PORTICH e AMARAL
PORTICH e AMARAL
Resumo
As atividades laborais com Ferramentas Portáteis Motorizadas (FPM) compreendem riscos inerentes, os quais
podem gerar acidentes e provocar danos à saúde do trabalhador. Desta forma, observa-se a necessidade de
utilização de equipamentos de proteção individual (EPI) específicos. Há, contudo, dificuldades de adesão ao uso
de proteções por parte dos usuários, devido à falta de informação e ações em conjunto das partes interessadas. O
objetivo deste trabalho foi elaborar e propor uma abordagem metodológica para selecionar e indicar EPI
pertinentes à utilização de motosserras e roçadeiras. Neste sentido, a proposta baseou-se na execução de três
macro fases (pré-análise, análise e pós-análise) que consideraram respectivamente: a revisão de normas e
legislação vigentes; a análise do alinhamento dos EPI e produtos oferecidos no portfólio da empresa; a execução
de entrevistas individuais com as partes interessadas; e a elaboração de módulos ou kits de EPI para determinada
família de máquinas, considerando a opinião de stakeholders (especialistas de produtos da empresa,
concessionários, empresas prestadoras de serviço e clientes/usuários de máquinas). Os principais resultados
indicaram a existência de pequenas discrepâncias nos fatores de conforto e certificado de aprovação entre as
partes interessadas, no que tange a avaliação e seleção de determinados EPI. Outrossim, todos os EPI do
portfólio da empresa estudada demonstraram conformidade para os riscos envolvidos de acordo com os
respectivos certificados de aprovação e pertinência no pacote de produtos proposto.
1. Introdução
No século XXI, o trabalho vem ganhando avanços tecnológicos e implementando
técnicas mais seguras e produtivas para manipular a natureza e seus recursos disponíveis. A
substituição da mão-de-obra humana em algumas atividades por processos automatizados ou
máquinas inteligentes vem ocorrendo gradativamente, porém muitas outras ainda requerem
esforços exclusivamente dos seres humanos. No Brasil, o trabalho humano vem tentando
acompanhar as evoluções tecnológicas juntamente com o desenvolvimento econômico,
gerando pressões por maior produtividade e resultados financeiros. Atualmente, há também
uma preocupação cada vez maior com a saúde e segurança do trabalhador. No entanto, apesar
das novas legislações e normas decretadas, ainda observam-se em média 700 mil acidentes de
trabalho nos últimos anos, segundo o Anuário Estatístico da Previdência Social (AEPS,
2014). Considerando a população economicamente ativa de aproximadamente 103 milhões de
pessoas (AEPS, 2014), este número de acidentes é preocupante. Ademais, os gastos
econômicos decorridos das indenizações e benefícios pagos aos trabalhadores que tiveram sua
capacidade laboral reduzida de maneira temporária (acidentes, doenças) ou permanente
(morte, invalidez) são alarmantes. Estima-se que foram pagos para clientela urbana R$ 26,2
bilhões em aposentadorias por invalidez, R$ 14,1 bilhões em auxílio-doença e R$ 2,4 bilhões
em auxílio-acidente (AEPS, 2014). Em 2016, os gastos previdenciários com auxílio-doença
atingiram a marca de R$ 22,3 bilhões de reais, sendo R$ 1,8 bilhão para beneficiários rurais.
1
Além dos custos os aspectos humanos do trabalho do ponto de vista da Ergonomia,
apresentam duas finalidades básicas: a preservação da saúde do trabalhador e o desempenho
satisfatório do sistema técnico do ponto de vista produtivo com a máxima segurança, que
inclui as ferramentas de trabalho (WISNER, 1994). Em diversos segmentos da economia,
particularmente na agricultura, pecuária, exploração florestal, atividades de prestação de
serviços urbanos e rurais, a força e habilidade do trabalho humano ainda são necessárias para
desempenhar certas funções. Muitas vezes, os trabalhadores contam com o auxílio de diversas
ferramentas, entre elas ferramentas portáteis motorizadas (FPM), máquinas que se apresentam
como soluções viáveis para facilitar o trabalho e aumentar a produtividade (ANDRADE et al.,
2009).
A utilização dessas máquinas apresenta riscos de acidentes devido a sua
periculosidade inerente e dificuldade de operação da tarefa, sendo assim de suma importância
o manuseio correto. Desse modo, para garantir a segurança e conforto do trabalhador,
minimizar riscos, evitar possíveis acidentes e manter a produtividade no trabalho, faz-se
necessária a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) (CABEÇAS, 2007) .
