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Relatório - Programção e Engenharia

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ESCOLA ESTADUAL SANDOVAL SOARES DE AZEVEDO

André Victor Oliveira Venceslau Gomes


João Lucas Oliveira Venceslau Gomes
Lucas Souza Fernandes
Matheus Gabriel Silva Machado
Nikolly dos Santos Botelho Lopes
Vitor Daniel Santos Franco

Técnico : Marcelo Eduardo Conrado

TECNOLOGIA E ENGENHARIA

IBIRITÉ - MG
2025
André Victor, João Lucas, Lucas Souza, Matheus Gabriel, Nikolly e Vitor Daniel

TECNOLOGIA E ENGENHARIA

Trabalho apresentado ao
Torneio Brasil de
Robótica como parte do
eixo Tecnologia e
engenharia.

Mentor : Marcelo Henrique Padilha


Técnico : Marcelo Eduardo Conrado

IBIRITÉ - MG

1
2025

SUMÁRIO

1.Introdução……………………………………………………………………………………………3
2.Desenvolvimento……….……………………………………………………………………….……3
2.1.Projeto do robô……………………………………………………………......…………………….3
2.2.Programação………………………………………………………………………………….……..4
2.3.Teses Técnicas……………………………………………………………….………….….……….6
2.4.Plataforma de desenvolvimento e ferramentas……………….………….…………………………6
2.5.Programação-2……………………………………………………………………………………...6
2.6.Metodología de testes e escopo experimental………………………………………………………8
2.7.Desafios técnicos identificados e soluções implementadas…………………………………..…….9
2.8.Análise de desempenho e observação correntes…………………………………………………..11
3.Conclusão e perspectivas futuras………………………….………………………………………11
4.Referências……...…………………………………………………………………………………..13

2
1.INTRODUÇÃO

O Torneio Brasil de Robótica (TBR) é uma competição educacional que promove o


desenvolvimento de soluções tecnológicas criativas para problemas reais, por meio da
robótica. No eixo de Engenharia e Tecnologia, o foco está em projetar, programar e testar
robôs que cumpram uma missão alinhada a um dos Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável (ODS) da ONU.
A equipe Mecabotz, composta por André Victor, Vitor Daniel e Matheus Gabriel,
Lucas Souza,da Escola Estadual Sandoval Soares de Azevedo, em Ibirité, participa do torneio
com o objetivo de desenvolver um robô capaz de resolver desafios práticos relacionados à
ODS 15 – Vida Terrestre, que visa proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos
ecossistemas terrestres.
A proposta do projeto envolve a criação de um robô que possa atuar em ambientes
simulados que representem problemas como o descarte inadequado de resíduos em florestas
ou áreas naturais. A robótica, nesse contexto, surge como uma ferramenta estratégica para
simular ações sustentáveis, propor soluções tecnológicas e conscientizar sobre a importância
da preservação ambiental.
Nas primeiras reuniões da equipe, foram debatidas ideias sobre o formato do robô,
suas possíveis funções e os sensores que seriam necessários para executar as tarefas da
missão. Os integrantes iniciaram esboços da estrutura e definiram elementos técnicos como
sensores, motores e o sistema de controle, considerando sempre os critérios da competição e a
viabilidade técnica do projeto.
O objetivo principal desta etapa é estabelecer uma base técnica sólida para a
construção de um robô funcional, coerente com os desafios propostos pelo torneio e alinhado
ao compromisso com a sustentabilidade e a inovação tecnológica.

