Contabilidade Analitica I
Contabilidade Analitica I
CONTABILIDADE E GESTÃO
Unidade Curricular:
Contabilidade Analítica I
2024-2025
Âmbito e objectivo da Contabilidade de Gestão
Diferenças entre a contabilidade analítica e financeira
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A Contabilidade é uma ciência social que estuda a riqueza patrimonial individualizada, sob
os aspectos quantitativos e qualitativos, tendo entre seus objetivos a geração de
informações e a explicação dos fenômenos patrimoniais, possibilitando o controlo, o
planeamento e a tomada de decisão, no enfoque passado/presente/futuro. Tudo isso,
servindo aos mais diversos usuários, para que eles possam, por meio de seus actos
buscarem a prosperidade da entidade e da sociedade.
A Contabilidade, assim como as outras ciências, pode ser estudada sob enfoques
particulares, aqui denominados de especializações. Portanto, apresentamos a seguir os
subsistemas que a compõem:
Contabilidade
agricola
Contabilidade
Outras...
financeira
Ciência
contábil
Contabilidade Contabilidade
social analítica
Contabilidade
de custo
Subsistemas da Contabilidade
Contabilidade Analítica I
Leandro Luís
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Âmbito e objectivo da Contabilidade de Gestão
Diferenças entre a contabilidade analítica e financeira
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Como vemos, a ciência contábil é una, porém dividida em diversas especialidades (partes).
Assim, não podemos esquecer que quando falamos de Contabilidade analítica, estamos
nos referindo a uma parte da Contabilidade, sendo impossível dissociá-las. Para a nossa
unidade curricular, interessa destacar apenas as características diferenciadoras entre a
Contabilidade Analítica e a Contabilidade Financeira. Assim ilustrativamente vejamos a
seguinte figura.
Contabilidade
Contabilidade Analítica
Financeira
obrigatória Facultativa
Classifica os
Custos por natureza mesmos Custos, mas
por funções
Resultados parciais:
Resultados globais por produto, por
actividade, etc.
Para ilustrar as insuficiências da Contabilidade Financeira, suponhamos que uma empresa que fabrica três
produtos A, B e C. Os resultados operacionais do exercício relativo a certo ano decompõe-se da seguinte forma:
Vendas dos
Custos das Matérias Consumidas 10 400 000,00 produtos 40 150 000,00
Conclui-se que existe um resultado global que constitui um prejuízo. A partir desta informação várias
questões surgem: - Como se distribuiram os custos por cada produto? – Quais foram os custos unitários? –
Quais os resultados com que cada produto contribuiu para o resultado do exercício?
Por outro lado, uma análise dos seus custos, poderá possibilitar a elaboração do seguinte quandro:
De modo a facilitar a gestão, pode-se ainda decompor os custos unitários pelos componetes que compõe o custos
dos produtos:
Produtos Matérias Primas Mão-Obra directa Combustíveis Amortizações Outros Custos Custos Unitários
A 270,00 312,00 31 30,75 385,00 1 028,75
B 560,00 620,00 62 15,50 187,50 1 445,00
C 146,67 414,00 41 31,00 264,00 896,67
Como o nosso estudo está apenas centrado ao estudo da Contabilidade analítica. Assim, as
finalidades da contabilidade analítica são as seguintes:
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Âmbito e objectivo da Contabilidade de Gestão
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Contabilidade de Custo
Vários são os conceitos que a Contabilidade de Custo podem assumir, como se pode ver a
seguir:
Está voltada para o cálculo e a interpretação dos custos dos bens fabricados ou
comercializados, ou dos serviços prestados a empresa
ʽʽA Contabilidade de Custos é uma actividade de controlo interno das operações de produção
realizada pelas empresas. Ocupa-se com a análise dos custos de forma analítica, no sentido de
facilitar a actividade gerencial dos custos
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DEFINIÇÕES BÁSICAS: GASTOS, CUSTOS, DESPESAS E
PERDAS; RENDIMENTOS, PROVEITOS, GANHOS.
Conceito de Gastos
Gastos: respeitam sacrifícios financeiros que uma entidade tem que
despender para aquisição de um produto, matérias ou serviço ou ainda utilização
de recursos para obtenção de outros bens ou serviços a serem comercializados
ou prestados. São exemplo de gastos dispêndios com:
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DEFINIÇÕES BÁSICAS: GASTOS, CUSTOS, DESPESAS E
PERDAS; RENDIMENTOS, PROVEITOS, GANHOS.
Conceito e classificação de custo
O conceito de custo é associado ao montante de gastos incorridos para se obter um bem ou realizar
um serviço. Os custos em uma empresa industrial correspondem ao consumo dos recursos utilizados
na produção, ou seja, dos materiais (que integram produtos – passaremos a denominá-los de matérias
primas), da mão-de-obra directa (pessoal que actua directamente na transformação da matéria prima
em produtos) e custos indirectos (todos os demais custos vinculados à produção).
Custo: é um gasto relativo ao bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. São
exemplo de custo os seguintes elementos:
Matéria-prima utilizada na formação do produto.
Mão-de-obra utilizada na execução de serviços, numa empresa do ramo serviços.
Gastos gerais de manutenção de equipamentos utilizados na produção.
Podem ser classificados em:
Custos por natureza, Custos Funcionais e Custos dos Produtos
Custos Directos e Custos Indirectos.
