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Considerações Ibge

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CONSIDERAÇÕES SOBRE OS DADOS DO IBGE 2022 E 2024

IBGE 2022

A população negra, dentre o total de pessoas ocupadas, tem um total de 53,8%


ante 45,2% da população branca.

A presença da população negra é mais acentuada nas atividades da Agropecuária


(59,5), Construção (66,2%) e nos serviços domésticos (66,8%), que são atividades
que possuíam rendimentos inferiores da média de posturas atividades. Enquanto a
população branca predomina nas atividades de Informação, atividades financeiras
e outras atividades profissionais e Administração pública, educação, saúde e
serviços sociais, essas atividades têm um rendimento bem superior média.

Em 2012, o rendimento médio da população branca era de R$ 3.121,00, enquanto


a da população negra era de R$ 1.784,00

Em 2021, o rendimento médio da população branca era de R$ 3.202,00, enquanto


o rendimento da população negra era de R$ 1.847,00.
Observa-se que em 2021, a população branca ganhava em média 73,4% mais do
que a população negra.

De acordo com o IBGE:

“Em 2021, a população ocupada de cor ou raça branca recebia rendimento-hora


superior à população de cor ou raça preta ou parda qualquer que fosse o nível de
instrução, sendo a maior diferença na categoria superior completo, R$ 34,40 contra
R$ 24,50, ou seja, 40,8% acima. Considerando o valor total médio, a diferença foi
de 69,4% em favor da população branca”. Ou seja, em todos os níveis de instrução
a população branca tem um rendimento-hora maior que a população negra.
A população negra tem uma maior porcentagem de informalidade sendo 46,3%
ante 32,7% da população branca.
Em 2021 comparado a 2020, houve um aumento da inserção da população a
ocupações que são informais. A população negra teve um aumento de 1,6% contra
0,9% da população branca e de 2012 até 2021, a população negra sempre possuiu
uma porcentagem maior de pessoas em uma ocupação informal comparada a
população branca.

De acordo com IBGE:

“Tais resultados refletem desigualdades historicamente constituídas, como a


maior proporção de pessoas de cor ou raça preta ou parda em posições na
ocupação de empregados e trabalhadores domésticos sem carteira de trabalho
assinada, além de trabalhadores por conta própria não contribuintes para a
previdência social”

De 2012-2021, a população negra esteve a frente na taxa composta de


subutilização.
Observando o gráfico acima, pode-se analisar que após a Reforma Trabalhista de
2017, houve um aumento exponencial do total de pessoas subutilizadas. Isso se
reflete na população negra que em 2021 esteve ocupando uma taxa de 33,2%
enquanto a população branca 22,5%.

O IBGE analisou:

Ao longo da série, a taxa de desocupação da população de cor ou raça preta ou


parda foi maior do que a da população de cor ou raça branca, revelando mais uma
desigualdade estrutural do mercado de trabalho brasileiro. Em 2021, as taxas de
desocupação foram de 16,3% para pretos ou pardos contra 11,3% para brancos.
Embora a população de cor ou raça branca seja mais escolarizada que a preta ou
parda, esse aspecto não pode ser apontado como única explicação para a
diferença na taxa de desocupação. Quando comparadas pessoas com níveis de
instrução semelhantes, a taxa de desocupação é sempre maior para as pessoas de
cor ou raça preta ou parda (Gráfico 17 e Tabela 1.1). Entretanto, a diferença é menor
quando observadas apenas as pessoas com ensino superior, 6,6% para aquelas de
cor ou raça branca e 8,3% para as de cor ou raça preta ou parda, no ano 2021,
demonstrando que o acesso ao ensino superior é um fator que contribui para a
redução de desigualdades.
Quando comparado por cor ou raça o número de pessoas ocupadas e
subocupadas por insuficiência de horas, ficou constatado que no percentual, a
população negra compõe em ampla maioria os subocupados, com 65,3% da
população e 53% ocupados.

Já a população branca com apenas 33,8% da população subocupada por


insuficiência de horas enquanto 45,2% são ocupadas.
Segundo o IBGE:

“Tanto para o Brasil, como para os demais países, a situação de atividade dos
jovens está fortemente relacionada ao sexo (EDUCATION…, 2021). As mulheres
tendem a formar a maioria do grupo que não estudava nem estava ocupado em
função de fatores culturais estruturais que não dependem diretamente da situação
do mercado de trabalho. Em 2021, dos 12,7 milhões de jovens de 15 a 29 anos que
não estudavam nem estavam ocupados no Brasil, as mulheres de cor ou raça preta
ou parda representavam 5,3 milhões desses jovens (41,9%), enquanto as brancas
formavam menos da metade desse montante: 2,6 milhões (20,5%), totalizando 7,9
milhões de mulheres ou 62,5% dos jovens que não estudavam nem estavam
ocupados. Os 4,7 milhões de jovens restantes nessa situação eram compostos por
3,0 milhões de homens pretos ou pardos (24,3%) e por 1,6 milhões de brancos
(12,5%) (Gráfico 24). Embora todos os grupos por sexo e cor ou raça tenham
experimentado acréscimos nos valores absolutos de jovens de 15 a 29 anos que
não estudavam nem estavam ocupados, o impacto da pandemia não alterou
significativamente a composição por cor ou raça e sexo, quando comparamos 2019
com 2021. O aumento percentual de homens brancos (15,6%) fez com que esse
grupo elevasse em 1,2 pontos percentuais sua participação entre os jovens que não
estudavam e não estavam ocupados entre 2019 e 2021. Esse aumento foi
acompanhado pela queda de 1,9 ponto percentual na participação de mulheres
pretas ou pardas, que experimentara um aumentou percentual de 0,3% entre 2019
e 2021 (Gráfico 24).
Conclusão IBGE 2022

Os dados de 2022 mostram uma desigualdade estrutural no mercado de trabalho


brasileiro, com a população negra mais concentrada em ocupações de menor
rendimento, como agropecuária, construção civil e serviços domésticos. Enquanto
isso, a população branca predominava em setores de maior remuneração, como
informação, atividades financeiras e administração pública.

