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Contabilidade Analitica I

O documento aborda a Contabilidade Analítica I, destacando suas diferenças em relação à Contabilidade Financeira e seus objetivos na gestão empresarial. Ele explora conceitos fundamentais como gastos, custos, despesas e suas classificações, além de apresentar a importância da contabilidade de custos para a tomada de decisões gerenciais. A análise de custos por produto é enfatizada como uma ferramenta essencial para a eficiência operacional e controle financeiro.

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Contabilidade Analitica I

O documento aborda a Contabilidade Analítica I, destacando suas diferenças em relação à Contabilidade Financeira e seus objetivos na gestão empresarial. Ele explora conceitos fundamentais como gastos, custos, despesas e suas classificações, além de apresentar a importância da contabilidade de custos para a tomada de decisões gerenciais. A análise de custos por produto é enfatizada como uma ferramenta essencial para a eficiência operacional e controle financeiro.

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DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÓMICAS

CONTABILIDADE E GESTÃO

Unidade Curricular:
Contabilidade Analítica I

Docente: Leandro Luís

2024-2025
Âmbito e objectivo da Contabilidade de Gestão
Diferenças entre a contabilidade analítica e financeira
------------------------------------------------------------------------------------------------------
 A Contabilidade é uma ciência social que estuda a riqueza patrimonial individualizada, sob
os aspectos quantitativos e qualitativos, tendo entre seus objetivos a geração de
informações e a explicação dos fenômenos patrimoniais, possibilitando o controlo, o
planeamento e a tomada de decisão, no enfoque passado/presente/futuro. Tudo isso,
servindo aos mais diversos usuários, para que eles possam, por meio de seus actos
buscarem a prosperidade da entidade e da sociedade.

 A Contabilidade, assim como as outras ciências, pode ser estudada sob enfoques
particulares, aqui denominados de especializações. Portanto, apresentamos a seguir os
subsistemas que a compõem:
Contabilidade
agricola

Contabilidade
Outras...
financeira

Ciência
contábil

Contabilidade Contabilidade
social analítica

Contabilidade
de custo
Subsistemas da Contabilidade
Contabilidade Analítica I
Leandro Luís
2
Âmbito e objectivo da Contabilidade de Gestão
Diferenças entre a contabilidade analítica e financeira
------------------------------------------------------------------------------------------------------
 Como vemos, a ciência contábil é una, porém dividida em diversas especialidades (partes).
Assim, não podemos esquecer que quando falamos de Contabilidade analítica, estamos
nos referindo a uma parte da Contabilidade, sendo impossível dissociá-las. Para a nossa
unidade curricular, interessa destacar apenas as características diferenciadoras entre a
Contabilidade Analítica e a Contabilidade Financeira. Assim ilustrativamente vejamos a
seguinte figura.
Contabilidade
Contabilidade Analítica
Financeira

Usuarios externos, Usuario:


administração Administração

obrigatória Facultativa

Classifica os
Custos por natureza mesmos Custos, mas
por funções
Resultados parciais:
Resultados globais por produto, por
actividade, etc.

Resultados anuais Resultados mensais

além dos custos


Custos históricos ou
históricos, pode usar
efectivos
custos teoricos.
periodificação dos
periodização dos
custos não
custos necessárias
obrigatória
Aspectos diferenciadores da Contabilidade Financeira e a Contabilidade Analítica
Contabilidade Analítica I
Leandro Luís
3
Âmbito e objectivo da Contabilidade de Gestão
Diferenças entre a contabilidade analítica e financeira
------------------------------------------------------------------------------------------------------

Para ilustrar as insuficiências da Contabilidade Financeira, suponhamos que uma empresa que fabrica três
produtos A, B e C. Os resultados operacionais do exercício relativo a certo ano decompõe-se da seguinte forma:
Vendas dos
Custos das Matérias Consumidas 10 400 000,00 produtos 40 150 000,00

Outros Custos 30 850 000,00 Resultados operacionais 1 100 000,00

TOTAL 41 250 000,00 TOTAL 41 250 000,00

Conclui-se que existe um resultado global que constitui um prejuízo. A partir desta informação várias
questões surgem: - Como se distribuiram os custos por cada produto? – Quais foram os custos unitários? –
Quais os resultados com que cada produto contribuiu para o resultado do exercício?

Assim, uma análise das vendas, poderá proporcionar a seguinte informação:


Unidades Prod. E
Produtos Preço de vendas Vendidas Valor %
A 1000 20000 20 000 000,00 49,8%
B 1800 5000 9 000 000,00 22,4%
C 743,33 15000 11 150 000,00 27,8%
40000 40 150 000,00 100,0%

Por outro lado, uma análise dos seus custos, poderá possibilitar a elaboração do seguinte quandro:

Consumo de Outros Custos Rentabilidade das


Produtos Vendas Matérias Primas Operacionais Custo Total Custo Unitário Resultados vendas
A 20 000 000,00 5 400 000,00 15175000 20 575 000,00 1 028,75 (575 000,00) (2,88)
B 9 000 000,00 2 800 000,00 4425000 7 225 000,00 1 445,00 1 775 000,00 19,72
C 11 150 000,00 2 200 000,00 11250000 13 450 000,00 896,67 (2 300 000,01) (20,63)
40 150 000,00 10 400 000,00 30 850 000,00 41 250 000,00 1 100 000,01 -2,74%
Contabilidade Analítica I
Leandro Luís 4
Âmbito e objectivo da Contabilidade de Gestão
Diferenças entre a contabilidade analítica e financeira
------------------------------------------------------------------------------------------------------
Além do cálculo dos custos e proveitos por produtos, apuram-se os resultados por produtos, concluindo-se que o
produto B é lucrativo e os produtos A e C dão prejuízos.

De modo a facilitar a gestão, pode-se ainda decompor os custos unitários pelos componetes que compõe o custos
dos produtos:
Produtos Matérias Primas Mão-Obra directa Combustíveis Amortizações Outros Custos Custos Unitários
A 270,00 312,00 31 30,75 385,00 1 028,75
B 560,00 620,00 62 15,50 187,50 1 445,00
C 146,67 414,00 41 31,00 264,00 896,67

Como o nosso estudo está apenas centrado ao estudo da Contabilidade analítica. Assim, as
finalidades da contabilidade analítica são as seguintes:

Apurar os custos dos produtos fabricados e vendidos

Apurar as margens dos diversos produtos

Analisar e controlar as condições internas de exploração


(eficiencia operacional)

Proporcionar informação para a tomada de decisões de


forma racional

Fornecer bases de avaliação de certos elementos do


activo

Contabilidade Analítica I
Leandro Luís 5
Âmbito e objectivo da Contabilidade de Gestão
------------------------------------------------------------------------------------------------------

Contabilidade de Custo
Vários são os conceitos que a Contabilidade de Custo podem assumir, como se pode ver a
seguir:

 A Contabilidade de Custos é responsável pela análise e controle dos gastos empresariais e,


principalmente, pela geração de informações destinadas à Contabilidade Financeira, que atende
aos interesses de diversos públicos externos, e à Contabilidade gerencial, que atende aos
interesses dos públicos internos".

 A Contabilidade de Custos é o ramo da Contabilidade que se destina a produzir informações


para os diversos níveis gerenciais de uma empresa, como auxilio às funções de determinação de
desempenho, de planeamento e controle das operações e de tomada de decisões

 Está voltada para o cálculo e a interpretação dos custos dos bens fabricados ou
comercializados, ou dos serviços prestados a empresa

 ʽʽA Contabilidade de Custos é uma actividade de controlo interno das operações de produção
realizada pelas empresas. Ocupa-se com a análise dos custos de forma analítica, no sentido de
facilitar a actividade gerencial dos custos

Contabilidade Analítica I
Leandro Luís
6
DEFINIÇÕES BÁSICAS: GASTOS, CUSTOS, DESPESAS E
PERDAS; RENDIMENTOS, PROVEITOS, GANHOS.
Conceito de Gastos
 Gastos: respeitam sacrifícios financeiros que uma entidade tem que
despender para aquisição de um produto, matérias ou serviço ou ainda utilização
de recursos para obtenção de outros bens ou serviços a serem comercializados
ou prestados. São exemplo de gastos dispêndios com:

 Compras de: Combustíveis, eletricidade, material consumíveis de


escritório, utensílios, etc.,
 Serviços de comunicações, seguros, rendas e alugueres, honorários, etc.
 São também gastos os salários e encargos com os trabalhadores da
empresa, as depreciações dos ativos fixos, os juros pagos em relação a
financiamentos obtidos, os impostos, as coimas, entre muitos outros.

 Se prestarmos bem atenção ao conceito de gasto, vemos que abrange primeiro


as definições de despesa e em segundo a de custo. A diferença entre ambas
reside na perspectiva de que a despesa vai directamente para o resultado do
período. Já os custos dizem respeito à formação de um estoque (de produtos
acabados) e serão finalmente levados ao resultado após a sua venda, o que pode
levar meses ou até anos.

