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Oceanografia

O trabalho analisa o mercado de trabalho para oceanógrafos, destacando a necessidade de uma formação interdisciplinar e empreendedora. Apesar das oportunidades em diversos setores, muitos profissionais enfrentam desemprego ou subemprego devido ao desconhecimento das possibilidades de atuação. O estudo propõe a atualização curricular e incentiva a mentalidade empreendedora para melhor adaptação às demandas do mercado.

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O trabalho analisa o mercado de trabalho para oceanógrafos, destacando a necessidade de uma formação interdisciplinar e empreendedora. Apesar das oportunidades em diversos setores, muitos profissionais enfrentam desemprego ou subemprego devido ao desconhecimento das possibilidades de atuação. O estudo propõe a atualização curricular e incentiva a mentalidade empreendedora para melhor adaptação às demandas do mercado.

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0

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ


INSTITUTO DE CIÊNCIAS DO MAR - LABOMAR
CURSO DE OCEANOGRAFIA
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

MARIANA RODRIGUES ALVES

EMPREENDENDO A CARREIRA NA OCEANOGRAFIA: UMA ANÁLISE


SOBRE O MERCADO DE TRABALHO PARA OCEANÓGRAFOS

FORTALEZA
2021
1

MARIANA RODRIGUES ALVES

EMPREENDENDO A CARREIRA NA OCEANOGRAFIA: UMA ANÁLISE SOBRE


O MERCADO DE TRABALHO PARA OCEANÓGRAFOS

Trabalho de Conclusão de Curso do curso


de graduação em Oceanografia da
Universidade Federal do Ceará, como
requisito parcial à obtenção do título de
bacharel em Oceanografia.

Orientador: Prof. Dr. Marcelo de Oliveira


Soares.

FORTALEZA
2021
2
3

MARIANA RODRIGUES ALVES

EMPREENDENDO A CARREIRA NA OCEANOGRAFIA: UMA ANÁLISE SOBRE


O MERCADO DE TRABALHO PARA OCEANÓGRAFOS

Trabalho de Conclusão de Curso do curso


de graduação em Oceanografia da
Universidade Federal do Ceará, como
requisito parcial à obtenção do título de
bacharel em Oceanografia.

Aprovada em: ___/___/______.

BANCA EXAMINADORA

________________________________________
Prof. Dr. Marcelo de Oliveira Soares (Orientador)
Universidade Federal do Ceará (UFC)

_________________________________________
Prof. Dr. Carlos Eduardo Peres Teixeira
Universidade Federal do Ceará (UFC)

_________________________________________
Mestre Jailton Nogueira Filho
Universidade Federal do Ceará (UFC)
4

A Deus.
Aos meus pais, Isabel Cristina e José
Tupinambá.
5

AGRADECIMENTOS

Primeiramente a Deus, pelo dom da vida e por fazer a minha vida ter sentido.
Aos meus pais, Isabel Cristina e José Tupinambá, por estarem sempre ao meu
lado. Em especial a minha mãe por ser a dona dos abraços mais gostosos e carinhosos de
todos os tempos! Obrigada mãe, por todo carinho, amor e suporte, principalmente nos
meus momentos difíceis. Obrigada pai, pelo carinho e brincadeiras de sempre. Obrigada
por serem essas pessoas que me educaram e me ajudaram a formar quem eu sou hoje, em
especial obrigada pela educação que me deram e que continuam me dando, apesar dos
erros e defeitos de vocês, eu sei que só estão tentando acertar, obrigada, de todos os pais
do mundo que eu tenho, vocês são os melhores! Em especial, obrigada papai por todos os
momentos de brincadeira, por tirar de mim sorrisos tão gostosos, obrigada por dançar
comigo ao som de uma boa música, obrigada por esse relacionamento tão único que
temos, não tem pessoa no mundo que possa lhe substituir ou que me faça se sentir tão à
vontade como me sinto quando estou com o senhor. Apesar de ser um homem durão e de
poucas palavras, que tira meu juízo muitas vezes, eu sei que quando o senhor chora, ali
são as palavras engasgadas que o senhor nunca botou para fora, mas eu também sei que
esse é um modo de o senhor dizer “eu te amo”. Dedico então essa minha conquista a
vocês! Em especial a minha mãe que nunca me deixou desistir e nem me pediu para fazer
concurso! Obrigada mãe, a senhora é a minha rocha! E obrigada pai, o senhor é o meu
Julius!
À minha irmã, Juliana, com quem divido o dia do meu nascimento, com quem
dou abraço sem braço, com quem dividi toda a minha vida desde antes de eu nascer.
Obrigada Ju, por mesmo sendo tão diferentes uma da outra a gente aprendeu a conviver
e a se amar à medida que fomos crescendo. Obrigada por ser essa irmã mais velha que eu
sempre busquei consolo, com esse teu jeitão de ser, aprendi que é sempre teu jeitinho de
tentar me proteger e me fazer crescer para vida. Obrigada por todo o cuidado. Eu para
sempre serei sua irmã mais nova, sua mananinha! Te amo.
À minha família e amigos, em especial a minha vó que me deu a minha
segunda máscara e snorkel após ter perdido os meus no batismo do mergulho. E em
especial o meu tio, que deixou em mim traços no sangue pelo amor ao mar e ao
desconhecido dos oceanos. Obrigada também, a Nat e a Bibia, por me ajudarem tanto, em
especial por me fazerem voltar a acreditar em amizade. Obrigada a todos os amigos da
igreja que me ajudaram a persistir nos caminhos em Deus.
6

Aos meus professores do ensino fundamental ao ensino médio, que ajudaram


na minha educação, me ensinaram e me prepararam para conquistar uma vaga numa
universidade pública. E obrigada aos meus pais que se esforçaram tanto para pagar uma
escola particular para mim.
Aos meus professores da faculdade por me educarem e ajudarem a me formar
uma Oceanógrafa. Em especial, obrigada ao Marcelo Soares, por acreditar na minha
proposta, por me incentivar e me dar forças a seguir com esse TCC, obrigada por acreditar
em mim!
Aos meus colegas de curso e de turma, por me ajudarem a crescer como
pessoa e como profissional.
Enfim, muito obrigada a todos vocês, que fazem e que fizeram parte da minha
vida, porque se fosse para eu citar todas as pessoas que passaram por mim e deixaram um
pouco de si eu precisaria muito mais do que uma ou duas páginas para citar todos e
agradecer.
Deus os abençoe!

P.S.: Eu não poderia deixar de agradecer também às psicólogas e psiquiatras que me


ajudaram e me ajudam a superar a depressão e a ansiedade. Graças a vocês estou
conseguindo me ajudar a ter uma qualidade de vida melhor. Obrigada!
7

“ São as nossas escolhas, Harry, que


revelam o que realmente somos, muito
mais do que as nossas qualidades. ”
Alvo Dumbledore
8

RESUMO

O profissional de Oceanografia deve possuir uma capacidade interdisciplinar, uma visão


ampla, crítica e criativa, e ter habilidades para uma atuação empreendedora. Isso se deve
devido à sua formação holística e integrada sobre os oceanos. Apesar da
interdisciplinaridade dos oceanógrafos e das inúmeras áreas de atuação, o
desconhecimento do mercado e dos próprios profissionais sobre as suas possibilidades de
ganhos econômicos, os impede de uma crescente ocupação em cargos e funções. Gerando,
portanto, um excesso de Oceanógrafos qualificados desempregados ou subempregados.
Parte disso ocorre pela falta de divulgação e conhecimento não só do mercado de trabalho
como também dos próprios Oceanógrafos, sobre suas áreas de atuação, habilidades e
competências. Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo caracterizar as
oportunidades de mercado de trabalho para os egressos do curso de Oceanografia, com o
foco em incentivar a mentalidade empreendedora desses profissionais e orientá-los sobre
as suas diversas áreas de atuação no mercado. Foram encontradas diversas funções e
oportunidades de emprego para os oceanógrafos dentro dos três setores: público, privado
e terceiro setor (por exemplo, ONGs, fundações e OSCIPs). Como forma de melhor
identificar esses órgãos e empresas, foram feitas listas e tabelas com nomes, contatos e
áreas visando facilitar futuras oportunidades de trabalho. Foi observado também que
muitas empresas ofertam vagas e oportunidades de emprego para oceanógrafos, porém
muitas se localizam na região Sul/Sudeste do Brasil e a maioria não são chefiadas por
profissionais da Oceanografia. Assim, como forma de incentivar a atuação
empreendedora dos futuros Oceanógrafos, foram apresentadas as oportunidades de
vivências e experiências durante a graduação. Além disso, é apresentado e discutido um
levantamento dos Oceanógrafos e Oceanógrafas que passaram a ser protagonistas nas
atuações da profissão, tornando-se empregadores e criadores das suas próprias empresas
e startups. Onde, não só foram identificadas empresas dentro do espectro esperado para
a atuação de um profissional de Oceanografia, como também foram identificadas
empresas digitais com uma área de atuação inovadora e interdisciplinar. Portanto, são
necessárias adaptações curriculares para uma atualização e adaptação do profissional de
Oceanografia dentro das demandas atuais do mercado globalizado, empreendedor e
digital, incluindo starups e cleantechs. Assim, conclui-se que apesar da Oceanografia ser
uma profissão nova no Brasil, hoje, esse profissional possui diversos meios de atuação
nos setores, público, privado e terceiro setor principalmente com a demanda crescente de
9

ações decorrentes da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável


(2021-2030), promulgada pelas Nações Unidas. Além disso, os resultados indicam um
vasto campo de atuação para os Oceanógrafos empreendedores ambientais e
empreendedores digitais que podem ser explorados pelos egressos.

Palavras-chave: Áreas de Atuação. Empreendedorismo Digital. Oceanógrafos


Empreendedores. Oceanografia. Ciências do Mar.
10

ABSTRACT

The Oceanography professional must have an interdisciplinary capacity, a broad, critical


and creative vision, and have skills for an entrepreneurial performance. This is due to its
holistic and integrated formation to study and understand the oceans. Despite the
interdisciplinarity of the Oceanographers and the areas in which they work, the ignorance
of the market and professionals about their possibilities of economic gains, to prevent an
increasing occupation in cargo and functions. Therefore, generating an excess of
unemploed or underemployed Oceanographers. Part of this occurs due to the lack of
disclosure and knowledge not only of the job market but also of the Oceanographers
themselves, about their areas of competence, skills and competences. Thus, the present
study aims to characterize the job market opportunities for graduates of the Oceanography
course, with a focus on encouraging the entrepreneurial mindset of professional objects
and guiding them on their various areas of expertise in the market. Several areas of
activity and employment opportunities were found for Oceanographers within the three
sectors: public, private and third sector (for example, NGOs, foundations and OSCIPs).
In order to better identify these opportunities and companies, lists and classifications were
made with names, contacts and specific job opportunities. It was also observed that many
companies offer vacancies and job opportunities for Oceanographers, however many are
located in the South/Southeast region of Brazil and the majority are not headed by
professionals from Oceanography. Thus, as a way to encourage the entrepreneurial
performance of future Oceanographers, they were considered as opportunities for
experiences during graduation. In addition, a survey is presented and discussed of
Oceanographers who have become protagonists in the work of the profession, becoming
employers and creators of their own companies and startups. Where, companies were not
identified within the expected spectrum for the performance of an Oceanography
professional, as well as digital companies with an innovative and interdisciplinary area of
activity. Therefore, curricular adaptations are necessary to update and adapt the
professional Oceanography within the current demands of the globalized, entrepreneurial
and digital Market, including startups and cleantechs. Therefore, it is concluded that
although Oceanography is a new profession in Brazil, today, this professional has several
means of performance in the sectors, public, private and third sector, mainly with the
growing demand for actions resulting from the Decade of Ocean Science for
Development Sustainable Development (2021-2030), promulgated by the United
11

Nations. In addition, the results indicate a wide field of activity for Oceanographers,
environmental entrepreneurs and digital entrepreneurs that can be explored by graduates.

Keywords: Practice Areas. Digital Entrepreneurship. Entrepreneurial Oceanographers.


Oceanography. Sciences of the Sea.
12

LISTA DE FIGURAS

Figura 1a  Áreas de atuação e habilidades do profissional de


Oceanografia ......................................................................................... 28

Fibura 1b  Áreas de atuação e habilidades do profissional de


Oceanografia ......................................................................................... 29

Figura 1c  Áreas de atuação e habilidades do profissional de


Oceanografia ......................................................................................... 29

Figura 1d  Áreas de atuação e habilidades do profissional de


Oceanografia ......................................................................................... 30

Figura 1e  Áreas de atuação e habilidades do profissional de


Oceanografia ......................................................................................... 30

Figura 1f  Áreas de atuação e habilidades do profissional de


Oceanografia ......................................................................................... 31

Figura 1g  Áreas de atuação e habilidades do profissional de


Oceanografia ......................................................................................... 31

Figura 1h  Áreas de atuação e habilidades do profissional de


Oceanografia ......................................................................................... 32

Figura 2a  Órgãos públicos que o profissional de Oceanografia pode estar


atuando .................................................................................................. 34

Figura 2b  Órgãos públicos que o profissional de Oceanografia pode estar


atuando .................................................................................................. 34

Figura 3  Empresas que contratam Oceanógrafos distribuídas pelas regiões do


Brasil ...................................................................................................... 57

Figura 4  Hashtags relacionadas a Oceanografia e o número de vezes que foram


utilizadas em publicações do
instagram ............................................................................................... 90
13

LISTA DE TABELAS

Tabela 1  Possíveis serviços e áreas de atuação que um Oceanógrafo pode


prestar nos órgãos públicos ................................................................... 35

Tabela 2  Exemplos de empresas no Brasil que contratam Oceanógrafos e as


áreas de atuações dos mesmo nessas empresas .................................... 43

Tabela 3  Terceiro Setor que graduandos e formados em Oceanografia podem


atuar ...................................................................................................... 59

Tabela 4  Empresas Juniores de Oceanografia no Brasil ..................................... 70

Tabela 5  Empresas criadas por Oceanógrafos do Brasil ..................................... 77


14

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

AOCEANO Associação Brasileira de Oceanografia


AVA Ambiente Virtual de Aprendizado
BA Bahia
BJr Brasil Júnior
CCBIO Cadastro de Coleções Biológicas
CE. Ceará
CEMP Centro de Empreendedorismo
CNJE Confederação Nacional de Empresas Juniores
DEPOA Departamento de Ordenamento de Desenvolvimento da Aquicultura
DEPOP Departamento de Ordenamento e Desenvolvimento da Pesca
DRM Departamento de Registro e Monitoramento de Aquicultura e Pesca
EIA Estudos de Impacto Ambiental
EJ Empresa Júnior
EnCoGrad - Encontro de Coordenadores de Cursos de Ciências do Mar
Mar
EnCoJunior - Encontro de Empresas Juniores de Ciências do Mar
Mar
ENEJO Encontro Nacional de Empresas Juniores de Oceanografia
ES Espirito Santo
EVA Estudo de Viabilidade Ambiental
FAO Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura
FEJE Federação de Empresas Juniores
FURG Fundação Universidade Federal do Rio Grande
GP Grupo de Pesquisa
GT Grupo de Trabalho
GTE Grupo de Trabalho de Empreendedorismo
IBAMA Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
IES Instituições de Ensino Superior
INPE Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
IOUSP Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo
JADE Junior Assiciation for Development
15

LABOMAR Instituto de Ciências do Mar


MA Maranhão
MCTI Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
MEC Ministério de Educação
MEJ Movimento Empresa Júnior
MG Minas Gerais
MMA Ministério do Meio Ambiente
MP Ministério Público
MPA Ministério da Agricultura e Pesca
NEJ Núcleo de Empresas Juniores
OàV Oceano à Vista
ODS Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
ONG Organização Não Governamental
OSCIP Organização da Sociedade Civil de Interesse Público
PE Pernambuco
PPC Programa Pedagógico do Curso
PPGMar Programa de Pós Graduação Marinha
PR Paraná
PRAD Plano de Recuperação de Áreas Degradadas
RAS Relatório Ambiental Simplificado
RIMA Relatório de Impacto Ambienal
RJ Rio de Janeiro
RN Rio Grande do Norte
RS Rio Grande do Sul
SC Santa Catarina
Siema Sistema Nacional de Emergências Ambientais
SISBIO Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade
Sislic Sistema de Licenciamento Ambiental
SISMO ® Sistema de Informação Meteo-Oceanográfica em Tempo Real
SP São Paulo
TCFA Taxas de Controle e Fiscalização Ambiental
UERJ Universidade do Estado do Rio de Janeiro
UFBA Universidade Federal da Bahia
16

UFC Universidade Federal do Ceará


UFES Universidade Federal do Espirito Santo
UFMA Universidade Federal do Maranhão
UFPA Universidade Federal do Pará
UFPE Universidade Federal de Pernambuco
UFPR Universidade Federal do Paraná
UFSB Universidade Federal do Sul da Bahia
UFSC Universidade Federal de Santa Catarina
UFSP Universidade Federal de São Paulo
UNEP Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
UNESCO Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a
Cultura
UniVale Universidade do Vale do Itajaí
USP Universidade de São Paulo
17

LISTA DE SÍMBOLOS

# Hashtag
© Copyright
® Marca Registrada
18

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ................................................................................................. 19
2 OBJETIVOS ...................................................................................................... 23
2.1 Objetivo Geral ................................................................................................... 23
2.2 Objetivos Específicos ........................................................................................ 23
3 METODOLOGIA ............................................................................................. 23
3.1 Levantamento bibliográfico para o referencial teórico ................................. 23
3.1.1 Pesquisa bibliográfica sobre Oceanografia no Brasil ...................................... 24
3.2 Levantamento das oportunidades de mercado de trabalho para os
egressos do curso de Oceanografia .................................................................. 25
3.3 Levantamento de empresas criadas por Oceanógrafos e Oceanógrafas do
Brasil ................................................................................................................... 27
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO ....................................................................... 28
4.1 Oportunidades de mercado de trabalho para os egressos do curso de
Oceanografia ..................................................................................................... 28
4.1.1 Setor Público ...................................................................................................... 33
4.1.2 Setor Privado ..................................................................................................... 42
4.1.3 Terceiro Setor ..................................................................................................... 58
4.2 Empreendedorismo na Oceanografia do Brasil ............................................. 64
4.2.1 Academia ............................................................................................................ 65
[Link] Empresas Juniores ............................................................................................... 67
[Link].1 Empresas Juniores de Oceanografia no Brasil .................................................... 70
4.2.2 Mercado de Trabalho ......................................................................................... 73
[Link] Oceanógrafos Empreendedores no Brasil ........................................................... 76
[Link] Empreendedorismo Digital ................................................................................. 87
5 CONCLUSÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................. 91
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................ 92
19

1 INTRODUÇÃO

A história da Oceanografia no Brasil se iniciou com a descoberta do território


brasileiro, onde roteiros náuticos eram produzidos de modo a permitir os colonizadores
retornarem aos locais desejados da costa. Já as primeiras pesquisas sobre geologia e
organismos marinhos se iniciaram apenas no século XIX, no qual se pode citar
importantes expedições no litoral Brasileiro como o HMS Beagle com Charles Darwin
em 1832, HMS Challenger (1872/1873) e estudos com comissões estrangeiras
(UNISANTA, 2021).