2. DESENVOLVIMENTO

2.1 Projeto do Robô

A gênese do protótipo robótico remonta aos desafios propostos no contexto do


Torneio Brasil de Robótica (TBR), notadamente as exigências da modalidade, que nortearam
a visão inicial de um autômato com capacidade para executar tarefas de manipulação de

3
objetos com dimensões consideráveis e para realizar navegação precisa em arenas
delimitadas. Consequentemente, o projeto foi articulado em torno de três subsistemas
fundamentais: locomoção, manipulação e percepção sensorial. Para a materialização física e
funcional do robô, foi feita a opção integral pela plataforma LEGO MINDSTORMS EV3. Tal
escolha se justifica pela sua reconhecida modularidade, robustez intrínseca, ampla
disponibilidade no ambiente Fab Lab da instituição de ensino e pela proficiência prévia da
equipe com seu ecossistema integrado de hardware e software. Os componentes primários
empregados no desenvolvimento abarcavam: a Unidade Central de Processamento (Bloco
Inteligente EV3), que atua como o núcleo computacional do robô, incumbido do
processamento dos algoritmos de controle e da interface com os dispositivos periféricos; dois
Servomotores Grandes EV3, dedicados ao sistema de locomoção, provendo o torque e a
precisão de movimento necessários; um Servomotor Médio EV3, alocado para a atuação do
mecanismo de garra, oferecendo um balanço adequado entre velocidade operacional e força
de preensão; e um conjunto de sensores, incluindo um Sensor Ultrassônico EV3, posicionado
na região frontal para detecção de obstáculos e medição de distância, dois Sensores de Cor
EV3, montados na parte inferior para identificação de linhas e marcações, e um Sensor
Giroscópico EV3, integrado para aferição precisa de ângulos de rotação. Adicionalmente,
foram utilizados diversos componentes estruturais LEGO Technic, como vigas, conectores,
eixos, engrenagens de variados tipos (retas, coroa, sem-fim), rodas de diferentes diâmetros e
pneus, todos essenciais para a construção do chassi, do sistema de transmissão e do
mecanismo de garra. A decisão de utilizar exclusivamente componentes do kit LEGO EV3
também se coaduna com as diretrizes da competição e simplifica os processos de replicação e
manutenção do protótipo.

2.2 Programação

O design estrutural do robô foi concebido sob uma filosofia modular, com o intuito de
alcançar um equilíbrio ótimo entre robustez estrutural, um baixo centro de gravidade para
maximizar a estabilidade dinâmica, e uma adequada acessibilidade aos componentes internos
para facilitar manutenções e ajustes. No tocante ao sistema de locomoção, adotou-se uma
configuração de tração diferencial, implementada através dos dois servomotores grandes EV3
conectados diretamente a um par de rodas motrizes de diâmetro majorado, visando assegurar
tração e velocidade de deslocamento compatíveis com as exigências da competição. Um
terceiro ponto de apoio, materializado por uma roda livre (caster wheel) ou por elementos
deslizantes, foi incorporado para garantir estabilidade e minimizar o atrito durante as
manobras. A escolha das rodas e da relação de transmissão direta foi ponderada para um

4
desempenho eficiente em superfícies planas, características das arenas de competição.
Embora manuais e exemplos de montagem disponíveis no Fab Lab tenham servido como
referência inicial, foram realizadas adaptações substantivas para otimizar o centro de
gravidade e a distribuição de massa em função dos demais subsistemas integrados.

