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A aula aborda a educação pública de qualidade no Brasil, destacando a importância da democratização do acesso à educação e os desafios relacionados à sua qualidade. Discute-se a função social da escola, a gestão democrática e a organização escolar, enfatizando a necessidade de uma educação que promova a cidadania e a inclusão. A legislação e avaliações como o PISA são mencionadas para ilustrar a situação atual da educação no país.
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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A aula aborda a educação pública de qualidade no Brasil, destacando a importância da democratização do acesso à educação e os desafios relacionados à sua qualidade. Discute-se a função social da escola, a gestão democrática e a organização escolar, enfatizando a necessidade de uma educação que promova a cidadania e a inclusão. A legislação e avaliações como o PISA são mencionadas para ilustrar a situação atual da educação no país.
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Aula 15 - Prof.

Mariana
Paludetto
SEE-PB - Legislação + Fundamentos
Teóricos e Legais da Educação +
Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA) - 2025 (Pós-Edital)
Autor:
Carla Abreu, Leandro Thomazini,
Mardem Ribeiro Rocha Barbosa,
Mariana Paludetto de Andrade,
Otávio Augusto Moser Prado,
22 de Abril de 2025
Tiago Zanolla, Ricardo Torques

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Carla Abreu, Leandro Thomazini, Mardem Ribeiro Rocha Barbosa, Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado,
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Sumário

Apresentação da Aula ........................................................................................................................................ 2

EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE ................................................................................................................ 3

1 - O que é educação de qualidade? ............................................................................................................ 3

2 - O PISA e a qualidade na educação no Brasil .......................................................................................... 6

3- O IDEB como avaliação da qualidade da educação ................................................................................ 9

4- O caminho para a qualidade .................................................................................................................. 11

5- As influências do neoliberalismo e da industrialização para conceituação de qualidade da educação 12

FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA ......................................................................................................................... 14

GESTÃO DEMOCRÁTICA .................................................................................................................................. 21

Porque a gestão deve ser democrática? .................................................................................................. 21

Como se constrói uma gestão democrática?.............................................................................................. 21

1- A participação democrática da comunidade na escola pública .............................................................. 22

1.1- Condicionantes na participação ........................................................................................................ 23

2 - Os colegiados e sua participação nos processos decisórios da escola ................................................... 26

2.1 - Conselho de Escola ........................................................................................................................... 26

2.2 Associação de Pais e Mestres (APM) .................................................................................................. 28

2.3 - Grêmio Estudantil ............................................................................................................................. 29

3- As formas da participação....................................................................................................................... 30

3.1 Formas de Participação ...................................................................................................................... 30

3.1.3 Participação como representação ................................................................................................... 31

3.1.4 Participação como tomada de decisão ........................................................................................... 31

4 - As dimensões da participação ................................................................................................................ 31

4.1 Dimensão Política ................................................................................................................................ 32

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4.2 Dimensão Pedagógica ........................................................................................................................ 32

4.3 Dimensão Técnica................................................................................................................................ 32

ORGANIZAÇÃO ESCOLAR ............................................................................................................................... 34

CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................................................. 38

Questões Comentadas ...................................................................................................................................... 39

Gabarito ........................................................................................................................................................... 75

Resumo ................................................................................................................................................................ 2

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APRESENTAÇÃO DA AULA
Olá, Estrategista! Tudo bem?
Estamos próximos da metade do nosso curso e já conseguimos nos aprofundar em vários assuntos
que são fundamentais para a realização de uma boa prova.
Nossa aula de hoje está dividida em 4 temas: educação pública de qualidade; função social da escola;
gestão democrática e organização escolar. Esses temas foram aqui divididos em tópicos e subtópicos mas
vale lembrar que são temas indissociáveis. Não tem como estudarmos sobre a função social da escola sem
falar da gestão democrática, por exemplo.
Portanto, durante sua leitura, busque compreender esses tópicos como assuntos interconectados e
contextualizados. Certamente, isso vai facilitar para os momentos de revisão e para a prova em si.

Bom, chegou a hora de colocar a mão na massa! Não se esqueça de ler a teoria, fazer revisões periódicas e
resolver muuuuuuitas questões!!! Vamos lá?
Abraços,
Professora Mariana

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Professora Mariana Paludetto

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EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE


O Brasil foi um dos últimos países a democratizar o acesso ao ensino, tornando a educação um direito
para todos. Enquanto países vizinhos, como a Argentina por exemplo, democratizaram acesso a uma
educação laica, gratuita e para todos nos finais do século XIX1, no Brasil o sonho desse modelo de escola que
fosse de fato acessível à todos só se tornou concreto a partir da década de 90.
Inegavelmente a democratização do acesso e da permanência a escola são essenciais e devem ser
prioridade dos governos e das políticas públicas de educação. Esse modelo republicano de uma escola laica,
gratuita e para todos, é um grande avanço social para o país e deve ser mantido.
Se lembrarmos das nossas aulas anteriores, onde pudemos ver rapidamente como a educação se
constituiu no Brasil, veremos que por muito tempo aqueles que não passavam nos exames pré admissionais
não estudavam, ainda no ensino fundamental. Assim, apesar de supostamente todos terem acesso aos
primeiros anos de escolarização, apenas aqueles que não tinham nenhum tipo de dificuldade conseguiam
ingressar na escola.
Veja bem, tinhamos aqui uma escola homogênea, muito diferente da realidade que temos hoje. A
democratização do acesso modificou radicalmente as relações escolares.
Teberosky2 percebeu em sua pesquisa que as crianças que não tinham acesso ao mundo letrado, ou
seja, cujo famílias não tinham condições de acesso à cultura, apresentavam maior dificuldade no momento
da aprendizagem da leitura. Provavelmente, essas crianças venham justamente dessas famílias que não
tiveram acesso à escola e, sem a democratização de ensino, provavelmente ainda não teriam.
Porém, com essa ampliação de acesso um novo problema surge: a questão da qualidade da educação.

1 - O que é educação de qualidade?

Tudo bem. Existe uma certa unanimidade entre os autores que essa maior demanda e mais
facilidade de acesso à escola comprometeu a qualidade do ensino. Além disso, vemos a todo momento nas
mídias ou no meio acadêmico, as notícias sobre a má qualidade da educação no país.

Mas o que é, afinal de contas, uma educação de qualidade?

O conceito de qualidade na educação não é uma unanimidade. Longe disso. O que cada indivíduo
tem como modelo de educação e de formação do homem e da vida em sociedade, determinará suas

1
LAJONQUIÉRE, Leandro. Quando o sonho cessa e a ilusão psicopedagógica nos invade, a escola entra
em crise. Notas comparativas entre Argentina, Brasil, França.
2
TEBEROSKY, Ana; COLOMER, Teresa. Aprender a ler e a escrever: uma proposta construtivista.

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convicções sobre o que é ou não qualidade na escola. Assim, a avaliação de qualidade na escola pode ser
bem subjetiva.

Dourado 3diz em seu texto que "a discussão acerca da qualidade da educação remete à definição do
que se entende por educação. Para alguns, ela ela se restringe às diferentes etapas de escolarização que se
apresentam de modo sistemático por meio do sistema escolar. Para outros, a educação deve ser entendida
como espaço múltiplo, que compreende diferentes atores, espaços e dinâmicas formativas, efetivado por
meio de processos sistemáticos e assistemáticos."

Aqui, podemos então colocar vários aspectos sob perspectiva: as avaliações (em especial as
avaliações externas) realmente retratam o que acontece nas escolas? o que avaliamos coincide com o que
é ensinado? se cada vez as crianças passam mais tempo dentro de instituições dedicadas á educação, como
podem "aprender cada vez menos?"

Definir o que é qualidade é difícil é um "fenômeno complexo, abrangente e que envolve múltiplas
dimensões, não podendo ser apreendido apenas por um reconhecimento da variedade e das quantidades
mínimas de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem".

A definição do que qualidade na escola tem que abranger também aquilo que acontece extraescola.
Assim, levar em consideração a dimensão socioeconômica e cultural das famílias dos alunos e também
compreender a necessidades de políticas públicas que existam além do ensino em si mas são atreladas a
escola (transporte, alimentação, uniforme, material, etc.), é essencial para qualquer discussão em torno da
questão da qualidade em educação.

Dessa forma, a escola com qualidade social deve desenvolver-se em sintonia com ações
direcionadas à superação de dificuldades sócioeconômica- cultural.

Libâneo4 afirma que precisamos ter claro o modelo de aluno e definir de forma concreta e objetiva
quais as diretrizes, quais os nossos objetivos para alcançar uma educação de qualidade. Ou seja,
precisamos definir o que é essa educação de qualidade para, em sequência, definirmos um caminho para
atingir esse objetivo.

Paro5 também afirmará que a indefinição precisa do conceito de qualidade causa prejuízo, visto que
dessa forma não são delimitados objetivos a serem alcançados e, portanto, não temos um caminho a ser
seguido.

Para o autor, a escola para ter qualidade deve atuar em duas frentes:

✓ Na esfera individual, garantindo aos alunos que eles possuam as ferramentas adequadas para "viver
bem", interagir em sociedade, se integrar ao mercado de trabalho, atingir níveis superiores de
ensino, etc.;

3
DOURADO;OLIVEIRA. A qualidade da educação: perspectivas e desafios.
4
LIBÂNEO; OLIVEIRA; TOSCHI. Educação escolar: políticas, estrutura e organização.
5
PARO. Gestão Escolar, democracia e qualidade de ensino.

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✓ Na esfera social, preparando o aluno para que ele seja um cidadão participativo de fato e que seja
capaz não só de participar da vida em sociedade mas também em modificar aspectos da vida social,
buscando a melhoria de qualidade de vida não só para ele mas para todos.

Dessa forma, para o Paro, escola com qualidade é a escola que prega educação para a democracia.

Cortella6 também compartilha da ideia que a qualidade da educação passa pelos processos de
fortalecimento de uma gestão democrática, a garantia de acesso e permanência e a democratização da
instituição escolar na mesma perspectiva que traz Paro.

Ainda nessa aula teremos a oportunidade de aprofundar um pouco mais os estudos sobre o que
é essa educação para a democracia.

Separei para vocês um recorte da obra de Libâneo onde ele explicita bem o seu entendimento de
educação de qualidade. Preste bem atenção nesses conceitos, pois a visão desse autor é, consrtantemente
cobrada em provas:

“Devemos inferir, portanto, que a educação de qualidade é aquela mediante a qual a


escola promove, para todos, o domínio dos conhecimentos e o desenvolvimento de
capacidades cognitivas e afetivas indispensáveis ao atendimento de necessidades
individuais e sociais dos alunos, bem como sua inserção no mundo e a constituição da
cidadania também como poder de participação, tendo em vista a construção de uma
sociedade mais justa e igualitária. Qualidade é, pois, conceito implícito a educação e ao
ensino”(Pg. 132)

6
CORTELLA. Educação, Escola e Docência: novos tempos, novas atitudes.

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Ou seja, o autor defende que a educação pública para ser considerada de qualidade envolva a
preparação para o processo produtivo e para a vida em uma sociedade, formação para a cidadania crítica e
participativa e, também, a formação ética dos estudantes.

Apesar das críticas aos modelos de avaliações externas e as interferências dos órgãos internacionais
nas políticas públicas de educação, que desconsideram as especificidades de cada país / de cada região, os
autores são unanimes em apontar a grande necessidade de elevar os níveis de conhecimento científico,
cultural e técnico da população.

E o que diz a legislação com relação a qualidade da educação?

A Resolução CNE/CEB nº 04/2010 fala sobre a escola com qualidade social, definindo-a
como aquela escola em que é adotada a centralidade no estudante e na aprendizagem,
favorecendo a inclusão de todos, valorizando as diferenças e atendendo às pluralidades e
à diversidade cultural, inclusive incluindo as manifestações culturais da comunidade.

2 - O PISA e a qualidade na educação no Brasil

Muitos autores questionam a transparência e fidedignidade das avaliaçoes externas padronizadas


como forma de classificar as escolas e os sistemas de ensino ou, ainda, de atestar a qualidade (ou má
qualidade) da educação do país.

Porém, aqui nos atenteremos em compreender que os testes internacionais atestam o mau
desempenho dos alunos.

Usando como parâmetro o PISA 2018, observamos que a proficiência dos alunos brasileiros em
letramento em leitura foi de 413 pontos, 74 pontos abaixo da média.

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Olhando esses resultados podemos antever que, por maiores que sejam as críticas que tenhamos
sobre as formas como essas avaliações são concebidas, é inquestionável que nossos alunos não estão
aprendendo conteúdos básicos da leitura e escrita.
Em Matemática, nosso desempenho é ainda pior, conforme tabela:

Aqui ocupamos a 69º posição, ficando atrás de países vizinhos, que possuem um processo de
constituição de educação e modelo de sistema educacional bem semelhante ao nosso.

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A última área do saber avaliada durante os exames, Ciências, apresenta também um desempenho
ruim dos estudantes brasileiros.

A média de proficiência dos alunos brasileiros foi de 404 pontos, 85 pontos abaixo da média
estabelecida.
Ainda no documento do INEP onde os dados do último resultado do PISA é apresentado, eles
trazem a ideia de que fatores extraescolares influenciam a aprendizagem: " Uma das mais importantes
variáveis associadas ao desempenho dos estudantes, conforme evidenciado em uma vasta literatura
nacional e internacional, é o contexto socioeconômico em que eles vivem. Crianças e jovens cujos pais
possuem menor escolaridade, menor nível de renda, são desempregados ou possuem ocupações de baixo
prestígio econômico e social são mais propensas a apresentarem piores resultados educacionais, como o
aprendizado em sala de aula."
Já com relação aos aspectos intraescolares, foi apontado pelo documento que as interferências no
processo de ensino-aprendizagem são:

• Tamanho das turmas;


• Razão estudante-professor;
• Recursos educacionais
• Falta de pessoal;
• Atividades extracurriculares;
• Suporte ao aluno fora da sala de aula.

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3- O IDEB como avaliação da qualidade da educação

O índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) 8 surgiu em 2007 e tem como objetivo
avaliar a qualidade do ensino no Brasil em todos os seus níveis: sistema de ensino federal, estadual e
municipal.
Seu resultado é o produto de dois importantes indicadores para avaliar a qualidade da educação: o
fluxo escolar e as médias de desempenho nas avaliações.
Os resultados obtidos pelos alunos estão compreendidos na tabela abaixo:

8
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Muitos autores, como Chirinéa e Barreiro9 criticam os modelos de educação padronizada, como o
caso do IDEB e do PISA, dizendo que, em geral, os dados coletados por essas avaliações levam ao
julgamento das escolas ou dos sistemas envolvidos sem, de fato, a preocupação com o desenvolvimento de
novas políticas públicas que favoreçam uma educação de fato com qualidade.
Freitas10 também defende que as avaliações padronizadas quando encaradas apenas de forma a
encontrar culpados é ineficiente e não favorece a real aprendizagem dos alunos, pois não se desenrola em
definições de políticas públicas mais integradas.
Paro também afirma que educação não é apenas informação e que a qualidade da educação não
pode "ser verificada de forma imediata e relativamente rigorosa por meio de mecanismos convencionais
de aferição, aplicáveis à maioria dos produtos postos à venda no mercado".
Assim, o autor defende que precisamos "nos referir à educação por inteiro e não apenas a aspectos
parciais passíveis de aferição mediante provas e exames convencionais" quando estamos falando sobre
qualidade da educação pública.