A pesquisa oceanográfica acadêmica nacional iniciou sua consolidação com o


pesquisador francês Wladimir Besnard (1890-1960), quando este foi convidado pelo
governo do estado de São Paulo para organizar o Instituto Paulista de Oceanografia,
criado através de Decreto-Lei em dezembro de 1946. No ano de 1950, tanto foi publicado
o primeiro periódico nacional na área de Oceanografia, como foi o ano em que o Instituto
Paulista de Oceanografia foi incorporado à Universidade de São Paulo (USP), originando
assim o Instituto Oceanográfico da USP (IOUSP) (UNISANTA, 2021).

Em 1952, originou-se o Instituto de Biologia Marinha e Oceanografia, hoje


conhecido como Departamento de Oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco
(UFPE), sendo este o segundo centro Oceanográfico criado no país e o primeiro da Região
Nordeste. Já em 1960, a então Universidade do Ceará criou, na categoria de Instituto
Aplicado, a Estação de Biologia Marinha, hoje conhecida como Instituto de Ciências do
Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (UFC) (PAIVA, 2008).

Outro fator importante para o desenvolvimento da Oceanografia no Brasil nesse


período, foi a transformação do navio-escola Almirante Saldanha, pelo almirante Paulo
Moreira da Silva, no primeiro navio Oceanográfico brasileiro no ano de 1964. Apenas na
década de 70 que foram criados os primeiros cursos de graduação em Oceanografia no
Brasil, sendo estes pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG), em
1971, e o segundo pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em 1977
(PORTAL EDUCAÇÃO, 2021).

Assim, de acordo com a Associação Brasileira de Oceanografia (AOCEANO), a


Oceanografia, também conhecida como Oceanologia, é uma ciência interdisciplinar que
20

investiga os processos físicos, químicos, geológicos e biológicos dos oceanos e das zonas
costeiras, seus limites e suas interações com a atmosfera, com os continentes e com a
sociedade (Oceanografia Socioambiental). Em 2008, foi reconhecido o exercício da
profissão de Oceanógrafo pela Lei nº 11.760, onde de acordo com o Art. 3º

“ Os Oceanógrafos, sem prejuízo do exercício das mesmas atividades por


outros profissionais, igualmente habilitados na forma da legislação vigente,
poderão:
I – formular, elaborar, executar, fiscalizar e dirigir estudos, planejamento,
projetos e/ou pesquisas científicas básicas e aplicadas, interdisciplinares ou
não, que visem ao conhecimento e à utilização racional do meio marinho, em
todos os seus domínios, realizando, direta ou indiretamente:

a) levantamento, processamento e interpretação das condições físicas,


químicas, biológicas e geológicas do meio marinho, suas interações, bem como
a previsão do comportamento desses parâmetros e dos fenômenos a eles
relacionados;

b) desenvolvimento e aplicação de métodos, processos e técnicas de


exploração, explotação, beneficiamento e controle dos recursos marinhos;

c) desenvolvimento e aplicação de métodos, processos e técnicas de


preservação, monitoramento e gerenciamento do meio marinho;

d) desenvolvimento e aplicação de métodos, processos e técnicas


oceanográficas relacionadas às obras, instalações, estruturas e quaisquer
empreendimentos na área marinha;

II – orientar, dirigir, assessorar e prestar consultoria a empresas, fundações,


sociedades e associações de classe, entidades autárquicas, privadas ou do poder
público;

III – realizar perícias, emitir e assinar pareceres e laudos técnicos;

IV – dirigir órgãos, serviços, seções, grupos ou setores de oceanografia em


entidades autárquicas, privadas ou do poder público. ”

Tendo em vista a descrição acima das atividades que podem ser exercidas pelo
Oceanógrafo, é evidente que esta profissão possui uma diversidade de áreas de atuação
no mercado de trabalho. Assim, de acordo com a Associação Brasileira de Oceanografia
(AOCEANO), o Oceanógrafo é um profissional com uma formação técnico-científica
direcionada ao conhecimento e previsão do comportamento dos oceanos e dos seus
ambientes transicionais.

O Oceanógrafo deve possuir uma capacidade interdisciplinar nas áreas


relacionadas as ciências do mar e ser um profissional de visão ampla, crítica e criativa
para a identificação e resolução de problemas nas zonas costeiras e marinhas. Deve
possuir habilidades para uma atuação empreendedora e abrangente, de acordo com as
demandas da sociedade, também, possui habilidades interdisciplinares devido a sua
21

formação holística, integrada e sistêmica sobre os processos oceanográficos, sua


exploração e conservação (IOUSP, 2021).

Além disso, os cursos de graduação em Oceanografia possuem um amplo


conteúdo curricular, permitindo ao profissional atuar nas diversas áreas de conhecimento,
como a Oceanografia Física, Química, Biológica, Geológica e Socioambiental
(OCEANO A VISTA, 2021). Apesar da Oceanografia ser considerada a profissão do
futuro, esta enfrenta problemas por ser uma profissão nova no Brasil, além dos problemas
decorrentes de uma pouca divulgação sobre o curso, profissão e atuação do Oceanógrafo
no mercado de trabalho (IOUSP, 2021).

De acordo com a hipótese de SANTOS (2017), mesmo diante da relevância da


profissão, o mercado de trabalho no Brasil se apresenta restrito e com poucas
oportunidades para comportar a demanda dos egressos do curso de Oceanografia. Hoje
os cursos são ofertados por cerca de 15 instituições de ensino superior, e, apesar da
escassez de estudos quantitativos sobre o potencial do mercado de trabalho para a
Oceanografia, tem-se por hipótese que existe uma tendência dos egressos do curso em
permanecerem na academia.

Estudos realizados pelo Grupo de Trabalho Mercado de Trabalho, criado pelo


PPGMar, identificado como Grupo Técnico Formação de Recursos Hummanos em
Ciências do Mar, revelam que além da tendência, dos formandos do curso de
Oceanografia, de exercerem atividades ligadas às áreas acadêmicas, também há outra
parcela de profissionais que enveredam pelo setor governamental como órgãos públicos
(municipais, estaduais e federais) ligados a gestão costeira, meio ambiente, pesca e
aquicultura. Foi observado também pelo grupo de trabalho que houve uma ampliação no
número de vagas para profissionais da área de Oceanografia sendo ofertadas pelo setor
privado, nos períodos de 2001 à 2007 (SANTOS; BRASIL; MONTEIRO, 2017).

No entanto, de acordo como estudo realizado por Santos (2017), sobre o perfil dos
discentes e egressos do curso de Oceanografia da Universidade Federal do Pará (UFPA),
do número de profissionais formados, apenas 11,76% atuam como Oceanógrafos
(SANTOS; BRASIL; MONTEIRO, 2017). As oportunidades no mercado de trabalho
para os profissionais de Oceanografia se encaixam em atividades ligadas ao
monitoramento ambiental, geoprocessamento e batimetria oceânica, maricultura,
22

saneamento, preservação ambiental, gerenciamento de recursos naturais, as quais têm


forte relação com o setor privado e público (SANTOS; BRASIL; MONTEIRO, 2017).

Existe uma tendência dos profissionais de Oceanografia, em atuar no mercado de


trabalho como empregados e não como empregadores, gerando, portanto, um cenário
econômico com poucos Oceanógrafos e Oceanógrafas investindo em atividades
empreendedoras e gerenciais como criadores de negócios inovadores (SANTOS;
BRASIL; MONTEIRO, 2017). Apesar do vasto campo de atuação para esses
profissionais no setor privado, pouco são os protagonistas abrindo seus próprios negócios
e desencadeando uma iniciativa empreendedora nas suas diversas áreas de atuação como
startups tecnológicas com abordagem de sustentabilidade com as cleantechs (FIA, 2020).

É sabido que as principais oportunidades de trabalho para esses profissionais estão


ligadas aos setores público, privado e terceiro setor como Organizações Não
Governamentais (ONGs) e Organização da Sociedade Civil de Interesse Público
(OSCIPs). Apesar da interdisciplinaridade dos Oceanógrafos e das suas abrangentes áreas
de atuação, o desconhecimento do mercado e dos próprios profissionais sobre a sua
participação econômica, os impede de uma crescente ocupação em cargos e funções
nesses três setores. Gerando, portanto, um excesso de Oceanógrafos qualificados
desempregados ou subempregados (SANTOS; BRASIL; MONTEIRO, 2017).

Tendo em vista que as Ciências do Mar estarão em alta nos próximos dez anos,
devido a declaração, em 2017 pela UNESCO-ONU, do período de 2021 a 2031 como a
Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (Década do Oceano).
Essa, portanto, tem como objetivo ampliar a cooperação internacional na pesquisa e
promoção da conservação dos oceanos, além da gestão dos recursos naturais das zonas
costeiras (UNESCO, 2017). Fica evidente a necessidade não só da divulgação das
ciências marinhas, como também uma maior participação dos profissionais de
Oceanografia nas suas áreas de atuação.

Levando em conta que essa ausência de participação é decorrente da falta de


divulgação e conhecimento, não só do mercado de trabalho como dos próprios
Oceanógrafos, sobre o seu lugar nos seus diversos ramos de atuação. Entretanto,
pesquisas nesse tema relevante para subsidiar a inserção desses profissionais no mercado
são escassas. O presente estudo tem como objetivo caracterizar as oportunidades de
23

mercado de trabalho para os egressos do curso de Oceanografia, com o foco em incentivar


a mentalidade empreendedora desses profissionais e orientá-los sobre as suas diversas
áreas de atuação no mercado. Nesse contexto, pode colaborar na elaboração de medidas
adequadas curriculares e políticas para melhoria da empregabilidade dos Oceanógrafos.

2 OBJETIVOS

2.1 Objetivo Geral

Caracterizar as oportunidades de mercado de trabalho para os egressos do curso


de Oceanografia no Brasil e discutir o empreendedorismo como uma área de atuação
importante e imprescindível.

2.2 Objetivos Específicos

I. Identificar as oportunidades de trabalho nos diferentes setores: público, privado e


terceiro setor;

II. Descrever o empreendedorismo dentro da Oceanografia: sua presença no meio


acadêmico, mercado de trabalho e prospecções futuras.

3 METODOLOGIA

3.1 Levantamento bibliográfico para o referencial teórico

Para realizar o levantamento bibliográfico do referencial teórico utilizado como


base para o presente estudo, foram consideradas como palavras-chave os termos:
“Empreendedorismo”; “Empreendedorismo na Oceanografia”; “Empreendedorismo
universitário”; “Oceanografia”; “Oceanologia”; “História da Oceanografia no Brasil”;
“História do curso de Oceanografia/Oceanologia”; “Mercado de trabalho para
Oceanógrafos”; “O profissional de Oceanografia”; “Mercado de trabalho da
Oceanografia”; “Primeiro, segundo e terceiro setor”; “Empresas de Oceanografia”;
“AOCEANO”; “PPGMar”; “Movimento Empresa Júnior”; “Oceanografia no Brasil”;
24

“Década dos Oceanos”; “Empreendedorismo Digital”; “Empreendedorismo Ambiental”;


“Perfil de um empreendedor”; “Empreendedorismo e Inovação”; “Economia do Brasil”;
e “Cleantechs”.

Como fonte de pesquisa principal foram utilizadas as plataformas do Google e do


Google Acadêmico, além de sites como o site da Associação Brasileira de Oceanografia
(AOCEANO), o site da Brasil Júnior, da Júnior Essec e o site da JADE (Junior
Enterprises Europe). Também foram usados como base os sites da Oceano à Vista (OàV),
da BLOOM, do Oceano para Leigos, da UNISANTA, da SEBRAE, do Instituto
Oceanográfico da USP e do Portal Educação e Portal da indústria.

Em especial, foram utilizados como base para a realização do presente estudo, os


trabalhos de Santos (2017) e Alves (2015), sobre iniciativas empreendedoras. Tendo em
vista que esse tema ainda é pouco explorado, para estudos e análises, os trabalhos
encontrados que abordam ambas as temáticas, foram escassos, levando assim, a escolha
dessas duas pesquisas como exemplos para o presente estudo.

3.1.1 Pesquisa bibliográfica sobre Oceanografia no Brasil

Em muitos sites de universidades que ofertam o curso de Oceanografia, podemos


encontrar uma breve introdução sobre a história da Oceanografia ou como surgiu o curso
no Brasil. No entanto, poucos estudos e até mesmo sites de universidades retratam de
forma mais clara, objetiva e completa como o site da UNISANTA retrata a história da
Oceanografia no Brasil.

Assim, como base para o levantamento bibliográfico sobre a história dessa ciência
aqui no Brasil, foi utilizado UNISANTA (2021). Além dessa base teórica, foram
utilizados os artigos encontrados nos sites do Portal Educação, da Associação Brasileira
de Oceanografia (AOCEANO), do Oceano para Leigos, no Arquivo de Ciências do Mar,
no site do PPGMar e no site do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo.

Para o embasamento teórico da história do curso de Oceanografia no Brasil, como


o mesmo surgiu e quais as habilidades e competências de Oceanógrafos, foram utilizados
como base as informações encontradas no site do Instituto de Oceanografia da
Universidade Federal do Rio Grande; a primeira universidade a ofertar o curso de
25

Oceanografia no Brasil. Lá foram encontradas informações sobre o histórico do curso,


como o mesmo foi criado e o primeiro Projeto Político Pedagógico do Curso de
Oceanologia.

Outra importante fonte de informação sobre o histórico do curso no Brasil, foi


encontrado no site da Associação Brasileira de Oceanografia (AOCEANO) e no site do
Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP). Além das informações
que podem ser encontradas nos Arquivos de Ciências do Mar da Universidade Federal do
Cerará (UFC), sobre como surgiu o curso de Oceanografia no Brasil e na UFC (PAIVA,
2008).

Para o embasamento teórico sobre o surgimento das Empresas Juniores nas


universidades do Brasil, foram utilizados como fontes de pesquisa o site da Brasil Júnior,
da JADE, da Essec e do Movimento Empresa Júnior (MEJ). Já para o levantamento das
informações sobre ações de empreendedorismo universitário, foram utilizadas como
fontes as informações no site das Ciências do Mar Brasil, também encontrado sobre o
nome PPGMar. Através do contado com o Grupo de Trabalho de Empreendedorismo do
PPGMar, foi possível conseguir o levantamento das Empresas Juniores de Oceanografia
no Brasil, além dos nomes dos eventos específicos para as EJs de Oceanografia, como o
ENEJO.

Para o embasamento teórico sobre as competências e habilidades do profissional


de Oceanografia, foram utilizados como fonte a Lei nº 11.760 que legaliza o Exercício da
Profissão de Oceanógrafo no Brasil. Além disso, foram utilizadas como fontes de
pesquisa as informações encontradas na página de “Áreas de Atuação” do site da
AOCEANO, no site do Instituto Oceanográfico da USP sob o artigo “O Profissional de
Oceanografia”, e no site da Oceano à Vista sob a aba de “Oceanografia – Atuação”.

3.2 Levantamento das oportunidades de mercado de trabalho para os egressos do


curso de Oceanografia

Para a realização do levantamento de informações que compõem as tabelas de


possíveis serviços e áreas de atuação que um Oceanógrafo pode prestar nos órgãos
públicos, foram tanto as informações encontradas no site da AOCEANO, como também
26

foram feitas as análises dos sites de cada órgão público visando compilar uma tabela.
Tendo encontrado o portfólio de serviços e atividades prestadas por determinado órgão
público no seu site oficial, foram analisadas competências e habilidades que um
Oceanógrafo possui por lei e formação, resultando, portanto, na listagem de serviços que
cada órgão público oferta e que os profissionais de Oceanografia possuem capacidade de
exercer determinadas funções nos mesmos.

