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Tríduo Pascal

A Quinta-feira Santa marca o início do Tríduo Pascal e celebra a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio por Jesus. A Sexta-feira Santa é um dia de meditação sobre a Paixão de Cristo, culminando na celebração das 15 horas, onde se recorda Sua morte. A Vigília Pascal, realizada no Sábado Santo, é uma celebração rica em simbolismo que antecipa a Páscoa, destacando a Ressurreição de Jesus como a vitória sobre a morte.
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Tríduo Pascal

A Quinta-feira Santa marca o início do Tríduo Pascal e celebra a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio por Jesus. A Sexta-feira Santa é um dia de meditação sobre a Paixão de Cristo, culminando na celebração das 15 horas, onde se recorda Sua morte. A Vigília Pascal, realizada no Sábado Santo, é uma celebração rica em simbolismo que antecipa a Páscoa, destacando a Ressurreição de Jesus como a vitória sobre a morte.
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Quinta-feira Santa faz parte da preparação para a Páscoa

Neste dia, começa o Tríduo Pascal, a preparação para a grande celebração da


Páscoa, a vitória de Jesus Cristo sobre a morte, o pecado, o sofrimento e o inferno.

Este é o dia em que a Igreja celebra a instituição dos grandes Sacramentos da


Ordem e da Eucaristia. Jesus é o grande e eterno Sacerdote, mas quis precisar de
ministros sagrados, retirados do meio do povo, para levar ao mundo a salvação que
Ele conquistou com a Sua Morte e Ressurreição.

Jesus desejou ardentemente celebrar aquela hora: “Tenho desejado ardentemente


comer convosco esta Páscoa antes de sofrer” (Lc 22,15).

Na celebração da Páscoa, após instituir o sacramento da Eucaristia, Ele disse aos


discípulos: “Fazei isto em memória de Mim”. Com essas palavras, Ele instituiu o
sacerdócio cristão: “Pegando o cálice, deu graças e disse: Tomai este cálice e
distribuí-o entre vós. Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-
o e deu-lhe, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória
de mim.” (cf. Lc 22,17-19)

Na noite em que foi traído, mais Ele nos amou, pois bebeu o cálice da Paixão até a
última e amarga gota. São João disse que “antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus
que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que
estavam no mundo, até o extremo os amou” (Jo 13,1).

Igreja, coluna e fundamento da verdade

Depois que Jesus passou por toda a terrível Paixão e Morte de Cruz, ninguém mais
tem o direito de duvidar do amor de Deus por cada pessoa.

Aos mesmos discípulos, Ele vai dizer, depois, no Domingo da Ressurreição:


“Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem
os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20,23). Estava, assim, instituída também a
sagrada confissão, o sacramento da penitência; o perdão dos pecados dos homens
que Ele tinha acabado de conquistar com o Seu Sangue.

Na noite da Ceia Pascal, o Senhor lavou os pés dos discípulos, fez esse gesto
marcante, que era realizado pelos servos, para mostrar que, no Seu Reino, “o último
será o primeiro”, e que o cristão deve ter como meta servir e não ser servido. Quem
não vive para servir não serve para viver; quem não vive para servir não é feliz,
porque a autêntica felicidade o tempo não apaga, as crises não destroem e o vento
não leva; ela nasce do serviço ao outro, desinteressadamente.

Nessa mesma noite, Jesus fez várias promessas importantíssimas à Igreja que
instituiu sobre Pedro e os apóstolos. Prometeu-lhes o Espírito Santo, e a garantia de
que ela seria guiada por Ele a “toda a verdade”. Sem isso, a Igreja não poderia
guardar intacto o “depósito da fé”, que São Paulo chamou de “sã doutrina”. Sem a
assistência permanente do Espírito Santo, desde Pentecostes, ela não poderia ter
chegado até hoje e não poderia cumprir sua missão de levar a salvação a todos os
homens de todas as nações.

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente
convosco. É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê
nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará
em vós.” (Jo 14, 16-17).

Igreja, coluna e fundamento da verdade

Que promessa maravilhosa! O Espírito da Verdade permanecerá convosco e em


vós. Como pode alguém ter a coragem de dizer que, um dia, a Igreja errou o
caminho? Seria preciso que o Espírito da Verdade a tivesse abandonado.

”Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á
todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito.” (Jo 14, 25-26)

Na Última Ceia, o Senhor deixou à Igreja essa grande promessa: O Espírito Santo
“ensinar-vos-á todas as coisas”. É por isso que São Paulo disse a Timóteo que “a
Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1Tm 3, 15). Quem desafiar a verdade
de doutrina e de fé, ensinada pela Igreja, vai escorregar pelas trevas do erro.

Na mesma Santa Ceia, o Senhor lhes diz: “Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos,
mas não as podeis suportar agora. Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade,
ensinar-vos-á toda a verdade (…)” (Jo 16,12-13).

