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Elementos Textuais

O documento aborda o crescente problema do estresse ocupacional entre policiais militares, destacando suas consequências físicas e psicológicas, como doenças crônicas e transtornos mentais. A pesquisa visa avaliar os níveis de estresse e comprometimento na carreira de policiais do 1º Batalhão da Polícia Militar da Paraíba, considerando fatores como função, gênero e tempo de serviço. O estudo busca contribuir para a compreensão dos impactos do estresse no desempenho e saúde dos profissionais de segurança pública.
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Elementos Textuais

O documento aborda o crescente problema do estresse ocupacional entre policiais militares, destacando suas consequências físicas e psicológicas, como doenças crônicas e transtornos mentais. A pesquisa visa avaliar os níveis de estresse e comprometimento na carreira de policiais do 1º Batalhão da Polícia Militar da Paraíba, considerando fatores como função, gênero e tempo de serviço. O estudo busca contribuir para a compreensão dos impactos do estresse no desempenho e saúde dos profissionais de segurança pública.
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INTRODUÇÃO

Estudos sobre estresse têm ganhado crescente atenção social e também nos
meios acadêmicos da Psicologia, pois se verifica que, em diversas áreas de atuação
profissional, este pode se tornar um grave problema.
Tem se observado que o estresse no trabalho vem crescendo muito na
literatura cientifica nos últimos anos. Uma razão para esse aumento diz respeito ao
impacto negativo do estresse ocupacional na vida dos trabalhadores e no
funcionamento geral das organizações (Paschoal et Tamayo, 2004), em especial em
profissões que envolvem risco de vida e que, ao mesmo tempo, são vitais para o
funcionamento da sociedade, como no caso da polícia militar.
Sabe-se que a polícia militar, enquanto órgão do Estado possui como funções
e atribuições legais promover e garantir a segurança pública. Para o exercício de
suas funções, o policial militar precisa estar preparado para atender às novas e
crescentes demandas que as questões de segurança pública lhe impõem tendo
como grandes desafios o combate à violência e a criminalidade. De modo
específico, deve ser munido de recursos técnicos e táticos para intervir em favor da
ordem social. Precedendo a toda preparação técnico-tática, deve-se considerar que
um nível adequado de higidez e aptidão física, por parte dos indivíduos que servem
a essa autarquia, é o que cria condições ideais para efetiva realização de qualquer
trabalho militar.
Nota-se que o exercício da atividade policial militar, de manter a ordem e
cumprimento das leis na sociedade, é reconhecidamente estressante (COLLINS;
GIBBS, et al., 2003) e predispõe os trabalhadores a riscos físicos e psicológicos, que
associados a outros fatores de risco, tais como inadequados hábitos alimentares,
baixo nível de atividade física habitual e excesso de peso, podem originar doenças
crônicas, sobretudo as cardiovasculares.
Conforme Pereira (2007), nas classes militares, a aptidão física é um fator
determinante, ou seja, níveis baixos de aptidão física influenciam negativamente
tanto ao ingresso quanto ao sistema promocional da carreira militar. Trabalhadores
fisicamente ativos são mais produtivos que seus colegas sedentários e ainda são
menos suscetíveis a se aposentarem precocemente devido a doenças cardíacas e
outras doenças degenerativas.
4

No entanto, infelizmente, alguns estudos têm verificado que a capacidade


física de militares vem sofrendo declínio considerável, principalmente em policiais, e
os níveis de gordura corporal, que faz parte deste conjunto de variáveis, é um dos
principais destaques nesta visão negativa (RODRIGUEZ, 2003).
Para Lipp e Tanganelli (2002), várias complicações podem aparecer como
resposta negativa e uma das mais frequentes são as situações estressantes como,
por exemplo: distúrbios no ritmo cardíaco, arteriosclerose, insônia, enfarte, cefaleias,
derrame cerebral, úlceras, gastrite, doenças inflamatórias, colite, problemas
dermatológicos, tensão muscular, problemas sexuais, como a impotência e a
frigidez, entre outros.
Por outro lado (Lipp, 2000) esclarece que com relação aos sintomas
psicológicos encontram-se a impossibilidade de trabalhar, irritabilidade excessiva,
pesadelos, apatia, depressão, angústia, ansiedade, perda do senso de humor, entre
outros. Além de saber as fases do estresse, é importante saber de onde ele vem.
Pode-se dizer que existem estressores tanto externos quanto internos. As situações
que vivenciamos no dia-a-dia, tanto na vida pessoal como no trabalho, e as pessoas
com as quais nos relacionamos, podem se configurar em agentes estressores
externos. Os estressores internos seriam as nossas crenças, nossos valores,
características pessoais e a forma como interpretamos as diferentes situações (Lipp,
2000).
Diante deste contexto procurei aprofundar meus conhecimentos sobre Nível
de Estresse entre os Policiais Militares do 1º Batalhão da Polícia Militar, já que
diversas pesquisas demonstram que as profissões mais desgastantes e
estressantes são aquelas que lidam diretamente com pessoas.
A profissão de policial militar por lidar a todo o momento com pessoas,
tentando resolver tudo quanto é tipo de problema, acaba por proporcionar a este
profissional um desgaste físico e/ou psicológico, tensão e tantos outros males. Este
profissional apresenta um índice muito elevado de estresse, acarretando problemas
familiares, gastos com a saúde, faltas ao trabalho e até a morte. Tendo como ponto
de partida os altos índices de estresse, problemas psicológicos e desgaste físico por
parte do profissional da segurança pública.
O presente trabalho procura contribuir para os estudos com referência ao
tema das relações entre estresse e trabalho, a partir da coleta e análise de dados de
um grupo de policiais militares. Nesse sentido, tem por objetivo avaliar os níveis de
5

