ALEXANDRE CHAVES RESENDE
BRUNO MACHADO SANTOS
CAROLAINE FERREIRA DIAS
CRISTIANE JESUS BORGES BATISTA
LARA HELENA CARVALHO SILVA
LETYCIA DE MELO BORGES
DIMENSIONAMENTO DE CÂMARA
FRIGORÍFICA E PROJETO DE
AR-CONDICIONADO PARA UM ESCRITÓRIO
LAVRAS - MG
2024
1. Introdução 3
1.1 Câmaras frigoríficas 3
1.2 Ar condicionado 3
2. Objetivos 5
3. Condições de projeto 6
3.1.1 Condições climáticas de São Paulo 6
3.2 Seleção dos Produtos 6
3.2.1 Alface 6
3.2.2 Carne 6
4. Dimensionamento da Câmara Frigorífica 7
4.1 Cálculo da Capacidade de Armazenamento da Carne e Alface 7
4.1.1 Armazenamento de Carne em Ganchos 7
4.1.2 Armazenamento de Alface em Prateleiras 8
5. Dimensionamento do Isolamento 8
5.1 Quantidade do Painel Isotérmico 10
5.2 Cálculo da Área Total a Ser Isolada 10
6. Uso do Software CoolSelector®2 da Danfoss 11
6.1 Objetivo do Uso do CoolSelector®2 11
6.2 Parâmetros aplicados 11
7. Desempenho dos Compressores e Fatores de Perda de Calor 12
7.1 Parâmetros Configurados e Análise do Ciclo de Refrigeração 13
8. Análise Atualizada do Ciclo de Refrigeração 15
9. Parte 2 - Ar condicionado 16
Características do escritório: 18
Cálculo do Peso das Paredes: 19
10. Conclusão 23
11. Referências 25
1. Introdução
1.1 Câmaras frigoríficas
Um dimensionamento preciso de câmaras frigoríficas é crucial para garantir
a conservação prolongada de alimentos, preservando sua qualidade e segurança.
Este relatório explora o projeto de uma câmara frigorífica projetada para manter
vegetais em condições ideais de temperatura e umidade, além de assegurar a
preservação de carnes congeladas em um ambiente controlado por longos
períodos.
A eficiência de uma câmara frigorífica depende de diversos componentes
técnicos, cada um desempenhando um papel essencial no controle do
microclima interno. O evaporador é responsável pela remoção do calor e pela
regulação da umidade, criando um ambiente onde os vegetais mantêm sua
frescura e as carnes permanecem congeladas sem formação excessiva de cristais
de gelo. O compressor eleva a pressão do refrigerante, permitindo que o
condensador dissipe o calor para o exterior da câmara, enquanto a válvula de
expansão controla a entrada de refrigerante no evaporador, otimizando o
controle térmico e da umidade.
Além desses componentes principais, o isolamento térmico da câmara é
fundamental para minimizar as trocas de calor e umidade com o ambiente
externo, garantindo a estabilidade dos parâmetros internos. A segregação das
zonas de armazenamento, com controle específico para vegetais e carnes, é
essencial para evitar contaminações cruzadas e assegurar que cada produto seja
mantido em suas condições ideais.
Este relatório busca apresentar uma análise técnica detalhada, incluindo os
cálculos de carga térmica e umidade, a seleção dos materiais e equipamentos
mais adequados, e as melhores práticas para o projeto de uma câmara frigorífica
eficiente. O objetivo é garantir a conservação dos alimentos em condições
ótimas, prolongando sua vida útil e preservando sua qualidade, com foco na
eficiência energética e na aplicação de conceitos avançados de refrigeração e
ar-condicionado.
1.2 Ar condicionado
O ar condicionado é um equipamento essencial para garantir conforto
térmico e melhorar a qualidade do ar em ambientes fechados, como residências,
indústrias e estabelecimentos comerciais. Ele permite o controle preciso da
temperatura, da umidade e da pureza do ar, criando um espaço mais agradável e
saudável.
Seu funcionamento envolve componentes principais como o compressor, o
evaporador, o condensador e o termostato, que atuam em conjunto para resfriar e
distribuir o ar de maneira eficiente. A fim de manter o ambiente com uma
temperatura estável para o conforto térmico
Neste caso vamos analisar a utilização do ar condicionado para um
escritório de uma casa.
Figura -
Fonte:
2. Objetivos
O propósito da primeira etapa do projeto é dimensionar uma
câmara frigorífica destinada ao armazenamento de um produto vegetal
específico. Para isso, foram definidos o produto a ser armazenado e o local
de instalação da câmara. Neste caso, o produto selecionado é a alface, e a
câmara será instalada na cidade de São Paulo - SP.
O dimensionamento de uma câmara frigorífica em São Paulo exige
uma abordagem técnica detalhada, levando em consideração os fatores
climáticos da região e os requisitos específicos para o armazenamento do
produto. A termodinâmica é fundamental na determinação da capacidade
de refrigeração necessária para manter a temperatura interna adequada da
câmara. Para isso, é crucial avaliar a carga térmica, considerando a
transferência de calor por condução, convecção e radiação, além das
propriedades dos produtos armazenados. A psicometria também
desempenha um papel essencial na escolha dos equipamentos de
refrigeração, levando em conta a umidade relativa e a temperatura do ar
para garantir as condições ideais dentro da câmara.
3. Condições de projeto
3.1.1 Condições climáticas de São Paulo
A câmara frigorífica estará localizada em São Paulo-SP, para determinação
da temperatura ambiente em São Paulo, assim como a umidade relativa, foi
utilizado o banco de dados referente ao ano de 1990 a 2020 da estação
meteorológica do INMET e o resultado se encontra na tabela seguinte. Então
com base na tabela abaixo, realizando a média variável ao longo dos meses,
podemos delimitar como a Temperatura a ser utilizada como 30 ºC e uma
umidade relativa de 75%.
Figura 3.1 - Dados de temperatura médio ao longos meses de 1190 a 2020
Fonte: INMET
Além disso, a escolha de São Paulo foi motivada por ela ser o centro de
redes fast food e restaurantes, onde, no geral, demandam de um controle
estritamente consolidado das condições de contorno para os alimentos
utilizados.
