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Ficha de Reflexão Didatica

A ficha de reflexão aborda a Didática de Química como fundamental na formação docente, destacando seus princípios teóricos e práticos, inter-relações com outras disciplinas e a importância do ensino por competências. O trabalho enfatiza a necessidade de metodologias participativas e contextualizadas no processo de ensino-aprendizagem. Conclui que a compreensão dos fundamentos didáticos e a organização de conteúdos são essenciais para promover uma aprendizagem significativa.

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Ficha de Reflexão Didatica

A ficha de reflexão aborda a Didática de Química como fundamental na formação docente, destacando seus princípios teóricos e práticos, inter-relações com outras disciplinas e a importância do ensino por competências. O trabalho enfatiza a necessidade de metodologias participativas e contextualizadas no processo de ensino-aprendizagem. Conclui que a compreensão dos fundamentos didáticos e a organização de conteúdos são essenciais para promover uma aprendizagem significativa.

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UNIVERSIDADE LICUNGO

FACULDADE DE EDUCAÇÃO

CURSO DE LICENCIATURA EM ENSINO DE QUIMICA

Karen Camily

FICHA DE REFLEXÃO DE DIDÁCTICA DE QUÍMICA I

Quelimane

2025
Karen Camily

FICHA DE REFLEXÃO DE DIDÁCTICA DE QUÍMICA I

Trabalho científico de caracter académico, a ser


apresentado na Universidade Licungo no curso
de Quimica na cadeira de Didática de Química I,
sob orientação do docente para avaliação

Orientado pela: Dra. Esmeralda Costa Ramos

Quelimane

2025
INTRODUÇÃO

A Didáctica de Química é uma área essencial da formação docente, responsável por mediar o
conhecimento científico e o processo de ensino-aprendizagem (PEA) da disciplina de Química.
Este trabalho tem como finalidade refletir sobre os fundamentos teóricos e práticos da Didáctica
de Química, suas inter-relações com outras disciplinas, os princípios pedagógicos que a sustentam,
e suas implicações na planificação e execução do ensino das Ciências Naturais. Serão também
abordados aspectos fundamentais como o processo de conhecimento, a organização de conteúdos,
e o ensino por competências.

OBJECTIVOS

Geral

 Refletir criticamente sobre os fundamentos teóricos e metodológicos da Didáctica de


Química, suas inter-relações com outras disciplinas, os princípios que orientam o processo
de ensino-aprendizagem e as estratégias didáticas voltadas para o ensino por competências
no contexto da disciplina de Química.

Específicos

 Compreender os fundamentos e conceitos da Didáctica de Química;


 Analisar a relação entre a Didáctica de Química e outras áreas do conhecimento;
 Discutir as características do ensino das Ciências Naturais e o tratamento interdisciplinar;
 Identificar os princípios didácticos que orientam o ensino da Química;
 Refletir sobre o processo de ensino-aprendizagem (PEA) na disciplina;
 Examinar a organização e seleção dos conteúdos de Química no currículo;
 Avaliar os elementos essenciais da aula de Química e sua relação com o ensino por
competências.

3
METODOLOGIA

Este trabalho foi desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica e análise documental, com base
nas obras recomendadas no Plano Analítico da disciplina Didáctica de Química I, incluindo autores
como Libâneo (1994), Delizoicov e Angotti (2000), Bloom et al. (1974), entre outros. A abordagem
foi qualitativa, de caráter reflexivo, priorizando a compreensão crítica dos conteúdos
programáticos.

4
Fundamentos da Didáctica de Química

A Didáctica de Química baseia-se nos princípios gerais da didáctica, com foco na especificidade
da disciplina de Química, buscando metodologias e estratégias para a construção do conhecimento
químico (Libâneo, 1994). Segundo Delizoicov e Angotti (2000), ela procura compreender as
condições históricas, sociais e cognitivas que interferem na aprendizagem, respeitando a
complexidade do saber químico.

Relação com Outras Disciplinas

A Didáctica de Química não atua isoladamente. Está interligada à pedagogia, psicologia da


aprendizagem, epistemologia da ciência e metodologias específicas de ensino. Essa
interdisciplinaridade fortalece o planejamento e a prática pedagógica, como ressaltam Campos e
Nigro (1999), ao possibilitar abordagens mais significativas e contextualizadas.

