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Tudo Sobre Traumatismos PDF

Os traumatismos são a terceira causa de morte no mundo, afetando principalmente a população jovem e resultando em sofrimento humano e prejuízo financeiro. O documento detalha a subclassificação dos traumas, a cinemática do trauma e os procedimentos de atendimento pré-hospitalar, enfatizando a importância da avaliação inicial e das intervenções para reduzir a mortalidade. Além disso, aborda os tipos de traumas das extremidades, como fraturas, contusões, entorses e luxações, e suas respectivas primeiras medidas de socorro.

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Aline Nilda
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Tudo Sobre Traumatismos PDF

Os traumatismos são a terceira causa de morte no mundo, afetando principalmente a população jovem e resultando em sofrimento humano e prejuízo financeiro. O documento detalha a subclassificação dos traumas, a cinemática do trauma e os procedimentos de atendimento pré-hospitalar, enfatizando a importância da avaliação inicial e das intervenções para reduzir a mortalidade. Além disso, aborda os tipos de traumas das extremidades, como fraturas, contusões, entorses e luxações, e suas respectivas primeiras medidas de socorro.

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TRAUMATISMOS

PROF°: ALINE RIBEIRO


TRAUMATISMOS
 terceira causa de morte no mundo,
perdendo apenas para as doenças
cardiovasculares e o câncer.
 trauma atinge uma população jovem e em
fase produtiva.

 Consequência: sofrimento humano e


prejuízo financeiro.
TRAUMATISMOS
O trauma é um evento nocivo
decorrente da liberação de formas
físicas de energia;

 A energia mecânica é uma das causas


mais comuns de lesões, encontradas nas
colisões de veículos automotores.
SUBCLASSIFICAÇÃO TRAUMAS
 Intencional: quando há a intenção de
ferir alguém ou a si próprio;

 não intencional: quando as lesões são


desenvolvidas devido a um determinado
evento, como queda, afogamento,
queimadura, colisão de veículos, entre
outros.
SUBCLASSIFICAÇÃO
Essa subclassificação é importante para
que medidas possam ser criadas e
aplicadas nos ambientes e
populações de risco com o objetivo
de diminuir a mortalidade e a
morbidade provocada pelo trauma.
SUBCLASSIFICAÇÃO-
Traumas de partes moles e órgãos
internos
 feridas fechadas: há um ferimento
interno mas a pele se mantém íntegra.
A maiori
 a dessas feridas apresenta contusões, ou
seja, o sangue flui entre os tecidos
causando uma coloração azulada
(hematoma) ou amarelada (equimose).
SUBCLASSIFICAÇÃO-
Traumas de partes moles e órgãos
internos
 feridas abertas a pele não fica íntegra e
pode atingir outras estruturas anatômicas.
Ex: desde simples arranhões cortes com
diferentes características (bordas regulares),
laceração (cortes irregulares), perfurações
(causadas muitas vezes por armas),
amputações (perda de parte do corpo),
ferimentos por esmagamento e queimaduras.
SUBCLASSIFICAÇÃO-
Traumas de partes moles e órgãos
internos
feridas abertas
 Alguns ferimentos têm menor prioridade
de atendimento por não colocarem o
cliente em risco de vida, mas devem ser
limpos e protegidos por curativos.
CINEMÁTICA DO TRAUMA
 Princípios que envolvem a energia física
presente no momento do trauma;

 Orienta as equipes que prestam atendimento


pré-hospitalar ou hospitalar, para que possam
dimensionar as possíveis lesões e a
gravidade provocadas pela
transferência de energia.
CINEMÁTICA DO TRAUMA
“Caiu de que altura?
“O solo era de terra, grama ou concreto?”
“Há quanto tempo?”

É importante, na admissão do cliente na urgência e


emergência, buscar o máximo de informações
sobre o mecanismo do trauma.
CINEMÁTICA DO TRAUMA
CINEMÁTICA DO TRAUMA
ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR AO
TRAUMA
 1º garantir a segurança da equipe;

 2º avaliação da vítima -buscar por


lesões que comprometam sua vida;

 3º avaliação de situações que possam


comprometer algum membro.
ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR AO
TRAUMA

Nos atendimentos de vítimas de trauma,


a gravidade frequentemente está
associada à dificuldade respiratória
e a perfusão inadequada devido aos
sangramentos expressivos.
ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR AO
TRAUMA
 manter a via aérea desobstruída;
 oferecer oxigênio;
 fazer contenção de sangramentos externos;
 iniciar reposição volêmica.