3.2 Seleção dos Produtos
3.2.1 Alface
O alface, por ser um vegetal de folhas delicadas, requer condições de
armazenamento bastante específicas para manter sua frescura e textura. A
temperatura ideal para armazenar alface é entre 0°C e 4°C, o que ajuda a
retardar o processo de deterioração sem causar danos por congelamento. De
acordo com Smulders (2002), essa faixa de temperatura é crucial para preservar
a qualidade do alface durante o armazenamento e distribuição.
Além disso, a umidade relativa deve ser mantida em um nível elevado,
idealmente entre 85% e 95%, para evitar a desidratação das folhas e a perda de
turgidez. Manter essa umidade é essencial para garantir que o alface permaneça
crocante e visualmente atraente para os consumidores, como apontado por
Kader (2002).
Essas condições de temperatura e umidade asseguram que o alface
mantenha sua qualidade por um período mais prolongado, minimizando as
perdas e garantindo um produto de alta qualidade até o ponto de consumo e/ou
venda.
3.2.2 Carne
Para garantir a qualidade e segurança da carne durante o armazenamento, é
fundamental manter condições rigorosas de temperatura e umidade. A carne
deve ser armazenada a temperaturas abaixo de -18°C, o que é eficaz para
minimizar a proliferação de microrganismos e prevenir a deterioração do
produto. Esta prática é amplamente aceita e recomendada na indústria de carnes,
como destacado por Aberle et al. (2001) e Lawrie (2017).
Além disso, a umidade relativa do ambiente de armazenamento também
desempenha um papel crucial. Para evitar a perda de umidade e o surgimento do
fenômeno conhecido como "freezer burn" (queimadura por congelamento), a
umidade relativa recomendada para o armazenamento de carne congelada deve
estar entre 85% e 90%, conforme sugerido pelas diretrizes do USDA (2011).
Desse modo, com condições saudáveis podemos garantir a preservação e a
integridade física da carne, mas também com suas propriedades sensoriais, como
sabor e textura, sejam mantidas ao longo do período de armazenamento.
4. Dimensionamento da Câmara Frigorífica
4.1 Cálculo da Capacidade de Armazenamento da Carne e Alface
4.1.1 Armazenamento de Carne em Ganchos
Para garantir a circulação de ar adequada e uma refrigeração uniforme, a
carne será armazenada em ganchos suspensos na câmara frigorífica. Este
método é ideal para peças grandes, como carcaças, ou cortes de carne que
precisam de espaço ao redor para evitar a formação de áreas de calor.
● Premissas para o Cálculo:
● Peso máximo por gancho: 200 kg
● Espaçamento entre ganchos: 0,5 m
● Espaçamento entre fileiras de ganchos: 1 m
● Dimensões da câmara: 5m (largura) x 4m (comprimento) x 3m
(altura)
Cálculo do Número de Ganchos:
A disposição dos ganchos será feita em fileiras com 1 m de espaço entre
elas:
● Número de fileiras de ganchos: 4m/1m=4
● Fileiras: 1m/4m =4 fileiras
● Número de ganchos por fileira: 5m/0,5m=10
● Ganchos/fileira: 0,5m/5m=10 ganchos/fileira
O número total de ganchos na câmara será:
Número total de ganchos = 4 fileiras x 10 ganchos/fileira = 40 ganchos
Capacidade Total de Armazenamento de Carne;
Considerando que cada gancho pode suportar até 200 kg de carne:
Capacidade total de armazenamento de carne = 40 ganchos x 200 kg/gancho =
8.000 kg
4.1.2 Armazenamento de Alface em Prateleiras
O alface, por ser um vegetal volumoso e delicado, será armazenado em
prateleiras ou caixas plásticas empilháveis dentro da câmara frigorífica. Este
método assegura que o alface seja armazenado sem compactação, permitindo
uma circulação adequada de ar e preservando a qualidade do produto.
Premissas para o Cálculo:
● Peso máximo por prateleira: 100 kg
● Número de prateleiras por estante: 4 prateleiras por estante
● Dimensões das estantes: 0,5 m de largura e 0,6 m de profundidade
● Dimensões da câmara: 5m (largura) x 4m (comprimento) x 3m
(altura)
Cálculo do Número de Estantes:
Considerando a disposição das estantes nas paredes laterais e na parede
traseira da câmara:
● Número de estantes por parede lateral (5m):
● 5m/0,5m/estante=10 estantes
● Número de estantes por parede traseira (4m):
● 4m/0,5m/estante=estantes
O número total de estantes será:
Número total de estantes = 2 x 10 (laterais) + 8 (traseira) = 28 estantes
Capacidade Total de Armazenamento de Alface:
Cada estante possui 4 prateleiras, e cada prateleira pode suportar até 100 kg
de alface:
Capacidade total de armazenamento de alface = 28 estantes x 4
prateleiras/estante x 100 kg/prateleira = 11.200 kg
5. Dimensionamento do Isolamento
Para o dimensionamento do isolamento térmico das câmaras frigoríficas, o
painel isotérmico selecionado possui núcleo com material isolante em poliuretano
(PUR) ou poliestireno expandido (EPS), conforme as especificações da norma
ABNT Tipo 3. Essa escolha é feita para assegurar que as propriedades
físico-químicas atendam às exigências de segurança e durabilidade do produto.
(incluir tabela)-Fonte: ABNT NBR 11949 e ABNT NBR 12094
Conforme a Tabela 1, o poliestireno expandido (EPS) Tipo 3 foi escolhido como
material de isolamento para os vegetais (alface) e carne, seguindo a norma ABNT.
Este material oferece uma boa relação entre condutividade térmica e espessura
necessária para a aplicação, permitindo um isolamento eficaz com uma espessura
de 100 mm.
