Karolyne Oliveira Bastos
Resumo para a 1ª prova de Epidemiologia Veterinária
Epidemiologia Veterinária – 1ª prova
Introdução à epidemiologia e causalidade
Conceitos:
Epidemiologia: ciência que ocorre sobre o povo
Estuda o processo saúde-doença em POPULAÇÕES, analisando a distribuição e os determinantes das
doenças, agravos à saúde e eventos associados à saúde coletiva. A partir desses dados é possível propor
medidas de prevenção, controle ou erradicação de doenças e fornecer indicadores para avaliação da eficácia
das ações de saúde.
Determinante de uma doença: fator de risco para uma doença ocorrer. Ex: tabagismo
Agravos à saúde: ex: obesidade, desidratação, violência, etc.
Objetivos da epidemiologia
1) Identificar a etiologia (causa) e os fatores de risco para uma doença;
2) Determinar a extensão dessa doença na população;
3) Estudar a história natural e o prognóstico da doença;
4) Avaliar novas medidas preventivas e terapêuticas;
5) Fornecer evidências (quantitativas e qualitativas) para o desenvolvimento de políticas de saúde e
planos públicos de intervenção (ex: vacinação);
6) Identificar os subgrupos da população que têm alto risco de adoecer → principal objetivo
História natural: conjunto de processos que compreendem as relações do agente, do susceptível e do
ambiente que afetam o seu desenvolvimento desde as primeiras forças que criam o estímulo patológico no
ambiente até as alterações que levam a um defeito, invalidez, recuperação ou morte.
A epidemiologia parte de dois pressupostos:
a) As doenças não ocorrem ao acaso;
b) Os fatores determinantes de uma doença devem ser identificados para eliminação, redução e
neutralização da doença e agravos da saúde.
Evolução histórica da causa das doenças na epidemiologia
Inicialmente, as explicações para as doenças baseavam-se em religião, mitos e superstições.
● Hipócrates: o autor dos fundamentos do pensamento epidemiológico – 460 a.C
Tentou propor que a causa das doenças ao invés de estar relacionada a acontecimentos sobrenaturais,
poderia ter uma perspectiva racional. Investigou a relação entre as doenças e o clima, a água, o solo e os
ventos. Apresentou descrições de doenças relacionadas a águas paradas (ex: malária).
● Séculos XIV a XVII
Paradigma miasmático: acreditava-se que a peste era causada por miasmas (vapores invisíveis que
circulavam no ar que podiam ser inalados ou espalhados pelo contato entre as pessoas)
● John Graunt: 1º epidemiologista a realizar estatísticas demográficas – 1620
Tirou conclusões a respeito dos padrões de fertilidade, morbidade e mortalidade. Mediu o risco de
mortalidade em função da idade e determinou as principais causas de mortalidade da população.
● James Lind – 1716
Observou o efeito da dieta como causa de doenças. Conduziu estudos no tratamento do escorbuto.
Desenvolveu possivelmente o primeiro ensaio clínico controlado (dividiu amostras de marinheiros com
escorbuto em grupos que receberam tratamentos diferentes.marinheiros que consumiram citrinos se
recuperaram).
● William Farr: um dos fundadores da epidemiologia moderna – 1807
Demonstrou a relação entre densidade populacional e taxas de mortalidade. Mapeou mortes, monitorou
surtos e desenvolveu um sistema de categorização para as causas de mortes.
● Edwin Chadwick – 1800
Apoiou a ideia de que as doenças estavam relacionadas às condições de vida das pessoas e que havia grande
necessidade de saúde pública e reforma social. Propôs melhorias como água potável e sistemas de esgoto.
● Ignaz Semmelweis – 1818
Tratou sobre a prevenção na transmissão de doenças. Em sua época, o principal receio das grávidas era a
febre puerperal. Descartando a teoria miasmática eoutras, Semmelweis considerou a possibilidade de
contágio de mulher para mulher e através de mãoes e instrumentos contaminados, e comprovou
posteriormente a veracidade de sua suposição. Introduziu a prática da lavagem de mãos com cal clorada,
estabelecendo um método de prevenção eficaz da doença.