Custos Variáveis e Custos Fixos
Os custos por natureza, funcionais e dos produtos: Referem-se a sua origem e destino,
sendo que:
Os custos por natureza são aqueles que estão directamente relacionados com a Contabilidade
Geral e dizem respeito a custos como: Amortização, Custos Extraordinários, Custos das Mercadorias
vendidas entre outros custos.
Os custos funcionais referem-se a todos os custos suportados num departamento específico, ou
seja são os custos necessários para que haja produção num Departamento Específico. Exemplos
destes custos temos os custos comerciais, custos financeiros e custos de distribuição).
Já os custos dos Produtos serão o custo que resulta da soma de todos os encargos necessários para
se fabricar um ou mais produtos ou para prestar serviços
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DEFINIÇÕES BÁSICAS: GASTOS, CUSTOS, DESPESAS E
PERDAS; RENDIMENTOS, PROVEITOS, GANHOS.
Custos Directos e Custos Indirectos
Os Custos Directos e Indirectos, estão relacionados com classificação dos custos quanto a conexão ao
nível de actividade.
Durante a produção nem todos os custos entram directamente na produção, assim há aqueles que
visivelmente se percebe a sua conexão com a produção, é nesta perspectiva que são classificados em
custos directos e indirectos.
Os custos Directos: Custos directos são aqueles custos que podem ser facilmente
identificados como objecto de custeio. São custos directamente identificados a seus
portadores. Para que seja feita a identificação, não há necessidade de rateio”. Os custos
directos compreendem os gastos como matéria-prima principal, mão-de-obra directa
ou qualquer custo que possa ser aplicado directamente no produto ou serviço
Os custos indirectos: são elementos da produção que não participam fisicamente, nem
directamente ao produto. Estes custos precisam de critérios especiais de cálculo no seu
apuramento no produto. São exemplos: ´Mão de obra indirecta, amortização.
Custos Variáveis e Fixos
Os Custos Directos e Indirectos, estão relacionados com o volume de actividade ou produção da
empresa.
Os custos Variáveis: Custos variáveis são os custos que têm a sua variação ligada
directamente ao volume de produção ou de actividade e permanecem fixos em relação a
unidade, quando a produção aumentar os custos variáveis unitários permanecerão os mesmos,
mas os custos variáveis totais aumentam.
Os custos Fixos: São custos que não variam com a variabilidade da actividade escolhida. Isto
é, o valor total dos custos permanece igual mesmo que a base de volume seleccionada como
referencial varie. 9
DEFINIÇÕES BÁSICAS: GASTOS, CUSTOS, DESPESAS E
PERDAS; RENDIMENTOS, PROVEITOS, GANHOS.
Os conceitos atráz referenciados, referem-se aos componentes dos resultados, formam o lucro
ou prejuízo que uma empresa apresenta durante o período.
O documento contabilístico que apresenta o resultado do pério do é a Demonstração dos
Resultados.; Que podem ser por natureza e por funções.
A DR por Natureza, os proveitos e os custos são apresentados de forma global segundo a natureza
que os origina. A DR. Por função os custos são agrupados segundo as funções que os origina. Na
generalidade apresentam os seguintes elementos:
D. R POR NATUREZA D. R POR FUNÇÕES
Vendas Vendas
Prestação de serviço CIPV
Outros proveitos Resultado Bruto
Variação da produção Outros rendimentos
Trabalho para a própria empresa Gastos de distribuição ou comercial
CMVMC Gastos Admnistrativos
Custo com o pessoal Outros Gastos
Amortizações RAI
Outros custos e perdas operacionais
Custos financeiros
Custos estraordinários
RAI
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DEFINIÇÕES BÁSICAS: GASTOS, CUSTOS, DESPESAS E PERDAS;
6. PRODUÇÃO ACABADARENDIMENTOS, PROVEITOS, GANHOS.
VARIAÇÃO DA PRODUÇÃO ACABADA E EM CURSO
A esta variação indica a compensação dos custos incorridos e registados por natureza nas respectivas
contas de custos, que se relacionem com custos necessários à produção de bens e que devam por essa
razão ser transferidos para existências.
O efeito líquido dos movimentos ocorridos nesta conta (64) dá, obviamente a variação ocorrida nos
produtos acabados e na produção em curso
A Variação será negativa– se toda a produção tiver sido vendida e parte do stock inicial
de produto acabado.
A Variação será positiva– Se a empresa não tiver conseguido vender toda a produção do
ano.
A Variação será nula– Se tiver vendido exactamente a produção do ano.
Inventários 11 11
DEFINIÇÕES BÁSICAS: GASTOS, CUSTOS, DESPESAS E PERDAS;
6. PRODUÇÃO ACABADARENDIMENTOS, PROVEITOS, GANHOS.
TRABALHO PARA A PRÓPRIA EMPRESA
Compensa os custos incorridos e registados nas contas por natureza, relativos a trabalhos que a
empresa tenha realizado para si mesma. (65)
CMVMC = Ei + Compras - Ef
CIPV = Custo das Ei + Custo da Produção Acabada – Custo das existências inciais
O CIPV, bem como o valor das existências Finais, pode ser determinada com base no método FIFO e
LIFO.
Inventários 12 12
DEFINIÇÕES BÁSICAS: GASTOS, CUSTOS, DESPESAS E PERDAS;
6. PRODUÇÃO ACABADARENDIMENTOS, PROVEITOS, GANHOS.
FIFO – PRIMEIRO A ENTRAR É O PRIMEIRO A SARIR
EX.: Ei 50 kg à 90 kzs cada
Produção 80 kg à 100 kzs cada
Ef 40kg à ??
