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Politica de Governança Decreto 9203

O Decreto 9203 estabelece diretrizes e princípios para a governança pública no Brasil, visando a melhoria na gestão e prestação de serviços à sociedade. Define conceitos como governança pública, valor público e gestão de riscos, além de criar o Comitê Interministerial de Governança (CIG) para supervisionar a implementação dessas diretrizes. O documento também destaca a importância da transparência, prestação de contas e a necessidade de um sistema de gestão de riscos nas organizações públicas.

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Politica de Governança Decreto 9203

O Decreto 9203 estabelece diretrizes e princípios para a governança pública no Brasil, visando a melhoria na gestão e prestação de serviços à sociedade. Define conceitos como governança pública, valor público e gestão de riscos, além de criar o Comitê Interministerial de Governança (CIG) para supervisionar a implementação dessas diretrizes. O documento também destaca a importância da transparência, prestação de contas e a necessidade de um sistema de gestão de riscos nas organizações públicas.

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Politica de governança

Decreto 9203

1
I - governança pública - conjunto de mecanismos de liderança,
estratégia e controle postos em prática para avaliar, direcionar e monitorar
a gestão, com vistas à condução de políticas públicas e à prestação de
serviços de interesse da sociedade;
II - valor público - produtos e resultados gerados, preservados ou
entregues pelas atividades de uma organização que representem respostas
efetivas e úteis às necessidades ou às demandas de interesse público e
modifiquem aspectos do conjunto da sociedade ou de alguns grupos
específicos reconhecidos como destinatários legítimos de bens e serviços
públicos;
III - alta administração - Ministros de Estado, ocupantes de cargos de
natureza especial, ocupantes de cargo de nível 6 do Grupo-Direção e
Assessoramento Superiores - DAS e presidentes e diretores de autarquias,
inclusive as especiais, e de fundações públicas ou autoridades de
hierarquia equivalente; e
2
Tabela verdade
IV - gestão de riscos - processo de natureza permanente, estabelecido,
direcionado e monitorado pela alta administração, que contempla as
atividades de identificar, avaliar e gerenciar potenciais eventos que
possam afetar a organização, destinado a fornecer segurança razoável
quanto à realização de seus objetivos.

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Princípios da governança pública:

Art. 3º São princípios da governança pública:


I - capacidade de resposta;
II - integridade;
III - confiabilidade;
IV - melhoria regulatória;
V - prestação de contas e responsabilidade; e
VI - transparência.

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Diretrizes
I - direcionar ações para a busca de resultados para a sociedade,
encontrando soluções tempestivas e inovadoras para lidar com a limitação
de recursos e com as mudanças de prioridades;
II - promover a simplificação administrativa, a modernização da gestão
pública e a integração dos serviços públicos, especialmente aqueles
prestados por meio eletrônico;
III - monitorar o desempenho e avaliar a concepção, a implementação e os
resultados das políticas e das ações prioritárias para assegurar que as
diretrizes estratégicas sejam observadas;
IV - articular instituições e coordenar processos para melhorar a integração
entre os diferentes níveis e esferas do setor público, com vistas a gerar,
preservar e entregar valor público;
V - fazer incorporar padrões elevados de conduta pela alta administração
para orientar o comportamento dos agentes públicos, em consonância com
as funções e as atribuições de seus órgãos e de suas entidades;
5
Diretrizes
VI - implementar controles internos fundamentados na gestão de risco, que
privilegiará ações estratégicas de prevenção antes de processos
sancionadores;
VII - avaliar as propostas de criação, expansão ou aperfeiçoamento de
políticas públicas e de concessão de incentivos fiscais e aferir, sempre que
possível, seus custos e benefícios;
VIII - manter processo decisório orientado pelas evidências, pela
conformidade legal, pela qualidade regulatória, pela desburocratização e
pelo apoio à participação da sociedade;
IX - editar e revisar atos normativos, pautando-se pelas boas práticas
regulatórias e pela legitimidade, estabilidade e coerência do ordenamento
jurídico e realizando consultas públicas sempre que conveniente;
X - definir formalmente as funções, as competências e as responsabilidades
das estruturas e dos arranjos institucionais; e
XI - promover a comunicação aberta, voluntária e transparente das
atividades e dos resultados da organização, de maneira a fortalecer o 6
Mecanismos GPub
I - liderança, que compreende conjunto de práticas de natureza humana ou
comportamental exercida nos principais cargos das organizações, para
assegurar a existência das condições mínimas para o exercício da boa
governança, quais sejam:
a) integridade;
b) competência;
c) responsabilidade; e
d) motivação;
II - estratégia, que compreende a definição de diretrizes, objetivos, planos e
ações, além de critérios de priorização e alinhamento entre organizações e
partes interessadas, para que os serviços e produtos de responsabilidade
da organização alcancem o resultado pretendido; e
III - controle, que compreende processos estruturados para mitigar os
possíveis riscos com vistas ao alcance dos objetivos institucionais e para
garantir a execução ordenada, ética, econômica, eficiente e eficaz das
atividades da organização, com preservação da legalidade e da 7
Mecanismos GPub
Parágrafo único. Os mecanismos, as instâncias e as práticas de governança
de que trata o caput incluirão, no mínimo:
I - formas de acompanhamento de resultados;
II - soluções para melhoria do desempenho das organizações; e
III - instrumentos de promoção do processo decisório fundamentado em
evidências.