Havia uma disparidade significativa nos rendimentos: em 2021, a população


branca ganhava, em média, 73,4% mais do que a população negra. Além disso, os
trabalhadores negros enfrentavam maior informalidade (66,3% contra 32,7% dos
brancos) e subutilização no mercado de trabalho. Mesmo com níveis de
escolaridade semelhantes, as taxas de desemprego eram sempre maiores para
negros e pardos.

A Reforma Trabalhista de 2017 contribuiu para um aumento exponencial da


subutilização da força de trabalho, afetando principalmente a população negra. Em
2021, a taxa de subutilização para negros era de 33,2%, enquanto para brancos era
de 22,5%.

Outro ponto relevante foi o percentual de jovens de 15 a 29 anos que não


estudavam nem trabalhavam, sendo a maioria mulheres negras (41,9%), refletindo
desigualdades estruturais de gênero e raça.

IBGE 2024

De acordo com o IBGE, as pessoas brancas ganhavam 69, mais do que as pessoas
negras em 2023. Acrescenta que “Desponta que atividades econômicas que,
historicamente, apresentam os menores rendimentos médios – Serviços
domésticos (R$ 1 143), Agropecuária (R$ 1 814) e Construção (R$ 2376) (Tabela 1.9)
– são as que possuem, proporcionalmente, mais pessoas ocupadas de cor ou raça
preta ou parda (Tabela 1.7).”
Disse o IBGE que:

“Em 2023, a população ocupada de cor ou raça branca recebia rendimento-hora


superior à população de cor ou raça preta ou parda qualquer que fosse o nível de
instrução, sendo a maior diferença na categoria Superior completo, quer dizer, R$
40,24 para brancos contra R$ 28,11 para pretos ou pardos. Considerando o valor
total médio, a diferença foi de 67,7% favoravelmente à população branca (R$ 23,02)
em relação à preta ou parda (R$ 13,73) (Gráfico 8 e a Tabela 1.4).

O mesmo indicador segundo sexo, mostra que o rendimento-hora dos homens (R$
18,81) foi superior em 12,6% ao das mulheres (R$ 16,70). Da mesma forma que na
comparação por cor ou raça, a maior diferenciação ocorreu entre pessoas com
nível superior completo, pois o rendimento médio dos homens (R$ 42,60) superou
o das mulheres (R$ 30,03) em 41,8% (Tabela 1.4).”
Em comparação ao ano anterior, a população negra reduziu em 1 percentual sua
porcentagem na informalidade.

Quanto a subutilização, a porcentagem reduziu drasticamente de 24,6% para


21,3% seguindo sendo um numero menor que o de 2015.]

Segundo IBGE, os números dos jovens que nem estudam e nem trabalharam, foram
reduzidos quando comparados aos anos anteriores.
O IBGE diz:

CONCLUSÃO IBGE 2024

Os dados mais recentes do IBGE indicam que a desigualdade salarial entre negros
e brancos persistiu. Em 2023, as pessoas brancas ainda ganhavam 69% mais do
que as negras. Setores com os menores rendimentos médios continuaram sendo
aqueles com maior presença da população negra, como serviços domésticos (R$
1.143), agropecuária (R$ 1.814) e construção (R$ 2.376).
Mesmo com essa disparidade, houve algumas melhorias. A informalidade entre
negros reduziu em 1%, e a taxa de subutilização caiu de 24,6% para 21,3%, voltando
a patamares inferiores aos de 2015. Além disso, o número de jovens que não
estudam nem trabalham apresentou uma redução quando comparado a anos
anteriores.

No entanto, a diferença salarial persistiu em todos os níveis de instrução. No ensino


superior, por exemplo, os brancos ganhavam R$ 40,24 por hora contra R$ 28,11 dos
negros. A desigualdade de gênero também se manteve: homens recebiam, em
média, 12,6% a mais que as mulheres, com a maior disparidade ocorrendo entre
aqueles com ensino superior completo (R$ 42,60 para homens contra R$ 30,03 para
mulheres).

Comparativo IBGE 2022 x IBGE 2024

1. Desigualdade salarial: Houve uma leve redução na diferença salarial entre


brancos e negros, de 73,4% em 2021 para 69% em 2023, mas a disparidade
ainda é grande.

2. Setores de trabalho: A distribuição da população negra nos setores de


menor remuneração permaneceu praticamente inalterada.

3. Informalidade: Houve uma pequena redução na informalidade entre negros


(-1%), indicando uma possível melhora na formalização do trabalho.

4. Subutilização: A taxa caiu de 24,6% para 21,3%, sugerindo uma melhora na


absorção da mão de obra.

5. Juventude fora do mercado de trabalho e estudo: O número de jovens que


não estudam nem trabalham diminuiu, o que pode indicar políticas mais
eficazes para essa faixa etária.

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