INSTITUTO SUPERIOR UNIVERSITÁRIO DE TETE (ISUTE)
ENGENHARIA MECÂNICA I⁰ Semestre
Trabalho de Análise Matemática I
Continuidade de Funções
Funções Contínuas
Mário Gonçalves
Tete
Março de 2025
Mário Gonçalves
Continuidade de Funções
Funções Contínuas
Trabalho científico, a ser entregue ao curso de
Engenharia Mecânica, na cadeira de Análise
Matemática I como um dos requisitos parciais
de avaliação,
Sob orientação de: António W.S. Mandui
Tete
Março de 2025
ÍNDICE GERAL
CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO..................................................................................................1
1. Introdução............................................................................................................................1
1.1. Objectivos........................................................................................................................2
1.1.1. Geral.............................................................................................................................2
1.1.2. Específicos...................................................................................................................2
1.2. Metodologia.....................................................................................................................2
CAPÍTULO II: REVISÃO DA LITERATURA.....................................................................3
2. Continuidade de Funções.................................................................................................3
2.1. Definição de Continuidade de Funções........................................................................3
2.1.1. Continuidade em um ponto......................................................................................3
2.1.2. Continuidade em um ponto na extremidade.............................................................5
2.1.3. Propriedades das Funções Contínuas.......................................................................6
2.2. Função Contínua..........................................................................................................6
CAPÍTULO III: CONCLUSÃO E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................8
3. Conclusão.....................................................................................................................8
4. Referências bibliográficas........................................................................................9
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CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO
1. Introdução
A continuidade de uma função é um conceito central na análise matemática, essencial em áreas
como física, economia e engenharia. A ideia intuitiva de continuidade está relacionada à ausência
de “saltos” ou “buracos” na curva que descreve a função, ou seja, a função deve ser “suave” ao
longo do seu domínio. Este trabalho científico visa explorar a definição de funções contínuas,
abordar a continuidade de funções em um ponto, discutir as propriedades dessa continuidade e
apresentar exemplos práticos para ilustrar o conceito.
No que diz respeito a estrutura, este trabalho apresenta os seguintes elementos: Capa; folha do
rosto; índice; introdução; desenvolvimento; conclusão e referências bibliográficas contendo as
principais obras citadas no trabalho.
1
1.1. Objectivos
1.1.1. Geral
Analisar o conceito de continuidade de funções matemáticas, discutindo a definição
formal de funções contínuas e suas propriedades, e apresentar exemplos aplicáveis.
1.1.2. Específicos
O trabalho em destaque apresenta os seguintes objectivos específicos:
Definir formalmente o que significa que uma função é contínua em um ponto.
Explicar as condições para que uma função seja contínua em um intervalo.
Apresentar exemplos de funções contínuas e demonstrar como aplicar a definição de
continuidade.
Analisar propriedades importantes de funções contínuas, como o Teorema do Valor
Intermediário e o Teorema de Weierstrass.
1.2. Metodologia
A metodologia foi baseada no método indutivo, que consiste numa abordagem das partes, para
que seja possível compreender o assunto de uma forma geral. Foi utilizado o método
bibliográfico, na busca de uma melhor abordagem teórica da evolução, conceito e técnicas, bem
como os objetivos e finalidade.
De acordo com Gil (1999) a pesquisa bibliográfica é “desenvolvida com base em material já
elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos”.
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CAPÍTULO II: REVISÃO DA LITERATURA
2. Continuidade de Funções
2.1. Definição de Continuidade de Funções
A continuidade de uma função é um conceito fundamental na análise matemática e descreve o
comportamento de uma função em relação ao seu domínio. Uma função é dita contínua em um
ponto se, intuitivamente, não apresentar “saltos”, “buracos” ou “interrupções” nesse ponto. A
definição formal de continuidade de uma função é baseada no conceito de limite.
2.1.1. Continuidade em um ponto
Uma função f (x) é contínua em um ponto c se as seguintes condições forem satisfeitas:
1. f (c ) está definida: O valor da função em c deve existir.