estresse ocupacional e comprometimento com a carreira entre policiais militares do


1° Batalhão da Polícia Militar da Paraíba Especificamente, propondo-se a
desenvolver um estudo comparativo em relação ao nível de estresse e
comprometimento com a carreira e sintomatologia entre dois grupos de policiais
militares.
Avaliação esta realizada e dividida de acordo com a função (atividade interna
- policiais que trabalham nos serviços administrativos; atividades externas e policiais
que trabalham no policiamento ostensivo), além de avaliar o impacto de aspectos
como gênero e tempo de serviço nos níveis de estresse ocupacional e
comprometimento. A comparação entre os dados coletados e o material encontra-se
em anexo junto a este estudo, onde este permitirá uma maior clareza na
compreensão dos fatores que estão envolvidos no estresse e poderá facilitar a
elaboração de estratégias para enfrentá-lo.

O stress e a saúde física e mental de um Policial Militar

Segundo REIS (2007) estresse é assim um fenômeno biológico, psicológico e


social que afeta inevitavelmente todas as pessoas. Quando é resolvido de forma
adequada, as pessoas superam uma dificuldade, aumentando as suas capacidades,
constituindo assim um fator de desenvolvimento. Se não for solucionado de forma
adequada, a dificuldade permanecerá, o que causa sofrimento ao indivíduo podendo
então provocar doenças.
Existem muitas definições sobre o termo “stress”. De acordo com Selye
(1956) o estresse pode ser descrito como uma reação do organismo causado pelas
alterações psicofisiológicas que se manifestam quando o indivíduo se confronta com
uma situação irritante, amedrontadora, excitante ou confusa.
Para Molina (1996), o estresse pode ser definido como qualquer situação de
tensão aguda ou crônica que produz uma mudança no comportamento físico e no
estado emocional do indivíduo, é uma resposta de adaptação psicofisiológica que
pode ser negativa ou positiva no organismo.
Já Silva et al., (2006,p.18) afirma que o estresse não é uma doença, é apenas
a preparação do organismo para lidar com situações que se apresentam, ou seja, é
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uma resposta individual a um determinado estímulo, variando de pessoa para


pessoa, mas o prolongamento ou a exacerbação da situação podem acarretar
problemas físicos ou psicológicos.
No ambiente de trabalho existem muitos e variados elementos estressores,
quando o trabalho exige mais que as demandas psíquicas que o individuo é capaz
de suportar, essas situações são muito comum na atividade de policial militar como
nos relata BENEDCTO et al., 2006:

é evidenciado o estresse de sobrecarga, entretanto alguns


fatores propiciam menor ou maior vulnerabilidade ao
estresse, tais como a predisposição individual, insegurança,
resistência às mudanças e até mesmo falta de competência.

Embora estes estudiosos até aqui citados, tenham desenvolvido pesquisas


sobre o comportamento dos policiais, parte destes estudos orientam-se para a
revisão da estrutura institucional, administrativa e jurídica; sendo raras as
contribuições para o campo das neurociências. Ao analisarem os efeitos do trabalho
policial na saúde física, mental e no desenvolvimento destes profissionais, áreas
como Sociologia, Antropologia, Direito e Psicologia, vem deixando contribuições
importantes para a Segurança Pública.
Porém a convivência diária com a injustiça social, violência urbana e,
sobretudo, com o risco de matar ou morrer no atendimento a ocorrências, influencia
consideravelmente o comportamento, as decisões e a forma de ver, ouvir e entender
as realidades da vida. Entretanto, o policial não é o único que sofre as
consequências do estresse provocado pelo seu trabalho. No ambiente familiar, o
membro da corporação militar tende a desligar as emoções em relação a sua família
e é levado a um processo de afastamento e procura de relações fora de casa. Na
rua, alguns podem extravasar suas frustrações sobre os cidadãos tornando-se
arbitrários, agressivos e grosseiros. Alguns estudos apontam o estresse e outros
problemas emocionais ligados ao policial militar como sendo um dos responsáveis
pelo alto índice de suicídio, divórcio e alcoolismo no meio Policial.
A profissão de policial militar é uma atividade de alto risco, uma vez que
esses profissionais lidam, no seu cotidiano, com a violência, a brutalidade e a morte.
Estudos apontam que os policiais estão entre os profissionais que mais sofrem de
estresse, pois estão constantemente expostos ao perigo e à agressão, devendo
7

