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Sociologia

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Aluno: Jônatas Nogueira

Turma: IEDF12

Professor: Bruno

Atividades dos Capítulos 1 e 2,do livro de Sociologia

Capítulo 1,Pág 26

1)

Na Europa feudal, a hierarquia social era organizada em estamentos — grupos


fechados definidos pelo nascimento, não pela riqueza ou mérito individual.
Cada estamento (nobreza, clero e camponeses/servos) possuía direitos,
deveres e privilégios específicos, dificilmente transponíveis. Portanto, chamar o
feudalismo de “sociedade estamental” destaca que a mobilidade social era
quase inexistente e a posição de cada pessoa era determinada pela origem
familiar, legitimada por costumes e pela Igreja.

2)

Sim, faz sentido considerar as viagens marítimas dos séculos XV e XVI como a
primeira globalização porque elas:

 Conectaram, pela primeira vez em escala contínua, Europa, África,


Américas e Ásia em redes de comércio, fluxo de metais preciosos,
escravos, especiarias e ideias.
 Estabeleceram rotas oceânicas permanentes (Atlântico e Índico) que
integraram economias antes isoladas, alterando hábitos de consumo e
sistemas produtivos em vários continentes.
 Fomentaram intercâmbios biológicos e culturais (ex.: milho e batata na
Europa, cavalo e cana-de-açúcar nas Américas) que transformaram
ecologias locais e modos de vida globais.

Ainda não era uma globalização como a atual limitada pela tecnologia e pela
dominação colonial europeia, mas inaugurou um sistema mundial
interdependente.

3)

O Iluminismo (séculos XVII-XVIII) difundiu a ideia de que a razão humana pode


compreender e melhorar o mundo. Essa confiança na racionalidade levou a:

 Crítica ao absolutismo: pensadores como Locke, Montesquieu e


Rousseau defenderam a separação de poderes, o contrato social e a
soberania popular, questionando o “direito divino” dos reis.
 Defesa de direitos naturais e universais (liberdade, igualdade,
propriedade), que fundamentaram declarações e constituições
modernas (Revolução Americana de 1776, Revolução Francesa de
1789).
 Secularização do Estado: a ideia de leis baseadas em princípios
racionais e não em dogmas religiosos estimulou a laicidade e a
tolerância.
 Promoção de reformas administrativas, jurídicas e educacionais, como o
fim de privilégios feudais, códigos civis uniformes e a expansão do
ensino público.

4)

 Revolução Industrial(Grã-Bretanha) – ofereceu o modelo econômico: o


“explosivo” crescimento das ferrovias, fábricas e novas formas de
produção que romperam as antigas estruturas socioeconômicas do
mundo. Ela mostrou como a tecnologia e o capitalismo industrial
podiam gerar riquezas em escala nunca vista, servindo de referência
para outras nações.
 Revolução Francesa – forneceu o modelo político-ideológico:
o os princípios de 1789 (liberdade, igualdade, soberania
popular) e, depois, os ideais mais radicais de 1793;
o o vocabulário e as pautas do liberalismo, do republicanismo e
da democracia, que inspiraram lutas em grande parte do
mundo;
o o exemplo do nacionalismo moderno, símbolos como a
bandeira tricolor e a noção de cidadania;
o códigos legais uniformes (Código Civil napoleônico) e o
sistema métrico, que se tornaram padrões globais.

Assim, para Hobsbawm, a modernidade nasce da conjugação desses dois


processos: a Revolução Industrial molda a base material e econômica,
enquanto a Revolução Francesa oferece a linguagem, os conceitos e as
instituições políticas que passam a orientar as sociedades contemporâneas.

DE OLHO NO ENEM

1)

(B) Questionar de forma ampla e profunda as antigas ideias e concepções.

2)

(E) Atribuem diferentes lugares ao papel dos sentidos no processo de obtenção


do conhecimento.

