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19.qualidade de Serviço. Protocolo IPv6

O documento apresenta o protocolo IPv6, que foi desenvolvido para superar as limitações do IPv4, oferecendo um espaço de endereçamento de 128 bits, permitindo um número vasto de endereços. Destaca as principais mudanças, como a simplificação do cabeçalho e a introdução de novos tipos de endereços, além de melhorias em segurança e eficiência. A recomendação do NIC.br sugere alocações específicas de endereços para usuários domésticos e corporativos.

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Tiago Cavasini
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19.qualidade de Serviço. Protocolo IPv6

O documento apresenta o protocolo IPv6, que foi desenvolvido para superar as limitações do IPv4, oferecendo um espaço de endereçamento de 128 bits, permitindo um número vasto de endereços. Destaca as principais mudanças, como a simplificação do cabeçalho e a introdução de novos tipos de endereços, além de melhorias em segurança e eficiência. A recomendação do NIC.br sugere alocações específicas de endereços para usuários domésticos e corporativos.

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Qualidade de serviço. Protocolo IPv6


Apresentar a nova forma de endereçamento lógico, o endereço IP versão 6 (IPv6).

AUTOR(A): PROF. ROSANA CORDOVIL DA SILVA

No começo da década de 1990, a IETF começou o estudo para desenvolver o sucessor do protocolo IPv4. O motivo básico foi a
limitação crescente da capacidade de endereçamento do sistema atual, com novas sub-redes e nos IP sendo anexados à internet a uma
alta velocidade. Embora os recursos da CIDR e a NAT possam ser utilizados por mais algum tempo, a mudança é uma necessidade.

No IPv4, o campo do cabeçalho reservado para o endereçamento possui 32 bits. Este tamanho possibilita um máximo de [Link]
(232) endereços distintos. A época de seu desenvolvimento, esta quantidade era considerada suficiente para identificar todos os
computadores na rede e suportar o surgimento de novas sub-redes. No entanto, com o rápido crescimento da Internet, surgiu o problema
da escassez dos endereços IPv4, motivando a criação de uma nova geração do protocolo IP.

O IPv6 possui um espaço para endereçamento de 128 bits, sendo possível obter
[Link].[Link].[Link].456 endereços (2128). Este valor representa aproximadamente 79 octilhões
(7,9×1028) de vezes a quantidade de endereços IPv4 e representa, também, mais de 56 octilhões (5,6×1028) de endereços por ser
humano na Terra, considerando-se a população estimada em 6 bilhões de habitantes.

Os projetistas do protocolo IP, agora na versão 6, incluíram novos recursos a partir da versão 4.

Alguns dos principais objetivos:

Aumentar a capacidade de endereçamento.


Diminuir o tamanho das tabelas de roteamento.
Simplificar o protocolo.
Oferecer mais segurança (autenticação e privacidade).
Oferecer maior importância ao tipo de serviço.
Suportar multidifusão. Suportar a portabilidade do endereço.
Permitir a coexistência entre os protocolos novos e antigos.

Para obter um protocolo que atenda a todos esses requisitos, a IETF contou com a participação de interessados, resultando na
elaboração da RFC 1550.

O IETF atribui à revisão o número de versão 6, que inicialmente chamava-se IPng - IP The next generation.

O protocolo IPv6 proposto mantém muitas das características do IPv4. Apesar das semelhanças conceituais, o IPv6 muda a maior parte
dos detalhes do protocolo, por exemplo, utiliza endereços maiores e acrescenta novos recursos.

Algumas das mudanças implementados no IPv6.

• Endereços maiores – com 128 bits (16 Bytes).

• Hierarquia de endereço estendida – utiliza espaço de endereço maior para criar níveis adicionais de hierarquia de endereçamento.

• Formato de cabeçalho flexível – Utiliza um novo formato de datagrama.

• Provisão para extensão de protocolo – protocolo adaptável a novos hardwares de rede e novas aplicações.

