Ulfpie044732 TM
Ulfpie044732 TM
2013
i
UNIVERSIDADE DE LISBOA
Orientador Cientifico:
Professor Doutor António Trindade
2013
i
ii
Dedico este projeto à minha família que
sempre me apoiou, ainda que por ele se
tenha privado da minha atenção.
iii
iv
RESUMO
v
vi
ABSTRACT
This report, conducted under the Master in Teaching Visual Arts on Primary,
Junior and Secondary School, shows the information gathered during the practice of
supervised teaching, where an educational intervention was developed to promote,
transfer and acquire knowledge for the subject of Descriptive Geometry A, with 12th
grade students in Visual Arts Scientific-Humanistic course in António Arroio
Secondary School. The report focuses on the topic Shadows, a unit within the module
3-Dihedral Representation, which is part of the subject’s curriculum.
The students in class X, from the 12th grade of António Arroio Secondary
School with whom we had the opportunity to work, actively contributed to enriching
this experience, in which new methods, approaches and teaching resources created
by the graduate student where tested, and we believe they encouraged learning and
the development of a cognitive structure that allowed students to understand the
specific language of Descriptive Geometry.
The pedagogical strategy shown focuses on a learning model that fulfills the
need to provide content that is meaningful to the student, taking into consideration
the student’s context and cognitive structure when assessing and valuing his progress
in knowledge acquisition, which is based on the concept of reality simulation through
three-dimensional models in order to facilitate the transposition into the two-
dimensional approach.
This report brings together the effort taken to facilitate communication and
transmission of very specific contents, implementing strategies that we consider have
increased student motivation, reversing a general tendency toward disengagement
with the subject of Descriptive Geometry.
vii
viii
INDÍCE
RESUMO .......................................................................................................................................... V
ABSTRACT ...................................................................................................................................... VII
AGRADECIMENTOS ....................................................................................................................... XIII
INTRODUÇÃO ................................................................................................................................... 1
CAPÍTULO 1 ...................................................................................................................................... 5
CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA E DA TURMA ...................................................................................... 5
1.1. Elementos de identificação ..................................................................................................... 5
1.1.1. Tipologia .............................................................................................................................. 5
1.1.2. Localização .......................................................................................................................... 5
1.1.3. Sítio na Internet ................................................................................................................... 6
1.1.4. Breve história da escola ....................................................................................................... 8
1.2. Horário dos serviços.............................................................................................................. 10
1.3. Caracterização da escola ...................................................................................................... 10
1.3.1. Distribuição dos espaços.................................................................................................... 11
1.3.2. Biblioteca e área social ...................................................................................................... 12
1.3.3. Espaços exteriores ............................................................................................................. 12
1.3.4. Circulação .......................................................................................................................... 12
1.3.5. Oficinas .............................................................................................................................. 13
1.4. População Escolar ................................................................................................................. 15
1.5. Oferta curricular ................................................................................................................... 16
1.6. Organização dos departamentos ......................................................................................... 18
1.7. Atividades promovidas pela escola....................................................................................... 19
1.8. Atividades promovidas pelos alunos .................................................................................... 20
1.9. Áreas de intervenção ............................................................................................................ 21
1.10. Caracterização da aula de Geometria Descritiva ............................................................... 21
1.11. A professora cooperante .................................................................................................... 23
1.12. A turma e suas origens ....................................................................................................... 23
CAPÍTULO 2 .................................................................................................................................... 25
ESTRATÉGIAS DE ENSINO ................................................................................................................. 25
2.1. A aula .................................................................................................................................... 25
2.2. O ensino de competências .................................................................................................... 29
2.3. O ensino cooperativo ............................................................................................................ 31
CAPÍTULO 3 .................................................................................................................................... 35
LUZ E SOMBRAS NA ARTE E NA GEOMETRIA DESCRITIVA ................................................................ 35
CAPÍTULO 4 .................................................................................................................................... 41
INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA ........................................................................................................... 41
4.1. Conteúdos Indispensáveis ao Desenvolvimento da Unidade Curricular ............................... 41
4.2. Recursos materiais ................................................................................................................ 42
4.3. Planificação das Aulas Realizadas ........................................................................................ 43
4.4. Desenvolvimento da Unidade Curricular .............................................................................. 44
CAPÍTULO 5 .................................................................................................................................... 69
MÉTODO DE AVALIAÇÃO.................................................................................................................. 69
5.1. Avaliação dos resultados ...................................................................................................... 70
CAPÍTULO 6 .................................................................................................................................... 73
REFLEXÃO CONCLUSIVA ................................................................................................................... 73
ix
REFLEXÃO PESSOAL...........................................................................................................................76
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS....................................................................................................... 77
BIBLIOGRAFIA NÃO REFERENCIADA ............................................................................................... 78
APÊNDICES ..................................................................................................................................... 79
APÊNDICE A1. APRESENTAÇÃO REALIZADA EM POWERPOINT DA AULA 1, INTITULADA TEORIA DAS SOMBRAS ..........79
APÊNDICE A2. APRESENTAÇÃO REALIZADA EM POWERPOINT DA AULA 2, INTITULADA SOMBRA PROJETADA DE PONTOS,
SEGMENTOS DE RETA E RETAS. ..................................................................................................................87
APÊNDICE A3. APRESENTAÇÃO REALIZADA EM POWERPOINT DA AULA 3, INTITULADA SOMBRA DE FIGURAS PLANAS. 93
APÊNDICE A4. APRESENTAÇÃO REALIZADA EM POWERPOINT DA AULA 4, INTITULADA SOMBRA DE PIRÂMIDES. ........97
APÊNDICE A5. APRESENTAÇÃO REALIZADA EM POWERPOINT DA AULA 5, INTITULADA SOMBRA DE PRISMAS. ...........98
APÊNDICE A6. APRESENTAÇÃO REALIZADA EM POWERPOINT DA AULA 6, INTITULADA SOMBRA DE CONES. .............99
APÊNDICE A7. APRESENTAÇÃO REALIZADA EM POWERPOINT DA AULA 7, INTITULADA SOMBRA DE CILINDROS. ......100
APÊNDICE B1. FICHA FORMATIVA | TAREFA 1 ...........................................................................................101
APÊNDICE B2. FICHA FORMATIVA | TAREFA 2 ...........................................................................................103
APÊNDICE B3. FICHA FORMATIVA | TAREFA 3 ...........................................................................................105
APÊNDICE B4. FICHA FORMATIVA | TAREFA 4 ...........................................................................................107
APÊNDICE B5. FICHA FORMATIVA | TAREFA 5 ...........................................................................................109
APÊNDICE B6. FICHA FORMATIVA | TAREFA 6 ...........................................................................................111
APÊNDICE B7. FICHA FORMATIVA | TAREFA 7 ...........................................................................................113
APÊNDICE C1. TPC | AULA 3 .................................................................................................................115
APÊNDICE C2. TPC | AULA 4 .................................................................................................................116
APÊNDICE C3. TPC | AULA 5 .................................................................................................................117
APÊNDICE C4. TPC | AULA 6 .................................................................................................................118
APÊNDICE D. TABELA DE CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DE COMPETÊNCIAS ...........................................................119
APÊNDICE E. TABELA DE CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DE COMPETÊNCIAS ............................................................121
APÊNDICE F. RELATÓRIO DA PROFESSORA COOPERANTE ..............................................................................123
x
ÍNDICE DE FIGURAS
xi
Figura 50. Proposta de um aluno para o exercício 7.1........................................................... 67
Figura 51. Proposta de um aluno para o exercício 7.2........................................................... 67
ÍNDICE DE QUADROS
xii
AGRADECIMENTOS
Obrigada.
xiii
xiv
INTRODUÇÃO
1
aluno aquilo que ele já sabe, “descubra o que ele já sabe e baseie nisso os seus
ensinamentos” (AUSUBEL, NOVAK E HANESIAN, 1980).
Debruçamo-nos aqui sobre uma disciplina rigorosa com elevado número de
desistências por insucesso, o que nos impele na conceção desta unidade curricular, a
empreender um esforço acrescido no sentido de facilitar a comunicação e
transmissão de conteúdos muito específicos, através de estratégias que pretenderão
incrementar a motivação e combater o tendencial descomprometimento dos alunos.
