4.
DETALHE DO PROJECTO
4.1. Resumo
O presente trabalho tem como objectivo, avaliar o efeito da adubação e nos componentes
de produtividade e rentabilidade da cultura de feijão vulgar (Phaseolus vulgaris L.) no posto
Administrativo de Chidzolomondo, distrito de Macanga. O ensaio será realizado no período
compreendido entre Agosto à Outubro de 2024 no campo do produtor nas beiras do rio
chiritse, localizado no posto Administrativo de Chidzolomondo, distrito de Macanga,
província de Tete. O delineamento experimental a ser aplicado será o delineamento em
blocos completos casualizados (DBCC), ocupando uma área de 60 m2 , constituído de
duass (2) repetições e treso (3) tratamentos, como se segue: tratamento 1 (T1): aplicação de
NPK; tratamento 2 (T2): Não aplicação de NPK; tratamento 3 (T3): aplicação do uréia. No
total haverá 6 parcelas, com a dimensão de cada parcela de 2,8 m de largura e 4,5 m de
comprimento, separadas entre elas a 0,5 m dentro da repetição e a distância de uma
repetição com a outra será de 1 m. Serão avaliados o número de vagens por planta, o
número de grãos por vagem, a massa de cem grãos.
4
5. CONTEXTUALIZAÇÃO TEÓRICA DO TEMA, PROBLEMA E
JUSTIFICATIVA
5.1. Contextualização
O feijão (Phaseolus vulgaris L), é uma leguminosa de grande importância econômica para o
agronegócio, sendo amplamente produzida no mundo e, extremamente relevante no que diz
respeito à segurança alimentar, sendo uma das principais fontes de proteína na alimentação
humana, podendo ser produzido por grandes, médios e pequenos produtores
(DALCHIAVON et al. 2016). Com base na importância social e econômica do feijão, é de
extrema importância que se busque alternativas para aumentar a qualidade e produção de
grãos. E uma das alternativas passa por produzir esta cultura com o uso de inoculantes e
aplicação de adubos, uma vez que o estado nutricional das plantas irá condicionar sua taxa
de crescimento, desenvolvimento, suas características morfológicas, fisiológicas e sua
produção, porém para se alcançar altas produtividades todos os nutrientes essenciais devem
ser fornecidos de forma adequada em quantidade e estágio ideal de desenvolvimento da
planta (MALAVOLTA 2006). O feijão por se tratar de uma leguminosa, tem a capacidade
de interagir com bactérias do gênero Rhizobium através de uma relação mutualista e
realizar assim a fixação biológica de nitrogênio (PRADO, 2019).
5.2. Problema
O distrito de Macanga possui um grande potencial edafo-climático para o cultivo de feijão,
a nível comercial e em regime irrigado. No posto Administrativo de Chidzolomondo, ainda
há poucos estudos sobre o efeito da adubação nos componentes de produtividade e
rentabilidade da cultura de feijão vulgar. Para se obter altas produtividades, o feijão é muito
dependente da fertilidade do solo bem como altamente responsivo em adubação
nitrogenada e fosfatada (RAMIRES et al., 2018). Porém muitos produtores do posto
Administrativo de Chidzolomondo, distrito de Macanga, produzem esta cultura somente
com o uso do adubo NPK e não utilizando o adubo uréia, o que faz com que haja baixas
produções e produtividades desta cultura ao nível do posto. Por outro lado, dos poucos
produtores que produzem esta cultura utilizando o adubo NPK, os mesmos não fazem a
combinação do NPK e da urea, e até chegam a descartar o uso do adubo uréia na adubação
5
de cobertura. Com o exposto acima, surge a seguinte questão de partida: qual a combinação
do adubo que proporcionará a maior produtividade e rentabilidade da cultura de feijão
vulgar (Phaseolus vulgaris L.) No posto Administrativo de Chidzolomondo, distrito de
Macanga.