Contabilidade Analítica I
Leandro Luís 7
DEFINIÇÕES BÁSICAS: GASTOS, CUSTOS, DESPESAS E
PERDAS; RENDIMENTOS, PROVEITOS, GANHOS.
Conceito e classificação de custo
 O conceito de custo é associado ao montante de gastos incorridos para se obter um bem ou realizar
um serviço. Os custos em uma empresa industrial correspondem ao consumo dos recursos utilizados
na produção, ou seja, dos materiais (que integram produtos – passaremos a denominá-los de matérias
primas), da mão-de-obra directa (pessoal que actua directamente na transformação da matéria prima
em produtos) e custos indirectos (todos os demais custos vinculados à produção).
 Custo: é um gasto relativo ao bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. São
exemplo de custo os seguintes elementos:
 Matéria-prima utilizada na formação do produto.
 Mão-de-obra utilizada na execução de serviços, numa empresa do ramo serviços.
 Gastos gerais de manutenção de equipamentos utilizados na produção.
Podem ser classificados em:
 Custos por natureza, Custos Funcionais e Custos dos Produtos
 Custos Directos e Custos Indirectos.
 Custos Variáveis e Custos Fixos
Os custos por natureza, funcionais e dos produtos: Referem-se a sua origem e destino,
sendo que:
 Os custos por natureza são aqueles que estão directamente relacionados com a Contabilidade
Geral e dizem respeito a custos como: Amortização, Custos Extraordinários, Custos das Mercadorias
vendidas entre outros custos.
 Os custos funcionais referem-se a todos os custos suportados num departamento específico, ou
seja são os custos necessários para que haja produção num Departamento Específico. Exemplos
destes custos temos os custos comerciais, custos financeiros e custos de distribuição).
 Já os custos dos Produtos serão o custo que resulta da soma de todos os encargos necessários para
se fabricar um ou mais produtos ou para prestar serviços
Contabilidade Analítica I
Leandro Luís 8
DEFINIÇÕES BÁSICAS: GASTOS, CUSTOS, DESPESAS E
PERDAS; RENDIMENTOS, PROVEITOS, GANHOS.
Custos Directos e Custos Indirectos
Os Custos Directos e Indirectos, estão relacionados com classificação dos custos quanto a conexão ao
nível de actividade.
Durante a produção nem todos os custos entram directamente na produção, assim há aqueles que
visivelmente se percebe a sua conexão com a produção, é nesta perspectiva que são classificados em
custos directos e indirectos.
 Os custos Directos: Custos directos são aqueles custos que podem ser facilmente
identificados como objecto de custeio. São custos directamente identificados a seus
portadores. Para que seja feita a identificação, não há necessidade de rateio”. Os custos
directos compreendem os gastos como matéria-prima principal, mão-de-obra directa
ou qualquer custo que possa ser aplicado directamente no produto ou serviço
 Os custos indirectos: são elementos da produção que não participam fisicamente, nem
directamente ao produto. Estes custos precisam de critérios especiais de cálculo no seu
apuramento no produto. São exemplos: ´Mão de obra indirecta, amortização.
Custos Variáveis e Fixos
Os Custos Directos e Indirectos, estão relacionados com o volume de actividade ou produção da
empresa.
 Os custos Variáveis: Custos variáveis são os custos que têm a sua variação ligada
directamente ao volume de produção ou de actividade e permanecem fixos em relação a
unidade, quando a produção aumentar os custos variáveis unitários permanecerão os mesmos,
mas os custos variáveis totais aumentam.
 Os custos Fixos: São custos que não variam com a variabilidade da actividade escolhida. Isto
é, o valor total dos custos permanece igual mesmo que a base de volume seleccionada como
referencial varie. 9
DEFINIÇÕES BÁSICAS: GASTOS, CUSTOS, DESPESAS E
PERDAS; RENDIMENTOS, PROVEITOS, GANHOS.
 Os conceitos atráz referenciados, referem-se aos componentes dos resultados, formam o lucro
ou prejuízo que uma empresa apresenta durante o período.
 O documento contabilístico que apresenta o resultado do pério do é a Demonstração dos
Resultados.; Que podem ser por natureza e por funções.
 A DR por Natureza, os proveitos e os custos são apresentados de forma global segundo a natureza
que os origina. A DR. Por função os custos são agrupados segundo as funções que os origina. Na
generalidade apresentam os seguintes elementos:
D. R POR NATUREZA D. R POR FUNÇÕES

Vendas Vendas
Prestação de serviço CIPV
Outros proveitos Resultado Bruto
Variação da produção Outros rendimentos
Trabalho para a própria empresa Gastos de distribuição ou comercial
CMVMC Gastos Admnistrativos
Custo com o pessoal Outros Gastos
Amortizações RAI
Outros custos e perdas operacionais
Custos financeiros
Custos estraordinários
RAI

10
DEFINIÇÕES BÁSICAS: GASTOS, CUSTOS, DESPESAS E PERDAS;
6. PRODUÇÃO ACABADARENDIMENTOS, PROVEITOS, GANHOS.
 VARIAÇÃO DA PRODUÇÃO ACABADA E EM CURSO

A esta variação indica a compensação dos custos incorridos e registados por natureza nas respectivas
contas de custos, que se relacionem com custos necessários à produção de bens e que devam por essa
razão ser transferidos para existências.

O efeito líquido dos movimentos ocorridos nesta conta (64) dá, obviamente a variação ocorrida nos
produtos acabados e na produção em curso

x. (Variação dos Inventários) = Ef – Ei


Ou seja
∆𝐸x. (Variação dos Inventários) = (Efpa + Efpvf) – ( Eipa + EiPvf)

A Variação será negativa– se toda a produção tiver sido vendida e parte do stock inicial
de produto acabado.
A Variação será positiva– Se a empresa não tiver conseguido vender toda a produção do
ano.
A Variação será nula– Se tiver vendido exactamente a produção do ano.

Inventários 11 11
DEFINIÇÕES BÁSICAS: GASTOS, CUSTOS, DESPESAS E PERDAS;
6. PRODUÇÃO ACABADARENDIMENTOS, PROVEITOS, GANHOS.
 TRABALHO PARA A PRÓPRIA EMPRESA
Compensa os custos incorridos e registados nas contas por natureza, relativos a trabalhos que a
empresa tenha realizado para si mesma. (65)

 CUSTOS DAS MERCADORIAS VENDIDAS E MATÉRIAS CONSUMIDAS (CMVMC)


Corresponde as saídas das existências quer seja por venda, ou integração no processo produtivo.

CMVMC = Ei + Compras - Ef

 CUSTOS INDUSTRIAL DOS PRODUTOS VENDIDOS (CIPV)


Indica os custo relativo a quantida de produtos que foram vendidos no período.
Como:

Existência Inicial + Produção = Vendas + Existência Final

CIPV = Custo das Ei + Custo da Produção Acabada – Custo das existências inciais

O CIPV, bem como o valor das existências Finais, pode ser determinada com base no método FIFO e
LIFO.

Inventários 12 12
DEFINIÇÕES BÁSICAS: GASTOS, CUSTOS, DESPESAS E PERDAS;
6. PRODUÇÃO ACABADARENDIMENTOS, PROVEITOS, GANHOS.
 FIFO – PRIMEIRO A ENTRAR É O PRIMEIRO A SARIR
EX.: Ei 50 kg à 90 kzs cada
Produção 80 kg à 100 kzs cada
Ef 40kg à ??
Para determinar o CIPV com base no fifo Primeiro determina-se a qunatidade que foi vendida
Qt de Venda = QtdEi + QtProd – QtEf
Qt de Venda = 50 + 80 – 40 = 90

CIPV = (50 * 90) + ( 40 * 100 ) = 8.500 kzs


VEf = 40 * 100 = 4000

 LIFO – ÚLTIMO A ENTRAR PRIMEIRO A SAIR

CIPV = (80 * 100) + ( 10 * 90 ) = 8.900 kzs


VEf = 40 * 90 = 3.600 kzs

13
DEFINIÇÕES BÁSICAS: GASTOS, CUSTOS, DESPESAS E
PERDAS; RENDIMENTOS, PROVEITOS, GANHOS.
1. Numa base de continuidade dos aspectos já abordados sobre as diferênças entre o
sistema da contabilidade analítica e da contabilidade financeira, vejamos os seguintes
exercícios:
A sociedade “Vieira&Cruz Lda.”, possui uma casa comercial com duas secções
Livraria e Papelaria. No final do exercício apuraram-se os seguintes valores em
milhares de kwanzas:
Rubricas Livraria Papelaria
Compras no período 123 600 122 800
Fornecimentos e serviços de 38 060 28 840
terceiros
Custos de carácter financeiro 3 230 2 860
Custo com o pessoal 33 750 18 900
Impostos - 200
Amortizações do período 942 720

Existências
No início do período 60 800 108 000
No fim do período 57 600 89 100
Outros custos operacionais 8 600 42 000
Vendas do período 360 000 210 000
Determine os resultados de cada secção e o global, sabendo que:

CMVMC = Existencias iniciais + Compras − Existencias finais


14
DEFINIÇÕES BÁSICAS: GASTOS, CUSTOS, DESPESAS E
PERDAS; RENDIMENTOS, PROVEITOS, GANHOS.
Resultados
Rubricas Global Parciais (produtos)
Valor Livraria Papelaria
Vendas
CMVMC
Fornecimentos e serviços de terceiros
Custos de carácter financeiro
Custo com o pessoal
Impostos
Amortizações do período
Outros custos operacionais
Resultado

 Com base nos resultados parciais consegues obter novas informações que lhe permitam
ter uma noção mais concreta sobre o negócio da empresa. Em caso afirmativo diga
quais?
 Comente os valores obtidos das rentabilidades globais e parciais das secções da empresa
 O encerramento de uma das secções teria consequências negativas para a empresa?
Justifique a sua resposta.
15
DEFINIÇÕES BÁSICAS: GASTOS, CUSTOS, DESPESAS E
PERDAS; RENDIMENTOS, PROVEITOS, GANHOS.
2. A sociedade AAG Lda., fabrica três produtos S, L e Z. no exercício findo fabricou e
vendeu 3000 S por 18000 kz cada, 5000 L por 21000 kz cada e 6000 Z por 32000 kz cada.
Durante o periodo, suportou-se os seguintes encargos com a fabricação destes três produtos:
Matérias-primas consumidas (em kwanzas)
Produtos
S 32 446 900
L 219 711 490
Z 249 639 360
Custo com o pessoal
Produtos
S 4000 horas a 900 kz horas
L 10 000 horas a 900 kz horas
Z 6000 horas a 900 kz horas
Amortizações das máquinas (em kwanzas)
Produtos
S 1 500 000
L 2 400 000
Z 3 600 000

Outros gastos (em kwanzas)


Produtos
S 600 000
L 2 700 000
Z 3000 000

Elabore a DR global, por produto e por funções e diga que informação importante você pode
colher em cada uma delas 16
DEFINIÇÕES BÁSICAS: GASTOS, CUSTOS, DESPESAS E
PERDAS; RENDIMENTOS, PROVEITOS, GANHOS.

