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Resumo

O Renascimento foi um movimento cultural e artístico entre os séculos XIV e XVII que revigorou os valores clássicos greco-romanos e colocou o Homem no centro do universo, embora sua influência não tenha alcançado toda a população europeia. A relação com a religião permaneceu constante até a Reforma Protestante no século XVI, que marcou uma divisão significativa na visão teocêntrica da sociedade. O movimento teve início na Itália, promovendo o surgimento de academias de belas artes e a valorização do artista individual, enquanto o humanismo enfatizava a observação racional do mundo e o papel central do ser humano.

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Resumo

O Renascimento foi um movimento cultural e artístico entre os séculos XIV e XVII que revigorou os valores clássicos greco-romanos e colocou o Homem no centro do universo, embora sua influência não tenha alcançado toda a população europeia. A relação com a religião permaneceu constante até a Reforma Protestante no século XVI, que marcou uma divisão significativa na visão teocêntrica da sociedade. O movimento teve início na Itália, promovendo o surgimento de academias de belas artes e a valorização do artista individual, enquanto o humanismo enfatizava a observação racional do mundo e o papel central do ser humano.

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1.

Introdução
Considerado o período histórico mais influente da história, o Renascimento
foi um movimento cultural e artístico que se desenvolveu entre os séculos
XIV e XVII. Caracterizou-se po reviver os valores clássicos greco-romanos
e pela sua visão humanista do mundo que posteriormente colocou o
Homem no centro do Universo e não a Religião. (Embora a relação com a
religião se tenha mantido praticamente igual à idade média até o século
XVI) Foi também um movimento que patrocinou e investiu na cultura, nas
artes, nas ciências, na educação e na política, sendo visto assim como o
“apogeu” da sociedade. Está assim explicado o nome “renascimento”, que
descreve o renascer da humanidade enquanto ser intelectual que se
interessa pela arte e pela cultura.

1.1 Renascimento: O conceito

Quando se fala do Renascimento é indispensável considerar o seu conceito


enquanto palavra. A própria palavra remete à ideia de renascer ,e, embora
este tenha ficado mais associado à ideia de reviver os ideiais clássicos, O
Renascimento ficou conhecido como o renascer da sociedade Europeia e
no renascer dos artistas e criadores enquanto indivíduos. No entanto
quando se fala do renascer da sociedade europeia estamos na verdade a
referir-nos a uma pequena parte da população. Embora o desejo de reviver
a cultura clássica fosse existente, esta ideia de renascimento intelectual
não se aplicou a uma grande parte da população da Europa, como por
exemplo agricultores ou a população de zonas mais rurais na generalidade.

Texto 2

“Em meados do século XVI, o pintor e historiador de arte Giorgio Vasari


utilizou a versão italiana da palavra “Renascimento”, rinascita, para se referir
explicitamente ao renascimento não só dos padrões artísticos e dos
protótipos literários da era clássica, mas também para distinguir a arte do
presente da do passado medieval mais recente. Por outras palavras, para
Vasari, o “renascimento” não se tratava apenas de reavivar a cultura
visual da Grécia e Roma antigas, mas também de diferenciar a arte
renascentista dos seus antecessores imediatos, supostamente
“sombrios” e lúgubres. De facto, é este sentido de autoconsciência
histórica, de se ver a si próprio e à cultura do seu próprio tempo como
algo diferente e distinto do passado, tanto próximo como distante, que é
talvez a marca mais importante do Renascimento humanista.”

“Foi também Burckhardt, no seu influente livro sobre A Civilização do


Renascimento em Itália (1860), quem primeiro tornou explícita a ideia do
Renascimento como um período em que “homens universais” multi-
talentosos procuraram conscientemente usar o passado clássico como
modelo inspirador para criar uma nova era de iluminação em domínios
tão diversos como a ciência, a arte e a política”

1.2 Religião e Política

Até o início do século XVI a relação que a população desenvolvia com a


religião era praticamente igual à Idade Média, mantendo-se bastante
constante aos longo de muitos séculos. Só no início do século XVI é que a
Reforma Protestante liderada por Martin Luther reformou a visão
teocêntrica até então idolatrada por toda a Europa. Podemos então marcar
uma divisão entre o Renascimento inicial e o “pós reforma”.