Para determinar o CIPV com base no fifo Primeiro determina-se a qunatidade que foi vendida
Qt de Venda = QtdEi + QtProd – QtEf
Qt de Venda = 50 + 80 – 40 = 90
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DEFINIÇÕES BÁSICAS: GASTOS, CUSTOS, DESPESAS E
PERDAS; RENDIMENTOS, PROVEITOS, GANHOS.
1. Numa base de continuidade dos aspectos já abordados sobre as diferênças entre o
sistema da contabilidade analítica e da contabilidade financeira, vejamos os seguintes
exercícios:
A sociedade “Vieira&Cruz Lda.”, possui uma casa comercial com duas secções
Livraria e Papelaria. No final do exercício apuraram-se os seguintes valores em
milhares de kwanzas:
Rubricas Livraria Papelaria
Compras no período 123 600 122 800
Fornecimentos e serviços de 38 060 28 840
terceiros
Custos de carácter financeiro 3 230 2 860
Custo com o pessoal 33 750 18 900
Impostos - 200
Amortizações do período 942 720
Existências
No início do período 60 800 108 000
No fim do período 57 600 89 100
Outros custos operacionais 8 600 42 000
Vendas do período 360 000 210 000
Determine os resultados de cada secção e o global, sabendo que:
Com base nos resultados parciais consegues obter novas informações que lhe permitam
ter uma noção mais concreta sobre o negócio da empresa. Em caso afirmativo diga
quais?
Comente os valores obtidos das rentabilidades globais e parciais das secções da empresa
O encerramento de uma das secções teria consequências negativas para a empresa?
Justifique a sua resposta.
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DEFINIÇÕES BÁSICAS: GASTOS, CUSTOS, DESPESAS E
PERDAS; RENDIMENTOS, PROVEITOS, GANHOS.
2. A sociedade AAG Lda., fabrica três produtos S, L e Z. no exercício findo fabricou e
vendeu 3000 S por 18000 kz cada, 5000 L por 21000 kz cada e 6000 Z por 32000 kz cada.
Durante o periodo, suportou-se os seguintes encargos com a fabricação destes três produtos:
Matérias-primas consumidas (em kwanzas)
Produtos
S 32 446 900
L 219 711 490
Z 249 639 360
Custo com o pessoal
Produtos
S 4000 horas a 900 kz horas
L 10 000 horas a 900 kz horas
Z 6000 horas a 900 kz horas
Amortizações das máquinas (em kwanzas)
Produtos
S 1 500 000
L 2 400 000
Z 3 600 000
Elabore a DR global, por produto e por funções e diga que informação importante você pode
colher em cada uma delas 16
DEFINIÇÕES BÁSICAS: GASTOS, CUSTOS, DESPESAS E
PERDAS; RENDIMENTOS, PROVEITOS, GANHOS.
Exercício
3. A sociedade industrial X produz um determinado produto químico. No mês de Julho do ano n
apuraram-se os seguintes elementos:
- Compras de Matérias-primas (total da factura) …………………………………………………2 800 000
- Gastos de compra………………………………………………………………………………….275 000
- Descontos comerciais obtidos nas matérias ……………………………………………………..... 50 000
- Salários dos operários fabris………………………………………………………………...............700 000
- Encargos sociais referentes a salários……………………………………………………..……… 140 000
- Ordenados do pessoal fabril …………………………………………………………………........ 200 000
- Encargos sociais referentes a ordenado do pessoal fabril………………………………………… 40 000
- Amortização do edifício e equipamentos fabris (Quotamensal)………………………………… 300 000
- Electricidade e água dos serviços fabris …………………………………………..……………… 80 000
- Ordenado da Administração …………………………………………………….……………….. 300 000
- Ordenados do pesspa do escritório …………………………………………….……………….. 120 000
- Encargos sociais referentes aos ordenados do pessoal da Administração e do escritório …...…. 240 000
- Vendas ………………………………………………………………………………………… 6 800 000
- Descontos comerciais concedidos nas vendas ……………………………………………….… 140 000
- Gatos de vendas (comissão dos vendedores) ……………………......................................................220 000
DEFINIÇÕES BÁSICAS: GASTOS, CUSTOS, DESPESAS E
PERDAS; RENDIMENTOS, PROVEITOS, GANHOS.
Exercício
- Inventários no princípio do mês
- Matérias-primas 6 800 000
- Matérias subsidiárias 800 000
- Flue oil 2000 tons.A 250,00 cada
- Produtos fabricados 2 100 000
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Custos Industriais – Componentes do Custo Industrial
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Há outra natureza de custo que pode ser ou não considerada custo industrial – as
embalagens, Pois na verdade, há produtos que não podem sair da fábrica sem estarem
devidamente acondicionados em embalagens apropriadas, pelo que o custo industrial deve
igualmente incluir esta natureza de custo.
É importnte também perceber que em alguns casos, haverá o interesse em agregar o custo da
mão-de-obra directa e os gastos gerais de fabrico nos custos de transformação, tendo em
vista facilitar a imputação destes.
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Leandro Luís
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Custos dos Produtos e Custos dos Períodos.
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Custo dos produtos
O custo dos produtos acabados é uma conta que agrega as Matérias-primas, Mão-de-obra
directa e os gastos gerais de fabrico. Esta conta é subscrita no balanço como um activo e
permanence por lá até que seja expedita, momento em que passa a forma de custo dos
produtos vendidos.