Tabela 1 - Cálculo da Carga Térmica com Isolamento arrimar tabela
Parâmetro Unidade Câmara de alface Câmara de carne
Espessura do mm 100 100
isolamento
Coeficiente de W/m²K 0,25 0,25
transmissão
Térmica
Área total da m² 94 94
Superfície
Diferença de ºC 48 28
Temperatura
Carga térmica por kW 1,128 0,658
transmissão
Fonte:O autor (2024)
Para calcular a espessura do isolamento, utilizamos a equação que relaciona
a condutividade térmica do material (λ\lambdaλ), a espessura (eee), e a diferença
de temperatura (ΔT\Delta TΔT):
Para calcular a espessura do isolamento, utilizamos a equação que relaciona
a condutividade térmica do material (λ), a espessura (e), é a diferença de
temperatura (ΔT):
λ ·𝐴·Δ𝑇
𝑄= 𝑒
Onde:
● Q é a carga térmica (W),
● A é a área da superfície (m²),
● λ é a condutividade térmica do material (W/m²K),
● e é a espessura do isolamento (m),
● ΔT é a diferença de temperatura entre o ambiente interno e externo
(K)
Considerações Adicionais:
● Movimentação de Ar e Calor de Respiração: Para os vegetais, como o
alface, é necessário considerar também o calor gerado pelo processo de
respiração do produto, o que foi incluído no cálculo de carga térmica.
● Calor Específico: O calor específico do EPS, conforme a norma, foi
utilizado para ajustar as condições de armazenamento, garantindo que o
isolamento seja eficiente mesmo em variações de temperatura internas.
5.1 Quantidade do Painel Isotérmico
Para o dimensionamento da câmara frigorífica, é necessário calcular a quantidade
de painéis isotérmicos necessários para cobrir toda a superfície das câmaras de
carne e alface. O painel isotérmico selecionado possui núcleo com material isolante
em poliuretano (PUR) ou poliestireno expandido (EPS), conforme as
especificações da norma ABNT Tipo 3, que garante as propriedades térmicas
necessárias para o isolamento eficiente.
5.2 Cálculo da Área Total a Ser Isolada
Considerando as dimensões das câmaras frigoríficas:
Câmara de Carne e Alface:
● Dimensões da Câmara: 5m (largura) x 4m (comprimento) x 3m (altura)
Área das Paredes:
● Parede 1 e 2: 5m × 3m = 15m² (cada)
● Parede 3 e 4: 4m × 3m = 12m² (cada)
Área do Teto e Piso:
● Teto: 5m × 4m = 20m²
● Piso: 5m × 4m = 20m²
Área Total das Superfícies:
● Paredes: 2 × 15m² + 2 × 12m² = 54m²
● Teto e Piso: 20m² + 20m² = 40m²
Área Total a Ser Isolada:
● 54m² + 40m² = 94m²s
6. Uso do Software CoolSelector®2 da Danfoss
O software CoolSelector®2, desenvolvido pela Danfoss, é uma ferramenta
essencial para o dimensionamento de componentes e sistemas de refrigeração. Ele
permite a seleção precisa de válvulas, trocadores de calor, compressores e outros
componentes, com base em parâmetros como capacidade de refrigeração, tipo de
refrigerante, condições operacionais e eficiência energética. Neste projeto, o
CoolSelector®2 foi utilizado para calcular a carga térmica e dimensionar as
câmaras frigoríficas para o armazenamento de carne e alface.
6.1 Objetivo do Uso do CoolSelector®2
O objetivo principal ao utilizar o CoolSelector®2 foi determinar as
condições operacionais ideais para as câmaras frigoríficas, garantindo que o
sistema de refrigeração possa manter as temperaturas específicas de cada produto
(carne e alface) de forma eficiente e com o menor consumo de energia possível.
Além disso, o software ajudou a definir o ciclo de refrigeração mais adequado, bem
como os componentes que melhor atendem às necessidades do sistema.
6.2 Parâmetros aplicados
1. Seleção do Refrigerante:
○ O refrigerante selecionado foi o R404A, escolhido devido à sua alta
eficiência em aplicações de refrigeração comercial e industrial, além
de ser amplamente utilizado para uma ampla faixa de temperaturas,
o que o torna ideal para as condições operacionais das câmaras
frigoríficas de carne e alface.
2. Definição das Condições de Operação:
○ Câmara de Carne:
■ Temperatura de Entrada do Produto: -18°C
■ Temperatura Interna da Câmara: -15°C
■ Capacidade de Refrigeração: 4,487 kW
■ Umidade Relativa: 85%
■ Troca de Ar (Infiltração): 6,5 vezes por hora
■ Carga de Resfriamento de Produto: 1.469 kW
■ Cargas Adicionais:
■ Luz: 160 W
■ Pessoas: 400 W
■ Ventiladores: 132,9 W
■ Outros (equipamentos): 500 W
○ Câmara de Alface:
■ Temperatura de Entrada do Produto: 25°C
■ Temperatura Interna da Câmara: 2°C
■ Capacidade de Refrigeração: 31,64 kW
■ Umidade Relativa: 55%
■ Troca de Ar (Infiltração): 30% (correspondente a infiltração
regular)
■ Carga de Resfriamento de Produto: 1.469 kW
■ Cargas Adicionais:
■ Luz: 160 W
■ Pessoas: 400 W
■ Ventiladores: 132,9 W
■ Outros (equipamentos): 500 W
3. Cálculo da Carga Térmica:
○ O CoolSelector®2 foi utilizado para calcular a carga térmica de cada
câmara, levando em consideração a transmissão de calor através das
superfícies (paredes, teto e piso) e o calor gerado pelos produtos
armazenados, como o calor de respiração no caso dos vegetais.
4. Dimensionamento dos Componentes:
○ Evaporadores: Dimensionados para suportar as cargas térmicas
calculadas.
■ Câmara de Carne: Evaporador dimensionado para uma carga
de 4,487 kW.
■ Câmara de Alface: Evaporador dimensionado para uma
carga de 31,64 kW.
○ Válvulas de Expansão: Selecionadas para garantir uma expansão
adequada do refrigerante com base nas cargas térmicas e condições
operacionais definidas.
7. Desempenho dos Compressores e Fatores de Perda de Calor
No projeto do sistema de refrigeração das câmaras frigoríficas, foi dada
especial atenção ao desempenho dos compressores e aos fatores de perda de calor,
utilizando como base a eficiência isentrópica e o Coeficiente de Performance
(COP).