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Comitê Interministerial de Governança - CIG
Art. 7º-A. O Comitê Interministerial de Governança - CIG tem por finalidade
assessorar o Presidente da República na condução da política de
governança da administração pública federal.

I - Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República, que


o coordenará;
II - Ministro de Estado da Economia; e
III - Ministro da Controladoria-Geral da União.

§ 1º Os membros do CIG poderão ser substituídos, em suas ausências e


seus impedimentos, pelos respectivos Secretários-Executivos.
§ 3º Representantes de outros órgãos e entidades da administração pública
federal poderão ser convidados a participar de reuniões do CIG, sem direito
a voto.
Ordinário trimestralmente, extraordinário, sempre que necessário.
Quórun, maioria simples, Coordenador voto de minerva 9
Ao CIG - Compete
I - propor medidas, mecanismos e práticas organizacionais para o
atendimento aos princípios e às diretrizes de governança pública
estabelecidos neste Decreto; (Incluído pelo Decreto nº 9.901, de 2019)
II - aprovar manuais e guias com medidas, mecanismos e práticas
organizacionais que contribuam para a implementação dos princípios e das
diretrizes de governança pública estabelecidos neste Decreto; (Incluído
pelo Decreto nº 9.901, de 2019) conter recomendações que possam
ser implementadas nos órgãos e nas entidades da ADMpublica.
III - aprovar recomendações aos colegiados temáticos para garantir a
coerência e a coordenação dos programas e das políticas de governança
específicos; (Incluído pelo Decreto nº 9.901, de 2019)
IV - incentivar e monitorar a aplicação das melhores práticas de
governança no âmbito da administração pública federal direta, autárquica e
fundacional; e (Incluído pelo Decreto nº 9.901, de 2019)
V - editar as resoluções necessárias ao exercício de suas competências
10
Ao CIG - Compete
Art. 10-A. O CIG poderá instituir grupos de trabalho específicos com o
objetivo de assessorá-lo no cumprimento das suas competências. (Incluído
pelo Decreto nº 9.901, de 2019)

§ 1º Representantes de órgãos e entidades públicas e privadas poderão ser


convidados a participar dos grupos de trabalho constituídos pelo CIG.
(Incluído pelo Decreto nº 9.901, de 2019)

§ 2º O CIG definirá no ato de instituição do grupo de trabalho os seus


objetivos específicos, a sua composição e o prazo para conclusão de seus
trabalhos.

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Grupos de trabalho
I - serão compostos na forma de ato do CIG;

II - não poderão ter mais de cinco membros;

III - terão caráter temporário e duração não superior a um ano; e

IV - estarão limitados a três operando simultaneamente.

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Secretaria-Executiva do CIG
I - receber, instruir e encaminhar aos membros do CIG as propostas
recebidas na forma estabelecida no caput do art. 10-A e no inciso II do
caput do art. 13-A;

II - encaminhar a pauta, a documentação, os materiais de discussão e os


registros das reuniões aos membros do CIG;

III - comunicar aos membros do CIG a data e a hora das reuniões ordinárias
ou a convocação para as reuniões extraordinárias;

IV - comunicar aos membros do CIG a forma de realização da reunião, que


poderá ser por meio eletrônico ou presencial, e o local, quando se tratar de
reuniões presenciais; e

V - disponibilizar as atas e as resoluções do CIG em sítio eletrônico ou,


quando o seu conteúdo for classificado como confidencial, encaminhá-las
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aos membros.
CIG
Art. 12-A. A participação no CIG ou nos grupos de trabalho por ele
constituídos será considerada prestação de serviço público relevante, não
remunerada.