• Capacidade de endereçamento expandida – o IPv6 utiliza 128 bits, em vez dos 32 bits do IPv4.

• Cabeçalho aprimorado de 40 Bytes – o cabeçalho com 40 bytes permite um processamento mais veloz do datagrama IP.

• Rotulação de fluxo e prioridade – já prevê a possível necessidade de poder diferenciar os fluxos.

Cabeçalho

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Nesta seção, serão apresentadas as principais características do IPv6 a começar pela análise das mudanças ocorridas na estrutura de
seu cabeçalho, seguido da explicitação das diferenças entre os cabeçalhos de ambas as versões, ressaltando o que foi aprimorado no
funcionamento do protocolo. Também, será detalhada o a utilização dos cabeçalhos de extensão e, o porquê dela melhorar o
desempenho dos roteadores. [Link] (acessado: 04/06/2017). Todos os direitos reservados a [Link].

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O cabeçalho IPv4 é composto por 12 campos fixos, que podem ou não conter opções responsáveis por fazer com que o tamanho varie
de 20 a 60 Bytes. Estes campos são destinados transmitir informações sobre:

a versão do protocolo;
o tamanho do cabeçalho e dos dados;
a fragmentação dos pacotes;
o tipo dos dados sendo enviados;
o tempo de vida do pacote;
o protocolo da camada seguinte (TCP, UDP, ICMP);
a integridade dos dados;
a origem e destino do pacote.

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Algumas mudanças foram realizadas no formato do cabeçalho base do IPv6 de modo a torná-lo mais simples. O número de campos foi
reduzido para apenas oito e o tamanho foi fixado de 40 Bytes. Além disso, ele ficou mais flexível e eficiente com a adição de cabeçalhos
de extensão que não precisam ser processados por roteadores intermediários. Tais alterações permitiram que, mesmo com um espaço
de endereçamento quatro vezes maior que o do IPv4, o tamanho total do cabeçalho IPv6 fosse apenas duas vezes. Dentre essas
mudanças, destaca-se a remoção de seis dos campos existentes cabeçalho IPv4, como resultado tanto da inutilização de suas funções
quanto de sua reimplantação com o uso de cabeçalhos de extensão. A figura a seguir identifica esses campos.

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A primeira remoção foi a do campo "Tamanho do Cabeçalho" que tornou-se desnecessário uma vez que seu valor foi fixado. A seguir, os
campos "Identificação", "Flags", "Deslocamento do Fragmento" e "Opções e Complementos" passaram a ter suas informações indicadas
em cabeçalhos de extensão apropriados. Por fim, o campo "Soma de Verificação" foi descartado com o objetivo de deixar o protocolo
mais eficiente já que outras validações são realizadas pelos protocolos das camadas superiores da rede. Outra alteração realizada com
o intuito de agilizar o processamento foi a renomeação e reposicionamento de quatro campos conforme a tabela abaixo:

IPv4 IPv6
Tipo de Serviço Classe de Serviço
Tamanho Total Tamanho dos Dados
Tempo de Vida (TTL) Limite de encaminhamento
Protocolo Próximo Cabeçalho

Além disso, o campo "Identificador de Fluxo" foi adicionado para possibilitar o funcionamento de um mecanismo extra de suporte a QoS
(Quality of Service). Mais detalhes sobre este campo e mecanismo serão apresentados nas próximas seções. Por fim, os campos
"Versão", "Endereço de Origem" e "Endereço de Destino" foram mantidos e apenas tiveram seus tamanhos alterados.