frequentemente intervir em situações de problemas humanos de muito conflito e


tensão.
Segundo Costa et al. (2007), a profissão do policial militar é uma das que
mais sofre de estresse, pois trabalha sob forte tensão, muitas vezes em meio a
situações que envolvem risco de vida. O autor descreve ainda, que a principal
função da polícia ostensiva, por exemplo, é o combate à criminalidade. Então, pode-
se dizer que estes policiais lidam diretamente com a violência e, portanto, exercem
uma atividade que envolve riscos à vida e à saúde, desencadeando, muitas vezes,
um desgaste físico e psicológico, o que acaba por gerar estresse.
Costa (2007) entende ainda que pelas características da profissão, o
policial é um forte candidato ao estresse crônico, caracterizado por apresentar sinais
e sintomas de exaustão física, psíquica e emocional, decorrente da má adaptação
do policial a um trabalho intenso e prolongado. Ele ainda alerta que se não tiver o
devido cuidado podem ocorrer disfunções como: hipertensão arterial, úlcera,
obesidade, câncer, etc., além disso, estudos mostram que policiais com elevado
níveis de estresse empregam mais o uso de violência nas ocorrências policiais. Pois
a grande maioria dos profissionais que experimentam esses eventos traumáticos se
recupera desse tipo de experiência em um tempo já esperado, entretanto há aqueles
que poderão ser seriamente afetados, vindo a desenvolver uma condição mais grave
chamado Transtorno do Estresse Pós – Traumático (TEPT), que é o mais grave e
incapacitante dos transtornos relacionadas ao estresse (PMSC, 2010).
Para Amador (2000), outro aspecto importante do trabalho policial é que
este não tem reconhecimento da sociedade, o que acaba por gerar sentimentos de
frustração, inutilidade e improdutividade nos profissionais.
No entanto Moraes et al. (2001), nos chamam atenção ao relatarem que
esta insatisfação dos próprios policiais se evidencia através das greves e
comportamentos violentos que ocorreram na última década. Tal insatisfação,
somada ao não reconhecimento do trabalho policial, resulta em uma queda da
autoestima dos policiais, o que influencia na motivação e no comprometimento dos
mesmos, propiciando, talvez, maior vulnerabilidade ao estresse e outros transtornos.
Completam, relatando que pelas características da sua profissão, o policial
é um forte candidato também a outro tipo de estresse crônico (Burnout), onde este é
caracterizado por apresentar sintomas e sinais de exaustão física, psíquica e
emocional que decorrem de uma má adaptação do indivíduo a um trabalho
8

prolongado e com uma grande carga de tensão. O termo serve para designar um
estágio mais acentuado do estresse, que atinge profissionais cujas atividades
exigem um alto grau de contato interpessoal, a exemplo dos policiais, enfermeiros e
assistentes sociais, entre outros. Esse quadro propicia o surgimento de patologias e
disfunções, tais como a hipertensão arterial, úlcera gastroduodenal, obesidade,
câncer, psoríase e tensão pré-menstrual, as mais estudadas entre aquelas
relacionadas ao estresse (MORAES, et al. , 2001).
Além disso, os estudos mostram que os policiais com burnout empregam
mais o uso de violência contra civis. Assim sendo, da mesma forma que a sociedade
exige e necessita de policiais competentes e honestos, comprometidos com os
ideários da organização a que pertencem, esses profissionais precisam, também,
ser acompanhados e melhor avaliados no que tange às suas condições de saúde,
principalmente aos aspectos psicossomáticos, onde o variável estresse tem um
enorme poder de destruição da capacidade de trabalho dos indivíduos.
Está comprovado que quando o estresse profissional dos policiais militares
não é adequadamente trabalhado, seu impacto pode resultar em uma doença
psíquico e / ou físico, estados depressivos, estados ansiosos e fóbicos, transtorno
de pânico, tendências suicidas e doenças psicossomáticas. Segundo dados
levantados junto à JMC (Junta Médica da Corporação), cerca de 40% das LTS
(Licença para Tratamento de Saúde) são decorrentes dos problemas de saúde
mental, onde o estresse profissional é fator desencadeante ou agravante destes
quadros (PMSC, 2010).
Violante (1993) vai muito além quando nos fala que diante de muitas
exigências do policiamento e das fortes restrições legais, o policial pode facilmente
ter a sensação de que seu trabalho está fora do seu controle e, portanto, a
probabilidade de fracassar numa tarefa policial é alta. Um quadro de estágios foi
organizado por ele identificando momentos da carreira policial e a relação direta com
graus de estresse. Este mesmo autor sugere nestes “estágios” a existência de
fenômenos físicos, psicológicos e emocionais que ocorrem durante os breves
momentos de ápices de estresse, muitos dos quais alteram o desempenho do
policial no trabalho diário.
Estudiosos como Patterson (1992); Graf (1986) in Dela Coleta (2008)
acreditam que a violência enfrentada cotidianamente pelos policiais seja um dos
estressores mais agravantes no trabalho policial, bem como afirmam a existência de
9

