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Equipe Direito Constitucional Estratégia Concursos

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QUESTÕES COMENTADAS
Aplicabilidade das normas constitucionais
1. CEBRASPE/Prefeitura Municipal de Camaçari - BA/2024

Quanto à eficácia das normas constitucionais, o direito de greve apresenta-se como norma de
eficácia

a) plena, que tem aplicabilidade imediata e não está condicionada à atuação do legislador
ordinário.

b) plena, não tendo aplicabilidade imediata por depender de lei integrativa para ser exigível.

c) contida, que tem aplicação imediata mas cujos efeitos podem ser restringidos por meio da
edição de lei regulamentadora.

d) limitada, não tendo aplicabilidade imediata, admitindo-se a aplicação dos métodos de


integração da norma para suprir a lacuna legislativa.

e) limitada, não tendo aplicabilidade imediata, fazendo-se necessária a edição de lei


regulamentadora para que possa produzir todos os efeitos quanto ao seu exercício e à definição
dos seus limites.

Comentário Completo:

Vamos resolver uma questão sobre a Aplicabilidade das Normas Constitucionais.

A Constituição nos diz que “o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos
em lei específica”. Então, ficou expresso que o legislador constituinte fez uma reserva. O direito
de greve será exercido nos limites que serão definidos em uma lei específica.

Perceba que é obrigatória, no caso, a edição de uma lei ordinária. Até a edição dela, não é
permitido o gozo do direito constitucionalmente previsto. Daí, a doutrina nos dizer que essas
normas são classificadas como não-autoaplicáveis. A complementação legislativa para a plena
produção dos seus efeitos é necessária.

Outra classificação vai no sentido de apontar as normas de eficácia limitada como de


aplicabilidade indireta, mediata, e ainda consideradas do tipo reduzida. Isso porque sem a
regulamentação o grau de eficácia delas é restrito.

Diante de todo o exposto, o nosso gabarito é a LETRA E!

(...)

LETRA A. INCORRETA. A norma constitucional que assegura o direito de greve não é dotada de
eficácia plena, mas sim limitada, sendo necessária a edição de lei que a regulamente.

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LETRA B. INCORRETA. Não é de eficácia plena!

LETRA C. INCORRETA. A alternativa está errada, porque a norma constitucional que assegura o
direito de greve não é dotada de eficácia contida, mas sim limitada. As normas de eficácia
contida são consideradas autoaplicáveis, quer dizer que possuem a capacidade de produzir
plenamente os seus efeitos. Todavia, havendo regulamentação teremos restrições ao exercício do
direito.

LETRA D. INCORRETA. A jurisprudência do STF firmou entendimento no sentido de que não se


admite a aplicação dos métodos de integração da norma para suprir lacuna, vejamos:

EMENTA: MANDADO DE INJUNÇÃO. DIREITO DE GREVE DO SERVIDOR


PÚBLICO. ARTIGO 37, VII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE
DE INTEGRAÇÃO LEGISLATIVA. OMISSÃO DO CONGRESSO NACIONAL.
1. Servidor público. Exercício do direito público subjetivo de greve.
==18d890==

Necessidade de integralização da norma prevista no artigo 37, VII, da


Constituição Federal, mediante edição de lei complementar, para definir os
termos e os limites do exercício do direito de greve no serviço público.
Precedentes. 2. Observância às disposições da Lei 7.783/89, ante a ausência
de lei complementar, para regular o exercício do direito de greve dos
serviços públicos. Aplicação dos métodos de integração da norma, em face
da lacuna legislativa. Impossibilidade. A hipótese não é de existência de lei
omissa, mas de ausência de norma reguladora específica. Mandado de
injunção conhecido em parte e, nessa parte, deferido, para declarar a
omissão legislativa. (STF. Tribunal Pleno. MI 485/MT. Rel. Min. Maurício
Corrêa, julgado em 25/04/2002)

LETRA E. CORRETA. É o nosso gabarito! A norma constitucional que assegura o direito de greve
aos servidores públicos possui eficácia limitada, sendo necessária a edição de lei que a
regulamente para que possa produzir seus efeitos. Confira o texto constitucional:

Art. 37 (...)

VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em
lei específica.

Gabarito: Letra E.

2. CEBRASPE/ANAC/2024

No que se refere à teoria geral dos direitos humanos, julgue o item subsequente.