A eficiência isentrópica dos compressores foi configurada em 70% tanto
para o estágio de alta pressão (HS) quanto para o estágio de baixa pressão (LS). A
eficiência isentrópica é uma medida de quão eficazmente o compressor realiza o
trabalho de compressão. Uma eficiência isentrópica mais alta significa que o
compressor requer menos energia para realizar a compressão, resultando em um
sistema mais eficiente e com menor consumo energético.
O Coeficiente de Performance (COP), que é um indicador crítico da
eficiência do ciclo de refrigeração, foi calculado como 2,966 para o estágio de alta
pressão e 1,477 para o estágio de baixa pressão. O COP quantifica a eficiência do
sistema, mostrando o quanto de calor é extraído por unidade de energia consumida.
Um COP mais alto indica que o sistema está operando de forma mais eficiente,
extraindo mais calor com menos energia, o que é essencial para reduzir os custos
operacionais e melhorar a sustentabilidade do sistema.
Além disso, foi utilizado o refrigerante R404A, amplamente reconhecido
por sua adequação em aplicações de baixa e média temperatura, como as
necessárias para as câmaras frigoríficas projetadas. O R404A é um refrigerante
comum em sistemas de refrigeração comercial e industrial, oferecendo um bom
equilíbrio entre eficiência e compatibilidade com as temperaturas operacionais
exigidas.
Os fatores de perda de calor foram estimados em 10% para ambos os
estágios, alta e baixa pressão. Esses valores representam as ineficiências do sistema
que podem resultar em perda de calor devido à ineficiência dos componentes do
compressor. Esses fatores são cruciais para entender a real performance do sistema,
garantindo que o projeto leve em consideração as possíveis perdas e que sejam
implementadas medidas para mitigá-las.
Este conjunto de parâmetros foi cuidadosamente ajustado para assegurar
que o sistema de refrigeração funcione de maneira eficiente e confiável, com
minimização das perdas de energia e manutenção das condições térmicas ideais
dentro das câmaras frigoríficas.
7.1 Parâmetros Configurados e Análise do Ciclo de Refrigeração
No desenvolvimento das câmaras frigoríficas com o uso do software
CoolPack, foram configurados parâmetros fundamentais para assegurar a eficiência
e o desempenho do sistema de refrigeração.
As capacidades de resfriamento foram definidas como 4,487 kW para o
estágio de alta pressão (câmara de alface) e 31,64 kW para o estágio de baixa
pressão (câmara de carne). Esses valores determinam a quantidade de calor que
cada estágio é capaz de remover.
A eficiência volumétrica dos compressores foi configurada em 80% para
ambos os estágios, refletindo a eficácia na movimentação do refrigerante. A
eficiência isentrópica, ajustada em 70% para os dois estágios, indica a eficiência
com que o compressor realiza o trabalho de compressão, minimizando o consumo
de energia.
O Coeficiente de Performance (COP) foi calculado como 2,966 para o
estágio de alta pressão e 1,477 para o estágio de baixa pressão, medindo a
eficiência do ciclo de refrigeração. Um COP mais elevado significa que o sistema é
mais eficiente, extraindo mais calor por unidade de energia consumida.
Outros parâmetros configurados incluem o uso do refrigerante R404A,
adequado para aplicações de baixa e média temperatura, é um fator de perda de
calor de 10% para ambos os estágios, que representa as ineficiências do sistema.
No ciclo termodinâmico, as temperaturas de evaporação foram
estabelecidas em -10°C para o estágio de alta pressão e -35°C para o estágio de
baixa pressão, permitindo a absorção de calor nas câmaras de alface e carne,
respectivamente. A temperatura de condensação foi configurada em 35°C,
representando o ponto onde o refrigerante libera calor e retorna ao estado líquido.
O superaquecimento foi ajustado em 5°C em ambos os estágios, garantindo que o
refrigerante esteja completamente gasoso antes de entrar no compressor. O
subresfriamento foi estabelecido em 1°C, aumentando a eficiência do ciclo ao
permitir uma maior absorção de calor no evaporador.
Figura - Ciclo termodinâmico obtido através do software CoolPack.
Fonte: Autoral (Coolpack).
8. Análise Atualizada do Ciclo de Refrigeração
No processo de atualização do ciclo de refrigeração das câmaras
frigoríficas, foram analisados diversos parâmetros cruciais, incluindo as
temperaturas de evaporação, o Coeficiente de Performance (COP), a capacidade de
resfriamento, o trabalho do compressor e o fluxo mássico. Essas variáveis são
essenciais para avaliar a eficiência e o desempenho do sistema.
As temperaturas de evaporação foram definidas em 2,0°C para o estágio de
alta pressão (TE_HS) e -35,0°C para o estágio de baixa pressão (TE_LS). Essas
configurações são fundamentais para o funcionamento adequado das câmaras
frigoríficas, com a câmara de alface operando a uma temperatura mais alta e a
câmara de carne a uma temperatura significativamente mais baixa.
Fonte: Autor
O Coeficiente de Performance (COP) foi calculado novamente, resultando
em 4,507 para o estágio de alta pressão (COP_HS), indicando um aumento
considerável na eficiência, devido à temperatura de evaporação mais alta. O COP
do estágio de baixa pressão (COP_LS) permaneceu inalterado em 1,477, o que era
esperado, dado que a temperatura de evaporação para esse estágio não foi alterada.
O COP total do sistema foi calculado em 1,819, refletindo uma eficiência global
razoável, especialmente considerando as exigências de temperatura mais baixa no
estágio de baixa pressão.
A capacidade de resfriamento foi ajustada para 4,5 kW no estágio de alta
pressão (Q_E,HS) e mantida em 31,6 kW no estágio de baixa pressão (Q_E,LS).
Esses valores indicam que, embora a capacidade de resfriamento no estágio de alta
pressão tenha sido ligeiramente reduzida, ela continua dentro dos parâmetros
necessários para o resfriamento eficiente da câmara de alface.
O trabalho do compressor foi calculado como 2,4 kW no estágio de alta
pressão (W_HS), representando uma redução em relação aos valores anteriores, o
que sugere uma operação mais eficiente. No estágio de baixa pressão (W_LS), o
trabalho do compressor foi mantido em 17,5 kW, alinhado com as demandas de
resfriamento mais intensas da câmara de carne.
