Teste de avaliação 1 · Matriz Versão A
Escola ________________________________
Matriz do teste de avaliação 1
Data do teste _____________ Disciplina: Português, 7.º ano Duração do teste _______
Domínios Conteúdos N.º de itens Tipologia de questões Cotação
Oralidade Texto expositivo: Itens de seleção:
4 12
(Compreensão) – sentido global do texto. – escolha múltipla.
Itens de seleção:
Biografia: – ordenação;
Leitura 4 16
– sentido global do texto. – escolha múltipla.
Texto narrativo: Itens de seleção:
– ideias principais; – escolha múltipla.
– categorias da narrativa;
Educação
– caracterização de 7 Itens de construção: 22
Literária
personagens; – resposta curta.
– valor expressivo da
pontuação.
Itens de seleção:
Classes de palavras. – associação;
Funções sintáticas. – escolha múltipla.
Gramática 5 20
Conjugação verbal: modo
indicativo. Item de construção:
– reescrita.
Resumo de texto narrativo:
– extensão;
– tema;
– pertinência da informação;
– estrutura;
Item de construção:
Escrita – coesão textual; 1 30
– resposta extensa.
– vocabulário;
– sintaxe;
– morfologia;
– pontuação;
– ortografia.
Professor(a) _____________________________________ Turma _______
Livro aberto, 7.º ano – Testes de avaliação
Teste de avaliação 1 Versão A
Nome N.º Turma: Data
Avaliação Professor(a)
TEXTO A
Segue estes passos:
a. Lê, com atenção, os itens abaixo.
b. Ouve a gravação sobre a gaivota-d’asa-escura, tirando as notas que consideres importantes.
c. Responde aos itens que se seguem.
d. Ouve o texto pela segunda vez, para verificares as tuas respostas.
1. Para cada item (1.1. a 1.4.), seleciona a opção que completa a frase, de acordo com o sentido
do texto. Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.
1.1. As gaivotas-d’asa-escura que se encontram em Portugal são oriundas
a. do Reino Unido, na sua maioria.
b. de Portugal e da Noruega.
c. da Noruega, na sua maioria.
d. de Portugal e do Reino Unido, exclusivamente.
1.2. A mancha vermelha que apresentam na ponta do bico
a. tem como função chamar a atenção das crias.
b. serve para acalmar as crias.
c. não tem grande utilidade para as crias.
d. serve para mostrar às crias a importância dos alimentos.
1.3. Esta espécie
a. apresenta uma baixa esperança de vida.
b. é muito rara em Portugal.
c. é muito diferente da gaivota-de-patas-amarelas.
d. adapta-se muito bem à presença humana.
1.4. De acordo com o texto,
a. a informação sobre a presença desta espécie em Portugal está desatualizada.
b. os últimos censos não incluem Portugal continental.
c. supõe-se que os valores obtidos nos últimos censos estarão acima dos valores reais.
d. em Portugal, há mais gaivotas-d’asa-escura do que gaivotas-de-patas-amarelas.
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TEXTO B
Lê a biografia que se segue.
Luis Sepúlveda
Escritor chileno, Luis Sepúlveda nasceu a 4 de outubro de 1949, em Ovalle, uma
pequena aldeia no Norte do país, e morreu a 16 de abril de 2020 nas Astúrias, Espanha,
vítima daquele que foi o primeiro caso diagnosticado de COVID-19 naquela região. [...]
Luis Sepúlveda começou a escrever quando frequentava o Instituto Nacional. Ingressou
5 nas fileiras da Juventude Comunista chilena em 1964, o que não o impediu de continuar a
escrever, desta feita poesia e contos de natureza mais séria. Em 1969 publicou Crónicas
de Pedro Nadie, compilação de contos que lhe valeu o Prémio Literário da Casa
das Américas.
Em 1970, conseguiu um diploma em Encenação Teatral, atividade que começou a
10 exercer, dedicando também parte do seu tempo à política, à direção de uma cooperativa
agrícola e à locução de programas de rádio.
Em 1973, deu entrada na estrutura militante do Partido Socialista, chegando a fazer
parte da segurança pessoal de Salvador Allende.
Era ainda um estudante quando, nesse mesmo ano, o General Augusto Pinochet
15 chegou ao poder. Aprisionado, foi julgado por um tribunal militar em fevereiro de 1975, e
acusado de traição à pátria e conspiração subversiva, entre outros crimes. Escapando à
pena de morte, habitual em casos semelhantes, foi condenado a vinte e oito
anos de cadeia.
