GUIA DE PLANTAS
PARA A RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS NAS CANGAS
DO QUADRILÁTERO FERRÍFERO DE MINAS GERAIS
Carla Teixeira de Lima • Antonio Eduardo Furtini Neto • Ana Maria Giulietti •
Nara Furtado de Oliveira Mota • Ramon de Paula Braga • Pedro Lage Viana
Copyright C 2016 Fundação Brasil Cidadão
EQUIPE DE TRABALHO
Organizadora responsável
Carla Teixeira de Lima
Coordenador Geral
Antonio Eduardo Furtini Neto
Vice-Coordenadora
Vera Lucia Imperatriz-Fonseca
Autores
Carla Teixeira de Lima
Antonio Eduardo Furtini Neto
Ana Maria Giulietti
Nara Furtado de Oliveira Mota
Ramon de Paula Braga
Pedro Lage Viana
Fotografias
Pedro Lage Viana
Matheus Guimarães Cardoso Nogueira
Cecílio Frois Caldeira Júnior
Carla Teixeira de Lima
Ilustrações
Carla Teixeira de Lima
Projeto Gráfico e Diagramação
Mauri de Sousa
Promosell Comunicação
Apoio
Gerência Executiva de Meio Ambiente da Vale
Centro de Tecnologia de Ferrosos da Vale
Instituição
Instituto Tecnológico Vale Desenvolvimento Sustentável – ITV DS
GUIA DE PLANTAS
PARA A RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS NAS CANGAS
DO QUADRILÁTERO FERRÍFERO DE MINAS GERAIS
Carla Teixeira de Lima • Antonio Eduardo Furtini Neto • Ana Maria Giulietti •
Nara Furtado de Oliveira Mota • Ramon de Paula Braga • Pedro Lage Viana
1ª edição
Setembro/2016
Autores Nara Mota
Graduada em Ciências Biológicas pela
Universidade Federal de Minas Gerais,
onde também obteve os títulos de
Carla Teixeira de Lima Mestre e Doutora em Biologia Vegetal.
Bióloga, Mestre e Doutora em Botânica pela Atualmente é pesquisadora bolsista do
Universidade Estadual de Feira de Santana Programa de Capacitação Institucional pelo
(UEFS). Atualmente é pesquisadora Museu Paraense Emílio Goeldi, atuando
assistente do Instituto Tecnológico Vale de principalmente no projeto da Flora das
Desenvolvimento Sustentável em Belém, cangas da Serra dos Carajás (PA). Suas
Pará, atuando em Botânica Aplicada, publicações abordam principalmente
Taxonomia e Sistemática de Fanerógamas. estudos de vegetações rupestres da Cadeia
do Espinhaço e da Serra dos Carajás, bem
Antonio Eduardo Furtini Neto como estudos em sistemática de Xyridaceae.
Possui graduação em Engenharia
Agronômica e Mestrado em Solos e Ramon de Paula Braga
Nutrição de Plantas pela Universidade Eng. Agrônomo, com especialização em
Federal de Lavras (UFLA) e doutorado Fisiologia vegetal (UFV), Manejo de Florestas,
em Solos e Nutrição de Plantas pela Solos e Meio Ambiente (UFLA). Atualmente
Universidade Federal de Viçosa (UFV). coordena a Biofábrica da Vale que reproduz
É Prof. Titular aposentado da UFLA e espécies da flora nativa com foco em
atualmente é pesquisador titular do conservação da Biodiversidade, atuando
Instituto Tecnológico Vale Desenvolvimento também no planejamento para restauração
Sustentável em Belém, Pará, atuando ambiental das áreas alteradas pela atividade
principalmente em Recuperação Ambiental. mineral na Diretoria de Ferrosos Sul, no
Possui mais de 140 publicações em revistas Quadrilátero ferrífero em Minas Gerais.
nacionais e estrangeiras e orientou mais de
50 mestres e doutores. Pedro Lage Viana
Graduado em Ciências Biológicas pela
Ana Maria Giulietti-Harley Universidade Federal de Minas Gerais, onde
Possui graduação em História Natural também obteve os títulos de Mestre e
pela Faculdade de Filosofia do Recife, Doutor em Biologia Vegetal. É pesquisador
Mestrado e Doutorado em Ciências adjunto do Museu Paraense Emílio Goeldi
Biológicas (Botânica) pela Universidade de (MCTIC), onde é curador do Herbário MG e
São Paulo (USP). É Prof. Titular aposentada desenvolve pesquisas sobre sistemática e
da USP e Prof. Pleno aposentada da inventário da flora brasileira. Atualmente
UEFS, atualmente é pesquisadora compõe o comitê gestor do projeto Flora
associada do Instituto Tecnológico Vale Brasil Online 2020 e orienta em três
de Desenvolvimento Sustentável em programas de Pós Gradação na Amazônia.
Belém, Pará, atuando principalmente em Suas publicações abordam principalmente
Taxonomia de Fanerógamas. Possui mais estudos de vegetações rupestres na Cadeia
de 100 publicações em revistas nacionais do Espinhaço e Serra dos Carajás, taxonomia
e estrangeiras e orientou mais de 60 de Poaceae e novidades taxonômicas da
mestres, doutores e pós-doutores. flora do Brasil.
Índice
Apresentação 8
Introdução 10
Levantamento e seleção das espécies para o Guia 14
Amaranthaceae 22
Gomphrena arborescens L.f. 23
Apiaceae 24
Eryngium eurycephalum Malme 25
Araceae 26
Anthurium minarum Sakur. & Mayo 27
Asteraceae 28
Chrysolaena obovata (Less.) Dematt. 29
Lychnophora pinaster Mart. 31
Bromeliaceae 32
Tillandsia streptocarpa Baker 33
Vriesea minarum L.B.Sm 35
Cactaceae 36
Arthrocereus glaziovii (K.Schum.) N.P.Taylor & Zappi 37
Cipocereus minensis (Werderm.) Ritter 39
Convolvulaceae 40
Evolvulus filipes Mart. 41
Jacquemontia linarioides Meisn. 43
Cyperaceae 44
Bulbostylis paradoxa (Spreng.) Lindm. 45
Lagenocarpus velutinus Nees . 47
Trilepis lhotzkiana Nees ex Arn. 49
Ericaceae 50
Gaylussacia chamissonis Meisn. 41
Fabaceae 52
Chamaecrista mucronata (Spreng.) H.S.Irwin & Barneby 53
Mimosa calodendron Mart. ex Benth. 55
Periandra mediterranea (Vell.) Taub. 57
Gesneriaceae 58
Sinningia rupicola (Mart.) Wiehler 59
Iridaceae 60
Sisyrinchium vaginatum Spreng. 61
Trimezia juncifolia (Klatt.) Benth. & Hook. 63
Lamiaceae 64
Eriope macrostachya Mart. ex Benth.
var. hypoleuca Benth. 65
Lauraceae 66
Cinnamomum quadrangulum Kosterm. 67
Malpighiaceae 68
Banisteriopsis malifolia (Nees & Mart.) B.Gates 69
Peixotoa tomentosa A.Juss. 71
Malvaceae 72
Peltaea polymorpha (A.St.-Hil.) Krapov. & Cristóbal 73
Melastomataceae 74
Leandra aurea (Cham.) Cogn. 75
Tibouchina heteromalla Cogn. 77
Orchidaceae 78
Acianthera teres (Lindl.) Borba 79
Cattleya caulescens (Lindl.) Van den Berg 81
Cattleya liliputana (Pabst) Van den Berg 83
Cyrtopodium lamellaticallosum J.A.N.Bat. & Bianch. 85
Epidendrum secundum Jacq. 87
Gomesa gracilis (Lindl.) M.W.Chase & N.H.Williams 89
Phyllanthaceae 90
Phyllanthus klotzschianus Müll.Arg. 91
Poaceae 92
Andropogon ingratus Hack. 93
Anthaenantia lanata (Kunth) Benth. 95
Apochloa poliphylla (Renvoize & Zuloaga)
Zuloaga & Morrone 97
Axonopus aureus P. Beauv. 99
Axonopus brasiliensis (Spreng.) Kuhlm. 101
Axonopus marginatus (Trin.) Chase 103
Axonopus pressus (Nees ex Steud.) Parodi 105
Axonopus siccus (Nees) Kuhlm. 107
Ctenium cirrhosum (Nees) Kunth 109
Echinolaena inflexa (Poir.) Chase 111
Elionurus muticus (Spreng.) Kuntze 113
Eragrostis polytricha Nees 115
Ichnanthus bambusiflorus (Trin.) Döll 117
Loudetiopsis chrysothrix (Nees) Conert 119
Mesosetum ferrugineum (Trin.) Chase 121
Paspalum carinatum Humb. & Bonpl. ex Flüggé 123
Paspalum erianthum Nees ex Trin. 125
Paspalum eucomum Nees ex Trin. 127
Paspalum lineare Trin. 129
Paspalum pectinatum Nees ex Trin. 131
Paspalum repandum (Nees) G.H.Rua & Valls 133
Paspalum scalare Trin. 135
Sporobolus aeneus (Trin.) Kunth 137
Sporobolus metallicolus Longhi-Wagner & Boechat 139
Trichanthecium wettsteinii (Hack.) Zuloaga &
Morrone 141
Tristachya leiostachya Ness 143
Polygalaceae 144
Monnina stenophylla A.St.-Hil. & Moq. 145
Rubiaceae 146
Cordiera concolor (Cham.) Kuntze 147
Solanaceae 148
Brunfelsia brasiliensis (Spreng.) L.B.Sm. & Downs 149
Calibrachoa elegans (Miers) Stehmann & Semir 150
Solanum cladotrichum Dunal 153
Velloziaceae 154
Vellozia albiflora Pohl 155
Vellozia compacta Mart. ex Schult. & Schult.f. 157
Vellozia graminea Pohl 159
Verbenaceae 160
Lippia origanoides Kunth 161
Stachytarpheta glabra Cham. 163
Xyridaceae 164
Xyris bialata Malme 165
Glossário 166
Referências 172
APRESENTAÇÃO
As formações de canga têm pouca expressão territorial
no contexto brasileiro, assim como em outros países, o que
as mantém como um ambiente pouco conhecido do público
em geral e da comunidade científica. Constituem ambientes
desfavoráveis ao estabelecimento humano, e mesmo à biota,
principalmente em decorrência da presença dominante de
crostas ferruginosas enrijecidas na superfície, que guardam
muito calor e acumulam água formando lagoas geralmente
temporárias. Apesar das condições aparentemente
adversas, as cangas abrigam flora e fauna altamente
especializadas, compostas por grande número de espécies
(especialmente de plantas) e com forte caráter endêmico.
Todavia, sob a perspectiva geológica e mineralógica, as cangas
são intrinsecamente relacionadas aos jazimentos ferrosos,
o que as converte em alvo prioritário para a indústria mineral,
onde a Vale concentra suas operações, seja nos domínios
do Quadrilátero Ferrífero (MG), seja na Província Mineral de
Carajás (PA).
Este cenário levou a empresa a desenvolver
esforços no sentido de mitigar os impactos à biota de
canga, mediante a realização de pesquisas em diversas
áreas de conhecimento (botânica, fitossociologia, zoologia,
ecologia e outras). Adicionalmente, a flora de canga
é potencialmente vocacionada ao uso na revegetação
de áreas interferidas pela mineração (taludes de corte
e aterro, depósitos de sedimentos, pátios de material
e outras), justamente por conta das suas características
estruturais e fisiológicas adaptadas às severidades
destes ambientes.
A partir desta visão, em julho de 2015, foi
estabelecida uma parceria entre a Gerência Executiva
de Meio Ambiente e a Gerência Executiva de Tecnologia
e Inovação, operacionalizada pelo Instituto Tecnológico
Vale Desenvolvimento Sustentável, voltada à realização
de pesquisas para a “Utilização das Espécies de Campos
Rupestres na Revegetação de Áreas Mineradas”.
Os estudos estão em desenvolvimento e mostram
perspectivas favoráveis no que tange à utilização das
plantas da canga nos processos de recuperação ambiental.
Um dos primeiros produtos conclusivos desse
trabalho diz respeito ao presente GUIA DE PLANTAS DE
CANGA PARA RECUPERAÇÃO DE ÁREAS MINERADAS DO
QUADRILÁTERO FERRÍFERO DE MINAS GERAIS,
ora compartilhado com toda a equipe técnica da Vale 9
e de outras instituições empenhadas no aperfeiçoamento
da sustentabilidade na mineração.
Esperamos que o presente Guia possa contribuir
para o maior conhecimento sobre o ambiente de canga,
bem como sobre o emprego de suas espécies em
trabalhos de recuperação ambiental!
Boa leitura!
INTRODUÇÃO
O Brasil possui a maior Atlântica) e na Bahia (associados
biodiversidade do planeta (8), ao bioma Caatinga). Também,
a qual tem a responsabilidade podem ocorrer de forma
de identificar, utilizar de forma disjunta como nas Serras de
sustentável e conservar. Goiás (também associados ao
O conhecimento detalhado da bioma Cerrado) e no Pará e
flora brasileira é de suma Amazonas (associados ao bioma
importância para aperfeiçoar Floresta Amazônica). Os campos
seu uso na forma de alimento, rupestres ocorrem sobre
medicamentos e serviços que substratos antigos de idade
podem ser oferecidos tanto proterozoica e são estabelecidos
aos seres humanos quanto especialmente a partir de rochas
para os demais animais. Das quartzíticas, areníticas ou com
mais de 46.000 espécies minério de ferro, sendo que
vegetais e fungos do Brasil, nesse caso recebem o nome
cerca de 33.000 são plantas de “campo rupestre ferruginoso”,
com flores, conhecidas como “vegetação sobre canga” ou
Angiospermas. simplesmente “canga”(42).
As áreas montanhosas As cangas ferruginosas
do país são regiões de alta de Minas Gerais ocorrem
diversidade, especialmente associadas às montanhas
associada à vegetação de campo com depósitos de minério
10 rupestre, com a ocorrência de de ferro, que delimitam o
quase 5.000 espécies, incluindo Quadrilátero Ferrífero (43). Este
elevado número de espécies está localizado no centro-leste
endêmicas, cerca de 39,6% do do estado, uma área de
total (8, 30, 52). aproximadamente de 7.000
km2, com as altitudes mais
Os principais campos elevadas nos topos das Serras
rupestres ocorrem nos altos do Ouro Branco, de Itabira, do
da Cadeia do Espinhaço, em Curral e da Moeda, ocupando
Minas Gerais (associados áreas principalmente dos
aos biomas Cerrado e Mata municípios de Belo Horizonte,
Congonhas, Mariana, Nova Lima, estar sofrendo forte pressão
Ouro Preto e Santa Bárbara (41, antrópica (42, 44).
42, 44). É uma área de extrema
importância para conservação As cangas do Quadri-
da biodiversidade, por preservar látero Ferrífero são reunidas
características distintas de em duas tipologias de acordo
qualquer outra ecorregião, com o grau de fragmentação
com grande riqueza específica, da rocha matriz: campo de
alta taxa de endemismo e por canga couraçada, quando a
11
12
rocha forma um lajedo biodiversidade e seus serviços
ou couraça, e campo de canga (77). A adoção de uma política
nodular, quando a rocha se baseada em estudos nas áreas
mostra fragmentada, permitindo sob influência da mineração,
várias demandas por parte e a aplicação dos resultados
dos órgãos regulatórios que obtidos em pesquisas, são de
visam garantir a manutenção da importância estratégica para as
empresas que adotam diretrizes na composição das espécies
respaldadas na conservação e na funcionalidade da futura
ambiental. Estas são parte da comunidade.
agenda de responsabilidade
social corporativa, ao mesmo Em atendimento às
tempo que buscam respostas necessidades de identificação
relacionadas ao manejo e à e caracterização das
proteção da biodiversidade. espécies vegetais das cangas
ferruginosas, desenvolveu-se
Nesse contexto, o presente guia de plantas,
pesquisas sobre a flora em contendo informações sobre
áreas de mineração podem 75 espécies vegetais nativas do
fornecer informações visando Quadrilátero Ferrífero de Minas
a utilização de espécies vegetais Gerais, selecionadas
para a recuperação de áreas utilizando-se critérios
mineradas, e são imprescindíveis morfológicos, ecológicos e
para o entendimento dos fisiológicos, e com potencial
processos evolutivos e de para utilização na recuperação
conservação das espécies. de áreas mineradas.
As informações nele contidas
Associada ao são de interesse de botânicos,
levantamento florístico, a dos naturalistas, dos
caracterização das espécies formuladores das políticas de
também se faz necessária conservação, das empresas
para a avaliação de seu papel e do setor público, das agências
ecológico e das interações reguladoras e da comunidade
existentes. As espécies nativas em geral.
das cangas representam um
potencial inestimável a ser 13
utilizado em recuperação de
áreas degradadas (RAD); de
acordo com suas características,
o sucesso da regeneração
pode garantir as etapas
posteriores de estabelecimento
da flora nativa, influenciando
LEVANTAMENTO E SELEÇÃO
DAS ESPÉCIES PARA O GUIA
O levantamento das espécies de Angiospermas
das cangas do Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais foi
elaborado a partir de dados disponíveis em bibliografias
especializadas da área (40, 41, 42, 44, 58, 91). Foram levantadas
1.218 espécies distribuídas em 74 famílias, as quais foram
analisadas em relação à sua distribuição geográfica, com
destaque para aquelas consideradas endêmicas da região
(44, 52, 67), e para aquelas que aparecem na lista de espécies
ameaçadas do Brasil (52, 60). A partir dessa lista, foram
selecionadas 75 espécies que compõem o Guia, com o
objetivo mais específico de terem potencial para utilização
em recuperação de áreas degradadas (RAD). Para a seleção
foram utilizados vários critérios, incluindo morfológicos,
ecológicos e de uso.
O maior número de espécies do Guia pertence
à família Poaceae (Gramineae), uma vez que são
frequentemente utilizadas em RAD por apresentarem
características morfológicas e fisiológicas adequadas
para melhoramento e manutenção do solo, destacando-se
adaptações reprodutivas, incluindo propagação assexuada
elevada, o que atende a
colonização e a propagação
em áreas abertas. Apresentam
14
crescimento vegetativo vigoroso
e, consequentemente, colaboram
para o acúmulo de biomassa,
além de muitas possuírem
mecanismo de fotossíntese
C4 (66,77). Também são
importantes componentes
da paisagem do Quadrilátero
Ferrífero, tendo muitas espécies
endêmicas(41) ou raras(31).
Características similares ocorrem também em algumas
espécies da família Cyperaceae no Quadrilátero Ferrífero,
porém sempre com menor destaque (39; 77).
O Brasil possui leis especiais para a utilização dos
recursos naturais, sendo dada ênfase às áreas portadoras
de espécies ameaçadas de extinção. A mais recente Lista
Nacional Oficial das Espécies da Flora Ameaçada de Extinção
do Brasil foi revisada e publicada na Portaria 443 do
Ministério do Meio Ambiente em dezembro de 2014. Nela são
reconhecidas 2.113 espécies do Brasil como ameaçadas de
extinção. A seleção foi baseada no Livro vermelho da flora
do Brasil(52), no qual foram analisadas 4.617 espécies de
todos os estados brasileiros, de acordo com os critérios da
International Union for Conservation of Nature (IUCN), e cerca
de 45% do total foram consideradas como ameaçadas.
A lista de 1.218 espécies das cangas do Quadrilátero
Ferrífero foi confrontada com a lista da Portaria 443. Um
total de 29 espécies foram considerada ameaçadas, incluindo
quatro criticamente ameaçadas (CR), dezesseis em perigo
(EN), sete vulneráveis (VU) e duas quase ameaçadas (NT).
O detalhamento sobre os procedimentos a serem tomados
pelos empreendedores aparece na Instrução Normativa nº. 2
do ICMBio, de julho de 2015. Nesta, há a determinação de que
o empreendedor deverá realizar na área do empreendimento
o levantamento das espécies consideradas ameaçadas de
acordo com a Portaria 443 e de que essas espécies devem
ser utilizadas prioritariamente em seus programas de RAD. 15
Com base nesses procedimentos, foram
selecionadas para compor o presente Guia uma espécie
categorizada como CR, seis espécies em EN, três espécies
em VU e quatro em NT. Parte delas são endêmicas do
Quadrilátero Ferrífero, atendendo à necessidade de um maior
conhecimento. Destacam-se Cyrtopodium lamellaticallosum,
pois, além de criticamente ameaçada de extinção, é uma
espécie endêmica restrita a uma única serra do Quadrilátero
Ferrífero(52) e Calibrachoa elegans, espécie em perigo,
16
endêmica de Minas Gerais, sendo autoincompatível e com
especificidade de polinizador (52, 89).