Intervenções que contribuem para manter a


condição hemodinâmica necessária à
sobrevivência até a chegada deste cliente em um
centro de trauma.
3 MOMENTOS DOS ÓBITOS NO TRAUMAS
 1ª FASE: as mortes acontecem nos primeiros minutos até
uma hora após o evento, devido a lesões muito graves e
irreversíveis.

 2ª FASE: as mortes acontecem nas primeiras horas após o


evento. Neste caso, o APH e o atendimento hospitalar de
qualidade beneficiam essas vítimas.

 3ª FASE: as mortes acontecem em dias ou até


semanas, em decorrência da falência de múltiplos órgãos e
pelo desenvolvimento de quadros infecciosos.
Diminuição da
mortalidade e das
sequelas provocadas
pelo trauma depende
do conhecimento da
cinemática, associado
à identificação das
lesões por meio do
exame primário e o
emprego de condutas
assertivas.
AVALIAÇÃO DA PESSOA COM TRAUMA

 ABCDE do trauma
A (Airway): Vias aéreas e controle da coluna cervical;
B (Breathing): Respiração e Ventilação;
C (Circulation): Circulação com controle de hemorragia;
D (Disability): Exame neurológico sumário;
E (Exposure): Exposição com controle da hipotermia
ABCDE DO TRAUMA
 A – VIAS AÉREAS COM CONTROLE DA COLUNA
CERVICAL
 Principais causas de obstrução de vias aéreas:
– Queda da língua em pacientes inconscientes;
– Presença de corpos estranhos, sangue e restos alimentares;
– Faturas de face;
– Traumas cervicais;
– ruptura da laringe e traqueia.
ABCDE DO TRAUMA
 A – VIAS AÉREAS COM CONTROLE DA COLUNA CERVICAL
 Prioritária no trauma.
 A maneira mais simples de identificar: resposta verbal da vítima.
 Sinais como agitação, cianose ou respiração ruidosa.
 colocação do colar cervical na vítima.
O poli traumatizado, até provem o contrário, é portador de
lesões de coluna cervical.
ABCDE DO TRAUMA
 A – VIAS AÉREAS COM CONTROLE DA COLUNA CERVICAL
 O doente pode falar ou respirar livremente?
 Se VIA AÉREA obstruída:
– elevação do queixo/subluxação da mandíbula (a língua
está presa à mandíbula)
– aspiração (se disponível)
– tubo orofaríngeo/nasofaríngeo
– intubação.
 Manter o pescoço imobilizado em posição neutra
ABCDE DO TRAUMA
 B – RESPIRAÇÃO E VENTILAÇÃO

 A ventilação pode estar prejudicada tanto por obstrução das


vias aéreas, como por alterações da mecânica ventilatória ou
por depressão do sistema nervoso central.
ABCDE DO TRAUMA
 B – RESPIRAÇÃO E VENTILAÇÃO
 Formas de diagnosticar problemas de ventilação:
– Observe as incursões torácicas procurando movimentos
simétricos de inspiração e expiração.
– Ausculte ambos os hemitórax.
– Frequência respiratória elevada pode indicar falta ar;
– Oxímetro de pulso pode ser um bom aliado
ABCDE DO TRAUMA
 B – RESPIRAÇÃO E VENTILAÇÃO
 Se respiração inadequada:
– descompressão e drenagem de pneumotórax/hemotórax sob
tensão
– encerramento de ferida aberta do tórax
– ventilação artificial
 Administrar oxigênio se disponível.

