PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO PUBLICO
Módulo 02: Poder Constituinte
TEMA 04 – PODER CONSTITUINTE DERIVADO
REVISOR
Aula 01 – Poder Constituinte Derivado
Revisor
Poder Derivado Revisor
Antes de adentrarmos no conteúdo da aula de hoje, que é o Poder
Constituinte Derivado Revisor, iremos fazer uma revisão sobre tudo o que já foi
visto nas aulas anteriores:
Estudamos o Poder Constituinte, que é o poder de criar, constituir algo ou até
mesmo alterar o que ali está posto.
Esse Poder Constituinte é dividido em dois grupos:
1) Poder Constituinte Originário:
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Aprendemos que é o poder de ser criada a primeira constituição de um país
ou de ser quebrada a ordem constitucional anterior até então vigente e criar um novo
modelo de estado.
Vimos que o Poder Constituinte Originário Histórico ocorre quando se é
criada a primeira constituição de um país.
E se essa ordem constitucional anterior é quebrada, estaremos diante do
chamado Poder Constituinte Originário Revolucionário.
A partir do momento que apresento a primeira constituição de um país ou
uma nova constituição, essa constituição é o Poder Constituinte Originário, que irá
definir o que ocorre com o seu texto.
Por exemplo, apontando eventuais possibilidades de sua alteração ou
possibilitando a outros membros da federação fazerem a sua própria constituição, ou
seja, tudo que está previsto no Poder Constituinte Originário, ou seja, na primeira
constituição de um pais ou nas constituições posteriores.
Em seguida estudamos o Poder Constituinte Derivado e vimos que esse
poder possui algumas divisões (espécies):
Poder Constituinte Secundário / Derivado:
1. Conceito:
O Poder Constituinte Derivado (instituído, secundário ou de segundo grau)
decorre do Poder Constituinte Originário e da constituição. É o poder que pode
efetuar modificações ao texto constitucional originário ou revisar a Constituição (em
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conformidade com o que foi estabelecido pelo Poder Originário) ou estruturar as
Constituições Estaduais.
É o poder de modificar a Constituição Federal e, também, de elaborar as
Constituições estaduais.
Esse poder é criado pelo poder constituinte originário, está previsto e
regulado no texto da própria Constituição, conhece limitações constitucionais
expressas e implícitas e, por isso, é passível de controle de constitucionalidade.
Ao contrário de seu “criador”, que é ilimitado, incondicionado, inicial, o poder
derivado deve obedecer às regras colocadas e impostas pelo originário, sendo,
nesse sentido, limitado e condicionado aos parâmetros a ele impostos.
2. Espécies:
1) Poder Constituinte Derivado Decorrente.
2) Poder Constituinte Derivado Reformador.
3) Poder Constituinte Derivado Revisor.
Poder Constituinte Derivado Decorrente
É a espécie de poder que a Constituição Federal de 1988 atribui aos
estados-membros para se auto organizarem, por meio da elaboração de suas
próprias Constituições.
Por isso, esse poder é a competência atribuída pelo poder constituinte
originário aos estados-membros para criarem as suas próprias constituições, desde
que observadas as regras e limitações impostas pela Constituição Federal.
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Nessa atribuição, os Estados ao elaborarem suas Constituições Estaduais
(artigo 25 da CF), poderão realizar a alteração de alguma questão, dentro de uma
ordem constitucional, que está em vigência.
No Brasil, por exemplo, ele atua dentro da ordem constitucional criada pela
Constituição de 1988. Esse poder constituinte deriva do texto da constituição.
O poder constituinte derivado decorrente é o poder dado pela
Constituição Federal para que os Estados elaborem as suas Constituições
Estaduais.
Se a Constituição estadual foi feita a partir da Constituição Federal,
então uma decorreu da outra. Daí o nome Poder Derivado Decorrente.
Estudamos as características do Poder Constituinte Derivado (jurídico,
derivado, subordinado, condicionado/ limitado).