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O cabeçalho do IPv6 está dividido nos seguintes campos:

Versão (4 bits) - Identifica a versão do protocolo utilizado. No caso, o valor desse campo é 6.
Classe de Tráfego (8 bits) - Identifica os pacotes por classes de serviços ou prioridade. Ele provê as mesmas funcionalidades e
definições do campo "Tipo de Serviço do IPv4".
Identificador de Fluxo (20 bits) - Identifica pacotes do mesmo fluxo de comunicação. Idealmente esse campo é configurado
pelo endereço de destino para separar os fluxos de cada uma das aplicações e os nós intermediários de rede podem utiliza-lo de
forma agregada com os endereços de origem e destino para realização de tratamento específico dos pacotes.
Tamanho do Dados (16 bits) - Indica o tamanho, em Bytes, apenas dos dados enviados junto ao cabeçalho IPv6. Substituiu o
campo Tamanho Total do IPv4, que indicava o tamanho do cabeçalho mais o tamanho dos dados transmitidos. Contudo, o
tamanho dos cabeçalhos de extensão também são somado nesse novo campo.
Próximo Cabeçalho (8 bits) - Identifica o cabeçalho de extensão que segue o atual. Ele foi renomeado (no IPv4 chamava-se
Protocolo) para refletir a nova organização dos pacotes IPv6, uma vez que ele deixou de conter os valores referentes a outros
protocolos, para indicar os tipos dos cabeçalhos de extensão.
Limite de Encaminhamento (8 bits) - Esse campo é decrementado a cada salto de roteamento e indica o número máximo de
roteadores pelos quais o pacote pode passar antes de ser descartado. Ele padronizou o modo como o campo Tempo de Vida
(TTL) do IPv4 vinha sendo utilizado, o qual diferia significativamente da descrição original que o definia como o tempo, em
segundos, para o pacote ser descartado caso não chegasse à seu destino.
Endereço de origem (128 bits) - Indica o endereço de origem do pacote.
Endereço de Destino (128 bits) - Indica o endereço de destino do pacote.

Todo o conteúdo pode ser encontrado na integra em [Link] - Todos os direitos reservados a [Link] - Acesso em:
04/06/2017

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Tipos de Endereços

Existem no IPv6 três tipos de endereços definidos:

Unicast - este tipo de endereço identifica uma única interface, sendo assim um pacote enviado a um endereço unicast é
entregue a uma única interface;
Anycast - identifica um conjunto de interfaces. Um pacote encaminhado a um endereço anycast é entregue a interface
pertencente a este conjunto mais próxima da origem (de acordo com distância medida pelos protocolos de roteamento). Um
endereço anycast é utilizado em comunicações de um-para-um-de-muitos.
Multicast - também identifica um conjunto de interfaces, entretanto, um pacote enviado a um endereço multicast é entregue a
todas as interfaces associadas a esse endereço. Um endereço multicast é utilizado em comunicações de um-para-muitos.
Broadcast - não é utilizado na versão do IPV6, somente na versão do IPV4

Representação dos endereços

32 bits dos endereços IPv4 são divididos em quatro grupos de 8 bits cada, separados por “.”, escritos com dígitos decimais. Por exemplo:
[Link].

A representação dos endereços IPv6, divide o endereço em oito grupos de 16 bits, separando-os por “:”, escritos com dígitos
hexadecimais (0-F). Por exemplo:

[Link]

Na representação de um endereço IPv6, é permitido utilizar tanto caracteres maiúsculos quanto minúsculos.

Além disso, regras de abreviação podem ser aplicadas para facilitar a escrita de alguns endereços muito extensos. É permitido omitir os
zeros a esquerda de cada bloco de 16 bits, além de substituir uma sequência longa de zeros por “::”.

Por exemplo, o endereço [Link] pode ser escrito como [Link] ou


[Link].

Neste exemplo é possível observar que a abreviação do grupo de zeros só pode ser realizada uma única vez, caso contrário poderá
haver ambigüidades na representação do endereço.

Se o endereço acima fosse escrito como [Link], não seria possível determinar se ele corresponde
a [Link], a [Link] ou [Link].

Esta abreviação pode ser feita também no fim ou no início do endereço, como ocorre em [Link] que pode ser escrito da
forma [Link].

