Anexo I
Catálogo das estações arqueológicas
Acrónimos
001. Janeiro de Baixo (Pampilhosa da Serra, Janeiro de Baixo) - JB
002. Cabeço do Redondo (Pampilhosa da Serra, Pampilhosa da Serra) - CRED
003. Cova de S. Sebastião (Fundão, Janeiro de Cima) - CSS
004. Mata de Álvaro (Oleiros, Álvaro) - MAL
005. Sendinho da Senhora (Oleiros, Amieira) - SS
006. Castro do Picoto (Oleiros, Sarnadas de S. Simão) - CAPI
007. Estreito (Oleiros, Estreito) - ES
008. Via Romana de Oleiros (Oleiros, Oleiros) - VRO
009. Povoado Mineiro (Oleiros, Oleiros) - PM
010. Estrada Mineira (Oleiros, Oleiros) - EM
011. Cova da Moura (Oleiros, Oleiros) - COM
012. Vale do Souto (Oleiros, Mosteiro) - VS
013. Mosteiro (Oleiros, Mosteiro) - MOS
014. N.a Sr.a das Águas Feras (Sertã, Pedrógão Pequeno) - AF
015. Castro de Nossa Senhora da Confiança (Sertã, Pedrógão Pequeno) - NSC
016. Calçada de Pedrógão Pequeno (Sertã, Pedrógão Pequeno) - CPP
017. Ponte Romana do Cabril (Pedrógão Grande/Sertã) - PRC
018. Fechadura (Sertã, Figueiredo) - FE
019. Castanheira (Sertã, Ermida) - CDC
020. Fonte das Rimas (Sertã, Ermida) - FRI
021. Lajeira (Sertã, Ermida) - LA
022. Troço Fóssil Romano (Sertã, Ermida) - TRF
023. Castelo da Sertã (Sertã, Sertã) - CS
024. Mata Velha (Sertã, Sertã) - MV
025. Abegoaria (Sertã, Sertã) - AB
026. Castelo Velho (Sertã, Sertã) - CVE
027. Senhora dos Remédios (Sertã, Sertã) - SR
028. Santa Maria Madalena (Sertã, Cernache do Bonjardim) - SMM
029. Conheira da Várzea do Pedro Mouro (Sertã, Cernache do Bonjardim) - CVM
030. Conheira do Almegue (Sertã, Cernache do Bonjardim) - CAL
031. Conheira do Sambado (Sertã, Cernache do Bonjardim) - COS
032. Conheira de Dornes (Sertã, Cernache do Bonjardim) - CDOR
033. Longra (Sertã, Marmeleiro) - LO
034. Ponte dos Três Concelhos (Sertã, Vila de Rei e Mação) - PTC
035. Conheira do Trísio (Sertã, Palhais) - CTR
036. Nossa Senhora dos Milagres (Pedrógão Grande, P. Grande) - MIL
037. Cabeço da Cotovia (Pedrógão Grande, Pedrógão Grande) - PGF
038. Calvário (Pedrógão Grande, Pedrógão Grande) - PG
039. Conheira da Foz do Alge (Figueiró dos Vinhos, Arega) - CFA
040. Conheira do Ribeiro do Lagar Velho (Figueiró dos Vinhos, Arega) - CRLV
041. Serra do Castelo (Figueiró dos Vinhos, Arega) - SCA
042. Lisga (Castelo Branco, Sarnadas) - LI
043. Cabeço dos Castelos (Proença-a-Nova, Montes da Senhora) - CAC
044. Foz da Ribeira da Borracheira (Proença-a-Nova, Sobreira Formosa) - FRB
045. Conheira da Foz da Ribeira da Fróia (Proença-a-Nova, Sobreira Formosa) - FRF
046. Tapada da Sepultura (Proença-a-Nova, Sobreira Formosa) - TS
anexo I
121
047. Sobreira Formosa (Proença-a-Nova, Sobreira Formosa) - SFO
048. Conheira da Selavesa (Proença-a-Nova, Sobreira Formosa) - SE
049. Conheira do Olival da Barca (Proença-a-Nova, Sobreira Formosa) - OB
050. Labrunhal Fundeiro (Proença-a-Nova, Proença-a-Nova) - LF
051. Vale Motrinas (Proença-a-Nova, Proença-a-Nova) - VM
052. Pedra das Letras (Proença-a-Nova, Proença-a-Nova) - PL
053. Corcovas (Proença-a-Nova, Proença-a-Nova) - COR
054. Olival do Cardoso (Proença-a-Nova, Proença-a-Nova) - OC
055. Lameirinho (Proença-a-Nova, Proença-a-Nova) - LAM
056. Pedra do Altar (Proença-a-Nova, Peral) - PAL
057. Cerca do Castelo (Proença-a-Nova, S. Pedro do Esteval) - CC
058. Padrão (Proença-a-Nova, S. Pedro do Esteval) - PAD
059. Cerro do Castelo (Vila de Rei, Vila de Rei) - CRC
060. Poço Caldeiro (Vila de Rei, Vila de Rei) - PCA
061. Monte de S. João (Vila de Rei, Vila de Rei) - MSJ
062. Minas dos Estevais (Vila de Rei), Vila de Rei) - ME
063. Barragem do Souto do Penedo (Vila de Rei, Vila de Rei) - BSP
064. Conheira da Arrancoeira (Vila de Rei, Vila de Rei) - CARR
065. Conheira da Folhadeira (Vila de Rei, Vila de Rei) - CFO
066. Encosta do Castelo (Vila de Rei, Vila de Rei) - EC
067. Conheira da Galega (Vila de Rei, Vila de Rei)) - CGA
068. Conheira dos Nabos 2 (Vila de Rei, Vila de Rei) - CNA2
069. Conheiras das Obradas (Vila de Rei, Vila de Rei) - COBR
070. Conheira da Ferrujenta (Vila de Rei, Vila de Rei) - CFE
071. Conheirinha (Vila de Rei, Vila de Rei) - CONHE
072. Conheira dos Nabos (Vila de Rei, Vila de Rei)- CNA
073. Conheira do Vale dos Solteiros (Vila de Rei, Vila de Rei) - CVS
074. Conheira do Caldeirão (Vila de Rei, Vila de Rei) - CCAL
075. Conheira dos Touros (Vila de Rei, Vila de Rei) - CTO
076. Conheira dos Fornecos (Vila de Rei, Vila de Rei) - CFOR
077. Conheira da Ameosa (Vila de Rei, Vila de Rei) - CAME
078. Conheira das Covinhas (Vila de Rei, Vila de Rei) - CCOV
079. Conheira Velha (Vila de Rei, Vila de Rei) - CVEL
080. Conheira da Cabecinha (Vila de Rei, Vila de Rei) - CCAB
081. Conheira do Penedo Furado (Vila de Rei, Vila de Rei) - CPF
082. Conheira de Baixo (Vila de Rei, Vila de Rei) - CB
083. Conheira da Barroca d’Água (Vila de Rei, Vila de Rei) - CBAR
084. Conheira da Carreira (Vila de Rei, Vila de Rei) - CCAR
085. Conheira do Vale do Milreu (Vila de Rei, Vila de Rei) - CVMI
086. Conheira do Milreu (Vila de Rei, Vila de Rei) - CMI
087. Conhais (Vila de Rei, Vila de Rei) - CONHA
088. Conheira Alta (Vila de Rei, Vila de Rei) - CALT
089. Brejo Fundeiro (Vila de Rei, Vila de Rei) - BF
090. Conheira do Lourenço (Vila de Rei, Vila de Rei) - CLO
091. Conheira da Lousa 2 (Vila de Rei, Vila de Rei) - CLOU2
092. Conheira da Lousa (Vila de Rei, Vila de Rei) - CLOU
093. Conheira dos Castelejos (Vila de Rei, Vila de Rei) - CCAS
094. Conheira Fundeira (Vila de Rei, Vila de Rei) - CFU
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
122
095. Conheira da Chã dos Solteiros (Vila de Rei, Vila de Rei) - CCS
096. Vale do Milreu (Vila de Rei, Vila de Rei) - VMI
097. Castro de Dornes (Ferreira do Zêzere, Dornes) - CDR
098- Conheira da Bairradinha (Ferreira do Zêzere, Ferreira do Zêzere) - COBA
099. São Pedro do Castro (Ferreira do Zêzere, Ferreira do Zêzere) - SPC
100. Conheiras de Cima e de Baixo (Vila Velha do Ródão, Fratel) - CCB
101. Conheira da Lameira (Vila Velha do Ródão, Fratel) - CLA
102. Lameiro Tomar (Vila Velha do Ródão, Fratel) - LT
103. Cova da Moura (Vila Velha do Ródão, Fratel) - COMO
104. Juncal (Vila Velha do Ródão, Fratel) - JU
105. Montes Negros (Vila Velha do Ródão) - MNE
106. Rio Ocreza (Vila Velha do Ródão, Fratel) - ROC
107. A de Meias (Mação, Cardigos) - AM
108. Vale Bom (Mação, Cardigos) - VBO
109. Casas da Ribeira (Mação, Cardigos) - CRI
110. Algar (Mação, Cardigos) - ALGA
111. Chão do Pião (Mação, Cardigos) - CPI
112. Cabeceiros (Mação, Cardigos) - CABE
113. Sarnadas (Mação, Cardigos) - SARN
114. Freixoeiro (Mação, Cardigos) - FR
115. A Moradeira (Mação, Cardigos) - MO
116. S. Miguel da Amêndoa (Mação/Vila de Rei, Amêndoa/Vila de Rei) - SMA
117. Castro da Amêndoa (Mação, Amêndoa) - CAM
118. Coutada (Mação, Amêndoa) - COU
119. Cabeço das Penedentes (Mação, Amêndoa) - CPD
120. Castelo do Santo (Mação, Amêndoa) - CSA
121. Senhora da Moita (Mação, Carvoeiro) - SMT
122. Casal (Mação, Envendos) - CAS
123. Vale Bom (Mação, Envendos) - VBOM
124. Vale da Mua (Mação, Envendos) - VMU
125. Casal Cortido (Mação, Envendos) - CCO
126. Eira do Mação (Mação, Envendos) - EMA
127. Nossa Senhora do Pranto (Mação, Envendos) - NSP
128. Cabeço da Catraia (Mação, Envendos) - CCAT
129. Vale da Esteveira (Mação, Envendos) - VE
130. Vale do Grou (Mação, Envendos) - VGR
131. Vale do Grou 2 (Mação, Envendos) - VGR2
132. Ribeira da Senhora (Mação, Envendos) - RS
133. Castelo Velho da Zimbreira (Mação, Envendos) - CVZ
134. Ladeira de Envendos (Mação, Envendos) - LE
135. Algarves (Mação, Envendos) - ALG
136. A Tapada (Mação, Envendos) - TAP
137. A Tapada 2 (Mação, Envendos) - TAP2
138. Buraca da Serpe (Mação, Mação) - BS
139. Buraca da Serpe 2 (Mação, Mação) - BS2
140. Castelo (Mação, Mação) - CT
141. Alicerces (Mação, Mação) - ALI
142. Porto do Concelho (Mação, Mação) - PC
anexo I
123
143. Castelo Velho do Caratão (Mação, Mação) - CVC
144. Conheira do Castelo Velho do Caratão (Mação, Mação) - CCVC
145. Conheira da Lagoa (Mação, Mação) - COL
146. São Marcos do Rosmaninhal (Mação, Mação) - SMR
147. Vale da Mata (Mação, Mação) - VMA
148. Conheira da Ribeira de Boas Eiras (Mação, Penhascoso) - CRBE
149. Ribeira das Boas Eiras (Mação, Penhascoso) - RBE
150. São Bartolomeu (Mação, Penhascoso) - SB
151. Conheira (Mação, Penhascoso) - CO
152. Ponte do Rio Frio (Mação/Abrantes) - PRF
153. Chão Redondo (Mação, Penhascoso) - CRE
154. Vale do Junco (Mação, Ortiga) - VJ
155. Conheira do Vale do Junco (Mação, Ortiga) - CVJ
156. Foz da Amieira (Sardoal, Santiago de Montalegre) - FA
157. Pincho (Sardoal, Santiago de Montalegre) - PI
158. Santiago de Montalegre (Sardoal, Santiago de Montalegre) - SM
159. S. Simão (Sardoal, Sardoal) - SSI
160. São Francisco (Sardoal, Sardoal) - SF
161. Calçada de S. Francisco (Sardoal, Sardoal) - CSF
162. Ponte do Sardoal (Sardoal, Sardoal) - PS
163. Ribeiro Davide (Sardoal, Sardoal) - RV
164. Tapada do Caldas (Sardoal, Valhascos) - TC
165. Valhascos (Sardoal, Valhascos) - VA
166. Machorra (Sardoal, Valhascos) - MA
167. Taboleiros (Sardoal, Valhascos) - TAB
168. Fonte da Moura (Sardoal, Valhascos) - FM
169. Sobral (Sardoal, Sardoal) - SO
170. Cemitério (Valhascos, Valhascos) - CE
171. Cabeço das Mós (Sardoal, Valhascos) - CMO
172. Casal da Graça (Sardoal, Valhascos) - CSG
173. Casal da Graça 2 (Sardoal, Valhascos) - CSG2
174. Conheira do Maxial (Abrantes, Fontes) - CON
175. Conheira do Maxial 2 (Abrantes, Fontes) - CON2
176. Conheira da Matagosa (Abrantes, Carvalhal) -CMA
177. Pico do Castelo da Matagosa (Abrantes/Sardoal) - PCM
178. Bairro Cimeiro 1 (Abrantes, Aldeia do Mato) -BC1
179. Bairro Cimeiro 2 (Abrantes, Aldeia do Mato) - BC2
180. Vilelas (Abrantes, Martinchel) - VIL
181. Casal da Serra (Abrantes, Martinchel) - CSE
182. Conheira do Vale da Azenha (Abrantes, Martinchel) - CVAZ
183. Conheira do Casal do Rei (Abrantes, Martinchel) - CCR
184. Conheira da Quindra (Abrantes, Martinchel) - CQUI
185. Conheira de Martinchel (Abrantes, Martinchel) - CMAR
186. Conheira da Alagoa (Abrantes, Martinchel) - CALA
187. Conheira da Giesteira 1 (Abrantes, Martinchel) - CG1
188. Conheira da Giesteira 2 (Abrantes, Martinchel) - CG2
189. Conheira da Giesteira 3 (Abrantes, Martinchel) - CG3
190. Conheira de Arneirinho (Abrantes, Martinchel) - CARN
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
124
191. Conheira de Vale Madeiro (Abrantes, Martinchel) - CVMA
192. Conheira do Pinhal dos Frades (Abrantes, Martinchel) - CPFA
193. Conheira do Casal da Serra (Abrantes, Martinchel) - CCSE
194. Barragem do Negrelinho (Abrantes, Mouriscas) - BN
195. Vimieiro (Abrantes, Mouriscas) - VI
196. Portela das Eiras (Abrantes, Mouriscas) - PE
197. Fonte do Sapo (Abrantes, Mouriscas) - FS
198. Aldeias 1 (Abrantes, Mouriscas) - AL1
199. Aldeias 2 (Abrantes, Mouriscas) - AL2
200. Aldeias 3 (Abrantes, Mouriscas) - AL3
201. Aldeias 4 (Abrantes, Mouriscas) - AL4
202. Matriz (Abrantes, Mouriscas) - MAT
203. Pombo (Abrantes, Mouriscas) - PO
204. Casas Pretas 1 (Abrantes, Mouriscas) - CPR
205. Surdo (Abrantes, Mouriscas) - SU
206. Balsa (Abrantes, Mouriscas) - BA
207. Casal das Freiras (Abrantes, Mouriscas) - CFR
208. Casal das Freiras 2 (Abrantes, Mouriscas) - CFR2
209. Monte Novo (Abrantes, Mouriscas) - MN
210. Vale Covo (Abrantes, Mouriscas) - VCO
211. Nossa Senhora dos Matos (Abrantes, Mouriscas) - NSM
212. Ponte de Arcês (Abrantes, Mouriscas) - PAR
213. Casal do Moura Neves (Abrantes, Alferrarede) - CMN
214. Barca do Pego (Abrantes, Alferrarede) - BP
215. Quinta das Necessidades 1 (Abrantes, Alferrarede) - QN1
216. Quinta das Necessidades 2 (Abrantes, Alferrarede) - QN2
217. Cana Verde 1 (Abrantes, Alferrarede) - CVE1
218. Olival Comprido 2 (Abrantes, Alferrarede) - OCO
219. Ponte dos Mouros (Abrantes, Alferrarede) - PMO
220. Vale de Besteiros (Abrantes, Alferrarede) - VBE
221. Casal da Quebrada (Abrantes, S. Vicente) - CQU
222. Castelo de Abrantes (Abrantes, S. Vicente - CAB
223. Descampado (Abrantes, S. Vicente) - DE
224. Cabeço da Sobreira (Abrantes, S. Vicente) - CSO
225. Barca de Rio de Moinhos (Abrantes, S. Vicente) - BRM
226. Lopo/Casabel (Abrantes, S. João Batista) - LOP
227. Lixeira de Abrantes (Abrantes, S. Vicente) - LAB
228. Courela do Barroquinho (Abrantes, Rio de Moinhos) - CBA
229. Carrascal (Abrantes, Rio de Moinhos) - CAR
230. Pedreira (Abrantes, Rio de Moinhos) - PED
231. Quinta do Vale do Zebro (Abrantes, Rio de Moinhos) -QVZ
232. Quinta da Légua 2 (Abrantes, Rio de Moinhos) - QL2
233. Quinta da Légua 3 (Abrantes, Rio de Moinhos) - QL3
234. Lezíria (Abrantes, Alvega) - LEZ
235. Senhora da Guia 1 (Abrantes, Concavada) - SG1
236. Pego (Abrantes, Pego) - PEG
237. Quinta da Baeta (Abrantes, Rossio ao Sul do Tejo) - QB
238. Conheira da Bairrada (Tomar, Olalhas) - COB
anexo I
125
239. Chãs da Conheira (Tomar, S. Pedro de Tomar) - CCC
240. Conheiras (Tomar, S. Pedro de Tomar) - CONH
241. Casal da Ferrugenta 2 (Tomar, S. Pedro de Tomar) - CFER2
242. Vale da Neta (Tomar, S. Pedro de Tomar) - VN
243. Leiria (Tomar, S. Pedro de Tomar) - LEI
244. Chãs da Poldra 1 (Tomar, S. Pedro de Tomar) - CHP1
245. Chãs da Poldra 2 (Tomar, S. Pedro de Tomar) - CHP2
246. Vale das Barrocas (Tomar, S. Pedro de Tomar) - VBA
247. Cabeço da Perdida (Constância, Montalvo)- CPE
248. Terra Fria (Constância, Montalvo) - TF
249. Quinta da Gorda (Constância, Montalvo) - QG
250. Conheira da Quinta da Gorda (Constância, Montalvo) - CQG
251. Conheira de Sto. Antoninho (Constância, Constância) - CSAN
252. Capareira (Constância, Constância) - CAP
253. Vilar da Mó (Gavião, Belver) - VMO
254. Ribeiro da Areia (Gavião, Belver) - RA
255. Quinta do Ribeiro da Nata (Gavião, Belver) - QRN
256. Feiteira (Gavião, Belver) - FT
257. Lapa do Moniz (Gavião, Belver) - LM
258. Buraca da Lameira (Gavião, Belver) - BL
259. Gavião (Gavião, Gavião) - GV
260. Ribeira da Barrada (Gavião, Gavião) - RB
261. Barragem da Represa (Gavião, Gavião) - BR
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
126
N.0 001
CÓDIGO JB / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 16/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Janeiro de Baixo.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Janeiro de Baixo / FREGUE-
SIA: Janeiro de Baixo / CONCELHO: Pampilhosa da Serra / DISTRITO: Coimbra /
ACESSO: Na estrada Pampilhosa da Serra-Barragem de Sta. Luzia, corta-se na primeira
estrada à direita que vai terminar na povoação.
COORDENADAS UTM: 601,95/4433,8 / COTA (m): 320 / CARTA MILITAR: 254.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina de filão / EXPOSIÇÃO: Norte / PERÍODO
CRONOLÓGICO: Indeterminado / USO DO SOLO: Urbano / AMEAÇAS: Construção
civil.
DESCRIÇÃO Trata-se de um conjunto de galerias de minas que foram sendo detectadas
em Janeiro de Baixo, ao longo dos tempos. Numa delas foi achada uma moeda de ouro
de 1724, de D. João V, na posse do Sr. José Augusto dos Santos. Uma das entradas foi
entaipada com um muro de pedra para evitar acidentes. É visível perto da escola.
O mineral explorado seria o ouro, segundo a população local.
ESPÓLIO Moeda de ouro de 1724.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 1994, p. 55-56.
N.0 002
CÓDIGO CRED / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 24/02/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Cabeço do Redondo / ACHADOR: Carlos Batata e Filo-
mena Gaspar / DATA: 1994.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Lobatinhos / FREGUE-
SIA: Pampilhosa da Serra / CONCELHO: Pampilhosa da Serra / DISTRITO: Coimbra /
ACESSO: Nos Lobatinhos existe uma estrada de terra que passa o lado do povoado e se
dirige à margem do Zêzere.
COORDENADAS GAUSS: 218/338,1 / COTA (m): 390 / CARTA MILITAR: 266.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Povoado / ÁREA: 2500 m2 / EXPOSIÇÃO:
N-S-E-O / PERÍODO CRONOLÓGICO: Bronze Final / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de um cabeço circular, rodeado por serranias; tem vertentes muito
inclinadas, excepto a do lado norte que lhe facilita o acesso. A estação encontra-se muito
remexida, com grandes buracos, devido à crença da existência de tesouros no local.
ESPÓLIO Cerâmica manual com e sem decoração, fragmento de machado de anfibolite
e estruturas.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 1994, p. 36-41; Batata et al., 1999, p. 27 e 32-33.
N.0 003
CÓDIGO CSS / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 16/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Cova de S. Sebastião / ACHADOR: Carlos Batata / DATA:
2000.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Janeiro de Baixo / FRE-
GUESIA: Janeiro de Cima / CONCELHO: Fundão / DISTRITO: Castelo Branco /
anexo I
127
ACESSO: Na estrada Pampilhosa da Serra-Barragem de Sta. Luzia, corta-se na primeira
estrada à direita que vai dar à povoação. Aqui, corta-se em direcção a Janeiro de Cima, passa-
-se a ponte e corta-se na primeira estrada à direita e nesta, à direita por estrada de terra.
COORDENADAS UTM: 601,85/4434,25 / COTA (m): 325 / CARTA MILITAR: 254.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 1 ha / EXPOSIÇÃO:
Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma conheira de conhos pequenos, junto ao rio Zêzere, a que
está associada uma mina de filão que ainda se pode ver na barreira da frente de trabalho.
Podem ter sido daqui removidos cerca de 30 000 m3 de areia e cascalho. Existem canais
e uma barragem no Zêzere de onde viria a água para a conheira, facto que não pudemos
comprovar.
BIBLIOGRAFIA Inédito.
N.0 004
CÓDIGO MAL / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 04/01/2002.
IDENTIFICAÇÃO DOCUMENTAL: Mata de Álvaro.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Álvaro / FREGUESIA:
Álvaro / CONCELHO: Oleiros / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada Cruz
do Fundão-Álvaro, corta-se à esquerda para Frazumeira e nessa estrada na primeira
estrada de terra à direita que passa no local.
COORDENADAS UTM: 589,8/4422,9 / COTA (m): 640 / CARTA MILITAR: 265.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina de filão / EXPOSIÇÃO: Noroeste / PERÍODO
CRONOLÓGICO: Indeterminado.
DESCRIÇÃO Pimentel referia-se ao achamento destas moedas na Mata de Álvaro. Inqui-
rido o Sr. Alberto, da Corujeira, referiu-me que no Casal da Mata existiria uma mina
antiga mas que não sabia o local. As moedas poderão ser provenientes daí. Uma pros-
pecção efectuada na área não deu resultados concludentes.
ESPÓLIO Moedas romanas (século III d.C.).
BIBLIOGRAFIA Pimentel, 1881, p. 41.
N.0 005
CÓDIGO SS / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 13/11/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Sendinho da Senhora / ACHADOR: António Farinha /
DATA: 03/1949.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Sendinho da Senhora /
FREGUESIA: Amieira / CONCELHO: Oleiros / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO:
Na estrada Oleiros-Castelo Branco, corta-se à esquerda para Amieira e Sendinho da
Senhora e depois à esquerda até chegar à povoação.
COORDENADAS GAUSS: 218,5/333,8 / CARTA MILITAR: 266.
CARACTERIZAÇÃO CNS: 10493 / TIPO DE SÍTIO: Tesouro / PERÍODO CRONO-
LÓGICO: Romano.
DESCRIÇÃO Foram encontrados em 1949, pelo Sr. António Farinha, quando procedia
ao arroteamento de uma propriedade, cerca de 100 denários romanos, 79 dos quais do
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
128
período republicano. Guedes conseguiu estudar 76 moedas, datadas de 46/45 a. C. Não
foi possível apurar nada na aldeia. A pessoa mais idosa é surda-muda e os mais novos
apenas conhecem uma mina com 80 m de comprimento mas distante da aldeia. No
entanto, por cima da aldeia, passa uma estrada de sulcos semelhante a outras romanas
já observadas. O achado de um tesouro confere-lhe romanidade.
ESPÓLIO 100 denários.
BIBLIOGRAFIA Guedes, 1954, p. 199; Hipólito, 1961, p. 68-69; Alarcão, 1988a, p. 73;
Endovélico, 12/3/1997; Diogo e Neto, 2000, p. 6.
N.0 006
CÓDIGO CAPI / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 08/01/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Castro do Picoto / POPULAR: Picoto / DOCUMENTAL:
Serra do Muradal.
ACHADOR: António Batista Martins / DATA: 1990?
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Poeiros / FREGUESIA:
Sarnadas de S. Simão / CONCELHO: Oleiros / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO:
Na estrada EN 238 (Oleiros-Castelo Branco), a seguir ao cruzamento para Cova da Aze-
nha e Poeiros, existe uma estrada de terra batida, à direita, que vai dar à Serra do Mura-
dal e passa ao pé do povoado.
COORDENADAS UTM: 607,8/419,6 / COTA (m): 840 / CARTA MILITAR: 279.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Povoado Fortificado / ÁREA: 1,5 ha / EXPOSI-
ÇÃO: N-S-E-O / PERÍODO CRONOLÓGICO: II Idade do Ferro e Romano? / ESTADO
DE CONSERVAÇÃO: Bom / USO DO SOLO: Baldio / AMEAÇAS: Agentes climáticos.
DESCRIÇÃO Situa-se na ponta sul da Serra do Muradal; tem 3 alinhamentros pétreos
concêntricos, defendendo o acesso norte do povoado, já que dos outros é defendido por
grandes afloramentos quase verticais; as muralhas são constituídas por blocos médios
de quartzito, dispostos sem grande organização, sem qualquer ligante e têm cerca de
2 m de largura. O povoado é muito rochoso, com grandes afloramentos, sendo diminuto
o espaço para construção; nota-se que junto de grandes afloramentos verticais existem
estruturas pétreas de forma circular, oblonga e sub-rectangular. Na vertente sudoeste,
existe uma cavidade chamada “Buraca da Moura”, sem vestígios. Não foram encontra-
dos quaisquer materiais arqueológicos, na prospecção efectuada. Por volta de 1990, o
eng. civil António Batista Martins, morador na Rua da Venezuela, 29 esq., Lisboa, fez
um buraco no local e achou os materiais abaixo referidos que entregou no Departa-
mento de Arqueologia do IPPC. Foi António Marques de Faria que os entregou a Beleza
Moreira, tendo os mesmos sido depositados no Serviço Regional de Coimbra. A infor-
mação da sua existência foi cedida pelo IPA que visitou o local em 22/2/2000.
ESPÓLIO Três cossoiros, dois fragmentos de bordo de dolia e um fragmento de fundo de
dolium.
RELAÇÕES Fig. 33-7.
BIBLIOGRAFIA Inédito.
N.0 007
CÓDIGO ES / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 26/10/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Estreito.
anexo I
129
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Estreito / FREGUESIA:
Estreito / CONCELHO: Oleiros / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada
Oleiros-Castelo Branco.
COORDENADAS CARTA MILITAR: 266.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Tesouro e via / PERÍODO CRONOLÓGICO:
Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEA-
ÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Não foi possível verificar nada sobre o tesouro, mas o local está associado a
uma via reconhecível nos locais de S. Torcato (a este) e perto do cemitério do Estreito
(a oeste).
ESPÓLIO Moedas romanas da República (uma de 88 a.C.) e do Império.
BIBLIOGRAFIA Pimentel, 1881, p. 41.
N.0 008
CÓDIGO VRO / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 13/11/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Via Romana de Oleiros / ACHADOR: Carlos Batata /
DATA: 1998.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA Lugar mais próximo: Braçal / FREGUESIA: Olei-
ros / CONCELHO: Oleiros / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada Oleiros-Isna,
corta-se à direita por estrada de terra que dá acesso às antenas da Serra do Cabeço Raínho.
COORDENADAS UTM: 595,95/4415,35 / COTA (m): 960 / CARTA MILITAR: 278.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 99/1(160) / CNS: 13107 / TIPO DE SÍTIO: Via /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom / USO
DO SOLO: Baldio / AMEAÇAS: Agentes climáticos.
DESCRIÇÃO Na encosta virada para Oleiros, encontra-se um troço de estrada fóssil, com
profundos sulcos marcados no xisto, numa extensão de 2 km intermitentes que corres-
ponde à passagem de uma via romana, cujos troços se encontram atestados em outras
partes da serra. Depois desta área ter ardido, notou-se que eram vários os trilhos, parale-
los uns aos outros ou cruzando-se. O troço mais próximo da serra (perto do seu topo)
apresenta a particularidade de ter vários MM inscritos na rocha, no local onde existe um
fenómeno geológico constituído por “bolhas”. Este fenómeno deu origem a uma lenda
relacionada com a vila de Oleiros.
RELAÇÕES Fig. 32-26.
BIBLIOGRAFIA Gaspar et al., 1999, p. 5; Endovélico, 26/4/1999.
N.0 009
CÓDIGO PM / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 13/11/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Povoado Mineiro / ACHADOR: Carlos Batata / DATA: 1998.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Fernão Porco / FREGUE-
SIA: Oleiros / CONCELHO: Oleiros / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada
Relvas-Oleiros, corta-se à direita para o cimo da Serra do Cabeço Raínho, por estrada
alcatroada.No topo corta-se à esquerda por estrada de terra batida. As estruturas situam-
-se do lado direito da estrada, nas coordenadas indicadas. O acesso também se pode
fazer a partir da aldeia de Fernão Porco.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
130
COORDENADAS UTM: 594,65/4413,7 / COTA (m): 1042 / CARTA MILITAR: 278.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 99/1(160) / CNS: 13109 / TIPO DE SÍTIO: Povoado
Mineiro / ÁREA: 25 m2 / EXPOSIÇÃO: Oeste e Norte / PERÍODO CRONOLÓGICO:
Romano?, Medieval?, Contemp? / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO DO
SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Vegetação.
DESCRIÇÃO Do lado direito da estrada, numa assentada, encontram-se restos de estru-
turas feitas em xisto, que foram bastante danificadas pela construção de corta-fogos.
Seriam estruturas de apoio à mineração, podendo incluir habitações. Perto situa-se a
boca de uma mina de filão e entre os dois passava a via. Pimentel diz que a casa tinha
4 a 5 m de vão e defronte, e a cerca de 20 m tinha um fosso de 15 m de comprimento e
de 2,5 m de largura, tendo aí sido achadas uma picareta e uma enchada. Mário Saa refere
a existência de paredes velhas de povoação demolida. O fosso parece corresponder à
estrada romana que ali afundava no terreno, tendo cavado uma trincheira.
ESPÓLIO 1 picareta e 1 enchada (Pimentel, 1881).
BIBLIOGRAFIA Pimentel, 1881, p. 229 e 232; Saa, 1967, p. 166; Gaspar et al., 1999,
p. 4; Endovélico, 26/4/1999.
N.0 010
CÓDIGO EM / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 13/11/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Estrada Mineira / ACHADOR: Carlos Batata / DATA:
1998.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Fernão Porco / FREGUE-
SIA: Oleiros / CONCELHO: Oleiros / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada
Relvas-Oleiros, corta-se à direita para o cimo da Serra do Cabeço Raínho, por estrada
alcatroada; no topo, corta-se à esquerda por estrada de terra batida. A estrada mineira
situa-se do lado esquerdo da estrada, nas coordenadas indicadas.
COORDENADAS UTM: 594,2/4412,9 / COTA (m): 1060 / CARTA MILITAR: 278.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 99/1(160) / CNS: 13111 / TIPO DE SÍTIO: Via /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano/Medieval / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regu-
lar / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Agentes climáticos.
DESCRIÇÃO Perto do cabeço denominado Besteiras existe um troço de estrada de terra
batida, na vertente oeste da serra, cujo parapeito é constituído por pedras (xisto) da zona,
empilhadas sem qualquer elemento de ligação, de forma a nivelar a estrada que dá acesso
à mina. A mesma foi certamente assente sobre a antiga via romana que deveria passar
por aqui, a meia-encosta, pois o cabeço é muito inclinado.
BIBLIOGRAFIA Gaspar et al., 1999, p. 4; Endovélico, 26/4/1999.
N.0 011
CÓDIGO COM / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 13/11/2000.
IDENTIFICAÇÃO POPULAR: Cova da Moura.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Fernão Porco / FREGUE-
SIA: Oleiros / CONCELHO: Oleiros / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada
Relvas-Oleiros, corta-se à direita para o cimo da Serra do Cabeço Raínho, por estrada
alcatroada; no topo, corta-se à esquerda por estrada de terra batida. A mina situa-se do
anexo I
131
lado esquerdo da estrada, nas coordenadas indicadas. O acesso também se pode fazer a
partir da aldeia de Fernão Porco.
COORDENADAS UTM: 594,5/4413,7 / COTA (m): 1020 / CARTA MILITAR: 278.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 99/1(160) / CNS: 13110 / TIPO DE SÍTIO: Mina de
filão / EXPOSIÇÃO: Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano?/Medieval? /
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Agentes
climáticos.
DESCRIÇÃO Do lado esquerdo da estrada, encontra-se uma enorme cratera de uma
mina cuja entrada se encontra completamente entulhada e onde parece ter existido
exploração de ferro. O cone de dejecção e respectivo estéril (quartzo leitoso) encontra-se
espalhado pela encosta da serra. Foi aqui encontrada uma moeda por um morador do
Braçal, de que infelizmente se perdeu o rastro. Pimentel diz que ali foram encontradas
moedas romanas e “ornatos militares” de metal.
ESPÓLIO 1 moeda, moedas romanas? e ornatos militares?
BIBLIOGRAFIA Pimentel, 1881, p. 228-232; Gaspar et al., 1999, p. 4; Endovélico,
26/4/1999.
N.0 012
CÓDIGO VS /PROSPECÇÃO DE CAMPO: 26/10/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Vale do Souto / DOCUMENTAL: Lomba / ACHADOR:
José António da Silva / DATA: 06/2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Vale do Souto / FREGUE-
SIA: Mosteiro / CONCELHO: Oleiros / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na
estrada Sertã-Oleiros, corta-se à direita para o Vale do Souto. Na localidade, corta-se na
primeira rua à esquerda, situando-se o local por detrás da capela.
COORDENADAS GAUSS: 212,9/323,5 / COTA (m): 410 / CARTA MILITAR: 277.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 2000/1(710) / CNS: 15345 / TIPO DE SÍTIO: Casal
/ ÁREA: 500 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO
DE CONSERVAÇÃO: Bom / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO A inscrição foi achada em Junho de 2000, soterrada a 1 m de profundidade
quando se abria uma vala. Já anteriormente se tinham achado vários vasos cerâmicos
intactos de que só resta um exemplar. Por detrás da capela foram efectuadas escavações
arqueológicas. O sítio implanta-se numa zona de fraca pendente, mas o arranjo das hor-
tas em socalcos, colocou os vestígios a mais de 0,5 m de profundidade. O sítio está asso-
ciado a uma via que se dirige ao Mosteiro.
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: Dias Diogo / ANOS: 2000 / ÁREA ESCAVADA: 45 m2 /
PERÍODOS: Romano.
ESPÓLIO Imbrices, ara votiva, vaso para líquidos e lajeado, pedras diversas e potes cerâ-
micos.
RELAÇÕES Figs. 24-3 e 32-24.
BIBLIOGRAFIA Endovélico, 06/09/01; Diogo e Neto, 2000, p. 5-13.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
132
N.0 013
CÓDIGO MOS / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 08/09/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Mosteiro / ACHADOR: João Pimentel / DATA: 1881.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Mosteiro / FREGUESIA:
Mosteiro / CONCELHO: Oleiros / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada
Sertã-Oleiros, corta-se na última rua à esquerda no Mosteiro, indo dar à Igreja Matriz. A
estação fica situada em volta dela, estendendo-se para oriente, para dentro de uma proprie-
dade murada.
COORDENADAS GAUSS: 214,65/325,25 / COTA (m): 538 / CARTA MILITAR: 277.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Granja? / ÁREA: 3500 m2 / EXPOSIÇÃO: E-S-O /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano e Visigótico / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Urbano / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO Num vale ameno e com água, onde hoje assenta a povoação do Mosteiro,
ergue-se a Igreja Matriz, provavelmente reconstruída, de orientação este-oeste. Tem na
fachada uma inscrição em mármore, que parece ser romana, moldurada com colunas
laterais, estando completamente apagada ou a inscrição encontra-se na face oposta, den-
tro da parede. Há referência a uma inscrição paleocristã, transcrita correctamente pelo
Padre João Pimentel. Segundo ele, a inscrição foi achada na parede do cemitério em
frente para o adro da igreja do Mosteiro. Ainda sob a igreja e nos terrenos envolventes,
para nascente, observam-se muitos imbrices.
ESPÓLIO Inscrição paleo-cristã, provável inscrição romana e imbrices.
RELAÇÕES Fig. 32-27.
BIBLIOGRAFIA Pimentel, 1881, p. 286-292; Louro, 1982, p. 27; Diogo et al., 2000, p. 7.
N.0 014
CÓDIGO AF / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 13/11/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: N.a Sra. das Águas Feras / DOCUMENTAL: N.a Sra. das
Águas Férreas / ACHADOR: António Quinteira / DATA: 1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Pedrógão Pequeno / FRE-
GUESIA: Pedrógão Pequeno / CONCELHO: Sertã / DISTRITO: Castelo Branco /
ACESSO: Situa-se à entrada da povoação, sentido Sertã-Pedrógão Pequeno, logo a seguir
ao cemitério, do lado esquerdo da estrada.
COORDENADAS COTA (m): 374 / CARTA MILITAR: 277 / LATITUDE: 39054’06’’ /
LONGITUDE: 8007’34’’.
CARACTERIZAÇÃO CNS: 12903 / TIPO DE SÍTIO: Necrópole / EXPOSIÇÃO: Oeste /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano, Medieval / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau
/ USO DO SOLO: Urbano / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO Numa propriedade do Dr. Amadeu Marinha David Rodrigues existiam os
restos do altar-mor de uma capela que foram arrasados. No entulho resultante, foram
localizadas cerca de 30 estelas templárias e da Ordem de Cristo, cuja proveniência não
se sabe em concreto. No mesmo entulho existiam grandes silhares romanos. O local
apontado pela tradição não revelou quaisquer vestígios antigos. Uma das pedras de fun-
dação desta capela tinha uma data que apontava a sua construção para o século XVII.
Quinteira publicou cinco estelas discóides que o proprietário tinha guardado quando
deitou as paredes da capela abaixo.
anexo I
133
ESPÓLIO 30 estelas templárias e de Cristo, duas mós manuais e vários silhares com
buraco de forfex.
BIBLIOGRAFIA Quinteira, 1985, p. 3-6; Batata, 1995d, p. 7; Batata, 1995e, p. 7; Batata,
1998, p. 82-85; Endovélico, 4/6/1999.
N.0 015
CÓDIGO NSC / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 03/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Nossa Senhora da Confiança / ACHADOR: Carlos Batata
e Filomena Gaspar / DATA: 1996.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Pedrógão Pequeno / FRE-
GUESIA: Pedrógão Pequeno / CONCELHO: Sertã / DISTRITO: Castelo Branco /
ACESSO: Na estrada Pedrógão Pequeno-Barragem do Cabril, corta-se à direita e ao che-
gar ao cruzamento corta-se à esquerda.
COORDENADAS UTM: 574,3/4418,3 / COTA (m): 407 / CARTA MILITAR: 277.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 98/1(569) / CNS: 12570 / TIPO DE SÍTIO:
Povoado Fortificado / ÁREA: 5 ha / EXPOSIÇÃO: N-E-S-O / PERÍODO CRONOLÓ-
GICO: Bronze Final e I Idade do Ferro / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO DO
SOLO: Religioso / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO Trata-se de um imenso cabeço de fácil acesso pelas vertentes sul, norte e
este, sendo a vertente oeste naturalmente defendida por ravinas; está implantado numa
bolsa de granitos que abrange a área de Pedrógão Pequeno e Pedrógão Grande. É um
grande povoado rodeado por uma muralha que as escavações revelaram ter 6/7 m de lar-
gura. A maior parte da área escavada foi sobre a muralha, sendo 12 m2 respeitantes a
uma área dentro do povoado (lado sul), onde foi detectada uma estrutura circular, par-
cialmente escavada, com restos de actividade metalúrgica. A construção, no lado norte,
de uma pousada, destruiu parte da muralha. Segundo informou o proprietário acharam-
-se vários potes (necrópole?), não se sabendo se dentro, se fora da muralha. Inclui-se
aqui a inscrição do Roqueiro, lugar que se situa perto do castro. Farinha transcreveu um
excerto das “Memorias Paroquiaes” onde se referia a existência de uma muralha e
Almeida refere a existência de uma fortaleza medieval que as escavações arqueológicas
não confirmaram.
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: Carlos Batata / ANOS: 1998 e 1999 / ÁREA ESCAVADA:
154 m2 / PERÍODOS: Bronze Final e I Idade do Ferro.
ESPÓLIO Cerâmica manual comum, cerâmica manual brunida, muralha, estrutura cir-
cular, cerca de dez percutores de quartzo leitoso, um fragmento de machado de anfibo-
lite, duas mós em sela, uma mó cavada, um fragmento de punhal de rebites, um pingo
de fundição em bronze ou cobre, um pingo de fundição em estanho?, um pedaço de cas-
siterite? e várias lâminas de sílex.
RELAÇÕES Figs. 7-1, 16-1 e 32-23.
BIBLIOGRAFIA Leal, 1875, p. 539; Farinha, 1930, p. 41; Almeida, 1946, p. 485; Encarna-
ção, 1975, p. 240-243; Costa, 1981; Alarcão, 1988a, p. 73; Marques, 1988, p. 58-68; Batata,
1995, p. 3; Batata et al., 1995e; Batata et al., 1995f, p. 7; Batata, 1997e, p. 165-166; Batata,
1998, p. 22-25; Batata, 1999; Batata, 2000; Endovélico 18/5/1999; Batata et al., 1999,
p. 27 e 31-33; Batata et al., 2000b, p. 681-684.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
134
N.0 016
CÓDIGO CPP / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 03/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Calçada de Pedrógão Pequeno / ACHADOR: Carlos
Batata / DATA: 1997.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Pedrógão Pequeno / FRE-
GUESIA: Pedrógão Pequeno / CONCELHO: Sertã / DISTRITO: Castelo Branco /
ACESSO: Situa-se logo a seguir ao cemitério de Pedrógão Pequeno, à direita, e atravessa
a ribeira de Porteleiros.
