UNIVERSIDADE PITÁGORAS UNOPAR
SISTEMA DE ENSINO EAD CONECTADO
ENFERMAGEM
MORRINHOS – GO
2024
Aula prática
UNIVERSIDADE PITÁGORAS UNOPAR
ALUNO (A): YORRANNA MEDEIROS RODRIGUES
DOS SANTOS
RELATÓRIO
TÍTULO:
Ciências Morfofuncionais dos Sistemas Tegumentar
Enfermagem
MORRINHOS – GO
2024
Introdução
Variedade dos músculos
O sistema muscular é essencialmente regulado pelo sistema
nervoso. Cada músculo é associado a um nervo motor, que
se divide em ramos para fornecer inervação a todas as
fibras musculares. A transmissão do impulso nervoso ocorre
por meio de estruturas especializadas chamadas placas
motoras, que desencadeiam a contração muscular.
Os atos motores podem ser voluntários ou involuntários,
dependendo se são realizados sob controle consciente ou
não. Os músculos cardíaco e liso atuam de
forma involuntária, enquanto os
músculos esqueléticos podem ser
tanto voluntários quanto involuntários, como nos reflexos.
Histologicamente, as fibras
musculares esqueléticas e cardíacas exibem
estriações transversais, enquanto as fibras
musculares lisas não apresentam tal característica. A
estrutura microscópica dos músculos inclui o endomísio
(envolvendo cada fibra), perimísio (envolvendo fascículos) e
epimísio (envolvendo grupos de fascículos, formando o
músculo).
Os músculos estriados esqueléticos estão ligados
ao esqueleto, enquanto os lisos são encontrados nas
d d í Mú l ti d d
paredes das vísceras. Músculos estriados podem ser
encontrados em algumas vísceras também. Quanto à
inervação, os músculos cardíaco e liso são controlados
pela divisão autônoma do sistema nervoso, enquanto o
músculo esquelético é inervado centralmente.
Músculos como o diafragma, essenciais para a respiração,
podem agir involuntariamente, mas também podem ser
controlados
voluntariamente, especialmente com treinamento exaustivo.
Atletas podem desenvolver hipertrofia muscular em resposta
a atividades esportivas específicas.
Classificação dos músculos
Existem diferentes critérios para classificar os músculos, e
frequentemente não há consenso entre os anatomistas.
Para uma abordagem mais objetiva, sem aprofundar em
debates conceituais ou escolas anatômicas específicas,
exploraremos algumas classificações essenciais.
Forma do músculo e arranjo das fibras
A função específica de um músculo influencia diretamente
sua forma e a disposição de suas fibras. A diversidade de
funções musculares resulta em morfologias distintas, sendo
comum encontrar fibras dispostas de maneira paralela ou
oblíqua em relação à direção da tração muscular.
Disposição Paralela das Fibras: esta configuração é
observada em músculos longos, onde o comprimento
predomina, e em músculos largos, onde comprimento e
largura são equivalentes. Músculos longos frequentemente
apresentam uma convergência das fibras em direção aos
tendões de origem e inserção, criando um diâmetro maior na
parte média, conferindo-lhes uma forma fusiforme.
Músculos longos podem também ser cônicos ou cilíndricos,
enquanto músculos largos assumem formas triangulares,
quadrangulares ou romboidais, podendo as fibras
convergirem para um tendão, formando uma disposição em
leque.
Disposição Oblíqua das Fibras: músculos com fibras
oblíquas em relação aos tendões são denominados
peniformes, assemelhando-se às barbas de uma pena. Se
os feixes musculares se prendem em apenas uma margem
do tendão, temos um músculo unipenado; se os feixes se
prendem em ambas as margens do tendão, trata-se de um
músculo bipenado.
Disposição Circular das Fibras: músculos circulares,
conhecidos como músculos orbiculares, envolvem orifícios e
canais do corpo, adaptando-se à sua função de controle
destas aberturas.
Quanto à Origem
Músculos podem ser classificados quanto à sua origem,
dependendo do número de tendões de onde se originam.
Músculos com mais de um tendão são designados como
músculos bíceps (duas cabeças de origem), tríceps (três
cabeças de origem) ou quadríceps (quatro cabeças de
origem). Exemplos clássicos incluem o m. bíceps braquial,
m. tríceps sural e m. quadríceps femoral.
Quanto à Inserção
Da mesma forma, os músculos podem ser classificados com
base no número de tendões nos quais se inserem.
Músculos com duas inserções são chamados bicaudados,
enquanto aqueles com três ou mais inserções são
policaudados. Exemplo inclui o m. extensor longo dos dedos
do pé, assim como os músculos flexores e extensores dos
dedos da mão.