Ensino das Ciências Naturais e Interdisciplinaridade

O ensino das Ciências Naturais deve ser abordado de forma integrada, valorizando o tratamento
interdisciplinar. Como defendem Borges e Moraes (1998), essa abordagem favorece a
compreensão de fenômenos complexos da natureza, estimula o pensamento crítico e promove o
desenvolvimento de competências transversais.

Objectivos e Competências no Ensino da Química

O ensino da Química deve contribuir para o desenvolvimento de competências cognitivas, sociais


e éticas. Bloom et al. (1974) propuseram uma taxonomia dos objetivos educacionais que serve
como base para a definição de competências no currículo, sendo importante que o professor saiba
traduzi-las em práticas pedagógicas que promovam aprendizagem significativa.

Processo de Ensino-Aprendizagem (PEA)

O PEA em Química deve ir além da mera transmissão de conteúdos. Segundo Freire (1987), é
necessário promover uma educação problematizadora, em que o aluno construa o conhecimento a
partir de sua realidade. Isso exige metodologias participativas e centradas no aluno, como o PCD
(Pensar, Compartilhar e Discutir).

5
Princípios Didácticos

Os princípios que orientam o ensino de Química incluem a cientificidade, a contextualização, a


interdisciplinaridade, a intencionalidade pedagógica e a avaliação contínua. Estes princípios são
essenciais para garantir a coerência entre os objetivos e as estratégias utilizadas (Libâneo, 1994;
Delizoicov & Angotti, 2000).

Processo de Conhecimento em Química

O conhecimento em Química é construído de forma progressiva e contextualizada. Segundo Müller


(2005), o professor deve mediar esse processo respeitando os conhecimentos prévios dos alunos e
criando situações que os desafiem a pensar e investigar.

Organização e Selecção dos Conteúdos

A seleção dos conteúdos deve considerar critérios como relevância científica, aplicabilidade social
e possibilidades cognitivas dos alunos. Para isso, é fundamental analisar os programas oficiais
(MEC, 2008) e contextualizar os conteúdos à realidade dos estudantes.

Aula de Química e Ensino por Competências

Uma aula de Química eficaz deve articular conhecimentos teóricos e práticos, utilizar diferentes
recursos e promover a participação ativa dos estudantes. O ensino por competências, como
discutem Barreira e Moreira (2002), foca no desenvolvimento de capacidades que permitam ao
aluno aplicar o conhecimento em situações diversas e reais.

6
CONCLUSÕES

A Didáctica de Química é uma ferramenta indispensável na formação de professores reflexivos,


críticos e comprometidos com a aprendizagem dos seus alunos. A partir da articulação entre
fundamentos teóricos, metodológicos e práticos, o ensino da Química pode ser transformador. A
compreensão do PEA, dos princípios didácticos, da organização de conteúdos e da
interdisciplinaridade permite que o professor atue com maior intencionalidade pedagógica,
promovendo uma aprendizagem significativa e contextualizada.

7
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

Barreira, A., & Moreira, M. (2002). Pedagogia das competências: da teoria à prática.

Bloom, B. S., Engelhart, M. D., Furst, E. J., Hill, W. H., & Krathwohl, D. R. (1974). Taxonomia
dos objetivos educacionais (Vols. 1 e 2). Editora Globo.

Borges, R. M. R., & Moraes, R. (1998). Educação em Ciências nas séries iniciais. Porto Alegre:
Sagra-Luzzatto.

Campos, M. C. C., & Nigro, R. G. (1999). Didáctica de Ciências: O ensino-aprendizagem como


investigação. São Paulo: FTD.

Delizoicov, D., & Angotti, J. A. (2000). Metodologia do ensino de Ciências. São Paulo: Cortez.

Freire, P. (1987). Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Libâneo, J. C. (1994). Didáctica. São Paulo: Cortez.

Muller, S. (2005). Didáctica de Ciências Naturais. Maputo.

Ministério da Educação e Cultura – MEC. (2008). Programas de Química da 8ª, 9ª, 10ª, 11ª, 12ª
classes do Ensino Secundário Geral. Maputo: Instituto Nacional de Desenvolvimento da
Educação.

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