Os direitos fundamentais têm eficácia horizontal nas relações privadas, mas ainda há dúvidas
quanto à sua aplicabilidade por falta de previsão expressa na Constituição Federal de 1988.

C) Certo.

E) Errado.

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Comentário Completo:

Olha que questão bacana sobre a Eficácia Horizontal dos Direitos Fundamentais e sua
Aplicabilidade!

A teoria da eficácia horizontal (“efeito externo”) dos direitos fundamentais passou a ganhar
importância a partir do século XX. Houve a ampliação da aplicação dos direitos fundamentais
também às relações entre particulares.

No tocante à aplicabilidade, os direitos fundamentais têm aplicação imediata, ou seja, não


necessitam de norma posterior que os regulamente, conforme disposição do § 1º do art. 5º, vale
à leitura:

§ 1º As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm


aplicação imediata.

Após breve explanação, podemos afirmar que a disposição do enunciado está ERRADA.

Gabarito: ERRADO.

3. CEBRASPE/CAPES/2024

No que diz respeito às disposições constitucionais acerca da educação, julgue o item seguinte.

A norma constitucional que prevê o direito à educação como um direito social é uma norma de
eficácia limitada do tipo programática.

Comentário Completo:

A questão cobra conhecimento acerca da Ordem Social e Aplicabilidade das Normas


Constitucionais. O art. 205 da CRFB/88, estabelece o seguinte:

Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família,


será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade,
visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o
exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

As normas de eficácia limitada precisam de uma regulamentação no campo infraconstitucional


para que o sentido e o alcance pretendido pelo Constituinte estejam satisfeitos.

As normas de eficácia limitada são subdivididas em dois grupos:

- Normas constitucionais declaratórias de princípios institutivos ou organizativos: possuem um


conteúdo que envolve a estruturação e organização iniciais de instituições, pessoas ou órgãos.
Podem ser divididas em facultativas (estabelecem uma faculdade para o Poder Público) e
impositivas (trazem um mandamento, uma obrigação).

- Normas constitucionais declaratórias de princípios programáticos: instituem programas,


objetivos, metas que serão implementados por meio de regulamentação.

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Portanto, a norma constitucional que prevê o direito à educação como um direito social é uma
norma de eficácia limitada do tipo programática, já que estabelece uma meta que será
implementada por meio de regulamentação.

Gabarito: CERTO.

4. (FEPESE / JUCESC – 2013) O artigo constitucional que assevera que São Poderes da União,
independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, trata de norma
de
a) eficácia plena.
b) eficácia contida.
c) eficácia limitada.
d) princípio institutivo.
e) princípio programática.
Comentários:
Essa norma, que consagra o princípio da separação de poderes, é típica norma de eficácia plena.
A resposta é a letra A.

5. (FEPESE / SEFAZ-SC – 2010) Com respeito ao modelo constitucional brasileiro, é correto


afirmar:
a) Normas constitucionais de eficácia limitada podem, apenas, ser restringidas por leis ou atos
normativos.
b) Normas de eficácia plena são as que determinam a criação de novas instituições públicas.
c) Normas programáticas são aquelas cujo conteúdo remete-se a direitos fundamentais de
primeira dimensão.
d) Normas constitucionais de eficácia contida são de aplicabilidade direta e imediata, podendo
ser restringidas por norma ulterior.
e) Políticas públicas são normatizadas por normas de eficácia contida.
Comentários:
Letra A: errada. As normas de eficácia contida é que podem ser restringidas (por lei, por outra
norma constitucional ou, ainda, por conceitos ético-jurídicos indeterminados).
Letra B: errada. Normas de eficácia plena são aquelas que já estão aptas, desde a promulgação
da Constituição, a produzir todos os seus efeitos. Não podem ser restringidas.
Letra C: errada. As normas programáticas são aquelas que traçam diretrizes para o futuro.
Letra D: correta. É exatamente isso. As normas de eficácia contida são restringíveis. Todavia, já
produzem todos os seus efeitos desde a promulgação da Constituição, independentemente de
regulamentação.

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Letra E: errada. As normas constitucionais que estabelecem diretrizes para as políticas públicas
são normas de eficácia limitada.