Em estudo realizado com trabalhadores em atividades de poda de árvores no Distrito Federal
(FIEDLER, 2006), 65,2% dos trabalhadores já sofreram acidentes e 56,5% afirmaram que
sofreram acidentes de trabalho, 73,9% dos afastamentos por problemas de saúde decorreram
de acidentes de trabalho, e para a maioria dos trabalhadores (60,9%), alguns EPIs eram
considerados desconfortáveis. A reposição desses equipamentos foi considerada insatisfatória
para 78,3% deles.
Outro estudo, realizado por Walk (2012), com operadores de motosserras que
prestavam serviços de limpeza de áreas com vegetação leve e robusta no Estado do Paraná,
verificou que, apesar da consciência dos operadores quanto ao uso dos EPI, havia falta de
cuidado com relação à obrigatoriedade do seu uso completo e adequado. As empresas
produtoras de máquinas e ferramentas portáteis motorizadas vêm se preocupando com a
indicação e utilização de EPI adequados ao uso das máquinas vibrantes em diversas situações
de trabalho. Logo, decidir e indicar os EPI necessários à utilização adequada durante
operações com máquinas vibrantes é essencial para proteção do operador, bem como indica
uma visão holística com relação à venda do produto máquina vibrante. Assim, selecionar e
indicar EPI adequados pode auxiliar na redução de número de acidentes das empresas e
usuários, e por consequência, os danos à saúde.
Frente a esse cenário, tomou-se como objeto de estudo uma empresa produtora de
FPM, a qual oferece inúmeras opções de máquinas e alguns itens de proteção no seu portfólio.
Há uma dificuldade por parte de colaboradores da rede de distribuição (concessionários,
promotores e vendedores) de identificar os riscos das máquinas comercializadas e conhecer os
EPI mais indicados para cada modelo de máquina, seja por falta de material de divulgação,
seja por falta de treinamento e conhecimento da legislação e dos produtos oferecidos no
portfólio. Os clientes e usuários finais também percebem certa dificuldade na seleção do EPI
adequado para cada máquina, devido à falta de informações relevantes sobre indicação de uso,
falta de conhecimento sobre os EPI ou por falta de noções de segurança.
Considerando o contexto explicitado, o objetivo deste trabalho foi elaborar e propor
uma abordagem metodológica para selecionar e indicar EPI adequados à utilização de
modelos de ferramentas portáteis motorizadas. Isto considerando-se o mix de produtos, e
inserindo um conceito de famílias ou hierarquias de produtos. Tais procedimentos poderiam
permitir que empresas deste segmento orientassem as partes interessadas de uma maneira
simplificada e acessível, facilitando a compreensão dos riscos capazes de serem atenuados
pelos EPI e de acordo com a correta seleção destes. A abordagem incluiu: identificação dos
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riscos associados ao trabalho com os diversos tipos de máquinas presentes no portfólio da
empresa; identificação do tipo de proteção necessária específica ao operador, de acordo com
os tipos de máquinas; identificação das necessidades de desenvolvimento de novos EPI para
o portfólio da empresa estudada; e a proposição de um kit de EPI para o uso de determinadas
máquinas alinhado com o portfólio de máquinas e EPI da empresa. Tais procedimentos
poderiam auxiliar na geração de um material de compreensão e orientação correta de EPI para
os colaboradores da empresa, concessionários e clientes finais.
Este artigo é composto de quatro seções, sendo: Introdução; Referencial Teórico,
dividido em duas subseções: Segurança do Trabalho e Ferramentas Portáteis Motorizadas; os
Procedimentos Metodológicos; a seção de Resultados obtidos e, por fim, as Conclusões.
2. Referencial Teórico
2.1 Segurança do Trabalho
A segurança do trabalho pode ser caracterizada como a área de conhecimento que
estuda as possíveis causas de acidentes no trabalho e atua na prevenção de suas ocorrências.
Isto, por meio da implementação de medidas que visam eliminar ou controlar os fatores de
risco existentes na execução do trabalho, buscando a preservação da integridade física e
mental dos trabalhadores, bem como a redução da frequência e gravidade de acidentes e,
consequentemente, a continuidade do processo produtivo (SALIBA, 2004).
A preocupação com a segurança do trabalho e com a saúde do trabalhador data a partir
da criação Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 1919. Desde então, as normas
sobre proteção à saúde e integridade física do trabalhador ganharam força e vêm contribuindo
significativamente na prevenção de acidentes e doenças do trabalho (SALIBA, 2004). O
Brasil é um Estado-Membro da OIT e há diversas convenções ratificadas e incorporadas à
legislação interna do país, entre elas a Convenção n° 155, que dispõe sobre Segurança e
Saúde dos Trabalhadores e o Meio Ambiente de Trabalho, em vigência desde 1993 (OIT
Brasil). Em 1999, definiu-se pela OIT o Trabalho Decente, o uma proposta para fornecer
oportunidades para que homens e mulheres possam desempenhar um trabalho produtivo e de
qualidade, em condições de liberdade, equidade, segurança e dignidade humanas (OIT Brasil).