A verificação da aquisição deficitária dos conteúdos e competências nesta
disciplina, está intrinsecamente ligada às exigências de um programa que se
caracteriza por procurar descrever o espaço de uma forma concreta e direta, na sua
interação com os objetos, com recurso ao pensamento abstrato, para a conceção de
uma imagem mental mediante o raciocínio, a criatividade e o processamento
simultâneo da informação que os sentidos fornecem, depositando no aluno a
expectativa de que este será capaz de desenvolver raciocínio lógico, criar imagens
mentais e traduzi-las para o desenho.
A planificação realizada contou com a colaboração da professora cooperante,
facto que proporcionou uma maior adequação das estratégias e métodos de ensino a
implementar, numa ótica de manutenção da estabilidade da turma, tão importante no
momento que antecede a realização de exames nacionais.
O relatório do ensino supervisionado e toda a investigação realizada inerente
ao mesmo descreve-se ao longo de sete capítulos, sendo o primeiro dedicado desde
logo à caracterização da escola e da turma onde foi desenvolvida esta prática, por ser
considerado fator primordial na orientação e planeamento de todo o trabalho
desenvolvido.
O segundo capítulo apresenta uma fundamentação teórica sobre as estratégias
de ensino a adotar em sala de aula, dando especial relevo ao desenvolvimento de um
ensino cooperativo, focado no desenvolvimento e aquisição de competências.
O terceiro capítulo dedica-se à exploração do papel que a sombra vem
desempenhando ao longo dos séculos desde o início da criação artística,
comtemplando o seu carácter primitivo, metafísico e ilusório, exaltando a
importância que a Geometria Descritiva detém na determinação rigorosa deste
fenómeno.
2
O quarto capítulo descreve a planificação da unidade didática apresentada, a
metodologia adotada na realização das aulas, apurando-se no capítulo V, os
resultados obtidos nos exercícios realizados pelos alunos.
Por fim, no último capítulo, faz-se uma análise e auto-reflexão sobre o
desenvolvimento da prática de ensino supervisionado, onde se refere as principais
dificuldades encontradas e algumas sugestões sobre factores que podem melhorar o
processo de ensino-aprendizagem, reservando-se ainda um momento de reflexão
pessoal.
3
4
CAPÍTULO 1
1.1.1. Tipologia
1.1.2. Localização
5
Figura 1. Mapa de Localização da Escola.
Fonte: Própria, 2013.
6
Ao aceder ao site temos acesso a informação sobre: órgãos de administração,
serviços de apoio educativo, projeto educativo, plano anual de atividades,
regulamento interno, biblioteca/centro de recursos, serviços administrativos,
associação de pais, associação de estudantes, hiperligações úteis, entre outras
informações sobre a história da escola, cursos e atividades promovidas.
A escola encontra-se inscrita em sites de redes sociais como o Twitter e
Facebook, e o RSS, de carácter informativo, em permanente atualização de conteúdos
referentes a blogs e notícias.
Este espaço virtual viabiliza também o acesso à plataforma Moodle (Figura
3), disponível no endereço de internet [Link]
7
1.1.4. Breve história da escola
8
Em 1948 a escola é renomeada Escola de Artes Decorativas de António
Arroyo, com direção a cargo de Rogério de Andrade e logo de seguida, Lino
António, com novo plano de estudos, que fez incrementar em grande escala a
frequência da escola, que se veio a revelar ao nível do espaço físico insuficiente,
fazendo surgir a necessidade de se desdobrar por duas outras escolas da área de
Lisboa, o que levou ao início da construção de um novo edifício situado na rua
coronel Ferreira do Amaral, para onde se mudou e que ainda hoje ocupa.
Em 1971, com nova remodelação dos cursos, estes passam a abranger as
áreas de equipamento e decoração, artes do fogo, artes gráficas, imagem e artes dos
tecidos. Com o 25 de Abril de 1974 todos os cursos passam a ser trienais, e as
escolas são designadas como secundárias, passando esta a nomear-se Escola
Secundária António Arroio.
Em 1980, e nos três anos seguintes, a escola toma uma via cada vez mais
profissionalizante, sendo o último ano de estudos optativo entre duas áreas, uma
vocacionada para o prosseguimento de estudos e a outra para a vida laboral,
apostando na formação de técnicos de artes gráficas, meios audiovisuais, design
cerâmico, metais, equipamento e desenhador têxtil.
Em 1993, fazendo jus ao aclamado ensino vocacionado para as artes, este
estabelecimento passa a ter a designação de Escola Secundária Artística António
Arroio, com a divisão da oferta pedagógica em seis cursos profissionalizantes nas
áreas de comunicação gráfica, comunicação audiovisual, ourivesaria e metais,
cerâmica, têxtil e equipamento, e dois outros de carácter geral, que em 1998 acabam
por se fundir.
Mais recentemente, já em 2004/2005, dando continuidade à tendência de criar
futuros técnicos artísticos, surgiram de forma experimental os cursos de produção
artística, comunicação audiovisual, design de comunicação e design de produto.
9
1.2. Horário dos serviços
10
1.3.1. Distribuição dos espaços
11
1.3.2. Biblioteca e área social
1.3.4. Circulação
12
Pessoas com mobilidade reduzida, podem utilizar os elevadores perto do hall
onde se encontra o Conselho
Diretivo, e têm também à sua
disposição rampas de acesso ao
edifício (Figura 10).
Com a inexistência
provisória das áreas sociais e de
recreio, os alunos reúnem-se
junto ao portão no exterior da
escola, onde passam grande
parte dos intervalos, e à hora de Figura 10. Entrada com rampa de acesso.
almoço onde podem encontrar Fonte: Própria, 2013.
1.3.5. Oficinas
As oficinas dedicadas aos vários cursos estão equipadas com todo o tipo de
materiais necessários e infraestruturas inerentes às atividades ali realizadas, tendo as
condições das salas melhorado de forma significativa, fruto da implementação do
projeto de modernização em que está inserida.
13
Figura 12. Oficina de têxteis.
Fonte: AAVV, 2013.
14
Figura 16. Oficina de design de equipamento.
Fonte: AAVV, 2013.
15
Quadro 2. População escolar.
Fonte: Própria, 2013.
16
Quadro 3. Organização dos planos de estudos.
Fonte: Própria, 2013.
17
profissional que irá preparar a realização de uma prova final de aptidão artística,
onde terá de defender o seu projeto publicamente perante um júri.
18
Departamento de Línguas e Literaturas, integra os docentes das disciplinas
de Português, Francês, Inglês e Português Língua Não Materna, representado pela
professora Teresa Chaby no conselho pedagógico.
19
- Fabrico de mobiliário para a disciplina com integração dos trabalhos dos
alunos.
- Programa de testagem das capacidades de leitura espacial dos alunos da
disciplina de 11.º Ano.
- Construção do sítio na Internet Lisboa com Pessoa.
Esta é uma escola que sempre viu o seu espírito independente e artístico
apregoado com orgulho pelos seus alunos, que mostram a cada dia, das formas mais
criativas e ímpares (Figura 18 e 19), a sua vontade de ser uma escola irreverente, e de
ser vista como um pólo de atividade cultural.
20
1.9. Áreas de intervenção
21
A sala é ampla e bem iluminada por luz natural através de uma correnteza de
janelas laterais direitas (Figura 22), sendo que do lado esquerdo junto à porta existem
também aberturas envidraçadas que deixam entrar luz do corredor (Figura 21), facto
que nos permite dispensar na maior parte das vezes a recorrência a luz artificial. Para
a projeção de imagens baixam-se os estores disponíveis em todas as janelas,
deixando-se a sala na obscuridade necessária para o visionamento das mesmas.
Figura 21. Vista esquerda da sala. Figura 22. Vista direita da sala.
Fonte: Própria, 2013. Fonte: Própria, 2013.
Figura 23. Aula de Geometria Descritiva A. Figura 24. Aula de Geometria Descritiva A.
Fonte: Própria, 2013. Fonte: Própria, 2013.
22
1.11. A professora cooperante
23
comportamento disruptivo, mais frequentes no bloco de aulas do período da tarde,
que tendem a dificultar a concentração e aquisição dos conteúdos, contudo são
também visíveis as manifestações de entreajuda entre os alunos que bem conduzidas
pela professora se tornam um facilitador da aprendizagem.