COORDENADAS CARTA MILITAR: 277 / LATITUDE: 39054’06’’ / LONGITUDE:
8007’30’’.
CARACTERIZAÇÃO CNS: 12902 / TIPO DE SÍTIO: Via / PERÍODO CRONOLÓGICO:
Romano? / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom / USO DO SOLO: Fluvial / AMEAÇAS:
Erosão fluvial.
DESCRIÇÃO Trata-se de um troço de calçada provavelmente romana que atravessa a
referida ribeira. Não deve tratar-se de um troço da via principal, pois esta passaria um
pouco mais a sul, em direcção à Ponte Romana do Cabril, mas sim um ramal de acesso
ao castro de N.a Sra. da Confiança.
BIBLIOGRAFIA Batata, 1998, p. 54; Endovélico, 4/6/1999.
N.0 017
CÓDIGO PRC / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 13/11/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Ponte Romana do Cabril.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Pedrógão Pequeno e
Pedrógão Grande / FREGUESIA: Pedrógão Pequeno e Pedrógão Grande / CONCELHO:
Sertã e Pedrógão Grande / DISTRITO: Castelo Branco e Leiria / ACESSO: Situa-se entre
as vilas de Pedrógão Pequeno e Pedrógão Grande, sobre o rio Zêzere e 50 m a sul da
Ponte Filipina.
COORDENADAS UTM: 573,65/4417,75 / CARTA MILITAR: 276.
CARACTERIZAÇÃO CNS:12900 / TIPO DE SÍTIO: Ponte / PERÍODO CRONOLÓGICO:
Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Fluvial / AMEAÇAS:
Agentes climáticos.
DESCRIÇÃO A cerca de 7 m de profundidade da linha de água da albufeira da Barragem
da Bouçã, existem em ambas as margens restos de uma ponte plana construída com
silhares de granito. As únicas fotografias que existem foram tiradas em 1985, quando a
Barragem da Bouçã foi esvaziada. Costa Santos mostra fotografias dos arranques da
ponte em ambas as margens. Já antes Pimentel havia referido os pegões da ponte romana
e que a passagem por cima dela era de madeira; conta a lenda da ponte e da estrada
estreita que lhe dava acesso e a nova estrada de curvas feita em 1860, a tiros de pólvora.
Também Farinha dá a conhecer um documento do século XV que fala nesta ponte.
RELAÇÕES Fig. 35-15.
BIBLIOGRAFIA Pimentel, 1881, p. 258-259; Farinha, 1930, p. 143; Costa, 1985, p. 29- 30;
Batata, 1998, p. 52-53; Endovélico, 4/6/1999.
anexo I
135
N.0 018
CÓDIGO FE / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 03/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Fechadura / ACHADOR: Carlos Batata / DATA: 1996.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Figueiredo / FREGUE-
SIA: Figueiredo / CONCELHO: Sertã / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: No cru-
zamento imediatamente anterior ao Figueiredo, corta-se à direita em direcção à Santi-
nha. Junto das alminhas, logo no cimo da ladeira, corta-se à esquerda por estrada de
terra batida que sobe a serra. No topo corta-se à esquerda. As insculturas situam-se do
lado esquerdo da estrada, nos afloramentos rochosos.
COORDENADAS UTM: 588,1/4411,8 / COTA (m): 780 / CARTA MILITAR: 277.
CARACTERIZAÇÃO CNS: 12759 / TIPO DE SÍTIO: Arte Rupestre / ÁREA: 6 m2 / EXPO-
SIÇÃO: Noroeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Idades do Bronze e Ferro / ESTADO
DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Lage em xisto, virada a noroeste, com gravuras em picotado e incisão, for-
mando escutiformes, pentagramas, caracteres pré-alfabetiformes e latinos, ponteados,
setas, pontas de seta, quadrados, rectângulos, vulvas, suástica e vários signos de Salo-
mão. No topo da serra passa uma via.
RELAÇÕES Figs. 29 e 34-8.
BIBLIOGRAFIA Batata, 1997a, p. 167; Batata, 1998, p. 18-19; Batata et al., 1999, p. 27;
Endovélico 30/3/1999; Batata et al., 2000c, p. 578.
N.0 019
CÓDIGO CDC / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 04/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Castanheira / ACHADOR: Mário Saa / DATA: 1960.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Castanheira de Cima /
FREGUESIA: Ermida / CONCELHO: Sertã / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na
estrada Castanheira Cimeira-Perna do Galego, do lado direito, na parede de um chão.
COORDENADAS UTM: 590,2/4408,5 / COTA (m): 570 / CARTA MILITAR: 290.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 19/1(160) / CNS: 12896 / TIPO DE SÍTIO: Inscri-
ção / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom.
DESCRIÇÃO Estela funerária encontrada a formar o muro de um lameiro existente na
borda da estrada Castanheira de Cima-Perna do Galego. Desconhece-se de onde terá vindo.
O lameiro encontra-se à borda de uma antiga via que passaria na área. Segundo a popula-
ção existiam aí profundos sulcos dos carros. Encontra-se no Museu do Clube da Sertã.
ESPÓLIO Inscrição funerária (primeira metade do século I d.C.).
RELAÇÕES Fig. 32-22.
BIBLIOGRAFIA Saa, 1960, p. 282; Encarnação et al., 1982a, p. 132-133; Batata, 1995f,
p. 21-22; Batata, 1997d, p. 163 e 167; Batata, 1998, p. 38-41; Batata et al., 1999, p. 27;
Endovélico 26/4/1999.
N.0 020
CÓDIGO FRI / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 04/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO POPULAR: Fonte das Rimas.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
136
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Relvas / FREGUESIA:
Ermida / CONCELHO: Sertã / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada Rel-
vas-Oleiros, corta-se à direita por estrada alcatroada que vai para o cimo da Serra do
Cabeço Raínho, e depois, corta-se à direita por estrada de terra batida. Corta-se à direita
por carreiro, passa-se os castanheiros e avança-se para os afloramentos junto do ribeiro.
COORDENADAS UTM: 591/4411,55 / COTA (m): 930 / CARTA MILITAR: 290.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 99/1(160) / CNS: 13108 / TIPO DE SÍTIO: Arte Rupes-
tre / EXPOSIÇÃO: Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Idade do Bronze e Idade do Ferro
/ ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom / USO DO SOLO: Baldio / AMEAÇAS: Vegetação.
DESCRIÇÃO Disseminadas nos afloramentos que se situam em frente da nascente, exis-
tem alguns motivos gravados pela técnica da picotagem, semelhantes aos da Lajeira (021),
dos quais não distam muito. Como na estação referida, passa uma via no topo da serra.
BIBLIOGRAFIA Gaspar et al., 1999, p. 4; Endovélico 26/4/1999; Batata et al., 2000c,
p. 577-578.
N.0 021
CÓDIGO LA / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 04/12/2000
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE:Lajeira
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Relvas / FREGUESIA:
Ermida / CONCELHO: Sertã / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada
Relvas-Oleiros, corta-se à direita por estrada alcatroada que vai para o cimo da Serra do
Cabeço Raínho, e depois, corta-se à direita por estrada de terra batida.
COORDENADAS UTM: 589,9/4411 / COTA (m): 830 / CARTA MILITAR: 289.
CARACTERIZAÇÃO CNS: 12750 / TIPO DE SÍTIO: Arte Rupestre / ÁREA: 12 m2 / EXPO-
SIÇÃO: Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Idade do Bronze e Idade do Ferro / ESTADO
DE CONSERVAÇÃO: Bom / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Lage em xisto, voltada a oeste, na propriedade da Sra. Júlia Gaspar Martins,
onde se encontram gravados por percussão, meandriformes, serpentiformes, espirais
labirínticas, círculos, pontos alinhados e possíveis antropomorfos, executados através da
técnica da picoptagem. Encontram-se paralelos na arte inscultórica do Vale do Tejo e na
Fonte das Rimas (020). No topo da serra passa uma via.
RELAÇÕES Fig. 34-9.
BIBLIOGRAFIA Batata, 1997a, p. 167; Batata, 1998, p. 20-21; Batata et al., 1999, p. 27;
Endovélico 30/3/1999; Batata et al., 2000c, p. 577.
N.0 022
CÓDIGO TFR / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 03/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Troço Fóssil de Estrada / ACHADOR: Carlos Batata /
DATA: 1996.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Castanheira Cimeira /
FREGUESIA: Ermida / CONCELHO: Sertã / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na
estrada Relvas-Oleiros, corta-se à direita para o cimo da Serra do Cabeço Raínho, por
estrada alcatroada; no topo corta-se à esquerda por estrada de terra batida. O troço fóssil
situa-se do lado direito da estrada.
anexo I
137
COORDENADAS UTM: 592,7/4412,15 / COTA (m): 1050 / CARTA MILITAR: 278.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 99/1(160) / CNS: 13113 / TIPO DE SÍTIO: Via /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom / USO
DO SOLO: Baldio / AMEAÇAS: Parque eólico.
DESCRIÇÃO No viso da serra encontra-se um pequeno troço de estrada romana, com os
sulcos dos rodados bem marcados que escapou à destruição pelos corta-fogos que foram
abertos no cimo da serra. A sua passagem pelo cimo da Serra está atestada por um docu-
mento medieval do século XII, passando no local apontado na estação n.0 008.
RELAÇÕES Fig. 34-12.
BIBLIOGRAFIA Gaspar et al., 1999, p. 3; Endovélico 26/4/1999.
N.0 023
CÓDIGO CS / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 13/11/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Castelo da Sertã / ACHADOR: Miguel Leitão de Andrada
/ DATA: 1629.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Sertã / FREGUESIA:
Sertã / CONCELHO: Sertã / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Situa-se no centro
histórico da Sertã.
COORDENADAS UTM: 577,3/4406,7 / COTA (m): 262 / CARTA MILITAR: 289.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 90/1(192) / CNS: 7053 / TIPO DE SÍTIO: Castelo /
ÁREA: 1 ha / EXPOSIÇÃO: N-S-E-O / PERÍODO CRONOLÓGICO: Medieval islâmico,
Medieval Cristão, Época Moderna / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO DO
SOLO: Urbano / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO Situa-se num monte elevado, entre as ribeiras do Amioso e Sertã. Do
castelo propriamente dito restava, até há pouco tempo, a porta de entrada, dois peda-
ços de pano de muralha e a capela medieval, transformada no século XVII, como o
demonstraram as escavações. A revelação mais importante das escavações foi, sem
dúvida, a caracterização da primeira ocupação do castelo de Época Omíada. Foi locali-
zada uma área de cozinha com grande quantidade de cerâmica comum, alguma pin-
tada, grande quantidade de escória de ferro e uma fundição. Não foram encontrados
materiais de épocas anteriores, à excepção de um fragmento de tégula que não prova
a ocupação do morro por parte destes. A sua excelente posição está à beira de uma via
e cruzamento de vias. Foi Andrada o primeiro a dar conhecimento da lenda de Celinda
ligada ao castelo.
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: Carlos Batata / ANOS: 1995-97 / ÁREA ESCAVADA: 154 m2
/ PERÍODOS: Medieval islâmico, Medieval Cristão, Época Moderna.
ESPÓLIO Um fragmento de tégula, cerâmica comum e pintada muçulmana, escória de
ferro, forno de fundição, moedas medievais e de Época Moderna e telhas curvas.
BIBLIOGRAFIA Andrada, 1629, p. 445-449; Batata, 1997d, p. 8; Batata, 1998, p. 58-81;
Endovélico, 22/11/1999.
N.0 024
CÓDIGO MV / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 13/11/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Mata Velha / ACHADOR: Carlos Batata / DATA: 1996.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
138
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Sertã / FREGUESIA:
Sertã / CONCELHO: Sertã / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Urbanização da
Mata Velha, Rua Eduardo Barata da Silva.
COORDENADAS UTM: 577,7/4406,4 / COTA (m): 236 / CARTA MILITAR: 289.
CARACTERIZAÇÃO CNS: 12897 / TIPO DE SÍTIO: Mansio? / ÁREA: 1000 m2 / EXPO-
SIÇÃO: Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Mau / USO DO SOLO: Urbano / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO O sítio implanta-se numa área plana, razoavelmente irrigada e com bons
solos agrícolas. As escavações arqueológicas de emergência realizadas tinham como
objectivo verificar os vestígios da época romana que foram detectados a 19 de Dezembro
de 1996, aquando da abertura dos caboucos para a vivenda do Sr. Alberto Matias Lopes.
Apareceu o lastro de um muro absidal, mas dada a exiguidade da escavação, não se pôde
verificar a sua continuação. Cerca de 30 m a leste apareceram materiais associados pro-
vavelmente a um forno. A 50 m a sul, no jardim da vivenda do Prof. Pires Gestosa,
podem observar-se cerca de dez tambores de coluna em granito, um capitel e materiais
de construção romana.Aquando da construção da vivenda apareceram outros objectos e
existem ainda tambores de coluna enterrados no jardim. Costa referiu pela primeira vez
os tambores de coluna e o capitel, não os tendo ligado ao período romano.
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: Carlos Batata / ANOS: 1997 / ÁREA ESCAVADA: 12 m2 /
PERÍODOS: Romano.
ESPÓLIO Pulseira de bronze, moedas, tambores de coluna em granito, capitel em gra-
nito com 2 toros, tégulas, imbrices, tijolos grosseiros e derretidos (forno), cerâmica
comum e 1 tacha de ferro.
RELAÇÕES Fig. 35-18.
BIBLIOGRAFIA Costa, 1981; Alarcão, 1988a, p. 76; Batata, 1997g; A Comarca da Sertã,
1997a, p. 6; Batata, 1998, p. 42-47; Endovélico, 4/5/1999.
N.0 025
CÓDIGO AB / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 12/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Abegoaria / ACHADOR: Tavares Proença Júnior / DATA:
1910.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Sertã / FREGUESIA:
Sertã / CONCELHO: Sertã / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na saída da Sertã
para Castelo Branco, do lado direito, onde está uma nova urbanização de vivendas.
COORDENADAS UTM: 578/4405,8 / COTA (m): 250 / CARTA MILITAR: 289.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 100 m2 / EXPOSIÇÃO: Norte /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Calcolítico e Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Mau / USO DO SOLO: Urbano / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena colina, junto da via que se dirigia a Castelo Branco
ou à Idanha. Encontra-se uma pequena dispersão de imbrices mas não se encontra sinal
da existência das antas que Tavares Proença Júnior referenciou.
ESPÓLIO Imbrices e moeda romana.
BIBLIOGRAFIA Júnior, 1910, p. 5, 18; Alarcão, 1988a, p. 76; Batata, 1997e, p. 163-164;
Batata, 1998, p. 11.
anexo I
139
N.0 026
CÓDIGO CVE / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 12/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO DOCUMENTAL: Castelo Velho / ACHADOR: Tavares Proença Júnior
/ DATA: 1910.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Castelo Velho / FREGUE-
SIA: Sertã / CONCELHO: Sertã / DISTRITO: Castelo Branco.
DESCRIÇÃO No local referido por Tavares Proença Júnior não se encontrou nenhum
povoado nem é do conhecimento da população a existência de algum sítio lendário.
O facto de o autor indicar a venda de um bracelete de bronze em Castelo Branco faz-me
pensar que ele se está a referir ao Castelo Velho, no concelho de Castelo Branco.
ESPÓLIO Moedas, sepulturas, nove machados de pedra polida e um bracelete de bronze.
BIBLIOGRAFIA Júnior, 1910, p. 5 e 18; Almeida, 1945, p. 485; Batata, 1995f, p. 26; Batata,
1997e, p. 164; Batata, 1998, p. 15.
N.0 027
CÓDIGO SR / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 08/09/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Senhora dos Remédios / ACHADOR: Carlos Batata /
DATA: 1998.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Senhora dos Remédios /
FREGUESIA: Sertã / CONCELHO: Sertã / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO:
Na estrada Sertã-IC 8, para oriente, corta-se na última estrada à direita.
COORDENADAS UTM: 578,7/4406,25 / COTA (m): 293 / CARTA MILITAR: 289.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Granja? / ÁREA: 0,5 ha / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano e Visigótico / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Mau / USO DO SOLO: Urbano / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO Em volta da igreja medieval, e nos terrenos para sul, encontram-se muitos
imbrices. A capela tem várias lendas associadas e grande tradição medieval, pois docu-
mentos dessa altura referem que era aqui que Nuno Álvares Pereira vinha rezar. Uma
pilastra visigótica que se encontra no museu do Clube da Sertã poderá ser originária
deste local. O local já sofreu grandes destruições (construção do Salão Paroquial), onde
a bibliografia coloca grandes arcos que foram arrasados. Também os arranjos do arraial
têm contribuído para a sua destruição.
ESPÓLIO Imbrices.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 028
CÓDIGO SMM / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 04/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Castro de Santa Maria Madalena / POPULAR: Serra da
Santa, São Macário / ACHADOR: Carlos Batata, Filomena Gaspar e Paulo Arsénio /
DATA: 1994.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Casal da Madalena / FRE-
GUESIA: Cernache do Bonjardim / CONCELHO: Sertã / DISTRITO: Castelo Branco
ACESSO: Na estrada Sertã-Ferreira do Zêzere, depois de Cernache do Bonjardim, corta-
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
140
-se à direita onde se indica Miradouro e passado 1 km corta-se à esquerda, subindo para
a capela.
COORDENADAS UTM: 566,3/440,5 / COTA (m): 486 / CARTA MILITAR: 288.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 97/1(110) / CNS: 11456 / TIPO DE SÍTIO: Povoado
Fortificado / ÁREA: 1,5 ha / EXPOSIÇÃO: N-E-S-O / PERÍODO CRONOLÓGICO:
Bronze Final, Idade do Ferro e Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO
DO SOLO: Religioso / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO Povoado cercado com, pelo menos, uma muralha, à qual não é possível
ainda atribuir datação. Pelos materiais encontrados, foi ocupado desde o Bronze Final/
I Idade do Ferro, passando pela II Idade do Ferro e possivelmente durante a Época
Romana. Foram detectadas diversas estruturas habitacionais. Do lado sul, cortadas pela
estrada de terra que circunda o monte, vêem-se estruturas de planta rectangular, local
onde apareceram os materiais da II Idade do Ferro. Durante as escavações foi escavada
uma área de 8 m2 com um derrube de imbrices e sem qualquer estrutura de suporte no
Sector A (encosta norte), cuja atribuição cronológica permanece imprecisa. No Sector B
(do mesmo lado), apareceu uma estrutura de forma elíptica, junto ao afloramento rela-
cionada com materiais do Bronze Final. João Miguel noticiou o aparecimento de “jóias”
e moedas no topo do povoado quando construiram a capela de Sta. Maria Madalena nos
inícios do século XX.
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: Carlos Batata / ANOS: 1997 / ÁREA ESCAVADA: 4 m2 /
PERÍODOS: Bronze Final e Idade do Ferro.
ESPÓLIO Cerâmica manual, cerâmica torneada, furador em bronze, moedas (?), jóias (?),
tijoleiras e imbrices.
RELAÇÕES Figs. 7-2, 18-1 e 19-1.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 1995a, p. 8; Batata et al., 1995e, p. 12-14; Batata et al., 1995f,
p. 7; Miguel, 1995; Batata, 1997b, p. 11; Batata, 1997e, p. 164-165; Batata, 1997f; Jornal
“A Comarca..”, 1997, p. 6; Batata, 1998, p. 25-35; Batata et al., 1999, p. 27 e 31; Endové-
lico 19/571999; Batata et al., 2000a, p. 678-681.
N.0 029
CÓDIGO CVM / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 04/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira da Várzea do Pedro Mouro / ACHADOR: Car-
los Batata / DATA: 1996.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Várzea do Pedro Mouro /
FREGUESIA: Cernache do Bonjardim / CONCELHO: Sertã / DISTRITO: Castelo Branco
/ ACESSO: Situa-se no interior da povoação, junto à margem esquerda do rio Zêzere.
COORDENADAS UTM: 560,9/4406,4 / COTA (m): 130 / CARTA MILITAR: 288.
CARACTERIZAÇÃO CNS: 12906 / TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 1 ha /
EXPOSIÇÃO: Sul e Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE
CONSERVAÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Fluvial / AMEAÇAS: Agentes climáticos.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma conheira que se encontra quase totalmente coberta pelas
águas da Albufeira do Castelo de Bode, restando apenas alguns montes de conhos. Um
pouco mais a norte ainda existe um troço da vala escavada na rocha que conduzia a água
para a exploração. Deveria ser captada na Ribeira da Cerdeira e teria alguns quilómetros de
extensão. Segundo alguns moradores, foram achadas perto da conheira potes com areia
negra no interior a que se perdeu o rasto. Poderão ter sido explorados cerca de 20 0003.
anexo I
141
ESPÓLIO Potes de cerâmica.
BIBLIOGRAFIA Batata, 1996, p. 6; Batata, 1998, p. 88; Endovélico 31/3/1999.
N.0 030
CÓDIGO CAL / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 04/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira do Almegue / ACHADOR: Carlos Batata /
DATA: 1996.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Almegue / FREGUESIA:
Cernache do Bonjardim / CONCELHO: Sertã / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO:
Situa-se na curva do rio Zêzere, na margem esquerda, onde se situa o Aldeamento do
Almegue.
COORDENADAS UTM: 562,1-4/4410,3-7 / COTA (m): 142 / CARTA MILITAR: 288.
CARACTERIZAÇÃO CNS: 12907 / TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 4 ha /
EXPOSIÇÃO: Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CON-
SERVAÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Urbanização.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma antiga exploração aluvionar de ouro. Nota-se ainda a frente
de trabalho, formando um talude com cerca de 8 m de altura. O microtopónimo Lagoa
indica que ali devia existir uma represa para as águas utilizadas na exploração. Poderão
ter sido lavados cerca de 300 000 m3 de areia e cascalho.
BIBLIOGRAFIA Batata, 1996, p. 6; Batata, 1998, p. 89; Endovélico 20/5/1999.
N.0 031
CÓDIGO COS / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 04/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira do Sambado / ACHADOR: Carlos Batata /
DATA: 1996.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Sambado / FREGUESIA:
Cernache do Bonjardim / CONCELHO: Sertã / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO:
Situa-se um pouco a norte da povoação, na margem esquerda do rio Zêzere, junto à foz
do Ribeiro Grande.
COORDENADAS UTM: 562,3-4/4409,3-6 / COTA (m): 160 / CARTA MILITAR: 288.
CARACTERIZAÇÃO CNS: 12905 / TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 2 ha /
EXPOSIÇÃO: Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CON-
SERVAÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Fluvial / AMEAÇAS: Agentes climáticos.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma conheira de exploração de ouro aluvionar, que se encontra
na maior parte do ano coberta pelas águas da Albufeira do Castelo de Bode. Reconhece-
-se o talude da frente de trabalho e os montes de conhos. Estes apresentam quadrados
feitos com seixos que não sabemos se seriam contornos de cabanas de madeira da altura
da exploração ou se representam actividades lúdicas da actualidade. Poderão ter sido
removidos cerca de 50 000 m3 de areia e cascalho.
BIBLIOGRAFIA Batata, 1996, p. 6; Batata, 1998, p. 86-87; Endovélico 31/3/1999.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
142
N.0 032
CÓDIGO CDOR / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 16/08/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira de Dornes / ACHADOR: Carlos Batata / DATA:
2000.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Dornes / FREGUESIA:
Cernache do Bonjardim / CONCELHO: Sertã / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO:
Acessível de barco a partir de Dornes.
COORDENADAS UTM: 562,4/4403,2 / COTA (m): 110 / CARTA MILITAR: 288.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 1 ha / EXPOSIÇÃO:
Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Fuvial / AMEAÇAS: Erosão fluvial.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena conheira situada em frente ao Castro de Dornes,
só visível em época de prolongada estiagem. Poderão ter sido minerados cerca de
20 000 m3 de areia e cascalho.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 033
CÓDIGO LO / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 03/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Longra / ACHADOR: Câmara Municipal da Sertã /
DATA: 1983.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Marmeleiro / FREGUE-
SIA: Marmeleiro / CONCELHO: Sertã / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na
estrada Sto. António do Marmeleiro-Vales da Longra, corta-se por estrada de terra que
sobe para a serra e passa perto dos vestígios. A referência é uma plantação de eucaliptos,
50 m a sul das ruínas.
COORDENADAS UTM: 581,4/4402,8 / COTA (m): 480 / CARTA MILITAR: 289.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 83/1(124) / CNS: 5243 / TIPO DE SÍTIO: Mutatio? /
ÁREA: 500 m2 / EXPOSIÇÃO: Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO
DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Numa encosta suave xistosa, junto de caminhos de rodados (via), no meio
do denso matagal, são ainda visíveis muros ortogonais de uma construção romana ou
tardo-romana. São provavelmente os “paradineiros veteres” referidos em documento
medieval do século XII (Doação da Azafa (Vila Velha do Ródão). A descrição feita no
Endovélico diz respeito a uma aldeia abandonada e não a este local.
ESPÓLIO Imbrices, dolia, cerâmica comum e pedras de alicerces.
BIBLIOGRAFIA Saa, 1967, p. 158; Batata, 1995a; Batata, 1998, p. 49; Endovélico 4/6/1999.
N.0 034
CÓDIGO PTC / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 03/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Ponte dos Três Concelhos / DOCUMENTAL: Ponte da
Isna.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Sambale e Portela dos
Colos / FREGUESIA: Marmeleiro e S. João do Peso / CONCELHO: Sertã, Vila de Rei e
anexo I
143
Mação / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Situa-se na ribeira da Isna, entre as
povoações de Sambale (Sertã) e Portela dos Colos (Vila de Rei).
COORDENADAS UTM: 581,1/4399,1 / CARTA MILITAR: 301.
CARACTERIZAÇÃO PROTECÇÃO LEGAL: IIP, Dec. 29/90 de 17/7 / CNS: 12899 /
TIPO DE SÍTIO: Ponte / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CON-
SERVAÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Fluvial / AMEAÇAS: Erosão fluvial.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma ponte de três arcos em pedra (granito), que faz extrema
entre os concelhos de Vila de Rei, Mação e Sertã. O arco central encontra-se abatido.
Trata-se de uma ponte onde se nota que a construção original era em silhares de granito
de tamanho médio. Sofreu várias reconstruções ao longo dos séculos. Já existia no século
XII, conforme documentos da época. Esteve em uso até aos anos 60 do século XX. Louro
referiu que por volta de 1919 uma cheia levou o arco principal. Junto da ponte ainda exis-
tia (1939) um marco com a cruz da Ordem do Hospital. Antes da ponte (lado de Cardi-
gos), existia uma calçada. Foi esse lajeamento que Mário Saa viu na subida para a Portela
dos Colos.
RELAÇÕES Figs. 35-16 e 17.
BIBLIOGRAFIA Louro, 1939, p. 17-18; Saa, 1967, p. 163-164; Pereira, 1970, p. 379-381;
Alarcão, 1988a, p. 76; Batata, 1998, p. 50-51; Endovélico 4/6/1999; Dgmn 18/4/2000.
N.0 035
CÓDIGO CTR / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 16/08/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira do Trísio / ACHADOR: Carlos Batata / DATA:
1994.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Trísio / FREGUESIA:
Palhais / CONCELHO: Sertã / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada Vila de
Rei-Sertã, corta-se à esquerda para Centro Náutico do Trísio. À saída do Trísio corta-se
por estrada de terra à esquerda que vai dar à conheira.
COORDENADAS UTM: 566,9/4398,4 / COTA (m): 160 / CARTA MILITAR: 300.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 7500 m2 / EXPOSI-
ÇÃO: Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena conheira de onde poderão ter sido minerados
cerca de 37 500 m3 de areia e cascalho. A estação arqueológica mais próxima é o Cerro
do Castelo, situado em frente, no alto do cabeço.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 036
CÓDIGO MIL / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 13/11/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Nossa Senhora dos Milagres / POPULAR: Castelo Velho
/ ACHADOR: Miguel Leitão de Andrada / DATA: 1629.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Pedrógão Grande / FRE-
GUESIA: Pedrógão Grande / CONCELHO: Pedrógão Grande / DISTRITO: Leiria /
ACESSO: Na estrada Pedrógão Grande-Barragem do Cabril, corta-se à direita para o
Matadouro; o castro fica depois da ponte sobre o IC8.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
144
COORDENADAS UTM: 573,4/4417,75 / COTA (m): 382 / CARTA MILITAR: 270.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 84/1(130) / CNS: 3863 / TIPO DE SÍTIO: Povoado
Fortificado / ÁREA: 2 ha / EXPOSIÇÃO: S-O-N / PERÍODO CRONOLÓGICO: Bronze
Final, Idade do Ferro e Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO DO
SOLO: Urbano / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO Monte cónico, com vertente muito inclinada a leste (sobre o Zêzere) e mui-
tas rochas de granito do lado sul e oeste. As escavações realizadas detectaram uma mura-
lha larga (mais de 6 m), coroando o monte a meia encosta. Por onde ela passa, era pos-
sível utilizar todas as vertentes para instalar habitações. Parece existir uma outra muralha
mais abaixo que fecharia o acesso pelo lado norte, já que dos outros lados se encontra
naturalmente defendido. As escavações arqueológicas revelaram, para além de ocupação
do Bronze Final e I Idade do Ferro, algumas cerâmicas inseríveis na II Idade do Ferro e
fragmentos de imbrices e sigillata. Foi documentada a ocupação do Bronze Final, abaixo
desta muralha, na segunda plataforma. Foi documentado o comércio fenício até estas
paragens, através de meia conta de colar em vidro semelhante a outras encontradas em
necrópoles ou povoados fenícios do sul de Portugal.
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: José Costa Santos e Carlos Batata / ANOS: 2000/2001 /
ÁREA ESCAVADA: 48 m2 / PERÍODOS: Bronze Final e I Idade do Ferro.
ESPÓLIO Cerâmica comum manual c/ e sem decoração, cerâmica brunida c/ e sem deco-
ração, estruturas habitacionais, muralhas, percutores, várias mós, fragmentos de objectos
em ferro, fragmentos de objectos em bronze, meia conta de colar em marfim, meia conta
de colar em vidro azul (fenícia), três lâminas de sílex, três fragmentos de sigillata, frag-
mentos de imbrices, alisadores em anfibolite e molde de foices tipo Rocanes.
BIBLIOGRAFIA Andrada, 1629, p. 8 e 83; Leal, 1875, p. 539; Quinteira, 1980, p. 24; San-
tos, 1985, p. 35-36; Santos, 1997, p. 37-41, 53, 59-62; Endovélico, 1/11/1999; Batata et al.,
1999, p. 27, 33.
N.0 037
CÓDIGO PGF / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 13/11/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Forno Romano / POPULAR: Cabeço da Cotovia.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Pedrógão Grande / FRE-
GUESIA: Pedrógão Grande / CONCELHO: Pedrógão Grande / DISTRITO: Leiria /
ACESSO: Na estrada Pedrógão Grande-Barragem do Cabril, corta-se na rua à esquerda,
junto da serração e depois na primeira à direita, até ao final da urbanização.
COORDENADAS GAUSS: 991/269 / COTA (m): 380 / CARTA MILITAR: 276.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 84/1(131) / CNS: 1932 / TIPO DE SÍTIO: Forno /
EXPOSIÇÃO: Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSER-
VAÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Urbano / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO Apareceu quando se faziam as terraplanagens das infaestruturas de uma
urbanização a sul de Pedrógão Grande. Trata-se de um forno de formato quadrangular,
enquadrando-se a sua estrutura no tipo de fornos destinados a cozer telhas, tijolos,
outros materiais de construção e cerâmica comum. O forno foi implantado na base de
uma pequena encosta, de natureza argilosa. Apresenta ainda a câmara de cozedura com
grelha perfurada e a fornalha com quatro arcos de sustentação. Junto, foi recolhida
grande quantidade de cerâmica de recipientes de grandes e médias dimensões, bem
como bastantes tégulas. Parece existirem estruturas adossadas ao forno.
anexo I
145
ESPÓLIO Cerâmica comum, tégulas, imbrices e tijolos.
BIBLIOGRAFIA Santos, 1985, p. 37-39; Santos, 1997, p. 35-37; Quinteira, 1993, p. 53-56;
Endovélico, 3/4/1999.
N.0 038
CÓDIGO PG / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 20/08/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Calvário / POPULAR: Devesa / DOCUMENTAL: Pedró-
gão Grande / ACHADOR: Carlos Batata / DATA: 1995.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Pedrógão Grande / FRE-
GUESIA: Pedrógão Grande / CONCELHO: Pedrógão Grande / DISTRITO: Leiria /
ACESSO: Situa-se no centro de Pedrógão Grande.
COORDENADAS GAUSS: 199/327,85 / COTA (m): 400 / CARTA MILITAR: 276.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mansio?/Mutatio? / ÁREA: 900 m2 / EXPOSI-
ÇÃO: Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Bronze Final / Romano /Visigótico? / ESTADO
DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Urbano / AMEAÇAS: Construção
civil.
DESCRIÇÃO A estação foi detectada pela existência de imbrices, tégulas e cerâmica
comum, à superfície, em volta da Capela do Calvário. As escavações arqueológicas ainda
a decorrer revelaram a existência de uma casa com vários compartimentos com soco de
pedra e paredes de taipa. Um dos compartimentos é um espaço de cozinha. Do lado
oeste, a porta dá para uma espécie de rua empedrada, que está na continuação de um
troço de via situado 50 m a norte. Porém, a existência de espaços cobertos nesta espécie
de rua revela, bem como outros indícios, a provável reutilização do edifício e restrutura-
ção do espaço. Assenta sobre um provável habitat do Bronze Final.
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: José Costa Santos / ANOS: 2000 e 2001 / ÁREA ESCA-
VADA: 80 m2 / PERÍODOS: Romano e Visigótico?
ESPÓLIO Imbrices, tégulas, tijolos, estruturas habitacionais, moedas (século IV d.C.),
cerâmica comum, terra sigillata hispânica (século III) e clara, dolium completo, ânfora
tardia quase completa, vários potes quase completos, cavilhas, sílex, cerâmica manual e
pesos de tear.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 1995a, p. 11.
N.0 039
CÓDIGO CFA / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 28/12/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira da Foz do Alge / ACHADOR: Carlos Batata /
DATA: 2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Foz do Alge / FREGUE-
SIA: Arega / CONCELHO: Figueiró dos Vinhos / DISTRITO: Leiria / ACESSO: Na
estrada Arega-Figueiró dos Vinhos, corta-se à direita para Foz de Alge, passa-se a povoa-
ção, situando-se a conheira logo à saída, do lado esquerdo.
COORDENADAS UTM: 562,4/4408,9 / COTA (m): 130 / CARTA MILITAR: 288.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 1 ha / EXPOSIÇÃO:
Este / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Fluvial / AMEAÇAS: Erosão fluvial.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
146
DESCRIÇÃO A conheira situa-se na foz do Alge do lado direito. Apenas é visível uma
parte já que a restante se encontra submersa pela Albufeira do Castelo de Bode. No meio
foi deixado um monte-ilha que contém muito material lítico talhado (sílex e algum quart-
zito). Podem ter sido minerados cerca de 20 000 m3 de areia e cascalho.
ESPÓLIO Sílex e quartzito.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 040
CÓDIGO CRLV / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 28/12/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira do Ribeiro do Lagar Velho / ACHADOR: Car-
los Batata / DATA: 2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Foz do Alge / FREGUE-
SIA: Arega / CONCELHO: Figueiró dos Vinhos / DISTRITO: Leiria / ACESSO: Na estrada
Arega-Figueiró dos Vinhos, corta-se à direita para Foz de Alge, passa-se a povoação,
situando-se a conheira depois do ribeiro do Lagar Velho de ambos os lados da estrada.
COORDENADAS UTM: 562,3/4408,6 / COTA (m): 140 / CARTA MILITAR: 288.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 4 ha / EXPOSIÇÃO:
Este / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Fluvial/Florestal / AMEAÇAS: Erosão fluvial/florestal.
DESCRIÇÃO A conheira situa-se na foz do ribeiro referido, encontrando-se parte dela
dentro de água. Podem ter sido minerados cerca de 120 000 m3 de areia e cascalho.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 041
CÓDIGO SCA / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 20/02/2001
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Serra do Castelo / ACHADOR: Carlos Batata e Filomena
Gaspar / DATA: 1990.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Vale Bom / FREGUE-
SIA: Arega / CONCELHO: Figueiró dos Vinhos / DISTRITO: Leiria / ACESSO: Na
estrada Cabaços-Vale Bom, logo depois da ribeira e antes de chegar a Vale Bom, corta-se
à esquerda por estrada florestal, a pé, subindo sempre até chegar ao topo.
COORDENADAS UTM: 559,3/4407,15 / COTA (m): 370 / CARTA MILITAR: 288.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Povoado Fortificado / EXPOSIÇÃO: N-S-E-O /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Bronze Final / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau /
USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Num amplo cabeço, plantado com eucaliptos, pouco sobrou do povoado,
pois nos regos da ripagem encontrava-se grande quantidade de cerâmica; numa zona de
afloramentos, a sul, foi ainda possível observar restos de uma muralha.
ESPÓLIO Cerâmica manual, uma mó e estrutura defensiva.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 1991a, p. 241; Batata et al., 1999, p. 27.
anexo I
147
N.0 042
CÓDIGO LI / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/10/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Lisga / ACHADOR: Tavares Proença Júnior / DATA: 1910.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Lisga / FREGUESIA:
Sarnadas / CONCELHO: Castelo Branco / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na
estrada Oleiros-Isna, corta-se à esquerda por estrada de terra que passa ao pé da mina e
vai dar à Lisga.
COORDENADAS UTM: 599/4415,4 / COTA (m): 750 / CARTA MILITAR: 278.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 1500 m2 / EXPOSI-
ÇÃO: Sudeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma grande cova escavada no xisto, em semicírculo, parecida
com uma conheira só que é escavada no xisto. À primeira vista parece ser uma explora-
ção de ferro de época romana. Os despejos eram efectuados para uma linha de água. Na
encosta da frente de trabalho são visíveis as montureiras de xisto fino, já depurado. No
local e nas plantações de castanheiros que estão abaixo da exploração foram recolhidas
várias mós. Algumas foram para Lisboa. Outras foram levadas por proprietários das ter-
ras para a Lisga. O Sr. António Batista tem uma em casa. Ainda é visível, cavada no xisto,
uma estrutura mineira. Recolhi no local uma pedra em granito de grão fino, com covas
muito lisas em várias faces que parece ser de trituraração do mineral e dois fragmentos
de mós (uma é em arenito). Nas coordenadas 599,2/4415,15 existe uma mina de filão,
cujo mineral parece ser o estanho. Faz parte do mesmo complexo mineiro. Ao local estão
associadas vias, visíveis ainda em vários pontos, no topo da serra. Dos materiais aponta-
dos por Tavares Proença Júnior não se encontraram nem tégulas nem imbrices, não exis-
tindo na zona de mineração. Pertencerão provavelmente ao povoado mineiro de que
nenhum dos inquiridos consegue dar pistas.
ESPÓLIO Alicerces, tégulas, imbrices, moedas, base de pilão em granito e quatro mós dor-
mentes.
RELAÇÕES Fig. 36-32, 33 e 34.
BIBLIOGRAFIA Proença Júnior, 1910, p. 9.
N.0 043
CÓDIGO CAC / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 16/09/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Cabeço dos Castelos / ACHADOR: João Caninas e Fran-
cisco Henriques / DATA: 2000.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Rabacinas / FREGUE-
SIA: Montes da Senhora / CONCELHO: Proença-a-Nova / DISTRITO: Castelo Branco /
ACESSO: Na estrada Chão do Galego-Rabacinas, corta-se à direita por estrada de terra,
logo à saída de Rabacinas. Desce-se ao ribeiro e sobe-se até à meia encosta que nos leva
à ribeira da Fróia.
COORDENADAS UTM: 604/4400,2 / COTA (m): 225 / CARTA MILITAR: 302.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 2000/1(664) / CNS: 15670 / TIPO DE SÍTIO:
Povoado / ÁREA: 0,5 ha / EXPOSIÇÃO: N-S-E-O / PERÍODO CRONOLÓGICO: Bronze
Final / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS:
Rede viária.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
148
DESCRIÇÃO Trata-se de um cabeço cónico de vertentes muito inclinadas. Está cercado a
sul, oeste e norte pela ribeira da Fróia. Não parece ter muralha, mas antes grandes talu-
des de pedra seca (xisto) que permitiriam a construção de cabanas nesses patamares.
Tem um caminho que passa mesmo pelo topo, que foi alargado e alisado com nivela-
dora, tendo sido destruído quase todo o seu topo.
ESPÓLIO Cerâmica tosca manual, bordo tosco com pega mamilar e incisões, percutores,
mós de sela e vários polidores/alisadores.
BIBLIOGRAFIA Caninas et al., 2000.
N.0 044
CÓDIGO FRB / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 15/10/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Foz da Ribeira da Borracheira / ACHADOR: Francisco
Henriques e João Caninas / DATA: 1986.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Sobral Fernando / FREGUE-
SIA: Sobreira Formosa / CONCELHO: Proença-a-Nova / DISTRITO: Castelo Branco /
ACESSO: Na estrada Sobral Fernando-Sobreira Formosa, corta-se na primeira estrada de terra
à esquerda e segue-se sempre pelo cimo dos cabeços, ao longo da ribeira, até chegar ao local.
COORDENADAS UTM: 605,8/4397, 6 / COTA (m): 140 / CARTA MILITAR: 302.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 500 m2 / EXPOSIÇÃO:
Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Pequena conheira situada na foz da ribeira da Borracheira, com pouca
expressão na paisagem. Não concordamos com Henriques e Caninas que a situam ao
longo da margem direita do rio Ocreza, em larga extensão.
BIBLIOGRAFIA Henriques et al., 1986, n.0 190.
N.0 045
CÓDIGO FRF / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 15/10/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Foz da Ribeira da Fróia / ACHADOR: Francisco Henri-
ques e João Caninas / DATA: 1986.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Sobral Fernando / FRE-
GUESIA: Sobreira Formosa / CONCELHO: Proença-a-Nova / DISTRITO: Castelo
Branco / ACESSO: Na estrada Foz do Cobrão-Sobral Fernando, corta-se na primeira rua
à esquerda nesta última povoação.
COORDENADAS GAUSS: 231,1/306,9 / COTA (m): 150 / CARTA MILITAR: 302.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 1000 m2 / EXPOSI-
ÇÃO: Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Bom / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Pequena conheira situada na língua de terra entre o rio Ocreza e a Ribeira
da Fróia, de onde pode ter sido explorado um volume de 2000 m3 de areia e cascalho.
Pode-se observar quase todo o sistema de exploração: o acesso fazia-se pela estreita lín-
gua de terra, onde ainda é observável os trilhos da estrada que lhe dava acesso. Este ter-
mina numa pequena lagoa que fica logo por cima da frente de trabalho. Junto da lagoa,
observa-se uma estrutura rectangular feita com conhos. Não se observaram telhas.
anexo I
149
BIBLIOGRAFIA Henriques et al., 1986, n.0 191.
N.0 046
CÓDIGO TS / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 10/10/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Tapada da Sepultura / ACHADOR: Francisco Henriques
e João Caninas / DATA: 1980.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Maxiais / FREGUESIA:
Sobreira Formosa / CONCELHO: Proença-a-Nova / DISTRITO: Castelo Branco /
ACESSO: Na estrada Sobral Fernando-Sobreira Formosa, corta-se à direita por estrada
de terra que vai dar ao local.