5.3. Justificativa
O feijoeiro tem muita necessidade de nitrogênio. A fonte de absorção do feijão pode ser de
três formas: através do solo, de fertilizantes ou de fixação biológica de nitrogênio
atmosférico, que pode ser feita mesmo com a inoculação correcta, o que levará a uma
produção efectiva de grãos. (CONCEIÇÃO, 2016). De acordo com DINIZ (2006). No
entanto, isso não significa que a fixação simbiótica esteja fornecendo nitrogênio suficiente
ao feijoeiro, tornando dispensável a adubação nitrogenada. O mesmo é identificado em
estudos realizados pela EPAGRI (2012) onde mesmo fazendo inoculação adequada, a
fixação de nitrogênio não supre as exigências do feijão para obtenção de elevadas
produtividades de grãos. Uma técnica para aumentar o nitrogénio é através da inoculação e
adubação com NPK, e essa técnica pode levar ao aumento da produção e produtividade do
feijoeiro (PERES, 2014).
5.4. Objetivos
5.4.1. Objectivo geral
Avaliar o efeito da adubação nos componentes de produtividade e rentabilidade da cultura
de feijão vulgar (Phaseolus vulgaris L.) No posto Administrativo de Chidzolomondo,
distrito de Macanga.
5.4.2. Objectivos específicos
Mensurar as componentes de produtividade (número de vagens por planta, o
número de grãos por vagem e a massa de cem grãos);
Avaliar a produtividade da cultura;
Avaliar a rentabilidade da cultura (custos de produção, receita e o lucro).
6
VI. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
6.1. A Cultura do feijão vulgar
O feijão vulgar é uma leguminosa, pertencente a família das fabaceae, do gênero
Phaseolus, nome científico Phaseolus vulgaris L., cultivada desde a pré-história com fins
alimentares, e está entre um dos grãos mais produzidos e consumidos no mundo
(ROBINSON et al. 2019). O feijoeiro se destaca no cenário produtivo mundial por ser
cultivado em praticamente nas mais variadas condições edafo-climáticas, em diferentes
épocas e sistemas de cultivo (SILVA & WANDER, 2013).
O feijoeiro pode ser cultivado em todos os continentes com variações térmicas entre 10 ºC e
35 ºC, com sua maior parte sendo produzida em regiões com temperatura do ar de 17 ºC a
25 ºC, faixa térmica dita como a mais apropriada para a produção da cultura. Para
germinação, considera-se a temperatura ideal em torno de 25ºC (MARCOS FILHO, 2005).
Temperaturas altas, juntamente com a radiação global intensiva causam um aumento na
transpiração, podendo causar um défice hídrico (BARBOSA & GONZAGA, 2012). No
período de diferenciação dos botões florais até o enchimento de grãos, altas temperaturas
afectam directamente nos componentes de produtividade, mais precisamente no número de
vagens por planta devido a esterilização do grão de pólen e a consequente queda de flores
(SILVEIRA & STONE, 2001).
6.1.1. Características da cultura do feijão vulgar
A planta de feijão vulgar possui caule herbáceo, apresenta o fenômeno de heterofilia, por
formar dois tipos de folhas (folhas simples e folhas compostas). A sua forma e tamanho
variam de acordo com a variedade e com os factores ambientais. Possui quatro classes de
raízes: primária, basais, adventícias e laterais. O sistema radicular atinge aproximadamente
20 cm de profundidade, com maior parte localizada nos 10 cm superficiais do solo
(EMBRAPA, 2002).
A morfologia floral do feijoeiro favorece o mecanismo de autopolinização. As flores
agrupam-se em rácimos, cada flor apresenta uma bráctea e duas bractéolas na base do
pedúnculo floral. As flores são papilionadas com cálice gamossépalo, tubuloso na base,
7
corola pentâmera e com uma quilha. O fruto é uma vagem, de um só carpelo, seco,
deiscente, zigomorfo, geralmente alongado e comprimido. A coloração varia com a
variedade, de verde uniforme a arroxeada ou quase negra. O grão tem a coloração externa
variada, do branco ao negro, podendo ser uniforme, pintada, listrada ou manchada
(SANTOS et al., 2015).
Uma das características mais importantes é o hábito de crescimento das plantas, que pode
ser: determinado, com inflorescência apical da haste principal e indeterminado com os
meristemas apicais da haste principal e das laterais continuam vegetativos durante a
floração (EMBRAPA, 2002).
