PORTARIA Nº 483, DE 1º DE ABRIL DE 2014
Redefine a Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas no
âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e estabelece diretrizes para a
organização das suas linhas de cuidado.
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02. (UFRJ 2016) A condição de saúde da população brasileira é caracterizada pela tripla carga de
doenças, com o forte predomínio relativo das condições crônicas. Qual a principal contradição entre
esta situação e as características do sistema de saúde é:
(A) O sistema de saúde, centrado na atenção básica, não tem como atribuição atender às condições
crônicas.
(B) O sistema de saúde é fragmentado, episódico, reativo e voltado às condições agudas.
(C) Para a resolução das condições crônicas seria necessário fortalecer a rede hospitalar. (D) As
Redes de Atenção à Saúde não são efetivas para o controle das condições crônicas.
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Art. 1º Esta Portaria redefine a Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com
Doenças Crônicas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e estabelece
diretrizes para a organização de suas linhas de cuidado.
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MUITO IMPORTANTE!!!
Art. 2º Para efeito desta Portaria, consideram-se doenças crônicas as doenças
que apresentam início gradual, com duração longa ou incerta, que, em geral,
apresentam múltiplas causas e cujo tratamento envolva mudanças de estilo de
vida, em um processo de cuidado contínuo que, usualmente, não leva à cura.
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Art. 3º São princípios da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com
Doenças Crônicas:
I - acesso e acolhimento aos usuários com doenças crônicas em todos
os pontos de atenção;
II - humanização da atenção, buscando-se a efetivação de um modelo
centrado no usuário, baseado nas suas necessidades de saúde;
III - respeito às diversidades étnico-raciais, culturais, sociais e
religiosas e aos hábitos e cultura locais;
IV - modelo de atenção centrado no usuário e realizado por equipes
multiprofissionais;
V - articulação entre os diversos serviços e ações de saúde,
constituindo redes de saúde com integração e conectividade entre os
diferentes pontos de atenção;
VI - atuação territorial, com definição e organização da Rede de
Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas nas regiões de
saúde, a partir das necessidades de saúde das respectivas populações,
seus riscos e vulnerabilidades específicas;
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VII - monitoramento e avaliação da qualidade dos serviços por meio de
indicadores de estrutura, processo e desempenho que investiguem a
efetividade e a resolutividade da atenção;
VIII - articulação interfederativa entre os diversos gestores de saúde,
mediante atuação solidária, responsável e compartilhada;
IX -participação e controle social dos usuários sobre os serviços;
X - autonomia dos usuários, com constituição de estratégias de apoio ao
autocuidado;
XI - equidade, a partir do reconhecimento dos determinantes sociais da
saúde;
XII -formação profissional e educação permanente, por meio de
atividades que visem à aquisição de conhecimentos, habilidades
e atitudes dos profissionais de saúde para qualificação do cuidado, de
acordo com as diretrizes da Política Nacional de Educação
Permanente em Saúde; e
XIII - regulação articulada entre todos os componentes da Rede de
Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas.
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01.(ESP-2019) A Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas, no âmbito do Sistema
Único de Saúde (SUS), estabelece diretrizes para a organização das suas linhas de cuidado. De
acordo com Portaria N° 483, de 1° de abril de 2014, qual sentença corresponde aos princípios da
Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas?
A) Acesso e acolhimento aos usuários com doenças crônicas prioritariamente na atenção básica.
B) Humanização da atenção, buscando-se a efetivação de um modelo centrado na doença crônica.
C) Articulação federativa entre os diversos gestores de saúde, mediante atuação fiscalizatória,
responsável e centralizada.
D) Articulação entre os diversos serviços e ações de saúde, constituindo redes de saúde com
integração e conectividade entre os diferentes pontos de atenção.
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Art. 4º São objetivos da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças
Crônicas:
I -realizar a atenção integral à saúde das pessoas com doenças crônicas, em
todos os pontos de atenção, através da realização de ações e serviços de
promoção e proteção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico,
tratamento, reabilitação, redução de danos e manutenção da saúde; e
II - fomentar a mudança no modelo de atenção à saúde, por meio da
qualificação da atenção integral às pessoas com doenças crônicas e da
ampliação das estratégias para promoção da saúde da população e para
prevenção do desenvolvimento das doenças crônicas e suas complicações.