É importante ressaltar que o IDEB e o PISA surgiram com o objetivo de criar uma escala única,
aplicável para todos, para avaliar o desempenho dos alunos. Os resultados obtidos devem
servir para avaliar os sistemas de ensino e não as escolas.
A ideia é que os sistemas de ensino em contato com esse resultado reveja suas práticas e
reformule seu currículo com o objetivo final de garantir um melhor desempenho nessas
avaliações, o que também pode ser entendido como uma garantia de melhora na qualidade da
educação.

9
HIRINÉA; BARREIRO. Qualidade da educação: eficiência, eficácia e produtividade escolar.
10
FREITAS. Eliminação adiada: o ocaso das classes populares no interior da escola e a ocultação da (má)
qualidade do ensino.

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Oportunamente, iremos nos dedicar a estudar com afinco e de forma mais detalhadas o PISA e o
IDEB, quando tivermos nossa aula de Avaliação. Por enquanto, o objetivo é compreender de onde
vem os dados que apresentam um cenário de má qualidade da educação brasileira.

4- O caminho para a qualidade

Já entendemos como é difícil definir a qualidade na educação, refletimos sobre esses aspectos e nos
deparamos com os dados referentes às avaliações realizadas pelos estudantes brasileiros. Muito bem.
Agora, vamos começar a delimitar quais as possibilidades de caminho para alcançar uma educação
que tenha qualidade, onde as crianças de fato aprendam.
Libâneo afirma para nós que existe já um reconhecimento geral da necessidade da educação
preparar para o mundo do trabalho, o que impacta diretamente o desempenho da economia e o
desempenho técnico-científico do país.
Não obstante, o autor defende que não devemos nos limitar a isso, sendo necessário também
prover uma formação voltada para a cidadania e a formação de valores, que possibilite a valorização da
vida humana em todas as dimensões. Assim, uma educação de fato de qualidade favoreceria a qualidade é
aquela que promove o desenvolvimento integral dos alunos.
Tendo em vista todo esse cenário, muitos autores apontam caminhos para alcançar a qualidade na
educação, como:11
✓ Selecionar os melhores professores, através de salários atrativos, planos de carreira e
valorização profissional. Muitos estudos já apontam que o professor que apresenta um bom
desempenho e boa relação com os alunos, acarreta em turmas com desempenhos mais
elevados em avaliações padronizadas.
✓ Cuidar da formação continuada docente, pois não adianta apenas selecionar os melhores, é
preciso garantir que eles se mantenham em constante processo de aprendizado e se
atualizando.
✓ Não deixar nenhum aluno para trás, por que a definição de qualidade perpassa a
democratização de acesso e permanência e vai além disso, garantindo direito aos alunos a
uma escola de fato de qualidade.
✓ Preparar grandes gestores, para que a administração dos recursos materiais e humanos das
escolas sejam bem aproveitados.
Essas quatro grande mudanças foram responsáveis por uma melhora considerável no desempenho
de países como Japão, Suécia e Islândia nas avaliações internacionais, como o PISA, por exemplo.
Além disso, conforme já vimos, os autores apontam que falar em qualidade da educação deve ser
uma discussão mais ampla que leve em conta o rendimento dos alunos nas provas mas, também, que o

11
RATIER. O caminho para a qualidade.

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prepare para a vida em sociedade e para a dimensão ética e política, formando o indivíduo em todas as
suas esferas.
Ainda em concordância com essa perspectiva, Tedesco e Rebelatto12 definem como escola de
qualidade social "aquela que atende às expectativas de vida das famílias, estudantes e profissionais que a
compõem e também colabora na construção de vivências humanas efetivamente democráticas."

5- As influências do neoliberalismo e da industrialização para


conceituação de qualidade da educação

Com o processo de crescimento da sociedade industrial, marcada fortemente pelo tecnicismo e


pelas ideias do neoliberalismo, a escola vem incorporando alguns conceitos que eram restritos ao mundo
empresarial.
A ideia de competência, eficácia e eficiência está atrelada à esses ideais e refletem no modelo que
temos de avaliações de larga escala, que medem o quanto as crianças possuem determinadas habilidades
ou o quanto são eficientes em resolver problemas.
Quando não tomado cuidado, esses conceitos ocupam todo o campo educativo, sobrando muito
pouco ou nenhum espaço para pensarmos na formação ética e estética dos alunos.
Se isso ocorre, não conseguimos favorecer a tão falada formação integral, que contemple o ser
humano em sua plenitude. Portanto, cada vez mais os autores da educação tem buscado refletir sobre
esses temas.
A escola não pode ser vista como uma empresa, nem o aluno como cliente e, muito menos, o
ensino como mercadoria. Não podemos pensar no processo de ensino-aprendizagem através da ótica da
produção, excluindo então aqueles que "não produzem".
Uma escola pautada nesses ideais competitivos é fundamentalmente exclusiva e antidemocrática.
Chegou a hora de treinarmos um pouco! Vamos lá?

(VUNESP – 2019 -Prefeitura de Olímpia / SP – Inspetor de Alunos)

12
TEDESCO; REBELATTO. Qualidade social da educação: um debate em aberto.

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A Resolução CNE/CEB nº 04/2010, em seu artigo 9º , dispõe que “A escola de qualidade social é aquela que
adota como centralidade o estudante e a aprendizagem”. A seguir, elenca requisitos que cabe à escola de
qualidade atender, entre eles aquele que declara a necessária consideração sobre a “(...) inclusão, a
valorização das diferenças e o atendimento à pluralidade e à diversidade cultural (inciso II)”.
Para a escola ser considerada de qualidade e atender o disposto no inciso II do artigo 9º , ela deve

(A) resgatar e respeitar as várias manifestações da comunidade.


(B) focalizar todo o seu trabalho no que ocorre em seu próprio interior.
(C) formar grupos de estudos por segmentos: docentes, discentes, funcionários e pais.
(D) preocupar-se com a transmissão de conteúdos, adaptando-os aos diferentes tipos de alunos.
Comentários:
Letra A: Certo. Respeitar as manifestações da comunidade é um dos exemplos de como podemos instaurar
um modelo de escola democrática e inclusiva.
Letra B: Errado. A escola, cada vez mais, deve estar aberta e possibilitar o diálogo e participação de toda
comunidade.
Letra C: Errado. A ideia é que todos participem de maneira igualitária e que exista um intercâmbio entre pais,
professores, alunos e demais funcionários. O ideal é que todos participem juntos das decisões.
Letra D: Errado.
Alternativa correta: (a)

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FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA


Certamente, a mais cobrada em concursos e referenciada no meio acadêmico quando falamos em
função social da escola é Celina Areas13. Aqui, partiremos das ideias da autora para desenvolver a
conceituação desse tema.
Primeiramente, é interessante delimitarmos o que é educação, dentro da perspectiva da autora.
Bem, ela traz educação como um processo e como uma prática social, contínuo e com foco formativo,
sendo um direito inalienável do cidadão (lembram da nossa aula de legislação? segundo a CF 88 - direito
público subjetivo!).
A educação em seu sentido mais amplo acontece nos mais diversos lugares e tem muitas "caras".
Porém, claro, a escola é o lugar privilegiado para garantia do direito à educação e é onde os processos de
educação mais sistemáticos e organizados acontecem.
Areas acredita que para alcançar sua função social, a escola deva garantir a universalização de
acesso e a ampliação da jornada escolar, com garantia de permanência bem sucedida, para todos os
alunos.
A autora defende que, portanto, existem algumas tarefas que são indispensáveis à escola:
✓ Socializar o saber sistematizado;
✓ Fazer com que o saber seja criticamente apropriado pelos alunos;
✓ Aliar saber científico ao saber prévio dos alunos;
✓ Adotar uma gestão participativa / democrática;
✓ Contribuir para a construção de um país mais justo e igualitário.14

A nossa Constituição Federal traz em seu Art. 5º a definição da função social da escola, conforme
relembra-nos a autora.
Vamos retomá-lo?

13
AREAS. Função social da escola.
14
Disponível em [Link]
14
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“A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com
a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o
exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

Observamos, portanto, que na legislação o apontado como função da escola é, em primeiro lugar, a
formação integral do sujeito (esfera individual), sua formação enquanto cidadão crítico e participativo
(esfera social) e, além disso, sua qualificação para mercado de trabalho (atendimento às demandas de mão
de obra qualificada).
Na LDB também aparecem definições dos princípios e da função da escola, conforme veremos a
seguir:

TÍTULO I - Da Educação

Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar,


na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos
sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.

§ 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social.

TÍTULO II - Dos Princípios e Fins da Educação Nacional

Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e


nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando,
seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Como podemos ver, a lei de diretrizes e bases também traz como função social da escola o
desenvolvimento integral do indivíduo, seu preparo como cidadão e sua formação para o mercado de
trabalho.
Para Paulo Freire, a formação do indivíduo deve contemplar o desenvolvimento de seu papel como
dirigente do seu próprio destino (autonomia), dos destinos de sua educação (esfera individual) e do destino
da sua sociedade (esfera social). Assim, a escola deve formar o cidadão solidário, crítico, ético e
participativo.

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Pablo Gentili afirma que na visão neoliberal da função social da escola, a instituição deve
ter por função e princípio a transmissão de competências e habilidades necessárias para
atuarem competitivamente no mercado de trabalho, que é altamente seletivo e cada vez
mais restrito, deixando de lado os aspectos de formação ética dos estudantes.
Essa visão está impregnada dessa visão de função da escola. Apesar dos discursos
emancipatórios, em geral a escola ainda se preocupa com a preparação para “o futuro”,
considerando nesse futuro apenas a preparação para o mercado de trabalho e para
continuidade de estudos, perdendo cada vez mais esse compromisso com a formação
ética e política.

Areas, indo na contramão da função social da escola na visão neoliberalista, afirma que a função
social da escola é um compromisso com a formação do cidadão através do fortalecimento dos valores de
solidariedade, um compromisso com a transformação da sociedade.
Assim, podemos entender que "a função social da escola é o desenvolvimento das potencialidades
físicas, cognitivas e afetivas do indivíduo, capacitando-o a tornar um cidadão, participativo na sociedade
em que vivem. A função básica da escola é garantir a aprendizagem de conhecimento, habilidades e
valores necessários à socialização do individuo sendo necessário que a escola propicie o domínio dos
conteúdos culturais básicos da leitura, da escrita, da ciência das artes e das letras, sem estas aprendizagens
dificilmente o aluno poderá exercer seus direitos de cidadania."15
Para Dubet16, a discussão sobre função da escola parte do princípio que a escola deve ser justa.
Porém, definir uma escola justa é extremamente difícil. O coreto é ensinar o mesmo conteúdo a todos, de
forma democrática, ou ensinar levando em conta apenas as especificidades de cada um? Um currículo
mínimo comum, como a BNCC, garante que todos aprendam a mesma coisa mas também poda o
desenvolvimento de algumas habilidades especificas de algum aluno ou de alguma comunidade. Dessa
forma, a função social da escola é buscar se aproximar de um ideário de justiça social.

15
Disponível em [Link]
16
DUBET.O que é uma escola justa?

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Para Libâneo17, no contexto da sociedade contemporânea, a escola tem uma tríplice


responsabilidade:
✓ Ser agente de mudança, capaz de gerar conhecimento e desenvolver a ciência e a tecnologia;
✓ Trabalhar a tradição e os valores nacionais ;
✓ Preparar cidadãos capazes de entender o mundo, seu país, sua realidade e de transformá-la
positivamente.
Essa tríplice responsabilidade, segundo o autor, indicam três objetivos fundamentais da escola pública
atual:
1. Preparação para o processo produtivo e para a vida em uma sociedade técnico-informacional,
que envolve o preparo para o mercado de trabalho, através da formação geral, cultural e
científica de cada um dos estudantes, desenvolvendo saberes e habilidades, além do
desenvolvimento do pensamento crítico e criativo.
2. Formação para a cidadania crítica e participativa, onde o cidadão é capaz de interferir
positivamente na sua própria comunidade, sendo agente de mudança, buscando a justiça social.
Para isso, é necessário também que a escola favoreça o desenvolvimento de competências
sociais, como relações grupais e intergrupais, processos democráticos e eficazes de tomada de
decisões, capacidades sociocomunicativas, de iniciativa, liderança, responsabilidade, resolução
de problemas, etc.
3. A formação ética, que é um dos pontos fortes da escola do presente e do futuro. Trata-se de
formar valores e atitudes de solidariedade, respeito às diferenças e empatia. A escola deve
auxiliar no desenvolvimento de competências comunicativas que possibilitarão diálogo e
consenso baseados na razão crítica.

FUNÇÃO DA
ESCOLA
(Libâneo)

Formação Técnica Formação Cidadã Formação Ética

Paro entende a educação como a atualização histórica do homem e acredita que a escola
fundamental deve se pautar em duas esferas: individual e social.

17
LIBÂNEO. Organização Escolar: políticas, estrutura e organização.

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FUNÇÃO DA ESCOLA
(PARO)

Esfera Individual Esfera Social


(autodesenvolvimento (educação para a
do aluno) democracia)

A dimensão individual de formação do aluno está relacionada com a aquisição de saberes e


competências necessárias para seu desenvolvimento, dando-lhe condições necessárias para "viver bem".
Já a formação na dimensão social, está ligada à formação do cidadão crítico e participativo, que não
apenas convive em sociedade mas que possui as ferramentas necessárias para modificá-la, se necessário. É
a formação do indivíduo capaz de contribuir para a construção de uma ordem social mais adequada.
Podemos definir essa dimensão social como educação para a democracia.
Paro afirma que a educação para a democracia é o que chamamos de função social da escola
pública. Esse ideal de educação está, claro, intrinsecamente ligada à questão da qualidade do ensino e dos
objetivos da escola.
Para ser um cidadão de fato participativo, é necessário possuir saberes que te possibilitem atuar na
esfera social, inclusive modificando a realidade de sua sociedade. Sendo a escola o local privilegiado de
educação, caberia à ela dotá-los das capacidades culturais, exigidas para isso.
Dessa forma, sob a perspectiva do Paro, é essencial que a escola se preocupe de fato em formar um
democrata. Isso pode ser alcançado através de três elementos que seriam indispensáveis e
interdependentes para a compreensão da educação para a democracia:
1. A formação intelectual e a informação - informar e introduzir nas diferentes áreas do
conhecimento, inclusive através da arte e da literatura.
2. A formação moral - vinculada aos valores republicanos e democráticos, que são aprendidos
pela consciência ética
3. A educação do comportamento - no sentido de enraizar hábitos de tolerância diante do
diferente, aprender através da cooperação ativa e da subordinação do interesse individual
ao interesse coletivo, visando o bem comum.
Gramsci também defendia essa ideia, sendo grande crítico do ensino profissional por ter seu foco
totalmente centrado nos aspectos técnicos, abandonando as dimensões éticas e políticas da formação do
sujeito. Ele acreditava que o sujeito tinha que ser educado não apenas para ser um bom profissional mas
também para ser um cidadão capaz de participar crítica e ativamente da sua comunidade.

