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Argumento 1

O documento discute a epistemologia de Kant, enfatizando que o conhecimento é formado pela interação entre sensações do mundo exterior e categorias mentais a priori. Através de um processo de sensibilidade, entendimento e síntese, a mente organiza dados sensoriais em fenômenos compreensíveis, mas nunca acessa a 'coisa em si'. A argumentação sugere que Aristóteles, embora com menos ferramentas conceituais, poderia contestar algumas das premissas kantianas.

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Argumento 1

O documento discute a epistemologia de Kant, enfatizando que o conhecimento é formado pela interação entre sensações do mundo exterior e categorias mentais a priori. Através de um processo de sensibilidade, entendimento e síntese, a mente organiza dados sensoriais em fenômenos compreensíveis, mas nunca acessa a 'coisa em si'. A argumentação sugere que Aristóteles, embora com menos ferramentas conceituais, poderia contestar algumas das premissas kantianas.

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Usar Aristóteles para rebater Kant, como se ele fosse uma espécie de

Platão ou de Descartes.

Platão: um racionalista; inatismo; todo nosso conhecimento devido ao


mundo inteligível; fazemos reconhecimento. – O que isso tem que ver
com Kant?

Kant fala de conceitos puros.

Analogia com a realidade: memória, tudo o que é relacionado à


memória.

O que é memória? Você vai armazenar. Você está armazenando algo.

Quando se falar em armazenar, junto com o conceito de “armazenar”


está o conceito de “espaço”. Precisa de espaço para armazenar. Isso é
o que Kant trata: que neste caso é o caso da Sensibilidade. Que são
os conceitos espaço e tempo.

Só que esse espaço e tempo eles são mentais. Porque todo o


conhecimento que é da realidade, você armazenar na mente. Porque
Kant não usava o conceito “memória”. É Filosofia: não se pode
materializar filosofia.

Kant usava o conceito espaço e tempo. Todo conhecimento que era


da realidade, ele passa pela faculdade da sensibilidade, espaço e
tempo. Que vão dar o espaço para o conhecimento.

E pelas formas puras, que são os conceitos puros: que vão moldar o
conhecimento.

Conhecimento bruto: porque ele passa por essas intermediações para


tornar o conhecimento da realidade compreensível para a mente.

Kant: o sujeito não conhece a realidade em si.

Mesma coisa, Mário Ferreira: não podemos conhecer a totalidade,


mas o todo.

Kant é mais sofisticado. Que nós apenas vemos a aparência (a coisa


se apresenta a nós).

Não discorda que a coisa-em-si é a própria coisa.

Que nós não podemos captar a olho nu, a totalidade das coisas.
Limite nosso como ser humano. Aquilo que aparece para nós,
estruturados pelas forças puras da sensibilidade, e pelas categorias
do entendimento, funcionam como faculdades mediadoras: vai
moldar o conteúdo sensorial bruto; é a aparencia bruta; não é a
aparência; a matéria da experiência. Em algo compreensível para a
mente.

Ou seja, o conhecimento só é possível a partir da síntese, entre o que


é dado pelo sensibilidade e o que é estruturado pelo entendimento.
Mas depois que se tornou este produto; este conhecimento ele está
objetivo na mente. Não discorda da definição de verdade.

Este é o fenômeno: conhecimento já categorizado, já codificado na


mente.

Mediações: lembrar de algo. Está recorrendo a pensamentos; a um


intermediário. Você não pensa algo de imediato. Porque se tem uma
memória. Tem-se conceitos armazenados. Então nada é imediato.

Epistemologia, é muito longo.

Aristóteles não tinha tantas ferramentas conceituais. (Se Aristóteles


está absolutamente certo, então em algo Kant não está certo).

Cérebro, memória...

Cinco anos.

Árvore.

Produto mental.

Presentação e representação (memória).

Pensar não é exatamente o mesmo que representar.

A Babel kantiana kkkkk

Ciências modernas.

o conhecimento se forma por meio de uma união entre o que


recebemos do mundo exterior (sensações) e o que nossa mente
fornece a priori (formas e conceitos). Quando avistamos um objeto,
como uma cadeira, esse processo pode ser dividido em três etapas
fundamentais: sensibilidade, entendimento e síntese.

Tudo começa com a sensibilidade, que é a faculdade de receber


impressões. Ao ver a cadeira, nossos sentidos captam dados brutos —
como formas, cores, volumes — mas esses dados não vêm
organizados. É a mente que os estrutura nas formas puras da
sensibilidade: espaço (que organiza o que percebemos externamente)
e tempo (que organiza a sucessão dos eventos). Assim, essa primeira
etapa nos dá uma intuição sensível empírica da cadeira — ou seja,
uma percepção estruturada espacial e temporalmente.

Em seguida, entra em ação o entendimento, que é a faculdade de


pensar. Ele aplica categorias puras do pensamento — como
substância, causalidade, pluralidade — para interpretar o que foi
percebido. Por exemplo, ao perceber a cadeira, aplicamos a categoria
de substância para compreendê-la como algo que existe, ocupa um
lugar no espaço, permanece no tempo, e pode ser usado para sentar.
Essa etapa nos permite pensar o objeto, não apenas percebê-lo.

O conhecimento verdadeiro surge apenas quando há uma síntese


entre a intuição sensível (dada pelos sentidos) e o conceito (dado
pelo entendimento). Essa síntese é realizada espontaneamente pela
mente, de forma automática e necessária. Não escolhemos aplicar
espaço, tempo e categorias — eles são as estruturas cognitivas que
tornam qualquer experiência possível.

O resultado dessa síntese é o que Kant chama de fenômeno: o objeto


tal como aparece a nós, já moldado pelas condições da sensibilidade
e pelas categorias do entendimento. Nunca conhecemos a "coisa em
si" (o noumeno) — ou seja, o objeto como ele realmente é em si
mesmo, fora das condições da experiência humana. Nosso
conhecimento é sempre dos fenômenos, nunca do absoluto.

Portanto, ao avistar uma cadeira, não estamos apenas vendo um


objeto físico. Estamos participando de um processo ativo da mente
que transforma dados sensoriais brutos em conhecimento estruturado
e inteligível. Esse é o cerne da epistemologia transcendental de Kant:
o conhecimento é possível somente porque a mente humana
contribui com formas e categorias que moldam a experiência.

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