0% acharam este documento útil (0 voto)
28 visualizações6 páginas

Cérebro

O cérebro é o principal órgão do sistema nervoso, dividido em telencéfalo, tronco cerebral e cerebelo, e é responsável pela geração de comportamentos e processamento de informações. Ele contém bilhões de neurônios que se comunicam através de sinapses, e seu desenvolvimento é um processo complexo que ocorre principalmente antes do nascimento. Apesar dos avanços científicos, muitos aspectos do funcionamento cerebral ainda permanecem um mistério, e a estrutura cerebral varia entre diferentes espécies, refletindo princípios evolutivos, desenvolvimentais e genéticos.

Enviado por

Vera Segurado
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
28 visualizações6 páginas

Cérebro

O cérebro é o principal órgão do sistema nervoso, dividido em telencéfalo, tronco cerebral e cerebelo, e é responsável pela geração de comportamentos e processamento de informações. Ele contém bilhões de neurônios que se comunicam através de sinapses, e seu desenvolvimento é um processo complexo que ocorre principalmente antes do nascimento. Apesar dos avanços científicos, muitos aspectos do funcionamento cerebral ainda permanecem um mistério, e a estrutura cerebral varia entre diferentes espécies, refletindo princípios evolutivos, desenvolvimentais e genéticos.

Enviado por

Vera Segurado
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Cérebro

Visualização do cérebro
O cérebro divide-se em
telencéfalo, tronco cerebral e
cerebelo. Cada metade
(hemisfério) do telencéfalo é
dividida em lobos.

Algumas substâncias necessárias pelo cérebro, como açúcar


e aminoácidos, não ultrapassam facilmente essa barreira. No
entanto, os sistemas de transporte da barreira
hematoencefálica permitem que as substâncias necessárias
ao cérebro cheguem ao tecido cerebral. Quando o cérebro
está inflamado, conforme pode ocorrer quando as pessoas
apresentam certas infecções ou tumores, a barreira
hematoencefálica passa a apresentar vazamentos
(permeável).
A atividade do cérebro deve-se aos impulsos elétricos
gerados pelos neurônios, que processam e armazenam a
informação. Esses impulsos percorrem o cérebro através das
fibras nervosas. A quantidade, o tipo e a origem da atividade
dependem do nível de consciência da pessoa e da atividade
específica que está sendo realizada.

O cérebro é o principal órgão e centro do sistema


nervoso em todos os animais vertebrados, e em
muitos invertebrados. Alguns animais primitivos como
os celenterados (água-viva e pólipo)
e equinodermas (estrela-do-mar) possuem um sistema
nervoso descentralizado sem cérebro, enquanto as esponjas-
do-mar não possuem sistema nervoso. Nos vertebrados o
cérebro localiza-se na cabeça protegido pelo crânio, próximo
aos aparatos sensoriais
primários: visão, audição, equilíbrio, tato, paladar e olfato.
Num senso estrito, cérebro é o conjunto das estruturas
nervosas derivadas
do prosencéfalo (diencéfalo e telencéfalo). Em linguagem
corrente, este termo pode designar o encéfalo como um
todo, o telencéfalo ou o córtex cerebral.

Os cérebros podem ser extremamente complexos. O cérebro


humano contém cerca de 86 bilhões de neurônios,[1] ligados
por mais de 1 000 conexões sinápticas cada. Esses neurônios
comunicam-se por meio de fibras protoplasmáticas
chamadas axônio, que conduzem pulsos em sinais
chamados potencial de ação para partes distantes do
cérebro e do corpo e as encaminham para serem recebidas
por células específicas.

De um ponto de vista filosófico, pode-se dizer que a função


mais importante do cérebro é servir como estrutura física
subjacente da mente. Do ponto de vista biológico,
entretanto, a função mais importante do cérebro é a de
gerador de comportamentos que promovam o bem-estar de
um animal. O cérebro controla o comportamento, seja
ativando músculos, seja causando a secreção de substâncias
químicas, como os hormônios. Nem todos os
comportamentos precisam de um cérebro. Mesmo
organismos unicelulares são capazes de extrair informação
do ambiente e responderem de acordo. [2] As esponjas, às
quais falta um sistema nervoso central, são capazes de
coordenar suas contrações corporais, e até mesmo de se
locomoverem.[3] Nos vertebrados, a própria coluna vertebral
contém circuitos neurais capazes de gerar respostas
reflexas, assim como padrões motores simples, como nadar
ou andar.[4] Entretanto, o controle sofisticado do
comportamento, baseado em um sistema sensorial complexo
requer a capacidade de integração de informações de um
cérebro centralizado.