Acesse: [Link]

Endereços Especiais

Um endereço link local atribuído à essa interface seria FE80::4A1E:C9FF:FE21:[Link] ao APIPA do IPV4
Endereço Não-Especificado (Unspecified): é representado pelo endereço [Link] ou ::0 (equivalente ao endereço IPv4
unspecified [Link]). Ele nunca deve ser atribuído a nenhum nó, indicando apenas a ausência de um endereço. Ele pode, por
exemplo, ser utilizado no campo Endereço de Origem de um pacote IPv6 enviado por um host durante o processo de
inicialização, antes que este tenha seu endereço exclusivo determinado. O endereço unspecified não deve ser utilizado como
endereço de destino de pacotes IPv6;
Endereço Loopback: representado pelo endereço unicast [Link] ou ::1 (equivalente ao endereço IPv4
loopback [Link]). Este endereço é utilizado para referenciar a própria máquina, sendo muito utilizado para testes internos.
Este tipo de endereço não deve ser atribuído a nenhuma interface física, nem usado como endereço de origem em pacotes IPv6
enviados para outros nós. Além disso, um pacote IPv6 com um endereço loopback como destino não pode ser enviado por um
roteador IPv6, e caso um pacote recebido em uma interface possua um endereço loopback como destino, este deve ser
descartado;

Algumas faixas de endereços também são reservadas para uso específicos:

2002::/16: prefixo utilizado no mecanismo de transição 6to4;


[Link]/32: prefixo utilizado no mecanismo de transição TEREDO;
[Link]/32: prefixo utilizado para representar endereços IPv6 em textos e documentações.

Todos os direitos reservados a [Link], para consultar esse material acesse: [Link]

Recomendação do [Link]

O [Link] recomenda utilizar:

/64 a /56 para usuários domésticos: Para usuários móveis pode-se utilizar /64, pois normalmente apenas uma rede é
suficiente. Para usuários residenciais recomenda-se redes maiores. Se o provedor optar por, num primeiro momento, oferecer
apenas /64 para usuários residenciais, ainda assim recomenda-se que no plano de numeração se reserve um /56.
/48 para usuários corporativos. Empresas muito grandes podem receber mais de um bloco /48.

Para planejar a rede é preciso considerar que para cada rede física ou VLAN com IPv6 é preciso reservar um /64. Esse é o tamanho
padrão e algumas funcionalidades, como a autoconfiguração dependem dele. É preciso considerar também a necessidade de expansão
futura, assim como a necessidade de agregação nos protocolos de roteamento.

Alocação de endereços

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A RFC 3531 propõe um método de ordenar a distribuição das alocações, permitindo a mudança de prefixos aproveitando os bits não
alocados deste prefixo e sem a perda de agregação.
No endereço abaixo é possível acessar um simulador do algoritmo apresentado pela RFC:

[Link]

Na figura 1, é mostrado o screenshot da tela inicial do simulador:

Ocultar

A simulação pode ser realizada tanto para IPv4 quanto para IPv6, é importante considerar a grande diferença do número de bits
disponíveis entre os dois protocolos. Digite os endereços IPv4 ou IPv6 desejados, escolha o número de subredes desejadas para a
simulação.
Clique no botão "Criar Tabela" para obter a configuração inicial do simulador.

Acesse o site: [Link]

ou vá direto para o simulador em: [Link]

Faça o teste de endereçamento!

Funcionalidades Básicas

NDP (Neighbor Discovery Protocol)

O protocolo de descoberta de vizinhança foi desenvolvido sob a finalidade de resolver os problemas de interação entre nós vizinhos em
uma rede. Para isso ele atua sobre dois aspectos primordiais na comunicação IPv6, a autoconfiguração de nós e a transmissão de
pacotes. No caso da autoconfiguração de nós, o protocolo fornece suporte para a realização de três funcionalidades:

Parameter Discovery: atua na descoberta por um nó de informações sobre o enlace e sobre a Internet.
Address Autoconfiguration: trabalha com a autoconfiguração de endereços nas interfaces de um nó.
Duplicate Address Detection: utilizado para descobrir se o endereço que se deseja atribuir a uma interface já está sendo
utilizado por um outro nó na rede.