Já para o levantamento das empresas no Brasil que contratam Oceanógrafos, foi


utilizado como base um banco de dados com empresas e instituições que ofertam vagas
para os profissionais da área de Ciências Marinhas. Esse banco de dados foi levantado
pela Organização Não Governamental Oceano à Vista, e se localiza no site
[Link] sob o nome Conectando Mares. Nele você escolhe a área de atuação
que está interessado e o tipo de instituição que está buscando, como ONGs, empresas ou
OSCIPs, e, após a busca realizada no banco de dados, o resultado mostra quais instituições
atuam naquela área.

Dessa maneira, foram analisadas as áreas de atuação que se categorizam na


distribuição de informações do banco de dados e foi feito o levantamento de algumas
empresas no Brasil que contratam profissionais de Oceanografia e quais as áreas de
atuação desses profissionais nas determinadas instituições. Também através desse banco
de dados, foi possível encontrar algumas instituições do terceiro setor, como ONGs,
OSCIPs, projetos e iniciativas.

Quando não foram encontradas as informações necessárias em sites ou no banco


de dados da Oceano à Vista, foram utilizadas as redes sociais, para realizar a busca dessas
instituições. Em especial foi utilizado a rede social Instagram e empresas, ONGs,
projetos, OSCIPs, entre outros, foram localizados através de uma busca utilizando as
palavras chaves já mencionadas no tópico anterior. Além disso, após encontrado um
perfil, o próprio Instagram sugere outras páginas relacionadas aquela temática, dessa
forma, através do perfil Eu Oceanógrafa, foi possível entrar em contato com muitas dessas
organizações e se informar sobre a contratação de Oceanógrafos e as áreas de atuação dos
mesmos nessas entidades.

Assim, em conjuntos com as informações encontradas no banco de dados da


Oceano à Vista (OàV) e das pesquisas na rede social Instagram, foi possível fazer os
27

levantamentos para as tabelas que serão apresentadas nos resultados. Além das
informações que foram disponibilizadas pelo GT de empreendedorismo do PPGMar. Por
fim, a metodologia utilizada para fazer o levantamento das áreas de atuação dos
profissionais de Oceanografia nos órgãos públicos, também foi utilizada para o
levantamento das áreas de atuação dos Oceanógrafos nas empresas do segundo setor,
onde no site das mesmas foi possível encontrar o portfólio dos serviços ofertados pelas
empresas. Portando, sendo possível fazer o levantamento e a listagem das áreas de atuação
em cada empresa, ONG, OSCIP e órgão público.

3.3 Levantamento de empresas criadas por Oceanógrafos e Oceanógrafas do Brasil

Para o levantamento das empresas criadas por Oceanógrafos do Brasil, foi


utilizada a plataforma Google, pesquisando através da palavra-chave “Empresas de
Oceanografia” e realizando contato através do email disposto no site das firmas
encontradas. Assim, além das corporações encontradas através da busca na plataforma
Google, também foram utilizadas como fonte de pesquisa as empresas dispostas no bando
de dados da OÀV.

Dessa forma, quando não encontradas as informações sobre o profissional


fundador da empresa no site de cada instituição, foi entrado em contato com a empresa
ou través do perfil do Instagram da corporação ou através do endereço de email localizado
em ambas redes socais (instagram e site). Assim, de acordo com as informações
encontradas no site de cada empresa foi possível fazer o levantamento da área de atuação
e as informações de acesso de contato das mesmas, além do nome das instituições e o
nome dos profissionais de Oceanografia/Oceanologia que ajudaram a idealizar e fundar
determinada instituição.

Além das informações encontradas na plataforma Google, no banco de dados da


OàV e nas pesquisas feitas através da rede social Instagram, também foram
disponibilizadas as listas de contato e empresas dos Oceanógrafos/Oceanólogos
convidados para participar da Semana de Empreendedorismo da Tétis. Um evento online
realizado no ano de 2020 pela Empresa Júnior de Oceanografia da Universidade Federal
de Santa Catarina (UFSC) sobre as realidades e dificuldades da atuação empreendedora
do profissional de Oceanografia no Brasil.
28

Por fim, para a localização das hashtags na rede social Instagram, foi utilizado a
própria plataforma e na barra de pesquisa foram digitados o símbolo “#” (hashtag)
juntamente com a palavra-chave “ocean”. Após essa busca, a própria plataforma dessa
rede social faz a busca e informa em quantas publicações aquela hashtag já foi utilizada
até o momento.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1 Oportunidades de mercado de trabalho para os egressos do curso de


Oceanografia

Com base nos levantamentos realizados, a seguir são apresentados os resultados


de áreas de atuação e habilidades do profissional de Oceanografia (Figura 1a, 1b, 1c, 1d,
1e, 1f, 1g e 1h). Essas foram elaboradas de acordo com os marcos legais que
regulamentam o exercício da profissão de Oceanógrafo no Brasil (Lei nº 11.760) e as
Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Graduação em Oceanografia.

Figura 1a: Áreas de atuação e habilidades do profissional de Oceanografia. Fonte: Autora


(2021).
29

Figura 1b: Áreas de atuação e habilidades do profissional de Oceanografia. Fonte: Autora


(2021).

Figura 1c: Áreas de atuação e habilidades do profissional de Oceanografia. Fonte: Autora


(2021).
30

Figura 1d: Áreas de atuação e habilidades do profissional de Oceanografia. Fonte: Autora


(2021).

Figura 1e: Áreas de atuação e habilidades do profissional de Oceanografia. Fonte: Autora


(2021).
31

Figura 1f: Áreas de atuação e habilidades do profissional de Oceanografia. Fonte: Autora


(2021).

Figura 1g: Áreas de atuação e habilidades do profissional de Oceanografia. Fonte: Autora


(2021).
32

Figura 1h: Áreas de atuação e habilidades do profissional de Oceanografia. Fonte: Autora


(2021).

De acordo com as áreas de atuação e habilidades do profissional de Oceanografia


ilustradas acima, podemos notar que essas competências se dão também devido as cargas
horárias de aulas práticas das diversas disciplinas das estruturas curriculares dos
Programas Políticos Pedagógicos dos cursos. Ofertando, assim, a formação de futuros
Oceanógrafos e Oceanógrafas em contato direto com os ambientes naturais marinhos e
costeiros. Tornando-o, portanto, um profissional especialmente treinado para atividades
de amostragem de parâmetros ambientais e biológicos e, também, para a resolução de
problemas de ordem prática (IOUSP, 2021).

Tendo em vista essas áreas de atuação e habilidades do profissional de


Oceanografia, fica claro afirmar que os Oceanógrafos possuem uma variedade de
competências que os fazem necessários no mercado de trabalho. No entanto, apesar disso,
muitos Oceanógrafos qualificados se encontram desempregados ou subempregados
(SANTOS; BRASIL; MONTEIRO, 2017). Pressupõe-se que isso ocorra devido à falta de
divulgação e conhecimento não só do mercado de trabalho como também dos próprios
Oceanógrafos, sobre as diversas competências e habilidades desse profissional e seus
ramos de atuação nos setores público, privado e terceiro setor do mercado.
33

4.1.1 Setor Público

O primeiro setor, também conhecido como setor público, pode ser identificado
como o Estado, ou seja, as prefeituras municipais, os governos dos estados, da república,
entre tantos outros órgãos e representações do Estado (EDOU, 2017).

O setor público representa uma importante parcela do mercado de trabalho para


os Oceanógrafos, esses profissionais podem estar desempenhando diversas funções em
diferentes órgãos públicos como (Figura 2a e 2b) os seguintes que foram identificados
nas análises: Ministério da Educação (MEC) e seus órgãos vinculados, Ministério do
Meio Ambiente (MMA) e seus órgãos vinculados (e.g., Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA; Instituto Chico Mendes de
Conservação da Biodiversidade - ICMBio), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
e seus órgãos vinculados (e.g., Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE),
Secretaria da Aquicultura e Pesca, Ministério de Minas e Energia, Ministério Público,
Secretarias Estaduais e Municipais de Meio Ambiente, Aquicultura e Pesca,
Planejamento e Obras, Unidades de Conservação federais, estaduais ou municipais, entre
outros órgãos públicos locais (IOUSP, 2021).

No caso dos órgãos públicos, as contratações ocorrem através de concursos


públicos, embora contratos temporários de consultoria e terceirização possam acontecer.
Além disso, no setor público encontram-se muitas das principais universidades do país,
onde o profissional de Oceanografia pode estar atuando no meio acadêmico, através do
ensino, da pesquisa científica e da extensão universitária (IOUSP,2021).
34

Figura 2a: Exemplo de órgãos públicos que o profissional de Oceanografia pode estar
atuando. Fonte: Autora, 2021.

Figura 2b: Exemplo de órgãos públicos que o profissional de Oceanografia pode estar
atuando. Fonte: Autora, 2021.
35

Assim, como maneira de facilitar a identificação de possibilidades, oportunidades


e reconhecimento tanto desses órgãos públicos como dos profissionais de Oceanografia,
quais são as habilidades e áreas de atuação que os Oceanógrafos possuem nesse setor, o
presente estudo listou os possíveis serviços que esses profissionais têm capacidade para
atuar nos devidos órgãos (Tabela 1).

Tabela 1: Possíveis serviços e áreas de atuação que um Oceanógrafo pode prestar nos
órgãos públicos.

Setor Público Área de atuação

Ministério da Educação e órgãos Educação e Pesquisa (apoio funanceiro,


vinculados divulgação, material de pesquisa,
preparação); Capacitações (direcionadas
a professores, a servidores públucos, para
órgãos públicos, entre outros); Ensino
superior e Pós; Ensino Técnico-
Profissional (apoior especualizado,
PRONATEC, Universidades e IFES);
Gestão Educacional (educação básica,
educação especializada, EJA, ferramentas
de apoio à gestão, Instituições de Ensino
Superior); Eventos e palestras, entre
outros.

Ministério do Meio Ambiente e seus Idealização de projetos; Educação


órgãos vinculados Ambiental; Pesquisas; Projetos
Socioambientais; Divulgação Científica;
EIA/RIMA; Licenciamentos
Ambientais; Participação em Programas
como: Combate ao Lixo do Mar;
Qualidade Ambiental Urbana; Lixão Zero;
Áreas Contaminadas; Programa de
Conversão de Multas Ambientais; Áreas
Protegidas; Biodiversidade; Biomas;
36

Cidades Sustentáveis; Clima;


Conservação Ambiental; Informações
Ambientais; Responsabilidade
Socioambiental; Segurança Química,
entre outros.

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Idealização de projetos; Educação


dos Recursos Naturais Renováveis – Ambiental; Pesquisas; Projetos
IBAMA Socioambientais; Divulgação Científica;
EIA/RIMA; Licenciamentos
Ambientais; Relatórios Ambientais;
Registros Ambientais; Autorizações
Ambientais; Atuação nos projetos:
Camada de Ozônio; Fauna; Flora; Petróleo
e Produtos Perigosos; Resíduos; Químicos
e biológicos; Cadastro de Coleções
Biológicas (CCBIO); Sistema Nacional de
Emergências Ambientais (Siema);
Sistema de Licenciamento Ambiental
(Sislic); Licenças de Fauna e Flora;
Relatórios de Acidentes Ambientias;
Relatório de Fauna; Relatórios Químicos e
Biológicos; Taxas de Controle e
Fiscalização Ambiental (TCFA); entre
tantos outros.

Instituto Chico Mendes de Conservação Unidades de Conservações Federais


da Biodiversidade - ICMBio (334 UCs no Brasil); Ambiente Virtual de
Aprendizado (AVA); Autorização de
Licenciamentos; Trabalhos
Voluntários; Fiscalização de Infrações
Ambientais; Compensação de Reserva
Legal; Geoprocessamento; Sistema de
Autorização e Informação em
37

Biodiversidade (SISBIO); Conciliação


Ambiental;

Ministério da Ciência, Tecnologia e Idealização de projetos; Educação


Inovação (MCTI) e seus órgãos Ambiental; Pesquisas; Projetos
vinculados Socioambientais; Divulgação Científica;
Nas categorias de: Ciência e Tecnologia
(projetos de pesquisa, divulgação
científica, entre outros); Educação e
Pesquisa (projetos de pesquisa,
divulgação científica, educação ambiental,
análises, documentos e informações,
instrumentos e instalações, fiscalizações,
estudos e capacitações, eventos e visitas,
palestras, eventos, capacitações, ensino
técnico-profissional, material de pesquisa,
divulgação científica, entre outros entre
outros); Cultura, Artes, Histórias e
Esportes (esportes aquáticos e sua
viabilidades, como o mergulho recreativo,
patrimônios culturais como história da
pesca, relações socioambientais entre a
pesquisa científica e a história local,
história de comunidades ribeirinhas,
marisqueiras, pescadores, museu de pesca,
portos, museu oceanográficos, entre
outros); Empresa, Indústria e Comércio
(sustentabilidade, educação ambiental,
fiscalização de importações e exportações
de espécies exóticas, pescado, entre
outros); Energia, Minerais e
Combustíveis (exploração de recursos
minerais, petróleo, monitoramentos,
licenciamentos, pesquisas, petróleo e
38

derivados, entre outros); Meio Ambiente


e Clima (projetos de pesquisa, divulgação
científica, educação ambiental,
meteorologia e climatologia, aquecimento
global, autorizações e licenciamentos,
análises e pesquisas, estágios e trabalhos
voluntários, entre outros); Infraestrutura,
Trânsito e Transporte (transportes
aquaviários, instalações portuárias, entre
outros); Viagem e Turismo (turismo
ecológico e turismo sustentável, entre
outros); e, Saúde e Vigilância Sanitária
(avaliação dos recursos pesqueiros e
qualidade dos mesmos, aquicultura,
maricultura, entre outros).

Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais Meteorologia e Climatologia; Análise de


- INPE Dados; Previsão de Tempo e Estudos
Climáticos; Observação da Terra;
Ciência do Sistema Terrestre e
Mudanças Globais; Rastreio e Controle
de Satélites; Laboratórios de Integração
e Testes; Sensoriamento Remoto, entre
outros.

Secretaria da Aquicultura e Pesca Departamento de Ordenamento de


Desenvolvimento da Aquicultura
(DEPOA) (executar o planejamento da
aquicultura e identificar cenários
promissores para a aquicultura, com base
nas políticas e diretrizes governamentais;
efetivar a cessão de uso de águas públicas
de domínio da União para fins de
aquicultura; elaborar propostas de atos
39

normativos relativos às atividades de


aquicultura em águas da União, em
estabelecimentos rurais e urbanos;
formular, supervisionar e avaliar políticas,
programas e ações para o setor da
aquicultura; monitorar as metas e os
indicadores estabelecidos para o
ordenamento e o desenvolvimento da
aquicultura; estabelecer critérios, normas e
padrões técnicos para acesso aos
programas de sua área de competência;
implementar as ações decorrentes de
tratados, acordos e convênios com
governos estrangeiros e organismos
nacionais e internacionais, em seu âmbito
de competência; regularizar e fiscalizar a
autorização de uso de espaços físicos de
corpos d'água de domínio da União para
fins de aquicultura; e fornecer subsídios
para a execução de políticas para o
fomento e a pesquisa da atividade de
aquicultura); Departamento de
Ordenamento e Desenvolvimento da
Pesca (DEPOP) (Propor políticas,
programas e ações para o desenvolvimento
sustentável da pesca; Propor medidas e
critérios de ordenamento das atividades de
pesca: industrial e artesanal, de espécimes
ornamentais, de subsistência, e, amadora
ou desportiva; Articular o apoio
institucional interno e externo em temas
relacionados à atividade pesqueira;
Monitorar metas e indicadores de
40

desempenho estabelecidos para o


ordenamento e o desenvolvimento da
pesca; Implementar as ações decorrentes
de tratados, acordos e convênios com
governos estrangeiros e organismos
nacionais e internacionais, em seu âmbito
de competência; Analisar os pedidos de
autorização, no âmbito do ordenamento:
de embarcações nacionais para
desenvolver atividade pesqueira, de
arrendamento e nacionalização de
embarcações de pesca, e, para operação de
embarcações estrangeiras de pesca, nas
hipóteses previstas em acordos
internacionais de pesca firmados pela
República Federativa do Brasil;
Coordenar o Sistema de Gestão para o Uso
Sustentável dos Recursos Pesqueiros;
Subsidiar a execução de políticas para o
fomento e a pesquisa da atividade
pesqueira; e, Implementar políticas,
programas, ações, medidas e critérios de
controle sanitário de embarcações de
pesca) e Departamento de Registro e
Monitoramento de Aquicultura e Pesca
(DRM) (Formular as políticas de registro
e monitoramento das atividades de
aquicultura e pesca; Coordenar, organizar
e manter o Registro Geral da Atividade
Pesqueira; Apoiar a normatização do
exercício da aquicultura e da pesca;
Coordenar e orientar os procedimentos
para a concessão dos pedidos de licenças,
41

permissões e autorizações para o exercício


da aquicultura e da pesca; Emitir
autorização para a operação de
embarcações estrangeiras de pesca
arrendadas ou nacionalizadas, nas
hipóteses previstas em acordos
internacionais de pesca firmados pela
República Federativa do Brasil; Controlar
a emissão de licenças, permissões e
autorizações para o exercício da
aquicultura e da pesca no território
nacional, nos termos do disposto no
parágrafo único do art. 29; Coordenar o
sistema de coleta e sistematização de
dados sobre aquicultura e pesca; Fornecer
aos órgãos da administração pública
federal os dados do Registro Geral da
Atividade Pesqueira relativos às licenças,
permissões e autorizações concedidas para
o exercício da aquicultura e da pesca, para
fins de registro automático dos
beneficiários no Cadastro Técnico Federal
de Atividades Potencialmente Poluidoras
e Utilizadoras de Recursos Ambientais; e,
Coordenar e emitir a certificação de
captura legal, reportada e regulamentada
para fins de exportação de produtos
pesqueiros).

