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Poder Constituinte 2

O Poder Constituinte Derivado é o poder que permite a modificação da Constituição Federal e a elaboração das Constituições Estaduais, derivando do Poder Constituinte Originário. Este poder é limitado, subordinado e condicionado às regras estabelecidas pelo originário, e se divide em Poder Constituinte Derivado Decorrente, Revisor e Reformador. O exercício desse poder é atribuído às Assembleias Legislativas, que devem respeitar princípios constitucionais sensíveis e normas de reprodução obrigatória.
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Poder Constituinte 2

O Poder Constituinte Derivado é o poder que permite a modificação da Constituição Federal e a elaboração das Constituições Estaduais, derivando do Poder Constituinte Originário. Este poder é limitado, subordinado e condicionado às regras estabelecidas pelo originário, e se divide em Poder Constituinte Derivado Decorrente, Revisor e Reformador. O exercício desse poder é atribuído às Assembleias Legislativas, que devem respeitar princípios constitucionais sensíveis e normas de reprodução obrigatória.
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PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO PÚBLICO

Módulo 02: Poder Constituinte

TEMA 02 – PODER CONSTITUINTE DERIVADO

Aula 01 – Poder constituinte: derivado


decorrente

Poder Constituinte Secundário / Derivado:

1. Conceito:

O Poder Constituinte Derivado (instituído, secundário ou de segundo grau)


decorre do Poder Constituinte Originário e da constituição. É o poder que pode
efetuar modificações ao texto constitucional originário ou revisar a Constituição (em
conformidade com o que foi estabelecido pelo Poder Originário) ou estruturar as
Constituições Estaduais.

É o poder de modificar a Constituição Federal e, também, de elaborar as


Constituições estaduais.

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Esse poder é criado pelo poder constituinte originário, está previsto e
regulado no texto da própria Constituição, conhece limitações constitucionais
expressas e implícitas e, por isso, é passível de controle de constitucionalidade.

Ao contrário de seu “criador”, que é ilimitado, incondicionado, inicial, o poder

derivado deve obedecer às regras colocadas e impostas pelo originário, sendo,


nesse sentido, limitado e condicionado aos parâmetros a ele impostos.

2. Características do Poder Constituinte Derivado:

O Poder Constituinte Derivado possui como características:

• Jurídico: está previsto e regulado no texto da própria Constituição;

• Derivado: pois é poder de direito, juridicamente estabelecido, fundado no


Poder Constituinte Originário;

• Subordinado: hierarquicamente em plano inferior, ou seja, está abaixo do


Poder Constituinte Originário;

• Condicionado ou limitado: Só pode ser exercitado nos casos previstos


pelo Poder Constituinte Originário, ou seja, só pode se manifestar de acordo com as
formalidade estabelecidas na Constituição. O Poder Constituinte Originário
estabelece limitações ao seu exercício;

Nesse contexto, iremos agora analisar as espécies (ou subespécies) do


Poder Constituinte Derivado.

O poder constituinte derivado subdivide-se em poder constituinte reformador,


poder constituinte decorrente e poder constituinte revisor.

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3. Espécies:

1) Poder Constituinte Derivado Decorrente.


2) Poder Constituinte Derivado Revisor;
3) Poder Constituinte Derivado Reformador;

3.1) Poder Constituinte Derivado Decorrente

É a espécie de poder que a Constituição Federal de 1988 atribui aos


estados-membros para se auto organizarem, por meio da elaboração de suas
próprias Constituições.

Por isso, esse poder é a competência atribuída pelo poder constituinte


originário aos estados-membros para criarem as suas próprias constituições, desde
que observadas as regras e limitações impostas pela Constituição Federal.

Nessa atribuição, os Estados ao elaborarem suas Constituições Estaduais


(artigo 25 da CF), poderão realizar a alteração de alguma questão, dentro de uma
ordem constitucional, que está em vigência.

No Brasil, por exemplo, ele atua dentro da ordem constitucional criada pela
Constituição de 1988. Esse poder constituinte deriva do texto da constituição.

Exemplo:

As emendas constitucionais são procedimentos de alteração da


constituição atual, sendo então poder constituinte derivado.

Entre as várias espécies de poder constituinte derivado, estamos abordando


o poder constituinte derivado decorrente.

