Conceitos Básico Automotivos
Conceitos Básico Automotivos
Volkswagen
Pós-Vendas
Conceitos Básicos
Automotivos
CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
ÍNDICE
Introdução _______________________________________________________________________ 2
Diferencial ______________________________________________________________________20
Sistema de Direção______________________________________________________________22
Climatizador de Ar ______________________________________________________________45
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INTRODUÇÃO
Um veículo está dividido em vários sistemas, porém como grupos principais encontram-
se: o motor, a transmissão, o sistema de suspensão, direção freios, carroceria, sistema
elétrico e o sistema de segurança.
Atualmente quase todos os veículos no mundo são equipados com motores do ciclo
Otto.
Esse tipo de motor desenvolvido por Nicolaus Otto, e por isto leva seu nome, teve seu
primeiro exemplar exibido em 1867. De lá para cá, não sofreu grandes mudanças no
mecanismo de funcionamento, porém, em relação ao ganho de potência, controle de
emissões, já se distanciou bastante dos primeiros modelos.
Hoje, esse tipo de motor pode trabalhar com gasolina, álcool ou gás natural GNV como
combustível.
Portanto, necessita de calor para queimar com eficiência o combustível nele injetado. A
temperatura normal de trabalho está entre 80º C a 100º C.
Por esta razão, quando nos deslocamos com um veículo enquanto o motor está frio o
consumo de combustível é maior, e assim também o nível de emissões de poluentes.
O motor de ciclo Otto é também chamado assim, pois, para realizar o trabalho
completo, perfaz um ciclo de quatro tempos.
Os quatros tempos são completados com duas voltas do motor, ou seja, à 720º do eixo
principal.
2
CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
O motor do ciclo Otto é divido em três partes principais as quais são: Cabeçote, bloco e
cárter.
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Junta do Cabeçote
Pistão
Pino do Pistão
Anéis
Biela
Bloco do
Motor
Volante
Árvore de Manivela
Casquilhos
Cárter
Os pistões são peças ligadas à biela que por sua vez estão ligadas à árvore de
manivelas.
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
Pistão Pistão
Biela
Nos pistões estão alojados os anéis de segmento e, ambos participam em cada fase
dos quatro ciclos do motor deslizando nos cilindros em movimentos ascendente e
descendente produzidos pela árvore de manivelas.
As paredes dos cilindros são brunidas afim de que se crie muitos sulcos que serão
preenchidos com óleo lubrificante permitindo uma melhor lubrificação entre os anéis e
os pistões e proteger os componentes do atrito. Cabeçote
Árvore do Comando
de Válvulas
Câmara de Combustão
Válvulas de Admissão e Escapamento
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Nos motores do ciclo Otto quando se somam mais do que um cilindro, normalmente
é agrupado em pares, ou seja, dois, quatro, seis, oito, dez cilindros etc. Nesses
casos também são considerados gêmeos o primeiro e o último cilindro, o segundo e o
penúltimo, e assim sucessivamente.
Ou seja, em um motor de quatro cilindros quando o movimento do primeiro pistão for
descendente também será o do quarto cilindro.
Enquanto que o segundo e terceiro cilindros estarão em movimentos ascendentes.
Os movimentos dos pistões ascendentes e descendentes formam os quatro tempos que são:
Admissão, compressão, combustão e escapamento, sendo que dois movimentos são
descendentes e dois são ascendentes.
Admissão Compressão
Combustão Escapamento
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
Tempo de Admissão
No tempo de admissão, o pistão desce puxado pela árvore de manivelas e arrasta uma
mistura de ar combustível através da passagem aberta pela válvula de admissão instalada
no cabeçote. Ao final do curso do pistão, a árvore de manivelas terá girado 180º.
Tempo de Compressão
No tempo de compressão, o pistão sobe impulsionado pela árvore de manivelas
comprimindo a massa de ar/combustível na câmara de combustão, pois as válvulas
de admissão e escapamento estão fechadas. Ao final do curso do pistão, a árvore de
manivelas terá girado 360º.
Tempo de Combustão
No tempo de combustão as válvulas permanecem fechadas, a pressão existente na
câmara é muito elevada, o pistão recebe uma centelha da vela de ignição, isto provoca
a inflamação da mistura ar/combustível que se expande, impulsionando o pistão para
baixo com grande força.
Neste tempo é que se produz trabalho da árvore de manivelas em sentido rotatório e é
transferido para as rodas.
Ao final do curso do pistão, a árvore de manivelas terá girado 540º.
Tempo de Escapamento
No tempo de escapamento a válvula de escapamento se abre, o pistão sobe
impulsionado pela árvore de manivelas e expele os gases queimados.
Ao final do curso do pistão a árvore de manivelas terá girado 720º, completando o ciclo
de quatro tempos.
Ao iniciar um curso descendente o pistão encontra-se no ponto mais elevado dentro do
cilindro e a isso denominamos PMS (ponto morto superior).
Ao iniciar um curso ascendente o pistão encontra-se no ponto mais baixo dentro do
cilindro e a isso denominamos PMI (ponto-morto inferior).
Com as referências de PMS e PMI podemos determinar o curso do pistão e por
conseqüência a capacidade volumétrica de cada cilindro e a cilindrada do motor.
A cilindrada é expressa em cm³ ou em litros, por exemplo: um motor com 1.6 litros
contém aproximadamente 1600 cm³.
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Conforme pudemos observar cada cilindro deverá executar os quatro tempos para
que ocorra em cada cilindro o tempo de combustão, dando movimento a árvore de
manivelas.
Não importa quantos cilindros tenha um determinado motor, não haverá tempo de
combustão em dois ou mais cilindros simultaneamente.
Isto porque, em um motor de quatro cilindros, por exemplo, cada ciclo de trabalho
completo percorre 180º da árvore de manivelas.
Para que cada cilindro realize os tempos devidos entre os movimentos da árvore de
manivelas e a abertura de válvulas, é necessário que ocorra um sincronismo, o que é
realizado através das referências contidas nas engrenagens da árvore de manivelas e a
árvore de comando de válvulas.
