TRAUMATISMOS
PROF°: ALINE RIBEIRO
TRAUMATISMOS
terceira causa de morte no mundo,
perdendo apenas para as doenças
cardiovasculares e o câncer.
trauma atinge uma população jovem e em
fase produtiva.
Consequência: sofrimento humano e
prejuízo financeiro.
TRAUMATISMOS
O trauma é um evento nocivo
decorrente da liberação de formas
físicas de energia;
A energia mecânica é uma das causas
mais comuns de lesões, encontradas nas
colisões de veículos automotores.
SUBCLASSIFICAÇÃO TRAUMAS
Intencional: quando há a intenção de
ferir alguém ou a si próprio;
não intencional: quando as lesões são
desenvolvidas devido a um determinado
evento, como queda, afogamento,
queimadura, colisão de veículos, entre
outros.
SUBCLASSIFICAÇÃO
Essa subclassificação é importante para
que medidas possam ser criadas e
aplicadas nos ambientes e
populações de risco com o objetivo
de diminuir a mortalidade e a
morbidade provocada pelo trauma.
SUBCLASSIFICAÇÃO-
Traumas de partes moles e órgãos
internos
feridas fechadas: há um ferimento
interno mas a pele se mantém íntegra.
A maiori
a dessas feridas apresenta contusões, ou
seja, o sangue flui entre os tecidos
causando uma coloração azulada
(hematoma) ou amarelada (equimose).
SUBCLASSIFICAÇÃO-
Traumas de partes moles e órgãos
internos
feridas abertas a pele não fica íntegra e
pode atingir outras estruturas anatômicas.
Ex: desde simples arranhões cortes com
diferentes características (bordas regulares),
laceração (cortes irregulares), perfurações
(causadas muitas vezes por armas),
amputações (perda de parte do corpo),
ferimentos por esmagamento e queimaduras.
SUBCLASSIFICAÇÃO-
Traumas de partes moles e órgãos
internos
feridas abertas
Alguns ferimentos têm menor prioridade
de atendimento por não colocarem o
cliente em risco de vida, mas devem ser
limpos e protegidos por curativos.
CINEMÁTICA DO TRAUMA
Princípios que envolvem a energia física
presente no momento do trauma;
Orienta as equipes que prestam atendimento
pré-hospitalar ou hospitalar, para que possam
dimensionar as possíveis lesões e a
gravidade provocadas pela
transferência de energia.
CINEMÁTICA DO TRAUMA
“Caiu de que altura?
“O solo era de terra, grama ou concreto?”
“Há quanto tempo?”
É importante, na admissão do cliente na urgência e
emergência, buscar o máximo de informações
sobre o mecanismo do trauma.
CINEMÁTICA DO TRAUMA
CINEMÁTICA DO TRAUMA
ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR AO
TRAUMA
1º garantir a segurança da equipe;
2º avaliação da vítima -buscar por
lesões que comprometam sua vida;
3º avaliação de situações que possam
comprometer algum membro.
ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR AO
TRAUMA
Nos atendimentos de vítimas de trauma,
a gravidade frequentemente está
associada à dificuldade respiratória
e a perfusão inadequada devido aos
sangramentos expressivos.
ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR AO
TRAUMA
manter a via aérea desobstruída;
oferecer oxigênio;
fazer contenção de sangramentos externos;
iniciar reposição volêmica.
Intervenções que contribuem para manter a
condição hemodinâmica necessária à
sobrevivência até a chegada deste cliente em um
centro de trauma.
3 MOMENTOS DOS ÓBITOS NO TRAUMAS
1ª FASE: as mortes acontecem nos primeiros minutos até
uma hora após o evento, devido a lesões muito graves e
irreversíveis.
2ª FASE: as mortes acontecem nas primeiras horas após o
evento. Neste caso, o APH e o atendimento hospitalar de
qualidade beneficiam essas vítimas.
