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Introdução e Conceitos Básicos

O documento aborda a estrutura básica de veículos, destacando as diferenças entre monobloco e chassi, além de apresentar os tipos de motores, como motores a combustão externa, interna e elétricos. Explica o funcionamento do motor de ciclo Otto, suas partes móveis e fixas, e descreve os sistemas que compõem o motor, incluindo alimentação, escapamento e gerenciamento. Também menciona a importância da sincronização entre os componentes do motor para seu funcionamento eficiente.
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Introdução e Conceitos Básicos

O documento aborda a estrutura básica de veículos, destacando as diferenças entre monobloco e chassi, além de apresentar os tipos de motores, como motores a combustão externa, interna e elétricos. Explica o funcionamento do motor de ciclo Otto, suas partes móveis e fixas, e descreve os sistemas que compõem o motor, incluindo alimentação, escapamento e gerenciamento. Também menciona a importância da sincronização entre os componentes do motor para seu funcionamento eficiente.
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Curso de mecânica –

Motor

- Estrutura básicas de um veículo

Estruturas de construção de veículos:


1- Monobloco: construção feita através de chapas e soldadas
(basicamente utilizada em veículos de passeio) [Se deforma com facilidade
nos impactos/batidas] Mais leve, ou seja, garante uma melhor economia de
combustível, pode utilizar um centro de gravidade mais baixo. Instala-se no
próprio monobloco o motor, suspensão e outras peças através de buchas,
coxins e calços. Conta com as seguintes desvantagens: não comporta uma
grande quantidade de carga.
2- Chassi: utilizado em veículos de carga pesada (vantagem contra o
monobloco) como caminhões, ônibus e picapes. Armação de aço na qual a
suspensão, motor e os outros componentes são montados diretamente nela,
por exemplo também, uma cabine. Desvantagens: muito pesada, por ser
inteiramente de aço.
Adendo: Nos veículos de competição, é utilizado uma mistura dos dois tipos
de plataforma, afim de utilizar as vantagens de cada uma delas, como por
exemplo, a leveza do monobloco e a resistência do chassi.

Modelos de suspensão: Mcperson e Duplo A


Trailers são considerados como veículos não motorizados pela legislação
brasileira.

- Tipos de motor:

O que é um motor? Um motor é um componente que é capaz de


transformar a energia em movimento.
Atualmente temos 3 tipos de motores:
1- Motor a combustão externa: Primeiros tipos de motores a serem
construídos (motores a vapor, por exemplo). Uma característica dos motores
a vapor é que qualquer componente que queime e gere calor é combustível
para o mesmo. Principal problema: demora muito para começar a
impulsionar (analogia com uma Maria Fumaça) e necessita de muito espaço
para a sua instalação. Larga aplicação onde o espaço não é um problema
(meio industrial). Existe um motor que foi criado para tentar substituir o
perigo que eram as caldeiras, conhecido como motor de Stirling.
2- Motores a combustão interna: existem dois tipos do mesmo, sendo
eles o do tipo Ciclo Otto (motores de pistão à combustão por centelha {vela
de ignição} e do tipo Ciclo Diesel. Adendo: motor de Wankel, utilizado pela
Mazda com o objetivo de substituir os pistões (famoso pistão rotativo,
excluía-se então as vibrações do motor). A sua construção e manutenção é
difícil.
3- Motores elétricos: depende de bateria.

Motores de Ciclo Otto:


Motor de combustão interna desenvolvido por Nicolaus Augusto Otto,
engenheiro alemão e desenvolveu esse motor em 1876. Esse tipo de ciclo
não é caracterizado pela sua construção, mas sim pelas transformações
térmicas que ocorrem no motor durante o seu funcionamento. As
transformação são 4 no total (isobárica, isotérmica, isovolumétrica e
adiabáticas) [motores do ciclo otto não utilizam todas as 4].
Definidos em 4 tempos (os famosos 4 tempos): Admissão, compressão,
combustão e expansão e exaustão.
Pistão e Biela: Ficam juntos posicionados dentro do cilindro, realiza um
movimento alternativo e gira o virabrequim (uma árvore com manivelas). O
pistão é literalmente a analogia de como se nós girássemos uma manivela.
Cabeçote: faz o gerenciamento dos 4 tempos, nele, estão diversos outros
componentes.
Válvulas: são abertas e fechadas através do comando de válvulas (o qual
fica em sincronismo com o virabrequim).