Observa-se na Norma Regulamentadora 17 – NR 17 – a mesma preocupação com a saúde e
segurança do trabalhador, a qual visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das
condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a
proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente (MTE, 2016).
Em 2004, através da portaria interministerial n° 774, DOU de 29/04/2004 (ANAMT,
2016) houve avanços para criar uma Política Nacional de Saúde do Trabalhador (ANAMT,
2016). Em 2005, foi formado um Grupo de Trabalho composto por três ministérios,
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), da Previdência Social (MPS) e da Saúde (MS)
para elaboração de um documento-base, conforme Associação Nacional de Medicina do
Trabalho (ANAMT, 2016). Neste mesmo ano foram publicadas as Diretrizes sobre Sistemas
de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho, baseada nas diretrizes da OIT, aplicáveis nos
âmbitos nacional e organizacional, apoiadas na legislação nacional (FUNDACENTRO,
2005). Finalmente, em 2011, foi decretada a Política Nacional de Segurança e Saúde no
Trabalho (PNSST), através do Decreto N° 7.602, tendo em vista o artigo quatro disposto na
Convenção n° 155 (ANAMT, 2016). A PNSST foi elaborada por representantes da tripartite,
através de entidades do Governo, dos Empregadores e dos Empregados. Desde então, a
PNSST serve como base para estabelecer diretrizes para garantir a saúde e segurança do
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trabalhador, cujo objetivo é a promoção da saúde e a melhoria da qualidade de vida do
trabalhador e a prevenção de acidentes e de danos à saúde advindos, relacionados ao trabalho
ou que ocorram no curso dele, por meio da eliminação ou redução dos riscos no ambiente de
trabalho (ANAMT, 2016).
Nesse contexto, observa-se uma evolução na tentativa de disseminar e aplicar a
Segurança do Trabalho pelas organizações do país, e uma preocupação cada vez maior com a
saúde do trabalhador. Contudo, ainda existem números alarmantes em relação aos acidentes
de trabalho (AT), que requerem atenção às partes envolvidas. Em 2014 foram registrados
704.136 acidentes totais, contra 717.911 acidentes totais no ano anterior (MPS, 2014).
Medeiros e Jurado (2013) realizam uma compilação de dez estudos entre 2003 e 2012
que acusaram alta prevalência de AT e riscos ocupacionais no setor florestal. Um dos estudos
(CAMARA et al., 2007) apontou quatro acidentes com vítimas fatais na atividade de
derrubada de árvores, com riscos ambientais presentes. Outro estudo de Vianna et al. (2008)
apontou 38 acidentes durante cinco anos, sendo o risco físico apontado como o principal
motivo. Ainda, um estudo realizado por Lopes et al. (2011) com 48 trabalhadores do setor
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florestal, demonstrou que 17,4 % dos entrevistados já tinham sofrido algum tipo de acidente
de trabalho, sendo mãos e pernas as partes do corpo mais atingidas. Também em Hasse et al.
(2012) houve registro de 591 acidentes numa empresa do setor florestal, entre 2005 e 2008,
com riscos físicos prevalentes e causa principal relacionada ao uso de EPI. A análise dos
artigos estudados apontou o risco físico como risco ocupacional mais citado em relação ao
índice de acidentes, devido às características do ambiente de trabalho (MEDEIROS, 2013).
2.1.2 Riscos
Segundo Moura (2000), o perigo pode ser uma circunstância que prenuncia um mal
para alguém ou alguma coisa. Sendo assim, esta circunstância é uma característica inerente de
uma determinada atividade, processo, objeto ou substância, que poderá provocar danos à
saúde das pessoas ou danos materiais. Por exemplo, enumera-se a produção, manipulação ou
utilização de substâncias tóxicas, inflamáveis ou radioativas. Para o autor, o termo risco é
uma incerteza associada ao perigo, sendo um evento imaginário ou possível que poderá vir a
ocorrer no futuro, capaz de alterar e reduzir a segurança de um sistema. Desse modo, o risco
está ligado à probabilidade de ocorrência de um evento que poderá vir a gerar danos, lesões
ou acidentes. Por exemplo, o risco de óbito de uma pessoa na eventualidade de esmagamento
por queda de árvores.