O sistema normalmente é ligado por correia dentada, por corrente ou por engrenagens.
Nos motores Volkswagen o sistema de abertura de válvulas é feito por uma tecnologia
chamada RSH. A árvore do comando de válvulas pressiona os balancins, roletados com
uma extremidade apoiada num elemento hidráulico (tucho) e outra extremidade apoiada
na válvula.
Desta forma o atrito é muito baixo, propiciando maior potência, maior silêncio, e
menores desgastes dos componentes, além de dispensar regulagens.
Balancim
Elemento Válvula
Hidráulico
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
O sincronismo das válvulas com a árvore de manivelas pode ser fixa ou variável,
tornando o motor mais potente em determinados momentos ou mais econômicos em
outros regimes.
Em um cabeçote no qual o fluxo dos gases ocorre de forma cruzada, os canais
de admissão e de escape estão em lados opostos, isto permite menor resistência
aerodinâmica à saída e a entrada dos gases dentro do cilindro.
Em todos os motores de quatro tempos, a árvore de comando de válvulas gira a metade
da rotação da árvore de manivelas.
Os motores de quatro tempos podem ter diferentes arquiteturas de válvulas, por
exemplo:
2 válvulas por cilindro, teremos uma válvula de admissão e uma de escape.
3 válvulas por cilindro, teremos duas válvulas de admissão e uma de escape.
4 válvulas por cilindro, teremos duas válvulas de admissão e duas de escape.
5 válvulas por cilindro, teremos três válvulas de admissão e duas de escape.
A razão de se utilizar motores multiválvulas está em obter maior rendimento volumétrico
e menores índices de poluentes, porém, em baixas rotações, multiválvulas de admissão
perdem a velocidade e pressão do ar, retardando o enchimento do cilindro.
Já em altas rotações, conseguem encher os cilindros muito mais rápido.
Potência e Torque
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Logo, alterando-se a intensidade da força ou a dimensão da alavanca, ocorrem também
alterações no resultado do torque.
Potência anteriormente era especificada em (cv) cavalo vapor ou (hp) horse power.
1 cavalo força equivale a levantar um peso de 75 quilos em um segundo.
Desde 1985 o Brasil tem adotado o Watt como unidade de energia para medir a
capacidade dos motores do ciclo Otto.
1 Kw = 1,36 hp
1 hp = 0,735 kW
1 kgf - 9,8 Newton (N)
Já para motores movidos a álcool são necessários 9kilos de ar para 1 quilo de álcool.
Uma relação a/f que utiliza 22% de álcool serão necessário 13,2 quilos de ar para 1
quilo de gasolina aproximadamente.
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
No Brasil utilizamos três tipos de gasolina, a do tipo “C”, Premium e Podium com as
seguintes octanagem:
Qualquer motor de fabricação nacional foi projetado par funcionar com gasolina do tipo
“C” sem qualquer prejuízo.
E a gasolina aditivada pode manter o sistema de injeção limpo por um período mais
longo.
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O controle da temperatura se dá de duas formas que são:
sistema de lubrificação.
sistema de arrefecimento.
Além disto, o óleo tem por função reduzir o atrito existente entre as peças, evitando
desgastes prematuros, e contribui para um funcionamento mais silencioso do motor.
O óleo sofre degradação por várias razões, e trataremos em detalhes mais adiante no
tópico diagnóstico.
Managueiras
Vaso de expansão
Válvula termostática
Eletroventilador
Interruptor térmico
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
Por esta razão a maioria dos sistemas de arrefecimento são selados, ou seja, trabalham
em circuito fechado, e é adicionado um aditivo a base de propileno glicol ou etileno
glicol no intuito de não permitir o congelamento da água, retardar o ponto de ebulição,
evitar a oxidação, etc.
Caso existam bolhas de vapor no sistema de arrefecimento, a água não pode circular, o
que provoca super aquecimento do motor.
Esta válvula tem por função manter constante a temperatura do motor, permitindo a
passagem da água fria do radiador para o motor fazendo circular a água quente para o
radiador.
Essa característica não é benéfica ao motor, pois no motor temos sensores que
trabalham com baixas tensões e podem sofrer interferências da eletricidade conduzida
pela água através do bloco, dificultando a interpretação e trabalho pela unidade de
gerenciamento do motor podendo gerar falhas no regime de marcha-lenta e acelerações.
Sistema de transmissão
Embreagem
A embreagem está localizada entre o volante do motor e a transmissão, e é constituída
por: platô, disco e rolamento.
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Volante Disco Platô
Transmissão Disco
Platô
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
O fluido utilizado pelo cilindro tem origem no reservatório do cilindro mestre do sistema
de freio.
Cilindro transmissõr
Fluido de freio
Cilindro receptor
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1 - Rolamento da Embreagem
2 - Parafuso
3 - Alavanca de desengate da embreagem
4 - Trava de pressão da alavanca
5 - Bucha guia do rolamento
6 - Anel de vedação da árvore primaria
7 - Pino esférico da alavanca de embreagem
8 -Transmissão
Caixa de marchas
Tipos de Transmissão:
As transmissões podem ser do tipo longitudinal ou transversal.
As do tipo longitudinal são aplicadas em veículos com tração dianteira ou traseira,
porém com o motor em posição longitudinal, tanto na dianteira como na traseira.
As do tipo transversal são aplicadas na dianteira com motor transversal, e
excepcionalmente com motor e transmissão na traseira.
3ª 4ª
Árvore primária
Árvore secundária
Ré
2ª 5ª
Pinhão 1ª
Luva de engate da 5ª e ré
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
Como vimos no tópico anterior, a árvore primária da caixa de marchas recebe a força e
a rotação do motor através do disco de embreagem, e as conduz à árvore secundária.