Exercício
3. A sociedade industrial X produz um determinado produto químico. No mês de Julho do ano n
apuraram-se os seguintes elementos:
- Compras de Matérias-primas (total da factura) …………………………………………………2 800 000
- Gastos de compra………………………………………………………………………………….275 000
- Descontos comerciais obtidos nas matérias ……………………………………………………..... 50 000
- Salários dos operários fabris………………………………………………………………...............700 000
- Encargos sociais referentes a salários……………………………………………………..……… 140 000
- Ordenados do pessoal fabril …………………………………………………………………........ 200 000
- Encargos sociais referentes a ordenado do pessoal fabril………………………………………… 40 000
- Amortização do edifício e equipamentos fabris (Quotamensal)………………………………… 300 000
- Electricidade e água dos serviços fabris …………………………………………..……………… 80 000
- Ordenado da Administração …………………………………………………….……………….. 300 000
- Ordenados do pesspa do escritório …………………………………………….……………….. 120 000
- Encargos sociais referentes aos ordenados do pessoal da Administração e do escritório …...…. 240 000
- Vendas ………………………………………………………………………………………… 6 800 000
- Descontos comerciais concedidos nas vendas ……………………………………………….… 140 000
- Gatos de vendas (comissão dos vendedores) ……………………......................................................220 000
DEFINIÇÕES BÁSICAS: GASTOS, CUSTOS, DESPESAS E
PERDAS; RENDIMENTOS, PROVEITOS, GANHOS.

Exercício
- Inventários no princípio do mês
- Matérias-primas 6 800 000
- Matérias subsidiárias 800 000
- Flue oil 2000 tons.A 250,00 cada
- Produtos fabricados 2 100 000

- Inventários no fim do mês


- Matérias-primas 6 200 000
- Matérias subsidiárias 680 000
- Flue oil 1520 tons.A 250,00 cada
- Produtos fabricados 1 800 000
- Produtos em curso de fabrico 200 000
Elabore a Demostração de resultados por natureza e por funçães do mês de julho de n
Custos Industriais – Componentes do Custo Industrial
------------------------------------------------------------------------------------------------------
Custo Industrial
Os Custos de um produto é o somatório de gastos ou seja uma acumulação de gastos. Tais gastos
incluem os gastos de todas as fases porque as matérias e/ou produtos passam na fábrica até atingirem a
forma de produtos acabados.
Antes de mais é importante apurar o custo à saída da fábrica – o denominado Custo Industrial- este
não é mais senão o somatório de três grandezas ou factores:
a) Matérias-Primas (MP)
b) Mão-de-Obra Directa (MOD)
c) Gastos Gerais da Fábrica (GGF)
 Matérias Primas (MP): São todas as matérias ou materiais consumidos na fabricação que, após as
operações de transformações, caracteristica do regime de fabrico da empresa, dão origem a
produtos terminados.
No aspecto prático um custo de matérias-primas deve ser parte integral ou parte
significativa de um produto acabado. No caso concreto, a fabricação do gelo, a sua matéria
completa é a água. Já na fabricação do bolo, a matéria significativa é a farinha.
 Existe um outro tipo de materias – as matérias subsidiárias. Estas fazem igualmente parte dos
consumos da fabricação (gastos gerais de fabrico), mas enquanto as primeiras aparecem integradas
nos produtos fabricados, as matérias subsidiárias auxiliam a transformação destes.
 Por exemplo, numa empresa de panificação, a farinha, o fermento, os melhorantes são
matérias primas, enquanto que o óleo consumido no aquecimento dos fornos constitui
matérias subsidiárias.
Contabilidade Analítica I
Leandro Luís
19
Custos Industriais – Componentes do Custo Industrial
------------------------------------------------------------------------------------------------------
 Mão-de-Obra Directa (MOD):
 É constituído pelas remunerações e encargos do pessoal fabril que trabalha directamente na
produção.
 Os custos da Mão-de-Obra Directa são os salários dos funcionários vinculados a
transformação de um produto ou serviço e é classificado como custo directo. Por exemplo,
numa gráfica, os funcionários que manejam as impressoras. Outro exemplo, numa oficina, os
mecânicos, numa padaria os padeiros.
 As remunerações do pessoal fabril que apoia a estrutura industrial não faz parte da
mão-de-obra directa (são gastos gerais de fabrico).
 Gastos Gerais de Fabrico (GGF) ou Custos Indirectos de Fabricação: Abrangem
todos os gastos da fábrica que não são matérias-primas nem mão-de-obra directa. Como por
exemplo:
 Direcção Fabril;
 Gabinetes técnicos;
 Água;
 Seguro de incêndio;
 Mão-de-obra-indirecta;
 Matérias subsidiárias e matériais diversos;
 Amortizações
Tomemos como exemplo da gráfica, o salário do pessoal da manutenção, da administração e do controlo de
qualidade.

Contabilidade Analítica I
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Custos Industriais – Componentes do Custo Industrial
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

 Há outra natureza de custo que pode ser ou não considerada custo industrial – as
embalagens, Pois na verdade, há produtos que não podem sair da fábrica sem estarem
devidamente acondicionados em embalagens apropriadas, pelo que o custo industrial deve
igualmente incluir esta natureza de custo.

 Numa empresa de torrefação e comercialização de Cafés, o custo do café empacotado inclui:


◦ Custo da matéria-prima (Café verde ou cru);
◦ Custos das embalagens (Sacos celofantes, sacos de alumínios, caixas de cartão, etc);
◦ Custos com as operações de torra e empacotamento

 No entanto, há determinados produtos que poderão necessitar de uma determinada


embalagem, consoante o esquema de transporte utilizado pela empresa. Neste caso o custo
da embalagem tem a natureza comercial, e consequentemente , não deve ser imputado ao
custo industrial.

 É importnte também perceber que em alguns casos, haverá o interesse em agregar o custo da
mão-de-obra directa e os gastos gerais de fabrico nos custos de transformação, tendo em
vista facilitar a imputação destes.

Contabilidade Analítica I
Leandro Luís
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Custos dos Produtos e Custos dos Períodos.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Custo dos produtos
 O custo dos produtos acabados é uma conta que agrega as Matérias-primas, Mão-de-obra
directa e os gastos gerais de fabrico. Esta conta é subscrita no balanço como um activo e
permanence por lá até que seja expedita, momento em que passa a forma de custo dos
produtos vendidos.

 O Custo industrial dos produtos vendidos (CIPV): Refere-se ao montante de gastos


(custos) suportados apenas pela parcela vendida. Se por exemplo a empresa produz 10
unidades ao custo de 2 kzs cada ( o custos dos produtos será 10 x 2 = 20kzs), e se vender
apenas 6 unidades, (o custo dos produtos vendidos será 6 x 2 = 12)

Custos dos períodos


 Nos negócios, para além de existir o custo dos produtos, existe também custo do período.
Custo do período são despesas utilizadas na geração de receitas durante o período corrente
mas não envolvidas no processo de produção. Os custos do período são classificados em duas
categorias de despesas:
 Despesas de vendas (comerciais) – incorrem nas actividades de vendas e na entrega
dos produtos vendidos aos clientes.
 Despesas administrativas: incorrem na administração do negócio e não estão
relacionadas com actividades de produção nem de vendas
Nas despesas admnistrativas pode-se também incluir as despesas (custos) financeiros.

Em esquema temos a seguir:

Contabilidade Analítica I
Leandro Luís
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Custos dos Produtos e Custos dos Períodos.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Exemplos de algumas despesas do período
Despesas de vendas Publicidade

Salário dos vendedores

Comissões dos agentes

Despesas Salário do pessoal do escritório


administrativas
Despesas de depreciação do escritório

Despesas de suprimentos de escritorio

Comportamento do Custo dos produtos


CUSTOS DE PRODUÇÃO EXISTÊNCIAS

Matérias-primas Não Consumidas Matérias-primas

Consumidas
Produtos
Produtos em curso
Mão-de-Obra direca Aplicada Processo de Fabrico não
de fábrico
acabados
Acabados

Gastos Gerais da Produtos Acabados e


Imputados
Fábrica Intermédios
Contabilidade Analítica I
Leandro Luís
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Custos dos Produtos e Custos dos Períodos.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
4. Determinada empresa dedica-se a serração de madeira de pinho. A madeira em redondo
(toros) é sujeita a diversas operações de corte e acabamento, obtendo-se a madeira
serrada (soalhos, ripas).
Relativamente ao mês de de Março do ano n dispõem-se dos seguintes elementos:

Descrição Fábrica Comerciais Administrativos e


Financeiros
Consumo de Matérias primas e outros 31 450 200 100

Fornec. E serv. externos 2000 500 400

Gastos com o pessoal 8 300 1 750 2 200

Gastos de depreciação 9000 300 600


Outros gastos e perdas 250 450 400
Gastos de Financiamento 7 800

- A produção do mês foi de: 300 m3 de madeira serrada;


- As vendas do mês foram de: 250 m3 de madeira serrada ao preço médio de 245 akz; cada
- As existências iniciais foram de 180m3 de madeira serrada ao preço de 165 akz cada;
Na hipótse da empresa seguir o método FIFO na valorização das existências determine:
- A) O Custo da Produção, Custo Industrial dos produtos vendidos e o valor das existências finais.
- c) Elabore a demontração de resultados por funcções e por natureza.