6. (FUNCAB / ANS – 2013) No que diz respeito à eficácia das normas constitucionais, assinale a
opção correta.
a) Há hierarquia entre normas constitucionais.
b) As normas de eficácia plena admitem lei infraconstitucional que lhes restrinja o conteúdo.
c) Considera-se norma de eficácia restringível aquela que tem aplicabilidade direta e integral.
d) É de eficácia limitada de princípio programático, o art. 12, I, da Constituição Federal que
qualifica como “os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros,
desde que estes não estejam a serviço do seu país.”
e) Tem-se como exemplo de norma de eficácia limitada de princípio institutivo aquela que trata
da contratação excepcional do servidor (art. 37, IX, da CF).
Comentários:
Letra A: errada. Não existe hierarquia entre normas constitucionais.
Letra B: errada. As normas de eficácia plena não podem ser restringidas.
Letra C: errada. As normas de eficácia contida (ou de eficácia restringível) possuem aplicabilidade
direta e possivelmente não integral.
Letra D: errada. Essa é uma norma de eficácia plena.
Letra E: correta. Era um pouco difícil acertar essa questão, pois o candidato precisaria conhecer o
que diz o art. 37, IX, o qual reproduzo abaixo:

“IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para


atender a necessidade temporária de excepcional interesse publico.”

Como é possível perceber, esse dispositivo é típica norma de eficácia limitada. Ele depende de
lei regulamentadora para que possa produzir todos os seus efeitos.

7. (FUNCAB/ ANS – 2015) José Afonso da Silva classifica as normas constitucionais, quanto à
aplicabilidade, em três espécies: normas de eficácia plena, contida e limitada. O artigo 93,
inciso IX, da Carta Magna aduz que “todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário
serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei
limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente
a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo
não prejudique o interesse público à informação”. Neste sentido, o artigo é exemplo de
norma constitucional:
a) limitada, pois a norma constitucional em apreço não é provida de aplicabilidade direta e
imediata, dependendo esta de interposição legislativa.
b) contida, pois a norma constitucional em apreço é dotada de aplicabilidade direta, imediata,
mas não integral, admitindo-se contenção de seu conteúdo.

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c) plena, pois a norma constitucional em apreço não é dotada de aplicabilidade integral, vez que
há a possibilidade do alcance do preceito ser reduzido pela legislação ordinária, de forma que a
norma infraconstitucional logra restringir os efeitos da norma constitucional regulamentada.
d) plena, pois a norma constitucional em apreço dispõe de aplicabilidade direta, imediata e
integral, tendo em vista que não depende de regulamentação para se tornar aplicável.
e) contida, pois a norma constitucional em apreço tem aplicabilidade indireta, mediata e
reduzida, somente incidindo em sua totalidade após uma normativa ulterior que lhe desenvolva a
eficácia.
Comentários:
O art. 93 da Constituição é norma constitucional de eficácia contida, com produção de todos os
efeitos desde a sua edição. Seu alcance pode ser limitado por lei, que poderá restringir a
presença nos julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário às próprias partes e a seus advogados,
ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no
sigilo não prejudique o interesse público à informação.
O gabarito é a letra B.

8. (FUNCAB / Procurador DER – RO – 2010) Na clássica classificação de José Afonso da Silva, a


norma constitucional de eficácia contida pode ser definida como aquela que:
a) não produz efeitos enquanto não for complementada por outra norma de mesmo nível
constitucional, oriunda do poder constituinte originário.
b) tem condições de produzir todos os seus efeitos quando da promulgação de uma nova
Constituição, mas a norma infraconstitucional poderá reduzir a sua abrangência.
c) pode ter seu âmbito de abrangência contido por decisão do Supremo Tribunal Federal, em
controle concentrado, ao lhe ser dada interpretação conforme o restante da Constituição Federal.
d) não é aplicável ou não pode produzir efeitos enquanto norma infraconstitucional integrativa
não entrar em vigor.
e) declara princípios institutivos que contêm esquemas gerais de estruturação de instituições,
órgãos ou entidades.
Comentários:
A norma de eficácia contida tem aplicabilidade direta, imediata e possivelmente não integral. Ela
pode produzir todos os seus efeitos desde a promulgação da Constituição, mas uma norma
infraconstitucional poderá restringi-la, ou seja, reduzir o seu alcance.
A resposta é a letra B.