6.2. Origem e domesticação do feijão vulgar
De acordo com evidências botânicas, bioquímicas, arqueológicas e históricas infere-se que
o feijão é nativo das Américas (VIEIRA et al., 2005) e foi domesticado, primitivamente,
por povos indígenas durante o período pré-colombiano. São conhecidos dois centros de
domesticação, sendo um o Mesoamericano, que corresponde a América Central e México, e
o centro de domesticação Andino, compreendendo o norte dos Andes, com as raças Nova
Granada (Raça N), Peru (Raça P) e Chile (Raça C) (EMBRAPA, 2008).
6.3. Importância nutricional e sócio-económica do feijão vulgar
O feijão vulgar é um dos produtos agrícolas de maior importância económica-social, em
razão de ser amplamente cultivado e pela mão-de-obra empregada durante o ciclo da
cultura. O feijão vulgar faz parte da dieta básica de grande parte da população mundial,
visto que possui características únicas e importantes para a comunidade, como, sua rica
composição em proteínas, aminoácidos, vitaminas, carbohidratos, fibras e sais minerais,
especialmente o ferro, que são necessários para a saúde e alimentação humana e também o
papel que desempenha como fonte de renda diversificada em pequenas propriedades. O
feijão vulgar é uma cultura fundamental para a segurança alimentar e nutricional, sobretudo
para classes mais carentes da população (BORÉM & CARNEIRO, 2015).
8
6.4. Produção e consumo mundial do feijão vulgar
O feijão vulgar é a espécie mais cultivada entre as demais do gênero Phaseolus.
Considerando, porém, diversos gêneros e espécies, o feijão é cultivado em 117 países em
todo o mundo, com produção em torno de 25,3 milhões de toneladas, em uma área de 26,9
milhões de hectares (FAO, 2010).
Os quatro principais produtores mundiais de feijão vulgar, são Mianmar, Índia, Brasil,
China, Estados Unidos e México, que representam cerca de 61% da produção mundial.
Entre os continentes, a Ásia é o maior produtor mundial (44,5%), seguido das Américas
(38,8%), da África (14,6%), da Europa (2,1%) e da Oceânia (0,1%) (CONAB 2020).
O maior consumo do feijão vulgar ocorre nas Américas (41,7%), seguindo-se a Ásia
(34,2%), a África (18,6%), a Europa (3,8%) e a Oceânia (0,1%). Os países em
desenvolvimento são responsáveis por 87,1% do consumo mundial e por 89,8% da
produção (FAO, 2010).
6.5. Maneio da cultura de feijão vulgar
6.5.1. Preparação do solo
A preparação do solo adequada é muito importante para a garantia de condições óptimas ao
desenvolvimento do feijão, sobretudo do seu sistema radicular, pois a duração do ciclo
dessa leguminosa é relativamente curta (90 a 110 dias), período em que são absorvidas
grandes quantidades de nutrientes necessárias para obtenção de produção satisfatória e
rentável (INCAPER, 2010).
6.5.2. Sementeira
A sementeira deve ser estabelecida preferencialmente em áreas planas ou quase, com
possibilidade de controlo da erosão, como, por exemplo, o cultivo em nível e em linhas de
contorno. Para a produção de grãos das variedades comuns com ciclo normal são
preferencialmente adoptados os espaçamentos de 50 cm a 60 cm entre linhas, procurando
obter 10 plantas adultas por metro na colheita. Para as variedades com ciclo curto e de
menor porte, admitem-se sementeiras com 40 cm a 50 cm entre linhas e 12 a 15 plantas por
9
metro. Assim, o gasto de sementes pode ser variável entre 60 a 90 kg/ha (WUTKE et al.,
2006).
6.5.3. Adubação
A adubação do feijoeiro deve ser considerada dentro de um contexto amplo que leve em
conta a fertilidade do solo e as necessidades da cultura. O nitrogênio é o elemento requerido
em maior quantidade pelo feijoeiro. Embora possa fixar esse nutriente da atmosfera por
meio das bactérias fixadoras de nitrogênio, a quantidade não é suficiente para atender às
necessidades da planta. Portanto, há necessidade de complementação, que deve ser feita
aplicando-se uma parte na época de sementeira e o restante até antes da floração, pois esta é
a fase em que o feijoeiro mais necessita de nitrogênio para a formação das vagens e dos
grãos (INCAPER, 2010).