Quanto ao Ventre Muscular
Alguns músculos possuem mais de um ventre muscular,
com tendões intermediários entre eles. Músculos com dois
ventres são denominados digástricos, como o m. digástrico.
Já aqueles com um número maior de ventres, como o m.
t d bd ã h d li á t i E
reto do abdome, são chamados poligástricos. Essa
classificação é relevante para compreender a complexidade
da morfologia muscular e suas variações funcionais.
Estruturas acessórias do Sistema Muscular
Além dos músculos, o sistema muscular é complementado
por
estruturas acessórias essenciais. As fáscias desempenham
um papel crucial, envolvendo individualmente cada músculo
ou grupos de músculos, proporcionando suporte e
mantendo-os em posição durante a contração.
Elas também servem como pontos de origem ou inserção
para os músculos, formam retináculos e fitas especializadas
para os tendões, além de servirem como vias de passagem
para vasos sanguíneos e nervos, permitindo o deslizamento
suave de estruturas adjacentes.
As bainhas fibrosas, constituídas de tecido conectivo
denso, revestem-se internamente por bainhas sinoviais.
Estas estão inseridas nos ossos, criando canais
osteofibrosos nos quais os tendões deslizam ou são
tid i ã d d U l é b d
mantidos em posição adequada. Um exemplo é observado
nos tendões dos músculos flexores dos dedos.
Cada bainha sinovial forma dois cilindros concêntricos,
proporcionando um ambiente sinovial entre eles. O cilindro
interno abriga o tendão, envolto pelo peritendão. A
continuidade entre as camadas da sinovial, na reflexão do
cilindro interno para o externo, é assegurada pela estrutura
chamada mesotendão. Essa região é crucial em cirurgias
envolvendo tendões, pois a preservação do mesotendão
evita a formação de aderências fibróticas que poderiam
dificultar os movimentos.
Objetivos de aprendizagem
Conhecer os principais músculos
Histologia dos músculos
Desenvolvimento
SISTEMA MUSCULAR
O sistema locomotor é formado conjuntamente por ossos, ar
ticulações e músculos. Os músculos são estruturas que
movem os segmentos do corpo, eles distribuem-se por todo
o corpo,
sendo responsáveis por todo e qualquer movimento,
intencional ou não.
SISTEMA MUSCULAR
O sistema muscular tem as seguintes características:
- Elasticidade;
- Contração;
- Distensão.
MÚSCULOS DA FACE:
• Epicrânio
• Corrugador
• Temporal
• Orbicular dos olhos
• Nasal
• Levantador dos lábios
• Zigomático menor
• Zigomático maior
• Orbicular da boca
• Masseter
• Bucinador
• Risório
• Depressor do ângulo da boca
MÚSCULOS D O CRÂNIO:
• Pterogoideo medial
• Ociptofrontal
• Temporopariental
• Auricular
• Procero
• Mentual
• Transverso do meato
MÚCULOS DO PESCOÇO:
• Cutâneo do pescoço
• Esternocleidomastóideo
• Digástrico
• Escaleno anterior
• Estilo-hioideo
• Escaleno médio
• Milo-hioideo
• Escaleno posterior
• Gênio-hioideo
• Reto lateral da cabeça
• Esterno-hioideo
• Longo da cabeça
• Esterno-tireóideo
• Reto anterior da cabeça
• Tireoide
• Longo do pescoço
MÚSCULOS DO OMBRO:
• Deltoide • Infraespinhal
• Supraespinhal
• Redondo menor
MÚSCULOS DO BRAÇO:
• Bíceps branquial
• Coracobraquial
• Braquial anterior
• Tríceps Braquial
MÚSCULOS DO ANTEBRAÇO:
• Pronador redondo
• Palmar longo
• Flexor radial do carpo
•Flexor superficial dos dedos
• Flexor ulnar do carpo
MÚSCULOS DAS MÂOS:
• Abdutor curto do polegar
• Flexor curto do dedo mínimo
• Flexor curto do polegar
• Oponente do mínimo
• Oponente do polegar
• Lumbricais
• Adutor do polegar
• Interósseos palmares
• Palmar curto
• Interósseos dors ais
• Abdutor do mínimo
MÚSCULOS D O TÓRAX:
• Peitoral maior
• Intercostais internos
• Peitoral menor
• Levantador das costelas
• Serrátil anterior
• S ubcostais
• Subclávio
• Transverso do tórax
• Intercostais externos
MÚSCULOS D O ABDOMEN:
• Reto anterior
• Q uadrado lombar
• Piramidal
• Iliopsoas
• Obliquo externo
• P soas menor
• Obliquo interno
• Diafragma
• Transverso abdominal
• Levantador do ânus
MÚSCULOS DA COXA :
• Vasto lateral
• Reto femoral
• Vasto medial
• Bíceps femoral
• Semitendinoso