3)

(B) Ciência e Arte

4) (A) “a reivindicação de autonomia da capacidade racional como expressão da


maioridade.”
Para Kant, o Esclarecimento (Aufklärung) é justamente “a saída do homem de sua
menoridade”, isto é, a conquista da autonomia para usar o próprio entendimento sem a
tutela de outrem.

5)

a)R=Os três personagens representam, respectivamente, clero, nobreza e Exército —


os estamentos privilegiados do Antigo Regime (sociedade de ordens ou estamental),
vigente na maior parte da Europa até o fim do século XVIII. Esse modelo baseava-se
em privilégios de nascimento, forte hierarquia e poder concentrado no rei e em seus
“braços” (Igreja, aristocracia e força militar).

b)R=São os camponeses, artesãos urbanos, trabalhadores pobres e, de modo geral, o


Terceiro Estado, isto é, todos aqueles que produziam riqueza mas não desfrutavam de
privilégios políticos ou fiscais. Em colônias americanas também cabem indígenas,
africanos escravizados e mestiços submetidos à coerção dos grupos dominantes.

c)R=

Fator Como favoreceu a resistência


Difundiu ideias de liberdade, igualdade jurídica e
Iluminismo soberania popular, questionando a legitimidade do
poder absoluto.
Revoluções Atlânticas
Ofereceram exemplos concretos de ruptura
(Independência dos EUA 1776,
bem-sucedida contra a opressão, provando que a
Revolução Francesa 1789,
mobilização popular podia mudar a ordem social.
Revolução Haitiana 1791)
Facilitou a circulação de panfletos, jornais e livros
Expansão da imprensa e da
que denunciavam injustiças e organizavam
alfabetização
movimentos de oposição.
O novo grupo social sem privilégios de sangue, mas
Ascensão da burguesia e do com poder econômico, necessitava de reformas
capitalismo políticas e liberdades civis para ampliar os negócios,
aliando-se muitas vezes ao povo contra a nobreza.
Endividamento e cobrança de novos impostos
Crises financeiras dos Estados
aumentaram o descontentamento popular, gerando
absolutistas
protestos e revoltas.
Ideias de direitos naturais e
Justificaram o direito de resistência quando o governo
contrato social (Locke,
não garante os direitos do povo.
Rousseau)

Graças à combinação desses fatores, camponeses, artesãos, escravos e


colonos deixaram, gradualmente, a postura de mera submissão (“logo desisto”)
e passaram a organizar revoltas, revoluções e movimentos de independência,
lutando por cidadania, terra, fim da escravidão e representação política.
OLHARES SOBRE A SOCIEDADE

1)

a)R=Para Latour, “moderno” não designa um tipo de pessoa (um povo) nem
um lugar, mas um regime de tempo: é um adjetivo que marca uma nova forma
de encarar a temporalidade – uma aceleração, uma ruptura, uma revolução do
tempo – sempre em contraponto a um passado “arcaico e estamental”.
“Moderno”, “modernização” e “modernidade” caracterizam-se portanto por essa
dupla assimetria:

1. Ruptura na passagem regular do tempo (o antes e o depois).


2. Combate simbólico entre “Antigos” e “Modernos”, com vencedores e
vencidos.

2)

b)R=Concordo com Latour ao dizer que hoje é difícil apontar vencedores ou


derrotados nessa disputa. Na contemporaneidade, vemos cada vez mais
processos de hibridização e retroalimentação entre o “novo” e o “tradicional”:

 Tecnologias aparentemente “modernas” incorporam saberes e práticas


ancestrais (por ex., agroecologia que une biotecnologia e
conhecimentos indígenas).
 Culturas populares se reinventam ao mesmo tempo que adotam
inovações midiáticas.
 As instituições políticas “sucessoras” do Antigo Regime muitas vezes
preservam hierarquias e privilégios.