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Entre os anos de 1989 e 1990 foram elaboradas as Constituições estaduais.
Portanto, atualmente o Poder Constituinte Decorrente não é mais somente um poder
decorrente inicial para elaborar as Constituições estaduais, mas um poder
constituinte anômalo, que reforma as Constituições via emendas.

Como espécie do Poder Constituinte Derivado, o Poder Decorrente


historicamente foi conceituado como o poder atribuído aos estados membros de
elaborarem suas próprias Constituições Estaduais.

Contudo, a doutrina tem sinalizado que este poder também foi estendido ao
Distrito Federal, para que ele pudesse elaborar a sua própria Lei Orgânica.

Realmente, é notório que o Distrito Federal abarca tanto competências de


natureza estadual quanto competências de natureza municipal, o que atesta a
correção da medida.

Além disso, diferentemente das leis orgânicas dos municípios, que devem
obediência à Constituição Estadual e à Constituição Federal, a Lei Orgânica do
Distrito Federal só deve obediência à própria Constituição Federal, de onde retira o
seu fundamento de validade.

4. Limites

Os limites, ou as condições, são princípios da Constituição da República


Federativa do Brasil.

Os princípios a serem observado são:

4.1) Princípios sensíveis: são os princípios do art. 34, VII, da CF, que, se
descumpridos, ensejam a intervenção federal no ente;

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4.2) Princípios extensíveis: são normas centrais comuns a todos os entes
e que se estendem por toda Constituição; por exemplo, art. 5º III, XVI,
da CF;

4.3) Princípios estabelecidos: são normas que dizem respeito à


organização do nosso federalismo.

Dentro dos princípios estabelecidos, temos as normas de competência, que


são regras de repartição de competência, e normas de preordenação ou de
reprodução obrigatória, ou seja, normas da Constituição Federal em que está
predefinido o que os estados devem alocar nas Constituições estaduais.

Essas normas de reprodução obrigatória desenvolvem um famoso princípio: o


da simetria, que indica que a normas da Constituição Federal, tanto quanto possível,
podem ser reproduzidas por simétricas paridades nas Constituições estaduais.

OBSERVAÇÕES:

Princípio da simetria:

O princípio da simetria constitucional é o princípio federativo que exige uma


relação simétrica entre os institutos jurídicos da Constituição Federal e as
Constituições dos Estados-Membros.

Diferença entre as normas de preordenação das normas de imitação:

As normas de preordenação são normas preordenadas, predefinidas, de


reprodução obrigatória nas Constituições estaduais.

Já as normas de imitação são normas da Constituição Federal que os


estados terão a faculdade de alocar ou não nas Constituições estaduais.

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Se o estado pretender imitar e colocar em sua Constituição, ele vinculará em
suas obrigações àquela norma.

Exemplo:

Em relação ao artigo 57, §4º, da Constituição Federal, o STF já entendeu que

não é uma norma de reprodução obrigatória, mas sim de imitação. Os estados não
são obrigados a alocar isso em suas constituições, sendo facultado a cada estado.

“Art. 11, ADCT. Cada Assembleia Legislativa, com poderes


constituintes, elaborará a Constituição do Estado, no prazo de um
ano, contado da promulgação da Constituição Federal, obedecidos
os princípios desta.

Art. 57, § 4º, CF/88. O Congresso Nacional reunir-se-á, anualmente,


na Capital Federal, de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto
a 22 de dezembro.

§ 4º Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias, a


partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse
de seus membros e eleição das respectivas Mesas, para mandato de
2 (dois) anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição
imediatamente subsequente.”

A Constituição Federal determina as competências e limites das Constituições


Estaduais (há inclusive normas de reprodução obrigatória).

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5. Titularidade: o povo

O povo é o titular do poder. Todo o texto constitucional parte desta premissa.


Necessário é reconhecer que não poderia o poder limitado (derivado) retirar a
titularidade do poder ilimitado (originário).

Em relação ao exercício do Poder Constituinte:

Os representantes do povo exercem o poder, de forma que não poderão


delegar essa atribuição a quem quer que seja. Desse modo, seria inconstitucional,
por exemplo, uma emenda que delegasse ao Presidente a prerrogativa de alterar a
Constituição, conforme a sua conveniência, como aconteceu na Alemanha nazista.