O fluxo mássico do refrigerante foi definido em 0,087 kg/s no estágio de
alta pressão (m_dot_HS) e 0,255 kg/s no estágio de baixa pressão (m_dot_LS),
garantindo a circulação adequada do refrigerante para atender às necessidades de
resfriamento de cada câmara.
Em resumo, a atualização da temperatura de evaporação no estágio de alta
pressão resultou em uma operação mais eficiente do sistema, particularmente na
câmara de alface. O COP total de 1,819 indica que o sistema opera com uma
eficiência global razoável, apesar das exigências de temperatura mais baixa no
estágio de baixa pressão.
9. Parte 2 - Ar condicionado
O objetivo deste projeto é desenvolver um sistema de ar condicionado
eficiente e personalizado para um quarto localizado em Perdões-MG. O sistema
deverá proporcionar conforto térmico e garantir a qualidade do ar, considerando
as condições climáticas locais e as necessidades específicas do ambiente
residencial. O projeto visa manter a temperatura interna em níveis ideais,
independentemente das variações externas, além de permitir o controle da
umidade, oferecendo um ambiente confortável e saudável para os ocupantes. A
escolha dos componentes e a instalação serão realizadas de forma a otimizar a
eficiência energética e o desempenho do sistema.
9.1. Dados para o projeto
Para o projeto em questão foi analisada um escritório em uma casa, na
cidade de Perdões-MG, que possui uma janela de 2m² , uma porta de 2 m² e as
dimensões do quarto são 3,3m de largura, e 3,25 metros de comprimento e altura
padrão.
O escritório possui dois computadores, uma luz de led 9w, possui 5 tomadas
e um interruptor, no escritório também está localizado o roteador, duas mesas e 2
computadores, além de uma cômoda.
Em média ficam duas pessoas no escritório
Segue fotos do local em análise
Fonte dos Autores - foto escritório
9.1.1. Identificação Qualitativa do Ganho de Calor Predominante
9.1.2. Valores do Projeto para as condições Internas
Através da Climatempo foi possível obter os dados climatologia e histórico de
previsão em Perdões, e observando as temperaturas máximas foi possível encontrar
temperaturas de Tbs entre 22°C e 26°C entre as temperaturas máximas.
Temperatura de bulbo seco Tbs: 22°C < Tbs < 26°C.
Pressão em Perdões: 101,2 KPa
Dados encontrados pelo EES
Com os dados obtidos no EES e colocados na carta psicrométrica acima resultou-se
no ponto de orvalho.
Logo será usado para as condições do trabalho para temperatura no verão:
Tbs = 24 °C
Φ= 50%
h = 47,85 kJ/kg
Tbu = 17,06 ºC
Td = 12,89 ºC
W = 0,009329 kg umidade / kg ar seco
h = 47,850 kJ / kg ar seco
v = 0,8572 m3 / kg ar seco
9.2. Características Adicionais do Edifício
9.2.1. Localização
O escritório está localizado em uma casa na cidade de Perdões - MG, sendo
as seguintes coordenadas do local:
Localização via Google Maps:
[Link]
Latitude: - 21º 10' 28"
Longitude: -45º 09' 29" W
Altitude: 834 m
9.2.2. Orientação
Como o descrito na imagem temos a orientação do ar condicionado, que
ficará no lado oeste do quarto, ou seja, no sentido em que o sol se põe.
Fonte Do Autor
9.2.3. Sombreamento Externo
Baseado na configuração da casa e onde ela está localizada não há durante o
dia sombreamento externo, a casa se encontra no meio de um morro forte, por isso
as construções ao redor não afetam diretamente a casa.
E também podemos notar que por conta da localização da casa com relação
às coordenadas norte, sul, leste e oeste a casa não pega sombra durante o dia,
principalmente o quarto uma vez que só quando o sol está se pondo que a casa para
de receber diretamente a luz solar.
Também é possível perceber pela figura que não há nenhuma árvore ou
construção maior que possa causar um grande sombreamento.
Fonte autores -localização do escritório
9.2.4. Peso das paredes
Características do escritório:
● Paredes:
○ Material: Tijolo comum (espessura de 15 cm)
○ Revestimento: 2 cm de argamassa em cada lado
● Janelas:
○ Uma janelas com área total de 2 m²
● Porta
○ Uma porta com área total de 2 m²
● Piso:
○ Material: Laje de concreto (espessura de 10 cm)
● Teto:
○ Cobertura de telha de fibrocimento com laje de concreto (espessura
de 10 cm). Espessura de telha: 0,7 cm (peso específico de 6 kgf/m²)
Cálculo do Peso das Paredes:
Para calcular o peso das paredes, consideramos o peso dos materiais usados,
incluindo os tijolos e o revestimento de argamassa:
1. Peso por área:
○ Tijolo comum (15cm): 120 kgf/m²
○ Argamassa (4 cm no total): 40 kgf/m²
○ Peso total por área: 120 + 40 = 160 kgf/m²
2. Área das paredes:
Área das Paredes = {(10 m x 3 m) - (2 m² + 2m²) + (10 m x 3 m) + (12 m x 3 m )}
Área das Paredes = {(30 - 4 + 30 - 36} = 92 m ²
3. Peso total das paredes:
Peso das Paredes = 92 m² × 160 kgf/m² =14400 kgf
Cálculo do Peso do Piso:
Para o piso de concreto, utilizaremos as informações típicas:
1. Peso por área:
○ Concreto (espessura de 10 cm): 250 kgf/m²
2. Área do piso:
Área do Piso =10 m×12 m =120 m²
Peso total do piso: 1\2 × 250 kgf/m² ×120 m² =15000 kgf
Cálculo do Peso do Teto:
Para o teto de concreto com telhas de cerâmica:
1. Peso por área:
○ Concreto (espessura de 10 cm): 250 kgf/m²
○ Telhas de cerâmica (peso específico de 6 kgf/m²)
○ Peso total por área: 250 + 6 = 256 kgf/m²
2. Área do teto:
Área do Teto = 10 m × 12 m = 120 m²
3. Peso total do teto:
Peso do Teto = 256 kgf/m² × 120 m² = 30720 kgf
Cálculo do Peso Total:
Finalmente, somamos o peso das paredes, do piso e do teto para obter o peso total:
Peso Total = 14720 kgf +15000 kgf +30720 kgf = 60440 kgf
Peso por Área do Quarto =120 m² \ 60440 kgf = 503.67kgf/m2
Portanto, o peso total do quarto, considerando uma janela e uma porta, é de 60440
kgf, com um peso específico de aproximadamente 503.67 kgf/m².