A turma está naturalmente dividida em duas partes, fazendo-se notar uma
maior concentração e empenho no lado esquerdo da sala, resultando numa visível
facilidade na apreensão dos conteúdos, ao contrário do lado direito onde os alunos,
de forma generalizada, demonstram um maior descomprometimento para com a
disciplina, evidenciando uma postura pouco participativa que resulta na deficiente
aquisição dos conteúdos.
Os hábitos de trabalho da turma são em geral fracos, notando-se um
incumprimento no que concerne a realização dos trabalhos enviados para casa,
tornando-se mais difícil a acomodação de diferentes ritmos em sala de aula. Para as
dificuldades no desenvolvimento, organização e aquisição das aprendizagens,
concorrem fatores como o número elevado de alunos na turma o que dificulta um
acompanhamento mais personalizado que se verifica ser necessário numa turma de
comportamento tendencialmente imaturo, a fadiga provocada pela distância a que o
domicilio se encontra da escola, bem como uma confiança considerada nociva,
provocada pela obtenção de resultados positivos elevados no 11.º ano, que
promovem um laxismo perante os resultados a obter no 12.º ano à disciplina de
Geometria Descritiva A.
Os dados apresentados têm por base o conhecimento partilhado pela
professora cooperante.
24
CAPÍTULO 2
ESTRATÉGIAS DE ENSINO
2.1. A aula
26
Saber ouvir é uma ferramenta importante na interação em sala de aula e deve
também servir o propósito de aproximar os alunos do professor através da
retroalimentação, veiculada pelo feedback que o professor dá ao aluno, mostrando que
está atento e que se interessa genuinamente por aquilo que este diz.
Aprender e ensinar requer tempo, e este é quase sempre escasso. O tempo de
aula é precioso, como tal alunos e professores devem ser pontuais e assíduos. O
professor deve usar a chamada no início da aula para fomentar a frequência dos alunos
e mostrar-lhes que a presença deles é importante para o decurso da mesma.
É do interesse de todos que o tempo de aula seja povoado de conteúdos letivos,
é por isso importante que o professor tenha a habilidade para estruturar o que pretende
fazer, envolver os alunos na tarefa e estimar o tempo necessário ao seu desempenho,
dominar a aula para evitar comportamentos inadequados, e avaliar.
Para colmatar o tempo insuficiente para ensinar e aprender na escola, o aluno e
o professor devem ter o trabalho de casa como peça fundamental do puzzle, servindo
também para acomodar diferenças de ritmo entre alunos e ajudar na transferência do
conhecimento para outro contexto.
«Os alunos que alcançam bons resultados são os que fizeram os trabalhos
requeridos ao longo do tempo» (BATISTA E CHADWICK, 2001, p. 290).
27
panorama se verifica, o professor deve empreender esforço no sentido da progressão
do aluno, pois este ao sentir-se competente, tenderá a estar mais atento, resolvendo
assim algumas das ocorrências em sala de aula.
A boa utilização das estratégias faladas nos pontos anteriores pode ser uma
mais-
-valia para a criação de um ambiente eficaz em sala de aula, a par de outras iniciativas,
como a reflexão por parte dos alunos sobre as dinâmicas adequadas à sala de aula e
redação de um regulamento de funcionamento da mesma.
Para comportamentos de indisciplina de cariz provocativo, podemos usar o
reforço vicariante, entenda-se, ignorar o aluno com comportamento indesejado e
reforçar o elogio àqueles que desempenham bem o seu trabalho, recorrendo a este
apenas com a frequência adequada ao seu bom resultado.
O espaço físico da sala de aula também deve ser tomado em conta, as
secretárias devem estar orientadas por forma a eliminar focos de distração e o
professor deve conseguir mover-se com facilidade entre elas.
Uma sala de aula com bom ambiente, com um bom professor é elementar para
ensinar e aprender, mas esta depende em grande parte do ambiente da escola. O bom
ambiente da escola depende principalmente do papel que o diretor desempenha, mas
não vive apenas disso, precisa de um bom grupo docente. Estamos então em condições
de concluir que a relação sinergética entre a sala de aula e o ambiente escolar é
essencial. O professor volta aqui a ser o maestro do clima que se vive na escola,
quando toma posse deste cargo ele dirige os alunos através da proximidade que cria
com eles, ouvindo as suas inquietações, criar atividades escolares e envolver toda a
comunidade escolar nas mesmas.
O ensino individualizado é quase uma utopia nas escolas de hoje em dia, mas
existem estratégias que podem aumentar a adequação da aprendizagem e o
reconhecimento das diferenças individuais do aluno.
Para promover e defender um projeto de ensino individualizado podemos fazer
uma diferenciação na quantidade de exercícios a resolver, ou a um nível mais global,
organizar o curriculum escolar em ciclos adequados ao ritmo do aluno. Este objetivo é
possível apenas com o forte trabalho de estruturação da aula, com o feedback
contínuo, e tendo especial atenção às variações de motivação que implicam a
disparidade no nível de aprendizagem dos vários alunos.
28
O papel do professor deve ser o de dedicar atenção e observar os alunos com
problemas, e tentar criar hábitos de estudo eficazes.
Listando alguns dos bons hábitos de estudo a fomentar, podemos salientar seis
deles:
• comportamentos e atitudes gerais que fomentem a autonomia, e a
ideia de que o trabalho levará à competência,
• o autocontrolo, e capacidade de estabelecer metas pessoais e realistas,
e agir em conformidade, de forma responsável;
• saber ouvir, escrever e tomar notas, e participar nas tarefas da aula, o
que implica uma frequência regular e uma capacidade para discernir
aquilo que é importante reter;
• ler com compreensão; sistematizando a informação através de
perguntas e respostas e armazenar a informação;
• expressão escrita, como exercício para organizar ideias
• habilidades relacionadas com a realização de provas.
Estes hábitos de estudo devem ser adotados tendo também especial atenção às
condições do local de estudo, bem iluminado, livre de focos de distração, cabendo à
escola facultar este local quando o aluno não o encontra no seu seio familiar.
Para além dos parâmetros do ambiente físico, a habilidade e os bons hábitos de
estudo devem contar principalmente com a persistência do aluno na execução das
tarefas, e na sua finalização, pois esse fator irá influenciar o sucesso que terá no seu
projeto de vida.
29
Tome-se por construção de competências e atitudes a aquisição de um
conjunto de faculdades que permitem ao aluno aprender e aplicar essas
aprendizagens na resolução dos problemas da sua vida quotidiana, quer na escola ou
fora dela, no presente ou futuro.
O aluno deve desenvolver o gosto e a autonomia para aprender, dando
sentido às suas aprendizagens. Este processo de aprendizagem passa pela aquisição
de conhecimentos e competências que permitem ao indivíduo dar resposta a
diferentes situações ou resolver problemas que lhes possam surgir no seu dia a dia.
As competências gerais que o aluno deve adquirir no final da disciplina de
Geometria Descritiva, preconizadas pelo currículo nacional são as seguintes:
• Percecionar e visualizar no espaço;
• Aplicar os processos construtivos da representação;
• Reconhecer a normalização referente ao desenho;
• Utilizar os instrumentos de desenho e executar os traçados;
• Utilizar a Geometria Descritiva em situações de comunicação e
registo;
• Representar formas reais ou imaginadas;
• Ser autónomo no desenvolvimento de atividades individuais;
• Planificar e organizar o trabalho;
• Cooperar em trabalhos coletivos.
É necessário criar estratégias de ensino/aprendizagem onde seja possível
desenvolver estas competências de modo a criar experiências enriquecedoras, em que
os alunos se sintam envolvidos e interessados, proporcionando estratégias de
aprendizagem que podem elas mesmas potenciar novas aprendizagens, partindo das
necessidades dos alunos em adquirir novos conhecimentos, de modo a solucionar
situações ou problemas propostos ou levantados durante as atividades.
A motivação é um aspeto fundamental no processo ensino-aprendizagem,
pois só mantendo os alunos motivados na execução das atividades propostas haverá
condições para que estes participem de forma ativa neste processo, fazendo uma
rotura com uma postura passiva nas aulas, que impossibilita a aquisição de
aprendizagens, tornando-se um transtorno a frequência das mesmas.