Isso também em relação ao próprio processo de modificação da Constituição


trazido pelo artigo 60, bem como as limitações materiais e as circunstanciais, porque
seria uma maneira de o Poder Derivado alterar a estrutura de sua própria existência,
aumentando seu campo de atuação ou até mesmo transformando a Constituição
rígida em flexível.

 Subordinado Contínuo (não é instantâneo)

 Passa pelo controle de constitucionalidade em relação às normas de


reprodução obrigatória.

O poder constituinte derivado decorrente é o poder dado pela


Constituição Federal para que os Estados elaborem as suas Constituições
Estaduais.

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Como o poder derivado decorrente é derivado do originário e foi por ele
criado, é também jurídico e encontra os seus parâmetros de manifestação nas
regras estabelecidas pelo originário.

Conforme prevê o artigo 25 da Constituição Federal, a sua missão é


estruturar a Constituição dos Estados-Membros ou, em momento seguinte, havendo
necessidade de adequação e reformulação, modificá-la. Tal competência decorre da
capacidade de auto-organização estabelecida pelo poder constituinte originário.

O exercício do poder constituinte derivado decorrente foi concedido às

Assembleias Legislativas, nos termos do art. 11, caput, do ADCT, que diz: “

Art. 11. Cada Assembleia Legislativa, com poderes constituintes,


elaborará a Constituição do Estado, no prazo de um ano, contado da
promulgação da Constituição Federal, obedecidos os princípios
desta”.

De acordo com Anna Cândida da Cunha Ferraz, o poder constituinte derivado


decorrente se divide em duas modalidades:

a) Poder constituinte decorrente inicial (instituidor ou institucionalizador):

É responsável pela elaboração da Constituição estadual.

“... intervém para exercer uma tarefa de caráter nitidamente


constituinte, qual seja a de estabelecer a organização fundamental
de entidades componentes do Estado Federal. Tem o Poder
Constituinte Decorrente um caráter de complementaridade em
relação à Constituição; destina-se a perfazer a obra do Poder
Constituinte Originário nos Estados Federais, para estabelecer a
Constituição dos seus Estados componentes”.

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A Constituição Estadual deve respeitar a Constituição Federal. Esse é o
sistema de Federação no qual os entes possuem autonomia, mas essa autonomia
possuem certos limites de organização e administração.

Os entes públicos (Estados, Municípios e União) atuam dentro do princípio da


Legalidade, ou seja, o ente público só age porque a lei lhe autoriza.

b) Poder constituinte decorrente de revisão estadual (“poder decorrente


de segundo grau”):

Tem a finalidade de modificar o texto da Constituição estadual,


implementando as reformas necessárias e justificadas e nos limites colocados na
própria constituição estadual (nesse sentido, por derivar de um poder que já derivou
de outro, caracteriza-se como de segundo grau) e na federal.

Relembrando as espécies de Poder Constituinte...

De acordo com a doutrina brasileira, existem quatro tipos de poder


constituinte:

1- Originário: que se subdividiria em histórico (aquele que cria as


Constituições com o passar do tempo) e revolucionário (quando há o afloramento
dos anseios populares, derrubando o regime jurídico anterior);

2- Derivado: (sinônimo de poder constituído – Sieyès), que se subdivide


em reformador, decorrente e revisor.

3- Difuso: trata-se de um poder de fato (informal), que modifica a


Constituição sem alterar o seu texto.

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4- Supranacional: poder que une os interesses cidadãos de diversos
Estados e esses próprios Estados Soberanos na busca por uma criação
de uma Carta Constitucional de diversos estados para legitimar a ligação
entre esses diversos povos, propiciando maior integração.

Estamos estudando o Poder Constituinte Derivado.

Acompanhe o esquema:

Histórico.
Originário Revolucionário.

Derivado
Reformador, Decorrente e Revisor.

Difuso

Supranacional

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Aula 02 – Poder constituinte: derivado
decorrente

Poder constituinte Derivado Decorrente x Estados Membros:

Características: Limitado e condicionado

O poder atuante nos estados membros é o derivado, pois este tem as


características de subordinação, condicionamento e limitação ao Poder
Originário. Assim, o poder que cria a Constituição estadual é chamado de Poder
Derivado Decorrente. Trata-se de poder jurídico instituído pelo Poder Originário e
previsto nos artigos 25 da CF e 11 do ADCT, in verbis:

Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e

leis que adotarem, observados os princípios desta Constituição.”