Contabilidade Analítica I
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Custos dos Produtos e Custos dos Períodos.
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Exemplos de algumas despesas do período
Despesas de vendas Publicidade
Consumidas
Produtos
Produtos em curso
Mão-de-Obra direca Aplicada Processo de Fabrico não
de fábrico
acabados
Acabados
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Custos dos Produtos e Custos dos Períodos.
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Exercício
5.A empresa Fabril X fabrica e vende o produto Beta. Elementos relativos ao período ao período n:
- Inventários em 01/01/n:
- Matérias-primas e Matérias subsidiárias 74 000
- Produção em curso de fabrico 4 200
- Produtos fabricados (18 000 kg) 11 700
- Inventários em 31/12/n:
- Matérias-primas e Matérias subsidiárias 86 000
- Produção em curso de fabrico 3 400
- Produtos fabricados (24 000 kg) ??
Balancete em 31/12/n (Kwanzas)
Sabendo que a empresa segue o critério do FIFO na valorização das existências, pede-se que elabore a
Demonstração dos resultados por natureza e a Demonstração dos resultados por funcões
Custos dos Produtos e Custos dos Períodos.
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6. A Sociedade Temporal, Lda. Dedica-se à produção de cremes de beleza de marca branca, que vende aos cabeleireiros.
Para a produção consomem matérias primas diversas que vão desde a essência de rosas e óleos de amêndoas doces e
gelatinas. A linha de produção encontra-se totalmente automatizada, havendo apenas dois operários no local.
Relativamente ao mês de Dezembro do ano n, sabe-se que (valores em euros):
Descrição Qtd C. Unit Informações adicionais:
a) Existências inciais • Os dois operários recebem 500 euros
por mês cada um, pagando a empresa
Matérias primas diversas 50 kg 10
de encargos sociais, 23,75% desse
Creme de beleza 400 kg 22,5 montante.
b) Compras
• Os gastos gerais de fabrico foram de
14000 euros em Dezembro;
Matérias primas diversas 100 kg 10,1
• O Critério valorimétrico adoptado é o
C) Existências Finais LIFO.
Matérias primas diversas 10 kg 10 • A empresa teve gastos
admnistrativos, comerciais e
Creme de beleza 25kg 22,5
financeiros de 10.000, 5.000 e 7.500
euros respectivamente.
Pretende-se
• As vendas foram de 1 075 kg à 48
euros.
1. Determine o Custo de Produção
2. Construa a demonstração de resultados por funções e
por natureza.
3. Faça a classificação em custos do período e custos dos
produtos.
Estudo dos Gastos Gerais de Fabrico
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Os gastos gerais de fabrico podem ser visto como demais gastos necessários para a fabricação
dos produtos, como: alugueis, energia eléctrica, serviços de terceiros, manutenção da fábrica,
depreciação, seguros diversos, material de limpeza, óleos, lubrificantes para as máquinas,
pequenas peças para reposição, telefones e comunicações, entre outros.
Correspondem a todos os gastos da área fabril, que não respeitam a matéria-prima e à mão de
obra directa. De modo geral, trata-se de gastos comuns à toda a produção da fábrica, pelo que
existem dificuldades na sua repartição.
a) Materiais indirectos
Os materiais indirectos podem ser: matérias-primas subsidiárias; óleo lubrificantes, filtros; entre
outros materiais consumidos na produção que não respeitem a matéria-prima e mão-de-obra
directa.
Contabilidade Analítica I
Leandro Luís 28
Estudo dos Gastos Gerais de Fabrico
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b) Mão-de-obra indirecta
Esta natureza de gastos é determinado pelos registos dos tempos aplicados pelos
trabalhadores indirectos em cada departamento ou centro de gastos, o que implica
codificação do número de operário e do centro em que esteve afecto.
Nesta rúbrica "são incluídos todos os encargos da entidade patronal que não sejam
ordenados e salários. Uma das formas de imputar os encargos sociais a cada mês pode ser
com base em quotas ou em percentagens previstas.“
c) Energia eléctrica
Em muitas empresas, esta natureza tem ocupado um lugar de destaque na composição do
total do custo de produção. Para efeitos de cálculos dos gastos gerais da fábrica, é
fundamental que o fornecedor remeta mensalmente a respectiva factura.
Tendo em conta que em muitas empresas não é possível conhecer o custo de energia de cada
secção da fábrica, deve-se encontrar uma percentagem de consumo para cada secção.
d) Conservação e reparação
A rúbrica conservação, abrange os gastos efectuados com a conservação corrente do
equipamento e instalações (materiais aplicados e os gastos com a sua montagem), pode haver
uma secção própria ou pode ser feita por oficinas especializadas mediante acordo.
Como em muitas empresas as reparações e conservações não são feitas de forma corrente,
procura-se o valor médio de conservação do período para efeitos de imputação ou
repartição aos produtos." Contabilidade Analítica I
Leandro Luís 29
Estudo dos Gastos Gerais de Fabrico
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e) Amortizações dos equipamentos das máquinas e do edifício industrial
Altera de empresa para empresa, pois esta rúbrica, tem um peso significativo no custo de
produção, atendendo a que cada vez mais se utilizam máquinas sofisticadas para a execução
de muitas tarefas fabris. Para além do cálculo da quota anual de amortização, é necessário
proceder a periodização desta, durante os meses de fabrico. É necessário ter em conta o
custo da depreciação que pode não coincidir com a quota anual de amortização, tendo em
conta que uma máquina pode contribuir para o fabrico de mais de um produto.
f) Outros gastos de fabricação ou Restos dos gastos gerais da fábrica
Outros gastos de fabricação, que representam custos incorridos na industrialização dos
produtos, entre outros, são: materiais de consumo; água; luz; comunicação; alimentação;
transporte; aluguéis; seguros; imposto predial; Trabalhos especializados, ferramentas,
utensílios, conservação, reparação, seguro de equipamentos e instalações fabris.
