais expostos a novas formas de doenças, principalmente de origem animal.
Antes de elas surgirem, não possuímos defesas naturais nem medicamentos. De repente, temos um
alerta de saúde pública em níveis críticos de infecção e transmissão.
Por fim, um ecossistema forte e protegido só traz benefícios a médio e longo prazo tanto para os
seres humanos quanto para o funcionamento equilibrado do planeta.
Por que a biodiversidade é importante?
A princípio, essa pergunta deve ser relacionada ao chamado “serviço ecológico”, que não é
fornecido apenas pela Floresta Amazônica, mas, sim, todos os biomas.
Contudo, a importância desse tesouro natural fica mais evidente quando se projeta a Amazônia
desmatada.
Imagine o impacto que seria o desaparecimento de inúmeras espécies e uma vasta área de
floresta ainda existente.
Sem dúvida, os dias ficariam mais quentes, devido à maior quantidade de gás carbônico presente
no ar.
Além disso, haveria o agravamento de fenômenos naturais, como o efeito estufa ou os sinais do
aquecimento global.
Portanto, não restam dúvidas de que a biodiversidade é um item fundamental para se manter o
equilíbrio ou estabilidade entre biomas e ecossistemas presentes.
Ademais, é uma fonte imensa de insumos que movimentam tanto a economia quanto as atividades
agrícolas, como pecuária, pesqueira e florestal.
Certamente, até aqui já entendeu o que é biodiversidade.
O mais interessante é que ela serve de base para a indústria da biotecnologia.
Não acredita? Vamos te provar!
A biodiversidade está presente na fabricação de remédios, cosméticos, enzimas para pães, queijos,
vinhos, cervejas, em hormônios e sementes agrícolas e até na indústria têxtil e na produção de
detergentes.
Ou seja, o seu valor vai além da contribuição:
• ecológica;
• genética;
• social;
• econômica;
• científica;
• educacional;
• cultural ou recreativa.
Assim, para entender tamanha importância e evitar sua perda, é preciso conhecê-la.
Fatores que ameaçam a conservação da biodiversidade
Ocasionalmente, falar em ataques à biodiversidade é se envolver em esferas e aspectos
econômicos, sociais, culturais e até científicos.
Entretanto, a situação toma proporções maiores em regiões tropicais.
Imediatamente, vem à cabeça o alerta dos cientistas de que a população humana está crescendo em
proporções desigual em relação àquilo que conseguimos suprir e produzir.
Com isso, a pressão econômica empurra cada vez mais a conversão de florestas tropicais a abrirem
espaço para novas áreas de moradia e plantios.
Como resultado, diante da ocupação humana e de pressões econômicas, a Mata Atlântica,
atualmente, está reduzida a menos de 10% de sua vegetação original.
Entre os principais processos que contribuem para a perda de biodiversidade estão:
• introdução de espécies exóticas ou forasteiras;
• perda total ou diminuição de hábitats;
• exploração desenfreada de plantas e animais;
• contaminação por poluentes no solo, na água e no ar;
• Uso de monoculturas na agroindústria e em programas de reflorestamento;
• desmatamento;
• mudanças climáticas.
Conclusão
Definitivamente, a espécie humana tem uma relação de dependência com a biodiversidade
para manter a sua sobrevivência.
Como explica a ONU, tudo está conectado: o ar que respiramos, os alimentos que comemos, a
energia que gastamos e os materiais que criamos para facilitar o nosso dia a dia.
Contudo, tudo depende da biodiversidade, de modo que não poderíamos respirar sem o oxigênio
gerado pelas plantas.
No entanto, apesar do alerta, ainda colocamos o equilíbrio biológico em risco.
Ainda segundo a ONU, aproximadamente 25% de todas as espécies do mundo correm risco de
extinção, devido à ação humana.
Em suma, um ambiente ecologicamente conservado e equilibrado gera uma diversidade de recursos
muito superior a ser consumida.
Desse modo, a busca por uma consciência ecológica é vista como vantajosa para todos os seres
humanos, seja de forma direta, seja indiretamente.
Por fim, mais do que aprender o que é biodiversidade, é importante entender como ela pode ser
referenciada tanto em números, por suas diferentes e abundantes categorias biológicas, quanto em
sua riqueza de hábitats e paisagens, tudo isso somado à sua riqueza de genes e recursos.
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