6.5.4. Rega
SOUZA et al. (2005) menciona que durante o ciclo da cultura do feijão vulgar, estima-se a
necessidade de cerca de 300 a 400 mm de chuvas, bem distribuídas, em especial durante as
fases de germinação, floração, formação e enchimento de vagens.
O abuso da irrigação ou drenagem errônea pode resultar em déficit de oxigênio disponível
no solo à planta e interferindo a germinação, bem como o desenvolvimento e
estabelecimento do sistema radicular do feijoeiro (VIEIRA et al., 2006).
Para GUIMARÃES (1988), quando o défice ocorre durante a fase vegetativa do feijoeiro há
diminuição da área foliar das plantas, na floração causa abortamento e queda de flores,
consequentemente reduz o número de vagens por plantas e no enchimento de grãos,
reduzindo a massa dos grãos.
6.5.5. Controlo de pragas, doenças e infestantes
Várias espécies de pragas estão associadas à cultura do feijoeiro e podem causar reduções
significativas no seu rendimento. Dependendo da espécie da praga, da fase de
desenvolvimento da cultura, da variedade e da época sementeira do feijoeiro, os danos
causados por pragas podem chegar a 100%. Entre as pragas encontradas cultura de feijão,
10
as responsáveis pelas maiores perdas na produção são a cigarrinha verde, as vaquinhas, a
mosca-branca, os ácaros, os percevejos, a mosca-minadora e as lesmas (INCAPER, 2010).
O feijoeiro é hospedeira de muitas doenças de origem fúngica, bacteriana, virótica e
nematódea. A importância de cada doença varia segundo o ano, a época, o local e a cultivar
empregada. As perdas anuais de produção devidas às doenças são geralmente significativas,
o que justifica a adopção de medidas apropriadas para o seu controlo. Entre as medidas de
controle, a utilização de sementes certificadas e de variedades resistentes são as formas
mais eficazes e económicas de evitar a maioria das doenças (INCAPER, 2010).
6.5.6. Colheita
A colheita pode ser manual, semi-mecanizada ou mecanizada. Na colheita manual faz-se o
arranque das plantas inteiras, quando os grãos estiverem com teor de água de 18%,
dispondo-se os molhos ou os maços no campo, com as raízes voltadas para cima, até que os
grãos estejam com cerca de 14% de humidade. É aplicável somente às pequenas áreas, e as
plantas devem ser arrancadas quando as vagens, já completamente cheias, estiverem com
alterações na coloração e os grãos com coloração definitiva (INCAPER, 2010).
Na colheita semi-mecanizada faz-se o arranque/enleiramento das plantas manualmente. A
trilha mecanizada, em máquinas recolhedoras trilhadoras ou em colhedoras automotrizes
adaptadas (corta, recolhe, trilha, abana e ensaca simultaneamente) (INCAPER, 2010).
6.6. Componentes de produtividade do feijão vulgar
Na cultura do feijoeiro, os componentes a serem avaliados para obtenção da produção são:
número de plantas por metro quadrado, número de vagens por planta, número de grãos por
vagem e massa de cem grãos (PORTES, 1996).
A produtividade de grãos do feijão vulgar é muito correlacionada com os componentes da
produção, ou seja, número de vagens por planta, número de grãos por vagem e massa de
grãos (COIMBRA et al., 1999).
O número de vagens por planta é considerado um dos principais componentes de
produtividade da cultura do feijão, juntamente com o peso de 100 grãos e número de grãos
11
por vagem, em questão, quanto maior o número de vagens por planta maior é sua
produtividade. Um factor que altera a quantidade de vagens na planta é o estande de plantas
e quantidade de população de plantas, quanto maior a população menor é o número de
vagens por planta (ARF et al., 1996). Porém, estudos relatam que não há interação
significativa entre a diferença de população e o número de vagens por planta (JADOSKI et
al., 2000).
6.2.6 Adubação na cultura de feijão
Segundo TEIXEIRA (2000), o fornecimento adequado e equilibrado de nutrientes para o
feijoeiro, pelo uso de adubos minerais, poderá contribuir não só para aumentar a
produtividade, mas também para melhorar o valor nutricional do feijão. Assim, o uso da
adubação equilibrada poderá fornecer nutrientes que não se encontram em quantidades
suficientes no solo, promovendo maior produtividade e melhor qualidade organoléptica e
nutricional.