COORDENADAS GAUSS: 228,9/308 / COTA (m): 300 / CARTA MILITAR: 302.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Sepultura / EXPOSIÇÃO: Sul? / PERÍODO CRO-
NOLÓGICO: Romano/Medieval ? / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Destruído / USO
DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Monumento totalmente destruído onde, segundo notícias, apareceram
alguns materiais. Não foi possível observar nada no local. Este situa-se ao longo de uma
via antiga com profundos rodados marcados.
ESPÓLIO Anel em ouro e duas jarras de vidro.
BIBLIOGRAFIA Henriques et al., 1980, n.0 230; Endovélico, 22/3/1999.
N.0 047
CÓDIGO SFO / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 10/11/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Sobreira Formosa.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Sobreira Formosa / FRE-
GUESIA: Sobreira Formosa / CONCELHO: Proença-a-Nova / DISTRITO: Castelo Branco
COORDENADAS GAUSS: 224,250/311,5, COTA (m): 457 / CARTA MILITAR: 290.
CARACTERIZAÇÃO CNS: 4073 / TIPO DE SÍTIO: Sepultura / PERÍODO CRONOLÓ-
GICO: Romano.
DESCRIÇÃO No local assinalado pela bibliografia nada foi encontrado de romano e um
morador nada conhecia de antigo naquele local. No entanto, a sua existência é altamente
provável dado situar-se ao longo de uma via.
ESPÓLIO Pedra de anel e sepultura romana formada com tégulas.
BIBLIOGRAFIA Proença Júnior, 1910, p.14; Cardozo, 1962, p. 157, 160 e fig. n.0 13;
Ribeiro, 1979, n.0 36; Alarcão, 1988a, p. 76; Endovélico, 16/12/1997.
N.0 048
CÓDIGO SE / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 15/10/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Selavesa / ACHADOR: Francisco Henriques e João Cani-
nas / DATA: 1986.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Sobral Fernando / FREGUE-
SIA: Sobreira Formosa / CONCELHO: Proença-a-Nova / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO:
Na estrada Sobral Fernando-Sobreira Formosa, corta-se na primeira estrada de terra à esquerda.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
150
COORDENADAS GAUSS: 231/307,3 - 230,9/307,3 / COTA (m): 150 / CARTA MILITAR:
302.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 200 m2 / EXPOSI-
ÇÃO: Sudeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSER-
VAÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Pequena conheira de fraca expressão na paisagem.
BIBLIOGRAFIA Henriques et al., 1984, n.0 195.
N.0 049
CÓDIGO OB / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 15/10/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Olival da Barca / ACHADOR: Francisco Henriques e
João Caninas / DATA: 1986.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Sobral Fernando / FRE-
GUESIA: Sobreira Formosa / CONCELHO: Proença-a-Nova / DISTRITO: Castelo
Branco / ACESSO: Junto à Praia Fluvial de Sobral Fernando.
COORDENADAS GAUSS: 231,8/307,2 / COTA (m): 150 / CARTA MILITAR: 302.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 500 m2 / EXPOSIÇÃO:
Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Conheira de pequena extensão. Estende-se ao longo do curso do rio Ocreza,
ficando entalada entre este e a povoação de Sobral Fernando. Poderão ter sido removidos
cerca de 2500 m3 de areia e cascalho.
BIBLIOGRAFIA Henriques et al., 1986, n.0 194.
N.0 050
CÓDIGO LF / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 10/10/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Labrunhal Fundeiro / POPULAR: Bogalhinha / DOCU-
MENTAL: Mesão Frio / ACHADOR: Joaquim Fernandes / DATA: 1940?
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Labrunhal Fundeiro /
FREGUESIA: Proença-a-Nova / CONCELHO: Proença-a-Nova / DISTRITO: Castelo
Branco / ACESSO: Na estrada Proença-a-Nova-Relva da Louça, corta-se à direita por
estrada de terra, 500 m antes de chegar à povoação.
COORDENADAS UTM: 591/4398,35 / COTA (m): 400 / CARTA MILITAR: 302.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Inscrição / EXPOSIÇÃO: Este / PERÍODO
CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom / USO DO SOLO:
Agrícola / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Na margem direita da ribeira do Labrunhal Fundeiro, ao arrotearem uma
terra, foi achada, pelo Sr. Joaquim Fernandes, uma inscrição romana com antropónimos
indígenas. É uma laje de xisto com 6/8 cm de espessura, 95 cm de altura e 30 de largura;
as letras têm 4 cm tendo sido avivadas a giz amarelo. A inscrição encontra-se em casa do
Sr. António Bernardes Fernandes, filho do achador. No topo do monte existe ainda res-
tos de um montículo chamado a Cova da Moura. Junto a estes vestígios passa um diver-
tículo da via Castelo Branco a Abrantes, ainda bem viva na memória das pessoas.
ESPÓLIO Inscrição romana (primeira metade do século I d.C.).
anexo I
151
RELAÇÕES Fig. 32-21.
BIBLIOGRAFIA Saa, 1960, p. 229-230; Alarcão, 1988a, p. 76.
N.0 051
CÓDIGO VM / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 04/01/2002.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Vale Motrinas / ACHADOR: Carlos Batata / DATA:
2002.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Labrunhal Fundeiro /
FREGUESIA: Proença-a-Nova / CONCELHO: Proença-a-Nova / DISTRITO: Castelo
Branco / ACESSO: Na estrada Proença-a-Nova-Relva da Louça corta-se por estrada de
terra à direita, a seguir ao cruzamento para Labrunhal Fundeiro. Nesta estrada, corta-se
na primeira à esquerda até à plantação de eucaliptos.
COORDENADAS UTM: 591,3/4398,55 / COTA (m): 430 / CARTA MILITAR: 302.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 100 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PE–RÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO
DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO No princípio da encosta encontram-se alguns imbrices no meio do eucalip-
tal, do lado esquerdo da estrada de terra. Um pouco mais abaixo passa um dos divertícu-
los da via Abrantes-Castelo Branco.
ESPÓLIO Imbrices.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 052
CÓDIGO PL / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 18/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO POPULAR: Pedra das Letras / ACHADOR: Pde. Henrique Louro /
DATA: 1939.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Cimadas Cimeiras / FRE-
GUESIA: Proença-a-Nova / CONCELHO: Proença-a-Nova / DISTRITO: Castelo Branco
/ ACESSO: Na estrada Proença-a-Nova-Cimadas Cimeiras, na curva a seguir a uma recta
grande, corta-se à esquerda por estrada de terra que vai dar à ribeira. Aí, toma-se a estrada
de terra à esquerda, situando-se as gravuras do lado esquerdo no afloramento junto de
um chão.
COORDENADAS UTM: 589,4/4400,25 / COTA (m): 390 / CARTA MILITAR: 301.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Arte Rupestre / ÁREA: 2 m2 / PERÍODO CRONO-
LÓGICO: Idade do Bronze e Idade do Ferro / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular /
USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma laje de xisto ligeiramente inclinada para sul, onde foram
gravadas quatro fiadas de riscos oblíquos pela técnica da incisão. A laje pode ter sido
maior, pois está danificada por antigos trabalhos agrícolas. O P. Henrique Louro pensava
tratar-se de caracteres ibéricos, do período do Bronze.
BIBLIOGRAFIA Louro, 1939, p. 14; Saa, 1960, p. 231; Pereira, 1970a, p. 224; Câmara Muni-
cipal de Proença-a-Nova, 1998, p. 7; Batata et al., 1999, p. 29; Batata et al., 2000c, p. 578.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
152
N.0 053
CÓDIGO COR / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 18/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Corcovas / ACHADOR: Virgílio Moreira.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Cimadas Cimeiras / FRE-
GUESIA: Proença-a-Nova / CONCELHO: Proença-a-Nova / DISTRITO: Castelo Branco /
ACESSO: Na estrada Proença-a-Nova-Cardigos, corta-se por estrada de terra batida, à direita,
logo a seguir ao cruzamento para Cimadas Fundeiras. Desce-se até às casas em ruínas.
COORDENADAS UTM: 589,15/400,4 / CARTA MILITAR: 301.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Achado Isolado / PERÍODO CRONOLÓGICO:
Romano? / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom.
DESCRIÇÃO Trata-se de um apoio de fuso em quartzito, com cavidade central muito
boleada. Pesa 900 g. Parece ter servido como alisador. Foi achado nas casas em ruínas,
pelo Sr. Virgílio de Cimadas Cimeiras.
ESPÓLIO Apoio de fuso em quartzito.
RELAÇÕES Fig. 23-4.
BIBLIOGRAFIA Inédito.
N.0 054
CÓDIGO OC / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 18/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Olival do Cardoso / ACHADOR: Virgílio Moreira.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Cimadas Cimeiras / FRE-
GUESIA: Proença-a-Nova / CONCELHO: Proença-a-Nova / DISTRITO: Castelo Branco
/ ACESSO: Na estrada Proença-a-Nova-Cardigos, corta-se por estrada de terra batida, à
esquerda, no fim da primeira recta. A estação situa-se ao lado da estrada (lado direito,
numa assentada, no meio dos eucaliptos).
COORDENADAS UTM: 589,07/400,9 / COTA (m): 440 / CARTA MILITAR: 301.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 100 m2 / EXPOSIÇÃO: Oeste /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Tardo-romano/Visigótico / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO No meio dos eucaliptos acham-se dispersos imbrices de várias espessuras e
encontram-se algumas lajes de xisto.
ESPÓLIO Imbrices grossos e finos, cerâmica comum e lajes de xisto.
BIBLIOGRAFIA Inédito.
N.0 055
CÓDIGO LAM / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 04/01/2002.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Lameirinho / ACHADOR: P. Henrique Louro / DATA: 1939.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Pracana Cimeira / FRE-
GUESIA: Proença-a-Nova / CONCELHO: Proença-a-Nova / DISTRITO: Castelo Branco
/ ACESSO: Na estrada Mesão Frio-Pracana Fundeira, corta-se por estrada de terra à
direita, logo a seguir ao cruzamento para a Bairrada. A estrada desce até à ribeira e vai ao
longo dela (à direita) até perto dos vestígios.
COORDENADAS UTM: 5896-9/4391,1 / COTA (m): 240 / CARTA MILITAR: 312.
anexo I
153
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Aldeia / ÁREA: 6000 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO
DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Em 26/02/2001 tinha obtido a informação na Pracana Cimeira do apare-
cimento de materiais, aparentemente romanos, no local referido. A confirmação no ter-
reno revelou quatro concentrações de materiais romanos seguidos uns aos outros, mas
separados por linhas de água. Parecem ser estruturas tipo aldeia. A estação encontra-se
completamente destruída pela plantação de eucaliptos, cujas ripagens de um metro
revolveram o solo e a rocha (xisto). A estação está no trajecto de uma provável via cujos
vestígios não foram ainda localizados nesta zona.
ESPÓLIO duas mós, uma talha (dolium), duas sepulturas escavadas na rocha, tégulas tar-
dias, imbrices, um tijolo de coluna, tijoleiras e cerâmica comum.
BIBLIOGRAFIA Louro, 1939, p. 18.
N.0 056
CÓDIGO PAL / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 10/11/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Pedra do Altar.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Pedra do Altar / FRE-
GUESIA: Peral / CONCELHO: Proença-a-Nova / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO:
Dentro do núcleo mais antigo da povoação.
COORDENADAS UTM: 601,6/4396,35 / CARTA MILITAR: 302.
CARACTERIZAÇÃO CNS: 5211 / TIPO DE SÍTIO: Achado isolado / PERÍODO CRONO-
LÓGICO: Romano? / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom.
DESCRIÇÃO Segundo informação de vários moradores, a pedra foi retirada da parede de
uma casa em ruínas (hoje, no mesmo local, está uma casa nova), no núcleo mais antigo
da povoação e foi levada para o adro da igreja, onde se encontra de pernas para o ar. No
local não se observou nada que pudesse esclarecer a cronologia da peça.
ESPÓLIO Base de coluna em granito.
BIBLIOGRAFIA Reconquista, 1983; Endovélico, 6/4/1999.
N.0 057
CÓDIGO CC / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 26/02/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Cerca do Castelo / DOCUMENTAL: Castelo do Chão do
Trigo / ACHADOR: Francisco Henriques e João Caninas / DATA: 1980.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Borracheira / FREGUE-
SIA: S. Pedro do Esteval / CONCELHO: Proença-a-Nova / DISTRITO: Castelo Branco /
ACESSO: Na estrada Pedra do Altar-S. Pedro do Esteval, corta-se à esq. para Borra-
cheira. Aí, corta-se à esq. por estrada de terra, depois na primeira à esquerda; no cruza-
mento de caminhos, corta-se à direita, atravessa-se a linha de água, sobe-se e no meio
dos eucaliptos, corta-se à esq. por estrada inclinada que vai dar à base do povoado.
COORDENADAS GAUSS: 228,8/300,9 / COTA (m): 212 / CARTA MILITAR: 302.
CARACTERIZAÇÃO CNS: 2447 / TIPO DE SÍTIO: Povoado Fortificado / ÁREA: 1 ha /
EXPOSIÇÃO: N-S-E-O / PERÍODO CRONOLÓGICO: Idade do Ferro e Romano / ESTADO
DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
154
DESCRIÇÃO Cabeço de encostas muito íngremes, com uma cintura de muralhas, e ro‑
deado (excepto a SO) pela ribeira do Peral. No lado sul a muralha apresenta 2,5 m de
altura. Encontra-se muito danificado por lavras recentes que revolveram o xisto de base.
A muralha é construída com pequenas lajes de xisto; está danificada em vários locais.
Apresenta formato rectangular e teria duas portas, uma a oeste e outra a este, o que foi
notado por Catharino em 1933; refere também o tesouro. Parece ser proveniente deste
local um tesouro de moedas, talvez republicanas; o CNS 10373 deve, por isso, ser incluído
nesta estação. Hipólito refere que o tesouro de moedas foi achado em 1712. O achado
ficou registado nas “Memorias Parochiaes de 1758”.
ESPÓLIO Cerâmica manual e cerâmica de roda, lisa e decorada, bordos extrovertidos,
tijoleiras, cerca de 300 moedas de prata e muralha.
RELAÇÕES Fig. 33-6.
BIBLIOGRAFIA Catharino, 1933, p. 218; Hipólito, 1961, p. 71; Caninas et al., 1983,
p. 10-11; Alarcão, 1988a, p. 76; Endovélico, 3/1997; Endovélico, 14/12/1998; Da Pinha,
2001.
N.0 058
CÓDIGO PAD / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 11/11/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Padrão.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Padrão / FREGUESIA: S.
Pedro do Esteval / CONCELHO: Proença-a-Nova / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO:
Em S. Pedro do Esteval, corta-se à direita e percorre-se a estrada estreita até ao Padrão.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Tesouro.
DESCRIÇÃO Inquiridos diversos moradores não há memória destes achados. Também
nada se observou no terreno que pudesse ser romano ou anterior.
ESPÓLIO Taça com caracteres ibéricos.
BIBLIOGRAFIA Correia, 1928, p. 197.
N.0 059
CÓDIGO CRC / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 13/11/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Cerro do Castelo / DOCUMENTAL: Cerro do Castelo da
Seada / ACHADOR: Carlos Batata e Filomena Gaspar / DATA: 1994.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Seada / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: A esta-
ção situa-se a cerca de 12 km de Vila de Rei, entre as povoações de Seada e Fernandai-
res, junto à albufeira de Castelo do Bode (na junção desta com a ribeira da Isna).
A estrada encontra-se alcatroada entre Vila de Rei e Seada e a partir deste ponto faz-se
um trajecto de 2 km, por uma estrada em mau estado, apenas acessível a veículos todo-
-o-terreno.
COORDENADAS UTM: 193,3/306,5 / COTA (m): 380 / CARTA MILITAR: 300.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 95/1(174) e 98/1(768) / CNS: 10928 / TIPO DE
SÍTIO: Povoado Fortificado / ÁREA: 1 ha / EXPOSIÇÃO: N-E-S-O / PERÍODO CRONO-
LÓGICO: Bronze Final e I Idade do Ferro / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular /
USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
anexo I
155
DESCRIÇÃO Povoado fortificado que numa primeira fase teria sido um povoado aberto
sem estruturas defensivas. As escavações revelaram grandes manchas de cinzas e cerâ-
micas típicas deste período, cujas datações de 14C apontam para uma ocupação entre
1310 e 821 a.C. Numa segunda fase, talvez devido a um incêndio natural ou intencional,
foi construída uma muralha incipiente, com cerca de 1,80 m, que está assente sobre o
Bronze Final. A muralha poderá datar de uma fase tardia do Bronze Final ou ser já da
I Idade do Ferro. Deste período pouco restou, apresentando algumas cerâmicas caracte-
rísticas que poderão ser já da I Idade do Ferro.
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: Carlos Batata e Filomena Gaspar / ANOS: 1995 e 1996 /
ÁREA ESCAVADA: 21 m2 / PERÍODOS: Bronze Final.
ESPÓLIO Fragmentos de cerâmica de fabrico manual, várias mós manuais planas, frag-
mento de pulseira em bronze, pesos de rede, esquírolas de sílex, molde de varetas, molde
de pontas de seta, vários alisadores e polidores em anfibolito e muralha defensiva.
RELAÇÕES Figs. 8, 16-2, 18-2 e 33-1.
BIBLIOGRAFIA Melo, 1994; Batata, 1995b, p. 22-24; Batata, 1995c, p. 20-21; Batata et
al., 1995d; Batata et al., 1996; Batata et al, 1997; Félix, 1999, p. 13-14; Endovélico,
5/6/1999; Batata et al., 1999, p. 27, 30-31; Félix, 2000, p. 34-35; Batata et al., 2000a,
p. 15-16 e 33-70; Batata et al., 2000b, p. 672-677.
N.0 060
CÓDIGO PCA / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 18/08/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Poço Caldeiro / ACHADOR: Carlos Batata e Filomena
Gaspar / DATA: 1995.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Várzeas / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na
estrada Sertã-Cardigos, corta-se à esquerda por estrada de terra, antes de chegar à ribeira
do Bostelim. Situa-se no topo da subida do lado direito.
COORDENADAS UTM: 580,6/4395 / COTA (m): 292 / CARTA MILITAR: 301.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 100 m2 / EXPOSIÇÃO: Este /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Tardo-romano?/Visigótico? / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena área e com alguns materiais, incluíndo muita
pedra dispersa, situado numa encosta suave, virada para a ribeira do Bostelim. Situa-se
à beira da estrada romana Amêndoa-Ponte dos Três Concelhos. Aqui perto se situaria
um dos marcos da Ordem de Malta. Inicialmente considerámos a estação como medie-
val devido à ausência de telhas. Porém, como há outras situações que apontam para
casos semelhantes, incluímo-la no catálogo.
ESPÓLIO Dolia, estruturas, cerâmica comum e pedra de afiar em anfibolite.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 2000a, p. 81-82.
N.0 061
CÓDIGO MSJ / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 16/08/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Monte de S. João / ACHADOR: Carlos Batata e Filo-
mena Gaspar / DATA: 1995.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
156
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Várzeas / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na
estrada Sertã-Cardigos, corta-se à esquerda por estrada de terra, antes de chegar à ribeira
do Bostelim. Situa-se no topo da subida do lado esquerdo.
COORDENADAS UTM: 580,4/4394,9 / COTA (m): 286 / CARTA MILITAR: 301.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal e Necrópole / ÁREA: 200 m2 / PERÍODO
CRONOLÓGICO: Romano? / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO DO SOLO:
Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Situa-se em zona plana, no topo de um cabeço, com estruturas escondidas
pela vegetação. Em meados do século XX, ao ser feita uma plantação de oliveiras em ter-
renos do Dr. José de Oliveira Xavier encontraram sepulturas ainda com ossadas e frascos
com líquidos. Inicialmente também considerámos esta estação medieval, mas o facto de
terem aparecido frascos de vidro parece ser antes um ambiente funerário romano.
A estação sofreu nova destruição recentemente devido ao corte de pinhal.
ESPÓLIO Telhas grossas, estruturas e sepulturas com ossos e garrafas de vidro.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 2000a, p. 82-83.
N.0 062
CÓDIGO ME / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 30/08/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Minas dos Estevais / ACHADOR: Carlos Batata e Filo-
mena Gaspar / DATA: 1994.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Vale do Velido / FRE-
GUESIA: Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO:
Situam-se à beira da estrada Vila de Rei-Ferreira do Zêzere, do lado direito e cerca de
1 km após os Estevais.
COORDENADAS UTM: 4394,5/569 / COTA (m): 350 / CARTA MILITAR: 300.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina de filão / EXPOSIÇÃO: Sul / PERÍODO
CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO DO
SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de um poço redondo com rebordo rebaixado, onde assentaria um
muro; terá cerca de 4 m de profundidade e parece ter galerias de ambos os lados. Em
toda a encosta encontra-se uma série de covas simetricamente dispostas e todas entulha-
das. Cada uma é sustida por um parapeito de terra. Este poço foi aproveitado como mina
de água. Com efeito, rasgaram-lhe, do lado sul, uma vala, funcionando agora como mina
de rega. Encontram-se à beira de uma provável via romana, segundo Vasco Mantas.
RELAÇÕES Fig. 36-31.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 2000a, p. 118-119.
N.0 063
CÓDIGO BSP / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 10/10/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Barragem do Souto do Penedo / ACHADOR: Carlos
Batata / DATA: 1994.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Penedo / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Situa-se
anexo I
157
na antiga Nacional 2, sentido Vila de Rei-Abrantes, ao km 368 (em frente do desvio para
a variante à Nacional 2).
COORDENADAS UTM: 574,8/4390,9 / COTA (m): 400 / CARTA MILITAR: 312.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Barragem / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano?
/ ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Fluvial / AMEAÇAS: Erosão
fluvial.
DESCRIÇÃO Trata-se de um afloramento quartzítico que atravessa a ribeira do Pisão de
lado a lado, fendido a meio, onde passa a ribeira. Foi-lhe construído em cima um muro
em opus caementicium, paramentado a pedra de ambos os lados. Actualmente, restam
dois segmentos. Do lado direito da ribeira foi destruído para a construção da Nacional 2
e mesmo do lado esquerdo serviu de pedreira para a construção da ponte sobre a ribeira.
A barragem teria uma altura de 5 m e a sua bacia 1 km de extensão. A água seguia para
a zona do Milreu, saíndo do seu lado esquerdo, através de um canal ainda vísivel, esca-
vado na rocha. Serviria para alimentar as explorações auríferas que existem em grande
quantidade na ribeira de Codes.
RELAÇÕES Fig. 36-24 e 25.
BIBLIOGRAFIA Allan, 1965, p. 17; Félix, 1968, p. 47-49 e 58; Santos, 1993, p. 7; Quintela
et al., 1995, p. 83, 99-100; Batata et al., 2000a, p. 86-87.
N.0 064
CÓDIGO CARR / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira da Arrancoeira / DOCUMENTAL: Conheira
do Lameirão, Conheira XXII / ACHADOR: José Vicente da Silva.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Arrancoeira (em ruínas)
/ FREGUESIA: Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei / DISTRITO: Castelo Branco /
ACESSO: Na estrada Vila de Rei-Ferreira do Zêzere, corta-se na povoação de Paredes
pela estrada que vai dar à Malhada. Chegado ao cruzamento continua-se em frente, por
estrada de terra até à Arrancoeira. A conheira situa-se logo abaixo do lugar.
COORDENADAS UTM: 566/4389,1 / COTA (m): 130 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 1 ha / EXPOSIÇÃO:
Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Fluvial / AMEAÇAS: Erosão fluvial.
DESCRIÇÃO A conheira encontra-se quase totalmente submersa pelas águas da Albu-
feira do Castelo de Bode. Na sua área foram achadas duas grandes bilhas, cobertas com
uma laje e cheias de uma areia anegrada, quando se procedia à abertura dos alicerces de
uma casa. Podem ter sido minerados cerca de 30 000 m3 de areia e cascalho.
ESPÓLIO Duas bilhas grandes.
BIBLIOGRAFIA Alves, 1953/54, p. 38-39; Félix, 1968, p. 44; Batata et al., 2000a, p. 110-
-111.
N.0 065
CÓDIGO CFO / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 04/03/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira da Folhadeira / DOCUMENTAL: Conheira X
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
158
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Milreu / FREGUESIA: Vila
de Rei / CONCELHO: Vila de Rei / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada Mil-
reu-Lousa, corta-se por estrada de terra à direita, 100 m depois do cruzamento da EN 2.
COORDENADAS UTM: 574,5/4386,4 / COTA (m): 286 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 4 ha / EXPOSIÇÃO:
Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Mau / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Grande conheira usada na extracção de conhos para a construção da
Variante à Nacional 2. Podem ter sido minerados cerca de 120 000 m2 de areia e casca-
lho. Foi por nós impropriamente designada como Conheira do Vale em trabalho anterior
sobre o concelho.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 2000a, p. 97-99.
N.0 066
CÓDIGO EC / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 19/12/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Encosta do Castelo / ACHADOR: José Vicente da Silva /
DATA: 1994.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Aveleira / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Partindo
de Aveleira, dirigimo-nos ao ribeiro da Aveleira e atravessamos a ponte; corta-se depois
à direita e sobe-se ao monte; a estação situa-se na encosta este.
COORDENADAS UTM: 570,2/4388,7 / COTA (m): 212 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 100 m2 / EXPOSIÇÃO: Este /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Tardo-romano/Visigótico / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Na encosta este do cabeço encontram-se fragmentos de telhas com a marca
dos dedos, cerâmica e estruturas. A estação arqueológica foi por nós considerada de Época
Moderna mas hoje, à face dos recentes achados na área, poderá ser do período indicado.
ESPÓLIO Imbrices, dolia, escória de ferro e estruturas.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 2000a, p. 84-85.
N.0 067
CÓDIGO CGA / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 04/0320/01.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira da Galega / DOCUMENTAL: Conheira XIII.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Milreu / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada
Milreu-Penedo Furado, corta-se à esquerda na última estrada de terra. Nesta corta-se
sempre à esquerda até chegar à conheira.
COORDENADAS UTM: 572,9/4387 / COTA (m): 276 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 8 ha / EXPOSIÇÃO:
Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Mau / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma conheira de tamanho médio onde poderá ter sido explo-
rado um volume de areias de cerca de 2 000 000 m3. Foi gravemente afectada pela plan-
anexo I
159
tação de eucaliptos que criaram socalcos na frente de trabalho, tendo os conhos sido
revolvidos. O proprietário (Dr. Diamantino Dias Duque) mostrou-nos, na parte superior
da frente de trabalho, um rasto escuro na terra que mais não é do que uma vala para
transporte de água para a conheira. Está completamente entulhada. No nosso primeiro
trabalho foi dado um nome arbitrário a esta conheira.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 2000a, p. 102.
N.0 068
CÓDIGO CNA2 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira dos Nabos 2.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Malhada / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada
de terra que da Malhada passa ao longo da margem direita da ribeira do Codes, situa-se
do lado esquerdo, depois da ribeira da Ferrujenta, no acesso à Conheira dos Nabos.
COORDENADAS UTM: 567,2/4389,5 / COTA (m): 200 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 300 m2 / EXPOSIÇÃO:
Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena conheira, que parece ter sido rapidamente aban-
donada. No topo existem estruturas habitacionais e para animais, bem como uma horta
que, por ausência de materiais, não lançam pistas quanto à sua cronologia.
ESPÓLIO Estrutura habitacional feita de conhos, sem telhas, e redil feito com conhos.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 069
CÓDIGO COBR / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira das Obradas.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Malhada / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada
Vila de Rei-Ferreira do Zêzere, corta-se em Paredes em direcção à Arrancoeira. A conheira
situa-se a 200 m do cruzamento para a Malhada, na estrada para a Arrancoeira, do lado
direito.
COORDENADAS UTM: 567,3/4390,8 / COTA (m): 250 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 1 ha / EXPOSIÇÃO:
Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena conheira circular, cujos despejos se fariam para o
rio Zêzere, através de uma pequena linha de água. Poderiam ter sido explorados cerca de
100 000 m3 de areia e cascalho.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 2000a, p. 111-112.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
160
N.0 070
CÓDIGO CFE / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira da Ferrujenta / ACHADOR: Vicente José da Silva
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Malhada / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada
de terra que da Malhada passa ao longo da margem direita da ribeira do Codes, situa-se
do lado esquerdo, antes da ribeira da Ferrujenta.
COORDENADAS UTM: 567,7/4389,95 / COTA (m): 238 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 500 m2 / EXPOSIÇÃO:
Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Boa / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Pequena conheira, com a particularidade de os conhos serem de grandes
dimensões. Segundo o proprietário (Sr. José Vicente da Silva), contaram-lhe que apare-
ceram aqui muitas ferramentas de ferro que desapareceram totalmente.
ESPÓLIO Ferramentas de ferro.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 071
CÓDIGO CONHE / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheirinha / ACHADOR: Vicente José da Silva.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Malhada / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada
Vilar-Aveleira, corta-se à direita por estrada de terra que vai dar à conheira.
COORDENADAS UTM: 568,05/4389,55 / COTA (m): 200 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 2500 m2 / EXPOSI-
ÇÃO: Este / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena conheira muito inclinada, pois foi laborada a meia-
-encosta. Sofreu recentemente uma grande destruição devido à plantação de eucaliptos
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 072
CÓDIGO CNA / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira dos Nabos / DOCUMENTAL: Conheira XXI /
ACHADOR: Vicente José da Silva.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Malhada / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada
de terra que da Malhada passa ao longo da margem direita da ribeira do Codes, situa-se
do lado esquerdo, antes da ribeira da Carregueira.
COORDENADAS UTM: 567,2/4389,2 / COTA (m): 250 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 3 ha / EXPOSIÇÃO:
Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
anexo I
161
DESCRIÇÃO Trata-se de uma grande conheira, de onde pode ter sido explorado um
volume de 3 000 000 m3 de areias. Os despejos faziam-se para a ribeira da Carregueira.
O lugar da Carregueira foi construído sobre a zona de despejos. Nas paredes de alguns
barracões aparecem uns imbrices espessos e algumas cerâmicas cuja cronologia é difícil
de estabelecer. O Sr. Vicente referenciou uma casa dentro da conheira, junto de uma
lagoa, com três divisões, cuja cronologia permanece obscura.
ESPÓLIO Estruturas habitacionais sem telhas.
RELAÇÕES Fig. 36-26.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 2000a, p. 109-110.
N.0 073
CÓDIGO CVS / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 01/03/2001
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira do Vale dos Solteiros / DOCUMENTAL:
Conheira XVI / ACHADOR: Vicente José da Silva.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Macieira / FREGUESIA: Vila
de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Partindo da Macieira,
segue-se pela estrada de terra junto à albufeira do Castelo de Bode até ao Vale Solteiro.
COORDENADAS UTM: 569/4388,3 / COTA (m): 197 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 2 ha / EXPOSIÇÃO:
Este e Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO A frente de desmonte atinge um desnível de 10 m. O cone de dejecção
fazia-se para o Vale Solteiro (oeste), que foi posteriormente utilizado para a agricultura.
Achámos aí alguns fragmentos cerâmicos com decoração incisa ondulada cuja cronolo-
gia nos parece recente. Foram recolhidos perto de um palheiro que ali existe. Podem ter
sido minerados cerca de 200 000 m3 de areia e cascalho.
ESPÓLIO Cerâmica comum.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 2000a, p. 105-106.
N.0 074
CÓDIGO CCAL / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira do Caldeirão / ACHADOR: Vicente José da Silva.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Malhada / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada
de terra que da Malhada passa ao longo da margem direita da ribeira do Codes, situa-se
do lado esquerdo, antes da ribeira da Carregueira.
COORDENADAS UTM: 567,15/4389 / COTA (m): 200 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 2 ha / EXPOSIÇÃO:
Este / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma grande conheira, de onde pode ter sido explorado um
volume de 2 000 000 m3 de areias. Os despejos faziam-se para a ribeira da Carregueira
e para o Zêzere.
ESPÓLIO Estrutura habitacional (?) sem telhas.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
162
N.0 075
CÓDIGO CTO / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira dos Touros / POPULAR: Conheira das Letras /
DOCUMENTAL: Conheira XX, Conheira do Touro / ACHADOR: Vicente José da Silva.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Malhada / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada
Vilar-Macieira, corta-se à direita por estrada de terra que vai dar à conheira.
COORDENADAS UTM: 567,4/4388,5 / COTA (m): 160 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 2 ha / EXPOSIÇÃO:
Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano (?) / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regu-
lar / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma enorme conheira, cujos despejos eram efectuados para a
ribeira de Codes. Perto existem os restos fósseis de uma lagoa. O Sr. Vicente José da Silva
encontrou aqui uma lança de ferro, com as inicias .M.A.F. Por seu lado, o Sr. Manuel
Pereira Alves, da Aveleira, encontrou o seixo com círculo. Poderão aqui ter sido minera-
dos cerca de 100 000 m3 de areia e cascalho.
ESPÓLIO Lança de ferro com iniciais romanas e seixo (conho) de quartzito com círculo
central feito por abrasão.
RELAÇÕES Figs. 23-1 e 3 e 32-28.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 2000a, p. 108-109.
N.0 076
CÓDIGO CFOR / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira dos Fornecos / ACHADOR: Vicente José da Silva.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Macieira / FREGUESIA: Vila
de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Situa-se abaixo da
Conheira dos Touros, do outro lado da estrada de terra que ladeia a ribeira de Codes.
COORDENADAS UTM: 567,25/4388,3 / COTA (m): 200 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 500 m2 / EXPOSIÇÃO:
Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena conheira, cujos despejos eram efectuados para a
ribeira de Codes. Dá ideia de ter sido abandonada pois a frente tem grandes conglome-
rados ferrosos.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 077
CÓDIGO CAME / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/06/2001
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira da Ameosa / ACHADOR: Vicente José da Silva.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Macieira / FREGUESIA: Vila
de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada de terra
Macieira-Malhada (pela margem do Codes), situa-se do lado direito, no vale da Ameosa.
COORDENADAS UTM: 568/4388,8 / COTA (m): 200 / CARTA MILITAR: 311.
anexo I
163
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 1 ha / EXPOSIÇÃO:
Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena conheira na encosta oeste, virada para a linha de
água. Nesta também se notam trabalhos de mineração de ambos os lados. Poderão ter
sido removidos cerca de 50 000 m3 de areia e seixos.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 078
CÓDIGO CCOV / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira das Covinhas / DOCUMENTAL: Conheira XIX
/ ACHADOR: Vicente José da Silva.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Macieira / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada
de terra Macieira-Malhada (pela margem do Codes), situa-se do lado esquerdo, da Bar-
roca do Cepo do Lobo.
COORDENADAS UTM: 568/4388,2 / COTA (m): 150 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 2000 m2 / EXPOSI-
ÇÃO: Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Pequena conheira, onde os conhos são mais pequenos do que nas outras.
Os despejos eram feitos directamente para o Codes.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 2000a, p. 108.
N.0 079
CÓDIGO CVEL / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira Velha / DOCUMENTAL: Conheira XVII /
ACHADOR: Vicente José da Silva.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Macieira / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada
de terra Macieira-Malhada (pela margem do Codes), situa-se do lado direito, a seguir ao
Vale dos Solteiros.
COORDENADAS UTM: 568,3-6/4388,3 / COTA (m): 200 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 2 ha / EXPOSIÇÃO:
Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma enorme conheira, repleta de silvados, de difícil visita.
As areias eram escoadas pela encosta nascente. Aí foi feita uma área de plantação. Des-
cobriu-se aí, segundo informação do Sr. Vicente, uma mina repleta de objectos cerâmi-
cos. Mas como foi considerada obra do mal foi entulhada. O Sr. Vicente recolheu aí cerâ-
mica que entregou a Mação para estudo, tendo a mesma desaparecido. Podem ter sido
minerados cerca de 200 000 m3 de areia e cascalho.
ESPÓLIO Mina e objectos cerâmicos.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 2000a, p. 106-107.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
164
N.0 080
CÓDIGO CCAB / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira da Cabecinha / DOCUMENTAL: Conheira XV.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Cabecinha / FREGUE-
SIA: Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na
estrada Pisão Fundeiro-Cabecinha, mesmo no cimo do outeiro antes de chegar à povoa-
ção, corta-se à esquerda por estrada de terra que vai dar à conheira.
COORDENADAS UTM: 571,5/4387,1 / COTA (m): 210 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 1000 m2 / EXPOSI-
ÇÃO: Este / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena conheira que dá a ideia de ter sido abandonada,
pois o volume de areias extraídos ronda os 5000 m3. No caminho de acesso vêem-se os
caboucos de uma pequena casa rectangular sob o caminho. Não foram achados quais-
quer materiais que a possam caracterizar.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 2000a, p. 104.
N.0 081
CÓDIGO CPF / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira do Penedo Furado.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Milreu / FREGUESIA: Vila de
Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: A conheira situa-se no
monte sobranceiro ao Miradouro do Penedo Furado, do lado esquerdo da antiga Nacional 2.
COORDENADAS UTM: 572-4/4386,7-87,1 / COTA: (m): 225 a 244 / CARTA MILITAR: 311
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 10 ha / EXPOSIÇÃO:
Oeste e Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma grande conheira onde poderá ter sido explorado um volume
de 3 500 000 m3 de areias. As montureiras de conhos formam “ondulações” no terreno,
devido ao sistema de exploração. Os despejos eram efectuados para a ribeira de Codes.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 2000a, p. 103-104.
N.0 082
CÓDIGO CB / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira de Baixo.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Milreu / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada
Milreu-Penedo Furado, corta-se à esquerda na última estrada de terra. Nesta corta-se
sempre à direita até chegar à conheira.
COORDENADAS UTM: 572,6/4387,1 / COTA (m): 276 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 5 ha / EXPOSIÇÃO:
Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
anexo I
165
DESCRIÇÃO Trata-se de uma conheira de média dimensão, de onde poderá ter sido
extraído um volume de 750 000 m3 de areias. O cone de dejecção encontra-se a oeste e
foi aproveitado para a agricultura.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 083
CÓDIGO CBAR / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira da Barroca d’Água.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Milreu / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada
Milreu-Penedo Furado, corta-se à esquerda na penúltima estrada de terra, e nesta nova-
mente à esquerda, que vai dar ao centro da conheira.
COORDENADAS UTM: 573,2/4386,7 / COTA (m): 285 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 6 ha / EXPOSIÇÃO:
Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma conheira de média dimensão, onde poderá ter sido explo-
rado um volume de 1 800 000 m3 de areias. A zona de dejecção foi aproveitada para hor-
tas e os conhos para fazer muros de propriedade.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 084
CÓDIGO CCAR / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira da Carreira.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Milreu / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: No Mil-
reu, corta-se para o lado do cemitério, passa-se este até chegar à conheira.
COORDENADAS UTM: 573,3/4386,2 / COTA (m): 277 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 3 ha / EXPOSIÇÃO:
Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação
DESCRIÇÃO Trata-se de uma média conheira, propriedade do Dr. Diamantino Duque,
donde pode ter sido retirado um volume de 700 000 m3 de areias. A dejecção fazia-se
para a ribeira do Vale Meal Pequeno. Esta conheira faz conjunto com a Conheira do Vale
do Milreu, virada a Este.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 085
CÓDIGO CVMI / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira do Vale do Milreu.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Milreu / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: No
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
166
Milreu, corta-se para o lado do cemitério, passa-se este, corta-se pela estrada da esquerda
até chegar à conheira.
COORDENADAS UTM: 573,5/4386,3 / COTA (m): 277 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 2 ha / EXPOSIÇÃO:
Este / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Faz conjunto com a Conheira da Carreira, sendo a sua parte Este. O volume
de areias retiradas é pequeno (300 000 m3). Os despejos faziam-se para a ribeira do Vale
do Milreu.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 086
CÓDIGO CMI / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira do Milreu / DOCUMENTAL: Conheira do
Cemitério.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Milreu / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na saída
de Milreu para a Nacional 2, corta-se à direita por estrada de terra que passa no centro da
conheira.
COORDENADAS UTM: 573,8-74,4/4386,1-9 / COTA (m): 286 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 20 ha / EXPOSIÇÃO:
Sul e Este / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação / Rede viária.
DESCRIÇÃO Esta conheira engloba a conheira que denominámos impropriamente como
Conheira do Cemitério. Também a designámos por Conheira da Folhadeira, mas esta
situa-se ao lado desta, mas mais a oriente. Trata-se de uma das maiores conheiras da
região, de onde poderão ter sido retirados cerca de 7 500 000 m3 de areias. Da parte mais
a sul saía um canal escavado no grauvaque, profundamente erosionado pelas areias, de
que ainda se conserva um troço, junto da ribeira do Codegoso e é visível todo o seu pre-
enchimento numa das barreiras da nova EN 2. A vala é conhecida por Cova da Moura. No
terminus da vala existe um enorme cone de dejecção que contribuiu para entulhar a ribeira
do Codegoso e a ribeira de Codes. Na junção destas duas ribeiras os sedimentos atingem
a espessura de 10 m. A ribeira do Codes corre aqui numa planície aluvionar, em mean-
dro, que não é frequente em ribeiras desta região pois correm em vales encaixados.
RELAÇÕES Fig. 36-28 e 30.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 2000a, p. 99-102.
N.0 087
CÓDIGO CONHA / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conhais.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Milreu / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Situa-se
de ambos os lados da estrada Milreu-Lousa.
COORDENADAS UTM: 574,4/4386,7 / COTA (m): 290 / CARTA MILITAR: 311.
anexo I
167
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 3 ha / EXPOSIÇÃO:
Sudeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma conheira que foi minerada ao longo de uma linha de água.
Encontra-se em muito mau estado de conservação pois foi dela que foram retirados
grande parte dos conhos para a construção da Variante à EN 2. Podem ter sido removi-
dos cerca de 100 000 m3 de areia e cascalho.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 088
CÓDIGO CALT / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira Alta / DOCUMENTAL: Conheiras VI a IX.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Lousa / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na
estrada Nacional 2 (Milreu-Vila de Rei, corta-se à direita por estrada de terra que pelo
viso da serra chega à conheira.
COORDENADAS UTM: 574,8-75,3/4386,6-9 / COTA (m): 279 / CARTA MILITAR: 312
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 10 ha / EXPOSIÇÃO:
Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Grande conheira que inicialmente tomámos como sendo várias e que
nomeámos conheiras de VI a IX. Conseguiu-se apurar o seu nome e que se tratava de
uma só conheira. Parte do cone de dejecção, que se fazia para a ribeira do Codegoso, foi
destruído por uma plantação de pinheiro; ainda assim é observável fiadas de areia lavada
e fiadas de lama mais escura, provenientes da lavaria, que se situaria na ponta da
conheira, no extremo oposto da frente de trabalho. Poderão ter sido minerados cerca de
1 000 000 m3 de areia e cascalho.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 2000a, p. 94-97.
N.0 089
CÓDIGO BF / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/10/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Brejo Fundeiro / ACHADOR: Carlos Batata e Filomena
Gaspar / DATA: 1995.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Brejo Fundeiro / FRE-
GUESIA: Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO:
Na estrada Milreu-Aveleira, depois da subida do Brejo Fundeiro e antes do cruzamento,
do lado esquerdo, na barreira.
COORDENADAS UTM: 571,85/4388,6 / COTA (m): 180 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina de filão / EXPOSIÇÃO: Sul / PERÍODO
CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO DO
SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Erosão.