Coeficiente de imputação
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Leandro Luís 31
Estudo dos Gastos Gerais de Fabrico
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Coeficiente de imputação
As bases de repartição podem ser:
a) Números de horas de trabalho directo; b) Quantidade das matérias-primas
consumidas; c) Custos das matérias-primas consumidas; d) Número de unidades
fabricadas; e) Horas de trabalhos das máquinas; f) Custo primo ou directo, entre
outros.
Ao escolher a base de repartição procura-se uma proporcionalidade entre os gastos gerais
de fabrico, e o valor ou quantidade que se toma para a base." Assim, o coeficiente de
imputação é dado pela seguinte fórmula:
𝐆𝐚𝐬𝐭𝐨𝐬 𝐠𝐞𝐫𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐞 𝐟𝐚𝐛𝐫𝐢𝐜𝐨
Coeficiente de imputação (QI) =
𝐛𝐚𝐬𝐞 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢çã𝒐
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Leandro Luís 32
Estudo dos Gastos Gerais de Fabrico
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Valor da MOD
Horas de MOD
Volume de Base de
Produção imputação
Nº de Hm
Valor das MD
Contabilidade Analítica I
Leandro Luís 33
Estudo dos Gastos Gerais de Fabrico
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Exercícios
etc).
a) Faça a repartição dos custos utilizando como base de repartição dos custos de
b) Faça a repartição dos custos utilizando como base de repartição dos custos de
Exercício
8. A sociedade Beta, Lda. Produziu três produtos X, Y e Z no mês de Maio e originaram os
seguintes consumos directos:
- Matéria prima A: 15 000 kg, sendo 8000 kg para x, 5000 kg para y e e os restantes para
Z.
- Mão-de-Obra directa: 2 400 horas, sendo 1000 horas para X, 800 horas para y e as
restantes para Z.
Os gastos Gerais de fabrico são repartidos pelos produtos através do critério de base
múltipla, tendo como bases de repartição os seguintes:
- Mão-de-obra indirecta: mão-de-obra directa (quota téorica)
- Energia: Gastos directos (M.P + MOD)
- Amortizações: Número de horas de MOD (quota téorica)
- Outros gastos gerais de fabrico: Número de unidades produzidas.
Durante o referido mês produziram-se 600 unidades de X, 900 unidades de Y e 500
unidades de Z.
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Leandro Luís 35
Estudo dos Gastos Gerais de Fabrico
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Exercício
A Contabilidade apurou os seguintes gastos:
- Foram compradas 20 000 kg de matéria A no valor de 928 000 kwanzas havendo ainda 22 000 kz de
gastos de transporte e aprovisionamento.
- A mão-de-obra directa (salários) atingiu 182 000 kwanzas.
- Os gastos gerais da fábrica foram em (kwanzas):
- Mão-de-obra indirecta (ordenados) …………………………………….67 200,00
- Factura da END …………………………………………………………65 832,00
- Quota mensal de amortização ………………………………………......56 000,00
- Conservação e reparação ……………………………………………… 2 475,00
- Seguros da fábrica ………………………………………………………. 1 689,00
- Consumo de água……………………………………………………………927,10
- Consumo de gás……………………………………………………………..474,00
- Matérias Subsidiárias e Diversas…………………………………………3 634,90
A empresa elaborou estimativas no início do ano, tendo previsto que os encargos sociais sobre a MOD
são de 65% dos ordenados e salários. Por outro lado, a MOI (mão-de-obra indirecta) preve-se que seja
0,4 da MOD e as amortizações do ano atinjam 672 000 kwanzas. Prevê-se ainda que se utilize 28 000
horas de MOD
1- Determine o custo da produção e elabore a demostração de resultados por produto, atribuíndo um
preço de venda que cubra os custos da produção.
APURAMENTO DO CUSTO DE PRODUÇÃO
OS MÉTODOS DE CUSTEIOS
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Regime de fabrico
O ciclo de fabrico caracteristicos das empresas industriais abrange as seguintes fases:
a) Compra de materiais e serviços;
b) Transformação das matérias-primas em produtos acabados;
c) Venda de produtos acabados.
A transformação das matérias-primas pode exigir apenas uma operação – Fabricação
Simples, Ou exigir um número maior ou menor de operações distintas – Fabricação
Complexa.
As operações fabris podem suceder-se rapidamente – Fabricação contínua ou
inenterrupta, ou aparecem separadas por curtos intervalos de tempo – Fabricação por
fases.
Por outro lado, há empresas que fabricam sempre o mesmo e único produto – Fabricação
uniforme, e empresas que fabricam diversos produtos – Fabricação múltipla.
Esta última pode ainda ser conjunta (a partir de uma mesma matéria prima obtém-se
obrigatoriamente dois ou mais produtos) e disjunta (os produtos são diferentes em
operações de transformação diferentes).