O material não possui isolamento térmico
9.3. Determinação do Coeficiente Global de Transferência de Calor e da Área
de cada Superfície Ativa
A equação básica de cálculo é:
q = U A (To – Ti)
● Piso;
● Janelas;
● Parede interna
Piso.
Da tabela 34-b.
U = 2,83 kcal/h.m2 .K = 3,29 W/m2 .K
Janela.
U = 5,5 kcal/h.m2 .K = 6,4 W/m2 .K
Paredes.
Tabela 21 a.
U = 2,13 kcal/h.m2
Teto.
Tabela
U = 1,71 kcal/h.m2
9.4. Determinação do Dia e Hora do Pico do Ganho de Calor Admitido
Dominante
9.4.1. Determinação do Dia e Hora do Pico de Insolação através das Janelas
O fator de ganho de calor por insolação (FGCI) é definido pela seguinte expressão:
FGCI = (radiação solar direta e difusa) + (fração da energia solar absorvida pelo
vidro transmitida para o ambiente interno )
Uma vez que não se dispõe de dados para a latitude exata de Perdões, serão
tomados os dados para 20° e 30° de latitude sul e feita uma interpolação linear dos
valores pertinentes para a latitude de interesse (21° 46' 05’’) da cidade de
Paranapuã encontrados na biografia de referência.
Tabela: Valores do FGCI para cada horário e dia em específico na latitude Sul 20°.
Fonte: FERREIRA, 2021
Tabela: Valores do FGCI para cada horário e dia em específico na latitude Sul 30°.
Fonte: FERREIRA, 2021
Tabela: Valores do FGCI para cada horário e dia em específico na latitude Sul
21°46’05’’.
Fonte: FERREIRA, 2021
9.5. Correção do fator de ganho de calor por insolação (FGCI)
De acordo com a Tabela 15 de Carrier (1990) tem-se as seguintes condições:
• Superfície envidraçada igual à 85% da área da abertura na parede (esquadrias de
madeira); 25
• Atmosfera límpida;
• Altitude 0 m;
• Ponto de orvalho de 19,5 ºC (Tbs = 35 ºC e Tbu = 24 ºC).
Porém, o ponto de orvalho muda nessa situação uma vez que tem-se a análise de
outra localização. Sendo, portanto, igual a 13°C (Tbs = 24°C e Tbu = 17°C). As
outras condições se mantêm.
Logo, para as condições aqui consideradas devem ser feitas as seguintes correções:
• As janelas em questão possuem esquadrias metálicas, logo o valor de correção será
igual a 1,17 conforme notas de rodapé da Tabela 15 de Carrier (1990);
• Admitindo que a poluição atmosférica em Perdões seja desprezível, não necessária
nenhuma correção (o coeficiente será tomado igual a 1,00);
• As notas de rodapé da Tabela 15 de Carrier (1990) recomendam, com relação à
altitude, uma correção de + 0,7% para cada 300 m acima do nível do mar. Como
Perdões está a aproximadamente 900 m de altitude, será necessária uma correção de
1,4%.
Com relação ao ponto de orvalho, para os dias mensais típicos mostrados
anteriormente e tomando-se o critério de 2,5%, tem-se:
22 de dezembro, 7 horas da manhã
Tbs = 21,2 °C e Tbu = 20,85 °C
Pela carta psicrométrica, tem-se Td = 20,70 °C e a correção que se aplica é:
20,70−13
𝐼=1 − 10
× 0, 14 = 0, 8922
22 de dezembro, 16 horas da manhã
Tbs = 30 °C e Tbu = 23,72 °C
Pela carta psicrométrica, tem-se Td = 21,92 °C e a correção que se aplica é:
21,92−13
𝐼=1 − 10
× 0, 14 = 0, 87512
22 de dezembro, 17 horas da tarde
Tbs = 30 °C e Tbu = 23,72 °C
Pela carta psicrométrica, tem-se Td = 21,39 °C e a correção que se aplica é:
21,39−13
𝐼=1 − 10
× 0, 14 = 0, 88254
Tabela: Obtenção do FGCI corrigido
22 Dez FGCI Correções FGCI
(Kcal/hm³)
Hora Esquadrias Limpidez Altitude Ponto de Mês
atmosférica Orvalho
7 105,17 1,17 1,00 1,40 0,8922 1,07 164,46
16 82,57 1,17 1,00 1,40 0,87512 1,07 126,64
17 105,17 1,17 1,00 1,40 0,88254 1,07 162,68
Fonte: dos Autores (2024)
9.6. Coeficiente de Sombreamento (CS)
Considerando-se as janelas da sala C 1.2.71 com persianas interiores de cor média
(cinza) totalmente abaixadas e vidros simples (sencillo ordinário), da Tab. 16, pág.
1-46 de Carrier (1990), tem-se:
CS = 0,65
Neste valor, estão implícitas as seguintes hipóteses:
● Vento externo com V =6,9 m/s = 24,84 km/h;
● Velocidade do ar interno entre 0,5 e 1,0 m/s;
● Ângulo de incidência de 30º (que corresponde ao ganho máximo para a
maioria das orientações);
● Persianas abaixadas ao máximo, estando as lâminas inclinadas de 45º
9.7. Fator de Carga de Resfriamento (FCR)
Já foram calculados anteriormente os pesos das estruturas:
● Peso das Paredes = 92 m² × 160 kgf/m² =14400 kgf
● Peso total do piso: 1\2 × 250 kgf/m² ×120 m² =15000 kgf
● Peso do Teto = 256 kgf/m² × 120 m² = 30720 kgf
O peso por área de piso dos materiais que constituem o escritório pode ser obtido
pela seguinte expressão:
𝑃𝑒𝑠𝑜 𝑑𝑎𝑠 𝑝𝑎𝑟𝑒𝑑𝑒𝑠 𝑒𝑥𝑡𝑒𝑟𝑖𝑜𝑟𝑒𝑠 +𝑃𝑒𝑠𝑜 𝑑𝑜 𝑝𝑖𝑠𝑜 +𝑃𝑒𝑠𝑜 𝑑𝑜 𝑡𝑒𝑡𝑜
𝑃𝑒𝑠𝑜 𝑝𝑜𝑟 á𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑜 𝑝𝑖𝑠𝑜 = Á𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑜 𝑝𝑖𝑠𝑜
14400+15000+30720
= 120
= 501𝑘𝑔𝑓/𝑚²
Onde os pesos devem ser tomados em kgf e a área em m².