fontes mais significativas de estresse, como as organizacionais, as preocupações


sobre falha de equipamentos e as exigências da tarefa. Pois a apatia e baixo
interesse são identificados como efeitos diretos do estresse no comportamento do
policial.
Sendo assim, estudar questões acerca do estresse e do relacionamento
interpessoal entre os policiais é primordial para a compreensão da saúde mental
dessa categoria, e seus resultados podem apontar melhorias a serem
implementadas na formação e educação permanente destes. Tendo em vista que as
reflexões e pesquisas acerca da saúde do trabalhador policial são escassas,
conforme pesquisa que descreveu o perfil do que foi publicado na área de saúde do
trabalhador no século XXI e apontou que a profissão menos estudada entre os
trabalhos analisados foi a dos militares, com 2,35% do total (Bezerra & Neves,
2010).
No Brasil, as limitações desses estudos podem ser decorrentes de dois
fatores essenciais, o primeiro seria a influência histórica do regime militar que ainda
silencia os fenômenos que envolvem as atividades práticas destes servidores; o
segundo seria os rígidos princípios de hierarquia e disciplina que são a base da
organização burocrática da polícia ainda enraizada no século XIX, revitalizando a
lógica de preservação de interesses da corporação, inviabilizando profundas
mudanças que acompanhem a dinâmica da sociedade (Silva & Vieira, 2008).
A partir dessas considerações, bem como da escassez de pesquisas no
Brasil sobre o tema, que através do presente estudo, procurei diagnosticar o nível e
a fase de estresse em que se encontram os policiais militares deste Batalhão, além
de determinar a prevalência de sintomatologia física e mental nesses profissionais. A
escolha por esta unidade deu-se pelo fato da mesma está situada na capital do
estado, onde seus policiais desenvolvem atividades Administrativas, Atividade
Operacional e Administrativa/Operacional. O 1º Batalhão tem como missão principal
o policiamento ostensivo na área central e litorânea de João Pessoa e Cabedelo.

Ações e metodologias propostas


O presente estudo foi elaborado de forma descritiva com base nas
pesquisas de estudiosos que desenvolvem seus saberes e práticas, bem como
10

através do Teste de Lipp (ISSL) em aproximadamente 90 policiais militares que


desempenham as atividades administrativas e de policiamento ostensivo.
No presente caso, buscou-se manter os requisitos de participação optativa
e anonimato, assim como manter o comprometimento da não manipulação dos
dados. Este estudo teve um delineamento empírico cor relacional, onde
primeiramente foi solicitada autorização do comando da Brigada Militar do 1º
Batalhão da Polícia Militar. Concedida esta autorização, foi realizado o contato com
o capitão do regimento para o recrutamento de voluntários para participar da
pesquisa e com uma reunião de equipe, foram explicados os objetivos da pesquisa,
além dos aspectos éticos sobre o sigilo e o caráter optativo da participação no
estudo, bem como solicitada a autorização dos militares. Vale ressaltar que a coleta
de dados foi realizada em pequenos grupos, nas dependências da própria instituição
de trabalho, fora do expediente.
A população de interesse era composta de 90 participantes, sendo 81 do
sexo masculino, 06 de sexo feminino e 03 não informaram o sexo, com idades
variando entre 26 a 59 anos, destarte, serviço interno, masculino 30, feminino 05,
não informou sexo 02; serviço externo, masculino 51, feminino 01, não informou
sexo 01. Dentro de cada questionário os indivíduos foram selecionados
proporcionalmente ao peso dos conglomerados, garantindo a representatividade de
cada um deles.
A amostra foi questionada entre os grupos hierárquicos existentes na
corporação: oficiais e praças, todos pertencentes ao 1º Batalhão de Polícia Militar da
Paraíba. Os dados foram coletados por meio do Inventário de Sintomas de Stress
para Adultos de Lipp (ISSL) entre os meses de setembro e outubro de 2014.
Esse instrumento foi desenvolvido para medir o nível de estresse global e
não ocupacional em jovens e adultos. Foi validado em 1994 por Lipp e Guevara em
populações de diferentes regiões do País e padronizado por Lipp. O ISSL, utilizado
em inúmeras pesquisas e trabalhos na área do estresse no Brasil, emprega um
modelo quadrifásico, onde cada fase reflete a intensidade do estresse: alerta,
resistência, quase exaustão e exaustão. O modelo é baseado na síndrome geral de
adaptação de Selye, tendo sido a fase de quase exaustão acrescentada por Lipp.
O referido documento é composto por 37 itens de natureza somática e 19
de natureza psicológica, sendo alguns repetidos, diferenciados apenas em termos
de intensidade. Esses itens são organizados em três quadros. O primeiro quadro,
11