Dessa forma, não há uma seta temporal irreversível nem um claro “prêmio”
para os Modernos: antigos e modernos convivem, misturam-se e se
transformam mutuamente, mostrando que não podemos mais falar em vitória
absoluta de um lado sobre o outro

REDAÇÃO- A ilusão da Meritocracia no Brasil

A meritocracia se apresenta como um princípio segundo o qual recompensas sociais


status, renda e oportunidades — seriam distribuídas unicamente de acordo com
esforço, talento e produtividade individuais. Contudo, segundo Jessé Souza, esse
ideal funciona como uma ilusão: disfarçado de justiça, ele oculta as desigualdades
estruturais que favorecem uns em detrimento de outros, sobretudo na realidade
brasileira.

A meritocracia é um modelo que distribui status, renda e oportunidades com base no


mérito individual esforço, talento e produtividade, partindo da ideia de que todos
iniciam em condições iguais. Assim, ela promete substituir privilégios herdados por
conquistas pessoais, reforçando a noção de liberdade e igualdade formal.
Souza argumenta que a meritocracia é uma ilusão por descolar o indivíduo de seu
contexto social, fazendo crer que sucesso e fracasso dependem só de esforço
pessoal. Ao ignorar fatores decisivos — origem, capital cultural, redes de
relacionamento e discriminações —, celebra-se o talento como mérito exclusivo,
ocultando e legitimando privilégios herdados.

No Brasil, a meritocracia se expressa em obstáculos disfarçados de mérito: escolas


públicas de baixa qualidade e universidades excludentes limitam o sucesso dos menos
favorecidos; no mercado de trabalho, estágios não remunerados, indicações e “redes”
privilegiadas beneficiam quem já possui capital social; até as cotas são atacadas como
“injustas” por quem ignora a desigualdade de ponto de partida. Ao naturalizar o triunfo
individual, a sociedade oculta as barreiras estruturais que perpetuam a exclusão.

A meritocracia, enquanto ideal de justiça distributiva, só se concretiza plenamente em


contextos nos quais a igualdade de oportunidades seja real. No Brasil, onde as
desigualdades sociais e educacionais continuam profundas, insistir nesse mito
equivale a legitimar a persistência de privilégios e a responsabilizar exclusivamente o
indivíduo por sua condição. Reconhecer a “ilusão” meritocrática é passo indispensável
para reivindicar políticas de correção estrutural e caminhar efetivamente rumo a uma
sociedade mais justa.

Capítulo 2

1) R= No Período Moderno, três grandes transformações abriram caminho para


a emergência da Sociologia:

 Ruptura com a autoridade tradicional: as revoluções política (Inglaterra,


EUA, França) e o fortalecimento do Estado‐Nação colocaram em
xeque a legitimidade do clero e da nobreza, exigindo novos
instrumentos de análise das regras sociais.
 Revolução científica e racionalização: o sucesso do método
experimental e da matemática na natureza inspirou a aplicação de
métodos empíricos e estatísticos à sociedade, estimulando a
observação sistemática de fatos sociais.
 Industrialização e urbanização: o êxodo rural e a nova divisão do
trabalho criaram problemas inéditos — pobreza urbana, desigualdade
econômica, conflitos de classe — que tornaram urgente o estudo
científico das dinâmicas coletivas.

Esses fatores, juntos, despertaram o interesse por entender as leis e


regularidades sociais de modo tão rigoroso quanto se fazia nas
ciências naturais, gerando o campo inaugural da Sociologia.

2)

a)R= Além da Sociologia, várias áreas têm o mundo social como objeto de
estudo:
 História:investiga cronologicamente eventos e processos sociais no
passado, usando documentos e fontes para reconstruir
transformações coletivas.
 Economia: analisa a produção, distribuição e consumo de bens e
serviços, seus agentes (indivíduos, empresas, Estado) e leis de
mercado.
 Ciência Política: estuda o poder, as instituições do Estado, as relações
de governo e a participação política dos cidadãos.
 Antropologia: foca em culturas, costumes e crenças de grupos humanos,
geralmente com trabalho de campo de tecnográfico.

b)R= A Sociologia enquadra‐se no conhecimento científico empírico‐crítico do


mundo social, pois:

 Utiliza
métodos sistemáticos (estatística, análise de conteúdo,
entrevistas) para coletar dados.
 Busca teorias gerais sobre a dinâmica das sociedades (integração,
conflito, mudança).
 Mantém espírito crítico, questionando estruturas de poder e relações de
dominação.

c)R= Outras disciplinas científicas que estudam o mundo social e suas


especificidades:

 PsicologiaSocial: concentra‐se nos processos psicológicos dos


indivíduos em interação (atitudes, conformidade, comportamento de
grupo).
 Geografia Humana: analisa a organização espacial das atividades
humanas, como migrações, urbanização e uso do solo.
 Demografia: estuda estatisticamente populações (natalidade,
mortalidade, migrações) e seus efeitos sociais e econômicos.

Cada área aporta um recorte distinto seja temporal, espacial,


econômico ou comportamental contribuindo para uma compreensão
plural do social.

3)R= Dois temas que gostaria de entender melhor são desigualdade social e
preconceito estrutural. Escolhi esses temas porque afetam muitas pessoas e muitas
vezes passam despercebidos. A desigualdade foi um tema que também interessou à
turma, enquanto o preconceito estrutural chamou mais a minha atenção. A Sociologia
estuda tanto assuntos muito falados quanto aqueles que nem sempre percebemos no
dia a dia.

DE OLHO NO ENEM

1)(B) O desenvolvimento de métodos de planejamentos urbano aumentava a eficiência


do trabalho industrial.

2)(E) Ampliação do período disponível para a jornada de trabalho.

3)(A) Conhecimento sobre a realidade é condicionado socialmente.


ASSIMILANDO CONCEITOS

1)R=De acordo com “A Sociologia e a crítica do tempo presente”, o Fórum Social


Mundial se relaciona mais com Karl Polanyi, pois representa uma reação à lógica do
mercado e busca alternativas solidárias e justas.

2)R=As pessoas e grupos não agem apenas por interesses econômicos. Também são
movidos por valores culturais, ideológicos, religiosos e sociais. O FSM é um exemplo
disso.

OLHARES SOBRE A SOCIEDADE

1)R=Não. De acordo com os textos, o indivíduo deve ser analisado dentro do seu
contexto histórico e social. A Psicologia trata da subjetividade, mas a Sociologia
amplia o olhar para as condições sociais que moldam os pensamentos e
comportamentos.

REDAÇÃO

TEMA:é possível, para juventude de hoje, alterar o futuro?

Ao longo da história, a juventude tem desempenhado papel essencial na promoção


de mudanças sociais significativas. Hoje, diante de desafios como desigualdade,
crise ambiental e instabilidade política, questiona-se se os jovens ainda possuem
poder para alterar o futuro. A resposta é afirmativa: a juventude atual, apesar dos
obstáculos, dispõe de meios e motivação para transformar a realidade.

Historicamente, os jovens sempre desempenharam papel de destaque nos


momentos de ruptura e transformação. Movimentos como o Maio de 1968, a
Primavera Árabe e os protestos de 2013 no Brasil demonstram que, quando
mobilizados, os jovens conseguem influenciar estruturas de poder e alterar os
rumos da história. Esses exemplos revelam que o futuro pode ser moldado quando
há engajamento coletivo e vontade de mudança.

Atualmente, embora muitos jovens enfrentem dificuldades como desemprego,


insegurança econômica e crises existenciais, também há maior acesso à
informação, à educação e às redes sociais digitais. Ferramentas como a internet
permitiram a criação de novas formas de ativismo, como petições virtuais,
campanhas de conscientização e mobilizações em massa, que ultrapassam
fronteiras e geram impacto real.

Portanto, é possível afirmar que a juventude de hoje tem não apenas o potencial,
mas também a responsabilidade de alterar o futuro. Por meio do engajamento
político, da produção cultural e da inovação tecnológica, os jovens podem construir
um amanhã mais justo, democrático e solidário.

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