Art. 11. Cada Assembleia Legislativa, com poderes constituintes,


elaborará a Constituição do Estado, no prazo de um ano, contado da
promulgação da Constituição Federal, obedecidos os princípios

desta.”

O artigo 11 do ADCT confere expressamente poderes constituintes às


Assembleias Legislativas, mas limitados pela Constituição Federal. Dessa forma,
não resta dúvida: poder constituinte limitado é o derivado.

Se a Constituição estadual foi feita a partir da Constituição Federal,


então uma decorreu da outra. Daí o nome Poder Derivado Decorrente.

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O poder constituinte derivado é limitado e condicionado porque encontra
limites relacionados à própria competência do estado.

As competências administrativas e legislativas dos estados estão previstas a


partir do art. 20 e seguintes, da Constituição Federal.

Esse poder constituinte derivado decorrente também é subordinado às


regras gerais previstas na Constituição Federal. Além disso, é um poder que não é
instantâneo, como no caso do originário, tendo como mais uma de suas
características a de ser um poder contínuo.

O poder constituinte derivado decorrente é contínuo, pois quando os estados


fazem as suas constituições eles possuem o poder de modificá-las sempre que
necessário. (Art. 35, CF). Da mesma forma, são as leis orgânicas municipais.

Aula 03 – Poder constituinte: derivado


decorrente
Ademais, o poder constituinte derivado passa pelo controle de
constitucionalidade em relação às normas de reprodução obrigatória.

Relembrando...

O Poder Decorrente, como espécie de poder secundário, deve respeitar o


princípio da simetria e as normas de observância obrigatória, quais sejam:

Os princípios constitucionais sensíveis;


Os princípios constitucionais estabelecidos;
Os princípios constitucionais extensíveis.

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Podemos conceituar os princípios constitucionais sensíveis como aqueles
de observância obrigatória, sob pena de intervenção federal. A Constituição de 1988
foi moderada na fixação dos chamados princípios sensíveis.

Nos termos do art. 34, VII, devem ser observados pelo Estado-membro, sob
pena de intervenção:

A forma republicana;

O sistema representativo e o regime democrático;

Os direitos da pessoa humana;

A autonomia municipal;

A prestação de contas da administração pública direta e indireta;

A aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais,

compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento

do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.

Os princípios constitucionais estabelecidos seriam aqueles princípios que


limitam a autonomia organizatória do Estado.

As limitações que decorrem desses princípios podem ser:

Expressas, implícitas ou decorrentes do sistema constitucional adotado.

As limitações expressas subdividem-se em vedatórias (proíbem os estados de


adotar determinados atos ou procedimentos) e mandatórias (determinam a

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observância de certos princípios). As limitações implícitas são percebidas a partir de
certas regras dispostas esparsamente na Constituição.

São exemplos:

A separação dos poderes e a unicameralidade do poder legislativo dos


Estados-membros e dos Municípios.

Já as limitações decorrentes do sistema resultam da interpretação sistemática


do texto constitucional. Um bom exemplo é o princípio do pacto federativo, que é
percebido a partir da igualdade entre as pessoas federadas.

De acordo com o artigo 29 da Constituição Federal, os municípios se


organizam por meio de lei orgânica, observados os preceitos contidos na Lei Maior e
na Constituição estadual.

O artigo 11, parágrafo único, do ADCT, assim estabelece:

“Parágrafo único. Promulgada a Constituição do Estado, caberá à

Câmara Municipal, no prazo de seis meses, votar a Lei Orgânica


respectiva, em dois turnos de discussão e votação, respeitado o

disposto na Constituição Federal e na Constituição Estadual.”

A Constituição Federal não deu às Câmaras Municipais poderes constituintes,


como fez com os estados, até porque não deu aos municípios Constituição, mas lei
orgânica. O posicionamento doutrinário majoritário é o de que não há atuação de
Poder Decorrente na criação de lei orgânica.

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O Distrito Federal, também organizado por lei orgânica, conforme artigo 32 da
Constituição Federal.

A Lei Orgânica do Distrito Federal busca fundamento diretamente na


Constituição Federal e tem estatura de verdadeira Constituição estadual. Inclusive,
há no DF controle de constitucionalidade difuso e concentrado em face da Lei
Orgânica. Essa afirmação além de prevista no artigo 8º da Lei 11.697/2008 (Lei de
Organização Judiciária do Distrito Federal e Territórios) está consubstanciada em
entendimento do Supremo Tribunal Federal.