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Leandro Luís
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APURAMENTO DO CUSTO DE PRODUÇÃO
OS MÉTODOS DE CUSTEIOS
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
A organização do processo de fabrico origina a correspondente adequação do
apuramento do custo de produção. No apuramento do custo de produção,
podemos distiguir os seguintes métodos:
a) Quando uma empresa dispoõe de uma produção variável em que os
produtos são perfeitamente distinguíveis uns dos outros, faz-se o
custeio por lotes de fabrico, por obra ou por ecomenda. O
denominado método directo ou de custo por ordem de
produção.
b) Sempre que a produção tem as caracteristicas de produção contínua
ou inenterrupta, em que se fabrica um número restrito de produtos,
mas em grandes quantidades, faz-se o chamado custeio mensal. Trata-
se do método indirecto ou dos custos por processo.
c) Por outro lado, Existem empresas em que o custeio dos produtos se
faz pelo método indirecto até certa fase de produção e, a partir daqui
segue-se o método directo. Neste caso, esta-se em presença do
método misto.
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APURAMENTO DO CUSTO DE PRODUÇÃO
OS MÉTODOS DE CUSTEIOS
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APURAMENTO DO CUSTO DE PRODUÇÃO
OS MÉTODOS DE CUSTEIOS
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APURAMENTO DO CUSTO DE PRODUÇÃO
OS MÉTODOS DE CUSTEIOS
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42
APURAMENTO DO CUSTO DE PRODUÇÃO
OS MÉTODOS DE CUSTEIOS
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MÉTODO MISTO
Este método aplica-se naquelas empresas que, até certa fase do processo de fabrico, têm
um regime de produção contínua, e, nas fases seguintes individualizam os custos de
fabricação.
Para o primeiro caso, utiliza-se o método indirecto e, para o segundo, o método directo.
Vejamos um exemplo:
Determinada empresa, fabrica dois produtos A e B, obtidos por operações de
transformação que se processam em duas secções da fábrica.
Através de operações sofridas na secção X pelas matérias primas obtém-se dois
produtos (A e B) que entram em armazém. Estes são vendidos no mercado no estado
em que se encontram ou ainda sujeitos a operações específicas na Secção Y, consoante os
pedidos dos clientes.
No mês de Outubro do ano n obtiveram-se os seguintes elementos ( valores kwanzas)
Consumo na secção X:
Matérias primas : 2 380 000 ( repartidos pelas unidades produzidas)
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APURAMENTO DO CUSTO DE PRODUÇÃO
OS MÉTODOS DE CUSTEIOS
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MÉTODO MISTO
Gastos de transformação: 450 000 ( 60% para A e o restante para o B)
Produção:
• 500 Unidades de A
• 1200 Unidades de B
Não havia produtos em curso de fabrico e em armazém em 1 e 31 de outubro.
Durante o mês de outubro foram executados os pedidos de venda, entre os
quais se destaca uma encomenda de J.J. R. Lda. (ordem nº 100), de 150 unidades
de A, transformadas na secção Y segundo exigência do Cliente. Esta
transformação acarretou os seguintes consumos:
150 unidades de matéria Z ao preço médio de 80 kz e 22 000 kz de máteria W.
Foram utilizadas 50 horas de trabalho efectivo ao custo de 2000 kzs por hora.
Os gastos gerais de fabrico foram de 50 000 kwanzas.
Pretende-se:
1- Apuramento do custo de produção dos produtos A e B
2- Prepara o mapa de encomenda (Custos da encomenda) relativa a ordem nº 100
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PRODUÇÃO CONJUNTA
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Produção Conjunta
Dizemos que uma empresa labora em produção conjunta quando a fabricação de um produto obriga
necessariamente à fabricação de dois ou mais produtos. Ou seja a produção é conjunta quando, ao
proceder-se a transformação de uma ou de diversas matérias primas, se obtêm simultaneamente diversos
produtos.
Produção de farinha de 1ª e 2ª qualidade, a partir da moagem de trigo;
Obtenção de destilados: petróleo, gasóleo e fluel pela destilação do petróleo bruto leve;
Obtenção da fuba de milho limpa, pala pala, farelo, rolão a partir da moagem do milho;
Produção do leite manteiga, queijo a partir do leite.
Designação dos produtos conjuntos:
No regime de produção conjunta, quando obtemos um produto de valor necessariamente superior aos
restantes produtos obtidos na mesma fabricação, estamos em presença de um produto principal.
No caso de se obter um ou mais produtos principais estes recebem o nome de co-produto.
Os produtos com valor comercial nitidamente inferior aos restantes são subprodutos.
Aos restantes produtos ou seja os produtos sem valor comercial dizem-se resíduos.
Ex: No caso da moagem de trigo as farinhas de primeira qualidade e segunda qualidade são coprodutos,
enquanto que as sêmeas e alimpaduras são subprodutos.
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PRODUÇÃO CONJUNTA
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Produção Conjunta
REPARTIÇÃO DOS CUSTOS CONJUNTOS
Entre os critérios referenciados nos livros desta matéria de repartição dos custos
conjuntos ou comum destacam-se:
Custo unitário médio
Por este critério os custos conjuntos são repartidos em função das quantidades
produzidas.
Ex.:
Uma determinada enpresa produziu os produtos A, B e C e as quantidades e os
custos respectivos foram:
Matérias-primas consumidas………..………………………………46 600 kzs
Mão-de-obra directa….……………………………………………. 4 800 kzs
Gastos gerais da fábrica…………………………………………..…. 6 200 kzs
Total…………………...….. 57 600 kzs
A produção atingiu 960 kgs, assim repartidos:
Produto A ………………. 100
Produto B ……………....... 500
Produto C ………………..360
Produção Conjunta
REPARTIÇÃO DOS CUSTOS CONJUNTOS
Média Ponderada
O critério anterior nem sempre corresponde as exigências de atribuição de custos.