DESCRIÇÃO No terraço fluvial foi aberta uma galeria que se ramifica em duas. Parece
ser uma galeria de exploração mineira.
RELAÇÕES Fig. 30-29.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 2000a, p. 113.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
168
N.0 090
CÓDIGO CLO / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 20/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira do Lourenço.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Lousa / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada
Milreu-Lousa, situa-se do lado esquerdo antes da descida para o Codegoso.
COORDENADAS UTM: 576,5/4386,9 / COTA (m): 290 / CARTA MILITAR: 312.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 1 ha / EXPOSIÇÃO:
Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Bom / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma conheira circular, cujos despejos eram efectuados para o
ribeiro da Corga da Mata. Podem ter sido minerados cerca de 200 000 m3 de areia e cas-
calho.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 091
CÓDIGO CLOU2 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 12/08/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira da Lousa 2 / DOCUMENTAL: Conheira IV.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Lousa / FREGUESIA: Vila
de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada Mil-
reu-Lousa, situa-se de ambos os lados da estrada, na subida e junto à povoação da Lousa.
COORDENADAS UTM: 575,5/4386,4 / COTA (m): 250 / CARTA MILITAR: 312.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 0,5 ha / EXPOSIÇÃO:
Norte / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Conheira sobranceira à Lousa, sendo os despejos efectuados para a ribeira
do Codegoso. Podem ter sido minerados cerca de 50 000 m3 de areia e cascalho.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 2000a, p. 93.
N.0 092
CÓDIGO CLOU / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 12/08/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira da Lousa / DOCUMENTAL: Conheira I.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Lousa / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Situa-se
de ambos os lados da estrada, imediatamente antes de entrar na povoação de Lousa, no
sentido Quinta das Laranjeiras-Lousa.
COORDENADAS UTM: 576/4386,9 / COTA (m): 277 / CARTA MILITAR: 312.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 4 ha / EXPOSIÇÃO:
Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Mau / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma enorme conheira, sujeita em parte a destruição (remoção
de conhos e exploração de areia). O Sr. Augusto Dias, morador na Lousa, referiu-nos que
andou nas conheiras a abrir valas e poços, ao serviço do Eng. Artur Prill (meados do
anexo I
169
século XX). Mostrou-me um dos poços que abriu, numa das frentes de trabalho da
conheira. Dentro da conheira, no lado direito da estrada de terra que liga a Vale de Lobo,
logo a seguir ao cruzamento da estrada alcatroada com esta, encontram-se alinhamentos
de conhos formando rectângulos e muros de sustentação. Podem ter sido minerados
cerca de 400 000 m3 de areia e cascalho.
ESPÓLIO Estruturas feitas com conhos.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 2000a, p. 91.
N.0 093
CÓDIGO CCAS / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 12/08/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira dos Castelejos / DOCUMENTAL: Conheira II
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Lousa / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Passa-se
a povoação de Lousa, para sul, por estrada de terra. A conheira situa-se a cerca de 500 m
da aldeia, do lado esquerdo.
COORDENADAS UTM: 575,3/4386,2 / COTA (m): 290 / CARTA MILITAR: 312.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 6 ha / EXPOSIÇÃO:
Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano? / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom /
USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma grande conheira de onde poderão ter sido retirados cerca
de 1 200 000 m3 de areia e cascalho. A conheira forma um círculo aberto apenas pelo
sul, por onde se faziam os despejos da areia lavada, através de uma linha de água que vai
desaguar na ribeira de Codes. Na frente de trabalho, situada a oeste, notam-se muretes
feitos com conhos, de função díficil de atribuir. Foi aqui recolhido um disco em xisto no
meio dos conhos recentemente retirados, que apresenta semelhanças formais com
a peça n.0 380 do volume VII das Fouilles de Conimbriga. A peça foi recolhida pelo
Sr. Vicente José da Silva e pelo seu sobrinho.
ESPÓLIO Disco em xisto com perfuração central e estruturas feitas com conhos.
RELAÇÕES Fig. 23-2.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 2000a, p. 92.
N.0 094
CÓDIGO CFU / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 12/08/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira Fundeira / DOCUMENTAL: Conheira III.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Lousa / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Atra-
vessa-se a povoação de Lousa, para sul, por estrada de terra, passa-se a Conheira dos Cas-
telejos, até chegar a esta.
COORDENADAS UTM: 574,8/4385,8 / COTA (m): 276 / CARTA MILITAR: 312.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 4 ha / EXPOSIÇÃO:
Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se uma conheira média de onde poderão ter sido explorados cerca de
800 000 m3 de areia e cascalho. O Dr. Diamantino Duque informou-me que no Vale da
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
170
Lagoa (junto ao Codes) existe uma vala de dejecção, escavada no xisto e boleada pelo
efeito abrasivo das areias lavadas. Provinha, certamente da zona da lavaria desta
conheira.
ESPÓLIO Vala de dejecção.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 2000a, p. 92-93.
N.0 095
CÓDIGO CCS / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira da Chã dos Solteiros / DOCUMENTAL:
Conheira XVIII / ACHADOR: Vicente José da Silva.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Macieira / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na estrada
de terra que circunda o Codes (margem direita), sentido Macieira-Malhada, depois da
ribeira do Vale dos Solteiros, do lado direito da estrada.
COORDENADAS UTM: 568,3-6/4388,1-2 / COTA (m): 150 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃ TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 3 ha / EXPOSIÇÃO: Sul
/ PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminada / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular
/ USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Extracção de conhos.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma grande conheira, cujos despejos eram efectuados para a
ribeira de Codes. Pode ter sido extraído um volume de cerca de 300 000 m3 de areias.
A sua frente de trabalho coincide parcialmente com o cone de dejecção da Conheira
Velha.
ESPÓLIO Fragmento de pança de dolium.
BIBLIOGRAFIA Batata et al., 2000a, p. 107-108.
N.0 096
CÓDIGO VMI / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 04/03/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Vale do Milreu / ACHADOR: Vicente José da Silva.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Milreu / FREGUESIA:
Vila de Rei / CONCELHO: Vila de Rei/ DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: No Mil-
reu, sai-se pela estrada que liga à Nacional 2, corta-se à direita por estrada de terra que
passa na Conheira da Folhadeira e segue para o Codes.
COORDENADAS UTM: 573,7/4386,05 / COTA (m): 250 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Via / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano? /
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Rede
viária.
DESCRIÇÃO Troço fóssil de estrada, cujos rodados dos carros ainda se notam na rocha,
apesar dela já ter sido destruída em grande parte por abertura de um estradão. Foi indi-
cada pelo Sr. Vicente José da Silva. Poderia ter feito parte de uma estrada romana que
saíndo de S. Domingos se dirigisse a Vila de Rei, passando pelo Milreu.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
anexo I
171
N.0 097
CÓDIGO CDR / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 13/11/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Castro de Dornes / POPULAR: Castelo / DOCUMEN-
TAL: Castelo / ACHADOR: José Maria Pereira – Dornes / DATA: 1895.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Dornes / FREGUESIA:
Dornes / CONCELHO: Ferreira do Zêzere / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Situa-se
no esporão por detrás da igreja matriz e cemitério.
COORDENADAS UTM: 562,7/4403 / COTA (m): 135 / CARTA MILITAR: 288.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 98/1(768) / PROTECÇÃO LEGAL: IIP, Dec. 30762
de 26/9/1940 e Dec. 30838 de 1/11/1940 e Dec. 32973 de 18/8/1943 / CNS: 5110 / TIPO
DE SÍTIO: Povoado / ÁREA: 1,5 ha / EXPOSIÇÃO: E-S-O / PERÍODO CRONOLÓGICO:
Bronze Final, Idade do Ferro e Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO
DO SOLO: Urbano / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de um monte alongado e de vertentes muito íngremes, com excep-
ção da vertente sul. Encontra-se quase destruído pelo nivelamento do adro entre a igreja
e o cemitério, restando a ponta norte, mesmo assim com uma eira. Não parece ter tido
muralha, talvez a não ser na vertente sul; a sua verificação é difícil, pois já se situa den-
tro da vila e o espaço está calcetado. No adro situa-se a Torre Pentagonal, que alguns
apontam como romana e outros muçulmana, sendo provavelmente medieval; não se vis-
lumbra nada que aponte para a sua origem romana, não obstante os vários achados
romanos ali feitos. Pimentel refere que a antiga estrada Tomar-Cernache se fazia por
Dornes e, com efeito, Dornes está no trajecto de uma via que não pôde ser comprovada
no terreno. Jorge de Alarcão coloca como sendo deste povoado as inscrições CIL 335 e
336 que são de S. Pedro do Castro.
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: Leite de Vasconcelos / ANOS: 1895 / PERÍODOS: Idade do
Ferro e Romano.
ESPÓLIO Denário de prata da família “Iunia”, inscrição romana, cerâmica manual indí-
gena, cerâmica de torno indígena, cerâmica comum romana, mós planas, imbrices, tijo-
los grossos, talhas, um prego de ferro e anforetas republicanas.
RELAÇÕES Figs. 20-3 e 31-20.
BIBLIOGRAFIA Vasconcelos, 1897, p. 103; Pimentel, 1881, p. 260; Vasconcelos, 1900,
p. 12-13; Vasconcelos, 1917, p. 150; Nobre, 1985; Alarcão, 1988a, p. 102; Casanova et al.,
1989; Alarcão, 1992b, p. 16 e 19; Batata et al., 1993a; Batata et al., 1993b, p. 21; Batata et
al., 1999, p. 27 e 32-33; Endovélico, 26/5/1999; Félix, 2000, p. 36; Dgmn 18/4/2000.
N.0 098
CÓDIGO COBA / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 16/08/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira da Bairradinha / ACHADOR: Carlos Batata /
DATA: 2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Bairradinha / FREGUE-
SIA: Ferreira do Zêzere / CONCELHO: Ferreira do Zêzere / DISTRITO: Santarém /
ACESSO: Pela estrada Ferreira do Zêzere-Lago Azul e depois à direita para a margem da
Albufeira, em frente à Bairradinha.
COORDENADAS UTM: 565,5/4389,4 / COTA (m): 110 / CARTA MILITAR: 311.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
172
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 1000 m2 / EXPOSI-
ÇÃO: Sul e Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CON-
SERVAÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Fluvial / AMEAÇAS: Agentes fluviais.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma conheira de pequena dimensão, que só é visível em perío-
dos de longa estiagem.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 099
CÓDIGO SPC / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 13/11/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: São Pedro do Castro / ACHADOR: Gazeta de Lisboa Oci-
dental / DATA: 1733.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Maxial / FREGUESIA:
Ferreira do Zêzere / CONCELHO: Ferreira do Zêzere / DISTRITO: Santarém / ACESSO:
Na estrada Ferreira do Zêzere-Lago Azul, corta-se à esquerda por estrada de terra, ao pé
do aeródromo. Passa-se ao lado do Maxial e desce-se para o Zêzere.
COORDENADAS UTM: 565,75/4393,8 / COTA (m): 212 / CARTA MILITAR: 300.
CARACTERIZAÇÃO PROTECÇÃO LEGAL: IIP, Dec 30762 de 26/9/1940, Dec. 30838
de 1 /11/1940 e Dec. 32973 de 18/8/1943 (só a capela é que está classificada) /
PROCESSO(S): 98/1(768) / CNS: 5108 (a este CNS devem ser associados os 6161 e
13142, pois pertence tudo ao mesmo povoado) / TIPO DE SÍTIO: Povoado Fortificado /
ÁREA: 4 ha / EXPOSIÇÃO: N-S-E-O / PERÍODO CRONOLÓGICO: Bronze Final, Idade
do Ferro e Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Flores-
tal/Religioso / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO Povoado fortificado, situado em monte de encostas muito íngremes e
defendido naturalmente por duas ribeiras (uma a norte e outra a sul); a este corre o rio
Zêzere. O único acesso fácil fazia-se por oeste. Para evitar a fácil penetração no povo-
ado foi construída uma muralha defensiva no Outeiro do Maxial, situado a 600 m para
oeste; tem ainda cerca de 0,5 m de altura, com uma porta de entrada. No exterior notam-
-se estruturas e encontram-se imbrices. O castro era defendido por uma forte muralha,
ainda hoje bastante visível, atingindo nalguns pontos a altura de 2 metros. Parece ter tido
vários torreões, segundo desenho elaborado por Alves (1953). Foram referenciadas as ocu-
pações do Bronze Final, II Idade do Ferro e Romano. Há notícias de uma necrópole que
poderia ter estado situada na parte oeste do povoado, fora das muralhas. Em 2000 sofreu
uma grande destruição (muralha e estruturas) com a abertura de uma estrada até ao topo.
1733 - Gazeta - refere a inscrição da frontaria, bases, capitéis de coluna e silhares; 1869 -
Costa - refere a inscrição da frontaria; 1874 - Leal - refere o autor anterior e fala nas sepultu-
ras; 1896 - Vasconcelos - a tenaz e lança dão entrada no museu; 1900 - Vasconcelos - repro-
duz o texto da Gazeta; 1908 - Baião - refere a inscrição da frontaria e a do interior (armário
das galhetas); 1917 - Vasconcelos - refere uma lança e um forfex (1895); 1923a - Machado -
conta a lenda de S. P. C., refere a inscrição da frontaria e um capitel de mármore; 1923b
- Machado - refere a inscrição do armário das galhetas e a muralha do Outeiro do Maxial;
1923 - Andrade - faz a leitura epigráfica das duas inscrições; 1923 - Baião - responde ao
Sr. Machado sobre a leitura das inscrições; 1939 - Câncio - faz referência aos dados de
Baião; Sequeira, 1949 - refere as duas primeiras inscrições e o capitel; 1953 - Alves - esboço
da muralha e sepulturas aquando da plantação do olival; 1960-61 - Oliveira - refere a
notícia da Gazeta de Lisboa; 1985 - Nobre - situa o castro no Outeiro do Maxial; 1988 -
anexo I
173
Marques - apenas refere as muralhas; 1990a e b - Batata - publica a terceira e quarta inscri-
ção do castro; 1990c - Batata - análise epigráfica das 4 inscrições. Referência a um fragmento
de outra (anepígrafa); 1994 - Ponte - publica uma foice de bronze achada na encosta; 1988
- Nobre e outros - publicam nova inscrição de São Pedro do Castro; 18/4/2000 - DGMN -
refere a existência de um capitel romano no interior e um a sustentar o telheiro anexo.
ESPÓLIO Parte de uma lança de ferro, metade de uma tenaz, cerâmica manual, cerâmica
de torno, uma argola de bronze?, um fragmento de pulseira em bronze, duas mós planas
e um movente, um peso de rede, uma foice de bronze tipo “rocanes”, dois capitéis (DGMN),
seis inscrições (uma é um fragmento anepígrafo), estruturas habitacionais, imbrices e escó-
ria de ferro.
RELAÇÕES Figs. 10-1 e 2 e 31-15 a 19
BIBLIOGRAFIA Gazeta de Lisboa Ocidental, 1733; Hubner, 1869, n.0s 335 e 336; Costa,
1869: 151; Leal, 1874; Vasconcelos, 1896, p. 143; Vasconcelos, 1900a, p. 85-86; Baião,
1908, p. 260-261; Vasconcelos, 1917, p. 150; Machado, 1923a, p. 1; Machado, 1923b, p. 1;
Andrade, 1923, p. 1; Baião, 1923, p. 1; Câncio, 1939, p. 27-28; Sequeira, 1949, p. 37; Alves,
1953, p. 36-38; Oliveira, 1960-61, p. 34-35; Nobre, 1985, p. 271-275; Marques, 1988; Nobre
et al., 1998; Alarcão, 1988, p. 104; Fernandes et al., 1990; Batata, 1990b; Batata, 1990c;
Batata, 1990d; Batata, 1991, p. 20-21; Alarcão, 1992b, p. 12-13 e 15; Batata, 1992; Batata
et al., 1993c, p. 21; Ponte, 1994, p. 155-157; Batata et al., 1999, p. 27, 30-31 e 33; Endové-
lico, 15/1/1999, 26/5/1999, 5/10/1999; Fèlix, 1999, p. 2-3; Gimeno et al., 1999, p. 105-
-111; Félix, 2000, p. 56; DGMN 18/4/2000.
N.0 100
CÓDIGO CCB / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 15/10/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheiras de Cima e de Baixo / ACHADOR: Francisco
Henriques e João Caninas / DATA: 1986.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Foz do Cobrão / FREGUE-
SIA: Fratel / CONCELHO: Vila Velha do Ródão / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO:
Na estrada Foz do Cobrão-Vale de Figueira, corta-se à direita, a seguir ao cemitério.
COORDENADAS UTM: 605,5-8/4398,4-8 / COTA (m): 140 / CARTA MILITAR: 302.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 8000 m2 / EXPOSI-
ÇÃO: Noroeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSER-
VAÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena conheira, de onde poderão ter sido extraídos
cerca de 40 000 m3 de areia e cascalho.
BIBLIOGRAFIA Henriques et al., 1986, n.0 54.
N.0 101
CÓDIGO CLA / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 15/10/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira da Ladeira / ACHADOR: Francisco Henriques
e João Caninas / DATA: 1986.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Foz do Cobrão / FREGUE-
SIA: Fratel / CONCELHO: Vila Velha do Ródão / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: Na
estrada Foz do Cobrão-Vale de Figueira, corta-se à direita, perto do cemitério, e segue-se a
estrada de terra ao longo da ribeira, chegando-se à conheira cerca de 2 km mais à frente.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
174
COORDENADAS UTM: 605,4-6/4396,6-9 / COTA (m): 140 / CARTA MILITAR: 302.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 6 ha / EXPOSIÇÃO:
Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Conheira de média dimensão, explorada em duas plataformas. Uma mais
baixa, junto da ribeira e outra num nível superior. Por cima da frente de trabalho acharam-
-se alguns materiais neo-calcolíticos. Poderão ter sido removidos cerca de 120 000 m3
de areia e cascalho.
ESPÓLIO Lasca de sílex retocada e calhau de anfibolito talhado.
BIBLIOGRAFIA Henriques et al., 1986, n.0 55.
N.0 102
CÓDIGO LT / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 20/10/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Lameiro Tomar / POPULAR: Sardadão / ACHADOR:
Francisco Henrique e João Caninas / DATA: 1986.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Marmelal / FREGUE-
SIA: Fratel / CONCELHO: Vila Velha do Ródão / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO:
Na estrada IP 2 (sentido Portalegre-Castelo Branco), corta-se para Proença-a-Nova e logo
a seguir, à esquerda para Marmelal. Na povoação corta-se à direita por estrada de terra
até ao cruzamento onde existe uma propriedade murada com muro de pedra solta.
COORDENADAS UTM: 606,75/4393,3 / COTA (m): 283 / CARTA MILITAR: 303.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal?/Necrópole / ÁREA: 100 m2 / EXPOSIÇÃO:
Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano? / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular
/ USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO No local foi achada uma sepultura feita com tijolos e verifica-se a existência
de imbrices. Ao lado, notam-se os rodados de uma antiga via.
ESPÓLIO Sepultura de tijolos, imbrices e via.
BIBLIOGRAFIA Henriques et al., 1986, n.0 74.
N.0 103
CÓDIGO COMO / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 20/10/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Cova da Moura / ACHADOR: Francisco Henriques e
João Caninas / DATA: 1986.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Fratel / FREGUESIA:
Fratel / CONCELHO: Vila Velha do Ródão / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: No
IP 2 (sentido Portalegre-Castelo Branco), corta-se à esquerda para Carepa. Antes de che-
gar à povoação, corta-se à direita por estrada de terra que vai dar ao local.
COORDENADAS UTM: 604,9/4388,3 / COTA (m): 228 / CARTA MILITAR: 313.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina de filão / ÁREA: 400 m2 / EXPOSIÇÃO:
N-S-E-O / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau
/ USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Numa pequena elevação existe um poço de galeria de formato rectangular.
O estéril acumula-se perto da boca da mina quer a norte quer a este. Parece ser de esta-
nho. A oeste e a norte (cerca de 50 m), encontra-se vestígios do povoado (tégulas e imbri-
anexo I
175
ces), bastante destruído pelos trabalhos de reflorestação. As tégulas parecem ser bastante
tardias. Carlos Banha, da Extensão do IPA na Covilhã, recolheu aí recentemente um
fragmento de sigillata.
ESPÓLIO Espólio em mãos de particulares, tégulas, imbrices e sigillata.
BIBLIOGRAFIA Henriques et al., 1980, p. 32.
N.0 104
CÓDIGO JU / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 20/10/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Juncal / POPULAR: Tapada da Figueira / ACHADOR:
Francisco Henriques e João Caninas / DATA: 1986.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Juncal / FREGUESIA:
Fratel / CONCELHO: Vila Velha do Ródão / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: No
IP 2 (sentido Portalegre-Castelo Branco), corta-se à esquerda para Juncal, passa-se a loca-
lidade, corta-se na primeira estrada de terra à direita e depois na primeira à esquerda.
COORDENADAS GAUSS: 230,3/292,7 / COTA (m): 210 / CARTA MILITAR: 313.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Granja? / ÁREA: 1000 m2 / EXPOSIÇÃO: Este /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO
DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Numa área agricultada, situada em encosta suave, vêem-se imbrices espa-
lhados no terreno.
ESPÓLIO Cerâmica fragmentada e imbrices.
BIBLIOGRAFIA Henriques et al., 1986, n.0 71.
N.0 105
CÓDIGO MNE / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 20/10/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Montes Negros / ACHADOR: Francisco Henriques e
João Caninas / DATA: 1986.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Juncal / FREGUESIA:
Fratel / CONCELHO: Vila Velha do Ródão / DISTRITO: Castelo Branco / ACESSO: No
IP 2 (sentido Portalegre-Castelo Branco), corta-se à esquerda para Carepa. Antes de che-
gar à povoação, corta-se à esquerda por estrada de terra onde diz Zona de Pesca da
Carepa. Segue-se a estrada, encontra-se outra placa para a direita mas segue-se em frente
até chegar ao local.
COORDENADAS UTM: 602,65/4384,8 / COTA (m): 130 / CARTA MILITAR: 313.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 1 ha / EXPOSIÇÃO:
Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena conheira, com uma anta assinalada. Na visita
efectuada não foi observado nenhum vestígio dela. Pode ter sido explorado um volume
de cerca de 20 000 m3 de areia e cascalho.
BIBLIOGRAFIA Henriques et al., 1986, n.0 88.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
176
N.0 106
CÓDIGO ROC / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 15/10/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Rio Ocreza / ACHADOR: Francisco Henriques e João
Caninas / DATA: 1986.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Foz do Cobrão / FRE-
GUESIA: Fratel / CONCELHO: Vila Velha do Ródão / DISTRITO: Castelo Branco /
ACESSO: Na estrada Foz do Cobrão-Vale de Figueira, corta-se à direita, a seguir ao
cemitério, passa-se a conheira de Cima e de Baixo para sul.
COORDENADAS UTM: 605,6/4398,2 / COTA (m): 150 / CARTA MILITAR: 302.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 2000/1(664) / CNS: 15671 / TIPO DE SÍTIO: Mina
a céu aberto / ÁREA: 0,5 ha / EXPOSIÇÃO: Sudoeste / PERÍODO CRONOLÓGICO:
Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Agrícola /
AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena conheira, de onde poderão ter sido extraídos
cerca de 10 000 m3 de areia e cascalho.
BIBLIOGRAFIA Henriques et al., 1986, n.0 108; Caninas et al., 2000.
N.0 107
CÓDIGO AM / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 18/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: A de Meias / DOCUMENTAL: Chaveira / ACHADOR:
Pde. Henrique Louro / DATA: 1939.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Chaveira / FREGUESIA:
Cardigos / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada Chaveira-
Colos, corta-se na primeira à direita, depois de sair da povoação, logo depois do cruza-
mento para a Chaveirinha (à esquerda). A estação fica na encosta, por cima dos chãos
com oliveiras.
COORDENADAS UTM: 585,85/398 / COTA (m): 420 / CARTA MILITAR: 301.
CARACTERIZAÇÃO CNS: 1501 / TIPO DE SÍTIO: Necrópole e casal? / ÁREA: 250 m2 /
EXPOSIÇÃO: Sudeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CON-
SERVAÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Agrícola/Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Do que Maria Amélia Horta Pereira refere ali ter aparecido, hoje apenas se
vêem imbrices e alguma cerâmica comum. Nota-se a existência de várias crateras, certa-
mente com o intuito de achar objectos. Têm aspecto antigo. A observação do solo é difícil;
no chão cultivado, os imbrices aparecem em pequeníssimos fragmentos. É Henrique Louro
que nos dá a notícia do aparecimento do bastão, em local indefinido e a existência de tijo-
los e estruturas desmoronadas; por seu lado Maria Amélia Horta Pereira, inquirida a popu-
lação, apurou que no caminho de pé que liga esta povoação a Vergão, foram encontradas
umas sepulturas com cerca de 1,70 m. Tinham lajes a cobri-las. Do interior de uma delas
retirou o senhor Manuel Alto, da Chaveira, o bastão, vasos de cerâmicas e um de vidro
azul, todos perdidos. Perto desenvolvera-se uma área de habitação romanizada.
ESPÓLIO Bastão com 50 cm de comprimento, vasos cerâmicos, sepulturas, vaso de vidro
azul, cerâmica de construção (imbrices e tégulas), tijolos, cerâmica comum, mosaicos,
vidros romanos e estruturas.
RELAÇÕES Fig. 21-2.
BIBLIOGRAFIA Louro, 1939, p. 14 e 17; Pereira, 1970a, p. 275-279 e 325; Alarcão, 1988a,
p. 76; Endovélico, 25-2-99.
anexo I
177
N.0 108
CÓDIGO VBO / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 08/01/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Vale Bom / DOCUMENTAL: Cabeço da Porca / ACHA-
DOR: Maria Amélia Horta Pereira / DATA: 1970.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Monte Fundeiro de
S. Bento / FREGUESIA: Cardigos / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém /
ACESSO: Na estrada Portela dos Colos-Casais de S. Bento, corta-se por estrada de terra à
direita, em frente do marco geodésico que está no final da grande recta. A estação situa-se
do lado esquerdo.
COORDENADAS UTM: 583,05/4397,9 / COTA (m): 390 / CARTA MILITAR: 301.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal / ÁREA: 500 m2 / EXPOSIÇÃO: Este /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO
DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO A estação situa-se no meio do montado que existe do lado esquerdo do
caminho, em encosta suave virada para o pequeno vale. A observação do terreno é difícil
devido à vegetação e falta de cultivo dessas terras. A estação situa-se na trajectória de
uma via. Maria Amélia Horta Pereira denominou-a Cabeço da Porca, o que não está cor-
recto pois o Cabeço da Porca fica 4 km a nordeste deste lugar.
ESPÓLIO Cerâmica comum, opus signinum, imbrices, tégulas, tijolos e uma mó.
BIBLIOGRAFIA Pereira, 1970a, p. 324.
N.0 109
CÓDIGO CRI / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 08/01/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Casas da Ribeira / ACHADOR: Carlos Batata / DATA: 2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Casas da Ribeira / FRE-
GUESIA: Cardigos / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: No centro
da povoação.
COORDENADAS UTM: 582,7/4396,2 / CARTA MILITAR: 301.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Achado Isolado / PERÍODO CRONOLÓGICO:
Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Urbano.
DESCRIÇÃO Trata-se de um fragmento de inscrição romana achada há cerca de 10 anos
quando arranjaram as ruas da povoação. Ao derrubarem o balcão de uma casa apareceu
a inscrição. Esta, está inscrita num bloco de xisto com 23 cm de espessura, 44 de altura
e 12/15 de largura. Inquiridos os moradores, estes não fazem ideia da proveniência da
inscrição, pois a casa já deve ter mais de 200 anos.
ESPÓLIO Inscrição do século I d.C.
RELAÇÕES Fig. 32-25.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 110
CÓDIGO ALGA / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 08/01/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Algar / ACHADOR: Carlos Batata e Filomena Gaspar /
DATA: 1994.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
178
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Casas da Ribeira / FREGUE-
SIA: Cardigos / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada S. João
do Peso-Portela dos Colos, corta-se à direita por estrada de terra que passa à Lameira do
Algar e Algar. À entrada desta povoação corta-se à esquerda por estrada que sobe a serra.
COORDENADAS UTM: 581,6/4396,8 / COTA (m): 383 / CARTA MILITAR: 301.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina de filão / PERÍODO CRONOLÓGICO: Inde-
terminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Florestal / AMEA-
ÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma mina de filão de que ainda se conhece a cova, embora seja
difícil de localizar devido à espessa vegetação. Situa-se perto de uma via romana.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 111
CÓDIGO CPI / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 01/11/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Chão do Pião / POPULAR: Brucharia / DOCUMENTAL:
Brucharia, Brucheira, Bichieira.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Cardigos / FREGUESIA:
Cardigos / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada Cardigos-
.Corujeira, corta-se à direita por estrada de terra que vai dar à Fonte do Chão do Pião.
COORDENADAS UTM: 583,9/4394,95 / COTA (m): 400 / CARTA MILITAR: 301.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal/necrópole / ÁREA: 500 m2 / EXPOSIÇÃO:
Norte / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau /
USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Na encosta do lado esquerdo de quem sobe para Cardigos, junto da Fonte
do Chão do Pião, numa assentada, ainda se encontram telhas muito fragmentadas e
fragmentos de tijoleiras. Na encosta foi encontrada uma inscrição romana.
ESPÓLIO Imbrices, tégulas, tijolos, opus signinum, silharia de mármore e granito, sepultura
com dois vasos de barro e laje de cobertura, vasos de barro, uma taça de mármore, alicerces,
uma “mão de ferro”, chocalhos de cobre, dolium, inscrição romana e coluna de mármore.
RELAÇÕES Fig. 31-14.
BIBLIOGRAFIA Azevedo, 1897, p. 150; Louro, 1939, p. 16; Matos, 1947, p. 33; Jalhay,
1949, p. 5; Pereira, 1970a, p. 319, 332-337; Louro, 1982, p. 24; Alarcão, 1988a, p. 76.
N.0 112
CÓDIGO CABE / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Cabeceiros / ACHADOR: P. Henrique Louro / DATA: 1939
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Pracana da Ribeira / FRE-
GUESIA: Cardigos / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Amêndoa-Cardigos corta-se por estrada de terra à direita, um pouco antes do km 19. Os
vestígios situam-se do lado esquerdo, no cimo da ladeira.
COORDENADAS UTM: 581,25/4392,3 / COTA (m): 370 / CARTA MILITAR: 301.
CARACTERIZAÇÃO CNS: 4551 / TIPO DE SÍTIO: Via / PERÍODO CRONOLÓGICO:
Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Florestal /
AMEAÇAS: Florestação.
anexo I
179
DESCRIÇÃO Em todo o trajecto entre Cardigos e Amêndoa, são visíveis rodados de car-
ros, escavados no xisto brando. Actualmente encontram-se muito destruídos pela acção
das máquinas de madeireiros, mas o P. Henrique Louro ainda os viu bem conservados
nas coordenadas indicadas.
BIBLIOGRAFIA Louro, 1939, p. 21.
N.0 113
CÓDIGO SARN / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 03/11/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Sarnadas / ACHADOR: P. Henrique Louro / DATA:
1939.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Sarnadas / FREGUESIA:
Cardigos / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada Cardi-
gos-Sarnadas, corta-se à esquerda por estrada de terra, dentro da povoação e vai-se até à
ribeira.
COORDENADAS UTM: 586,05/4392,75 / COTA (m): 270 / CARTA MILITAR: 301.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano /
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Flores-
tação.
DESCRIÇÃO Na encosta, hoje coberta de pinheiro, foi plantada uma vinha, tendo apare-
cido um par de mós romanas. A população de Sarnadas ainda se lembra disso. Inspec-
cionado o local nada se conseguiu apurar.
ESPÓLIO Duas mós romanas.
BIBLIOGRAFIA Louro, 1939, p. 18.
N.0 114
CÓDIGO FR / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 07/01/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Freixoeiro.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Freixoeiro / FREGUE-
SIA: Cardigos / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém.
COORDENADAS CARTA MILITAR: 301.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Achado Isolado / PERÍODO CRONOLÓGICO:
Romano.
DESCRIÇÃO No Freixoeiro fui informado que o senhor Joaquim da Silva, o qual achou a
moeda junto da ribeira de Mesão Frio, já morreu, ninguém sabendo qual era a proprie-
dade onde se deu o achado.
ESPÓLIO Cerâmica e moeda de prata de Octaviano.
BIBLIOGRAFIA Pereira, 1970a, p. 325; Alarcão, 1988a, p. 145; Endovélico, 30-4-99.
N.0 115
CÓDIGO MO / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 03/11/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: A Moradeira.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
180
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Freixoeirinho / FREGUE-
SIA: Cardigos / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Chegado ao
largo da fonte, no Freixoeirinho, corta-se por azinhaga à direita e depois na primeira à
esquerda até chegar ao local.
COORDENADAS UTM: 587,7/4390,7 / COTA (m): 337 / CARTA MILITAR: 301.
CARACTERIZAÇÃO CNS: 4550 / TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 100 m2 / EXPOSI-
ÇÃO: N-S-E-O / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO A estação encontra-se num pequeno cabeço, perto de uma provável via No
local apenas se encontram fragmentos de imbrices e cerâmica comum muito rolada.
ESPÓLIO Cerâmica de construção (imbrices, tégulas e tijolos), cerâmica comum, sigillata,
estruturas e mós.
BIBLIOGRAFIA Louro, 1939, p. 18; Pereira, 1970a, p. 325; Louro, 1982, p. 25; Alarcão,
1988a, p. 145; Endovélico, 30-4-99.
N.0 116
CÓDIGO SMA / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 18/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: São Miguel da Amêndoa / POPULAR: Castelo Velho de
S. Miguel / DOCUMENTAL: Castro de São Miguel, Campo de São Miguel, Pico de São
Miguel / ACHADOR: Pde. Manuel da Silva e Azevedo / DATA: 1758.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Amêndoa / FREGUE-
SIA: Vila de Rei e Amêndoa / CONCELHO: Vila de Rei e Mação / DISTRITO: Santarém
/ ACESSO: Na estrada Amêndoa-Vila de Rei, corta-se na primeira estrada de terra batida
em mau estado, do lado direito, subindo-se até ao castro.
COORDENADAS UTM: 580,35/391,55 / COTA (m): 497 / CARTA MILITAR: 312.
CARACTERIZAÇÃO PROTECÇÃO LEGAL: MN, Dec. 37801, de 2-5-1950 (a área abran-
gida pela classificação tem como centro o alto do monte, onde se encontra o marco
geodésico e estende-se 80 m para norte, nascente e poente e 100 m para sul) /
PROCESSO(S): S-852 (81/1(119), 98/1(768 / CNS: 852 / TIPO DE SÍTIO: Povoado For-
tificado / ÁREA: 0,5 ha / EXPOSIÇÃO: E-S-O / PERÍODO CRONOLÓGICO: Idade do
Ferro, Romano e Medieval? / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO DO
SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Agentes climáticos.
DESCRIÇÃO Povoado de altura, fortificado, pelo menos a sul e a oeste, dado que as encos-
tas norte e este são abruptas. O Dr. João Calado Rodrigues e Eugénio Jalhay reconheceram
imensas casas espalhadas pela encosta sul e oeste. Das escavações destes e depois de
Maria Amélia, resultaram a escavação/reconhecimento de cerca de 25 casas, uma mura-
lha a sul e uma acrópole de feição rectangular. As informações das escavações dos primei-
ros perderam-se quase na totalidade e as escavações dos segundos revelaram materiais
que poderão estender a ocupação deste à I Idade do Ferro, II Idade do Ferro, Romano e tal-
vez visigótico e medieval. Amélia Pereira e Bubner, para além das escavações efectuaram
também o restauro da acrópole e do forno e casas adossadas. Reconhecem-se ainda estru-
turas habitacionais não escavadas na ponta este. 1758 - O pároco de Amêndoa informa que
existe o Campo de S. Miguel onde se acham vestígios de ter sido fortaleza. O pároco de
Vila de Rei informa que na Serra de S. Miguel se viam alicerces de casas ou muralha e de
lá ter existido uma ermida a S. Miguel. 1939 - Louro - Classifica as ruínas como castro
celta romanizado. 1943 - Dr. João Calado Rodrigues - Verificou a existência de numerosos
anexo I
181
alicerces de casas (cerca de 20) que se estendiam pelas encostas poente e sul. Em 1944
deve ter efectuado sondagens e em 1945 fez escavações. 1949 - JALHAY - Descrição do
povoado: vestígios na encosta sul e oeste; muralha a sudoeste com 80 m de comprimento
e 1,80 m de largura, de aparelho seco; as habitações são todas rectangulares estando iden-
tificadas para cima de 50 e escavadas umas 10; recinto rectangular no topo, com muralha
de 1,50 m de largura; as maiores casas têm, respectivamente, 8,70 x 4,50 m e 7,30 x 4,50 m:
é num dos cantos extremos das habitações que se encontram os restos cerâmicos (esse
lugar aparenta ser a lareira ou a cozinha); existia aí sempre uma espécie de forno metido
na parede; estas são de pedra seca e quase 1 m de espessura; as casas da periferia tinham
uma argamassa muito simples. 1970 - Pereira - A fotografia aérea revelou muralhas rec-
tangulares 15-12-97 - Endovélico - Cidadela, aproximadamente quadrangular, com uma
muralha externa irregular e com estruturas habitacionais, sempre rectangulares com uma
ou mais divisões e mostram características singulares. Existência de um grande forno.
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: Dr. João Calado Rodrigues/ Maria Amélia Horta Pereira /
ANOS: 1944/45/1983/84/88-89/91/93 / ÁREA ESCAVADA: 200 m2 / PERÍODOS:
Idade do Ferro.
ESPÓLIO Vestígios cerâmicos, alisadores(?) de pedra, fragmentos de ferro muito oxida-
dos, lança de falso alvado em ferro, escopro e machado-alvião de ferro, falcata de ferro,
vasos com gargalo e asa (ornamentação de dedadas e bordos ondulados), um bronze doi-
rado com decoração gravada de fitas entrelançadas e desenhos em ziguezague, seis mós
redondas e seis manuais, quatro cossoiros.
RELAÇÕES Figs. 9-1 e 2, 26 e 33-5.
BIBLIOGRAFIA Louro, 1939, p. 20; Matos, 1946, p. 28; Jalhay, 1949, p. 5-16; Diário de
Notícias, 15-6-1963; Nova Aliança, 21-7-1963; Pereira, 1970a, p. 237-256; Bubner et al.,
1983; Bubner et al., 1984; Pereira et al., 1985, p. 113-116; Bubner et al., 1988-1989;
Bubner et al., 1991; Bubner et al., 1993; Endovélico, 15-12-97; Félix, 2000, p. 70-71.
N.0 117
CÓDIGO CAM / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 24/02/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Castro da Amêndoa / DOCUMENTAL: Castelo, Cabeça
da Amêndoa / ACHADOR: Carlos Batata e Filomena Gaspar / DATA: 1995.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Amêndoa / FREGUE-
SIA: Amêndoa / CONCELHO: Vila de Rei e Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO:
Em volta do enorme rochedo que está por cima da povoação.
COORDENADAS UTM: 580,3/390,65 / COTA (m): 438 / CARTA MILITAR: 312.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Povoado Fortificado / ÁREA: 2 ha / EXPOSIÇÃO:
N-S-E-O / PERÍODO CRONOLÓGICO: Bronze Final e Medieval / ESTADO DE CON-
SERVAÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Agrícola/Urbano / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Em volta da agulha quartzítica, do lado norte da Amêndoa, existe uma
muralha a rodear o cabeço; esta, só está visível do lado oeste e norte, pois a parte este e
sul já se encontra dentro do casco urbano. Nas Memórias Paroquiais de 1758 o pároco da
Amêndoa já referia a existência de paredes velhas, pegadas com a vila.
ESPÓLIO Cerâmica manual, cerâmica de torno e muralhas.
BIBLIOGRAFIA Azevedo, 1896, p. 254; Louro, 1939, p. 20; Batata et al., 2000a, p. 14,
18.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
182
N.0 118
CÓDIGO COU / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 15/05/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Coutada / POPULAR: Fonte da Moura.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Amêndoa / FREGUE-
SIA: Amêndoa / CONCELHO: Vila de Rei e Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO:
Na estrada Amêndoa-Cardigos, corta-se à direita por estrada de terra, junto da ermida da
Senhora da Madalena, até chegar ao local.
COORDENADAS UTM: 580,8/391,4 / COTA (m): 366 / CARTA MILITAR: 312.
CARACTERIZAÇÃO CNS: 4543 / TIPO DE SÍTIO: Mansio? / ÁREA: 600 m2 / EXPOSI-
ÇÃO: Este / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal/Agrícola / AMEAÇAS: Florestação/Agricultura.
DESCRIÇÃO Situa-se na base do castro de S. Miguel, à beira da via romana. Era alimen-
tada pela água da Fonte do Córrego ou da Moura, na estrada Amêndoa-Cardigos, perto da
suposta villa. Tem como centro um palheiro no meio de uma vinha, pertença do Sr. Augusto
Gregório Tavares, de Cardigos. Apesar de não ser muito grande apareceram aí mosaicos.
Maria Amélia Horta Pereira refere que o cano se achou em 1943 em toda a extensão da
vinha, seguindo para o alto, para a Fonte da Moura. O local foi arrasado pelo então proprie-
tário Augusto Gregório Tavares, de Cardigos. Em 1968, a mesma autora notou a existência
de uma via a norte dos vestígios, paralela à actual estrada Amêndoa-Cardigos.
ESPÓLIO Mosaicos, cerâmica de construção (imbrices e tégulas), cerâmica comum e
sigillata, inscrições romanas, moedas romanas, argolas de metal, tijolos, via romana,
opus signinum, duas barras de estanho de quase 1 m, bolas de pez, vasos de barro, alicer-
ces, um cano de telha branca que vinha da serra, sepulturas com vasos, ânforas, potes,
um forno, uma calçada, pequenas colunas de cantaria, uma pia de baptizar lavrada e
com inscrição e lousa com inscrições.
RELAÇÕES Fig. 19-4.
BIBLIOGRAFIA Louro, 1939, p. 20-21; Pereira, 1970a, p. 231, 321-324; Alarcão, 1988a,
p. 145; Endovélico, 30-4-99.
N.0 119
CÓDIGO CPD / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Cabeço das Penedentes / DOCUMENTAL: Penedentas,
Cabeço das Pendentes / ACHADOR: Pde. Henrique Louro / DATA: 1939.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Pero Gonçalves / FRE-
GUESIA: Amêndoa / CONCELHO: Vila de Rei e Mação / DISTRITO: Santarém /
ACESSO: Na estrada Amêndoa-Monte Fundeiro, corta-se por estradão à esquerda, antes
da cortada para Pero Gonçalves. A estação fica do lado direito perto do tanque.
COORDENADAS UTM: 583, 3/4391,15 / GAUSS: 209,5/299,5 / COTA (m): 380 / CARTA
MILITAR: 312.
CARACTERIZAÇÃO CNS: 2772 / TIPO DE SÍTIO: Anta / PERÍODO CRONOLÓGICO:
Neo-Calcolítico e Idade do Ferro / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Destruído.
DESCRIÇÃO Foram achados vários materiais e perto, mais tarde, uma urna cinerária.