que avalia a fase de alerta, inclui 12 sintomas físicos e três psicológicos. O


participante marca os sintomas físicos ou psicológicos que experimentou nas últimas
24 horas. O segundo quadro é composto de 10 sintomas físicos e cinco
psicológicos; nesse quadro, o participante marca os sintomas que experimentou na
última semana. Por fim, a fase de quase exaustão é diagnosticada com base em
uma frequência maior de sintomas listados no quadro 2 do inventário. Já o terceiro
quadro, que avalia a fase de exaustão, apresenta 12 sintomas físicos e 11
psicológicos, e o participante marca aqueles que experimentaram no último mês,
considera-se a exaustão um fase "crítica e perigosa", ocorrendo uma espécie de
retorno a primeira fase, porém agravada e com comprometimentos físicos em formas
de doenças.
Os critérios de inclusão adotados para a amostra foram: estar no mínimo
há 2 anos na corporação; concordância em participar do estudo, após informações
detalhadas sobre os seus objetivos; assinatura do termo de consentimento livre e
esclarecido.
Foi determinada a presença de estresse, a fase de estresse (alerta,
resistência, quase exaustão, exaustão), a prevalência de sintomas físicos e mentais
e a relação entre estresse e unidade policial, posto policial, sexo, hábito de beber,
fumo, escolaridade, estado civil, idade, tempo de serviço, bem como uma avaliação
significante na presença de hábitos ou características individuais.

Resultados

Este estudo buscou identificar os níveis de estresse e comprometimento


na carreira em policiais militares, além de verificar a associação entre estas variáveis
e outros aspectos pessoais e do trabalho como a área de atuação, tempo de serviço,
gênero e idade. Com isso, pretendeu-se gerar informações que venham auxiliar
tanto na compreensão do impacto da atividade militar para o bem-estar psicológico
dos indivíduos quanto na construção de estratégias preventivas promotoras de
saúde junto aos mesmos.
Embora a pesquisa tenha sido realizada com aproximadamente 90
(noventa) policiais, o que pode ser uma limitação deste estudo, os resultados
12

indicaram que a profissão policial militar necessita de maior atenção quanto ao


aspecto psicológico, visto que o índice de policiais com estresse foi elevado.
Segundo o Conselho Federal de Psicologia (2009), a população de policiais civis e
militares faz uso de tranquilizantes diária ou semanalmente, um número quase 6
(seis) vezes maior que a média da população nacional.
Quanto aos hábitos pessoais, constatou-se um percentual significativo de
não fumantes (86,0%; P < 0,0001) e de indivíduos sem atividade física regular
(62,1%; P = 0,0003). No que diz respeito ao consumo de bebidas alcoólicas, um
importante indicador de estresse, 35,6% afirmaram não consumir bebidas alcoólicas,
enquanto 61,3% afirmaram que consumiam bebidas alcoólicas apenas nos finais de
semana ou em festas. Além disso, 0,8% confirmaram um consumo diário de bebidas
alcoólicas e 2,3% confirmaram o consumo quando estão com problemas. O
percentual de usuários foi significativamente maior do que o percentual de não
usuários de bebidas alcoólicas (64,4%; P < 0,0001).
Tais situações podem estar relacionadas à natureza e às condições do
trabalho, uma vez que muitos deles relataram de que o uso das substâncias era
utilizado após a jornada de trabalho. Portanto, esses profissionais parecem mais
propensos a desenvolver outras patologias psicológicas, o que confirma a
necessidade de um trabalho preventivo e paliativo.
Os resultados apontaram que um total de 47,4% da amostra apresentou
sintomatologia de estresse, destes 3,4% encontravam-se na fase de alerta, 39,8%
na fase de resistência, 3,8% na fase de quase exaustão e 0,4% na fase de
exaustão. Sintomas psicológicos foram registrados em 76% dos policiais com
estresse, e sintomas físicos, em 24%. Das variáveis investigadas, a única que
apresentou relação com estresse foi o sexo feminino, sendo as mais afetadas. Os
policiais entrevistados concluíram que os níveis de estresse e de sintomas não
indicaram um quadro de fadiga crítico, porém indicaram uma ação preventiva, que
poderia incluir a aplicação de um programa de diagnóstico, orientação e controle do
estresse (Costa et al., 2007).
A amostra incluiu policiais operacionais e administrativos, foram
encontrados altos níveis de estresse nos sargentos e oficiais do setor operacional,
bem como em policiais do setor administrativo com mais de 30 (trinta) anos,
nenhuma atividade de lazer e nenhum passatempo.
13