Numa tentativa de se aperfeiçoar, as empresas ponderam a relevância de cada
produto atribuindo factores de pontuação que advém, por exemplo, do tamanho da
unidade, tempo de consumo para o fabrico da unidade, das dificuldades de fabricação,
do valor de vendas praticado pelo mercado, entre outros.
Produção Conjunta
REPARTIÇÃO DOS CUSTOS CONJUNTOS
Preço de venda relativo
Os critérios anteriores não atendem ao valor dos produtos no mercado. Por outro
lado, está generalizado o princípio de que o valor do mercado é uma manifestação
dos custos industriais, pelo que o método de repartição dos custos conjuntos com
base na importância relativa de cada um tem grande aceitação.
Admitamos que uma determinada empresa química fabrica os produtos X, Y e Z e que
em certo mês produziu as seguintes quantidades:
Produto x ………………. 20 000 kg
ProdutoY ……………....... 100 000 kg
Produto Z ………………..80 000 litros
Os preços de vendas de cada um foram:
Produto x ………………. 300 /kg
ProdutoY ……………....... 120/kg
Produto Z ………………..450/litros Os custos da produção atingiram o total de 36 000 000
kzs assim repartidos:
Matérias transformadas ………. 25 800 000 kzs
Gastos com a sua transformação 10 200 000 kzs
Produção Conjunta
REPARTIÇÃO DOS CUSTOS CONJUNTOS
Imputação subprodutos
Havendo subprodutos, podemos utilizar os seguintes critérios para a sua repartição:
a) Custo nulo
Neste critério, os produtos principais (coprodutos) suportam todos os custos conjuntos,
representando o valor de venda dos subprodutos (após a dedução de todos os gastos com a sua
venda) um lucro para a empresa.
b) Lucro nulo
Aqui os subprodutos não propiciam qualquer resultado para a empresa, pelo que o
valor de venda (deduzido dos gastos com a venda) é subtraído aos custos conjuntos. O
valor dos custos atribuídos aos coprodutos é assim, inferior.
Vejamos o exemplo: A Sociedade Química Industrial, SA, dedica-se à fabricação de 3 produtos
químicos para o uso industrial. O processo de fabrico é o seguinte:
No Departamento x as matérias primas M e N são misturadas, trituradas e prensadas.
O produto obtido no departamento x – semiproduto a – é enviado, acto contínuo, por meio de
tapetes rolantes, para o Departamento Y, onde é sujeito a um tratamento químico através da
adicção da matéria O, obtendo-se os produtos A e B, o semiproduto c e o subproduto S.
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PRODUÇÃO CONJUNTA
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Produção Conjunta
REPARTIÇÃO DOS CUSTOS CONJUNTOS
Imputação subprodutos
Os dois primeiros dão entrada no armazém e o subproduto é vendido a um cliente.
O semiproduto c é sujeito a operações de transformação no Departamento Z, obtendo-se a
partir dele, o produto acabado C que segue para o armazém.
Em determinado mês apuraram-se os seguintes dados:
Produção: Consumo:
Semiproduto a………. 1 400 ton Matérias M : 400t a 3 300 kz
Semiproduto c 800 ton Matérias N : 1000ton a 2800 kz
Produto A 600 ton Matérias O: 480 a 3700 kz
Produto B 360 ton Mão-de-obra-directa
Produto C 720 ton Departamento X: 689 000 kzs
Subproduto S 80 ton Departamento Y: 461 200 kzs
Departamento Z: 1 100 000 kzs
Preço de venda (por toneladas)
Gastos gerais da fábrica
Produto A 5 500 kzs
Departamento X: 1 073 000 kzs
Produto B 15 000 kzs
Departamento Y: 624 800 kzs
Produto C 18 900 kzs
Departamento Z: 1 208 000 kzs
Subproduto S 1 800 kzs
Supondo que a empresa definiu como critério para a repartição dos custos conjuntos o valor de venda
relativo no ponto de separação e que o subproduto é valorizado pelo critério do lucro nulo.
Faça um esquema do processo de produção da empresa.
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PRODUÇÃO CONJUNTA
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Exercício
A empresa lacticínios operou mundanças na tecnologia do seu instrumetal produtivo, que teve como efeito o
melhorar a qualidade e ampliar a quantidade dos produtos colocados à disposição do público. Além da produção do
Lacpor passou a produzir conjuntamente o Lacpor magro; Natapor e ainda o subproduto soro de leite.
Na secção de Pausterização e Mistura obtém-se o Lacpor e o Lacpor Magro em condições de armazenagem, assim
como o sub-produto soro.
Para entrada no armazém o Natapor necessita da passagem por uma secção de selecção e concentração.
O gestores de produção, bem como o responsável pela Contabilidade Interna, concluiram pela utilização do método
de preço de venda relativo no ponto de separação para os coprodutos e valorização dos subprodutos pelo custo
nulo.