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24
Custos dos Produtos e Custos dos Períodos.
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Exercício
5.A empresa Fabril X fabrica e vende o produto Beta. Elementos relativos ao período ao período n:
- Inventários em 01/01/n:
- Matérias-primas e Matérias subsidiárias 74 000
- Produção em curso de fabrico 4 200
- Produtos fabricados (18 000 kg) 11 700
- Inventários em 31/12/n:
- Matérias-primas e Matérias subsidiárias 86 000
- Produção em curso de fabrico 3 400
- Produtos fabricados (24 000 kg) ??
Balancete em 31/12/n (Kwanzas)

Descrição Saldo Devedor Saldo Credor


Compras 382 000
Fornecimento e serviços de terceiros 21 000
Gasto com o pessoal 75 200
Gastos/ depreciação e amortização 8 100
Outros gastos e perdas 9 500
Juros e gastos similares suportados 24 500
Vendas se serviços prestados (574.000 unidades) 516 600
Outros rendimentos e ganhos 5 100
Custos dos Produtos e Custos dos Períodos.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Exercício
Foi ainda possível recolher os seguintes elementos respeitante ao exercício de n (em Kwanzas)

Descrição Fábrica Dep. Vendas Dep


Admnistrativ
o
Compras 382 000
Fornecimento e serviços de terceiros 6 200 9 500 5 300
Gasto com o pessoal 24 200 28 400 22 600
Gastos/ depreciação e amortização 4 400 2 200 1 500
Outros gastos e perdas 400 600 8 500

Sabendo que a empresa segue o critério do FIFO na valorização das existências, pede-se que elabore a
Demonstração dos resultados por natureza e a Demonstração dos resultados por funcões
Custos dos Produtos e Custos dos Períodos.
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6. A Sociedade Temporal, Lda. Dedica-se à produção de cremes de beleza de marca branca, que vende aos cabeleireiros.
Para a produção consomem matérias primas diversas que vão desde a essência de rosas e óleos de amêndoas doces e
gelatinas. A linha de produção encontra-se totalmente automatizada, havendo apenas dois operários no local.
Relativamente ao mês de Dezembro do ano n, sabe-se que (valores em euros):
Descrição Qtd C. Unit Informações adicionais:
a) Existências inciais • Os dois operários recebem 500 euros
por mês cada um, pagando a empresa
Matérias primas diversas 50 kg 10
de encargos sociais, 23,75% desse
Creme de beleza 400 kg 22,5 montante.
b) Compras
• Os gastos gerais de fabrico foram de
14000 euros em Dezembro;
Matérias primas diversas 100 kg 10,1
• O Critério valorimétrico adoptado é o
C) Existências Finais LIFO.
Matérias primas diversas 10 kg 10 • A empresa teve gastos
admnistrativos, comerciais e
Creme de beleza 25kg 22,5
financeiros de 10.000, 5.000 e 7.500
euros respectivamente.
Pretende-se
• As vendas foram de 1 075 kg à 48
euros.
1. Determine o Custo de Produção
2. Construa a demonstração de resultados por funções e
por natureza.
3. Faça a classificação em custos do período e custos dos
produtos.
Estudo dos Gastos Gerais de Fabrico
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Os gastos gerais de fabrico podem ser visto como demais gastos necessários para a fabricação
dos produtos, como: alugueis, energia eléctrica, serviços de terceiros, manutenção da fábrica,
depreciação, seguros diversos, material de limpeza, óleos, lubrificantes para as máquinas,
pequenas peças para reposição, telefones e comunicações, entre outros.

Correspondem a todos os gastos da área fabril, que não respeitam a matéria-prima e à mão de
obra directa. De modo geral, trata-se de gastos comuns à toda a produção da fábrica, pelo que
existem dificuldades na sua repartição.

Os gastos gerais de fabrico, as vezes são chamados de despesas indirectas de fabricação ou


gastos indirectos de fabricação. Para muitas empresas, os gastos gerais de fabricação está se
tornando a maior parte dos custos de um produto, a medida que o processo de fabricação se
torna mais automatizado.
As fontes mais importantes das naturezas que integram os gastos gerais da fábrica respeitam a:

a) Materiais indirectos
Os materiais indirectos podem ser: matérias-primas subsidiárias; óleo lubrificantes, filtros; entre
outros materiais consumidos na produção que não respeitem a matéria-prima e mão-de-obra
directa.
Contabilidade Analítica I
Leandro Luís 28
Estudo dos Gastos Gerais de Fabrico
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b) Mão-de-obra indirecta
Esta natureza de gastos é determinado pelos registos dos tempos aplicados pelos
trabalhadores indirectos em cada departamento ou centro de gastos, o que implica
codificação do número de operário e do centro em que esteve afecto.
Nesta rúbrica "são incluídos todos os encargos da entidade patronal que não sejam
ordenados e salários. Uma das formas de imputar os encargos sociais a cada mês pode ser
com base em quotas ou em percentagens previstas.“
c) Energia eléctrica
Em muitas empresas, esta natureza tem ocupado um lugar de destaque na composição do
total do custo de produção. Para efeitos de cálculos dos gastos gerais da fábrica, é
fundamental que o fornecedor remeta mensalmente a respectiva factura.
Tendo em conta que em muitas empresas não é possível conhecer o custo de energia de cada
secção da fábrica, deve-se encontrar uma percentagem de consumo para cada secção.
d) Conservação e reparação
A rúbrica conservação, abrange os gastos efectuados com a conservação corrente do
equipamento e instalações (materiais aplicados e os gastos com a sua montagem), pode haver
uma secção própria ou pode ser feita por oficinas especializadas mediante acordo.
Como em muitas empresas as reparações e conservações não são feitas de forma corrente,
procura-se o valor médio de conservação do período para efeitos de imputação ou
repartição aos produtos." Contabilidade Analítica I
Leandro Luís 29
Estudo dos Gastos Gerais de Fabrico
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e) Amortizações dos equipamentos das máquinas e do edifício industrial
Altera de empresa para empresa, pois esta rúbrica, tem um peso significativo no custo de
produção, atendendo a que cada vez mais se utilizam máquinas sofisticadas para a execução
de muitas tarefas fabris. Para além do cálculo da quota anual de amortização, é necessário
proceder a periodização desta, durante os meses de fabrico. É necessário ter em conta o
custo da depreciação que pode não coincidir com a quota anual de amortização, tendo em
conta que uma máquina pode contribuir para o fabrico de mais de um produto.
f) Outros gastos de fabricação ou Restos dos gastos gerais da fábrica
Outros gastos de fabricação, que representam custos incorridos na industrialização dos
produtos, entre outros, são: materiais de consumo; água; luz; comunicação; alimentação;
transporte; aluguéis; seguros; imposto predial; Trabalhos especializados, ferramentas,
utensílios, conservação, reparação, seguro de equipamentos e instalações fabris.

Imputação dos Gastos Gerais de fabrico

Atendendo à heterogeneidade das rúbricas que integram os gastos gerais de fabrico e ao


carácter indirecto da sua grande maioria, torna-se difícil definir critérios para a sua
repartição pelos produtos ou serviços prestados. Os custos indirectos são repartidos pelos
objectos de custeio através de critérios de repartição ou imputação de custos. Isto suscita
o problema dos coeficientes de imputação dos gastos gerais de fabrico.
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Estudo dos Gastos Gerais de Fabrico
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Estudo dos gastos gerais de fabrico

Coeficiente de imputação

A imputação é o processo de atribuir custos indirectos de fabricação ao objecto de custo,


tal como uma ordem de serviço. Os custos indirectos de fabrico são atribuídos às ordens,
com base em uma medida conhecida de cada ordem ou produto.

A medida utilizada para alocar os custos indirectos de fabricação, e frequentemente


chamada de base de actividade, base de alocação ou direccionados de actividade.

Entende-se por coeficiente de imputação ou quota de imputação a relação


existentes entre os gastos gerais de fabrico de certo período e a quantidade ou valor que
expressa a actividade a que respeitam aqueles gastos - a denominada base de repartição.

O Coeficiente de imputação é encontrado dividindo o valor estimado no período pela


base de repartição, que seja proporcional àqueles gastos.

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Estudo dos Gastos Gerais de Fabrico
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Coeficiente de imputação
As bases de repartição podem ser:
a) Números de horas de trabalho directo; b) Quantidade das matérias-primas
consumidas; c) Custos das matérias-primas consumidas; d) Número de unidades
fabricadas; e) Horas de trabalhos das máquinas; f) Custo primo ou directo, entre
outros.
Ao escolher a base de repartição procura-se uma proporcionalidade entre os gastos gerais
de fabrico, e o valor ou quantidade que se toma para a base." Assim, o coeficiente de
imputação é dado pela seguinte fórmula:
𝐆𝐚𝐬𝐭𝐨𝐬 𝐠𝐞𝐫𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐞 𝐟𝐚𝐛𝐫𝐢𝐜𝐨
 Coeficiente de imputação (QI) =
𝐛𝐚𝐬𝐞 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢çã𝒐

Critérios de repartição dos custos indirectos de fabricação


a) Imputação de base única
Os custos indirectos são repartidos através de uma única unidade de imputação Exemplos:
nº de horas de mão-de-obra directa, valor da mão-de-obra directa, quantidades de matérias-
primas consumidas, entre outros. A imputação dos custos indirectos aos objectos de custo
através de uma única base, assume a existência de uma correlação significativa entre o total
dos custos indirectos e a base de imputação escolhida.

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Estudo dos Gastos Gerais de Fabrico
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Critérios de repartição dos custos indirectos de fabricação


b) Critério de base múltipla
 No critério de base múltipla, os custos indirectos são repartidos através de várias bases
de imputação.
Este critério utiliza-se para minimizar as dificuldades de repartição por base única, utilizam-
Por exemplo: a mão-de-obra indirecta, é repartida em função do custo da mão-de-obra
directa, as matérias subsidiárias e diversos repartidas em função do custo das matérias-
primas incorporadas, o seguro de incêndio em função do valor do imobilizado, entre outros

Valor da MOD

Horas de MOD

Volume de Base de
Produção imputação

Nº de Hm

Valor das MD

Deve-se escolher a base de imputação que tenha uma maior correlação


com os GGF.

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Estudo dos Gastos Gerais de Fabrico
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Exercícios

7- Determinada empresa possui um armazém cujos gastos em certo período atingiram o

montante global de 2000 kwanzas, (vencimentos e encargos, amortizações, consumos

etc).

No referrido período deram entrada no armazém as seguintes quantidades:

Matérias Primas M – 200 toneladas por 14 000 kwanzas

Matérias Primas N – 140 toneladas por 60 000 kwanzas

Matérias Primas O – 60 toneladas por 4 000 kwanzas

a) Faça a repartição dos custos utilizando como base de repartição dos custos de

armazenagem, as quantidades de matérias primas.

b) Faça a repartição dos custos utilizando como base de repartição dos custos de

armazenagem, os valores das matérias primas .


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Estudo dos Gastos Gerais de Fabrico
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Exercício
8. A sociedade Beta, Lda. Produziu três produtos X, Y e Z no mês de Maio e originaram os
seguintes consumos directos:
- Matéria prima A: 15 000 kg, sendo 8000 kg para x, 5000 kg para y e e os restantes para
Z.
- Mão-de-Obra directa: 2 400 horas, sendo 1000 horas para X, 800 horas para y e as
restantes para Z.

