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Tecido Muscular

O tecido muscular é composto por células alongadas de origem mesodérmica e é classificado em três tipos: músculo estriado esquelético, músculo estriado cardíaco e músculo liso. O músculo esquelético é multinucleado e responsável por movimentos voluntários, enquanto o músculo cardíaco possui discos intercalados e é involuntário, e o músculo liso é encontrado em órgãos internos e também é involuntário. A regeneração muscular varia entre os tipos, sendo o músculo esquelético capaz de hipertrofia e o músculo liso apresentando uma resposta regenerativa eficiente, enquanto o músculo cardíaco não se regenera.

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Tecido Muscular

O tecido muscular é composto por células alongadas de origem mesodérmica e é classificado em três tipos: músculo estriado esquelético, músculo estriado cardíaco e músculo liso. O músculo esquelético é multinucleado e responsável por movimentos voluntários, enquanto o músculo cardíaco possui discos intercalados e é involuntário, e o músculo liso é encontrado em órgãos internos e também é involuntário. A regeneração muscular varia entre os tipos, sendo o músculo esquelético capaz de hipertrofia e o músculo liso apresentando uma resposta regenerativa eficiente, enquanto o músculo cardíaco não se regenera.

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TECIDO MUSCULAR

Carolina F. Veloso
TECIDO MUSCULAR

Células alongadas.
Origem mesodérmica.
Filamentos citoplasmáticos de proteínas contráteis:
CONTRAÇÃO DO TECIDO

Membrana celular: SARCOLEMA


Citoplasma: SARCOPLASMA
Retículo Endoplasmático liso: RETÍCULO SARCOPLASMÁTICO
TECIDO MUSCULAR

Origem: MESODERMA

Sua diferenciação ocorre pela síntese de proteínas filamentosas,


concomitante com o alongamento das células.

3 tipos: Músculo estriado esquelético


Músculo estriado cardíaco
Músculo liso
TECIDO MUSCULAR
MÚSCULO ESQUELÉTICO

Feixes de células muito longas (30 cm)


Cilíndricas
Multinucleadas
Contendo muitos filamentos: MIOFIBRILAS

Núcleos na periferia das fibras, junto ao sarcolema


(ajuda a distinguir do músculo cardíaco, também com estriações
transversais, porém com núcleo central).
MÚSCULO ESQUELÉTICO
CURIOSIDADES

As variações no tamanho do músculo esquelético dependem de:


Idade
Sexo
Nutrição
Treinamento físico
*O exercício aumenta a musculatura e diminui tecido adiposo.
*Ocorre por um processo chamado HIPERTROFIA: formação de
novas miofibrilas e aumento do diâmetro das fibras musculares.
MÚSCULO ESQUELÉTICO
MÚSCULO ESQUELÉTICO
MÚSCULO ESQUELÉTICO
Endomísio: envolve cada fibra muscular. É a lâmina basal da fibra
muscular, associada à fibras reticulares.

Perimísio: envolve conjuntos de fibras musculares (feixe)

Epimísio: envolve o músculo inteiro (externo)

Fibra muscular - endomísio – feixes – perimísio

Tecido conjuntivo: mantém as fibras unidas, permitindo que a


força de contração de cada fibra isolada se transmita ao músculo
inteiro, e também aos ossos e tendões. Vasos sanguíneos. Vasos
linfáticos e nervos.
FIBRAS
MÚSCULO ESQUELÉTICO
MÚSCULO ESQUELÉTICO
MÚSCULO ESQUELÉTICO

Bandas A – coradas em escuro


Bandas I – claras e atravessadas por linhas Z.
Linhas Z – finas e escuras
MÚSCULO ESQUELÉTICO
MÚSCULO ESQUELÉTICO

SARCÔMERO

Região contrátil do músculo estriado.


Localizado entre duas linhas Z.
Possui proteínas:
Filamentos finos: actina
Filamentos grossos: miosina
Outras proteínas: troponina e tropomiosina.