“31 de outubro de 1517: Foi o ponto de partida do Movimento da Reforma.


Naquele dia, o teólogo alemão Martinho Lutero difundiu suas "95 teses",
frases curtas com as quais criticava principalmente o comércio das
indulgências --um sistema de perdão dos pecados praticado pela Igreja
católica em troca de pagamento para financiar a construção da Basílica
de São Pedro, em Roma. Também questionava a autoridade do papa Leão
10, que acabou excomungando o teólogo alemão em 3 de janeiro de 1521.”

1.3 Renascimento Inicial Italiano : O Quattrocento


Este movimento teve início em Itália, principalmente em Florença, Milão,
Veneza e Roma. Só posteriormente é que se difundiu para outros países
Europeus como Países Baixos, França, Inglaterra e Alemanha. A fase inicial
do Renascimento foi marcada por uma grande expanção a nível do
comércio, novas inveções e descobertas que proporcionaram um período
de prosperidade. As cidades estado italianas tornaram-se centros artísticos
que patrocinavam as artes e a cultura.

Embora se considere que o berço do Renascimento seja Florença, no século


XIV em Siena, vários artistas como Cimabue, Giotto e os irmãos Lorenzetti,
já se mostravam avançados para o seu tempo preocupando-se com uma
representação fiel da natureza típica do Renascimento.

Enquanto o clima de prosperidade levava a que houvesse um sistema de


patronato, os artistas começaram pela primeira vez a ser visto (tanto
pelos patronos como por eles próprios) como seres individuais e criativos.
Começou a surgir a ideia de “estatuto” e a criatividade começou a ser mais
valorizada que o trabalho artesanal. Começaram assim a surgir as
primeiras mudanças no sistema das artes, embora a maneira como os
artistas trabalhavam ainda era muito semelhante à do período Medieval.

1.3 Arte, artistas e Patronos


É neste contexto que começam a surgir as primeiras Academias das Belas
Artes que para além de valorizarem o artista, também criam as regras e um
sistema de hierarquização.

Os conceitos que começaram a ser defendidos pelas academias foram o


génio (saber fazer), imaginação, prazer e gosto (associado às classes
altas). Começa a surgir o conceito de gosto na sociedade, que servia como
um fator de distinção social.

O passado começa a ser uma referência e renasce assim o amor à cultura


greco-romana. Desta forma o artista começa a ser valorizado e o valor das
obras é determinado pela grandiosidade do artista que a produziu.

A Arte deste período não estava destinada a retratar os sentimentos e


emoções do artista que fez, mas sim a cumprir com tudo aquilo que foi
pedido pelo patrono. Para conseguirem lucrar com encomendas de
mecenas, os artistas tinham de ir de acordo com os gostos, expectativas
sociais e ideais políticos dos seus patronos. O papel do artista dependia
então de um número grande de fatores que definia o seu valor no mercado
do patronato, o que fazia com que em muitos casos os patronos
acabassem por pagar mais só porque a criatividade, inovação e técnica de
um artista eram fortemente valorizados na sociedade.

Kant- contemplação desinteressada - antigamente dedicada a Deus e


passou a ser dedicada também aos objetos estéticos. Kant diz que a
fruição expressiva e gestual é uma má fruição, a maneira correta de olhar
para o objeto sagrado é apenas olhar. Esta fruição correta é um fator de
distinção social. “Conhecimento natural e afetado das artes”

1.4 Humanismo e visão do mundo

“O humanismo também foi um elemento essencial do Renascimento, pois


reforçou a necessidade de se observar o mundo racionalmente e colocou o
ser humano como uma figura central. Embora o teocentrismo continuasse
existindo no contexto renascentista, foi graças ao antropocentrismo que
muitos indivíduos voltaram suas maiores preocupações, potencialidades e
capacidades para os seres humanos. Como visto, durante a Idade Média,
apesar da existência de grandes universidades, predominou na Europa o
pensamento católico. A transição de um período para o outro não é algo tão
imediato e determinista; e, apesar das diferenças, o Renascimento não foi
uma rutura drástica com a Idade Média. Diversas características
consideradas medievais persistiram ao longo dos séculos XVI, XVII e XVIII,
como o sistema feudal, o patronato, o sistema de trabalho em grupo nas
oficinas, a organização social e algumas leis e instituições, como a própria
Igreja Católica.”

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