A Constituição da República Federativa do Brasil (1988), em seu Artigo 7°, inciso
XXII, assegura a todos os trabalhadores urbanos e rurais, a “redução dos riscos inerentes ao
trabalho, por meio das normas de saúde, higiene e segurança”. De forma complementar, a
Norma Regulamentadora 09 – NR-09 – estabelece os critérios obrigatórios para empregadores
no que tange a antecipação, identificação, avaliação e consequente controle dos riscos
ambientais existentes no ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio
ambiente e dos recursos naturais, através da implementação de um Programa de Prevenção de
Riscos Ambientais – PPRA (BRASIL, 2016). Percebe-se também um alinhamento desta
norma com a Recomendação n° 192 da OIT, a qual propõe de maneira semelhante diretrizes
de avaliação e controle de riscos.
A NR 09 (BRASIL, 2016) igualmente define como riscos ambientais os riscos físicos,
químicos e biológicos presentes no ambiente de trabalho. Os riscos físicos são aqueles
derivados da exposição dos trabalhadores a diversas formas de energia, tais como ruídos,
vibrações, temperatura, radiações e pressões anormais; os riscos biológicos são aqueles
provenientes de bactérias, fungos, vírus, parasitas, protozoários, etc. Já os riscos químicos são
provenientes de substâncias ou produtos químicos, tais como gases, poeira e vapores,
podendo ser absorvidos pelo organismo por ingestão, inalação ou contato com a pele
(BRASIL, 2016). Na NR 31 (BRASIL, 2016), são mencionadas as condições de melhoria do
trabalho que devem abranger os riscos físicos, químicos, mecânicos e biológicos.
Há outros tipos de risco, conforme Rodrigues (2004), relacionados com a não
ergonomia, como aqueles provenientes dos esforços físicos, posturas desfavoráveis ou
movimentos repetitivos presentes na atividade; riscos de acidente presentes nos processos de
trabalho, tais como tombamento de árvores, queda de objetos, picadas por animais
peçonhentos, manuseio e movimentos involuntários de equipamentos e máquinas. Para Sêcco
et al. (2012), os riscos de acidentes associados ao uso de máquinas e equipamentos também
podem ser chamados de riscos mecânicos, quando, por exemplo, pode ocorrer o rompimento
da corrente de uma motosserra durante a operação. No caso deste tipo de uso de máquina,
também é possível ocorrer acidente devido ao golpe de retrocesso ou rebote (kickback),
quando a ponta do sabre da motosserra atinge a madeira mas não a penetra, e os dentes da
corrente causam um movimento brusco de lançamento contra o operador, podendo até mesmo
gerar ferimentos fatais.
6
Medeiros (2013) cita um estudo realizado por Assunção e Câmara (2011) em que a
maioria dos acidentes (40%) acontece no momento da derrubada com motosserra.
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N OR MA R EGU LAMEN T AD OR A 06 - N R 06
6.8.1 O fabricante nacional ou importador deverá: 6.3 A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, 6.7.1 Cabe ao
a ) cadastrar-se junto ao órgão nacional competente gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito empregado
em matéria de segurança e saúde no trabalho; estado de quanto ao uso de
b) solicitar a emissão do Certificado de Aprovação - conservação e funcionamento, nas seguintes EPI:
CA; circunstâncias:
c) solicitar a renovação do CA quando vencido o a ) sempre que as medidas de ordem geral não a ) usar, utilizando-
prazo de validade estipulado ; ofereçam completa proteção contra os riscos de o apenas para a
d) requerer novo CA quando houver alteração das acidentes do trabalho finalidade a que
especificações do equipamento aprovado; ou de doenças profissionais e do trabalho. se destina;
e ) responsabilizar-se pela manutenção da
qualidade do EPI que deu origem ao Certificado de 6.6.1 Cabe ao empregador quanto ao EPI: b)
Aprovação - CA a ) adquirir o adequado ao risco de cada atividade; responsabilizar-
f) comercializar ou colocar à venda somente o EPI, b) exigir seu uso; se pela guarda e
portador de CA; c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo conservação;
g) comunicar ao órgão nacional competente em órgão nacional competente em matéria de segurança e
matéria de segurança e saúde no trabalho saúde no c) comunicar ao
quaisquer alterações dos dados cadastrais trabalho; empregador
fornecidos; d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso qualquer
h) comercializar o EPI com instruções técnicas no adequado, guarda e conservação; alteração que o
idioma nacional, orientando sua utilização, e ) substituir imediatamente, quando danificado ou torne impróprio
manutenção, restrição e extraviado; para uso;
demais referências ao seu uso; f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção
i) fazer constar do EPI o número do lote de periódica; e, d) cumprir as
fabricação; e, g) comunicar ao MTE qualquer irregularidade determinações
j) providenciar a avaliação da conformidade do EPI observada. do empregador
no âmbito do SINMETRO, quando for o caso; h) registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo sobre o uso
k) fornecer as informações referentes aos ser adotados livros, fichas ou sistema eletrônico. adequado.
processos de limpeza e higienização de seus EPI.