9. (FUNIVERSA / UEG – 2015) Em sua obra Aplicabilidade das Normas Constitucionais, José
Afonso da Silva classifica as normas constitucionais, grosso modo, em: normas de eficácia
plena e aplicabilidade imediata, normas de eficácia contida e aplicabilidade imediata, normas
de eficácia limitada de princípio institutivo e normas de eficácia limitada de princípio
programático. Conquanto amplamente utilizada, a proposta taxonômica de José Afonso da

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Silva foi objeto de inúmeras críticas, entre as quais se destacam, pela solidez e clareza
argumentativa, aquelas feitas por Virgílio Afonso da Silva.
Com fundamento na tradicional classificação de José Afonso da Silva, é correto afirmar sobre o
inciso XLVII do art. 5º da CF, cuja redação é “(...) não haverá penas (...) de banimento”, que:
a) configura exemplo de norma constitucional de eficácia parcialmente exaurida ou esgotada,
pois o banimento foi praticamente abolido no brasil.
b) consiste em norma constitucional de eficácia contida, visto que a lei pode trazer hipóteses
emergenciais em que o banimento seja admissível.
c) se trata de norma de eficácia limitada de princípio institutivo.
d) se reveste das características de norma de eficácia limitada de princípio programático.
e) se cuida de norma de eficácia plena e aplicabilidade imediata.
Comentários:
Letra A: errada. Norma de eficácia exaurida ou esgotada é aquela que já não mais produz
resultados. O art. 5º, XLVII, CF/88, não teve sua eficácia esgotada. Ao contrário, no ordenamento
jurídico, não se admite a pena de banimento justamente em virtude dessa disposição
constitucional.
Letra B, C e D: erradas. A proibição da pena de banimento é norma constitucional de eficácia
plena.
Letra E: correta. Segundo o art. 5º, XLVII, alínea “d”, não haverá penas de banimento. Trata-se de
norma de eficácia plena, uma vez que é autoaplicável e não pode ser restringida.
O gabarito é a letra E.

10. (FUNIVERSA / ACI-DF – 2014) Em sua obra Aplicabilidade das Normas Constitucionais, José
Afonso da Silva classifica as normas constitucionais, grosso modo, em: normas de eficácia
plena e aplicabilidade imediata, normas de eficácia contida e aplicabilidade imediata, normas
de eficácia limitada de princípio institutivo e normas de eficácia limitada de princípio
programático. Conquanto amplamente utilizada, a proposta taxonômica de José Afonso da
Silva foi objeto de inúmeras críticas, entre as quais se destacam, pela solidez e clareza
argumentativa, aquelas feitas por Virgílio Afonso da Silva.
Com fundamento na tradicional classificação de José Afonso da Silva, é correto afirmar, acerca
do inciso III do art. 5.º da Constituição Federal — cuja redação é “[...] ninguém será
submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante” — que:
a) configura exemplo de norma constitucional de eficácia parcialmente exaurida ou esgotada,
pois a tortura foi praticamente abolida no Brasil.
b) consiste em norma constitucional de eficácia contida, uma vez que a lei pode trazer hipóteses
emergenciais em que a tortura seja admissível.
c) se trata de norma de eficácia plena e aplicabilidade imediata.
d) se afigura norma de eficácia limitada de princípio institutivo.
e) se reveste das características de norma de eficácia limitada de princípio programático.

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Comentários:
Letra A: errada. Norma de eficácia exaurida ou esgotada é aquela que já não mais produz
resultados, o que certamente não é o caso do art. 5º, III.
Letra B: errada. Não se admite que a lei preveja hipóteses em que a tortura será autorizada.
Letra C: correta. O art. 5º, III, ao estabelecer que “ninguém será submetido à tortura nem a
tratamento desumano ou degradante”, caracteriza-se como norma de eficácia plena. Isso
porque, desde a promulgação, ela já produz todos os seus efeitos, independentemente de
qualquer lei regulamentadora. Ademais, não pode ser restringida por lei ordinária.
Letra D e E: erradas. O art. 5º, III, é norma de eficácia plena (e não norma de eficácia limitada!).

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QUESTÕES COMENTADAS
A Pirâmide de Kelsen – A Hierarquia das Normas
1. (CESPE/ PGM Campo Grande – 2019) A supremacia material da norma constitucional decorre
da rigidez constitucional, isto é, da existência de um processo legislativo distinto, mais
laborioso.
Comentários:
A rigidez constitucional está diretamente associada à supremacia formal da Constituição, uma
vez que o legislador ordinário não poderá alterá-la por simples ato infraconstitucional (cujo
procedimento de elaboração é mais simples).
Gabarito: questão errada.