Na união da árvore primária e secundária dentro da caixa de marchas, são formadas as
relações de marchas que poderão dar força ao veículo para vencer um aclive, suportar
maior volume de carga, ou desmultiplicar a força e aumentar a velocidade do veículo.
Isso acontece alterando-se o torque da árvore primária que é transmitida a árvore
secundária.
Para entendermos melhor isso, vejamos o que é torque.
Transmissão de movimento
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Como podemos ver o torque é igual força aplicada, vezes à distância.
Assim, quanto maior for a distância do ponto de força menor será a força aplicada.
Maior Velocidade
Menor Torque
Por exemplo:
Movida 20 Movida 20
R= = = 2:1 R= = = 0,5:1
Motora 10 Motora 10
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
Na segunda relação encontramos meia volta da engrenagem motora para uma volta
completa da engrenagem movida, isto produziu uma relação de velocidade na árvore
movida.
Como pudemos ver a relação de força e ou velocidade interfere na rotação das árvores
entre si, por esta razão quando engrenamos a primeira marcha percebemos que o
motor atinge alta rotação, em torno de 3000 a 4000 rpm (rotações por minuto), que
é conduzida imediatamente para a árvore primária, porém não desenvolve grande
velocidade, fica em torno de 30 a 40 km/h.
Por exemplo:
Saída
100 rpm
Entrada
600 rpm
Relação Total
RT = R1 . R2
RT = 3.2 = 6
Estas relações são necessárias para que o torque ao chegar às rodas tenha força
suficiente para vencer a inércia.
Para engatarmos uma marcha precisamos acionar a embreagem que assim libera a
rotação do motor da árvore primária, em seguida movimentamos a alavanca seletora
e selecionamos uma marcha, o engrenamento suave só é possível com um sistema
mecânico e eficiente denominado corpo sincronizador, composto por sincronizador, anel
sincronizador, luva reténs e travas.
O anel sincronizador tem por função frear a engrenagem selecionada por fricção.
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Luva de engate
Anel sincronizador
A
Dentes de retenção do
engate da marcha
Anel interior
Anel intermediário Garfo seletor
Anel sincronizador
Anel intermediário
Anel interior
Dentes de retenção do
engate da marcha
Corpo sincronizador
Luva deslizante
Engrenagem
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
Nos veículos Volkswagen a primeira e segunda marcha tem duplo anel sincronizador, o
que permite maior conforto ao engatar a primeira marcha quando o veículo ainda possui
algum movimento, e o engate da segunda marcha, quando se reduz da terceira marcha.
Diferencial
O diferencial tem por função permitir que as duas rodas ligadas a transmissão tenham
rotações diferentes sem perder a tração, isto porque, quando um veículo entra em
curva, a roda interna à curva não gira no mesmo ângulo que a roda externa, neste
momento sem o diferencial, a roda interna à curva se arrastaria para acompanhar a roda
externa.
Também em pisos irregulares as rotações das rodas não são as mesmas, e graças ao
diferencial o veículo segue a trajetória definida pelo condutor sem arrasto das rodas
o que poderia provocar danos prematuros nos pneus, componentes da suspensão e
transmissão, além de tirar a estabilidade direcional.
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Consequentemente a planetária mais livre aumenta a rotação.
Pinhão
Coroa
Caixa de satélites
Sistema de direção
Tem a função de reduzir o esforço necessário para orientar as rodas, sem com isto,
perder a precisão.
O sistema de setor e sem fim oferece menor precisão, requer ajustes em menores
intervalos.
Amortecedor de direção
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
Pinhão
Cremalheira
Caixa de direção
Bomba eletro-hidráulica
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Suspensão
Sistemas e Componentes
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
E as suspensões ativas, que são sistemas modernos, com assistência eletrônica para
obter comportamentos mais precisos.
Elementos elásticos
Os elementos elásticos se classificam em função do seu material:
Sólidos, como as molas, os feixes de molas e as barras de torção.
E hidráulicos ou pneumáticos, com as suspensões pneumáticas, hidráulicas e
hidropneumáticas.
Barras de Torção:
São barras de aço elástico combinados para suportar a torção. Tem uma forma especial
em seus extremos para sua fixação.
Este sistema está baseado no princípio de que, se houver uma mudança na posição
do aço elástico ao se aplicar uma força em um de seus extremos, uma torção oposta
tenderá a retorcer-se voltando a sua forma original, quando cessa o esforço de torção a
que está submetido.
A montagem destas barras no veículo realiza-se fixando uma de suas extremidades
ao chassi e a outra extremidade a um braço móvel da suspensão. Quando esta se
movimenta acima ou abaixo produz na barra uma torção permitindo o movimento
vertical da roda.
As barras de torção podem estar instaladas transversal e longitudinalmente no eixo
dianteiro e transversalmente no eixo traseiro.
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Fixação da carroceria
Barra de torção
longitudinal
Braço móvel
Feixe de molas:
Jumelo
Grampo
Suspensão com molas
semi-elípticas (feixe de
lâminas) longitudinal
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
Disposição
Atualmente a aplicação mais comum dos feixes de molas é para o eixo traseiro
longitudinalmente, um para cada roda.
Propriedades
A característica mais importante do feixe de molas é a rigidez. Esta varia em função de:
Largura das lâminas
Comprimento
Elasticidade longitudinal do material
Tipo de instalação
Forma.
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Molas helicoidais
As molas helicoidais são utilizadas na maioria dos veículos que não requerem muito
espaço, mantendo um comportamento progressivo.
Elasticidade da suspensão
É possível obter uma suspensão com flexibilidade variável e progressiva em um veículo,
por meio de molas helicoidais cônicas com diferentes diâmetros no curso e com elos
adicionais.
Estão constituídas de aço elástico de seção circular em forma helicoidal.
Dos elementos elásticos, as molas helicoidais são as mais utilizadas nos automóveis em
substituição aos feixes de molas.
São capazes de dissipar a energia de forma mais progressiva porque dispõem de maior
curso, ocupar pouco espaço de instalação, e serem mais leves.