Tabela 1 - Caracterização do perfil demográfico dos policiais do 1º Batalhão da


Polícia Militar da Paraíba

Sexo At. Adm. At. At. Adm. At. At. At. Operac. At. Total
C/Idade Adm. Não Operac. Operac. Não Adm./ de
Superior C/Idade Informaram C/Idade C/Idade Informaram Operac. P.M.
40 anos Inferior Idade Superior Inferior Idade
40 40 anos 40 anos
anos
M 25 06 _ 31 19 _ _ 81
F _ 05 _ _ _ _ 01 06
Não _ _ 02 _ _ 01 _ 03
Informa-
ram
Fonte: Dados próprios (2014).

Os dados em que foram analisados estatisticamente dentro do teste de


Lipp (ISSL), onde inicialmente os resultados apontaram com relação aos níveis de
estresse, que 65,3% dos participantes apresentaram sintomatologia de estresse,
com 76,7% da amostra total na fase de resistência e 2,7% na fase de exaustão. Não
houve participantes classificados na fase de alerta. A Tabela 02 apresenta as
frequências percentuais de estresse em cada fase de acordo com gênero e área de
atuação. A classificação geral do estresse de acordo com a área de atuação
apontou 55,1% no grupo do policiamento em atividades externas e apenas 38,6% no
grupo do administrativo, ou seja, das atividades internas. Os percentuais de acordo
com gênero mostraram 74% de funcionárias mulheres com sintomatologia de
estresse contra apenas 49% de homens. É possível verificar que a maioria dos
participantes, independente de gênero ou área de atuação, encontra-se na fase de
resistência ao estresse.
Verificou-se assim que a maioria dos policiais neste estudo encontrava-se
em uma fase de estresse na qual ainda era possível lidar com tensões e eliminar
sintomas. Entretanto, se os policiais não tiverem à sua disposição estratégias para
lidar com os eventos estressores, ficarão sujeitos a uma debilitação do organismo e
à instalação das fases subsequentes do estresse, podendo chegar à fase de
exaustão.
Os resultados foram consonantes com as hipóteses dos estágios de
carreira definidos em quatro fases: o estágio de alarme: ocorre durante os primeiros
14

5 (cinco) anos, e o comportamento pode ser equiparado ao “choque da realidade”. É


uma situação verificada pelo policial recém-formado de que o trabalho real de polícia
é bem diferente da sua expectativa, e daquele aprendido durante o seu curso de
formação. O estresse tenderá a crescer intensamente durante esse estágio, uma
vez que existe estágio de desencanto que ocorre durante o sexto ano e continua até
o meio da carreira (12-14 anos). O estresse ainda deve continuar a aumentar
durante este estágio, porque os ideais aprendidos nos cursos de formação tornam-
se cada vez mais distantes.
Assim, nessa fase, os policiais tornam-se desencantados com a falta de
apreciação de seu trabalho e apresentam uma sensação de fracasso pessoal, por se
sentirem incapazes de lidar com as exigências do policiamento; o estágio de
personalização que ocorre dos 14 aos 20 anos de carreira os policiais atravessam
um estágio de personalização. O policial começa a buscar novas perspectivas e cria
alternativas pessoais, em detrimento das metas de trabalho.
Estudos como este indicam caminhos para atender as demandas de como
conduzir o estresse entre esses profissionais. Em específico ao presente
estudo, há indicativo de medidas de promoção da saúde, no sentido de auxiliar no
controle adequado ao estresse visando melhorar a qualidade de vida dos policiais,
evitando sofrimento desnecessário. Além de providenciar mecanismos para
interromper o ciclo do estresse e evitar a suscetibilidade deles às doenças.

Tabela 2 - Distribuição da presença e severidade de estresse em suas fases de


acordo com gênero e área de atuação

Fases Homens Mulheres Atividade Atividade .Atividade


Administrativa Operacional Adm/Operc.
ALERTA - 35% 30% 05% 0,5%
RESISTÊNCIA 47% 25% 28,6% 17% 12%
EXAUSTÃO 22% 14% 8% 18,1% 0,3%
Fonte: Dados próprios (2014).