Ainda que o DF não apresente exatamente todas as competências estaduais,


no Distrito Federal, o poder utilizado para a criação da Lei Orgânica é o Derivado
Decorrente.

Não se vislumbra a atuação de Poder Decorrente nos Territórios Federais.


Isso porque são meras autarquias federais e não são dotados de autonomia política.

Nesse cenário, para a doutrina majoritária, os municípios não são dotados de


Poder Constituinte Decorrente.

Portanto, as leis orgânicas municipais não são consideradas verdadeiros


estatutos constitucionais propriamente ditos. Para a corrente majoritária, não são
considerados constitucionais em termo literal por uma questão de interpretação
constitucional, pois a Constituição, em nenhum momento, menciona constituição
municipal.

Além disso, não se pode ter um poder constituinte decorrente de um poder


constituinte decorrente. Se há uma lei municipal que contraria a lei orgânica, aquela
é ilegal em face desta, não se fala em inconstitucionalidade.

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Não obstante, mesmo para a corrente majoritária, existe uma exceção.

Há uma lei orgânica que é considerada um verdadeiro estatuto constitucional,


a LODF (Lei Orgânica do Distrito Federal). Dessa forma, teríamos sim, na LODF,
como dito anteriormente, um verdadeiro poder constituinte decorrente, segundo o

art. 32, §1º, CF/8810. Diferentemente do art. 29, da Constituição Federal de 1988,

que afirma que as leis orgânicas devem obediência às Constituições estaduais e à


Constituição federal, a LODF deve respeito somente à CF/88.

Ademais, nos termos da Lei n.º 9.868/1999 (leis da ADI, ADO e ADC), a
LODF é parâmetro para controle de constitucionalidade de leis distritais, controle
esse a ser enfrentado pelo TJDFT, via representação de inconstitucionalidade.

O STF, na REC. 3436, já afirmou que a LODF é sim um verdadeiro estatuto


constitucional, e voltou a afirmar isso na ADI 1167.

O Poder Constituinte Decorrente (PCD), conferido aos estados--membros da


federação, não foi estendido aos municípios. Estes devem observar
necessariamente dois graus de imposição legislativa constitucional (estadual e
federal).

Analise essa decisão do Supremo Tribunal Federal:

“Dar alcance irrestrito à alusão, no art. 29, caput, CF, à observância


devida pelas leis orgânicas municipais aos princípios estabelecidos

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na Constituição do Estado, traduz condenável misoneísmo
constitucional, que faz abstração de dois dados novos e
incontornáveis do trato do Município da Lei Fundamental de 1988:
explicitar o seu caráter de “entidade infraestatal rígida” e, em
consequência, outorgar-lhe o poder de auto-organização,
substantivado, no art. 29, pelo de votar a própria lei orgânica.

É mais que bastante ao juízo liminar sobre o pedido cautelar a


aparente evidência de que em tudo quanto, nos diversos incisos do
art. 29, a Constituição da República fixou ela mesma os parâmetros
limitadores do poder de auto-organização dos Municípios e -
excetuados apenas aqueles que contêm remissão expressa ao
direito estadual (art. 29, VI, IX e X). – a Constituição do Estado não
os poderá abrandar nem agravar”.

[ADI 2.112 MC, rel. min. Sepúlveda Pertence, j. 11-5-2000, P, DJ de


18-5-2001.]

Além disso, os Territórios Federais que eventualmente sejam criados devem

integrar a União (art. 18, §2º, da CF), não possuem autonomia federativa e nem

muito menos manifestação do poder constituinte derivado decorrente.

Art. 18. A organização político-administrativa da República


Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito
Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta
Constituição.
§ 1º Brasília é a Capital Federal.
§ 2º Os Territórios Federais integram a União, e sua criação,
transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem
serão reguladas em lei complementar.

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É importante ressaltar que o Poder Constituinte Derivado Decorrente se
subdivide em instituidor, que é aquele que irá criar o texto da Constituição Estadual,
e em revisor, o qual é responsável pelas emendas regulares, bem como pelas
emendas de revisão.