Quadro 1: critérios e obrigações da Norma Regulamentadora 6 – NR 06. Fonte: Adaptado do MTE (2016)
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3.2 Caracterização do método de pesquisa
Inicialmente foi feita pesquisa bibliográfica em periódicos, sites, e em manuais dos
equipamentos do portfólio. O método de pesquisa utilizado neste estudo apresentou uma
natureza aplicada. Quanto à abordagem, buscou-se tanto dados qualitativos, devido às
informações levantadas com base na leitura e revisão de normas e manuais e nas entrevistas
com stakeholders da empresa (especialistas de produto, concessionários, empresas prestadoras
de serviço e clientes), quanto dados quantitativos, extraindo informações quanto a avaliação
dos parâmetros dos EPI pelos entrevistados e quanto à valores mensuráveis de agentes de
risco. O objetivo da pesquisa possuiu caráter exploratório, por se tratar da proposta de
familiarizar-se com o objeto de estudo de ferramentas portáteis motorizadas e o uso específico
de EPI associado para tal tipo de trabalho, considerando exemplos práticos e experiência de
profissionais do ramo. Igualmente possuiu caráter descritivo, pois procurou estabelecer as
características comuns de um grupo de máquinas e a relação do uso de EPI necessários ao tipo
de trabalho, através da observação das atividades de trabalho, descrevendo as dificuldades e
riscos encontrados.
c) 3ª Macro fase – Pós-análise: foi criada uma proposta de módulos ou kits de EPI
para determinadas família de máquinas, respeitando os itens da etapa anterior. Nesta etapa foi
considerada a opinião de stakeholders, entre especialistas de produtos da empresa,
concessionários, empresas prestadoras de serviço e clientes/usuários de máquinas, através de
entrevistas aplicadas pelo próprio autor. Por fim, foram identificadas as oportunidades de
melhoria no que tange a introdução de novos EPI para o portfólio. Esta etapa serviu para
auxiliar na tomada de decisão dos compradores na escolha de EPI, a partir da escolha do
modelo e família de máquina e do tipo de atividade exercida. Como conclusão, as três Macro
fases constituíram uma proposta metodológica estruturada para realização de trabalhos
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relacionados à seleção de EPI. A figura 2 esquematiza as etapas e procedimentos da
abordagem proposta.
11
4. Resultados e Discussão
4.1 Pré-Análise
Foi realizada uma análise das normas e legislação vigentes no Brasil, pertinente ao
contexto socio-técnico de trabalhos com ferramentas portáteis motorizadas, com o intuito de
identificar situações aplicáveis para cada tipo de norma, sempre respeitando o caráter da SST
e da produtividade. Por conseguinte, as respectivas normas e situações de trabalho que podem
ser aplicadas foram resumidas no Quadro 2.
São consideradas insalubres as operações que são expostas Trabalhos com motosserras ou cortadores à disco
a alguns riscos e agentes físicos, químicos ou biológicos. que excedam os ruídos de 85 dBA ou vibrações de 5
NR 15 - Atividades e
Destaque para limite de tolerância de 85 dBA de ruído para m/s² quando em operação, podem ser consideradas
Operações Insalubres atividades com jornada de até 8 horas e Vibrações Mãos e insalubres e portanto deve-se fornecer os EPI
Braços (VMB) que não excedam 5 m/s². adequados para atenuação dos fatores de risco.
12
4.2.1 Análise dos riscos associados ao uso de máquinas portáteis
Depois de efetuada a revisão de procedimentos e normas vigentes no Brasil e
levantados os critérios exigidos aos stakeholders adaptados para trabalhos com FPM,
realizou-se a leitura e compreensão dos manuais de instrução de máquinas do atual portfólio
da empresa manufatureira. Foi possível compreender e identificar os riscos ambientais
associados ao uso e manejo dessas máquinas, alinhados com a NR-09 (MTE, 2016),
igualmente às necessidades de proteção dos usuários para atenuar esses riscos e evitar
possíveis lesões e acidentes. Devido à extensão e limitação deste trabalho em apresentar todas
as máquinas do respectivo portfólio, selecionou-se apenas as famílias de máquinas do tipo
motosserras e roçadeiras, por se tratar dos produtos com maior relevância e volume de vendas
no mercado, bem como maior número de usuários e casos de acidente.