Disposição
Podem ser instaladas tanto no eixo dianteiro quanto no traseiro com união entre o eixo e
a carroceria.
Propriedades
As molas helicoidais trabalham proporcionalmente a carga que devem suportar,
aumentando a amplitude quando submetida as irregularidades do solo, através das
rodas.
A rigidez das molas é determinada em função de:
número de espiras
diâmetro do elo
características do material
forma construtiva
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
Amortecedores
O amortecedor tem por função controlar as oscilações, tanto da carroceria como dos
elementos da suspensão produzidos nas molas, em virtude das irregularidades do solo,
de forma a manter ao máximo o contato do pneu com o solo, garantindo a segurança e
a dirigibilidade do veículo.
Por exemplo: ao transpor um obstáculo, a suspensão comprime a mola, a força de
compressão neste momento não deve sofrer interferência do amortecedor.
No entanto ao se expandir a mola provocará uma série de oscilações, que se não houver
controle provocará a perda de aderência do pneu com o solo provocando instabilidade.
O controle efetivo do amortecedor se dá por um sistema hidráulico com um óleo
especial, de alta resistência mecânica e à temperatura e, válvulas calibradas existentes
nas duas câmaras denominadas câmara de compressão e câmara de tração, divididas
por um êmbolo.
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Os movimentos verticais da roda são transmitidos ao pistão ligado à haste do
amortecedor que desliza, forçando a passagem do óleo de uma câmara para a outra
através das válvulas calibradas.
A mudança do óleo de uma câmara à outra, oferece resistência criada pelas válvulas
calibradas atenuando as oscilações verticais dos elementos elásticos.
A resistência ao movimento do amortecedor dependerá da calibração das válvulas.
A estanqueidade do amortecedor é muito importante para o seu bom funcionamento,
se existirem fugas de óleo, prejudica a sua atuação repercutindo de forma importante a
segurança ativa.
As válvulas da câmara de compressão e tração estão calibradas de acordo com o tipo
de mola e suspensão à que estão submetidos.
Quando os amortecedores são submetidos à um limite de trabalho de alta freqüência
e baixa amplitude, como em terrenos irregulares ou sem asfalto, provoca o aumento
de temperatura no óleo originando uma espuma, (aeração) do óleo, na verdade micro
bolhas de ar que provocam falhas no amortecedor produzindo um ruído metálico.
Na maioria dos veículos hoje, são aplicados amortecedores pressurizados com gás de
nitrogênio.
A principal função do gás de nitrogênio é eliminar a aeração do óleo, permitindo um
perfeito funcionamento do amortecedor mesmo sob condições extremas de grande
amplitude e baixa freqüência ou alta freqüência e baixa amplitude.
Nitrogênio
Câmara B
Aeração
Câmara A
Por esta razão deve-se sempre seguir a prescrição do fabricante para o uso e aplicação
de peças de reposição.
A aplicação inadequada de peças pode provocar acidentes fatais.
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
Barra estabilizadora
A barra estabilizadora tem uma importante função na segurança do veículo.
Rolagem da carroceria (rolling) é o termo usado para definir a inclinação lateral da
carroceria do veículo provocado por desníveis do solo ou forças físicas quando realiza
curvas.
Quando o veículo faz uma curva, tende a produzir uma inclinação na carroceria com
tendência ao lado externo a curva, comprimindo a suspensão do mesmo lado e
estendendo o lado oposto.
Os pontos de fixação da barra com os braços da suspensão não alteram sua posição, no
entanto, na união com a carroceria, se produz uma torção que se opõe a inclinação da
carroceria.
É constituída de uma barra de aço elástica, de seção circular maciça ou não e disposta
transversalmente ao veículo, entre os braços da suspensão do mesmo eixo e fixada à
carroceria.
Em alguns veículos esta barra não é aplicada, normalmente dispõem de molas
dimensionadas a suprirem a função das barras.
Ajuste da convergência
Barra estabilizadora
Tipos de suspensão
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Quando necessário, é possível combinar suspensões independentes na dianteira e
dependente na traseira.
Eixo rígido
Neste tipo de suspensão não existe independência das rodas.
Dependendo da articulação da roda causada pela irregularidade do solo, o movimento
passa a interferir na roda oposta ocasionando instabilidade.
A estrutura de eixo rígido permite suportar grandes cargas,
o uso em veículos de carga é bastante elevado.
Porém, possui as seguintes desvantagens:
Transmite facilmente as irregularidades do solo à carroceria.
Necessita maior espaço para seu alojamento.
A dependência mútua das rodas prejudica a performance.
Suspensão dependente
Independente
Cada roda se move independentemente. Isto melhora o contato dos pneus de mesmo
eixo com o solo quando existirem irregularidades com o piso.
Este sistema também permite controlar as variantes da suspensão independendo da
condução ou do tipo do veículo.
Suspensão independente
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
McPherson
Combina mola helicoidal, amortecedor e braço inferior ligados a manga de eixo.
Eixo Torsional
É bastante utilizado principalmente para o eixo traseiro, em veículos com tração
dianteira.
É constituído por dois braços longitudinais e um perfil transversal em forma de “U”.
Devido ao seu tamanho reduzido também apresenta vantagens com o acréscimo de
espaço no porta malas.
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Seções do eixo
O formato especial em “U”, dá ao eixo alta estabilidade, pois cada ponto tem uma
rigidez diferente de forma que não necessita de barra estabilizadora.
O formato do eixo e sua rigidez dependem do tipo de carga que a suspensão terá que se
submeter e o tipo de motorização.
A rigidez diferenciada se consegue mediante variações na espessura da chapa e a
geometria do perfil do eixo.
Especiais
São sistemas avançados baseados tanto em eixo rígido como independentes que
permitem um maior controle do movimento das rodas sem que isso afete negativamente
a carroceria.
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
Geometria da suspensão
Todo tipo de suspensão é contemplado com uma geometria que garanta a estabilidade
ao trafegar em linha reta, em curvas, em alta velocidade, e principalmente ao frear e ao
arrancar.