Assim como Calibrachoa elegans, muitas espécies
da canga dependem dos serviços ecossistêmicos
prestados pela fauna, especialmente no processo
de polinização e na dispersão das sementes. Como
polinizadores nativos de muitos ecossistemas naturais,
as abelhas são responsáveis pela polinização da grande
maioria das plantas com flores, mantendo assim a
biodiversidade vegetal (39). O estabelecimento inicial de
populações de plantas a partir da ação dos dispersores
de sementes foi enfatizado em casos de dispersão
forçada pela restauração de áreas degradadas (83). Nesse
contexto, espécies como Leandra aurea, Brunfelsia
brasiliensis, Cordiera concolor e Solanum cladotrichum
se destacam; elas, além de polinizadas e dispersadas por
animais, apresentam frutos e/ou sementes comestíveis,
contribuindo para a complexidade global da cadeia
alimentar.
A polinização e dispersão pelo vento (anemofilia
e anemocoria) foram atributos importantes na seleção
das espécies para o Guia. Muitas vezes, áreas em
recuperação carecem de fragmentos florestais e/ou
campestres adjacentes, o que dificulta a chegada de
polinizadores e dispersores bióticos, sendo essenciais 17
espécies que possuam flores e sementes adaptadas à
polinização e à dispersão pelo vento, respectivamente(28).
Diante dessa conjuntura, a família Poaceae (Gramineae)
aparece novamente como um grupo vegetal de extrema
importância, o que justifica o número considerável (26) de
espécies suas selecionadas para o Guia.
Outros grupos de relevância são as famílias
Orchidaceae e Fabaceae, que tiveram espécies
selecionadas por apresentarem associações simbióticas
para fixação de nitrogênio e outros nutrientes, além
de outros atributos (66, 77). Espécies com associações
simbióticas são de extrema importância para uso
em projetos de RAD em cangas, uma vez que esses
ambientes apresentam solos pobres que necessitam
de reestruturação física, química e, sobretudo, biológica.
18 Além desse atributo, as espécies Cattleya liliputana
e Mimosa calodendron são consideradas endêmicas e
figuram como componentes importantes das cangas
do Quadrilátero Ferrífero.
Espécies de porte arbustivo como Chamaecrista
mucronata, Eriope macrostachya, Lychnophora
pinaster, Mimosa calodendron, Periandra mediterranea,
Stachytarpheta glabra e Vellozia compacta apresentam
potencial para servirem como plantas facilitadoras –na
sua sombra, são frequentemente encontradas plântulas
de outras espécies, principalmente de orquídeas(41, 34).
Essas espécies propiciam, além do sombreamento,
acúmulo de matéria orgânica e proteção física contra
o vento, amenizando as condições ambientais e
favorecendo o recrutamento e estabelecimento de
plântulas (34). Essas e outras espécies selecionadas
para o Guia também se destacam por outros atributos
como: 1. Ocorrência em áreas de canga e floresta, com 19
plasticidade fenotípica, tolerantes a uma ampla gama de
condições e que funcionam como um elo na manutenção
de serviços ecossistêmicos entre os dois ambientes;
2. Espécies com grande produção de sementes, o que
pode permitir a rápida propagação em solos inóspitos
e boa cobertura da área; 3. Espécies com propagação
e crescimento vegetativo vigoroso; 4. Espécies que
ocorrem em várias áreas de canga, que podem ser mais
tolerantes a uma variedade de condições; 5. Espécies
colonizadoras de clareiras; 6. Espécies acumuladoras ou
que suportam sobreviver em áreas com metais pesados
e potencialmente nocivos ao meio ambiente; 7. Espécies
utilizadas pela população local como ornamental,
medicinal, alimentícia, entre outros usos, o que gera
conhecimento acerca de sua propagação. O Guia ainda
traz onze espécies que estão sendo micropropagadas
em larga escala pela biofábrica da Vale em Nova Lima,
produzindo milhares de mudas dessas espécies que
serão utilizadas na recuperação de áreas mineradas e no
enriquecimento de áreas de compensações ambientais.
Com a utilização dos critérios apresentados, o Guia
conta com 75 espécies, distribuídas em 28 famílias
(Amaranthaceae, Apiaceae, Apocynaceae, Araceae,
Asteraceae, Bromeliaceae, Cactaceae, Convolvulaceae,
Cyperaceae, Ericaceae, Eriocaulaceae, Fabaceae,
Gesneriaceae, Iridaceae, Lamiaceae, Lauraceae,
Malpighiaceae, Malvaceae, Melastomataceae,
Orchidaceae, Phyllanthaceae, Poaceae, Polygalaceae,
Rubiaceae, Solanaceae, Verbenaceae, Velloziaceae e
Xyridaceae) dos mais diversos habitats e distribuições
geográficas no Quadrilátero Ferrífero, e com
morfologias vegetativa e reprodutiva adequadas para
o objetivo de utilização em RAD. Todas constam com
caracterização morfológica, registro fotográfico em
seu ambiente de origem, ilustração dos principais
caracteres para sua identificação, status de conservação
(52), distribuição geográfica, incluindo a ocorrência da
20
espécie no Brasil, com destaque para o estado de Minas
Gerais, importância para RAD e síndromes de polinização
e dispersão. Sempre que possível, foram incluídos os
nomes populares e períodos de floração e frutificação
das espécies. Quando necessário, foi incluída sinonímia
relevante. O Guia contém um glossário com os principais
termos botânicos utilizados nas descrições. Os dados
apresentados para cada espécie foram baseados em
observações de campo e de material herborizado,
consulta aos especialistas e na bibliografia especializada,
que aparece relacionada nas referências.
21
Amaranthaceae
22
Figura 01:
Gomphrena arborescens L.f.:
a. Detalhe do ramo foliar
pubescente, com folhas opostas,
sésseis;
b. Par de brácteas, com flor Nome popular – Paratudo, perpétua, perpétua do
central; mato, paratudinho, raiz-do-padre-salerma.
c. Flor com sépalas
pubescentes. Caracterização morfológica – Planta herbácea.
Folhas sésseis, coriáceas, pubescentes, com o ápice
mucronado. Inflorescência em capítulo, com brácteas
vistosas, alaranjado-avermelhadas. Flores com
sépalas alaranjadas e corolas amarelas, diminutas.
Floresce entre novembro e abril, com pico em janeiro.
Status de Conservação – Espécie quase ameaçada
(NT).
Distribuição geográfica – A espécie é endêmica
do Brasil, ocorrendo nos Estados da Bahia, Goiás,
Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul,
Minas Gerais e São Paulo. Em Minas Gerais, ocorre no
cerrado e campo rupestre quartzítico e ferruginoso.
Pode ser encontrada nas cangas da Serra da Calçada,
Serra da Canastra, Serra do Curral, Serra da Moeda,
Gomphrena Serra do Itabirito, Mina de Fábrica e RPPN Capitão do
Mato.
23
arborescens L.f. Importância para RAD – Gomphrena arborescens é
utilizada na medicina popular no combate à febre,
asma e bronquite. Devido a seus grandes e vistosos
capítulos alaranjado-avermelhados, a espécie
também pode ter exploração econômica como planta
ornamental. Além de ser uma espécie dominante em
ecossistemas áridos e semiáridos apresenta uma
série de características e estratégias (fotossíntese
C4, sistemas reprodutivos especializados, morfologia
e anatomia peculiares) que permite que sobreviva
em diferentes habitats e em condições ambientais
desfavoráveis(26) .
Síndrome de polinização e de dispersão – Entomofilia.
Zoocoria.
Apiaceae
24
Figura 02:
Eryngium eurycephalum
Malme:
a. Inflorescência com
flores jovens;
b. Detalhe da margem
foliar serreada.
Caracterização morfológica – Planta herbácea,
perene. Folhas organizadas em roseta, com margem
serreada. Escapo com cerca de 1 m de comprimento.
Inflorescência em capítulos, com brácteas e perianto
floral esverdeados. Fértil de novembro a fevereiro.
Status de Conservação – Espécie quase ameaçada
Eryngium (NT).
25
eurycephalum Distribuição geográfica – A espécie é endêmica do
Brasil, ocorrendo nos Estados do Mato Grosso, Minas
Malme Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e
Paraná. Em Minas Gerais, ocorre em campo úmido e
campo cupestre quartzítico e ferruginoso. Pode ser
encontrada nas cangas da Serra da Calçada, Serra do
Caraça, Serra da Gandarela, Serra do Itacolomi, Serra
da Moeda, Pico do Itabirito, Retiro das Pedras, Mina
Capão Xavier e Mina Capitão do Mato.
Importância para RAD – A espécie apresenta
resistência ao fogo, crescendo rapidamente depois da
queimada.
Síndrome de polinização e de dispersão – Anemofilia.
Anemocoria.
Araceae
26
Caracterização morfológica – Planta herbácea.
Folhas lanceoladas a oblanceoladas, espata
persistente, espádice curto-estipitado, castanho
Figura 05: claro a roxo. Fruto do tipo baga, variando de
Anthurium minarum cor alaranjado-acastanhada, até avermelhada
Sakur. & Mayo: a vinácea. A espécie é reconhecida pelos
a. Catáfilo; entrenós curtos, prófilos e catáfilos inteiros e
b. Folha; c. persistentes e, pelas pontuações escuras na
Infrutescência; face inferior do limbo. Floresce de abril a julho
d. Detalhe dos frutos e frutifica em dezembro.
na infrutescência.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
quanto ao status de conservação (NE).
Distribuição geográfica – A espécie é endêmica
do Brasil, restrita à região Sudeste, exceto
Anthurium Espírito Santo. Em Minas Gerais, ocorre em
campo rupestre quartzítico e ferruginoso, e em
27
minarum campos de altitude atingindo áreas transicionais
de mata úmida. Pode ser encontrada nas
Sakur. & Mayo cangas da Serra da Calçada, Serra do Caraça,
Serra de Itabirito, Mina de Fábrica, RPPN
Capanema, RPPN Capitão do Mato e RPPN
Capivari II.
Importância para RAD – A espécie é resistente
e indicada em atividades de resgate e
reintrodução de flora. Por ocorrer em
ambientes de canga e de floresta, considera-
se que a mesma possui maior plasticidade
fenotípica, o que facilita a utilização da espécie.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Cantarofilia. Zoocoria.
Asteraceae
28
Figura 06:
Chrysolaena Caracterização morfológica – Planta herbácea
obovata (Less.) a subarbustiva, com caule subterrâneo grosso.
Dematt.: a. Folha; Folhas sésseis, obovais a lanceoladas, densamente
b. Inflorescência tomentosas, com margem denticulada, geralmente
em capítulo; ondulada. Inflorescências congestas com vários
c. Flor. capítulos sésseis e solitários. Os capítulos
apresentam 10 a 20 flores, com pétalas violáceas.
Floresce de setembro a novembro.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
quanto ao status de conservação (NE).
Distribuição geográfica – A espécie é endêmica do
Chrysolaena Brasil, ocorrendo em todas as regiões, nos estados
do Amazonas, Rondônia, Tocantins, Piauí, Bahia,
29
obovata Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso
do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa
(Less.) Dematt. Catarina e Rio Grande do Sul. Em Minas Gerais, a
espécie ocorre especialmente no cerrado. Pode ser
encontrada nas cangas da Serra da Calçada, Serra
do Curral, Itabirito, Serra da Moeda e Serra do Rola
Moça.
Importância para RAD – A espécie é anual, com alta
produção de frutos e sementes. Germina e realiza
o seu ciclo de vida em um curto período de tempo,
o que pode permitir a rápida instalação em solos
inóspitos.
Síndrome de polinização e de dispersão – Melitofilia.
Anemocoria.
30
Nome popular – Arnica-da-serra, arnica-do-Brasil,
erva-lanceta.
Figura 07: Caracterização morfológica – Planta arbustiva.
Lychnophora pinaster Folhas fortemente imbricadas e ascendentes na
Mart.: parte superior dos ramos, com face superior bulada
a. Aquênio com papus e rugosa, face inferior coberta por indumento
interno aderido; tomentoso e curto. Inflorescência em glomérulos,
b. Aquênio; simples, folhosos, congestos. Capítulos com 3 a
c. Semente. 5 flores, com pétalas violáceas. Floresce em dois
períodos do ano, em junho com poucas flores, e
entre setembro e novembro, com uma floração
mais intensa. Frutificação entre os meses de
dezembro e fevereiro.
Status de Conservação – Vulnerável (VU), em
consequência de sua exploração excessiva, pelo
uso da população local como anestésico, anti-
inflamatório e cicatrizante, e pela destruição do
habitat. Contudo, a espécie é amplamente distribuída
no Quadrilátero Ferrífero.
Lychnophora Distribuição geográfica – A espécie é endêmica
de Minas Gerais, restrita a algumas localidades de 31
pinaster Mart. campo rupestre ferruginoso. Pode ser encontrada
nas cangas da Serra da Calçada, Serra do Curral,
Itabirito, Serra da Moeda, Serra do Rola Moça, Serra
da Mutuca, Mina Fazendão, Mina Capão Xavier, RPPN
Capanema, RPPN Capitão do Mato e RPPN Andaime.
Importância para RAD – Entre os atributos
determinados para a seleção da espécie para RAD
podem ser destacados: seu potencial de planta
facilitadora, sua utilização como planta medicinal
pela comunidade local, além da importância na
composição da paisagem do Quadrilátero Ferrífero.
Espécie micropropagada na biofábrica da Vale em
Nova Lima.
Síndrome de polinização e de dispersão – Melitofilia.
Anemocoria.
Bromeliaceae
32
Nome popular – Cravo-do-mato.
Figura 08:
Tillandsia streptocarpa Caracterização morfológica – Planta herbácea,
Baker: a. Tricoma epífita ou rupícola, caule conspícuo. Folhas
lepidoto; fortemente recurvadas, cinéreas, devido aos
b. Inflorescência; tricomas lepidoto por toda lâmina foliar. Escapo
c. Bráctea; ereto, brácteas florais com ápice acuminado.
d. Fruto. Flores com pétalas azuis. Fruto do tipo cápsula
e sementes plumosas. Floresce em setembro a
dezembro. Frutifica em janeiro e setembro.
Status de Conservação – Menos preocupante (LC).
Distribuição geográfica – A espécie é nativa da
Tillandsia América do Sul, ocorrendo no Brasil de norte a sul
nos estados do Pará, Ceará, Rio Grande do Norte, 33
streptocarpa Piauí, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe,
Baker Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São
Paulo e Rio Grande do Sul. Em Minas Gerais, ocorre
em áreas de cerrado, campo rupestre quartzítico
e ferruginoso, e em floresta ciliar. No Quadrilátero
Ferrífero é considerada como rara. Pode ser
encontrada nas cangas da Serra da Canastra.
Importância para RAD – A espécie é resistente e
indicada a atividades de resgate e reintrodução de
flora, possuindo características especiais para a
aquisição de nutrientes, devido às escamas das
folhas.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Ornitofilia. Anemocoria.
34
Caracterização morfológica – Planta herbácea,
rupícola. Folhas organizadas em roseta
acumuladora de água, de cor verde em ambas
as faces, com máculas castanhas ou roxas na
face inferior ou em ambas as faces. Escapo
ereto castanho-avermelhado. Flores com
arranjo dístico, sépalas verde-amareladas,
pétalas amarelas. Fruto do tipo cápsula e
sementes plumosas. Floresce no período da
Figura 09: chuva e frutifica no período da seca (que é
Vriesea minarum geralmente entre maio e outubro).
L.B.Sm.:
a. Inflorescência. Status de Conservação – Em perigo (EN),
devido à perda e degradação do habitat onde
ocorre a espécie. Contudo, a espécie ocorre
em áreas de conservação, incluindo Reservas
Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).
Distribuição geográfica – A espécie é endêmica
do Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais,
restrita a campo rupestre ferruginoso. Pode
Vriesea minarum ser encontrada nas cangas da RPPN Capitão
do Mato, Serra da Calçada, Serra da Gandarela,
L.B.Sm. Itabirito, Serra da Moeda, Serra do Rola Moça, 35
Mina do Baú, Mina Capão Xavier e RPPN Capitão
do Mato.
Importância para RAD – Planta facilitadora,
favorecendo a presença de outras plantas
rupícolas e compondo uma associação rica
nos afloramentos rochosos. A espécie fornece
habitats para a microfauna, alimentação para a
fauna local e o estabelecimento de plântulas.
A espécie propaga-se facilmente por brotações
axilares.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Ornitofilia. Anemocoria.
Cactaceae
36
Caracterização morfológica – Cacto de 10–12
cm de altura. Flores de 10 cm de diâmetro e
efêmeras, com pétalas brancas na face superior
e marrom-avermelhadas com listas na face
inferior. A abertura das flores acontece a partir
Figura 10: das 23 horas, completando o ciclo ao clarear do
Arthrocereus glaziovii dia. Floresce nos meses de setembro a janeiro.
(K.Schum.) N.P.Taylor &
Zappi: Status de Conservação – Em perigo (EN), devido
a. Flor no ápice do ramo à perda e degradação do habitat onde a espécie
do cacto (cladódio). ocorre. Contudo, ocorre em diversas localidades
na região do Quadrilátero Ferrífero, incluindo
áreas de conservação.
Distribuição geográfica – A espécie é endêmica
Arthrocereus de Minas Gerais, restrita a campo rupestre
ferruginoso. Pode ser encontrada nas cangas da
37
glaziovii Serra da Calçada, Itabirito, Serra do Rola Moça,
Serra da Piedade, área de canga no Viveiro do
(K.Schum.) N.P. Miguelão, Mina do Capão Xavier, Mina do Capitão
do Mato e RPPN Cata Branca.
Taylor & Zappi Importância para RAD – A espécie é importante
na composição da paisagem das cangas do
Quadrilátero Ferrífero. Arthrocereus glaziovii,
apresenta mecanismo de fotossíntese CAM, o
que lhe condiciona a um elevado aproveitamento
da água em ambientes áridos. Espécie
micropropagada na biofábrica da Vale em Nova
Lima.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Quiropterofilia. Ornitocoria.
38
Figura 11: Nome popular – Quiabo-da-lapa, quiabo-do-inferno,
Cipocereus minensis rabo-de-raposa.
(Werderm.) Ritter:
a. Flor; Caracterização morfológica – Cacto rupícola, até
b. Fruto; 2 m de altura, colunar e ramificado, com 8-18
c. Detalhe de grupo de costelas, esverdeado-acinzentado. Flores com
frutos emergindo do sépalas e pétalas azuis externamente. Fruto
cladódio com espinhos. azul escuro, com mais de 3 cm de comprimento.
Floração e frutificação subanual, com dois picos de
floração, o inicial entre abril e julho (início de meio
da estação seca), e o último em novembro (no
início da chuva), com menor produção de flores,
porém com maior taxa de conversão flor/fruto (47).
Status de Conservação – Vulnerável (VU), devido
à perda e degradação do habitat, especialmente
devido às queimadas consecutivas. Contudo, ocorre
em diversas localidades na região da Cadeia do
Espinhaço, incluindo áreas de conservação.
Cipocereus Distribuição geográfica – A espécie é endêmica de
Minas Gerais, típica de campo rupestre quartzítico
39
minensis e ferruginoso. Pode ser encontrada nas cangas do
Pico de Itabirito, Retiro das Pedras e RPPN Capitão
(Werderm.) Ritter do Mato.
Importância para RAD – Cipocereus minensis
apresenta grande potencial como ornamental,
devido às suas flores e frutos vistosos. Seus frutos
são consumidos pelas comunidades locais. As
mudas da espécie se desenvolvem de forma mais
satisfatória em substrato constituído por solo +
esterco + areia, o que pode ser atribuído a melhor
drenagem e aeração (47).
Síndrome de polinização e de dispersão –
Quiropterofilia (principalmente) e ornitofilia.
Ornitocoria.
Convolvulaceae
40
Figura 12:
Figura 12:
Evolvulus filipes
Mart.: a. Sépalas,
face superior;
b. Gineceu;
c. Fruto.
Caracterização morfológica – Planta herbácea,
delicada, com ramos eretos ou ascendentes.
Folhas sésseis, de face inferior vilosa. Flores
isoladas e axilares com corola rotada e azul.
Floresce e frutifica de outubro a julho.
Status de Conservação – Menos preocupante
(LC).
Distribuição geográfica –No Brasil a espécie está
presente do norte a sul, ocorrendo no Amazonas,
Roraima, Pará, Tocantins, Maranhão, Ceará, Rio
Grande do Norte, Piauí, Paraíba, Pernambuco,
Evolvulus filipes Alagoas, Sergipe, Bahia, Goiás, Distrito Federal,
Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais,
41
Mart. Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.
Em Minas Gerais, ocorre em cerrado e campo
rupestre quartzítico e ferruginoso. Pode ser
encontrada nas cangas da Serra da Calçada,
Serra do Curral, Serra da Gandarela, Serra
da Moeda, Serra do Rola Moça, Itabirito, Mina
Brucutu e Mina Capitão do Mato.