Constatou-se que as máquinas possuem dispositivos de segurança para proteger o
usuário, bem como silenciadores para atenuar os ruídos, amortecedores para absorver
vibrações e protetor da corrente alinhados com a NR-12 (MTE, 2016), mesmo assim os
manuais evidenciam situações de trabalho com as quais os operadores estão expostos aos
diferentes tipos de riscos sob condição latente. As motosserras à bateria, elétricas ou à
combustão apresentaram riscos de acidente variados, devido a agentes mecânicos e ao cenário
socio-técnico, entre eles, riscos de ruptura da corrente, riscos de escorregar, riscos de rebote
da máquina (kickback), entre outros. Em relação à riscos químicos, as motosserras à bateria ou
elétricas apresentam agentes como óleo da corrente em contato com a pele, inalação de poeira
e partículas e possíveis vazamentos de substâncias tóxicas de baterias avariadas. As
motosserras à combustão apresentaram riscos químicos mais perigosos quanto ao vazamento
de óleo ou combustível, os quais podem causar incêndios e queimaduras, inclusive
intoxicação devido aos gases emitidos (Quadro 3).
Para todo tipos de motosserras há riscos físicos presentes, no entanto, as motosserras
elétricas ou à bateria apresentam emissão de ruídos e vibrações menores em relação às
elétricas. As motosserras elétricas ou à bateria apresentaram valor mediano de 84 dB(A) de
pressão sonora Lpeq conforme ISO 22868:2011, e de acelerações equivalentes ahv,eq de 2,9
m/s² para vibrações conforme ISO 22867:2011, os quais estão adequados aos limites
estabelecidos pela NR-15 (MTE, 2016). Já as motosserras à combustão apresentaram valor
mediano Lpeq de 100 dB(A) de pressão sonora e acelerações equivalentes ahv,eq de 6,4 m/s²
para vibrações, considerados acima dos limites estabelecidos, podendo causar perda auditiva e
“doença dos dedos brancos”. Alguns riscos de não ergonomia confome Wisner (1994),
Rodrigues (2004) e a NR-17 (MTE, 2016) também foram levantados, tais como: posturas e
técnicas incorretas de trabalho, cargas excessivas de trabalho e más condições
psicofisiológicas do trabalhador (Quadro 3).
As roçadeiras também apresentaram riscos semelhantes às motosserras, no que tange a
agentes físicos, químicos e de não ergonomia (posturas desfavoráveis, carga de trabalho, etc.).
Particularmente, as roçadeiras à combustão podem acoplar ferramentas de corte do tipo
lâmina e serra, cujos riscos podem gerar efeito inércia, efeito rebote da máquina (kickback),
ruptura da ferramenta de corte, riscos de queda de objetos e galhos em trabalhos de desbaste
ou mata fechada. O trabalho com roçadeiras à bateria ou elétricas com cabeçotes de corte de
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nylon acoplados não apresentam esses riscos mecânicos, mas assim como às máquinas à
combustão, apresentam riscos de acidente de objetos lançados contra o operador e outras
pessoas que estejam dentro do raio de trabalho de 15 metros ou mais. Quanto aos agentes
físicos, os ruídos das roçadeiras à bateria, à combustão ou elétricas superaram os limites
estabelecidos pela NR-15 (MTE, 2016), enquanto que as vibrações indicadas pelos modelos
de máquinas mantiveram-se abaixo do parâmetro de 5 m/s². Os modelos à bateria ou elétricos
apresentaram valor mediano Lpeq de 89 dB(A) de pressão sonora e acelerações equivalentes
ahv,eq de 1,4 m/s², enquanto que os modelos à combustão apresentaram valor mediano ahv,eq de
3,7 m/s² (Tabela 2).
- Óleo da corrente em
- Acionamento involuntário da contato com a pele;
corrente; - Inalação de poeiras e
Motosserras - Manutenção e troca da partículas;
Elétricas ou à Bateria corrente e sabre; - Possíveis vazamentos de
- Ruptura da corrente; substâncias tóxicas de baterias
- Rebote da máquina avariadas. - Condições ambientais - Posturas e técnicas incorretas
(kickback );
(calor, frio, vento chuva, ar de trabalho;
- Queda de galhos e objetos;
livre, iluminação); - Carga de trabalho excessiva;
- Objetos lançados contra o
- Vazamento ou - Ruídos da máquina; - Más condições
operador (madeira, lascas);
derramamento de óleo ou - Vibrações da máquina; psicofisiológicas do operador.
- Escorregar e tropeçar em
combustível;
Motosserras à locais lisos ou obstáculos;
- Riscos de incêndio e
Combustão - Rebote da máquina
queimaduras;
(kickback );
- Inalação e intoxicação por
- Choque elétrico (máquinas
gases tóxicos.
elétricas).
Quadro 3: Riscos de trabalho com motosserras e roçadeiras. Fonte: Manuais de Instrução, STIHL (2016)
Tabela 2: valores medianos de ruídos Lpeq e vibrações equivalentes de manuais de máquinas. Fonte: autor.
