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Ficha Aula 0 Integral Riemann

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Faculdades Pitágoras/Campus Rui Carneiro Cálculo Diferencial e Integral II

Prof. Roberto Capistrano Ficha de Aula - Aula 1 A Integral de Riemann

Parte I

A Integral de Riemann
1 Introdução

O conceito de integral definida está ligado à necessidade de encontrar a área de regiões limitadas
por curvas e, especialmente, limitadas por gráficos de funções. Aqui, estamos interessados no
processo de integração chamado a Integral de Riemann. Para essa finalidade, consideramos uma
região R em um plano coordenado, delimitada por duas retas verticais x = a e x = b e pelo gráfico
de uma função f contínua e não negativa no intervalo fechado [a, b], conforme a figura abaixo:
Como f (x) > 0 para todo x ∈ [a, b], o gráfico de f não tem parte alguma abaixo do eixo x. Seja A(R)
a área desta região, a qual queremos definir.
Para chegarmos a esta definição, vamos dividir o intervalo [a, b] em n subintervalos

[x 0 , x 1 ], [x 1 , x 2 ], . . . , [x i , x i +1 ], . . . , [x n−1 , x n ],

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Figura 1: Area sobre a curva y = f(x)

em que x 0 , x 1 , x 2 , . . . , x n são elementos de [a, b] com a = x 0 , b = x n e n um inteiro positivo arbitrá-


rio.

O Conjunto P de todos esses subintervalos [x i , x i +1 ], 0 ≤ i ≤ n , é chamado uma Partição do inter-


b−a
valo [a, b]. Em que ∆ x = x i +1 − x i denota o comprimento de i-ésimo subintervalo. Se ∆ x =
n
então temos uma partição regular, ou seja, cada subintervalo tem o mesmo comprimento. Note

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que

x 0 = a, x 1 = a + ∆ x, x 2 = a + 2∆ x, x 3 = a + 3 x, . . . x i = a + i ∆ x, . . . , x n = a + n∆ x = b

Considerando esta partição do intervalo [a, b], vamos dividir a região R em muitos retângulos de
igual largura ∆ x de duas formas:

(i) cada retângulo esteja completamente inscrito no gráfico de f e intercepte o gráfico em pelo
menos um ponto, conforme ilustração abaixo na cor avermelhada;

(ii) cada retângulo não esteja completamente inscrito no gráfico de f , e intercepte o gráfico em
pelo menos um ponto, conforme ilustrtação abaixo na cor azulada.

Note que a soma de todos os rêngulos inscritos é um número menor do que a área da região R e
que a soma dos outros ultrapassa o valor da área de R. Claramente vemos que a área desejada está
entre esse dois valores, ou seja,
S i n f ≤ A(R) ≤ S sup

em que S i n f denota a Soma Inferior e S sup a Soma Superior. Vejamos como definir esta área.

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Escolhemos um ponto em cada subintervalo da partição P. Seja w 1 o ponto escolhido em [x 0 , x 1 ],


tal que x 0 ≤ w 1 ≤ x 1 e, w 2 o ponto escolhido em [x 1 , x 2 ], tal que x 1 ≤ w 2 ≤ x 2 e, assim sucessiva-
mente de modo que w i seja o ponto escolhido em [x i −1 , x i ] de tal sorte que x i −1 ≤ w i ≤ x i . Como
f é contínua em [a, b], então f é contínua em cada subintervalo. Pelo teorema do valor interme-
diário, garantimos a exitência de f (w i ), para cada w i . Deste modo, para cada i ,construímos um
retângulo de largura ∆ x e altura f (w i ), em que f (x i −1 ) ≤ f (w i ) ≤ f (x i ) ou, o contrário conforme o
crescimento/decrescimento de f . Indicando a área de cada i-ésimo retângulo por

A(Ri ) = f (w i ) · ∆ x

temos:

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Se n for muito grande ou equivalentemente ∆ x muito pequeno, então a soma de todas as áreas
dos retângulos deve aproximar-se da área da região R. Assim o cálculo aproximado da área da
região R é:
n n
f (w i ) · ∆ x.
X X
A(R) ≈ A(Ri ) =
i =1 i =1
Logo,
n
X
Si n f ≤ A(Ri ) ≤ S sup
i =0
n
f (w i ) · ∆ x é denominada Soma de Riemann f no
X
Definição 1.1 (Soma de Riemann) A soma
i =0
intervalo [a, b].

A integral definida é obtida quando fazemos os retângulos tão pequenos que poderemos consi-
derar suas bases quase nulas, para isso tomamos o limite com n −→ +∞ ou, equivalentemente,
∆ x −→ 0. Deste modo
n
X
lim S i n f ≤ lim A(Ri ) ≤ lim S sup
n→+∞ n→+∞ n→+∞
i =1

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pelo teorema do sanduíche, temos a seguinte definição


Definição 1.2 ((A Integral Definida)) Seja f uma função contínua (ou secionalmente contínua) de-
Z b
finida em um intervalo fechado [a, b].A integral definida de f desde a a b denotada por: f (x) d x
a
é: Z Z b n
f (w i ) ∆ x
X
f (x) d x = f (x) d x := lim
[a,b] a n→+∞
i =1

desde que este limite exista. Se o limite existe, diremos que f é integrável em [a, b].