O nitrogênio é amplamente destacado e reconhecido por sua importância no crescimento do
feijoeiro e, principalmente, pelo incremento de produtividade. A uréia e o sulfato de
amônio são os fertilizantes nitrogenados mais utilizados na agricultura. Porém, em sistemas
agrícolas conservacionistas, em que o revolvimento da camada superficial do solo para a
sementeira é mínimo, os resultados de pesquisas sobre as definições de doses, fontes e
método de aplicação na cultura do feijoeiro ainda são muito limitados (BARBOSA FILHO
et al., 2005 b).
VII. MATERIAIS E MÉTODOS
7.1. Materiais
Para realização deste trabalho, serão utilizados os seguintes materiais:
Sementes de feijão vulgar da variedade NUA 45;
Etiquetas para identificar os tratamentos e respectivas repetições;
Fita métrica, corda e estacas para a demarcação da área;
Enxada para fazer a demarcação do campo, preparo do solo, destorroamento do solo
e controlo de infestantes;
12
Adubo (NPK e uréia) para nutrir as plantas;
Ancinho para limpeza do terreno;
Regadores para auxiliar na irrigação das plantas;
Bloco de notas e caneta para anotação dos dados das variáveis.
7.2. Localização e caracterização da área de estudo
O ensaio será realizado no período compreendido entre Agosto à Outubro de 2024 no
campo do produtor nas beiras do rio chiritse, localizado no posto Administrativo de
Chidzolomondo, distrito de Macanga, província de Tete. O distrito de Macanga se situa a
norte e nordeste da Província de Tete, limitando-se a Norte, Nordeste e Este pelo território
do vizinho Malawi, e a Noroeste pelo Distrito de Angonia. A área total do Distrito de
Macanga é de aproximadamente 3259 km2 , e o distrito apresenta as seguintes
coordenadas: 14°42'57" de latitude Sul 34° 22' 23" de longitude a Este, e 1650 m de
altitudes(MAE, 2014).
7.3. Clima
O distrito é coberto pelo clima tropical húmido influenciado fortemente pela altitude,
apresentando uma grande variação de precipitação média anual de 800 mm a 1200 mm,
com maior parte de queda pluviométrica (90 %) acontecendo entre finais de Novembro e
princípio de Abril. O padrão de temperatura é condicionado pela altitude a qual varia de
700 até 1700 m, com a temperatura média anual cerca de 19,2 ºC (MAE, 2014).
7.4. Topografia
A topografia considerada muito ondulada, a dissecada nesta região de altas altitudes que
ocorrem de forma frequente sendo geograficamente localizada na zona complexas.
7.5. Solo
Os solos do distrito são do tipo feralíticos, vermelho a castanho-avermelhado, de textura
pesada profunda e moderadamente bem drenada, ligeiramente lixiviado, contudo
apresentado boas capacidades de retenção de água (MAE, 2014).
13
7.6. Método de pesquisa
O método de pesquisa a ser usado no presente trabalho será o método experimental, porque
baseia-se na manipulação de certos aspectos de realidade, obtidos em diferentes áreas de
estudos dentro das condições pré-definida, observando as consequências destas
modificações, buscando a relação entre os fenómenos, procurando relações de causas e
efeito, que possam ser explicadas, interferindo no determinado problema.
7.6.1. Delineamento experimental
O delineamento experimental a ser aplicado será o delineamento em blocos completos
casualizados (DBCC), ocupando uma área de 59,5 m², constituído de duass (2) repetições e
treso (3) tratamentos, como se segue: tratamento 1 (T1): aplicação de NPK; tratamento 2
(T2): Não aplicação de NPK; tratamento 3 (T3): aplicação de uréia. No total haverá 6
parcelas, com a dimensão de cada parcela de 2,8 m de largura e 4,5 m de comprimento,
separadas entre elas a 0,5 m dentro da repetição e a distância de uma repetição com a outra
será de 1 m. Em cada parcela haverá 6 linhas de plantas, e cada linha terá 8 plantas,
perfazendo 48 plantas por parcela e 288 plantas em todo ensaio.