2. Limite de f (x) quando x se aproxima de c : O limite de f (x) à medida que x se aproxima
dec deve existir.
3. O valor da função é igual ao limite: O valor da função em c deve ser igual ao limite de
f (x) quando x se aproxima de c . Ou seja, lim ( x → c ) f ( x ) =f (c) .
Se essas três condições forem verdadeiras, dizemos que a função f (x)é contínua no pontoc .
Para uma função ser contínua em um intervalo, ela deve ser contínua em todos os pontos desse
intervalo. Se a função não for contínua em algum ponto, dizemos que ela tem uma
descontinuidade nesse ponto.
De maneira mais formal, uma função f (x) é contínua em um conjunto D (um intervalo ou
domínio) se for contínua em cada ponto de D .
Exemplos:
1. Função Polinomial: A função f (x)=x ²+ 2 x +1 é contínua em todos os pontos reais, pois
as funções polinomiais não têm descontinuidade.
2. Função Racional: A função f (x)=1/x não é contínua em x=0 , pois há uma
descontinuidade nesse ponto (não está definida e o limite tende ao infinito).
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A continuidade de uma função é uma das propriedades mais importantes no cálculo, pois permite
a utilização de técnicas como o Teorema do Valor Intermediário, que afirma que funções
contínuas em intervalos fechados assumem todos os valores entre seus extremos.
Aqui está um exemplo simples para ilustrar a continuidade de uma função:
Exemplo 1: Função Polinomial
Considere a função f (x)=x ²+3 x +2. Vamos verificar se ela é contínua em um ponto c=1 .
1. Verificando se f (1) está definida:
A função polinomial f (x)=x ²+3 x +2 está definida para todos os valores de x , inclusive para x=1
. Assim, podemos calcular o valor de f (1):
f (1)=(1)²+3(1)+2=1+3+ 2=6 .
Portanto, f (1) está definida e é igual a 6.
2. Verificando se o limite de f (x) quando x se aproxima de 1 existe:
Agora, vamos calcular o limite de f (x) quando x se aproxima de 1:
lim f ( x )= lim (x ²+3 x+2)
(x →1) (x →1)
Como a função é polinomial, o limite é simplesmente o valor da função quando x se aproxima de
1. Substituindo x=1 directamente, obtemos:
2
lim f ( x )= lim (x ²+3 x+2)=1 +3 ( 1 ) +2=6 .
(x →1) (x →1)
Portanto, o limite existe e é igual a 6 .
3. Verificando se o valor da função é igual ao limite:
Agora, verificamos se f (1) é igual ao limite de f (x) quando x se aproxima de 1. Já calculamos
que f (1)=6 e (xlim f ( x )=6 . Como ambos os valores são iguais, concluímos que f (x) é contínua
→1)
em x=1.
Exemplo 2: Função com Descontinuidade
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1
Considere a função f (x)= . Vamos verificar sua continuidade em x=0 .
x
1. Verificando se f (0) está definida:
1
A função f (x)= não está definida em x=0 , pois não podemos dividir por zero. Assim, f (0)não
x
existe.
2. Verificando o limite de f (x) quando x se aproxima de0 :
Agora, vamos calcular o limite de f (x) quando x se aproxima de 0 . Podemos calcular os limites
laterais (da esquerda e da direita):
lim 1
(x→ 0 ⁻)
lim f ( x )= =−∞
(x →0 ⁻) x
lim 1
(x→ 0 ⁺)
lim f ( x )= =+ ∞
(x →0 ⁺) x
Os limites laterais não são iguais e, além disso, a função tende ao infinito. Portanto, o limite não
existe em x = 0.
3. Conclusão:
1
Como f (0) não está definida e o limite não existe, podemos concluir que f (x)= tem uma
x
descontinuidade em x=0 .
Esses exemplos ilustram como verificar a continuidade de uma função em um ponto. Funções
polinomiais, como no primeiro exemplo, são contínuas em todos os pontos de seu domínio,
1
enquanto funções como f (x)= , no segundo exemplo, têm descontinuidade em pontos
x
específicos, como x=0 .