Ministério Público Ministério Público de cada Estado do


Brasil com área de atuação no setor de:
Meio Ambiente; Áreas Protegidas;
Legislações; entre outros. Secretarias
Estaduais e Municipais de Meio Ambiente
42

Fonte: Modificado e adaptado de MEC (2021), MMA (2021), IBAMA (2021), ICMBio
(2021), MCTI (2021), INPE (2021), MPA (2021), MP (2021).

4.1.2 Setor Privado

O segundo setor, também conhecido como setor privado e popularmente chamado


de setor do “mercado”, corresponde à livre iniciativa que gira em torno do lucro. Este
setor é constituído por empresas privadas, que competem entre si e trabalham visando o
próprio lucro, obtido através de atividades econômicas, comercialização de produtos e
ofertas de serviços (EDOU, 2017).

Na iniciativa privada a atuação do Oceanógrafo é tão diversificada quanto no


primeiro e terceiro setor. Esse profissional pode atuar nas áreas de aquicultura e pesca,
engenharia oceânica, portos, saneamento e mineração, energias alternativas e turismo,
elaboração de estudos de impacto ambiental (EIA/RIMA/RAS/EVA/PRAD), solução de
problemas relacionados à poluição ambiental em áreas costeiras, além de empresas dos
mais variados tamanhos e setores de atuação, como empresas de óleo e gás (IOUSP,
2021).

Além disso, há a necessidade de Oceanógrafos presentes em licenciamentos


ambientais de áreas costeiras, de águas interiores e de áreas oceânicas com a indústria
offshore que irá se expandir nas próximas décadas como eólicas offshore, hidrogênio
verde e mineração marinha. Decorrente de índices crescentes da degradação do ambiente
marinho, a necessidade do licenciamento ambiental levou à urgência de empresas de
consultoria ambiental, onde o papel do Oceanógrafo é assessorar tecnicamente essas
empresas que desejam realizar empreendimentos na região costeira e oceânica (IOUSP,
2021). Nesse contexto, o profissional de Oceanografia pode estar atuando em diferentes
frentes, como o planejamento e execução de Estudos de Impacto Ambiental (EIA),
monitoramento de parâmetros oceanográficos, produzindo laudos técnicos e realizando
capacitações e atividades de educação ambiental, auditoria ambiental, entre tantas outras
funções (IOUSP, 2021).

A profissão de Oceanógrafo tem um forte vínculo com o empreendedorismo, onde


esses profissionais podem estar atuando como empresários, sendo sócios ou criadores de
43

empresas de Oceanografia. Podendo atuar dentro da área de gestão ambiental, exploração


de recursos naturais, econômicos e socioculturais de acordo com a especificidade do meio
ambiente, além de atuar em práticas de gestão compatíveis com os princípios da
sustentabilidade, propondo e implementando certificações e sistemas de gestão e de
responsabilidades sociais e ambientais (IOUSP, 2021).

Assim, como forma de facilitar a identificação dessas empresas que se encaixam


no segundo setor, o presente estudo se baseou no levantamento de dados realizados pela
Organização Não Governamental Oceano à Vista, onde foram listadas empresas que
contratam Oceanógrafos. Como forma de complementar esse levantamento, o presente
estudo incrementou e listou abaixo o nome de empresas brasileiras e as determinadas
áreas de atuação dos profissionais de Oceanografia em cada uma dessas instituições
(Tabela 2).

Tabela 2: Exemplos de empresas no Brasil que contratam Oceanógrafos e as áreas de


atuações dos mesmo nessas empresas.

Empresa Região Áreas de Atuação

Acqua Consulting Sudeste – São Paulo Capacitação e Treinamento;


(SP) Ecotoxicologia; Gestão de
Resíduos; entre outros.

Acqua Mundo Sudeste – São Paulo Aquário e Museu


(SP)

Acquadinâmica Modelagem Sul – Santa Catarina Engenharia Portuária,


e Análise de Risco (SC) Costeira e Offshore;
Ambiental Ltda. Geofísica, Geologia e
Geotecnia; Modelagem;
entre outros.
44

Acquaplan Tecnologia e Sul – Santa Catarina Educação Ambiental;


Consultoria Ambiental Ltda. (SC) Gerenciamento de Projetos;
entre outros.

ACQUATOOL Consultoria Nordeste – Ceará (CE) Consultoria – Recursos


S/S LTDA Hídricos, Saneamento e
Meio Ambiente.

Aiuká Sudeste – São Paulo Biologia e Medicina


(SP) Veterinária; Capacitação e
Treinamento; Ecologia e
Conservação; entre outros.

AMBIDADOS Sudeste – Rio de Modelagem; entre outros.


Janeiro (RJ)

AMBIENS Sul – Santa Catarina Educação Ambiental;


CONSULTORIA (SC) Engenharia Portuária,
AMBIENTAL Costeira e Offshore; entre
outros.

AMBIENTAL Nordeste – Ceará (CE) Consultoria Ambiental e


CONSULTORIA Licenciamento Ambiental.

Ambientalis Sudeste – Espirito Geofísica, Geologia e


Santo (ES) Geotecnia; Gestão de
Resíduos; Monitoramento
Ambiental; entre outros.

AMBIPETRO Sudeste – Rio de Modelagem; entre outros.


Janeiro (RJ)

Aplysia Soluções Sudeste – Espirito Engenharia Portuária,


Ambientais Santo (ES) Costeira e Offshore;
Monitoramento Ambiental;
entre outros.
45

Aqua Ambiental Sudeste – Espirito Indústria e Comércio; entre


Santo (ES) outros.

AQUAMODELO Sudeste – Rio de Modelagem; entre outros.


Janeiro (RJ)

Aquário de Aparecida do Sudeste – São Paulo Aquário e Museu


Norte (SP)

Aquário de Natal Nordeste – Rio Grande Aquário e Museu


do Norte (RN)

Aquário de Paranaguá Sul – Paraná (PR) Aquário e Museu

Aquário de São Paulo Sudeste – São Paulo Aquário e Museu


(SP)

Aquário de Ubatuba Sudeste – São Paulo Aquário e Museu


(SP)

ARATU Equipamentos de Sudeste – Espírito Indústria e Comércio;


Pesquisa Santo (ES) Instrumentação; entre
outros.

ASTROMAR Assessoria Sul – Santa Catarina Taxonomia; entre outros.


Ambiental (SC)

ATHOS Consultoria Nordeste – Ceará (CE) Consultoria.

Atlântico Sul Consultoria – Sul – Santa Catarina Engenharia Portuária,


Consultoria e Projetos S/S (SC) Costeira e Offshore; entre
LTDA outros.

Atlas Profissionals do Brasil Sudeste – Rio de Engenharia Portuária,


– Agência Freelancer Janeiro (RJ) Costeira e Offshore;
Geofísica, Geologia e
46

Geotecnia; Óleo e Gás; entre


outros.

AUSTRAL AMBIENTAL Sul – Rio Grande do Monitoramento Ambiental;


Sul (RS) entre outros.

Axa Engenharia Submarina Sudeste – Rio de Engenharia Portuária,


Janeiro (RJ) Costeira e Offshore;
Geofísica, Geologia e
Geotecnia; Monitoramento
Ambiental; entre outros.

Bemtevi Investimento Sudeste – São Paulo Serviços Socioambientais;


Social (SP) entre outros.

BENTHOS Sudeste – Rio de Biologia e Medicina


Janeiro (RJ) Veterinária; Capacitação e
Treinamento; Educação
Ambiental; Geofísica,
Geologia e Geotecnia;
Taxonomia; entre outros.

Bio Educação Digital Nordeste – Pernambuco Divulgação Científica:


LTDA. (PE) livros, palestras, minicursos,
aulas, entre outros; Mentoria
de TCC; Podcast;

BioConsult Ambiental Sudeste – Rio de Biologia e Medicina


Janeiro (RJ) Veterinária; Monitoramento
Ambiental; Serviços
Socioambientais; entre
outros.

BioEco Brasil Sudeste – Rio de Produtos eco sustentáveis;


Janeiro (RJ) Serviços de Educação
Ambiental; entre outros.
47

Bioenv Monitoramento Sudeste – Espirito Ecotoxicologia; Geofísica,


Ambiental Santo (ES) Geologia e Geotecnia;
Taxonomia; entre outros.

Biopetro Sudeste – Espírito Gestão de Resíduos; entre


Santo (ES) outros.

Bloom Sudeste – Espírito Desenvolvimento de


Santo (ES) carreira e lideranças;
Facilitação, treinamentos e
workshops; Medição de
Processos Participativos;
Gestão de Comunicação
Visual e Digital; Programa
de ideação e mentoria
criativa para gestão e
estratégia; entre outros;

Brastax Sul – Santa Catarina Gestão de Resíduos; entre


(SC) outros

Coleta Ambiental Sudeste – Espirito Gestão de Resíduos; entre


Santo (ES) outros.

Control Ambiental Sudeste – Espirito Gestão de Resíduos; entre


Sustentabilidade e Meio Santo (ES) outros.
Ambiente

CP+Soluções em Meio Sudeste – Espirito Serviços Socioambientais;


Ambiente Santo (ES) entre outros.

CPEA Sudeste – São Paulo Engenharia Portuária,


(SP) Costeira e Offshore;
Geofísica, Geologia e
48

Geotecnia; Modelagem;
entre outros.

CSSUB Sudeste – Rio de Capacitação e Treinamento;


Janeiro (RJ) Geoprocessamento e
Sensoriamento remoto;
entre outros.

CTA Meio Ambiente Sudeste – Espirito Geofísica, Geologia e


Santo (ES) Geotecnia; entre outros.

DATUM SERVIÇOS Sudeste – Rio de Geofísica, Geologia e


HIDROGRÁFICOS LTDA. Janeiro (RJ) Geotecnia; Monitoramento
Ambiental; entre outros.

DL Portos Nordeste – Maranhão Analista de Operações em


(MA) operadoras de serviços
portuários, marítimos e
logísticos do Brasil; entre
outros.

DTA-ENGENHARIA Sudeste – São Paulo Engenharia Ambiental;


(SP) Engenharia Portuária,
Costeira e Offshore; entre
outros.

EcoLev ® Soluções Nordeste – Bahia (BA) Sustentabilidade; Mentoria;


Sustentáveis Assessoria; Educação
Sustentável: palestras,
oficinas, seminários, campo,
visitas técnicas; Gestão de
Projetos: planejamento,
implementação,
monitoramento, controle,
avaliação de resultados;
entre outros.
49

ECOLOGY BRASIL Sudeste – Rio de Serviços Socioambientais;


Janeiro (RJ) entre outros.

econservation Estudos e Sudeste – Espirito Modelagem; entre outros.


Projetos Ambientais Santo (ES)

EcoSaber Cursos Ambientais;


Vivências práticas em
campo; entre outros.

EKMAN Sudeste – Rio de Instrumentação;


Janeiro (SP) Monitoramento Ambiental;
entre outros.

Ekta Consultoria Sul – Paraná (PR) Serviços Socioambientais;


entre outros.

Embraport Sudeste – São Paulo Engenharia Portuária,


(SP) Costeira e Offshore; entre
outros.

Environlink Sudeste – Espirito Educação Ambiental;


Santo (ES) Serviços Socioambientais;
entre outros.

ESSATI Sudeste – Rio de Biologia e Medicina


Janeiro (RJ) Veterinária; Monitoramento
Ambiental; Serviços
Socioambientais; entre
outros.

FUGRO Sudeste – Rio de Engenharia Portuária,


Janeiro (RJ) Costeira e Offshore;
Geofísica, Geologia e
Geotecnia;
Geoprocessamento e
50

Sensoriamento remoto;
entre outros.

GARDLINE MARINE Internacional - Brasil Óleo e Gás; entre outros.


SCIENCE

GEOCONSULT Nordeste – Ceará (CE) Consultoria – Geologia e


Meio Ambiente.

GEORADAR Sudeste – Minas Gerais Engenharia Portuária,


(MG) Costeira e Offshore;
Geofísica, Geologia e
Geotecnia; Instrumentação;
Monitoramento Ambiental;
Óleo e Gás; entre outros.

Gomes da Costa Sul – Santa Catarina Indústria e Comércio; entre


(SC) outros.

H2O Sudeste – São Paulo Capacitação e Treinamento;


(SP) Ecotoxicologia; Geofísica,
Geologia e Geotecnia;
Modelagem; Pesquisa e
Extensão; Taxonomia; entre
outros.

HidroMares Sudeste – São Paulo Indústria e Comércio;


(SP) Instrumentação;
Modelagem;
Monitoramento Ambiental;
entre outros.

HIDROSFERA Sudeste – Rio de Biologia e Medicina


Oceanografia e Meio Janeiro (RJ) Veterinária; Geofísica,
Ambiente Geologia e Geotecnia;
Geoprocessamento e
51

Sensoriamento Remoto;
entre outros.

HIDROTOPO Consultoria e Sul – Santa Catarina Geofísica, Geologia e


Projetos LTDA (SC) Geotecnia; entre outros.

HM Engenharia Costeira e Sudeste – São Paulo Engenharia Portuária,


Portuária (SP) Costeira e Offshore;
Geofísica, Geologia e
Geotecnia; Mergulho;
Modelagem; entre outros.

HUSKY DUCK Sudeste – Rio de Engenharia Portuária,


Janeiro (RJ) Costeira e Offshore;
Geofísica, Geologia e
Geotecnia;
Geoprocessamento e
Sensoriamento Remoto;
Monitoramento Ambiental;
entre outros.

INFOAMBIENTAL Nordeste – Ceará (CE) Consultoria – Engenharia


Ambiental.

Infomares Nordeste – Pernambuco Serviço Náutico e Apoio


(PE) Marítimo; Coleta de Dados
Oceanográficos;
Manipulação de
Instrumentos;

INLET Ambiental Sudeste – Rio de Engenharia Portuária,


Janeiro (RJ) Costeira e Offshore;
Monitoramento Ambiental;
Óleo e Gás; entre outros.
52

Labmar Sudeste – Espirito Engenharia Portuária,


Santo (ES) Costeira e Offshore;
Geofísica, Geologia e
Geotecnia; entre outros.

Magnitude Mare Sudeste – Santa Engenharia Portuária,


Catarina (SC) Costeira e Offshore;
Geofísica, Geologia e
Geotecnia; Gerenciamento
de Projetos; Monitoramento
Ambiental; entre outros.

Mar Tethys Levantamentos Sul – Santa Catarina Engenharia Portuária,


Oceanográficos e Estudos (SC) Costeira e Offshore;
Ambientais Ltda. Gerenciamento de Projetos;
entre outros.

Marulho Sudeste – Rio de Impactos socioambientais;


Janeiro (RJ) Redes de Pesca; entre
outros.

Mendes Junior Sudeste – Minas Gerais Óleo e Gás; entre outros.


(MG)

Menos 1 Lixo Impacto Ambiental;


Produtos Sustentáveis;
Economia Sustentável;
Educação Ambiental;

Naturaulas Sudeste – Rio de Biologia Marinha;


Janeiro (RJ) Conservação da Natureza;
Educação Ambiental;
Cursos Ambientais; entre
outros.
53

NAV Oceanografia Sudeste – Rio de Engenharia Portuária,


Ambiental Janeiro (RJ) Costeira e Offshore;
Gerenciamento de Projetos;
entre outros.

No Mundo das Águas Sudeste – Minas Gerais Aquário e Museu


(MG)

OAS SOLUÇÕES Sudeste – São Paulo Engenharia Portuária,


AMBIENTAIS (SP) Costeira e Offshore; Óleo e
gás; entre outros.

Ocean Drop Sul – Santa Catarina Indústria e Comércio; entre


(SC) outros.

Oceanic Aquarium Sul – Santa Catarina Aquário e Museu


(SC)

OCEANONAUTA Nordeste – Bahia (BA) Engenharia Ambiental;


Consultoria Ambiental Geofísica, Geologia e
Geotecnia; Modelagem;
entre outros.

OCEANPACT Sudeste – Rio de Capacitação e Treinamento;


Janeiro (RJ) Engenharia Portuária,
Costeira e Offshore; Gestão
de Resíduos; Pesquisa e
Extensão; entre outros.

Olha o Peixe! Sudeste – Paraná (PR) Pesca Artesanal;


Comercialização de
Pescados; Gestão Pesqueira;
Biologia Pesqueira;
Educação Ambiental; entre
outros.
54

Ostravagante Sul – Santa Catarina Indústria e Comércio; entre


(SC) outros.

PCN Sul – Santa Catarina Engenharia Portuária,


(SC) Costeira e Offshore;
Meteorologia e
Meteoceanografia;
Modelagem; entre outros.

Petrobras Nacional e Sociedade e Meio


Internacional Ambienta; Tecnologia e
Informação; Plataforma de
Petróleo; Relatórios de
Sustentabilidade;
Monitoramentos
Ambientais; Mudanças do
Clima; Recursos Hídricos;
Biodiversidade; Segurança
Operacional; Licenciamento
Ambiental; entre outros.

PREAMAR Gestão Costeira Nordeste – Bahia (BA) Serviços Socioambientais;


entre outros.

PROOCEANO Sudeste – Rio de Modelagem; entre outros.