● John Snow – 1813
Em 1854 conduziu a primeira investigação de surto, em Londres. Mapeou e contou casos de cólera de
acordo com o local onde as pessoas moravam e trabalhavam. Notou que muitas pessoas que moravam na
Broad Street ou próximo haviam morrido. Concluiu que as pessoas que usavam a bomba de água da Broad
Street tinham taxas muito mais altas de doença em comparação com outras regiões de Londres. Provou que
a água contaminada espalhava a doença.
● Louis Pasteur – 1822
Concluiu que os responsáveis pela fermentação eram microorganismos e que o calor era capaz de matá-los,
desenvolvendo um processo que ficou conhecido como pasteurização. Foi também pioneiro em criar formas
atenuadas de microorganismos para promover vacinação.
● Robert Koch – 1843
Isolou e identificou o bacilo do antraz. Fotografou e comprovou a existência de microorganismos como
agentes causadores de doenças. Mostrou a transmissibilidade e a reprodutibilidade em experimentos com
animais. Surgiu assim a era microbiológica.
● A era da epidemiologia das doenças infecciosas durou até a Segunda Guerra Mundial,
acontecimento que marcou uma transição epidemiológica, surgindo um novo período denominado
“epidemiologia das doenças crônicas”.
Conceito de causa: evento que precedeu a doença, sem o qual esta não teria acontecido.
Teorias
1) Modelo unicausal: as doenças são causadas por um agente infeccioso.
Limitação: nem toda doença é infecciosa, e nem toda infecção causa doença.
Postulados de Koch:
- O agente não deve ser encontrado em casos de outras doenças;
- O agente deve estar presente em todo caso da doença e deve poder ser isolado em cultura pura;
- Uma vez isolado, o agente deve ser capaz de infectar outros animais experimentalmente;
- O agente deve poder ser recuperado a partir da doença experimentalmente produzida no animal infectado
em laboratório.
Limitações:
- não representa toda a realidade do processo saúde-doença;
- não considera a participação de outros fatores ligados às características do hospedeiro (susceptibilidade ou
grau de exposição);
- não trata a doença do ponto de vista social;
- não nota inter-relações entre saúde e condições de vida.
2) Modelo multicausal: não considera a saúde e a doença como componentes de um sistema binário
(presença ou ausência), mas como um processo no qual o indivíduo passa por múltiplas situações,
que exigem do organismo compensações e adaptações sucessivas. Engloba doenças não infecciosas.
Modelo de Rothman (1988)
CAUSA NECESSÁRIA: é uma causa componente sem
a qual doença não se desenvolve. Ex: doenças
infecciosas.
CAUSA COMPONENTE: todos os fatores que
contribuem para a ocorrência da doença.
CAUSA SUFICIENTE: conjunto de eventos que
inevitavelmente produzem ou iniciam doença.
Doenças infecciosas – A causa necessária, ou essencial,
é a presença do agente biológico (fator principal, sem
ele não há infecção). Porém, só o agente não é suficiente para o desencadeamento da doença, que exige a
contribuição de outros fatores (fatores de risco).
Doenças não infecciosas – A presença do agente (por exemplo, fumo e álcool) não explica a ocorrência da
doença. Ex: nem todo fumante desenvolve câncer, assim outros fatores podem ser fundamentais para que
ocorra a doença. Ao mesmo tempo, muitos indivíduos são expostos a agentes cancerígenos, mas somente
uma proporção desenvolve neoplasias.
3) Teoria ecológica: as doenças desenvolvem-se em um ambiente.
Modelo da tríade ecológica:
* Processo epidêmico: série de eventos que eventualmente terminam em enfermidade.