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Para finalizar, Paro também afirma que hoje as escolas não podem mais se restringir à mera
veiculação de informações, como fazia no passado. A escola possui essas novas demandas, novas funções,
que são fundamentais e centrais para garantia de qualidade, tendo como princípio fundamental e
estruturante a formação do cidadão.
Enfim, vimos a visão de vários autores sobre qual é a função da escola e, não podemos esquecer, lá
no começo da aula, enquanto falávamos sobre o que diz a legislação, pudemos nos aprofundar no que a
CF88 e a LDB apresentam como função da escola:

FUNÇÃO DA
ESCOLA
(Legislação)

Preparo para Qualificação para


Desenvolvimento
exercício da o mercado de
pleno do aluno
cidadania trabalho.

A legislação educacional vê uma tríade de funções para a escola: o desenvolvimento pleno do


aluno (esfera individual), o preparo para exercício da cidadania (esfera social) e qualificação para
mercado de trabalho (mão de obra qualificada).
Agora chegou a hora de treinar e ver se está claro o conteúdo que acabamos de estudar.
Vamos lá?

(VUNESP – 2019 -Prefeitura de Olímpia - SP – Docente)


Quanto à função social da Escola, a Lei Federal nº 9.394/96, LDBEN, no artigo 2º , dispõe que: “A educação,
dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana,
tem por finalidade
(A) a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola dos educandos com altas habilidades

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(B) o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para
o trabalho.
(C) o atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com deficiência e/ou transtornos
globais do desenvolvimento.
(D) o atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de material didático
escolar, transporte e alimentação”.
Comentários:
Todas essas afirmativas correspondem a pontos importantes para garantia da qualidade da educação
pública. Porém, quando falamos em função social da escola, estamos pensando no desenvolvimento pleno
do aluno, com foco na formação cidadã e na qualificação para o trabalho.
Alternativa correta: (B)

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GESTÃO DEMOCRÁTICA

Autores como Paro e Libâneo, que estamos estudando nesse curso por serem cobrados com
bastante frequência nas provas de concurso, defendem que a qualidade de ensino perpassa por todos os
aspectos da organização da escola.
Dessa forma, para garantir uma educação de qualidade, em suas esferas pessoais e sociais,
precisamos que a escola apresente algumas características:
✓ Aluno como centro do processo de ensino;
✓ Professor com boa formação e com boas oportunidades de formação continuada;
✓ Acesso aos patrimônios artísticos, culturais e científicos da humanidade;
✓ Recursos humanos e financeiros;
✓ Uma gestão democrática da escola.
Assim, aqui nos interessará conhecer um pouco mais sobre o aspecto da gestão, através de dois
pontos: porque a gestão deve ser democrática e como se constrói uma gestão democrática.

Porque a gestão deve ser democrática?

Vimos a pouco que para uma educação ter qualidade social, ela precisa ser orientada como uma
educação para a democracia. Ou seja, a educação precisa ser voltada para preparar o sujeito para não só
participar da vida pública da sua comunidade como também para ser capaz de modificá-la.

Paro afirma que não tem como pregarmos uma educação para a democracia se a própria instituição
escolar não é uma instância democrática.

O autor afirma que o discurso de formar o cidadão, de prepara o aluno para o exercício da cidadania
tem sido cada vez mais empregado pelas escolas e pelos sistemas de ensino, porém, não são aplicados
dispositivos realmente democráticos dentro da escola.

Como se constrói uma gestão democrática?

De forma resumida, podemos dizer que a garantia de uma gestão democrática se dá, em especial,
pela garantia de que os processos decisórios serão feitos pela maioria da comunidade escolar, representada
pelo Conselho de Escola, pela Associação de Pais e Mestres, pelo Grêmio Estudantil, entre outros.

Esses instrumentos de participação de todos envolvidos na escola (professores, funcionários, pais,


alunos e comunidade em geral) buscam um exercício mais transparente e coerente da gestão escolar, e que
de fato atenta as demandas da comunidade.

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1- A participação democrática da comunidade na escola pública

Paro18 , ao ressaltar que a escola deve ser local de democracia, aponta que existem uma série de
fatores que dificultam ou até mesmo impossibilitam a gestão democrática.

A primeira e, provavelmente, mais importante delas, é que para a construção de uma escola
democrática, precisamos prever uma estruturação horizontal entre os envolvidos no processo de tomada de
decisão, e, apesar do discurso democrático, as escolas ainda se compõem em sua grande maioria (em
especial as públicas), com uma estrutura hierarquizada, em formato piramidal:

Direção

Coordenação
Pedagógica

Professores

Funcionários não
professores

Alunos

Órgãos colegiados

Pais e responsáveis

Comunidade Escolar

18
PARO. Gestão democrática da escola pública.

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Dentro desse formato, o diretor é a autoridade máxima da escola, o que o coloca em uma posição
especialmente delicada: a decisão, mesmo que feita democraticamente, de como será realizado os eventos
e de como será gastado a verba, é integralmente de sua responsabilidade.

Ou seja, mesmo que a comunidade escolar opte, durante as reuniões de Conselho de Escola, a
comprar um determinado item que não poderia ser comprado com verba pública, visando que essa compra
sim atenderia as necessidades da escola, quem assumirá a responsabilidade administrativa, civil e, em alguns
casos, até criminal desse ato, será o diretor da escola. Não obstante, tantos diretores costumam ser avessos
à participação de quem quer que seja nos processos de decisão na escola, alegando que "é o dele que está
na reta".

Outro ponto sempre recorrente quando falamos em participação ativa na escola, é o discurso que os
pais não querem participar. Paro apresenta pesquisas em sua obra que demonstram que sim, os pais tem
interesse em fazer parte da escola, mas não da forma como a escola oferece esse espaço de participação.

Em geral, os pais percebem que a escola age com eles a partir de uma perspectiva paternalista: como
se eles fossem "coitados", desprovidos de capacidade de compreensão e carentes em todos os sentidos da
palavra, sendo incapazes de ajudar nos processos de decisão.

Os pais também apontam que é comum receber convite das escolas apenas quando é para falar do
mau comportamento dos filhos ou para participar de eventos e festividades que não interessam a
comunidade. Ressaltam que, de forma geral, não são ouvidos pela escola sobre as reais necessidades do
entorno.

Ainda relacionado a participação dos pais, muitos complementam que gostariam de participar, mas
que os horários da reunião impossibilitam a participação, por coincidirem com horário de trabalho ou outros
afazeres essenciais.

1.1- Condicionantes na participação

Paro afirma que existem condicionantes internos e externos que interferem na participação dos pais
na escola. Entre os condicionantes internos estão: os de ordem material, os institucionais, os políticos-sociais
e os ideológicos.

✓ As condições de trabalho ou os condicionantes materiais da participação:

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As condições precárias das escolas, com falta de recursos, é um dos impedimentos para participação
de todos nos processos decisórios. Um exemplo disso é que as próprias reuniões de Conselho de Escola são
limitadas a um número restrito de pessoas pela falta de um local adequado para esses eventos

✓ Os condicionantes institucionais:

Como já falamos, a escola ainda funciona a partir de um esquema empresarial, de caráter hierárquico.
Torna-se muito difícil estabelecer relações interpessoais horizontais e antiautoritárias dentro de um sistema
tão burocratizador.

✓ Os condicionantes político-sociais:

Ter uma escola com caráter democrático é mais difícil. Participar de um Conselho de Escola
verdadeiramente democrático é bem mais difícil do que participar de um "de faz-de-conta". Isso porque é
inevitável, dentro de um sistema democrático, que exista discordância (radicais, inclusive) entre os membros
de um mesmo colegiado.

Assim, desenvolver a capacidade de ouvir, ter empatia, respeitar a diversidade é fundamental para
conseguir exercitar a democracia na escola.

✓ Os condicionantes ideológicos da participação:

Estamos aqui falando de todas as crenças e de valores de cada sujeito, ou seja, da personalidade
de cada um. Podemos pensar aqui tanto nos aspectos internos de cada um para participar quanto
também da leitura que se faz dos outros.

Por exemplo, quando a escola diz que os pais não tem interesse na vida escolar das crianças, isso
é uma leitura que os membros da escola fazem da família, que nem sempre corresponde a verdade.
Como vimos, na verdade, em geral as famílias desejam participar.

O autor também ressalta um aspecto interessante, que muitas vezes os pais não participam pela
descrença de que serão de fato escutados, devido experiências anteriores.

MATERIAIS INSTITUCIONAIS

Condicionantes
Internos

POLÍTICO-SOCIAIS IDEOLÓGICOS

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Paro19 também afirma que existem alguns determinantes da participação presentes na comunidade,
que são os condicionantes externos:

✓ Condições Sócio-econômicas:

A carga horária de trabalho excessiva, em geral, é um grande fator para a baixa participação dos pais
nas atividades escolares. Pensando na realidade da cidade de São Paulo, onde é comum na periferia que as
pessoas demorem 2 horas no trajeto casa - trabalho, as mães e os pais dessas crianças passam 4 horas no
transporte público + 9 horas no ambiente de trabalho.

A chance dessa família participar das atividades e dos eventos propostos pela escola é muito
pequena, mesmo que elas ocorram aos finais de semana, pois ainda existem as tarefas da casa e familiares
a serem realizadas por esses pais em seus escassos momentos de folga.

✓ Condicionantes Culturais

Somos todos criados dentro de um modelo autoritário, a escola foi, historicamente, construída como
instrumento de poder e opressão, garantindo o aprendizado através do autoritarismo, seja dos professores,
seja dos diretores. Quebrar esses padrões não é uma tarefa simples, mesmo para os mais bem intencionados.

✓ Condicionantes Institucionais

Segundo o autor, comunidades onde existem movimentos sociais ativos e instituições


estabelecidas para pensar nas resoluções dos problemas do bairro e da comunidade, são mais abertas a
participarem dos processos decisórios da escola.

Democracia é um exercício prático e é mais simples para quem já está mergulhado nesse universo
participar de uma gestão democrática.
CONDICIONANTES

SÓCIO-
ECONÔMICOS

CULTURAIS

INSTITUCIONAIS

19
PARO. Gestão democrática da escola pública. Pág. 67.

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2 - Os colegiados e sua participação nos processos decisórios da


escola

Já conseguimos avançar consideravelmente em nossa conceituação do que é gestão democrática, de


quais são seus desafios, de como implementá-la. Pois bem, agora vamos pensar um pouco em como a
legislação tentou assegurar esses processos democráticos.20

A gestão democrática foi delimitada lá na Constituição Federal de 1988 em seu artigo 206 e é repetido
no artigo 3º da Lei de Diretrizes e Bases (LDB). No artº 14 da LDB, fica um pouco mais detalhado sobre como
acontecerá esse processo:

"Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação
básica de acordo com as suas peculiaridades, conforme os seguintes princípios:

I – participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola;

II – participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes."

O Plano Nacional da Educação (PNE) repete o texto da LDB e acrescenta que

"(...)bem como a descentralização da gestão educacional, com fortalecimento da autonomia da


escola e garantia de participação da sociedade na gestão da escola e da educação"

Assim, vemos que a legislação prevê que a gestão escolar ocorra de forma democrática a partir de
duas premissas básicas: a participação de todos na construção do projeto político pedagógico das escolas e
com a participação da comunidades nos colegiados, os quais falaremos um pouco melhor por aqui, na
tentativa de favorecer uma descentralização da gestão, fortalecendo a autonomia da escola.

2.1 - Conselho de Escola

O Conselho de Escola é um órgãos colegiado composto por representantes da comunidade escolar


que tem como função deliberar sobre as questões pedagógicas, administrativa e financeiras da escola. É um
espaço para discussão dos problemas enfrentados na escola e de caminhos para solucioná-los.

A ideia é que o Conselho de Escola seja de fato uma instância democrática, que auxilie na efetivação
da garantia de uma escola de qualidade social para todas as crianças.

Durante esse processo, fica a cargo do Conselho de Escola debater e tornar claro os valores e os
objetivos da escola, definir prioridades pedagógicas e orçamentárias, contribuir para a organização do
currículo escolar, entre outros.

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Ou seja, os Conselhos Escolares possuem três dimensões:

1. Deliberativa:

Quando decidem sobre o projeto político-pedagógico e outros assuntos da escola, fazem


encaminhamentos e garantem cumprimento das ordens internas.

2. Consultiva:

Caráter de assessoramento, analisando as questões encaminhadas pelos diversos segmentos da


escola e apresentando sugestões ou soluções, que poderão ou não ser acatadas pelas direções das escolas.

3. Fiscais:

Quando acompanham a execução das ações pedagógicas, administrativas e financeiras, avaliando e


garantindo o cumprimento das normas escolares e a qualidade social do cotidiano escolar.

4. Mobilizadoras:

Quando promovem a participação dos segmentos representativos da escola e da comunidade em


diversas atividades, contribuindo para a efetivação da democracia participativa e para melhoria da qualidade
social da educação.

DELIBERATIVA

CONSULTIVA
DIMENSÕES DO
CONSELHO DE ESCOLA
FISCAL

MOBILIZADORA

Além disso, os Conselhos de Escola possuem algumas atribuições específicas, entre elas:

✓ Elaborar o Regimento Interno;


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✓ Convocar assembleias ;
✓ garantir a participação de todos na construção do PPP;
✓ promover relações pedagógicas que favoreçam o saber do estudante;
✓ propor e coordenar alterações curriculares;
✓ participar da elaboração do calendário escolar, observada legislação;
✓ acompanhar os indicadores de desempenho;
✓ elaborar o plano de formação continuada dos conselheiros escolares;
✓ aprovar plano administrativo anual, elaborada pela direção da escola, sobre a programação e
a aplicação de recursos financeiros;
✓ fiscalizar a gestão administrativa, pedagógica e financeira da unidade escolar.

Os Conselhos Escolares se reúnem periodicamente, com reuniões abertas à comunidade. Além dessas
reuniões, recomendam-se assembleias-gerais, que são soberanas em suas decisões. As assembleias são uma
forma de fazer a eleição dos membros do Conselho de Escola daquele ano, por exemplo.

Por último, vale a pena ressaltar que os Conselhos devem ser compostos por membros de cada
segmento da comunidade escolar: gestão, docentes, funcionários não docentes, pais e, quando possível,
alunos.

2.2 Associação de Pais e Mestres (APM)

Outro órgãos colegiado presente nas escolas é a Associação de Pais e Mestres (APM), que consiste
em uma associação sem fins lucrativos que representa os interesses comuns dos profissionais e dos pais dos
alunos da escola. 21

Apesar de não existir uma legislação federal que trata especificamente de APM e, portanto, os
Estados e Municípios terem liberdade para determinar o funcionamento desse dispositivo, a existência da
APM da escola é obrigatória para recebimento de verbas federais do Programa Dinheiro Direto na Escola
(PDDE). Não iremos aqui nos aprofundar em compreender esse repasse de verbas pois oportunamente
teremos uma aula para debater sobre o financiamento da educação pública.

Para receber o PDDE, as APMs devem ser entidades jurídicas de direito privado registradas em
cartório e ter um estatuto. Os membros são eleitos através de votação e o mandato é de dois anos. Sua
composição é formada por direção, conselho deliberativo e conselho fiscal.

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Composição
da APM

Conselho Conselho
Direção
Deliberativo Fiscal

A direção é responsável pela execução da associação, que deve se reunir todo mês; o conselho
deliberativo é responsável pelas decisões de ações da entidade que deve se reunir semestralmente e o
conselho fiscal é responsável pelo controle das atividades e decisões da associação que deve se reunir
juntamente ao conselho deliberativo.

2.3 - Grêmio Estudantil

Por último, temos o grêmio estudantil, que é também um órgãos colegiado. Porém, nesse caso, ele é
composto apenas pelos alunos e representam todo corpo discente da instituição.