O sistema de manipulação, concretizado na forma de uma garra, constitui um dos


elementos mais críticos e de maior originalidade no presente projeto. A garra foi
integralmente desenvolvida pela equipe, sem recurso a tutoriais ou modelos preexistentes,
com o escopo primário de apreender objetos de volumes significativos. Sua concepção
envolveu um processo iterativo considerável, culminando em um mecanismo de pinça
simétrica, cujas "mandíbulas" são construídas com vigas LEGO Technic. O acionamento é
provido pelo servo motor médio EV3, que, por intermédio de um sistema de transmissão
customizado, possivelmente empregando uma combinação de engrenagens retas e de coroa
ou um arranjo de bielas, converte o movimento rotacional do motor em movimento de
fechamento e abertura das garras. A geometria das garras foi meticulosamente planejada para
maximizar a área de contato e a força de preensão, explorando diferentes configurações de
alavancagem para otimizar a força transmitida pelo motor. A decisão por um design original
para a garra foi motivada pelo desejo da equipe de explorar soluções mecânicas inovadoras e
de aprofundar a compreensão dos princípios de cinemática e dinâmica aplicados à
manipulação robótica.
A disposição dos sensores foi estrategicamente planejada para prover ao robô as
informações ambientais necessárias para a execução autônoma e precisa de suas tarefas. O
sensor ultrassônico, localizado centralmente na parte frontal do chassi, permite a detecção de
obstáculos e a medição de distâncias, sendo crucial para a navegação e aproximação de alvos.
Os dois sensores de cor, posicionados na parte inferior, um de cada lado e ligeiramente à
frente do eixo das rodas motrizes, são vitais para algoritmos de seguimento de linha,
permitindo a detecção da posição relativa do robô em relação à trajetória demarcada e
possibilitando correções de curso suaves e precisas. O sensor giroscópico, montado próximo
ao centro de rotação do robô, fornece dados angulares de alta precisão, essenciais para a
execução de curvas com ângulos pré definidos e para a compensação de desvios de trajetória
que possam ocorrer devido a irregularidades da superfície ou escorregamento das rodas.

2.3 Teses Técnicas

O desenvolvimento do robô não seguiu uma trajetória linear, caracterizando-se, ao


contrário, por um processo marcadamente iterativo. A seleção de peças e a definição da

5
arquitetura global foram submetidas a constantes reavaliações, informadas pelos resultados
obtidos em testes práticos e simulações. A montagem inicial, embora fundamentada em
princípios gerais de robótica móvel e em estruturas exemplificadas nos manuais
disponibilizados pelo Fab Lab, serviu apenas como ponto de partida. Cada subsistema, com
ênfase particular no mecanismo da garra, foi submetido a múltiplos ciclos de concepção,
modelagem (esboço de ideias e montagem preliminar), prototipagem rápida (construção
física com componentes LEGO), testes funcionais (avaliação de desempenho em cenários
controlados, como capacidade de levantamento de peso, segmento de linha, precisão em
curvas), análise e diagnóstico (identificação de falhas e limitações) e, subsequentemente,
refinamento e adaptação (modificações na estrutura, na seleção de engrenagens, no
posicionamento de sensores ou na lógica de programação embarcada).

2.4 Plataforma de Desenvolvimento e Ferramentas

A plataforma de hardware central para este projeto é o sistema LEGO Mindstorms EV3. Este
sistema é composto por um microcontrolador programável (o "bloco inteligente EV3"), um
conjunto de atuadores (servomotores de diferentes tamanhos e precisões) e uma gama de
sensores. Especificamente, para as tarefas de percepção ambiental e interação, o robô foi
equipado com um sensor ultrassônico, posicionado estrategicamente na sua porção frontal
para detecção de obstáculos e medição de distâncias. Adicionalmente, sensores de propósito
geral, tais como sensores de cor/luz ou de toque, foram integrados nas laterais do robô,
visando expandir suas capacidades de interação com o ambiente, como o seguimento de
linhas ou a detecção de contato físico. A escolha desta plataforma justifica-se pela sua
modularidade, robustez e pela vasta documentação e comunidade de suporte disponíveis,
facilitando tanto a montagem física quanto a subsequente programação.

2.5 Programação-2

A programação do robô foi conduzida primordialmente utilizando o ambiente de


desenvolvimento integrado (IDE) EV3 Classroom. Esta ferramenta, baseada em blocos de
programação visual derivados do Scratch, foi selecionada por sua interface intuitiva, que
abstrai a sintaxe de linguagens textuais complexas, permitindo que o foco do
desenvolvimento se concentre na lógica algorítmica e no comportamento do robô.