A reavaliação do ABC deve ser efetuada se o doente está


instável
ABCDE DO TRAUMA
C – CIRCULAÇÃO COM CONTROLE DE
HEMORRAGIA
 Tão importante quanto o diagnóstico do choque
hipovolêmico é a determinação do ponto de
sangramento.
 Após a localização da hemorragia medidas de
contenção devem ser tomadas.
ABCDE DO TRAUMA
 C – CIRCULAÇÃO COM CONTROLE DE HEMORRAGIA

 Se inadequada, os passos a considerar são os seguintes:


– parar a hemorragia externa;
– estabelecer 2 linhas venosas (cânulas 14-16G) se
possível;
– administrar fluidos se disponíveis.
ABCDE DO TRAUMA

 D – EXAME NEUROLÓGICO
 Uma rápida avaliação do estado neurológico deve
determinar o nível de consciência e a
reatividade pupilar do traumatizado.
 O rebaixamento do nível de consciência é indicativo
de diminuição da oxigenação, lesão direta do
encéfalo ou uso de drogas e/ou álcool.
ABCDE DO TRAUMA

 D – EXAME NEUROLÓGICO
 Na avaliação inicial, utiliza-se o método AVDI.
A – Alerta;
V – Resposta ao estímulo verbal;
D – Responde ao estímulo doloroso;
I – Irresponsivo aos estímulos.
Após, classificação segundo Escala de Glasgow
ABCDE DO TRAUMA
D – EXAME NEUROLÓGICO
ABCDE DO TRAUMA
 E – EXPOSIÇÃO DO PACIENTE COM CONTROLE DA
HIPOTERMIA
 O paciente traumatizado deve ser completamente
despido para facilitar o exame completo e a determinação de
lesões que podem comprometer a sua vida.
 Para se evitar movimentos e eventual mobilização de faturas
ou luxações, as vestes devem ser cortadas antes da
remoção.
ABCDE DO TRAUMA

E – EXPOSIÇÃO DO PACIENTE COM


CONTROLE DA HIPOTERMIA
 A proteção do paciente contra hipotermia é de
suma importância, pois cerca de 43% dos pacientes
desenvolvem este tipo de alteração durante a fase de
atendimento inicial.

 traumatizado deve ser protegido contra o frio


através de cobertores aquecidos e infusão de
líquidos também aquecidos.
ABCDE DO TRAUMA
 E – EXPOSIÇÃO DO PACIENTE COM CONTROLE DA
HIPOTERMIA
• Exposição
 Despir o doente e procurar as lesões.
 Esta avaliação primária não deve demorar mais que 2-5
minutos.
 O tratamento simultâneo das lesões pode ocorrer
quando existem mais do que uma lesão potencialmente
mortal.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES

a) Fratura
b) Contusão
c) Entorse/distensão
d) Luxação
TRAUMA DAS EXTREMIDADES

a) Fratura
É o rompimento parcial ou total de
um osso. Pode lesar outras
estruturas vizinhas, como nervos,
vasos sangüíneos, músculos,
articulações e tendões
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
a) Fratura
Causas são diversas;
Podem estar presentes nas vítimas de
acidentes de trânsito, trabalho,
esportivos, quedas e esforço físico
realizado de forma incorreta.
A osteoporose facilita a fratura e, algumas
vezes, provocará fratura espontânea
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
a) Fratura: tipos
Exposta: a superfície fraturada
comunica-se com o meio exterior
através de um rompimento da pele.
 Fechada: não apresenta rompimento
da pele sobre o osso fraturado; é mais
difícil de ser identificada.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
a) Fratura
Em ambas, é
realizado diagnóstico
por imagem – a
radiografia auxilia
na confirmação da
fratura fechada
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
a) Fratura: sinais e sintomas
 dor que piora com a palpação ou movimentação
 edema,
 hematoma,
 Perda da função,
 deformidade do segmento afetado,
 sentir, na palpação, o atrito das superfícies
fraturadas.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
a) Fratura: sinais e sintomas
 A compressão ou lesão de nervos e artérias pode
provocar paralisia, paresia e isquemia do membro
fraturado
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
a) Fratura: primeiros socorros
 movimentar o mínimo possível o membro
afetado;
 verificar a presença de outras lesões (exemplo:
hemorragia, trauma craniano e outros);
 não remover o cliente antes de imobilizar a área
afetada;
 não tentar recolocar a articulação ou o osso para
seu local correto
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
a) Fratura: técnicas de imobilização
Necessário material: talas próprias ou
improvisadas (com jornais, revistas,
almofadas e tiras de pano).
A técnica de imobilização varia de
acordo com o tipo de fratura.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
a) Fratura: técnicas de imobilização
Na fratura fechada:
 apoiar o membro fraturado na tala e
fixá-lo com tiras de pano ou ataduras,
sem apertar muito.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
a) Fratura: técnicas de imobilização
Na fratura exposta:
proteger o ferimento com gaze ou pano
limpo;
Imobilizar o membro, mantendo-o na
posição em que se encontra.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
Fratura: técnicas de imobilização
Antes e após a imobilização, observar as
extremidades quanto à cor, temperatura
e presença de pulso.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
a) Fratura: técnicas de imobilização
No ambiente hospitalar, o osso fraturado
é alinhado pela redução incruenta ou
cruenta e imobilizado por aparelho
gessado, associado ou não à tração
cutânea ou esquelética
TRAUMA MEMBROS
 Fratura: perda ou ruptura da continuidade de um
osso. Em outras palavras, o osso "quebra", podendo dividir-se
em dois ou mais fragmentos.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
b) Contusão
É a lesão das partes
moles, provocada por
batida, sem solução
de continuidade da
pele.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
 Contusão: é o resultado de um golpe, uma pancada.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
b) Contusão: sintomas
dor local,
edema,
Hematoma,
equimose.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
b) Contusão: primeiros socorros
elevação e não-movimentação da parte
afetada,
aplicação de compressas frias ou bolsa de
gelo por 48 horas e, em seguida,
aplicação de calor para auxiliar na
reabsorção de líquidos extravasados.
 bandagem compressiva.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
c) Entorse/distensão
é o estiramento dos ligamento
adjacentes a uma articulação e a
distensão refere-se ao estiramento dos
músculos.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
 Entorse: perda momentânea da congruência (coesão)
articular, provocada por uma distensão excessiva das estruturas
que estabilizam a articulação, como os ligamentos, por
exemplo.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
c) Entorse/distensão
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
c) Entorse/distensão
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
c) Entorse/distensão:
sintoma
dor local,
 dificuldade de
movimentação,
 edema
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
c) Entorse/distensão: primeiros
socorros
a parte afetada é mantida elevada e em
repouso,
 compressas frias ou bolsa de gelo por 48
horas e, após, aplicação de calor.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
c) Entorse/distensão: primeiros
socorros
Dependendo da extensão e gravidade, é
necessário imobilizar o membro ou,
ainda, encaminhar o cliente para cirurgia
- como nos casos de ruptura de
ligamentos e lacerações.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
d) Luxação
É o deslocamento
das superfícies
articulares entre os
ossos e lesão das
partes moles.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
 Luxação: perda total do contato entre os ossos de uma
articulação, causada pelo deslocamento de um dos ossos,
podendo provocar graves lesões nos ligamentos.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
d) Luxação: sintomas
dor intensa,
perda das funções,
 deformidade
 edema progressivo.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
d) Luxação: primeiros socorros
imobilização provisória da parte afetada;
 tratamento médico - que inclui redução
da luxação e imobilização com gesso.
TRAUMAS ABDOMINAIS
 O abdome é freqüentemente lesado tanto após
traumatismos fechados como abertos, 25% das
vítimas necessitam de exploração abdominal.
TRAUMAS ABDOMINAIS
 Principal causa de morte nas primeiras
horas pós-trauma: choque
hipovolêmico.
 Segunda causa: sepse.
 Paciente com traumatismo abdominal:
deve ser considerado politraumatizado
grave ou potencialmente grave.
TRAUMAS ABDOMINAIS
 Trauma aberto: Tem
solução de continuidade da
pele , secundários a arma
de fogo ou arma branca.

 Penetrante: Com ou sem


lesão interna.