A primeira legislação que falou sobre a garantia de organização aos estudantes foi a Lei nº 7.398, de
4 de novembro de 1985. Vejamos abaixo:

Art . 1º - Aos estudantes dos estabelecimentos de ensino de 1º e 2º graus fica assegurada a


organização de Estudantes como entidades autônomas representativas dos interesses dos
estudantes secundaristas com finalidades educacionais, culturais, cívicas esportivas e sociais.

§ 1º - (VETADO).

§ 2º - A organização, o funcionamento e as atividades dos Grêmios serão estabelecidos nos seus


estatutos, aprovados em Assembleia Geral do corpo discente de cada estabelecimento de ensino
convocada para este fim.

§ 3º - A aprovação dos estatutos, e a escolha dos dirigentes e dos representantes do Grêmio


Estudantil serão realizadas pelo voto direto e secreto de cada estudante observando-se no que
couber, as normas da legislação eleitoral.

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No Plano Nacional de Educação, o Grêmio Estudantil também aparece como uma das principais
instâncias de garantia de uma gestão democrática da escola pública. O grêmio irá atuar em conversas com a
direção escolar, nos momentos de conselho de escola e da reunião da APM, nas reuniões de representantes
de sala.

3- As formas da participação

Conseguimos analisar com profundidade a importância de estabelecer uma gestão democrática e


quais aspectos podem facilitar ou dificultar colocar isso em prática.

Aqui, começaremos a dar uma observada nas propostas defendidas pela Heloísa Luck.22

"É importante destacar que a democratização efetiva da educação é promovida não apenas
pela democratização da gestão da educação, conforme definido pela Constituição Federal
e pela Lei de Diretrizes e Bases.(...). O fundamental dessa democratização é o processo
educacional e o ambiente escolar serem marcados pela mais alta qualidade, a fim de que
todos os que buscam a educação desenvolvam os conhecimentos, as habilidades e as
atitudes necessários para que possam participar, de modo efetivo e consciente, da
construção do tecido da sociedade, com qualidade de vida e desenvolvendo condições para
o exercício da cidadania" (pág. 26)

Ou seja, para a autora a democratização da gestão por si só não é garantia de uma efetiva
democratização da escola. Essa garantia de democratização deve estar atrelada a garantia de acesso e
permanência e fundamentada em princípios de qualidade social.

3.1 Formas de Participação

Para Luck, democratização depende de participação. Porém, existem várias formas de se favorecer a
participação sem, no entanto, de fato democratizar o espaço escolar. É realidade em muitas escolas uma
participação parcial, onde as opiniões até são escutadas, mas o processo de tomada de decisão em si não é
democrático.

3.1.1 Participação como presença

A participação como presença independe de atuação do sujeito no grupo que está inserido. Por
exemplo, ser aluno te coloca como membro de um grupo, você passa a fazer parte dele, mesmo sem ter a
intenção de fazê-lo.

Sendo membro desse grupo, você pode participar ativamente ou não dos processos que ali ocorrem,
mas você não deixa de fazer parte. Voltando ao nosso exemplo, o aluno pode ser engajado com as tarefas
da escola e líder do grêmio estudantil ou apenas frequentar o espaço escolar por imposição dos pais. Em
ambos os casos, eles participam por presença naquele grupo.

22
LUCK. A gestão participativa na escola.

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3.1.2 Participação como expressão verbal e discussão de ideias

Essa é uma forma de participação muito comum nas escolas de um modo geral. Os assuntos são
levados para plenárias ou reuniões importantes, são abertos espaços para discussão e troca de ideias, todos
participam... Mas o processo de decisão sobre o assunto é tomada por uma pessoa, ou por um conjunto
específico de pessoas, que podem ou não levar em consideração as discussões realizadas.

Ou ainda, são propostas as discussões e expressão verbal sem nenhum encaminhamento de fato para
a resolver as questões, virando um grande "desabafo" coletivo.

3.1.3 Participação como representação

Essa forma de participação é necessária para grupos grandes, onde não é possível garantir a
participação direta de todos. Os conselhos de escola e associações de pais e mestres, além do grêmio
estudantil, são exemplos de participação como representação na escola.

3.1.4 Participação como tomada de decisão

Nesse cenário, a democratização de fato acontece. É quando os envolvidos dentro daquele grupo
conseguem de fato tomar as decisões sobre o andamento da instituição e dos projetos em conjunto.

Dentro da realidade escolar, muitas vezes essas decisões grupais acontecem para tomada de decisão
de assuntos de menor relevância, como qual a cor será pintada a quadra ou onde serão fixados os cartazes
de uma determinada turma, enquanto decisões de maior relevância, como aqueles ligadas à construção do
Projeto Político-Pedagógico ou ao destinamento de verbas, continuam sendo decididas apenas pela gestão.

3.1.5 Participação como engajamento

O engajamento é o nível mais pleno de participação. Luck define participação como "uma atuação
conjunta superadora das expressões de alienação e passividade, de um lado, e autoritarismo e centralização,
de outro, intermediados por cobrança e controle".

É importante lembrarmos que a qualidade do ensino depende de que as pessoas que são afetadas
pelas decisões tomadas na escola exerçam seu direito de participar desses processos de decisão,
fortalecendo dessa forma, a democracia no âmbito institucional.

4 - As dimensões da participação

Como vimos anteriormente, existem basicamente três dimensões de participação: política,


pedagógica e técnica. Aprofundamos em como Paro e Libâneo pensaram essa dimensão nos últimos itens,
tratando dos condicionantes de participação, ou seja, do que facilita ou dificulta o exercício de um projeto
democrático na escola.

Agora, vamos avançar mais um pouco, entendendo que a participação possui três dimensões. Essas
dimensões forma propostas por Luck e são convergentes entre si e interinfluentes: política, pedagógica e
técnica.

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Para a autora, essas dimensões são indissociáveis, porém é importante conhecer melhor cada uma
delas, de forma didática, para compreender os mecanismos de participação dentro das unidades escolares.

4.1 Dimensão Política

A dimensão política, segundo a autora, se refere ao "sentido de poder das pessoas de construírem a
sua história e a história da organização da qual fazem parte.

4.2 Dimensão Pedagógica

A dimensão pedagógica refere-se ao fato da prática, em si, ser um processo formativo e essencial
para que ocorram aprendizagens significativas que resultem na construção do conhecimento.

4.3 Dimensão Técnica

"A dimensão técnica não tem significado sem a política e esta não tem expressão sem a técnica".
Apesar da dimensão técnica estar distanciada atualmente dos discursos escolares, não podemos acreditar
que ela não seja parte essencial de qualquer projeto proposto para a escola.

Muito bem. chegou a hora de verificarmos o que aprendemos nesses últimos tópicos. Vamos treinar?

(VUNESP – 2019 -Prefeitura de Olímpia - SP – Inspetor de Alunos)


Estudando a legislação educacional brasileira para um concurso público que pretendia prestar, Anderson
verificou que, quanto à gestão democrática, no que diz respeito à participação como princípio, a Lei nº
9.394/96 (LDBEN) dispõe, no Art. 14, que “Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática
do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes
princípios:

I – participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola;


II – participação das comunidades escolar e local em

(A) reuniões pedagógicas para elaboração de planos de ensino”.

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(B) atuações cooperativas na execução de tarefas esporádicas”.


(C) conselhos escolares ou equivalentes”.
(D) trabalhos voluntários e beneficentes”.
Comentários:
De acordo com a legislação, a participação da comunidade escolar como um todo será realizada de duas
formas: através da participação de todos na construção do projeto político pedagógico e dos conselhos
escolares ou equivalentes como, por exemplo, Associação de pais e mestres, Grêmio Estudantil, entre outros.
Alternativa correta: (C)

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ORGANIZAÇÃO ESCOLAR
Chegamos ao último tópico dessa aula. Ufa! Como avisei lá no início, todos esses temas estão
interconectados e devem ser pensados de uma forma conjunta. Para uma educação de qualidade, é
necessário uma gestão democrática. Por sua vez, compreender a função social da escola também é essencial
para implementação de qualquer Projeto Político Pedagógico em qualquer unidade escolar.

Nessa última parte, falaremos especificamente sobre como se organiza a educação


no nosso país. Retomaremos algumas legislações importantes para isso, como a CF e a LDB,
que estudamos lá em nossa aula 01. Talvez esse seja um bom momento para fazer uma
pausa e focar em uma boa revisão da legislação, para garantir que nenhuma dúvida fique
pelo ar. Combinado?

Importante! Utilizaremos aqui como base para pensarmos a organização escolar o Libâneo23.
A escolha pelo autor, novamente, se deve ao fato dele ser muito citado nos concursos das mais diversas
bancas.

Vamos lá?

A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) tece a organização da educação nacional no seu artigo 8º, como
veremos abaixo:

Art.8º A União, os estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão, em regime de


colaboração, os respectivos sistemas de ensino.

§ 1º Caberá a União a coordenação da política nacional de educação, articulando os diferentes


níveis e sistemas e exercendo função normativa, redistributiva e supletiva em relação às demais
instâncias educacionais.

Assim, para o autor, esse artigo demonstra explicitamente a articulação entre os sistemas de ensino,
ou seja, demonstra que o país ainda não possui um único e universal sistema de ensino, mas sim alguns
sistemas que devem se articular para garantir uma educação de qualidade.

Apesar disso, a legislação dá um papel de maior responsabilidade para a União que, além de cuidar
do seu sistema de ensino, deverá atuar de forma normativa (legislando), redistributiva (redistribuindo

23
LIBÂNEO; OLIVEIRA; TOSCHI. Educação Escolar: Políticas, Estrutura e Organização.

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arrecadações e verbas) e supletiva (auxiliando os estados e municípios que não podem sozinhos garantir uma
educação com qualidade.

Função Normativa

UNIÃO

Função
Redistributiva Função Supletiva

Existem inúmeras formas de compreendermos o que é um sistema de educação. A compreensão que


podemos abstrair da legislação educacional entendem a expressão sistema de ensino como "o conjunto de
instituições de ensino que, sem constituírem uma unidade ou primarem por seu caráter coletivo, são
interligadas por normas, por leis educacionais". Assim, entenderemos aqui que a educação brasileira se
divide entre os seguintes sistemas de ensino:

✓ Federal;
✓ Estaduais;
✓ Municipais.

A União é responsável por coordenar a Política Nacional de Educação, articulando os diferentes níveis
e sistemas, exercendo sua tripla função (normativa, redistributiva e supletiva).

Nas diferentes esferas, nos diferentes sistemas de ensino, existem alguns órgãos administrativos que
são responsáveis por coordenar as ações tomadas em conjunto, servido de apoio mas também de fiscalização
para as unidades educacionais. São eles:

A) Federais: Ministério da Educação (MEC) e Conselho Nacional da Educação (CNE)

B) Estaduais: Secretaria Estadual de Educação (SEE); Conselho Estadual de Educação (CEE); Delegacia
Regional de Educação (DRE)

C) Municipais: Secretaria Municipal de Educação (SME) e Conselho Municipal de Educação (CME).

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1 - Organização do sistema de ensino

Segundo Libâneo, o termo organização refere-se ao modo pelo qual se ordena e se constitui um
sistema. A organização da educação brasileira se faz através de suas esferas administrativas, ou seja, pela
União, pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios.

1.1 Sistema Federal de Ensino

O Art. 211º da Constituição Federal estabelece que:

"A União organizará o sistema federal de ensino e o dos territórios, financiará as instituições de
ensino públicas federais e exercerá, em matéria educacional, função redistributiva, de forma a
garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade de ensino
mediante assistência técnica e financeira aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios.

O artigo também determina que os municípios irão atuar prioritariamente no ensino fundamental e na
educação infantil, e os estados e o Distrito Federal prioritariamente no ensino fundamental e médio.

O sistema federal de ensino é composto por algumas instituições mantidas pela União:

✓ Universidades federais;
✓ Instituições isoladas de ensino superior;
✓ Centros federais de educação tecnológica (CEFETs);
✓ Institutos federais de educação, ciência e tecnologia;
✓ Estabelecimentos de ensino médio;
✓ Escolas técnicas federais e agrotécnicas;
✓ Escolas de ensino fundamental e médio vinculadas às universidades (colégios de aplicação);
✓ Colégio Pedro II;
✓ Instituições de educação especial.

Além de responder por essas instituições, o governo federal precisa legislar sobre o tema e, através
do MEC, supervisiona e inspeciona as instituições de educação superior particulares. Existem ainda, dentro
do sistema federal de ensino, instituições que estão sob a responsabilidade da União mas não possuem
nenhuma vinculação com MEC como os colégios militares, a formação de diplomatas do Instituto Rio Branco
e a formação para a Polícia Federal, por exemplo.

A União cumpre sua função normativa, legislando sobre educação, através do Conselho Nacional de
Educação. Ao CNE compete:

✓ Acompanhar e implementar o Plano Nacional da Educação;


✓ Manifestar-se sobre as mais diversas questões relacionadas à educação;
✓ Assessorar o MEC;
✓ Emitir pareceres sobre assuntos da área educacional;
✓ Manter intercâmbio com os sistemas de ensino estaduais e do Distrito Federal;
✓ Elaborar seu próprio regimento, que deve passar por aprovação do ministro da educação.

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1.2 Sistema estadual de ensino

Os estados, por meio dos seus próprios sistemas de ensino, são responsáveis por ofertar o acesso à
educação e a legislar sobre ela, claro, sempre observando o disposto na CF, na LDB e nas demais deliberações
do CNE sobre a educação.

É função dos sistemas de ensino estaduais atenderem:

✓ Educação Infantil;
✓ Ensino Fundamental;
✓ Ensino Médio;
✓ Educação superior.

Além disso, os sistemas estaduais de ensino ainda tem a função de fiscalizar as escolas particulares de
ensino, em especial aquelas que atendam ao ensino fundamental. Dessa forma, o autor pontua que os
sistemas de ensino tem assumido funções normativas, deliberativas, consultivas e fiscalizadoras, o que a
priori, não deveria acontecer.

1.3 Sistema Municipal de Ensino

A Constituição prevê que os municípios devem manter, com cooperação técnica e financeira da União
e dos Estados, programas de educação pré-escolar e de ensino fundamental. Assim sendo, prioritariamente,
os municípios devem garantir o atendimento das crianças até seis anos de idade.

Aqueles municípios que atendam com facilidade a demanda dessa faixa etária, pode expandir para
os demais níveis e modalidades de educação.

Os municípios, ainda, devem administrar seu próprio sistema de ensino, podendo definir normas e
procedimentos pedagógicos que melhor se adaptem as especificidades da população.

2 - Níveis e Modalidades da educação e de ensino

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CONSIDERAÇÕES FINAIS
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Bom, agora que retomamos apenas o essencial, vamos treinar? Resolver questões é fundamental
para se sair bem nos concursos. Todas as questões estão acompanhadas de comentários para auxiliar na
preparação.

Quaisquer dúvidas, sugestões ou críticas entrem em contato conosco. Estou disponível no fórum no
Curso, por e-mail e, inclusive, pelo Instagram.

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QUESTÕES COMENTADAS

1. (COTEC – PREFEITURA DE TURMALINA – MG / DOCENTE II – 2019)

De acordo com o Artigo 54 do Estatuto da Criança e do Adolescente, é dever do Estado assegurar à


criança e ao adolescente, EXCETO:

a) Ensino fundamental gratuito e obrigatório, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade
própria.

b) Acesso exclusivo às áreas de lazer como quadras poliesportivas, parques e praças.

c) Atendimento em creche e pré-escola a crianças de zero até cinco anos de idade.

d) Acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística.