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4.2.2 Análise dos EPI da base do manual e portfólio
Motosserras Roçadeiras
Motosserras à Roçadeiras à
Elétricas ou à Elétricas ou à
Combustão Combustão
Bateria Bateria
Riscos
mecânicos
mecânicos
mecânicos
mecânicos
químicos
químicos
químicos
químicos
físicos
físicos
físicos
físicos
Proteção
roupas anti-corte
○
macacão
○
○
○●
○●
○●
○●
○●
○●
calça anti-corte
botas com biqueira de
○●
○●
○●
○●
○●
○●
○●
○●
○●
aço
○●
○●
○●
○●
○●
○●
botas antiderrapantes
○●
○●
○●
luvas em couro
○●
○●
○●
○●
○●
○●
○●
○●
○●
luvas anti-corte
○●
○●
○●
○●
protetor auricular
○●
○●
○●
○●
protetor facial
máscara
○
○
○●
○●
○●
○●
óculos de proteção
○●
○●
○●
capacete de proteção
Legenda: ○● contém no manual e portfólio ○ contém só no manual
Quadro 4: EPI da base dos manuais versus o portfólio de EPI da empresa. Fonte: autor.
Há uma diferença nos níveis de emissão de ruídos, vibrações (agentes físicos) ou gases
(agentes químicos) entre máquinas elétricas ou à bateria e à combustão. Mesmo assim, os EPI
são de uso comum em ambos os tipos de máquinas. As roçadeiras elétricas ou à bateria que
trabalham com cabeçotes de nylon em vez de ferramentas de corte de metal (serras, lâminas),
possuem riscos mecânicos de menor periculosidade e, em vista disso, permitem a utilização
de botas de segurança com biqueira de aço e solado antiderrapante, sem a proteção anti-corte
e luvas de material robusto tipo couro. Mesmo assim, exigem a proteção da cabeça do usuário
com óculos de proteção e protetor facial caso haja lançamento de detritos ou outros objetos
contra o operador e outras pessoas próximas. Constatou-se que a linha de EPI da empresa
estudada não oferece um protetor facial com protetor auricular para as roçadeiras. O capacete
florestal atenderia esses requisitos de proteção, todavia esse item pode ser dispensado quando
não houver risco de queda de objetos.
16
Figura 3: Grau de importância de EPI para diferentes grupos de stakeholders. Fonte: autor.
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exigiriam uma proteção maior contra riscos mecânicos, como botas com resistência ao corte
tipo C e perneiras de proteção, enquanto que as roçadeiras com cabeçote de nylon permitiriam
utilização de bota tipo B com solado antiderrapante. Quando não há risco de queda de objetos,
o capacete florestal se tornaria um item dispensável também pela questão do conforto,
portanto uma escolha mais plausível seria um protetor facial e auricular unificados. Este item
poderia se tornar um produto a ser desenvolvido pela empresa, ou até mesmo protetor
auricular e protetor facial independentes. Todos EPI do portfólio demonstraram conformidade
com proteção dos riscos, segundo consulta dos respectivos Certificados de Aprovação (MTE,
2016).
Quadro 5: Proposta de kit de EPI indicados para motosserras e roçadeiras. Fonte: autor.
5. Conclusão
O trabalho desenvolvido permitiu evidenciar que existem riscos presentes nas
atividades laborais com uso de ferramentas portáteis motorizadas, os quais devem ser
mitigados e eliminados sempre que possível, desde o processo de desenvolvimento do
produto até situações reais de operação. A indicação e seleção correta dos EPI adaptados aos
trabalhadores, ao tipo de máquina e a tarefa, garantem proteção contra esses riscos e podem
até evitar lesões e constrangimentos causados pelos acidentes. Entretanto, a complexidade e a
variabilidade inerente do ofício podem causar danos à saúde do trabalhador e passivos
trabalhistas, mesmo com as proteções e precauções tomadas por todos envolvidos.
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Embora os resultados obtidos fossem uniformes em alguns critérios, no que tange a
triagem de uso de EPI ligados a essas máquinas, observou-se a contradição entre os usuários e
os demais grupos com relação à percepção do certificado de aprovação desses produtos. A
qualidade deve ser percebida como um atributo fundamental para a escolha dos EPI, tanto
para as partes interessadas quanto para usuários. Igualmente, a questão do conforto para os
usuários foi fator determinante para seleção e utilização destes EPI, portanto deveria ser mais
reconhecida pelas partes interessadas que desenvolvem e disponibilizam esses produtos no
mercado. Os EPI jamais devem ser julgados somente como custo, pois sua utilização pode
evitar acidentes e, inclusive, prevenir desfechos fatais para os trabalhadores.