Posteriormente passamos a estudar o Poder Constituinte Derivado
Reformador:
Compreendemos que o poder constituinte derivado reformador, também
chamado de competência reformadora, possui a capacidade de modificar a
Constituição Federal, por meio de um procedimento específico, estabelecido pelo
poder originário, sem que exista uma verdadeira revolução.
A manifestação do poder constituinte reformador pode ser observada
por meio das emendas constitucionais (artigo 59, I, e 60 da CF/88).
Ao contrário do poder constituinte originário, que é incondicionado, o derivado
é condicionado pelas regras colocadas pelo primeiro.
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Na Constituição Federal de 1988, o exercício do poder constituinte derivado
foi atribuído ao Congresso Nacional para alteração do texto constitucional mediante
dois procedimentos distintos:
Procedimentos de emenda (art. 60)
Revisão constitucional (ADCT, art. 3.º).
A doutrina utiliza diversos critérios para classificar as constituições. Em
relação ao critério que traz a possibilidade de alteração da constituição, estudamos
que quanto ao processo de alteração / estabilidade a Constituição brasileira é
considerada rígida.
São rígidas as Constituições que exigem um procedimento especial de
alteração dos preceitos constitucionais, mais rigoroso que o das leis comuns.
Vimos que em que pese algumas divergências doutrinárias, o entendimento
que prevalece é o de que a nossa Constituição é rígida.
Passemos a estudar o Poder Constituinte Derivado Revisor.
Poder Constituinte Derivado Revisor
Conceito:
A revisão da Constituição ocorreu no momento em que o Congresso se
reuniu e aprovou revisões a Constituição em 1993. Após esse momento, não se
pode mais revisar a Constituição. A partir desse momento, só será possível realizar
reformas a Carta Magna.
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Atualmente o Poder Constituinte Derivado Decorrente e o de reforma ainda
se aplica, mas o de revisão não mais.
O Poder Revisional se refere à chamada revisão constitucional, prevista no
art. 3º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias – ADCT, nos seguintes
termos:
“A revisão constitucional será realizada após cinco anos, contados da
promulgação da Constituição, pelo voto da maioria absoluta dos membros do
Congresso Nacional, em sessão unicameral.”
O Poder Constituinte Derivado Revisor também é condicionado e limitado às
regras do originário. Tal manifestação ocorreu cinco anos após a promulgação da
atual Constituição, por determinação do artigo 3º do ADCT. Art. 3º.
O Poder Revisional não mais se manifesta, já que foi previsto para atuar uma
única vez, o que já ocorreu no ano de 1993.
Titularidade:
A doutrina majoritária aponta que o titular do Poder Constituinte,
teoricamente, é sempre o povo, que elabora ou reforma a Constituição por meio de
representantes legitimamente eleitos.
É importante estar atento para saber a distinção entre a reforma constitucional
e a revisão constitucional.
A reforma constitucional pode ser realizada por meio das Emendas
Constitucionais, observando-se o quanto estabelecido no art. 60 da CF/88, sendo
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fruto do trabalho do Poder Constituinte Derivado Reformador, visto no tópico
anterior.
A revisão constitucional, por sua vez, é um reforma geral, realizada de
uma vez só em todo o texto constitucional, previsto no art. 3° do ADCT. Este sim
é fruto do Poder Constituinte Derivado Revisor.
Estamos estudando o Poder Constituinte Derivado Revisor.
Acompanhe...
Histórico
Originário Revolucionário
Derivado
Reformador, Decorrente e Revisor
Difuso
Supranacional
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Alguns limites foram instituídos ao poder constituinte derivado revisor. São
eles:
Temporais: após 5 (cinco) anos da promulgação da Constituição.
Formais: a revisão seria realizada em sessão unicameral e com
previsão de quórum da maioria absoluta.
Entre 01/03/1994 a 07/06/1994, a revisão constitucional foi realizada. Nessa
oportunidade, foram aprovadas apenas seis emendas. Acabou sendo fracassada
pelo escândalo dos anões do orçamento.