6
As implementações iniciais de software envolveram o desenvolvimento de algoritmos
para o controle de movimento elementar, incluindo a translação linear (movimento para
frente e para trás) e a rotação angular (curvas e giros no próprio eixo). Para otimizar
sequências de ações e permitir a execução de tarefas repetitivas ou condicionais, foram
empregadas estruturas de controle de fluxo, notadamente laços de repetição (loops) e
condicionais (if-then-else). A lógica de interação com o ambiente, fundamentada nos dados
dos sensores, foi progressivamente incorporada. O sensor ultrassônico, por exemplo, foi
programado para permitir que o robô detecte obstáculos à sua frente e execute manobras
evasivas ou pare a uma distância pré-determinada. Os sensores laterais foram configurados
para tarefas como o alinhamento com superfícies ou a detecção de marcadores específicos.

A funcionalidade mais complexa implementada até o presente estágio do projeto


concerne ao controle de uma garra mecânica. Este subsistema exigiu a elaboração de uma
lógica de programação mais sofisticada, envolvendo a coordenação precisa e sincronizada de
múltiplos atuadores (motores) para executar operações de apreensão, elevação e liberação de
objetos. Tal implementação demandou um entendimento aprofundado da cinemática do
manipulador e da temporização das sequências motoras para garantir a eficácia da
manipulação.

O processo de desenvolvimento de software não transcorreu sem desafios


significativos. Dificuldades de ordem técnica foram encontradas, como o mau funcionamento
intermitente de alguns atuadores (motores), o que necessitou de um processo sistemático de
diagnóstico, envolvendo a verificação de conexões físicas, a análise de configurações de
software e, em alguns casos, a substituição de componentes defeituosos. Adicionalmente, a
curva de aprendizado associada à linguagem de programação visual do EV3 Classroom,
sendo esta uma experiência nova para a equipe de desenvolvimento, representou um
obstáculo inicial. A compreensão dos princípios operacionais intrínsecos ao robô, incluindo a
calibração precisa dos sensores e a dinâmica de resposta dos atuadores, também exigiu um
investimento considerável de tempo em estudo e experimentação.

A superação desses obstáculos foi viabilizada por uma abordagem metodológica e


iterativa. Esta envolveu pesquisa extensiva em documentação técnica oficial, consulta a
materiais didáticos especializados (como tutoriais em vídeo e fóruns de discussão) e uma
exploração prática e aprofundada das funcionalidades e limitações da plataforma EV3. Este
ciclo contínuo de aprendizado teórico, aplicação prática e depuração de erros foi crucial para
consolidar o conhecimento técnico e para o avanço progressivo no desenvolvimento das

7
capacidades programadas do robô, culminando nas funcionalidades atualmente
implementadas.

2.6 Metodologia de Testes e Escopo Experimental

Os ensaios foram conduzidos em um ambiente controlado, mimetizando as condições


da arena de competição, e focaram na avaliação individual e integrada dos subsistemas do
robô. A metodologia de testes abrangeu:

●​ Testes de Locomoção Fundamental: Verificação da capacidade do robô de executar


trajetórias lineares retilíneas de curtas e médias distâncias, com ênfase na manutenção
da direção e estabilidade. Foram avaliadas a resposta dos motores a comandos de
aceleração, desaceleração e parada.
●​ Testes de Navegação e Orientação: Avaliação da precisão em manobras de rotação
(ex: giros de 90 e 180 graus), utilizando o sensor giroscópico como referência, e a
capacidade de seguir linhas demarcadas no solo, empregando os sensores de cor.
●​ Testes de Funcionalidade do Sistema de Manipulação (Garra): Análise da
cinemática da garra, incluindo a amplitude e velocidade de abertura e fechamento, a
força de preensão exercida e a capacidade de apreender e sustentar objetos de
diferentes geometrias e massas, conforme previsto nos desafios da competição.
●​ Testes de Resposta Sensorial: Verificação da acurácia e do tempo de resposta dos
sensores ultrassônicos e de cor. Para o sensor ultrassônico, foram realizados testes de
detecção de obstáculos a diferentes distâncias e ângulos. Para os sensores de cor,
avaliou-se a capacidade de discriminar cores e identificar transições (ex: linha preta
sobre fundo branco).
●​ Testes de Integração e Sequenciamento Lógico: Avaliação da capacidade do robô
de executar sequências de tarefas complexas, envolvendo a interação coordenada
entre locomoção, sensoriamento e manipulação, e a verificação de latências ou atrasos
na execução de comandos.