Importância para RAD – A espécie é herbácea e
anual, com ramos ascendentes que se estendem
formando um tapete verde. Pode ser utilizada
como colonizadora de áreas abertas, sendo
importante pelo recobrimento do solo desnudo.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Entomofilia. Autocoria.
42
Figura 13:
Jacquemontia
linarioides Meisn.:
a. Flor, vista
lateral mostrando
sépalas com ápice
acuminado; Caracterização morfológica – Planta herbácea,
b. Folha. prostrada, com ramos pubescentes. Folhas
simples, opostas, estreito-lanceoladas a
oblongas, margem lisa. Inflorescências axilares,
em dicásios congestos, 1 a 3 flores. Flores com
sépalas ovais, com ápice acuminado e corola
infundibuliforme lilás. Fruto do tipo cápsula,
8-valvares, geralmente com 4 sementes.
Jacquemontia Status de Conservação – Espécie não avaliada
quanto ao status de conservação (NE).
43
linarioides Meisn. Distribuição geográfica – A espécie é endêmica
de Minas Gerais, com predomínio em campo
rupestre ferruginoso. Pode ser encontrada nas
cangas da Serra da Calçada, Itabirito, Serra da
Moeda, Serra da Piedade, Serra do Rola Moça e
Mina Capitão do Mato.
Importância para RAD –– A espécie é herbácea e
anual, ascendente que se estende formando um
tapete verde, sendo importante na colonização
de clareiras, portanto importante para o início do
desenvolvimento da vegetação que se segue.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Entomofilia. Autocoria.
Cyperaceae
44
Figura 14:
Bulbostylis paradoxa
(Spreng.) Lindm.:
a. Hábito com
caule carbonizado
e folhas apicais;
b. Inflorescência
Caracterização morfológica – Planta herbácea,
com brácteas
perene, com caule coberto na base por uma
com indumento
massa densa de bainhas das folhas velhas,
lanuginoso.
que geralmente aparecem carbonizadas pelas
queimadas anuais. Inflorescências brancas, devido
aos tricomas lanuginosos nas brácteas involucrais.
Por esse conjunto de caracteres é facilmente
identificável em campo. Floresce geralmente após
ser submetida a eventos de fogo.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
Bulbostylis quanto ao status de conservação (NE).
45
paradoxa Distribuição geográfica – A espécie é amplamente
(Spreng.) Lindm. distribuída no Brasil, ocorrendo em todos os
biomas, geralmente associadas às formações
campestres. Em Minas Gerais, ocorre no cerrado e
campo rupestre quartzítico e ferruginoso. Pode ser
encontrada nas cangas da Serra da Calçada, Serra
da Canastra, Itabirito, Serra da Moeda, Serra da
Mutuca e Mina de Fábrica.
Importância para RAD –– A espécie apresenta
crescimento vegetativo vigoroso, além de ser
altamente resistente ao fogo. Também é marcante
na paisagem do Quadrilátero Ferrífero.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
46
Figura 15:
Lagenocarpus
velutinus Nees:
a. Infrutescência;
b. Aquênio.
Nome popular – Capim-azul
Caracterização morfológica – Planta herbácea,
com colmo viloso, até 2,5 m de altura. Folhas
glaucas. Espiguetas avermelhadas, densas,
compactas. Fruto do tipo aquênio, de forma
ovoide e amarelado, coberto por tricomas.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
Lagenocarpus quanto ao status de conservação (NE).
47
velutinus Nees Distribuição geográfica – A espécie é endêmica
do Brasil, ocorrendo na Bahia e Minas Gerais,
no cerrado e campo rupestre quartzítico e
ferruginoso. Pode ser encontrada nas cangas da
Serra do Caraça, Serra da Moeda, Itabirito, e em
área de canga no Viveiro do Miguelão.
Importância para RAD – A espécie apresenta
crescimento vegetativo vigoroso, já sendo
introduzido o seu uso em paisagismo.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
48
Figura 16: Caracterização morfológica – Planta
Trilepis lhotzkiana herbácea, cespitosa, com hábito de aspecto
Nees ex Arn.: graminoide. Folhas linear-lanceoladas de
a. Hábito cespitoso; margem ciliada. Escapo trígono, escabro,
b. Bráctea no escapo; bainha da bráctea inferior castanho-escura.
c. Inflorescência. Inflorescências paniculiformes, delgadas,
com espigas portando 4-10 espiguetas,
com glumas ovais e vináceas.
Status de Conservação – Espécie não
avaliada quanto ao status de conservação
(NE).
Trilepis lhotzkiana Distribuição geográfica – No Brasil a
espécie ocorre no Amazonas, Roraima,
49
Nees ex Arn. Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio
de Janeiro e São Paulo. Em Minas Gerais,
ocorre em cerrado e campo rupestre
quartzítico e ferruginoso. Espécie
importante na composição da paisagem
das cangas do Quadrilátero Ferrífero,
podendo ser encontrada nas cangas da
Serra da Calçada, Serra do Caraça, Itabirito
e Serra do Rola Moça.
Importância para RAD – A espécie propaga-
se facilmente por brotações axilares,
formando extensas touceiras.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
Ericaceae
50
Caracterização morfológica – Planta subarbustiva,
ramificada, com glândulas capitadas diminutas,
Figura 17: Gaylussacia
sésseis, amareladas distribuídas por toda
chamissonis Meisn.: a.
parte aérea da planta. Folhas estreito-elípticas,
Folha, face superior;
oblanceoladas ou oblongas, cartáceas, com ápice
b. Folha, face inferior;
mucronado e margem inteira fortemente revoluta.
c. Detalhe do ápice
Inflorescência em racemo formado por flores
foliar mucronado;
campanuladas, com pétalas brancas, anteras
d. Estame; e. Gineceu.
poricidas e ovário ínfero. Fruto do tipo nuculânio,
de forma ovoide. A espécie apesar de apresentar
síndrome de polinização de melitofilia, devido as
anteras poricidas, é polinizada por beija-flores de
bico reto e geralmente mais curto (4).
Status de Conservação – Espécie não avaliada
quanto ao status de conservação (NE).
Gaylussacia Distribuição geográfica – A espécie é endêmica
do Brasil, ocorrendo na região Sudeste, exceto
51
chamissonis Espírito Santo. Em Minas Gerais, ocorre em
campo de altitude e campo rupestre quartzítico e
Meisn ferruginoso. Pode ser encontrada nas cangas da
Serra da Caraça, Serra do Curral, Serra da Moeda,
Serra da Mutuca, Serra do Rola Moça, área de
canga no Viveiro do Miguelão, RPPN Capanema e
RPPN Capitão do Mato.
Importância para RAD – A espécie é polinizada
por beija-flores e possui frutos e sementes
comestíveis por pássaros, contribuindo com a
cadeia alimentar (4).
Síndrome de polinização e de dispersão –
Ornitofilia. Endozoocoria, predominante
ornitocoria.
Fabaceae
52
Figura 19: Nome popular – Camecrista.
Chamaecrista
mucronata (Spreng.) Caracterização morfológica – Planta
H.S.Irwin & Barneby: arbustiva, bastante ramificada, com ramos
a. Folíolo; estriados e hirsutos. Folhas com 6-8 folíolos,
b. Flor; ovais a oblongos de margem inteira, pecíolo
c. Androceu e com nectário pateliforme. Inflorescência
gineceu. composta por 1 a 2 flores. Flores com
pétalas amarelas. Fruto do tipo legume,
glabro. Sementes obovadas e castanhas.
Floresce praticamente o ano inteiro e frutifica
de setembro a março.
Status de Conservação – Menos Preocupante
(LC).
Chamaecrista Distribuição geográfica – A espécie
é endêmica do Brasil, ocorrendo em
53
mucronata (Spreng.) Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas
Gerais e Espírito Santo. Em Minas Gerais,
H.S.Irwin & Barneby ocorre em campo rupestre quartzítico e
ferruginoso. Pode ser encontrada nas cangas
da Serra da Calçada, Serra do Curral, Serra
do Rola Moça, Mina de Capão Xavier, RPPN
Horto Alegria, RPPN Capanema e RPPN
Capitão do Mato.
Importância para RAD – Chamaecrista
mucronata é uma espécie importante na
composição da paisagem das cangas do
Quadrilátero Ferrífero.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Entomofilia. Autocoria.
54
Figura 20:
Mimosa calodendron Nome popular – Mimosa
Mart. ex Benth.: Caracterização morfológica – Planta arbustiva, ereta,
a. Folíolo, face com ramos e pecíolos recobertos por tricomas
superior; plumosos, estípulas deltoides e persistentes. Folhas
b. Folíolo, face inferior; com 2-3 pares de pinas e as pinas 8-13 pares de
c. Flor. folíolos. Inflorescência em espiga cilíndrica, axilar,
constituída por numerosas flores. Flores com cálice
cupuliforme, corola campanulada, com longos e
vistosos filetes amarelos. Fruto do tipo craspedio,
elíptico a oblongo, recoberto por tricomas estrelados
e sésseis, incluindo sementes pretas. Todo o conjunto
desses caracteres ajuda na identificação da espécie.
Floresce praticamente todo o ano. Frutifica de abril
a maio.
Status de Conservação – Espécie não avaliada quanto
Mimosa ao status de conservação (NE).
55
calodendron Distribuição geográfica – A espécie é endêmica de
Minas Gerais, restrita às cangas do Quadrilátero
Mart. ex Benth Ferrífero, sendo importante na composição da
paisagem. Pode ser encontrada nas cangas da Serra
da Moeda, Serra da Calçada, Serra do Rola Moça,
RPPN Poço Fundo e RPPN Cata Branca.
Importância para RAD – A espécie apresenta
associações simbióticas e com potencial de planta
facilitadora, sobretudo para o desenvolvimento de
Vellozia compacta, Croton serratoideus e Tibouchina
multiflora (65). Espécie micropropagada na biofábrica
da Vale em Nova Lima.
Síndrome de polinização e de dispersão – Melitofilia.
Zoocoria e Autocoria.
56
Figura 21:
Periandra mediterranea Nome popular – Alcaçuz-da-terra, pau-doce
(Vell.) Taub.:
a. Folha composta por Caracterização morfológica – Planta arbustiva,
três folíolos; geralmente ereta, com sistema subterrâneo bem
b. Flor, vista lateral; c. desenvolvido. Folhas pinadas, com folíolos de formas
Fruto; variadas, margens revolutas ou não, estípulas ovais
d. Detalhe da semente ou oval-lanceoladas. Inflorescência do tipo racemo,
no interior do fruto; congesta, com pedúnculo curto, cerca de 2 mm de
e. Semente. comprimento, que porta flores com pétalas lilases
ou azuladas. Floresce praticamente todo o ano.
Status de Conservação – Espécie não avaliada quanto
ao status de conservação (NE).
Periandra Distribuição geográfica – Espécie amplamente
distribuída no Brasil, ocorrendo em todos os
57
mediterranea biomas. Em Minas Gerais, ocorre em cerrado e
campo rupestre quartzítico e ferruginoso. Pode ser
(Vell.) Taub. encontrada nas cangas da Serra da Calçada, Serra da
Canastra, Serra do Caraça, Serra do Curral, Serra do
Itacolomi, Serra da Moeda, Serra do Rola Moça, Mina
Brucutu, Mina Fazendão, e área de canga no Viveiro
do Miguelão.
Importância para RAD – A espécie apresenta
associações simbióticas, com potencial de planta
facilitadora. É utilizada popularmente como planta
medicinal, contra moléstias inflamatórias.
Síndrome de polinização e de dispersão – Melitofilia
(abelhas das espécies Xylocopa frontalis, Acanthopus
excellens e Epicharis sp.) (54). Zoocoria.
Gesneriaceae
58
Caracterização morfológica – Planta herbácea,
rupícola, com tubérculo basal, exposto na rocha ou
Figura 22: entre as fendas. Folhas opostas, 3-4-verticiladas,
Sinningia rupicola (Mart.) com faces superior e inferior tomentosas.
Wiehler: Inflorescência do tipo cimeira com numerosas
a. Folha, face superior; flores. Flores com corola avermelhada, com
b. Flor; pontuações vináceas, externamente pilosas
c. Cálice. e internamente com duas glândulas na base.
Floresce entre outubro e janeiro.
Status de Conservação – Em perigo (EN), devido
à perda e degradação do habitat onde ocorre
a espécie. Contudo, ocorre com frequência nas
cangas do Quadrilátero Ferrífero, incluindo áreas
de conservação.
Distribuição geográfica – A espécie é endêmica do
Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais, ocorrendo
Sinningia rupicola sobre cangas, onde é relativamente frequente.
Pode ser encontrada na Serra da Calçada, Serra
59
(Mart.) Wiehler do Curral, Serra da Gandarela, Itabirito, Serra da
Moeda, Serra da Mutuca, Serra da Piedade, Mina
Capitão do Mato, Mina Capão Xavier e Mina de
Fábrica.
Importância para RAD – A espécie é importante
na composição da paisagem das cangas do
Quadrilátero Ferrífero, sendo utilizada pelas
comunidades locais como ornamental, devido
à facilidade de seu cultivo a partir do tubérculo.
Entretanto, em razão à baixa capacidade de
germinação das sementes, estudos sobre sua
reprodução precisam ser desenvolvidos.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Entomofilia. Ornitocoria.
Iridaceae
60
Figura 23:
Sisyrinchium vaginatum
Spreng.:
a. Ramo fértil, em fruto.
Nome popular – Capim-rei.
Caracterização morfológica – Planta herbácea.
Folhas dísticas e estriadas, distribuídas ao longo
do caule. Inflorescência terminal, composta por
flores com tépalas livres e amarelas. Fruto do
tipo cápsula, com lóculos que se abrem até ¾ do
seu comprimento, com 1-3 sementes por lóculo.
Floresce durante todo o ano, porém é menos
frequente no período seco (de abril a agosto).
Status de Conservação – Espécie não avaliada
quanto ao status de conservação (NE).
Sisyrinchium Distribuição geográfica – Espécie amplamente
61
vaginatum distribuída no continente americano e nas Regiões
Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil. Em Minas
Spreng. Gerais, ocorre em diferentes tipos de ambientes,
incluindo cerrado e campo rupestre quartzítico
e ferruginoso. Pode ser encontrada nas cangas
do Morro do Chapéu, Serra da Calçada, Serra da
Canastra, Serra do Caraça, Serra do Rola Moça,
Serra da Moeda, Serra da Piedade, Mina Capão
Xavier, RPPN Andaime, RPPN Capitão do Mato e
RPPN Cata Branca.
Importância para RAD – A espécie é usada
popularmente como erva medicinal e tem fácil
cultivo.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Melitofilia e Miofilia (pequenas abelhas e sirfídeos
coletores de pólen). Zoocoria.
62
Figura 24: Nome popular – Bariricó-amarelo, batata-de-pulga,
Trimezia juncifolia batatinha-do-campo, ruibarbo.
(Klatt) Benth. & Hook.:
a. Flor, vista lateral; Caracterização morfológica – Planta herbácea,
b. Infrutescência. portando cormo basal, de onde partem as folhas
cilíndricas e compridas. Inflorescências do tipo
cimeiras terminais, geralmente com uma flor
em antese. Tépalas amarelas, mas bem distintas
na forma, as internas menores, portando estrias
transversais castanhas e tricomas capitados. Fruto
do tipo cápsula, com 9–25 sementes por lóculo.
Floresce todo o ano, mas geralmente uma só flor
por dia e apenas nas primeiras horas da manhã.
Status de Conservação – Espécie não avaliada quanto
ao status de conservação (NE).
Trimezia Distribuição geográfica – No Brasil, a espécie
encontra-se distribuída no Nordeste (Bahia), por todos
juncifolia os estados da região centro-oeste e nos estados de 63
Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Em Minas Gerais,
(Klatt.) Benth. ocorre no cerrado e campo rupestre quartzítico e
& Hook. ferruginoso. Pode ser encontrada nas cangas da
Serra da Calçada, Serra da Canastra, Mina de Fábrica,
RPPN Andaime, RPPN Capitão do Mato e RPPN Poço
Fundo.
Importância para RAD – A espécie apresenta grande
potencial ornamental, e os cormos são usados
popularmente como purgativos. Porém, é de difícil
cultivo. É polinizada por dois grupos distintos de
abelhas, incluindo as coletoras de néctar e as
coletoras de óleos (82).
Síndrome de polinização e de dispersão – Melitofilia.
Zoocoria.
Lamiaceae
64
Figura 25: Caracterização morfológica – Planta arbustiva
Eriope macrostachya a subarbustiva, ramificada. Folhas oblongas,
Mart. ex. Benth. var. com ápice obtuso, faces superior e inferior
hypoleuca Benth.: a. especialmente esta, revestidas densamente por
Folha, face superior; tricomas acinzentados. Inflorescência do tipo
b. Detalhe da tirso, com raque e cálice lilás-acinzentados e
inflorescência corola lilás. Estames com os filetes portando
mostrando botão floral longos tricomas. Floresce durante o ano inteiro.
e cálice pubescente.
Status de Conservação – Menos preocupante
(LC).
Distribuição geográfica – Eriope macrostachya
var. macrostachya no Brasil ocorre no Pará,
Ceará, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio
de Janeiro, São Paulo e Paraná e distingue-se
de E. macrostachya var. hypoleuca pelas folhas
lanceoladas a ovadas, com faces superior e
inferior pouco pilosas. Em Minas Gerais, ocorre
especialmente no cerrado e bordas de mata
Eriope ciliar. Eriope macrostachya var. hypoleuca é
endêmica do campo rupestre ferruginoso, 65
macrostachya inclusive na mata ciliar (36). Pode ser encontrada
Mart. ex Benth. nas cangas da Serra da Calçada, Serra do Rola
Moça, Serra da Moeda, Mina de Fábrica, em área
var. hypoleuca de canga no condomínio Vale do Sol e RPPN
Capitão do Mato
Benth. Importância para RAD – A variedade é
colonizadora de clareiras, sendo importante
para o estabelecimento da vegetação nativa. Por
ocorrer em ambientes de canga e na floresta,
possivelmente apresenta maior plasticidade
fenotípica, o que facilita o estabelecimento da
mesma.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Melitofilia. Autocoria.
Lauraceae
66
Figura 26:
Cinnamomum
quadrangulum
Kosterm.: Caracterização morfológica – Planta arbustiva, com
a. Detalhe do ramo 0,5 a 1,5 m de altura, com ramos quadrangulares.
com folhas alternas Folhas ovais a elípticas, base cordada, cartáceo-
decussadas; coriáceas. Inflorescências cimoso-paniculadas,
b. Folha, face superior; axilares. Flores amarelo-pálidas a esverdeadas.
c. Inflorescência em Fruto do tipo drupa, de forma elipsoide. Floresce de
botão. janeiro a maio e frutifica de abril a junho.
Status de Conservação – Vulnerável (VU), devido
à perda e degradação de áreas naturais causadas
pela expansão urbana e atividade de mineração.
Contudo, a espécie ocorre em diversas áreas de
canga, incluindo área de conservação.
Distribuição geográfica – A espécie é endêmica de
Cinnamomum Minas Gerais, com ocorrência próxima ao município
de Belo Horizonte, em cerrado e campo rupestre
67
quadrangulum ferruginoso. Pode ser encontrada nas cangas da
Serra da Calçada, Serra do Rola Moça, em Itabirito,
Kosterm. Serra da Piedade, Serra do Curral, Serra do
Itacolomi, Mina Brucutu, Mina Capitão do Mato, Mina
de Fábrica, RPPN Cata Branca e RPPN Poço Fundo.
Importância para RAD – A espécie além de
ameaçada de extinção é considerada endêmica de
Minas Gerais, devendo ser incentivados estudos
sobre a biologia e reprodução da mesma, visando
um maior conhecimento para a conservação da
espécie. O seu uso em RAD deve ser feito de forma
prioritária.
Síndrome de polinização e de dispersão – Melitofilia.
Zoocoria.
Malpighiaceae
68
Figura 27:
Banisteriopsis Caracterização morfológica – Planta
malifolia (Nees & subarbustiva, com ramos escandentes,
Mart.) B.Gates: tomentosos a velutinos. Folhas com formas
a. Folha, face inferior; variadas, base obtusa ou cordada, nervuras
b. Inflorescência, proeminentes, com um par de glândulas
umbela com 4 botões sésseis na base da nervura principal, próximo
florais. ao pecíolo. Inflorescência composta por
umbela, com 4 flores. Cálice com glândulas
verdes que passam a negras, pétalas
brancas que passam a róseas após a antese.
Fruto esquizocárpico, composto por três
samarídeos. Floresce durante o ano inteiro.
Banisteriopsis Status de Conservação – Espécie não avaliada
quanto ao status de conservação (NE).
69
malifolia Distribuição geográfica – A espécie é
(Nees & Mart.) endêmica do Brasil, onde se encontra
amplamente distribuída. Em Minas Gerais,
B.Gates ocorre principalmente em cerrado e campo
rupestre quartzítico e ferruginoso. Pode ser
encontrada nas cangas da Serra da Calçada,
Serra da Canastra e Serra do Rola Moça.