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Observe o quadro comparativo:

CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO LEI ORGÂNICA DO LEI ORGÂNICA DO DISTRITO


FEDERAL ESTADUAL MUNICÍPIO FEDERAL

Criada pelo Poder Criada e atualizada Não há atuação de Criada e atualizada pelo Poder
Originário e pelo Poder Derivado Poder Constituinte. Derivado Decorrente
modificada pelo Decorrente.
Poder Reformador.
Modificada por Modificada por Modificada por Modificada por emendas,
emendas, votadas em emendas, votadas em emendas, votadas em votadas em dois turnos pela
dois turnos em cada dois turnos pela dois turnos pela Câmara Legislativa, com o
Casa do Congresso Assembleia Câmara Municipal, quórum de 2/3
Nacional, com o Legislativa, com o com o quórum de 2/3.
quórum de 3/5. quórum de 3/5.
Norma de maior Norma de maior Norma de maior hierarquia
Norma de maior hierarquia dentro do hierarquia dentro do dentro do Distrito Federal,
hierarquia em todo o estado-membro, mas município, mas está mas subordinada à
território nacional, de está subordinada à subordinada à CF.
maneira que qualquer Constituição Federal. CF e É usada como parâmetro de
outra espécie É usada como à Constituição Controle de
normativa encontra a parâmetro de estadual. Não é constitucionalidade.
sua validade na controle de usada como
CF. constitucionalidade. parâmetro de
controle de
constitucionalidade.

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Aula 04 – Poder constituinte: derivado
decorrente

- Normas de reprodução obrigatória:

As normas de reprodução obrigatória são aquelas de observância


compulsória no texto constitucional estadual, e decorrem da subordinação aos
princípios consagrados na Constituição da República, de acordo com o comando
inserido no Artigo 25, caput, da Constituição Federal de 1988.

Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e


leis que adotarem, observados os princípios desta Constituição.
§ 1º São reservadas aos Estados as competências que não lhes
sejam vedadas por esta Constituição.
§ 2º Cabe aos Estados explorar diretamente, ou mediante
concessão, a empresa estatal, com exclusividade de distribuição, os
serviços locais de gás canalizado.
§ 2º Cabe aos Estados explorar diretamente, ou mediante
concessão, os serviços locais de gás canalizado, na forma da lei,
vedada a edição de medida provisória para a sua regulamentação.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 5, de 1995)
§ 3º Os Estados poderão, mediante lei complementar, instituir
regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões,
constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes, para integrar
a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de
interesse comum.

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Observe essa decisão do pleno do STF quando julgou questão relacionada ao
estado de Minas Gerais na ADI 6510:

Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI


Julgamento: 22/04/2022
Publicação: 27/04/2022

Ementa: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 106,


I, B, DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE MINAS GERAIS.
PREVISÃO DE FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO AO
CHEFE DA POLÍCIA CIVIL POR CRIMES COMUNS E DE
RESPONSABILIDADE: INCONSTITUCIONALIDADE.
PRECEDENTES. AÇÃO DIRETA JULGADA PROCEDENTE COM
EFEITOS EX NUNC. I - A jurisprudência atual do Supremo Tribunal
Federal é pacífica no sentido da inconstitucionalidade de qualquer
interpretação que resulte na concessão, pelos Estados, de
prerrogativa de foro a agente público não contemplada pela

legislação federal. II - Pelo § 1º do art. 125 da Carta da República,

cabem aos Estados a organização do Judiciário local e a definição,


pelas respectivas Constituições, das competências dos seus
tribunais, devendo ser observados os princípios estabelecidos na
Constituição da República.

III - Entretanto, eles devem observar, em razão do princípio da

simetria, “o modelo adotado na Carta Magna, sob pena de invalidade

da prerrogativa de foro“ (ADI 3.294/PA, Rel. Min. Dias Toffoli).

IV - No julgamento mais recente por esta Corte sobre o tema, na ADI


6.504/PI, a Ministra Rosa Weber, relatora, apresentou relevante
histórico sobre o entendimento do Tribunal ao longo das últimas
décadas e bem consignou que, presentemente, a orientação é no

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sentido de que são inconstitucionais “ normas inscritas em

Constituições estaduais que estendem a prerrogativa de foro a


autoridades públicas diversas das já albergadas na Carta Política e
sem qualquer tipo de correspondência em âmbito federal, como

Defensores Públicos, Delegados de Polícia Civil, dentre outros”.

V - Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente para


declarar, com efeitos prospectivos, a inconstitucionalidade da

expressão “o Chefe da Polícia Civil”, constante do art. 106, I, b , da

Constituição do Estado de Minas Gerais.