Esta geometria atribui vários ângulos à suspensão de forma que cada ângulo
corresponda a uma atividade que garanta uma boa condução do veículo.
Estes ângulos devem ser verificados periodicamente através do chamado alinhamento
da direção, a fim de manter a integridade do veículo tanto em performance, segurança,
como em conservação de componentes e pneus.
Os ângulos previstos em alinhamento de direção são:
Caster
Camber
KPI
Divergência em curvas
Convergência
O ângulo de Caster tem por característica manter as rodas dianteiras retas para frente
através do resultado da força aplicada ao eixo e ao grau de inclinação.
Ângulo caston
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O ângulo de Camber pode ser configurado como positivo ou negativo.
O ângulo de KPI tem por característica diminuir a distância entre o centro de aplicação
da força (carga no eixo) e o centro de contato com o solo.
Raio de Raio de
rolagem Raio de rolagem
positivo rolagem Nulo negativo
20o 18o
Ângulo de giro
Raio de giro
Centro de rotação
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
Ângulo
divergente ( __
)
Ângulo
convergente (+)
Ângulo nulo
Outros ângulos poderão ser analisados quando se requer atenção especial em problemas
de dirigibilidade.
Para manter a integridade da suspensão e do veículo, é necessário que os pneus estejam
em perfeito estado. Isto inclui uma série de itens como:
Pneus iguais no mesmo eixo.
Pressão prescrita.
Profundidade dos sulcos em até 1,6mm.
Ausência de bolhas, cortes e deformações.
Fazer rodízio dos pneus regularmente.
Quando fazer o alinhamento da direção?
É conveniente verificar o estado da geometria de direção o rodízio de pneus e o
balanceamento das rodas preferencialmente a cada dez mil quilômetros. Isto evita
deformações na banda de rodagem aumentando a vida útil dos pneus e componentes da
suspensão e direção.
Sistemas de Freios
Desde a década de vinte a indústria automobilística tem desenvolvido sistemas que
melhorem a eficiência de frenagem, principalmente em virtude da densidade de tráfego e
o aumento da potência dos veículos.
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Freio mecânico Freio ABS
1 - freio a disco
2 - flexível do freio
3 - conexão
4 - tubo do freio
5 - reservatório
6 - cilindro-mestre
7 - servo-freio
8 - pedal do freio
9 - alavanca do freio de estacionamento
10 - cabo do freio de estacionamento
11 - válvula equalizadora de pressão
12 - freio a tambor
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
Desta forma distribui-se de maneira segura o fluido hidráulico, caso ocorra algum
problema em um dos circuitos, haverá integridade no outro circuito aplicando pressão
hidráulica em uma roda dianteira e uma roda traseira diagonalmente, fazendo com que o
veículo pare com segurança mantendo a trajetória definida pelo condutor.
Servofreio
O servofreio auxilia na força aplicada pelo pé ao pedal do freio, reduzindo a força
necessária para frear o veículo.
O servofreio utiliza a depressão criada no coletor de admissão.
Quando removemos o pé do acelerador, a borboleta de aceleração se fecha, e a pressão
atmosférica não atua abaixo dela. No entanto, os pistões continuam o trabalho de
admissão, porém, como não é possível arrastar o ar da atmosfera, gera-se grande
depressão no coletor de admissão.
Esta depressão é aproveitada para ampliar a força aplicada ao pedal do freio, tornando a
tarefa confortável e sem risco.
Este princípio é o mais utilizado nos automóveis hoje em dia.
Normalmente os servofreio utilizam depressões entre 0,5 e 0,9 bar.
A pressão de bloqueio das rodas é de aproximadamente 60 a 100 bar.
O servofreio é constituído de duas câmaras separadas por um diafragma.
A câmara ligada à depressão do motor é denominada câmara de vácuo, e a câmara
ligada ao pedal de freio é denominada câmara de serviço.
Ambas estão ligadas entre si através de canais na cápsula da válvula de duplo comando,
mantendo vácuo nas duas câmaras quando o motor estiver ligado e o pedal de freio
estiver em repouso.
Uma haste ligada ao pedal do freio aciona a válvula de controle transmitindo o
movimento ao cilindro-mestre.
Com o acionamento do pedal de freio, a câmara de serviço se movimenta em direção a
câmara de vácuo e pressiona a gaxeta da válvula de duplo comando contra o assento da
válvula, desta forma as câmaras de vácuo e serviço perdem a comunicação.
Ao avançar o pedal de freio, o pistão sensor se desprende da gaxeta da válvula de duplo
comando, então a pressão atmosférica entra na câmara de serviço.
A pressão atmosférica atua reforçando o esforço do pedal de freio, vencendo a pressão
da mola de retorno, transmitindo a força ao cilindro-mestre.
Cilindro-mestre e servofreio
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Válvula de retenção de vácuo
O servo-freio possui uma válvula de retenção do vácuo criado no coletor de admissão.
Enquanto o motor estiver ligado, é produzido vácuo no servo-freio e a válvula
permanece aberta.
Ao desligar o motor a válvula de retenção de vácuo se fecha e mantém o vácuo
na câmara do servo freio, além de evitar que os vapores de combustível atinjam os
componentes internos.
Flexível freio
Pinça de freio
Freio a disco
Isto porque a parte dianteira suporta a maior carga, além de o centro de gravidade
tender à frente no momento da frenagem.
O freio a disco é considerado uma unidade de alto desempenho e facilita a troca de calor.
Para controlar as diferentes pressões existentes entre os freios dianteiros e traseiros,
são aplicadas válvulas reguladoras que atuam no eixo traseiro em função da carga
transportada.
Estas válvulas possuem um mecanismo de alavanca que conforme a carga aplicada no
eixo traseiro proporciona maior ou menor pressão ao freio traseiro, e assim se distribuem
cerca de 70% da pressão hidráulica na parte dianteira e 30% na parte traseira afim de
evitar o travamento das rodas traseiras por perda de contato com o solo.