Considerando-se um funcionamento de 12 horas diárias para o sistema de
climatização, que a sua partida seja dada às 6 horas da manhã (hora solar,
correspondente às 7 horas para a maioria dos países) e temperatura interior
constante, pela Tabela 11, pág. 1-28 de Carrier (1980), para 501kgf/m², obtemos:
FCR=0,98
9.8. Ganho Total de Calor por Insolação em Superfícies Transparentes
A equação geral de cálculo é:
𝑞𝑠𝑔 = (𝐹𝐺𝐶𝐼 · 𝐹𝐶𝑅 · 𝐶𝑆 · 𝐴)𝑆
Conforme já visto no enunciado, a janela tem área igual a 2 m². Basta agora
substituir os valores numéricos. Tem-se então:
Tabela: Valores para obtenção do qsg
Data/Hora Orientação FGCI FCR CS A qsg qsg
corrigido (m²) (Kcal/h) (TR)
22 Dez / 7h S 164,46 0,98 0,65 2 209,52 0,0693
22 Dez / 16h S 126,64 0,98 0,65 2 161,34 0,0534
22 Dez / 17h S 162,68 0,98 0,65 2 207,25 0,0685
Fonte: dos Autores (2024)
9. 9. Determinação de Valores Preliminares de Parâmetros de Projeto
A fórmula básica de cálculo da vazão de infiltração pelas frestas de uma janela é:
𝑄𝑖𝑛𝑓 = 𝐴 ∙ 𝐶
onde
Qinf = vazão de infiltração [m³/h]
A = área envidraçada [m³]
C = coeficiente de infiltração [(m³/h)/m²]
Fonte Climatempo - velocidade do vento em tempo real, informação retirada do
site da Climatempo
A janela do tipo guilhotina esquadrilha metálica com tira de vedação, tabela 41b no
guia disponibilizado pelo professor.
C = 4,8 [(m³/h)/m²]
A = 2m²
V = 9km/h
𝑄𝑖𝑛𝑓 = 2*4,8*(9/12) = 7,2 m³
9.10. Infiltração pela porta
Velocidade do vento de 9 Km/h, equivalente a 2,5 m/s, em uma porta de 2,1x0,9 m,
onde area é de 1,89m²
𝑄𝑖𝑛𝑓 = 1.89*118*(9/12) =167.26 m³/h
𝑄𝑖𝑛𝑓 = 𝑄𝑖𝑛𝑓,𝑝𝑜𝑟𝑡𝑎 − 0,80 ∙ 𝑄𝑖𝑛𝑓,𝑗𝑎𝑛𝑒𝑙𝑎𝑠
𝑄𝑖𝑛𝑓 = 167,26 − 0,80*7,2 = 161.5 m³/h
[Link]ão de Ar para Renovação
Recomenda-se 10 litros/s por ocupante.
𝑄𝑟𝑒𝑛𝑜𝑣𝑎çã𝑜 = 10*3 =30 litros/s = 108 m³/h
9.12. Carga térmica por infiltração e ventilação.
𝑞𝑖𝑠 = (𝑄𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 /𝑣𝑜) ∙ 𝑐𝑝,𝑠(𝑇𝑜 − 𝑇𝑖𝑛𝑠𝑢𝑓𝑙𝑎𝑑𝑜)
cpar = 1,0 kJ/kg-K
𝑞𝑖𝑠 = ( 108/0,85) ∙ 1(3) = 390,34 = 0,111TR
9.12. Carga de transmissão térmica
A equação para a carga é cálculo por:
q = U*A*(To – Ti)
Piso.
U = 2,83 kcal/h.m2 .K = 3,29 W/m2 .K
Área do Piso =10 m×12 m =120 m²
q = 1,02*120*(24 -19) = 612 W = 0,005
Janela.
Área da Janela =1×2 = 2m²
U = 5,5 kcal/h.m2 .K = 6,4 W/m2 .K
q = 1,71*2*(24 -19) =17,1 W = 0,005 TR
Teto.
U = 1,71 kcal/h.m2
q = 1,71*120*(24 -19) = 1026 W = 0,29 TR
qtotal = 0,005+0,005+0,29 = 0,3 TR
[Link]ção interna de calor
Iluminação: considerando os equipamentos ligados simultaneamente.
q = (potência total instalada)* Fu *Fr *FCR
Lâmpada Fluorescente Espiral 20W
Fu fator de utilização;
Fr fator do reator;
FCR fator de carga de resfriamento.
Fu = 1
Fr = 1,25 (para lâmpadas fluorescentes)
FCR = 1
q = 20*1,25*1*1 = 25 W = 0.007
Ocupantes: número de pessoas em média na sala fazendo tarefas de escritório,
seguindo a tabela de Calor Liberado Pelos Ocupantes do guia disponibilizado pelo
professor, temos um gasto de calor sensível.
𝑞𝑠𝑒𝑛𝑠í𝑣𝑒𝑙 = 𝑁 ∙ 𝑞𝑜𝑐𝑢𝑝𝑎𝑛𝑡𝑒,𝑠𝑒𝑛𝑠í𝑣𝑒𝑙 ∙ FCR
N=5
𝑞𝑜𝑐𝑢𝑝𝑎𝑛𝑡𝑒,𝑠𝑒𝑛𝑠í𝑣𝑒𝑙 = 5*75*0,84 = 315 W = 0,0900 TR
9.16. Equipamento
As potências típicas dissipadas por estes equipamentos são:
Computador 15W
Monitor 70W
[Link] = 70*2 = 140W = 0,039 TR
[Link] = 15*2 = 30W = 0,086 TR
[Link] = 70 W = 0,020 TR
[Link] = 0,020+0,039+0,086 = 0.145
9.15. Valor de carga máxima
Equipamento = 0.145 TR
Ocupantes = 0,090 TR
Iluminação = 0.007 TR
Insolação (opacas e transparentes): 0,069 TR
Transmissão térmica = 0,300 TR
Infiltração e ventilação = 0,111 TR
qtotal = 0.145+0,090+0,007+0,069+0,3+0,111 = 0.722 TR = 8664 BTUs
9.16. Calculadoras
Primeiro utilizamos a indicada no enunciado do trabalho e tivemos esse
resultado a FRIGELAR .
