Escola basica de Teacane
Tema: Estudo da Raiz
Nampula,
02 de abril de 2025
Elementos do Grupo:
Issa Momade
Irondina
Isac
Ivan Remigio
Ivandra Alfredo
Ivanildo
Janete Chavier
Joselina
Leocadia Velasco
Levina Inacio
Liedson Loice
Trabalho de carácter avaliativo
na disciplina de Biologia, Turma
E 9ª classe, 31 de Abril de 2025.
Professor: Costa António Moreira
Escola basica de Teacane
Nampula,2024
Índice
Introdução..............................................................................................................................4
Definição................................................................................................................................5
principais características das raízes.......................................................................................5
Funçao da Raiz.......................................................................................................................5
Constituição............................................................................................................................6
Classificação das raízes..........................................................................................................7
[Link] a localização...........................................................................................................7
[Link] à consistência..........................................................................................................8
[Link] à forma....................................................................................................................9
Estrutura Primaria e secundaria da Raiz................................................................................9
Adaptaçao das raizes quanto as condiçoes do ambiente......................................................11
Importância das Raizes........................................................................................................12
Conclusão.............................................................................................................................13
Referências bibliográficas....................................................................................................14
Introdução
As raízes são estruturas fundamentais para a sobrevivência das plantas, desempenhando
funções essenciais como a absorção de água e nutrientes, a fixação no solo e o
armazenamento de substâncias. Além disso, apresentam grande diversidade, podendo se
adaptar a diferentes condições ambientais por meio de modificações estruturais. Este
trabalho tem como objetivo explorar a morfologia, a fisiologia, a classificação e a
importância das raízes, destacando sua relevância tanto para os ecossistemas quanto para a
agricultura e economia.
Definição
A raiz é um órgão vegetal fundamental para a sobrevivência das plantas, desempenhando
dois papéis vitais: a fixação e a nutrição. Como principal estrutura de ancoragem, ela
mantém a planta firme no substrato, seja no solo, em outras plantas (no caso de epífitas) ou
até em ambientes aquáticos. Paralelamente, atua como um eficiente sistema de absorção,
captando água e sais minerais essenciais - como nitrogênio, fósforo e potássio - que serão
transportados para todas as partes da planta através do xilema.
principais características das raízes.
As raízes possuem características essenciais para a sobrevivência das plantas:
Elas apresentam geotropismo positivo, crescendo em direção ao solo, e
não possuem clorofila.
Sua principal função é a absorção de água e nutrientes, realizada pelos pelos
radiculares, além de fixar a planta no solo e armazenar substâncias (como em raízes
tuberosas).
As raízes podem se ramificar extensivamente.
possuem zonas funcionais distintas e se adaptam ao ambiente, originando tipos
variados, como respiratórias e adventícias.
Funçao da Raiz
A raiz desempenha funções essenciais para a sobrevivência das plantas. Suas principais
funções são:
Fixação da planta ao solo – As raízes ancoram a planta, garantindo sua
estabilidade e sustentação.
Absorção de água e nutrientes – Através dos pelos radiculares, a raiz capta a água
e os sais minerais do solo, essenciais para o crescimento e metabolismo da planta.
Armazenamento de substâncias – Algumas raízes, como as tuberosas (cenoura,
mandioca), armazenam carboidratos e outros nutrientes para serem utilizados em
períodos de escassez.
Condução de seiva – A raiz transporta a seiva bruta (água e sais minerais) para o
caule e folhas, permitindo a fotossíntese e outras funções vitais.
Interação com microrganismos – Algumas raízes formam associações com
fungos (micorrizas) e bactérias fixadoras de nitrogênio (como em leguminosas),
melhorando a absorção de nutrientes.
Adaptação ao ambiente – Em algumas plantas, as raízes se modificam para
funções específicas, como raízes respiratórias em manguezais ou raízes sugadoras
em plantas parasitas.
Constituição
A raiz é constituída por diferentes regiões, cada uma com funções específicas. a raiz
apresenta as seguintes partes:
Figura 1: Constituição da Raiz; Fonte: [Link]
1. Colo – Região de transição entre a raiz e o caule. Marca o limite onde a raiz
termina e o caule começa.