Cilindro de freio
40
CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
Fluido de freio
O fluido de freio é um dos componentes mais importantes de todo o sistema e por isso,
deve ter respeitada todas as prescrições do fabricante quanto ao tipo e manutenção.
Como o sistema de freio trabalha transformando a energia cinética em calor, o fluido de
freio é um elemento que sofre grande interferência à temperatura de trabalho e o ponto
de ebulição.
Ponto de vaporização
É a temperatura em que o fluido emite vapores inflamáveis. Nos fluidos, essa
temperatura deve ser maior que 90°C.
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A viscosidade, compressibilidade e corrosão devem atender as normas internacionais e
brasileiras como:
FMVSS 116¹ Federal Motor Vehicle Safety Standard (Padrão de Segurança Americano
de Automotores)
DOT Departament of Transportation ( Departamento de Transporte).
SAE Society American Engnering (Sociedade Americana de Engenheiros).
O fluido de freio é tóxico, além disso, não pode entrar em contato com a pintura, pois é
corrosivo.
O fluido de freio é higroscópico, ou seja, absorve a umidade do ar ambiente e por isso
deve ser armazenado em embalagem hermética.
Caso ocorra o derramamento do fluido lave com água abundante.
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
Sistema ABS
Sistema anti-bloqueio de freios
O precursor dos sistemas eletrônicos atuais de frenagem é o ABS (Anti-Lock Break
Sistem) sistema anti-bloqueio das rodas. Lançado em 1978, traz agora subsistemas
complexos e eficientes que garantem cada vez mais a segurança na condução dos
veículos.
O sistema de freios ABS é constituído por:
unidade de controle eletrônico
unidade hidráulica incorporada à unidade eletrônica
sensores de rotação das rodas
circuito hidráulico
circuito elétrico
Unidade hidráulica
Unidade de controle
Bomba hidráulica
A unidade de controle do ABS, recebe os sinais dos quatro sensores das rodas e calcula
a velocidade de rotação de cada roda.
Eletro-bomba hidráulica
Acumulador de baixa pressão
O acumulador recebe o fluido que retorna dos circuitos quando a unidade do ABS atua
no sentido anti-bloqueio.
A bomba impele o fluido do acumulador para o cilindro mestre do circuito do freio, neste
momento o pedal do freio trepida sensivelmente.
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Eletrobomba hidráulica
Acumulador de baixa pressão
Unidade hidráulica
Unidade do ABS
Por exemplo:
ASR – Controle de tração (atua freando a roda que tende a patinar e também
desacelerando o motor).
EBV – Divisão da força de frenagem entre eixo dianteiro e traseiro (distribui as forças
de frenagens em 70% aproximadamente para o eixo dianteiro e 30% para o eixo
traseiro).
EDS – Bloqueio eletrônico do “diferencial” (não permite que uma roda de tração patine
ao arrancar com o veículo)
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
Para que se possa alcançar a máxima segurança e performance durante uma frenagem
com ABS, deve-se ter em mente o seguinte:
Se a frenagem for de pânico, pressione e mantenha o pedal do freio com a máxima
força. A unidade eletrônica do ABS garantirá o controle;
Durante a frenagem, aproveite a dirigibilidade garantida pelo ABS e desvie do
obstáculo, caso não haja espaço suficiente para parar totalmente o veículo;
A pulsação no pedal é uma característica normal do ABS e significa que a unidade
hidráulica está aplicando o nível ideal de pressão no sistema de freios: não
desaplique o pedal!
Velocidades compatíveis com o local e pista, distância segura do veículo à frente são
fundamentais para uma condução segura e redução do número de acidentes de trânsito.
Climatizador de Ar
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O bem estar, como parte integrante da segurança ativa, exerce grande influência sobre
a condução do veículo, a capacidade física e mental.
Uma temperatura agradável no habitáculo do veículo depende da temperatura externa
momentânea e suficiente massa de ar, ex:
Baixa temperatura externa 0ºC
Máxima temperatura interna 18ºC
Massa de ar necessária 8kg/min
Alta temperatura externa 40ºC
Mínima temperatura interna 23ºC
Massa de ar necessária 10kg/min
Média temperatura externa 10ºC
Máxima temperatura interna 21ºC
Massa de ar necessária 4kg/min
A temperatura ideal para uma condução segura de um veículo é entre 20ºC a 22ºC.
Para controlar a temperatura é que se tem desenvolvido sistemas climatizadores de ar
automotivo.
Além de controlar a temperatura, depura e controla a umidade relativa do ar entre 40%
á 60%.
Calor
É uma forma de energia resultante da agitação das moléculas de um corpo.
A intensidade dessa energia nos dá as sensações de frio ou calor em relação a
temperatura do corpo humano.
A intensidade de calor que sentimos pode ser medida com o auxílio de um termômetro,
e pode se apresentar em grau Celsius ºC ou Fahrenheit ºF.
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
Refrigerantes
O termo refrigerante, é também utilizado para o fluido do sistema condicionador de ar,
para produzir frio pela absorção de calor através do processo de evaporação.
Propriedades dos fluidos refrigerantes.
Os fluidos refrigerantes tem a propriedade de:
liquefazer-se à temperatura ambiente e a pressões moderadas
Evaporar-se à pressão acima da pressão atmosférica
Ter volume específico ( pequeno em relação ao seu peso)
Ter elevado calor latente de vaporização.
Ser quimicamente estável
Atóxico em ambiente aberto
Não corrosivo
Não inflamável
Boa solubilidade com o óleo lubrificante
O gás refrigerante R12 está descontinuado para aplicação em automóveis desde 1996
por agredir a camada de ozônio quando exposto à atmosfera, e o gás R134a é o
utilizado até os dias de hoje.
Características do R134a
O refrigerante R134a é quimicamente similar ao R12, porém não são compatíveis.
Em geral, o desempenho do R134a é menos eficiente do que o R12 e requer
componentes mais resistentes, pois o R134a trabalha com maior pressão maior fluxo de
ar através do condensador para retirar o calor do gás R134a.