Importância para RAD – A espécie apresenta
potencial de planta facilitadora, além de ser
importante na composição da paisagem das
cangas do Quadrilátero Ferrífero.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Melitofilia (abelha coletoras de óleo, pólen e
partes florais). Anemocoria.
70
Figura 28:
Peixotoa tomentosa
A.Juss.:
a. Detalhe dos
pecíolos com
glândulas sésseis e Caracterização morfológica – Planta arbustiva a
estípula cordada; subarbustiva, com ramos tomentosos a velutinos.
b. Fruto composto de Folhas coriáceas, com as faces superior e inferior
três samarídeos. seríceas ou tomentosas, nervuras proeminentes
com um par de glândulas sésseis na base da
nervura principal próximo ao pecíolo, estípulas
bem desenvolvidas, cordadas, tomentosas. Flores
com cálice verde, glândulas nigrescentes, pétalas
amarelas. Fruto do tipo esquizocarpo, composto de
três samarídeos. Floresce o ano todo.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
Peixotoa quanto ao status de conservação (NE).
71
tomentosa Distribuição geográfica – A espécie é endêmica
do Brasil, ocorrendo na Bahia, Goiás, Mato Grosso
A.Juss. e Mato Grosso do Sul e em Minas Gerais, onde
ocorre em cerrado e campo rupestre quartzítico
e ferruginoso. Pode ser encontrada nas cangas
da Serra da Calçada, Serra da Canastra, Serra do
Caraça, Serra da Moeda, Serra do Rola Moça, Serra
de Itabirito Mina de Fábrica, Mina Capitão do Mato,
Mina Capão Xavier e RPPN Andaime.
Importância para RAD – A espécie apresenta
potencial de planta facilitadora.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Melitofilia. Anemocoria.
Malvaceae
72
Figura 29:
Peltaea polymorpha
(A.St.-Hil.) Krapov. &
Cristóbal:
a. Cálice;
b. Tubo estaminal;
c. Fruto com cálice
persistente.
Caracterização morfológica – Planta
herbácea a subarbustiva, com ramos
eretos ou ascendentes. Folhas com base
truncada, margem serreada, face superior
e inferior pubescentes. Flores isoladas e
axilares com corola rósea, avermelhada no
interior e na base. Fruto esquizocarpo, com
cálice e epicálice persistentes.
Status de Conservação – Espécie não
avaliada quanto ao status de conservação
(NE).
Distribuição geográfica – A espécie é
Peltaea polymorpha endêmica do Brasil, ocorrendo em Goiás,
Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas
73
(A.St.-Hil.) Krapov. & Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Em Minas Gerais, ocorre em cerrado e
Cristóbal campo rupestre quartzítico e ferruginoso.
Pode ser encontrada nas cangas da Serra
da Calçada, Serra da Moeda, Itabirito,
Retiro das Pedras, Mina Capão Xavier, Mina
de Fábrica, Mina Capitão do Mato e RPPN
Andaime.
Importância para RAD – A espécie pode
ser utilizada como colonizadora de áreas
abertas, além apresentar potencial
ornamental.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Entomofilia. Autocoria.
Melastomataceae
74
Figura 30:
Leandra aurea
(Cham.) Cogn.:
a. Flor, vista lateral;
Nome popular – Pixirica.
b. Fruto.
Caracterização morfológica – Planta arbustiva,
com ramos pilosos. Folhas cartáceas, com
margens crenado-cilioladas. Flores pentâmeras
com lacínias do cálice eretas e pétalas róseas e
reflexas. Fruto roxo a nigrescente. Floresce de abril
a dezembro e frutifica de outubro a março.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
quanto ao status de conservação (NE).
Distribuição geográfica – A espécie é endêmica do
Brasil, ocorrendo na Bahia, Goiás, Distrito Federal,
Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo,
Leandra aurea Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina
e Rio Grande do Sul. Em Minas Gerais, ocorre em
75
(Cham.) Cogn. campo rupestre quartzítico e ferruginoso. Pode ser
encontrada nas cangas da Serra da Calçada, Serra
da Canastra, Serra do Caraça, Serra do Rola Moça,
Serra da Gandarela, Serra da Mutuca, Serra do
Retiro das Pedras e RPPN Poço Fundo.
Importância para RAD – A espécie produz frutos
tanto originados de polinização cruzada como de
autofecundação, o que facilita a reprodução na
ausência de agentes polinizadores. Os frutos são
comestíveis, contribuindo para a complexa cadeia
alimentar das cangas.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Melitofilia. Zoocoria.
76
Figura 31:
Tibouchina Nome popular – Orelha-de-onça
heteromalla Cogn.: Caracterização morfológica – Planta arbustiva, com 1-3 m
a. Detalhe da base de altura. Folhas ovais, com a face superior velutina, com
foliar mostrando 7 a 9 nervuras. Inflorescências terminais tirsoides, com
indumento velutino 15 a 27 flores. Flores com pétalas azul-arroxeadas. Fruto
na face superior; do tipo cápsula. Floresce de janeiro a junho e frutifica
b. Flor, vista lateral. entre abril a setembro.
Status de Conservação – Espécie não avaliada quanto ao
status de conservação (NE).
Distribuição geográfica – A espécie é endêmica do Brasil,
ocorrendo em quase todos os estados das regiões
nordeste (exceto Maranhão, Piauí e Sergipe) e sudeste e
no estado de Goiás. Em Minas Gerais, ocorre em cerrado
e campo rupestre quartzítico e ferruginoso. Pode ser
encontrada nas cangas da Serra da Canastra, Serra
do Caraça, Serra da Moeda, Mina Capão Xavier, Mina de
Fábrica, área de canga no Viveiro do Miguelão, RPPN
Tibouchina Horto Alegria e RPPN Andaime.
heteromalla Importância para RAD – A espécie é acumuladora de
metais pesados e potencialmente nocivos ao meio
77
Cogn. ambiente (80).
A propagação de Tibouchina heteromalla pode ser feita
por estaca de ramos ou por sementes. A germinação
das sementes deve ser feita em substrato contendo
terra, areia e composto orgânico (3:2:1). Sementes recém
colhidas germinam em torno de 70% em até 25 dias. A
produção de sementes na planta é baixa, provavelmente
por deficiências na polinização. A propagação por estaca
deve ser feita no início da primavera, escolhendo-se
ramos sadios (63).
Síndrome de polinização e de dispersão – Melitofilia
(principalmente a abelha Xylocopa brasilianorum).
Zoocoria.
Orchidaceae
78
Figura 32: Caracterização morfológica – Planta herbácea,
Acianthera teres (Lindl.) rupícola, cerca de 10 cm de altura. Folhas carnosas,
Borba.: cilíndricas, sulcadas, coloração verde-amarelada ou
a. Hábito; vinácea. Inflorescências geralmente do tamanho das
b. Inflorescência. folhas. Flores menores que 1 cm de comprimento,
avermelhadas e exalam um odor desagradável.
Floresce de dezembro a fevereiro.
Status de Conservação – Espécie menos preocupante
(LC).
Distribuição geográfica – A espécie é endêmica do
Brasil, ocorrendo nos estados da Bahia, Minas Gerais,
Espírito Santo e Rio de Janeiro. Em Minas Gerais,
Acianthera ocorre em campo rupestre quartzítico e ferruginoso,
sendo particularmente comum na canga couraçada.
79
teres (Lindl.) Pode ser encontrada nas cangas da Serra da Calçada,
Serra do Curral, Serra do Capanema, Serra da Moeda,
Borba Serra do Rola Moça, Serra do Itacolomi, Serra da
Piedade, Mina do Baú, Mina Capão Xavier, Mina de
Fábrica, Retiro das Pedras, área de canga no Viveiro
do Miguelão e RPPN Poço Fundo.
Importância para RAD – A espécie é importante na
composição da paisagem das cangas do Quadrilátero
Ferrífero. Planta de fácil cultivo pela capacidade
de formação de brotamentos de crescimento
rápido, produzindo grandes touceiras. Espécie
micropropagada na biofábrica da Vale em Nova Lima.
Síndrome de polinização e de dispersão – Entomofilia.
Anemocoria.
80
(Sinônimo: Hoffmannseggella caulescens (Lindl.)
Figura 33: H.G.Jones).
Cattleya caulescens
(Lindl.) Van den Berg: Caracterização morfológica – Planta herbácea,
a. Pseudobulbos afilados; rupícola, com pseudobulbos afilados, 3-8
b. Tépalas lanceoladas, cm de comprimento. Folhas verdes, elípticas.
com ápices agudos. Inflorescências com poucas flores lilases, 3-6
flores. Flores com tépalas externas e internas
lanceoladas exceto o labelo trilobado, com o lobo
central com margem crenada. Floresce de abril a
agosto.
Status de Conservação – Em perigo (EN), devido
à perda e degradação do habitat onde ocorre a
espécie, e também pela coleta da planta para fins
ornamentais. Contudo, a espécie ocorre em áreas
Cattleya de conservação.
caulescens Distribuição geográfica – A espécie é endêmica de
Minas Gerais, restrita a campo rupestre quartzítico
81
(Lindl.) Van den e ferruginoso. Pode ser encontrada nas cangas
da Serra do Caraça, Serra do Rola Moça, Serra da
Berg Mutuca, área de canga no Viveiro do Miguelão e
RPPN Capitão do Mato.
Importância para RAD – A espécie é resistente
e indicada à atividade de resgate e reintrodução
de flora. Além de muito ornamental a espécie é
ameaçada de extinção e endêmica de Minas Gerais.
Espécie micropropagada na biofábrica da Vale em
Nova Lima.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Entomofilia. Anemocoria.
82
(Sinônimo: Hoffmannseggella liliputana (Pabst) H.G.
Figura 34:
Jones)
Cattleya liliputana (Pabst)
Van den Berg:
Caracterização morfológica – Planta herbácea,
a. Hábito;
pseudobulbos curtos, ovoides ou globosos de
b. Flor, vista frontal.
coloração verde-vináceos. Folhas pequenas,
carnosas, verdes a avermelhadas. Inflorescência
com pedúnculo diminuto, com uma ou duas flores
vistosas, rosadas com a base do labelo amarelo.
Pelo conjunto dessas características a espécie é de
fácil identificação. Floresce de abril a agosto.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
Cattleya quanto ao status de conservação (NE).
liliputana (Pabst) Distribuição geográfica – A espécie é endêmica de
Minas Gerais, ocorrendo em serras do Quadrilátero
83
Van den Berg Ferrífero, com alturas entre 1.400 e 2.070 m, em
campo rupestre quartzítico e ferruginoso. Pode ser
encontrada nas cangas da Serra da Calçada, Mina
da Casa de Pedra e RPPN Capivari II.
Importância para RAD – A espécie é resistente e
indicada à atividade de resgate e reintrodução de
flora, também as sementes germinarem com
facilidade. É autocompatível, apesar da baixa
produção de frutos (52). Espécie micropropagada
na biofábrica da Vale em Nova Lima.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Melitofilia. Anemocoria.
84
Caracterização morfológica – Planta
herbácea, terrícola ou rupícola, com
pseudobulbos pequenos de coloração
Figura 35: marrom-amarelada. Folhas pequenas e
Cyrtopodium lamellaticallosum verde-acinzentadas. Inflorescência com raque
J.A.N.Bat. & Bianch.: curta e vinácea, com muitas flores. Flores
a. Hábito com folhas; com tépalas amarelo-vináceas, com labelo
b. Perigônio com tépalas amarelo-esbranquiçado e calo lamelado
destacadas, destaque para o labelo amarelo-rosado, ovário e pedicelo vináceos.
com formato distinto. Floresce entre outubro e novembro.
Status de Conservação – Criticamente em
perigo (CR), devido a sua distribuição restrita
e a degradação das áreas onde ocorre
naturalmente.
Distribuição geográfica – A espécie é
Cyrtopodium endêmica de Minas Gerais, restrita a Serra
da Moeda, onde ocorre em campo rupestre
85
lamellaticallosum quartzítico e ferruginoso, em altitudes entre
1000 a 1.400 m.
J.A.N.Bat. & Bianch. Importância para RAD – A espécie além
de ameaçada de extinção, é considerada
endêmica da Serra da Moeda, sendo
necessário um maior investimento no
conhecimento científico da mesma
especialmente em relação aos mecanismos
de reprodução visando ações de conservação
e utilização em RAD. A planta cresce durante
a estação chuvosa e entra em dormência
durante a estação seca (52,).
Síndrome de polinização e de dispersão –
Entomofilia. Anemocoria.
86
Figura 36:
Epidendrum secundum Jacq.:
a. Flor;
b. Perigônio com as tépalas Caracterização morfológica – Planta herbácea,
destacadas, com labelo pseudobulbos alongados. Folhas verde-
amplo; acinzentadas, lanceoladas com até 6 cm de
c. Fruto. comprimento. Inflorescências com até 40
flores, com tépalas róseas, lanceoladas, e
labelo com margem denticulada.
Status de Conservação – Menos Preocupante
(LC).
Distribuição geográfica – A espécie é endêmica
do Brasil, registrada para todas as Regiões.
Em Minas Gerais, ocorre nos mais diversos
tipos de vegetação incluindo cerrado, campo
rupestre quartzítico e ferruginoso e florestas.
Pode ser encontrada nas cangas da Serra da
Calçada, Serra do Caraça, Serra do Rola Moça,
Epidendrum Serra do Moleque, Mina Capão Xavier, Mina de
Alegria, área de canga no Viveiro do Miguelão, 87
secundum Jacq. RPPN Capanema, RPPN Capitão do Mato e RPPN
Capivari II.
Importância para RAD – Epidendrum
secundum é resistente e indicada em
atividade de resgate e reintrodução de flora.
A espécie ocorre em ambientes de canga e
de floresta, provavelmente possuindo maior
plasticidade fenotípica, o que pode facilitar o
estabelecimento da espécie nas áreas para
RAD. A espécie tem potencial ornamental e é
importante na composição da paisagem do
Quadrilátero Ferrífero. Espécie micropropagada
na biofábrica da Vale em Nova Lima.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Entomofilia. Anemocoria.
88
(Sinônimo: Oncidium gracile Lindl.)
Figura 37:
Gomesa gracilis (Lindl.) Nome popular – Orquídea-bailarina.
M.W.Chase & N.H.Williams:
a. Hábito; Caracterização morfológica – Planta
b. Flor, vista frontal. herbácea, pseudobulbos lateralmente
comprimidos. Folhas lanceoladas, duas
por planta. Inflorescência com escapo de
cerca de 30 cm de comprimento, portando
3 a 6 flores pequenas. Flores com tépalas
marrom-avermelhadas, labelo amarelo de
base auriculada.
Gomesa gracilis Status de Conservação – Menos
Preocupante (LC). 89
(Lindl.) M.W.Chase
& N.H.Williams Distribuição geográfica – A espécie é
endêmica de Minas Gerais, onde ocorre em
Campo Rupestre Ferruginoso. Pode ser
encontrada nas cangas da Serra do Curral,
Serra da Piedade, Pico de Itabirito, Mina de
Fábrica e RPPN Horto Alegria.
Importância para RAD – A espécie apresenta
propagação vegetativa por rebrota, porém
é considerada de difícil cultivo. Espécie
micropropagada na biofábrica da Vale em
Nova Lima.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Entomofilia. Anemocoria.
Phyllanthaceae
90
Figura 38: Caracterização morfológica – Planta
Phyllanthus klotzschianus subarbustiva, até 1,5 m de altura, glabra,
Müll.Arg.: ramos modificados em filocládios
a. Hábito; lanceolados, obovais, achatados, estriados
b. Flor masculina, vista em ambas as faces. Folhas presentes apenas
frontal; nos ramos jovens da planta, escamiformes,
c. Flor feminina, vista frontal; 2-5 mm de comprimento, posteriormente
d. Fruto. caducas. Flores unissexuadas, sésseis,
dispostas nas margens dos filocládios,
solitárias, verde-amareladas. Fruto do tipo
cápsula. Floresce praticamente o ano inteiro
Status de Conservação – Espécie não avaliada
Phyllanthus quanto ao status de conservação (NE).
91
klotzschianus Distribuição geográfica – Espécie é endêmica
do Brasil, ocorrendo nas Regiões Nordeste,
Müll.Arg. Centro-Oeste e Sudeste. Em Minas Gerais,
ocorre nos Campos Rupestres da Cadeia do
Espinhaço. Pode ser encontrada nas cangas
da Serra do Caraça, Pico do Itabirito, Mina
Brucutu, Mina Fazendão, Catas Altas, Retiro
das Pedras, RPPN Capanema e RPPN Horto
Alegria.
Importância para RAD – A espécie ocorre em
várias áreas de canga, que pode ser mais
tolerante a uma variedade de condições.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Entomofilia. Ornitocoria.
Poaceae
92
Caracterização morfológica – Planta herbácea,
cespitosa e perene. Folhas concentradas na base
da planta, conduplicadas, com lígula pilosa de
Figura 39: 0,5-1,0 mm de comprimento, lâminas lineares
Andropogon ingratus Hack.: de 5-35 cm de comprimento e 1,5-6 mm de
a. Detalhe da inflorescência; largura. Inflorescência com dois ramos floríferos
b. Diásporo do ápice da racemiformes por espatéola. Espiguetas sésseis com
inflorescência. flores bissexuadas e espiguetas pediceladas com
flores neutras ou masculinas. Gluma inferior mútica.
As folhas equitantes, de coloração cinza-azulada,
auxiliam o seu reconhecimento em campo.
Andropogon Status de Conservação – Espécie não avaliada quanto
ao status de conservação (NE).
93
ingratus Hack. Distribuição geográfica – A espécie é endêmica
do Brasil, ocorrendo nos estados de Pernambuco,
Sergipe, Bahia e Minas Gerais, onde ocorre em
áreas de Cerrado e Campo Rupestre Quartzítico e
Ferruginoso. Pode ser encontrada nas cangas da
Serra da Calçada, Serra do Caraça, Serra do Curral,
Serra do Rola Moça, Retiro das Pedras, Serra da
Moeda, Morro do Itacolomi e Mina Capão Xavier.
Importância para RAD – A espécie apresenta alta
produção de biomassa, além de ser importante na
composição da paisagem do Quadrilátero Ferrífero.
Síndrome de polinização e de dispersão – Anemofilia.
Anemocoria.
94
Caracterização morfológica – Planta herbácea,
cespitosa e perene. Folhas concentradas na base
da planta, robusta, com lígula membranoso-
ciliada de 0,2 mm de comprimento, lâminas
Figura 40: lineares, de 10-60 cm de comprimento e 1-5
Anthaenantia lanata (Kunth) mm de largura. Inflorescências em panícula laxa
Benth.: e espiguetas densamente pilosas. Em campo,
a. Detalhe da inflorescência; as folhas lineares, com 1-5 mm de largura
b. Espigueta. e convolutas, e a base da planta fibrosa e
resistente auxiliam sua determinação.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
quanto ao status de conservação (NE).
Distribuição geográfica – A espécie é distribuída
Anthaenantia nos países da América Central e do Sul,
ocorrendo em praticamente todos os estados 95
lanata do Brasil, exceto no Acre, Rio Grande do Norte,
Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro.
(Kunth) Benth. Em Minas Gerais, ocorre no Cerrado e Campo
Rupestre Quartzítico e Ferruginoso. Pode ser
encontrada nas cangas da Serra da Moeda, Serra
da Canastra, Retiro das Pedras e Mina de Fábrica.
Importância para RAD – A espécie apresenta
crescimento vegetativo vigoroso, incorporando
matéria orgânica ao solo e contribuindo com a
ciclagem de nutrientes, oferecendo condições
ecológicas mais favoráveis ao estabelecimento de
outras espécies nativas.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
96
Caracterização morfológica – Planta
herbácea, perene, que forma notável touceira
em áreas de campos rupestres. Folhas
concentradas na base da planta, com lígula
Figura 41: membranoso-ciliada, com cerca de 0,5 mm
Apochloa poliophylla de comprimento, lâminas linear-lanceoladas,
(Renvoize & Zuloaga) Zuloaga com 35-70 cm de comprimento e 5-12 mm
& Morrone: de largura. Inflorescências em panícula laxa
a. Detalhe da bainha e lígula; com 20-25 cm de comprimento. Espiguetas
b. Detalhe da inflorescência. glabras, globosas a elipsoides. Folhas linear-
lanceoladas, com uma marca diagonal na face
inferior da região da lígula são determinantes
para seu reconhecimento em campo.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
quanto ao status de conservação (NE).
Apochloa polio- Distribuição geográfica – A espécie é endêmica
de Minas Gerais, ocorrendo na porção sul da
97
phylla (Renvoize Cadeia do Espinhaço, desde o Quadrilátero
Ferrífero até o Planalto de Diamantina, sendo
& Zuloaga) frequente em Campo Rupestre Quartzítico, e
ocasionalmente em Ferruginosos. Pode ser
Zuloaga encontrada nas cangas da Serra do Caraça,
Serra da Gandarela e Morro do Itacolomi.