 Não penetrante: Não


atinge o peritônio.
TRAUMAS ABDOMINAIS
 Trauma aberto:
 Correspondem a 10-
20% dos Casos.
 Principais Causas:
Arma Branca; Arma de
Fogo; Acidentes de
Trabalho.
 Órgãos Acometidos:
Int. Delgado (20-50%);
Fígado (24%); Baço
(14%).
TRAUMAS ABDOMINAIS
 Trauma fechado :
Mecanismo indireto de lesão
são secundários a
acidentes com veículos
automotores,
motocicletas,quedas,
agressões, e
atropelamento.

 Lesão pode ser de víscera,


vasos sangüíneos,
nervos,músculos, e ossos.
TRAUMAS ABDOMINAIS
 Manifestações Clínicas:
 Dor Abdominal no local do trauma ou difusa;
 Choque Hipovolêmico;
 Rigidez de parede – abdome em tábua;
 Irritação Peritoneal;
 Sangramento Digestivo;
 Fraturas de costelas inferiores;
 Equimose de parede abdominal;
 Ferimentos na parede abdominal,dorso e tórax;
 Sangramento pela uretra,vagina ou reto.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM
TRAUMAS ABDOMINAIS
 Administração de oxigênio em alto fluxo;
 Elevação de MMII (posição de choque, posição supina);
 Aquecer vítima, evitando hipotermia;
 Controle de hemorragias externas;
 Puncionar dois acessos venosos de grosso calibre(Abocath 14 ou 16);
 Infundir líquido aquecido (Ringer ou SF);
 Realizar SVD se não for contra-indicado;
 Realizar SNG aberta;
 Realizar anti-sepsia abdominal para punção abdominal (procedimento
médico);
 Cobrir as vísceras com compressas estéreis e úmidas, e mantê-las umedecidas.
TRAUMAS CRANIOENCEFÁLICO
 É considerado como causa
comum de morte e
incapacidades
• Mais frequente entre os 2 a
42 anos de idade, mais
predominante no sexo
masculino;
• O TCE é o principal
determinante de óbito e
sequelas em
politraumatizados;
TRAUMAS CRANIOENCEFÁLICO
 Qualquer agressão que acarreta lesão
anatômica ou comprometimento
funcional do couro cabeludo, crânio,
meninges ou encéfalo.

 CLASSIFICAÇÃO
 Leve (GLASGOW 13 a 15);
 Moderada (GLASGOW 09 a 12);
Grave (GLASGOW 03 a 08).
TRAUMAS CRANIOENCEFÁLICO

 ACHADOS CLÍNICOS
DO TCE
 Hematomas da cabeça;
 Ferimento couro cabeludo;
 Saída de sangue pelo ouvido
ou nariz;
 Hematoma ao redor do olho
ou atrás da orelha.
TRAUMAS CRANIOENCEFÁLICO
 No TCE o fluxo sanguíneo
cerebral está reduzido,
principalmente nas
primeiras 12 horas pós
trauma;
 Altamente vulnerável à
eventos isquêmicos –
Queda na pressão de
perfusão cerebral nas
primeiras 24 horas;
TRAUMAS CRANIOENCEFÁLICO
Lesão cerebral
 Primária – Irreversível e a primeira a ocorrer.
Lesão direta do tecido cerebral (penetrante) ou
Lesão fechada (ruptura do tecido cerebral ou das
estruturas vasculares);

 Secundária – Se estende a partir da lesão


primária (Hematomas; edema; hidrocefalia; resposta
inflamatória cerebral) ou alterações sistêmicas
(Hipotensão; hipóxia; febre) – Natureza isquêmica.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO
TRAUMAS CRANIOENCEFÁLICO
• Atendimento inicial - Reanimação e
estabilização das funções ventilatória e
hemodinâmica;
• Levantamento do histórico - história de saúde
imediata, mecanismo do trauma e tipo de
acidente ocorrido;
• Avaliação sobre inconsciência ou amnésia
depois do traumatismo e tempo de duração para
determinar comprometimento cerebral
TRAUMAS CRANIOENCEFÁLICO
MORTE ENCEFÁLICA
 morte do cérebro, incluindo tronco cerebral que
desempenha funções vitais como o controle da
respiração.

 a parada cardíaca é inevitável.