O R12 e o R134a trabalham com pressões similares na linha de baixa pressão.
Acima de 8º C o R134a começa a atingir valores de pressão superiores ao R12 quando
submetidos a mesma temperatura.
O R134a absorve em média entre 10% a 20% mais água do que o R12, portanto, deve
receber agentes secadores compatíveis.
A lubrificação do sistema climatizador com o uso do R 134a deve ser feita com óleo
sintético, a base de polialkyleneglicol (PAG).
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Fluxo do fluido refrigerante no circuito climatizador.
Para se obter o resfriamento do ar no habitáculo do veículo, é necessário remover o
calor contido no ar.
Por exemplo:
A água em estado sólido absorve calor do ar.
Ao absorver calor se liquefaz e torna-se líquida.
E aquecendo se pode se evaporar e assim sucessivamente.
Sendo assim:
uma substância absorve calor ao passar do estado líquido ao estado gasoso.
Uma substância cede calor ao passar do estado gasoso para o estado líquido.
O calor flui sempre de uma substância mais quente para uma substância mais fria.
Compressor
Circulação de ar
Condensador
Sabemos que para esfriar uma matéria, é necessário que a matéria perca calor.
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
Válvula
Ar resfriado
Evaporador
Ar quente
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Nesta fase o gás refrigerante está em forma gasosa.
O gás refrigerante é encaminhado ao condensador.
No condensador, o gás cede calor através da passagem de ar nas aletas do
condensador.
Assim, o gás muda de fase passando da forma gasosa para forma líquida perdendo
10ºC aproximadamente, mantendo se ainda em alta pressão.
O gás refrigerante segue comprimido até alcançar um estreitamento que pode ser
constituído por válvula estranguladora ou válvula de expansão.
Ali o gás se pulveriza no interior do evaporador perdendo pressão.
O calor necessário para a evaporação é extraído do ar fresco que passa pelas aletas do
evaporador através do ventilador do habitáculo, o qual se resfria indo para o habitáculo
do veículo com a temperatura desejável.
O gás refrigerante, agora novamente gasoso sai do evaporador, volta a ser aspirado pelo
compressor para refazer todo o circuito.
Nesta fase, portanto o gás refrigerante está líquido e submetido à alta pressão e média
temperatura.
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
Nesta fase, o gás refrigerante está líquido e submetido a baixa pressão e baixa
temperatura.
Componentes:
A - Compressor
B - Comutador de alta pressão
C - Condensador
D - Conexão para serviço alta pressão
E - válvula estranguladora de orifício fixo
F - Evaporador
G - Comutador de baixa pressão
H - Conexão para serviço baixa pressão
I - Filtro secante
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Em circuitos climatizadores que utilizam válvula de orifício fixo, mantém o filtro secante
na linha de baixa pressão após o evaporador.
Neste caso, o filtro secante tem por função receber o gás proveniente do evaporador e
permitir sua expansão, caso exista alguma umidade, é retida no filtro, além de receber o
óleo lubrificante do sistema.
Compressor
Mangueiras
Condensador
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
Disco Oscilante
Sucção
Válvula reguladora N280
Pressão do cárter
Alta pressão
Pressão de sucção
Baixa pressão
Cárter
Baixa pressão
Pistão
Polia com proteção de
sobrecarga integrado
Disco oscilante
Disco de arraste
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Acoplamento eletromagnético
Com o acoplamento eletromagnético é possível transmitir a força de rotação do motor
para o compressor do climatizador.
Configuração
Eixo do compressor
Carcaça do compressor
Bobina eletromagnética
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
Sistema elétrico
O sistema elétrico do veículo, tem assumido um papel importante no desenvolvimento
do automóvel, e com isso tem modificado a característica da reparação automobilística
dos últimos anos.
O sistema elétrico tem como princípio básico a fonte de alimentação que é a bateria.
Desta forma toda a alimentação, modo de funcionamento, diagnósticos depende da
integridade da bateria.
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A bateria de 12 Volts é constituída de 6 células compostas de dois eletrodos de
polaridades diferentes e ficam imersos em um eletrólito, ou seja, em uma solução em
água composta por certos ácidos capazes de conduzir eletricidade sob a forma de íons.
Quando a bateria está totalmente carregada, a solução se compõe em 36% de ácidos
e 64% de água, e sua densidade é de aproximadamente 1,280g/l à temperatura de
26,5ºC.
Densidade do Ácido Estado de Carga Tensão
1,28 g/cc 100% 12,7 V
1,21 g/cc 60% 12,3 V
1,18 g/cc 40% 12,1 V
1,10 g/cc 0% 11,7 V
Estas células estão ligadas em série e são capazes converter a energia química em
energia elétrica, e energia elétrica em energia química pela passagem de corrente
elétrica no sentido oposto ao da descarga.
+ =
Indicador de cores
Sonda ótica
Célula Flutuador
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
Amarelo a incolor
Verde Negro Nível do eletrólito mui-
bateria correta bateria descarregada to baixo. Substituir a
carga > 65% carga < 65% bateria
flutuador célula
à vista à vista
A análise ocorre apenas em uma das células, porém suficiente para uma primeira
classificação.
O aumento da densidade na área a cima das placas ocorre por difusão, porém o
hidrômetro só detecta a densidade a cima das placas.
Em casos específicos isto pode conduzir ao seguinte diagnóstico:
Apesar de a bateria estar em plena carga, o hidrômetro indica a cor negra. Isto se deve
a falta de homogeneização da mistura do eletrólito.
Esta mistura pode tardar um pouco e dar um diagnóstico equivocado.
Para um diagnóstico preciso é necessário a utilização de equipamentos específicos como
o VAS 5097, ou VAS 5900
Descarga espontânea
Todas as baterias automotivas perdem lentamente a sua carga quando não são
utilizadas ou quando utilizadas em períodos muito curtos.