Já no caso da transmissão de pacotes entre nós, o suporte é dado para a realização de seis funcionalidades:

Router Discovery: trabalha com a descoberta de roteadores pertencentes ao enlace.


Prefix Discovery: implementa a descoberta de prefixos de redes do enlace, cuja a finalidade é decidir para onde os pacotes
serão direcionados numa comunicação.
Address Resolution: descobre o endereço fisico através de um endereço lógico IPv6.
Neighbor Unreachability Detection: permite que os nós descubram se um vizinho é ou se continua alcançavel, uma vez que
problemas podem acontecer tanto nos nós como na rede.
Redirect: permite ao roteador informar ao nó uma rota melhor ao ser utilizada para enviar pacotes a determinado destino.
Next-Hop Determination: algoritmo para mapear um endereço IP de destino em um endereço IP de um vizinho para onde o
trafego deve ser enviado.

Mensagens

Router Solicitation

Os roteadores tem a necessidade, por um nó, de informações (como rotas, MTU, Hop Limit e outras) que estão dispostas no roteador.
Regularmente o roteador envia a todos os nós do enlace esses dados, contudo, esse intervalo pode ser muito longo impedindo o nó de
estabelecer alguma comunicação. Essa mensagem serve para solicitar ao roteador que responda rapidamente o pedido do dispositivo.

Router Advertisement

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A mensagem Router Advertisement é enviada periodicamente ou em resposta à mensagem Router Solicitation por um roteador para
anunciar sua presença no enlace.

Neighbor Solicitation Message

Esta mensagem é utilizada para suprir três necessidades básicas de comunicação em redes IPV6. A primeira consiste na descoberta de
um endereço físico associado a um endereço lógico. A segunda consiste no teste de acessibilidade de nós vizinhos no enlace. A terceira
é sobre a detecção de endereços IPv6 duplicados na vizinhança.

Neighbor Advertisement

A mensagem serve para anunciar a mudança de alguma característica do dispositivo na rede de maneira rápida.

Redirect

A mensagem Redirect é enviada por roteadores para informar ao nó solicitante de uma comunicação, uma melhor opção de caminho
para ser utilizada.

Classificação das técnicas de transição

O período de transição e de coexistência entre os protocolos IPv6 e IPv4 exigiu o desenvolvimento de técnicas auxiliares, inicialmente
para resolver problemas de como conectar as novas redes IPv6 com o conteúdo das demais redes majoritariamente IPv4. Com o
aumento da adoção do IPv6, esse cenário se inverterá e técnicas para garantir o acesso IPv6 a redes IPv4 legadas surgirão. Além disso,
existe um terceiro tipo de técnica que busca aumentar a sobrevida do IPv4 enquanto a transição completa não ocorre.

As técnicas de transição podem ser classificadas segundo sua funcionalidade:

Pilha dupla: consiste na convivência do IPv4 e do IPv6 nos mesmos equipamentos, de forma nativa, simultâneamente. Essa
técnica é a técnica padrão escolhida para a transição para IPv6 na Internet e deve ser usada sempre que possível.
Túneis: Permitem que diferentes redes IPv4 comuniquem-se através de uma rede IPv6, ou vice-versa.
Tradução: Permitem que equipamentos usando IPv6 comuniquem-se com outros que usam IPv4, por meio da conversão dos
pacotes.

Essas técnicas podem ser classificadas, ainda, entre stateful e stateless.Técnicas stateful são aquelas em que é necessário manter
tabelas de estado com informações sobre os endereços ou pacotes para processá-los. Já técnicas stateless não tem essa necessidade,
cada pacote é tratado de forma independente. De forma geral técnicas stateful são mais caras: gastam mais CPU e memória, por isso
não escalam bem. Sempre que possível deve-se dar preferência a técnicas stateless.