2. Região Suberosa – Também chamada de zona de ramificação, é responsável pela
fixação da planta ao solo. Suas células já estão maduras e revestidas por súber
(cortiça), o que reduz a absorção de água.
3. Região Pilífera – Contém os pelos radiculares, que aumentam a superfície de
contato com o solo, facilitando a absorção de água e sais minerais.
4. Região Lisa – Também chamada de zona de crescimento ou alongamento, é onde
as células se multiplicam e aumentam de tamanho, permitindo o crescimento da
raiz.
5. Coifa – Estrutura localizada na extremidade da raiz, com função de proteção. Ela
impede danos mecânicos às células em crescimento e auxilia a raiz a penetrar no
solo.
Classificação das raízes
A classificação das raízes pode ser feita com base em diferentes critérios, como quanto ao
local, a consistência e a forma.
[Link] a localização
Raízes Aquáticas – São aquelas que se desenvolvem em ambientes alagados ou
submersos, como rios, lagos e pântanos. Essas raízes podem ser do tipo flutuante,
fixando-se na água sem contato direto com o solo, ou submersas, quando ancoradas
no fundo. Um exemplo é a vitória-régia (Victoria amazonica), cujas raízes
absorvem oxigênio e nutrientes diretamente da água. Algumas plantas aquáticas
também desenvolvem raízes pneumatóforas, que emergem para captar oxigênio em
solos alagados, como ocorre nos manguezais.
Figura 2exemplo de planta com Raiz aquatica
Raízes Terrestres – São as mais comuns e crescem diretamente no solo,
garantindo a fixação da planta e a absorção de água e nutrientes. Esse tipo de raiz
pode apresentar diferentes formas e funções, dependendo da espécie vegetal.
Árvores, arbustos e a maioria das herbáceas possuem raízes terrestres, como no
feijão (Phaseolus vulgaris) e na mangueira (Mangifera indica).
Figura 3exemplo de planta com Raiz Terrestre
Raízes Epífitas ou Aéreas – Encontradas em plantas que vivem sobre outras
plantas, sem causar danos ao hospedeiro. Essas raízes geralmente possuem
adaptações para captar umidade do ar e nutrientes acumulados em matéria orgânica.
Um exemplo clássico são as orquídeas, que desenvolvem raízes aéreas cobertas por
velame, uma estrutura que facilita a absorção de água e protege contra a
desidratação.
Figura 4exemplo de planta com Raiz Aéreas
[Link] à consistência:
Carnosas – Armazenam nutrientes, sendo espessas e suculentas (ex.: batata-doce e
cenoura).
Lenhosas – Duráveis e rígidas, como nas árvores.
Fibrosas – Finas e flexíveis, comuns em gramíneas.
[Link] à forma:
Axiais ou pivotantes – Possuem uma raiz principal bem desenvolvida, com
ramificações menores (ex.: feijão).
Fasciculadas – Formadas por várias raízes de mesmo tamanho, sem raiz principal
(ex.: milho).
Tuberosas – Armazenam reservas nutritivas e apresentam formato engrossado (ex.:
mandioca).
Estrutura Primaria e secundaria da Raiz
As raízes possuem dois tipos de crescimento, primário e secundário. A estrutura primária
tem origem no meristema apical, que é encarregado de fazer diferenciação dos tecidos
primários da raiz (protoderme, meristema fundamental e procâmbio). Já a estrutura
secundaria é resultado da ação do meristema lateral (felogênio e câmbio).
Estrutura Primaria:
Meristemas Primários e Tecidos
Protoderme → Origina a epiderme (tecido dérmico).
Meristema fundamental → Forma o córtex (tecido fundamental).
Procâmbio → Dá origem ao cilindro vascular (tecido vascular).
2. Coifa
Estrutura protetora no ápice da raiz, composta por células parenquimáticas vivas.
Secretam mucilagem para facilitar a penetração no solo.
Células da periferia são constantemente eliminadas e repostas.
3. Epiderme
Camada unisseriada de células vivas com paredes primárias.
Possui pelos absorventes (aumentam a superfície de absorção de água e nutrientes).