Outro exemplo de limitação:

Súmula Vinculante nº 46:

A definição dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento das


respectivas normas de processo e julgamento são da competência legislativa
privativa da União.

OBS: questão tratada pela Lei nº 1.079/1950.

É muito comum estados membros e também alguns municípios elaborarem


as suas próprias legislações para tratar do impeachment. Essa constituição estadual
precisa copiar a constituição federal, pois são as chamadas normas de reprodução
obrigatória.

Caso prático:

O Tribunal de Justiça do Estado J julgou improcedente ação direta de


inconstitucionalidade proposta pelo Prefeito do município W, tendo o acórdão

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declarado constitucional norma da lei orgânica municipal que dispôs que o Prefeito e
o Vice-Prefeito não poderiam ausentar-se do país, por qualquer período sem
autorização da Câmara Municipal. No prazo recursal foram ofertados embargos
declaratórios, improvidos. Contratado como advogado pelo Prefeito do Município,
após a decisão proferida nos embargos declaratórios, apresente a peça cabível.

A Constituição Federal prevê que se o Presidente ou o Vice-Presidente


quiserem sair do Brasil por mais de 15 (quinze) dias eles irão precisar de
autorização do Congresso. Se eles quiserem sair até 15 (quinze) dias, não será
necessária essa autorização.

Essa regra da Constituição Federal precisa ser copiada para os


Governadores e Prefeitos, tanto na Constituição do Estado como na Lei Orgânica
dos Municípios, fazendo-se o chamado paralelismo, utilizando-se do princípio da
simetria.

Assim, o Governador irá precisar de autorização da Assembleia Legislativa e


o Prefeito da Câmara Municipal, caso queiram se ausentar do Brasil por mais de 15
(quinze) dias.

No caso prático acima apresentado, a Lei Orgânica do Município informa que


qualquer saída do prefeito precisa de autorização da Câmara, mesmo que por 2
(dois) ou 3 (três) dias, por exemplo.

Como essa lei municipal estava violando uma regra da Constituição do


estado, mas também uma regra da Constituição Federal foi ajuizada uma ADI
Estadual no TJ. Nessa ADI informaram que a lei do município estava violando a
Constituição do estado. Essa ADI foi julgada improcedente.

A jurisprudência do STF expõe que quando uma ADI estadual é julgada


improcedente e foi violada uma norma da Constituição Federal cabe Recurso
Extraordinário para o STF.

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Fundamentação:

Menção ao princípio da simetria ou norma de observância obrigatória, Art. 29,


caput da CRFB, Art. 49, III / Art. 83, da CRFB. (Resposta do caso prático acima
proposto).

Em resumo:

O poder atuante nos estados membros é o derivado, pois este tem as


características de subordinação, condicionamento e limitação ao Poder Originário.
Dessa feita, o poder que cria a Constituição estadual é chamado de Poder Derivado
Decorrente. Trata-se de poder jurídico instituído pelo Poder Originário e previsto nos
artigos 25 da CF e 11 do ADCT, in verbis:

“Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e


leis que adotarem, observados os princípios desta Constituição.”

Vejamos o que a Constituição Federal prevê acerca dos temas tratados:

CAPÍTULO III
DOS ESTADOS FEDERADOS
Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que
adotarem, observados os princípios desta Constituição.

§ 1º São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam

vedadas por esta Constituição.

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§ 2º Cabe aos Estados explorar diretamente, ou mediante concessão, a

empresa estatal, com exclusividade de distribuição, os serviços locais de gás


canalizado.

§ 2º Cabe aos Estados explorar diretamente, ou mediante concessão, os

serviços locais de gás canalizado, na forma da lei, vedada a edição de medida


provisória para a sua regulamentação. (Redação dada pela Emenda Constitucional
nº 5, de 1995)

§ 3º Os Estados poderão, mediante lei complementar, instituir regiões

metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por


agrupamentos de municípios limítrofes, para integrar a organização, o planejamento
e a execução de funções públicas de interesse comum.