Não houve diferenças quanto ao tipo de sintomas de estresse ou ao nível


de comprometimento com a carreira. Esse último resultado mostra que a
15

identificação com o trabalho é similar entre homens e mulheres, ao contrário do que


se poderia pensar. Há uma ideia de que os homens estariam mais identificados com
a carreira de policial militar, por esta exigir uma postura e atitudes tipicamente
associadas ao masculino, como o confronto com a violência e mesmo a rigidez da
disciplina militar. Porém, constitui-se, ainda, um universo predominantemente
masculino, no qual o perfil policial está muito associado à masculinidade/virilidade
Foi determinada a presença de estresse, a fase de estresse (alerta,
resistência, quase exaustão, exaustão), a prevalência de sintomas físicos e mentais
e a relação entre estresse e unidade policial, posto policial, sexo, idade e tempo de
serviço. O questionário contou com questões de máxima verossimilhança para
avaliar a existência de associação entre estresse e as variáveis acima citadas, bem
como avaliar a significância na presença de hábitos ou características individuais.
Nota-se que a sintomatologia de estresse se manifestou, principalmente, por
sintomas psicológicos com índices de 34,7%, com níveis menores de sintomas
físicos, que somaram 16%. No entanto, a correlação entre estes sintomas apontam
que, quando há um tipo de sintoma, o outro também aparece com frequência.

Tabela 3 - Sintomas físicos e psicológicos

RESISTÊNCIA EXAUSTÃO
Sensação de desgaste físico constante Insônia
Problemas com a memória, esquecimentos Tiques nervosos
Mudança de apetite Mudança extrema de apetite
Cansaço Constante Taquicardia (batimento acelerado do
coração)
Tontura, sensação de estar flutuando Tontura frequente
Sensibilidade emotiva excessiva emociona- Impossibilidade de Trabalhar
se por qualquer coisa
Pensamento constante sobre um só assunto Cansaço excessivo
Pensamento constante sobre um mesmo
assunto
Fonte: Dados próprios (2014).

É preciso salientar, entretanto, que existe um predomínio na fase de


resistência, na qual ainda é possível eliminar os sintomas e prevenir o agravamento
16

do quadro. Desta forma, em se tratando de uma fase inicial de estresse, fica claro
ser possível uma ação preventiva por parte da Organização Militar, enquanto equipe,
como objetivo de propiciar um melhor manejo das dificuldades percebidas e maior
bem-estar físico e psicológico dos participantes.
No entanto, apesar do estresse ser quase sempre reversível, é preciso
ainda formular tratamentos ou ações preventivas, considerando o que estressa o
policial e como reduzir ou eliminar os estressores. Além disso, devem-se adotar
tratamentos capazes de aumentar a resistência desses profissionais e aliviar os
sintomas presentes no momento.
Recomendam-se, ainda, formas de minimizar os efeitos do estresse, como
alimentação equilibrada, tais como: para repor os nutrientes que são gastos nos
momentos de maior estresse; relaxamentos (exercícios de respiração profunda,
relaxamento muscular, música, filmes, leitura etc; exercício físico, entre outras, como
acompanhamento psicológico individual e, consequentemente, estratégias de
enfrentamento para manter a estabilidade emocional dos policiais, atitude positiva
perante o trabalho, de forma a gerar qualidade de vida.
Num dos primeiros estudos publicados no Brasil sobre estresse na carreira
policial, Romano (1989) identificou as fontes de estresse; verificou o nível de tensão
que os policiais atribuem às fontes de estresse ocupacional com as quais lidam; e
elaborou uma proposta de curso de controle do estresse específico para os policiais
militares.
Neste contexto, em uma pesquisa realizada por Nunomura et al., (2004),
em que os investigadores compararam o nível de estresse de 16 (dezesseis)
indivíduos após a prática regular de atividades físicas no período de 12(doze)
meses, os resultados mostraram melhoria significativa nos sintomas geradores de
estresse, sugerindo a influência positiva da atividade física regular na atenuação do
desencadeamento do processo de estresse entre os mesmos.
É necessário para os policiais militares, sendo de caráter essencial, pois
há necessidade de policiais bem preparados não somente no aspecto técnico e
tático, mas também no aspecto físico e psicológico. Pois não somente a Corporação
estaria ganhando com isso, mas principalmente a sociedade.
Porém, Junior (2011) afirma que o controle de estresse é essencial na
profissão policial militar, no controle das ocorrências e exercício da função, o tempo
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de descanso e folga é fundamental para que o policial recarregue suas energias e


retorne revigorado para suas atividades cotidianas do serviço.
Diante de todas estas informações, percebe-se nos relatos destes policiais
militares serem eventos estressantes os itens: ter necessidade de fazer horas-extras
para complementação de salário; estar insatisfeito com os critérios de promoção;
falta apoio jurídico por parte da Instituição no que se refere ao trabalho de campo.
Além disso, os sinais e sintomas de estresse mais relatados pelos militares foi
tensão muscular, insônia, sensação de desgaste físico constante e cansaço
constante.
É neste sentido que a preocupação com a qualidade de vida no trabalho
do policial militar da Paraíba merece um melhor olhar das autoridades
governamentais, pois se acredita ter subsídios suficientes para a urgente construção
de uma política organizacional relacionada a qualidade de vida e desempenho
profissional, como forma de investimento na melhoria de um dos fatores
intervenientes no processo de segurança.