3ª FASE: as mortes acontecem em dias ou até
semanas, em decorrência da falência de múltiplos órgãos e
pelo desenvolvimento de quadros infecciosos.
Diminuição da
mortalidade e das
sequelas provocadas
pelo trauma depende
do conhecimento da
cinemática, associado
à identificação das
lesões por meio do
exame primário e o
emprego de condutas
assertivas.
AVALIAÇÃO DA PESSOA COM TRAUMA
ABCDE do trauma
A (Airway): Vias aéreas e controle da coluna cervical;
B (Breathing): Respiração e Ventilação;
C (Circulation): Circulação com controle de hemorragia;
D (Disability): Exame neurológico sumário;
E (Exposure): Exposição com controle da hipotermia
ABCDE DO TRAUMA
A – VIAS AÉREAS COM CONTROLE DA COLUNA
CERVICAL
Principais causas de obstrução de vias aéreas:
– Queda da língua em pacientes inconscientes;
– Presença de corpos estranhos, sangue e restos alimentares;
– Faturas de face;
– Traumas cervicais;
– ruptura da laringe e traqueia.
ABCDE DO TRAUMA
A – VIAS AÉREAS COM CONTROLE DA COLUNA CERVICAL
Prioritária no trauma.
A maneira mais simples de identificar: resposta verbal da vítima.
Sinais como agitação, cianose ou respiração ruidosa.
colocação do colar cervical na vítima.
O poli traumatizado, até provem o contrário, é portador de
lesões de coluna cervical.
ABCDE DO TRAUMA
A – VIAS AÉREAS COM CONTROLE DA COLUNA CERVICAL
O doente pode falar ou respirar livremente?
Se VIA AÉREA obstruída:
– elevação do queixo/subluxação da mandíbula (a língua
está presa à mandíbula)
– aspiração (se disponível)
– tubo orofaríngeo/nasofaríngeo
– intubação.
Manter o pescoço imobilizado em posição neutra
ABCDE DO TRAUMA
B – RESPIRAÇÃO E VENTILAÇÃO
A ventilação pode estar prejudicada tanto por obstrução das
vias aéreas, como por alterações da mecânica ventilatória ou
por depressão do sistema nervoso central.
ABCDE DO TRAUMA
B – RESPIRAÇÃO E VENTILAÇÃO
Formas de diagnosticar problemas de ventilação:
– Observe as incursões torácicas procurando movimentos
simétricos de inspiração e expiração.
– Ausculte ambos os hemitórax.
– Frequência respiratória elevada pode indicar falta ar;
– Oxímetro de pulso pode ser um bom aliado
ABCDE DO TRAUMA
B – RESPIRAÇÃO E VENTILAÇÃO
Se respiração inadequada:
– descompressão e drenagem de pneumotórax/hemotórax sob
tensão
– encerramento de ferida aberta do tórax
– ventilação artificial
Administrar oxigênio se disponível.
A reavaliação do ABC deve ser efetuada se o doente está
instável
ABCDE DO TRAUMA
C – CIRCULAÇÃO COM CONTROLE DE
HEMORRAGIA
Tão importante quanto o diagnóstico do choque
hipovolêmico é a determinação do ponto de
sangramento.
Após a localização da hemorragia medidas de
contenção devem ser tomadas.
ABCDE DO TRAUMA
C – CIRCULAÇÃO COM CONTROLE DE HEMORRAGIA
Se inadequada, os passos a considerar são os seguintes:
– parar a hemorragia externa;
– estabelecer 2 linhas venosas (cânulas 14-16G) se
possível;
– administrar fluidos se disponíveis.
ABCDE DO TRAUMA
D – EXAME NEUROLÓGICO
Uma rápida avaliação do estado neurológico deve
determinar o nível de consciência e a
reatividade pupilar do traumatizado.