Os esteios foram vendidos para construção. Actualmente, apenas resta um montículo
que poderá corresponder ao tumulus, com algumas pedras e lascas de xisto que pode-
riam ser dos esteios. O matagal alto não deixa observar o solo em boas condições.
anexo I
183
ESPÓLIO Uma enxó, um punhal de sílex, um vaso de barro, uma placa de xisto e uma
urna cinerária da Idade do Ferro.
RELAÇÕES Fig. 19-3.
BIBLIOGRAFIA Louro, 1939, p. 13-14; Pereira, 1970a, p. 80-81, 256-257; Endovélico,
24-9-98.
N.0 120
CÓDIGO CSA / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 24/02/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Castelo do Santo / POPULAR: Sto. António / ACHA-
DOR: Carlos Batata / DATA: 2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Gargantada / FREGUE-
SIA: Amêndoa / CONCELHO: Vila de Rei e Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO:
Na estrada Monte Fundeiro-Freixoeiro, corta-se à direita, ao km 14, por estrada de terra
que vai dar ao topo.
COORDENADAS UTM: 586,8/4390,55 / COTA (m): 516 / CARTA MILITAR: 312.
CARACTERIZAÇÃO CNS: 2922 / TIPO DE SÍTIO: Povoado Fortificado / ÁREA: 2 ha /
EXPOSIÇÃO: N-S-E-O / PERÍODO CRONOLÓGICO: Bronze Final / ESTADO DE
CONSERVAÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Rede viária.
DESCRIÇÃO Monte cónico de encostas íngremes. Em volta do geodésico da Serra de Sto.
António, nota-se ainda a primeira muralha que une vários afloramentos e encontra-se
cerâmica manual. Do lado sul parece existir uma estrutura elíptica. A meia encosta existe
uma segunda muralha, unindo também afloramentos e abraçando um segundo cabeço
situado a este. Esta segunda muralha defende o lado sul e o oeste; no lado norte não devia
haver muralha, pois a rocha cai a pique sobre a encosta. Grande domínio da paisagem.
O povoado está muito destruído pela construção de uma estrada de acesso e largo em volta
do marco geodésico e posto de vigia. Maria Amélia Horta Pereira refere vestígios de pare-
des duvidosas e ruínas de uma ermida, mas sem identificar o local como um povoado.
ESPÓLIO Cerâmica manual e duas muralhas.
RELAÇÕES Fig. 33-3.
BIBLIOGRAFIA Pereira, 1970a, p. 95; Endovélico, 16-11-98.
N.0 121
CÓDIGO SMT / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 11/11/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Senhora da Moita / DOCUMENTAL: Serra da Galega
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Galega / FREGUESIA:
Carvoeiro / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: À entrada da
Galega, corta-se à esquerda por estradão que passa na base da capela.
COORDENADAS UTM: 593,8/4388,8 / COTA (m): 270 / CARTA MILITAR: 313.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): JN 7/1(112) / CNS: 2778 / TIPO DE SÍTIO: Aldeia
/ ÁREA: 1500 m2 / EXPOSIÇÃO: Este / PERÍODO CRONOLÓGICO: Bronze Final e
Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Agrícola / AMEA-
ÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO É pouco o que hoje se pode observar no terreno. A necrópole foi destruída
na altura do seu achamento por plantação de vinha. Junto à capela de Nossa Senhora da
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
184
Moita ainda se encontram muitas telhas e vestígios de muros. As construções romanas
parecem estar espalhadas por diversos cabeços próximos uns dos outros. Cerca de
300 m a sudeste (coord. UTM 594,2/4388,6) é visível um forno romano parcialmente
destruído por um desaterro aí efectuado há cerca de um ano. Fazendas com achados:
O Cascalho, Vale da Moura, O Casal do Tinhoso, A Achada e Barroca dos Pinheiros.
Maria Amélia Horta Pereira observou uma estrutura circular subterrânea que deve ter
sido abobadada; o fundo tinha uma camada de terra calcinada; os machados estavam na
parede, quase ao rés do solo. O Sr. Augusto Dias disse que existia outro numa outra sua
propriedade. Maria Amélia interpretou-o como tholos. A área de 30 ha apresentada por
M. A. Horta Pereira é exagerada pelo que se pôde avaliar no terreno.
ESPÓLIO Alicerces, imbrices, opus signinum, sigillatae (Drag. 15-17 (séculos I/II, II/III), 27
(século II/III), 31 e 37 (século II/III), forno ou tholos, ânfora, uma ara a Iuppiter Optimus
(século I/II), uma inscrição de Céltio, forno, tégulas, tijolos, cerâmica doméstica (bilha),
pesos de tear, três sepulturas, dois machados de bronze, talha com asas cheia de ferra-
mentas de bronze.
RELAÇÕES Figs. 24-1 e 2, 31-13 e 34-11.
BIBLIOGRAFIA Matos, 1947, p. 33; Jalhay, 1949, p. 6; Pereira, 1970a, p. 166-167, 226,
337-352; Pereira, 1970b, p. 30; Alarcão, 1988a, p. 145; Endovélico, 30-4-99 e 10-5-99.
N.0 122
CÓDIGO CAS / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 09/01/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Casal.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Vale da Mua / FREGUE-
SIA: Envendos / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Vale da Mua-Envendos, corta-se por estradão à esquerda, antes da ponte à saída de Vale
da Mua, e segue-se sempre em frente passando a tomada de água até ao palheiro.
COORDENADAS UTM: 593,5/4383,8 / COTA (m): 270 / CARTA MILITAR: 323.
CARACTERIZAÇÃO CNS: 4574 / TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 200 m2 / EXPOSI-
ÇÃO: Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Mau / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO A estação situa-se em zona baixa, recentemente plantada com eucaliptos. A
observação do solo é difícil, apenas se encontrando escassas telhas. O terreno pertencia ao Sr.
Joaquim Marques Valente, do Vale da Mua (já falecido), que daí trouxe a mó. Encontrou pare-
des de grandes tijolos e outras de pedra que destruíu para construção de uma casa na aldeia.
ESPÓLIO Alicerces, opus signinum, cerâmica e mó.
BIBLIOGRAFIA Pereira, 1970a, p. 326; Endovélico, 30-4-99; Alarcão, 1988a, p. 145.
N.0 123
CÓDIGO VBOM / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 09/01/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Vale Bom / ACHADOR: Carlos Batata / DATA: 2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Vale da Mua / FREGUE-
SIA: Envendos / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Vale da Mua-Envendos, corta-se por estradão à esquerda, antes da ponte à saída de Vale
da Mua, e segue-se sempre em frente até aos primeiros eucaliptos antes da charca.
anexo I
185
COORDENADAS UTM: 593,4/4383,35 / COTA (m): 260 / CARTA MILITAR: 323.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 200 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO
DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO A estação situa-se na encosta junto da linha de água, recentemente plan-
tada com eucaliptos. A observação do solo é difícil, apenas se encontrando escassas
telhas e cerâmica. O terreno pertence ao Sr. Eduardo Cunha, do Vale da Mua, que aí
observou escória de ferro e onde se diz que existiu uma “oficina”. Na encosta norte do
ribeiro parece ter havido exploração de ferro nas bancadas de xisto. A ripagem efectuada
para plantação de eucaliptos destruíu prováveis estruturas, pois há grande concentração
de pedras.
ESPÓLIO Imbrices, dolia e estruturas.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 124
CÓDIGO VMU / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 09/01/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Vale da Mua / ACHADOR: Carlos Batata / DATA: 2001
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Vale da Mua / FRE-
GUESIA: Envendos / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: No
centro da povoação.
COORDENADAS UTM: 592,85/4383,05 / CARTA MILITAR: 323.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Achado Isolado / PERÍODO CRONOLÓGICO:
Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom.
DESCRIÇÃO Numa das ruas da povoação, ao pé da porta do Sr. Eduardo Cunha,
encontra-se um bloco de granito com três covas alinhadas, podendo conter uma
quarta, dado que o bloco está enterrado na calçada da rua. Trata-se de uma base de
pilão de mineração tipicamente romano e semelhante a outros existentes em zonas
de mineração.
ESPÓLIO Pilão de mineração.
RELAÇÕES Fig. 37-35.
BIBLIOGRAFIA Inédito.
N.0 125
CÓDIGO CCO / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 21/12/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Casal Cortido / ACHADOR: Maria Amélia Horta Pereira
/ DATA: 1970.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Vale do Grou / FREGUE-
SIA: Envendos / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: À saída da
povoação, sentido Mação-Vale do Grou, corta-se por estrada de terra à esquerda, no largo
da Catraia. Segue-se a estrada e corta-se na primeira à esquerda, dando para as hortas do
Casal Cortido, no cimo do vale.
COORDENADAS UTM: 592,2/4380,7 / COTA (m): 270 / CARTA MILITAR: 323.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
186
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Necrópole? / EXPOSIÇÃO: Oeste / PERÍODO
CRONOLÓGICO: Romano? / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom / USO DO SOLO:
Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Bastão achado por Luís da Rocha, de Vale do Grou, ao surribar uma sua
vinha no Casal Cortido. Apesar das diligências que se efectuaram no terreno, não foi
possível comprovar o contexto do achado.
ESPÓLIO Bastão fragmentado.
RELAÇÕES Fig. 22-4.
BIBLIOGRAFIA Pereira, 1970a, p. 288-289.
N.0 126
CÓDIGO EMA / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 21/12/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Eira do Mação / POPULAR: Vila do Vilar / DOCUMEN-
TAL: Vila do Vilar / ACHADOR: Maria Amélia Horta Pereira / DATA: 1970.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Vale do Grou / FREGUE-
SIA: Envendos / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Mação-Vale do Grou, corta-se na primeira estrada de terra à esquerda, antes da povoação
onde diz charca. Segue-se essa estrada, corta-se na primeira à esquerda e pára-se ao pé
da charca. A estação fica na vinha, por detrás da mancha de pinheiros.
COORDENADAS UTM: 591,5/4380,75 / COTA (m): 220 / CARTA MILITAR: 323.
CARACTERIZAÇÃO CNS: 3338 / TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 500 m2 / EXPOSI-
ÇÃO: Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Numa zona aplanada, ocupada em grande parte por vinha, encontram-se
telhas bastante roladas. Provém daí várias bases de colunas e um provável miliário.
Segundo Maria Amélia Horta Pereira, em 1950, o Dr. João Calado Rodrigues trouxe do
Vale do Grou 2 bases de coluna em granito e cerâmica. Em 1967, a autora trouxe outras
duas bases de coluna, mas uma delas parece ser a base de um miliário. A área de 20 ha
apresentada por ela deve ser contestada.
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: Dr. João Calado Rodrigues / ANOS: 1950? / PERÍODOS:
Romano.
ESPÓLIO Três bases de colunas, opus signinum, cerâmica de construção (imbrices e tégulas),
cerâmica comum, duas mós (dormente e movente), possível base de miliário e silhares.
RELAÇÕES Fig. 35-23.
BIBLIOGRAFIA Pereira, 1970a, p. 327-331; Martins, 1974, p. 13; Alarcão, 1988a, p. 145;
Endovélico, 5-4-99.
N.0 127
CÓDIGO NSP / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 19/12/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Nossa Senhora do Pranto / ACHADOR: Maria Amélia
Horta Pereira / DATA: 1970.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Vale do Grou / FRE-
GUESIA: Envendos / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na
estrada Mação-Envendos, corta-se à esquerda para Vale do Grou. A estação situa-se do
anexo I
187
lado esquerdo, antes da povoação no local onde está a capela de Nossa Senhora do
Pranto.
COORDENADAS UTM: 591,9/4380,05 / COTA (m): 216 / CARTA MILITAR: 323.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal / ÁREA: 200 m2 / EXPOSIÇÃO: N-S-E-O /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO
DO SOLO: Urbano / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO Trata-se de um pequeno cabeço, com a rocha-base aflorando a superfície,
pois já foi terraplanado. Hoje apenas se observam raros imbrices, mas foram aí achados
diversos materiais de que Maria Amélia Horta Pereira deu notícia, oferecidos pelo
Sr. Manuel Canas, da Sertã.
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: Dr. Calado Rodrigues.
ESPÓLIO Pesos de tear, moedas romanas e balanças.
BIBLIOGRAFIA Pereira, 1970a, p. 328; Martins, 1974, p. 13; Alarcão, 1988a, p. 145; Endo-
vélico, 5-4-99.
N.0 128
CÓDIGO CCAT / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 19/12/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Cabeço da Catraia / ACHADOR: Maria Amélia Horta
Pereira / DATA: 1970.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Vale do Grou / FREGUE-
SIA: Envendos / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Mação-Envendos, corta-se à esquerda para Vale do Grou. A estação situa-se do lado
direito, antes da povoação, na encosta em frente da capela de Nossa Senhora do Pranto.
COORDENADAS UTM: 592/4380,15 / COTA (m): 220 / CARTA MILITAR: 323.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal / ÁREA: 100 m2 / EXPOSIÇÃO: Sudeste /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO
DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma encosta bastante inclinada, dando para um pequeno vale
intensivamente cultivado. Na encosta e topo do cabeço encontram-se muitas telhas curvas.
Na parte de trás do cabeço, junto da estrada, existem vários silos escavados na rocha.
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: Dr. Calado Rodrigues.
ESPÓLIO Imbrices, duas sepulturas, silhares, silos e pesos de tear.
BIBLIOGRAFIA Pereira, 1970a, p. 328; Martins, 1974, p. 13; Alarcão, 1988a, p. 145; Endo-
vélico, 5-4-99.
N.0 129
CÓDIGO VE / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 21/12/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Vale da Esteveira / ACHADOR: Maria Amélia Horta
Pereira / DATA: 1970.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Vale do Grou / FREGUE-
SIA: Envendos / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: À saída da
povoação, sentido Mação-Vale do Grou, corta-se por estrada de terra à esquerda, no largo
da Catraia. A estação situa-se na encosta, depois do cabeço da Catraia.
COORDENADAS UTM: 592,15/4380,1 / COTA (m): 220 / CARTA MILITAR: 323.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
188
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Granja? / ÁREA: 1000 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO
DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO A estação situa-se na encosta, encontrando-se telhas até quase ao fundo do
vale, o que pode querer significar que existe mais do que um núcleo.
ESPÓLIO Imbrices, tégulas, tijolos e escória de ferro.
BIBLIOGRAFIA Pereira, 1970a, p. 331.
N.0 130
CÓDIGO VGR / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 21/12/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Vale do Grou / ACHADOR: Maria Amélia Horta Pereira
/ DATA: 1970.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Vale do Grou / FREGUE-
SIA: Envendos / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: À saída da
povoação, sentido Mação-Vale do Grou, corta-se por estrada de terra à esquerda, no largo
da Catraia. Logo a seguir às casas, vai-se a pé até perto da nora.
COORDENADAS UTM: 591,9/4380,25 / COTA (m): 220 / CARTA MILITAR: 323.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Cabana / ÁREA: 50 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano? / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO
DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Na encosta suave, voltada para o pequeno vale encontraram-se telhas.
Actualmente, devido à vegetação é difícil observar seja o que fôr.
ESPÓLIO Imbrices.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 131
CÓDIGO VGR2 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 21/12/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Vale do Grou 2 / ACHADOR: Carlos Batata / DATA: 2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Vale do Grou / FREGUE-
SIA: Envendos / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: À entrada da
povoação, sentido Mação-Vale do Grou, antes da curva e nos eucaliptos novos, de ambos
os lados da estrada de alcatrão.
COORDENADAS UTM: 591,2/4380,5 / COTA (m): 190 / CARTA MILITAR: 323.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 100 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano? / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO
DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Na encosta suave, voltada para o pequeno vale encontraram-se telhas e
estruturas revolvidas pelas máquinas.
ESPÓLIO Imbrices, estruturas e duas mós (dormente e movente).
BIBLIOGRAFIA Inédito.
anexo I
189
N.0 132
CÓDIGO RS / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 21/12/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Ribeira da Senhora / ACHADOR: Maria Amélia Horta
Pereira / DATA: 1970.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Vale do Grou / FREGUE-
SIA: Envendos / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: No Largo da
Catraia, em Vale do Grou, corta-se por estrada de terra que vai dar à ribeira da Senhora.
A estação situa-se na parte de cima da nora.
COORDENADAS UTM: 591,4/4380,05 / COTA (m): 180 / CARTA MILITAR: 323.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Granja? e Necrópole? / ÁREA: 1000 m2 / EXPO-
SIÇÃO: Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Numa encosta pouco inclinada dando para o vale da ribeira, encontram-se
muitas telhas já muito partidas e roladas dentro da vinha. Ao lado encontra-se um ter-
reno inculto, onde os vestígios parecem estar em melhor estado.
ESPÓLIO Imbrices, tégulas, opus signinum e uma sepultura.
BIBLIOGRAFIA Pereira, 1970a, p. 328.
N.0 133
CÓDIGO CVZ / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 26/02/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Castelo Velho da Zimbreira.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Zimbreira / FREGUE-
SIA: Envendos / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Envendos-Venda Nova, corta-se à direita para Zimbreira; 2 km à frente, corta-se à direita
por estrada de terra que vai dar ao posto de vigia.
COORDENADAS UTM: 600,95/4380,95 / COTA (m): 434 / CARTA MILITAR: 323.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 87/1(203) / CNS: 2779 / TIPO DE SÍTIO: Povoado
Fortificado / ÁREA: 2 ha / EXPOSIÇÃO: N-S-E-O / PERÍODO CRONOLÓGICO: Idade
do Bronze / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Florestal /
AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO No topo do do cabeço encontra-se uma muralha derrubada feita de quart-
zito que rodeia o topo do cabeço, mas não à mesma cota; com efeito, na parte sul, este
e norte está a uma cota mais elevada e do lado oeste desce bastante. A muralha liga
vários afloramentos rochosos. Foi parcialmente destruída pela construção da estrada
de acesso ao posto de vigia, numa extensão de cerca de 80 m e do lado este, a estrada
e largo destruíu a muralha em cerca de 40 m. Só se encontrou cerâmica na parte sul
do povoado e no lado oeste; na parte sul parece existirem estruturas circulares ou elíp-
ticas. Refere Maria Amélia Horta Pereira que se trata de um povoado com uma mura-
lha com cerca de 1 m de largura e casas rectangulares, na base da quais encontrou
argamassa (?), colocando-o na Idade do Ferro. Por seu lado o Endovélico considera-o
Calcolítico.
ESPÓLIO Cerâmica manual muito rude e muralha defensiva.
RELAÇÕES Fig. 33-4.
BIBLIOGRAFIA Pereira, 1970a, p. 99-101; Martins, 1974, p. 14; Endovélico, 5-1-2000.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
190
N.0 134
CÓDIGO LE / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 15/10/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Ladeira de Envendos.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: / FREGUESIA: Enven-
dos / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Situa-se sobre a ribeira da
Pracana, na EN 351 junto a Venda Nova.
COORDENADAS GAUSS: 224,125/255,125 / CARTA MILITAR: 313.
CARACTERIZAÇÃO PROTECÇÃO LEGAL: IIP Dec. 251/70 de 3-6 / PROCESSO(S): JN
8/3(6), 85/1(52) / CNS: 853 / TIPO DE SÍTIO: Ponte / PERÍODO CRONOLÓGICO:
Romano/Medieval Cristão / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom / USO DO SOLO:
Viário / AMEAÇAS: Agentes climáticos.
DESCRIÇÃO Ponte formada por seis arcos de volta perfeita, de tabuleiro inclinado e com
quatro talhamares. O aparelho é irregular e a base de quartzito e xisto. As pedras não
apresentam siglas mas encontram-se consolidadas em algumas partes com argamassa.
Nada do que os autores referem foi observado (calçada poligonal). Apenas no dorso da
ponte se observa calçada miúda. A ponte parece ser mais recente, mas mantêm-se a
ficha por se tratar de uma das prováveis passagens de uma via romana.
BIBLIOGRAFIA Pereira, 1970a, p. 375-376; Alarcão, 1988a, p. 145; Endovélico, 17-2-99;
DGMN, 18/4/2000.
N.0 135
CÓDIGO ALG / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 23/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Algarves / POPULAR: Pinheirinho.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: São José das Matas / FRE-
GUESIA: Envendos / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na
estrada S. José das Matas-Barragem do Ocreza, corta-se à direita por estrada de terra, até
à lomba onde se situa a mina.
COORDENADAS UTM: 599,4/4377,65 / COTA (m): 230 / CARTA MILITAR: 323.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): JN 10/1(18) / TIPO DE SÍTIO: Mina de filão e
Povoado / ÁREA: 1000 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano
/ ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS:
Florestação.
DESCRIÇÃO Poço vertical de forma rectangular, entulhado, actualmente com cerca de
10 m de profundidade. O Sr. Júlio Romão, da Oliveirinha, referiu que ela tem várias gale-
rias e vários andares. Actualmente só se vê o início de uma. Deve ter uma galeria de
esgoto na ribeira que corre a sul. O mineral explorado não parece ser o volfrâmio, como
refere a população, pois ninguém tem memória da sua exploração. O metal parece ser o
estanho, opinião sujeita a confirmação. A cerca de 50 m a sudeste da mina e na mesma
encosta, já junto da linha de água, no meio de um olival, encontram-se muitos fragmen-
tos de mós romanas rotativas, que demonstra a existência de um povoado mineiro.
Encostado encontra-se a zona de dejecção do estéril da mina.
ESPÓLIO Mós romanas, amostras de mineral, tégulas, imbrices, ânforas e cerâmica
comum.
RELAÇÕES Fig. 37-36.
BIBLIOGRAFIA Matos, 1946, p. 10.
anexo I
191
N.0 136
CÓDIGO TAP / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 09/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: A Tapada.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: São José das Matas / FRE-
GUESIA: Envendos / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na
estrada S. José das Matas-Barca da Amieira, a estação arqueológica situa-se em frente do
campo de futebol, do lado esquerdo da estrada, dentro da cerca de arame.
COORDENADAS UTM: 599,8/4375,25 / COTA (m): 199 / CARTA MILITAR: 323.
CARACTERIZAÇÃO CNS: 4576 / TIPO DE SÍTIO: Granja? / ÁREA: 1000 m2 / EXPOSI-
ÇÃO: Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Num pequeno cabeço ondulado encontram-se muitos materiais de cons-
trução romanos. Fica a 100 m de A Tapada 2 (137) (possível necrópole).
ESPÓLIO Cerâmica variada, opus signinum, sigillata, dolia, imbrices, tégulas, bordo de tra-
dição indígena e metade de uma mó.
BIBLIOGRAFIA Pereira, 1970a, p. 325; Alarcão, 1988a, p. 145; Endovélico, 30-4-99.
N.0 137
CÓDIGO TAP2 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 09/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: A Tapada 2 / ACHADOR: Carlos Batata / DATA: 2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: S. José das Matas / FRE-
GUESIA: Envendos / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na
estrada S. José das Matas-Barca da Amieira, a estação situa-se em frente do campo de
futebol, do lado esquerdo da estrada, dentro da cerca de arame.
COORDENADAS UTM: 599,05/4375,4 / COTA (m): 200 / CARTA MILITAR: 323.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Necrópole? / ÁREA: 25 m2 / PERÍODO CRONO-
LÓGICO: Neo-calcolítico e Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO
DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Num pequeno cabeço, 150 m antes dos vestígios romanos de A Tapada,
acharam-se duas peças. Dada a ausência de quaisquer outros materiais poderá tratar-se
da necrópole romana associada à estação referida.
ESPÓLIO Machado de anfibolite e fundo e bordo de taça comum romana.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 138
CÓDIGO BS / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 05/05/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Buraca da Serpe 1 / POPULAR: Buraca da Moura /
DOCUMENTAL: Gruta da Buraca da Serpe.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Castelo / FREGUESIA:
Mação / CONCELHO: Mação DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada Mação-Cas-
telo, no final desta povoação corta-se à direita para a Estação Eólica e depois à direita para
o posto de vigia. No cruzamento corta-se à direita, descendo-se depois pelos penedos até
chegar ao sítio.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
192
COORDENADAS UTM: 588,65/4385,5 / COTA (m): 550 / CARTA MILITAR: 312.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): JN 8/1(6), S-2764 (JN 8/1(7)) / CNS: 2764 / TIPO
DE SÍTIO: Mina de filão e Abrigo / ÁREA: 12 m2 / EXPOSIÇÃO: Norte / PERÍODO
CRONOLÓGICO: Paleolítico, Calcolítico e Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Bom / USO DO SOLO: Florestal.
DESCRIÇÃO No alto do Bando dos Santos existem duas grutas, ambas designadas pelo
mesmo nome. A tradição que as associa considera a segunda pouco importante.
A Buraca da Serpe 1 é uma galeria em corredor com 11,29 m de extensão, 1 m de largura
e altura entre 0,80 e 1,20 m, onde começou por se encontrar uma lasca trabalhada de
quartzito que G. Zbyszewski classificou como mousteriense. O abrigo, cujas proporções
se desconhece, pode ter sido habitado desde o Paleolítico Médio. O local foi também
objecto de uma exploração de minérios de ferro, que importa determinar a cronologia.
Foi recolhida indústria lítica que se poderá situar no Calcolítico Inicial Pode ter sido
explorada como mina. A existência de hematite e limonite assim o indicam, bem como
alguns materiais romanos (?) achados no decorrer da escavação.
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: Amélia Pereira e Thomas Bubner / ANOS: 1969 / ÁREA
ESCAVADA: 15 m2 / PERÍODOS: Paleolítico, Calcolítico e Romano.
ESPÓLIO Lâmina, lâmina de quartzito, trapézio de jaspe, lascas, núcleo de sílex, micró-
litos de hematite, um seixo, 19 lascas residuais, 20 lascas térmicas, três pedaços de cor-
tiça, cinzas, escória de ferro, tégula, imbrex? e cerâmica.
BIBLIOGRAFIA Louro, 1939, p. 15; Pereira, 1970a, p. 41-43; Pereira, 1969; Endovélico,
14-5-99.
N.0 139
CÓDIGO BS2 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 01/05/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Buraca da Serpe 2.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Castelo / FREGUESIA:
Mação / CONCELHO: Mação DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada Mação-Cas-
telo, no final desta povoação, corta-se à direita para a Estação Eólica e depois à direita
para o posto de vigia. No cruzamento corta-se à direita, descendo-se depois pelos pene-
dos até chegar ao sítio.
COORDENADAS UTM: 588,65/4385,4 / COTA (m): 550 / CARTA MILITAR: 312.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): JN 8/1(6), S-2764 (JN 8/1(7)) / TIPO DE SÍTIO:
Mina de filão / ÁREA: 5 m2 / EXPOSIÇÃO: Norte / PERÍODO CRONOLÓGICO:
Romano? / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom / USO DO SOLO: Florestal.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena galeria escavada no quartzito, talvez para aprovei-
tar algum filão de hematite, dado que o mesmo parece ter acontecido na Buraca da Serpe
1. O resultado da sondagem foi negativo, não tendo sido encontrado nada.
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: Maria Amélia e Thomas Bubner / ANOS: 1969 / ÁREA
ESCAVADA: 1 m2.
BIBLIOGRAFIA Pereira, 1970a, p. 41-43.
anexo I
193
N.0 140
CÓDIGO CT / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 08/01/2002.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Castelo.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Castelo / FREGUESIA:
Mação / CONCELHO: Mação DISTRITO: Santarém / ACESSO: Dentro da povoação.
COORDENADAS CARTA MILITAR: 312.
CARACTERIZAÇÃO PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano.
DESCRIÇÃO Maria Amélia Horta Pereira refere que, em 1943, o Dr. João Calado
Rodrigues noticia o aparecimento de um recinto abobadado de tijolo com 1,50 m de
profundidade, que o Eng. Artur Tropa encontrou. A própria autora viu cerâmica e
material de construção que lhe pareceu romana. Inquirida a população, soube-se que
Artur Tropa já faleceu e não há notícia desses vestígios. No entanto, a possibilidade
de existirem aponta para a sua quinta dentro da povoação, onde existem encostas sua-
ves propícias ao assentamento romano. A povoação do castelo está na linha de uma
provável via.
ESPÓLIO Recinto abobadado de tijolo, cerâmica comum, imbrices e tégulas.
BIBLIOGRAFIA Pereira, 1970a, p. 326.
N.0 141
CÓDIGO ALI / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 02/11/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Alicerces.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Castelo / FREGUESIA:
Mação / CONCELHO: Mação DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada Castelo-San-
tos, junto ao cruzamento.
COORDENADAS UTM: 587,65/4383,4 / COTA (m): 312 / CARTA MILITAR: 312.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Via e Casal? / PERÍODO CRONOLÓGICO:
Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEA-
ÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Segundo informações de moradores do Castelo, sempre conheceram o
local por Alicerces. O que pude observar são os sulcos cavados de uma antiga via. Maria
Amélia Horta Pereira refere-a como sendo uma estação romana de que não há evidência
pois não se observou qualquer tipo de material de construção ou de cerâmica. No entanto,
pode ali ter existido um casal, pois existe muita pedra de médio calibre.
ESPÓLIO Cerâmica comum e mós.
BIBLIOGRAFIA Pereira, 1970a, p. 145; Alarcão, 1988a, p. 145.
N.0 142
CÓDIGO PC / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 12/10/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Porto do Concelho / ACHADOR: Joaquim Pires Caratão
/ DATA: 1943.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Pereiro / FREGUESIA:
Mação / CONCELHO: Mação DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada Mação-Cas-
telo, depois da povoação do Pereiro e antes da ponte, do lado direito.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
194
COORDENADAS UTM: + - 586,1/4383 / COTA (m): + - 240 / CARTA MILITAR: 312.
CARACTERIZAÇÃO CNS: 2909 / TIPO DE SÍTIO: Depósito / EXPOSIÇÃO: Sul? /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Bronze Final / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom /
USO DO SOLO: Florestal.
DESCRIÇÃO Local donde provêm numerosos artefactos de metal, tanto de guerreiros como
de adorno. O terreno pertence ao Sr. José Marques. Provável “esconderijo de fundidor”.
Jalhay refere que os achados se verificaram a 450 m da ponte tendo sido achados 35 objec-
tos e o Dr. Calado Rodrigues achou mais quatro. Maria Amélia Horta Pereira pormenoriza
as circunstâncias do achado, tal como foi contado pelo Dr. João Calado Rodrigues, em Rela-
tório enviado à Junta de Educação Nacional. Segundo ele, o depósito foi achado a 100 m da
ponte do Porto do Concelho sobre a Ribeira das Eiras, à margem da estrada.
ESPÓLIO Espadas completas ou fragmentadas (tipo “língua de carpa” ou “gota de sebo”,
dois machados de talão de uma aselha, doze argolas completas e três incompletas, duas
foices, três lanças com encabamento de alvado, quatro punhais de rebites, duas espadas
curtas ou adagas, um serrote ou punhal?, um estilete ou punção, três braceletes e um
maçarico de boca? em bronze.
BIBLIOGRAFIA Jalhay, 1944, p. 20-26; Matos, 1946, p. 20-26; Savory, 1951, p. 327, 359, 369,
371, 373 e 376; Pereira, 1970a, p. 180-206; Pereira, 1970b, p. 30; Coffyn, 1983, p. 172, 176-178,
180, 182-183, 189, 192-193; Lillios, 1991, p. 305; Endovélico, 11-3-99; CPH, n.0 288,
27/4/2000.
N.0 143
CÓDIGO CVC / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 11/03/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Castelo Velho do Caratão / ACHADOR: João Calado
Rodrigues / DATA: 1946.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Caratão / FREGUESIA:
Mação / CONCELHO: Mação DISTRITO: Santarém / ACESSO: À saída da aldeia de
Caratão, por estradão à direita que passa na base do castro.
COORDENADAS UTM: 589,35/4381,5 / COTA (m): 287 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO PROTECÇÃO LEGAL: IIP, Dec. 1/86 de 3-1 / PROCESSO(S): 83/1(55),
84/1(29) / CNS: 2762 / TIPO DE SÍTIO: Povoado Fortificado / ÁREA: 1,5 ha / EXPOSI-
ÇÃO: N-S-E-O / PERÍODO CRONOLÓGICO: Calcolítico, Bronze Final, Idade do Ferro e
Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS:
Florestação.
DESCRIÇÃO Estação identificada em 1946 por João Calado Rodrigues. Posteriores esca-
vações puseram a descoberto estruturas arquitectónicas, muros e lareiras. O povoado é
circundado por uma muralha construída com blocos de quartzito e afloramento natural
aparelhado, que bordeja a encosta para nascente na direcção de um forte baluarte natural.
A plataforma é cortada por outra muralha natural mas afeiçoada pelo Homem, de modo
a definirem-se duas áreas no povoado. Escavou-se um “tumulus” construído com blocos
de quartzito, no qual estavam ainda cinzas e muitas pedras com sinais de fogo, estrutura
que integra uma vasta necrópole do Bronze Final que cerca todo o povoado, na opinião do
Dr. Calado Rodrigues. Deveria ter uma muralha em toda a volta, ligando vários aflora-
mentos naturais. Sofreu grande destruição com a abertura de um caminho florestal que
atravessa o povoado de norte a sul, destruíndo a muralha norte, e um caminho a Este, que
destruíu a muralha deste lado, bem como atravessou a zona de escavações.
anexo I
195
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: João Calado Rodrigues e Maria Amélia Horta Pereira / ANOS:
1946 e 1983/84 / ÁREA ESCAVADA: MAHP (115 m2) / PERÍODOS: Bronze Final e
I Idade do Ferro.
ESPÓLIO Argolas de bronze, machados em cobre e em bronze, pulseira e anel de cobre,
uma anilha de ouro, molde de escopro, escória de fundição, cerâmicas várias, catorze
pesos de rede, anzol duplo de bronze?, bastão de comando em posição horizontal sobre
um vaso funerário, tendo ainda aderentes restos de cinzas, fragmento de bastão octogo-
nal, sílices, adaga com quatro rebites, anel de bronze, cerâmica do Bronze, Ferro e Romano,
punhal de rebites, fragmento de lâmina de espada, braceletes e cinco cossoiros.
RELAÇÕES Figs. 17-1 e 21-1.
BIBLIOGRAFIA Savory, 1951, p. 323-377; Pereira, 1970b, p. 30; Pereira, 1970a, p. 44, 46-
-50, 102-131, 168-179, 223, 256, 258, 290-291; Bubner, 1983; Coffyn, 1983, p. 174, 182,
190; Bubner, 1984; Lillios, 1991, p. 199; Endovélico, 15-3-99; CPH, n.0 186,
26/4/2000.
N.0 144
CÓDIGO CCVC / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 11/03/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira do Castelo Velho do Caratão / ACHADOR:
Carlos Batata / DATA: 2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Caratão / FREGUESIA:
Mação / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na antiga estrada que
ligava a aldeia do Caratão ao castro. Situa-se a 500 m a NO do castro.
COORDENADAS UTM: 589/4381,9 / COTA (m): 270 / CARTA MILITAR: 312.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 1 ha / EXPOSIÇÃO:
Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Pequena conheira, cujos inertes eram lançados para a ribeira do Caratão,
situada a 500 m do castro. Teria explorado um volume de 50 000 m3 de areia e cascalho.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 145
CÓDIGO COL / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 01/11/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira da Lagoa.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Caratão / FREGUESIA:
Mação / CONCELHO: Mação DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada Mação-
-Santos, situa-se de ambos os lados da estrada para a povoação de Caratão.
COORDENADAS UTM: 588,1-5/4382,1-5 / COTA (m): 320 / CARTA MILITAR: 312
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 25 ha / EXPOSIÇÃO:
Este / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação
DESCRIÇÃO Trata-se de uma enorme conheira, de onde poderão ter sido retirados cerca de
3 700 000 m3 de areia e cascalho. Os despejos faziam-se para a ribeira do Caratão. No centro
existe uma lagoa, mas esta não parece ser resultante da actividade mineira, mas sim devido ao
facto de aí terem sido instaladas estruturas em betão, certamente para extracção de areias.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
196
ESPÓLIO Escória de cobre e um lingote de chumbo.
BIBLIOGRAFIA Pereira, 1970a, p. 216-217.
N.0 146
CÓDIGO SMR / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/06/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: São Marcos do Rosmaninhal.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Rosmaninhal / FREGUE-
SIA: Mação / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada Mação-
-Ortiga, corta-se à esquerda para Rosmaninhal, e aí, à esquerda, por estrada de terra que
vai em direcção à ribeira.
COORDENADAS UTM: 586,8/4376 / COTA (m): 180 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO CNS: 4624 / TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 400 m2 / EXPOSI-
ÇÃO: Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Mau / USO DO SOLO: Religioso/Baldio / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO A estação situa-se numa encosta suave, em solos xistosos. Existia ali uma
ermida onde se costumava benzer o gado. Agora apenas existe um altar tendo o resto sido
demolido. Em volta encontram-se alguns imbrices. Está no trajecto de uma antiga via.
ESPÓLIO Sepulturas, moedas, mós e um fragmento de coluna.
BIBLIOGRAFIA Pereira, 1970a, p. 259 e 332; Alarcão, 1988a, p. 145; Endovélico, 30-4-99.
N.0 147
CÓDIGO VMA / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 09/01/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Vale da Mata.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Rosmaninhal / FREGUE-
SIA: Mação / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada Mação-
Ortiga, corta-se à esquerda, antes do IP 6, passa-se a ponte sobre ele e desce-se à esquerda
por estrada de terra.
COORDENADAS UTM: 586,/4374,15 / COTA (m): 180 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Indeterminado / EXPOSIÇÃO: Sul / PERÍODO
CRONOLÓGICO: Calcolítico? Bronze Final? / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau /
USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO O local é uma encosta suave junto de uma linha de água. O solo é difícil de
observar devido ao mato espesso que cobre os solos que outrora foram agricultados. No
entanto, o Sr. António Matos, do Rosmaninhal, ofereceu diversas mós ao Museu de Mação,
algumas das quais são iguais às que se encontram nos povoados do Bronze Final.
ESPÓLIO duas mós côncavas e três planas.
BIBLIOGRAFIA Pereira, 1970a, p. 59-60.
N.0 148
CÓDIGO CRBE / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 04/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira da Ribeira das Boas Eiras / ACHADOR: Carlos
Batata / DATA: 2001.
anexo I
197
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Monte Penedo / FRE-
GUESIA: Penhascoso / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na
estrada Monte Penedo-Ribeira das Boas Eiras, corta-se à esquerda, junto da igreja, passa-
-se a ribeira e chega-se à casa que está no cone de dejecção.
COORDENADAS UTM: 583,1/4373,4 / COTA (m): 150 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 1 ha / EXPOSIÇÃO:
Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Erosão.
DESCRIÇÃO Trata-se não de uma mas várias explorações de maior ou menor expressão,
mas que formam conjunto. O cone de dejecção projectava-se em direcção à ribeira das
Boas Eiras. Poderiam ter sido explorados cerca de 100 000 m3 de areias.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 149
CÓDIGO RBE / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 09/01/2002.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Ribeira das Boas Eiras / ACHADOR: Filomena Gaspar e
Álvaro Batista / DATA: 1996.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Ribeira das Boas Eiras /
FREGUESIA: Penhascoso / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO:
Dentro da povoação, no quintal da casa que está em frente ao primeiro fontanário.
COORDENADAS UTM: 582,3/4373,4 / COTA (m): 100 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Achado Isolado / EXPOSIÇÃO: Este / PERÍODO
CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom / USO DO SOLO:
Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO O Sr. Adelino Matos achou, numa encosta suave virada para a Ribeira das
Boas Eiras, uma mó romana (dormente) já bastante gasta e fina. Não foi achado pelo pro-
prietário qualquer outro vestígio nem apareceram telhas.
ESPÓLIO Mó romana (dormente).
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 150
CÓDIGO SB / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 12/05/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: São Bartolomeu.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Penhascoso / FREGUE-
SIA: Penhascoso / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Capela, à
entrada do Penhascoso, do lado esquerdo, no sentido Penhascoso-Aboboreira.
COORDENADAS UTM: 582,55/4378,7 / COTA (m): 260 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO CNS: 4591 / TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 100 m2 / EXPOSI-
ÇÃO: Sul e Este / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Religioso / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO No solo remexido para construção de muros e anexos à capela, encontram-
-se imbrices toscos e tijoleiras, numa pequena área. Verificou-se a área a leste da capela
(do outro lado da estrada), onde Maria Amélia Horta Pereira dizia que se encontravam
vestígios, não se tendo detectado nada.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
198
ESPÓLIO Cerâmica, moedas, imbrices e tijoleiras.
BIBLIOGRAFIA Pereira, 1970a; Alarcão, 1988a, p. 145; Endovélico, 30-4-99.
N.0 151
CÓDIGO CO / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 15/10/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Conheira / FREGUESIA:
Penhascoso / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada Penhas-
coso-Mouriscas corta-se à direita por estrada de terra. Passa-se a pedreira, situada de ambos
os lados da estrada, e desce-se até ao pequeno cabeço.
COORDENADAS UTM: 581/4374,95 / COTA (m): 156 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): JN 10/1(26) / CNS: 5579 / TIPO DE SÍTIO: Anta? /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Calcolítico e Idade do Ferro? / ESTADO DE CONSER-
VAÇÃO: Destruído / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Pedreira.
DESCRIÇÃO O cabeço da Conheira situa-se na margem de um afluente do Tejo, o Rio
Frio. O sítio arqueológico foi encontrado quando, sendo necessária brita para o calceta-
mento de estradas, se iniciou a exploração e recolha de cascalheira quartzítica de um
grande depósito natural existente no local. Foram encontradas nos níveis superficiais
vários materiais líticos e cerâmicos. Pequenas sondagens realizadas no cabeço revelaram
uma estrutura circular, construída com grandes blocos de quartzito, com cerca de 1,5 m
de altura e 2 m de diâmetro. Parece tratar-se de uma estrutura funerária calcolítica. Não
foram achados vestígios que apontem para um castro, como era referido por Maria Amé-
lia Horta Pereira. O aparecimento de uma urna de perfil em S é frequente em antas.
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: Maria Amélia Horta Pereira / ANOS: 1972.
ESPÓLIO Placa de xisto, duas lâminas de sílex, um machado, um percutor, uma tijela
hemisférica, urna de perfil hallstático, cerâmicas por decorar, decorada, troncocónica e
carenada, sílex (lâminas, pontas de seta, raspadores), xisto, placas, machados e enxó.
BIBLIOGRAFIA Pereira, 1974; Lillios, 1991, p. 217; Endovélico, 13-11-98; CPH, n.0 204,
26/4/2000.
N.0 152
CÓDIGO PRF / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 09/01/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Ponte do Rio Frio / ACHADOR: Carlos Batata / DATA:
2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Murteira / FREGUESIA:
Penhascoso / Mouriscas / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na
estrada Penhascoso-Mouriscas corta-se à direita por estrada de terra. Passa-se a pedreira,
situada de ambos os lados da estrada, e desce-se à direita até à ponte.
COORDENADAS UTM: 580,8/4375,35 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Ponte / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romana? /
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Fluvial / AMEAÇAS: Constru-
ção civil.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma ponte de três arcos feita em quartzito e xisto, muito trans-
formada, pois foi recuperada com betão. Uma fotografia de há cerca de 30 anos ainda a
anexo I
199
mostra na sua forma original. Poderá ser de origem romana, pois está no caminho da via
Mouriscas-Penhascoso-Castelo Branco.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 153
CÓDIGO CRE / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 28/05/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Chão Redondo.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Penhascoso / FREGUE-
SIA: Penhascoso / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: No Penhas-
coso (sentido Mouriscas-Mação), corta-se à direita, junto da Igreja Matriz e vai-se na
direcção do cemitério, passando ao lado deste. A estrada que está melhor é a paralela a
esta e entra-se ainda na estrada Mouriscas-Penhascoso, já dentro da povoação.