R1 R2
0,5 m
T3 T1
0,5m 2m
T2 T3
7m
4m
T1 T2
8,5m
Figura: Croqui da área experimental
Fonte: Adaptado pelo autor (2024)
14
7.7. Condução do experimento
7.7.1. Preparação do solo
A preparação do solo será manual com auxílio de enxada no sentido de revirar o solo a fim
de garantir boas condições para a recepção das sementes e das mudas.
7.7.2. Destorroamento
A destruição de torrões no campo após a lavoura será feita com auxilio de enxada, de
modo a eliminar obstáculos de solos agregados que dificultem a emergência das sementes.
7.7.3. Sementeira
A sementeira será directa, sendo colocada uma semente por covacho. O compasso a ser
utilizado será de 75 cm x 35 cm.
7.7.4. Retancha
Será feita a retancha das sementes em parcelas que forem observadas falhas na emergência
aos 12 dias após a sementeira (DAS).
7.7.5. Adubação
A adubação será feita de acordo com os tratamentos, ou seja: tratamento 1 (T1) – aplicação
do NPK; tratamento 2 (T3) – Nao aplicação do NPK; tratamento 3 (T3) – aplicação de
uréia;
7.7.6. Rega
A rega realizar-se-á sempre que registar-se a falta de humidade no solo, até as plantas
atingirem 45 dias no campo. Esta operação será feita com auxílio de regadores manuais e as
quantidades de água serão fornecidas de acordo com as condições de humidade.
7.7.7. Controlo de infestantes
O controlo de infestantes será realizado manualmente com auxílio de enxada e de acordo
com frequência das infestantes em cada parcela.
15
7.7.8. Controlo de pragas e doenças
De acordo com a espécie da população de praga e ou doença a ser observada, será aplicado
o pesticida preconizado para o controlo de pragas, para o caso de doenças será feito o
controlo preventivo que consistirá no uso de sementes de entidades qualificadas para a
produção de sementes e esterilização do material utilizado no maneio do solo.
7.7.9. Colheita
A colheita será realizada manualmente, logo que as plantas apresentarem sinais do ponto de
colheita. Para auxiliar a colheita será necessário o uso de sacos etiquetados com os
tratamentos, para colocar o feijão colhido de cada parcela.
8.1. Cronograma de actividades do projecto
Tabela 1. Cronograma de actividades do projecto
Actividades Meses
Agosto setembro outubro
Elaboração do projecto X
Entrega do projecto X
Demarcação da área X
Condução do ensaio X X X
Colheita de dados X
16
8.2. Orçamento do projecto
Tabela 2: Descrição de custos do projecto
Designação Unidade Quantidade Preço Unitário Valor Total
(MT) (MT)
Material de campo
Sementes kg 1 180 180
Fitamétrica Unidade 1 100 100
Enxadas Unidade 2 150 300
Adubo (NPK) Kg 1,5 60 60
Adubo (Uréia Kg 1,5 50 50
Total ----------------------------------------------------------------------------------------690 Mts
17
VIII. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
1. AIRES, B. C. (2014). Resposta de cultivares de feijão comum à adubação nitrogenada.
ix, 61 f. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências
Agronômicas de Botucatu.
2. ARF, O., SÁ, M. E. de.; OKITA, C.S. (1996). Efeito de diferentes espaçamentos e
densidades de semeadura sobre o desenvolvimento do feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.).
Pesquisa Agropecuária Brasileira. Brasília, v.31, n.9, p.629-634.
3. BARBOSA, F. R; GONZAGA, A. C de O. (2012). Informações técnicas para o cultivo
do feijoeiro-comum na Região Central-Brasileira. Embrapa Arroz e FeijãoDocumentos
(INFOTECA-E), 2012.
4. BARBOSA FILHO, M. P., FAGERIA N. K., SILVA O. F. (2005 b). Fontes, doses e
parcelamento da adubação nitrogenada em cobertura para feijoeiro comum irrigado. Ciênc.
Agrotec., Lavras, v. 29, n. 1, p. 69-76, jan./fev.
5. BETTIOL, J. V. T. (2019). Produção sustentável do feijão comum: inoculação,
coinoculação e adubação mineral em cultivares de ciclo precoce. 51 f. Dissertação
(mestrado) - Universidade Estadual Paulista (Unesp), Faculdade de Ciências Agrárias e
Veterinárias, Jaboticabal.
18