Uma grande dificuldade no processo de implantação do IPv6 é o desenvolvimento de uma variedade enorme de técnicas de transição, o
que dificulta a escolha do que efetivamente utilizar. De forma geral, os critérios que devem ser utilizados na escolha da técnica a ser
utilizada, são:

preferir técnicas que impliquem na utilização de IPv6 nativo pelos usuários finais, de forma que túneis IPv4 dentro de IPv6 devem
ser preferidos em detrimento de túneis IPv6 sobre IPv4;
preferir técnicas stateless em detrimento de técnicas statefull;
evitar técnicas para prolongar o uso do protocolo IPv4, sem a adoção concomitante do IPv6;
analisar a adequação da técnica à topologia da rede onde será aplicada e
analisar a maturidade da técnica e as opções de implantação, como por exemplo suporte à mesma nos equipamentos de rede e
em softwares.

[Link]

ATIVIDADE
Dos endereços IPV6 listados abaixo, qual está escrito de forma incorreta?

A. [Link]/64

B. [Link]/64

C. 2800::0db9:bebe:cafe::0100/64

D. 2800::db9:bebe:cafe:0:0:100/64

Pilha Dupla: IPv6 e IPv4 em todos os dispositivos

Na atual fase de implantação do IPv6, não é aconselhável ter nós com suporte apenas a esta versão do protocolo IP, visto que muitos
serviços e dispositivos na Internet ainda trabalham somente com IPv4. Como citado anteriormente, manter o IPv4 já existente
funcionando de forma estável e implantar o IPv6 nativamente, para que coexistam nos mesmos equipamentos, é a forma básica
escolhida para a transição na Internet. Esta técnica é conhecida como pilha dupla (Dual Stack ou DS) e deve ser usada sempre que
possível. A utilização deste método permite que dispositivos e roteadores estejam equipados com pilhas para ambos os protocolos,
tendo a capacidade de enviar e receber os dois tipos de pacotes, IPv4 e IPv6. Com isso, um nó Pilha Dupla, ou nó IPv6/IPv4, se
comportará como um nó IPv6 na comunicação com outro nó IPv6 e se comportará como um nó IPv4 na comunicação com outro nó IPv4.
Cada nó IPv6/IPv4 é configurado com ambos endereços, utilizando mecanismos IPv4 (ex. DHCP) para adquirir seu endereço IPv4 e
mecanismos IPv6 (ex. configuração manual, autoconfiguração stateless e/ou DHCPv6) para adquirir seu endereço IPv6. Este método de
transição permita uma implantação gradual, com a configuração de pequenas seções do ambiente de rede de cada vez. Além disso,
caso no futuro o IPv4 não seja mais usado, basta simplesmente desabilitar a pilha IPv4 em cada nó. O funcionamento da pilha dupla
está ilustrado na figura abaixo.

Todos os direitos reservado ao [Link] conteúdo disponível em [Link] acesso: 05/06/2017.

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Túneis

Clique no link abaixo para assistir ao vídeo que o [Link] preparou para você!

Esse vídeo fala sobre a pilha dupla e sobre os tipos de túneis IPV6 e IPV4.

[Link]

Após assistir ao vídeo responda ao exercício abaixo:

ATIVIDADE
Qual o tipo de Túnel faz referência a RFC 2784 e RFC 2890?

A. Túneis 6in4

B. Túneis GRE

C. Túnel TEREDO

D. Túnnel Broker

Desempenho e qualidade de serviço

A QoS (Qualidade de Serviço) é garantida na rede, através dos componentes e equipamentos utilizados. Estão definidos atualmente dois
modelos que são:

Serviços Integrados (IntServ): orientado para o fornecimento de QoS por fluxo (aplicações individuais), sendo normalmente
associado ao protocolo RSVP (Resource ReSerVation Protocol);
Serviços Diferenciados(DiffServ): orientado para o fornecimento de QoS em classes de serviço ou fluxos de tráfego agregado.