Hoje em dia, com base no atual texto da Constituição, não é possível
estabelecer uma nova revisão constitucional. Isso porque o texto constitucional é
muito claro, a revisão será realizada após 5 (cinco) anos da promulgação da
Constituição, em sessão unicameral, com quórum de maioria absoluta e isso já foi
feito.
É possível alterar o texto da Constituição via emenda e estabelecer uma
nova revisão? Uma primeira corrente afirma que é possível estabelecer uma nova
revisão. Já a segunda corrente entende que não, porque a vontade originária do
Poder Constituinte Originário era só uma revisão, somente uma reforma global. Para
essa corrente, a emenda à Constituição é para alterar a Constituição, mas não para
alterar o processo de reforma. A emenda constitucional já é reforma (como é que a
reforma altera a reforma?)
O Poder Derivado Revisor tem o propósito de atualizar o texto constitucional,
mas por meio de um processo legislativo bem mais simples que o utilizado na
competência de reforma.
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Mas então, por que desenvolver duas formas de modificação da Constituição,
sendo uma mais complexa (reforma) e outra mais simples (revisão)?
Quando o legislador constituinte se propôs a construir a nova Constituição,
surgiram discussões acirradas a respeito do sistema e da forma de governo a serem
adotadas no Brasil e de outros pontos conflitantes a respeito da estrutura do Estado.
Foram definidos república e presidencialismo como forma e sistema de governo,
respectivamente, mas o assunto não foi petrificado.
Normas Originárias, Emendas e Tratados Internacionais especiais.
Lei Ordinária, lei complementar, medidas provisórias, decretos legislativos,
resoluções, leis delegadas, tratados internacionais comuns.
O artigo 2º do ADCT, estabeleceu que em 1993 o povo escolheria
diretamente, por meio de plebiscito, entre república e monarquia e entre
presidencialismo e parlamentarismo. Assim, a depender do resultado da consulta
popular, modificações deveriam ser feitas ao texto constitucional, para adequar a
Constituição à vontade do povo.
Como o processo de reforma constitucional é muito rigoroso e poderia
demandar muito tempo, a Assembleia Constituinte criou um processo mais simples
de modificação da Constituição: a revisão constitucional.
Vale dizer que a revisão não se vinculou ao resultado do plebiscito de 1993,
embora seu principal propósito tivesse sido oportunizar o ajuste constitucional
necessário após a consulta popular. O plebiscito aconteceu e não houve qualquer
mudança no modelo político do Estado, porque o povo optou por uma república
presidencialista.
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Entretanto, a manutenção da forma e do sistema de governo não impediu a
atuação do Poder Revisor, estabelecido formalmente em novembro de 1993 e
finalizado em meados de 1994.
Na época, surgiram somente seis emendas de revisão ao texto constitucional
e receberam numeração distinta das emendas de reforma. Nada de substancial foi
alterado na Lei Maior.
É importante lembrar que o procedimento foi único, não sendo mais possível
instituir um novo procedimento simplificado de alteração de normas constitucionais.
Hoje, qualquer modificação solene na Constituição exige a utilização de processo
legislativo rígido, que é o da reforma.
A principal diferença entre a reforma e a revisão é que a primeira é
permanente e se dá por processo rigoroso (PEC votada em dois turnos, em sessão
bicameral e com quórum de 3/5) e a segunda, transitória (única) e por meio de
processo simplificado.
A revisão constitucional só poderia ocorrer após cinco anos da promulgação
da Constituição e por uma única vez. Observe que a revisão não deveria ter
acontecido necessariamente no quinto ano da promulgação da Constituição, mas a
qualquer tempo depois de cinco anos.
Contudo, uma vez já tendo sido realizada, nova revisão simplificada fica
vedada, para que a estabilidade e a rigidez constitucional não sofram prejuízo.
O artigo 3º do ADCT não poderia ser modificado para criar novamente outra
oportunidade de revisão simplificada da Constituição, nem mesmo através da
reforma, pois existe limitação material implícita ao poder de reforma. Além disso,
como já estudado na aula anterior, a “dupla reforma” (ou “dupla revisão”) não é
admitida em nosso ordenamento.