Janeiro (RJ)

Quality Ambiental Sudeste – Espirito Capacitação e Treinamento;


Santo (ES) entre outros.

Raiz Assessoria Sudeste – São Paulo Ecologia e Conservação;


Socioambiental (SP) Educação Ambiental;
Gestão de Resíduos;
Serviços Socioambientais;
entre outros.
55

Resgate Marinho Univille Sul – Santa Catarina Unidade de Estabilização de


(SC) Animais Marinhos;
Monitoramento de Praia;
Capacitação; Resgates;
entre outros.

Sea Projects Sudeste – Rio de Monitoramento Ambiental;


Janeiro (RJ) entre outros.

Shell Internacional - Brasil Óleo e Gás; entre outros.

Sinergética Estudos e Sudeste – São Paulo Gerenciamento de Projetos;


Projetos (SP) entre outros.

SPECTRAH Oceanografia e Sul – Santa Catarina Geofísica, Geologia e


Meio Ambiente (SC) Geotecnia; entre outros.

Terra Consultoria Ambiental Nordeste – Ceará (CE) Gestão de Resíduos; entre


outros.

Tetra Tech Brasil (seção Sudeste – São Paulo Geofísica, Geologia e


MOG) (SP) Geotecnia;
Geoprocessamento e
Sensoriamento Remoto;
Modelagem;
Monitoramento Ambiental;
Óleo e Gás; entre outros.

TIMAH Gestão Nordeste – Bahia (BA) Serviços Socioambientais;


Socioambiental entre outros.

UMI SAN Hidrografia e Sudeste – Espirito Engenharia Portuária,


Oceanografia Santo (ES) Costeira e Offshore;
Geofísica, Geologia e
Geotecnia; Gerenciamento
de Projetos; entre outros.
56

VIVA MAR CURSOS Nordeste – Bahia (BA) Educação Ambiental;


LIVRES Divulgação Científica;
Cursos; Palestras; Eventos;
entre outros.

VL Consultoria Ambiental Sudeste – Espírito Monitoramento Ambiental;


Santo (ES) entre outros.

Fonte: Modificado e adaptado de OàV (2021).

Como podemos observar na Tabela 3 acima, há uma vasta área de atuação dos
profissionais de Oceanografia no segundo setor, também conhecido como setor privado.
Nela encontramos diversas empresas espalhadas pelo Brasil que atuam na área das
Ciências do mar. É possível que a maioria das empresas que contratam Oceanógrafos se
encontrem nas regiões Sul/Sudeste do Brasil, possivelmente isso se dá pelo fato de os
primeiros cursos de graduação em Oceanografia terem surgido nessas regiões (Rio
Grande do Sul, FURG e Rio de Janeiro, UERJ) e também devido a economia brasileira
está concentrada nessas duas regiões geográficas como se verá a seguir.

De acordo com o IBGE, o Estado de São Paulo concentra cerca de 30,7% do PIB
do brasileiro, sendo o 21º colocado no ranking das maiores economias do mundo.
Também de acordo com o Portal do Governo, o Estado de São Paulo é a locomotiva do
Brasil concentrando, portanto, a maioria das empresas do país (Do Portal do Governo).
Além disso, o Estado do Rio de Janeiro corresponde a quase 70% de toda a produção de
petróleo (68,4%) do Brasil e cerca de 34,8% da produção de gás natural do país (Arquivo
Agência Brasil).

Portanto, a produção e distribuição de energia se concentram no Sul e Sudeste do


Brasil, assim como a economia e a concentração de empresas. Logo, pressupõe-se que
essa concentração nas regiões Sul e Sudeste de empresas que contratam Oceanógrafos
está ligada não só a uma questão história como também econômica do país. Dessa forma,
utilizando como base as empresas que foram listadas no levantamento desse estudo, um
mapa gráfico foi feito com a porcentagem de empresas que contratam Oceanógrafos,
distribuídas por região, sendo possível identificar que a maioria das empresas listadas são
das regiões Sul e Sudeste (Figura 3).
57

Figura 3: Empresas que contratam Oceanógrafos distribuídas pelas regiões do Brasil.


Fonte: Autora, 2021.

Logo, os primeiros profissionais de Oceanografia se concentravam nessas regiões


(Sul/Sudeste), sendo assim, possivelmente o motivo de a profissão ser mais difundida e
conhecida nessas regiões, além de possivelmente uma maior oportunidade de mercado de
trabalho como no setor de óleo e gás (grande número de campos de produção). Além
disso, pressupõe-se que a ausência de empresas, na região centro-oeste, que contratam
Oceanógrafos possivelmente se dê por ser uma região que não se encontra na orla
marítima, apesar de uma das áreas de atuação desses profissionais serem o estudo de
águas interiores (limnologia).

Apesar de não terem sido listadas empresas que contratam Oceanógrafos na região
Norte, essa região é composta por estados como o Pará, que possui uma grande faixa de
orla marítima. Além disso, o curso de graduação em Oceanografia é ofertado pela
Universidade Federal do Pará (UFPA) e essa região é caracterizada por uma grande
quantidade de estuários e feições oceanográficas na sua faixa litorânea. Além disso, um
mercado importante na área para os Oceanógrafos é no setor de pesca estuarina e
marítima.
58

Por fim, como maneira de facilitar a identificação do mercado de trabalho para os


egressos do curso de oceanografia no segundo setor, o presente estudo trouxe este
levantamento de empresas que contratam Oceanógrafos e a distribuição das mesmas nas
regiões do Brasil. A fim de facilitar a identificação dessas oportunidades de trabalho e de
áreas de atuação para os Oceanógrafos recém-formados.

4.1.3 Terceiro Setor

O terceiro setor é composto por instituições religiosas, ONGs, entidades


beneficentes, organizações compostas por voluntários, entre outros, onde não há fins
lucrativos e os objetivos das suas atividades são de carácter social, sempre visando o bem-
estar da população. Embora este setor não seja nem privado e nem público,
financeiramente ele conta com a participação de ambos esses setores, podendo receber
dinheiro tanto das empresas privadas, quanto do governo (EDOU, 2017).

De acordo com o Ministério Público, o terceiro setor pode ser formado por
fundações privadas e associações sociais, sendo este um conjunto de pessoas jurídicas de
interesse social sem fins lucrativos, dotadas de autonomia e administração própria, com
o objetivo de atuar de maneira voluntária junto à sociedade civil buscando, assim, o seu
aperfeiçoamento (MPGO, 2019).

Desta forma se encaixam no terceiro setor as Organizações Não Governamentais


(ONGs), Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs), Fundações,
Instituições, Associações, Projetos, entre outros. A atuação do Oceanógrafo nesse setor
se dá através de serviços voluntários ou remunerados, dependendo da condição dos
mesmos, no caso de contratações, essas acontecem via contratos. Porém, a maioria das
atuações em ONGs, OSCIPs, Instituições, Projetos, entre outros, se dá de maneira
voluntária.

Onde a atuação dos estudantes de Oceanografia ou profissionais da área podem


se dar através de projetos de ensino, pesquisa e extensão. Por exemplo, atuando em
monitoramentos ambientais, projetos de conscientização e educação ambiental com
crianças, adolescente e adultos, cursos, palestras e minicursos. A elaboração e execução
dos projetos socioambientais, voltados para conservação e proteção da biodiversidade,
59

além de projetos de desenvolvimento de alternativas de rendas sustentáveis para


comunidades tradicionais e ativismo político são também comuns (IOUSP, 2021).

De acordo com o Branco de Dados disponibilizado pela ONG Oceano à Vista,


algumas das áreas de atuação que um Oceanógrafo pode estar atuando nessas devidas
instituições, ONGs, OSCIPs, entre outras, são: biologia e medicina veterinária;
capacitação e treinamento; ecologia e conservação; educação ambiental; gerenciamento
de projetos; gestão de resíduos; modelagem; meteorologia e meteoceanografia;
monitoramento ambiental; pesquisa e extensão; serviços socioambientais; entre outros.

Como maneira de facilitar a identificação dessas instituições do terceiro setor


(Tabela 3), o presente estudo listou algumas das mesmas a fim de orientar graduandos e
egressos do curso de Oceanografia, com relação a que tipo de ONGs, OSCIPs, projetos,
associações, entre outros, onde esses podem estar atuando de maneira profissional
remunerada ou voluntária.

Tabela 3: Terceiro Setor que graduandos e formados em Oceanografia podem atuar.

Nome Classificação Acesso

AQUASIS ONG Site < [Link] >


Instagram: @ongaquasis

Associação Brasileira de ONG


Combate ao Lixo no Mar

Associação MarBrasil ONG Email: marbrasil@[Link]

Associação R3 Animal ONG

Associação Tiê – Meio ONG Email: associacaotie@[Link]


Ambiente, Educação,
Cultura

AVIDEPA ONG Email: avidepa@[Link]

BrBio – Instituto Brasileiro OSCIP Email: participe@[Link]


de Biodiversidade

Caminho Marinho ONG Site < [Link] >


Instagram: @caminhomarinho

Cavalos do Mar ONG Instagram: @cavalos_do_mar


60

Centro de Cultura, ONG


Informação e Meio
Ambiente (CIMA)

Centro de Estudos ONG Email: ongcea@[Link]


Ambientais (CEA)

Conservação Internacional - ONG Email: info@[Link]


Brasil

Coral Guardian - ONG Site < [Link] >


Empowering Coastal Instagram: @coralguardian
Communities Email: info@[Link]

Coral Reef Alliance ONG Email: info@[Link]

Coral Tees - Profits to coral ONG Site < [Link] >


restoration groups Instagram: @coral_tees
Email: help@[Link]

Ecosurf ™ OSCIP Instagram: @ecosurfoficial

EDUCAMARES ONG Instagram: @educamares

FAO - Organização das ONG Site < [Link] >


Nações Unidas para a
Alimentação e Agricultura

Floripa Livre de Plástico ONG Instagram: @floripalivredeplastico


Email: floripalivredeplastico@[Link]

Fundação Grupo Boticário ONG Email:


de Proteção à Natureza contato@[Link]

Fundação Mamíferos ONG Site <


Aquáticos [Link] >
Instagram: @mamiferosaquaticos

GEMARS – Mamíferos ONG Instagram: @gemars1991


Aquáticos

Iniciativa Pró Mar ONG Email: ipm@[Link]

Instituto EcoFaxina ONG Instagram: @ecofaxina

Instituo Ekko Brasil/Projeto OSCIP Email: atendimento@[Link]


Lontra

Instituto Ambiental ONG Email: oia@[Link]

Instituto Argonauta ONG Email: institutoargonauta@[Link]


61

Instituto Australis ONG Site < [Link] >


Instagram: @institutoaustralis

Instituto Baleia Jubarte ONG Site <


(IBJ) [Link]
leiaJubarte/ >
Instagram: @projetobaleiajubarte

Instituto BiomaBrasil ONG Instagram: @instituto_biomabrasil

Instituto Biopesca ONG Email: [Link]@[Link]

Instituto Brasileiro de OSCIP Email: contato@[Link]


Defesa da Natureza (IBDN)

Instituto ÇaraKura OSCIP Email: [Link]@[Link] /


[Link]@[Link]

Instituto COMAR – OSCIP Email: contato@[Link]


Conservação Marinha do
Brasil

Instituto Costa Brasilis – OSCIP Email: instituto@[Link]


Desenvolvimento Sócio-
Ambiental

Instituto de Biologia ONG Email: ibimm@[Link]


Marinha e Meio Ambiente
(IBIMM)

Instituto de Pesquisas e ONG Email: contato@[Link]


Reabilitação de Animais
Marinhos (IPRAM)

Instituto ECOAR ONG Email: institutoecoar@[Link]

Instituto Ecofaxina ONG Email:


[Link]@[Link]

Instituto Ecológico ONG Email: [Link]@[Link]


Aqualung

Instituto Gaúcho de Estudos ONG Email: inga@[Link]


Ambientais - INGÁ ou [Link]@[Link]

Instituto Gremar ONG Site < [Link] >


Instagram: @institutogremar

Instituto Jacarenema OSCIP Email: institutojacarenema@[Link]

Instituto Littoralis ONG Instagram: @instituto_littoralis


62

Instituto Mangue Vivo - OSCIP Email: manguevivo@[Link]


IMAVI

Instituto Mar Adentro ONG

Instituto Maramar ONG Email: secretaria@[Link]

Instituto Marcos Daniel ONG Email: imd@[Link]


(IMD)

Instituto Maré ONG Email: contato@[Link]

Instituto Noah/Projeto Ceca OSCIP Email: contato@[Link]

Instituto O Canal ONG Email: atomadadocanal@[Link]

Instituto Orca ONG

Instituto Pró Peixes ONG Instagram: @institutopropeixes

Instituto Recifes Costeiros ONG Email: recifescosteiros@[Link]

Instituto Rumo ao Mar OSCIP Email: rumar@[Link]


(RUMAR)

Instituto Socioambiental ONG Email:


(ISA) relacionamento@[Link]

Instituto Tartabinhas ONG Instagram: @institutotartabinhas

Instituto Terramar ONG Site < [Link] >

Instituto VerdeLuz ONG Site < [Link] >


Instagram: @institutoverdeluz

Mantas do Brasil (Instituto ONG


Lake Viva)

Monitoramento Mirim ONG Instagram:


Costeiro @monitoramento_mirim_costeiro

Monitoramento Mirim ONG Instagram: @mmc_ubatuba


Costeiro Ubatuba

MOVIVE ONG Email: adm@[Link]

Núcleo de Educação e ONG Email: nema@[Link]


Monitoramento Ambiental
(NEMA)

Oceana Brasil ONG Email: brasil@[Link]


63

OCEANICA ONG Email: contatoongoceanica@[Link]

Oceano à Vista ONG Site < [Link] >


Instagram: @oceanoavista

Projeto Albatroz OSCIP Site < [Link] >


Instagram: @projetoalbatroz

Projeto Aruanã ONG Instagram: @projetoaruana

Projeto Bicho D’água: ONG Site <


Conservação [Link]
Socioambiental >
Instagram: @bicho_dagua

Projeto Biologia Marinha ONG Site < [Link] >


Bióicos Instagram: @biologia_marinha_bioicos
Youtube: Biologia Marinha Bióicos

Projeto Coral Vivo ONG Site < [Link] >


Instagram: @projetocoralvivo

Projeto Golfinho Rotador ONG Site < [Link] >


Instagram: @golfinhorotador

Projeto Hippocampus ONG Site <


[Link] >
Instagram: @projetohippocampus

Projeto Limpando o Mundo ONG Instagram: @limpandoomundoceara

Projeto Tamar ONG Site < [Link] >


Instagram: @projeto_tamar_oficial

Projetos Cetáceos APA - BF Associação Instagram: @ projetocetaceos

Projetos Meros do Brasil ONG Instagram: @merosdobrasil

REDE VIVA MAR VIVO ONG Site < [Link] >


Instagram: @redemarbrasil

Sea Shepherd ONG Email: seashepherd@[Link]

The Nature Conservancy ONG Email: brasil@[Link]


(TNC)

UNEP - Programa das ONG Site < [Link] >


Nações Unidas para o Meio
Ambiente
64

UNESCO - Organização das ONG Site <


Nações Unidas para a [Link] >
Educação, a Ciência e a
Cultura

Voz da Natureza OSCIP Email: vozdanatureza@[Link]

Fonte: Modificada e adaptada de OàV (2021).

Além dessas associações que se encaixam no terceiro setor, há também projetos


que ainda não estão legalizados como ONGs ou OSCIPs, mas que se encaixam nas
oportunidades de mercado de trabalho para egressos do curso de Oceanografia, onde estes
podem prestar serviços de freelancer para os mesmos, através de cursos, palestras,
consultorias e capacitações.

4.2 Empreendedorismo na Oceanografia do Brasil

Empreendedorismo, de acordo com o artigo “Quem é empreendedor? As


implicações de três revoluções tecnológicas na construção do termo empreendedor”, da
Revista de Administração Mackenzie (v. 9, n. 8, 2008), define esse termo como ações que
abrangem desde uma ação individual visando o lucro econômico até ações coletivas
visando à redução da desigualdade social, além de projetos e serviços, tendo como base
a criatividade e inovação.

Desde o final da década de 1990 até os dias atuais, o empreendedorismo ganhou


relevância mundial e vem sendo difundido e intensificado no Brasil (DORNELAS, 2008).
Através do crescimento do empreendedorismo, observou-se um aumento de incubadoras
de empresas e ideias, que estimulam o empreendedorismo através de currículos
integrados em diversos níveis de educação, além de programas de incentivos
governamentais e diversos outros meios (DORNELAS, 2008).

De acordo com a definição de Dornelas (2007, 2008) e Bessant (2009), o


empreendedor transforma ideias em oportunidades e modificam o ambiental social e
econômico onde vivem, transformando a solução de um problema da sociedade em
negócio, são indivíduos guiados pelo desejo de criar ou mudar algo, seja no setor público,
privado ou terceiro setor. E, com isso podemos identificar o lugar do profissional formado
65

em Oceanografia no mercado empreendedor, onde o mesmo se encontra atuando nesses


três setores do mercado.

O Oceanógrafo é um profissional de visão ampla, crítica e criativa, com a


capacidade de identificar e resolver problemas, possui uma atuação empreendedora e
abrangente de acordo com as demandas do mercado. Tendo em vista seus conhecimentos
sobre os processos oceanográficos e sua relação com a sociedade, esse profissional têm
grandes chances de crescimento e visibilidade nesse contexto atual de destaque dos
oceanos, numa escala nacional e global (IOUSP,2021).