COORDENADAS UTM: 583,4/4376,2 / COTA (m): 190 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO CNS: 2768 / TIPO DE SÍTIO: Povoado / EXPOSIÇÃO: Oeste /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Calcolítico, Romano? / USO DO SOLO: Florestal / AME-
AÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Grande recinto com muralha de pedra seca e muitas casas quadradas e rec-
tangulares, segundo Maria Amélia. Visitado o local, não foi possível observar os vestígios
dada a altura e densidade do matagal. Na área envolvente foi achado algum material
lítico talhado (seixos de quartzito e algumas lascas de sílex). A população refere a existên-
cia de telhas e que no local se tinha situado a antiga igreja matriz do Penhascoso.
ESPÓLIO Seixos talhados, sílex e telhas.
BIBLIOGRAFIA Pereira, 1970a, p. 131; Endovélico, 13-11-98.
N.0 154
CÓDIGO VJ / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 15/10/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Vale do Junco / POPULAR: Castelo Velho de Vale do
Junco / DOCUMENTAL: Castelo Velho de Vale do Junco, Castelo Velho da Ortiga.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Ortiga / FREGUESIA:
Ortiga / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada Ortiga-
estação da CP, corta-se na primeira à esquerda (em frente das bombas da gasolina) e
depois na primeira à esquerda.
COORDENADAS UTM: 583,7/4370,7 / COTA (m): 77 / CARTA MILITAR: 332.
CARACTERIZAÇÃO PROTECÇÃO LEGAL: IIP, Dec 26-A/92, de 1-6 / PROCESSO(S):
81/1(120), 83/1(22) / CNS: 1291 / TIPO DE SÍTIO: Vicus? / ÁREA: 2 ha / EXPOSIÇÃO: Sul
/ PERÍODO CRONOLÓGICO: Idade do Ferro? e Romano / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Agrícola/Florestal / AMEAÇAS: Agricultura/Florestação.
DESCRIÇÃO Situada num terraço elevado do Tejo, na sua margem direita e constituída
por balneário e necrópole. Entre os materiais exumados nesta estação arqueológica, ocu-
pada desde meados do século I aos inícios do século V, salientam-se diversos instrumen-
tos de ferro, que indicam a existência de uma forja destinada à produção de utensílios
agrícolas. A necrópole situa-se sobre as estruturas romanas, parecendo ser de época visi-
gótica; as valas da escavação ainda são visíveis, bem como a parede de algumas das
sepulturas. Rogério Carvalho limpou o balneário, chegando à conclusão de que grande
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
200
parte está ainda soterrada; nas sondagens encontrou estruturas de oficina ligada à prá-
tica da metalurgia, datadas de finais do século IV, inícios do V d.C. Dos lados sul e este,
ainda são visíveis muros de construções. Os do lado este sofreram há pouco tempo uma
grande destruição, ficando à vista pavimentos de opus signinum e respectivo enroca-
mento de seixos e muitas pedras dos muros.
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: Dr. João Calado Rodrigues e Rogério Carvalho / ANOS:
1943, 1950 e 1996 / ÁREA ESCAVADA: 176 m2 / PERÍODOS: Romano.
ESPÓLIO Escória de cobre e de ferro, três fundos de vasos e cerâmica comum, seis
pregos de ferro muito grossos, sepulturas, necrópole, oito moedas séculos III/IV,
sigillata do século II?, mármore de revestimento, um peso (de tear), uma enxada
grande com espigão, sete sepulturas com paredes de pedra e tijolos e coberturas de
lousas, uma com ossos de um adulto e uma com ossos de uma criança, vasos funerá-
rios de vidro dos séculos II-VI, balança romana? e chocalhos, martelo, bigorna, enxada,
podoa, tesoura de tosquia, lâmina de cutelo, tenaz de ferreiro, bico de fole e um mar-
telo de forja, base de forja, dolium, cinzas, carvões, vidros, moedas , cerâmica manual
e sílex. Materiais de 1952: imbrices, tégulas e fragmento de capitel. Materiais de 1996
- duas enxadas, tenaz de forja, duas podoas, uma foice, dois alviões.
RELAÇÕES Figs. 1-3 e 24-5.
BIBLIOGRAFIA Oleiro, 1951, p. 107-109; Victória, 1952, p. 25; Pereira, 1970a, p. 352-374;
Carvalho et al., 1985/86, p. 105 e 106 e estampa I e II; Carvalho, 1987a, p. 73-75; Carva-
lho, 1987b, p. 64-65, Alarcão, 1987, p. 58; Alarcão, 1988a, p. 145-146; Carvalho et al.,
1995, p. 157-166; Endovélico, 23-2-99; DGMN 18/1/2000.
N.o 155
CÓDIGO CVJ / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 16/08/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira do Vale do Junco.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Ortiga / FREGUESIA:
Ortiga / CONCELHO: Mação / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada Mouriscas-
-Ortiga, corta-se à direita no cruzamento para a estação da Ortiga. A conheira estende-se
do lado esquerdo.
COORDENADAS UTM: 582,5-3,8/4369,8-70,6 / COTA (m): 70 / CARTA MILITAR: 332
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 65 ha / EXPOSIÇÃO:
Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular /
USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma enorme conheira que se estende aos pés da estação arque-
ológica de Vale do Junco. Foi deixada uma ilha com cerca de 5 m de altura, a que não se
percebe a função, mas que é frequente em explorações deste tipo. Calcula-se que pode-
rão ter sido minerados cerca de 3 250 000 m3, mas a área poderá ser ainda maior.
A frente de trabalho parou junto da estação arqueológica, não podendo avançar, pois a
estação assenta sobre o terraço fluvial.
BIBLIOGRAFIA Sánchez-Palencia, 1989, p. 47.
anexo I
201
N.o 156
CÓDIGO FA / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 16/08/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Foz da Amieira / ACHADOR: Carlos Batata / DATA: 2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Codes / FREGUESIA:
Santiago de Montalegre / CONCELHO: Sardoal / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na
antiga EN 2, entre S. Domingos e Milreu, corta-se em Brescovo, por estrada alcatroada
à direita que vai para a povoação de Codes. Numa curva, antes da povoação, corta-se à
direita por estrada de terra que vai dar ao local.
COORDENADAS UTM: 573,1-4/4384,9-85,2 / COTA (m): 220-260 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Via / EXPOSIÇÃO: Norte-Sul / PERÍODO CRO-
NOLÓGICO: Romano a Contemporâneo / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom / USO
DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Na subida da ribeira do Codes para Santiago de Montalegre, encontram-se
numerosos sulcos cavados no xisto brando. Muitos deles são paralelos, outros cruzam-
se, outros ondulam pelas encostas. Os mais antigos parecem ser romanos, dado se ter
observado que a largura dos rodados era de 1,20 m. Estes sulcos têm continuação do
outro lado do Codes, subindo para o Milreu. Uma parte dos rodados desapareceram há
pouco tempo devido a uma ripagem para plantação de eucalipto. Devem ter sido usados
ainda durante o século XIX, pois relatos das Invasões Francesas referem-se a S. Domin-
gos/Santiago de Montalegre como passagem.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.o 157
CÓDIGO PI / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 15/08/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Pincho / ACHADOR: Candeias da Silva e Álvaro Batista
/ DATA: 1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Brescovo / FREGUESIA:
Santiago de Montalegre / CONCELHO: Sardoal / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na
estrada Brescovo-Matagosa, corta-se à direita por estrada de terra que vai dar ao miradouro
do Castelo da Matagosa. A estação situa-se do lado direito, onde começa a barreira.
COORDENADAS UTM: 571,4/4386,1 / COTA (m): 266 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal / ÁREA: 100 m2 / EXPOSIÇÃO: Norte e
Este / PERÍODO CRONOLÓGICO: Visigótico / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau /
USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena estação parcialmente destruída por uma planta-
ção de eucaliptos. Na parte destruída (lado norte), as ripagens revolveram completa-
mente os vestígios, avistando-se telhas, cerâmica comum e pedras de estruturas. Metade
da estação está preservada (lado este e sul), permanecendo com coberto vegetal arbus-
tivo. Segundo Álvaro Batista, do lado esquerdo existe escória de ferro e estruturas que
farão parte deste casal.
ESPÓLIO Imbrices grosseiros, grossos e finos; vaso de perfil em “S” com decoração incisa
ondulada na pança, dolia com dedadas na pança formando alinhamentos, cerâmica
comum, estruturas e escória de ferro.
RELAÇÕES Fig. 28.
BIBLIOGRAFIA Silva et al. (no prelo), p. 68, n. 4.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
202
N.o 158
CÓDIGO SM / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 20/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Santiago de Montalegre / DOCUMENTAL: S. Tiago,
S. Domingos.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Santiago de Montalegre /
FREGUESIA: Santiago de Montalegre / CONCELHO: Sardoal / DISTRITO: Santarém /
ACESSO: Na estrada Carvalhal-S. Domingos, nesta última povoação corta-se à direita
em direcção a Santiago de Montalegre.
COORDENADAS UTM: 571,9/4383,15 / COTA (m): 290 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina de filão / PERÍODO CRONOLÓGICO:
Romano / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Não foi possível em concreto determinar a localização das minas existentes no
local. Um popular referiu-me vários poços em vários locais. Assim, parece haver um con-
junto de poços do lado direito da estrada S. Domingos-Santiago, uma mina por baixo da
igreja matriz de Santiago e um conjunto de vários poços do lado direito da estrada que liga
ao cemitério. Neste local só foi possível observar a entrada de uma galeria que está junto da
estrada. As outras, devido à grande quantidade de mato não foi possível localizar. No entanto,
foi observada grande quantidade de ganga quartzítica com inscrustações minerais. Dá-se a
localização da que fica ao pé da estrada. Grácio refere que se trata de galerias verticais de
forma quadrangular, de 1 m de lado, com pressuposta ligação horizontal entre si.
ESPÓLIO Três moedas romanas e cerâmica grosseira.
BIBLIOGRAFIA Campos, 1907, p. 344; Alarcão, 1988a, p. 113; Grácio, 1998, p. 39-40;
Silva et al. (no prelo), p. 68, n. 3.
N.o 159
CÓDIGO SSI / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 13/01/2002.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: S. Simão.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: S. Simão / FREGUESIA:
Sardoal / CONCELHO: Sardoal / DISTRITO: Santarém.
COORDENADAS CARTA MILITAR: 321.
CARACTERIZAÇÃO PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano.
DESCRIÇÃO Notícia vaga rastreada na bibliografia referindo o aparecimento de cerâmi-
cas romanas. Inquirida a população nada conhecem de antigo na povoação ou arredores
que pudesse ser dessa altura. Confirmaram sim a passagem de uma via muito antiga
que vinha do Sardoal.
ESPÓLIO Cerâmica romana.
BIBLIOGRAFIA Alarcão, 1988a, p. 113.
N.o 160
CÓDIGO SF / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 13/05/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: São Francisco.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Sardoal / FREGUESIA:
Sardoal / CONCELHO: Sardoal / DISTRITO: Santarém / ACESSO: À entrada do
anexo I
203
Sardoal (quem vem de Abrantes), no olival por cima da estrada, do lado direito, onde há
altos muros de suporte de terras.
COORDENADAS UTM: 572,5/376 / COTA (m): 200 / CARTA MILITAR: 321.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Forno/Granja? / ÁREA: 2000 m2 / EXPOSIÇÃO:
Sudoeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Bom/Mau / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Numa encosta bastante inclinada, encontram-se materiais de construção
muito rolados e destruídos pelos trabalhos agrícolas, bem como cerâmica comum.
Do lado oeste, encontra-se a boca de um forno rectangular romano, com uma grande oli-
veira por cima. Parece estar em boas condições de conservação.
ESPÓLIO Forno, tijolos, pesos de tear, tégulas e cerâmica comum alaranjada.
BIBLIOGRAFIA Grácio, 1998, p. 39.
N.0 161
CÓDIGO CSF / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 15/09/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Calçada de S. Francisco.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: S. Francisco / FREGUE-
SIA: Sardoal / CONCELHO: Sardoal / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Abrantes-Sardoal (primeira entrada), situa-se do lado esquerdo antes da antiga ponte.
COORDENADAS UTM: 572,4/4376,2 / COTA (m): 160 / CARTA MILITAR: 321.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Via / EXPOSIÇÃO: Oeste / PERÍODO CRONO-
LÓGICO: Medieval / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Rede
viária / AMEAÇAS: Rede viária.
DESCRIÇÃO Calçada medieval em xisto da região, ainda em uso, à entrada da vila e que
era a antiga estrada de acesso ao Sardoal. Está assente sobre uma antiga via, provavel-
mente romana, de que existem escassos vestígios, mas que o povoamento denuncia.
BIBLIOGRAFIA Grácio, 1998, p. 38.
N.0 162
CÓDIGO PS / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 13/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Ponte do Sardoal / ACHADOR: Carlos Batata / DATA:
2000.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Sardoal / FREGUESIA:
Sardoal / CONCELHO: Sardoal / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na antiga estrada
que dava acesso ao Sardoal, vindo de Abrantes, do lado esquerdo da actual.
COORDENADAS UTM: 572,4/4376,2 / COTA (m): 140 / CARTA MILITAR: 321.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Ponte / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romana? /
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom / USO DO SOLO: Urbano / AMEAÇAS: Rede
viária.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma ponte com dois arcos de volta perfeita, que já sofreu alte-
rações posteriores. Está no trajecto de uma provável via romana.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
204
N.0 163
CÓDIGO RV / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 12/02/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Ribeiro Davide / ACHADOR: Carlos Batata / DATA: 2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Sardoal / FREGUESIA:
Sardoal / CONCELHO: Sardoal / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada Sardoal-
-Valhascos, corta-se à direita, por estrada de terra, situada atrás da zona industrial.
Do lado esquerdo avista-se um palheiro. A estação fica por detrás, na encosta.
COORDENADAS UTM: 572,95/4375,4 / COTA (m): 190 / CARTA MILITAR: 321.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal / ÁREA: 100 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO
DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Numa pequena área, recentemente plantada com olival, encontram-se
materiais de construção romanos e pedras de estruturas espalhadas.
ESPÓLIO Tégulas, imbrices e estruturas.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 164
CÓDIGO TC / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 30/04/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Tapada do Caldas / ACHADOR: Carlos Batata e Filo-
mena Gaspar / DATA: 2000.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Valhascos / FREGUE-
SIA: Valhascos / CONCELHO: Sardoal / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Valhascos-Alferrarede, corta-se à direita na última estrada de terra batida antes do moí-
nho de vento.
COORDENADAS UTM: 573,25/373,65 / COTA (m): 128 / CARTA MILITAR: 321.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 200 m2 / EXPOSIÇÃO: Este /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Tardo-romano? Visigótico? / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Numa pequena área encontra-se alguma cerâmica de construção e
comum.
ESPÓLIO Dolia, fragmento de dolium com incisões na pança formando dois cordões
paralelos e imbrices.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 165
CÓDIGO VA / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 13/05/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Valhascos.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Casal da Graça / FRE-
GUESIA: Valhascos / CONCELHO: Sardoal / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na
estrada Abrantes-Vila de Rei, corta-se à direita, em frente à saída para o Sardoal.
COORDENADAS CARTA MILITAR: 321.
CARACTERIZAÇÃO CNS: 5282 / TIPO DE SÍTIO: Tesouro / PERÍODO CRONO-
LÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom.
anexo I
205
DESCRIÇÃO Trata-se de um tesouro de moedas, encontrado em parte incerta. Silva
et al. pensam que ele será do Casal da Graça, mas não apresentam justificação para tal.
Leite de Vasconcelos refere o tesouro composto por 190 moedas, oferecido ao museu,
do século III, aparecido por volta de 1880, dentro de panelas, no Sardoal. Por seu lado,
Faria pôde observar 173 exemplares dos imperadores Gordiano III a Galieno; as moe-
das mais recentes não parecem ultrapassar o ano de 266. Elevado teor de prata dos
106 numismas anteriores a Galieno, o que deixa entrever um entesouramento contí-
nuo.
ESPÓLIO Cerca de 200 antoninianos (século III).
BIBLIOGRAFIA Vasconcelos, 1917, p. 296; Hipólito, 1960-61, p. 78; Faria, 1987, p. 60-
-61; Alarcão, 1988a, p. 113; Endovélico, 31/5/99.
N.0 166
CÓDIGO MA / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 13/05/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Machorra / ACHADOR: Álvaro Batista.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Valhascos / FREGUE-
SIA: Valhascos / CONCELHO: Sardoal / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Sardoal-Valhascos, do lado direito da estrada, junto das casas da Machorra.
COORDENADAS UTM: 573,85/4375 / COTA (m): 180 / CARTA MILITAR: 321.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / EXPOSIÇÃO: Este / PERÍODO CRONO-
LÓGICO: Romano / USO DO SOLO: Urbano / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO Não foi possível confirmar no terreno a existência destes materiais, apesar
de ser aquele o local apontado.
ESPÓLIO Imbrices, tégulas, tijoleiras, silhar em granito e duas talhas escavadas na
rocha.
BIBLIOGRAFIA Grácio, 1998, p. 39.
N.0 167
CÓDIGO TAB / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 13/05/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Taboleiros / ACHADOR: Carlos Batata / DATA: 2000.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Valhascos / FREGUE-
SIA: Valhascos / CONCELHO: Sardoal / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Valhascos-cemitério, do lado direito, antes de cortar para a Senhora da Graça.
COORDENADAS UTM: 574,4/374,15 / COTA (m): 140 / CARTA MILITAR: 321.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 100 m2/ EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO
DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Pequena área onde se situa uma casa e uma eira forrada a tijolo de burro.
Encontram-se materiais de construção romanos.
ESPÓLIO Tégulas e imbrices.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
206
N.0 168
CÓDIGO FM / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 13/05/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Fonte da Moura / ACHADOR: Álvaro Batista.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Valhascos / FREGUE-
SIA: Valhascos / CONCELHO: Sardoal / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Valhascos-Alferrarede, corta-se na última rua à esquerda e depois na primeira à direita.
A estação situa-se 50 m antes da fonte.
COORDENADAS UTM: 574,15/373,1 / COTA (m): 140 / CARTA MILITAR: 321.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Granja? / ÁREA: 500 m2 / EXPOSIÇÃO: Oeste e
Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Destruída
/ USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Numa pequena área, dividida por diversos muros de propriedades e terre-
nos cultivados até há poucos anos, encontram-se muitos materiais de construção roma-
nos (imbrices e tégulas).
ESPÓLIO Mós dormentes e girantes, pesos de tear, tégulas, imbrices, opus signinum e dolia.
BIBLIOGRAFIA Grácio, 1998, p. 38.
N.0 169
CÓDIGO SO / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 10/04/2002.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Sobral / ACHADOR: Álvaro Batista / DATA: 1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Sardoal / FREGUESIA:
Sardoal / CONCELHO: Sardoal / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada Abran-
tes-Sardoal, corta-se à direita para a Zona Industrial e aí, novamente à direita e depois na
primeira de terra batida, no final da última unidade industrial.
COORDENADAS UTM: 572,55/4374,65 / COTA (m): 147 / CARTA MILITAR: 321.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Villa / ÁREA: 2000 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO
DO SOLO: Agrícola/Industrial / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO Esta estação foi parcialmente destruída pela terraplanagem de cerca de
1 km2 do terreno onde foi implantada a Zona Industrial. Porém, no caminho que ladeia
esta unidade são observáveis diversos muros romanos; um deles tem 17 m de compri-
mento por 40 cm de largura. Nos campos agrícolas em volta, encontram-se alguns mate-
riais (tégulas e imbrices) que apontam para um estado razoavelmente conservado.
ESPÓLIO Asa de ânfora e fundo de ânfora, base de coluna, cerâmicas finas, tijolos, e
pesos de tear com marca de oleiro, tégulas tardias e imbrices.
BIBLIOGRAFIA Grácio, 1998, p. 40.
N.0 170
CÓDIGO CE / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 12/02/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Cemitério / ACHADOR: Álvaro Batista.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Valhascos / FREGUE-
SIA: Valhascos / CONCELHO: Sardoal / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Em Valhas-
cos, dirigimo-nos ao cemitério e antes de lá chegar corta-se à direita para o Casal.
anexo I
207
COORDENADAS UTM: 574,65/4374 / COTA (m): 158 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal / ÁREA: 400 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO
DO SOLO: Urbano / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO Sob as casas do casal encontram-se tégulas e imbrices, bem como vestígios
de muros, na estrada de terra que desce para sul. Foram aí encontradas colunas, segundo
informação de Álvaro Batista. Nenhum desses elementos se conseguiram observar no
local.
ESPÓLIO Tégulas, imbrices e colunas.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 171
CÓDIGO CMO / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 15/09/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Cabeço das Mós / POPULAR: Castelos / DOCUMEN-
TAL: Cabeça das Mós, Castelo da Cabeça das Mós.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Cabeça das Mós / FRE-
GUESIA: Valhascos / CONCELHO: Sardoal / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na
estrada Sardoal-Cabeça das Mós, corta-se à direita, atravessa-se a povoação para sul, por
estrada de terra. À saída da povoação corta-se na primeira à esquerda e junto do povoado
também à esquerda.
COORDENADAS COTA (m): 187 / CARTA MILITAR: 322 / LATITUDE: 39030’45’’ /
LONGITUDE: 8006’51’.’
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 98/1(768) / CNS: 13121 / TIPO DE SÍTIO: Povoado
Fortificado / ÁREA: 4,5 ha / EXPOSIÇÃO: E-S-O / PERÍODO CRONOLÓGICO: Bronze
Final, Idade do Ferro e Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO DO SOLO:
Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Povoado de altura limitado a norte, este e sul pela ribeira de Arcês, na
divisão entre os concelhos de Sardoal e Abrantes. O povoado ocupa uma enorme área
que se estende por três cabeços pegados uns aos outros, em terrenos xistentos. Tem
muralha defensiva. Passava-lhe na base uma antiga via. Grácio indica a existência de
uma mina de chumbo junto desta estação, o que não se pôde confirmar. As sondagens
efectuadas por Paulo Félix revelaram, para além das ocupações do Bronze Final,
Romano e Idade do Ferro, alguns materiais que revelam uma ocupação da I Idade do
Ferro (contas em vidro) e II Idade do Ferro (século IV/III a.C.) (cerâmica estampi-
lhada).
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: Paulo Félix / ANOS: 1999 / ÁREA ESCAVADA: 84 m2 /
PERÍODOS: Bronze Final e Idade do Ferro.
ESPÓLIO Cerâmicas finas, fragmentos de dolium, mós dormentes, girantes e planas,
tégulas e imbrices, cerâmica do Bronze Final, moedas romanas, contas de pedra e de
vidro, cossoiros, cerâmica da II Idade do Ferro com e sem decoração (linhas onduladas,
estampilha), muralhas e estruturas rectangulares.
RELAÇÕES Figs. 19-2 e 33-2.
BIBLIOGRAFIA Ribeiro, 1965 (planta); Grácio, 1998, p. 38 e 46; Félix, 1999, p. 3 e 11;
Félix, 2000, p. 21-22; Endovélico, 5/10/99; Silva et al. (no prelo), p. 84.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
208
N.0 172
CÓDIGO CSG / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 13/05/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Casal da Senhora da Graça / DOCUMENTAL: Casal da
Graça / ACHADOR: Candeias da Silva e Álvaro Batista / DATA: 1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Valhascos / FREGUE-
SIA: Valhascos / CONCELHO: Sardoal / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Valhascos-Alferrarede, corta-se à esquerda por estrada de terra batida, junto do moinho
de vento; corta-se novamente à esquerda e passa-se a ribeira.
COORDENADAS UTM: 574,95/373,5 / COTA (m): 130 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Granja? / ÁREA: 1 ha / EXPOSIÇÃO: Oeste e Sul
/ PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular /
USO DO SOLO: Pastorícia / AMEAÇAS: Pastoreio.
DESCRIÇÃO No topo de uma colina, encontram-se muitos silhares de granito de várias
dimensões (entre 70/80 x 40/45 x 45 cm), bem como colunas e um possível miliário
in situ, partido com 40 cm de diâmetro. Existem outros silhares mais pequenos
(40 x 40 x 45). O recinto parece ter tido um muro de sustentação de terras. Junto passa
uma estrada calcetada que pode ser romana. Parece ali ter existido uma capela dedi-
cada à Senhora da Graça. Em frente situa-se o povoado da Cabeça das Mós.
ESPÓLIO Cerâmicas finas, pesos de tear, tégulas, grande quantidade de silhares de gra-
nito, provável miliário, imbrices, dolia, fragmentos de colunas e fragmento de mó.
RELAÇÕES Figs. 34-10 e 35-21.
BIBLIOGRAFIA Grácio, 1998, p. 38 e 47; Silva et al. (no prelo), p. 32.
N.0 173
CÓDIGO CSG2 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 13/05/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Casal da Senhora da Graça 2 / ACHADOR: Álvaro
Batista.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Valhascos / FREGUE-
SIA: Valhascos / CONCELHO: Sardoal / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Valhascos-Alferrarede, corta-se à esquerda por estrada de terra batida, junto do moinho
de vento; corta-se novamente à esquerda e passa-se a ribeira.
COORDENADAS UTM: 574,8/373,45 / COTA (m): 120-130-110 / CARTA MILITAR: 321
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Via / EXPOSIÇÃO: E-S-N / PERÍODO CRONO-
LÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom / USO DO SOLO: Viário /
AMEAÇAS: Agricultura/Floresta.
DESCRIÇÃO Num comprimento de 400 m, apresenta-se uma calçada que nalguns pon-
tos ainda tem grandes pedras (algumas com 80 x 60 cm). É bastante larga (3 m). Passava
ao Casal da Sra. da Graça, onde se observa o que parece ser um miliário, no cruzamento
da via, pois desse troço de sentido E-O, sai outro para N. Este tem cerca de 70 m, ao qual
parece ter sido acrescentado mais alguns metros em época mais recente pois as pedras
não estão tão polidas. Na descida para a ribeira de Arcês, apresenta um paramento de
sustentação do lado esquerdo. No final, do outro lado da ribeira e junto da charca, existe
um pequeno troço calcetado com pedra mais miúda. Faria a ligação Abrantes-Mouriscas.
Passaria a ribeiras das Eiras, em conjunto com a que vinha de norte (Sardoal).
BIBLIOGRAFIA Ribeiro, 1965 (planta); Grácio, 1998, p. 38; Silva et al. (no prelo), p. 32.
anexo I
209
N.0 174
CÓDIGO CON / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 10/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira do Maxial / DOCUMENTAL: Conheira do
Maxial / ACHADOR: Candeias da Silva e Álvaro Batista / DATA: 1989.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Maxial / FREGUESIA:
Fontes / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
S. Domingos-Maxial, corta-se à direita por estrada de terra que vai até à extinta povoação
de Conheira. Daí até à conheira, o trajecto faz-se a pé.
COORDENADAS UTM: 565,8-566/4388,15-8 / COTA (m): 140 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 14 ha / EXPOSIÇÃO:
Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Tardo-romano?/Visigótico? / ESTADO DE CON-
SERVAÇÃO: Bom / USO DO SOLO: Fluvial/Florestal / AMEAÇAS: Erosão fluvial.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma imensa conheira onde a maior porção se encontra coberta
na maior parte do ano pelas águas da Albufeira do Castelo de Bode. Uma outra porção,
situada a cota superior, encontra-se fora do nível máximo das águas. No interior da parte
que fica submersa, encontrou o autor alguns imbrices que parecem ser tardo-romanos.
Podem estar associados a uma estrutura circular existente no meio dos conhos. Foram
notadas outras estruturas, porém, sem materiais associados. O topónimo Conheira
(povoação extinta) já existia no século XII (informação de Filomena Gaspar). Daqui pode-
rão ter sido removidos cerca de 600 000 m3 de areia e cascalho.
ESPÓLIO Imbrices.
RELAÇÕES Fig. 36-27.
BIBLIOGRAFIA Silva et al., 1992, p. 76; Silva et al. (no prelo), p. 76.
N.0 175
CÓDIGO CON2 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 15/10/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira do Maxial 2 / ACHADOR: Carlos Batata /
DATA: 2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Maxial / FREGUESIA:
Fontes / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
S. Domingos-Maxial, corta-se à direita por estrada de terra que vai até à extinta povoação
de Conheira. Quando se começa a descer corta-se novamente à direita e no pequeno vale
corta-se à esquerda. Faz-se uma curva apertada e na zona mais inclinada da estrada
encontram-se os vestígios.
COORDENADAS UTM: 566,1/4388,3 / COTA (m): 160 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Cabana / ÁREA: 10 m2 / EXPOSIÇÃO: Oeste /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Tardo-Romano? Visigótico? / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Viário/Florestal / AMEAÇAS: Florestação/Rede viária
DESCRIÇÃO Na encosta do monte virada a oeste, um pouco acima da frente de trabalho
da Conheira do Maxial, a abertura de caminhos florestais deixou à vista e destruiu par-
cialmente, uma estrutura em pedra associada a imbrices grossos semelhantes aos já reco-
lhidos no interior da conheira. Perto passava a via do Codes, sendo ainda visível traços
dela ao lado do caminho que se percorre para chegar a este local.
ESPÓLIO Imbrices grosseiros e estruturas.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
210
N.0 176
CÓDIGO CMA / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 10/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira da Matagosa / ACHADOR: Candeias da Silva
e Álvaro Batista / DATA: 1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Matagosa / FREGUESIA:
Carvalhal / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada Mata-
gosa-Matagosinha, corta-se à direita por estrada de terra nesta última povoação, onde diz
Albufeira.
COORDENADAS GAUSS: 195,9/295,3 / COTA (m): 120 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 3 ha / EXPOSIÇÃO:
Norte / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano? / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regu-
lar / USO DO SOLO: Fluvial / AMEAÇAS: Erosão fluvial.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma conheira que se encontra coberta pelas águas da Albufeira
do Castelo de Bode, a maior parte do ano. Desenvolve-se de ambos os lados da ribeira
que se situa entre as duas povoações. No seu interior são vísiveis algumas construções e
muros, mas a falta de materiais não permite saber de que época são. Verificou-se a exis-
tência de rodados de carros de tracção animal na encosta que desce da Matagosa para o
Codes. Daqui podem ter sido removidos cerca de 100 000 m3 de areia e cascalho.
Foram recolhidas tégulas de uma clareira no interior da conheira.
ESPÓLIO Tégulas e mó romana recolhida por Joaquim António Prior?.
BIBLIOGRAFIA Alarcão, 1988a, p. 112; Silva et al., 1992, p. 76; Silva et al. (no prelo),
p. 71.
N.0 177
CÓDIGO PCM / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 15/02/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Pico do Castelo da Matagosa / POPULAR: Pincho /
DOCUMENTAL: Matagosa / ACHADOR: Candeias da Silva e Álvaro Batista / DATA:
1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Matagosa / FREGUESIA:
Carvalhal / Santiago de Montalegre / CONCELHO: Abrantes / Sardoal / DISTRITO:
Santarém / ACESSO: Na estrada S. Domingos-Matagosa, corta-se por estrada de terra à
direita que vai até ao topo do monte.
COORDENADAS UTM: 571,6/386,35 / COTA (m): 304 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Povoado / ÁREA: 2500 m2 / PERÍODO CRONO-
LÓGICO: Tardo-romano/Visigótico / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO DO
SOLO: Urbano / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO No local foi construído um terreiro e um monumento à Mulher Portu-
guesa, o que certamente determinou a destruição de possíveis estruturas antigas exis-
tentes no topo. Não se observam materiais nas encostas. O que foi recolhido provinha do
seu topo arrasado. A caracterização da estação tardo-romana do Pincho (157) (na base do
Pico), aponta para a possibilidade de os materiais serem tardios.
ESPÓLIO Imbrices e cerâmica indígena ou tardo-romana.
BIBLIOGRAFIA Silva et al., 1999, p. 28; félix, 2000, p. 54; Silva et al. (no prelo), p. 71.
anexo I
211
N.0 178
CÓDIGO BC1 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 09/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Bairro Cimeiro I / ACHADOR: Candeias da Silva e
Álvaro Batista / DATA: 1989.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Bairro Cimeiro / FREGUE-
SIA: Aldeia do Mato / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Ao che-
gar à Cabeça Gorda, corta-se à esquerda por estrada de terra que vai dar à conheira.
COORDENADAS UTM: 561,5-8/4379,15-35 / CARTA MILITAR: 321.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 3 ha / EXPOSIÇÃO:
N-S-E-O / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Florestal/Urbano / AMEAÇAS: Florestação/Construção
civil.
DESCRIÇÃO Conheira circular de onde poderão ter sido explorados cerca de 150 000 m3
de areia e cascalho. Tem como característica principal o facto de o desmonte ter sido
efectuado em volta de todo o cabeço, tendo ficado por explorar cerca de 2 ha no centro.
A construção de vivendas do lado sul (junto à Albufeira do Castelo de Bode), destruiu
parte da conheira deste lado, vendo-se os conhos bastante revirados.
BIBLIOGRAFIA Silva et al., 1992, p. 76; Batista, 1995, p. 61; Silva et al. (no prelo), p. 30.
N.0 179
CÓDIGO BC2 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 01/01/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Bairro Cimeiro II / ACHADOR: Candeias da Silva e
Álvaro Batista / DATA: 1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Bairro Cimeiro / FRE-
GUESIA: Aldeia do Mato / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO:
Na estrada Bairros-Cabeça Gorda, corta-se à esquerda por estrada de terra, logo a seguir
ao Bairro Cimeiro e depois corta-se na primeira à esquerda.
COORDENADAS UTM: 561,95/4379,15 / COTA (m): 150 / CARTA MILITAR: 321.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Cabana / ÁREA: 10 m2 / EXPOSIÇÃO: Oeste /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Tardo-romano/Visigótico / ESTADO DE CONSER-
VAÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena área, na encosta que dá para o ribeiro, onde apa-
recem imbrices toscos.
ESPÓLIO Imbrices grosseiros.
BIBLIOGRAFIA Batista, 1995, p. 61; Silva et al. (no prelo), p. 30.
N.0 180
CÓDIGO VIL / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 31/12/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Vilelas / ACHADOR: Candeias da Silva e Álvaro Batista
/ DATA: 1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Medroa / FREGUESIA:
Martinchel / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Martinchel-Sardoal, corta-se para a Medroa. Dentro da povoação, corta-se à direita por
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
212
estrada de terra, passa-se a escola e sobe-se ao topo da serra. Corta-se no segundo cami-
nho à direita até dar com o cabeço aguçado, no meio dos eucaliptos.
COORDENADAS UTM: 560,65/4376 / COTA (m): 270 / CARTA MILITAR: 321.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 25 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Visigótico? / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO
DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Na encosta, e principalmente no topo, no lado virado a sul, encontram-se
muitos imbrices toscos de várias espessuras. Na base do cabeço corre uma via, notando-
-se os sulcos cavados no granito mole.
ESPÓLIO Imbrices.
BIBLIOGRAFIA Silva et al., 1992, p. 75; Silva et al. (no prelo), p. 82.
N.0 181
CÓDIGO CSE / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 09/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Casal da Serra / ACHADOR: Candeias da Silva e Álvaro
Batista / DATA: 1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Casal da Serra / FRE-
GUESIA: Martinchel / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na
estrada Amoreira-Martinchel, à entrada de Vilela, corta-se por estrada de terra à esquerda
em direcção ao Casal da Serra.
COORDENADAS UTM: 559,15/4374 / CARTA MILITAR: 321.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Cabana / ÁREA: 10 m2 / EXPOSIÇÃO: Este /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Tardo-romano/Visigótico / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Do lado esquerdo da estrada, no meio do olival cultivado e no mato adja-
cente encontram-se alguns imbrices.
ESPÓLIO Imbrices grosseiros.
BIBLIOGRAFIA Silva et al., 1992, p. 75; Silva et al. (no prelo), p. 81.
N.0 182
CÓDIGO CVAZ / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 09/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira do Vale da Azenha / DOCUMENTAL: Gies-
teira / ACHADOR: Álvaro Batista / DATA: 1992.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Giesteira / FREGUESIA:
Martinchel / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Martinchel-Constância, corta-se em Alagoa por estrada de terra à direita (Estrada Velha
de Pero Farinha), situando-se a conheira do lado direito, antes de Pero Farinha.
COORDENADAS UTM: 557,3/4375,7 / COTA (m): 158 / CARTA MILITAR: 320.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 2 ha / EXPOSIÇÃO:
Norte / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena conheira circular, cujos despejos eram efectuados
para riacho que corre para o rio Zêzere. Poderão ter sido removidos cerca de 100 000 m3
de areia e cascalho.
anexo I
213
BIBLIOGRAFIA Silva et al., 1992, p. 76; Silva et al. (no prelo), p. 82.
N.0 183
CÓDIGO CCR / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 01/09/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira do Casal do Rei / ACHADOR: Carlos Batata e
Filomena Gaspar / DATA: 2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Alagoa / FREGUESIA:
Martinchel / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Martinchel-Constância, passa-se Alagoa e a conheira encontra-se na descida, de ambos
os lados.
COORDENADAS UTM: 557,5-7/4374,9-75,1 / COTA (m): 147 / CARTA MILITAR: 320.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 2 ha / EXPOSIÇÃO:
Sul / PERÍODO / CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Mau / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena conheira cujos despejos eram efectuados para ria-
cho que corre para o Ribeirão, afluente do rio Zêzere. Poderão ter sido removidos cerca
de 100 000 m3 de areia e cascalho.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 184
CÓDIGO CQUI / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 01/09/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira da Quindra / ACHADOR: Carlos Batata e Filo-
mena Gaspar / DATA: 2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Pucariça / FREGUESIA:
Martinchel / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Martinchel-Constância, corta-se em Alagoa por estrada de terra à esquerda ao lado da
que diz Caminho da Pucariça, e depois na primeira à esquerda.
COORDENADAS UTM: 557,9-58,1/4374,8-75,2 / COTA (m): 151 / CARTA MILITAR: 320
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 4 ha / EXPOSIÇÃO:
Este / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal/Urbano / AMEAÇAS: Florestação/Construção civil
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena conheira cujos despejos eram efectuados para o
Ribeirão, afluente do rio Zêzere. Poderão ter sido removidos cerca de 200 000 m3 de
areia e cascalho.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 185
CÓDIGO CMAR / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 31/08/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira de Martinchel / ACHADOR: Álvaro Batista /
DATA: 1992.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Conheira / FREGUESIA:
Martinchel / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
214
Martinchel-Constância, ao chegar à povoação de Conheira, corta-se por caminho de terra
à direita. A conheira começa à beira da estrada de terra.
COORDENADAS UTM: 557,9-58,2/4376,2-4 / COTA (m): 164 / CARTA MILITAR: 320
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 8 ha / EXPOSIÇÃO:
Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Mau / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma conheira subcircular, muito descaracterizada devido à
plantação de eucaliptos, cujos despejos eram efectuados para riacho que desagua no rio
Zêzere. Podem ter sido removidos cerca de 800 000 m3 de areia e cascalho.
BIBLIOGRAFIA Silva et al. (no prelo), p. 82.
N.0 186
CÓDIGO CALA / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 01/09/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira da Alagoa / ACHADOR: Carlos Batata e Filo-
mena Gaspar / DATA: 2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Conheira / FREGUESIA:
Martinchel / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Martinchel-Constância, corta-se em Alagoa por estrada de terra à esquerda que diz Cami-
nho da Conheira, começando a frente de trabalho a 100 m da estrada.
COORDENADAS UTM: 557,9-58,2/4375-7 / COTA (m): 152 / CARTA MILITAR: 320.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 3 ha / EXPOSIÇÃO:
Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal/Urbano / AMEAÇAS: Florestação/Construção
civil.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena conheira cujos despejos eram efectuados para ria-
cho que corre para o Ribeirão, afluente do rio Zêzere. Poderão ter sido removidos cerca
de 100 000 m3 de areia e cascalho.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 187
CÓDIGO CG1 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 01/09/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira da Giesteira 1 / ACHADOR: Carlos Batata e
Filomena Gaspar / DATA: 2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Giesteira / FREGUESIA:
Martinchel / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Martinchel-Constância, corta-se em Alagoa por estrada de terra à direita, situando-se a
conheira do lado direito, antes de Giesteira.
COORDENADAS UTM: 557,85/4375,95 / COTA (m): 160 / CARTA MILITAR: 320.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 2500 m2 / EXPOSI-
ÇÃO: Norte / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena conheira circular cujos despejos eram efectuados
para riacho que corre para o rio Zêzere. O volume de extracção é pouco relevante.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
anexo I
215
N.0 188
CÓDIGO CG2 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 01/09/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira da Giesteira 2 / ACHADOR: Carlos Batata e
Filomena Gaspar / DATA: 2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Giesteira / FREGUESIA:
Martinchel / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Martinchel-Constância, corta-se em Alagoa por estrada de terra à direita, situando-se a
conheira do lado direito, no final da povoação de Giesteira.
COORDENADAS UTM: 557,4/4376,35 / COTA (m): 143 / CARTA MILITAR: 320.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 2000 m2 / EXPOSI-
ÇÃO: Nordeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSER-
VAÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Urbano / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena conheira cujos despejos eram efectuados para ria-
cho que corre para o rio Zêzere. O volume de extracção é pouco relevante e parece ter
sido abandonada pouco depois do seu começo.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 189
CÓDIGO CG3 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 01/09/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira da Giesteira 3 / ACHADOR: Carlos Batata e
Filomena Gaspar / DATA: 2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Giesteira / FREGUESIA:
Martinchel / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada Mar-
tinchel-Constância, corta-se em Alagoa por estrada de terra à direita e depois novamente à
direita para Giesteira; dentro da povoação corta-se à esquerda pela estrada que vai para o
Vale da Azenha, situando-se a conheira do lado esquerdo, por detrás da cerca.
COORDENADAS UTM: 557,4/4376 / COTA (m): 140 / CARTA MILITAR: 320.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 2000 m2 / EXPOSI-
ÇÃO: Nordeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSER-
VAÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena conheira cujos despejos eram efectuados para ria-
cho que corre para o rio Zêzere. O volume de extracção é pouco relevante. Encontra-se
muito destruída pela remoção de conhos.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 190
CÓDIGO CARN / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 31/08/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira de Arneirinho / ACHADOR: Álvaro Batista /
DATA: 1992.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Arneirinho / FREGUE-
SIA: Martinchel / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Martinchel-Constância, passa-se Alagoa e, no fim da recta, corta-se por estrada de terra
à direita que vai dar ao Arneirinho. Situa-se por detrás das últimas casas à direita.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
216
COORDENADAS UTM: 556,6-9/4374,7 / COTA (m): 146 / CARTA MILITAR: 320.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 3 ha / EXPOSIÇÃO:
Sudoeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena conheira alongada, com uma frente de trabalho
muito baixa (2 m). Volume de exploração: cerca de 60 000 m3.
BIBLIOGRAFIA Silva et al. (no prelo), p. 82.
N.0 191
CÓDIGO CVMA / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 31/08/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira de Vale Madeiro / DOCUMENTAL: Tojeira /
ACHADOR: Álvaro Batista / DATA: 1992.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Pero Farinha / FREGUE-
SIA: Martinchel / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Martinchel-Constância, corta-se em Alagoa, por estrada de terra à direita que vai dar à
conheira.
COORDENADAS UTM: 556,05-1/4375,05-3 / COTA (m): 146 / CARTA MILITAR: 320.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 2,5 ha / EXPOSIÇÃO:
Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena conheira, cujos despejos se efectuavam para ria-
cho que corria para o Zêzere. Poderia ter sido removido um volume de 100 000 m3 de
areia e cascalho.