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No processo de revisão, o Congresso Nacional atuou em sessão unicameral
(deputados e senadores juntos e votando juntos, considerados apenas
parlamentares) e as propostas foram votadas e aprovadas apenas com o quórum de
maioria absoluta (513 deputados + 81 senadores) = 594 parlamentares.
Na oportunidade, ocorreu o quórum de maioria absoluta (297 votos), sem
diferenciação entre deputados e senadores. A promulgação das emendas de revisão
foi feita pela Mesa do Congresso Nacional.
Como espécie de poder derivado, a revisão também se sujeitou a limitações
materiais expressas e implícitas e a limitações circunstanciais, como se pode notar
na ADI 981-MC, de relatoria do Ministro Néri da Silveira:
“Emenda ou revisão, como processos de mudança na constituição,
são manifestações do poder constituinte instituído e, por sua
natureza, limitado. Esta a "revisão" prevista no art. 3º do ADCT de
1988 sujeita aos limites estabelecidos no parágrafo 4º e seus incisos,
do art. 60, da Constituição. O resultado do plebiscito de 21 de abril
de 1933 não tornou sem objeto a revisão a que se refere o art. 3º do
ADCT. Após 5 de outubro de 1993, cabia ao congresso nacional
deliberar no sentido da oportunidade ou necessidade de proceder a
aludida revisão constitucional, a ser feita "uma só vez". As mudanças
na Constituição, decorrentes da "revisão" do art. 3º do ADCT, estão
sujeitas ao controle judicial, diante das "cláusulas pétreas"
consignadas no art. 60, par. 4º e seus incisos, da Lei Magna de
1988. (...).”
De acordo com o Supremo Tribunal Federal (ADI-MC 1.722), os estados-
membros não podem instituir espécie de poder revisor, pois este só se justificou no
contexto de criação da Constituição Federal, de forma que as Constituições
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estaduais já foram criadas na vigência da Lei Maior e não têm nenhuma
necessidade de previsão de dois procedimentos de atualização de seus textos.
Assim, as Constituições estaduais devem ter procedimento único de
atualização, qual seja, o da reforma, e simetricamente à Constituição Federal (nem
mais complexo e nem simples).
Nas lições de Pedro Lenza:
“Instituiu-se um particular procedimento simplificado de alteração do
texto constitucional, excepcionando a regra geral das PEC´s, tendo
sido tal procedimento regulamentado pela resolução n.1-RCF, do
Congresso Nacional.
(...)
O art. 3º do ADCT introduziu verdadeira competência de revisão para
atualizar e adequar a Constituição às realidades que a sociedade
apontasse como necessárias, não estando a aludida revisão
vinculada ao resultado do plebiscito do art. 1º do ADCT (que admitia
a volta à monarquia e ao parlamentarismo)”.
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Aula 02 – Poder Constituinte Derivado
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QUESTÕES RESOLVIDAS NAS AULAS:
1) AOCP - 2022: Sobre o direito constitucional, julgue o seguinte item.
A CF pode ser emendada, dentre outras hipóteses, mediante proposta de
iniciativa popular subscrita por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional.
Certo
Errado
GABARITO: Errado
2) Cebraspe - 2022: A emenda à Constituição é compreendida pelo
processo legislativo e integra o conjunto de espécies normativas presentes no
ordenamento jurídico. Entretanto, a própria Constituição Federal de 1988 limita as
temáticas que podem ser objeto de emenda constitucional.
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Nesse sentido, pode ser tema de proposta de emenda constitucional:
A) Impossibilidade de indenização pelo Estado a quem permaneceu preso
além do tempo fixado na sentença.
B) Centralização de todo o conjunto de atribuições estatais na União.
C) O estabelecimento do voto facultativo para todos os eleitores.
D) A fixação de valores de pagamento de taxas para obtenção de certidões
em órgãos públicos, para fins de defesa de direitos.
E) A criação de tribunal de exceção com o objetivo de apreciar demandas
referentes a determinada circunstância.