& Morrone Importância para RAD – A espécie apresenta
crescimento vegetativo vigoroso, incorporando
matéria orgânica ao solo e contribuindo com a
ciclagem de nutrientes, oferecendo condições
ecológicas mais favoráveis ao estabelecimento
de outras espécies nativas.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
98
Caracterização morfológica – Planta herbácea,
cespitosa, perene. Folhas concentradas na base
da planta, com lígula membranoso-ciliada,
0,3-0,5 mm de comprimento, lâminas lineares
com 6-15 cm de comprimento e 2-3 mm de
largura. Inflorescências em ramos unilaterais,
com raque coberta por tricomas rígidos,
Figura 42: castanhos a dourados, e espiguetas adpressas
Axonopus aureus P.Beauv.: elipsoides, com antécio superior castanho
a. Detalhe da inflorescência; escuro na maturidade. Quando em flor, suas
b. Antécio. inflorescências douradas a torna inconfundível
dentre as gramíneas do Quadrilátero Ferrífero.
Status de Conservação – Menos Preocupante
(LC).
Distribuição geográfica – A espécie é
amplamente distribuída nos Neotrópicos, da
Axonopus aureus América Central a América do Sul. No Brasil é
99
P. Beauv. distribuída em todas as Regiões, ocorrendo no
Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado. Em Minas
Gerais, ocorre em Cerrado, Campo Rupestre
Quartzítico e Ferruginoso. Pode ser encontrada
nas cangas da Serra da Calçada, Serra da
Canastra e Serra da Moeda.
Importância para RAD – A espécie apresenta
potencial forrageiro, sendo planta herbácea
perene que se estende formando um tapete
verde (acumulando biomassa), sendo
importante na composição da paisagem das
cangas do Quadrilátero Ferrífero.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
100
Caracterização morfológica – Planta
herbácea, cespitosa, perene. Folhas
concentradas na base da planta, com
lígula membranoso-ciliada, 0,2-0,3 mm de
comprimento, lâminas lineares com 8-20
cm de comprimento e 1-3 mm de largura.
Figura 43: Inflorescências em ramos unilaterais com
Axonopus brasiliensis raque densamente coberta por tricomas
(Spreng.) Kuhlm.: esbranquiçados. Espiguetas adpressas
a. Detalhe da inflorescência; elipsoides com antécio superior castanho
b. Espigueta. claro na maturidade. Suas vistosas
inflorescências pilosas auxiliam o seu
reconhecimento em campo, quando fértil.
Status de Conservação – Espécie não
avaliada quanto ao status de conservação
(NE).
Distribuição geográfica – A espécie ocorre
no Paraguai e Brasil. No Brasil é registrada
Axonopus nos estados do Amazonas, Bahia, Goiás,
Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso 101
brasiliensis do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Em
Minas Gerais, ocorre no Cerrado e Campo
(Spreng.) Kuhlm. Rupestre Quartzítico e Ferruginoso. Pode ser
encontrada nas cangas da Serra da Calçada,
Serra da Moeda, Serra da Canastra e RPPN
Capivari II.
Importância para RAD – A espécie apresenta
potencial de forrageira nativa, além de
formar um tapete verde sobre o solo,
incorporando matéria orgânica, o contribui
com a ciclagem de nutrientes, oferecendo
condições ecológicas mais favoráveis ao
estabelecimento de outras espécies nativas.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
102
Caracterização morfológica – Planta
herbácea, cespitosa, perene. Folhas
concentradas na base da planta, com lígula
Figura 44: membranoso-ciliada, cerca de 0,2 mm de
Axonopus marginatus (Trin.) comprimento, lâminas lineares com 6-30
Chase: cm de comprimento e 2-8 mm de largura.
a. Detalhe da base da planta; Inflorescências em ramos unilaterais com
b. Espigueta. raque glabra. Espiguetas densamente pilosas,
especialmente sobre as nervuras da gluma e
lema inferior. É frequentemente encontrada
em floração nos campos recém queimados,
sendo suas espiguetas densamente pilosas
muito características.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
quanto ao status de conservação (NE).
Axonopus Distribuição geográfica – A espécie ocorre na
Bolívia, Paraguai e Brasil. No Brasil é registrada
103
marginatus em todas as Regiões, geralmente associada
ao Cerrado e à Mata Atlântica. Em Minas
(Trin.) Chase Gerais, ocorre no Cerrado, e Campo Rupestre
Quartzítico e Ferruginoso. Pode ser encontrada
nas cangas da Serra da Calçada, Serra da
Moeda e Retiro das Pedras.
Importância para RAD – A espécie é perene
e forma um tapete verde, incorporando
matéria orgânica ao solo e contribuindo com a
ciclagem de nutrientes, oferecendo condições
ecológicas mais favoráveis ao estabelecimento
de outras espécies nativas.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
104
Figura 46:
Axonopus pressus (Nees ex
Steud.) Parodi: Caracterização morfológica – Planta herbácea,
a. Detalhe da lígula; cespitosa, perene. Folhas com bainhas
b. Detalhe da inflorescência, fortemente conduplicadas, equitantes, lígula
mostrando os estames e membranoso- ciliada de 0,5-1,5 mm de
estigmas excertos; comprimento, lâminas linear-lanceoladas
c. Antécio. com 20-35 cm de comprimento e 5-10 mm
de largura. Inflorescências em 9-25 ramos
unilaterais com raque. Espiguetas geralmente
glabras, antécio superior castanho escuro na
maturidade. É facilmente reconhecida pela base
dos ramos fortemente achatada, e rizomas
falciformes característicos.
Status de Conservação – Menos Preocupante (LC)
Distribuição geográfica – A espécie ocorre no
Paraguai e Brasil. No Brasil, ocorre especialmente
no Cerrado e Mata Atlântica, sendo também
registrada para os estados das Regiões Norte a
Axonopus Sul em formações campestres. Em Minas Gerais,
105
ocorre no Cerrado e Campo Rupestre Quartzítico
pressus e Ferruginoso. Pode ser encontrada nas cangas
(Nees ex Steud.) da Serra da Canastra, Serra do Curral, Serra do
Rola Moça, Serra da Moeda, Morro do Itacolomi,
Parodi Mina de Alegria, Mina Fazendão e RPPN Poço
Fundo.
Importância para RAD – A espécie apresenta
crescimento vegetativo vigoroso, incorporando
matéria orgânica ao solo e contribuindo com
a ciclagem de nutrientes. Oferece condições
ecológicas mais favoráveis ao estabelecimento de
outras espécies nativas.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
106
Nome popular – Capim-barba-de-bode
Caracterização morfológica – Planta herbácea,
Figura 45: cespitosa, perene. Folhas com lígula pilosa, com
Axonopus siccus (Nees) 0,2-0,3 mm de comprimento, bainhas e lâminas
Kuhlm.: involutas, lineares, com 1-7 mm de largura.
a. Detalhe da lígula; Inflorescências em 2-27 ramos unilaterais, com
b. Detalhe da inflorescência; raque e espiguetas geralmente glabras, antécio
c. Espigueta. superior castanho claro na maturidade. Pode ser
reconhecida em campo pelas suas folhas lineares
e inflorescência em ramos lineares e delgados,
com espiguetas dispostas unilateralmente.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
quanto ao status de conservação (NE).
Distribuição geográfica – A espécie ocorre na
Bolívia, Paraguai, Argentina, Uruguai e Brasil. No
Brasil, ocorre no Pará, Tocantins, Maranhão, Bahia,
Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso
Axonopus siccus do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, 107
São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Em Minas
(Nees) Kuhlm. Gerais, ocorre no Cerrado e Campo Rupestre
Quartzítico e Ferruginoso. Pode ser encontrada
nas cangas da Serra do Curral, Serra do Rola
Moça, Serra da Moeda e Mina Fazendão.
Importância para RAD – A espécie é capaz de
formar uma grande biomassa e “abafar” o
“capim-gordura” inibindo a regeneração das
plântulas (83). Além disso, passam a incorporar
matéria orgânica ao solo podendo contribuir com
a ciclagem de nutrientes, oferecendo condições
ecológicas mais favoráveis ao estabelecimento de
outras espécies nativas.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
108
Caracterização morfológica – Planta herbácea,
Figura 47: cespitosa, perene. Folhas com prefoliação
Ctenium cirrhosum (Nees) convoluta, lígula membranosa de 0,5 mm de
Kunth: comprimento, lâminas lineares com 13-25
a. Espigueta; cm de comprimento e 3-4 mm de largura.
b. Detalhe da base da planta. Inflorescência com um ramo racemoso.
Espiguetas dispostas unilateralmente portando
aristas de 2-3,5 de comprimento. Coletada com
flores e frutos em abril.
Status de Conservação – Dados Deficiente (DD).
Distribuição geográfica – A espécie é distribuída
no Brasil nas Regiões Norte (Pará), Centro
Ctenium Oeste, Sudeste (exceto no Espírito Santo) e Sul
(Paraná). Em Minas Gerais, ocorre em ambientes 109
cirrhosum florestados, no Cerrado e Campo Rupestre
Quartzítico e Ferruginoso. Pode ser encontrada
(Nees) Kunth nas cangas da Serra da Calçada, Serra do Curral,
Serra da Moeda, na região de Itabirito, RPPN
Andaime e RPPN Capitão do Mato.
Importância para RAD – Ctenium cirrhosum
ocorre em ambientes de canga e de floresta,
possuindo maior plasticidade fenotípica, o que
facilita o estabelecimento da espécie. Luz e
a alternância de temperatura estimulam a
germinação das sementes.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
110
Nome popular – Capim-flechinha.
Caracterização morfológica – Planta herbácea,
Figura 48: cespitosa, perene. Folhas distribuídas ao longo
Echinolaena inflexa (Poir.) do colmo, com lígula pilosa, lâminas geralmente
Chase: lanceoladas podendo ser de coloração verde ou
a. Espigueta, última do acinzentada. Inflorescência com um único ramo
ramo; unilateral reflexo, curto, 1,5-5 cm de comprimento.
b. Espigueta do meio do Espiguetas densamente híspidas, sendo a última
ramo; do ramo com gluma mais longa que as demais.
c. Espigueta madura. No auge de sua floração, é comum observar as
anteras amarelas nos ápices dos filetes pêndulos.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
quanto ao status de conservação (NE).
Distribuição geográfica – A espécie ocorre da
Venezuela ao Brasil, onde tem ampla distribuição.
Em Minas Gerais, ocorre no Cerrado e Campo
Echinolaena Rupestre Quartzítico e Ferruginoso. Pode ser
encontrada nas cangas da Serra da Calçada, Serra 111
inflexa (Poir.) da Canastra, Serra do Caraça, Serra do Curral,
Serra do Itacolomi, Serra da Moeda e Retiro das
Chase Pedras.
Importância para RAD – A espécie apresenta alta
produção de biomassa, e tem sido utilizada com
sucesso na recuperação de áreas degradadas.
Apresenta altas taxas de sobrevivência mesmo em
condições de baixa disponibilidade de nutrientes
e de água, reduzindo sua área foliar ativa quase
completamente durante o período seco, mas
rebrotando, logo após as primeiras chuvas (66).
Espécie micropropagada na biofábrica da Vale em
Nova Lima.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
112
Figura 49:
Elionurus muticus (Spreng.) Nome popular – Capim-carona, capim-cheiroso.
Kuntze:
a. Detalhe da lígula; Caracterização morfológica – Planta herbácea,
b. Detalhe da inflorescência; cespitosa, perene. Folhas concentradas na
c. Espigueta sem as glumas, base da planta, com bainhas fibrosas, lígula
vista dorsal; membranoso-cilada de 0,4 a 0,5 mm de
d. Espigueta sem as glumas, comprimento, lâminas lineares, filiformes, com
vista frontal. 1-1,5 mm de largura. Inflorescência formada por
um único ramo cilíndrico, ereto, sem espatéola.
Espiguetas densamente cobertas por indumento
denso e esbranquiçado. É facilmente reconhecida
em campo pelo aroma cítrico exalado pelas
folhas e inflorescências quando submetidas a
injúria mecânica.
Elionurus muticus 113
Status de Conservação – Espécie não avaliada
(Spreng.) Kuntze quanto ao status de conservação (NE).
Distribuição geográfica – A espécie tem
distribuição na África tropical, e na América do
Sul da Argentina até o Brasil, ocorrendo em
todas as Regiões do país. Em Minas Gerais, ocorre
no Cerrado e Campo Rupestre Quartzítico e
Ferruginoso. Pode ser encontrada nas cangas da
Serra da Calçada e Retiro das Pedras.
Importância para RAD – A espécie apresenta
tolerância às condições de baixa disponibilidade de
nutrientes no solo.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
114
Figura 50:
Eragrostis polytricha Nees:
a. Inflorescência.
Caracterização morfológica – Planta
herbácea, cespitosa, perene. Folhas
concentradas na base da planta, com
lígula pilosa, de 0,2 a 0,5 mm de
comprimento, lâminas lineares de 10-30
cm de comprimento e 2–5 mm de largura.
Inflorescência ampla panícula com ramos
delgados e delicados, geralmente com um
tufo de tricomas nas axilas das ramificações.
Espiguetas formadas por duas glumas, 2-5
antécios dispostos de forma imbricada, sem
aristas.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
quanto ao status de conservação (NE).
Eragrostis Distribuição geográfica – a espécie é
115
polytricha Nees neotropical. No Brasil ocorre em todas
as Regiões, sendo que na Região Norte é
registrada apenas no estado de Roraima. Em
Minas Gerais, ocorre no Cerrado e Campo
Rupestre Quartzítico e Ferruginoso. Pode ser
encontrada nas cangas da Serra Canastra,
Serra da Moeda, Serra do Rola Moça, Mina
Capão Xavier e Mina de Fábrica.
Importância para RAD – A espécie ocorre em
várias áreas de canga, sendo provavelmente
tolerante a variações das condições
ambientais.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
116
Comentário morfológico – Planta herbácea,
perene, com longos colmos apoiantes sobre
capoeiras ou vegetação florestal. Folhas
distribuídas ao longo do colmo, com lígula
membranosa, de 0,5 mm de comprimento,
lâminas pseudopeciolodas, lanceoladas, com
10-30 cm de comprimento e 1,5–4 cm de
largura. Inflorescência com panícula típica.
Espiguetas relativamente grandes, de 4-6
Figura 51: mm de comprimento. Uma característica
Ichnanthus bambusiflorus útil para o reconhecimento desta espécie é a
(Trin.) Döll: presença de apêndices aliformes de 0,5-1 mm
a. Espigueta; de comprimento na base do antécio superior.
b. Antécio, vista frontal.
Status de Conservação – Menos preocupante
(LC).
Distribuição geográfica – A espécie ocorre no
Brasil, nos estados Bahia, Ceará, Pernambuco,
Alagoas, Mato Grosso, Goiás, Distrito
Ichnanthus Federal, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio
117
bambusiflorus de Janeiro, São Paulo e Paraná. Em Minas
Gerais, ocorre em Cerrado, Campos Úmidos,
(Trin.) Döll Campo Rupestre Quartzítico e Ferruginoso e
ambientes florestados. Pode ser encontrada
nas cangas da Serra do Caraça, Serra
do Curral, Serra da Gandarela, Serra do
Itacolomi, Pico do Itabirito e Mina de Fábrica.
Importância para RAD – A espécie pode
ocorrer em ambientes de canga e de
floresta, apresentando possivelmente
maior plasticidade fenotípica, o que facilita o
estabelecimento da espécie em RAD.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
118
Figura 52:
Loudetiopsis chrysothrix
Caracterização morfológica – Planta herbácea,
(Nees) Conert:
cespitosa, perene. Folhas com lígula pilosa,
a. Detalhe da lígula;
0,5–1 mm de comprimento, lâminas lineares
b. Detalhe da inflorescência.
com 30-40 cm de comprimento e 3–4,5
mm de largura. Inflorescência com panícula
com espiguetas agrupadas em tríades.
Espiguetas com densos tricomas dourados
nas glumas e lemas com aristas de até 5 cm
de comprimento. Na época de floração, essa
espécie pode ser facilmente encontrada devido
às suas chamativas espiguetas douradas.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
Loudetiopsis quanto ao status de conservação (NE).
119
chrysothrix Distribuição geográfica – A espécie é
(Nees) Conert amplamente distribuída no Brasil, com
registros para todas as Regiões. Em Minas
Gerais, ocorre no Cerrado e Campo Rupestre
Quartzítico e Ferruginoso. Pode ser encontrada
nas cangas da Calçada e na Serra da Canastra.
Importância para RAD – A espécie tem grande
porte, especialmente quando exibe suas
inflorescências, contribuindo para elevar
a quantidade de biomassa, além de ser
altamente resistente ao fogo.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
120
Figura 53:
Mesosetum ferrugineum
(Trin.) Chase:
a. Detalhe da inflorescência.
Caracterização morfológica – Planta
herbácea, cespitosa, perene. Folhas
concentradas na base da planta, com lígula
pilosa com 0,5 mm de comprimento, lâminas
lineares a linear-lanceoladas, com 10–25
cm de comprimento e 1,5–3 mm de largura.
Inflorescência formada por um único ramo
ereto unilateral, sem espatéola. Espiguetas
densamente cobertas por tricomas
ferrugíneos. É muito comum encontrá-la
em floração em campos limpos e recém
queimados. Coletada com flores e frutos em
novembro e dezembro
Status de Conservação – Menos preocupante
(LC).
Mesosetum Distribuição geográfica – A espécie ocorre
121
no Brasil, especialmente nas abrangências
ferrugineum do domínio do Cerrado, nos estados da
(Trin.) Chase Bahia, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso,
Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Em
Minas Gerais, ocorre no Cerrado e Campo
Rupestre Quartzítico e Ferruginoso. Pode ser
encontrada nas cangas da Serra da Calçada,
Serra da Canastra, Serra do Caraça, Serra da
Moeda e Retiro das Pedras.
Importância para RAD – A espécie é
importante na composição da paisagem das
cangas do Quadrilátero Ferrífero.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
122
Caracterização morfológica – Planta
herbácea, cespitosa, perene. Folhas
concentradas na base da planta, com
Figura 54: lígula membranosa, com 1 mm de
Paspalum carinatum Humb. comprimento, lâminas lineares de 5–30 cm
& Bonpl. ex Flüggé: de comprimento e 0,5–1 mm de largura.
a. Detalhe da lígula; Inflorescência composta por 1 a 3 ramos
b. Espigueta. unilaterais, com raque de 3 mm de largura.
Espiguetas cobertas por tricomas brancos e
longos. Uma característica que facilita o seu
reconhecimento em campo é a presença de
denso indumento viloso na base das bainhas
foliares.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
quanto ao status de conservação (NE).
Paspalum Distribuição geográfica – A espécie ocorre
123
nas Guianas, Venezuela, Peru e Brasil, onde
carinatum Humb. está registrada para todas as Regiões do país.
& Bonpl. ex Flüggé Em Minas Gerais, ocorre no Cerrado e Campo
Rupestre Quartzítico e Ferruginoso. Pode ser
encontrada nas cangas da Serra da Calçada,
Serra da Moeda, Serra do Rola Moça, Serra
do Itabirito e Condomínio Vale do Sol.
Importância para RAD – Planta herbácea,
perene que se estende formando um tapete
verde, com potencial de forrageira nativa.
Espécie micropropagada na biofábrica da Vale
em Nova Lima.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
124
Figura 55: Caracterização morfológica – Planta
Paspalum erianthum Nees herbácea, cespitosa, perene, com subterrâneo
ex Trin.: robusto e base do colmo espessada.
a. Detalhe da lígula; Folhas concentradas na base da planta,
b. Espigueta. com lígula membranosa, de 0,5–1 mm de
comprimento, lâminas lanceoladas de 9–20
cm de comprimento e 4–10 mm de largura.
Inflorescência composta por 3 a 6 ramos
unilaterais alternos, com raque de 0,7 mm
de largura. Espiguetas cobertas por tricomas
brancos.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
quanto ao status de conservação (NE).
Distribuição geográfica – A espécie ocorre
Paspalum no Uruguai e Brasil, estando nesse país
125
registrada para os estados do Tocantins,
erianthum Ceará, Goiás, Distrito Federal, Mato
Nees ex Trin. Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais,
Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. Em
Minas Gerais, ocorre no Cerrado e Campo
Rupestre Quartzítico e Ferruginoso. Pode ser
encontrada nas cangas da Serra do Caraça,
Serra da Canastra, serra da Gandarela, Serra
da Moeda e em área de canga no condomínio
Vale do Sol.