Art. 30. Compete aos Municípios:


I - legislar sobre assuntos de interesse local;
II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber; (Vide ADPF
672)
III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar
suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar
balancetes nos prazos fixados em lei;
IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual;
V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou
permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo,
que tem caráter essencial;
VI - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado,
programas de educação pré-escolar e de ensino fundamental;
VI - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado,
programas de educação infantil e de ensino fundamental; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 53, de 2006)
VII - prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado,
serviços de atendimento à saúde da população;

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VIII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante
planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano;
IX - promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a
legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual.

Art. 31. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo


Municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder
Executivo Municipal, na forma da lei.

§ 1º O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio dos

Tribunais de Contas dos Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de


Contas dos Municípios, onde houver.

§ 2º O parecer prévio, emitido pelo órgão competente sobre as contas que o

Prefeito deve anualmente prestar, só deixará de prevalecer por decisão de dois


terços dos membros da Câmara Municipal.

§ 3º As contas dos Municípios ficarão, durante sessenta dias, anualmente, à

disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá


questionar-lhes a legitimidade, nos termos da lei.

§ 4º É vedada a criação de Tribunais, Conselhos ou órgãos de Contas

Municipais.

Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar


concorrentemente sobre:
I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; (Vide
Lei nº 13.874, de 2019)
II - orçamento;
III - juntas comerciais;
IV - custas dos serviços forenses;
V - produção e consumo;
VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e
dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição;

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VII - proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e
paisagístico;
VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e
direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico;
IX - educação, cultura, ensino e desporto;
IX - educação, cultura, ensino, desporto, ciência, tecnologia, pesquisa,
desenvolvimento e inovação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 85, de
2015)
X - criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas causas;
XI - procedimentos em matéria processual;
XII - previdência social, proteção e defesa da saúde; (Vide ADPF 672)
XIII - assistência jurídica e Defensoria pública;
XIV - proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência;
XV - proteção à infância e à juventude;
XVI - organização, garantias, direitos e deveres das polícias civis.

§ 1º No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á

a estabelecer normas gerais. (Vide Lei nº 13.874, de 2019)

§ 2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a

competência suplementar dos Estados. (Vide Lei nº 13.874, de 2019)

§ 3º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a

competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. (Vide Lei nº


13.874, de 2019)

§ 4º A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a

eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário. (Vide Lei nº 13.874, de 2019)

CAPÍTULO V
DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS
SEÇÃO I

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DO DISTRITO FEDERAL

Art. 32. O Distrito Federal, vedada sua divisão em Municípios, reger- se-á por
lei orgânica, votada em dois turnos com interstício mínimo de dez dias, e aprovada
por dois terços da Câmara Legislativa, que a promulgará, atendidos os princípios
estabelecidos nesta Constituição.

§ 1º Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas

reservadas aos Estados e Municípios.

§ 2º A eleição do Governador e do Vice-Governador, observadas as regras do

art. 77, e dos Deputados Distritais coincidirá com a dos Governadores e Deputados
Estaduais, para mandato de igual duração.

§ 3º Aos Deputados Distritais e à Câmara Legislativa aplica-se o disposto no

art. 27.

§ 4º Lei federal disporá sobre a utilização, pelo Governo do Distrito Federal,

das polícias civil e militar e do corpo de bombeiros militar.

§ 4º Lei federal disporá sobre a utilização, pelo Governo do Distrito Federal,

da polícia civil, da polícia penal, da polícia militar e do corpo de bombeiros militar.


(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 104, de 2019)

SEÇÃO II
DOS TERRITÓRIOS

Art. 33. A lei disporá sobre a organização administrativa e judiciária dos


Territórios.

§ 1º Os Territórios poderão ser divididos em Municípios, aos quais se aplicará,

no que couber, o disposto no Capítulo IV deste Título.

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§ 2º As contas do Governo do Território serão submetidas ao Congresso

Nacional, com parecer prévio do Tribunal de Contas da União.

§ 3º Nos Territórios Federais com mais de cem mil habitantes, além do

Governador nomeado na forma desta Constituição, haverá órgãos judiciários de


primeira e segunda instância, membros do Ministério Público e defensores públicos
federais; a lei disporá sobre as eleições para a Câmara Territorial e sua competência
deliberativa.

Leitura Complementar

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8NUWy

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2F%[Link]%2Fartigos%2F91966%2Fpoder-
constituinte&usg=AOvVaw1RaYAvw_Ww-ETo0aHhpnrf

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Jurisprudência

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R%20CONSTITUINTE

Bibliografia

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