Os gastos Gerais de fabrico são repartidos pelos produtos através do critério de base
múltipla, tendo como bases de repartição os seguintes:
- Mão-de-obra indirecta: mão-de-obra directa (quota téorica)
- Energia: Gastos directos (M.P + MOD)
- Amortizações: Número de horas de MOD (quota téorica)
- Outros gastos gerais de fabrico: Número de unidades produzidas.
Durante o referido mês produziram-se 600 unidades de X, 900 unidades de Y e 500
unidades de Z.

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Estudo dos Gastos Gerais de Fabrico
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Exercício
A Contabilidade apurou os seguintes gastos:
- Foram compradas 20 000 kg de matéria A no valor de 928 000 kwanzas havendo ainda 22 000 kz de
gastos de transporte e aprovisionamento.
- A mão-de-obra directa (salários) atingiu 182 000 kwanzas.
- Os gastos gerais da fábrica foram em (kwanzas):
- Mão-de-obra indirecta (ordenados) …………………………………….67 200,00
- Factura da END …………………………………………………………65 832,00
- Quota mensal de amortização ………………………………………......56 000,00
- Conservação e reparação ……………………………………………… 2 475,00
- Seguros da fábrica ………………………………………………………. 1 689,00
- Consumo de água……………………………………………………………927,10
- Consumo de gás……………………………………………………………..474,00
- Matérias Subsidiárias e Diversas…………………………………………3 634,90
A empresa elaborou estimativas no início do ano, tendo previsto que os encargos sociais sobre a MOD
são de 65% dos ordenados e salários. Por outro lado, a MOI (mão-de-obra indirecta) preve-se que seja
0,4 da MOD e as amortizações do ano atinjam 672 000 kwanzas. Prevê-se ainda que se utilize 28 000
horas de MOD
1- Determine o custo da produção e elabore a demostração de resultados por produto, atribuíndo um
preço de venda que cubra os custos da produção.
APURAMENTO DO CUSTO DE PRODUÇÃO
OS MÉTODOS DE CUSTEIOS
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Regime de fabrico
O ciclo de fabrico caracteristicos das empresas industriais abrange as seguintes fases:
a) Compra de materiais e serviços;
b) Transformação das matérias-primas em produtos acabados;
c) Venda de produtos acabados.
A transformação das matérias-primas pode exigir apenas uma operação – Fabricação
Simples, Ou exigir um número maior ou menor de operações distintas – Fabricação
Complexa.
As operações fabris podem suceder-se rapidamente – Fabricação contínua ou
inenterrupta, ou aparecem separadas por curtos intervalos de tempo – Fabricação por
fases.
Por outro lado, há empresas que fabricam sempre o mesmo e único produto – Fabricação
uniforme, e empresas que fabricam diversos produtos – Fabricação múltipla.

Esta última pode ainda ser conjunta (a partir de uma mesma matéria prima obtém-se
obrigatoriamente dois ou mais produtos) e disjunta (os produtos são diferentes em
operações de transformação diferentes).
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APURAMENTO DO CUSTO DE PRODUÇÃO
OS MÉTODOS DE CUSTEIOS
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 A organização do processo de fabrico origina a correspondente adequação do
apuramento do custo de produção. No apuramento do custo de produção,
podemos distiguir os seguintes métodos:
a) Quando uma empresa dispoõe de uma produção variável em que os
produtos são perfeitamente distinguíveis uns dos outros, faz-se o
custeio por lotes de fabrico, por obra ou por ecomenda. O
denominado método directo ou de custo por ordem de
produção.
b) Sempre que a produção tem as caracteristicas de produção contínua
ou inenterrupta, em que se fabrica um número restrito de produtos,
mas em grandes quantidades, faz-se o chamado custeio mensal. Trata-
se do método indirecto ou dos custos por processo.
c) Por outro lado, Existem empresas em que o custeio dos produtos se
faz pelo método indirecto até certa fase de produção e, a partir daqui
segue-se o método directo. Neste caso, esta-se em presença do
método misto.

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APURAMENTO DO CUSTO DE PRODUÇÃO
OS MÉTODOS DE CUSTEIOS
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MÉTODO DIRECTO OU DE CUSTOS ESPECÍFICOS


 O método directo ou de custos específicos, aplica-se nas empresas de produção
diversificada, descontínua, em cujo processo de fabrico, cada um dos produtos ou lotes
de produtos é perfeitamente distinguível dos restantes, de modo que é possível imputar
directamente a cada um deles os respectivos custos.
É útil para empresas que produzem mediante pedido do cliente, encomenda ou que
produzem grandes variedades de produtos. Por exemplo, são abrangidas por esse sistema,
as fabricantes de móveis para escritórios, estúdio de cinema, fabricante de bolo de
aniversário, fabricante de peças para linha de montagem de automóveis, Gráficas, entre
outras.
Neste sistema os custos são acumulados em cada encomenda, tarefa, ou ordem de produção.
Para melhor ilustração vejamos a seguinte figura:

Custo dos produtos em


MP; MOD; CIF Produto acabado
processo de fabrico

sistema de custo por ordem

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APURAMENTO DO CUSTO DE PRODUÇÃO
OS MÉTODOS DE CUSTEIOS
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MÉTODO DIRECTO OU DE CUSTOS ESPECÍFICOS


Funcionamento:
O método directo processa-se da seguinte forma:
a) Os custos dos produtos (obra, ecomenda, série, etc) são apurados por ordens
de produção, ordens de fabrico, etc. Estas podem ser determinadas por
pedidos de clientes ou por um outro departamento da empresa.
b) A essa ordem de produção, é atribuído um número bem determinado e é
preparada uma ficha de custo ( matéria prima, mão de obra directa e quota
parte dos gastos gerais de fabrico).
c) Após a conclusão dos trabalhos, somam-se os custos e divide-se o total destes
pelo número de unidades produzidas.

Nota: A produção por encomenda exige a elaboração de diversos mapas ao


critério da gestão, de modo a facilitar o planeamento e o controlo das operações.

Contabilidade Analítica I
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APURAMENTO DO CUSTO DE PRODUÇÃO
OS MÉTODOS DE CUSTEIOS
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MÉTODO INDIRECTO OU DE CUSTOS POR PROCESSOS


Nas empresas em que a produção se desenrola de forma contínua ou inenterrupta
ou por séries de produtos homogéneos, não é economicamente viável a
individualização dos produtos durante as fases de fabrico, pelo que o custo
industrial dos produtos fabricados é feito de acordo o método indirecto ou de
custos por processos.
Por este método, (também designado por método de produção mensal) as
matérias primas vão sendo consumidas ao longo dos períodos por cada ordem de
fabricação, pelo que se aguarda o final do mês para se conhecerem os respectivos
custos que, divididos pelos produtos fabricados no mesmo período, se obtém o
custo unitário.

Produtos Produtos em Produtos


MP
(Farinha,
em processos em Produtos
sal, processos processos acabado
fermento) Depto B
Depto A Depto C
Corte e fermentação Pão
Amassador Assador

CIF MOD CIF MOD CIF MOD

Sistema por processo


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APURAMENTO DO CUSTO DE PRODUÇÃO
OS MÉTODOS DE CUSTEIOS
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MÉTODO INDIRECTO OU DE CUSTOS POR PROCESSOS
Vejamos o exemplo em que uma determinada empresa fabrica um único
produto e registou o seguinte movimento em certo mês:
Custo industriais (em milhares de kwanzas)
 Matérias-primas 6 750 000
 Mão-de-obra directa 3 750 000
 Gasto gerais de 3 000 000 13 500 000
fabrico

Produção terminada: 1000 toneladas


•No início do mês não havia produção acabada
•No fim do mês havia 100 toneladas, em produção a que foi atribuído o
custo de 1 000 000 kz
Pretende-se:
-O custo da produção acabada do mês?
-O custo unitário por tonelada?

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APURAMENTO DO CUSTO DE PRODUÇÃO
OS MÉTODOS DE CUSTEIOS
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MÉTODO MISTO
 Este método aplica-se naquelas empresas que, até certa fase do processo de fabrico, têm
um regime de produção contínua, e, nas fases seguintes individualizam os custos de
fabricação.

 Para o primeiro caso, utiliza-se o método indirecto e, para o segundo, o método directo.
 Vejamos um exemplo:
 Determinada empresa, fabrica dois produtos A e B, obtidos por operações de
transformação que se processam em duas secções da fábrica.
 Através de operações sofridas na secção X pelas matérias primas obtém-se dois
produtos (A e B) que entram em armazém. Estes são vendidos no mercado no estado
em que se encontram ou ainda sujeitos a operações específicas na Secção Y, consoante os
pedidos dos clientes.
 No mês de Outubro do ano n obtiveram-se os seguintes elementos ( valores kwanzas)
 Consumo na secção X:
 Matérias primas : 2 380 000 ( repartidos pelas unidades produzidas)

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APURAMENTO DO CUSTO DE PRODUÇÃO
OS MÉTODOS DE CUSTEIOS
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MÉTODO MISTO
 Gastos de transformação: 450 000 ( 60% para A e o restante para o B)
 Produção:
• 500 Unidades de A
• 1200 Unidades de B
 Não havia produtos em curso de fabrico e em armazém em 1 e 31 de outubro.
 Durante o mês de outubro foram executados os pedidos de venda, entre os
quais se destaca uma encomenda de J.J. R. Lda. (ordem nº 100), de 150 unidades
de A, transformadas na secção Y segundo exigência do Cliente. Esta
transformação acarretou os seguintes consumos:
 150 unidades de matéria Z ao preço médio de 80 kz e 22 000 kz de máteria W.
 Foram utilizadas 50 horas de trabalho efectivo ao custo de 2000 kzs por hora.
 Os gastos gerais de fabrico foram de 50 000 kwanzas.
Pretende-se:
1- Apuramento do custo de produção dos produtos A e B
2- Prepara o mapa de encomenda (Custos da encomenda) relativa a ordem nº 100

Contabilidade Analítica I
Leandro Luís
44
PRODUÇÃO CONJUNTA
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Produção Conjunta
Dizemos que uma empresa labora em produção conjunta quando a fabricação de um produto obriga
necessariamente à fabricação de dois ou mais produtos. Ou seja a produção é conjunta quando, ao
proceder-se a transformação de uma ou de diversas matérias primas, se obtêm simultaneamente diversos
produtos.
 Produção de farinha de 1ª e 2ª qualidade, a partir da moagem de trigo;
 Obtenção de destilados: petróleo, gasóleo e fluel pela destilação do petróleo bruto leve;
 Obtenção da fuba de milho limpa, pala pala, farelo, rolão a partir da moagem do milho;
 Produção do leite manteiga, queijo a partir do leite.
Designação dos produtos conjuntos:

No regime de produção conjunta, quando obtemos um produto de valor necessariamente superior aos
restantes produtos obtidos na mesma fabricação, estamos em presença de um produto principal.
No caso de se obter um ou mais produtos principais estes recebem o nome de co-produto.
Os produtos com valor comercial nitidamente inferior aos restantes são subprodutos.
Aos restantes produtos ou seja os produtos sem valor comercial dizem-se resíduos.
Ex: No caso da moagem de trigo as farinhas de primeira qualidade e segunda qualidade são coprodutos,
enquanto que as sêmeas e alimpaduras são subprodutos.