2.7 Desafios Técnicos Identificados e Soluções Implementadas

Durante a fase de experimentação, diversos desafios técnicos emergiram, demandando


um processo iterativo de diagnóstico e solução:

●​ Instabilidade e Ineficácia do Sistema de Manipulação:

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○​ Problema: A garra apresentou, em suas iterações iniciais, instabilidade
estrutural, resultando em vibrações excessivas durante a movimentação.
Adicionalmente, a força de preensão era insuficiente para reter objetos de
maior massa, e o mecanismo de fechamento por vezes não completava o curso
ou apresentava emperramentos.
○​ Soluções: Realizou-se um redesenho parcial do mecanismo da garra, com
reforço de pontos críticos utilizando vigas adicionais e alteração nas relações
de engrenagens para aumentar o torque efetivo no atuador. Foram exploradas
diferentes geometrias para as "mandíbulas" da garra, buscando otimizar o
contato e a distribuição de força sobre o objeto. O código de controle do motor
da garra foi ajustado para garantir um fechamento completo e evitar
sobrecarga.
●​ Imprecisões e Falhas no Sistema Sensorial:
○​ Problema: Constatou-se inicialmente uma intermitência ou ausência de leitura
fidedigna por parte de alguns sensores, particularmente os de cor, que
apresentavam dificuldade em distinguir nuances ou eram afetados por
variações na iluminação ambiente. O sensor ultrassônico, em certas
configurações, fornecia leituras ruidosas ou incorretas.
○​ Soluções: Procedeu-se à recalibração sistemática dos sensores de cor e
ultrassônico, ajustando seus limiares de detecção e parâmetros operacionais no
software de controle. Foram implementados filtros digitais simples no código
para suavizar as leituras do sensor ultrassônico. O posicionamento físico dos
sensores de cor foi revisto, alterando sua altura e ângulo em relação à
superfície para otimizar a detecção de linhas e minimizar a interferência de
sombras ou reflexos.
●​ Deficiências no Sistema de Locomoção:
○​ Problema: Observou-se que, em algumas situações, uma das rodas motrizes
apresentava travamento intermitente ou rotação irregular, comprometendo a
trajetória linear. A velocidade de deslocamento inicial e a capacidade de
realizar curvas precisas também estavam aquém do desejado.
○​ Soluções: Foi realizada uma inspeção mecânica minuciosa do sistema de
transmissão, identificando e corrigindo desalinhamentos e pontos de atrito
excessivo. Em alguns casos, optou-se pela substituição de eixos ou conectores
danificados. A lógica de controle dos motores de locomoção foi refinada,
possivelmente com a introdução de algoritmos de controle mais robustos (ex:

9
malha fechada com realimentação do giroscópio para curvas) e ajuste dos
parâmetros de potência e aceleração para alcançar a velocidade desejada sem
comprometer a precisão. A alteração no posicionamento de outros
componentes do robô também foi considerada para otimizar a distribuição de
peso sobre as rodas motrizes.
●​ Latência na Execução de Comandos e Falhas de Sincronia:
○​ Problema: Verificou-se que alguns subsistemas apresentavam um atraso
perceptível entre o comando enviado pela unidade de processamento e a
respectiva ação, impactando a agilidade e a precisão em tarefas que exigiam
rápida resposta.
○​ Soluções: O código de controle foi revisado em busca de gargalos de
processamento ou laços ineficientes. Foram realizadas otimizações na
estrutura do programa para melhorar o fluxo de execução e a resposta em
tempo real. A lógica de transição entre estados e a coordenação entre
diferentes tarefas (ex: detectar um objeto e acionar a garra) foram refinadas
para garantir uma operação mais fluida e sincronizada.