2. (FUNDATEC / Procurador do Rio Grande do Sul – 2015) A respeito da cláusula de abertura


constitucional consagrada no artigo 5º, § 2º, da Constituição Federal de 1988, e
considerando a hierarquia dos tratados internacionais, sustenta a atual jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal - STF que:
a) Os tratados internacionais, independentemente de seu objeto, têm paridade hierárquica com a
lei federal por serem juridicamente vinculantes.
b) Os tratados internacionais têm hierarquia inferior à lei federal por serem promulgados por
decreto presidencial.
c) Os tratados internacionais têm hierarquia supraconstitucional por serem expressão do jus
cogens internacional.
d) Os tratados internacionais, independentemente de seu objeto, têm hierarquia constitucional
por expandirem o “bloco de constitucionalidade”.
e) Os tratados internacionais de proteção dos direitos humanos têm hierarquia superior à
legalidade ordinária, permitindo o controle de convencionalidade das leis.
Comentários:
Letra A e B: erradas. Os tratados internacionais comuns têm paridade normativa com as leis. Já
os tratados internacionais de direitos humanos serão equivalentes às emendas constitucionais ou
terão hierarquia supralegal.
Letra C: errada. Não há que se falar em supraconstitucionalidade dos tratados internacionais, que
significaria que eles se sobrepõem à Constituição. Apenas para esclarecer, normas “jus cogens”
são normas imperativas de direito internacional, das quais nenhuma derrogação será possível, a
não ser por outra norma de igual natureza. Um exemplo de norma “jus cogens” é a proibição da
escravidão.
Letra D: errada. Apenas os tratados internacionais de direitos humanos, quando aprovados pelo
rito das emendas constitucionais, é que irão integrar o “bloco de constitucionalidade”.

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Letra E: correta. Os tratados internacionais de direitos humanos, quer tenham sido aprovados
pelo rito das emendas constitucionais, quer tenham sido aprovados pelo rito ordinário, servirão
como paradigma para o controle de convencionalidade das leis. É isso o que nos diz a doutrina
do Prof. Valério Mazzuoli.
O gabarito é a letra E.

3. (FEPESE/ DPE-SC – 2013) Assinale a alternativa correta de acordo com a Constituição Federal
de 1998. Para que um tratado ou convenção internacional sobre direitos humanos seja
equivalente à emenda constitucional, ele deverá ser aprovado:
a) em cada Casa do Congresso Nacional, por dois quintos dos votos dos respectivos membros.
b) em cada Casa do Congresso Nacional, por maioria simples dos respectivos membros.
c) em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos
==18d890==

respectivos membros.
d) em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por dois terços dos votos dos
respectivos membros.
e) em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quartos dos votos dos
respectivos membros.
Comentários:
Para que um tratado ou convenção internacional sobre direitos humanos seja equivalente à
emenda constitucional, ele deverá ser aprovado em cada Casa do Congresso Nacional, em dois
turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros (art. 5o, § 3o, CF).
O gabarito é a letra C.

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QUESTÕES COMENTADAS
Poder Constituinte
1. CEBRASPE/PC PE/2024

No que diz respeito a poder constituinte, assinale a opção correta.

a) Não existiu poder constituinte originário nos países de constituição flexível.

b) O titular do poder constituinte é o órgão que produz normas de natureza constitucional.

c) O caráter inicial do poder constituinte originário consiste no fato de que ele não se
fundamenta em outro, mas cria uma nova ordem jurídica.

d) No plano jurídico doméstico, o poder constituinte originário encontra limite nos tratados e
convenções internacionais.

e) Na Constituição Federal de 1988, a principal limitação material ao poder de revisão consiste na


proibição de sua reforma durante a vigência de intervenção, estado de defesa ou estado de sítio.

Comentário Completo:

Agora, vamos resolver uma questão bem interessante sobre o Poder Constituinte.

O Poder Constituinte em sentido amplo é aquele poder que tem a condição de estabelecer uma
nova ordem jurídica constitucional.

