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Aly Ernesto

O documento explora a Teoria Cognitivo-Comportamental da Personalidade, enfatizando a interação entre pensamentos, emoções e comportamentos na formação da personalidade, com foco nas contribuições de Albert Bandura e Aaron Beck. Ele aborda conceitos fundamentais como temperamento, caráter, identidade e consciência, além de discutir diferentes teorias da personalidade, incluindo a psicanalítica e a humanista. A conclusão destaca que a personalidade é dinâmica e pode ser transformada por meio de mudanças cognitivas e intervenções terapêuticas.

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Índice……………………………………………………………………………………………….pag.

1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................................................4
1.1. Objetivos gerais ..............................................................................................................................4
1.2. Objetivos específicos ......................................................................................................................4
1.3. Metodologia ...................................................................................................................................4
2. O QUE É PERSONALIDADE? ...................................................................................................................5
2.1. Temperamento...............................................................................................................................5
2.2. Caráter ............................................................................................................................................5
2.3. Identidade ......................................................................................................................................6
2.4. Consciência.....................................................................................................................................6
3. ESTRUTURAS DA PERSONALIDADE ...........................................................................................7
3.1. Teoria Psicanalítica da Personalidade de Sigmund Freud ..............................................................7
3.2. Teoria dos Traços da Personalidade – Allport, Cattell e Eysenck...................................................8
4. TEORIA HUMANISTA DA PERSONALIDADE – CARL ROGERS E ABRAHAM MASLOW
8
4.1. Abraham Maslow ...........................................................................................................................9
4.2. Teoria Cognitivo-Comportamental da Personalidade – Bandura e Beck .......................................9
4.3. Albert Bandura .............................................................................................................................10
4.4. Aaron Beck ...................................................................................................................................10
5. CONCLUSÃO ....................................................................................................................................11
6. REFERENCIAS .......................................................................................................................................12
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1. INTRODUÇÃO
A Teoria Cognitivo-Comportamental propõe que a personalidade é moldada pela interação
entre pensamentos, emoções e comportamentos aprendidos ao longo da vida. Ao contrário de
abordagens que enfatizam fatores inconscientes ou inatos, essa teoria destaca o papel ativo do
indivíduo na construção de sua própria experiência. Autores como Albert Bandura e Aaron Beck
trouxeram contribuições fundamentais, como os conceitos de auto eficácia e crenças centrais, que
influenciam diretamente a forma como as pessoas se comportam e enfrentam os desafios do
cotidiano. Trata-se de uma abordagem prática, baseada em evidências, que mostra como mudanças
cognitivas podem promover transformações duradouras na personalidade e na saúde mental.

1.1.Objetivos gerais
 Compreender os princípios fundamentais da Teoria Cognitivo-Comportamental da
Personalidade, destacando as contribuições de Albert Bandura e Aaron Beck para a
formação e modificação dos padrões cognitivos e comportamentais dos indivíduos.

1.2.Objetivos específicos

 Analisar o conceito de autoeficácia proposto por Bandura e sua influência no


desenvolvimento da personalidade.
 Investigar o papel das crenças centrais e dos esquemas cognitivos, segundo Aaron Beck,
na estruturação do comportamento humano.
 Refletir sobre a aplicabilidade da abordagem cognitivo-comportamental em contextos
clínicos e educacionais, visando a promoção do bem-estar psicológico.

1.3.Metodologia

Para conceptualização do presente trabalho, usou-se método de consulta bibliográficas,


programas de ensino e pesquisa pela internet.
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2. O QUE É PERSONALIDADE?
A personalidade é o conjunto de características psicológicas relativamente estáveis e
duradouras que influenciam o modo como o indivíduo pensa, sente e se comporta em diversas
situações. A personalidade humana é formada por múltiplas dimensões que se entrelaçam ao longo
da vida, influenciadas por fatores biológicos, sociais e culturais. Entre os principais elementos que
compõem essa estrutura estão o temperamento, o caráter, a identidade e a consciência. Cada um
desses conceitos contribui de forma única para a forma como pensamos, sentimos e agimos no
mundo. Compreendê-los é essencial para entender o comportamento humano em sua
complexidade. A seguir, exploramos esses quatro pilares fundamentais da personalidade.