2.8 Análise de Desempenho e Observações Correntes

Após sucessivas iterações de testes e ajustes, o desempenho geral do robô apresentou


melhorias significativas, embora alguns aspectos ainda estejam sob análise e otimização pela
equipe.

●​ Desempenho de Locomoção: A velocidade de deslocamento, inicialmente


considerada insatisfatória, atingiu um patamar adequado para as demandas da
competição, combinando agilidade com capacidade de realizar paradas e partidas
precisas. A precisão em trajetórias retilíneas e em curvas melhorou consideravelmente
após os ajustes mecânicos e de software.
●​ Eficácia dos Sensores: Os sensores, após os processos de recalibração,
reposicionamento e otimizações no código, estão respondendo de forma eficaz e
confiável na maioria dos cenários de teste. O sensor ultrassônico demonstra boa
capacidade de detecção de obstáculos, e os sensores de cor são capazes de seguir
linhas com consistência. Pequenos ajustes finos nos limiares podem ser necessários
dependendo das condições específicas da arena final.
●​ Funcionalidade da Garra: O sistema de manipulação (garra) passou por evoluções
substanciais. Consegue agora apreender e sustentar uma gama maior de objetos, e sua

10
estabilidade foi aprimorada. No entanto, este subsistema ainda se encontra sob análise
e ajuste contínuo pela equipe, visando otimizar a força de preensão para objetos
particularmente desafiadores e refinar a suavidade e precisão de seus movimentos. A
equipe continua a explorar pequenas variações no design mecânico e nos parâmetros
de controle do motor da garra.
●​ Resposta Geral do Sistema: A latência na execução de comandos foi reduzida,
resultando em um robô mais responsivo e ágil. A integração entre os subsistemas
mostra-se mais coesa, permitindo a execução de tarefas complexas de forma mais
fluida.

3. CONCLUSÃO E PERSPECTIVAS FUTURAS

O percurso de desenvolvimento do protótipo robótico, desde sua concepção inicial até


o estágio atual de funcionalidade e testes, representa um empreendimento técnico e
educacional de considerável valor para a equipe. Este processo multifacetado permitiu não
apenas a materialização de um artefato tecnológico capaz de interagir com seu ambiente, mas
também fomentou um profundo aprendizado em diversas áreas da engenharia e da robótica.

Na esfera tecnológica, o projeto logrou êxito na integração coesa dos subsistemas de


locomoção, manipulação e percepção sensorial utilizando a plataforma LEGO®
MINDSTORMS® EV3. Conquistou-se a capacidade de navegação precisa, evidenciada pela
execução controlada de trajetórias lineares e rotacionais, e pelo seguimento de linhas com o
auxílio dos sensores de cor e giroscópico. O sistema de manipulação, em particular o design
original da garra, evoluiu de um conceito inicial para um mecanismo funcional, capaz de
apreender e transportar objetos, demonstrando a viabilidade das soluções mecânicas
propostas pela equipe. A programação, realizada no ambiente EV3 Classroom, avançou da
implementação de movimentos elementares para lógicas mais complexas de controle
sequencial, condicional e de interação baseada em sensores, incluindo a coordenação de
múltiplos atuadores para a operação da garra. A resposta geral do sistema foi otimizada,
resultando em um robô mais ágil e com menor latência.

Contudo, a trajetória de desenvolvimento não foi isenta de desafios técnicos


significativos. A instabilidade inicial e a força de preensão insuficiente da garra exigiram
múltiplas iterações de redesenho mecânico e ajustes no sistema de transmissão. A calibração
e o posicionamento ótimo dos sensores, especialmente os de cor, demandaram
experimentação sistemática para garantir leituras fidedignas e minimizar interferências
ambientais. Problemas no sistema de locomoção, como travamentos de rodas e imprecisões

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na trajetória, necessitam de diagnósticos mecânicos detalhados e refinamentos no código de
controle dos motores. A latência na execução de comandos e a sincronização entre
subsistemas também se apresentaram como obstáculos que foram progressivamente
superados através de otimizações no software e na lógica de controle. A própria curva de
aprendizado da plataforma EV3 e dos princípios de programação visual constituiu um desafio
inicial, transposto por meio de estudo diligente e experimentação prática.