Assim devemos conferir às tarefas propostas, um carácter mais envolvente e
desafiante, que permita aumentar a concentração e motivação dos alunos na
resolução das mesmas, através da criação de atividades onde a interação e a
30
motivação sejam intrínsecas, proporcionando espaços ávidos ao desenvolvimento de
competências essenciais.
É urgente tentar contrariar o modelo que ainda hoje, em muitas aulas, se
centram no professor e na sua ação maioritariamente expositiva, em detrimento da
participação do aluno nas atividades das aulas ou na promoção de atividades em
contexto de sala de aula que possibilitem ao mesmo uma experiência de
comprometimento total com as atividades, tornando assim partido do seu máximo
potencial.
31
para lidar com turmas heterogéneas. Segundo Rahde (2005), “Em sala de aula, os
alunos conjuntamente envolvidos em decifrar o sentido de uma tarefa, terão a
oportunidade de falar sobre ela e produzir uma compreensão negociada (...), de
maneira apropriada e coerente, em um diálogo de construção de conhecimento.” (p.
21). Cabe ao professor sensibilizar os alunos para a importância de desenvolver a
capacidade de ouvir outros pontos de vista, apresentar ideias e respeitar os colegas.
É de salientar que, a formação de grupos, além de influenciar positivamente o
nível de apropriação dos conhecimentos, tem também impacto nas formas de atuação e
reação, bem como na socialização, favorecendo as relações interpessoais, o
desenvolvimento da autoestima positiva, a responsabilidade individual, quer num
trabalho cooperativo quer em trabalho de colaboração, promove a liderança e potencia
a autonomia.
As dinâmicas de grupos dependem de alguns fatores como, o tamanho, a
idade, o sexo, entre outras. Com este nível de heterogeneidade, surge a necessidade de
organizar os grupos para que todos tirem o melhor proveito desta relação,
possibilitando um nível de competição saudável entre os mesmos. Estes e outros
fatores devem ser tidos em conta na formação de grupos de trabalho, sempre com a
preocupação final de cumprir os objetivos da tarefa proposta, como forte complemento
de uma aula expositiva.
O grupo deve ter uma dimensão que permita a todos serem ouvidos e
participarem nas decisões de forma coesa. A liderança do professor é importante para
a estruturação dos trabalhos a desempenhar pelo grupo, contudo a adoção do estilo
democrático é aquele que poderá beneficiar mais a construção de opinião, a boa
relação entre os indivíduos que fazem parte do grupo e com o professor, afastando
situações de stress.
Existem diferentes posturas de integração num grupo, de salientar, aquele que
se encarrega do cumprimento dos objetivos, o que medeia a relação dos intervenientes,
e aquele que tem objetivos de autopromoção que pouco acrescentam ao sucesso do
grupo.
Existem algumas técnicas que o professor pode usar para desenvolver
conhecimentos através de formação de grupos, falamos de:
• tutoria quando num grupo de três elementos um deles é nomeado para
auxiliar os restantes requerendo uma habilidade superior dos assuntos
a tratar;
32
• grupo tarefa, como o nome sugere está motivado focar o seu
desempenho numa tarefa específica tendo em conta as condições da
mesma;
• role playing, que promove a empatia com o outro, com a troca de
papéis que permite perceber o outro lado
• painel de debates, fomenta a discussão de um tema mediante um
moderador, e posterior apresentação das conclusões;
• grupos de pesquisa, implica um questionamento prévio e um processo
de aprendizagem por descoberta.
A competição está presente em vários momentos da nossa vida e ela pode
incrementar a motivação que temos para alcançar as nossas metas e ter uma maior
consciência das nossas qualidades em comparação com os resultados daqueles que
concorrem connosco. Por outro lado pode ser visto como algo negativo, uma vez que
tem como objetivo final, “ser melhor do que”, “o prémio”, o que implica o sucesso de
um em detrimento do fracasso dos restantes.
A competição em grupo é mais consensual, uma vez que fomenta a cooperação
para chegar a um objetivo coletivo, assim como a auto competição que canaliza o
esforço do indivíduo para se superar a si mesmo.
Como Meijer (2005) indica: “Todos os alunos beneficiam com a aprendizagem
cooperativa: o aluno que explica ao outro retém melhor e por mais tempo a
informação, e as necessidades do aluno que está a aprender são melhor respondidas
por um par cujo nível de compreensão está ligeiramente acima do seu próprio nível”
(p. 18).
A aprendizagem cooperativa deve ser um dos motivadores para a formação de
grupos heterogéneos em sala de aula, ela eleva o autoconceito daqueles que se veem
como menos competentes, permitindo-lhes chegar a melhores resultados, e os alunos
mais dotados têm a possibilidade de esgotar o seu potencial.
As tarefas desenvolvidas nesta unidade didática procuram, essencialmente,
desenvolver o conhecimento, criar uma estrutura cognitiva que permita aos alunos
compreender a informação específica de Geometria Descritiva. Só com uma base
sólida de conhecimentos nesta área, poderão aprofundar os conhecimentos, de forma
sustentada e significativa. É por isso fundamental que os grupos não tenham muitos
elementos, mantendo apenas dois alunos por grupo, de modo a facilitar a
concentração dos alunos na discussão de problemas, aumentar o tempo disponível
33
para cada elemento colocar questões, propor ideias de resolução e focar na
permanente interajuda.
O recurso à dupla é muito proveitoso quando se junta, em alternância, alunos
com menor habilidade a outros que por terem melhor desempenho servem de tutores,
numa relação mais fácil que a aquela que poderia ter com o professor por se
considerarem “iguais”.
Considerando que: “A formação de grupos heterogéneos e a abordagem
diferenciada são necessárias e eficazes na gestão da diversidade na sala de aula”
(MEIJER, 2005, p. 20) e “que os grupos heterogéneos são ainda um pré-requisito
para a aprendizagem cooperativa” (MEIJER, 2005, p. 21), para a tarefa apresentada
na primeira aula desta unidade didática, os grupos de trabalho serão constituídos por
díades heterogéneas.
As duplas de trabalho devem ser constituídas, sempre que possível, por um
aluno com mais facilidade de apropriação de conhecimentos na área da Geometria
Descritiva e por um aluno que tenha maior dificuldade de apropriação de
conhecimentos na mesma área, com o objetivo de equilibrar a turma, criando um
patamar comum do conhecimento da disciplina, especialmente na fase inicial.
Preferencialmente, as díades devem ser constituídas por um aluno mais calmo e outro
mais irrequieto, favorecendo, deste modo, a constante atenção dos diversos
elementos da turma.
Existe contudo momentos específicos em que uso de grupos não deve ser
utilizado, como por exemplo em situações que requerem aprendizagem individual,
contudo, sempre que se recorra a este formato deve ser tido em conta o seu forte papel
de socialização entre alunos, devendo, sempre que possível, alternar a formação dos
grupos para ampliar esta partilha, usar o feedback entre professor e alunos, e mesmo
entre alunos, e conferir-lhes cada vez maior autonomia nas tarefas.
O bom funcionamento de um grupo não é, portanto, muito diferente do
trabalho que o professor tem para alcançar o bom funcionamento da sala de aula.
O objetivo da dupla não deve ser o de substituir o professor e ocupar tempo de
aula, mas deve sim, ampliar a metacognição e a capacidade de comunicar as suas
ideias e conciliá-las com o outro.
34
CAPÍTULO 3
A Sombra tem origem num local onde a luz se propaga de forma deficiente,
está associada, de um ponto de vista meramente físico, ao contorno de um objeto
opaco que a produz, quando exposto a uma fonte de luz colocada a uma distância
finita, de que é exemplo um candeeiro, ou uma distância infinita como será o caso do
sol.
A luz comporta-se de forma imprevisível no contacto com diferentes
superfícies, sejam estas opacas, transparentes como é o caso da água, ou ao passar
através de buracos. Podemos considerar estranha a forma como reage a estas
diferentes situações, a sua trajetória é mais complexa do que a de uma bola atirada ao
chão que podemos prever que irá saltar em determinada direção, segundo o seu
ângulo de lançamento, mas podemos considerar que de um ponto de vista simples, a
luz percorre o caminho mais rápido, em linha reta, sempre que o meio que atravessa
assim o permite.