CONTRAÇÃO MUSCULAR:
Deslizamento da actina sobre a miosina!
MÚSCULO ESQUELÉTICO

RETÍCULO SARCOPLASMÁTICO

A contração muscular depende de íons cálcio, e o relaxamento


muscular, quando o cálcio se reduz no sarcoplasma.

É o retículo sarcoplasmático que armazena e regula o fluxo.

Despolarização da membrana do RS - liberação de Cálcio –


troponina – formação de pontes entre actina e miosina.

Despolarização – PLACA MOTORA (músculo, nervo).


MÚSCULO ESQUELÉTICO

TÚBULOS T

Responsável pela contração uniforme de cada fibra muscular


esquelética.
Rede de invaginações da membrana plasmática (sarcolema),
cujos ramos vão envolver as bandas A e I de cada sarcômero.

Em cada lado de um túbulo T existe uma expansão ou cisterna


terminal do retículo sarcoplasmático. Este complexo, formado
por um túbulo T e duas expansões do retículo sarcoplasmático
é conhecido como TRÍADE.
MÚSCULO ESQUELÉTICO
MÚSCULO ESQUELÉTICO
MÚSCULO ESQUELÉTICO
MÚSCULO ESQUELÉTICO
MÚSCULO ESQUELÉTICO
CONTRAÇÃO MUSCULAR

Se deve aos deslocamento de filamentos


uns sobre os outros, diminuindo o tamanho
do sarcômero. Inicia na faixa A, onde os
filamentos finos e grossos se sobrepõem.

1ª fase: ATP liga-se às cabeças da miosina.


MÚSCULO ESQUELÉTICO

Em repouso, a miosina não pode se ligar à actina devido à


repressão do local pelo complexo troponina-tropomiosina fixado
na actina.

2ª fase: A ligação da miosina com actina transforma ATP em ADP.


Ocorre uma deformação da cabeça da miosina, e como está ligada à
actina, empurra esta, promovendo seu deslocamento sobre a
miosina.

À medida que as cabeças de miosina empurram a actina, novos


locais aparecem para formação das pontes actina-miosina.
MÚSCULO ESQUELÉTICO

As pontes só se desfazem depois que a miosina se une à nova


molécula de ATP.

“Rigor mortis”

Uma contração = milhares de ciclos de formação de pontes


actina-miosina.
MÚSCULO ESQUELÉTICO
MÚSCULO ESQUELÉTICO

Uma fibra nervosa pode inervar uma única fibra muscular ou


ramificar-se e inervar até 160 fibras ou mais.

A fibra não controla a força de contração, isso se dá pelo


tamanho e número de fibras musculares. Ex: os músculos
oculares, por terem movimentos muito precisos, tem cada uma
das fibras musculares é inervada por uma única fibra nervosa.
MÚSCULO ESQUELÉTICO

FUSOS MUSCULARES

Captam informações dentro do próprio músculo:


PROPRIOCEPTORES
FUSO: Cápsula de tecido conjuntivo que delimita um espaço
contendo fluido e fibras musculares modificadas,
denominadas fibras intrafusais, umas longas e espessas e
outras menores e mais delgadas.

Fibras nervosas sensoriais penetram os fusos musculares onde


detectam mudança de comprimento nas fibras extrafusais
(comuns no músculo) e transmitem essa informação para a
medula espinhal.
MÚSCULO ESQUELÉTICO
MÚSCULO ESQUELÉTICO

CORPÚSCULOS TENDÍNEOS DE GOLGI


Nas proximidades da inserção muscular, os tendões apresentam
feixes de fibras colágenas encapsuladas, onde penetram fibras
nervosas sensoriais.
MÚSCULO CARDÍACO

Células alongadas, ramificadas.


As células se prendem por meio de junções intercelulares
complexas.
Apresentam estrias transversais como o músculo esquelético.
Diferença: ME – multinucleado.
Um a dois núcleos centrais.