Principalmente, porque no decorrer dos próximos dez anos, estaremos


vivenciando a Década dos Oceanos, que deverá se estender dos anos de 2021 a 2030.
Assim, pressupõe-se que o profissional da Oceanografia terá uma maior visibilidade,
tendo em vista que é uma profissão em destaque na área das ciências do mar, além dos
objetivos da década estarem relacionados a ampliar a cooperação internacional em prol
da pesquisa e proteção dos oceanos, e a realizar a gestão dos seus recursos, além de
implementar os ODS 14. Portanto, fica evidente notar que esses objetivos estão de acordo
com a competências e habilidades do profissional de Oceanografia.

4.2.1 Academia

Contudo, a formação e a capacitação desses futuros profissionais se iniciam na


academia, onde através das experiências vividas no meio acadêmico e da educação
proporcionada pelo Programa Pedagógico do Curso (PPC), esses alunos vão sendo
preparados e suas competências e habilidades profissionais vão sendo construídas no
decorrer da sua formação.

Portanto, podemos notar a importância e responsabilidade das universidades na


formação desses futuros profissionais. Assim, sendo evidente necessidade da constante
melhoria dos PPCs das universidades do Brasil, a fim de proporcionar uma formação cada
vez mais atualizada com as necessidades e demandas do mercado.

É sabido que a construção do perfil do profissional também está relacionada a


personalidade e interesses do aluno, mas também, cabe as universidades proporcionarem
diversas experiências e oportunidades de vivências aos discentes no decorrer da sua
66

formação. Para então, esses viverem situações semelhantes às áreas de atuação do


profissional de Oceanografia no mercado de trabalho atual, além de sugerirem
oportunidades para os discentes encontrarem a sua vocação profissional, no decorrer da
sua formação acadêmica.

Tendo ciência da importância de cadeiras e vivências em atividades


extracurriculares, cabe a universidade então, orientar esses alunos que saem de um
modelo de ensino característico do ensino médio e entram no ensino superior.
Conscientizando-os, portanto, sobre a importância de participar das vivências que o meio
acadêmico proporciona, deixando claro que as competências e habilidades do discente
vão se desenvolver não só dentro da sala de aula e das matérias que são ensinadas nas
disciplinas do curso, mas também, junto das experiências vividas pelo aluno no decorrer
da sua formação.

Como apresentação de trabalhos em Encontros Universitários, participação de


seminários e congressos, estágios não obrigatórios em laboratórios, seleção de bolsas,
projetos de pesquisa, ensino e/ou extensão, atividades extracurriculares, entre tantas
outras experiências que podem ser vividas no decorrer da graduação, a fim de explorar
suas diversas aptidões juntamente com sua formação acadêmica. Assim, fica evidente que
a formação desses futuros Oceanógrafos começa não só através dos ensinamentos de sala
e aula, mas também através das situações que esses são expostos no decorrer da sua
graduação, desenvolvendo competências e habilidades características do profissional de
Oceanografia.

Tendo em vista que as Instituições de Ensino Superior (IES) são as responsáveis


pela maior influência e construção da formação dos futuros profissionais do país, fica
evidente que as mesmas precisam se adaptar às mudanças constantes que estamos
vivenciando no século atual. Isso reforça que a inovação e a capacidade de se reinventar
precisam ser inseridas nas escolas e nos ensinos superiores do Brasil.

Neste sentido, aqueles que se destacam com a mentalidade e habilidades


empreendedoras estão cada vez mais se sobressaindo e se tornando exemplos de sucesso
no mercado de trabalho atual (ALVES, 2015). Eliminando barreiras culturais, sociais e
econômicas, criando novas relações, novos empregos e quebrando paradigmas, o
empreendedorismo tem se disseminado rapidamente como disciplina, nova forma de
67

educação, forma de agir, opção profissional e como instrumento de desenvolvimento


econômico e social (DORNELAS, 2008).

Atualmente, muito se é disseminada a informação de que o empreendedorismo é


o pilar de abundantes mudanças e inovações, onde através dele existe a possibilidade de
se gerar transformações econômicas, sociais e ambientais (GRECO et al., 2009). Onde a
cultura empreendedora não é apenas fundamental, mas também deve ser promovida e
transmitida através da educação (SARKAR, 2007).

[Link] Empresas Juniores

Após perpassado os temas decorridos no tópico acima, sobre a necessidade de


aperfeiçoamento e progresso no sistema educacional brasileiro, focando nas melhorias e
modernização necessária dentro do ensino superior. Seja através da remodelação dos
PPCs, aulas práticas, aulas de campo, cadeiras, professores, entre tantos outros pontos de
melhora. Agora, vamos para um tópico de experiências e oportunidades já existentes
dentro das universidades, como as Empresas Juniores (EJs).

De acordo com Matos (1997) e Souza (2005), as EJs são definidas, por instituição
legal, como sendo uma associação civil de interesse público, sem fins lucrativos, apesar
de poderem ofertar serviços e cobrar pelos mesmos. No entanto, esse valor monetário não
é destinado para os integrantes da Empresa Júnior (EJ), mas sim, fica reservado para
melhorias e investimentos relacionados à organização e aos serviços que ela oferece.

Além disso, as EJs não se caracterizam como ONGs, devido possuírem


finalidades acadêmicas e de prestação de serviços para a comunidade, são formadas
exclusivamente por estudantes de uma determinada instituição de ensino, e, como seus
funcionários não são pagos, as EJs podem ofertar serviços por preços abaixo do mercado
(ALVES, 2015). Por outro lado, é permitido o pagamento de bolsas para os consultores
juniores, bem como a contratação de assessores e/ou consultores externos (MATOS,
1997; SOUZA, 2005).

Levando isso em consideração, as Empresas Juniores são ótimas oportunidades


de crescimento pessoal e profissional dos estudantes no decorrer da sua graduação. Estas
geralmente são compostas por discentes e docentes, onde é necessário a presença de, no
68

mínimo, um professor tutor para acompanhar as atividades e orientar melhor os alunos


no decorrer as experiências oferecidas pela EJ. Assim, como maneira de orientar, formar
e institucionalizar as Empresas Juniores, surgiu o Movimento Empresa Júnior (MEJ).

O termo Empresa Júnior, surgiu no ano de 1967, em Paris, através de uma


iniciativa de alunos que sentiam a necessidade de complementar os seus conhecimentos
teóricos com experiências práticas do mercado de trabalho (MATOS, 1997). Devido ao
grande potencial dessa iniciativa, a ideia acabou se espalhando rapidamente por toda a
França, e, devido a esse crescimento exacerbado e abrupto, viu-se a necessidade de uma
organização integrada e padronizada para a mesma (JÚNIOR ESSEC, 2021).

Assim, em 1969, o Movimento Empresa Júnior (MEJ) surgiu, justamente com a


criação da Confederação Nacional de Empresas Juniores (CNJE) (JÚNIOR ESSEC,
2021). Após a criação dessa organização o movimento se espalhou ainda mais,
começando por toda a Europa, onde em 1992 surgiu a Confederação Europeia de
Empresas Juniores (JADE - Junior Association for Development), dentre quais os valores
são: cultura empreendedora, desenvolvimento pessoal, envolvimento proativo e
responsabilidade social (JADE, 2021).

Após a criação da JADE, surgiram os primeiros eventos nacionais e internacionais


para divulgar, fomentar e integrar o MEJ (ALVES, 2015). Até os dias de hoje esses
eventos possuem a missão de ofertar cursos, capacitações e palestras, a fim de incentivar
a troca de experiências entre os alunos e as Empresas Juniores (EJs) (ALVES, 2015).

Após a criação da JADE e a padronização do MEJ, as EJs passaram a ser


reconhecidas como uma organização social civil sem fins lucrativos, formada e gerida
exclusivamente por alunos da graduação, sendo estas prestadoras de serviços para outras
empresas, instituições e sociedade em geral (ALVES, 2015). Com o objetivo de
consolidar e reforçar a aprendizagem de seus membros, as EJs necessitam da supervisão
e orientação de professores e profissionais.

É evidente notar a importância dessa experiência extracurricular, tendo em vista


que as EJs são semelhantes às demais empresas, desde de possuírem a sua própria
regulamentação, documentos internos, até seguirem os princípios de governança
corporativa (JADE, 2021). Além disso, possuírem um conselho gestor e diretorias que
69

regem a organização dessas Empresas Juniores, que, por obrigação, precisam estar ligadas
a uma Instituição de Ensino Superior – IES (JADE, 2021).

O Movimento Empresa Júnior (MEJ), só chegou no Brasil no ano de 1988, apesar


disso sua expansão em território brasileiro foi muito bem recebida e rápida (MATOS,
1997). Em menos de 10 anos surgiram 100 empresas, que contribuíram para o Brasil se
tornar um dos países com mais atividades do MEJ, e, com capacidade para promover
intercâmbios constantes de informações e conhecimentos entre as EJs do país (BJr, 2021).

Assim, com o surgimento do Movimento Empresa Júnior (MEJ) no Brasil e com


a sua consolidação bem-sucedida, em 2003 surgiu a necessidade de fundar uma
Confederação Brasileira de Empresas Juniores, conhecida como Brasil Júnior (BJr), que
visa o aperfeiçoamento econômico e social da comunidade, além do desenvolvimento do
empreendedorismo (BJr, 2021).

Então, podemos concluir que as experiências ofertadas pela participação em


Empresa Juniores não são, certamente, vivenciadas sem apoio ou orientação. Com todas
essas instituições e movimentos que se asseguram e se responsabilizam para orientar e
incentivar a mentalidade empreendedora dos futuros profissionais ainda durante a
graduação, podemos ter como exemplos movimentos como:

1. MEJ – Movimento Empresa Júnior;


2. BJr – Brasil Júnior;
3. JADE – Junior Association for Development;
4. IES – as próprias Instituições de Ensino Superior que as EJs se encontram;
5. FEJE – Federação de Empresas Juniores presente em cada estado, como a
FEJECE (Federação de Empresas Juniores do Ceará) no estado do Ceará ou a
FEJEPAR (Federação das Empresas Juniores do Paraná) no estado do Paraná;
6. CEMP – Centro de Empreendedorismo presente nas IES, como o CEMP UFC
(Centros de Empreendedorismo da Universidade Federal do Ceará);
7. NEJ – Núcleo de Empresas Juniores também presente nas IES;

Além de eventos como encontros nacionais, regionais, estaduais, locais e


encontros de EJs dos mesmos cursos, como o ENEJO – Encontro Nacional de Empresas
Juniores de Oceanografia, entre tantos outros apoios, eventos, movimentos e suportes
disponíveis para as EJs e seus respectivos discentes e docentes atuantes.
70

[Link].1 Empresas Juniores de Oceanografia no Brasil

Tendo isso em vista, hoje a sociedade oceanográfica está composta com um


número considerável de Empresas Juniores de Oceanografia. Atualmente, a maioria, se
não todas, das Instituições de Ensino Superior (IES) que ofertam o curso de Oceanografia,
são contempladas com a presença de EJs de Oceanografia, são elas (Tabela 4):

Tabela 4: Empresas Juniores de Oceanografia no Brasil.

Nome da EJ Instituição Vinculada Região

Argos – Empresa Júnior de Unimonte Sudeste – São Paulo, SP


Oceanografia e
Consultoria Ambiental

Atlanticus – Empresa UFBA – Universidade Nordeste – Salvador, BA


Júnior de Oceanografia Federal da Bahia

Ecoceano – Empresa UFES – Universidade Sudeste – Vitória, ES


Júnior de Consultoria em Federal do Espírito Santo
Oceanografia e Educação
Ambiental

Ecoservice – Empresa FURG – Fundação Sul – Rio Grande, RS


Júnior de Consultoria Universidade Rio Grande
Ambiental e Oceanografia

IMar Jr. – Empresa de UNIFESP – Universidade Sudeste – Santos, SP


Ciências do Mar, Federal de São Paulo
Consultoria e Projetos

IO Júnior – Consultoria e USP – Universidade de Sudeste – São Paulo, SP


Educação Ambiental São Paulo

Mar Aberto – Empresa UFPE – Universidade Nordeste – Recife, PE


Júnior de Oceanografia Federal de Pernambuco

MarEmp – Empresa Júnior UFC – Universidade Nordeste – Fortaleza, CE


de Oceanografia e Federal do Ceará
Educação Ambiental do
Ceará

Maris – Empresa Júnior de UFPR – Universidade Sul – Curitiba, PA


Oceanografia Federal do Paraná
71

Marisma – Empresa Júnior UFMA – Universidade Nordeste – São Luís, MA


de Oceanografia da Federal do Maranhão
UFMA

Meandro Jr. – Empresa UFPA – Universidade Norte – Belém, PA


Júnior de Oceanografia da Federal do Pará
UFPA

Nauta – Empresa Júnior de UERJ – Universidade Sudeste – Rio de Janeiro,


Oceanografia e Estadual do Rio de Janeiro RJ
Consultoria Ambiental

Tétis – Empresa Júnior de UFSC – Universidade Sul – Florianópolis, SC


Oceanografia Federal de Santa Catarina

Fonte: GT de Empreendedorismo do PPGMar.

Além de poderem contar com o suporte e apoio de movimentos locais, regionais


e estaduais como listado no tópico anterior, as EJs de Oceanografia também contam com
o apoio da Ciências do Mar Brasil. Com o objetivo de fortalecer a formação de recursos
humanos a fim de contribuir para que o país desenvolva pesquisa científica e tecnológica,
além de promover o uso sustentável dos recursos em águas nacionais e internacionais,
garantir a conservação dos ambientes costeiros e marinhos, como também, ampliar o
monitoramento dos oceanos, dentre tantas outras necessidades nacionais (CIÊNCIAS DO
MAR BRASIL, 2019).

Desta forma, em 2019, foi instituído o Grupo Técnico Formação de Recursos


Humanos em Ciências do Mar, também conhecido como PPG-MAR ou PPGMar
(CIÊNCIAS DO MAR BRASIL, 2019). Esse, portanto, é subordinado pelo Ministério da
Educação (MEC), sendo composto por representantes de diversos ministérios e órgãos do
setor público que mantém relação com o tema (CIÊNCIAS DO MAR BRASIL, 2019).

Assim, o PPGMar reúne informações sobre o ensino das Ciências do Marinhas no


Brasil, seja de graduação (Ciências Biológicas, Engenharia de Aquicultura, Engenharia
de Pesca, Oceanografia, entre outros) ou de pós-graduação (Programas com o tema de
Ciências do Mar, correlatados e esporádicos, entre outros) (CIÊNCIAS DO MAR
BRASIL, 2019).

Além de possuíssem Grupos de Pesquisa (GP) para cada região do Brasil, também
possuem Grupos de Trabalho sobre os temas: Empreendedorismo; Experiência
72

Embarcada; Inovação; Periódicos; Material Didático Ensino Técnico e Profissional;


Ocean Literacy; Mergulho Científico; e Qualificação Docentes (CIÊNCIAS DO MAR
BRASIL, 2019).

Destaca-se nesse contexto, o GT de Empreendedorismo (GTE) do PPGMar que


surgiu em 2010 e tem por objetivo promover e disseminar a cultura empreendedora na
área das Ciências do Mar (CIÊNCIAS DO MAR BRASIL, 2019). Atuando na construção
de uma Educação Empreendedora para as Ciências do Mar, o GTE tem divulgado a
existência de iniciativas de empreendedorismo e inovação, potencializando assim as redes
de apoio e discussão do tema nas Instituições de Ensino Superior (CIÊNCIAS DO MAR
BRASIL, 2019).

Dentre algumas dessas atividades existem os Encontros de Empresas Juniores de


Ciências do Mar (EnCoJunior-Mar), os Encontros de Coordenadores de Cursos de
Ciências do Mar (EnCoGrad-Mar), além de workshops, palestras, treinamentos, oficinas,
minicursos, mediação de reuniões em diferentes locais do país, entre tantas outras
atividades como essas (CIÊNCIAS DO MAR BRASIL, 2019). Assim, como resultado do
trabalho em conjunto da gestão do GT de Empreendedorismo do PPGMar e a análise da
pesquisa de Alves (2015), originou-se então o 1º Guia de Empresas Juniores de Ciências
do Mar.

Esse GT, portanto, realiza encontros frequentes juntamente com as diretorias


atuais de cada EJ de Ciências do Mar e proporciona momento de orientação e
direcionamento, a fim de facilitar o crescimento das EJs e seus participante, além de
experiências empreendedoras dentro das IES e suas respectivas Empresas Juniores
integrantes. Além disso, buscam sempre atender os objetivos propostos pelo PPGMar e,
também, incentivar a cultura empreendedora dentro das Ciências do Mar, desde a
estrutura até a formação acadêmica (CIÊNCIAS DO MAR BRASIL, 2019). Abaixo
segue uma lista de pontos que o GTE esteve atuando nos últimos anos até então:

1. Divulgação e representação do GTE;


2. Identificação de linhas de atuação do GTE;
3. Fomento e consultoria para Empresas Juniores de Ciências do Mar;
4. Colaboração em eventos;
5. Participação em disciplinas;
73

6. Fomento e realização de parcerias;


7. Atividade de colaboração e apoio a Centros Acadêmicos;
8. Presença em reuniões do PPGMar e ações correlatas;
9. Produção de material didático;
10. Cursos e palestras.