A capacidade de observação do mundo visível é possível mediante a
sensibilidade que as células da retina desenvolveram para reagir a determinados
comprimentos de onda da radiação luminosa, responsável pela aparência do mundo
em redor e pela leitura que fazemos dele.
A quantidade de luz é determinante para a capacidade que temos para
observar o mundo ao redor, uma superfície exposta a uma radiação inferior será
menos refletora, logo menos sensível à nossa retina. Estas diferentes intensidades na
receção da luz originam zonas de sombra nos objetos e nas superfícies em que esses
objetos se projetam.
No século XVI, Leonardo da Vinci sistematiza o comportamento da luz,
tendo em conta estas variações de intensidade motivadas pelo contacto com o rosto
humano, modelo que lhe permite a observância de diferentes situações de sombra,
através da obstrução de uma fonte finita de luz densa e muito próxima. Este estudo
permite identificar os dois tipos de sombra de maior relevância para o nosso trabalho,
a sombra projetada que consideramos ser aquela que se forma sempre que um sólido
se interpõe entre a fonte de luz e a superfície de projeção, e a sombra própria que se
35
assim se denomina por ser a sombra que o objeto apresenta na sua própria superfície
que fica fora do alcance da fonte luminosa.
A sombra é um dos elementos visuais de maior relevância para a nossa
capacidade de visualizar o mundo tridimensional, pois a luz a que a nossa retina é
sensível não é por si só suficiente para uma construção visual, a descontinuidade do
seu fluxo materializada como sombra revela-se determinante para a rutura com uma
visão de base bidimensional.
Ao longo de séculos, muitos foram aqueles que se deixaram deslumbrar por
este fenómeno que concorre de forma tão determinante para a nossa perceção do
mundo, psicólogos, físicos, pintores, filósofos, enamoraram-se pelo seu carácter
físico, simbólico, ilusório, metafísico numa polissemia de sentidos que transcende o
simples conceito de privação de luz.
Surge no fulgor do iluminismo, a teoria de John Locke sobre a nossa
capacidade de percecionar um mundo tridimensional a partir de uma base
bidimensional, no seu ensaio acerca do entendimento humano (Locke, 1690).
Partindo de um ponto de vista empirista, estuda a nossa capacidade de entender que
uma esfera não é para nós apenas um círculo mas antes um objeto que aprendemos
através da experiência repetida a ver como um volume mediante a nossa
aprendizagem sobre aquilo que entendemos como sombra desse mesmo círculo,
associado ao tato que nos confirma o volume da esfera. Uma visão particular que
ilustra o tempo em que foi formulada, uma perspetiva pictórica tridimensional do
mundo.
A sombra é o elemento que está na génese da representação artística que,
numa fase inicial, desde o momento em que foi circunscrita pela primeira vez por
uma linha, ela é tomada como um duplo daquilo que está ausente, uma representação
simbólica de algo que não está presente, uma substituição.
O episódio narrado por Plínio o Velho, na sua enciclopédia (Natural History,
XXXV, 15), alude à sombra como peça fundamental na origem do desenho, narrando
o mito sobre a filha do Oleiro Butades, que ao ver o seu amor partir para a guerra na
esperança de o manter de alguma forma perto de si, desenha o contorno do jovem na
parede, através da luz que projetava a sua sombra.
Esta vontade de querer contrariar uma ausência, o gesto de contornar o objeto
da sua ternura na criação de um duplo que acalente a sua dor, conta a história do
início da representação artística, em que a sombra surge como duplo do corpo, uma
36
substituição do real. Nesta fase a sombra comtempla apenas a bidimensionalidade da
representação artística, ela vale como um duplo da natureza.
A sombra no episódio narrado tem a função de representação de uma
ausência, é uma recordação, um prolongamento do bem-amado, um vestígio que
numa hipotética relação constante com a sombra verdadeira tem a capacidade de
prolongar o sentimento de proximidade com um contacto perdido.
A sombra ganha um cunho de culto da alma, um prolongamento de uma
relação perdida, numa clara tentativa de extensão da vida após a morte, culto que foi
perpetuado pela arte egípcia, numa representação artística que tal como os gregos se
resume a perfis projetados, contornos de sombra, desprovidos de volume, geradores
de uma imagem sem carácter expressivo.
A origem da representação artística não é portanto fruto da observação direta
do mundo real, mas sim uma projeção dele, uma representação de uma
representação, algo que nos tráz à ideia a Alegoria da Caverna de Platão.
Platão, no livro VI de “A República” (PLATÃO, VII), discute sobre a teoria
do conhecimento, numa violenta advertência aos homens, para que se afastem do
conhecimento primitivo e ilusório, concebido pela contemplação das sombras, para
um conhecimento iluminado pelo Sol e pela Verdade. A sombra é aqui a metáfora
para a ignorância, reveste-se de simbolismo.
Só mais tarde a arte se apodera da sombra como meio de criação de
volumetria, abandonando o carácter primitivo e bidimensional, resgatando-a do
domínio simbólico das trevas e do oculto.
A arte do renascimento, na sua tentativa de aproximação à realidade, cria
novos recursos de representação, dos quais nos importa salientar o efeito de
luz/sombra e sua gradação, que permitiu o abandono progressivo da linha de
contorno, e a obtenção de um efeito ilusório de volume.
A sombra adquire um papel fundamental na escultura, arquitetura e pintura,
que marca o interesse pela sugestão de relevo e o desenvolvimento da perspetiva, ela
constitui o elemento revelador da forma dos objetos tridimensionais, através do jogo
de luz e sombra que permite maior autenticidade e facilita a compreensão da
volumetria dos corpos representados.
37
Figura 25. Ticiano. Virgem com Pessoas da Família Pesaro (Igreja de Frari, Veneza).
Fonte: JANSON, H. W., História da Arte, 2013.
39
a integração no curriculum nacional dos cursos da área artística, comprovando o
carácter indispensável destes conteúdos para a conceção artística, e no caso
especifico da turma F, a representação e projeção de ambientes cenográficos
inerentes à produção do espetáculo.
40
CAPÍTULO 4
INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
• Ponto
• Segmento de Reta
• Reta
• Figuras Planas I
• Plano
• Interseções
• Métodos Geométricos Auxiliares I
• Sólidos I
• Paralelismo
• Perpendicularidade
• Métodos Geométricos Auxiliares II
• Problemas Métricos
• Representação de Figuras Planas III
• Representação de Sólidos III
41
4.2. Recursos materiais
42
Lista de materiais auxiliares
• Compasso;
• Quadro branco e marcadores (azul,
vermelho, verde e preto);
• Vareta;
• Figuras planas com aplicação íman;
• Sólidos geométricos (Figura 29);
• Plano em acrílico;
• Generalidades
• Noção de sombra própria, espacial, projetada (real e virtual);
• Direção luminosa convencional;
• Sombra projetada de pontos, segmentos de reta e reta nos planos de
projeção;
• Sombra própria e sombra projetada de figuras planas (situadas em
qualquer plano) sobre os planos de projeção;
43
• Sombra própria e sombra projetada de pirâmides e de prismas, com
base(s) horizontal(ais), frontal(ais) ou de perfil, nos planos de
projeção;
• Sombra própria e sombra projetada de cones e de cilindros, com
base(s) horizontal(ais), frontal(ais) ou de perfil, nos planos de
projeção;
Sumário: Início do estudo das sombras: abordagem geral sobre a Teoria das
Sombras e sua observância em contexto real. Explicitação do conceito de fonte
luminosa, e noção de sombra projetada, sombra própria e sombra espacial (real e
virtual).
Ficha formativa 30 mn
Competências específicas:
• Percecionar e visualizar no espaço o conceito de sombra;
• Reconhecer a sombra própria, projetada e espacial;
• Representar formas reais ou imaginadas
Recursos:
Discentes:
Máquina Fotográfica Digital,
44
Docente:
Computador, projetor, tela branca;
Apresentação PowerPoint;
Foco luminoso (candeeiro);
Objetos variados;
45
situações contempladas na apresentação PowerPoint. Durante esta atividade
podemos observar uma atitude proativa na procura de imagens que não sejam apenas
a ilustração de uma situação de sombra, verifica-se uma preocupação plástica com as
fotografias a serem apresentadas, havendo uma transposição entre algo que
assimilam apenas como científico e rigoroso para o plano do interesse estético,
fazendo surgir uma motivação e compromisso acrescido no cumprimento da
atividade que se realizou com sucesso.