O Poder constituinte originário (PCO), também chamado de 1º grau ou poder genuíno, tem a
atribuição de criar uma nova Constituição, de instaurar um novo regime jurídico constitucional.
Nesse sentido, há seis características fundamentais: é um poder político, inicial, incondicionado,
permanente, ilimitado juridicamente e autônomo.

Diz-se poder inicial, pois inicia uma nova ordem jurídica constitucional (um poder de criar, de
inaugurar). Também é considerado um poder incondicionado, pois não se submete a qualquer
regra prefixada de manifestação, seja quanto a forma, seja quanto ao procedimento.

Portanto, a alternativa correta é a LETRA C!

(...)

LETRA A. INCORRETA. A alternativa está errada, porque as Constituições Flexíveis são aquelas
que as alterações ocorrem por meio de processo mais simples, não existe rigidez, o que não quer
dizer que não existiu poder constituinte originário.

LETRA B. INCORRETA. A alternativa está errada, uma vez que o titular do poder constituinte é o
povo.

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LETRA C. CORRETA. De fato, o caráter inicial do poder constituinte originário consiste no fato de
que ele não se fundamenta em outro, mas cria uma nova ordem jurídica. Nesse sentido, há seis
características fundamentais: é um poder político, inicial, incondicionado, permanente, ilimitado
juridicamente e autônomo.

LETRA D. INCORRETA. O poder constituinte originário não obedece a limites jurídicos, seja
interno ou externo, isso porque ele cria uma nova ordem constitucional.

LETRA E. INCORRETA. A alternativa está errada, tendo em vista que o maior limite material ao
poder de reforma são as cláusulas pétreas, já que não podem ser abolidas em hipótese alguma,
vejamos:

Art. 60 da CRFB/88: A Constituição poderá ser emendada mediante


proposta:

§ 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a


abolir:

I - a forma federativa de Estado;

II - o voto direto, secreto, universal e periódico;

III - a separação dos Poderes;

IV - os direitos e garantias individuais.

Gabarito: Letra C.

2. CEBRASPE/ITAIPU BINACIONAL/2024

Assinale a opção correta com relação ao poder constituinte reformador. Nesse sentido,
considere que a sigla CF, sempre que empregada, se refere à Constituição Federal de 1988.

a) Há possibilidade de matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por


prejudicada ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa, desde que apoiada pela
maioria absoluta dos membros de qualquer das casas do Congresso Nacional.

b) O poder constituinte reformador é um poder inicial, ilimitado e incondicionado.

c) O poder constituinte reformador tem limitações de ordem circunstancial, material e formal,


além de limitações implícitas.

d) Há possibilidade de supressão de limitações materiais do poder constituinte derivado


reformador, desde que mantida sua titularidade.

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e) A disposição constitucional que impossibilita a emenda à CF na vigência de intervenção


federal, estado de defesa e estado de sítio pode ser considerada limitação temporal ao poder
constituinte reformador.

Comentário Completo:

Vamos testar os conhecimentos sobre a Teoria Geral da Constituição, especialmente o Poder


Constituinte e suas limitações.

Para respondermos à questão, vamos nos restringir ao Poder Constituinte Derivado, também
chamado de poder constituinte de segundo grau.

A sua atribuição é alterar a Constituição Federal e elaborar as Constituições Estaduais. É poder


decorrente do poder constituinte originário, cuja previsão consta precisamente na Constituição
Federal. Podemos apresentar as seguintes características: poder jurídico, derivado, limitado (ou
==18d890==

subordinado) e condicionado.

Segundo o entendimento da doutrina, as limitações ao poder reformador com relação à


Constituição Federal de 1988, são as seguintes:

- Limitações Circunstanciais: não permite a realização de emendas enquanto o Estado se


encontrar em determinados momentos de instabilidade política. Tais momentos são
circunstâncias excepcionais, que na CRFB/88 são as seguintes: estado de sítio, estado de defesa
e intervenção federal (§1º, do art. 60).

- Limitações Materiais: são matérias que de acordo com a Constituição Federal não podem ser
abolidas por meio de emenda. A Carta Magna de 1988 estabeleceu quais são tais matérias no
§4º do art. 60.

Agora, os limites ao poder reformador impostos pelo legislador constituinte originário de


maneira tácita são denominados limitações materiais implícitas. Implicitamente não podem ser
alterados por emenda constitucional a titularidade do Poder Constituinte Originário e Derivado,
os procedimentos de modificação constitucional e não é permitida a criação de nova cláusula
pétrea.