Entendendo o funcionamento:
Admitimos que o pistão esteja encima/no topo, nesse momento, chamamos
de ponto morto superior (PMS) e quando o mesmo gira e chega no final de
seu curso, chamamos de ponto morto inferior (PMI). Esse movimento
descendente é gerado graças ao motor de partida, concomitantemente, as
válvulas de admissão (comandadas pelo comando de válvulas na eixo de
cummins) irão abrir fazendo com que o pistão aspire uma mistura de ar e
combustível [Chamamos esse tempo de admissão].
No segundo tempo, o pistão começa o movimento de subida e a válvula
de admissão se fecha, fazendo então que a mistura (ar e combustível) fique
completamente comprimida, o que gera por consequência bastante calor e
temperatura na câmara de combustão (isso é chamado de taxa de
compressão, razão entre o aspirado e o comprimido).
Nesse momento, devido a alta temperatura e a alta pressão, a vela de
ignição é acionada para que essa energia toda seja utilizada para empurrar
o pistão para baixo novamente (chamado de terceiro tempo e é o único
momento onde é liberada a energia no motor de ciclo Otto), nesse
momento, as válvulas de admissão e descarga ficam completamente
fechadas, no objetivo de aproveitar ao máximo essa expansão dos gases e a
energia liberada pelo combustível.
No quarto estágio, chegando novamente no PMI, as válvulas de
escapamento se abrem e o pistão volta a subir (pelo próprio conceito de
energia acumulada) e expulsa os gases resultantes dessa combustão,
através do sistema de escapamento.
Nesse momento, o ciclo começa novamente.
No motores de Wankel também existem os 4 tempos muito bem definidos, a
única
diferença é que ao invés de ser um pistão alternativo é um pistão rotativo.

Estrutura básica de um motor de ciclo Otto

Constituído por peças móveis, como: comando de válvulas, corrente de


distribuição, polias e outras.
Peças fixas: abrigam parte dessas peças móveis, sendo elas: cabeçote
(parte superior responsável pelo gerenciamento de gases e do motor em sí),
bloco do motor (abrigam os pistões, virabrequim e bielas) responsável por
converter a energia em potência e por fim, o cárter, responsável por
armazenar os óleos lubrificantes e a bomba de óleo.
Resumo: Parte superior (cabeçote), parte central (bloco) e parte inferior
(cárter)
Para realizar o sincronismo perfeito de virabrequim e válvulas, o motor
possui uma corrente de comando (ou correia dentada) que garante que
todos os componentes irão trabalhar juntos e ao mesmo tempo (atua na
bomba de óleo tbm).
Bomba de óleo: Aspira o óleo presente no cárter, joga para o filtro de óleo
e, após essa “limpeza”, a mesma joga o óleo para todo o motor. O óleo é
conduzido por uma galeria de lubrificação.
Existe também outra galeria no motor, chamada de galeria de
arrefecimento. Na qual a bomba de água irá aspirar a água (líquido de
arrefecimento) para refrigerar assim todo o motor.
Válvula termostática: Responsável pelo contato do cabeçote com o bloco
e será por via dela que a bomba d’água irá aspirar o líquido de
arrefecimento.
Volante do motor: Abriga o conjunto de embreagem ou qualquer tipo de
componente responsável pelo câmbio do veículo.
Basicamente falando, todo motor conta com entradas e saídas no cabeçote,
sendo 1 para cada cilindro.
Frente do motor: componentes do sincronismo do motor, logo, a
contagem de cilindro é sempre do mais perto do sistema de sincronismo
para trás.
Atrás do motor: volante do motor, saída do virabrequim e a válvula
termostática.

Estrutura do motor
(Partes básicas)

Algumas divisões do carro:


Carroceria – Suspensão, direção, freios, chassis, etc;
Conforto e segurança – Ar condicionado, banco, cinto de segurança,
airbag, etc;
Propulsão (power train) – Motor e adjacentes ao mesmo;
Sistemas auxiliares: Arrefecimento, lubrificação, etc.

Podemos dividir o motor (sistema de propulsão) em basicamente 4 outros


sistemas, sendo eles:
- Sistema de alimentação: Aqui entra o famoso triângulo da queima,
combustível (gasolina/etanol) + comburente (ar admitido) + temperatura;
- Motor e os seus componentes: Responsável por transformar as
energias em movimento;
- Sistema de escapamento: Responsável por direcionar de maneira
controlada e eficiente os gases provenientes da combustão;
- Sistema de gerenciamento do motor: Trata do controle de combustível
e da ignição (aqui entra a parte de injeção eletrônica, principalmente).

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