4. Córtex
Região entre a epiderme e o cilindro vascular, com células parenquimáticas e
espaços intercelulares.
o Endoderme (camada mais interna): células com estrias de
Caspary (espessamento de suberina) que controlam a entrada de água no
cilindro vascular.
Em raízes sem crescimento secundário, a endoderme pode
apresentar espessamento em forma de U.
o Exoderme (camada externa): presente em algumas raízes, com células
estratificadas.
5. Cilindro Vascular
Formado a partir do procâmbio, contendo:
o Periciclo: camada externa do cilindro, responsável pela formação de raízes
laterais (endógenas).
Em raízes com crescimento secundário, origina o felogênio.
Em raízes sem crescimento secundário, pode se tornar esclerificado.
o Xilema e floema: dispostos de forma diferente dos caules.
Xilema: forma arcos (diarcos, triarcos, etc., dependendo da espécie).
Floema: localizado entre os arcos do xilema.
Maturação centrípeta (exarca): protoxilema na periferia, metaxilema
no centro.
6. Raízes Laterais
Surgem a partir do periciclo (origem endógena), próximas ao meristema apical.
Diferenciação entre Monocotiledôneas e Eudicotiledôneas
O número de arcos do xilema varia (poliarcas em monocotiledôneas, menos arcos
em eudicotiledôneas).
Estrutura Secundaria
1. Formação do Câmbio Vascular
o Surge a partir do procâmbio, inicialmente em faixas (diarcas, tetrarcas,
etc.).
o Células do periciclo também se dividem, fazendo o câmbio se tornar um
cilindro contínuo ao redor do xilema.
o O xilema secundário se forma, empurrando o câmbio para fora até que ele
adquira um formato circular.
2. Formação da Periderme
o O felogênio (meristema secundário) origina-se de células externas ao
periciclo.
o Por divisões celulares, produz súber (cortiça) para proteção.
o A periderme substitui a epiderme em raízes com crescimento secundário.
Adaptaçao das raizes quanto as condiçoes do ambiente
As raízes apresentam diversas adaptações para sobreviver em diferentes condições
ambientais. Em solos alagados, as raízes respiratórias (pneumatóforos) captam oxigênio
diretamente do ar, como nos manguezais. Já as raízes suporte fornecem estabilidade extra
em solos instáveis, como no milho. As raízes aéreas, comuns em epífitas como orquídeas,
absorvem umidade do ar. Para armazenamento de nutrientes, há as raízes tuberosas, como
as da cenoura e mandioca. Algumas plantas parasitas possuem raízes haustórias, que
retiram seiva de hospedeiros, como o cipó-chumbo. Por fim, as raízes contráteis ajudam a
fixar plantas bulbosas no solo. Essas adaptações garantem a sobrevivência e o
desenvolvimento das plantas em diversos ambientes.
Importância das Raizes
As raízes são essenciais para as plantas, garantindo absorção de água e nutrientes, fixação
no solo e armazenamento de substâncias. Algumas possuem funções especiais, como
captação de oxigênio em solos alagados ou parasitismo. Além de sua importância
ecológica, ajudam a prevenir a erosão e têm valor econômico, sendo fundamentais na
agricultura e na alimentação, como ocorre com mandioca e cenoura.
Conclusão
O estudo das raízes permite compreender sua importância vital para as plantas e para o
equilíbrio ambiental. Além de garantir suporte, nutrição e armazenamento de energia, as
raízes desempenham papéis específicos em diferentes ecossistemas, adaptando-se a
variadas condições ambientais. Sua relevância econômica, especialmente no cultivo de
alimentos e na conservação do solo, reforça a necessidade de pesquisas contínuas sobre
essas estruturas. Assim, o conhecimento sobre as raízes não só amplia a compreensão da
botânica, mas também contribui para avanços na agricultura e na sustentabilidade
ambiental.
Referências bibliográficas
Gonçalves, E. G., & Lorenzi, H. (2011). Morfologia vegetal: Organografia e
dicionário ilustrado de morfologia das plantas vasculares. Instituto Plantarum.
Alfredo Cossa, www. [Link]/AlfredoCossa2/estrutura-secundaria-da-raiz;
visitado em 01 de abril de 2025