Linhas transversais em intervalos irregulares:


DISCOS INTERCALARES
(aspecto de escada – transversal e longitudinal)
MÚSCULO CARDÍACO
MÚSCULO CARDÍACO

DISCOS INTERCALARES
Três especializações juncionais:
Zônula de adesão: principal especialização da parte transversal
do disco, serve para ancorar os filamentos de actina.

Desmossomos: unem-se às células musculares cardíacas,


impedindo que elas se separem durante a contração.

Junções comunicantes: longitudinais , promovem a passagem de


íons de uma célula para outra, facilitando a despolarização da
membrana.
MÚSCULO CARDÍACO
MÚSCULO CARDÍACO
MÚSCULO CARDÍACO

O retículo sarcoplasmático não é tão desenvolvido, distribui-se


entre os miofilamentos.

As tríades não são tão frequentes mas células cardíacas, pois os


túbulos T geralmente associam-se apenas a uma extensão do
retículo sarcoplasmático.

Mitocôndrias (40%) – Metabolismo aeróbio desse tecido.


No ME, apenas 2%.
MÚSCULO CARDÍACO

Algumas células cardíacas são especializadas para:

Liberação de grânulos: molécula precursora do peptídeo atrial


natriurético. Atua nos rins eliminando água e sódio.
(DIMINUIR A PRESSÃO ARTERIAL)

Geração e condução do estimulo cardíaco, de tal modo que as


contrações de átrios e ventrículos ocorram em determinada
sequencia, permitindo o bombeamento do sangue.
MÚSCULO LISO

Células longas, mais espessas no centro afilando nas extremidades.


Núcleo único e central.
Revestidas por lâmina basal e mantidas unidas por uma rede de
fibras reticulares.
Essas fibras amarram as células umas as outras. Contração total.
MÚSCULO LISO

Sarcolema apresenta depressões = cavéolas, depósito do íon


cálcio.

Frequentemente, duas células adjacentes formam uma junção


comunicante para repassar o impulso da contração.

CORPOS DENSOS: regiões escurecidas, estruturas densas aos


Elétrons, importantes na contração.
MÚSCULO LISO
MÚSCULO LISO

No sarcoplasma das células lisas: existem filamentos de actina,


estabilizados pela ligação com tropomiosina, porém não existe
troponina nem sarcômeros.

Os filamentos de miosina só se formam no momento da contração

Miosina tipo II
(enroladas, radical fosfato)

CONTRAÇÃO: sistema nervoso autônomo!


MÚSCULO LISO

SNA – ESTÍMULO – íons Cálcio migram das cavéolas para o


sarcoplasma.
Íons cálcio se combinam com CALMODULINA, ativadora da
enzima cinase da miosina II – fosforilação - filamento.

Deslizamento actina – miosina – ligadas a desmina e vimentina,


presas aos corpos densos da membrana da célula – Contração da
célula como um todo!
MÚSCULO LISO
MÚSCULO LISO

Outros fatores além do cálcio podem desencadear contração do


músculo liso:

Aumento citoplasmático de AMP-cícllico – cinase – fosforilação


de miosina II.
Hormônios sexuais – músculo liso do útero.
Estrógeno – aumenta AMPc.
Progesterona – diminui AMPc – relaxamento.
MÚSCULO LISO

Recebem inervações do sistema simpático e parassimpático.


Não possuem placa motora.
Axônios formam dilatações entre as células musculares lisas.
As dilatações contém os neurotransmissores acetilcolina ou
noradrenalina(estimulam ou deprimem a atividade do músculo)

Depende do órgão e da velocidade de contração.


REGENERAÇÃO MUSCULAR

O músculo cardíaco não se regenera. Fibras colágenas, fibrose.

Músculo esquelético: os núcleos não se dividem. Células


satélites. Mononucleadas, fusiformes, dispostas paralelamente
às fibras musculares na lâmina basal. Mioblastos inativos.
Lesão ou exercício intenso – ativas – mitose – unem.
Exercício – hipertrofia.

Músculo liso: resposta regenerativa eficiente. Lesão – células


entram em mitose e reparam o tecido existente.

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