O rebaixamento do nível de consciência é indicativo
de diminuição da oxigenação, lesão direta do
encéfalo ou uso de drogas e/ou álcool.
ABCDE DO TRAUMA
D – EXAME NEUROLÓGICO
Na avaliação inicial, utiliza-se o método AVDI.
A – Alerta;
V – Resposta ao estímulo verbal;
D – Responde ao estímulo doloroso;
I – Irresponsivo aos estímulos.
Após, classificação segundo Escala de Glasgow
ABCDE DO TRAUMA
D – EXAME NEUROLÓGICO
ABCDE DO TRAUMA
E – EXPOSIÇÃO DO PACIENTE COM CONTROLE DA
HIPOTERMIA
O paciente traumatizado deve ser completamente
despido para facilitar o exame completo e a determinação de
lesões que podem comprometer a sua vida.
Para se evitar movimentos e eventual mobilização de faturas
ou luxações, as vestes devem ser cortadas antes da
remoção.
ABCDE DO TRAUMA
E – EXPOSIÇÃO DO PACIENTE COM
CONTROLE DA HIPOTERMIA
A proteção do paciente contra hipotermia é de
suma importância, pois cerca de 43% dos pacientes
desenvolvem este tipo de alteração durante a fase de
atendimento inicial.
traumatizado deve ser protegido contra o frio
através de cobertores aquecidos e infusão de
líquidos também aquecidos.
ABCDE DO TRAUMA
E – EXPOSIÇÃO DO PACIENTE COM CONTROLE DA
HIPOTERMIA
• Exposição
Despir o doente e procurar as lesões.
Esta avaliação primária não deve demorar mais que 2-5
minutos.
O tratamento simultâneo das lesões pode ocorrer
quando existem mais do que uma lesão potencialmente
mortal.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
a) Fratura
b) Contusão
c) Entorse/distensão
d) Luxação
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
a) Fratura
É o rompimento parcial ou total de
um osso. Pode lesar outras
estruturas vizinhas, como nervos,
vasos sangüíneos, músculos,
articulações e tendões
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
a) Fratura
Causas são diversas;
Podem estar presentes nas vítimas de
acidentes de trânsito, trabalho,
esportivos, quedas e esforço físico
realizado de forma incorreta.
A osteoporose facilita a fratura e, algumas
vezes, provocará fratura espontânea
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
a) Fratura: tipos
Exposta: a superfície fraturada
comunica-se com o meio exterior
através de um rompimento da pele.
Fechada: não apresenta rompimento
da pele sobre o osso fraturado; é mais
difícil de ser identificada.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
a) Fratura
Em ambas, é
realizado diagnóstico
por imagem – a
radiografia auxilia
na confirmação da
fratura fechada
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
a) Fratura: sinais e sintomas
dor que piora com a palpação ou movimentação
edema,
hematoma,
Perda da função,
deformidade do segmento afetado,
sentir, na palpação, o atrito das superfícies
fraturadas.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
a) Fratura: sinais e sintomas
A compressão ou lesão de nervos e artérias pode
provocar paralisia, paresia e isquemia do membro
fraturado
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
a) Fratura: primeiros socorros
movimentar o mínimo possível o membro
afetado;
verificar a presença de outras lesões (exemplo:
hemorragia, trauma craniano e outros);
não remover o cliente antes de imobilizar a área
afetada;
não tentar recolocar a articulação ou o osso para
seu local correto
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
a) Fratura: técnicas de imobilização
Necessário material: talas próprias ou
improvisadas (com jornais, revistas,
almofadas e tiras de pano).