Importância para RAD – A espécie apresenta
potencial como forrageira nativa.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
126
Figura 56:
Paspalum eucomum Nees
ex Trin.:
a. Detalhe da lígula;
b. Gluma, face superior; Caracterização morfológica – Planta
c. Gluma, face inferior; herbácea, cespitosa, perene. Folhas
d. Antécio, vista ventral; concentradas na base da planta, com
e. Antécio, vista dorsal. lígula membranosa, de 0,3–0,7 mm de
comprimento, lâminas filiformes, involutas,
com 9–25 cm de comprimento e 1–3 mm
de largura. Inflorescência composta por 2–3
ramos unilaterais conjugados, com raque de
1,5–2 mm de largura. Espiguetas brancas
e sedosas. Quando florida, suas belas
inflorescências brancas em forma
de T auxiliam o seu reconhecimento.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
Paspalum quanto ao status de conservação (NE).
127
eucomum Distribuição geográfica – A espécie é
Nees ex Trin. endêmica do Brasil, no domínio do Cerrado.
Em Minas Gerais, ocorre no Cerrado e Campo
Rupestre Quartzítico e Ferruginoso. Pode ser
encontrada nas cangas da Serra da Calçada,
Serra do Curral, Serra da Moeda, Serra de
Itabirito e Morro do Itacolomi.
Importância para RAD – Planta herbácea,
perene com crescimento vegetativo vigoroso,
que se estende formando um tapete verde,
com potencial de forrageira nativa.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
128
Caracterização morfológica – Planta
herbácea, cespitosa, perene. Folhas
Figura 57: concentradas na base da planta, com
Paspalum lineare Trin.: lígula membranosa, de 0,5–1,5 mm de
a. Detalhe da inflorescência; comprimento, lâminas filiformes de 12–50
b. Espigueta; cm de comprimento e 0,7–1 mm de largura.
c. Antécio, vista dorsal; Inflorescência composta por 2 (raramente
d. Antécio, vista ventral. 3 ou 4) ramos unilaterais conjugados, com
raque de 0,5–1 mm de largura. Espiguetas
glabras, 3–6 mm de comprimento, verdes em
material fresco. As lâminas foliares filiformes
glabras, os nós conspicuamente pilosos, as
inflorescências com ramos conjugados, as
espiguetas glabras, a torna inconfundível
dentre as gramíneas do Quadrilátero
Ferrífero.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
Paspalum lineare quanto ao status de conservação (NE).
129
Trin. Distribuição geográfica – A espécie tem
distribuição neotropical. No Brasil, ocorre no
domínio do Cerrado. Em Minas Gerais, ocorre
no Cerrado e Campo Rupestre Quartzítico e
Ferruginoso. Pode ser encontrada nas cangas
da Serra da Moeda, Serra do Itabirito, Mina de
Fábrica e em área de canga no Condomínio
Vale do Sol.
Importância para RAD – Planta herbácea e
perene que se estende formando um tapete
verde, com potencial de forrageira nativa.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
130
Figura 58: Nome popular – capim-branco
Paspalum pectinatum Nees
ex Trin.: Caracterização morfológica – Planta herbácea,
a. Detalhe da lígula; cespitosa, perene. Folhas concentradas na
b. Espigueta. base da planta, com lígula membranosa, 1 mm
de comprimento, lâminas lineares, de 5–30
cm de comprimento e 3–5 mm de largura.
Inflorescência composta por 2 (raramente
3) ramos unilaterais conjugados, com raque
de 1,3–3 mm de largura. Espiguetas com
gluma superior caracteristicamente alada. É
frequentemente encontrada em plena floração
em campos, recém queimados.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
quanto ao status de conservação (NE).
Paspalum Distribuição geográfica – A espécie tem
distribuição neotropical. No Brasil ocorre em
131
pectinatum todas as Regiões, sendo mais frequente ao longo
do bioma Cerrado. Em Minas Gerais, ocorre
Nees ex Trin. no Cerrado e Campo Rupestre Quartzítico e
Ferruginoso. Pode ser encontrada nas cangas
da Serra da Calçada, Serra da Canastra, Serra
da Moeda, Retiro das Pedras e área de canga do
Viveiro do Miguelão.
Importância para RAD – Planta herbácea e perene
que se estende formando um tapete verde, com
potencial de forrageira nativa. Por ocorrer em
várias áreas de canga é provavelmente mais
tolerante a variações das condições ambientais.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
132
(Sinônimo: Trasyopsis repanda (Nees) G.H.Rua &
Valls).
Caracterização morfológica – Planta herbácea,
Figura 59: cespitosa, perene. Folhas concentradas na base da
Paspalum repandum (Nees) planta, com lígula membranosa, cerca de 0,5 mm
G.H.Rua & Valls: de comprimento, lâminas lineares de 10–30 cm de
a. Detalhe da lígula; comprimento e 4–6 mm de largura. Inflorescência
b. Inflorescência; composta por 1 a 3 ramos unilaterais alternos, curtos,
c. Espiguetas. 1,3–3 cm de comprimento, com raque de 2,5–3 mm
de largura. Espiguetas subcilíndricas, relativamente
grandes, 4–5 mm de comprimento, gluma superior
com 11 ou mais nervuras. As características de
espigueta e de gluma a torna única dentre as
gramíneas do Quadrilátero Ferrífero.
Status de Conservação – Em perigo (EN), devido à
incidência de incêndios, pastoreio, turismo depredativo
Paspalum e mineração. Porém, ocorre em diversas localidades
133
repandum na região do Quadrilátero Ferrífero, incluindo áreas
de conservação.
(Nees) Distribuição geográfica – A espécie é endêmica do
G.H.Rua & Valls Brasil, com registros para Minas Gerais, São Paulo
e Paraná. Em Minas Gerais, ocorre no Cerrado e
Campo Rupestre Quartzítico e Ferruginoso. Pode ser
encontrada nas cangas da Serra da Calçada, Serra da
Moeda, Retiro das Pedras e Serra de Itabirito.
Importância para RAD – Planta herbácea e perene que
se estende formando um tapete verde, com potencial
de forrageira nativa.
Síndrome de polinização e de dispersão – Anemofilia.
Anemocoria.
134
Figura 60:
Paspalum scalare Trin.:
a. Detalhe da lígula;
Caracterização morfológica – Planta herbácea,
b. Detalhe da inflorescência;
cespitosa, perene. Folhas distribuídas ao longo
c. Antécio, vista dorsal;
do colmo, com lígula membranosa, cerca de
d. Antécio, vista ventral.
0,5 mm de comprimento, lâminas lineares a
linear-lanceoladas de 2–6 cm de comprimento
e 1–2 mm de largura. Inflorescência composta
por 1 a 2 ramos unilaterais alternos, com 1,5– 7
cm de comprimento Espiguetas pequenas, 1–1,5
mm de comprimento, glabras.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
quanto ao status de conservação (NE).
Paspalum Distribuição geográfica – A espécie é endêmica
135
scalare Trin. do Brasil, com registros para Bahia, Mato
Grosso, Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais,
onde ocorre especialmente no Campo Rupestre
Quartzítico e Ferruginoso. Pode ser encontrada
nas cangas da Serra da Calçada, Serra do
Caraça, Serra do Curral, Serra da Mutuca, Serra
da Moeda, Serra do Rola Moça, Serra da Piedade
e Mina Capão Xavier.
Importância para RAD – Planta com potencial
de forrageira nativa. Também, é importante
na composição da paisagem das cangas do
Quadrilátero Ferrífero.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
136
Figura 61:
Sporobolus aeneus (Trin.) Caracterização morfológica – Planta
Kunth: herbácea, cespitosa, perene. Folhas
a. Detalhe da lígula; concentradas na base da planta, com lígula
b. Detalhe da inflorescência. pilosa ou membranoso-ciliada, de aprox. 0,5
mm de comprimento, lâminas lineares, de
10–25 cm de comprimento e 1,5–3 mm de
largura. Inflorescência em panícula aberta
com ramos de segunda ordem verticiladas,
reflexos. Espiguetas elipsoides e castanhas,
2–2,5 mm de comprimento.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
Sporobolus quanto ao status de conservação (NE).
137
aeneus Distribuição geográfica – A espécie no
(Trin.) Kunth Brasil ocorre em Goiás, Mato Grosso, Minas
Gerais, e nos estados da Região Sul. Em
Minas Gerais, ocorre em Cerrado e Campo
Rupestre Quartzítico e Ferruginoso. Pode ser
encontrada nas cangas da Serra do Curral,
Serra do Rola Moça, Serra da Moeda, e Pico
do Itabirito.
Importância para RAD – Planta herbácea
e perene frequentemente encontrada em
floração em campos recém queimados.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
138
Figura 62:
Sporobolus metallicolus
Longhi-Wagner & Boechat:
a. Detalhe da lígula;
b. Detalhe da inflorescência;
c. Espigueta;
d. Antécio, vista dorsal. Caracterização morfológica – Planta
herbácea, cespitosa, anual. Folhas
concentradas na base da planta, com lígula
pilosa, cerca de 0,5 mm de comprimento,
lâminas lineares de 2–15 cm de comprimento
e 1–3 mm de largura. Inflorescência com
panícula contraída, com ramos de segunda
ordem eretos. Espiguetas elipsoides e
castanhas, de 2–2,5 mm de comprimento.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
Sporobolus quanto ao status de conservação (NE).
139
metallicolus Distribuição geográfica – A espécie é
Longhi-Wagner & endêmica do Brasil, com registros para os
estados do Paraná e Minas Gerais, onde
Boechat ocorre em Campo Rupestre Quartzítico e
Ferruginoso. Pode ser encontrada nas cangas
da Serra do Caraça, Serra da Moeda e Retiro
das Pedras.
Importância para RAD – A espécie é anual e
forma pequenas touceiras efêmeras, sendo
típica de áreas de campos rupestres do
Quadrilátero Ferrífero.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
140
Figura 63:
Trichanthecium wettsteinii
(Hack.) Zuloaga & Morrone: Caracterização morfológica – Planta herbácea,
a. Detalhe da lígula; cespitosa, perene. Folhas distribuídas ao longo
b. Detalhe da inflorescência; do colmo, com lígula membranoso-ciliada de
c. Espigueta. 0,2–0,4 mm de comprimento, lâminas linear-
lanceoladas, de 5–10 cm de comprimento e 2–5
mm de largura. Inflorescência com panícula
laxa. Espiguetas globosas a elipsoides, 2–2,5
mm de comprimento. Em campo pode ser
reconhecida pelas lâminas foliares reflexas e
espiguetas glabras.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
quanto ao status de conservação (NE).
Distribuição geográfica – A espécie é endêmica
Trichanthecium do Brasil, ocorrendo da Bahia ao Paraná. Em
141
wettsteinii Minas Gerais, ocorre em Campo Rupestre
Quartzítico e Ferruginoso, sendo comum em
(Hack.) Zuloaga áreas de transição de campos rupestres com
capões de mata. Pode ser encontrada nas
& Morrone Cangas da Serra da Calçada, Serra do Caraça,
Serra de Itabirito, RPPN Capanema e RPPN
Capivari II.
Importância para RAD – A espécie pode ocorrer
em ambiente de transição de campo rupestre
para capão de mata, possuindo provavelmente
maior plasticidade fenotípica, o que facilita o
estabelecimento da mesma.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
142
Figura 64:
Tristachya leiostachya Ness:
a. Detalhe da lígula;
Caracterização morfológica – Planta herbácea,
b. Detalhe da inflorescência;
cespitosa, perene. Folhas concentradas na
c. Espigueta.
base da planta, com lígula pilosa de 1–1,5
mm de comprimento, lâminas lineares de
40–60 cm de comprimento e 0,5–1 cm de
largura. Inflorescência com uma panícula laxa.
Espiguetas grandes, 4,5–5 cm de comprimento,
glabras, organizadas em tríades, com uma
arista de 10–15 cm de comprimento. É a espécie
de gramínea com as maiores espiguetas, dentre
as ocorrentes no Quadrilátero Ferrífero.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
Tristachya quanto ao status de conservação (NE).
143
leiostachya Ness Distribuição geográfica – A espécie é
neotropical. No Brasil ocorre especialmente no
domínio do Cerrado. Em Minas Gerais, ocorre
no Cerrado e Campo Rupestre Quartzítico
e Ferruginoso. Pode ser encontrada nas
cangas da Serra da Moeda, Serra do Itabirito,
Mina Capitão do Mato e em área de canga no
Condomínio Vale do Sol.
Importância para RAD – A espécie é de grande
porte, contribuindo para elevar a quantidade de
biomassa.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Anemocoria.
Polygalaceae
144
Figura 65:
Monnina stenophylla
A.St.-Hil. & Moq.:
a. Androceu;
b. Gineceu;
c. Fruto.
Caracterização morfológica – Planta herbácea.
Folhas sésseis, com um par de nectários
extraflorais. Inflorescência do tipo racemo.
Flores com corola lilás, ovário elipsoide, glabro.
Fruto samarídeo unisseminado, semente
glabra, elipsoide, reticulada, alada, com ápice
e base assimétricos. Floresce e frutifica entre
setembro e janeiro.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
quanto ao status de conservação (NE).
Monnina Distribuição geográfica – A espécie é endêmica
145
stenophylla do Brasil, ocorrendo em Goiás, Distrito Federal,
Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Em Minas
A.St.-Hil. & Moq. Gerais, ocorre em Cerrado e Campo Rupestre
Quartzítico e Ferruginoso. Pode ser encontrada
nas cangas da Serra do Caraça, Serra da
Canastra, Serra da Moeda, Retiro das Pedras e
Pico do Itabirito.
Importância para RAD – A espécie é anual e
apresenta alta produção de frutos e sementes.
Germina e realiza o seu ciclo de vida em um
curto período de tempo, o que pode permitir a
rápida instalação em solos inóspitos.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Entomofilia. Anemocoria.
Rubiaceae
146
Figura 66: Nome popular – Puruí-tãn (o vocabulário vem do
Cordiera concolor (Cham.) Tupi-guarani e quer dizer “Fruta acre-doce”).
Kuntze:
a. Folha, face inferior; Caracterização morfológica – Planta arbustiva,
b. Flor; cerca de 1,5 m de altura, formando moitas densas.
c. Fruto. Folhas duras, coriáceas. Flores unissexuadas
em plantas dioícas. Flores femininas grandes
e solitárias; flores masculinas pequenas e
aglomeradas. Fruto do tipo baga, 0,8 a 1,2 cm de
diâmetro, passando na maturação de pericarpo
roxo para preto. Floresce e frutifica na maior parte
do ano.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
quanto ao status de conservação (NE).
Distribuição geográfica – A espécie é amplamente
distribuída no Brasil, ocorrendo em todas as
Regiões. Em Minas Gerais, ocorre em Cerrado e
Campo Rupestre Quartzítico e Ferruginoso. Pode
ser encontrada nas cangas da Serra da Calçada,
Cordiera Serra do Caraça, Serra da Moeda, Pico do Itabirito,
RPPN Horto Alegria, Mina Brucutu, Mina Capão 147
concolor Xavier, Mina de Fábrica e RPPN Andaime.
(Cham.) Kuntze Importância para RAD – A espécie é um arbusto de
crescimento rápido que se adapta a qualquer tipo
de solo com rápida drenagem da água das chuvas,
sem a necessidade de cuidados especiais. A planta
só frutifica em pleno sol e deve ser plantada em
terra com pH inferior a 5,5. É ideal para jardins,
pois seus frutos atraem diversas espécies de
pássaros, sendo uma ótima planta para formar
cerca viva. Os frutos são consumidos in-natura e
na forma de geleia.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Entomofilia. Zoocoria.
Solanaceae
148
Figura 67: Nome popular – Manacá, manacá-do-campo.
Brunfelsia brasiliensis
(Spreng.) L.B.Sm. & Downs: Caracterização morfológica – Planta arbustiva,
a. Flor; b. Detalhe da antera; com ramos cobertos por periderme esfoliante.
c. Gineceu; Folhas esparsas, glabras. Flores com cálice
d. Detalhe do estigma; tubuloso, campanulado-urceolado, lenticelado,
e. Semente. corola hipocrateriforme, azul. Fruto do tipo
cápsula, envolvido pelo cálice ampliado, cerca de
12 sementes por fruto. Floresce de outubro a
março.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
quanto ao status de conservação (NE).
Distribuição geográfica – A espécie no Brasil
tem distribuição nas Regiões Nordeste, Centro-
Brunfelsia oeste, Sudeste e Sul. Em Minas Gerais, ocorre em
borda de mata ciliar, Cerrado e Campo Rupestre 149
brasiliensis Quartzítico e Ferruginoso. Pode ser encontrada
nas cangas da Serra da Calçada, Serra do Caraça,
(Spreng.) L.B.Sm. Serra da Piedade, Mina de Fábrica, Serra do
& Downs Itabirito, Mina Capão Xavier, Mina de Pico, RPPN
Capitão do Mato e RPPN Poço Fundo.
Importância para RAD – A espécie apresenta
potencial de planta facilitadora, com frutos
comestíveis, contribuindo para a da cadeia
alimentar das cangas; sendo importante na
composição da paisagem das cangas do
Quadrilátero Ferrífero.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Psicofilia. Zoocoria.
150
Caracterização morfológica – Planta herbácea a
Figura 68: subarbustiva. Folhas pequenas, com cerca de 1,5 cm
Calibrachoa elegans (Miers) de comprimento por 5 mm de largura, com tricomas
Stehmann & Semir: glandulares em ambas as faces. Inflorescências em
a. Folha, face superior; cimeiras com flores tubulosas de 1,3 a 1,5 cm de
b. Flor, vista frontal. comprimento, com corola de cor magenta externamente
e internamente com tubo esbranquiçado e circundada
por um anel azul-violáceo, sendo essa coloração uma
estratégia para atrair os polinizadores, pois em contato
com a luz do sol fica iridescente. Floresce de setembro a
maio e frutifica de novembro a maio.
Status de Conservação – Em perigo (EN), devido ao
ecossistema onde ocorre estar ameaçado pela expansão
urbana e pela mineração. Além disso, a espécie é
autoincompatível e tem especificidade de polinizador.
Porém, ocorre em diversas localidades na região do
Quadrilátero Ferrífero, incluindo áreas de conservação.
Distribuição geográfica – A espécie é endêmica de Minas
Gerais, ocorrendo em Campo Rupestre Ferruginoso, em
Calibrachoa altitudes superiores a 1.200 m. Pode ser encontrada nas
151
cangas da Serra da Calçada, Serra do Curral, Serra da
elegans Moeda, Serra do Rola Moça, Pico de Itabirito, Mina Capão
(Miers) Xavier, Retiro das Pedras, Mina Casa das Pedras, Mina
Capitão do Mato e Mina de Fábrica.
Stehmann Importância para RAD – Calibrachoa elegans é importante
& Semir na composição da paisagem das cangas do Quadrilátero
Ferrífero, endêmica e ameaçada de extinção. Portanto,
o seu aproveitamento em RAD é prioritário. A espécie
apresenta grande produção de sementes, sendo uma das
primeiras espécies a surgirem em áreas de recuperação e
em ensaios com topsoil provenientes de áreas de minas.
Síndrome de polinização e de dispersão – Melitofilia, sendo
polinizada apenas pelas fêmeas da espécie de abelha
Hexantheda missionica (Colletinae, Apoideae) (89). Zoocoria.
152
Figura 69:
Solanum cladotrichum
Dunal:
a. Folha, face inferior;
b. Flor, vista frontal;
c. Cálice.
Caracterização morfológica – Planta arbustiva,
terrícola. Folhas elípticas com indumento
tomentoso, formado por tricomas estrelados.
Inflorescência em cimeira. Flores com sépalas
verdes e pétalas brancas, com as faces
externas velutinas, formada por tricomas
estrelados. Floresce durante o ano interio.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
quanto ao status de conservação (NE).
Solanum Distribuição geográfica – A espécie no Brasil
153
ocorre na Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo,
cladotrichum Rio de Janeiro e São Paulo. Em Minas Gerais,
Dunal ocorre em ambientes florestados, no Cerrado
e Campo Rupestre Quartzítico e Ferruginoso.
Pode ser encontrada nas cangas da Serra da
Calçada, Serra do Caraça, Serra da Mutuca,
Mina Capitão do Mato, Pico do Itabirito e RPPN
Capanema.
Importância para RAD – A espécie
é colonizadora de clareiras, sendo
importante como pioneira por possibilitar o
estabelecimento da flora nativa.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Melitofilia. Zoocoria.
Velloziaceae
154
Figura 70:
Vellozia albiflora Pohl:
a. Flor;
b. Fruto mostrando o
hipanto;
c. Fruto com o hipanto
Caracterização morfológica – Planta herbácea
removido
a subarbustiva. Folhas sésseis, estreito-
lineares, margem serreada. Flores solitárias
com tépalas lilases, estames com filetes e
anteras amarelos e ovário, estilete e estigma
amarelos.
Status de Conservação – Espécie quase
ameaçada (NT).