BIBLIOGRAFIA Silva et al. (no prelo), p. 82.
N.0 192
CÓDIGO CPFA / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 31/08/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira do Pinhal dos Frades / ACHADOR: Álvaro
Batista / DATA: 1992.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Pero Farinha / FREGUE-
SIA: Martinchel / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Martinchel-Constância, corta-se em Alagoa, por estrada de terra à direita que vai dar a
Pero Farinha.
COORDENADAS UTM: 556,3-7/434375,4-6 / COTA (m): 147 / CARTA MILITAR: 320.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 6 ha / EXPOSIÇÃO:
Norte / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma conheira cuja frente de trabalho é baixa, mas extensa.
Os despejos efectuavam-se para riachos que vão dar ao rio Zêzere. Poderão ter sido
removidos cerca de 300 000 m3 de areia e cascalho.
BIBLIOGRAFIA Silva et al. (no prelo), p. 82.
anexo I
217
N.0 193
CÓDIGO CCSE / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 01/09/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira do Casal da Serra / ACHADOR: Álvaro Batista
/ DATA: 1992.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Casal da Serra / FREGUE-
SIA: Martinchel / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Martinchel-Constância, corta-se à esquerda para o Casal da Serra, passa-se esta povoação
pelo seu centro e vai-se sempre à esquerda por estrada de terra que vai dar à conheira.
COORDENADAS UTM: 558,0-2/4374,1-5 / COTA (m): 140 / CARTA MILITAR: 320.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 8 ha / EXPOSIÇÃO:
Oeste e Norte / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSER-
VAÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma conheira mediana cujos despejos eram efectuados para o
Ribeirão, afluente do rio Zêzere. Podem ter sido removidos cerca de 250 000 m3 de areia
e cascalho. Segundo a bibliografia, existe uma galeria nesta conheira; inquirido um dos
moradores do Casal da Serra, este desconhecia essa galeria.
BIBLIOGRAFIA Silva et al., 1992, p. 75; Silva et al. (no prelo), p. 82.
N.0 194
CÓDIGO BN / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 20/12/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Barragem do Negrelinho / ACHADOR: Carlos Batata /
DATA: 2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Mouriscas / FREGUE-
SIA: Mouriscas / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Mouriscas-Sardoal, dentro da povoação, corta-se à direita onde diz Barragem do Negreli-
nho e segue-se a estrada de terra até chegar ao sítio.
COORDENADAS UTM: 578,2/4373,8 / COTA (m): 190 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal / ÁREA: 100 m2 / EXPOSIÇÃO: Noroeste /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Tardo-romano/Visigótico / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Destruído / USO DO SOLO: Fluvial / AMEAÇAS: Erosão fluvial.
DESCRIÇÃO Na margem sul da albufeira, perto já do paredão e no meio do xisto lavado
pelas águas, encontram-se telhas curvas e cerâmica. Trata-se de uma encosta suave que
deveria dar para um vale fértil. A estação foi totalmente arrasada aquando da sua cons-
trução, pois a decapagem do solo nivelou o xisto de base.
ESPÓLIO Imbrices toscos e dolia.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 195
CÓDIGO VI / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 09/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Vimieiro / ACHADOR: Candeias da Silva e Álvaro Batista
/ DATA: 1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Mouriscas / FREGUE-
SIA: Mouriscas / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
218
Abrantes-Mouriscas, à entrada da povoação corta-se por estrada de terra à esquerda, ime-
diatamente antes das bombas de gasolina. A estação situa-se depois do “S” formado pela
estrada.
COORDENADAS GAUSS: 202/281,5 / COTA (m): 160 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Granja / ÁREA: 2500 m2 / EXPOSIÇÃO: Oeste e
Norte / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular
/ USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma extensa área cortada por diversas propriedades, casas e
taludes onde se encontram diversos materiais romanos. Parte da estação foi sujeita a
surriba e os materiais recolhidos lançados numa pedreira que foi atulhada, não restando
vestígios dela.
ESPÓLIO Tégulas, quatro pesos de tear (um com marca) e dolia.
BIBLIOGRAFIA Silva et al. (no prelo), p. 91.
N.0 196
CÓDIGO PE / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 12/11/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Portela das Eiras / ACHADOR: Álvaro Batista e Filo-
mena Gaspar / DATA: 1995.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Mouriscas / FREGUESIA:
Mouriscas / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: A estação situa-se
na estrada Abrantes-Mouriscas, do lado direito, cerca de 500 m antes das Mouriscas.
COORDENADAS UTM: 576,25/4372,6 / COTA (m): 140 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 500 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Tardo-romano? Visigótico? / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Numa pequena área, de uma encosta suave, encontram-se imbrices muito
dispersos e pedras de prováveis muros.
ESPÓLIO Imbrices e cerâmica comum grosseira.
BIBLIOGRAFIA Silva et al. (no prelo), p. 301.
N.0 197
CÓDIGO FS / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 09/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Fonte do Sapo / ACHADOR: Candeias da Silva e Álvaro
Batista / DATA: 1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Mouriscas / FREGUE-
SIA: Mouriscas / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Mouriscas-Casas Novas, depois da ponte sobre o IP 6.
COORDENADAS GAUSS: 202,2-202,5/280,5 / COTA (m): 140 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Vicus / ÁREA: 1,5 ha / EXPOSIÇÃO: Sudeste /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Idade do Ferro, Romano e Visigótico / ESTADO DE
CONSERVAÇÃO: Bom / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Rede viária.
DESCRIÇÃO Situa-se numa encosta suave. Devido à construção do IP 6, esta estação foi
intervencionada pelo GAMA e ARQUEOHOJE. Com efeito, os trabalhos resumiram-se
ao eixo da via, em três pontos distintos, numa extensão de 300 m. O núcleo 1 viria a reve-
anexo I
219
lar uma necrópole visigótica (20 sepulturas) situada sobre estruturas romanas e o que
parece ser um horreum; no local apareceu também a base de um miliário. O núcleo 2
revelou uma estrutura habitacional bem conservada, com uma sala grande de entrada
(cozinha), dois compartimentos laterais e um pátio interior, com reformulação de uma
fase anterior. Entre este sector e o anterior foi ainda localizado um poço, uma lixeira,
duas bases para pesos de lagar. Os núcleos 4 e 5 mostraram a existência de uma zona
com vários edifícios separados, com diversas actividades (tecelagem, forja, outras) com
diversos tanques forrados a opus signinum; mostra também duas fases de ocupação dife-
renciadas, com redefinição das estruturas.
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: Filomena Gaspar e ARQUEHOJE / ANOS: 1995, 1996 e
1998 / ÁREA ESCAVADA: 200 m2 / PERÍODOS: Romano e Visigótico.
ESPÓLIO Tégulas, imbrices, lateres, diversos pesos de tear, ânforas, peso de tear em
chumbo com argola de ferro, dolia, sigillata (sudgálica, hispânica e clara D), mós (dor-
mentes e moventes), silhares, estruturas e base de coluna, núcleo de sílex, fragmentos
de prováveis bastões de mando, silhares, moedas (séculos I e III, IV/V d.C.), cerâmica
comum, pingente de colar em vidro, duas foices, uma relha de arado, tesoura de tos-
quiar, aros em ferro, duas sítulas, uma concha de bronze, anel e fivela de cinturão em
bronze, três argolas (duas em bronze e uma em ferro), ossos, peso de tear, conta de
colar de pasta de vidro azul com pingos amarelos, pedra de anel, alfinete de cabelo em
bronze, várias contas de colar.
RELAÇÕES Figs. 12 a 15 e 35-22.
BIBLIOGRAFIA Nova Aliança, 1995, p. 1 e 7; Arsénio, 1998, p. 8; Silva et al. (no prelo),
p. 88-89, 260-300.
N.0 198
CÓDIGO AL1 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 09/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Aldeias 1.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Mouriscas / FREGUE-
SIA: Mouriscas / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Situava-se
no local onde foi construído o Centro Social para a Terceira Idade (ACATIM).
COORDENADAS UTM: 577,5/4372,6 / COTA (m): 160 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 500 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Destruído /
USO DO SOLO: Urbano / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO Apesar dos esforços do GAMA (Gabinete de Arqueologia do Município de
Abrantes), a estação foi totalmente arrasada pela construção do Centro Social. Ainda
pude observar muros e materiais de construção romanos (tégulas e imbrices). Poderiam
ser desta estação as inscrições romanas aparecidas no Campo das Aldeias. Também
poderão ser das estações Aldeias 3 e 4.
ESPÓLIO Imbrices, tégulas, inscrições e estruturas.
RELAÇÕES Figs. 30-1 e 4.
BIBLIOGRAFIA Hübner, 1899, p. 19; Vasconcelos, 1918, p. 369; Vasconcelos, 1926,
p. 218; Silva, 1982, n.0 2; Encarnação et al., 1982a, p. 26, 28 e 30; Encarnação, 1987,
p. 15, n. 1; Silva, 1987, n.0 110; Alarcão, 1988a, p. 145; Silva et al. (no prelo), p. 86-88.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
220
N.0 199
CÓDIGO AL2 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 28/08/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Aldeias 2 / ACHADOR: Álvaro Batista e Filomena Gas-
par / DATA: 1995.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Mouriscas / FREGUE-
SIA: Mouriscas / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: na estrada
Mouriscas-Estação de Mouriscas, depois da ponte sobre o IP 6, 200 m do lado direito,
na encosta virada a oeste.
COORDENADAS UTM: 577,25/4371,95 / COTA (m): 145 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal / ÁREA: 100 m2 / EXPOSIÇÃO: Oeste /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Tardo-romano/Visigótico / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Destruída / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Pequena mancha de vestígios em encosta suave, dando para um ribeiro.
ESPÓLIO Imbrices grosseiros.
RELAÇÕES Fig. 30-1 e 4.
BIBLIOGRAFIA Silva et al. (no prelo), p. 257.
N.0 200
CÓDIGO AL3 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 09/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Aldeias 3 / ACHADOR: Álvaro Batista e Filomena Gas-
par / DATA: 1995.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Mouriscas / FREGUESIA:
Mouriscas / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada Mou-
riscas-Estação de Mouriscas, a estação fica do lado direito, antes da ponte sobre o IP 6.
COORDENADAS UTM: 577,85/4372,2 / COTA (m): 150 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 200 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Pré-história, Romano e Alto-Medieval / ESTADO DE
CONSERVAÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Situa-se em encosta suave virada a sul. As inscrições romanas do Campo
das Aldeias também poderiam ter vindo desta estação.
ESPÓLIO Tégulas, imbrices e tijolos, estruturas, dolia, cerâmica comum, testo em are-
nito, silhar, fragmento de fundo de ânfora, quatro pesos de tear (dois com marca), vidros
e bordo de taça (século IV/V).
RELAÇÕES Fig. 30-1 e 4.
BIBLIOGRAFIA Hübner, 1899, p. 19; Vasconcelos, 1918, p. 369; Vasconcelos, 1926,
p. 218; Silva, 1982, n.0 2; Encarnação et al., 1982a, p. 26, 28 e 30; Encarnação, 1987,
p. 15, n. 1; Silva, 1987, n.0 110; Alarcão, 1988a, p. 145; Silva et al. (no prelo), p. 86-88; Silva
et al. (no prelo), p. 257.
N.0 201
CÓDIGO AL4 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 09/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Aldeias 4 / ACHADOR: Álvaro Batista e Filomena Gas-
par / DATA: 1995.
anexo I
221
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Mouriscas / FREGUE-
SIA: Mouriscas / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Por baixo
da ponte do IP 6, na estrada Mouriscas-Alvega.
COORDENADAS UTM: 577,5/4372,25 / COTA (m): 160 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 400 m2 / EXPOSIÇÃO: N-S-E-O /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Destruído /
USO DO SOLO: Viário.
DESCRIÇÃO As inscrições romanas do Campo das Aldeias também poderiam ser desta
estação. A estação foi totalmente destruída pela construção de uma ponte do IP 6. Tinha
muros em bom estado de conservação, segundo informação do GAMA.
ESPÓLIO Imbrices, tégulas, dolia e estruturas.
RELAÇÕES Fig. 30-1 e 4.
BIBLIOGRAFIA Hübner, 1899, p. 19; Vasconcelos, 1918, p. 369; Vasconcelos, 1926,
p. 218; Silva, 1982, n.0 2; Encarnação et al., 1982a, p. 26, 28 e 30; Encarnação, 1987,
p. 15, n. 1; Silva, 1987, n.0 110; Alarcão, 1988a, p. 145; Silva et al. (no prelo), p. 86-88; Silva
et al. (no prelo), p. 258.
N.0 202
CÓDIGO MAT / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 20/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Matriz / ACHADOR: Carlos Batata e Filomena Gaspar /
DATA: 1999.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Mouriscas / FREGUE-
SIA: Mouriscas / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: No centro
de Mouriscas quando se corta para o IP 6.
COORDENADAS UTM: 577,95/373,05 / COTA (m): 185 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Necrópole? / ÁREA: 25 m2 / EXPOSIÇÃO: Oeste
/ PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano? / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO
DO SOLO: Urbano / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO Em volta da Igreja Matriz encontram-se imbrices que têm aspecto de serem
romanos. No interior da igreja encontrou-se uma das inscrições referidas como sendo
do Campo das Aldeias.
ESPÓLIO Imbrices, inscrição de Táltico (segundo quartel do século I d.C.) e inscrição de
Tangino.
RELAÇÕES Fig. 30-2 e 3.
BIBLIOGRAFIA Estação inédita, embora se possa associar a seguinte bibliografia: Encar-
nação et al., 1982b; Silva, 1987b, p. 4; Alarcão, 1988a, p. 145.
N.0 203
CÓDIGO PO / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 09/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Pombo / ACHADOR: Álvaro Batista e Filomena Gaspar
/ DATA: 1995.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Mouriscas / FREGUESIA:
Mouriscas / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada Mouris-
cas-Estação de Mouriscas, do lado esquerdo, antes da ponte sobre o IP 6, junto do moinho.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
222
COORDENADAS UTM: 203,4/280,8 / COTA (m): 193 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Cabana / ÁREA: 5 m2 / EXPOSIÇÃO: N-S-E-O /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Pré-história e Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Mau / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO No topo do cabeço, do lado oeste, encontraram-se alguns materiais pré-his-
tóricos e ainda se vêem algumas tégulas. Não se detectou qualquer estrutura.
ESPÓLIO Biface, machado de pedra polida, tégulas e dolia.
BIBLIOGRAFIA Silva et al. (no prelo), p. 300.
N.0 204
CÓDIGO CPR1 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 09/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Casas Pretas 1 / ACHADOR: Álvaro Batista e Filomena
Gaspar / DATA: 1995.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Mouriscas / FREGUE-
SIA: Mouriscas / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Mouriscas-Surdo, corta-se à esquerda para Casas Pretas e, antes de chegar ao lugar, corta-
-se na primeira rua à direita.
COORDENADAS UTM: 578,8/4372,35 / COTA (m): 130 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 100 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano e Visigótico / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Destruído / USO DO SOLO: Rede viária.
DESCRIÇÃO A estação situava-se numa zona suavemente inclinada junto de uma linha
de água. No solo encontravam-se algumas tégulas. A estação foi destruída com a cons-
trução do IP 6.
ESPÓLIO Tégulas.
BIBLIOGRAFIA Silva et al. (no prelo), p. 259-260.
N.0 205
CÓDIGO SU / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 09/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Surdo / ACHADOR: ADEPRA / DATA: 1981.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Mouriscas / FREGUE-
SIA: Mouriscas / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Surdo-S. Simão, na primeira cortada à direita.
COORDENADAS UTM: 578,55/4371,7 / COTA (m): 120 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Villa / ÁREA: 2 ha / EXPOSIÇÃO: S-E-O /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO
DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma área truncada por diversos caminhos, casas e proprieda-
des. O terreno apresenta grande quantidade de pedras de muros romanos, bem como de
materiais, não devendo a estação estar conservada. Talvez nos locais onde há aterro se
possam encontrar muros em melhor estado de conservação.
ESPÓLIO sete pesos de tear, fragmento de mó (dormente), moedas, pesos de tear, tégu-
las, imbrices, tijoleiras, um tijolo de coluna, cerâmica comum, fragmento de dolium,
sigillata Clara D, mó dormente e machado de anfibolite.
anexo I
223
BIBLIOGRAFIA Alarcão, 1988a, p. 145; Silva et al. (no prelo), p. 89-90.
N.0 206
CÓDIGO BA / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 09/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Balsa / ACHADOR: Álvaro Batista e Filomena Gaspar /
DATA: 1995.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Mouriscas / FREGUE-
SIA: Mouriscas / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Mouriscas-Estação de Mouriscas, logo depois da ponte sobre o IP 6, do lado direito junto
à cerca.
COORDENADAS UTM: 577,15/4372,1 / COTA (m): 140 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 100 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Tardo-romano/Visigótico / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Agrícola/Viário / AMEAÇAS: Agricultura/Rede viária.
DESCRIÇÃO Pequena mancha de materiais dispersos.
ESPÓLIO Dolia, cerâmica comum, imbrices e tijoleiras.
BIBLIOGRAFIA Silva et al. (no prelo), p. 258.
N.0 207
CÓDIGO CFR1 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 09/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Casal das Freiras 1 / ACHADOR: Álvaro Batista e Filo-
mena Gaspar / DATA: 1995.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Mouriscas / FREGUE-
SIA: Mouriscas / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Junto às
bombas de gasolina de Mouriscas, corta-se à direita por estrada alcatroada que vai para
Casas Novas. Aí, corta-se à direita por estrada de terra que se dirige à passagem desnive-
lada sob o IP 6.
COORDENADAS UTM: 576,05/4371,8 / COTA (m): 100 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Povoado / ÁREA: 1 ha / EXPOSIÇÃO: N-S-E-O /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Idade do Bronze, Idade do Ferro e Romano / ESTADO DE
CONSERVAÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Pastorícia / AMEAÇAS: Pastoreio.
DESCRIÇÃO Trata-se de um monte cónico ligeiramente mais alto que os circundantes,
junto de uma ribeira. Do lado norte foi cortado pelo IP 6 e era onde havia maior concen-
tração de materiais. Não parece apresentar muralhas.
ESPÓLIO Cerâmicas manuais, cerâmicas brunidas, mó plana, peso de rede, argila de
revestimento, imbrices e polidor de xisto.
BIBLIOGRAFIA Nova Aliança, 1995; Silva et al. (no prelo), p. 89 e 259.
N.0 208
CÓDIGO CFR2 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 09/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Casal das Freiras 2 / ACHADOR: Álvaro Batista e Filo-
mena Gaspar / DATA: 1995.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
224
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Mouriscas / FREGUE-
SIA: Mouriscas / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Alferrarede-Mouriscas, corta-se à direita por estrada de terra que passa sobre o IP 6, em
direcção ao Casal das Mansas.
COORDENADAS UTM: 575,6/4371,5 / COTA (m): 90 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 100 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Tardo-romano/Visigótico / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Numa pequena área encontram-se alguns materiais de construção espalha-
dos no solo.
ESPÓLIO Imbrices grosseiros e tijoleiras.
BIBLIOGRAFIA Silva et al. (no prelo), p. 259.
N.0 209
CÓDIGO MN / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 12/11/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Monte Novo / ACHADOR: Álvaro Batista e Filomena
Gaspar / DATA: 1995.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Mouriscas / FREGUE-
SIA: Mouriscas / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na antiga
estrada Abrantes-Mouriscas, corta-se à direita por estrada de terra e ponte que atravessa
o IP 6, passa-se o Monte Novo em direcção ao Tejo.
COORDENADAS UTM: 575,1/4371,2 / COTA (m): 68 / CARTA MILITAR: 332.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal / ÁREA: 25 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Tardo-romano/Visigótico / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Numa pequena área encontram-se imbrices grosseiros.
ESPÓLIO Cerâmicas grosseiras de construção e fragmento de asa de cerâmica comum.
BIBLIOGRAFIA Silva et al. (no prelo), p. 300.
N.0 210
CÓDIGO VCO / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 12/11/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Vale Covo / DOCUMENTAL: Casal de Vale Cova, Casal
do Rio Frio, Casal de Vale Covo / ACHADOR: Mário Saa / DATA: 1959.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Casal de Vale Cova / FRE-
GUESIA: Mouriscas / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na
estrada Mouriscas-Alvega, corta-se para Mação antes da ponte sobre o Tejo e nessa
estrada, na primeira à direita que vai ter ao casal.
COORDENADAS UTM: 580,5/4370,05 / COTA (m): 60 / CARTA MILITAR: 332.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 25 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO
DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO A estação situa-se numa encosta suave virada para o Tejo. Existia ali a pas-
sagem da Barca de Bandos.
ESPÓLIO Tégulas, imbrices e panela de barro cheia de moedas de prata.
anexo I
225
BIBLIOGRAFIA Oleiro, 1952, p. 217; Saa, 1959, p. 115; Alarcão, 1988a, p. 146; Silva et al.
(no prelo), p. 90-91.
N.0 211
CÓDIGO NSM1 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 30/06/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Nossa Senhora dos Matos I / ACHADOR: Álvaro Batista
e Filomena Gaspar / DATA: 1995.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Mouriscas / FREGUE-
SIA: Mouriscas / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Mouriscas-Mação, na primeira estrada de terra à direita quando se sai das Mouriscas;
existe uma placa indicando o local.
COORDENADAS UTM: 580,1/4372,4 / COTA (m): 143 / CARTA MILITAR: 322.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 200 m2 / EXPOSIÇÃO: Oeste /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO
DO SOLO: Urbano / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO A estação situa-se no topo de um amplo cabeço. Em volta da capela encon-
tram-se imbrices bastante rolados devido a actividades agrícolas.
ESPÓLIO Tijoleiras, imbrices, cerâmica comum e peso de tear.
BIBLIOGRAFIA Silva et al. (no prelo), p. 301.
N.0 212
CÓDIGO PAR / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 23/12/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Ponte de Arcês.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Mouriscas / FREGUE-
SIA: Alferrarede / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Alferrarede-Mouriscas, a montante da ponte sobre a ribeira de Arcês, situa-se uma ponte
em tijolo.
COORDENADAS UTM: 574,8/4371,5 / CARTA MILITAR: 332.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Tesouro / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano
DESCRIÇÃO Nada se pode observar no local. No entanto, a zona é fértil em vestígios
romanos.
ESPÓLIO Bastantes áureos.
BIBLIOGRAFIA Hipólito, 1960/61, p. 79.
N.0 213
CÓDIGO CMN / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 28/08/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Casal do Moura Neves.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Barca do Pego / FRE-
GUESIA: Alferrarede / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na
estrada Alferrarede-Mouriscas, a seguir ao primeiro conjunto de curvas fechadas, do
lado esquerdo da estrada.
COORDENADAS UTM: 573,6/4371,05 / COTA (m): 40 / CARTA MILITAR: 331.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
226
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 392912 / 80836 / TIPO DE SÍTIO: Granja / ÁREA:
2500 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CON-
SERVAÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura/Rede viária.
DESCRIÇÃO A estação situa-se numa encosta, junto do Tejo. Foi objecto de uma escava-
ção de emergência, na sua parte norte, devido à construção de um acesso de estrada rela-
cionado com a construção do IP 6.
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: ARQUEHOJE / ANOS: 1999.
ESPÓLIO Tégulas, sigillata, cerâmica comum, lascas de sílex, cerâmica manual e peso de
tear.
BIBLIOGRAFIA Batista, 1995, p. 60-63; Perpétuo, 1999.
N.0 214
CÓDIGO BP / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 01/01/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Barca do Pego / ACHADOR: Candeias da Silva e Álvaro
Batista / DATA: 1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Barca do Pego / FRE-
GUESIA: Alferrarede / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na
estrada Alferrarede-Mouriscas, a estação situa-se no fim da recta da estrada, do lado
esquerdo, de ambos os lados da EN 3, em terreno plano e sobranceiro ao Tejo.
COORDENADAS UTM: 573,35/,4370,95 / COTA (m): 50 / CARTA MILITAR: 331.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Granja / ÁREA: 2500 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO
DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO É praticamente impossível observar o solo, dado que o terreno não é culti-
vado há muito. O achado de um tesouro monetário poderá estar relacionado com esta
estação ou com o Casal do Moura Neves.
ESPÓLIO Tégulas, imbrices, cerâmica comum, quatro pesos de tear e três mós (dois dor-
mentes e um movente).
BIBLIOGRAFIA Batista, 1995, p. 61; Hipólito, 1961, p. 79; Silva et al. (no prelo), p. 33-34.
N.0 215
CÓDIGO QN1 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 29/08/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Quinta das Necessidades I / ACHADOR: Candeias da
Silva e Álvaro Batista / DATA: 1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Alferrarede / FREGUE-
SIA: Alferrarede / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Alferrarede-Valhascos, junto da torre em ruínas, corta-se à esquerda, pelo olival, até ao
cimo do monte.
COORDENADAS UTM: 572,8/4371,7 / COTA (m): 110 / CARTA MILITAR: 321.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 100 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO
DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura/Rede viária.
DESCRIÇÃO Na linha de festo, observam-se imbrices, cerâmica comum e pedras soltas.
A estação é atravessada por vários caminhos rurais.
anexo I
227
ESPÓLIO Imbrices, dolia, cerâmica comum e estruturas.
BIBLIOGRAFIA Silva et al. (no prelo), p. 41.
N.0 216
CÓDIGO QN2 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 29/08/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Quinta das Necessidades II / ACHADOR: Candeias da
Silva e Álvaro Batista / DATA: 1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Alferrarede / FREGUE-
SIA: Alferrarede / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Alferrarede-Mouriscas, corta-se à esquerda para Valhascos. Depois da Quinta das Neces-
sidades e antes da ribeira, sobe-se à esquerda até ao caminho rural que passa no viso da
serra e segue-se para norte até chegar à estação.
COORDENADAS UTM: 572,55/4372,5 / COTA (m): 120 / CARTA MILITAR: 321.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal / ÁREA: 100 m2 / EXPOSIÇÃO: Este /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Tardo-romano/Visigótico / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Na encosta da serra, junto ao caminho e à captação de água que ali está,
encontram-se imbrices toscos espalhados, bem como algumas pedras de média dimen-
são. A estação poderá estar no seguimento de uma via.
ESPÓLIO Imbrices grosseiros e cerâmica comum e grosseira.
BIBLIOGRAFIA Silva et al. (no prelo), p. 41.
N.0 217
CÓDIGO CVE1 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 01/01/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Cana Verde I / POPULAR: Motaco / ACHADOR: Can-
deias da Silva e Álvaro Batista / DATA: 1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Alferrarede / FREGUE-
SIA: Alferrarede / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Alferrarede-Mouriscas, corta-se na segunda rua à direita, depois da passagem de nível; a
estação situa-se da rotunda para baixo.
COORDENADAS UTM: 571,1/4370,5 / COTA (m): 50 / CARTA MILITAR: 331.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Villa / ÁREA: 0,5 ha / EXPOSIÇÃO: N-S-E-O /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano e Visigótico / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Mau / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO A zona de dispersão abrange uma área considerável que principia nos
Ramalhais (imediações da Allied Signal/Bosh), se estende horizontalmente para leste
até ao caminho que dá para o Bom Sucesso e, para sul, em declive suave até à larga pla-
nície do Brejo e Cana Verde. Está actualmente inserida em numerosas propriedades e
debaixo de várias casas. O dólio apresenta impressão digitada semelhante aos da Quinta
da Légua e Pincho.
ESPÓLIO Tégulas, imbrices, lateres, dolia, sepultura romana forrada com tégulas, tijolo de
coluna, sigillata hispânica, três pesos de tear, mó (dormente) e opus signinum.
RELAÇÕES Fig. 25-3.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
228
BIBLIOGRAFIA Silva, 1986; Silva, 1990, p. 39-46; Batista, 1995, p. 62; Silva et al. (no
prelo), p. 35-36.
N.0 218
CÓDIGO OCO2 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 06/01/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Olival Comprido II / POPULAR: Olival Grande, Olival
dos Frades / DOCUMENTAL: Olival Comprido / ACHADOR: Candeias da Silva e Álvaro
Batista / DATA: 1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Alferrarede / FREGUE-
SIA: Alferrarede / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Alferrarede-Sardoal, corta-se à direita antes da passagem de nível. A estação situa-se à
beira do Tejo.
COORDENADAS UTM: 571/4369,8 / COTA (m): 45, 5 / CARTA MILITAR: 331.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Villa / ÁREA: 2,5 ha / EXPOSIÇÃO: Sul / PERÍODO
CRONOLÓGICO: II Idade do Ferro e Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular
/ USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Foi escavada parte da pars urbana da villa, com salas forradas a opus tessela-
tum. Foram encontradas estruturas de duas fases da villa, bem como vestígios de uma
ocupação anterior (II Idade do Ferro) e de uma posterior a que os autores não atribuíram
datação cronológica. Um pouco a norte, foi aberto outro sector (B), que revelou uma
canalização em opus caementicium e opus signinum, um tanque de decantação e um espe-
lho de água de grandes dimensões e pouca profundidade.
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: Filomena Gaspar / ANOS: 1997 / ÁREA ESCAVADA:
96 m2 / PERÍODOS: Idade do Ferro e Romano.
ESPÓLIO Tégulas, lateres, prego, tijolos de coluna, opus signinum, mosaicos (século III
d.C.), cerâmica comum, dolia, ânforas, duas mós, terra sigillata hispânica (séculos I/II),
clara D (séculos IV/V), contas de colar (azul, verde), vidro (séculos IV/V), tesselas de
várias cores, várias moedas (séculos III/IV), lascas, lâminas e núcleos de sílex, ossos (cer-
vídeos, bovídeos e ovicaprídeos) e blocos aparelhados de granito.
RELAÇÕES Figs 20-1 e 2, 24-4 e 25-2.
BIBLIOGRAFIA Batista, 1995, p. 63; Jornal de Alferrarede, 1997, p. 18; Silva et al. (no
prelo), p. 36-40 e 175-241.
N.0 219
CÓDIGO PMO / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 08/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Ponte dos Mouros / DOCUMENTAL: Entre Ribeiras.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Quinta do Bom Sucesso
/ FREGUESIA: Alferrarede / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO:
Na estrada Abrantes-Sardoal, antes da primeira rotunda sobre o IP 6, corta-se à direita e
depois na primeira à esquerda.
COORDENADAS UTM: 571,15/4371,4 / CARTA MILITAR: 331.
CARACTERIZAÇÃO PROTECÇÃO LEGAL: IIP, Dec 129/77 de 29/9; ZEP, Port. 263/96,
2.a série, 23/11 / TIPO DE SÍTIO: Ponte / EXPOSIÇÃO: Sul / PERÍODO CRONOLÓ-
anexo I
229
GICO: Romano e Contemporâneo / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom / USO DO
SOLO: Fluvial / AMEAÇAS: Erosão fluvial.
DESCRIÇÃO Dupla muralha paralela de grande espessura, com enchimento de aterro
intermédio, lançada no sentido E/O sobre a ribeira de Alferrarede e assente em aflora-
mentos rochosos em ambas as margens. Tem 55 m de comprimento, 10 m de altura e
8,5 m de espessura. O escoamento faz-se por uma abertura inferior quadrada, junto ao
talvegue. O tabuleiro é delimitado do lado norte por muro espesso com 2,5 m por 0,5 m
de altura; murete delgado com 0,30 do lado sul. Construtor contemporâneo: Juan Bau-
tista Antonelli e Leonardo Turriano. Parece assentar sobre uma barragem de Época
Romana, segundo informações bibliográficas recentes, pois parece existir opus signinum
a revestir parte do paredão interior.
BIBLIOGRAFIA Oleiro, 1943, p. 1; Oleiro, 1952, p. 77; Hipólito, 1960-61, p. 79; Ribeiro,
1965, planta; Almeida, 1976, p. 75; Quintela et al., 1986, p. 112-113; Silva, 1986, p. 6;
Silva, 1990, p. 39-46; Pereira, 1994; Quintela et al., 1995, p. 83 e 100-103; Batista, 1995,
p. 62-63; DGMN 18/4/2000; Silva et al. (no prelo), p. 32, 40 e 41.
N.0 220
CÓDIGO VBE / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 10/03/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Vale de Besteiros / ACHADOR: Candeias da Silva e
Álvaro Batista / DATA: 1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Casais de Revelhos /
FREGUESIA: Alferrarede / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO:
Na estrada de terra Casais de Revelhos-Sentieiras, do lado esquerdo, debaixo das casas e
garagem.
COORDENADAS UTM: 570,3/4373,95 / COTA (m): 110 / CARTA MILITAR: 321.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Granja? / ÁREA: 1000 m2 / EXPOSIÇÃO: Este /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO
DO SOLO: Urbano / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO Sob as casas e no quintal encontram-se imbrices muito triturados. Situava-
-se à beira de uma antiga via.
ESPÓLIO Imbrices e tégulas.
BIBLIOGRAFIA Silva et al. (no prelo), p. 42.
N.0 221
CÓDIGO CQU / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 02/02/2002.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Casal da Quebrada / ACHADOR: Candeias da Silva e
Álvaro Batista / DATA: 1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Sentieiras / FREGUE-
SIA: Alferrarede / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Sentieiras-Sardoal corta-se à esquerda por estrada de terra, logo a seguir à ribeira de
S. Simão e depois corta-se na primeira à direita.
COORDENADAS UTM: 570,05/4376,5 / CARTA MILITAR: 321.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Cabana / ÁREA: 15 m2 / PERÍODO CRONOLÓ-
GICO: Romano.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
230
DESCRIÇÃO A grande densidade de matagal existente não permitiu observar nada.
ESPÓLIO Tégulas, imbrices, lateres, dolia e moedas.
BIBLIOGRAFIA Silva et al. (no prelo), p. 136.
N.0 222
CÓDIGO CAB / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 25/11/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Castelo de Abrantes / DOCUMENTAL: Fortaleza de
Abrantes.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Abrantes / FREGUESIA:
S. Vicente / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém.
ACESSO: Na parte antiga da cidade, com acesso pela Rua Capitão Correia Lacerda.
COORDENADAS UTM: 569,4/4368,8 / COTA (m): 196 / CARTA MILITAR: 331.
CARACTERIZAÇÃO PROTECÇÃO LEGAL: DGMN, IPPAR e IPM / PROCESSO(S):
98/1(768) / TIPO DE SÍTIO: Povoado Fortificado / ÁREA: 2 ha / EXPOSIÇÃO: N-S-E-O
/ PERÍODO CRONOLÓGICO: Bronze Final, Idade do Ferro e Romano / ESTADO DE
CONSERVAÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Urbano / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO Trata-se de um cabeço naturalmente defendido por íngremes encontas a
norte, este e sul, situando-se o acesso mais fácil pelo lado oeste. Apesar de camuflado
pelas muralhas da fortaleza e muralhas medievais, é provável que o monte tivesse uma
muralha na Idade do Bronze. Teria grandes afloramentos rochosos ainda vísiveis no
exterior, onde assenta a muralha medieval; os do interior foram sendo aplanados até tor-
nar o espaço interior praticamente plano, com o enchimento das zonas mais baixas.
A queda de uma parte da muralha, há alguns anos atrás, pôs à vista camadas arqueoló-
gicas contendo cerâmicas do Bronze Final. Alguns materiais achados sugerem uma
fraca ocupação durante a II Idade do Ferro e alguma em época romana. Diogo Oleiro
dá-nos conta de que a estátua apareceu cerca de 1915, os machados em 1944 e que, em
diversas obras que se efectuaram no castelo, observou diversos muros cujo aparelho
datou de época romana.
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: Maria Amélia Horta Pereira.
ESPÓLIO Cerâmica manual comum, cerâmica manual brunida e carenada, tégulas,
imbrices, duas moedas de Calígula, uma moeda de Galieno, estátua romana, tijolos de
coluna, mó granítica, dois machados de pedra polida e estruturas.
BIBLIOGRAFIA Oleiro, 1951b; Ribeiro, 1965, planta); Almeida, 1976, p. 53; Alarcão, 1988a,
p. 114; Souza, 1990, p. 53 e 72; Bubner, 1996, p. 69; Félix, 1999, p. 15; Lopes, 1993.
N.0 223
CÓDIGO DE / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 12/11/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Descampado / ACHADOR: Candeias da Silva e Álvaro
Batista / DATA: 1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Casal da Preta / FRE-
GUESIA: S. Vicente / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO:
À entrada de Abrantes (sentido Rio de Moinhos-Abrantes), corta-se na primeira rua à
direita na rotunda, atravessa-se o bairro sempre à direita e depois por estrada de terra
que passa ao lado do geodésico.
anexo I
231
COORDENADAS UTM: 566,55/4368,35 / COTA (m): 110 / CARTA MILITAR: 331.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Cabana / ÁREA: 25 m2 / EXPOSIÇÃO: Norte /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO
DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Numa pequena área, à beira do caminho, em encosta um pouco inclinada
encontram-se alguns materiais de construção. Pode estar associado a estação arqueoló-
gica que lhe fica próxima ou a passagem de uma via.
ESPÓLIO Tégulas e imbrices.
BIBLIOGRAFIA Silva et al. (no prelo), p. 158.
N.0 224
CÓDIGO CSO / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 12/11/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Cabeço da Sobreira / ACHADOR: Candeias da Silva e
Álvaro Batista / DATA: 1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Casal da Preta / FRE-
GUESIA: S. Vicente / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO:
À entrada de Abrantes (sentido Rio de Moinhos-Abrantes), corta-se na primeira rua à
direita na rotunda, atravessa-se o bairro sempre à direita e depois por estrada de terra
que passa ao lado do geodésico.
COORDENADAS UTM: 566,35/4368,05 / COTA (m): 100 / CARTA MILITAR: 331
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 300 m2 / EXPOSIÇÃO: Este /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO
DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Rede viária.
DESCRIÇÃO Numa zona aplanada, em faixa estreita de terra, perto do topo e no cruza-
mento de caminhos florestais encontram-se materiais de construção e prováveis estrutu-
ras, já alteradas pela acção de máquinas de terraplanagem e ripagem.
ESPÓLIO Tégulas, imbrices, cerâmica comum e estruturas.
BIBLIOGRAFIA Silva et al. (no prelo), p. 133, 135.
N.0 225
CÓDIGO BRM / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 12/11/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Barca de Rio de Moinhos / ACHADOR: Candeias da
Silva e Álvaro Batista / DATA: 1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Casal da Preta / FREGUE-
SIA: S. Vicente / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Abrantes-Rio de Moinhos, corta-se à esquerda, na última estrada antes da povoação, por
estrada de terra e vai-se até ao areal.
COORDENADAS UTM: 565,95/4367,95 / COTA (m): 20 / CARTA MILITAR: 331.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Porto? / EXPOSIÇÃO: Sul / PERÍODO CRONO-
LÓGICO: Idade do Ferro e Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO DO
SOLO: Industrial / AMEAÇAS: Extracção de areia.
DESCRIÇÃONa encosta, junto ao local onde se faz extracção de areia, encontram-se mate-
riais de construção e vêem-se pedras de prováveis estruturas. O local, à beira do Tejo,
poderia ser um porto ou um local de travessia de uma via.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
232
ESPÓLIO Tégulas, imbrices, lateres, dolia, ânforas, pedaços de estuque, vidros, chum-
beira, ossos (alimentação?), estruturas e base com fuste de coluna.
BIBLIOGRAFIA Silva et al. (no prelo), p. 133.
N.0 226
CÓDIGO LOP / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 28/08/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Lopo /Casabel / POPULAR: Cidade de Cousa Bela /
DOCUMENTAL: Cousa Bela / ACHADOR: Bairrão Oleiro / DATA: 1942.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Abrantes / FREGUESIA:
S. João Batista / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Barreiras do Tejo-Alferrarede, corta-se à direita por estrada de terra, em frente do cruza-
mento para o Hospital. A estação situa-se logo a seguir à via férrea, pela encosta abaixo
até ao Tejo.
COORDENADAS UTM: 570,05/4368,35 / COTA (m): 50 / CARTA MILITAR: 331.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Villa? e necrópole? / ÁREA: 2500 m2 / EXPOSI-
ÇÃO: Este / PERÍODO CRONOLÓGICO: Bronze Final e Romano / ESTADO DE CON-
SERVAÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Situa-se em encosta suave virada para o Tejo. A estação encontra-se espar-
tilhada por diversas propriedades e caminhos, incluíndo o caminho de ferro que des-
truíu parte dela, sendo conhecidas quer por Lopo quer por Cousa Bela. Na sua parte
oeste (junto ao caminho de ferro), aquando da construção deste, em 1889, foram acha-
das diversas sepulturas e espólio cerâmico. Segundo Maria Amélia Horta Pereira, a
lâmina de punhal foi recolhida por Hipólito Cabaço por volta de meados da década de 50
do século XX. Silva et al. fazem a separação destas duas estações, mas a sua grande pro-
ximidade e espólio igual, fazem dela uma só, como se pôde comprovar no terreno.
ESPÓLIO Lateres, base de coluna, cerâmica comum, dolia, punhal de cobre, capitel dórico,
tégulas, imbrices, moedas, sepulturas e pesos de tear.
BIBLIOGRAFIA Oleiro, 1942, p. 1; Pereira, 1970b, p. 18-23; Alarcão, 1988a, p. 114; Silva
et al. (no prelo), p. 115-116.
N.0 227
CÓDIGO LAB / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 20/06/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Lixeira de Abrantes / ACHADOR: GAMA / DATA:
2000.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Abrantes / FREGUESIA:
S. João Batista / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Quem vem
do quartel militar e entra na avenida, corta na primeira rua à direita, passa o Centro de
Camionagem e segue em frente até ao Tejo.
COORDENADAS UTM: 567,6/4368,1 / CARTA MILITAR: 331.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Achado Isolado / PERÍODO CRONOLÓGICO:
Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Lixeira.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena ara anepígrafa achada nos entulhos que se situa-
vam ao pé da lixeira de Abrantes, hoje desactivada e onde estão a construir o Complexo
anexo I
233
Desportivo. A sua proveniência provável seria o Centro Histórico de Abrantes. Informa-
ção cedida pelo GAMA.
ESPÓLIO Ara anepígrafa.
BIBLIOGRAFIA Inédita.
N.0 228
CÓDIGO CBA / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 18/05/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Courela do Barroquinho / ACHADOR: Candeias da Silva
e Álvaro Batista / DATA: 1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Rio de Moinhos / FRE-
GUESIA: Rio de Moinhos / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO:
Na estrada Rio de Moinhos-Amoreira, corta-se na última rua à direita, situando-se a esta-
ção no olival do lado direito.
COORDENADAS UTM: 564,9/4370,45 / COTA (m): 40 / CARTA MILITAR: 331.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Cabana / ÁREA: 5 m2 / EXPOSIÇÃO: Este /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO
DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Pequena mancha de tégulas muito dispersas.
ESPÓLIO Tégulas.
BIBLIOGRAFIA Silva et al. (no prelo), p. 100.
N.0 229
CÓDIGO CAR / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 21/04/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Carrascal / ACHADOR: Candeias da Silva e Álvaro
Batista / DATA: 1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Rio de Moinhos / FRE-
GUESIA: Rio de Moinhos / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO:
Na estrada Rio de Moinhos-Amoreira, corta-se à direita por estrada de terra, antes da
Quinta, passa-se por baixo do IP 6, corta-se à direita, passando a estação arqueológica da
Pedreira, ficando esta a cerca de 900 m para leste das sepulturas.