Observação 1 No cálculo da integral definida devemos observar:

(i) O processo de determinar o limite na definição anterior é chamado cálculo da integral defi-
nida;
Z b
(ii) Na notação f (x) d x os números a e b são os limites de integração; onde a é o limite inferior
a
e b é o limite superior. f (x) é chamado integrando, e o símbolo d x, que sucede f (x), está
associado ao incremento ∆ x;

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(iii) Na notação da integral definida pode-se usar outras letras que não seja x. Isto é, se f é integrá-
vel em [a, b], então:
Z b Z b Z b Z b
f (x) d x = f (s) d s = f (t ) d t = f (u) d u = . . .
a a a a

Por essa razão a letra x na definição da integral definida, é chamada de variável muda

(iv) O valor de uma integral definida é um número, e não uma família de antiderivadas como
ocorria com a integral indefinida. Este número poderá ser positivo, negativo ou nulo.

♦ positivo quando f for não negativa;


♦ negativo quando f for não positiva;
♦ nulo quando a porção não negativa for igual à porção não positiva.

Veja ilustrações abaixo:

Perceba com esta observação que a integral definida não nos dá, necessariamente, o valor da área.
Para que a integral seja a área é necessário que f não assuma valor negativo algum ou, quando
assumir, basta multiplicar por -1.

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Exemplo 1 ((A Integral Riemann)) Determinar a área da região limitada pela curva y = x 2 , o eixo
x e a reta x = 3.

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Solução 1 (A Integral Riemann) A figura mostra o i-ésimo retângulo. Aplicando a definição de


área, dividimos o intervalo [0, 3] em n subintervalos temos:

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Continua Sol.: 1
3 3i 9i
∆x = , xi = i · ∆ x = e f (x i ) = 2
n n n
Logo,
9i 3 27 2
f (x i ) · ∆ x = · = ·i
n2 n n3
Portanto
n n 27 27 X n
2
f (x i ) ∆ x = lim i2
X X
A(Ri ) = lim 3
· i = lim
n→+∞ n→+∞ n n→+∞ n 3
i =1 i =1 i =1
27 n(n + 1)(2n + 1) 9 n(n + 1)(2n + 1)
= lim 3 · = lim ·
n→+∞ n 6 n→+∞ 2 n3
3 2 µ 3 2
2n + 3n + n 9 n
¶ µ ¶
9 2n 3n 9 3 1
= lim · = lim · + 3 + 3 = lim · 2 + + 2
2 n→+∞ n3 2 n→+∞ n 3 n n 2 n→+∞ n n
9
= · (2 + 0 + 0) = 9u.a.
2

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Assim o processo de integrar se reduz a descobrir uma função conhecendo apenas sua derivadas;
usando a tabela de derivadas do curso anterior, obtemos uma lista de integrais chamadas de ime-
diatas. Esta lista pode ser comprovada derivando o resultado da integral e consultando a tabela de
derivada. Por exemplos, na tabela de derivada do curso anterior temos que :
1 1
Z
0
(arctan(x)) = 2
;então d x = arctan(x) + c
1+x 1 + x2

2 Tabela de Integrais

Usaremos como variável independente u e c ∈ R

αu
Z Z
1. du = u + c 4. αu d u = +c
ln α

du
Z Z
2. = ln |u| + c 5. eu d u = eu + c
u

u α+1
Z Z
α
3. u du = +c 6. sen u d u = − cos u + c
α+1

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Z
du
Z
7. cos u d u = sen u + c 13. −p = arccos u + c
1 − u2
Z
du
Z
8. sec2 u d u = tan u + c 14. = arctan u + c
1 + u2
Z
du
Z
9. csc2 u d u = − cot u + c 15. p = arcsec u + c
u u2 − 1
Z
du
Z ¯ p ¯
10. sec u · tan u d u = sec u + c 16. p = ln ¯u + u 2 + 1¯ + c
¯ ¯
1+u 2
Z ¯ ¯
du 1 ¯¯ 1 + u ¯¯
Z
11. csc u · cot u d u = − csc u + c 17. = ln +c
1 − u2 2 ¯ 1 − u ¯
du
Z Z Z
12. p = arcsin u + c 18. ud v = uv − vd u
1 − u2

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3 Referências

ÁVILA, Geraldo.Cálculo I e II.Rio de Janeiro: LTC, 2002


BOULOS, Paulo.Calculo diferencial E Integral I e II.Editora Makron-Books; 2009.
BRAGA, Carlos A. CAPISTRANO, Roberto. DELGADO, Solange. MOREIRA, José Vicente.Matemática
para Tecnologia da Informação :uma dose na discreta e outra no contínuo.João Pessoa: IFPB,
2010.
FLEMING, D. M.; GONÇALVES, M. B. Cálculo A. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 6a ed. rev. e
ampl., 2006.
FLEMING, D. M.; GONÇALVES, M. B. Cálculo B. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 6a ed. rev. e
ampl., 2006.
GUIDORIZZI, Hamilton Luiz.Um curso de cálculo.Rio de Janeiro: LTC, 2001, v.1.
THOMAS, G. E. Cálculo. São Paulo. Pearson Addison Wesley, São Paulo, vol. 1,10a ed, 2002.

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