Jesus sabia que aqueles homens simples não tinham condições de compreender
toda a teologia cristã; mas lhes assegura que o Paráclito lhes ensinaria tudo, ao
longo do tempo, até os nossos dias de hoje. E o Sagrado Magistério dirigido pelo
Papa continua assistido pelo Espírito de Jesus.

São essas promessas, feitas à Igreja na Santa Ceia, que dão a ela a estabilidade e a
infalibilidade em matéria de fé e costumes. Portanto, não só o Senhor instituiu os
sacramentos da Eucaristia e da ordem, na Santa Ceia, mas colocou as bases para
a firmeza permanente da Sua Igreja. Assim, Ele concluiu a obra que o Pai Lhe
confiou, antes de consumar Sua missão na cruz

A espiritualidade da Sexta-feira Santa

Neste dia, Sexta-feira Santa, que os antigos chamavam de Sexta-feira Maior,


quando celebramos a Paixão e Morte de Jesus, o silêncio, o jejum e a oração
devem marcar este momento. Ao contrário do que muitos pensam, a Paixão não
deve ser vivida em clima de luto, mas de profundo respeito e meditação diante da
morte do Senhor, que, ao morrer, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos,
ressurgindo para a vida eterna.

É preciso manter um silêncio interior aliado ao jejum e à abstinência de carne. Deve


ser um dia de meditação, de contemplação do amor de Deus, que nos “deu o Seu
Filho único para que quem n’Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16).
É um dia em que as diversões devem ser suspensas, os prazeres, mesmo que
legítimos, devem ser evitados.

Uma prática de piedade valiosa é meditar a dolorosa Paixão do Senhor, se possível,


diante do Sacrário, na Igreja, usando a narração que os quatro evangelistas fizeram.

Aprender o quanto é grande o pecado

Outra possibilidade será usar um livro para meditação como “A Paixão de Cristo
segundo o cirurgião”, no qual o Dr. Pierre Barbet, francês, depois de estudar por
mais de vinte anos a Paixão, narra com detalhes o sofrimento de Cristo. Tudo isso
deve nos levar a amar profundamente Jesus Crucificado, que se esvaziou
totalmente para nos salvar de modo tão terrível. Essa meditação também precisa
nos levar à associação com a Paixão do Senhor, no sentido de tomar a decisão de
“gastar a vida” pela salvação dos outros. Dar a vida pelos outros, como o Senhor
deu a Sua vida por nós. “Amor só se paga com amor”, diz São João da Cruz.

A Meditação da Paixão do Senhor deve nos mostrar o quanto é hediondo o pecado.


É contemplando o Senhor na Cruz, destruído, flagelado, coroado de espinhos,
abandonado, caluniado, agonizante até a morte, que entendemos quão terrível é o
pecado. Não é sem razão que o Catecismo diz que pecado é “a pior realidade para
o mundo, para o pecador e para a Igreja”. É por isso que Cristo veio a este mundo
para ser imolado como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29).
Só Ele poderia oferecer à Justiça Divina uma oblação de valor infinito, que reparasse
todos os pecados de todos os homens de todos os tempos e lugares.

Celebração das 15 horas

O ponto alto da Sexta-feira Santa é a celebração das 15 horas, horário em que Jesus
foi morto. É a principal cerimônia do dia: a Paixão do Senhor. Ela consta de três
partes: liturgia da Palavra, adoração da cruz e comunhão eucarística. Nas leituras,
meditamos a Paixão do Senhor, narrada pelo evangelista São João (cap. 18), mas
também prevista pelos profetas que anunciaram os sofrimentos do Servo de Javé.
Isaías (52,13-53) coloca, diante de nossos olhos, “o Homem das dores”,
“desprezado como o último dos mortais”, “ferido por causa dos nossos pecados,
esmagado por causa de nossos crimes”. Deus morreu por nós em forma humana.

Neste dia, podemos também meditar, com profundidade, as “sete palavras de


Cristo na Cruz” antes de Sua morte. É como um testamento d’Ele:
“Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem”;

“Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso”;

“Mulher, eis aí o Teu filho (…) Eis aí a Tua Mãe”;

“Tenho Sede!”;

“Eli, Eli, lema sabachtani? – Meu Deus, Meu Deus, por que Me abandonastes?”;

“Tudo está consumado!”;

“Pai, em tuas mãos entrego o meu Espírito!”.

À noite, as paróquias fazem encenações da Paixão de Jesus Cristo com o sermão


da descida da Cruz; em seguida, há a Procissão do Enterro, levando o esquife com
a imagem do Senhor morto. O povo católico gosta dessas celebrações, porque põe
o seu coração em união com a Paixão e os sofrimentos do Senhor. Tudo isso nos
ajuda na espiritualidade deste dia. Não há como “pagar” ao Senhor o que Ele fez e
sofreu por nós; no entanto, celebrar com devoção o Seu sofrimento e morte Lhe
agrada e nos faz felizes. Associando-nos, assim, à Paixão do Senhor, colheremos os
Seus frutos de salvação.