Fonte FRIGELAR: calculadora de TBUs de ar condicionado
Assim obtemos o seguinte resultado
Encontramos as seguintes calculadoras para comprar resultados.
Central Ar
Primeiro selecionamos o estado e o local da casa
Fonte Central Ar: calculadora de TBUs de ar condicionado
Depois definimos o tamanho do espaço e depois quantidade de pessoas,
janelas e eletrônicos e exposição ao sol.
Fonte Central Ar: calculadora de TBUs de ar condicionado
E encontramos o valor de 8729 BTUs.
Depois fizemos com a web continental
E encontramos o valor de 8800 BTUs
A nossa terceira calculadora foi a Dufrio, adicionamos o dados e calculamos
Fonte Dufrio: calculadora de TBUs de ar condicionado
E tivemos que seria 7500 BTU s
O valor calculado pela metodologia descrita no material fornecido pelo
professor “Guia Carga Térmica Ar Condicionado”, foi encontrado uma carga
térmica de 8664 BTUs, com este valor pode-se comparar com valores usados
nas calculadoras para encontrar a carga térmica em um determinado espaço
ocupado por pessoas. Após analisar os valores das calculadora é possível notar
que o valor encontrado está entre os recomendados pelas calculadoras, sendo o
menor valor de 7500 BTUs e o maior de 10000 BTUs, demonstrando a precisam
que as calculadoras para consulta tem em relação à metodologia, embora alguns
valores possam ser maiores do que o necessário para incentivar a compra de um
ar condicionado mais caro.
9.17. Escolha do equipamento de ar condicionado
Para a escolha do equipamento é necessário um ar condicionado que
suporte uma carga térmica de 8664 BTUs, para isso foi consultado catálogos,
onde o modelo Ar-Condicionado Split 9.000 BTUs Color Adapt Quente/Frio
(UI09R/UE09R), o que atende aos requisitos.
Fonte Eletrolux: Ficha Técnica do Modelo UI09R/UE09R
10. Conclusão
O controle rigoroso da temperatura e umidade é fundamental para a
conservação de alimentos perecíveis, como carnes, vegetais, frutas e laticínios.
Esses fatores ambientais são decisivos para prolongar a vida útil dos produtos,
mantendo suas características sensoriais e nutricionais. A conservação adequada
em câmaras frigoríficas não só assegura a qualidade do produto final, mas
também otimiza a logística de armazenamento e distribuição, beneficiando
produtores de diferentes escalas.
Para garantir o desempenho eficiente dessas câmaras, é indispensável um
dimensionamento preciso, levando em consideração as especificidades dos
alimentos a serem armazenados. O correto dimensionamento e escolha dos
equipamentos adequados são essenciais para alcançar a máxima eficiência
energética e econômica, assegurando um armazenamento seguro e prolongado
dos alimentos. Os cálculos e parâmetros apresentados neste trabalho foram
elaborados com o objetivo de orientar o projeto de câmaras frigoríficas,
garantindo a preservação dos produtos e otimizando o custo-benefício do
sistema.
Após obter a carga térmica foi comparado o valor encontrado pelo material
guia disponibilizado pelo professor com as calculadoras convencionais, onde as
calculadoras fornecem o valor da carga térmica através de dados fornecidos para
as calculadoras. Após testar algumas calculadoras foi notado que o valor obtido
pelo método do material guia está dentro dos valores obtido pelas calculadoras,
demonstrando a precisão das calculadoras fornecidas para a escolha do
equipamento.
Para a escolha do ar condicionado, foi considerado um escritório na cidade
de Perdões com as coordenadas mencionadas anteriormente. Contudo, os dados
de FGCI em diante foram obtidos com base na biografia de referência, logo
utilizou-se para cidade de Paranapuã. Com isso, foi calculado o valor de q para o
escritório de modo que comparasse no catálogo do fabricante qual modelo
escolher. O modelo obtido foi o UI09R/UE09R.
11. Referências
NORMAIS CLIMATOLÓGICAS DO BRASIL, INMET. Normais Climatológicas
do Brasil . Acesso em: dezembro de 2024. Disponível em:
[Link] .
NORMAIS CLIMATOLÓGICAS DO BRASIL, INMET. Normais Climatológicas
do Brasil . Acesso em: dezembro de 2024. Disponível em:
[Link] .
TRINEVA. Artefatos de Refrigeração Ltda. Evaporadores: Catálogo de produtos .
HEATCRAFT DO BRASIL LTDA. Condensadores remotos para ar ARC-053-E à
ARC-617-E: Catálogo de produtos .
PARKER HANNIFIN CORPORAÇÃO. Válvulas de expansão termostáticas:
Catálogo 201MP1 . Fevereiro de 2009.
ABERLE, ED; FORREST, JC; GERRARD, DE; MILLS, EW Princípios da
Ciência da Carne . Kendall Hunt Publishing, 2001.
LAWRIE, RA Ciência da carne de Lawrie . Woodhead Publishing, 2017.
DEPARTAMENTO DE AGRICULTURA DOS EUA (USDA). Diretrizes para o
armazenamento refrigerado de produtos de carne e aves . USDA, 2011.
SMULDERS, AJM Refrigeração de carnes . Woodhead Publishing, 2002.
KADER, AA Tecnologia pós-colheita de culturas hortícolas . Universidade da
Califórnia Agricultura e Recursos Naturais, 2002.
FERREIRA, Marcos, et. al. Projeto de uma Instalação Frigorífica para Carne e
Laranja na Cidade de Paranapuã - SP. Universidade Federal de Lavras, 2021.