INSTITUTO SUPERIOR MUTASA
CURSO DE LICENCIATURA EM AP E GRH
ENSINO A DISTÂNCIA
Trabalho de Investigação de Estatística.
2º ANO-5º Grupo
MEDIDAS DE TENDÊNCIA CENTRAL (MÉDIA, MODA E MEDIANA) PARA DADOS
AGRUPADOS.
Discentes: O Tutor:
Julaida Naene Cunhepergua Afonso Mundondo, Msc
Eva da Piedade Emídio Cuamba
Maputo, Março de 2025
Índice
Introdução 2
1.1.Objectivos 2
1.2.Objectivo Geral 2
1.3.Objectivos Específicos: 2
2.Metodologia 2
3.MEDIDAS DE TENDÊNCIA CENTRAL 3
3.1.Moda 3
3.2.Média 3
3.3.Tipos de Média 4
3.3.1. Média Simples 4
3.3.2.Média Ponderada 4
3.4.Mediana 5
4.Resumo na tabela das Medidas de tendência central 5
4.1.Medidas de dispersão 7
4.1.1.Variância 7
4.1.2.Desvio-padrão 7
5.Média, Mediana e Moda para Dados Agrupados 7
Conclusão 11
Bibliografia 12
Introdução
O presente trabalho tem como tema: AS MEDIDAS DE TENDÊNCIA CENTRAL. Dizer
que As Medidas de Tendência Central são valores representativos de uma série de
dados estatísticos. Assim, uma maneira sintética de apresentar os resultados
contidos nos dados é por meio de uma medida de posição desse valor central,
bem como por uma Medida de Variação ou Dispersão em torno do valor central.
1.1.Objectivos
1.2.Objectivo Geral
Estudar Medidas de tendência central
1.3.Objectivos Específicos:
Definir Medidas de tendência central;
Abordar sobre moda, média e mediana;
Explicar cada Medidas de tendência central.
2.Metodologia
Para atingir os objectivos propostos, faz-se necessário a revisão de literatura que
reúne materiais já publicados sobre determinado assunto para avaliá-los
criticamente, contemplando a temática escolhida. Quanto a metodologia dizer
para concretização do presente trabalho recorreu-se a consulta de livros, artigos
que continham a informação do tema, pesquisa na internet, técnica de resumo e
digitação, assim como as pesquisas e bibliotecas com o intuito de trazer o
essencial e melhorar o desenvolvimento científico do trabalho. Esse método é uma
revisão do estado da arte do tema, o qual permite identificar como e onde eles
estão disponíveis, no âmbito académico-científico. Para organizar a pesquisa,
buscou-se publicações em livros e artigos científicos que abordam as temáticas
principais de género.
3
3.MEDIDAS DE TENDÊNCIA CENTRAL
3.1.Moda
Define-se moda como sendo: o valor que surge com mais frequência se os dados
são discretos, ou, o intervalo de classe com maior frequência se os dados são
contínuos. Assim, da representação gráfica dos dados, obtém-se imediatamente o
valor que representa a moda ou a classe modal.
Esta medida é especialmente útil para reduzir a informação de um conjunto de
dados qualitativos, apresentados sob a forma de nomes ou categorias, para os
quais não se pode calcular a média e por vezes a mediana. (Bussab, e Morettin,
2003)
A moda, é o valor em que a frequência dos seus dados é maior. Então para
encontrar a moda desse conjunto poderíamos fazer uma tabela de frequência e ver
qual é o número mais frequente:
Números Frequência
2 1
5 2
7 1
8 1
9 1
10 1
Nesse caso a moda é 5. Dessa forma, sabemos que a moda desse conjunto seria o
cinco , porque o cinco é o número mais frequente.
3.2.Média
A média, é o resultado da soma de todos os valores dividido pela quantidade de
entradas do nosso conjunto de dados, ou seja, se somarmos todos os nossos
valores e dividirmos pela quantidade teremos a média. A média é então, dada por
4
Exemplo:
3.3.Tipos de Média
Segundo Magalhães e Lima,( 2005):
Simples (para dados não agrupados);
Ponderada (para Distribuição de Frequência e/ou para Dados Agrupados
em Classes).
3.3.1. Média Simples
De uma série de observações, é a soma dos valores observados dividido pelo
número total de valores.
Seja {x1, x2, . . ., xn}, o conjunto de “n” valores observados. A média destes valores,
X , é dada por:
Exemplo:
Calcular a média dos seguintes valores: {12, 18, 40, 50, 80}
Resposta: = 40.
3.3.2.Média Ponderada
Seja x={x1, X2, . . ., Xn} uma Série de Valores Observados, onde f1, f2, . . ., fn são as
freqüências (ou pesos) dos valores observados. A média ponderada, da série de
valores observados, é a razão entre a soma dos produtos dos termos da série “X”
pelos respectivos pesos “fi” e a soma destes. Isto é,
5
No caso de Tabela de Frequência para dados agrupados em classe, xi corresponde
aos Pontos Médios de Classe.