De regresso à sala, a professora e os alunos procedem ao visionamento das
imagens recolhidas (Figura 30), acompanhadas de descrições por parte de cada dupla
que demostra invariavelmente uma atitude ostensiva considerada positiva, por criar
uma dinâmica de disputa saudável que veicula a comunicação entre todos. A
observância e identificação da fonte luminosa, sombra projetada, sombra própria e
sombra espacial nas imagens recolhidas foram de maneira geral realizadas de forma
eficiente, permitindo afirmar que o exercício se revelou bastante profícuo.
46
Figura 30. Seleção de fotografias recolhidas pelos alunos.
Fonte: Própria, 2013.
47
AULA 2 - 90MN - PLANEAMENTO DA AULA
Situações luminosas 10 mn
Ficha formativa 30 mn
Competências específicas:
• Percecionar e visualizar no espaço o conceito de sombra;
• Dominar e aplicar conceitos relativos a sombras de pontos, segmentos
de reta e retas.
• Representar formas reais ou imaginadas
Recursos:
Discentes:
Folhas brancas A4;
Esquadro geométrico;
Lapiseira 0.5mm, 0.35mm;
Borracha tipo caneta;
Docente:
Computador, projetor, tela branca;
Apresentação PowerPoint;
Quadro branco e marcadores (azul, vermelho, verde e preto);
Foco luminoso (candeeiro);
Vareta;
48
Maquete 3D, com a representação do 1.º diedro;
Régua, esquadro compasso e transferidor.
49
Figura 31. Proposta de um aluno para o exercício. 2.1.. Figura 32. Proposta de um aluno para o exercício 2.2..
Fonte: Própria, 2013. Fonte: Própria, 2013.
Figura 33. Proposta de um aluno para o exercício 2.3.. Figura 34. Proposta de um aluno para o exercício 2.4..
Fonte: Própria, 2013. Fonte: Própria, 2013.
50
teórico-prática no decorrer das aulas, onde podem facilmente obter feedback sobre o
seu desempenho, beneficiar do diálogo entre a turma e usufruir das estratégias
aplicadas. Para o final da aula reserva-se um momento de reflexão sobre os
resultados obtidos, realizando-se a redação participada do sumário entre alunos e
professora, e faz-se uma breve antevisão sobre os conteúdos previstos para a próxima
aula.
Ficha formativa 30 mn
Competências específicas:
• Percecionar e visualizar no espaço o conceito de sombra;
• Dominar e aplicar conceitos relativos a sombras figuras planas;
• Representar formas reais ou imaginadas
• Determinar a sombra de figuras planas nos planos de projeção.
Recursos:
Discentes:
Folhas brancas A4;
Esquadro geométrico;
Lapiseira 0.5mm, 0.35mm;
51
Borracha tipo caneta;
Docente:
Computador, projetor, tela branca;
Apresentação PowerPoint;
Quadro branco e marcadores (azul, vermelho, verde e preto);
Foco luminoso (candeeiro);
Figuras planas com aplicação íman;
Plano em acrílico;
Maquete 3D, com a representação do 1.º diedro;
Régua, esquadro compasso e transferidor.
52
Figura 35. Simulação de sombra de um Quadrado.
Fonte: Própria, 2013.
Figura 36. Proposta de um aluno para o exercício 3.1.. Figura 37. Proposta de um aluno para o exercício 3.2..
Fonte: Própria, 2013. Fonte: Própria, 2013.
53
Figura 38. Proposta de um aluno para o exercício 3.3.. Figura 39. Proposta de um aluno para o exercício 3.4..
Fonte: Própria, 2013. Fonte: Própria, 2013.
54
Quadro 8. Plano da Aula 4.
Fonte: Própria, 2013.
Ficha formativa 30 mn
Competências específicas:
• Percecionar e visualizar no espaço o conceito de sombra;
• Dominar e aplicar conceitos relativos a sombras de pirâmides;
• Representar formas reais ou imaginadas
• Determinar a sombra de pirâmides nos planos de projeção.
Recursos:
Discentes:
Folhas brancas A4;
Esquadro geométrico;
Lapiseira 0.5mm, 0.35mm;
Borracha tipo caneta;
Docente:
Computador, projetor, tela branca;
Apresentação PowerPoint;
Quadro branco e marcadores (azul, vermelho, verde e preto);
Foco luminoso (candeeiro);
Sólidos geométricos;
Plano em acrílico;
Maquete 3D, com a representação do 1.º diedro;
Régua, esquadro compasso e transferidor.
55
Tarefas / Práticas pedagógicas:
A aula inicia-se com uma breve revisão sobre sólidos e a sua construção,
seguindo-
-se a explicitação dos conteúdos a desenvolver através da projeção de uma
apresentação PowerPoint sobre sombra própria e sombra projetada de pirâmides
retas e oblíquas, com base(s) horizontal(ais), frontal(ais) ou de perfil, nos planos de
projeção (ver Apêndice A4).
A professora distribui pelos alunos a ficha formativa relativa à tarefa 5 (ver
Apêndice B4), que pretende aplicar e sedimentar competências refentes aos
conteúdos apresentados.
Através da maquete 3D (Figura 27), de um foco de luz e utilizando a pirâmide
disponível, procede-se com a ajuda de um aluno e de forma organizada, à simulação
da situação de sombra de pirâmides assentes em planos frontais ou horizontais
(Figura 40) requeridas na tarefa 5, facilitando a visão espacial e o entendimento
sobre a sua representação em dupla projeção ortogonal.
56
assim a sua autonomia e conhecimentos adquiridos. Após este período de desafio
individual, a professora inicia a resolução passo-a-passo do exercício no quadro
branco, com a participação voluntária dos alunos, a fim de clarificar e organizar o
pensamento sequencial a que obriga este tipo de exercício.
Figura 41. Proposta de um aluno para o exercício 4.1.. Figura 42. Proposta de um aluno para o exercício 4.2..
Fonte: Própria, 2013. Fonte: Própria, 2013.
57
AULA 5 - 90MN - PLANEAMENTO DA AULA
Ficha formativa 30 mn
Competências específicas:
• Percecionar e visualizar no espaço o conceito de sombra;
• Dominar e aplicar conceitos relativos a sombras de prismas;
• Representar formas reais ou imaginadas
• Determinar a sombra de prismas nos planos de projeção.
Recursos:
Discentes:
Folhas brancas A4;
Esquadro geométrico;
Lapiseira 0.5mm, 0.35mm;
Borracha tipo caneta;
Docente:
Computador, projetor, tela branca;
Apresentação PowerPoint;
58
Quadro branco e marcadores (azul, vermelho, verde e preto);
Foco luminoso (candeeiro);
Sólidos geométricos;
Plano em acrílico;
Maquete 3D, com a representação do 1.º diedro;
Régua, esquadro compasso e transferidor.
59
Após a exemplificação tridimensional, os alunos estão agora em condições de
iniciarem a tarefa que consiste no desenho rigoroso do modelo tridimensional,
através da dupla projeção ortogonal, dando tempo aos alunos para iniciarem o
trabalho individual, testando assim a sua autonomia e conhecimentos adquiridos.
Registam-se diferentes ritmos, mas os alunos são muito cooperantes entre si, facto
permitido pela descontração e bom ambiente que se vive em sala de aula, não
descurando contudo a ordem necessária ao bom funcionamento da mesma.
Após este período de desafio individual, a professora inicia a resolução passo-
a-
-passo do exercício no quadro branco, com a participação voluntária dos alunos, a
fim de clarificar e organizar o pensamento sequencial a que obriga este tipo de
exercício.
Figura 44. Proposta de um aluno para o exercício 5.1.. Figura 45. Proposta de um aluno para o exercício 5.2..
Fonte: Própria, 2013. Fonte: Própria, 2013.
60
AULA 6 - 90MN - PLANEAMENTO DA AULA
Ficha formativa 30 mn
Competências específicas:
• Percecionar e visualizar no espaço o conceito de sombra;
• Dominar e aplicar conceitos relativos a sombras de cones;
• Representar formas reais ou imaginadas
• Determinar a sombra de cones nos planos de projeção.