Comentários:

Alternativa A Errado. É dever do Estado assegurar ensino fundamental.

Alternativa B Certo. O artigo 54 do ECA não fala nada sobre acesso exclusivo às áreas de lazer.

Alternativa C Errado. O atendimento na educação infantil (creche e pré-escola) acontece de 0 a 5


anos, sendo dever do Estado ofertar e obrigatória matrícula para os pais apenas na pré-escola.

Alternativa D Errado. É dever do Estado assegurar acesso aos níveis mais elevados de ensino.

Gabarito: alternativa B

2. (FCC – SEC - BA / PROFESSOR PADRÃO P – 2019)

Em relação ao direito à educação da criança e do adolescente, o Estatuto da Criança e do Adolescente


(Lei n° 8.069/1990), estabelece que:

a) é direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da
definição das propostas educacionais.

b) o acesso à escola pública e gratuita deverá ser em escolas definidas pelo órgão competente da
Administração.

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c) a definição dos critérios avaliativos da escola é de competência da equipe gestora da escola, podendo
o conselho escolar acompanhar o processo de atribuição de notas.

d) a oferta de ensino noturno regular destinada aos adolescentes se dará no período noturno, visando
às condições de estudo do aluno trabalhador.

Comentários:

Alternativa A Certo. É direito dos pais participar da escola.

Alternativa B Errado. Os pais têm direito de participar dessa decisão, apontando sua preferência.

Alternativa C Errado. Todos processos decisórios da escola envolvem o Conselho de Escola e a


equipe gestora não toma NENHUMA decisão sozinha.

Alternativa D Errado. Poderá ser ofertado em ensino diurno ou noturno.

Gabarito: alternativa A

3. (IF-RR / PROFESSOR – 2015)

O art. 53 da Lei Federal n.º 8.069/1990 garante à criança e ao adolescente direito à educação, visando
ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o
trabalho, assegurando-lhes:

a) igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola; direito de ser respeitado por seus
educadores; direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares
superiores; direito de organização e participação em entidades estudantis; acesso à escola pública e
gratuita próxima de sua residência.

b) garantia de permanência na escola, em caso de muitas faltas, injustificadas sem comunicação ao


Conselho Tutelar.

c) o direito à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o
nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência.

d) progressão continuada dos estudos sempre que necessário, direito de ser respeitado por seus
educadores; direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares
superiores; direito de organização e participação em entidades estudantis; acesso à escola pública e
gratuita próxima de sua residência.

Comentários:

Alternativa A Certo. Essa é a transcrição correta do art. 53 do ECA.

Alternativa B Errado. As faltas em excesso serão comunicadas ao Conselho Tutelar após esgotadas
as possibilidades de contato com a família.

Alternativa C Errado. Isso não está determinado no art. 53 do ECA.

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Alternativa D Errado. A progressão continuada de estudos será determinada por cada sistema de
ensino.

Gabarito: alternativa A

4. (FAU - IFPR / PROFESSOR EDUCAÇÃO ESPECIAL– 2019)

Sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), assinale a alternativa INCORRETA:

a) A Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, deve ser realizada anualmente, e tem
como principal, disseminar informações sobre medidas preventivas e educativas para a redução da
incidência da gravidez na adolescência.

b) Os detentores da guarda, possuem o prazo de 15 (quinze) dias, para propor a ação de adoção, contado
do dia seguinte à data do término do estágio de convivência.

c) Entende-se por família natural a comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e seus
descendentes.

d) A guarda não poderá ser revogada.

Comentários:

Alternativa A Errado. A transcrição está correta, conforme determinado no ECA.

Alternativa B Errado. A transcrição está correta ao que determina o ECA.

Alternativa C Errado. A transcrição está correta.

Alternativa D Certo. A guarda poderá ser revogada.

Gabarito: alternativa D

5. (CETAP – PREFEITURA DE ANANINDEUA-PA / PROFESSOR EDUCAÇÃO INFANTIL– 2015)

Sobre o Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer previstos no Estatuto da Criança e


Adolescente - ECA, não se pode afirmar:

a) A criança e ao adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa,
preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se lhes o direito de
contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores.

b) É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da
definição das propostas educacionais.

c) Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos


de reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares.

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d) O poder público estimulará pesquisas, experiências e novas propostas relativas a calendário,


seriação, currículo, metodologia, didática e avaliação, com vistas à inserção de crianças e adolescentes
incluídos do ensino fundamental obrigatório.

Comentários:

Alternativa A Errado. É possível afirmar que esses direitos estão previstos no ECA.

Alternativa B Errado. Os pais têm direito a participação na escola e conhecimento do processo


pedagógico.

Alternativa C Errado. Cabe a gestão escolar encaminhar para Conselho Tutelar casos de faltas e
evasão, esgotadas as possibilidades de conversa com a família.

Alternativa D Certo. O poder público irá estimular tecnologias novas que facilitem o processo de
ensino-aprendizagem para crianças do ensino fundamental.

Gabarito: alternativa D

6. (VUNESP– PREFEITURA DE SERTÃOZINHO - SP / PROFESSOR EDUCAÇÃO BÁSICA– 2018)

Com relação aos direitos fundamentais da criança e do adolescente, segundo o artigo 13 da Lei Federal
n° 8.069/1990, serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar os casos de:

a) falta de vacinação por duas ou mais campanhas consecutivas.

b) suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante.

c) situações de brigas entre alunos, envolvendo agressão física.

d) furtos de pertences de alunos e/ou professores dentro da escola.

Comentários:

Alternativa A Errado. Não é obrigatória a fiscalização da vacinação por parte da escola.

Alternativa B Correto. Todos os casos suspeitos ou confirmados de agressão deverão ser


comunicados imediatamente ao Conselho Tutelar, podendo a escola responder por omissão, caso
não o fizer.

Alternativa C Errado. Situações de brigas entre os alunos deverá ser resolvida no âmbito escolar,
sendo convocadas as famílias de menores de idade, caso necessário.

Alternativa D Errado. Os casos de furtos devem ser comunicados através de boletim de ocorrência.

Gabarito: alternativa B

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7. (SELECON– PREFEITURA DE CUIABÁ - MT / PROFESSOR - LETRAS– 2018)

A professora Elza levou sua turma do 4° ano a uma visita ao Museu Histórico Municipal. Lá, eles
conheceram a história de sua cidade, de seus personagens importantes e as construções do passado. No
retorno à escola, ela sugeriu aos alunos que construíssem uma narrativa sobre o que viram, na
linguagem que mais lhes aprouvesse - prosa, poesia, desenho, pintura etc.

a) Artigo 54 - "É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente acesso aos níveis mais elevados
do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um (Inciso V)."

b) Artigo 57 - "O Poder Público estimulará pesquisas, experiências e novas propostas relativas a
calendário, seriação [...], currículo e avaliação, com vistas à inserção de crianças e adolescentes excluídos
do ensino fundamental obrigatório."

c) Artigo 58 - "No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e históricos


próprios do contexto social da criança e do adolescente, garantindo-se a estes a liberdade de criação e
o acesso às fontes de cultura."

d) Artigo 59 - "Os municípios, com apoio dos Estados e da União, estimularão e facilitarão a destinação
de recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a
juventude."

Comentários:

Alternativa A Errada. Na narrativa apresentada, a professora Elza propôs uma atividade que levava
em conta produções artísticas, porém, com abrangência menor do que o proposto nesse artigo.

Alternativa B Errada. A palavra “excluídos” deixa essa alternativa errada.

Alternativa C Certa. A professora respeitou os valores culturais das crianças, permitindo que eles
se expressassem artisticamente da forma que eles mais se identificassem.

Alternativa D Errada. Esse artigo não se aplica ao caso proposto.

Gabarito: alternativa C

7. (CEV-URCA– PREFEITURA DE MAURITI - CE / MAGISTÉRIO– 2019)

“A escola brasileira é marcada pelo fracasso e pela evasão de uma parte significativa dos seus alunos,
que são marginalizados pelo insucesso, por privações constantes e pela baixa autoestima resultantes da
exclusão escolar e da social – alunos que são vítimas de seus pais, de seus professores e, sobretudo, das
condições de pobreza em que vivem em todos os sentidos”. As práticas docentes e as políticas adotadas
no campo da educação a partir da Constituição de 1988 objetivam a superação desse quadro de
desigualdade, são exemplos:

a) A introdução de um sistema avaliativo que tem evidenciado que o mau desempenho dos alunos das
escolas públicas se efetiva em virtude do pouco interesse pelos estudos, impossibilitando ações
governamentais mais eficazes na área;

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b) A Lei 8.069, aprovada em 13 de julho de 1990 que é resultado de uma longa luta de numerosos setores
públicos e privados, em favor de uma ação concreta pela criança e a adolescência brasileira.

c) A formação de professores possibilitada em cursos de formação aligeirada, com características


didáticas duvidosas, o que traz considerável avanço no processo educacional.

d) A articulação de uma política de responsabilização social do docente pelo fracasso escolar do aluno.

Comentários:

Alternativa A Errada. Pelo contrário, já foi identificado que é possível e deve ser criadas ações pelo
Estado para resolveram essa questão.

Alternativa B Correta. A lei citada é o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e foi fundamental
para garantir direitos para esses indivíduos mais vulneráveis.

Alternativa C Errada. A própria alternativa é contraditória. Se a formação dos professores tem


características didáticas duvidosas e é abreviado, como pode trazer avanços para processo
educacional?

Alternativa D Errada. Novamente, devemos defender o oposto disso. A responsabilização docente


pelo fracasso escolar gera descontentamento e mal-estar, impactando negativamente nos
resultados de ensino-aprendizagem.

Gabarito: alternativa B

9. (FGV– PREFEITURA DE SALVADOR-BA / PROFESSSOR ED. INFANTIL– 2019)

Com relação ao Estatuto da Criança e do Adolescente, analise as afirmativas a seguir.

I. A criança e o(a) adolescente têm direito à educação, centrando-se no pleno desenvolvimento


para o trabalho.

II. Os Municípios, com apoio dos Estados e da União, estimularão e facilitarão a destinação de
recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a
juventude.

III. Os dirigentes de estabelecimentos de Ensino Fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar


apenas os casos de maus tratos envolvendo seus alunos.

Está correto o que se afirmar em

a) I, somente.

b) II, somente.

c) I e II, somente.

d) I, II e III.

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Comentários:

Item I Errada. No item I, o correto seria dizer que a criança tem direito à educação para seu
desenvolvimento pleno e para o preparo para o trabalho.

Item II Correta. O item II descreve corretamente o papel do Estado no acesso ao lazer e ao esporte.

Item III Além do item I incorreto, o item III está incompleto pois não são apenas os casos de maus
tratos que devem ser comunicados ao Conselho Tutelar.

Gabarito: alternativa B

10. (CS – UFG – IF GOIANO / ASSISTENTE DE ALUNOS– 2019)

A formação técnico-profissional, de acordo com o Artigo 63 do Estatuto da Criança e do Adolescente,


obedecerá ao seguinte princípio:

a) o emprego de atividades que considerem a capacidade de aprendizagem no ambiente de trabalho.

b) a oferta de igualdade de condições para o acesso e permanência na escola e em postos de trabalho.

c) o respeito aos valores religiosos e históricos do aprendiz, constitutivos de sua formação como
trabalhador.

d) o respeito ao desenvolvimento do aprendiz, considerando esse fator como imprescindível no


processo educativo.

Comentários:

Alternativa A Errada. O princípio norteador não é o emprego de atividades que considerem


capacidade.

Alternativa B Errada. Esse não é o princípio norteador.

Alternativa C Errada. Até podemos dizer que esses pontos são relevantes, mas não são o cerne da
questão da educação para o trabalho.

Alternativa D Correta. É fundamental respeito pelo desenvolvimento do aprendiz e seu trabalho


como fruto de um processo educativo. O aprendiz não é como um profissional, ele está em processo
de aprendizado.

Gabarito: alternativa D

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11. (CS – UFG – IF GOIANO / ASSISTENTE DE ALUNOS– 2019)

O Artigo 71 do Estatuto da Criança e do Adolescente assegura que a criança e ao adolescente têm direito
à informação, cultura, lazer, esportes, diversões, espetáculos, produtos e serviços, desde que seja
respeitada:

a) a condição peculiar de sujeito em desenvolvimento.

b) a prevenção em casos de ameaça ou de violação dos direitos.

c) a garantia de acesso e de frequência obrigatória ao ensino regular.

d) a igualdade de condições para a efetividade desses direitos.

Comentários:

Alternativa A Certa. A criança e ao adolescente têm direito a todos esses pontos, desde que
respeitado seu desenvolvimento, sua faixa etária.

Alternativa B Errada. O art. 71 não trata desses casos.

Alternativa C Errado. A expressão “frequência obrigatória” não aparece dessa forma na legislação.

Alternativa D Errado. Não é essa a redação do artigo 71.

Gabarito: alternativa A

12. (IDECAN – IF PB / ASSISTENTE DE ALUNOS– 2019)

A criança e ao adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas
em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na
Constituição e nas leis. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei n. 8.069/1990, o
direito ao respeito consiste:

a) na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a


preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, das ideias e crenças, dos espaços e
objetos pessoais.

b) no ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais.

c) na igualdade de condições para o acesso e permanência na escola e no direito de ser respeitado por
seus educadores.

d) na formação profissional, garantia de acesso e frequência obrigatória ao ensino regular e atividade


compatível com o desenvolvimento do adolescente.

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Comentários:

Alternativa A Certa. Essa é a correta descrição do direito ao respeito.

Alternativa B Errada. O direito de ir e vir também está previsto em lei, mas ele não é a definição do
direito ao respeito.

Alternativa C Errada. Novamente, esses direitos estão presentes na legislação, mas não se
enquadram na descrição do direito ao respeito e sim no direito à educação.

Alternativa D Errada. Essa descrição não tem ligação com o direito ao respeito.

Gabarito: alternativa A

13. (CRESCER – PREFEITURA DE JIJOCA DE JERICOACARA - CE / PROFESSOR ED. BÁSICA– 2019)

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, a gestante ou mãe que manifeste interesse em
entregar seu filho para adoção, antes ou logo após o nascimento, será encaminhada à Justiça da Infância
e da Juventude. Nesse sentido, assinale a alternativa incorreta:

a) A gestante ou mãe será ouvida pela equipe interprofissional da Justiça da Infância e da Juventude,
que apresentará relatório à autoridade judiciária, considerando inclusive os eventuais efeitos do estado
gestacional e puerperal.

b) A busca à família extensa, conforme definida nos termos do parágrafo único do art. 25 desta Lei
(família natural), respeitará o prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias, prorrogável por igual
período.

c) De posse do relatório, a autoridade judiciária poderá determinar o encaminhamento da gestante ou


mãe, mediante sua expressa concordância, à rede pública de saúde e assistência social para atendimento
especializado.

d) Na hipótese de não haver a indicação do genitor e de não existir outro representante da família
extensa apto a receber a guarda, a autoridade judiciária competente deverá decretar a extinção do poder
familiar e determinar a colocação da criança sob a guarda provisória de quem estiver habilitado a adotá-
la ou de entidade que desenvolva programa de acolhimento familiar ou institucional.