4) Teoria social: as doenças precisam de hospedeiros para se instalar. Necessário estudo sistemático
de:
a) Processos estruturais da sociedade (condições particulares de vida);
b) Perfis de produção
- consumo dos diferentes grupos socioeconômicos (classes sociais)
- potencialidade de saúde e sobrevivência
- riscos de adoecer e morrer
c) Integração dos fenômenos biológicos dos grupos e indivíduos
Causa e efeito
O estudo das causas das doenças e dos agravos à saúde é um tema central da epidemiologia.
Para uma causa produzir um efeito, deve haver associação estatística entre ambos (fazer teste de hipóteses).
Se o teste acusar associação, deve-se analisar se esta é causal ou não.
Ou seja, associação e causalidade não são sinônimos: o termo associação tem o significado de relação
estatística entre dois ou mais eventos (não necessariamente haverá relação causal entre eles). Já
causalidade é a relação do tipo causa-efeito entre dois eventos, o que significa que a presença de um
contribui para a presença do outro – é o que ocorre entre um fator de risco e uma doença: a remoção do
fator de risco diminui a frequência da doença.
Tipos de associações de eventos
Associação causal • Tabaco é fator causal no aparecimento tanto da
bronquite crônica como de manchas amareladas
• Quando a alteração na frequência (ou nos dedos
intensidade) de um dos eventos acarreta
mudanças no outro
Associação não causal • A associação entre manchas nos dedos e
bronquite crônica é estatística, mas não causal
• Pode ser explicada por um terceiro fator ou por • Os dois eventos são devidos a um fator em
um viés metodológico (de seleção, de aferição) comum, o hábito de fumar.
Implicações das relações causais e não causais
A constatação de que uma associação é de natureza causal possibilita a prevenção e o controle da doença ou
agravo à saúde. Se a frequência de fumantes na população diminui, a incidência de bronquite reduz
paralelamente. -> se a relação não fosse causal isso não aconteceria.
Etapas para explicar a relação causal
1° etapa – existe associação estatística?
2° etapa – algum viés explica a associação encontrada?
3° etapa – a associação é causal? → usar critérios de julgamento de Bradford Hill
Critérios para Julgamento de Causalidade
Critérios empregados para esclarecer a associação entre um fator de risco e uma doença.
Critérios de Causalidade de Bradford Hill
• Temporalidade/ Sequência cronológica: a causa deve sempre preceder o efeito.
• Consistência (repetibilidade): os resultados devem ser muito semelhantes em todos os estudos sobre esse
assunto
• Relação dose-resposta: se houver associação entre a duração da exposição e a ocorrência da doença há
argumentos a favor da associação causal
• Plausibilidade: refere-se ao fato de uma associação ser cientificamente plausível.
• Analogia: se A é causa de B, pode ser causa de C e D.
• Especificidade: se após introduzir um suposto fator causal ocorrer o efeito, a causa é dita específica para
um determinado efeito.
• Evidência experimental: Ensaios clínicos ou experimentais
• Força de associação: a incidência da doença deve ser maior nos indivíduos expostos que nos não expostos.
– 2 medidas para verificar:
Risco relativo (RR) =1 - nula (sem associação) RR ou OR >3: associação forte
Odds ratio (OR) <1 - fator de risco
>1 - fator de proteção
• Coerência: refere-se à interpretação de causa e efeito para que uma associação não entre em conflito com
o que se sabe da história natural e da biologia da doença.
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Determinantes do processo saúde-doença
Determinantes de doenças: qualquer fator que altere a saúde de uma população. Podem estar relacionados
ao agente, ao hospedeiro ou ao ambiente.