A recolha de elementos sobre os custos da produção e preços de venda resultou nos seguintes valores e
quantidades:
Secção de Pasteurização e Mistura 800 000 kzs
Secção de Selecção e Concentração 70 000 kzs
Produção do mês
Pe = PA + PCFf - PCFi
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VALORIMETRIA DOS PRODUTOS EM CURSO DE FABRICO
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MÉTODO DAS UNIDADES EQUIVALENTES
Uma empresa que fabrica um único produto registou em certo mês a seguinte produção:
FIFO LIFO
PVFf = 40 * 11 000 = 440 000,00 PVFf = 40 * 10 842 = 433 680,00
Exemplo: Certa empresa dedica-se à produção de álcool puro. O processo de produção, que proposidamente
apresentamos de forma bastante simplificada, consiste fundamentalmente no seguinte:
◦ Numa secção, que se designa por fermentação e destilação onde o melaço (que constitui a matéria prima) é
fermentado e depois destilado numa coluna de destilação;
◦ O líquido fermentado e destilado assim obtido é rectificado na secção de Retificação.
CENTRO DE GASTOS
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Contabilisticamente a fábrica está dividida em 3 secções homogéneas como se segue:
Secções de "fermentação e destilação" e "Rectificação" que abrangem os custos de transformação referentes às fases de
fabrico atrás referidas e que têm por unidade de obra a hora de funcionamento (Hf)
Secção de “Serviços gerais" que abragem os restantes custos de transformação; a unidade de custeio é o dia e os custos
desta secção são repartidos pelas duas secções principais acima referidas, em partes iguais.
A fabricação do álcool puro (produto principal) arrasta a obtenção de um subproduto, designado por álcool
desnaturado, que tem um valor comercial relativamente baixo. Em Janeiro de 19x1 verificaram-se os seguintes
custos:
Energia eléctrica Mão-de-obra
• Fermentação e destilação………. 4500 Kwh • Fermentação e destilação……………... 610 000,00
• Rectificação……………………. 65000 Kwh • Rectificação……………………….…... 225 500,00
• Serviços gerais…………………….2000 Kwh • Serviços gerais………………….………105 000,00
Obs: o custo do Kwh foi de 3,50. A factura é paga a 30 dias
A classificação das guias de saídas dos armazéns revela os seguintes consumos por secções:
• Fermentação e • Rectificação; • Serviços
destilação; gerais;
• Matérias subsidiárias; 20 000,00 104 000,00 16 700,00
• Matérias diversos 41 500,00 103 300,00 17 900,00
Dada a existência de encargos que só se verificam periodicamente (13º mês, subsídio de férias, etc) procede-se à
mensualização dos encargos sociais com base na previsão efectuada no princípio do ano que indica que os encargos
socias representam 50% dos ordenados. Os encargos sociais reais do mês foram de 340 000,00.
Amortizações e seguros
• Fermentação e • Rectificação; • Serviços
destilação; gerais;
• Amortizações dos edifícios; 840 000,00 720 000,00 150 000,00
• Amortizações dos equipamentos 1 200 000,00 2 400 000,00 240 000,00
• Seguro de incêndio 132 000,00 168 000,00 24 600,00
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CENTRO DE GASTOS
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Outros custos
As contas das secções registaram também os seguintes gastos diversos referentes a fornecimentos e
serviços externos verificados ao longo do mês, que à medida que foram sendo contabilizados nas contas
de custos da Contabilidade Geral foram classificados para as secções a que respeitavam:
Pedido:
Elabore o Mapa dos Custos das Secções, bem como, o cálculo das unidades de obra.
Tornos Manuetenção
• Gastos directos……………….………………. 1 892,00 • Gastos directos……………….………………. 3 752,00
• Gastos imputados (centros de gastos comuns) .... 488,00 • Gastos imputados (centros de gastos comuns)... 1 056,00
Para calcularmos o custo de cada Hm de Tornos e de cada Hh de Manutenção, temos que recorrer a um sistema de
equações. Representando por x o custo de cada Hm e y o custo de cada Hh, vem:
150𝑥 = 1892 + 488 + 50𝑦 𝑥 = 19,2
500𝑦 = 3752 + 1056 + 10𝑥 𝑦 = 10
Os custos das secções em causa, que englobam todos os custos directos e também os reembolsos das
restantes secções auxiliares, excepto as aqui mencioinadas foram:
Pretende-se:
Elaboração do mapa dos custos dos centros de gastos
• Autocarros de 50 L -- Km percorrido
• Autocarros de 70 L -- Km percorrido
• Conservação -- Hh equivalente
• Gastos comuns de exploração – Repartidos pelos 3 centros anteriores em percentagens dos gastos directos
• Gastos Admnistrativos
Os encargos sociais, estimam-se em 50% das despesas com o pessoal. O custo do m3 de água foi de 0,03
u.m. O custo do Kwh de 0,009 u.m e o gasóleo custou 0,06 u.m/l
A empresa adopta o critério FIFO e o método dos Centros de gastos, tendo defindo os seguintes
centros fabris:
Os elementos contabilísticos do mês de Setembro, são os seguintes: Produção: 200 t de Pão tipo A e
300t de pão do tipo B.
-- Repartição dos gastos de matérias primas: Farinha de 1ª é consumida no fabrico do Pão do tipo A e a
Farinha de 2ª é consumida no fabrico do Pão do tipo B. As restantes matérias são imputadas aos
produtos em função das quantidades produzidas.
VENDAS
Toda a produção foi vendida (Não havia existências iniciais e finais de produtos Acabados).
PEDIDOS:
1- Mapa dos gastos de transformação do mês;
2- Mapa dos gastos de produção do mês;
3- Demonstração de Resultados para a Gestão.