Este fenômeno é conhecido como descarga espontânea.
Além da reação química que provoca perda da carga, impurezas e temperatura
colaboram com a descarga espontânea.
Após longos períodos sem uso a vida útil da bateria fica comprometida.
Capacidade nominal
É a capacidade da bateria indicada pelo fabricante e expressa em Ampère-hora.
Isto significa que uma bateria com carga máxima, deve fornecer em temperatura
determinada em norma, certa quantidade de corrente durante vinte horas.
A tensão da bateria não deve cair abaixo de 10,5 Volt durante essa operação.
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Por exemplo: uma bateria com capacidade de 60 Ah
60 Ah : 20 h = 3 A
Uma bateria de 60 Ah deve fornecer uma corrente de 3A durante 20 horas, sem que
sua tensão seja inferior à 10,5 Volt.
Tensão nominal
A tensão nominal de uma bateria é definida pela somatória do valor de tensão de cada
célula, por exemplo: se a construção da bateria permite que cada célula obtenha 2,0
Volts e a bateria é constituída de seis células, logo a tensão nominal da bateria é de 12
Volts.
Embora a tensão nominal de uma bateria automotiva seja de 12 Volts, quando 100%
carregada apresenta uma tensão diferente, conforme mostra o quadro.
Isto ocorre porque cada célula pode gerar mais do que dois Volts. Normalmente
encontramos 2,1 Volt a 2,3 Volt.
Sendo assim, como vemos no quadro, uma tensão de 12,3 Volts indica que a bateria
apresenta apenas 60% de carga, já uma tensão de 12,1 Volts indica que a bateria
apresenta 40% de carga, e esta tensão é inadequada para o bom funcionamento do
veículo.
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
Por isso, precisamos nos certificar da tensão da bateria antes de diagnosticar qualquer
defeito elétrico no veículo.
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em veículos que não possuam tais bornes, conecte primeiro o cabo positivo da
fonte ou bateria auxiliar ao borne positivo da bateria descarregada, e segundo, o
cabo negativo da fonte ou bateria auxiliar a um bom ponto massa, o mais longe
possível do borne negativo da bateria descarregada.
Substituição da bateria
Antes da remoção da bateria verifique se há um sistema de som codificado, ou
aparelhos que necessitem de codificação. Em caso afirmativo, obtenha o código de
segurança, ou com equipamento adequado, mantenha a alimentação do veículo através
do acendedor de cigarros, ou tomada de 12 Volts.
Ao desconectar os bornes inicie sempre pelo borne negativo, e posteriormente o positivo.
Nunca desconecte o borne negativo, estando o positivo conectado, há risco de curto
circuito.
Não lubrifique os bornes com nenhum produto, mantenha-os limpos e secos.
Após a conecção da bateria, verifique a integridade de funcionamento dos sistemas
elétricos como área de conforto, sistema de som, relógio, etc.
Em caso de perda de memória de algum componente, será necessário apagar a memória
de avarias e codificar novamente através do VAS 5051/52.
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
Alternador
Rolamento Rotor
Escovas
fazem o contato elétrico com os
Regulador de voltagem anéis coletores do rotor
componente eletrônico que controla a tensão, para
mantê-la em 12 Volts, de forma a proteger a bateria e
os componentes elétricos e eletrônicos do sistema
Contato “S”
Nos veículos VW, após girar a chave de ignição no primeiro estágio, é ativado o contato
“S” que libera energia elétrica para alguns equipamentos, inclusive o rádio. O próximo
estágio acende as luzes no painel de instrumentos, e o terceiro e último estágio libera a
partida do motor.
Ao desligar o motor e a ignição, porém sem a remoção da chave, o contato “S”
permanece ligado, e utiliza corrente elétrica da bateria para a alimentação de alguns
equipamentos.
O uso prolongado nesta condição pode provocar a descarga da bateria semanalmente ou
em tempo ainda menor.
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É importante a explicação para o proprietário do veículo sobre o procedimento da
remoção da chave de ignição para a o desligamento do contato “S”.
Imobilizador
O imobilizador nos veículos VW, tem por função inibir o funcionamento do motor
quando a chave utilizada não pertence ao veículo.
Os modelos VW utilizam imobilizadores de segunda, terceira e quarta geração, na
seguinte ordem:- família Fox utiliza Imobilizador de 2º geração, Polo e Golf, utilizam
Imobilizador de 3º geração, Gol G IV 1.0 e Novo Gol, utilizam imobilizador de 4º
geração.
Quanto mais avançada a geração, mais sofisticado é o sistema de inviolabilidade.
O sistema Imobilizador de 2º, 3º e 4º geração é composto por:
Transponder
Bobina
Unidade de comando do Imobilizador
Led indicador no painel de instrumentos
Unidade do Imobilizador II
Painel de Instrumentos
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
Transponder
Unidade de comando do motor
AIR BAG
A função do sistema de airbag consiste em detectar a desaceleração do veículo e
analisa-la de modo que reconheça de forma confiável uma colisão do veículo, segundo
a gravidade do impacto, conforme informações dos sensores de aceleração instalados
internamente na unidade do airbag, e sensores instalados nas colunas “B” e “C”.
Uma vez reconhecidos, são ativados os cintos pré-tensionadores, as bolsas infláveis,
os sinais de comando para o destravamento das portas, imobilização do motor e
acendimento das luzes internas, através do comando da unidade do airbag.
A unidade do airbag é instalada no túnel central.
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A unidade do airbag também está preparada para reconhecer avarias no sistema,
memoriza-las, e indicar no painel de instrumentos através de luz de advertência.
Os cintos pré-tensionadores também atuam quando há colisão lateral.
Luz indicadora
de falha
Contato
Cobertura
Gerador de gás
ACELERADOR ELETRÔNICO
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CONCEITOS BÁSICOS AUTOMOTIVOS
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outubro/2008
Academia Volkswagen
Via Anchieta, km 23,5
São Bernardo do Campo - SP
CEP 09823-901 - CPI 1177