Conclusão

Como vimos o estresse está presente na vida do policial militar e pode


influenciar de maneira decisiva no seu comportamento dentro e fora de sua atividade
profissional. A exposição e atuação em ambiente desumano, complexo e hostil, bem
como o contato com constante desgaste físico, mental e emocional são fatores que
contribuem para o desenvolvimento do estresse.
Tendo em vista os resultados obtidos neste estudo, assim como o
embasamento teórico, os dados produzidos nesta pesquisa e levando em conta os
objetivos deste trabalho, revelam que os níveis de aptidão física dos policiais
militares encontram-se em situação insatisfatória, visto que por serem incluídos no
grupo de profissões que trabalham com a segurança pública, deveriam ter uma
aptidão física acima da média populacional.
Entretanto, estudos indicam que os responsáveis pela saúde física e
mental dos policiais já se mostram atentos para as mudanças ocorridas em
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decorrência do estresse profissional, embora algumas vezes os sintomas passem


despercebidos até para os familiares e amigos.
Ao verificar quais são as principais causas do estresse relatado pelos
policiais militares, observou-se a questão da defasagem e arrocho salarial, seguido
por muita pressão no trabalho, excesso de trabalho e responsabilidades.
Comparando o nível de estresse dos policiais militares sedentários com o nível de
estresse dos policiais militares ativo-praticantes de atividade física, apesar dos dois
grupos estarem sendo classificados como elevado nível de estresse pela pontuação
alcançada, pode-se dizer que os ativos se percebem menos estressados podendo
indicar o efeito positivo da atividade física no controle do estresse.
Como reações psicossomáticas experimentadas pela ação do estresse,
relatam a insônia, o conformismo e apatia, a agressividade e o mau humor, dor de
cabeça, falhas de memória e queda no rendimento do trabalho.
Assim, algumas corporações preocupadas com a quantidade avassaladora
dos problemas de ordem física e mental, e, sobretudo, procurando zelar pela
imagem e a qualidade do serviço tem procurado criar programas de prevenção ao
estresse. É um assunto polêmico e que ainda causa certa resistência dentro das
corporações, uma vez que os chefes dos serviços e até mesmo o próprio policial não
admitem a existência de problemas emocionais e não precisam de ajuda.
Algumas polícias nacionais já desenvolvem trabalhos voltados diretamente
para prevenção e controle do estresse que já estão preocupando-se em enfrentar o
problema em questão. Os responsáveis deverão estar atentos, já que as mudanças
que ocorrem provocadas pelo estresse no comportamento do homem são lentas e
muitas vezes passam despercebidas, até para os familiares e amigos.
Sendo assim, a partir dos objetivos propostos, da literatura revisada e a
análise e interpretação das informações coletadas, pode-se concluir que o estresse
percebido dos policiais militares pesquisados vem sendo tema de diversas
discursões em todo país.
Dessa forma, entende-se que ainda é possível uma ação preventiva por
parte da organização militar. Tal ação poderia incluir a aplicação de um efetivo
programa de diagnóstico, orientação e controle do estresse, bem como de
identificação dos eventos estressores, presentes no dia-a-dia dos policiais, através
de check-up, médico e psicológico anual; a implementação de um programa de
atividade física, esporte, ioga e lazer; a construção ou recuperação de espaços
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adequados a essas práticas e o aumento do número de policiais, principalmente de


soldados, a fim de evitar a sobrecarga de trabalho, ou seja, mais de 40 horas de
trabalho semanais.
De todo modo, os resultados podem ser considerados descrições
razoáveis dos eventos estudados e se se aconselha que novos estudos sejam
desenvolvidos na tentativa de replicar esses resultados. Como sugestão, este
estudo aponta que uma intervenção deveria ser realizada, tendo em vista tanto a
saúde física como a psicológica, pois os sintomas apresentaram-se, todas as vezes,
de ambas as formas; a utilização de métodos diferentes que permitam a triangulação
de métodos para melhorar as observações sobre as dimensões psicológicas
estudadas.
Sabemos que combater o estresse e a ansiedade na atividade policial
militar não é uma tarefa fácil. O sucesso deste trabalho demandará certo empenho,
bem como do apoio e da ajuda de familiares, amigos e colegas de trabalho.
Contudo, como afirmam alguns policiais militares “a coexistência foi imposta, mas a
convivência deve ser trabalhada”.

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