Distribuição geográfica – A espécie é endêmica
Vellozia albiflora do Brasil, ocorrendo nos Estados de Minas
155
Pohl Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Em
Minas Gerais, ocorre em Campo de Altitude
e Campo Rupestre Quartzítico e Ferruginoso.
Pode ser encontrada nas cangas da Serra da
Calçada, Serra do Caraça, Serra Gandarela,
Serra da Moeda, Pico do Itabirito, Mina Capão
Xavier, Mina Capitão do Mato, Retiro das Pedras,
RPPN Capivari II, RPPN Cata Branca e RPPN
Horto Alegria.
Importância para RAD – A espécie ocorre em
várias áreas de canga, que pode ser mais
tolerante a uma variedade de condições.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Entomofilia. Zoocoria.
156
Figura 71:
Vellozia compacta Mart. ex
Schult. & Schult.f.:
a. Hipanto; Nome popular – Canela-de-ema.
b. Flor.
Caracterização morfológica – Planta subarbustiva
a arbustiva com caule longo. Folhas estreito-
lineares. Flores solitárias, com tubo do hipanto
verde-amarelado e tépalas lilases, 18 estames com
filetes brancos e anteras amarelas. Floresce de
dezembro a março.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
quanto ao status de conservação (NE).
Distribuição geográfica – A espécie é endêmica da
Cadeia do Espinhaço de Minas Gerais, ocorrendo
nos Campos Rupestre Quartzítico e Ferruginoso.
Pode ser encontrada na Serra do Caraça, Serra
Vellozia compacta da Moeda, Serra da Mutuca, Serra da Piedade,
Serra do Rola Moça, Pico do Itabirito, área de 157
Mart. ex Schult. canga do Viveiro do Miguelão, Mina Alegria, Mina
Brucutu, Mina de Fábrica, Mina Capão Xavier,
& Schult.f. RPPN Capanema, RPPN Cata Branca e RPPN Horto
Alegria.
Importância para RAD – Além de ser importante
na composição da paisagem das cangas do
Quadrilátero Ferrífero, a espécie apresenta
polinização cruzada como predominante,
mas tem a capacidade de produzir frutos por
autogamia(79). Também apresenta tolerância a
altas concentrações de metais pesados no solo.
Espécie micropropagada na biofábrica da Vale em
Nova Lima.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Melitofilia. Autocoria.
158
Caracterização morfológica – Planta herbácea,
Figura 72: caule curto, com aspecto graminoide. Folhas
Vellozia graminea Pohl: estreito-lineares. Flores solitárias, com tubo
a. Planta com flores. do hipanto verde-amarelado e tépalas de
coloração lilás, 18 estames com filetes lilases e
anteras amarelas. A espécie caracteriza-se por
apresentar caule curto e folhas estreito-lineares.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
quanto ao status de conservação (NE).
Distribuição geográfica – A espécie é endêmica da
Cadeia do Espinhaço de Minas Gerais, ocorrendo
no Campo Rupestre Quartzítico e Ferruginoso.
Vellozia graminea Pode ser encontrada nas cangas da Serra do
159
Caraça, Serra da Moeda, Serra do Rola Moça, Pico
Pohl do Itabirito, área de canga do Viveiro do Miguelão,
Mina Brucutu, Mina de Fábrica, Mina Capão Xavier
e RPPN Cata Branca.
Importância para RAD – A espécie é importante
na composição das cangas do Quadrilátero
Ferrífero. Suas populações formam
densos tapetes de aspecto graminoide, e
consequentemente, produzem maior acúmulo
de biomassa. Suas sementes germinam em alta
temperatura o que pode indicar uma adaptação
ao ambiente.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Melitofilia. Autocoria.
Verbenaceae
160
Figura 73:
Lippia origanoides Kunth: a.
Folha, face superior; Caracterização morfológica – Planta arbustiva,
b. Folha, face inferior; até cerca de 2 m de altura, com tricomas
c. Inflorescência. glandulares distribuídos pelas estruturas
vegetativas e reprodutivas. Folhas pequenas,
ovais. Inflorescência do tipo espiga, com brácteas
imbricadas. Flores com cálice diminuto e corola
branca. Floresce o ano inteiro.
Status de Conservação – Espécie não avaliada
quanto ao status de conservação (NE).
Distribuição geográfica – A espécie no Brasil pode
ser encontrada nas Regiões Norte, Nordeste,
Lippia Sudeste e Sul. Em Minas Gerais, ocorre em mata
161
ciliar, na Caatinga, no Cerrado e Campo Rupestre
origanoides Quartzítico e Ferruginoso. Pode ser encontrada
Kunth nas cangas da Serra da Calçada, Serra do Caraça,
Serra do Curral, Serra da Moeda e Mina Brucutu.
Importância para RAD – A espécie é colonizadora
de clareiras, com potencial de planta facilitadora,
sendo importante para o estabelecimento da
vegetação nativa. Lippia origanoides é utilizada
na medicina popular pela produção de óleos
essenciais com propriedades antibacterianas,
antiviral, antioxidante, acaricida e anti-
inflamatória.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Melitofilia. Zoocoria.
162
Caracterização morfológica – Planta arbustiva,
Figura 74: com ramos tetragonais, glabros. Folhas opostas,
Stachytarpheta glabra discolores, elíptico-lanceoladas, com margem
Cham.: crenado-serrada. As inflorescências são terminais
a. Folha, face superior; e laxas. Flores com cálice tubuloso, azul-arroxeado,
b. Flor; corola infundibuliforme, internamente lilás ou roxa e
c. Corola. externamente branca, glandulosa, 4–lobada. Fruto
cápsula, oblonga, e castanha. Floresce durante o ano
inteiro.
Status de Conservação – Espécie não avaliada quanto
ao status de conservação (NE).
Distribuição geográfica – A espécie é endêmica do
Brasil, sendo restrita nos estados da Bahia e Minas
Gerais, onde ocorre em Campo Rupestre Quartzítico,
Stachytarpheta Arenítico e Ferruginoso. Pode ser encontrada nas
cangas da Serra da Calçada, Serra do Caraça, Serra 163
glabra Cham. do Curral, Serra do Rola Moça, Serra do Itabirito, Serra
da Piedade, Retiro das Pedras, em área de canga no
Condomínio Vale do Sol, RPPN Capanema, RPPN Horto
Alegria e RPPN Poço Fundo.
Importância para RAD – A espécie é importante na
composição da paisagem das cangas do Quadrilátero
Ferrífero. Tem potencial como planta facilitadora e
como uso ornamental. É uma importante fonte de
recursos para beija-flores e insetos nectarívoros, mas
suas folhas e inflorescências também são alvo de
diversos insetos herbívoros (41).
Síndrome de polinização e de dispersão – Psicofilia.
Zoocoria.
Xyridaceae
164
Figura 75:
Xyris bialata Malme:
a. Inflorescência;
b. Botão;
c. Corola.
Caracterização morfológica – Planta herbácea,
perene, densamente cespitosa, com rizoma
robusto e entrenós mais ou menos espaçados.
Folhas dísticas e fortemente imbricadas com
bainhas negras, lustrosas. Espigas vistosas
Xyris bialata e multifloras. Flores com pétalas amarelas.
Floresce e frutifica entre os meses de janeiro e 165
Malme dezembro.
Status de Conservação – Dados Deficientes (DD).
Distribuição geográfica – A espécie é endêmica
do Brasil, ocorrendo apenas na Bahia, Espírito
Santo e Minas Gerais nos Campos Rupestre
Quartzítico e Ferruginoso.
Importância para RAD – Erva perene em
densas touceiras com crescimento vigoroso,
acumulando biomassa.
Síndrome de polinização e de dispersão –
Anemofilia. Hidrocoria.
GLOSSÁRIO
A Adpressa – quando uma determinada estrutura cresce em contato
com outra, mas sem haver fusão entre elas.
Aliforme – que tem a forma de uma asa.
Anemocoria – quando a dispersão de diásporos ocorre pelo vento.
Antécio – cada uma das flores que compõem a espigueta das
Cyperaceae e das Poaceae.
Aquênio – fruto seco, indeiscente, unilocular, unisseminado,
originado de um ovário súpero, com semente presa no interior do
fruto por um único ponto. (v. cipsela).
Arista – prolongamento ou apêndice, mais ou menos rígido,
delgado, reto, curvo ou geniculado, que pode ser encontrado no
ápice de estruturas foliares, de espiguetas ou de frutos.
Autocoria – quando a dispersão de diásporos é feita diretamente
da própria planta, ou por gravidade.
B Baga – fruto simples, carnoso, indeiscente, frequentemente com
várias sementes.
Bainha – parte basal e achatada da folha, que liga a folha ao caule.
Bulbo – sistema subterrâneo com uma base caulinar e entrenós
muito curtos (prato) protegida por catáfilos.
C Campanulada – cálice gamossépalo ou corola gamopétala, com
as peças unidas em forma de sino.
Capítulo – inflorescência indeterminada que apresenta
receptáculo plano ou côncavo, portando flores sésseis, protegidas
externamente por brácteas involucrais, como ocorre nas
166 Asteraceae.
Cápsula – fruto simples, seco, geralmente multisseminado,
deiscente na maturidade através das válvulas ou dos lóculos dos
carpelos.
Cariopse – fruto simples, seco, indeiscente, com uma só semente,
cujo tegumento da semente está concrescido com o pericarpo do
fruto em toda a sua extensão. É típico das Poaceae.
Catáfilo – folha modificada, geralmente sem clorofila e encontrada
especialmente protegendo gemas, rizomas, bulbos e cormos.
Cespitosa – planta que forma um céspede, isto é, um tufo mais ou
menos denso.
Cimeira ou Cimosa – inflorescência determinada que sempre
acaba em uma flor terminal, e que amadurece primeiro.
Cinéreo – de coloração acinzentada a esbranquiçada.
Cipsela – fruto seco, indeiscente, oriundo de um ovário ínfero, com
semente opressa em um ponto e com cálice persistente, o que
facilita sua dispersão, como nas Asteraceae.
Coléteres – tricomas glandulares ou glândulas vascularizadas que
produzem secreção mucilaginosa e/ou lipofílica e que se localizam
geralmente na base de folhas e pétalas.
Colmo – caule com nós e entrenós bem definidos, podendo ser
cheio ou oco.
Convoluta – folha com os bordos enrolados longitudinalmente,
um dentro do outro.
Carpídio – cada um dos frutos secos e indeiscentes que se formam
a partir de um ovário apocárpico.
Carpédio – fruto seco das mimosas, indeiscentes, que se quebra
em partes portando a semente.
Cupuliforme – em forma de cúpula ou taça.
D Deiscência – abertura das anteras ou dos frutos quando atingem
a maturidade.
Diásporo – unidade de dispersão das plantas, podendo ser
sementes, frutos, plantas inteiras ou partes da planta.
Dicásio – inflorescência determinada em que se desenvolvem
duas gemas em lados opostos e de cada vez, cada um terminando
em uma flor.
Dispersão – o termo pode ser utilizado tanto como sinônimo de
disseminação de sementes, como propagação a longa distância 167
de uma espécie.
Dioica – planta que apresentam estruturas reprodutivas
masculinas e femininas em indivíduos separados.
Drupa – fruto carnoso, simples, indeiscente, com a testa da
semente aderida ao endocarpo do fruto formando um caroço.
E Endêmica – espécie animal, vegetal ou de microorganismo que
ocorre somente em uma determinada área geográfica. É um
conceito relativo podendo, uma mesma espécie ser endêmica
do Brasil, ser endêmica do Quadrilátero Ferrífero ou ainda ser
endêmica de uma única serra do Quadrilátero Ferrífero.
Endozoocoria – dispersão de sementes pela ingestão de fruto
libera o diásporo íntegro.
Entomofilia – polinização realizada por insetos.
Entrenó – no caule é o espaço delimitado por dois nós consecutivos.
Epífita – planta que vive sobre a outra, mas não a parasita.
Equitante – folhas cujas bases se sobrepõem lateralmente e que
se dobrem longitudinalmente pela nervura principal.
Escabro – tipo de indumento que ao tato aparece áspero como
uma lixa. É formado geralmente por tricomas híspidos (duros e
eretos).
Escapo – ramo floral, geralmente sem brácteas e que porta no
seu ápice, uma inflorescência.
Espádice – inflorescência em espiga cujo o eixo central é mais ou
menos carnoso e que tem na base uma bráctea (espata) que pode
envolve-la em maior ou menor extensão.
Espata – bráctea que fica na base de uma inflorescência do tipo
espádice (Araceae e Arecaceae) ou na base dos escapos em
Eriocaulaceae.
Espiga – tipo de inflorescência indeterminada, com flores sésseis
inseridas ao longo de um eixo, muito próximas umas das outras.
Espigueta – inflorescência típica de Poaceae e Cyperaceae. Sobre
o eixo (ráquila), protegido na base por duas brácteas secas
(glumas), a superior ou interna e a inferior ou externa, se inserem
uma a várias flores, aclamídeas, com duas bractéolas, a inferior
ou externa (lema) e a superior ou interna (pálea).
Esquizocárpico – fruto seco, pluricarpelar, onde cada carpelo
168 se separa dos demais na maturação, constituindo um diásporo
isolado denominado mericarpo.
Estípite – caule geralmente cilíndrico e sem ramificações,
especialmente das espécies de Arecaceae.
Estipula – estrutura foliar presente na base do pecíolo, sendo
geralmente duas em cada folha.
Folhas decussadas – cada par de folhas que se cruza em ângulo
reto com o par seguinte.
F Folíolo – a primeira divisão de uma folha composta. Esse pode
também se dividir formando foliólulos.
G Glomérulo – inflorescência cimosa globosa, com as flores
inseridas em receptáculo com disposição condensada.
Gluma – cada uma das brácteas estéreis que se encontra na base
de uma espigueta.
H Hidrocoria – dispersão dos diásporos através da água.
Hipanto – estrutura em forma de taça, presentes em flores
períginas ou epíginas, resultante ou do dobramento do receptáculo
ou da fusão de três verticilos florais (cálice, corola e androceu).
Está presente nas flores períginas [com ovário súpero (livre) ] ou
nas flores epíginas [com ovário ínfero (aderido internamente ao
hipanto) ].
Hipocrateriforme – cálice gamossépalo ou corola gamopétala,
com tubo estreito e longo, que termina por lobos unidos que se
expandem abruptamente.
I Indeiscente – que não se abre.
Imbricada – tipo de prefloração (deve ser observado na fase de
botão), onde a corola tem uma pétala totalmente externa, outra
totalmente interna e as demais com a margem recobrindo parte
da margem da outra pétala.
Infundibuliforme – corola gamopétala em forma de funil, com
tubo que se alarga gradualmente em direção aos lobos.
Invólucro – conjunto de brácteas (folhas modificadas) ou cerdas
que circulam ou envolvem a base de uma flor ou de uma
inflorescência.
Indumento – cobertura formada por tricomas (pêlos das plantas)
e que pode ocorrer em toda ou em qualquer parte de uma planta.
Involuta – folha com as margens voltadas para a face superior,
oposto de revoluta. 169
L Labelo – uma das três tépalas internas da flor de Orchidaceae
e que se apresenta em forma e coloração distinta das outras
tépalas internas (2) e das externas (3).
Lacínia – quando os bordos de qualquer órgão laminar (folhas,
sépalas, pétalas, etc.) estão recortados em segmentos com ápices
agudos (v. lobos).
Lenticela – abertura na periderme (estrutura secundária do caule)
para arejamento (geralmente se refere a caule lenticelado).
Lígula – apêndice membranáceo, que ocorre na junção da bainha
com o limbo nas Poaceae.
Lobos – quando os bordos de qualquer órgão laminar (folhas,
sépalas, pétalas, etc.) estão recortados em segmentos com ápices
arredondados a obtusos (v. lacínia).
Lóculo – cavidade do ovário ou do fruto, contendo respectivamente
os óvulos ou as sementes.
M Melitofilia – síndrome de polinização por abelhas.
Mucronado – quando o ápice de um órgão (folha, fruto ou semente)
termina abruptamente em pequena projeção central aguda e dura
(múcron).
Mucronulado – provido de múcron reduzido.
Mútica – quando o ápice de um órgão (folha, fruto ou semente)
termina sem a presença de mucro ou arista.
O Ornitocoria – a dispersão dos diásporos de uma planta é feita por
pássaros.
Ornitofilia– síndrome de polinização por pássaros.
P Panícula – inflorescência indeterminada onde o eixo central se
ramifica, sendo os ramos maiores na base.
Perianto – termo designado para os dois verticilos da flor, cálice
e corola quando os mesmos são diferentes pela cor, forma
e textura. Também é referido para flores apenas com cálice
(monoperiantadas).
Perigônio – termo utilizado para os dois verticilos da flor quando
não há diferenciação entre cálice e corola pela cor, forma e textura.
Pina – cada uma das divisões de uma folha composta (pinada).
Poricida – Tipo de deiscência através de poros. Ocorre no fruto ou
na antera.
Prófilo – A primeira folha, ou o primeiro par de folhas, de um broto
170
lateral.
Psicofilia – síndrome de polinização por borboletas.
Q Quiropterofilia – síndrome de polinização por morcegos.
R Racemo – inflorescência indeterminada, com flores pediceladas,
que se inserem no eixo central (raque) e que maturam de baixo
para cima.
Raque – eixo principal (central) da inflorescência.
Revoluta – folha com os bordos voltados para trás (face inferior),
oposto de involuta.
Rizoma – tipo de caule parcial ou totalmente subterrâneo,
geralmente horizontal, com nós e entrenós distintos ou não, com
capacidade de produzir raízes e ramos em cada nó. É rico em
reservas.
Rotada – corola gamopétala, de tubo muito curto e estreito, como
lobos (unidos ou livres) com disposição circular e perpendicular
ao tubo.
Ruderal – plantas que ocorrem em áreas com grande influência
humana, geralmente próxima a habitações.
Rupícola – planta que vive sobre afloramentos rochosos.
Samarídeo – fruto composto de sâmaras, ligadas pela base.
S Sirfídeos – em taxonomia é uma família de moscas, geralmente
denominadas popularmente como as moscas-das-flores.
T Tépala – cada um dos segmentos de perigônio de uma flor onde
não se distingue pela forma e coloração as sépalas das pétalas
(v. perianto) (são reconhecidas as tépalas externas e as tépalas
internas).
Terrícola – planta que vive sobre ou no interior do solo.
Touceira – conjunto de plantas da mesma espécie que nascem
muito próximas entre si, ou constituído pelos diversos ramos de
uma única planta.
Tricoma – o mesmo que pêlo para os animais. São estruturas
geralmente microscópicas formadas por uma a muitas células,
podendo ser tectores ou secretores. Quando reunidos formam o
indumento das plantas.
Tubérculo – tipo de caule subterrâneo, geralmente arredondado e
que tem função de órgão de reserva.
171
U Umbela – tipo de inflorescência onde numerosas flores
pedunculadas se inserem num mesmo nível do eixo principal, e os
pedúnculos (ou escapos) tem geralmente o mesmo comprimento,
elevando as flores ou a inflorescência na mesma altura.
Urceolado – cálice gamossépalo ou corola gamopétala com forma
de urna.
Z Zoocoria – dispersão dos diásporos através de animais.
REFERÊNCIAS
1. ALVES, M., HEFLER, S.M., TREVISAN, R., SILVA FILHO, P.J.S. & RIBEIRO,
A.R.O. 2015. Cyperaceae. In: Lista de Espécies da Flora Do Brasil. Jardim Botânico do
Rio de Janeiro. Disponível em: http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/
FB7172. Acessado em 15 nov. 2015.
2. ANDERSEN, M. 1991. Mechanistic models for the seed shadows of wind-
dispersed plants. The American Naturalist 137: 476–497.
3. ARAÚJO, A.O., SOUZA, V.C. & CHAUTEMS, A. 2005. Gesneriaceae da
Cadeia do Espinhaço de Minas Gerais, Brasil. Revista Brasileira de Botânica 28:
109–135.
4. ARAÚJO, F.P., FARIAS, Y.E.F. & OLIVEIRA, P.E. 2011. Biologia floral e
visitantes de Gaylussacia brasiliensis (Spr.) Meissner (Ericaceae): uma espécie com
anteras poricidas polinizada por beija-flores. Acta Botânica Brasilica 25: 387–394.
5. BARROS, F., VINHOS, F., RODRIGUES, V.T., BARBERENA, F.F.V.A., FRAGA,
C.N., PESSOA, E.M., FOSTER, W., MENINI NETO, L., FURTADO, S.G., NARDY, C.,
AZEVEDO, C.O. & GUIMARÃES, L.R.S. 2015. Orchidaceae. In: Lista de Espécies da
Flora Do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em:
http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB121984. Acessado em 11
nov. 2015.
6. BAUMGRATZ, J.F.A. & SOUZA, M.L.D. 2011. Melastomataceae na Reserva
Ecológica de Macaé de Cima, Nova Friburgo, Rio de Janeiro, Brasil. II – Leandra
(Miconieae). Rodriguésia 62: 629–662.