 Embora ainda haja batimentos cardíacos, a pessoa com


morte cerebral não pode respirar sem os aparelhos e o
coração não baterá por mais de algumas poucas horas.
TRAUMAS CRANIOENCEFÁLICO
MORTE ENCEFÁLICA
 Condição final, irreversível, definitiva de cessação
das atividades do Tronco Cerebral e do
Cérebro.
 É uma lesão irrecuperável e irreversível do
cérebro após traumatismo craniano grave, tumor
intracraniano ou derrame cerebral.
TRAUMAS CRANIOENCEFÁLICO
TRAUMA RAQUIMEDULAR
 As lesões de coluna vertebral são
provocadas com maior freqüência pelos
acidentes automobilísticos e/ou quedas e
acidentes em piscina.
 manipulação inadequada do cliente com
fratura vertebral durante o atendimento de
primeiros socorros, remoção e/ou
transporte.
TRAUMA RAQUIMEDULAR
 Sintomas
compressão ou secção da medula.
 no cliente consciente: dor no local do
trauma, perda de sensibilidade ou paralisia
abaixo do nível da lesão;
 no cliente inconsciente: perda de reflexo
com flacidez (principalmente perda do controle
vesical e intestinal), respiração diafragmática,
hipotensão com bradicardia.
TRAUMA RAQUIMEDULAR
 Primeiros Socorros
 Imobilização e alinhamento da coluna
vertebral e, em especial, do segmento
cervical.
 O cliente deve ser mantido deitado em
decúbito dorsal e movimentado como um
bloco único quando de seu transporte do
local do acidente para a maca.
TRAUMA RAQUIMEDULAR
 Primeiros Socorros
 As pessoas com suspeita de trauma de coluna
vertebral devem ser encaminhadas para uma
instituição que possua adequados recursos de saúde, a
fim de receber tratamento definitivo:
administração de soluções e medicações,
controle da respiração em vista do perigo de
parada respiratória, tração intracraniana,
imobilização com aparelho gessado do tipo
Minerva e, caso necessário, cirurgia
corretiva.
TRAUMA TORÁCICO
 Classificação
 Aberto: são, a grosso
modo, os ferimentos.
 Os mais comuns são
os causados por
arma branca (FAB)
e os por arma de
fogo (FAF).
TRAUMA TORÁCICO
 Classificação
 Fechado: são as
contusões.
 O tipo mais comum
dessa categoria de
trauma é
representado pelos
acidentes
automobilísticos.
TRAUMA TORÁCICO
• Quanto ao agente causal
· FAF
· FAB
· Acidentes Automibilísticos
• Quanto à manifestação clínica
· Pneumotórax
· Hemotórax
· Tamponamento cardíaco
· Contusão pulmonar
· Lesão de grandes vasos (aorta, artéria pulmonar, vv cavas)
TRAUMA TORÁCICO
 Morte imediata (dentro de segundos a minutos)
 Lesões cardíacas e de grandes vasos Lesões cardíacas e
de grandes vasos

 Morte precoce ( dentro de minutos a horas)


Obstrução das vias aéreas; Pneumotórax hipertensivo; Contusão
pulmonar ;Tamponamento cardíaco

 Morte tardia ( dentro de dias a semanas)


Complicações pulmonares; Sepsis; Lesões não diagnosticadas
ALGUNS CONCEITO TRAUMA
 Abrasão, escoriação :
Perda apenas da camada mais
superficial da pele (epiderme)
provocada habitualmente por
fricção.
 Amputação: Perda de um
órgão ou parte de órgão.

 Avulsão: Ferida
caracterizada pela perda de
tecidos.
ALGUNS CONCEITO TRAUMA

 Concussão: Lesão
provocada na massa
cerebral pela absorção da
energia da força externa;

 Laceração: ferida
irregular ou acompanhada
de destruição dos bordos.
MULTIPLAS VÍTIMAS
MÉTODO S.T.A.R.T
 Cor Vermelha: estado crítico e necessitam
tratamento e transporte imediato.
 Cor Amarela: podem aguardar pelo transporte.
 Cor Verde: não requerem atenção imediata.
 Cor Preta: significa sem prioridade (morte
clínica/óbvia)

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