COORDENADAS UTM: 565,35/4370,65 / COTA (m): 50 / CARTA MILITAR: 331.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 100 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Bronze Final, Idade do Ferro e Romano / ESTADO DE
CONSERVAÇÃO: Destruído / USO DO SOLO: Viário / AMEAÇAS: Rede viária.
DESCRIÇÃO Nos terraços fluviais voltados para o Tejo, perto da enorme estação arqueo-
lógica da Pedreira, encontravam-se espalhados no terreno alguns materiais arqueológi-
cos que abrangem estes períodos. A estação foi totalmente destruída pela construção do
IP 6.
ESPÓLIO Disco, núcleos, pesos de rede, urna cinerária, cerâmica carenada, cerâmica
romana e mós.
RELAÇÕES Fig. 17-2.
BIBLIOGRAFIA Silva et al. (no prelo), p. 99.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
234
N.0 230
CÓDIGO PED / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 22/03/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Pedreira / POPULAR: Cidade de Montalvão, Barroca da
Carantonha / DOCUMENTAL: Cidade de Montalvão, Quinta da Pedreira / ACHADOR:
Álvaro Batista / DATA: 1975.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Quinta da Pedreira /
FREGUESIA: Rio de Moinhos / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém /
ACESSO: Na estrada Rio de Moinhos-Amoreira, corta-se à direita por estrada de terra,
passa-se por baixo do IP 6 e corta-se novamente à direita.
COORDENADAS UTM: 564,55/4371,1 / COTA (m): 50 / CARTA MILITAR: 331.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 98/1(768) / TIPO DE SÍTIO: Vicus / ÁREA: 2 ha /
EXPOSIÇÃO: Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Bronze Final, Idade do Ferro, Romano
e Visigótico / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Agrícola / AMEA-
ÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Está situada numa suave encosta voltada para o Tejo, antes do nateiro, em
terraço fluvial cascalhento. Estação arqueológica intervencionada por diversas vezes,
devido à construção do IP 6 e, nos últimos anos, escavações sobre habitat do Bronze
Final. Foram postos a descoberto 3 núcleos com sepulturas e estruturas de habitações
em estado muito fragmentário. Actualmente ainda se observam alguns muros que
nunca foram intervencionados, pois se situam nas áreas fora da faixa de rodagem. Foram
tomadas pelo IPPAR algumas medidas de conservação de um lanço de escadas em tijo-
leira. Porém, algumas das sepulturas estão à vista e em muito mau estado.
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: Carlos Ferreira (1983-84), Maria Ramalho (1991 e 1993),
Paulo Félix (1994, 1996 e 1999) / PERÍODOS: Bronze Final, Romano e Visigótico
ESPÓLIO Cerâmica carenada, líticos, peso de tear, cossoiro, peso de rede, bastão de
mando?, mós planas, peso de rede, barro de cabana, conta oculada, fragmento de punhal,
fragmento de machado (ambos em bronze), tégulas, imbrices, tijoleiras, tijolos de coluna,
opus signinum, sigillata hispânica e Clara D, centena e meia de pesos de tear, árula anepí-
grafa, mós dormentes e moventes, contas de colar, pedra de anel, pingente central, escó-
rias, bastantes moedas (século I a.C. até ao século V), anel, chumbeiras, pregos de ferro,
estruturas romanas, muros de suporte, lareira, forno cerâmico, 11 sepulturas (século V
ao VII?), moedas (séculos III/IV), fivelas (século VI) e necrópole (séculos II e IV).
RELAÇÕES Figs. 2-1 e 2 e 18-3.
BIBLIOGRAFIA Batista, 1975, p. 5; Batista, 1976, p. 5; Silva et al., 1982, p. 35-36; Silva, 1984,
p. 10; Departamento de Arqueologia do IPPC, 1985, p. 150; Ferreira, 1987, p. 66-68; Alar-
cão, 1988a, p. 113; Ramalho, 1991; Ramalho, 1993/4; Batata et al., 1999, p. 25-35; Silva,
1990, p. 39-43; Ferreira, 1992, p. 91-110; Gazeta do Tejo, 1996, p. 17; Félix, 1996; Félix,
1997a; Félix, 1997b, p. 33-37; Félix, 1998; Félix, 1999, p. 4 e 23-25; Félix, 2000, p. 62-63;
Silva et al. (no prelo), p. 100-102.
N.0 231
CÓDIGO QVZ / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 12/11/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Quinta do Vale do Zebro / ACHADOR: Álvaro Batista /
DATA: 1988.
anexo I
235
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Amoreira / FREGUESIA:
Rio de Moinhos / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: A quinta
situa-se do lado direito, na estrada Rio de Moinhos-Amoreira.
COORDENADAS UTM: 563,55/4371,1 / COTA (m): 30 / CARTA MILITAR: 331.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 98/1(768) / TIPO DE SÍTIO: Achado Isolado /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Bronze Final / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom /
USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Foi encontrada quando se procedia à abertura de uma vala, junto ao muro
da quinta, do lado da estrada.
ESPÓLIO Foice em bronze tipo Rocanes.
BIBLIOGRAFIA Vilaça, 1995, p. 332; Coffyn, 1998, p. 175; Félix, 1999, p. 25; Félix, 2000,
p. 65; Silva et al. (no prelo), p. 106-108.
N.0 232
CÓDIGO QL2 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 24/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Quinta da Légua II / ACHADOR: Candeias da Silva e
Álvaro Batista / DATA: 1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Amoreira / FREGUE-
SIA: Rio de Moinhos / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO:
Situava-se 50 m a sul do cemitério da Amoreira.
COORDENADAS UTM: 562,5/4371,15 / COTA (m): 40 / CARTA MILITAR: 331.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 98/1(768) / TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 100 m2
/ EXPOSIÇÃO: Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Tardo-romano/Visigótico / ESTADO
DE CONSERVAÇÃO: Destruído / USO DO SOLO: Florestal.
DESCRIÇÃO Foi efectuada uma escavação de emergência (obras do IP 6) durante uma
semana, tendo-se posto à vista a estrutura de fundação em seixos, de uma habitação de
que se conseguiu reconstituir parte da planta (cf. Oosterbeek et al., 1995). As paredes
deviam ser construídas em taipa, pois para além da fiada dos seixos, não havia outras
pedras e a camada de destruição estava misturada com barro. A análise dos materiais
revelou tratar-se de um possível casal de época visigótica (cf. Batata et al., 1995b).
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: Ana Rosa Cruz e Luiz Oosterbeek / ANOS: 1994 / ÁREA
ESCAVADA: 50 m2 / PERÍODOS: Romano e Visigótico.
ESPÓLIO Imbrices, tijoleiras, estruturas, um tijolo de coluna, fragmentos de vidros (um
do século IV/V), pavimento e cerâmica visigótica.
RELAÇÕES Fig. 27.
BIBLIOGRAFIA Antunes, 1994, p. 63; Batata et al., 1995b, p. 42-49: Oosterbeek et al.,
1995, p. 38-41; Oosterbeek et al., 1997, p. 216-220; CPH, 17-2-1999, n.0 393; Félix, 1999,
p. 10; Félix, 2000, p. 12-13.
N.0 233
CÓDIGO QL3 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 12/11/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Quinta da Légua III / ACHADOR: Candeias da Silva e
Álvaro Batista / DATA: 1985.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
236
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Amoreira / FREGUESIA:
Rio de Moinhos / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Amoreira-Montalvo, situa-se do lado direito, logo a seguir à ponte sobre o IP 6.
COORDENADAS UTM: 562,25/4371,1 / COTA (m): 50 / CARTA MILITAR: 331.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 500 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO
DO SOLO: Viário / AMEAÇAS: Rede viária.
DESCRIÇÃO A estação situa-se em encosta suave voltada ao Tejo. A maior parte da sua
área foi destruída com a construção do IP 6, tendo apenas sobrado uma pequena área.
ESPÓLIO Tégulas, imbrices e estruturas.
BIBLIOGRAFIA Silva et al. (no prelo), p. 105.
N.0 234
CÓDIGO LEZ / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 27/08/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Lezíria.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Casa Branca / FREGUE-
SIA: Alvega / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Abrantes-Casa Branca, corta-se nesta povoação em direcção à Barragem de Belver e
depois na primeira estrada de terra à esquerda, passa-se por cima da vala de água, corta-
se à direita até chegar ao Tejo. Passa-se o Tejo Velho a pé ou em veículo todo-o-terreno,
ao longo dos pilares, até chegar ao casal.
COORDENADAS UTM: 583,95/4369,9 / COTA (m): 40 / CARTA MILITAR: 332.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Cabana / ÁREA: 25 m2 / EXPOSIÇÃO: Oeste /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom / USO
DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Numa reduzida área, em plena planície de aluvião, perto das casas, encon-
tram-se tégulas.
ESPÓLIO Tégulas.
BIBLIOGRAFIA Silva et al. (no prelo), p. 54.
N.0 235
CÓDIGO SG1 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 12/11/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Senhora da Guia I / ACHADOR: Álvaro Batista.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Alvega / FREGUESIA:
Alvega / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada Mouris-
cas-Alvega, depois da ponte sobre o Tejo, corta-se à direita por estrada de terra, passa-se
na ponte sobre o caminho de ferro e vai-se até ao Monte Morgado.
COORDENADAS UTM: 579,5-80,4/4368,8-69,3 / COTA (m): 75 / CARTA MILITAR: 332
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 24 ha / EXPOSIÇÃO:
Sudoeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano? / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Pastorícia.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma enorme conheira, cuja identificação é difícil por não
haver as típicas montureiras de conhos. De facto, os seixos na borda do Tejo são de
pequeno calibre. No entanto, reconhecem-se bem as frentes de trabalho. Trata-se de
anexo I
237
uma enorme exploração de onde poderão ter sido removidos cerca de 1 200 000 m3 de
areia e cascalho.
BIBLIOGRAFIA Domergue, 1987, p. 527; Silva et al. (no prelo), p. 73-74.
N.0 236
CÓDIGO PEG / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 23/12/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Pego.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Pego / FREGUESIA:
Pego / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém.
COORDENADAS UTM: 573,2/4368,6 / CARTA MILITAR: 331.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Tesouro / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano
DESCRIÇÃO Tesouro romano de moedas de bronze, de proveniência incerta, mas que
está no caminho de uma via romana.
ESPÓLIO Muitas moedas de bronze.
BIBLIOGRAFIA Hipólito, 1960/61, p. 79.
N.0 237
CÓDIGO QB / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 20/06/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Quinta da Baeta.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Abrantes / FREGUESIA:
Rossio ao Sul do Tejo / CONCELHO: Abrantes / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na
estrada Rossio ao Sul do Tejo-Pego, corta-se à esquerda na primeira estrada de terra a
seguir à passagem de nível.
COORDENADAS UTM: 570,4/4367, 55 / COTA (m): 35 / CARTA MILITAR: 331.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal / ÁREA: 200 m2 / EXPOSIÇÃO: Norte /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO
DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO A 12 de Agosto de 1951 foi achada na planície, perto do Tejo, uma estátua
acéfala com 2,10 m de altura. Estava deitada sobre o dorso, metida dentro de uma cova
preparada intencionalmente para o efeito, com oito pequenas pedras em volta. Uma des-
sas pedras era um fragmento de inscrição em mármore semelhante ao da estátua. Ambos
foram datados por Bairrão Oleiro com sendo do século I d.C. Em 1997, o GAMA achou
na área envolvente alguns materiais, datando-os da Pré-história e da Idade do Ferro ao
século IV-V d.C.
ESPÓLIO Estátua em mármore, fragmento de inscrição em mármore, lâminas de sílex,
lascas de quartzo, mó plana, cerâmicas manuais lisas, peso de tear, fragmentos de bor-
dos de vidro verde, tégulas, tijolos, imbrices, cerâmica comum romana, dolia e fragmen-
tos de bojo de pequenos recipientes em cobre.
BIBLIOGRAFIA Oleiro, 1962, p. 365-368; Silva, 1982, p. 32-33; Silva, 1985, p. 177-185;
Alarcão, 1988a, p. 5 e 67; Silva et al. (no prelo), p. 109-110, 348-349.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
238
N.0 238
CÓDIGO COB / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 16/08/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira da Bairrada.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Bairrada / FREGUESIA:
Olalhas / CONCELHO: Tomar / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Atravessa-se a aldeia
da Bairrada e ao chegar ao largo, corta-se à esquerda por estrada de terra.
COORDENADAS UTM: 565,35/4389,05 / COTA (m): 110 / CARTA MILITAR: 311.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 100 m2 / EXPOSIÇÃO:
Norte / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Bom / USO DO SOLO: Fluvial / AMEAÇAS: Agentes fluviais.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena conheira, só visível em períodos de longa
estiagem.
BIBLIOGRAFIA Inédito.
N.0 239
CÓDIGO CCC / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 09/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Chãs da Conheira / ACHADOR: Carlos Batata e Filo-
mena Gaspar / DATA: 1998.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Alverangel / FREGUE-
SIA: S. Pedro de Tomar / CONCELHO: Tomar / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na
estrada Castelo do Bode-Casalinho, ao chegar a esta última povoação, corta-se à direita
por estrada que termina junto ao Zêzere. A conheira situa-se logo abaixo da última
vivenda.
COORDENADAS UTM: 560,1/4378,2 / COTA (m): 130 / CARTA MILITAR: 321.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / EXPOSIÇÃO: Sul / PERÍODO
CRONOLÓGICO: Calcolítico? / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO DO
SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena conheira, cuja frente de trabalho é bastante baixa.
Poderá ter sido explorada durante o Calcolítico, pois 100 m abaixo existe uma ilhota
onde recolhemos cerâmicas de perfil pré-histórico. Fica perto do conjunto de antas do
Vale da Laje, situado 1 km a norte.
ESPÓLIO Cerâmica manual.
BIBLIOGRAFIA Inédito.
N.0 240
CÓDIGO CONH / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 22/04/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheiras / DOCUMENTAL: Conheiras / ACHADOR:
Carlos Batata / DATA: 2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Bairro / FREGUESIA:
S. Pedro de Tomar / CONCELHO: Tomar / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Quinta do Falcão-Castelo de Bode, corta-se à direita para Barca Nova. Aí, vira-se à direita
e vai-se ao longo do Zêzere, por estrada de terra até chegar à junção dos dois rios. Sobe-
-se depois a pé até ao topo do monte.
anexo I
239
COORDENADAS UTM: 555,5/4375,45 / COTA (m): 100 / CARTA MILITAR: 320.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 1,5 ha / EXPOSIÇÃO:
E-S-O / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Mau / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma pequena conheira, donde pode ter sido extraído um
pequeno volume de 30 000 m3 de areias e cascalho. A frente de trabalho é baixa.
BIBLIOGRAFIA Inédito.
N.0 241
CÓDIGO CFER2 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 21/10/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Casal da Ferrugenta 2 / ACHADOR: Carlos Batata e
Álvaro Batista / DATA: 2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Castelo do Bode / FRE-
GUESIA: S. Pedro de Tomar / CONCELHO: Tomar / DISTRITO: Santarém / ACESSO:
Na estrada Castelo do Bode-Tomar, corta-se à esquerda por estrada de terra, ao km 20,5.
COORDENADAS UTM: 557,25/4377,6 / COTA (m): 110 / CARTA MILITAR: 320.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 100 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Tardo-romano/Visigótico / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Em volta do poste de alta-tensão encontram-se imbrices grosseiros e vestí-
gios de estruturas. Está situado numa encosta suave, virada para o rio Zêzere.
ESPÓLIO Imbrices grosseiros e estruturas.
BIBLIOGRAFIA Caninas et al., 2001, p. 17.
N.0 242
CÓDIGO VN / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 21/10/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Vale da Neta / ACHADOR: Carlos Batata e Álvaro Batista
/ DATA: 2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Portela / FREGUESIA:
S. Pedro de Tomar / CONCELHO: Tomar / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Castelo do Bode-Tomar, corta-se à esquerda para a Portela e aí, corta-se por estrada de
terra à esquerda, logo abaixo da Fábrica da Cerâmica Prista.
COORDENADAS UTM: 555,1/4376,7 / COTA (m): 130 / CARTA MILITAR: 320.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 50 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Tardo-romano/Visigótico / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Em volta do poste de alta-tensão encontram-se imbrices grosseiros e vestí-
gios de estruturas. Está situado numa encosta suave, virada para o rio Zêzere e próximo
de conheiras existentes na junção do rio Nabão com o Zêzere.
ESPÓLIO Imbrices grosseiros e estruturas.
BIBLIOGRAFIA Caninas et al., 2001, p. 17.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
240
N.0 243
CÓDIGO LEI / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 21/10/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Leiria / ACHADOR: Carlos Batata e Álvaro Batista /
DATA: 2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Portela / FREGUESIA:
S. Pedro de Tomar / CONCELHO: Tomar / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Castelo do Bode-Tomar, corta-se à esquerda para a Portela e aí, corta-se por estrada de
terra à esquerda, logo abaixo da Fábrica da Cerâmica Prista.
COORDENADAS UTM: 554,75/4376,45 / COTA (m): 110 / CARTA MILITAR: 320.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 50 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Tardo-romano/Visigótico / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Em volta do terceiro poste de alta-tensão encontram-se imbrices grosseiros
e vestígios de estruturas. Está situado num pequeno cabeço, virado para o rio Zêzere e
próximo de conheiras existentes na junção do rio Nabão com o Zêzere.
ESPÓLIO Imbrices grosseiros e estruturas.
BIBLIOGRAFIA Caninas et al., 2001, p. 17.
N.0 244
CÓDIGO CPH1 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 21/10/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Chãs da Poldra 1 / ACHADOR: Carlos Batata e Álvaro
Batista / DATA: 2001
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Portela / FREGUESIA:
S. Pedro de Tomar / CONCELHO: Tomar / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Castelo do Bode-Tomar, corta-se à esquerda para a Portela e aí vai-se quase até ao final da
povoação e corta-se por estrada de terra à esquerda para o Vale das Barrocas.
COORDENADAS UTM: 554,4/4376,25 / COTA (m): 110 / CARTA MILITAR: 320.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 50 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Tardo-romano/Visigótico / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Em volta do terceiro poste de alta-tensão encontram-se imbrices grosseiros.
Está situado num pequeno cabeço, virado para o rio Zêzere e próximo de conheiras exis-
tentes na junção do rio Nabão com o Zêzere.
ESPÓLIO Imbrices grosseiros.
BIBLIOGRAFIA Caninas et al., 2001, p. 16.
N.0 245
CÓDIGO CPH2 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 21/10/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Chãs da Poldra 2 / ACHADOR: Carlos Batata e Álvaro
Batista / DATA: 2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Portela / FREGUESIA:
S. Pedro de Tomar / CONCELHO: Tomar / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
anexo I
241
Castelo do Bode-Tomar, corta-se à esquerda para a Portela e aí vai-se quase até ao final da
povoação, cortando-se por estrada de terra à esquerda para o Vale das Barrocas.
COORDENADAS UTM: 554,2/4376,1 / COTA (m): 80 / CARTA MILITAR: 320.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 50 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Tardo-romano/Visigótico / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Está situado num pequeno cabeço, na junção de um pequeno ribeiro com
o rio Nabão
ESPÓLIO Imbrices grosseiros.
BIBLIOGRAFIA Caninas et al., 2001, p. 16.
N.0 246
CÓDIGO VBA1 / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 21/10/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Vale das Barrocas 1 / ACHADOR: Carlos Batata e Álvaro
Batista / DATA: 2001.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Portela / FREGUESIA:
S. Pedro de Tomar / CONCELHO: Tomar / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Castelo do Bode-Tomar, corta-se à esquerda para a Portela e aí vai-se quase até ao final da
povoação, cortando-se por estrada de terra à esquerda para o Vale das Barrocas.
COORDENADAS UTM: 554,1/4376,3 / COTA (m): 80 / CARTA MILITAR: 320.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 50 m2 / EXPOSIÇÃO: Este /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Tardo-romano/Visigótico / ESTADO DE CONSERVA-
ÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Está situado num pequena encosta junto de um pequeno ribeiro, ao pé do
poste de alta-tensão.
ESPÓLIO Imbrices grosseiros.
BIBLIOGRAFIA Caninas et al., 2001, p. 16.
N.0 247
CÓDIGO CPE / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 09/12/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Cabeço da Perdida.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Montalvo / FREGUESIA:
Montalvo / CONCELHO: Constância / DISTRITO: Santarém / ACESSO: A estação fica
do lado esquerdo, na estrada Amoreira-Constância.
COORDENADAS UTM: 560,6574370,60 / COTA (m): 54 / CARTA MILITAR: 331.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Cabana / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano /
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricul-
tura.
DESCRIÇÃO A estação fica do lado esquerdo, na estrada Amoreira-Constância. Pequena
mancha de materiais muito espalhados no terreno.
ESPÓLIO Tégulas? e tijoleiras.
BIBLIOGRAFIA Silva et al., 1992, p. 75.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
242
N.0 248
CÓDIGO TF / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 13/11/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Terra Fria / POPULAR: Cidade da Escora / DOCUMEN-
TAL: Chão da Bica, Montalvo, Casal de Pedro Ferreiro.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Montalvo / FREGUESIA:
Montalvo / CONCELHO: Constância / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Situa-se para
SE de Montalvo, num declive suave enquadrando parte do Casal da Lameira, próximo de
Chã da Bica, junto ao Ribeiro da Bica.
COORDENADAS UTM: 561,6/4370,35 / COTA (m): 50 / CARTA MILITAR: 33.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 97/1(322) / CNS: 11448 / TIPO DE SÍTIO: Villa /
ÁREA: 2500 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO
DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Villa com abundantes vestígios à superfície. Até ao momento, foi posto à
vista parte das termas da villa. Encontra-se numa encosta suave voltada para o Tejo, com
bons terrenos agrícolas, pertencentes a Pedro de Castro Themudo. Do lado este é limi-
tada por uma linha de água. Do outro lado encontra-se um enorme escorial de ferro que
poderá estar relacionado com a vila romana.
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: Salete da Ponte / ANOS: 1998-2000 / PERÍODOS: Romano.
ESPÓLIO Tégulas, imbrices, lateres, cerâmica comum, ânforas, dolia e terra sigillata hispâ-
nica.
BIBLIOGRAFIA Alarcão, 1988a, p. 113; Endovélico, 30/3/1999.
N.0 249
CÓDIGO QG / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 30/12/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Quinta da Gorda / ACHADOR: Álvaro Batista / DATA:
1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Montalvo / FREGUESIA:
Montalvo / CONCELHO: Constância / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Montalvo-Constância, corta-se à esquerda por estrada de terra que vai dar à Quinta da
Gorda. A estação situa-se do lado esquerdo antes de chegar às casas.
COORDENADAS UTM: 559,5/4370,25 / COTA (m): 40 / CARTA MILITAR: 331.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Villa? / ÁREA: 3000 m2 / EXPOSIÇÃO: Sul /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO
DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Numa encosta suave, sobre o terraço fluvial encontram-se muitos materiais
espalhados bem como pedras. A parte que está pior é onde foi plantado o pomar (à beira
da estrada), mas mais para o interior o solo não foi revolvido.
ESPÓLIO Tégulas, imbrices, tijolos de coluna, dois pesos de tear (um com marca de oleiro),
cerâmica comum, dolia, terra sigillata hispânica (século II?), pregos de ferro e pedaço de
chumbo.
BIBLIOGRAFIA Silva et al., 1992, p. 75.
anexo I
243
N.0 250
CÓDIGO CQG / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 30/12/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira da Quinta da Gorda / ACHADOR: Álvaro
Batista / DATA: 1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Montalvo / FREGUESIA:
Montalvo / CONCELHO: Constância / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Montalvo-Constância, corta-se à esquerda por estrada de terra que vai dar à Quinta da
Gorda. Atravessa-se a quinta para oeste, começando aí a conheira.
COORDENADAS UTM: 558,7-59,3/4370,1 / COTA (m): 40 / CARTA MILITAR: 331.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 5 ha / EXPOSIÇÃO:
Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular /
USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Trata-se de uma conheira bastante extensa, embora de pequena profundi-
dade. Os conhos são pequenos. Actualmente, é uma zona inculta, no meio de uma área
intensamente cultivada. Poderão ter sido minerados cerca de 100 000 m3 de areia. A sua
associação com a villa romana que se situa a 200 m é evidente. Foram achadas tégulas
no seu interior.
ESPÓLIO Tégulas.
BIBLIOGRAFIA Domergue, 1987, p. 527; Sánchez-Palencia, 1989, p. 46; Silva et al.,
1992, p. 75.
N.0 251
CÓDIGO CSAN / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 30/12/2001.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Conheira de Sto. Antoninho / ACHADOR: Álvaro Batista
/ DATA: 1985.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Montalvo / FREGUESIA:
Montalvo / CONCELHO: Constância / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na estrada
Constância-Montalvo corta-se à esquerda por estrada de terra em frente da estrada de
terra que vai para a Quinta da Gorda. Na estrada de terra corta-se à esquerda até à passa-
gem desnivelada sob o IP 6. A conheira situa-se na encosta oeste do cabeço que se avista,
plantado com eucaliptos.
COORDENADAS UTM: 558,4/4370,9 / COTA (m): 60 / CARTA MILITAR: 331.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 1 ha / EXPOSIÇÃO:
Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Mau / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO A conheira foi laborada nas margens dos ribeiros que aí existem, avis-
tando-se ainda uma frente de trabalho com cerca de 4 m de altura. Foi bastante destruída
com a remoção de conhos para a construção do IP 6. Podem ter sido minerados cerca de
50 000 m3 de areia.
BIBLIOGRAFIA Domergue, 1987, p. 527; Silva et al., 1992, p. 75.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
244
N.0 252
CÓDIGO CAP / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 13/11/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Capareira.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Constância / FREGUE-
SIA: Constância / CONCELHO: Constância / DISTRITO: Santarém / ACESSO: Na parte
nova de Constância.
COORDENADAS UTM: 557,5/4370,5 / COTA (m): 60 / CARTA MILITAR: 330.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 97/1(262) / CNS: 11461 / TIPO DE SÍTIO: Mina de
filão / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Bom / USO DO SOLO: Urbano / AMEAÇAS: Construção civil.
DESCRIÇÃO Galeria escavada na base do terraço quaternário e, sobretudo, no depósito
miocénico. A galeria define uma planta em forma de U, com o centro numa área que
abateu. Teria uma altura média de 1,20 m e uma largura média de 90 cm. A planta da
galeria acompanha a curva de nível de 60 m, encontrando-se a uma profundidade média
de 2,50 m. Foi escavada com utensílios muito aguçados. A sua existência foi dada a
conhecer pelo Sr. António Joaquim Rodrigues do Nascimento.
BIBLIOGRAFIA Endovélico, 2/10/1998.
N.0 253
CÓDIGO VMO / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 30/04/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Vilar da Mó / POPULAR: Lameiras / DOCUMENTAL:
Capela de São João Evangelista e Lameiras.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Vilar da Mó / FREGUE-
SIA: Belver / CONCELHO: Gavião / DISTRITO: Portalegre / ACESSO: Chega-se ao
Vilar da Mó e corta-se na primeira rua à esquerda até chegar à capela. As Lameiras
situam-se no fundo do vale, no sítio onde estreita.
COORDENADAS UTM: 592,8/4378,35 / COTA (m): 260 / CARTA MILITAR: 323.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 83/1(19) / CNS: 2870 / TIPO DE SÍTIO: Aldeia /
EXPOSIÇÃO: Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Idade do Ferro e Romano / ESTADO DE
CONSERVAÇÃO: Destruído / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO A estação situa-se numa encosta com uma pequena elevação (onde se
encontra a capela) e no fundo do vale da mesma encosta, em terrenos xistosos. Foram
encontradas, em Maio de 1945, nas obras de restauro da capela de São João Evangelista,
duas aras votivas. Foram ainda descobertos, na área envolvente da capela, fragmentos de
tégula e dolium (segundo o Endovélico.) Nas Lameiras (fundo do vale) foram encontra-
das as mós, imbrices e tijolos (Rogério de Carvalho). Na prospecção de campo nada foi
encontrado em ambos os locais apontados.
ESPÓLIO Cinco elementos de mós, inscrição de Amino (primeira metade do século I),
inscrição de Ceno (século I), tégulas, dolia, imbrices e tijolos.
RELAÇÕES Fig. 30-5 e 6.
BIBLIOGRAFIA Jalhay, 1949, p. 10-12, 229-233; AE, 1950, p. 243; Albertos Firmat, 1965,
p. 138; ILER, 1972, n.os 381 e 910; Pereira, 1970a, p. 226-227, 316; Encarnação, 1975,
p. 260-261; Blázquez Martínez, 1975, p. 140-141; Carta da CMG ao IPPC, 17-11-1983;
Encarnação et al., 1984, p. 13-19; Cardoso et al., 1987, p. 86; Alarcão, 1988a, p. 146;
Garcia, 1991, p. 293-294; PDM do Gavião, 1995; Endovélico (12/1/99).
anexo I
245
N.0 254
CÓDIGO RA / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 17/03/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Ribeiro da Areia.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Areia / FREGUESIA:
Belver / CONCELHO: Gavião / DISTRITO: Portalegre / ACESSO: Na estrada Areia-Vale
Pedro Dias, na passagem do ribeiro, corta-se à direita. A estação fica sobranceira à charca.
COORDENADAS UTM: 592,55/374,7 / COTA (m): 200 / CARTA MILITAR: 323.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Casal? / ÁREA: 25 m2 / EXPOSIÇÃO: Oeste /
PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano? / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO
DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Numa pequena plataforma junto do ribeiro da Areia, no meio do eucaliptal
pertencente ao Sr. João Martins, da Areia, encontra-se uma pequena área com imbrices
revolvidos.
ESPÓLIO Capitel com vestígios de decoração, imbrices e pedras com argamassa.
BIBLIOGRAFIA Cardoso et al., 1987, p. 86, 91.
N.0 255
CÓDIGO QRN / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 30/04/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Quinta do Ribeiro da Nata / POPULAR: Fonte da Moura
/ ACHADOR: Padre Bonjardim / DATA: Início do século XX.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Belver / FREGUESIA:
Belver / CONCELHO: Gavião / DISTRITO: Portalegre / ACESSO: Na estrada Belver-
Mação, do lado esquerdo (EN 244, km 51).
COORDENADAS UTM: 589,15/373,3 / GAUSS: 214,50/281,70 / COTA (m): 180 / CARTA
MILITAR: 322 / LATITUDE: 39o30’15’’ / LONGITUDE: 7057’47’’.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): S-4778 ( 83/1(95) / CNS: 4778 / TIPO DE SÍTIO:
Aldeia / ÁREA: 1 ha / EXPOSIÇÃO: Este e Sul / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano
/ ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO DO SOLO: Agrícola / AMEAÇAS: Agri-
cultura.
DESCRIÇÃO 1912 ‑ Pereira - refere o bastão, quatro inscrições e mós; 1970 - Pereira -
Considera o bastão como bastão de mando ou fálico, sem inscrição; 1984 - Encarnação
et al. - em relação ao bastão de Belver rejeita a hipótese de ter uma inscrição. Para os
autores trata-se somente de decoração geométrica; 1985 - Carvalho - 25/5/99 - Foram
escavados dois sectores. O arqueólogo não nos informa sobre os locais onde efectuou as
escavações, o que teria sido importante para a compreensão da estação arqueológica.
O Sector I revelou a existência de estruturas de pedra seca, organizadas segundo um
plano ortogonal. A rocha base (xisto) foi afeiçoado para servir como pavimento.
O cabouco dos muros foi escavado na rocha. São de época tardia, segundo o autor. O Sec-
tor II revelou estruturas em sobreposição, com variantes no aparelho de construção,
dimensões e espessuras. A camada 2 tinha cerâmicas muito tardias e imbrices, e um
muro de 40 cm de espessura, de pedra seca, irregular, ao qual estava associado um pavi-
mento de barro amassado com areão. Por baixo, uma estrutura com 50 cm de espessura
e soco de 60 cm de blocos aparelhados de granito. Data do século I com abandono nos
séculos III/IV; 1984 - Ferreira - reproduz fotografia da antiga ponte entre Belver e esta
estação; 1999 - Endovélico considera o sítio como villa o que não acontece com Carvalho
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
246
que escavou a estação. A estação parece estender-se por diversos núcleos dispersos mas
que no conjunto formam uma só unidade. Situa-se em terrenos xistosos, de médias ele-
vações, num local rico em água, em anfiteatro voltado a este e a sul.
Uma inscrição (Boudelo) encontra-se incrustada na parede sul do tanque da Fonte de
S. Joaquim, sita na Quinta do Ribeiro da Nata. Outra (Turano), foi achada numa escada
do pátio da mesma quinta. Outra, (Adoris), foi achada no princípio do século na mesma
quinta.Foi achado ainda um bastão de comando. Estaria situada ao longo de uma antiga
via. Encontram-se materiais arqueológicos, segundo Rogério de Carvalho na fonte da
Arriacha Cimeira, Alvisquer e Belver, provenientes daqui. Proprietários: João da Cunha
Casado (parte da estação); Amélia R. Faria (eira com colunas); Manuel Farias (escava-
ções); António Eugénio Rolo (escavações).
ESCAVAÇÕES DIRECÇÃO: Rogério Carvalho / ANOS: 1983 e 1985 / ÁREA ESCAVADA:
34 m2 / PERÍODOS: Romano.
ESPÓLIO Inscrição de Boudelus (primeira metade do século I); inscrição de Turanus
(século I); inscrição de Adoris (primeira metade do século I); fragmento de inscrição;
bastão de comando; duas moedas de bronze; base de miliário? elementos de colunas;
elementos de mós; estruturas em pedra seca; carvões; tégulas, imbrices e silhares; cerâ-
micas comuns; sigillatas hispânicas tardias; paredes finas (século I); ânfora (século I/II);
dolia; cinco pesos de tear; pregos de ferro; escória de ferro.
RELAÇÕES Figs. 21-3, 25-1, 30-8 a 10, e 31-11 e 12.
BIBLIOGRAFIA Carvalhaes, 1911, p. 106; Pereira, 1912, p. 271-275; Saa, 1964, p. 215;
Pereira, 1970a, p. 292-294; Jornal Ecos de Belver, 1982; Encarnação et al., 1984, p. 25-32;
Ferreira, 1984, p. 17-23; Carvalho, 1985a; Carvalho, 1985b, p. 93-95; Carvalho, 1986,
p. 55-57; Cardoso et al., 1987, p. 86 e fig. 6; Alarcão, 1988a, p. 145; PDM do Gavião, 1995;
Endovélico (25/5/99).
N.0 256
CÓDIGO FT / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 30/04/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Feiteira / ACHADOR: Domingos Pires.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Outeiro Cimeiro / FRE-
GUESIA: Belver / CONCELHO: Gavião / DISTRITO: Portalegre / ACESSO: Na estrada
de terra batida Outeiro Cimeiro-Vale Pedro Dias, corta-se à esquerda no cimo da ladeira,
junto à curva fechada.
COORDENADAS UTM: 594,2/4373,6 / COTA (m): 230-240 / CARTA MILITAR: 323.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 83/1(19) / CNS: 2602 / TIPO DE SÍTIO: Achado
Isolado / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano.
DESCRIÇÃO Zona de declive sobre a ribeira do Braçal, de solos xistosos com manchas
de afloramentos graníticos, situado na encosta norte da aldeia. Nada mais foi encon-
trado, para além da inscrição. A propriedade é do Sr. Francisco Marques. Provável exis-
tência de vestígios na encosta sul da aldeia (Outeiro Cimeiro), onde se localizam diver-
sas minas de galeria onde se explorava ouro.
ESPÓLIO Inscrição romana (primeira metade do século I).
RELAÇÕES Fig. 30-7.
BIBLIOGRAFIA Jalhay, 1949, p. 233-236; AE, 1950, n.0 221; Albertos, 1966, p. 8 e 253 ;
Carta da CMG ao IPPC, 17-11-1983; Encarnação et al., 1984, p. 21-23; Cardoso et al., 1987,
p. 87; PDM do Gavião, 1995; Endovélico, 28/6/99.
anexo I
247
N.0 257
CÓDIGO LM / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 08/08/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Lapa de Moniz / POPULAR: Lapa de Nis / ACHADOR:
Rogério Carvalho.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Outeiro Cimeiro / FRE-
GUESIA: Belver / CONCELHO: Gavião / DISTRITO: Portalegre / ACESSO: Na estrada
Alvisquer-Outeiro Cimeiro, corta-se à direita e atravessa-se o Outeiro Fundeiro em direc-
ção à ribeira.
COORDENADAS UTM: 593,4/4372,95 / COTA (m): 150 / CARTA MILITAR: 323.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina de filão / EXPOSIÇÃO: Oeste / PERÍODO
CRONOLÓGICO: Romano? / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Regular / USO DO SOLO:
Agrícola / AMEAÇAS: Agentes climáticos.
DESCRIÇÃO Situa-se na margem esquerda da ribeira de Canas, num declive de forte
inclinação. Trata-se de duas galerias de mineração, abertas paralelamente no xisto, e com
ligação interior entre ambas. Escavadas no sentido penetrante da encosta, atingem uma
profundidade na ordem dos 40 m. Algumas placas de xisto, provenientes de abatimen-
tos antigos, dificultam a circulação no seu interior. Próximo da entrada da lapa existem
antigos poços de mineração.
BIBLIOGRAFIA Azevedo, 1896, p. 306; Cardoso et al., 1987, p. 87.
N.0 258
CÓDIGO BL / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 08/08/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Buraca da Lameira / ACHADOR: Rogério de Carvalho.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Outeiro Fundeiro / FRE-
GUESIA: Belver / CONCELHO: Gavião / DISTRITO: Portalegre / ACESSO: Na estrada
Alvisquer-Outeiro Cimeiro, corta-se à direita, atravessa-se o Outeiro Fundeiro, para sul,
até às hortas.
COORDENADAS UTM: 594,35/4372,2 / COTA (m): 220 / CARTA MILITAR: 323.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina de filão / PERÍODO CRONOLÓGICO:
Romano? / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau / USO DO SOLO: Agrícola / AMEA-
ÇAS: Agricultura.
DESCRIÇÃO Mina formada por duas entradas abertas na escarpa de xisto, praticamente
dentro da povoação. Encontra-se muito entulhada, pelo que a sua penetração se faz com
grande dificuldade.
BIBLIOGRAFIA Cardoso et al., 1987, p. 88.
N.0 259
CÓDIGO GV / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 31/03/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Gavião.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Gavião / FREGUESIA:
Belver / CONCELHO: Gavião / DISTRITO: Portalegre / ACESSO: No centro da vila de
Gavião.
COORDENADAS UTM: 591,9/4369,3 / COTA (m): 286 / CARTA MILITAR: 333.0
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
248
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 98/1(123) / TIPO DE SÍTIO: Tesouro / PERÍODO
CRONOLÓGICO: Romano / ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Bom / USO DO SOLO:
Urbano.
DESCRIÇÃO Segundo informação da D. Isabel Maria de Andrade Rebelo Vaz Raposo,
apareciam moedas em vários pontos entre as igrejas da Senhora dos Remédios, Espírito
Santo e Matriz. De todas as que apareceram só se salvou um denário de prata. Junto do
Espírito Santo veêm-se dois silhares mas não se localizaram tégulas ou imbrices. Prova-
velmente, esta moeda fazia parte de um lote mais vasto e que deve ter constituído um
tesouro enterrado. Gavião estava no percurso de uma antiga via que vinha do Crato para
Belver. Denário de prata cunhado em Roma em 54 a.C. – Anverso: Cabeça de Diana
Planciana à dta. Reverso: Cabra à direita; atrás, aljava e arco; Legenda: CN. PLANCIVS
AED. CVR. S.C
ESPÓLIO Moedas de prata.
BIBLIOGRAFIA Raposo, Isabel, Carta enviada ao IPA em 4-3-98.
N.0 260
CÓDIGO RB / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 17/03/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Ribeira da Barrada / ACHADOR: Carlos Batata / DATA:
2000.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Monte do Vale de Entrudo
/ FREGUESIA: Belver / CONCELHO: Gavião / DISTRITO: Portalegre / ACESSO: Na
estrada Gavião-Abrantes, corta-se à direita passando pelo Monte da Represa, Monte do
Vale de Entrudo, em direcção ao Cadafaz. Situa-se à beira da estrada, do lado esquerdo.
COORDENADAS UTM: 558/369,4 / COTA (m): 190 / CARTA MILITAR: 332.
CARACTERIZAÇÃO TIPO DE SÍTIO: Mina a céu aberto / ÁREA: 0,5 ha / EXPOSIÇÃO:
Oeste / PERÍODO CRONOLÓGICO: Indeterminado / ESTADO DE CONSERVAÇÃO:
Regular / USO DO SOLO: Florestal / AMEAÇAS: Florestação.
DESCRIÇÃO Conheira de tamanho médio, semicircular, cujos despejos eram efectuados
para a ribeira da Barrada e deste para o Tejo. Pode ter sido lavado um volume de cerca de
100 000 m3 de areia e cascalho.
BIBLIOGRAFIA Inédito.
N.0 261
CÓDIGO BR / PROSPECÇÃO DE CAMPO: 17/04/2000.
IDENTIFICAÇÃO CORRENTE: Barragem da Represa.
LOCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA LUGAR MAIS PRÓXIMO: Monte da Represa / FRE-
GUESIA: Belver / CONCELHO: Gavião / DISTRITO: Portalegre / ACESSO: Na estrada
118, ao km 156, corta-se à direita para a Barragem de Belver. A barragem antiga situa-se
500 m à frente, do lado esquerdo, junto da ponte da antiga estrada.
COORDENADAS UTM: 586,55/368,2 / COTA (m): 100 / CARTA MILITAR: 332.
CARACTERIZAÇÃO PROCESSO(S): 98/1(123) / TIPO DE SÍTIO: Barragem / ÁREA:
174 000 m2 / PERÍODO CRONOLÓGICO: Romano? Moderno? / ESTADO DE CON-
SERVAÇÃO: Em Perigo / USO DO SOLO: Baldio / AMEAÇAS: Erosão fluvial.
anexo I
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DESCRIÇÃO Barragem constituída por dois muros paralelos, de alvenaria argamassada,
contrafortada interiormente. Tem a altura de 10,5 m e um comprimento de cerca de
78 m, sendo a espessura dos muros de 1,8 m no topo e 2,5 m na base; o aterro interior
contrafortado tem 6,3 m. Os muros são constituídos por xisto da região. Encontra-se des-
truída na vertical, junto ao leito da ribeira; recentemente, foi destruída a base da barra-
gem no leito da ribeira, devido às obras de rectificação da EN 118, ficando a base descalça.
O massame de base era constituído por argamassa e xisto. Numa acção conjunta do IPA
e do ICOR, foram colocados gabiões no leito da ribeira e consolidada a base do paredão.
Quintela et alli atribuem a sua origem aos Filipes, por comparação com outras existen-
tes em Espanha e devido ao aparelho ser diferente do empregue pelos romanos. Refe-
rem ainda a existência de um aqueduto que não confirmaram, nem foi possível confir-
mar devido ao denso matagal que existe na área da barragem.
BIBLIOGRAFIA Oleiro, 1942, p. 1, 4; Victória, 1952, p. 50-55; Almeida, 1976, p. 90; Quin-
tela et al., 1987, p. 108-113; Carta de Isabel Raposo ao IPA, 4-3-98; DGMN 18/4/2000.
IDADE DO FERRO E ROMANIZAÇÃO ENTRE OS RIOS ZÊZERE, TEJO E OCREZA
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