2.1. Temperamento

O temperamento é a base biológica da personalidade, refletindo padrões emocionais e


comportamentais inatos presentes desde os primeiros meses de vida. É influenciado por fatores
genéticos e neurofisiológicos, como a atividade do sistema nervoso central. Pode ser observado em
traços como irritabilidade, nível de atividade, regularidade e resposta a estímulos. Estudos indicam
que o temperamento afeta a maneira como uma criança interage com o ambiente e responde a
experiências. Apesar de ser relativamente estável ao longo da vida, o temperamento pode ser
modulado pelas experiências sociais e educativas. Os estilos temperamentais clássicos incluem o
colérico, melancólico, sanguíneo e fleumático, propostos desde a Antiguidade. A compreensão do
temperamento é essencial para prever tendências de comportamento e orientar práticas pedagógicas
ou terapêuticas adequadas.

2.2.Caráter

O caráter refere-se ao conjunto de qualidades morais, éticas e comportamentais adquiridas


ao longo da vida, moldadas pela cultura, educação, relações sociais e experiências pessoais. Ao
contrário do temperamento, que tem base biológica, o caráter é aprendido e pode ser modificado
com o tempo. Ele se manifesta na forma como o indivíduo lida com valores como honestidade,
responsabilidade, empatia e respeito. Uma pessoa de “bom caráter” geralmente age de forma ética
mesmo diante de pressões contrárias. O caráter é também expressão da vontade e da autodisciplina,
influenciando decisões e atitudes. Sua formação se dá especialmente na infância e adolescência,
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mas continua em constante desenvolvimento. Em contextos educativos e sociais, cultivar o caráter


significa promover a formação cidadã e ética.

2.3.Identidade

A identidade é a percepção que o indivíduo tem de si mesmo como um ser único, contínuo
e coerente ao longo do tempo. Ela resulta de um processo complexo que envolve a integração de
aspectos pessoais, sociais e culturais. Formada ao longo da vida, especialmente na adolescência, a
identidade engloba questões como gênero, profissão, valores, crenças e papéis sociais. É
influenciada pelas interações sociais, pelas narrativas familiares e pelas vivências subjetivas. Erik
Erickson destacou o desenvolvimento da identidade como uma tarefa central do ser humano, ligada
ao sentimento de pertencimento e continuidade. Uma identidade bem consolidada proporciona
segurança interna e direção na vida. Já crises de identidade podem gerar confusão, insegurança ou
comportamentos compensatórios. Assim, ela é essencial para o equilíbrio psicológico e social do
indivíduo.

2.4.Consciência

A consciência pode ser entendida como a capacidade de perceber a si mesmo e o ambiente,


refletindo sobre pensamentos, emoções, ações e valores. Ela envolve não apenas a percepção do
mundo externo, mas também uma profunda auto-observação, sendo fundamental para a tomada de
decisões éticas e racionais. A consciência moral, por exemplo, permite ao indivíduo julgar suas
ações em termos de certo e errado. Na psicologia, distingue-se entre consciência e inconsciência,
especialmente nas abordagens psicanalíticas, onde o inconsciente exerce grande influência sobre o
comportamento. A consciência é também relacionada ao livre-arbítrio, responsabilidade e
maturidade emocional. No desenvolvimento humano, seu refinamento é crucial para a autonomia
e para a construção de relações interpessoais saudáveis. Cultivar a consciência implica educar para
a empatia, a reflexão crítica e a responsabilidade social.
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3. ESTRUTURAS DA PERSONALIDADE

3.1.Teoria Psicanalítica da Personalidade de Sigmund Freud

A teoria psicanalítica de Freud propõe que a personalidade humana é resultado do conflito


e da interação entre três estruturas psíquicas fundamentais: Id, Ego e Superego.

 O Id é a parte mais primitiva e instintiva da mente. Ele opera sob o princípio do prazer,
buscando gratificação imediata das necessidades e impulsos biológicos, sem considerar as
consequências morais ou sociais. É como uma força inconsciente que deseja satisfazer a
fome, a sede, o desejo sexual e outras necessidades básicas. Freud associava o id à libido,
a energia psíquica dos impulsos sexuais.
 O Ego age como um mediador entre o id e o superego, operando sob o princípio da
realidade. Ele busca equilibrar os desejos impulsivos do id com as exigências da sociedade
e do mundo externo, tentando encontrar maneiras aceitáveis de satisfação sem causar
conflitos ou danos. Em termos práticos, o ego nos ajuda a tomar decisões racionais e
estratégicas, considerando tanto nosso desejo interno quanto as restrições impostas pelo
ambiente.
 O Superego é a instância que internaliza as normas sociais, valores morais e regras de
conduta aprendidas com os pais e a cultura ao redor. Ele funciona como uma espécie de
"consciência moral", impondo limites aos desejos do id e influenciando o ego a agir
conforme padrões considerados corretos. Se o superego for muito rígido, pode gerar
sentimentos de culpa e autocensura excessivos, enquanto sua ausência pode levar a um
comportamento impulsivo e inconsequente.