Recursos:
Discentes:
Folhas brancas A4;
Esquadro geométrico;
Lapiseira 0.5mm, 0.35mm;
Borracha tipo caneta;
Docente:
Computador, projetor, tela branca;
Apresentação PowerPoint;
Quadro branco e marcadores (azul, vermelho, verde e preto);
Foco luminoso (candeeiro);
61
Sólidos geométricos;
Plano em acrílico;
Maquete 3D, com a representação do 1.º diedro;
Régua, esquadro compasso e transferidor.
62
facilitando a visão espacial e o entendimento sobre a sua representação em dupla
projeção ortogonal.
Após a exemplificação tridimensional, os alunos iniciam a tarefa que consiste
no desenho rigoroso do modelo tridimensional, através da dupla projeção ortogonal.
É dado tempo aos alunos para iniciarem o trabalho individualmente, testando a sua
autonomia e conhecimentos adquiridos. Após este período de desafio individual, os
alunos verificam que existem semelhanças na resolução da tarefa sobre sombra de
pirâmides e sombra de cones com bases em planos frontais e planos horizontais,
facto que se verifica determinante na resolução a bom ritmo da tarefa proposta.
A partir deste feedback positivo sobre a aquisição dos conteúdos abordados, a
professora inicia a resolução passo-a-passo do exercício no quadro branco, com a
participação voluntária dos alunos, a fim de clarificar e organizar o pensamento
sequencial a que obriga este tipo de exercício.
Figura 47. Proposta de um aluno para o exercício 6.1.. Figura 48. Proposta de um aluno para o exercício 6.2..
Fonte: Própria, 2013. Fonte: Própria, 2013.
63
AULA 7 - 90MN - PLANEAMENTO DA AULA
Ficha formativa 30 mn
Competências específicas:
• Percecionar e visualizar no espaço o conceito de sombra;
• Dominar e aplicar conceitos relativos a sombras de cilindros;
• Representar formas reais ou imaginadas
• Determinar a sombra de cilindros nos planos de projeção.
Recursos:
Discentes:
Folhas brancas A4;
Esquadro geométrico;
Lapiseira 0.5mm, 0.35mm;
Borracha tipo caneta;
Docente:
Computador, projetor, tela branca;
Apresentação PowerPoint;
Quadro branco e marcadores (azul, vermelho, verde e preto);
Foco luminoso (candeeiro);
64
Sólidos geométricos;
Plano em acrílico;
Maquete 3D, com a representação do 1.º diedro;
Régua, esquadro compasso e transferidor.
65
Figura 49. Simulação de sombra de um Cilindro.
Fonte: Própria, 2013.
66
Figura 50. Proposta de um aluno para o exercício 7.1.. Figura 51. Proposta de um aluno para o exercício 7.2..
Fonte: Própria, 2013. Fonte: Própria, 2013.
67
68
CAPÍTULO 5
MÉTODO DE AVALIAÇÃO
Média Pontuação
1.º Exercício
28 40 pontos
(sombra de figura plana)
2.º Exercício
29 60 pontos
(sombra de uma pirâmide)
3.º Exercício
46 70 pontos
(sombra de um cone)
70
A tabela (ver Quadro 12) mostra a média de avaliação dos alunos em cada
exercício executado, distribuído por dois testes.
Este quadro foi elaborado com base na média da turma. Cada exercício foi
avaliado segundo os critérios da professora cooperante em colaboração com a
mestranda (ver Apêndice D).
Ao observar o quadro 12, verifica-se que os alunos obtiveram melhores
resultados no exercício de sombra de uma figura em detrimento dos restantes
exercícios, sombra de uma pirâmide e sombra de um cone, que apresentam um nível
de dificuldade mais elevado, que resulta na obtenção de classificações mais baixas.
Depreende-se que os alunos adquiriram de uma maneira geral os conteúdos
lecionados na unidade, dominando e entendendo os processos inerentes à resolução
de exercícios práticos.
Observou-se uma diferença de ritmos entre alunos, muitas vezes motivada por
faltas de atenção mas também por dificuldades em apreender e acompanhar os
conceitos explicitados no quadro, que nem sempre conseguiam acompanhar ou ver
nas melhores condições, quebrando a fluidez da aula, mas apesar desses momentos
menos favoráveis verificou-se uma melhoria global nos resultados da turma.
Podemos ainda verificar que as classificações da turma no final do período, e
consequentemente no final do ano letivo, foram satisfatórias, notando-se uma
melhoria global dos resultados em relação aos períodos anteriores.
Ocorreram duas reprovações (ver Apêndice E), motivadas pela ausência de
entrega de trabalhos e falta de comparência às aulas, contudo compete-nos salientar o
bom trabalho desenvolvido pela maioria dos alunos, que se deveu ao esforço e
empenho crescente para alcançar os objetivos propostos, procurando feedback
sempre que necessário no sentido de melhorarem a sua prestação, mantendo uma
postura participativa, notando-se uma constante preocupação com a manutenção ou
melhoria da média que os irá auxiliar na entrada para a o ensino superior.
71
72
CAPÍTULO 6
REFLEXÃO CONCLUSIVA
73
Foi tido como fundamental o desenvolvimento de atividades adaptadas à
esfera de interesses da turma, e às características de cada aluno, fatores considerados
importantes mas nem sempre passíveis de serem executados numa turma de
dimensão considerável onde por vezes as espectativas foram frustradas.
74
viam as suas dúvidas pontuais serem esclarecidas de um modo mais individualizado,
fator que ambas consideram elementar na procura de um ensino de excelência.
75
REFLEXÃO PESSOAL
76
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AAVV (s.d.). Site Oficial da Escola Secundária António Arroio [Consult. 2013-5].
Disponível em URL: [Link]
MEIJER, J. (2005). Educação inclusiva e práticas de sala de aula no 2.º e 3.º ciclo
do ensino básico. Relatório síntese. Bruxelas: Agência Europeia para o
Desenvolvimento da Educação Especial.
XAVIER, J. (Coord.), & REBELO, J., A. (2001), Geometria Descritiva A: 10.º e 11.º
ou 11.º e 12.ºAno,. [Consult. 2013-3]. Disponível em URL:
[Link]
ts/235/geometria_desc_A_10_11.pdf
77
BIBLIOGRAFIA NÃO REFERENCIADA
78
APÊNDICES
79
80
81
82
83
9
84
85
86
Apêndice A2. Apresentação realizada em Powerpoint da aula 2, intitulada
Sombra projetada de pontos, segmentos de reta e retas.
87
88
89
90
91
92
Apêndice A3. Apresentação realizada em Powerpoint da aula 3, intitulada
Sombra de figuras planas.
93
94
95
96
Apêndice A4. Apresentação realizada em Powerpoint da aula 4, intitulada
Sombra de pirâmides.
97
Apêndice A5. Apresentação realizada em Powerpoint da aula 5, intitulada
Sombra de prismas.
98
Apêndice A6. Apresentação realizada em Powerpoint da aula 6, intitulada
Sombra de Cones.
99
Apêndice A7. Apresentação realizada em Powerpoint da aula 7, intitulada Sombra de
Cilindros.
100
Apêndice B1. Ficha formativa | tarefa 1
SOMBRAS
Bom trabalho!
FIM
101
COTAÇÕES
1. 10 valores
2. 10 valores
Oralidade 1,0
Aplicação de conhecimentos 6,0
Assertividade dos conteúdos apresentados 2,0
Cooperação com o colega 1,0
Total 20 valores
102
Apêndice B2. Ficha formativa | tarefa 2
Bom trabalho!
FIM
103
COTAÇÕES
1. 5 valores
2. 5 valores
3. 5 valores
4. 5 valores
Total 20 valores
104
Apêndice B3. Ficha formativa | tarefa 3
Bom trabalho!
FIM
105
COTAÇÕES
1. 5 valores
2. 5 valores
3. 5 valores
4. 5 valores
Total 20 valores
106
Apêndice B4. Ficha formativa | tarefa 4
Bom trabalho!
FIM
107
COTAÇÕES
1. 10 valores
2. 10 valores
Total 20 valores
108
Apêndice B5. Ficha formativa | tarefa 5
Bom trabalho!