• Semimem branaceo
MÚSCULOS DA PERNA:
• Gastrocnêmico
• Sóleo
• Plantar
• Fibular c urto
• Fibular longo
• Tibial anterior
• Extensor longo do halux
• Extensor longo dos dedos
• Fibular terceiro
• Poplíteo
MÚSCULOS D O TÓRAX:
• Peitoral maior
• Intercostais internos
• Peitoral menor
• Levantador das costelas
• Serrátil anterior
• Subcostais
• Subclávio
• Transverso do tórax
• Intercostais externos
MÚSCULOS DO ABDOMEN:
• Reto anterior
• Q uadrado lombar
• Piramidal
• Iliopsoas
• Obliquo externo
• Psoas menor
• Obliquo interno
• Diafragma
• Transverso abdominal
• Levantador do ânus
MÚSCULOS DA COXA :
• Vasto lateral
• Reto femoral
• Vasto medial
• Bíceps femoral
• Semitendinoso
• Semimem branaceo
MÚSCULOS DA PERNA:
• Gastrocnêmico
• Sóleo
• Plantar
• Fibular curto
• Fibular longo
• Tibial anterior
• Extensor longo do halux
• Extensor longo dos dedos
• Fibular terceiro
• Poplíteo
• Tibial posterior
• Flexor lo ngo dos dedos
• Flexor longo do halux
MÚSCULOS D OS PÉS:
• Abdutor do halux
• Flexor curto dos dedos
• Abdutor do dedo mínimo
• Quadrado plantar
• Lumbricais
• Flexor curto do halux
• Adutor do halux
• Flexor do dedo mínimo
• Interosseo plantar
• Inteross eo dorsal
• Extensor curto do dedo
• Extensor curto do halux
MÚSCULOS V ERTEBRAIS:
• Longo do pescoço
• Esplenio da cabeça
• Longo da cabeça
•Levantador da escapula
• Reto anterior da cabeça
• Escaleno médio
• Escaleno anterior
• Reto lateral da cabeça
Contração muscular
As miofibrilas dos músculos estriados contêm quatro
proteínas principais: miosina, actina, tropomiosina e
troponina. Os filamentos grossos são formados de miosina e
as outras 3 proteínas são encontradas nos filamentos finos.
O estímulo para contração muscular é um impulso nervoso
através de um nervo. A contração da fibra muscular é
regulada pelo sistema nervoso. A área de “contato sináptico”
entre a extremidade da membrana do axônio e a membrana
da fibra muscular é a placa motora, onde são liberados
mediadores químicos (neurotransmissores) pelos neurônios.
O impulso nervoso propaga-se pela membrana das fibras
musculares (sarcolema) e atinge o Retículo sarcoplasmático,
liberando o Ca no citosol. O Ca atua sobre a
troponina, mudando a configuração das três unidades de
troponina e deixando exposto o sítio de ligação da actina
com a miosina, ocorrendo a interação das cabeças da
i i ti i i i d t ã l A i
miosina com a actina, iniciando a contração muscular. Assim
que cessa o estímulo, o Ca é imediatamente rebombeado
para o interior do RS, cessando a contração. A actina e a
miosina são cadeias protéicas que se deslizam para
encurtar e alongar a fibra muscular, podendo diminuir cerca
de 2/3 do seu comprimento, ou até mesmo à metade. O
período de recuperação do músculo esquelético é tão curto
que o músculo pode responder a um 2°estímulo quando
ainda perdura a contração correspondente ao 1º.
Regeneração do tecido muscular
No adulto os três tipos de tecido muscular exibem diferenças
na regeneração. O músculo cardíaco não se regenera. Nas
lesões do coração (infarto), as partes destruídas são
invadidas por fibroblastos, que produzem fibras colágenas,
formando uma cicatriz. Embora os núcleos das fibras
esqueléticas não se dividam, tem uma pequena capacidade
de reconstituição. Admite-se que as células satélites sejam
responsáveis pela regeneração, visualizadas somente ao
ME, consideradas mioblastos inativos. Estas células também
são importantes na hipertrofia, quando se fundem com as
fibras musculares preexistentes. O músculo liso é capaz de
uma regeneração mais eficiente. Ocorrendo lesão as fibras
musculares lisas que permanecem viáveis entram em
mitose e reparam o tecido. Na parede dos vasos sanguíneos
há participação dos perícitos, que se multiplicam por mitose
originando novas células musculares lisas, ocorrendo a
regeneração.
"Articulação fibrosa – Também chamada de sinartrose ou
articulação imóvel, ela possui pequena separação com
tecido
conjuntivo fibroso entre os ossos. Seu papel principal é
proporcionar a absorção de choque."