4.2.2 Mercado de Trabalho

Como abordado no tópico 4.1, fica evidente que há uma vasta oportunidade de
mercado de trabalho para os egressos do curso de Oceanografia, entretanto, como
ressaltou SANTOS (2017) em sua hipótese, mesmo diante da relevância da profissão do
Oceanógrafo, o mercado de trabalho no Brasil, para esse profissional, apresenta-se restrito
e com poucas oportunidades para absorver os egressos do curso.

Atualmente, o curso de Oceanografia é ofertado por 14 Instituições de Ensino


superior no Brasil, são essas:

1. UFPA – Universidade Federal do Pará;


2. UFMA – Universidade Federal do Maranhão;
3. UFC – Universidade Federal do Ceará;
4. UFPE – Universidade Federal de Pernambuco;
5. UFBA – Universidade Federal da Bahia;
6. UFSB – Universidade Federal do Sul da Bahia;
7. UFES – Universidade Federal do Espírito Santo;
8. UERJ – Universidade Estadual do Rio de Janeiro;
9. USP – Universidade de São Paulo;
10. UFSP – Universidade Federal de São Paulo;
11. UFPA – Universidade Federal do Paraná;
12. UniVale – Universidade do Vale do Itajaí;
13. UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina;
14. FURG – Fundação Universidade Rio Grande/Universidade Federal do Rio
Grande.
15. Unimonte – Universidade Estadual de Montes Claros
74

Assim, embora haja poucos estudos sobre o potencial do mercado de trabalho para
a Oceanografia, dando ênfase, portanto, a importância do presente Trabalho de Conclusão
de Curso e estudos posteriores. É hipotetizado que existe uma tendência dos egressos do
curso de Oceanografia em exercerem atividades ligadas à área acadêmica, parte disso em
função do viés científico acadêmico do curso e dos programas Político Pedagógico dos
mesmos (SANTOS, 2017).

Levando isso em consideração, faz-se necessário afirmar a importância da


continuação de estudos relacionados ao mercado de trabalho da Oceanografia, como está
o mercado hoje, quais as previsões futuras para a profissão, onde estão os egressos do
curso de Oceanografia, onde esses profissionais estão atuando, como encararam o
mercado de trabalho após formados, quais perspectivas de futuro esses profissionais têm
hoje na sua área de atuação. Além de tantos outros tópicos e sub tópicos importantes de
serem tratados e estudados sobre a profissão.

Porventura, essa responsabilidade seja em sua maioria da Associação Brasileira


de Oceanografia (AOCEANO), a fim de realizar um levantamento sobre o panorama geral
da atuação dos Oceanógrafos formados no Brasil, como estes se encaixam o mercado,
qual as expectativas para a profissão daqui a dez anos, quantos por cento dos profissionais
formados permanecem na área ou exercendo a profissão e quantos desses desistiram da
mesma por considerar o cenário de mercado de trabalho atual desfavorável para essa
profissão.

Além de saber quantos deixaram de atuar na área por falta de vagas de trabalho
ou quantos desistiram, após formados, da profissão por falta de oportunidades ou
conhecimento/divulgação das mesmas. Também é importante ressaltar a problemática de
mestres e doutores desempregados, quais motivos levaram a isso, “É a saturação do
mercado? ”, “É a falta de demanda do mercado? ” ou “É o desconhecimento do ramo
trabalhista empregadores e empregados, sobre a importância e necessidade do
profissional de Oceanografia?”.

Com esses questionamentos, podemos levantar a importância de trabalhos como


o de Santos (2017) e o trabalho de conclusão de curso de Alves (2015), que abordam
temas relacionados a atuação empreendedora dos graduandos e profissionais de
Oceanografia. Também como sugestões de trabalhos a serem realizados na área, o
75

Capítulo 2 da tese de doutorado de Krug (2018) retrata o tipo de análise que deveria ser
feita em cada universidade, sobre a atuação dos seus egressos do curso de Oceanografia
e a análise quali/quantitativa da atuação e distribuição profissional dos Oceanógrafos no
Brasil.

Ademais, pressupõe-se que a tendência dos egressos do curso em continuarem


ligados à área acadêmica se dê não só pelas experiências vividas e ofertadas durante a
graduação, que estão ligadas às ofertas de disciplinas (Programa Político Pedagógico do
Curso) e interesses próprios dos alunos. Também, é importante ressaltar, que os discentes
precisam ser orientados pelas coordenações dos cursos sobre suas oportunidades e
possibilidades de vivências durante a graduação, como quais projetos de pesquisa, ensino
e extensão os alunos possuem acesso dentro e fora das universidades.

Outro fator importante a se ressaltar é que muitos dos conhecimentos passados de


professor para alunos, são reflexos das experiências que os próprios tiveram no decorrer
da contínua construção da sua carreira profissional. Logo, fica claro afirmar que um
docente com uma bagagem acadêmica e experiências diversificada e vasta, irá passar um
conhecimento ainda mais multidisciplinar para os alunos, abrangendo diversas áreas de
conhecimentos e diferentes ângulos dos conteúdos.

Logo, um professor que não teve experiências práticas e reais dentro do mercado
de trabalho empreendedor, teoricamente, não tem como orientar a atuação dos seus alunos
no mesmo setor. Assim, pressupõe-se que docentes com formações mais lineares seguidas
de graduação, mestrado, doutorado, pós-doutorado, entre outros, até então chegar ao
cargo de professor universitário. Presume-se que esses professores irão orientar os seus
alunos de acordo com as experiências e conhecimentos que possuem na sua área de
expertise.

Ademais, devido a graduação ser recente em muitas regiões, a maioria dos


professores universitários que formam os Oceanógrafos de hoje, não são esses de fato,
formados em Oceanografia. Podendo possivelmente resultar na falta de conhecimento do
corpo docente sobre às áreas de atuação dos Oceanógrafos no mercado, além das
habilidades e competências desses profissionais. Tendo em vista que, como comentado
no decorrer deste estudo, poucos dos próprios profissionais e mercado de trabalho
76

conhecem a atuação e a necessidade dos Oceanógrafos nas áreas acadêmica profissional


e mercado de trabalho – primeiro, segundo e terceiro setor.

Levando isso em consideração, a experiência em um mercado de trabalho


empreendedor se revela mais promissora para esses profissionais. Desta forma, o
empreendedorismo passa a ser visto como uma das formas de solucionar esses problemas
e criar oportunidades em um mercado de trabalho tão restrito, mesmo diante da relevância
da profissão de Oceanografia (SANTOS, 2017).

[Link] Oceanógrafos Empreendedores no Brasil

Observou-se no decorrer deste trabalho que a maioria das empresas as quais os


profissionais de Oceanografia podem atuar, não são, em sua maioria, empresas criadas
por Oceanógrafos. Retratando uma cadência de profissionais protagonistas no mercado
de trabalho atual, deixando de serem empregados para se tornarem empregadores. Exceto
as exceções de profissionais que não só permaneceram atuando na área após formados,
como também por falta de oportunidade ou vagas de trabalho ou mesmo por escolha e
vocação profissional, criaram suas próprias empresas.

Como forma de se encaixarem e se encontrarem no mercado de trabalho atual do


Brasil, os profissionais de hoje não se permitem apenas esperar pelas suas possibilidades,
mas criam suas próprias oportunidades através de um perfil característico de
empreendedores. Multidisciplinaridade, criatividade e inovação, são algumas das muitas
qualidades que o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresa (SEBRAE),
ressalta sobre o perfil de um empreendedor hoje no Brasil.

Portanto, ser um profissional dotado de visão ampla, crítica e criativa para


identificação e resolução de problemas, caracteriza o profissional de Oceanografia como
um dos muitos profissionais, hoje no mercado, que podem atuar de maneira
empreendedora e abrangente quando se trata de resolver os problemas e as demandas do
mercado e da sociedade (IOUSP, 2021). Com uma formação holística, abrangente,
integrada e sistêmica sobre os processos oceanográficos e sua relação com a sociedade, o
Oceanógrafo se caracteriza como um profissional com grande capacidade de articulação,
77

necessário no cenário atual de destaque dos oceanos em escala nacional e global (IOUSP,
2021).

Dotado de um espírito de liderança, habilidade de solucionar problemas, vontade


de aprender, proatividade e determinação, o profissional de hoje se encontra abrindo
caminhos no meio de um cenário de decadência econômica atual do Brasil (PORTAL DA
INDUSTRIA, 2021). Então, como forma de ressaltar a existência de profissionais de
Oceanografia no Brasil, que fizeram e fazem a diferença no cenário atual para a profissão,
abaixo se destaca uma tabela com o nome dos profissionais de Oceanografia e as
empresas que criaram e ajudaram a fundaram (Tabela 5).

Tabela 5: Empresas criadas por Oceanógrafos do Brasil.

Profissional de Empresa Área de Atuação Acesso


Oceanografia

Adriene F. HIDROMARES SISMO® - Sistema de Site <


Pereira Informação Meteo- [Link]
Gabriel Aloi Oceanográfica em Tempo Real; [Link]/ >
Paschoal Previsão Operacional;
Alexandre De Monitoramento Ambiental;
Caroli Modelagem Numérica;
Equipamentos;

Amanda Albano BLOOM – Mudanças para pessoas, projetos Instagram:


Alves Agência de e negócios ligados ao oceano; @[Link]
Maria Fernandes Mudança Colaboração, Criatividade, Site <
Mariana Andrade Inovação, Cursos, Facilitações e [Link]
Mayara Rosado Gestão de Projetos; Jornada [Link]
Motriz; Mar Aberto; Playlist; />
Submerso – podcast;

Anna Dalbosco STOKES Modelagem Numérica Site <


(Modelos hidrodinâmicos; [Link]
Modelos de propagação de onda; [Link]/
Modelos de transporte de >
sedimento e alteração
morfológica; Modelos de
inundação; Modelos de dispersão
de óleo; Modelos de qualidade de
água; Modelos ecológicos);
Análise de Dados (Campos de
vento e pressão atmosférica;
Dados de onda, nível do mar e
78

correntes; Propriedades físico-


químicas da água; Pluviosidade e
vazão de rios). Licenciamento
Ambiental, Saneamento e
Infraestrutura.

Beatriz Mattiuzzo MARULHO Cultura oceânica; Instagram:


Lucas Lopes Desenvolvimento Artesanal; @marulhoeco
Gonçalvez Redução do Plástico descartável; Site <
Loja de produtos eco. [Link]
[Link]/ >

Bryan Renan Olha o peixe! Pesca artesanal – Venda de Instagram:


Müller pescado @olhaopeixee
Site <
[Link]
[Link]/ >

Carlos Leandro AMBIPETRO Coleta de Dados (Aquisição de Site <


da Silva Júnior Levantamento e Dados; Tecnologias [Link]
Inovação Complementares; SIG e Banco [Link]/ >
de Dados; entre outros) e Gestão
Ambiental

Carlos Leandro OceanSAT Tecnologia Espacial para emergida com


da Silva Júnior Monitoramento Ambiental mais duas
empresas

Carlos Leandro OceanPact Serviços para o uso sustentável Site <


da Silva Júnior do mar, do litoral e dos recursos [Link]
marinhos. [Link]/ >
Meio Ambiente (Proteção
Ambiental; Licenciamento e
Estudos Ambientais;
Levantamentos Oceanográficos;
Segurança Operacional;
Remediação Ambiental.);
Operações Submarinas
(Geofísica; Inspeção, reparo e
manutenção; Geotecnia;
Posicionamento e suporte à
construção;
Descomissionamento); Logística
e Engenharia (Logística
Marítima; Engenharia portuária e
costeira; Bases de apoio offshore;
Obras e Dragagens; Facilities e
Limpeza Industrial); Recursos
(Frota - Oil Spill Recovery Vessel
(OSRV), ROV Support Vessel
(RSV), Research Vessel (RV),
79

Shallow Dive Support Vessel


(SDSV), Multi Purpose Support
Vessel (MPSV), Platform Supply
Vessel (PSV), Line Handler
(LH), Fast Support Vessel (FSV),
Boom Handler; Embarcações de
Meio Ambiente, de Operações
Submarinhas e de Logística;
Equipamentos – barreiras
costeiras, barreiras offshore,
barreiras absorventes,
hydrofireboom, embarcações
portuárias, skimmers, offshore
tugboats, current busters,
dispersantes, caminhões baú,
perfilhadores acústicos de
correntes, amostradores de solo,
linhas de fundeio oceanográficas,
ecobatímetros multifeixe,
sonares de varredura lateral,
perfilhadores de sub-superfície,
gliders, mini CPTs, piston corers,
campanhas geotécnicas ).

Fernando Luiz ACQUAPLAN Assessoria Ambiental Site <


Diehl Tecnologia e (Assessoria para Licenciamento [Link]
Consultoria Ambiental; Análises Ambientais [Link]/ac
Ambiental de Empreendimentos; Auditoria quaplan/ >
Ambiental; Análise e
Gerenciamento de Riscos
Ambientais; Análise da
Legislação Ambiental;
Assessoria em Comunicação
Social Marketing Ambiental.);
Estudos Ambientais (Estudo de
Impacto Ambiental (EIA/Rima);
Estudos de Viabilidade
Ambiental (EVA); Estudo
Ambiental Simplificado (EAS);
Estudo de Conformidade
Ambiental (ECA); Estudos de
Biodiversidade da Fauna e da
Flora; Estudos de Oceanografia,
Biologia Pesqueira e
Hidrodinâmica Costeira; Estudos
de Modelagem Numérica de
Ambientes Aquáticos; Estudos
de Prospecção Arqueológica
Terrestre e Subaquática; Análise
de Parâmetros Físico-Químicos
80

de Ambientes Aquáticos;
Avaliação de Toxicidade
Aquática (em água e
sedimentos); Levantamentos de
Passivos Ambientais de
Empreendimentos;
Levantamento Batimétrico /
Hidrográfico; Relatório
Ambiental Simplificado (RAS);
Relatório Ambiental Preliminar
(RAP); Relatório de Controle
Ambiental (RCA); Elaboração de
Inventários Florestais;
Atividades técnicas de Mergulho
Submarino (vistorias,
imageamento, amostragens);
Mapeamento Geológico e
Geomorfológico de Ambientes
Continentais, Transicionais e
Marinhos.); Planos e Programas
Ambientais (Plano Básico
Ambientai (PBA); Plano de
Gestão de Resíduos Sólidos
(PGRS); Plano de Emergência
Individual (PEI); Programa de
Controle Ambiental (PCA);
Programa de Recuperação de
Áreas Degradadas (PRAD);
Programas de Monitoramento;
Programas de Educação
Ambiental e Comunicação
Social.); Softwares e Tecnologia
da Informação (Estruturação de
Sistemas de Informações
Geográficas (SIG); Implantação
de Sistema de Gestão Ambiental
(SGA);).

Fernando Luiz MAR TETHYS Suporte de obras de Site <


Diehl Levantamentos Engenharia Costeira e Estudos [Link]
Oceanográficos de Qualidade Ambiental [Link]/ma
e Estudos (Levantamentos Batimétricos e r-tethys/ >
Ambientais Topo-batimétricos;
Levantamentos Geofísicos
(sísmica e sonar de varredura
lateral); Elaboração de Projetos
de Dragagem e Projetos de
Derrocamento de Maciços
Rochosos; Elaboração de
Projetos de Proteção Costeira,
81

assim como Projetos de


Recuperação de Praias Arenosas;
Fiscalização de Obras
Costeiras (dragagem, aterro
hidráulico, derrocamento, e de
instalação de estruturas de
engenharia em ambientes
aquáticos); Monitoramento
Morfodinâmico de Praias
Arenosas; Aquisição de Dados
Meto-oceanográficos (ADCP’s,
ondógrafos e sensores
multiparâmetros); Medições de
salinidade, temperatura, turbidez
(CTD’s); Instalação e
Operacionalização de
Marégrafos e Boias
Oceanográficas; Execução de
Estudos de Prospecção
Arqueológica Terrestre e
Subaquática; Estruturação de
Sistemas de Informações
Geográficas (SIG); Mapeamento
Geológico e Geomorfológico de
Ambientes Continentais,
Transicionais e Marinhos;
Atividades técnicas de Mergulho
Submarino (vistorias,
imageamento, amostragens).
Assessoramento para o
Licenciamento Ambiental de
empreendimentos; Elaboração de
Estudos Ambientais; Elaboração
e execução de Planos Básicos
Ambientais, Programas de
Controle Ambiental, Programa
de Recuperação de Áreas
Degradadas, Planos de Gestão de
Resíduos Sólidos e Programas de
Monitoramento; Estudos de
Modelagem Numérica de
Ambientes Aquáticos;
Elaboração de Planos de
Emergência e Contingência.)

Fernando Luiz APPIX Aplicativos Mobile e Sistemas Site <


Diehl Inovação e Web [Link]
Tecnologia br/site/ >
82

Fernando Luiz ACQUADINÂ Modelagem numérica Site <


Diehl MICA computacional para ambiente [Link]
João Thadeu de Modelagem e oceânico, costeiro, estuarino e [Link]/ac
Menezes Análise de Risco fluvial; Previsão de dados meteo- quadinamica/ >
Ambiental oceanográficos através de
modelagem numérica;
Implementação e estruturação de
sistemas de informação
geográfica; Tratamento e análise
de informações geoespaciais;
Elaboração de mapas temáticos;
Simulação de processos
ambientais dinâmicos; Estudo e
análise de risco ambiental (EAR
ambiental); Estudos ambientais
distintos; Assessoria em
licenciamento ambiental; Estudo
para manobras de navios
(Manobrabilidade de Navios).