Comentários:

Alternativa A Errada. Essa afirmativa traz a ação correta da equipe da vara da infância.

Alternativa B Certa. Em caso de entrega voluntária do bebê antes ou logo após o nascimento, se
requisitado por ela, a criança poderá ser encaminhada diretamente para adoção, sem passar pela
busca de família extensa.

Alternativa C Errada. Novamente, traz a descrição correta dos procedimentos

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Alternativa D Errada. Esse é o procedimento padrão.

Gabarito: alternativa B

14. (UNESP / AGENTE DE DESENVOLVIMENTO – 2019)

A criança como sujeito ativo e de direitos é tratada como:

I – Capaz de se relacionar com o mundo ao seu redor desde que nasce.

II – Alguém que pode aprender e se desenvolver mediante seu movimento, exploração, ações e relações
com as pessoas e objetos que a circundam.

III – pessoa que interage e se comunica limitadamente nos anos iniciais da vida.

IV – Indivíduo reconhecidamente histórico e social, constituindo-se nas relações com o outro e com a
cultura humana.

a) Todas as afirmativas estão corretas.

b) Todas as afirmativas são incorretas.

c) As afirmativas I e II são incorretas.

d) Apenas a afirmativa III é incorreta.

Comentários:

Item I Correta.

Item II Correta.

Item III Errada. A criança não interage de forma limitada, ela o faz plenamente de acordo com suas
capacidades.

Item IV Correta.

Gabarito: alternativa D

15. (PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO - RJ / PROFESSOR ADJUNTO DE ED. INFANTIL – 2019)

A década de 90 abrigou marcos como a promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente, que


trouxe concretude aos direitos das crianças promulgados pela Constituição de 1988. Um dos marcos
para a educação infantil foi a aprovação da Lei nº 9394/96, Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB), que estabeleceu:

a) a educação infantil como um movimento assistencialista.

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b) a educação infantil como a primeira etapa da educação básica.

c) o atendimento das unidades de educação infantil para as crianças pobres

d) o ensino infantil noturno para as mães trabalhadoras e seus filhos

Comentários:

Alternativa A Errada. O que aconteceu foi o movimento oposto: a educação infantil deixou de ser
vista como movimento assistencialista e passou a integrar a educação.

Alternativa B Certa. Hoje a educação infantil é entendida como a primeira etapa da educação básica,
obrigatória a partir dos 4 anos de idade.

Alternativa C Errada. O atendimento na educação infantil é direito de todos, incluindo os mais


pobres, mas não se limitando a eles.

Alternativa D Errada. Alguns lugares oferecem essa possibilidade, mas isso não é determinação da
LDB.

Gabarito: alternativa B

16. (IF - MS / PEDAGOGO – 2019)

A Educação Básica é direito de todo brasileiro, assegurado pela Constituição Federal, pela Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Seja ofertada de
forma pública e gratuita ou pela iniciativa privada, sob responsabilidade dos sistemas de ensino
municipal, estadual ou federal, ela deve ser reconhecida como base fundamental para o exercício pleno
da cidadania, devendo promover o desenvolvimento humano e social. Visando assegurar essas
condições, algumas questões e temas relevantes para a formação integral dos educandos são atribuídas
à Educação Básica, por meio de diretrizes nacionais específicas. Com base neste contexto da educação
brasileira atual, analise as afirmativas abaixo para, em seguida, assinalar a alternativa CORRETA.

I. Todas as redes e sistemas de ensino devem organizar suas propostas pedagógicas tendo incluídos,
como componentes curriculares que compõem a grade obrigatória, a Educação Ambiental, a Educação
das Relações Étnico-Raciais e a História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.

II. São conteúdos obrigatórios no ensino médio, com tratamento transversal e integradamente,
permeando o currículo, no âmbito dos demais componentes curriculares: educação alimentar e
nutricional; processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso, de forma a eliminar o
preconceito e a produzir conhecimentos sobre a matéria; Educação Ambiental; e Educação para o
Trânsito.

III. A Educação Ambiental e a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura
Afro-Brasileira e Africana devem estar presentes nos currículos de forma transversal ou como conteúdo
de alguns componentes curriculares.

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IV. A Educação no Campo, a Educação Indígena, a Quilombola, a Educação Especial, a Educação para
Jovens e Adultos em Situação de Privação de Liberdade nos estabelecimentos penais e a Educação
Profissional Técnica de Nível Médio são objetos de diretrizes específicas a serem observadas pelos
sistemas de ensino.

V. A Educação em Direitos Humanos deverá ser componente curricular obrigatório em todas as redes
de ensino.

a) As alternativas II e V são verdadeiras.

b) As alternativas I, III e IV são verdadeiras.

c) As alternativas I, II e V são falsas.

d) As alternativas I e V são verdadeiras.

Comentários:

Item I Correta.

Item II Errada. Alguns dos itens citados não constam como componentes transversais.

Item III Errada. os temas serão tratados sempre como transversais e não devem ser apenas
componente de algumas disciplinas. Já a afirmativa IV está incorreta pois todos seguirão as mesmas
diretrizes básicas, sendo adaptada à parte diversificada do currículo, levando em conta as
especificidades de cada comunidade escolas.

Item IV Correta.

Item V Correta.

Gabarito: alternativa D

17. (IF-SC / PROFESSOR PEDAGOGIA– 2017)

O Plano de Desenvolvimento da Educação - PDE, lançado em 2007 pelo ministro da Educação, Fernando
Haddad, está sustentado em seis pilares: i) visão sistêmica da educação, ii) territorialidade, iii)
desenvolvimento, iv) regime de colaboração, v) responsabilização e vi) mobilização social.

Segundo Krawczyk (2008, p. 804) com o PDE “o MEC chama a si a responsabilidade de atuar de forma
mais incisiva na indução de uma educação básica de qualidade. Para isso, define vários mecanismos de
controle da ação municipal”.

Com relação aos mecanismos criados pelo PDE para controlar a educação básica no país, assinale com
V as opções verdadeiras e F as falsas:

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( ) índice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB, que combina os resultados de desempenho


escolar (Prova Brasil) e os resultados de rendimento escolar (fluxo apurado pelo censo escolar)

( ) Plano de Ações Articuladas (PAR), de caráter plurianual, construídos com a participação dos gestores
e educadores locais;

( ) Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE-Escola), antiga ação do Ministério da Educação que, de


abrangência restrita, ganhou escala nacional. O PDE-Escola é uma ação de melhoria da gestão escolar
fundamentada centralmente na participação da comunidade;

( ) Adesão dos municípios e estados ao Plano de Metas intitulado “Compromisso Todos pela Educação”
(Decreto n° 6.094, de 24 de abril de 2007) para poder receber transferências de recursos financeiros e
assistência técnica do governo federal.

Assinale a alternativa que contém a ordem CORRETA de associação de cima para baixo.

a) F, V, V, F

b) V, F, F, V

c) F, V, V, V

d) V, V, V, V

Comentários:

Alternativa A Errada. As alternativas 1 e 4 não são falsas.

Alternativa B Errada. As alternativas 2 e 3 não são falsas.

Alternativa C Errada. A alternativa 1 não é falsa.

Alternativa D Certa. Todas as alternativas estão corretas.

Gabarito: alternativa D

18. (CESGRANRIO / ANALISTA - IBGE – 2013)

No contexto de uma nova configuração de qualidade educacional, o Ministério da Educação criou no


ano de 2007 o PDE – Plano de Desenvolvimento da Educação. O Plano de Metas Compromisso Todos
pela Educação, programa estratégico do PDE, teve como objetivo central estabelecer o alcance de metas
e melhoria dos indicadores educacionais através de arranjos federativos.

A partir da adesão ao Plano de Metas, os estados, os municípios e o Distrito Federal passaram a elaborar
os Planos de Ações Articuladas – PAR, os quais, visando a fomentar o regime de colaboração por meio
da execução de programas de manutenção e desenvolvimento da educação, constituem

a) uma ferramenta de planejamento, de operacionalização e de avaliação das políticas educacionais,


criadas dentro dos moldes de um Estado federativo.

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b) uma estratégia para divulgação dos resultados de exames de larga escala, com vistas a fornecer
informações à sociedade

c) um instrumento de planejamento local, que visa a atribuir exclusivamente aos entes federados a
responsabilidade pelo desenvolvimento de competências técnicas e financeiras de gestão.

d) um mecanismo indutor de políticas intersetoriais, de caráter centralizado, coordenado e elaborado


pelo Governo Federal/FNDE.

Comentários:

Alternativa A Correta. As ações propostas no PDE focam, principalmente, na avaliação das políticas
públicas em educação.

Alternativa B Errada. Existe a divulgação dos resultados, mas esse não é o foco da proposta.
==11e080==

Alternativa C Errada. A responsabilidade não será exclusiva dos entes federados.

Alternativa D Errada. As políticas públicas de educação são de caráter descentralizador.

Gabarito: alternativa A

19. (FAU / IF-PR / PROFESSOR ED. ESPECIAL – 2019)

A educação é direito de todos, e dever do Estado e da família, sobre o tema, assinale a alternativa
CORRETA:

a) A educação independe de incentivo e colaboração da sociedade.

b) A educação visa o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua
qualificação para o trabalho.

c) O ensino será ministrado somente com base no princípio da igualdade de condições de acesso.

d) A educação dispensa a garantia de padrão de qualidade.

Comentários:

Alternativa A Errada. A educação depende do incentivo da sociedade.

Alternativa B Certa. A função principal da educação é desenvolvimento pleno, preparo para


cidadania e qualificação para o trabalho.

Alternativa C Errada. Igualdade de condições de acesso é apenas um dos princípios norteadores.

Alternativa D Errada. Pelo contrário, exige padrão de qualidade.

Gabarito: alternativa B

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20. (CRESCER / PREFEITURA DE JIJOCA DE JERICOACARA - CE / PROFESSOR ED. BÁSICA I – 2019)

Conforme o Art. 214 da Constituição Federal de 1988, a lei estabelecerá o plano nacional de educação,
de duração decenal, com o objetivo de articular o sistema nacional de educação em regime de
colaboração e definir diretrizes, objetivos, metas e estratégias de implementação para assegurar a
manutenção e desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis, etapas e modalidades por meio de
ações integradas dos poderes públicos das diferentes esferas federativas que conduzam a alguns
objetivos. Assinale a alternativa que indica corretamente alguns desses objetivos.

a) Estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação independente do produto


interno bruto, melhoria da qualidade do ensino e promoção humanística, científica e tecnológica do País.

b) Formação para o trabalho, erradicação do analfabetismo e pormenorizar o atendimento escolar.

c) Promoção humanística, científica e tecnológica do País, estabelecimento de meta de aplicação de


recursos públicos em educação como proporção do produto interno bruto e formação exclusiva para o
trabalho.

d) Erradicação do analfabetismo, universalização do atendimento escolar e melhoria da qualidade do


ensino.

Comentários:

Alternativa A Errada. Depende do produto interno bruto.

Alternativa B Errada. Não é objetivo pormenorizar o atendimento escolar.

Alternativa C Errada. A formação é de desenvolvimento integral e não exclusiva para o trabalho

Alternativa D Certa. Essas são as principais metas.

Gabarito: alternativa D

21. (INSTITUTO EXCELÊNCIA / PREFEITURA DE TRÊS FRONTEIRAS- SP / PROFESSOR ED. BÁSICA


I – 2017)

A constituição de 1988 trouxe grandes avanços no tratamento de situações que se referem à criança e
ao adolescente. Em relação às crianças com menos de sete anos, é a primeira vez em que aparece um
texto constitucional dizendo que o poder público deve oferecer condições para sua educação. A
educação institucional de crianças dessa faixa etária é 10 reconhecida constitucionalmente como um
direito da criança desde o nascimento. Com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDBEN) nº 9394/96 a Educação Infantil passou a incorporar relevante espaço no cenário
educacional brasileiro, onde lhe foi atribuído o status de primeira etapa da educação básica. A lei trouxe
ainda, outra mudança significativa, no que se refere à formação dos professores para atuar na Educação
infantil.

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Assim a formação docente deve ser:

a) Em nível superior pedagógico

b) Formação mínima em nível médio – Normalista.

c) Em nível Superior por área do conhecimento apenas.

d) Nenhuma das alternativas

Comentários:

Alternativa A Certa. A formação deverá ser em nível superior.

Alternativa B Errada. A formação em nível médio não é mais aceita hoje.

Alternativa C Errada. Não precisa ser por área de conhecimento.

Alternativa D Errada. A alternativa correta é a A.

Gabarito: alternativa A

22. (BIG ADVICER / PREFEITURA DE MARTINÓPOLIS - SP / PROFESSOR PEB I – 2017)

“O grande avanço que a década da educação deveria produzir seria a construção de uma escola inclusiva
que garanta o atendimento à diversidade humana. Ao estabelecer objetivos e metas para que os
sistemas de ensino favoreçam o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, aponta
um déficit referente à oferta de matrículas para alunos com deficiência nas classes comuns do ensino
regular, à formação docente, à acessibilidade física e ao atendimento educacional especializado.”
Estamos falando de qual grande documento da Educação?

a) Plano Nacional de Educação – PNE, Lei nº 10.172/2001.

b) Estatuto da Criança e do Adolescente.

c) Convenção da Guatemala.

d) Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica.

Comentários:

Alternativa A Certa. Estamos falando sobre o PNE.

Alternativa B Errada. O ECA não determina em detalhes como ocorrerá a educação inclusiva.

Alternativa C Errada.

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Alternativa D Errada.

Gabarito: alternativa A

23. (VUNESP / UFABC / PEDAGOGO – 2019)

De acordo com o artigo 44 da Lei nº 9.394/96, LDBEN, a educação superior abrangerá os cursos e
programas

a) de educação profissional, de educação especial, de educação a distância, de extensão.

b) de preparação de professores para a educação infantil, para o ensino fundamental e para o ensino
médio.

c) sequenciais por campo de saber, de graduação, pós-graduação e de extensão.

d) de ciências humanas, exatas e da terra, biológicas e tecnológicas, na forma da lei

Comentários:

Alternativa A Errada. Educação especial e profissional não são modalidades do ensino superior.

Alternativa B Errada. A educação superior inclui a formação de professores, mas não se limita a ela.

Alternativa C Correta. Educação superior envolve cursos sequenciais, graduação, pós-graduação e


de extensão.

Alternativa D Errada. Esses são os campos de saber que fazem parte dos cursos oferecidos no
ensino superior.

Gabarito: alternativa C

24. (COTEC / PREFEITURA DE TURMALINA - MG / ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO – 2019)

As bases da educação nacional definidas na Lei n.º 9.394/1996, atual LDB, avançaram
consideravelmente em três grandes eixos da organização do sistema educacional: autonomia, avaliação
e cooperação. Nessa perspectiva, cabe às escolas

a) ampliar a duração do ano letivo (250 dias) e a carga horária anual de efetivo trabalho escolar (900
h), podendo flexibilizar essa carga horária, após ouvir a comunidade. A avaliação deve ser realizada nos
estabelecimentos de Ensino Fundamental de forma integrada ao Sistema Nacional de Avaliação Escolar.

b) atribuir aos professores participação ativa na elaboração da proposta pedagógica da escola e


colaboração na articulação. A organização deve ser seriada e a avaliação, tanto dos alunos como dos
professores, deve ser classificatória, sendo os professores habilitados em nível superior.

c) responsabilizar-se pela elaboração e execução de propostas pedagógicas próprias, com uma atuação
integrada à comunidade, e incentivar o espírito de cooperação dos agentes educacionais entre si e com
a comunidade. A avaliação deve revisar as aprendizagens básicas necessárias a todos os cidadãos.