Organização da fibra muscular e visualização ao
microscópio
As fibras musculares esqueléticas mostram estriações
transversais, pela alternância de faixas claras e escuras. É
possível identificar pelo microscópio faixas escuras
(anisotrópicas) que recebem o nome de banda A, enquanto
as faixas claras (isotrópicas) são denominadas banda I. No
centro de cada banda I nota-se uma linha transversal
escura, a linha Z. Entre duas linhas Z sucessivas existe uma
região de miofibrilas que corresponde ao sarcômero, que é
a unidade contrátil das fibras musculares esqueléticas.
As miofibrilas são feixes cilíndricos de filamentos. Esses
filamentos podem ser caracterizados como filamentos finos
de actina e filamentos grossos de miosina que estão
dispostos e organizados de forma simétrica e paralela. As
miofibrilas do músculo estriado contêm quatro proteínas
principais: miosina, actina, tropomiosina e troponina. Os
filamentos de actina partem da linha Z, enquanto que os
filamentos grossos ocupam a região central do sarcômero.
A contração muscular depende do adequado funcionamento
e deslizamento desses filamentos e da disponibilidade
intracelular de íonsCa2+. O retículo sarcoplasmático
armazena e regula o fluxo de íons Ca2+. O relaxamento
muscular está relacionado a redução deste íon no
sarcoplasma.
Tecido Muscular Estriado Cardíaco
O tecido muscular estriado cardíaco é composto por células
alongadas e ramificadas que apresentam estriações
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transversais,
como no tecido muscular estriado esquelético. Entretanto,
ao contrário deste último, essas células apresentam um ou
dois núcleos localizados no centro da fibra muscular. As
fibras musculares cardíacas estão unidas através dos discos
intercalares.
Os discos intercalares são encontrados exclusivamente no
tecido cardíaco e possuem a função de transmitir os sinais
de uma célula para outra, garantindo a sincronização da
contração cardíaca e impedindo a separação dessas células
durante o batimento cardíaco. Nessas junções intercelulares
encontram-se três especializações juncionais principais:
zônula de adesão, desmossomos e junções comunicantes.
Vale ressaltar que a contração das células musculares
estriadas cardíacas é involuntária, vigorosa e rítmica e é o
que confere o batimento cardíaco adequado. O sistema
gerador de impulsos é formado por uma rede de células
musculares cardíacas modificadas com a função de produzir
e conduzir o estímulo elétrico para a contração dos miócitos.
Outro ponto importante é que os miócitos não se
regeneram.
Tecido Muscular Liso
O tecido muscular liso é formado por células longas e
fusiformes, com núcleo único e elíptico e não possuem
estrias transversais. Essas células também podem ser
chamadas de leiomiócitos. São revestidos por lâmina basal
e mantêm-se unidos por uma rede delicada de fibras
reticulares. Essas fibras garantem que a contração
simultânea de algumas células se transforme na contração
de todo o músculo.
Neste tecido, o processo de contração é lento e
involuntário e todo o processo contrátil é controlado pelo
sistema nervoso autônomo. O tecido muscular liso é
encontrado em vários órgãos,
como os do trato gastrointestinal e da bexiga, além de
compor uma das camadas da parede arterial.
O tecido muscular liso é o que apresenta a resposta
regenerativa mais eficiente. Na vigência de lesão, os
leiomiócitos que permanecem viáveis entram em mitose e
reparam o tecido destruído.
CONHECENDO OS MÚSCULOS
HISTOLOGIA
HISTOLOGIA Músculo estriado Gato
HISTOLOGIA Músculo esquelético coelho
HISTOLOGIA Músculo cardíaco porco
HISTOLOGIA Útero proliferativo - Coelho
Conclusão
Concluimos que o sistema muscular é um conjunto de
tecidos que desempenha um papel fundamental no corpo
humano, com diversas funções importantes, como:
Movimentação : O sistema muscular permite a
movimentação do corpo, seja para deslocamento físico ou
para movimentação interna de órgãos.
Estabilidade e sustentação: O sistema muscular preenche e
sustenta o corpo e os órgãos.
Regulação da temperatura corporal: O sistema muscular
ajuda a regular a temperatura corporal.
Respiração, digestão e circulação sanguínea: O sistema
muscular permite a respiração, o funcionamento dos
processos digestivos e a circulação sanguínea.
Os músculos são tecidos compostos por fibras musculares
que se contraem e relaxam, produzindo força e movimento.
As fibras musculares possuem propriedades como
elasticidade, extensibilidade, irritabilidade e condutividade,
que permitem a contração e relaxamento.
Os músculos esqueléticos raramente trabalham sozinhos,
mas sim em grupos para produzir movimentos precisos. Os
músculos que produzem um movimento específico são
chamados de agonistas ou motores principais, e sempre
trabalham com um músculo antagonista, que produz o efeito
oposto nos mesmos ossos.