Encarcerado em Temulo, estabelecimento prisional político, conviveu com alguns dos
mais de trezentos professores universitários que Pinochet tornou cativos. Em 1977, graças
20
à persistência da Amnistia Internacional, viu a sua pena ser comutada para oito anos de
exílio na Suécia.
Em 1989, publicou o seu primeiro romance, Un Viejo Que Leía Novelas De Amor (O
Velho Que Lia Romances de Amor), que rapidamente se revelou um sucesso internacional,
tendo sido traduzido para cerca de trinta e cinco línguas. Luis Sepúlveda dedicou a obra a
25
um amigo assassinado pelo regime do ditador chileno. [...]
Da sua vasta obra (toda ela traduzida em Portugal), destacam-se os romances O Velho
que Lia Romances de Amor e História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar.
Mas Mundo do Fim do Mundo, Patagónia Express, Encontros de Amor num País em
Guerra, Diário de um Killer Sentimental ou A Sombra do que Fomos (Prémio Primavera de
30
Romance em 2009), por exemplo, conquistaram também, em todo o mundo, a admiração
de milhões de leitores.
Em 2016, foi distinguido pelo Centro de Estudos Ibéricos com o Prémio Eduardo
Lourenço.
Em Portugal, era presença assídua na Feira do Livro de Lisboa, em sessões de
autógrafos onde era bem visível o carinho do público português pelos seus romances, e
esteve presente em quase todas as 21 edições do Festival Correntes d’Escritas, na Póvoa
do Varzim [...].
in www.infopedia.pt (com supressões, consult. em 24-07-2024)
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2. As alíneas apresentadas, de A a E, referem-se a informações presentes no texto. Escreve a
sequência de letras que corresponde à ordem pela qual ocorrem no texto.
A. Obras de Luis Sepúlveda
B. Julgamento do escritor
C. Datas do nascimento e da morte
D. Presença do autor em Portugal
E. Publicação do primeiro romance
3. Para cada item (3.1. a 3.5.), seleciona a opção que completa a frase, de acordo com o sentido
do texto. Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.
3.1. A ligação de Luis Sepúlveda à política, na sua juventude,
a. não o afastou da literatura.
b. deu um novo impulso à sua inspiração literária.
c. foi responsável pela sua popularidade.
d. impediu-o de ganhar prémios literários, durante alguns anos.
3.2. De acordo com o texto, Luis Sepúlveda
a. não concluiu o curso superior.
b. viu a sua pena ser agravada pela intervenção da Amnistia Internacional.
c. recebeu um prémio em Portugal.
d. foi ajudado por Salvador Allende.
3.3. Em “Em 1970, conseguiu um diploma em Encenação Teatral” (linha 8), a expressão
sublinhada desempenha a função sintática de
a. sujeito.
b. modificador do grupo verbal.
c. predicativo do sujeito.
d. complemento oblíquo.
3.4. O pronome “que” (linha 21), refere-se a
a. “romance” (linha 20). c. “Romances de Amor” (linha 21).
b. “O Velho” (linha 20). d. “sucesso” (linha 21).
3.5. A palavra “bem” (linha 31) é
a. uma conjunção. c. um nome.
b. um adjetivo. d. um advérbio.
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Teste de avaliação 1 Versão A
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TEXTO C
Lê o texto e as notas.
Ditosa, na verdade ditosa1
Nessa tarde os gatos estranharam que a gaivota não viesse a correr comer o seu prato
favorito: as lulas que Secretário escamoteava2 da cozinha do restaurante.
Procuraram-na muito preocupados, e foi Zorbas que a encontrou, encolhida e triste no meio
dos animais empalhados.
5 – Não tens fome, Ditosa? Há lulas – informou Zorbas.
A gaivota não abriu o bico.
– Sentes-te mal? – insistiu Zorbas preocupado. – Estás doente?
– Queres que eu coma para engordar? – perguntou ela sem olhar para ele.
– Para cresceres saudável e forte.
10 – E quando estiver gorda, convidarás as ratazanas para me virem comer? – grasnou ela de
olhos cheios de lágrimas.
– Aonde vais tu buscar essas palermices? – miou Zorbas energicamente.