A técnica de imobilização varia de
acordo com o tipo de fratura.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
a) Fratura: técnicas de imobilização
Na fratura fechada:
apoiar o membro fraturado na tala e
fixá-lo com tiras de pano ou ataduras,
sem apertar muito.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
a) Fratura: técnicas de imobilização
Na fratura exposta:
proteger o ferimento com gaze ou pano
limpo;
Imobilizar o membro, mantendo-o na
posição em que se encontra.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
Fratura: técnicas de imobilização
Antes e após a imobilização, observar as
extremidades quanto à cor, temperatura
e presença de pulso.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
a) Fratura: técnicas de imobilização
No ambiente hospitalar, o osso fraturado
é alinhado pela redução incruenta ou
cruenta e imobilizado por aparelho
gessado, associado ou não à tração
cutânea ou esquelética
TRAUMA MEMBROS
Fratura: perda ou ruptura da continuidade de um
osso. Em outras palavras, o osso "quebra", podendo dividir-se
em dois ou mais fragmentos.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
b) Contusão
É a lesão das partes
moles, provocada por
batida, sem solução
de continuidade da
pele.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
Contusão: é o resultado de um golpe, uma pancada.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
b) Contusão: sintomas
dor local,
edema,
Hematoma,
equimose.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
b) Contusão: primeiros socorros
elevação e não-movimentação da parte
afetada,
aplicação de compressas frias ou bolsa de
gelo por 48 horas e, em seguida,
aplicação de calor para auxiliar na
reabsorção de líquidos extravasados.
bandagem compressiva.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
c) Entorse/distensão
é o estiramento dos ligamento
adjacentes a uma articulação e a
distensão refere-se ao estiramento dos
músculos.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
Entorse: perda momentânea da congruência (coesão)
articular, provocada por uma distensão excessiva das estruturas
que estabilizam a articulação, como os ligamentos, por
exemplo.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
c) Entorse/distensão
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
c) Entorse/distensão
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
c) Entorse/distensão:
sintoma
dor local,
dificuldade de
movimentação,
edema
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
c) Entorse/distensão: primeiros
socorros
a parte afetada é mantida elevada e em
repouso,
compressas frias ou bolsa de gelo por 48
horas e, após, aplicação de calor.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
c) Entorse/distensão: primeiros
socorros
Dependendo da extensão e gravidade, é
necessário imobilizar o membro ou,
ainda, encaminhar o cliente para cirurgia
- como nos casos de ruptura de
ligamentos e lacerações.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
d) Luxação
É o deslocamento
das superfícies
articulares entre os
ossos e lesão das
partes moles.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
Luxação: perda total do contato entre os ossos de uma
articulação, causada pelo deslocamento de um dos ossos,
podendo provocar graves lesões nos ligamentos.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
d) Luxação: sintomas
dor intensa,
perda das funções,
deformidade
edema progressivo.
TRAUMA DAS EXTREMIDADES
d) Luxação: primeiros socorros
imobilização provisória da parte afetada;
tratamento médico - que inclui redução
da luxação e imobilização com gesso.
TRAUMAS ABDOMINAIS
O abdome é freqüentemente lesado tanto após
traumatismos fechados como abertos, 25% das
vítimas necessitam de exploração abdominal.
TRAUMAS ABDOMINAIS
Principal causa de morte nas primeiras
horas pós-trauma: choque
hipovolêmico.
Segunda causa: sepse.
Paciente com traumatismo abdominal:
deve ser considerado politraumatizado
grave ou potencialmente grave.
TRAUMAS ABDOMINAIS
Trauma aberto: Tem
solução de continuidade da
pele , secundários a arma
de fogo ou arma branca.
Penetrante: Com ou sem
lesão interna.
Não penetrante: Não
atinge o peritônio.
TRAUMAS ABDOMINAIS
Trauma aberto:
Correspondem a 10-
20% dos Casos.
Principais Causas:
Arma Branca; Arma de
Fogo; Acidentes de
Trabalho.
Órgãos Acometidos:
Int. Delgado (20-50%);
Fígado (24%); Baço
(14%).
TRAUMAS ABDOMINAIS
Trauma fechado :
Mecanismo indireto de lesão
são secundários a
acidentes com veículos
automotores,
motocicletas,quedas,
agressões, e
atropelamento.