A interação entre essas três instâncias psíquicas é constante e gera conflitos internos. Por
exemplo, quando alguém sente um forte desejo de fazer algo prazeroso, mas ao mesmo tempo se
sente culpado por isso, trata-se de um embate entre id e superego, com o ego tentando intermediar
a situação.
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3.2.Teoria dos Traços da Personalidade – Allport, Cattell e Eysenck

 A Teoria dos Traços enfatiza a existência de características psicológicas duradouras que


moldam o comportamento e a forma de sentir dos indivíduos.
 Gordon Allport classificou os traços em três níveis: os traços cardinais, que definem e
dominam toda a personalidade de um indivíduo, sendo raros;
 os traços centrais, que são traços básicos que influenciam muitos comportamentos e são
mais comuns;
 os traços secundários, que aparecem em situações específicas e são menos evidentes.

Já Raymond Cattell usou métodos estatísticos para identificar 16 traços básicos que ele
considerava fundamentais para descrever a personalidade, criando o famoso teste 16PF para
avaliação. Cattell também diferenciava traços de superfície, que são observáveis, e traços de fonte,
que são causas latentes da personalidade. Por fim, Hans Eysenck propôs um modelo mais simples
e biológico, com três dimensões amplas: extroversão-introversão, que descreve o quanto uma
pessoa é sociável e ativa; neuroticíssimo, que relaciona a estabilidade emocional; e psicoticíssimo,
ligado a comportamentos agressivos e impulsivos. Essa teoria contribuiu para a psicologia ao
buscar medir a personalidade de forma objetiva, usando escalas e questionários.

4. TEORIA HUMANISTA DA PERSONALIDADE – CARL ROGERS E ABRAHAM


MASLOW

A Teoria Humanista surgiu como uma reação às abordagens psicodinâmica e


comportamental, focando na experiência subjetiva, no potencial de crescimento e na liberdade do
indivíduo para se auto realizar. Essa abordagem valoriza a visão positiva do ser humano,
enfatizando que todos têm uma tendência natural ao desenvolvimento saudável, à criatividade e à
busca por significado.

Carl Rogers é um dos principais nomes dessa corrente, desenvolvendo o conceito do self a
percepção que a pessoa tem de si mesma, que inclui a autoimagem e a maneira como ela se vê no
mundo. Rogers destacou que a personalidade se forma a partir da interação entre o self real (quem
a pessoa realmente é) e o self ideal (quem ela gostaria de ser). Quando esses dois estados estão
alinhados, a pessoa experimenta saúde mental e satisfação; quando há uma discrepância grande,
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surge o conflito interno e o sofrimento psicológico. Para o desenvolvimento pleno do self, Rogers
ressaltava a importância do ambiente social, especialmente as relações interpessoais que oferecem
aceitação incondicional e empatia. Essas condições criam um espaço seguro para que a pessoa se
conheça, se aceite e se transforme.

4.1.Abraham Maslow

Já Abraham Maslow complementou a teoria com sua famosa hierarquia das necessidades,
organizando as motivações humanas em níveis que vão desde as necessidades básicas (fisiológicas
e segurança) até as necessidades psicológicas (amor, estima) e, finalmente, a autorrealização o auge
do desenvolvimento pessoal. A autorrealização é o processo pelo qual o indivíduo realiza seu
potencial máximo, expressando criatividade, autenticidade e crescimento contínuo. Segundo
Maslow, poucos chegam a esse estágio, pois muitas pessoas ficam presas às necessidades básicas
e emocionais. Ele também destacou características comuns dos autorrealizados, como autonomia,
aceitação da realidade, e sensibilidade às necessidades dos outros.