Apesar do rápido avanço científico, muito do funcionamento


do cérebro continua um mistério. As operações individuais
de neurônios e sinapses hoje são compreendidas com
detalhamento considerável, mas o modo como eles
cooperam em grupos de milhares ou milhões tem sido difícil
de decifrar. Métodos de observação como registros
de EEG e imageamento funcional cerebral mostram que as
operações cerebrais são altamente organizadas, mas estes
métodos não têm resolução suficiente para revelar a
atividade de neurônios individualmente. Assim, mesmo os
princípios mais fundamentais das redes de computação
neural podem ficar, em grande medida, a serem descobertos
por futuros pesquisadores. [5] O cérebro tem duas partes que
ajudam no desenvolvimento: cerebelo e encéfalo.

Desenvolvimento

Cérebro de um embrião humano na


sexta semana de desenvolvimento

O encéfalo não apenas cresce, ele se desenvolve em uma


sequência muito bem orquestrada, [6] muitos neurônios são
criados em zonas especiais que contêm células-tronco, e
então migram pelo tecido para chegarem a sua localização
final.[6] No córtex, por exemplo, o primeiro estágio de
desenvolvimento é a formação de uma "plataforma" por um
grupo especial de células gliais, chamadas glia radiais , que
projetam fibras verticalmente através do córtex. Os
neurônios corticais novos são criados na base do córtex,
então "escalam" estas fibras radiais até chegarem às
camadas que estão destinados a ocupar enquanto adultos.

Uma vez em seu lugar, o neurônio começa a estender


dendritos e um axônio a seu redor. [6] Os axônios, por
geralmente se estenderem a grande distância do corpo
celular e terem de fazer contato com alvos específicos,
crescem de modo particularmente complexo. A ponta de um
axônio em crescimento consiste de uma bolha de
protoplasma chamada "cone de crescimento", repleta de
receptores químicos. Estes receptores sentem o ambiente
local, fazendo o cone de crescimento ser atraído ou repelido
por vários elementos celulares, sendo atraído a uma direção
em particular em cada ponto de seu trajeto. O resultado
deste processo de direcionamento é que o cone de
crescimento navega através do cérebro até atingir sua área
de destino, onde outros indicadores químicos o fazem iniciar
a formação de sinapses. Levando em conta todo o encéfalo,
muitos milhares de genes dão origem a proteínas que
influenciam o direcionamento do axônio.

No ser humano e em muitos outros mamíferos, novos


neurônios são criados principalmente antes do nascimento, e
o cérebro infantil contém número significativamente maior
do que o adulto.[6] Há entretanto umas poucas áreas onde
novos neurônios continuam a ser criados durante a vida. As
duas áreas para as quais o fato é pacífico são o bulbo
olfatório e o giro dentado do hipocampo, onde há evidências
de que novos neurônios estão envolvidos no armazenamento
de memórias recentes. Com estas exceções, entretanto, o
conjunto dos neurônios que estão presentes na primeira
infância é o mesmo para o resto da vida. (Células gliais são
diferentes: assim como a maioria dos tipos de células do
corpo, estas se reproduzem ao longo da vida.) Apesar de o
conjunto de neurônios já estar praticamente todo no lugar
quando do nascimento, suas conexões axonais continuam a
se desenvolver ainda por longo tempo. No ser humano, a
mielinização não está completada até a adolescência. [6]

Estrutura macroscópica
Diagrama esquemático do encéfalo
humano, em corte sagital, destacando algumas de suas
partes:
1. Encéfalo frontal
2. Telencéfalo
3. Diencéfalo
4. Tronco cerebral
5. Mesencéfalo
6. Ponte
7. Bulbo raquidiano
8. Cerebelo
9. Medula espinhal

O cérebro é a mais complexa estrutura biológica conhecida,


[9]
e compará-lo entre diferentes espécies mesmo nos
aspectos básicos não é uma tarefa fácil. Porém, existem
princípios comuns na arquitetura cerebral que se aplicam a
uma vasta gama de espécies, que são revelados
principalmente por três abordagens:

 A evolutiva que compara estruturas cerebrais de


diferentes espécies e utiliza o princípio de que recursos
encontrados em um determinado ramo também
estavam presentes em seus ancestrais.

 A abordagem desenvolvimentista analisa como a forma


do cérebro se desenvolve desde a fase embrionária até
a fase adulta.

 A abordagem genética analisa expressão gênica em


diversas partes do cérebro em toda uma gama de
espécies. Cada abordagem complementa e informa as
outras duas.

O córtex cerebral é a parte do cérebro que melhor distingue


os mamíferos dos outros vertebrados, primatas de outros
mamíferos e humanos de outros primatas. Em vertebrados
não mamíferos, a superfície do telencéfalo é forrada por uma
estrutura em camadas relativamente simples
chamada pallium.[10] Nos mamíferos, o pallium é envolvido
em uma estrutura de 6 camadas chamada neocortex. Em
primatas o neocortex é mais avantajado em comparação aos
não primatas, especialmente a parte chamada lobo frontal.
Nos seres humanos, este alargamento dos lobos frontais é
levado de uma extremidade à outra, e de outras partes do
córtex também se tornam bastante grandes e complexas. A
relação entre tamanho cerebral, tamanho corporal e outras
variáveis são estudadas entre uma grande gama de
espécies.

Você também pode gostar