Serviços Integrados

Este modelo é orientado para o suporte de QoS a fluxos individuais de pacotes e baseia-se no pressuposto de que, para atingir este
objetivo, é necessário que os roteadores possuam a capacidade de reservar recursos, requer também que os mesmos mantenham a
informação do estado de cada fluxo. Neste modelo são propostas duas classes de serviço:

Garanteed of Service - aplicações que requerem que o atraso dos pacotes não exceda um valor pré-definido;

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Controlled-Load Service - aplicações tolerantes e que se adaptam a perdas ocasionais de pacotes.

O modelo requer um conjunto de funções para suportar QoS, controlar o congestionamento e partilhar largura de banda por várias
classes de tráfego. Ele possui sérias limitações, devido ao facto da reserva de recursos ser orientada a fluxos individuais, o que implica:

necessidade de manutenção e atualização periódica da informação de estado por fluxo em cada roteador;
necessidade de classificar, policiar e escalonar pacotes por fluxo;
necessidade de invocar o controle de admissão para cada pedido de reserva de recursos.

Serviços Diferenciados

O DiffServ (ou Serviços diferenciados) é um mecanismo de QoS que possibilita o controle de agregados de fluxos. No DiffServ as
reservas de recursos são realizadas para agregações denominadas de BA (Behavior Aggregate). As redes que implementam serviços
diferenciados são denominadas de Domínios de Serviços Diferenciados (DS). Um domínio é composto por um conjunto de nós que
compartilham a mesma política de serviços.(TANENBAUM, A. S.2003).

Os domínios DS negociam entre si contratos de serviço que visam o fornecimento de garantias mínimas de QoS para as aplicações.
Todos os pacotes que circulam entre domínios são inspecionados nos roteadores periféricos para verificar a sua conformidade com os
contratos. Assim, na fronteira do domínio DS, os pacotes poderão ser classificados e condicionados (marcados, policiados ou limitados).

No centro da rede (DS), os roteadores simplesmente encaminham os pacotes para os seus destinos, oferecendo algumas garantias de
qualidade de serviço a determinados pacotes. O formato dos pacotes IPv6 foi especialmente definido de forma a possibilitar uma
manipulação eficiente pelos roteadores. Os fatores que permitem um aumento no desempenho são:

Diminuição de campos no cabeçalho;


O campo flow label encontra-se localizado antes do endereço (no caso da utilização deflow routing, a rota é calculada apenas
uma vez);
O processamento eficaz dos pacotes permite um encaminhamento mais rápido e redução dos atrasos nas filas.

Os Campos de QoS no cabeçalho IPv6

Consiste num campo de 8 bits que distingue pacotes de diferentes classes e prioridades;

Fornece as mesmas funcionalidades que o campo do cabeçalho IPv4.

Rótulo de Fluxo

Consiste num campo que 20 bits que identifica os pacotes num fluxo (mesma origem e destino), de forma a que estes possam
ser tratados da mesma maneira;
Este campo é selecionado pela origem e nunca é alterado na rede;
Os pacotes não necessitam de serem inspecionados e classificados constantemente;
A fragmentação ou codificação deixa de ser um problema como no IPv4.

ATIVIDADE FINAL
Qual a razão para a criação de uma nova geração de endereços lógicos "IPV6"?

A. Necessidade de substituir a notação decimal para hexadecimal.

B. Necessidade de substituir o separador de pontos para dois pontos.

C. Esgotamento dos endereços válidos em IPV4.

D. Vencimento da validade dos endereços IPV4.

REFERÊNCIA
TANENBAUM, A. S. Redes de Computadores. [Link]. Rio de Janeiro: Campus, 2003.

[Link] acesso em 04/06/2017

[Link] acesso em 04/06/2017

[Link] acesso em 04/06/2017

[Link] acesso em 05/06/2017

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