FIM
109
COTAÇÕES
1. 10 valores
2. 10 valores
Total 20 valores
110
Apêndice B6. Ficha formativa | tarefa 6
SOMBRAS | CONES
Bom trabalho!
FIM
111
COTAÇÕES
1. 10 valores
2. 10 valores
Total 20 valores
112
Apêndice B7. Ficha formativa | tarefa 7
SOMBRAS | CILINDROS
Bom trabalho!
FIM
113
COTAÇÕES
1. 10 valores
2. 10 valores
Total 20 valores
114
Apêndice C1. TPC | aula 3
TPC | Aula 3
Leia atentamente o enunciado
SOMBRAS | FIGURAS PLANAS
2. Represente o quadrado [ABCD], situado no 1º diedro e contido num plano vertical delta, de
acordo com os dados abaixo apresentados.
Utilizando a direção luminosa convencional, determine a sombra real produzida pelo
quadrado [ABCD] nos planos de projeção.
- o vértice A tem abcissa nula, 4 de afastamento e 2 de cota;
- o plano delta faz um diedro de 45º (de abertura para a direita, no 1º diedro) com o
plano frontal de projeção;
- o vértice B pertence ao plano frontal de projeção e tem 4 de cota.
3. Represente o triângulo equilátero [ABC], situado no 1º diedro e contido num plano de topo
beta, de acordo com os dados abaixo apresentados.
Utilizando a direção luminosa convencional, determine a sombra real projetada pelo
triângulo [ABC] nos planos de projeção.
- o centro do triângulo é o ponto 0,que tem 3 de abcissa e 4 de afastamento e
pertence ao bissetor dos diedros ímpares;
- o vértice A tem 0 de abcissa e 6 de cota e pertence ao traço frontal do plano beta.
Exame de 2003 1ª Fase 2ª Chamada (Código 408)
4. Após a realização de cada exercício, redige uma memória descritiva da sua resolução passo-
a-passo.
Bom trabalho!
115
Apêndice C2. TPC | aula 4
TPC | Aula 4
Leia atentamente o enunciado
SOMBRAS | PIRÂMIDES
5. Represente uma pirâmide triangular regular, de vértice V, situada no 1º diedro e com a base
[ABC] paralela ao plano horizontal de projeção, de acordo com os dados abaixo
apresentados.
Utilizando a direção luminosa convencional, determine a sombra própria da pirâmide e a
sua sombra real projetada nos planos de projeção.
- o vértice A tem -3,5 de abcissa, 1 de afastamento e 7 de cota;
- o vértice V pertence ao plano horizontal de projeção, tem abcissa nula e 4 de
afastamento.
Exame de 2002 2ª Fase (DGD-A)
7. Represente uma pirâmide pentagonal oblíqua de base horizontal, situada no 1.º diedro, de
acordo com os dados abaixo apresentados. Utilizando a direção luminosa convencional,
determine a sombra própria da pirâmide e a sua sombra real projetada nos planos de
projeção.
Dados:
- a base da pirâmide é um pentágono regular, cujo centro é o ponto O (2,5; 6; 7);
- o ponto A, com 2,5 de abcissa e 2,5 de afastamento, é um dos vértices da base;
- o vértice da pirâmide é o ponto V (0; 2,5; 0).
Exame de 2007 2ª Fase (GD-A)
8. Após a realização de cada exercício, redige uma memória descritiva da sua resolução passo-
a-passo.
Bom trabalho!
116
Apêndice C3. TPC | aula 5
TPC | Aula 5
Leia atentamente o enunciado
SOMBRAS | PRISMAS
1. Represente um prisma triangular regular, situado no 1º diedro e com uma das bases, [ABC],
assente no plano horizontal de projeção, de acordo com os dados abaixo apresentados.
Utilizando a direção luminosa convencional, determine a sombra própria do prisma e a sua
sombra real nos planos de projeção.
- o vértice A tem abcissa nula e 2 de afastamento;
- o vértice B tem 5,5 de abcissa e 3 de afastamento;
- a altura do prisma é 6 cm.
Exame de 2002 1ª Fase 2ª Chamada (DGD-A)
4. Após a realização de cada exercício, redige uma memória descritiva da sua resolução passo-
a-passo.
Bom trabalho!
117
Apêndice C4. TPC | aula 6
TPC | Aula 6
Leia atentamente o enunciado
SOMBRAS | CONES
2. Represente um cone oblíquo de base circular, situado no 1º diedro, de acordo com os dados
abaixo apresentados.
Utilizando a direção luminosa convencional, determine a sombra própria do cone e a sua
sombra real projetada nos planos de projeção;
- a base é horizontal, tem centro no ponto O (0; 5; 6) e tem 4cm de raio;
- o vértice V do cone tem 2 de abcissa, 5 de afastamento e 1 de cota.
3. Represente, pelas suas projeções, um cone de revolução, de acordo com os dados abaixo
apresentados.
Determine a sombra própria do cone e a sua sombra real nos planos de projeção, utilizando
a direção luminosa convencional.
Dados:
- a base está contida no plano frontal φ e tem 4 cm de raio;
- o centro da base é o ponto O, que pertence ao plano bissetor dos diedros ímpares
(β1,3) e tem 2 de abcissa e 8 de afastamento;
- o vértice é o ponto V, com 1 cm de afastamento.
4. Após a realização de cada exercício, redige uma memória descritiva da sua resolução passo-
a-passo.
Bom trabalho!
118
Apêndice D. Tabela de critérios de avaliação de competências
119
realiza recorre casa. frequência de forma exercícios e
à cópia; desejada, correta; cooperação
embora nem com o
sempre de ambiente de
forma correta. aula;
Não domina as Demonstra Domina as Utiliza Em grupo
normalizações, alguns erros normalizações corretamente as assume-se
e demonstra na aplicação e demonstra normalizações como
total de preocupação e elemento
despreocupaçã normalizações com rigor das nomenclaturas facilitador no
o sobre a e alguma falta representaçõ[Link], apoio à
expressividade de rigor com um bom aprendizagem
e rigor das suas nível de dos colegas
representações. representação com maiores
expressiva e dificuldades;
rigorosa;
Não evolui na Demonstra Demonstra Revela
aprendizagem. uma precária alguma facilidade nas
evolução nas evolução na aprendizagens
aprendizagens aprendizagem e e
, não aquisição de competências,
atingindo os novas sabendo
objetivos; competências, articula-las na
atingindo os resolução de
objetivos. novos
problemas;
120
Apêndice E. Tabela de critérios de avaliação de competências
PROPOSTAS DE CLASSIFICAÇÕES
ANO-12º |TURMA-F
1 Ana Moura 15 18 18
2 Ana Abreu 13 17 17
3 Ana Oliveira 7 6 5
4 André Pereira 11 11 13
5 Beatriz Nunes 7 6 10
6 Beatriz Prisca 11 17 17
7 Carina Franco 8 7 9
8 Carolina Parreira 10 8 12
9 Catarina Gaspar 17 18 18
10 Catarina Branquinho 10 9 10
11 Catarina Figueiredo 7 8 10
12 Catarina Afonso 11 11 12
13 Constança Morão 9 7 6
14 Diana Gaspar 17 19 20
15 Diana Duarte 8 9 8
16 Dorian Lourenço 5 6 8
17 Fernando Leonardo 6 10 8
18 Francisco Malaquias 7 13 12
19 Inês Poeira 10 8 12
21 Inês Sanches 10 8 8
22 Margarida Gordon 16 19 19
23 Maria João Silva 8 9 10
24 Marta Costa 7 8 10
25 Marta Ribeiro 8 12 13
26 Patrícia Lopes 17 18 19
27 Ricardo Silva 10 6 8
28 Selma Nunes 9 13 12
121
122
Apêndice F. Relatório da professora cooperante
Este documento tem por objetivo apresentar uma síntese sobre o percurso da
docente Ana Rita Frade Santos, no âmbito do protocolo realizado entre o Instituto de
Educação da Universidade de Lisboa e a Escola Artística António Arroio, integrado
na sua formação como mestranda.
123
Articulou eficazmente estratégias, conteúdos, objetivos e avaliação, tendo em
conta o nível etário dos alunos, seus interesses e dificuldades e mostrou ter
qualidades humanas para se tornar uma muito boa profissional.
124