A metodologia de seleção de EPI aplicada foi concebida para facilitar a identificação
de proteção necessária, respeitando os preceitos normativos e o nível de desempenho
almejado conforme o tipo de máquina definida. Ela pode ser replicada em outras análises de
outros equipamentos diferentes dos considerados nesta pesquisa, auxiliando na tomada de
decisão das partes interessadas. Assim, espera-se que este trabalho contribua para a segurança
e produtividade dos trabalhadores com máquinas e partes interessadas. Neste trabalho não foi
possível identificar a probabilidade de ocorrência e gravidade de acidentes, portanto, para
trabalhos futuros, sugere-se estudar situações reais de trabalho sujeitas à avaliação e controle
de riscos segundo a norma ISO 45001.
6. Agradecimentos
Aos meus pais Maria Inês e Paulo, agradeço o apoio incondicional e carinho durante minha
vida e trajetória acadêmica, exemplo de pessoas que me fizeram chegar até aqui.
Aos colaboradores do Marketing da Stihl e demais áreas pela contribuição neste trabalho.
Aos meus colegas, cúmplices e amigos que me ajudaram e enriqueceram essa trajetória.
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7. Referências
CABEÇAS, J. M. An approach to health and safety in E.U. forestry operations – Hazards and
preventive measures. Faculty of Science and Technology, New University of Lisbon. In:
Enterprise and Work Innovation Studies, No. 3, 2007.
FIEDLER, N.C.; SONE, E. H.; VALE, A.T.; JUVENCIO, J. F.; MINETTE, L. J. Avaliação
dos riscos de acidentes em atividades de poda de árvores na arborização urbana do Distrito
Federal. Sociedade de Investigações Florestais. Revista Árvore, Viçosa-MG, v.30, n. 2,
p.223-233, 2006.
22
HASSE, C.; ALEXANDRINI, F.; RICHARTZ, V. Contribuições do estudo de acidentes do
trabalho em empresa madeireira. 2012. Disponível em:
http://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos09/151_acidentes_de_trabalho.pdf. Acesso em:
10/10/2016.
LOPES, E.S. et al. Análise dos fatores humanos e condições de trabalho em operações de
implantação florestal. Floresta, Curitiba, PR, v. 41, n. 4, p.70-714, out./dez. 2011.
MOURA, L. A.A. Qualidade e Gestão Ambiental. 2ª edição. São Paulo: Editora Juarez de
Oliveira, 2000.
23
SILVEIRA, C. A.; ROBAZZI, M. L. C. C.; MARZIALE, M. H. P.; DALRI, M. C. B.
Acidentes de trabalho entre trabalhadores rurais e da agropecuária identificados
através de registros hospitalares. Revista Ciência, Cuidado e Saúde. Maringá, v.4, n.2, p.
120-128, maio/agosto, 2005.
STIHL. Manual de Instruções de serviços MS 170, 180. São Leopoldo, Rio Grande do Sul,
Brasil, pg. 10. Disponível em: http://www.stihl.com.br/manuais-de-instrucoes.aspx. Acesso
em: 20/10/2016
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8. Apêndice
Aluno: Leo Plentz Portich Tel. 51 99812 9535 Curso Engenharia de Produção UFRGS
4. Indique em ordem de maior para menor importância (9 a 1) os itens que você julga serem importantes
na escolha e compra do EPI, que geram valor ao produto? Por que comprar um EPI?
5. Numa escala de 1 a 5, sendo 1 não importante e 5 extremamente importante, relacionando os itens que
você escolheu na questão anterior, assinale o grau de importância na escolha do EPI para trabalhos
com ferramentas portáteis motorizadas (motosserras, roçadeiras, etc).
Grau de
importância
Equipamentos proteção individual
(1 a 5) Botas de Calça de Luva de Protetor Perneira de Óculos de Capacete de
segurança segurança Proteção auricular Proteção proteção segurança
Preço
Cert. De Aprov
Atributos
Marca
Conforto
Design/Estética
Qualidade
Facilidade uso
Nível de proteção
6. Na hora da escolha de uso de um EPI, assinale quais dessas alternativas justificam a escolha do
produto:
∆ tipo de máquina específica (roçadeiras/motosserras/outros/etc)
∆ tipo de serviço realizado (corte de árvores/manutenção de estradas/limpezas/etc)
∆ tipo de mercado (florestal, agropecuário, jardinagem profissional, doméstico, construção civil,
limpeza e conservação)
∆ necessidade de proteção (mãos, pés, cabeça, olhos)
∆ tipo de usuário (ocasional, profissional, doméstico)
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7. Na sua opinião, quais os motivos que fazem com que stakeholders (clientes/usuários/concessionários,
empregadores) deixem de comprar EPI para trabalhos com ferramentas portáteis motorizadas
(motosserras, roçadeiras, etc.)?
10. Cite três ações que poderiam ser tomadas para estimular o uso ou vender mais EPI?
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