Exemplo:
1) Calcular a média da Tabela abaixo:
Xi 12 18 40 50 80
fi 2 2 3 2 1
Resposta: =36.
3.4.Mediana
Já mediana, é o valor que divide o nosso conjunto de dados em duas metades.
Para encontrar nossa mediana precisamos primeiro ordenar nossos dados:
2,5,5, 7,8,9,10
Como nosso tem uma quantidade ímpar de números, a mediana será o valor 7.
Caso nosso tivesse uma quantidade par de entradas, a mediana seria a média dos
dois valores mais ao centro:
2,5,5, 7, 8,9
4.Resumo na tabela das Medidas de tendência central
As mais importantes medidas de tendência central são a média aritmética, média
aritmética para dados agrupados, média aritmética ponderada, mediana, moda,
média geométrica, média harmónica, quartis.
6
Quando se estuda variabilidade, as medidas mais importantes são: amplitude,
desvio padrão e variância.
Medidas Fórmula
Média aritmética
Média aritmética para
dados agrupados
Média aritmética
ponderada
1) Se n é impar, o valor é central, 2) se n é par, o valor é a
Mediana
média dos dois valores centrais
Moda Valor que ocorre com mais frequência.
Média geométrica
Média harmônica
Quartil
Sendo a média uma medida tão sensível aos dados, é preciso ter cuidado com a
sua utilização, pois pode dar uma imagem distorcida dos dados.
Pode-se mostrar que, quando a distribuição dos dados é "normal", então a melhor
medida de localização do centro é a média.
A distribuição normal é uma das mais importantes e que surge com mais
frequência nas aplicações (esse fato justifica a grande utilização da média).
A média possui uma particularidade bastante interessante, que consiste no
7
seguinte: se calcularmos os desvios de todas as observações relativamente à
média e somarmos esses desvios, o resultado obtido é igual a zero.
A média tem uma outra característica, que torna a sua utilização vantajosa em
certas aplicações: quando o que se pretende representar é a quantidade total
expressa pelos dados, utiliza-se a média.
Na realidade, ao multiplicar a média pelo número total de elementos, obtemos a
quantidade pretendida.
4.1.Medidas de dispersão
Supondo ser a média, a medida de localização mais importante, será relativamente
a ela que se define a principal medida de dispersão - a variância, apresentada a
seguir.
4.1.1.Variância
Define-se a variância, como a medida que se obtém somando os quadrados dos
desvios das observações da amostra, relativamente à sua média, e dividindo pelo
número de observações da amostra menos um.
4.1.2.Desvio-padrão
Uma vez que a variância envolve a soma de quadrados, a unidade em que se
exprime não é a mesma que a dos dados. Assim, para obter uma medida da
variabilidade ou dispersão com as mesmas unidades que os dados, tomamos a
raiz quadrada da variância e obtemos o desvio padrão.
O desvio padrão é uma medida que só pode assumir valores não negativos e
quanto maior for, maior será a dispersão dos dados. Quanto maior for a
8
variabilidade entre os dados, maior será o desvio padrão.
5.Média, Mediana e Moda para Dados Agrupados
Se, por algum motivo, não se tiver acesso aos dados de uma amostra, mas apenas
à sua tabela de frequências ou ao seu histograma não será possível calcular
exactamente os valores da sua média, da sua mediana e da sua moda. Neste caso,
o melhor que se pode fazer é calculá-las aproximadamente. Tomemos como
exemplo a tabela a seguir:
Medidas da capacidade vital de 50 adultos do sexo masculino entre 18 e 27 anos
de idade (Santa Casa de São Paulo, 1974).
Capacidade Vital ( ) Frequênci Frequência
a Acumulada
4,0 ├ 4,5 8 8
4,5 ├ 5,0 11 19
5,0 ├ 5,5 5 24
5,5 ├ 6,0 15 39
6,0 ├ 6,5 6 45
6,5 ├ 7,0 2 47
7,0 ├ 7,5 2 49
9
7,5 ├ 8,0 1 50
Total 50
Fonte: (Martins, 2005)
Para se calcular a média das medidas acima, que só são fornecidas na forma de
uma tabela de frequências, vai-se supor que todas as medidas que caem dentro de
um intervalo de classe são iguais ao ponto médio daquele intervalo. Portanto, para
cada intervalo calcula-se o seu ponto médio e considera-se que ele ocorre com a
mesma frequência da classe.