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Art. 5º São objetivos específicos da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com
Doenças Crônicas:
I - ampliar o acesso dos usuários com doenças crônicas aos serviços de saúde;
II - promover o aprimoramento da qualidade da atenção à saúde dos usuários
com doenças crônicas, por meio do desenvolvimento de ações coordenadas
pela atenção básica, contínuas e que busquem a integralidade e
longitudinalidade do cuidado em saúde;
III -propiciar o acesso aos recursos diagnósticos e terapêuticos adequados em
tempo oportuno, garantindo-se a integralidade do cuidado, conforme a
necessidade de saúde do usuário;
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IV - promover hábitos de vida saudáveis com relação à alimentação e à
atividade física, como ações de prevenção às doenças crônicas;
V - ampliar as ações para enfrentamento dos fatores de risco às doenças
crônicas, tais como o tabagismo e o consumo excessivo de álcool;
VI - atuar no fortalecimento do conhecimento do usuário sobre suas doenças e
ampliação da sua capacidade de autocuidado e autonomia; e
VII - impactar positivamente nos indicadores relacionados às doenças
crônicas.
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DAS COMPETÊNCIAS DAS ESFERAS DE GESTÃO
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ATENÇÃO!!!
DOS COMPONENTES
Art. 11. A Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas é estruturada
pelos seguintes componentes:
I - Atenção Básica;
II - Atenção Especializada, que se divide em:
a) ambulatorial especializado;
b) hospitalar; e
c) urgência e emergência;
III - Sistemas de Apoio;
IV - Sistemas Logísticos;
V - Regulação; e
VI - Governança.
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Art. 12. A Atenção Básica constitui-se como o centro de comunicação da Rede de
Atenção à Saúde, com papel chave na sua estruturação como ordenadora e
coordenadora do cuidado, com a responsabilidade de realizar o cuidado integral
e contínuo da população que está sob sua responsabilidade e de ser a porta de
entrada prioritária para organização do cuidado.
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Art. 13. A Atenção Especializada constitui um conjunto de pontos de atenção
com diferentes densidades tecnológicas para a realização de ações e serviços
de urgência e emergência e ambulatoriais especializados e hospitalares,
apoiando e complementando os serviços da Atenção Básica de forma
resolutiva e em tempo oportuno.
Art. 14. O subcomponente ambulatorial especializado da Atenção
Especializada constitui um conjunto de ações e serviços eletivos de média e
alta densidade tecnológica, com a finalidade de propiciar a continuidade do
cuidado.
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Art. 15. O subcomponente hospitalar da Atenção Especializada constitui o
ponto de atenção estratégico voltado para as internações eletivas e/ou de
urgência de pacientes agudos ou crônicos agudizados.
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Art. 16. O subcomponente de urgência e emergência da Atenção Especializada
constitui o conjunto de ações e serviços voltados aos usuários que necessitam de
cuidados imediatos nos diferentes pontos de atenção, inclusive de acolhimento aos
pacientes que apresentam agudização das condições crônicas.
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Art. 17. Os Sistemas de Apoio constituem sistemas de apoio diagnóstico e
terapêutico, tais como patologia clínica e imagens e de assistência
farmacêutica.
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Art. 18. Os Sistemas Logísticos constituem soluções em saúde, em geral
relacionadas às tecnologias de informação, integradas pelos sistemas de
identificação e de acompanhamento dos usuários, o registro eletrônico em
saúde, os sistemas de transporte sanitários e os sistemas de informação em
saúde.
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Art. 19. A Regulação constitui o componente de gestão para qualificar a
demanda e a assistência prestada, otimizar a organização da oferta e
promover a equidade no acesso às ações e serviços de saúde, especialmente
os de maior densidade tecnológica, e auxiliar no monitoramento e avaliação
dos pactos intergestores.
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Art. 20. A Governança constitui a capacidade de intervenção que envolve
diferentes atores, mecanismos e procedimentos para a gestão regional
compartilhada da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças
Crônicas.
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ATENÇÃO!
Art. 22. Todos os pontos de atenção à saúde, em especial os que integram os
componentes da Rede de Atenção às Urgências e Emergências, prestarão o
cuidado aos usuários com doenças crônicas agudizadas em ambiente adequado
até a transferência ou encaminhamento dos usuários a outros pontos de atenção,
quando necessário.
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DAS LINHAS DE CUIDADO
Art. 23. A implantação da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças
Crônicas se dará por meio da organização e operacionalização de linhas de
cuidado específicas, considerando os agravos de maior magnitude.
Art. 24. No âmbito da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças
Crônicas, as linhas de cuidado deverão:
I - expressar os fluxos assistenciais que precisam ser garantidos ao usuário a
fim de atender às necessidades de saúde relacionadas a uma condição
crônica; e
II - definir as ações e os serviços que serão ofertados por cada componente da
Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas, baseadas em
diretrizes clínicas e de acordo com a realidade de cada região de saúde,
sempre considerando as evidências científicas sobre o tema de que trata.
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