Fazendo trejeitos de choro, Ditosa contou-lhe tudo o que Matias lhe havia guinchado. Zorbas
lambeu-lhe as lágrimas e de repente deu consigo a miar como nunca fizera:
15 – Tu és uma gaivota. Nisso o chimpanzé tem razão, mas só nisso. Todos gostamos de ti,
Ditosa. E gostamos de ti porque és uma gaivota, uma linda gaivota. Não te contradissemos
quando te ouvimos grasnar que és um gato porque nos lisonjeia que queiras ser como nós; mas
és diferente, e gostamos que sejas diferente. Não pudemos ajudar a tua mãe, mas a ti sim.
Protegemos-te desde que saíste da casca. Demos-te todo o nosso carinho sem nunca pensarmos
20 em fazer de ti um gato. Queremos-te gaivota. Sentimos que também gostas de nós, que somos
teus amigos, a tua família, e é bom que saibas que contigo aprendemos uma coisa que nos enche
de orgulho: aprendemos a apreciar, a respeitar e a gostar de um ser diferente. É muito fácil aceitar
e gostar dos que são iguais a nós, mas fazê-lo com alguém diferente é muito difícil, e tu ajudaste-
-nos a consegui-lo. És uma gaivota e tens de seguir o teu destino de gaivota. Tens de voar.
25 Quando o conseguires, Ditosa, garanto-te que serás feliz, e então os teus sentimentos para
connosco e os nossos para contigo serão mais intensos e belos, porque será uma amizade entre
seres totalmente diferentes.
– Tenho medo de voar – grasnou Ditosa endireitando-se.
– Quando isso acontecer eu estarei contigo – miou Zorbas lambendo-lhe a cabeça. – Prometi
30 isso à tua mãe.
A jovem gaivota e o gato grande, preto e gordo começaram a andar. Ele lambia-lhe a cabeça
com ternura e ela cobriu-lhe o dorso com uma das suas asas estendida.
Luis Sepúlveda, História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, Porto Editora, 2016
(pp. 101-103, com supressões)
1. ditosa: que tem sorte; feliz. 2. escamoteava: furtava, fazia desaparecer.
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4. Faz o retrato psicológico de Ditosa. Fundamenta a tua resposta.
5. Descreve a relação que existe entre Zorbas e Ditosa. Justifica a tua resposta.
6. Justifica o uso de frases interrogativas no discurso de Zorbas, entre as linhas 5 e 12.
7. Escolhe a alínea que completa corretamente cada uma das seguintes afirmações:
7.1. A expressão “Nessa tarde” (linha 1) localiza a ação
a. no espaço físico.
b. no tempo cronológico.
c. no tempo psicológico.
d. no espaço social.
7.2. A sequência “Zorbas lambeu-lhe as lágrimas” (linhas 13-14) corresponde a
a. informação subjetiva.
b. um momento de descrição.
c. um ponto de vista do narrador.
d. caracterização indireta do gato.
7.3. Na sequência “Demos-te todo o nosso carinho” (linha19), as palavras sublinhadas são
a. determinantes, em ambos os casos.
b. pronome e determinante, respetivamente.
c. preposição e pronome, respetivamente.
d. pronomes, em ambos os casos.
7.4. O narrador é
a. participante, porque participa na história como personagem.
b. não participante, porque não manifesta a sua opinião sobre os acontecimentos.
c. participante, porque faz comentários pessoais.
d. não participante, porque não participa na história como personagem.
8. Reescreve a sequência “Não te contradissemos” (linha 16) nos tempos indicados do modo
indicativo.
a. pretérito imperfeito.
b. futuro simples.
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9. Associa cada palavra ou expressão sublinhada (coluna A) à respetiva função sintática (coluna B).
Coluna A Coluna B
1. sujeito
a. “Todos gostamos de ti [...]” (linha 15)
2. vocativo
b. “[...] quando te ouvimos grasnar [...]” (linha 17)
3. complemento direto
c. “[...] fazê-lo com alguém diferente é muito difícil [...]” (linha23)
4. complemento indireto
d. “Quando o conseguires, Ditosa, garanto-te que serás feliz [...]”
(linha 25) 5. complemento oblíquo
6. predicativo do sujeito
10. Manifesta a tua opinião acerca das palavras de Zorbas, nas linhas 15 a 27.
TEXTO D
11. Resume o texto C em 120 palavras, no máximo.
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