Classificação
● Primários: relevantes na indução da infecção (causas necessárias)
● Secundários: fatores predisponentes
● Intrínsecos: relacionados ao hospedeiro
● Extrínsecos: relacionados ao ambiente
1) Determinantes relacionados ao agente
- Físico: ex: animal cortou a pele no arame - Químico: cigarro
farpado
- Infeccioso
Fatores do agente infeccioso:
● Virulência: grau de patogenicidade de um agente infeccioso que se expressa pela gravidade da
doença, especialmente pela letalidade e proporção de casos com sequelas
● Patogenicidade: capacidade de um agente etiológico causar a doença em um hospedeiro susceptível
● Gradiente de infecção (Inaparente vs.Clínica): depende de ter sinal clínico ou não
● Endógeno: ex: polisserosite (já tem na microbiota do animal, só se aproveita de vulnerabilidade)
● Exógeno: ex: Salmonela
● Dose infectante: quantidade do agente que penetra no novo hospedeiro susceptível
● Infectividade: capacidade do agente etiológico de alojar-se e multiplicar-se no organismo do
hospedeiro e capacidade de se transmitir para um novo hospedeiro
● Propriedades antigênicas: estruturas na membrana externa do patógeno
● Resistência: ao ambiente
● Poder invasivo: capacidade do agente de difundir-se pelos tecidos, órgãos e sistemas do hospedeiro
2) Determinantes relacionados ao hospedeiro
● Genótipo ● Espécie
● Idade: animais mais jovens são mais ● Cor de pelagem: pelos claros são mais
susceptíveis sensíveis à radiação UV
● Sexo ● Condição nutricional
● Raça
Mecanismos de resistência frente ao antígeno:
- Nível anatômico: estrutruturas internas (baço, medula óssea, etc.) e externas (pele, pêlos)
- Nível fisiológico: equilíbrio ácido-base, vômito, diarreia, etc.
- Nível celular: macrófagos, neutrófilos, etc.
3) Determinantes relacionados ao ambiente
● Localização geográfica
● Atividade humana
● Solo
● Clima
● Sistema de criação
● Estresse
● Manejo
● Presença de outras espécies
Interação Ag/H/A
Diferença entre portador e doente: o portador é assintomático
● Portador passivo: tem a infecção, mas nunca vai manifestar a doença.
- Permanente
- Temporário
● Portador ativo: já manifestou a doença e depois ficou assintomático, mas ainda transmite a infecção.
- Convalescente:já apresentou sintomas
- Em incubação: ainda vai apresentar
● Doente: tem sintomas e transmite a infecção
- Típico: tem sintomas padrão
- Atípico: sintomatologia diferente do padrão
- Prodrômico: doente no início da manifestação clínica
Fonte de infecção: HOSPEDEIRO – responsável pela transmissão do agente etiológico
Fonte de contaminação: AMBIENTE – presença do agente na superfície de objetos inanimados (fômites), ex:
material cirúrgico, água, alimentos, escova de pelos, etc.
Reservatório ecológico/natural x reservatório epidemiológico
Ecológico: hospedeiro – nunca sofre a doença, mas porta o agente
Epidemiológico: fica doente
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Epidemiologia descritiva – indicadores de saúde
Método epidemiológico – A epidemiologia é dividida em três partes:
1. Epidemiologia descritiva: quem, quando e onde adoeceu?
2. Epidemiologia analítica: modelos epidemiológicos – testam-se as hipóteses
3. Combate às doenças e agravos à saúde: prevenção, controle e erradicação
Epidemiologia descritiva
Indicadores de saúde: quantificam as doenças e descrevem as características de uma população.
Objetivos:
● Avaliar as condições de saúde em uma área geográfica e em períodos delimitados.
● Estabelecer prioridades de ação
● Avaliar as medidas de controle e erradicação
● Comparar as doenças em diferentes locais e populações
Expressão dos resultados
● Em frequência absoluta: forma mais simples de expressar resultados. Contagem de uma série de
eventos da mesma natureza; mas dificulta comparações porque não se apoiam em pontos de
referência.
● Em frequência relativa (coeficiente, taxa e proporção). Permite comparações e interpretações.
- Coeficiente ou Taxa: expressa o risco de ocorrência de um evento. Numerador = número de eventos
ocorridos. Denominador = população da qual se originaram os eventos.
- Proporção: quociente entre duas frequências da mesma unidade. O numerador está contido no
denominador. Não expressa risco, pois não considera toda a população.