- Limitações Formais (ou processuais): decorrem da rigidez constitucional, havendo previsões


diferenciadas relacionadas ao processo legislativo das emendas. Nós já sabemos, que as normas
da CRFB/88 têm um processo de modificação mais dificultoso do que as demais normas do
ordenamento jurídico. Tais limitações estão previstas no art. 60, I ao III, e §§ 2º, 3º e 5º.

O nosso gabarito é a LETRA C!

(...)

LETRA A. INCORRETA. A alternativa está errada, porque não é possível que matéria constante de
proposta de emenda rejeitada ou prejudicada venha a ser objeto de nova proposta na mesma
sessão legislativa, é a disposição do § 5º do art. 60 da CRFB/88:

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Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:

(...)

§ 5º A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por


prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão
legislativa.

LETRA B. INCORRETA. Em verdade, se trata das características do Poder Constituinte Originário.


O Poder Constituinte Reformador é limitado!

LETRA C. CORRETA. Segundo o entendimento da doutrina, as limitações ao poder reformador


com relação à Constituição Federal de 1988, são as seguintes:

- Limitações Circunstanciais: não permite a realização de emendas enquanto o Estado se


encontrar em determinados momentos de instabilidade política. Tais momentos são
circunstâncias excepcionais, que na CRFB/88 são as seguintes: estado de sítio, estado de defesa
e intervenção federal (§1º, do art. 60).

- Limitações Materiais: são matérias que de acordo com a Constituição Federal não podem ser
abolidas por meio de emenda. A Carta Magna de 1988 estabeleceu quais são tais matérias no
§4º do art. 60.

Agora, os limites ao poder reformador impostos pelo legislador constituinte originário de


maneira tácita são denominados limitações materiais implícitas. Implicitamente não podem ser
alterados por emenda constitucional a titularidade do Poder Constituinte Originário e Derivado,
os procedimentos de modificação constitucional e não é permitida a criação de nova cláusula
pétrea.

- Limitações Formais (ou processuais): decorrem da rigidez constitucional, havendo previsões


diferenciadas relacionadas ao processo legislativo das emendas. Nós já sabemos, que as normas
da CRFB/88 têm um processo de modificação mais dificultoso do que as demais normas do
ordenamento jurídico. Tais limitações estão previstas no art. 60, I ao III, e §§ 2º, 3º e 5º.

LETRA D. INCORRETA. As cláusulas pétreas são imutáveis. São aquelas constantes no § 4º do art.
60 da CRFB/88.

LETRA E. INCORRETA. Não é limitação temporal, é circunstancial.

Gabarito: Letra C.

3. (FGV/TCE-PA/2024) Após a obtenção de sua independência em relação ao País Alfa, as


lideranças políticas do País Beta iniciaram tratativas com o objetivo de elaborar sua primeira
Constituição. Com esse objetivo, definiram que seria convocada uma Assembleia Nacional
Constituinte. Nessa situação, é correto afirmar que o poder constituinte é um poder

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a) de fato.

b) de direito.

c) derivado.

d) decorrente.

e) pós-fundacional.

Comentários:

O poder constituinte originário é um poder de fato, pois ele consagra a fundação de um novo
Estado, de uma nova ordem jurídica. Por tal razão, é considerado inicial, ilimitado,
incondicionado e autônomo, não dependendo de outro poder anteriormente existente. Por
consequência, não se pode dizer que ele é um poder de direito, pois isso dependeria de um
ordenamento jurídico prévio. Por ser originário, não pode ser derivado nem decorrente. Como o
poder constituinte originiário funda uma nova ordem jurídica, também não se pode dizer que ele
seria pós-fundacional.

O gabarito é a letra A.