Lesão pode ser de víscera,
vasos sangüíneos,
nervos,músculos, e ossos.
TRAUMAS ABDOMINAIS
Manifestações Clínicas:
Dor Abdominal no local do trauma ou difusa;
Choque Hipovolêmico;
Rigidez de parede – abdome em tábua;
Irritação Peritoneal;
Sangramento Digestivo;
Fraturas de costelas inferiores;
Equimose de parede abdominal;
Ferimentos na parede abdominal,dorso e tórax;
Sangramento pela uretra,vagina ou reto.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM
TRAUMAS ABDOMINAIS
Administração de oxigênio em alto fluxo;
Elevação de MMII (posição de choque, posição supina);
Aquecer vítima, evitando hipotermia;
Controle de hemorragias externas;
Puncionar dois acessos venosos de grosso calibre(Abocath 14 ou 16);
Infundir líquido aquecido (Ringer ou SF);
Realizar SVD se não for contra-indicado;
Realizar SNG aberta;
Realizar anti-sepsia abdominal para punção abdominal (procedimento
médico);
Cobrir as vísceras com compressas estéreis e úmidas, e mantê-las umedecidas.
TRAUMAS CRANIOENCEFÁLICO
É considerado como causa
comum de morte e
incapacidades
• Mais frequente entre os 2 a
42 anos de idade, mais
predominante no sexo
masculino;
• O TCE é o principal
determinante de óbito e
sequelas em
politraumatizados;
TRAUMAS CRANIOENCEFÁLICO
Qualquer agressão que acarreta lesão
anatômica ou comprometimento
funcional do couro cabeludo, crânio,
meninges ou encéfalo.
CLASSIFICAÇÃO
Leve (GLASGOW 13 a 15);
Moderada (GLASGOW 09 a 12);
Grave (GLASGOW 03 a 08).
TRAUMAS CRANIOENCEFÁLICO
ACHADOS CLÍNICOS
DO TCE
Hematomas da cabeça;
Ferimento couro cabeludo;
Saída de sangue pelo ouvido
ou nariz;
Hematoma ao redor do olho
ou atrás da orelha.
TRAUMAS CRANIOENCEFÁLICO
No TCE o fluxo sanguíneo
cerebral está reduzido,
principalmente nas
primeiras 12 horas pós
trauma;
Altamente vulnerável à
eventos isquêmicos –
Queda na pressão de
perfusão cerebral nas
primeiras 24 horas;
TRAUMAS CRANIOENCEFÁLICO
Lesão cerebral
Primária – Irreversível e a primeira a ocorrer.
Lesão direta do tecido cerebral (penetrante) ou
Lesão fechada (ruptura do tecido cerebral ou das
estruturas vasculares);
Secundária – Se estende a partir da lesão
primária (Hematomas; edema; hidrocefalia; resposta
inflamatória cerebral) ou alterações sistêmicas
(Hipotensão; hipóxia; febre) – Natureza isquêmica.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO
TRAUMAS CRANIOENCEFÁLICO
• Atendimento inicial - Reanimação e
estabilização das funções ventilatória e
hemodinâmica;
• Levantamento do histórico - história de saúde
imediata, mecanismo do trauma e tipo de
acidente ocorrido;
• Avaliação sobre inconsciência ou amnésia
depois do traumatismo e tempo de duração para
determinar comprometimento cerebral
TRAUMAS CRANIOENCEFÁLICO
MORTE ENCEFÁLICA
morte do cérebro, incluindo tronco cerebral que
desempenha funções vitais como o controle da
respiração.
a parada cardíaca é inevitável.
Embora ainda haja batimentos cardíacos, a pessoa com
morte cerebral não pode respirar sem os aparelhos e o
coração não baterá por mais de algumas poucas horas.