Desta maneira, a aproximação que se faz para os dados desconhecidos deste
problema é a seguinte:
Dados (pontos 4,25 4,75 5,25 5,75 6,25 6,75 7,25 7,75 Tota
médios das l
classes)
Frequências 8 11 5 15 6 2 2 1 50
Considerando os dados da tabela aproximada como sendo os dados verdadeiros
para o problema, basta agora usar a fórmula da média aritmética para obter a
média da distribuição:
Para calcular a mediana, também teremos que fazer uma aproximação.
Inicialmente, temos que determinar o intervalo de classe no qual ela se encontra.
o o
Como existem 50 dados, a mediana será a média entre o 25 e o 26 dado,
portanto será o "dado" de ordem 25,5. Olhando na coluna das frequências
10
acumuladas da tabela, vemos que o dado de ordem 25,5 cai dentro do quarto
intervalo de classe, que vai de 5,5 a 6,0.
Portanto, já sabemos que a mediana tem que valer entre 5,5 e 6,0. Para encontrar
um valor único, vamos fazer o seguinte raciocínio: Dentro do intervalo que vai de
5,5 a 6,0 temos 15 dados (veja na tabela). Não sabemos os valores exactos
desses dados, mas vamos supor que eles varrem o intervalo de 5,5 a 6,0 de
maneira uniforme. Como este intervalo tem 6,0 - 5,5 = 0,5 unidades, para distribuir
15 dados uniformemente por ele temos que por um dado a cada 0,5/15 unidades.
o
O primeiro dado do intervalo é o 25 do total de 50 e será colocado em 5,5 + 1.
o
(0,5/15). O segundo dado do intervalo é o 26 e será colocado em 5,5 + 2. (0,5/15).
o
Os demais dados são posicionados de maneira equivalente até o 15 , que ficará
em 5,5 + 15. (0,5/15) = 6,0.
Como o dado correspondente à mediana é o 25,5, ou seja é o de ordem 1,5 dentro
da série dos 15 dados a serem postos dentro do intervalo, o seu posicionamento
será: 5,5 + 1,5.(0,5/15) = 5,5 + 0,05 = 5,55.
De maneira genérica, podemos estimar a mediana de uma distribuição de dados
agrupados a partir da fórmula:
Onde Li é o limite inferior da classe onde está a mediana, P é a posição da
mediana no conjunto total dos dados (chamado de posto da mediana), fai é a
frequência acumulada até a classe anterior à classe onde está a mediana, h é a
largura do intervalo de classe e fm é a frequência da classe onde está a mediana.
Usando esta fórmula para calcular a mediana para o exemplo dado, temos:
11
Para se calcular a moda, basta obter o ponto central do intervalo de maior
frequência. No caso do exemplo, o intervalo de maior frequência é o quarto, que
vai de 5,5 a 6,0. Seu ponto central é 5,75 ℓ .
Também se pode falar de intervalo ou classe modal. Neste caso, a classe modal
seria a classe de maior frequência: 5,5 ├ 6,0 ℓ .
Exemplo: Calcular a média, a mediana e a moda para a seguinte distribuição de
frequências.
Medidas das larguras dos pulsos dos braços esquerdos de 45 alunos de ambos os
o
sexos da turma de Estatística I (Biologia) do prof. Roque (2 semestre de 1996).
Largura do Pulso Frequência Frequência
(cm) Acumulada
4,8 ├ 5,1 8 8
5,1 ├ 5,4 16 24
5,4 ├ 5,7 3 27
5,7 ├ 6,0 5 32
6,0 ├ 6,3 9 41
6,3 ├ 6,6 4 45
Total 45
Fonte: (Milone, 2003)
Conclusão
Uma medida de tendência central constitui o meio ideal para a comparação entre
duas ou mais séries, conduzindo a um resultado unívoco e independente do
arbítrio do operador. Mas, justamente pela sua grande virtude sintética, torne
insuficiente e exige o auxílio de dados subsidiários que dêem uma ideia das
12
desigualdades existentes entre os diferentes termos das séries.
A mediana é caracterizada pelo termo do meio em uma sequência crescente de
valores. Para estabelecer a mediana precisamos levar em conta o número par ou
ímpar de elementos. Caso o número de elementos seja par, devemos somar os
dois elementos centrais e realizar a divisão por dois, obtendo o valor da mediana.
Nas situações em que o número de elementos é ímpar, basta escolher o elemento
central.
Bibliografia
Bussab, Wilton O.; Morettin,.Pedro A. (2003) Estatística básica. São Paulo: Saraiva,
Magalhães, Marcos N.; Lima, Antonio C. P. (2005) Noções de probabilidade e
estatística. 6. ed. São Paulo: EDUSP,.
Martins, Gilberto A. (2005) Estatística geral e aplicada. 3. ed. São Paulo: Atlas,.
Milone, Giuseppe. (2003) Estatística geral e aplicada. São Paulo: Thomson
13
Learning,.
14