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2.1.2. Continuidade em um ponto na extremidade
Uma função y=f (x ) é contínua na extremidade esquerda a de seu domínio quando
lim x → a+ f (x)=f (a) ou é contínua na extremidade direita b de seu domínio quando
lim x → b−f (x )=f (b).
2.1.3. Propriedades das Funções Contínuas
Algumas das propriedades mais relevantes de funções contínuas incluem:
Teorema do Valor Intermediário (Teorema de Bolzano): Se uma função é contínua em um
intervalo fechado e, então existe pelo menos um ponto tal que . Isso implica que uma função
contínua que assume valores de sinais opostos em dois pontos necessariamente tem um valor de
zero em algum ponto intermediário. Seja f : Df ⊆ R → R uma função contínua em[a , b], com a< b
. Então, para qualquer k estritamente compreendido entre f (a)e f (b), existe pelo menos um
c ∈(a , b) tal que f (c )=d .
Corolário 1: Se f é contínua no intervalo [a , b] e não se anula em algum ponto de [a , b], então
em todos os pontos de (a, b) a função f tem o mesmo sinal.
Corolário 2: Se f é contínua no intervalo [a , b]e f (a)× f (b)<0 então f tem pelo menos um zero
em (a ,b).
Geometricamente, este teorema afirma que qualquer reta horizontal y=d cruzando o eixo y entre
f (a)e f (b) cruza a curva y=f (x ) pelo menos uma vez no intervalo [a , b].
Teorema de Weierstrass: Se uma função é contínua em um intervalo fechado, então ela atinge
seus valores máximos e mínimos dentro desse intervalo. Este é um teorema fundamental na
análise, garantindo que funções contínuas em intervalos fechados não possuem valores
“infinitamente grandes” ou “infinitamente pequenos” dentro do intervalo. Qualquer função
contínua num intervalo [a , b] (fechado e limitado) tem máximo e mínimo nesse intervalo.
2.2. Função Contínua
Uma função é contínua em um intervalo se for contínua em cada ponto do intervalo. Uma
função é contínua quando ela for contínua em cada ponto de seu domínio. Uma função f diz-se
contínua num intervalo [a , b] do seu domínio, se e só se verificar as seguintes condições:
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É contínua em ¿ a , b ¿ ;
É contínua à direita do ponto a;
É contínua à esquerda do ponto b.
Uma função é contínua em um intervalo se for contínua em cada ponto do intervalo. Para funções
definidas em intervalos abertos ou fechados, a continuidade também precisa ser verificada nas
extremidades do intervalo. No caso de intervalos fechados, a continuidade nas extremidades
requer que o limite da função nas extremidades seja igual ao valor da função nesses pontos.
Exemplo:
Propriedades das Funções Contínuas
Se as funções f e g são contínuas em x=c e se k for uma constante, então as seguintes condições
são contínuas em x=c :
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CAPÍTULO III: CONCLUSÃO E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
3. Conclusão
A continuidade de funções é um pilar fundamental na matemática, especialmente no estudo de
limites, derivadas e integrais. Entender a definição formal de continuidade e as condições sob as
quais as funções são contínuas é essencial para o aprofundamento de várias disciplinas da
matemática aplicada. Além disso, as propriedades de funções contínuas, como o Teorema de
Bolzano e o Teorema de Weierstrass, são ferramentas poderosas que permitem aplicar os
conceitos de continuidade em situações do mundo real, como a análise de fenômenos físicos ou
econômicos.
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4. Referências bibliográficas
1. Apostol, T. M. (2007). Cálculo Vol. 1: Uma abordagem moderna. Editora LTC.
2. Gil, A. C. (1999). Métodos técnicas de pesquisa social. 5. ed. São Paulo: Atlas.
3. Stewart, J. (2012). Cálculo: Limites, Derivadas e Integrais. Cengage Learning.
4. Rudin, W. (1987). Principles of Mathematical Analysis. McGraw-Hill.