TRAUMAS CRANIOENCEFÁLICO
MORTE ENCEFÁLICA
Condição final, irreversível, definitiva de cessação
das atividades do Tronco Cerebral e do
Cérebro.
É uma lesão irrecuperável e irreversível do
cérebro após traumatismo craniano grave, tumor
intracraniano ou derrame cerebral.
TRAUMAS CRANIOENCEFÁLICO
TRAUMA RAQUIMEDULAR
As lesões de coluna vertebral são
provocadas com maior freqüência pelos
acidentes automobilísticos e/ou quedas e
acidentes em piscina.
manipulação inadequada do cliente com
fratura vertebral durante o atendimento de
primeiros socorros, remoção e/ou
transporte.
TRAUMA RAQUIMEDULAR
Sintomas
compressão ou secção da medula.
no cliente consciente: dor no local do
trauma, perda de sensibilidade ou paralisia
abaixo do nível da lesão;
no cliente inconsciente: perda de reflexo
com flacidez (principalmente perda do controle
vesical e intestinal), respiração diafragmática,
hipotensão com bradicardia.
TRAUMA RAQUIMEDULAR
Primeiros Socorros
Imobilização e alinhamento da coluna
vertebral e, em especial, do segmento
cervical.
O cliente deve ser mantido deitado em
decúbito dorsal e movimentado como um
bloco único quando de seu transporte do
local do acidente para a maca.
TRAUMA RAQUIMEDULAR
Primeiros Socorros
As pessoas com suspeita de trauma de coluna
vertebral devem ser encaminhadas para uma
instituição que possua adequados recursos de saúde, a
fim de receber tratamento definitivo:
administração de soluções e medicações,
controle da respiração em vista do perigo de
parada respiratória, tração intracraniana,
imobilização com aparelho gessado do tipo
Minerva e, caso necessário, cirurgia
corretiva.
TRAUMA TORÁCICO
Classificação
Aberto: são, a grosso
modo, os ferimentos.
Os mais comuns são
os causados por
arma branca (FAB)
e os por arma de
fogo (FAF).
TRAUMA TORÁCICO
Classificação
Fechado: são as
contusões.
O tipo mais comum
dessa categoria de
trauma é
representado pelos
acidentes
automobilísticos.
TRAUMA TORÁCICO
• Quanto ao agente causal
· FAF
· FAB
· Acidentes Automibilísticos
• Quanto à manifestação clínica
· Pneumotórax
· Hemotórax
· Tamponamento cardíaco
· Contusão pulmonar
· Lesão de grandes vasos (aorta, artéria pulmonar, vv cavas)
TRAUMA TORÁCICO
Morte imediata (dentro de segundos a minutos)
Lesões cardíacas e de grandes vasos Lesões cardíacas e
de grandes vasos
Morte precoce ( dentro de minutos a horas)
Obstrução das vias aéreas; Pneumotórax hipertensivo; Contusão
pulmonar ;Tamponamento cardíaco
Morte tardia ( dentro de dias a semanas)
Complicações pulmonares; Sepsis; Lesões não diagnosticadas
ALGUNS CONCEITO TRAUMA
Abrasão, escoriação :
Perda apenas da camada mais
superficial da pele (epiderme)
provocada habitualmente por
fricção.
Amputação: Perda de um
órgão ou parte de órgão.
Avulsão: Ferida
caracterizada pela perda de
tecidos.
ALGUNS CONCEITO TRAUMA
Concussão: Lesão
provocada na massa
cerebral pela absorção da
energia da força externa;
Laceração: ferida
irregular ou acompanhada
de destruição dos bordos.
MULTIPLAS VÍTIMAS
MÉTODO S.T.A.R.T
Cor Vermelha: estado crítico e necessitam
tratamento e transporte imediato.
Cor Amarela: podem aguardar pelo transporte.
Cor Verde: não requerem atenção imediata.
Cor Preta: significa sem prioridade (morte
clínica/óbvia)