● Em índice: expressa situações multidimensionais, incorpora diferentes aspectos, indicadores ou
variáveis. Ex: IDH, IMC
Coeficientes ou taxas
Expressam uma probabilidade ou um “risco” de adoecimento.
Número de casos
C ou T= _ x 10n
População sob risco
➢ Coeficientes de morbidade (frequência com que ocorre a doença): prevalência e incidência
Morbidade: taxa de indivíduos com uma doença, em um dado local e num dado momento, em relação à
população total estudada. É o comportamento das doenças e dos agravos à saúde em uma população
exposta. Útil para avaliação da efetividade das medidas de controle e prevenção de agravos.
- Prevalência: conjunto de casos de doença presentes numa população. Agrega casos novos e antigos
(“estoque de casos”). Não é dinâmico, fornece um instantâneo da situação de um evento na população.
nº de casos (novos+antigos) no período “t” e área “X”
CP = _ x 10n
População existente no período “t” e área “X”
- Incidência: novos casos que ocorrem durante um período de tempo numa determinada população. Fornece
a probabilidade (risco) de adoecer numa população. É uma medida dinâmica, pois permite observar a
transição da condição de não-doente para doente. Útil em investigações etiológicas.
nº de casos novos no período
CI = _ _ x10n
população exposta
Taxa de ataque: nos casos de doenças ou agravos de natureza aguda, que coloquem em risco toda a
população ou parte dela por um período limitado, a incidência recebe o nome de “taxa de ataque”.
➢ Coeficientes de mortalidade: mortalidade e letalidade
- Mortalidade: é um dos mais importantes indicadores de saúde, pois expressa:
- final do processo vital
- falha completa do sistema de saúde (falha na rede de assistência em todos os momentos ao longo
da vida do indivíduo)
- qualidade da saúde pública
nº de óbitos no período
CM = _ _ x 10n
população ajustada para o meio período
- Letalidade: a letalidade expressa a gravidade de uma doença. Quanto maior o número de indivíduos
acometidos por uma doença que vão a óbito, mais grave a doença é considerada. Seu cálculo está restrito
aos indivíduos que têm a determinada doença.
nº de óbitos pela doença X
CL = _ _ x 100
nº de casos da doença x
Coeficientes específicos: ex: idade, sexo, escolaridade, raça, etc. Usam-se os coeficientes de mortalidade e
morbidade para um determinado grupo da população, ex: mortalidade em fêmeas.
Coeficiente de mortalidade infantil: importante indicador não só de saúde infantil, mas do estado de saúde
e do grau de desenvolvimento socioeconômico de uma determinada população. Altas taxas de mortalidade
infantil refletem baixos níveis de saúde, desenvolvimento socioeconômico e condições de vida.
nº de óbitos de < 1 ano de idade
CMI = _ x 1000
nº total de nascidos
Indicadores de mortalidade
Razão de mortalidade proporcional (RMP) – Indicador de Swaroop e Uemura – RMP50+
1º nível → > 75%: regiões onde 75% ou mais da 3º nível → de 25 a 49%: regiões em estágio
população morrem a partir de 50 anos atrasado de desenvolvimento das questões de
2º nível → de 50 a 74%: regiões com certo saúde
desenvolvimento econômico e regular 4º nível → < 24%: regiões onde 75% ou mais dos
organização dos serviços de saúde óbitos ocorrem em pessoas com menos de 50
anos. Alto grau de subdesenvolvimento.
Curvas de mortalidade proporcional (Curvas de Nelson de Moraes)
Curvas de mortalidade proporcional por idade em diferentes situações de saúde.
Tipo I: predomínio de óbitos de menores (nível de saúde baixo) e adultos jovens (violência)
Tipo II: predomínio de óbitos na faixa infantil e pré-escola (nível de saúde baixo) – formato de “J” invertido
Tipo III: aumento na proporção de óbitos de indivíduos com mais de 50 anos e menor proporção de óbitos
infantis (nível de saúde regular) – formato de “U”
Tipo IV: maior parte dos óbitos acima de 50 anos (nível de saúde elevado) – formato de “J”.