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d) criar momentos de estudos para os alunos que apresentam atraso escolar − programas de aceleração
de estudos − com o cuidado de não avançar o tempo determinado para a conclusão dos cursos. Essa
avaliação deve ser realizada pelo professor desde as séries iniciais, incluindo alfabetização, até o Ensino
Médio.

Comentários:

Alternativa A Errada. Não existe proposta de aumento para 250 dias letivos / 900 horas.

Alternativa B Errada. A organização pode ou não ser seriada e a avaliação não deve possuir caráter
classificatório.

Alternativa C Certa. Essas são as competências das escolas.

Alternativa D Errada. Não existe essa determinação na legislação.

Gabarito: alternativa C

25. (COTEC / PREFEITURA DE TURMALINA - MG / ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO – 2019)

A Lei de Diretrizes e Bases (LDB), n.º 9.394/1996, apresenta uma dimensão progressista de educação,
especialmente no que diz respeito ao Art. 58, que explicita o conceito de educação especial, como uma
modalidade de educação escolar oferecida

a) através de serviços de apoio com técnicos especializados na área, apenas em escolas que possuam
salas multifuncionais para o atendimento especial.

b) preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais
do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.

c) na escola, desde que cada deficiente possua um cuidador ou que os professores tenham feito adesão
a projetos das Secretarias de Educação.

d) apenas em escolas regulares que possuam recursos humanos especializados e salas multifuncionais.

Comentários:

Alternativa A Errada. Não deve ser oferecida apenas onde possua sala multifuncional.

Alternativa B Certa. Preferencialmente na rede regular de ensino.

Alternativa C Errada. Não existe obrigatoriedade de cuidador ou de adesão.

Alternativa D Errada. Todas as escolas devem se adequar para prestar atendimento.

Gabarito: alternativa B

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26. (FAU / IF PR / PROFESSOR ED. ESPECIAL – 2019)

Conforme a LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação, a Educação Especial é definida como:

a) Educação Especial é um conjunto de habilidades e técnicas específicas.

b) Modalidade de educação escolar, voltada para a formação do indivíduo, com vistas ao exercício da
cidadania.

c) salas de aula com material adaptado as necessidades específicas de cada indivíduo.

d) Atendimento educacional destinado a pessoas que precisam de um tempo a mais para aprender.

Comentários:

Alternativa A Errada. Ela é uma modalidade de educação.

Alternativa B Certa. Afirmativa correta.

Alternativa C Errada. Todas as salas devem ser adequadas, quando necessário.

Alternativa D Errada. Educação Especial é destinada a pessoas com deficiência, TGD ou


superdotação. Dificuldades de aprendizagem (dislexia, por exemplo), não são tratadas como
educação especial.

Gabarito: alternativa B

27. (IF-SC / DOCENTE – 2019)

Um aluno do ensino médio do IFSC, regularmente matriculado e assíduo, recebeu, durante o período
letivo, um diagnóstico de uma doença grave e, urgentemente, foi internado em um hospital para receber
os primeiros tratamentos. Em relação a esse aluno, segundo a lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional:

a) Este aluno não receberá atendimento educacional durante o período de internação, pois tal
prerrogativa é conferida apenas aos alunos de instituições privadas.

b) Este aluno não receberá atendimento educacional durante o período de internação, pois somente há
previsão legal de atendimento especial domiciliar.

c) Este aluno terá o curso automaticamente suspenso, mas poderá retomá-lo assim que receber alta
médica.

d) Este aluno deverá continuar recebendo atendimento educacional durante o período de internação,
seja em ambiente hospitalar, seja em ambiente domiciliar.

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Comentários:

Alternativa A Errado. Ele tem direito de receber atendimento educacional.

Alternativa B Errado. Existe previsão para atendimento também pelo período de internação.

Alternativa C Errado. Ele tem direito ao acesso, permanência e conclusão no curso.

Alternativa D Certa. O atendimento educacional pode ser realizado em ambiente hospitalar ou


domiciliar.

Gabarito: alternativa D

28. (CETAP / PREFEITURA DE ANANINDEUA - PA / PEI – 2019)

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional trata da sua "Organização”. Sobre a matéria, apenas
não é correto afirmar:

a) Os Municípios incumbir-se-ão de oferecera educação infantil em creches e pré-escolas, e, com


prioridade, o ensino fundamental, permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando
estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos
percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino.

b) Os docentes incumbir-se-ão de ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar


parcialmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional.

c) A União incumbir-se-á de estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os


Municípios, competências e diretrizes para a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio,
que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação básica comum.

d) Os Estados incumbir-se-ão de definir, com os Municípios, formas de colaboração na oferta do ensino


fundamental, as quais devem assegurar a distribuição proporcional das responsabilidades, de acordo
com a população a ser atendida e os recursos financeiros disponíveis em cada uma dessas esferas do
Poder Público.

Comentários:

Alternativa A Errada. Essa alternativa traz transcrição correta sobre organização do ensino.

Alternativa B Certa. Os professores devem participar integralmente dos períodos dedicados ao


planejamento e avaliação.

Alternativa C Errada. Essa afirmativa não possui erros.

Alternativa D Errada. Afirmativa correta.

Gabarito: alternativa B

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29. (UFRR / TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS – 2019)

De acordo com a Lei n° 9.394/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) no seu Art. 16 o
sistema federal de ensino compreende:

I. as instituições de ensino mantidas pela União;

II. as instituições de educação superior criadas e mantidas pela iniciativa privada;

III. os órgãos federais de educação.

Assinale a alternativa CORRETA:

a) Somente as proposições II e III estão corretas.

b) Somente as proposições I e II estão corretas.

c) Somente a proposição I está correta.

d) Somente as proposições I, II e III estão corretas.

Comentários:

Alternativa A Errada. Os órgãos federais também fazem parte.

Alternativa B Errada. As universidades privadas também estão sob responsabilidade da União.

Alternativa C Errada.

Alternativa D Certa. Todas as alternativas estão corretas.

Gabarito: alternativa D

30. (IF - SP/ PEDAGOGO – 2019)

Durante o ano de 2018, foram computados no total 11 (onze) dias de feriados nacionais,
desconsiderando os feriados municipais ou estaduais. Embora a quantidade de feriados implique a
ausência de atividades escolares, aos alunos do IFSP foram garantidas as horas e os dias previstos na
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - (Lei 9.394/1996), pois o calendário escolar foi
organizado em conformidade com esta lei, que estabelece:

a) A carga horária mínima anual será de oitocentas e quarenta horas para o ensino fundamental e para
o ensino médio, distribuídas por um mínimo de duzentos e dez dias de efetivo trabalho escolar, incluído
o tempo reservado aos exames finais, quando houver.

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b) A carga horária mínima anual será de setecentas horas para o ensino fundamental e para o ensino
médio, distribuídas por um mínimo de cento e noventa dias de efetivo trabalho escolar, excluído o
tempo reservado aos exames finais, quando houver.

c) A carga horária mínima anual será de novecentas horas para o ensino fundamental e para o ensino
médio, distribuídas por um mínimo de duzentos e dez dias de efetivo trabalho escolar, incluído o tempo
reservado aos exames finais, quando houver.

d) A carga horária mínima anual será de oitocentas horas para o ensino fundamental e para o ensino
médio, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo
reservado aos exames finais, quando houver.

Comentários:

Alternativa A Errada.

Alternativa B Errada.

Alternativa C Errada.

Alternativa D Certa. A carga horária é de no mínimo 800 horas divididas em no mínimo 200 dias
letivos.

Gabarito: alternativa D

31. (FCM / PREFEITURA DE GUARANI - MG/ SUPERVISOR PEDAGÓGICO – 2019)

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/96 estabelece, em seu Art. 8º, que a União,
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão, em regime de colaboração, os respectivos
sistemas de ensino.

Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre a competência do Município nessa
organização.

( ) Oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas.

( ) Compor com o Sistema Federal de Ensino um sistema único de educação básica.

( ) Autorizar, credenciar e supervisionar os estabelecimentos do seu sistema de ensino.

( ) Assumir o transporte escolar dos alunos das escolas públicas estaduais e municipais.

( ) Atender, com prioridade o Ensino Médio, observando-se os percentuais mínimos para a manutenção
e o desenvolvimento desse nível da educação básica.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é

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a) (F); (V); (F); (V); (V).

b) (V); (F); (F): (V); (F).

c) (F): (V); (V); (F); (V).

d) (V); (F); (V); (F); (F)

Comentários:

Alternativa A Errada.

Alternativa B Errada.

Alternativa C Errada.

Alternativa D Certa. A afirmativa II está errada pois não será criado um sistema único. Já a
afirmativa IV está errada pois cada ente federativo irá assumir a responsabilidade pelo transporte
escolar do público que ele atende. Por fim, afirmativa V está errada pois a prioridade de
atendimento é do ensino fundamental.

Gabarito: alternativa D

32. (FCM / PREFEITURA DE GUARANI - MG/ SUPERVISOR PEDAGÓGICO – 2019)

Um grupo de jovens e adultos de uma comunidade carente solicitou informações em uma escola pública
de ensino fundamental sobre o que assegurava a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional para
aqueles que não tiveram oportunidade de frequentar aulas ou não puderam continuar seus estudos.

A pedagoga informou-lhes corretamente que poderiam matricular-se naquela escola

a) aqueles que pudesse pagar uma mensalidade para frequentar as aulas.

b) somente os maiores de dezoito anos para a conclusão do Ensino Médio.

c) em turma apropriada, compatível com seus interesses, condições de vida e de trabalho.

d) na modalidade de educação tecnológica, em cursos estruturados e organizados em etapas com


terminalidade.

Comentários:

Alternativa A Errada. A oferta da EJA é gratuita.

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Alternativa B Errada. Também são atendidos os maiores de 15 anos que não terminaram o ensino
fundamental

Alternativa C Certa.

Alternativa D Errada. A educação tecnológica se difere da educação para jovens e adultos

Gabarito: alternativa C

33. (FGV / PREFEITURA DE SALVADOR - BA/ PROFESSOR – 2019)

As opções a seguir apresentam as regras comuns de organização do Ensino Básico, de acordo com a Lei
nº 9.394/96, à exceção de uma. Assinale-a.

a) A carga horária mínima anual será de 800 (oitocentas) horas, distribuídas por um máximo de 120
(cento e vinte) dias de efetivo trabalho escolar.

b) A classificação em qualquer série ou etapa, exceto a 1ª do Ensino Fundamental, pode ser feita por
meio de promoção, transferência ou avaliação feita pela escola.

c) O controle de frequência fica a cargo da escola, sendo exigida a frequência mínima de 75% (setenta e
cinco por cento) do total de horas letivas para aprovação.

d) O regimento escolar, nos estabelecimentos que adotam a progressão regular por série, pode admitir
formas de progressão parcial, desde que preservada a sequência do currículo, observadas as normas do
respectivo sistema de ensino.

Comentários:

Alternativa A Certa. A carga horária mínima é de 800 horas distribuídas por no mínimo 200 dias
letivos.

Alternativa B Errada. A afirmativa está correta.

Alternativa C Errada. Afirmativa correta. É necessário 75% de frequência para aprovação.

Alternativa D Errada. Essa afirmativa também não apresenta erros, é possível admitir progressão
parcial.

Gabarito: alternativa A

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34. (FGV / PREFEITURA DE SALVADOR - BA/ PROFESSOR – 2019)

Leia o fragmento a seguir.

“Segundo a Lei nº 9.394/96, o ensino será ministrado com base em princípios como: a)______________ de
condições para o acesso e a permanência na escola; b) _____________ de ideias e de concepções
pedagógicas; e c)___________ da experiência extraescolar”.

Assinale a opção cujos itens completam corretamente as lacunas do fragmento acima.

a) Pluralismo - Garantia - Igualdade

b) Garantia - Igualdade – Pluralismo

c) Igualdade - Pluralismo - Valorização

d) Garantia - Valorização – Igualdade

Comentários:

Alternativa A Errada.

Alternativa B Errada.

Alternativa C Certa. Ensino será ministrado com base nos princípios de igualdade de acesso e
permanência; pluralismo de ideias e valorização da experiência extraescolar.

Alternativa D Errada.

Gabarito: alternativa C

35. (COMPERVE / PREFEITURA DE PARNAMIRIM - RN/ PEDAGOGO – 2019)

Percebe-se, nas últimas décadas, um avanço nas discussões sobre a educação não-formal, em especial
quando se encontra respaldo na LDB/96 sob o número 9.394, na qual são reconhecidas como ações e
processos educativos aqueles que se desenvolvem por movimentos sociais e organizações da sociedade
civil, na qual a educação não-formal prevalece. Analise as afirmações a seguir sobre esse tipo de
educação.

I A educação não-formal trata da educação como processos escolarizáveis pedagogicamente


estruturados.

II A educação não-formal deve ser vista como um tipo de proposta contrária à formal ou como uma
alternativa antagônica às práticas no contexto da escola.

III A educação não-formal é um processo sociopolítico cultural pedagógico de formação para a


cidadania.

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IV A educação não-formal potencializa saberes e aprendizados gerados ao longo da vida,


principalmente, em experiências via participação social, cultural e/ou política.

Dentre as afirmativas, estão corretas:

a) II e IV.

b) I e III.

c) I e II.

d) III e IV.

Comentários:

Item I Errada. A educação não formal não é processo pedagógico e com conteúdo escolarizáveis

Item II Errada. A afirmativa II coloca a educação não-formal como antagônica a formal, enquanto na
realidade eles coexistem e se complementam.

Item III Certa.

Item IV Certo.

Gabarito: alternativa D

36. (IF SUL GRANDENSE / TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS – 2019)

Na lei 9.394/96, em seu artigo 62, encontra-se o seguinte regulamento:

a) “formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de
licenciatura plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação
mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nos 4 (quatro) primeiros anos do ensino
fundamental, a oferecida em nível médio na modalidade normal.”

b) “formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de
licenciatura plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação
mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nos 5 (cinco) primeiros anos do ensino
fundamental, a oferecida em nível médio na modalidade normal.”

c) “formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de
bacharelado, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como
formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nos 4 (quatro) primeiros anos
do ensino fundamental, a oferecida em nível médio na modalidade normal.”

d) “formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de
bacharelado, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como

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formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nos 5 (cinco) primeiros anos do
ensino fundamental, a oferecida em nível médio na modalidade normal.”

Comentários:

Alternativa A Errada.

Alternativa B Certa. Questões como essa, que pedem “cópia e cola” da lei, são realmente bem
difíceis...Mas também são raras em concursos na área da educação. Geralmente, quando cobradas,
são para cargos bem específicos. De qualquer forma, fica registrada a importância de ler a letra da
lei.

Alternativa C Errada.

Alternativa D Errada.