Art. 13-A. Compete aos órgãos e às entidades integrantes da administração


pública federal direta, autárquica e fundacional:

I - executar a política de governança pública, de maneira a incorporar os


princípios e as diretrizes definidos neste Decreto e as recomendações
oriundas de manuais, guias e resoluções do CIG; e

II - encaminhar ao CIG propostas relacionadas às competências previstas


no art. 9º-A, com a justificativa da proposição e da minuta da resolução
pertinente, se for o caso.

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comitês internos de governança, Art. 15A
I - auxiliar a alta administração na implementação e na manutenção de
processos, estruturas e mecanismos adequados à incorporação dos
princípios e das diretrizes da governança previstos neste Decreto;

II - incentivar e promover iniciativas que busquem implementar o


acompanhamento de resultados no órgão ou na entidade, que promovam
soluções para melhoria do desempenho institucional ou que adotem
instrumentos para o aprimoramento do processo decisório;

III - promover e acompanhar a implementação das medidas, dos


mecanismos e das práticas organizacionais de governança definidos pelo
CIG em seus manuais e em suas resoluções; e

IV - elaborar manifestação técnica relativa aos temas de sua competência.

Art. 16. Os comitês internos de governança publicarão suas atas e


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resoluções em sítio eletrônico, ressalvado conteúdo sujeito a sigilo
Art. 17. A alta administração das organizações da administração pública
federal direta, autárquica e fundacional deverá estabelecer, manter,
monitorar e aprimorar sistema de gestão de riscos e controles internos com
vistas à identificação, à avaliação, ao tratamento, ao monitoramento e à
análise crítica de riscos que possam impactar a implementação da
estratégia e a consecução dos objetivos da organização no cumprimento da
sua missão institucional, observados os seguintes princípios:
I - implementação e aplicação de forma sistemática, estruturada, oportuna
e documentada, subordinada ao interesse público;
II - integração da gestão de riscos ao processo de planejamento estratégico
e aos seus desdobramentos, às atividades, aos processos de trabalho e aos
projetos em todos os níveis da organização, relevantes para a execução da
estratégia e o alcance dos objetivos institucionais;
III - estabelecimento de controles internos proporcionais aos riscos, de
maneira a considerar suas causas, fontes, consequências e impactos,
observada a relação custo-benefício; e
IV - utilização dos resultados da gestão de riscos para apoio à melhoria
contínua do desempenho e dos processos de gerenciamento de risco, 16
controle e governança.
Art. 18 A auditoria interna governamental deverá adicionar valor e
melhorar as operações das organizações para o alcance de seus objetivos,
mediante a abordagem sistemática e disciplinada para avaliar e melhorar a
eficácia dos processos de gerenciamento de riscos, dos controles e da
governança, por meio da:

I - realização de trabalhos de avaliação e consultoria de forma


independente, segundo os padrões de auditoria e ética profissional
reconhecidos internacionalmente;

II - adoção de abordagem baseada em risco para o planejamento de suas


atividades e para a definição do escopo, da natureza, da época e da
extensão dos procedimentos de auditoria; e

III - promoção à prevenção, à detecção e à investigação de fraudes


praticadas por agentes públicos ou privados na utilização de recursos
públicos federais. 17
Art. 19. Os órgãos e as entidades da administração direta, autárquica e
fundacional instituirão programa de integridade, com o objetivo de
promover a adoção de medidas e ações institucionais destinadas à
prevenção, à detecção, à punição e à remediação de fraudes e atos de
corrupção, estruturado nos seguintes eixos:

I - comprometimento e apoio da alta administração;

II - existência de unidade responsável pela implementação no


órgão ou na entidade;

III - análise, avaliação e gestão dos riscos associados ao tema da


integridade; e

IV - monitoramento contínuo dos atributos do programa de


integridade.
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