Olhando para o futuro, a equipe identifica diversas frentes para o aperfeiçoamento


contínuo do robô. No âmbito estrutural e mecânico, planeja-se refinar ainda mais o design da
garra, buscando otimizar sua robustez, leveza e a força de preensão, possivelmente
explorando diferentes materiais ou geometrias para as pontas de contato. A distribuição de
peso do chassi será reavaliada para maximizar a estabilidade e a tração. Em relação ao
sistema sensorial, considera-se a integração de sensores adicionais, como sensores de toque
para detecção de contato mais direto ou um segundo sensor ultrassônico para mapeamento
ambiental mais abrangente, o que poderia enriquecer a percepção do robô e habilitar
comportamentos mais sofisticados. Do ponto de vista da programação, os próximos passos
incluem o desenvolvimento de algoritmos mais avançados de navegação autônoma, como a
implementação de técnicas de localização e mapeamento simultâneos (SLAM) em nível
rudimentar, ou a incorporação de estratégias de tomada de decisão baseadas em lógica fuzzy
ou aprendizado de máquina simplificado para adaptar o comportamento do robô a situações
imprevistas. A exploração de linguagens de programação textuais, como Python (via ev3dev
ou Micro Python), também é vislumbrada como uma forma de expandir as capacidades de
processamento e controle.

Fundamentalmente, este projeto tem sido um catalisador para a construção


colaborativa do conhecimento em engenharia. A dinâmica de equipe, pautada na divisão de
tarefas, na troca constante de ideias, na resolução conjunta de problemas e na revisão crítica
do trabalho dos pares, tem sido essencial. Cada desafio técnico superado, cada teste realizado
e cada linha de código depurada contribuiu para solidificar a compreensão de princípios de
mecânica, eletrônica, controle e ciência da computação. A necessidade de justificar escolhas
de design, de analisar falhas e de propor soluções viáveis fomentou o pensamento crítico e a
aplicação prática de conceitos teóricos. O processo iterativo de "idealizar, construir, testar e
refinar" não apenas resultou em um robô mais capaz, mas também capacitou os membros da
equipe com habilidades valiosas de engenharia, resiliência e trabalho colaborativo. Mesmo
que o robô ainda esteja em um processo contínuo de aperfeiçoamento, a evolução alcançada e

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o conhecimento adquirido são conquistas substanciais que motivam a equipe a prosseguir
com entusiasmo e dedicação nos próximos estágios do projeto.

4. REFERÊNCIAS

AGÊNCIABZRRA.COM. Torneio Brasil de Robótica . Disponível em:


https://www.torneiobrasilderobotica.com.br/ . Acesso em: 10 de maio de 2025.

EQUIPAMENTO EMBARCADO. Lego Mindstorms EV3 . Disponível em:


https://embarcados.com.br/lego-mindstorms-ev3/ . Acesso em: 12 de maio de 2025.

TECLINK. Disponível em: https://www.teclinc.com.br/pecas-lego . Acesso em: 11 de maio


de 2025.

TUTORIAIS. Disponível em: https://education.lego.com/pt-br/lessons/ev3-tutorials/ . Acesso


em: 9 de maio de 2025.

YORK REGION EDUCATIONAL SERVICES. Lego Robotics. Disponível em:


https://yorkeducation.org/lego-robotics/?gad_source=1&gad_campaignid=22295252767&gbr
aid=0AAAAApEz5Q82MwqtdLlZanywuxM8QQWFL&gclid=Cj0KCQjwxJvBBhDuARIsA
GUgNfhGuv2cYeeRAxiTVBf5SUn1CyNyugbTkZECHYDvdZBGXugqDXO29LIaAp90EA
Lw_wcB. Acesso em: 10 abr. 2025.

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