A teoria humanista valoriza a liberdade de escolha, a responsabilidade pessoal e a busca


pelo sentido da vida, aspectos que diferem das visões deterministas de Freud ou das explicações
mecânicas do comportamento. No contexto terapêutico, Rogers criou a terapia centrada na pessoa,
que tem como foco principal o respeito ao ritmo e às necessidades do cliente, buscando criar uma
relação genuína e acolhedora que facilite o crescimento.

Além do campo clínico, a teoria humanista influencia a educação, ao defender práticas que
valorizem o aluno como ser autônomo, criativo e capaz de construir seu conhecimento a partir de
suas experiências e potencialidades.

A teoria humanista destaca a importância da autoestima, da autenticidade e da busca pelo


desenvolvimento pessoal, propondo uma visão otimista do ser humano e reforçando o papel do
ambiente na formação da personalidade.

4.2.Teoria Cognitivo-Comportamental da Personalidade – Bandura e Beck

A Teoria Cognitivo-Comportamental entende a personalidade como resultado da interação


entre processos cognitivos (pensamentos, crenças, atitudes) e comportamentais (ações, hábitos),
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ambos aprendidos e modificáveis ao longo da vida. Diferente de abordagens que focam


exclusivamente na biologia ou em impulsos inconscientes, essa teoria destaca o papel ativo do
indivíduo na construção de sua própria personalidade, por meio de suas interpretações do mundo e
das respostas que escolhe dar.

4.3.Albert Bandura

Albert Bandura foi um dos principais teóricos dessa abordagem, especialmente com o
conceito de autoeficácia a crença que o indivíduo tem em sua capacidade de realizar tarefas e
atingir objetivos. A autoeficácia influencia diretamente a motivação, o esforço e a persistência
diante de desafios, sendo um fator central na maneira como a personalidade se manifesta. Bandura
também destacou o aprendizado por observação ou modelagem, em que o comportamento é
aprendido ao observar os outros, o que contribui para a formação de padrões comportamentais e
cognitivos ao longo da vida. A interação entre o indivíduo, o ambiente e o comportamento é
dinâmica, o que Bandurra chamou de determinismo recíproco.

4.4.Aaron Beck

Aaron Beck, por sua vez, trouxe a atenção para as crenças centrais e os esquemas cognitivos
que estruturam a forma como a pessoa percebe a si mesma, os outros e o mundo. Essas crenças
muitas vezes automáticas e inconscientes influenciam o processamento das informações e orientam
emoções e comportamentos. Por exemplo, uma crença negativa central como “não sou capaz” pode
gerar baixa autoestima e comportamento vetativo. Beck desenvolveu a terapia cognitiva, que visa
identificar e modificar esses padrões disfuncionais de pensamento para promover mudanças na
personalidade e no comportamento.

Na perspectiva cognitivo-comportamental, a personalidade não é fixa, mas pode ser


transformada por meio do aprendizado, da reflexão e da reestruturação cognitiva. Isso abre espaço
para intervenções terapêuticas eficazes em transtornos emocionais, além de programas
educacionais que busquem desenvolver habilidades socio emocionais.
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5. CONCLUSÃO
Em síntese, a Teoria Cognitivo-Comportamental oferece uma compreensão dinâmica e acessível
da personalidade, mostrando que nossos padrões de pensamento e comportamento são aprendidos
e, portanto, passíveis de mudança. Ao valorizar a influência das crenças, da observação social e
da auto eficácia, essa abordagem destaca o poder do indivíduo em transformar sua realidade
interna e externa. As contribuições de Bandura e Beck reforçam que o desenvolvimento pessoal
não está determinado, mas pode ser continuamente aperfeiçoado por meio da reestruturação
cognitiva e de escolhas conscientes. Assim, a teoria se mostra não apenas explicativa, mas
também extremamente útil para intervenções clínicas, educacionais e sociais voltadas ao bem-
estar e ao crescimento humano.
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6. REFERENCIAS
BANDURA, Albert. Social Foundations of Thought and Action: A Social Cognitive Theory.
Englewood Cliffs: Prentice-Hall, 1986.

BECK, Aaron T.; FREEMAN, Arthur. Terapia Cognitiva dos Transtornos de Personalidade.
Porto Alegre: Artmed, 1994.

FEIST, Jess; FEIST, Gregory J. Teorias da Personalidade. 7. ed. Porto Alegre: AMGH, 2015.

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