7. BAUMGRATZ, J.F.A. & SOUZA, M.L.D.R. 2016. Leandra. In: Lista de
Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em:
http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB9506. Acessado em 13 fev.
2016.
8. BFG. 2015. Growing knowledge: an overview of seed plant diversity in
Brazil. Rodriguésia 66 : 1085–1113 (DOI: 10.1590/2175-7860201566411).
172 9. BLACK G.A. 1963. Grasses of the genus Axonopus. Advancing Frontiers of
Plant Science 5: 1–186.
10. BORBA, E.L. 2003. Novas combinações em Acianthera (Pleurothallis
s.l.; Orchidaceae; Plerothallidinae) ocorrentes nos campos rupestres brasileiros.
Sitientibus, série Ciências Biológicas 3: 22–25.
11. CARMONA R., MARTINS, C.R. & FAVORE, A.P. 1998. Fatores que afetam
a germinação de sementes de gramíneas nativas do cerrado. Revista Brasileira de
Semente 20: 17–22.
12. CARVALHO, L.A.F. & BOVINI, M.G. 2006. Solanaceae na Reserva Rio das
Pedras, Mangaratiba, Rio de Janeiro–Brasil. Rodriguésia 57: 75–98.
13. CENTRO NACIONAL DE CONSERVAÇÃO DA FLORA (CNCFlora). http://
cncflora.jbrj.gov.br/portal/ (accessed 24 set 2015).
14. CHAUTEMS, A., ARAÚJO, A.O., SFAIR, J.C., BARROS, F.S.M., FERNANDEZ,
E.P., MORAES, M.M.V., PESSOA, S.V.A., KUTSCHENKO, D.C. & MESSINA, T. 2013.
Gesneriaceae. In: Livro Vermelho da Flora do Brasil. Martinelli, G & Moraes, M.A.
(orgs.), 1 ed., Rio de Janeiro..
15. CITADINI-ZANETTE, V. & BOFF, V. P. 1992. Levantamento florístico em
áreas mineradas a céu aberto na região Carbonífera de Santa Catarina, Brasil.
Secretaria de Estado da Tecnologia, Energia e Meio Ambiente, Florianópolis.
16. CLAYTON W.D. & RENVOIZE S.A. 1986. Genera Graminum, Grasses of
the World. Kew, Royal Botanic Garden (Kew Bulletin Additional Series, 13).
17. COUTINHO, A.P.S. 2009. Revisão taxonômica e estudos filogenéticos
de Mimosa L. sect. Calothamnos Barneby (Leguminosae-Mimosoideae). Tese de
doutorado. Instituto de Biociências, Universidade de São Paulo.
18. DEMATTEIS, M. 2009. Revisión taxonômica del gênero sudamericano
Chrysolaena (Vernonieae, Asteraceae). Boletín de la Sociedad Argentina de
Botánica 44: 103–170.
19. DEMATTEIS, M. 2016. Chrysolaena. In: Lista de Espécies da Flora do
Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em:
http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB104805. Acessado em 11
Fev de 2016.
20. DINIZ, E.S., PAVANELLI, A.P. & SOARES JÚNIOR, F.J. 2010. Estrutura
populacional de Lychnophora pinaster Mart. em um trecho de campo rupestre
no sul de Minas Gerais, Brasil. Pesquisas Botânica 61: 191–204.
Disponivel em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB33348>.
21. DUTRA, V.F., GARCIA, F.C.P. & LIMA, H.C. 2008. Caesalpinoideae
(Leguminosae) nos campos rupestres do Parque Estadual do Itacolomi, MG,
Brasil. Acta Botânica Brasilica 22: 547–558.
22. EGGERS, L. 2015. Sisyrinchium. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. 173
Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em:
http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB17835. Acessado em 15
Nov 2015.
23. FANK-DE-CARVALHO, S. & GRACIANO-RIBEIRO, D. 2005. Arquitetura,
anatomia e histoquímica das folhas de Gomphrena arborescens L.f.
(Amaranthaceae). Acta Botânica Brasilica 19: 377- 390
24. FIGUEIREDO, M.A.; BAÊTA, H.E. & KOZOVITS, A.R. 2012. Germinação
de gramíneas nativas do Quadrilátero Ferrífero com potencial aplicação na
recuperação de áreas degradadas. Biota Neotropica 12: 118–125.
25. FILGUEIRAS, T. S. 1992. Gramíneas forrageiras nativas no Distrito
Federal, Brasil. Pesquisa Agropecuária Brasileira 27: 1103–1111.
26. FILGUEIRAS, T.S.; CANTO-DOROW, T.S.; CARVALHO, M.L.S.; DÓREA,
M.C.; FERREIRA, F.M.; MOTA, A.C.; OLIVEIRA, R.C.; OLIVEIRA, R.P.; REIS, P.A.;
RODRIGUES, R.S.; SANTOS-GONÇALVES, A.P.; SHIRASUNA, R.T.; SILVA, A.S.; SILVA,
C.; VALLS, J.F.M.; VIANA, P.L.; WELKER, C.A.D.; ZANIN, A. & LONGHI-WAGNER,
H.M. 2015. Poaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio
de Janeiro. Disponível em: http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/
FB129034. Acessado em 11 Nov 2015.
27. FUNCH, L.S. & BARROSO, G.M. 1999. Revisão taxonômica do gênero
Periandra Mart. ex Benth. (Leguminosae, Papilionoideae, Phaseoleae). Revista
Brasileira de Botânica 22: 339-356.
28. GIANNINI, T.C., GIULIETTI, A.M., HARLEY, R.M., VIANA, P., JAFFE, R.,
PINTO, C.E., MOTA, N., IMPERATRIZ-FONSECA, V.L., SIQUEIRA, J.O. & FURTINI, A.E.
(em revisão). Multiple-attribute approach to select plant species for restoration
of high-altitude ironstone outcrops inside Amazonian Forest.
29. GIL, A. & LOVO, J. 2015. Trimezia. In: Lista de Espécies da Flora do
Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em:
http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB8077. Acessado em 15 Nov
2015.
30. GIULIETTI, A.M., HARLEY, R.M., QUEIROZ, L.P., WANDERLEY,
M.G. & BERG, C. 2005. Biodiversidade e conservação de plantas no Brasil.
Megadiversidade 1:52-61.
31. GIULIETTI, A.M.; RAPINI, A.; ANDRADE, M.J.G.; QUEIROZ, L.P. & SILVA,
J.M.C. 2009. Plantas raras do Brasil. Belo Horizonte.
32. GUARÇONI, E.A.E. 2008. Bromeliaceae Juss. no Parque Estadual da
Serra do Rola Moça, Minas Gerais, Brasil: Florística, distribuição e aspectos
reprodutivos de Andrea selloana (Baker) Mez. Dissertação de Mestrado.
Universidade Federal de Viçosa, 126p.
174 33. GUEDES, J.S. & WANDRELEY, M.G.L. 2015. Xyridaceae na Serra do
Cabral, Estado de Minas Gerais, Brasil. Hoehnea 42: 367-397.
34. GUILHERME, F.C. 2011. Existe facilitação vegetal em campo rupestre
sobre canga no Parque Estadual da Serra do Rola Moça, Minas Gerais. Dissertação
de Mestrado. Universidade Federal de Minas Gerais.
35. GUIMARÃES, P.J.F. 2015. Tibouchina in Lista de Espécies da Flora do
Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <Link>. Acesso em: 02
jun. 2016.
36. HARLEY, R.M., FRANÇA, F., SANTOS, E.P., SANTOS, J.S. & PASTORE, J.F.
2016. Lamiaceae. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio
de Janeiro. Disponível em: http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/
FB8077. Acessado em 15 nov. 2015.
37. HEFLER, S.M. & LONGHI-WAGNER, H.M. 2012. Flora ilustrada do Rio
Grande do Sul: Cyperus L. subg. Cyperus (Cyperaceae) na região Sul do Brasil.
Revista Brasileira de Biociências 10: 327-372.
38. HOLMGREN, P.K.; HOLMGREN, N.H. & BARNETTT, S.C. 1999. Index
Herbariorum. Part 1: The Herbaria of the world. 8ª ed., New York, New York
Botanical Garden.
http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB16966. Acessado 13 fev.
2016.
39. JACOBI, C.M. & CARMO, F.F. 2008. Diversidade dos campos rupestres
ferruginosos no Quadrilátero Ferrífero, MG. Megadiversidade 4: 25-33.
40. JACOBI, C.M. & CARMO, F.F. 2012. Diversidade Florística nas Cangas do
Quadrilátero Ferrífero. Belo Horizonte.
41. JACOBI, C.M.; CARMO, F.F. & VINCENT, R.C. 2008. Estudo fitossociológico
de uma comunidade vegetal sobre canga como subsídio para a reabilitação de
áreas mineradas no Quadrilátero Ferrífero, MG. Árvore 32: 345-353.
42. JACOBI, C.M., MOURÃO, F.A., ANTONINI, Y., FAGUNDES, R. & KUMAGAI,
A.F. 2011. Interações ecológicas em ambientes de canga do Quadrilátero
Ferrífero, Minas Gerais. Geossistemas Ferruginosos do Brasil. Belo Horizonte.
43. KEARNS C.A., INOUYE, D.W. & WASER, N.M. 1998. Endangered
mutualisms: The conservation of plant-pollinator interactions. Annual Review of
Ecology Systematics. (29): 83–112.
44. KOCH, I., RAPINI, A., SIMÕES, A.O., KINOSHITA, L.S., SPINA A.P. &
CASTELLO, A.C.D. 2015. Apocynaceae. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil.
Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: http://floradobrasil.jbrj.gov.
br/jabot/floradobrasil/FB4676. Acessado em 15 nov. 2015.
45. LELIS, B.R. 2013. Estrutura genética, divergência morfológica e
investimento reprodutivo de Cattleya liliputana (Orchidaceae: Laeliinae), 175
endêmica do Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais, Brasil. Dissertação de
Mestrado, Universidade Federal de Minas Gerais.
46. LOEUILLE, B. 2016. Lychnophora. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil.
Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em:
http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB25236. Acessado 13 fev.
2016.
47. LOPES, L.T. 2012. Fenologia, biologia reprodutiva, germinação e
desenvolvimento inicial de Cipocereus minensis subsp. leiocarpus N. P. Taylor
& Zappi (Cactaceae) no Planalto de Diamantina-MG. Dissertação de Mestrado,
Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.
48. MAMEDE, M.C.H. 2004. Flora de Grão-Mogol, Minas Gerais:
Malpighiaceae. Boletim de Botânica da Universidade de São Paulo 22(2): 291-302.
49. MAMEDE, M.C.H. 2016. Banisteriopsis. In: Lista de Espécies da Flora do
Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em:
http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB19399. Acessado 13 fev.
2016.
50. MAMEDE, M.C.H. 2016. Peixotoa. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil.
Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em:
http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB19480. Acessado 13 fev.
2016.
51. MARQUES, T.E.D. 2011. Uso de gramíneas em consórcio com leguminosas
para recuperação de voçorocas. 2011. Dissertação de Mestrado, Universidade
Federal de Ouro Preto.
52. MARTINELLI, G. & MORAES, M.A. (orgs). 2013. Livro vermelho da flora
do Brasil. Rio de Janeiro, CNCFlora e Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio
de Janeiro.
53. MEDEIROS, J.D. 2011. Guia de campo: vegetação do Cerrado 500
espécies. Série Biodiversidade 43. Brasília, Ministério do Meio Ambiente. 523p.
54. MEIRELES, A.C., QUEIROZ, J.A., QUIRINO, Z.G.M. 2015 Mecanismo de
explosiva de polinização em Periandra mediterranea (Vell.) Taub. (Fabaceae) na
Reserva Biológica Guaribas, Paraíba, Brasil. Biotemas 28 : 7-81.
55. MELLO-SILVA, R. & MENEZES, N.L. 1999. Two new Brazilian Velloziaceae,
Vellozia auriculata and Vellozia gigantea, and a key to the related dracenoid
species of Vellozia. Novon 9: 536-541.
56. MELLO-SILVA, R. 2015. Velloziaceae. In: Lista de Espécies da Flora do
Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em:
57. http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB15115. Acessado
176 em 16 Nov 2015.
58. MENDONÇA, M.P. 2013. O resgate da Flora da Canga. Belo Horizonte,
Ed. Vale Natural.
59. MEYER, F.S. GUIMARÃES, P.J.F.; GOLBENBERG, R. 2010. Tibouchina
(Melastomataceae) do Estado do Paraná, Brasil. Rodriguésia 61: 615-638.
60. MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE (MMA). Instrução Normativa n. 2, de
10 de julho de 2015. Espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção e com
deficiência de dados, Poder Executivo, Seção 1, Brasília, DF, p.110-121.
61. MONTSERRAT, L. & R. MELLO-SILVA, 2013. Velloziaceae do Parque
Estadual de Ibitipoca, Minas Gerais, Brasil. Boletim de Botânica da Universidade
de São Paulo 31(2): 131-139.
62. MOTA, A.C. & OLIVEIRA, R.P. 2011. Poaceae em uma área de floresta
montana no sul da Bahia, Brasil: Chloridoideae e Panicoideae. Rodriguésia 62:
515-545.
63. MOTA, E.R.G.D. 2013. Influência do substrato no sucesso germinativo de
Tibouchina heteromalla Cogn. (Melastomataceae) visando restauração ambiental
em canga. 64º Congresso Nacional de Botânica. Belo Horizonte.
64. MOURÃO, A. & STEHMANN, J.R. 2007. Levantamento da Flora do Campo
Rupestre sobre Canga Hematítica Couraçada Remanescente da Mina do Brucutu,
Barão de Cocais, Minas Gerais, Brasil. Rodriguésia 58: 775-786.
65. MOURÃO, F.A.M. S.; MARCATO; DIAS, A. M. & JACOBI, C.M. 2009.
Potencial de Mimosa calodendron Mart. (Fabaceae) como espécie facilitadora da
comunidade de Campos Rupestres Ferruginosos do Quadrilátero Ferrífero. Anais
do IX Congresso de Ecologia do Brasil, São Lourenço – MG.
66. PEREIRA, A.R. 2005. Como selecionar plantas para recuperação de áreas
degradadas. Belo Horizonte, Deflor.
67. PIVARI, M.O.D., PAIVA, J.A.M., TOMICH, S., SOUZA, F.S., SANTOS, L.T. &
SANTOS, L.M. Levantamento Florístico em Reservas Particulares do Patrimônio
Natural (RPPN) localizadas no Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais - Brasil, com
Destaque para Espécies de Interesse para Conservação. Em prep.
68. PONTES, R.A.S. & AGRA, M.F. 2009. Flora da Paraíba, Brasil: Tillandsia L.
(Bromeliaceae). Rodriguésia 57(1): 47-61.
69. PRUDENTE, D.O., NERY, F.C., REIS, M.V., PAIVA, P.D.O., NERY, M.C., AMIN,
T.O. 2015. Germinação in vitro e aclimatização de Sempre-Viva. Plant Cell Culture
& Micropropagation 11: 62-69.
70. QUEIROZ, L.P. 2016. Periandra. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil.
Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em:
http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB29812. Acessado em 13 fev. 177
2016.
71. ROCHA A.E.S. & SECCO R.S. 2004. Contribuição à taxonomia de Axonopus
P. Beauv. (Poaceae) no Estado do Pará, Brasil. Acta Botânica Brasilica. 18(2): 295-
304.
72. ROMERO-GONZÁLEZ, G.A., BATISTA, J.A.N. & BIANCHETTI, L.B. 2008. A
synopsis of the genus Cyrtopodium (Catasetinae: Orchidaceae). Harvard Papers in
Botany 13(1): 189-206.
73. SALIMENA, F.R.G. 2016. Stachytarpheta. In: Lista de Espécies da Flora do
Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em:
http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB33236. Acessado em 13 Fev
2016.
74. SALIMENA, F.R.G. & MULGURA, M. 2016. Lippia. In: Lista de Espécies da
Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em:
http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB21449. Acessado em 13 Fev
2016.
75. SALIMENA, F.R.G. & SILVA, T.R.S. 2009. Flora de Grão-Mogol, Minas
Gerais: Verbenaceae. Boletim de Botânica da Universidade de São Paulo 27(1):
119-120.
76. SANO, P.T., GIULIETTI, A.M., COSTA, F.N., TROVO, M., ECHTERNACHT, L.,
TISSOT-SQUALLI, M.L., WATANABE, M.T.C., HENSOLD, N., ANDRINO, C.O. & PARRA,
L.R. 2015. Eriocaulaceae. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do
Rio de Janeiro. Disponível em: http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/
FB7506. Acessado em 12 nov. 2015.
77. SANO, P.T., GIULIETTI, A.M., TROVÓ, M., PARRA, L.R. & MULLER, G.
2010. Flora do Grão-Mogol, Minas Gerais: Eriocaulaceae. Boletim de Botânica da
Universidade de São Paulo 28(2): 125-140.
78. SANTOS, L.M. 2010. Restauração de campos ferruginosos mediante
resgate de flora de topsoil no Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais. Tese de
doutorado, Universidade Federal de Minas Gerais.
79. SAZIMA, M. 1978. Biologia floral de espécies de Velloziaceae na Serra do
Cipó, Minas Gerais. Tese de Doutorado, Universidade de São Paulo.
80. SCHETTINI, A.T. 2015. Espécies acumuladoras de metais influenciam a
composição química do solo e a composição de espécies em campos ferruginosos?
Dissertação de Mestrado, Departamento de Geologia, Universidade Federal de
Ouro Preto.
81. SILVA, C.V.D.A. 2008. O gênero Evolvulus L. (Convolvulaceae) no estado
178 de São Paulo e no Distrito Federal, Brasil. Dissertação de Mestrado, Instituto de
Botânica de São Paulo, 72p.
82. SILVA, B.R. & AGUIAR, J.C. 2013. Visitantes florais de Trimezia juncifolia
(IRIDACEAE), uma flor de néctar e óleo. 64º Congresso Nacional de Botânica. Belo
Horizonte.
83. SILVA, F.T.A.; COELHO, M.A.D.A. & VAZ FILHO, V. 2013. Controle do Capim-
gordura nas áreas de Recuperação Ambiental da Mineração Corumbaense Reunida
(MCR), Corumbá, MS. Biodiversidade Brasileira 3(2): 237-242.
84. SILVEIRA M., TREVELIN L., PORT-CARVALHO M., GODOI S., MANDETTA
E.N., CRUZ-NETO A.P. 2011. Frugivory by phyllostomid bats (Mammalia: Chiroptera)
in a restored area in Southeast Brazil. Acta Oecologica 37: 31-36.
85. SIMÃO-BIANCHINI, R. & FERREIRA, P.P.A. 2016. Evolvulus. In: Lista de
Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em:
http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB6990
86. SMITH, L.B. & DOWNS, R.J. 1968. Xyridaceae. In: Teixeira, A.R. (ed.) Flora
brasílica. São Paulo, Instituto de Botânica. vol. 9(2).
87. SOUZA, V.C. & BORTOLUZZI, R.L.C. 2016. Chamaecrista. In: Lista de
Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em:
http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB27997. Acessado em 13 fev.
2016.
88. SOUZA, V.C. & LORENZI, H. 2009. Botânica Sistemática. Guia ilustrado para
identificação das famílias de Angiospermas da flora brasileira, baseado em APG III.
Instituto Plantarum, Nova Odessa.
89. STEHMANN, J. R. & SEMIR, J. 2001. Biologia reprodutiva de Calibrachoa
elegans (Miers) Stehmann & Semir (Solanaceae). Revista Brasileira de Botânica 24:
43-49.
90. STEHMANN, J.R., MENTZ L.A., AGRA, M.F., VIGNOLI-SILVA, M., GIACOMIN,
L. & RODRIGUES, I.M.C. 2016. Solanaceae. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil.
Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em:
http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB14749. Acessado em 13 fev.
2016.
91. VIANA, P.L. & FILGUEIRAS, T.S. 2008. Inventário e distribuição geográfica
das gramíneas (Poaceae) na Cadeia do Espinhaço, Brasil. Megadiversidade 4(1-2):
71-88.
92. VIANA, P. L. & LOMBARDI, J. A. 2007. Florística e caracterização dos
campos rupestres sobre canga na Serra da Calçada, Minas Gerais, Brasil. Rodriguésia
58 (1): 159-177.
93. VITTA, F.A. & PRATA, A.P. 2009. Flora de Grão – Mogol, Minas Gerais:
Cyperaceae. Boletim de Botânica da Universidade de São Paulo 27(1): 43-62. 179
94. WANDERLEY, M.G.L., MOTA, N.F.O., SILVA, G.O., GUEDES, J.S. & LOZANO,
E.D. 2015. Xyridaceae. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do
Rio de Janeiro. Disponível em: http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/
FB6990.