4. (FUNCAB / PC-MT – 2014) Tendo em vista o tema Poder Constituinte, assinale a alternativa
correta.
a) O poder constituinte derivado reformador é aquele que instaura uma nova ordem jurídica,
rompendo por completo com a ordem jurídica precedente.
b) O poder constituinte derivado decorrente é caracterizado, em sua essência, pela sua ausência
de vinculação a qualquer regra anterior, pela sua autonomia e pela sua incondicionalidade.
c) As normas acrescidas ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) pelo poder
constituinte de reforma não admitem controle de constitucionalidade.
d) O exercício do poder constituinte derivado não deve obediência às normas de natureza
procedimental estabelecidas pelo legislador constituinte originário.
e) A competência atribuída aos Estados Federados brasileiros para a elaboração de suas
constituições, segundo doutrina pacífica a esse respeito, é denominada de poder constituinte
derivado decorrente.
Comentários:
Letra A: errada. O Poder Constituinte Originário é aquele que instaura uma nova ordem jurídica,
rompendo completamente com a anterior. O Poder Constituinte Originário é aquele que elabora
uma nova Constituição.
Letra B: errada. O Poder Constituinte Originário é que é incondicionado e juridicamente
ilimitado. O Poder Constituinte Derivado é condicionado e limitado.
Letra C: errada. As normas do ADCT também podem ser objeto de controle de
constitucionalidade.

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Letra D: errada. O exercício do Poder Constituinte Derivado deve obediência às normas de


natureza procedimental previstas na Constituição.
Letra E: correta. O Poder Constituinte Derivado Decorrente é o poder atribuído aos Estados para
que elaborem as Constituições estaduais.

5. (FUNCAB / SC-CE – 2013) O poder de elaborar ou atualizar uma Constituição mediante


supressão, modificação ou acréscimo de normas constitucionais denomina-se poder:
a) de polícia.
b) executivo.
c) constituinte.
d) regulamentar.
e) discricionário
Comentários:
O poder de elaborar ou modificar (atualizar) uma Constituição é denominado Poder Constituinte.
O Poder Constituinte pode ser: i) Poder Constituinte Originário (elabora uma nova Constituição)
ou; ii) Poder Constituinte Derivado (modifica a Constituição).
A resposta é a letra C.

6. (FUNCAB / Procurador DER – RO – 2010) O poder constituinte derivado decorrente pode ser
definido como aquele que:
a) decorre do poder constituinte originário para modificar a Constituição Federal por meio de
procedimento específico, sem que haja uma verdadeira revolução.
b) emana diretamente da soberania popular decorrente de Emendas Constitucionais da iniciativa
popular.
c) decorre do poder constituinte originário para modificar a Constituição Federal de forma
condicionada e limitada às regras instituídas por aquele.
d) decorre da capacidade de auto-organização estabelecida aos Estados-membros pelo poder
constituinte originário.
e) decorre de Emendas Constitucionais que modificam a forma de estado e sistema de governo
após consulta popular por meio de plebiscito.
Comentários:
O Poder Constituinte Derivado Decorrente é o poder atribuído aos Estados federados para que
elaborem as suas Constituições estaduais. É um poder que decorre da capacidade de
auto-organização que o Poder Constituinte Originário concedeu aos Estados federados.
A resposta é a letra D.

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7. (FUNCAB / PC-ES – 2013) Quanto à Constituição da República Federativa do Brasil de 1988,


pode-se afirmar:
I. Adota o princípio da hierarquia das normas, assim as leis federais têm maior valor que as leis
estaduais e estas maior valor que as leis municipais.
II. É rígida, motivo pelo qual não pode ser alterada.
III. Caso haja aprovação em plebiscito, poderá ser objeto de deliberação de proposta de emenda
tendente a abolir a forma federativa de Estado.
IV. Toda modificação constitucional, feita com desrespeito do procedimento especial
estabelecido ou de preceito que não possa ser objeto de emenda, padecerá de vício de
inconstitucionalidade.
Indique a opção que contempla a(s) assertiva(s) correta(s).
a) I, II, III e IV.
b) II e III, apenas.
c) I e IV, apenas.
d) I, apenas.
e) IV, apenas.
Comentários:
A primeira assertiva está errada. As leis federais, estaduais e municipais estão no mesmo nível
hierárquico.
A segunda assertiva está errada. A CF/88 é rígida, o que significa que ela poderá ser alterada por
procedimento mais dificultoso que o de elaboração das leis ordinárias.
A terceira assertiva está errada. A forma federativa de Estado é uma cláusula pétrea. Logo, uma
emenda constitucional não poderá ser tendente a aboli-la.
A quarta assertiva está correta. As emendas constitucionais que forem elaboradas sem
obediência aos procedimentos especiais previstos na CF ou que violem cláusulas pétreas
padecerão de inconstitucionalidade.
O gabarito é a letra E.

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