Gabarito: alternativa B

37. (CS - UFG / PEDAGOGO – 2019)

A educação básica tem por finalidade desenvolver o educando, assegurando-lhe a formação comum
indispensável para o exercício da cidadania e fornecer meios para que ele progrida no trabalho e em
estudos posteriores. Dentre as etapas da educação básica encontra-se o ensino médio. De acordo com o
artigo 35, da Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, essa etapa do ensino regular tem como finalidade:

a) o aprimoramento do educando como profissional, incluindo formação ética e o desenvolvimento de


habilidades técnicas específicas.

b) a preparação especializada para o trabalho, de modo que o aluno seja capaz de desenvolver com
especialidade as tarefas da profissão exercida.

c) a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental,


possibilitando o prosseguimento dos estudos.

d) a compreensão dos fundamentos ontológicos de cada disciplina que compõem o currículo


profissionalizante

Comentários:

Alternativa A Errada. Essa etapa visa aprofundar e consolidar conhecimentos e seu foco não é no
preparo do profissional.

Alternativa B Errada. A formação de ensino médio tem caráter generalista.

Alternativa C Certa. É a fase de aprofundamento dos conteúdos aprendidos no ensino fundamental.

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Alternativa D Errada. Ensino médio regular não possui caráter profissionalizante.

Gabarito: alternativa C

38. (CS - UFG / PEDAGOGO – 2019)

De acordo com a Lei n. 12.796, de 4 de abril de 2013, que altera a Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de
1996, a educação básica, obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos de idade, deverá se organizar da
seguinte forma:

a) educação infantil, ensino fundamental e ensino médio.

b) educação infantil, pré-escola e ensino fundamental.

c) pré-escola, ensino médio e ensino profissionalizante.

d) pré-escola, ensino fundamental e ensino médio.

Comentários:

Alternativa A Errada. A LDB não utiliza a nomenclatura educação infantil. Uma bela pegadinha!

Alternativa B Errada.

Alternativa C Errada. Ensino profissionalizante não é obrigatório.

Alternativa D Certa. Lembre-se que na LDB utilizamos pré-escola para nos referirmos ao
atendimento para crianças entre 4 e 5 anos e creche para crianças de 0 a 3 anos.

Gabarito: alternativa D

39. (IDECAN / IF-PB / PEDAGOGO – 2019)

De acordo com a LDB, quando se trata dos níveis e das modalidades de educação e ensino, é incorreto
afirmar que

a) a educação básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância
regular de períodos de estudos, grupos não-seriados, com base na idade, na competência e em outros
critérios, ou por forma diversa de organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem
assim o recomendar.

b) a educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento
integral da criança de até 5 (cinco) anos em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social,
complementando a ação da família e da comunidade.

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c) o ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegurada às comunidades


indígenas a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem.

d) a Base Nacional Comum Curricular referente ao ensino médio incluirá optativamente estudos e
práticas de educação física, arte, sociologia e filosofia.

Comentários:

Alternativa A Errada. A afirmativa traz informações corretas.

Alternativa B Errada. Novamente, as informações estão corretas.

Alternativa C Errada. Ensino será em língua portuguesa, assegurado o direito ao ensino da língua
materna em comunidades indígenas.

Alternativa D Certa. O estudo de educação física, arte, sociologia e filosofia são obrigatórios no
ensino médio.

Gabarito: alternativa D

40. (NC-UFPR / ITAIOU BINACIONAL / PEDAGOGO – 2019)

O art. 3º da Lei nº 9.394/96 (LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) enfatiza que o
ensino será ministrado com base em princípios. A respeito do assunto, considere os seguintes
princípios:

1. Gestão democrática do ensino público, na forma dessa lei e da legislação dos sistemas de ensino.

2. Valorização da experiência extraescolar.

3. Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber.

4. Vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.

5. Consideração com a diversidade étnico-racial.

São princípios que compõem o artigo 3º da LDB

a) 3 e 4 apenas.

b) 1, 2 e 4 apenas.

c) 1, 2 e 5 apenas.

d) 1, 2, 3, 4 e 5.

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Comentários:

Alternativa A Errada.

Alternativa B Errada.

Alternativa C Errada.

Alternativa D Certa. Todas as alternativas estão corretas.

Gabarito: alternativa D

41. (IDCAP / PREFEITURA DE LINHARES - ES / TRADUTOR E INTERPRETE – 2018)

Assinale a alternativa correta sobre a educação básica, com base na Lei nº 9.394/96:

a) A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum
indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em
estudos posteriores.

b) A educação básica somente poderá organizar-se em séries anuais, com base na idade, na competência
e em outros critérios, ou por forma diversa de organização, sempre que o interesse do processo de
aprendizagem assim o recomendar.

c) Será objetivo ocasional das autoridades responsáveis alcançar relação adequada entre o número de
alunos e o professor, a carga horária e as condições materiais do estabelecimento.

d) Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio devem ter base estadual
comum, não podendo ser complementada, em cada sistema de ensino ou em cada estabelecimento
escolar.

Comentários:

Alternativa A Certa. A função da educação básica é formação integral, preparo para exercício da
cidadania e qualificação para o trabalho.

Alternativa B Errada. Poderá organizar-se de diferentes formas.

Alternativa C Errada. Não se trata de objetivo ocasional.

Alternativa D Errada. A base curricular comum é em nível nacional.

Gabarito: alternativa A

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42. (SELECON / PREFEITURA DE CUIABÁ-MT / PROFESSOR PEDAGOGO – 2018)

Assinale a alternativa correta sobre a educação básica, com base na Lei nº 9.394/96:

a) substituição progressiva das instituições públicas de ensino por instituições privadas; acesso e
permanência na escola com base na meritocracia

b) pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; valorização do profissional da educação escolar

c) uniformização de concepções pedagógicas e metodologia de ensino; predominância da valorização


da experiência extraescolar

d) divulgação da cultura com predominância da cultura indígena; separação entre a educação escolar, o
trabalho e as práticas sociais

Comentários:

Alternativa A Errada. Instituições públicas e privadas irão coexistir.

Alternativa B Certa.

Alternativa C Errada. Existe pluralismo de ideias e concepções pedagógicas.

Alternativa D Errada. Não deve existir predominância de “uma cultura” sobre as outras.

Gabarito: alternativa B

43. (FGV / PREFEITURA DE NITERÓI/ PEDAGOGO – 2018)

A comunidade escolar de uma unidade de ensino da rede municipal reúne-se, anualmente, em


assembleia para avaliar o trabalho realizado e organizar as ações e os projetos do ano seguinte. Tal ação
está de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96), em seu artigo
12, que trata da elaboração do Projeto Político Pedagógico e prevê que os estabelecimentos de ensino:

a) respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de elaborar e


executar sua proposta pedagógica;

b) terão total autonomia para elaborar e executar seu projeto político-pedagógico;

c) deverão elaborar e executar sua proposta pedagógica, mas esta deverá ser submetida e aprovada pelo
órgão dirigente local;

d) terão a incumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica a cada início de ano letivo;

Comentários:

Alternativa A Certa. É incumbência da escola elaborar sua proposta pedagógica.

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Alternativa B Errada. Terão autonomia desde que observada as normas comuns e do seu sistema
de ensino.

Alternativa C Errada. A escola tem autonomia para essa decisão.

Alternativa D Errada. A lei não determina periodicidade.

Gabarito: alternativa A

44. (FGV / PREFEITURA DE NITERÓI/ PEDAGOGO – 2018)

Durante o período de estágio supervisionado de um curso de Pedagogia, o supervisor solicitou que o


estagiário produzisse um diário de formação, registrando a vivência em sala de aula no campo de
estágio. Esse registro subsidiaria a discussão nos encontros semanais de supervisão. De acordo com a
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96), essa metodologia:

a) é inadequada porque expõe a instituição que é campo de estágio, à medida que registra o que acontece
no seu interior;

b) é adequada, pois contribui para a formação do futuro pedagogo à medida que promove a associação
entre teorias e práticas;

c) é inadequada, pois a produção de textos não deve ser uma exigência em estágios curriculares;

d) é inadequada, pois não pode ser utilizada como ferramenta de formação do estudante, já que a carga
horária obrigatória de estágio se destina a observar, planejar e ministrar aulas;

Comentários:

Alternativa A Errada. Essa prática é adequada e não expõe a escola.

Alternativa B Certa. Essa prática é adequada e pode contribuir para formação do estagiário.

Alternativa C Errada.

Alternativa D Errada.

Gabarito: alternativa B

45. (PLANEXCON / PREFEITURA DE ITAPIRAPUÃ PAULISTA - SP/ COORDENADOR PEDAGÓGICO –


2018)

Conforme preceitua a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da
educação nacional, em seu Art. 27 os conteúdos curriculares da educação bá sica observarão as seguintes
diretrizes:

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I. A difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres dos cidadãos, de respeito
ao bem comum e à ordem democrática.

II. Consideração das condições de escolaridade dos alunos em cada estabelecimento.

III. Orientação para o trabalho.

IV. Promoção do desporto educacional e apoio à s práticas desportivas não formais.

Estão corretas as assertivas:

a) I, II, III e IV.

b) II, III e IV apenas.

c) I, II e III apenas.

d) I e II apenas.

Comentários:

Alternativa A Certa. Todas as afirmativas estão corretas.

Alternativa B Errada.

Alternativa C Errada.

Alternativa D Errada.

Gabarito: alternativa A

46. (CETREDE / PREFEITURA DE QUIXERÁ – CE / PEB - EI – 2018)

A compreensão da creche e da pré-escola como espaços de direito de todas as crianças,


independentemente de seu grupo social, teve um avanço considerável a partir de um novo ordenamento
legal. Com base nessa premissa, analise as afirmações a seguir.

I. A Constituição Federal de 1988 reconhece a Educação Infantil como dever do Estado e a criança como
sujeito de direitos.

II. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996 institui a Educação Infantil como primeira
etapa da Educação Básica.

III. O Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990 assegura o atendimento às crianças de 0 a 3 anos


em creches.

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IV. O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil de 1998 norteia as orientações
pedagógicas para as instituições de educação infantil.

V. A Política Nacional de Educação Infantil determina que a educação infantil deve pautar-se pela
indissociabilidade entre o assistencialismo e o cuidado.

Marque a alternativa que indica as afirmativas CORRETAS.

a) I – II – IV.

b) III – V.

c) II – III – IV.

d) I – II – III – IV.

Comentários:

Alternativa A Certa. Apenas a afirmativa II está incorreta, pois não se trata de uma prerrogativa do
ECA.

Alternativa B Errada.

Alternativa C Errada.

Alternativa D Errada.

Gabarito: alternativa A

47. (CESPE / FUB / PEDAGOGO – 2018)

Tendo em vista que a Constituição Federal de 1988 (CF) estatui a gestão democrática do ensino público,
e que essa modalidade de gestão foi regulamentada pela LDB e, posteriormente, reafirmada, entre
outros dispositivos, pelo Programa Nacional de Fortalecimento de Conselhos Escolares (Brasil, 2004),
julgue o item a seguir, relativos aos conselhos escolares, foro por excelência da gestão democrática no
ensino público.

Nas reuniões dos conselhos escolares, é apropriado discutir sobre o encaminhamento de sugestões
referentes a processos avaliativos, a análise de resultados de avaliações nacionais de ensino, a exemplo
do SAEB, e a exploração de avaliações desenvolvidas internamente na escola, pois tais conselhos foram
criados para promover a cultura do monitoramento no âmbito dos respectivos estabelecimentos de
ensino.

( ) CERTO

( ) ERRADO

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Comentários:

Afirmativa correta. O Conselho de Escola é responsável por todos os processos decisórios da Unidade
Escolar, incluindo todo processo avaliativo.
Gabarito: certo

48. (QUADRIX/ SEDF / PROFESSOR SUBSTITUTO – 2018)

A Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional oferecem subsídios para a
elaboração das normas para o sistema de ensino do Distrito Federal expressas na Resolução n.º 1/2012.
Com base nessa Resolução e em suas alterações, julgue o item a seguir.

Compete a cada escola determinar as disciplinas que complementarão a parte diversificada do currículo,
por isso podem escolher em quais anos, ou séries anuais, será ministrado o componente curricular arte.

( ) CERTO

( ) ERRADO

Comentários:

Afirmativa incorreta. O componente curricular arte é parte comum do currículo e, portanto, possui
caráter obrigatório.
Gabarito: errado

49. (QUADRIX/ SEDF / PROFESSOR SUBSTITUTO – 2018)

A Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional oferecem subsídios para a
elaboração das normas para o sistema de ensino do Distrito Federal expressas na Resolução n.º 1/2012.
Com base nessa Resolução e em suas alterações, julgue o item a seguir.

Os conteúdos de história e cultura afro‐brasileira e indígena são obrigatórios apenas nos componentes
curriculares artes, literatura e história.

( ) CERTO

( ) ERRADO

Comentários:

Afirmativa incorreta. O componente curricular arte é parte comum do currículo e, portanto, possui
caráter obrigatório.
Gabarito: errado

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50. (CESPE/ SEDUC - AL / PROFESSOR – 2018)

Tendo como referência a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e as Diretrizes Curriculares
Nacionais (DCN), julgue o item subsequente, a respeito do ensino médio. A duração mínima do ensino
médio é de três anos.

( ) CERTO

( ) ERRADO

Comentários:

Afirmativa Correta. A duração mínima do ensino médio é de 3 anos.


Gabarito: certo

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GABARITO

1. B 18. A 35. D
2. A 19. B 36. B
3. A 20. D 37. C
4. D 21. A 38. D
5. D 22. A 39. D
6. B 23. C 40. D
7. C 24. C 41. A
8. B 25. B 42. B
9. B 26. B 43. A
10. D 27. D 44. B
11. A 28. B 45. A
12. A 29. D 46. A
13. B 30. D 47. CERTO
14. D 31. D 48. ERRADO
15. B 32. C 49. ERRADO
16. D 33. A 50. CERTO
17. D 34. C

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RESUMO
 Constituição Federal 88:

• Direitos, deveres e finalidades da educação: Educação como direito público subjetivo. Obrigação do
Estado e da família, com apoio de toda sociedade.
• Princípios de ensino: igualdade de acesso e permanência, liberdade para aprender, pluralismo de
ideias, gratuidade, valorização dos profissionais, gestão democrática e garantia de qualidade.
• Autonomia administrativa, financeira e pedagógica das Universidades
• Delimitação de cada etapa de ensino
• Deveres da União (ensino superior); Estados (médio e fundamental) e Municípios (fundamental e
infantil)
• Função supletiva e redistributiva da União
• Garantias de recursos mínimos (financiamento da educação pública)
• Criação do Plano Nacional da Educação

 ECA:

• Proteção integral da criança e do adolescente


• Definição de criança (até 12 anos) e adolescente (12 aos 18 anos ). Em casas específicos, estende-se
a definição de adolescente até os 21 anos.
• Educação como direito
• Prioridade absoluta no atendimento dessa população
• Sujeito entendido como alguém em uma condição peculiar de desenvolvimento: ser humano em
formação

 LDB:

• Estabelece diretrizes e bases da educação


• Organiza o funcionamento do sistema público de educação brasileiro
• Obrigatoriedade da educação básica
• Implementação da BNCC
• Novas modalidades de educação

 PNE:

• Estabelece metas e estratégias para a educação por um período de dez anos


• Serve como guia das políticas educacionais
• Procura traçar os principais problemas da educação e como resolver
• Articula ações entre União, Estado e Municipios

✓ Conceitos e Palavras-chave:
• Democracia

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• Educação como direito


• Obrigatoriedade
• gratuidade
• qualidade
• alfabetização
• Gestão democrática
• projeto pedagógico com participação de todos
• garantia de acesso e permanência
• escola laica
• educação integral do sujeito

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