Laura Azevedo OKEANUS Consultoria Técnica, serviços e Site <


Geraldo Azevedo representação comercial na área [Link]
de oceanografia, hidrografia, [Link]/ >
meteorologia e monitoramento
ambiental. Instrumentos para
medição, quantificação,
qualificação e análise de dados
meteo-oceanográficos.
Meio Ambiente (Licenciamento
ambiental; Estudo ambiental
local detalhado; Impacto
ambiental de atividades sísmicas;
Implementação de controle
ambiental; Educação ambiental;
Monitoramento ambiental
aquático e subaquático em
tempo-real; Monitoramento
ambiental embarcado; Projetos
de gestão ambiental;
Gerenciamento de resíduos);
Engenharia Portuária e
Costeira (Gestão ambiental
portuária; Estudos e projetos de
engenharia portuária e costeira;
Controle e sistemas de ajuda à
navegação e atracação;
Monitoramento de dragagem;
Monitoramento e inspeção de
dutos submarinos e emissários
83

submarinos; Monitoramento
Ambiental e meteoceanográfico
de praias, baías, portos, e recifes
de corais); Embarcações e
Equipamentos (Projetos de
navios auxiliares destinados ao
levantamento de dados
ambientais; Fretamento de
embarcações especializadas;
Estações autônomas de alta
tecnologia para navios,
plataformas, portos e rios que
transmitem todos os dados
necessários para o
monitoramento ambiental
detalhado já processados em
tempo-real via satélite ou rádio
para o seu computador; Diversos
sensores e equipamentos
oceanográficos e hidrográficos
de última geração; Bóias meteo-
oceanográficas autônomas
completas com painel solar e
telemetria; Rede própria de bóias
da deriva na costa brasileira que
fornece em tempo-real para uma
página particular na internet os
dados de velocidade e direção de
correntes e eddies, bem como
integração destes com dados de
satélite de temperatura da água,
de clorofila, de altura de ondas e
de ventos; Sinalização náutica;
Conectores submarinos
especializados; Guinchos, turcos
e cabos para embarcações
especializadas); Ciências
Marinhas (Modelagem
hidrodinâmica para vazamento
de óleo; Aquisição,
processamento e análise de
diversos dados físicos, químicos,
biológicos e geológicos de rios,
baias, lagos, reservatórios, mares
e oceanos; Geoprocessamento e
análises de mapas GIS; Estudos
de transporte de sedimentos;
Estudos de processos marinhos;
Modelagem matemática de
propagação de ondas e correntes;
84

Geomorfologia de Fundo;
Monitoramento de Biota
Marinha; Monitoramento
acústico submarino;
Posicionamento de Precisão por
satélite (posicionamento de
navios, infra-estruturas costeiras
e offshore); Sistemas de
telemetria e integração de dados;
Fornecimento de pessoal
técnico).

Leandro Machado Acquamodel - Dados Meteo-oceanográficos Site <


Calil Elias Oceanografia (Elaboração de estudos de [Link]
Aplicada diagnóstico ambiental para [Link]/en/ >
licenciamento ambiental nas
áreas de Oceanografia,
Meteorologia e Geologia;
Estudos de análise de extremos
voltados principalmente para
projetos de Engenharia;
Processamento e interpretação de
imagens dos principais satélites
ambientais; Tratamento, análise,
interpretação e gerenciamento de
dados meteo-oceanográficos, ex.:
ondas, ventos, corrente,
temperatura, salinidade e etc);
Modelagem Computacional
(Modelagem Hidrodinâmica;
Modelagem de Óleo;
Modelagem de Sedimentos e
Modelagem de Ondas); Plano de
Emergência Individual.

Luiza Barbosa Ecofriends Consultoria Sustentável; Instagram:


Caminada Consultoria Palestras; Workshops; @ecofriendscon
Lyla Narah Strino Certificação Lixo Zero; sultoria
Bomfim Organização de Eventos; Gestão Site <
Priscilla Karen de de Resíduos; [Link]
Sousa [Link]
[Link]/ecofrien
ds >

Luiza Pacheco Aukai Mídias Estratégia Digital; Copywriting; Instagram:


Fernandes Gestão de Tráfego; Expedição @oceanonaestra
Challenger – Escola Online de da
Marketing Digital para @aukaimidias
Empreendedores Ambientais; @expedicaochal
lenger
85

Maurício da PROOCEANO Previsão Operacional e Serviços Instagram:


Rocha Fragoso de Emergência; Modelagem @[Link]
Francisco Alves Numérica; Coleta de Dados; Site <
dos Santos Análise de Risco Ambiental; [Link]
Leonardo Maturo Análise de Dados. .[Link]/site/ >
Marques da Cruz
Júlio Augusto de
Castro Pellegrini

Murilo Canova BRATAX – Tecnologia Sustentável de LinkedIn <


Zeschau Biotecnologia saneamento com microalgas [Link]
com Microalgas [Link]/comp
any/brastax---
biotecnologias-
com-microalgas/
>

AUSTRAL Levantamentos Hidrográficos Site <


Soluções (Correntometria / Fluxometria; [Link]
Ambientais Batimetria; Planejamento de [Link]/
dragagem; Topografia costeira; >
Condições hidroquímicas e
hidrogeológicas.);
Levantamentos Ambientais
(Atividades de apoio a
licenciamentos ambientais;
Análise e diagnóstico de
qualidade da água e de
sedimentos.); Instrumentação
Operacional (Planejamento,
instalação e manutenção de
fundeios e estações de medição;
Monitoramento de parâmetros
técnicos e ambientais em tempo
real); Geoprocessamento
(Estudos de alteração de linha de
costa; Elaboração de mapas e
cartas temáticos; Elaboração de
projetos e estudos de locação;
Suporte com ferramentas GIS;
CAR - Cadastro Ambiental Rural
).

EKMAN – Aluguel de Equipamentos Site <


Serviços (Box-corer 30×30; Box-corer [Link]
Ambientais e 50×50; Van Veen; CTD Citadel [Link]/site/ >
Oceanográficos Teledyne (600m de
profundidade) com gaiola
protetora; Garrafa GO-FLO (12
litros); Guincho Oceanográfico
86

para 4 ton 60m/min; A-Frame


com capacidade para 6 ton.);
Análise de Dados
(Caracterização meteo-
oceanográfica de uma região;
Análise de extremos para
projetos de engenharia;
Processamento e tratamento de
dados brutos obtidos por sensores
oceanográficos e
meteorológicos.);
Implementação de Projetos
Ambientais (Coleta de Água,
Sedimento e Biota Marinha;
Projetos de Controle da Poluição
– Gerenciamento de Resíduos
(PCP – PGRS); Projetos de
Educação Ambiental para
Trabalhadores e Comunidade
(PEAT); Projetos de
Monitoramento da Biota
Marinha (PMBM); Projetos de
Comunicação Social (PCS);
Monitoramento do Desembarque
Pesqueiro; Monitoramento
Ambiental Embarcado;
Monitoramento Acústico Passivo
de cetáceos (MAP);
Implementação do Controle
Ambiental; Campanhas
Oceanográficas; Monitoramento
das correntes superficiais com
uso de derivadores oceânicos.);
Instrumentação Meteo-
ceanograficas; Licenciamento
Ambiental (Projetos Básicos
Ambientais (PBA); Estudos de
Impacto Ambiental (EIA);
Relatórios de Impacto ao Meio
Ambiente (RIMA); Estudos para
obtenção e renovação da LP, LI e
LO; Planos de Ação de
Emergência (PAE); Relatórios e
Planos de Controle Ambiental
(PCA e RCA); Impacto
Ambiental da Atividade Sísmica
(EAS, RIAS, PCAS, RAAS,
entre outros); Plano de
Emergência Individual (PEI).).
87

Bruno Peçanha SEA Estudos oceanográficos e Site <


PROJECTS limnológicos; Amostragens [Link]
Ambientais; Estudos e [Link]/h
recuperação do ecossistema [Link] >
Manguezal;

Fonte: Copilado de OàV (2021), Hidromares (2021), Bloom (2021), Stokes (2021),
Marulho (2021), Olha o peixe! (2021), Ambipetro (2021), OceanPact (2021), Acquaplan
(2021), Mar Tethys (2021), Appix (2021), Acquadinâmica (2021), Okeanus (2021),
Acquamodel (2021), Ecofriends (2021), Aukai (2021), Prooceano (2021), Bratax (2021),
Austral (2021), Ekman (2021), Sea (2021).

Até o então estudo foram esses os Oceanógrafos e Oceanógrafas identificados


com atuações empreendedoras no Brasil, espera-se que desconheçamos ainda muitos que
estão iniciando nesse novo ramo do mercado, ou, que através desses levantamentos de
tantos profissionais de Oceanografia que atuam de maneira empreendedora, possa vir a
incentivar os graduandos de hoje que virão a ser os Oceanógrafos e Oceanógrafas do
futuro.

[Link] Empreendedorismo Digital

Dentre as empresas citadas acima, destacam-se algumas em particular, com um


perfil cada vez mais inovador e adaptável a realidade econômica e de mercado de trabalho
atual. Refiro-me às empresas BLOOM e Aukaí Mídias, compostas por excelentes
profissionais de Oceanografia que compreenderam a necessidade de se adaptar às
demandas do mercado e de se inserirem na realidade digital.

A Oceanógrafa Luiza Fernandes e o Administrador Guilherme Rodriguez, são


nômades digitais e o primeiro projeto criado em conjunto pelos dois e encabeçado pela
profissional de Oceanografia Luiza, foi a plataforma online de educação ambiental
através de um canal no youtube, página do Facebook e perfil do Instagram, denominado
Oceano na Estrada ([Link] Hoje, esse
projeto chegou ao fim e foi desativado, mas de 2017 à 2020 Luiza atuou por meio dessas
plataformas em nome da luta pelo oceano.
88

Conscientizando seus seguidores e consumidores de conteúdo, a Oceano na


Estrada iniciou o seu trajeto com seu primeiro evento digital chamado “Congresso
Challenger: congresso online de protetores do oceano”, com quase 3.000 inscritos e 22
grandes palestrantes, incluindo ONU Meio Ambiente, com a representante da Campanha
“#MaresLimpos”, Routém Brasil, além de representantes da Ecosurf e Menos 1 Lixo. Em
seguida, no decorrer do seu redescobrimento pessoal e profissional de Oceanografia, a
então idealizadora da Oceano na Estrada, Luiza Fernandes, decidiu seguir por outros
passos e começou a conscientização dos seus seguidores e consumidores de conteúdo,
sobre a importância e relevância do profissional de Oceanografia atuar de maneira
consciente e estratégica no meio digital.

Inspirando e incentivando muitos outros profissionais da área ambiental, e,


consciente da sua experiência e conhecimentos na área de Marketing Digital, surgiu assim
a Escola Digital Expedição Challenger com aulas de Marketing Digital para
Empreendedores Ambientais. Além disso, os companheiros Luiza (Oceanógrafa com
atuação no digital) e Guilherme (Administrador com atuação no digital), resolveram
juntos abrir e fundar sua empresa, uma Agência de Publicidade, chamada Aukai Mídias
(@aukaimidias, no instagram), sendo responsável por Estratégia Digital, Copywriting e
Gestão de Tráfego.

Luiza é responsável pelo segmento ambiental dentro da agência, trabalhando com


a prestação de serviços para outros clientes, como ONGs e negócios ambientais, além de
empreender a startup Expedição Challenger. Demonstrando assim, que não importa
onde, tendo em vista que ambos são nômades digitais (indivíduo que aproveita a
tecnologia para realizar as tarefas de sua profissão de maneira remota e ao não depender
de uma base fixa para trabalhar, conduz seu estilo de vida de uma maneira nômade), esses
profissionais podem atuar de maneira virtual, oferecendo seus serviços e produtos.

Dessa forma, o empreendedorismo digital vem crescendo a cada ano no Brasil,


tendo em vista que o acesso à internet é crescente e o investimento inicial é mínimo se
comparado às empresas físicas (QIPU, 2021). Outro empreendimento que atua no digital,
é a empresa BLOOM, como comentado, composta por excelentes profissionais da
Oceanografia. A Bloom é um lugar para sonhar e criar soluções sustentáveis, criativas e
com propósito para o futuro da relação da sociedade com a saúde do oceano (BLOOM,
2021).
89

Apesar de não ser um local físico, as relações virtuais que as mediadoras e


mediadores da Bloom proporcionam, transformam aquele espaço de interação em um
local acolhedor e colaborativo para a gestão de ideias e soluções. A empresa oferta
eventos onlines de imersão e aprendizado para uma melhor performance e
desenvolvimento profissional, voltado para Ciências do Mar, esse evento se chama
Jornada Motriz, um dos tantos serviços ofertados pela empresa.

É interessante notar a evolução da atuação do profissional no mercado de trabalho,


que segue as demandas do mesmo e as adaptações, exigências e inovações que a
sociedade nos proporciona. Tendo isso em vista, ainda que não haja estudos que
comprovem, podemos notar o aumento de empreendimentos digitais após o cenário de
isolamento social e lockdown causado pela pandemia do corona vírus (COVID-19).

Apesar da atuação da Bloom no meio digital estar presente muito antes da


pandemia, a empresa se mostrou eficiente e eficaz na hora de responder à demanda das
problemáticas causadas por esse período de quarentena e isolamento social pandêmico.
Como resposta a necessidade desses profissionais, a empresa elaborou um encontro
colaborativo onde resultou na produção do Ebook – Profissional do Apocalipse, onde
orientam e ajudam a lidar com esse cenário pandêmico.

Outras iniciavas da empresa que colaboram para o desenvolvimento pessoal,


profissional e digital do empreendedor ambiental Colab, Facilita e Studio. Onde o Colab
é um laboratório de inovação colaborativa para projetos e iniciativas das Ciências do Mar,
unindo esforços e praticando a complementariedade para tornar o ecossistema das
Ciências do Mar mais colaborativo e eficiente (BLOOM, 2021).

Já o espaço Facilita, é um espaço de facilitação da inteligência coletiva, gerando


espaços de diálogo, proporcionando a gestão do coletivo e mediando conflitos, a fim de
transformar as experiências com coletivos, reuniões, seminários e processos de
construção de projetos (BLOOM, 2021). E no Studio, gera-se um espaço criativo para
ajudar o profissional a contar a história da ideia dele do melhor jeito possível, afim de
conquistar a atenção do cliente, gerando uma comunicação visual das ideias e projetos do
contratante (BLOOM, 2021).

Observando todos esses serviços multidisciplinares, inovadores e criativos que os


novos profissionais da área das ciências do mar vêm exercendo no meio digital, em
90

especial os Oceanógrafos e Oceanógrafas das empresas citadas, nos levam a concluir


como a divulgação do curso e da profissão já está alcançando o público acadêmico e o
público leigo através das redes sociais e meios digitais.

Podemos comprovar isso, através de rápidas pesquisas nas redes sociais, por
exemplo, no instagram, hoje, a hashtag oceanografia atinge um uso em mais de 34 mil
publicações, entre tantas outras hashtags como mostradas na Figura 4 abaixo.

Figura 4: Hashtags relacionadas a oceanografia e o número de vezes que foram utilizadas


em publicações do instagram.

Fonte: Instagram, 2021.

Por fim, vale ressaltar a importância da crescente atuação dos oceanógrafos como
empreendedores digitais, não só como uma adaptação ao mercado atual, como também
uma notória expansão das áreas de atuação, habilidades, competências e capacidades do
profissional de Oceanografia em todos os meios, físicos e virtuais e em todos os setores,
público, privado e terceiro setor. Tendo em vista a necessidade atual de uma constante
adaptação ao mercado e ao meio de comunicação da sociedade, via redes sociais e
presença no meio digital. Além disso, independente da sua posição e atuação hoje no
91

mercado, seja estudante, empresa, profissional, servidor público, entre outros, o meio
digital é uma excelente forma de divulgação tanto dos serviços prestados, como resultados
de estudos, como meio de divulgação do curso e da profissão de Oceanografia.

5 CONCLUSÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS

Portanto, conclui-se que apesar da Oceanografia ser uma profissão nova no Brasil
e enfrentar problemas decorrentes da sua pouca divulgação, hoje o profissional de
Oceanografia não encontra apenas meio de atuar nos setores público, privado e terceiro
setor. Mas encontram, também, lugar no espaço do mercado de trabalho empreendedor e
inovador, principalmente com relação ao mercado do empreendedorismo digital que vem
crescendo nos últimos anos.

Como considerações finais, faz-se necessário a continuação de estudos nessa área,


como fazer o levantamento de onde estão cada profissional de Oceanografia formado
pelas universidades do Brasil, afim de identificar se estes estão trabalhando na área, o que
dizem sobre o atual mercado de trabalho, as oportunidades e possivelmente o porquê
deixaram de atuar na área, caso não estejam exercendo a profissão.

Sugere-se também fazer o mapeamento onde os profissionais de Oceanografia do


Brasil estão situados e em que área estão trabalhando. Fazer a comparação de perfil do
Oceanógrafo em outros países com o do Brasil, oportunidades de emprego, mercado de
trabalho e áreas de atuação. Afim de identificar como a profissão é vista no exterior e
fazer essa comparação de como ela é vista no Brasil.

Também, é importante haver estudos que analisem o impacto da Década dos


Oceanos na profissão dos Oceanógrafos: quais mudanças ocorreram passados anos da
década; se a profissão foi difundida e mais conhecida entre o público leigo; como estão a
atuação de projetos no digital e de empresas e serviços oferecidos pelos profissionais da
Ciências do Mar; entre tantos outros estudos que podem ser realizados analisando os
resultados a Década dos Oceanos e seus impactos.
92

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