Eis a luz de Cristo

A Vigília Pascal faz do Sábado Santo uma noite de luz

A Semana Santa é a Semana das semanas! Neste tempo, vivemos a intensidade do


Mistério Pascal que é constituído pela Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. É
certo que, a cada domingo, dia do Senhor, nós revivemos e celebramos esse
mistério. Além disso, também é certo que, em cada Santa Missa, celebramos
vivamente o Mistério Pascal. Mas todo o ano decorre desta Semana Santa. A Vigília
Pascal é uma Fonte da graça de Deus. Nesta Semana, o nosso coração é
alimentado pela força do amor do Pai.

O Sábado Santo é precedido pelo Domingo de Ramos, em que acompanhamos


Jesus no Triunfo e na Paixão. Ele é acolhido em Jerusalém como um Rei, com hinos,
ramos nas mãos; por onde Ele ia passando roupas eram jogadas pelo chão e havia
muita euforia. Na mesma liturgia, é narrada a Paixão do Senhor. O Triunfo e a Paixão
de Jesus nos faz pensar nos nossos altos e baixos ao longo da vida. Em Jesus
encontramos sabedoria e discernimento para louvarmos a Deus nas conquistas e
confiarmos n’Ele nas horas amargas.

A Vigília Pascal faz parte do Tríduo Pascal

O Sábado Santo é chamado de Vigília Pascal. Na Igreja e na Liturgia Católica, antes


de todas as grandes solenidades, há uma celebração de véspera ou vigília. A Vigília
Pascal antecede o dia da Páscoa, o Domingo da Ressurreição de Jesus.
A Vigília Pascal faz parte também do Tríduo Pascal, onde vivemos com
profundidade os passos de Jesus rumo ao Calvário, ao Sepulcro e à Ressurreição.
Este Tríduo começa com a Quinta-feira Santa, pela conhecida “Missa do Lava-pés”,
por meio da qual Jesus instituiu a Eucaristia e o Sacerdócio, com uma
recomendação: “Fazei isso em minha memória” (Lc 22,19). A Eucaristia e o
Sacerdócio nasceram do coração de Jesus, em torno de uma mesa, para que se
fosse cumprida uma promessa do Senhor: “Eis que estarei convosco, todos os dias,
até o fim do mundo” (Mt 28,20). Tanto pela Eucaristia, como pelo Sacerdócio, o
Senhor continua no meio de nós!

Na Sexta-feira Santa, até a natureza silencia-se. O Cordeiro é imolado. Jesus, morre


na Cruz, rezando: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46)! E aí Jesus
entrega toda a Sua história e missão. Jesus entrega a Igreja e toda a humanidade.
Jesus nos entrega ao Pai. Com essa entrega, Ele coloca em prática o Seu
ensinamento: “Ninguém tem maior amor do que Aquele que dá a vida por seus
amigos” (Jo 15,13).

A cada dia mais um passo e mais próximo do ápice

Diante da Vigília Pascal, é como se a Igreja e cada fiel estivessem escalando uma
alta montanha: cada dia mais um passo e mais próximo do ápice! A cada
celebração do Tríduo Pascal, mais perto do cume, do lugar mais alto. Depois dessa
caminhada, com o coração aberto e os olhos bem atentos no Senhor, chegamos à
grande noite do Sábado Santo, da Vigília Pascal.

O Sábado Santo é celebrado ao escurecer do dia, à noite. Até as luzes da Igreja são
apagadas. Todo o povo se reúne na escuridão. Esta Liturgia é muito rica nos sinais,
nos gestos e símbolos. É na Vigília Pascal que acontece a bênção do fogo. O Círio
Pascal, uma vela bem grande, é aceso no fogo novo, trazendo o ano que estamos
vivendo e duas letras do alfabeto grego, ou seja, o Alfa e o Ômega, que representam
Jesus, nossa Luz, Princípio e Fim de tudo e de todos, Senhor do tempo e da história!

Partes fundamentais da Vigília Pascal

A Vigília Pascal tem quatro partes fundamentais: Liturgia da Luz, da Palavra, do


Batismo e da Eucaristia. É comum crianças e adultos serem batizados nesta
celebração, quando todos renovam sua fé e confiança no Deus Altíssimo. A Palavra
de Deus recorda toda caminhada do povo de Israel, aguardando o Messias, e
apresenta Jesus como o verdadeiro Messias, Salvador. O Povo de Deus, pede a
intercessão dos santos para que continuem perseverantes no seguimento de Jesus,
que trouxe ao mundo uma Boa Notícia e alimenta-se da Eucaristia, remédio santo
que cura as enfermidades do corpo e da alma

A Vigília Pascal é uma celebração solene e com uma catequese muito profunda.
Quando participamos, cheios de atenção e desejo de nos encontrarmos com o
Senhor, ficamos maravilhados com a beleza e o esplendor em torno de Jesus, nossa
Luz. A Vigília Pascal transforma a noite mais clara que o dia, e nos impulsiona a
irmos ao encontro do Senhor Ressuscitado, para vê-Lo e acreditar na vitória da vida
sobre a morte. A Ressurreição de Jesus torna o Sábado Santo uma Noite de Luz.

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