Contabilidade Analítica II - Leandro Luís 45


PRODUÇÃO CONJUNTA
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Custos conjuntos
 Os custos conjuntos são os custos inerentes a um processo produtivo de que resultam
dois ou mais produtos e que até determinada fase de fabricação (o chamado ponto de
separação), não se pode identificar como produto distintos.
 No esquem a a seguir tem-se presente o conceito de custos conjutod:

Produtos intermédios Produto acabado A

Produção conjunta Ponto de separação

Produtos intermédios Produto acabado B

Custos Conjuntos Custos específicos

Contabilidade Analítica II -
Leandro Luís 46
PRODUÇÃO CONJUNTA
------------------------------------------------------------------------------------------------

Produção Conjunta
 REPARTIÇÃO DOS CUSTOS CONJUNTOS

 Entre os critérios referenciados nos livros desta matéria de repartição dos custos
conjuntos ou comum destacam-se:
 Custo unitário médio
 Por este critério os custos conjuntos são repartidos em função das quantidades
produzidas.
 Ex.:
 Uma determinada enpresa produziu os produtos A, B e C e as quantidades e os
custos respectivos foram:
 Matérias-primas consumidas………..………………………………46 600 kzs
 Mão-de-obra directa….……………………………………………. 4 800 kzs
 Gastos gerais da fábrica…………………………………………..…. 6 200 kzs
Total…………………...….. 57 600 kzs
A produção atingiu 960 kgs, assim repartidos:
 Produto A ………………. 100
 Produto B ……………....... 500
 Produto C ………………..360

Contabilidade Analítica II - Leandro Luís 47


PRODUÇÃO CONJUNTA
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Produção Conjunta
 REPARTIÇÃO DOS CUSTOS CONJUNTOS
 Média Ponderada
 O critério anterior nem sempre corresponde as exigências de atribuição de custos.
Numa tentativa de se aperfeiçoar, as empresas ponderam a relevância de cada
produto atribuindo factores de pontuação que advém, por exemplo, do tamanho da
unidade, tempo de consumo para o fabrico da unidade, das dificuldades de fabricação,
do valor de vendas praticado pelo mercado, entre outros.

Por exemplo, certa empresa produz, em regime de produção conjunta, os produtos X, Y


e Z e diversos resíduos. Os custos conjuntos atingiram, em determinado mês, 14 190
kzs tendo se obtido as seguintes produções:

A empresa estabeleceu a seguinte escala


 Produto x ………………. 5 000 unidades de peso relativo:
 ProdutoY ……………....... 12 000 unidades Produto x ………………... 8 pontos
 Produto Z ………………..18 000 unidades Produto Y ……………....... 5 pontos
 Resíduos …………………………. 430 kg Produto Z ………………....4 pontos
Resíduos

Contabilidade Analítica II - Leandro Luís 48


PRODUÇÃO CONJUNTA
------------------------------------------------------------------------------------------------

Produção Conjunta
 REPARTIÇÃO DOS CUSTOS CONJUNTOS
 Preço de venda relativo
 Os critérios anteriores não atendem ao valor dos produtos no mercado. Por outro
lado, está generalizado o princípio de que o valor do mercado é uma manifestação
dos custos industriais, pelo que o método de repartição dos custos conjuntos com
base na importância relativa de cada um tem grande aceitação.
Admitamos que uma determinada empresa química fabrica os produtos X, Y e Z e que
em certo mês produziu as seguintes quantidades:
 Produto x ………………. 20 000 kg
 ProdutoY ……………....... 100 000 kg
 Produto Z ………………..80 000 litros
Os preços de vendas de cada um foram:
 Produto x ………………. 300 /kg
 ProdutoY ……………....... 120/kg
 Produto Z ………………..450/litros Os custos da produção atingiram o total de 36 000 000
kzs assim repartidos:
 Matérias transformadas ………. 25 800 000 kzs
 Gastos com a sua transformação 10 200 000 kzs

Contabilidade Analítica II - Leandro Luís 49


PRODUÇÃO CONJUNTA
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Produção Conjunta
 REPARTIÇÃO DOS CUSTOS CONJUNTOS

 Imputação subprodutos
Havendo subprodutos, podemos utilizar os seguintes critérios para a sua repartição:
a) Custo nulo
Neste critério, os produtos principais (coprodutos) suportam todos os custos conjuntos,
representando o valor de venda dos subprodutos (após a dedução de todos os gastos com a sua
venda) um lucro para a empresa.
b) Lucro nulo
Aqui os subprodutos não propiciam qualquer resultado para a empresa, pelo que o
valor de venda (deduzido dos gastos com a venda) é subtraído aos custos conjuntos. O
valor dos custos atribuídos aos coprodutos é assim, inferior.
Vejamos o exemplo: A Sociedade Química Industrial, SA, dedica-se à fabricação de 3 produtos
químicos para o uso industrial. O processo de fabrico é o seguinte:
 No Departamento x as matérias primas M e N são misturadas, trituradas e prensadas.
 O produto obtido no departamento x – semiproduto a – é enviado, acto contínuo, por meio de
tapetes rolantes, para o Departamento Y, onde é sujeito a um tratamento químico através da
adicção da matéria O, obtendo-se os produtos A e B, o semiproduto c e o subproduto S.
Contabilidade Analítica II - Leandro Luís 50
PRODUÇÃO CONJUNTA
------------------------------------------------------------------------------------------------
Produção Conjunta
 REPARTIÇÃO DOS CUSTOS CONJUNTOS
 Imputação subprodutos
 Os dois primeiros dão entrada no armazém e o subproduto é vendido a um cliente.
 O semiproduto c é sujeito a operações de transformação no Departamento Z, obtendo-se a
partir dele, o produto acabado C que segue para o armazém.
 Em determinado mês apuraram-se os seguintes dados:

Produção: Consumo:
 Semiproduto a………. 1 400 ton  Matérias M : 400t a 3 300 kz
 Semiproduto c 800 ton  Matérias N : 1000ton a 2800 kz
 Produto A 600 ton  Matérias O: 480 a 3700 kz
 Produto B 360 ton Mão-de-obra-directa
 Produto C 720 ton  Departamento X: 689 000 kzs
 Subproduto S 80 ton  Departamento Y: 461 200 kzs
 Departamento Z: 1 100 000 kzs
Preço de venda (por toneladas)
Gastos gerais da fábrica
 Produto A 5 500 kzs
 Departamento X: 1 073 000 kzs
 Produto B 15 000 kzs
 Departamento Y: 624 800 kzs
 Produto C 18 900 kzs
 Departamento Z: 1 208 000 kzs
 Subproduto S 1 800 kzs

 Supondo que a empresa definiu como critério para a repartição dos custos conjuntos o valor de venda
relativo no ponto de separação e que o subproduto é valorizado pelo critério do lucro nulo.
 Faça um esquema do processo de produção da empresa.
Contabilidade Analítica II - Leandro Luís 51
PRODUÇÃO CONJUNTA
------------------------------------------------------------------------------------------------
Exercício
A empresa lacticínios operou mundanças na tecnologia do seu instrumetal produtivo, que teve como efeito o
melhorar a qualidade e ampliar a quantidade dos produtos colocados à disposição do público. Além da produção do
Lacpor passou a produzir conjuntamente o Lacpor magro; Natapor e ainda o subproduto soro de leite.
Na secção de Pausterização e Mistura obtém-se o Lacpor e o Lacpor Magro em condições de armazenagem, assim
como o sub-produto soro.
Para entrada no armazém o Natapor necessita da passagem por uma secção de selecção e concentração.
O gestores de produção, bem como o responsável pela Contabilidade Interna, concluiram pela utilização do método
de preço de venda relativo no ponto de separação para os coprodutos e valorização dos subprodutos pelo custo
nulo.
A recolha de elementos sobre os custos da produção e preços de venda resultou nos seguintes valores e
quantidades:
 Secção de Pasteurização e Mistura 800 000 kzs
 Secção de Selecção e Concentração 70 000 kzs

Produto Quantidade Preço de venda

Lacpor 1000 ton 600


Lacpor magro 750 ton 500
Semi produto N 250 ton
Natapor 200 ton 800
Soro 1000 ton 500

 Faça o desenho da produção e a repartição dos custos conjuntos

Contabilidade Analítica II - Leandro Luís


52
VALORIMETRIA DOS PRODUTOS EM CURSO DE FABRICO
------------------------------------------------------------------------------------------------
MÉTODO DAS UNIDADES EQUIVALENTES
Este método consiste em reduzir as quantidades (números de unidades) em curso de fabrico, com
grau de acabamento variáveis e conhecidos, a unidades de produtos acabados. A unidade de
produto acabado, constitui a unidade equivalente.
Tendo em conta a conta de fabricação, é possível determinar as uniddes equivalentes

