Texto de Apoio
BIOENERGÉTICA
Bioenergética: Consiste na conversão de nutrientes alimentares numa forma de energia
biologicamente utilizável.
PRODUÇÃO E MOBILIZAÇÃO DE ATP
A energia luminosa ou a energia química dos compostos orgânicos não pode ser utilizada
diretamente pela célula. Parte dessa energia é incorporada numa fonte de energia
química diretamente utilizável, designada por ATP (Adenosina Trifosfato).
ATP: é um nucleótido responsável pelo armazenamento de energia em suas ligações
químicas. É constituído por: Adenina, Ribose e Três grupos fosfatos.
Uma molécula de ATP é formada por:
1- Adenina: base azotada
2- Ribose: açúcar com 5 carbonos
3- 3 Grupos fosfatos: compostos inorgânicos
A adenosina constitui-se pela ribose e pela base azotada com o nome de adenosina.
Como é utilizado o ATP a nível celular
O trifosfato de adenosina (ATP) é um instrumento bioquímico que serve para armazenar
e utilizar energia. Esta energia pode ser utilizada em diversos processos biológicos, tais
como: O transporte activo de moléculas, Síntese e secreção de substâncias, Locomoção
e divisão celular, entre outros.
O ATP é um nucleótido de adenina cercado por três fosfatos; há muita energia
armazenada na ligação entre o segundo e o terceiro grupo de fosfato que pode ser usada
para alimentar as reações químicas; quando uma célula precisa de energia, ela quebra
essa ligação para produzir difosfato de adenosina (ADP) e uma molécula livre de
fosfato; em alguns casos, o segundo grupo de fosfato também pode ser quebrado para
produzir monofosfato de adenosina (AMP); quando a célula tem excesso de energia,
ela armazena esta energia produzindo ATP a partir de ADP e fosfato.
Libertação de energia
A transformação da molécula de ATP em ADP + P é uma hidrólise, ou seja, a água é um
dos reagentes desse processo. As ligações entre os grupos fosfato são instáveis e
quebram-se facilmente por hidrólise. Deste modo durante a hidrólise de ATP, a reacção
é exonergética (exergónica), ou seja há libertação de energia que tanto pode ser usada
como energia útil ou ser dissipada na forma de calor. A reacção de formação de uma
nova molécula de ATP a partir de ADP e do ião fosfato, é endoneergética (endergónica),
pois é maior a energia agora mobilizada para romper as ligações que a energia que se
transfere quando se formam as novas ligações.
As transferências de energia a nível celular dependem, essencialmente do ciclo:
ADP ⇌ ATP
Conclusão
Nos sistemas biológicos o ATP constitui uma molécula privilegiada em transferências de
energia, estando constantemente a ser sintetizado e a ser hidrolizado. Para cada reacção
endoenergética há a correspondente reacção exergónica, pois é a energia transferida na
reacção exergónica que vai ser utilizada na reacção endoenergética. Sendo o ATP a
molécula intermediária. A sua hidrólise (reacção exoenergética) está associada a
reacções endoenergéticas e a sua síntese (reacção endoenergética), associa-se a
reacções exoenergéticas.
Processos implicados na formação de ATP
1. Fotossíntese
2. Quimiossíntese
3. Fermentação
4. Respiração Celular