Saldo inicial Produção Acabada (Pt) ….....….0,00


PCFi…………………….….0,00
Saldo final
M. Primas consumidas …….…..0,00 PCFf…………………….….0,00
MOD …………………………..0,00
GGF ………………………...…0,00 0,00

Produção do mês

PCFi + MPC + MOD + GGF = P.A + PCFf

PA = PCFi + MPC + MOD + GGF - PCFf

Pe = PA + PCFf - PCFi
Contabilidade Analítica II - Leandro Luís
53
VALORIMETRIA DOS PRODUTOS EM CURSO DE FABRICO
------------------------------------------------------------------------------------------------
MÉTODO DAS UNIDADES EQUIVALENTES
Uma empresa que fabrica um único produto registou em certo mês a seguinte produção:

Produção Acabada (Pt) = 1010 toneladas


PVF no princípio do mês ( PVFi) = 100 toneladas com grau de acabamento de 50%
PVF no fim do mês (PVFf) = 50 toneladas com grau de acabamento de 80%
O Valor da PVFi 542.100,00
Custo de Produção do mês ( MP + MOD + GGF) 11 000 000
Determina:
a) O Valor da PVFf
b) O Valor do CIPA
Pe = PA + PCFf – PCFi = 1010 + 40 – 50 = 1000

FIFO LIFO
PVFf = 40 * 11 000 = 440 000,00 PVFf = 40 * 10 842 = 433 680,00

CIPA = PVFi + CIP – PVFf CIPA = PVFi + CIP – PVFf


CIPA = 11 102 100,00 CIPA = 11 108 420

Na prática o método lifo não se aplica

Contabilidade Analítica II - Leandro Luís


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VALORIMETRIA DOS PRODUTOS EM CURSO DE FABRICO
------------------------------------------------------------------------------------------------
MÉTODO DAS UNIDADES EQUIVALENTES
1. Exercício
A empresa de montagem de compressores, SA, dispõe de uma linha de montagem em que é feita a junção
dos vários componentes dos compressores.
No ínicio de certo mês ficaram na linha 5 compressores que lhe faltavam incorporar as seguintes
componentes de custos:
Materiais ………………………….. 20% Materiais ………………………….. 7 200,00
Mão-de-obra directa …….………... 60% Mão-de-obra directa …….………... 1 300,00
Gastos gerais de fabrico ……………60% Gastos gerais de fabrico ……………1 480,00
Durante o mês, deram entrada em armazém 120 compressores e ficaram na linha de montagem 10
compressores os quais tinham aplicados a seguinte percentagem de custo:
Materiais ………………………….. 60%
Mão-de-obra directa …….………... 50%
Gastos gerais de fabrico ……………60%
Os custos do mês referentes à fabricação (linha de montagem) foram de 378 150, assim distribuídos:
Materiais requisitadas ao armazém ……….…………………... 262 570
Devolução de materiais ao armazém…….……………………….... 270
Mão-de-obra directa …….………... …………………………….56 826
Outros Gastos da fábrica………………………………………... 59 024

Nota:A empresa utiliza o critério do Fifo na valorização dos produtos


Determine:
a) O Valor da PVFf b) O CIPA

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VALORIMETRIA DOS PRODUTOS EM CURSO DE FABRICO
------------------------------------------------------------------------------------------------
MÉTODO DAS UNIDADES EQUIVALENTES
2. Exercício
Certa empresa em Jan de 19x1 fabricou 20 000 unidades de X, que deram entrada no armazém de
produtos acabados. No ínicio do mês não haviam produção em curso de fabrico.
Os custos industriais daquele mês foram os seguintes:
Materiais directas ………………………….. 17 200 000
Mão-de-obra directa …….…………………... 3 511 200
Gastos gerais de fabrico …………………...… 2 403 500
No fim do mês existiam no sector fabril em curso de fabrico 1500 unidades do produto X, com os
seguintes coeficientes de acabamentos:
Materiais directas ………………………….. 100%
Mão-de-obra directa …….……….................. 60%
Gastos gerais de fabrico ………………..……60%
No mês seguinte (Fevereiro) se acabaram 18 000 unidades e que havia em curso de fabrico 1600 unidades,
com os seguintes graus de acabamento:
Materiais directas ……………………….….. 90%
Mão-de-obra directa …….……….................. 50%
Gastos gerais de fabrico ………………...……60%

Os custos industriais do mês de Fevereiro foram:


Materiais requisitadas ao armazém ……………………... 14 531 400
Mão-de-Obra Directa…….……………………................. 3 043 000
Gastos Gerais da Fábrica…………………………………. 1 986 600

Nota: a empresa utiliza o critério do Lifo.


a) O Valor da PVFf b) O CIPA
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CENTRO DE GASTOS
------------------------------------------------------------------------------------------------
 Centro de Gastos: São agrupamentos de gastos com certas afinidades e que obedecem três
condições:
 Secções Homogénias: São centros de gastos que que devem obedecer às seguintes
características:
◦ Responsabilização: Deve haver um e e um só responsável pelo controlo dos gastos agrupados na secção.
◦ Homogeneidade de funcções: Os custos agrupados na secção devem respeitar as funções ou actividades
idênticas.
◦ Existência de uma unidade de medida da actividade do centro: Sempre que possível, deverá definir-se
uma unidade que permita medir a actividade da secção (hora-máquina, hora-homem, etc)
Classificação dos centros de gastos:
Os centros de gastos dividem-se em:
 Secções principais: As que concorrem directamente para o aprovisionamento, produção e vendas.
 Secções auxiliares: Aquelas que concorrem com os bens ou serviços para outras secções.
 Secções Admnistrativas: e financeiras: Serviços de contabilidade e admnistração geral .
Os exemplos de centro de gastos temos:
 Centro de produção: constituído pelos gastos das secções que intervêm directamente na produção de um bem ou
serviço destinado a venda.
 Centros de armazenagem: são as secções que abrangem os gastos de funcionamento dos diversos armazéns.
 Centro distribuição: os gastos originados pela distribuição (movimentação) das matérias e produtos são
englobados nestas secções.
 Centros complementares ou auxiliares: são as secções que apoiam normalmente as secções fabris principais
pelo que os seus gastos são imputados a estas.
 Centros administrativos e de serviços: integram os gastos dos serviços administrativos e outras secções da área
não fabril.
CENTRO DE GASTOS
------------------------------------------------------------------------------------------------
Objectivo do método das secções de gastos:
 Apuramento mais correcto do custo.
 Controlo de Gestão

Repartição dos gastos pelos centros (repartição primária e secundária)


 Na repartição dos gastos de determinado período pelas diversas secções, há que ter em
consideração, por uma lado, os gastos directos ou específicos (gastos que representam apenas um
centro) e chamamos de repartição primária e os gastos comuns a diversos centros (gastos que é
necessário repartir, como é o caso das amortizações, seguros de incêndios, etc.) a que chamamos de
repartição secundária ou reembolsos.

 Quanto aos custos directos ou específicos, as naturezas mais frequentes são:


• Conservação e reparação; • Mão-de-obra: ordenados, salários, horas
• Ferramentas; extraordinárias e encargos sociais
• Amortizações e reitegrações dos equipamentos; • Energia eléctrica;
• Amortizações e reitegrações dos dos edifícios; • Água;
• Seguros do equipamentos e instalações; • Matérias subsidiárias e materiais directos;
• Combustíveis;

 Exemplo: Certa empresa dedica-se à produção de álcool puro. O processo de produção, que proposidamente
apresentamos de forma bastante simplificada, consiste fundamentalmente no seguinte:
◦ Numa secção, que se designa por fermentação e destilação onde o melaço (que constitui a matéria prima) é
fermentado e depois destilado numa coluna de destilação;
◦ O líquido fermentado e destilado assim obtido é rectificado na secção de Retificação.
CENTRO DE GASTOS
------------------------------------------------------------------------------------------------
Contabilisticamente a fábrica está dividida em 3 secções homogéneas como se segue:
 Secções de "fermentação e destilação" e "Rectificação" que abrangem os custos de transformação referentes às fases de
fabrico atrás referidas e que têm por unidade de obra a hora de funcionamento (Hf)
 Secção de “Serviços gerais" que abragem os restantes custos de transformação; a unidade de custeio é o dia e os custos
desta secção são repartidos pelas duas secções principais acima referidas, em partes iguais.
A fabricação do álcool puro (produto principal) arrasta a obtenção de um subproduto, designado por álcool
desnaturado, que tem um valor comercial relativamente baixo. Em Janeiro de 19x1 verificaram-se os seguintes
custos:
Energia eléctrica Mão-de-obra
• Fermentação e destilação………. 4500 Kwh • Fermentação e destilação……………... 610 000,00
• Rectificação……………………. 65000 Kwh • Rectificação……………………….…... 225 500,00
• Serviços gerais…………………….2000 Kwh • Serviços gerais………………….………105 000,00
Obs: o custo do Kwh foi de 3,50. A factura é paga a 30 dias

A classificação das guias de saídas dos armazéns revela os seguintes consumos por secções:
• Fermentação e • Rectificação; • Serviços
destilação; gerais;
• Matérias subsidiárias; 20 000,00 104 000,00 16 700,00
• Matérias diversos 41 500,00 103 300,00 17 900,00
Dada a existência de encargos que só se verificam periodicamente (13º mês, subsídio de férias, etc) procede-se à
mensualização dos encargos sociais com base na previsão efectuada no princípio do ano que indica que os encargos
socias representam 50% dos ordenados. Os encargos sociais reais do mês foram de 340 000,00.
Amortizações e seguros
• Fermentação e • Rectificação; • Serviços
destilação; gerais;
• Amortizações dos edifícios; 840 000,00 720 000,00 150 000,00
• Amortizações dos equipamentos 1 200 000,00 2 400 000,00 240 000,00
• Seguro de incêndio 132 000,00 168 000,00 24 600,00
Contabilidade Analítica II - Leandro Luís
CENTRO DE GASTOS
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Outros custos
As contas das secções registaram também os seguintes gastos diversos referentes a fornecimentos e
serviços externos verificados ao longo do mês, que à medida que foram sendo contabilizados nas contas
de custos da Contabilidade Geral foram classificados para as secções a que respeitavam:

• Fermentação e destilação………………………………………………………….... 90 500,00


• Rectificação………………………………………………………………………… 116 500,00
• Serviços gerais…………………………………………………………………..........50 100,00

Os gastos diversos são pagos a pronto.

Actividades das secções


• Fermentação e destilação………………………………………………………….... 550 Hf
• Rectificação……………………………………………………………….………… 830 Hf

Pedido:
Elabore o Mapa dos Custos das Secções, bem como, o cálculo das unidades de obra.

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60
CENTRO DE GASTOS
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Secções auxiliares com prestações recíprocas
 Para além das repartições assinaladas, existem por vezes, centros que têm prestações reciprocas e a valorização
destas obriga, quando trabalhamos com o sistema de gastos reais, a recorrer a um sistema de equações para
calcularmos o custo de cada fornecimento reciproco e de cada centro.
1 - Por exemplo, uma determinada empresa possui um centro Tornos (unidade de obra – Hm) e um centro Manutenção
(unidade de obra-Hh). No mês de Outubro o centro Tornos trabalhou 150 Hm das quais 10 foram na reparação de um
aparelho da Manutenção. Esta por sua vez, trabalhou 500 Hh, das quais 50 Hh, na reparação de um dos torno de Tornos.
Os gastos apurados pela contabilidade analítica dos referidos centros foram:

Tornos Manuetenção
• Gastos directos……………….………………. 1 892,00 • Gastos directos……………….………………. 3 752,00
• Gastos imputados (centros de gastos comuns) .... 488,00 • Gastos imputados (centros de gastos comuns)... 1 056,00

 Para calcularmos o custo de cada Hm de Tornos e de cada Hh de Manutenção, temos que recorrer a um sistema de
equações. Representando por x o custo de cada Hm e y o custo de cada Hh, vem:
150𝑥 = 1892 + 488 + 50𝑦 𝑥 = 19,2
500𝑦 = 3752 + 1056 + 10𝑥 𝑦 = 10

Descrição Unidade Custo Centro de Tornos: 150 C. Manuetenção: 500


Físicas Unitário Hm Hh
Quantidade Valor Quantidade Valor
1. GASTOS DIRECTOS 1 892,00 3 752,00
2. REEMBOLSOS
- Centros comuns 488,00 1 056,00
- Manutenção Hh 10 50 500,00 - -
- Torno Hm 19,2 - - 10 192,00
Total 988,00 1 248,00
3. TOTAl Contabilidade Analítica II - Leandro Luís 2 880,00 5 000,00
Custo unitário 19,20 10,00 61
CENTRO DE GASTOS
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EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO
1 – Em certa empresa, no mês de Janeiro, a secção de Distribuição de Energia forneceu electricidade à
secção de Reparações eléctricas e esta última fez reparações no posto de transformação de energia da
primeira.

A Actividade das secções no mês em causa foi:


 Distribuição de energia: 50 000 Kwh dos quais 1000 Kwh para a secção de reparações Eléctricas;
 Secção de Reparações eléctricas: 800 Hh, das quais 100 hh para a secção de Distribuição de
Energia.

Os custos das secções em causa, que englobam todos os custos directos e também os reembolsos das
restantes secções auxiliares, excepto as aqui mencioinadas foram:

• Distribuição de Energia……………….………………………………. 163 000,00


• Reparações eléctricas ………………………………………...………… 92 500,00

Pretende-se:
Elaboração do mapa dos custos dos centros de gastos

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62
CENTRO DE GASTOS
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EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO
2 – A Auto-Transportadora, Lda dedica-se ao transporte de passageiros, explorando, em regime de
concessão, as carreiras A e B. A empresa efectua igualmente alugueres para os diversos pontos do país.

Internamente os autocarros estão agrupados em duas categorias: Autocarros de 50 lugares e


Autocarros de 70 lugares. A empresa dispõe ainda de oficinas, onde é efectuada a conservação da
frota e do sector de exploração, além do serviço admnistrativo.
Para efeito de custeio, definiram-se os seguintes centros de gastos e respectivas unidades de obra (ou
imputação)

• Autocarros de 50 L -- Km percorrido
• Autocarros de 70 L -- Km percorrido
• Conservação -- Hh equivalente
• Gastos comuns de exploração – Repartidos pelos 3 centros anteriores em percentagens dos gastos directos
• Gastos Admnistrativos

No período n apresentam-se as seguintes informações:


A actividade dos Autocarros de 50 Lugares foi de 240 000 km ( 100 000 aplicados na carreira A e os
restantes em alugures); Para os Autocarros de 70 Lugares, a actividade foi de 300 000 km (120 000
aplicados na carreira A e os restantes na Carreira B). A secção de Conservação foi de 1000 Hhe cuja
aplicação foi a seguinte:

• Autocarros de 50 L -------------------- 400


• Autocarros de 70 L -------------------- 550
• Gastos comuns de exploração – ---------30
• Gastos Admnistrativos -------------------20
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63
CENTRO DE GASTOS
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EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO
Os gastos directos das secções do mês atingiram os montantes seguintes:

• Autocarros 50 L • Autocarros 70 L • Conservação • Gastos C.


Km Km Hhe exploração

• Salários ; 750 ,00 600 ,00 200,00


• Horas extras 150 ,00 100,00 35 ,00 40,00
• Ordenados 55,00 160,00
• Gasóleo 75 000 L 90 000 L 1 000 L
• Água 500 m3
• Energia Eléctrica 2 000 Kwh 1 000 Kwh
• Material de Conservação 650,00 470,00 80,00 5,00
• Materiais Diversos 400,00 500,00 60,00 10,00
• Amortizações 400,00 550,00 25,00 10,00
• Seguros 100,00 130,00 15,00 14,00

Os encargos sociais, estimam-se em 50% das despesas com o pessoal. O custo do m3 de água foi de 0,03
u.m. O custo do Kwh de 0,009 u.m e o gasóleo custou 0,06 u.m/l

VENDAS Não havia stocks de materiais no início e fim do


• Bilhetes Carreira A -------------------- 6 200,00 mês.
• Bilhetes Carreira A -------------------- 5 100,00
• Passes------------------------------------ -- 800,00 PEDE_SE:
• Alugures--------------------------------- 4 950,00 1- Mapa do custo dos centros de gastos
• Despachos------------------------------------60,00 2- Demonstração de Resultados do mês
• Publicidades---------------------------------30,00

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64
CENTRO DE GASTOS
------------------------------------------------------------------------------------------------
EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO
3 – A Panisol – Empresa de Panificação, Lda., dispõe do seguinte processo de fabrico:
As materias primas saiem do armazém de matérias primas e entram para Amassadeira onde são
misturadas formando um semiproduto designado por massa. Esta massa sofre um tratamento
intermáedio na Tendeira onde tem um período de repouso, seguindo para o Forno, de onde se obtém
dois produtos finais, Pão do tipo A e Pão do tipo B, que são vendidos ao preço de 52 u.m/ton e
44u.m/ton..A secção de Conservação apoia a manutenção do sector fabril.

A empresa adopta o critério FIFO e o método dos Centros de gastos, tendo defindo os seguintes
centros fabris:

• Amassadeira/Tendeira – Unidade de obra: Hora-homem (Hh)


• Forno - Unidade de obra: Hora-máquina (Hm)
• Conservação - Unidade de obra: Hora-Homem (Hh)
• Armazém de Materias Primas – Osgastos são repartidos (imputados) aos produtos em função das
quantidades de matérias primas consumidas.
• Gastos comuns - Engloba os restantes gastos da f+abrica. São repartidos pelas restantes secções, sendo 30%
para Assadeira/Tendeira; 50% Forno; 5% para conservação e o restante para o Armazém de matérias
primas.

Os elementos contabilísticos do mês de Setembro, são os seguintes: Produção: 200 t de Pão tipo A e
300t de pão do tipo B.

Contabilidade Analítica II - Leandro Luís


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CENTRO DE GASTOS
------------------------------------------------------------------------------------------------
EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO
Existências em 30 de Setembro Existências inciais Compras
• Farinha de 1ª ………... 30t • Farinha de 1ª ………. 10 t à 38,00 • Farinha de 1ª …… 200 t à 40,10
• Farinha de 2ª … ……. 10t • Farinha de 2ª ………. 20 t à 34,00 • Farinha de 2ª …… 260 t à 36,50
• Fermento • Fermento …………… 8t à 72,5 • Fermento ……………
• Sal .. 2t • Sal …………... 10t à 12,5 • Sal ……………...
• Melhorantes 2t • Melhorantes 10t à 80 Melhorantes …………
• Água 2000m3 à 0,04

-- Repartição dos gastos de matérias primas: Farinha de 1ª é consumida no fabrico do Pão do tipo A e a
Farinha de 2ª é consumida no fabrico do Pão do tipo B. As restantes matérias são imputadas aos
produtos em função das quantidades produzidas.

GASTOS DE TRANSFORMAÇÃO DIRECTOS


• Amassadeira/Tendeira -------------------------------------------- 325,00
• Forno ----------------------------------------- 1 005,00
• Conservação --------------------------------------------- 60,00
• Armazém de Materias Primas – ----------------------------------160,00
• Gastos comuns -----------------------------------------------------295,00

Actividade dos Centros de Gastos


- Amassadeira/Tendeira: 900Hh no pão do tipo A e 1300 Hh no pão do tipo B;
- Forno: 260Hm no pão do tipo A e 340 Hm no tipo B
- Conservação: 50Hh para Amassadeira/tendeira, 90Hh para o Forno e 5Hh para cada uma das
restantes secções.
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CENTRO DE GASTOS
------------------------------------------------------------------------------------------------
EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO
OUTROS GASTOS DO MÊS
• Serviços de Distribuição e Vendas--------------------------------- 880,00
• Serviços Admnistrativos -------------------------------------------- 960,00
• Encargos Financeiros ---------------------------------------------1 090,00

VENDAS
Toda a produção foi vendida (Não havia existências iniciais e finais de produtos Acabados).
PEDIDOS:
1- Mapa dos gastos de transformação do mês;
2- Mapa dos gastos de produção do mês;
3- Demonstração de Resultados para a Gestão.

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