GABARITO: C
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Aula 03 – Poder Constituinte Derivado
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3) FAURGS - 2022: Poder constituinte é um poder de origem popular, em
que o povo, através de seus representantes, cria a lei maior daquele Estado, ou
seja, a Constituição. Não esquecendo que o titular do poder constituinte é o povo.
Assinale o poder constituinte que inaugura a primeira constituição de um
Estado ou uma nova constituição e que tem entre suas características ser soberano,
autônomo, inicial, ilimitado e incondicional.
A) Cláusulas pétreas.
B) Originário.
C) Derivado Reformador.
D) Derivado Revisor.
E) Derivado Decorrente.
GABARITO: B
4) CEBRASPE – 2022 - PGE-RO - Procurador do Estado:
Quando determinado estado da Federação elabora sua própria Constituição
ou altera seus dispositivos, ele exerce o:
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A) Poder constituinte originário.
B) Poder constituinte de revisão.
C) Poder constituinte derivado reformador.
D) Processo de mutação constitucional.
E) Poder constituinte derivado decorrente.
GABARITO: E
Aula 04 – Poder Constituinte Derivado
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5) OBJETIVA 2022 - Órgão: Prefeitura de Varginha - MG Procurador
Municipal:
Em julgamento histórico, o STF mudou sua jurisprudência para admitir a
execução penal após decisão condenatória em segunda instância. A decisão se deu
por maioria: 7 votos a 4.
Esse é um exemplo típico de alteração da Constituição por meio de:
A) Emenda Constitucional.
B) Revisão Constitucional.
C) Mutação Constitucional.
D) Plebiscito.
GABARITO: C
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6) CEBRASPE 2021 - Órgão: TC-DF Prova: Auditor Conselheiro
Substituto:
A respeito da aplicabilidade das normas constitucionais, da interpretação das
normas constitucionais e do poder constituinte, julgue o seguinte item.
A Constituição Federal de 1988 adota a concepção de que a titularidade do
poder constituinte pertence ao povo.
Certo
Errado
GABARITO: Certo.
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APROFUNDANDO / CURIOSIDADES...
No Brasil já tivemos 7 (sete) Constituições diferentes.
Vamos analisar as principais características de cada uma delas. Vejamos:
1) Constituição de 1824 / Brasil Império:
➢ Constituição outorgada.
➢ Forma de Estado: Unitário.
➢ Forma de Governo: Monarquia Constitucional hereditária.
➢ Regime de Governo: autocrático.
➢ Organização de Poderes: quatro Poderes, pois foi instituído o Moderador.
➢ Direitos políticos: voto censitário, capacitário e proibido para mulheres.
➢ Religião oficial: Católica.
➢ Não havia liberdade de crença.
➢ Constituição semirrígida.
2) Constituição de 1891 (Brasil República)
➢ Constituição promulgada.
➢ Forma de Estado: Federativa.
➢ Forma de Governo: República.
➢ Regime de Governo: democrático.
➢ Sistema de Governo: Presidencialista
➢ Organização de Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.
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➢ Direitos políticos: fim do voto censitário. Voto proibido para analfabetos,
mulheres, mendigos, soldados e religiosos sujeitos à obediência eclesiástica. Voto
aberto.
➢ Primeira a assegurar o habeas corpus.
➢ Controle de constitucionalidade: admitido o controle difuso com efeito inter
partes.
➢ Traz alguns direitos fundamentais de 1ª geração.
3) Constituição de 1934 (Brasil República)
➢ Constituição promulgada.
➢ Poder Legislativo bicameral, com mitigação das atividades do Senado.
Deputados eleitos pelo sistema proporcional e deputados classistas.
➢ O voto passou a ser secreto.
As mulheres conquistaram o direito de votar.
➢ Traz direitos fundamentais de 2ª geração.
Os direitos trabalhistas foram constitucionalizados.
➢ Foram criados o mandado de segurança e a ação popular.
➢ Controle de constitucionalidade: o Senado recebeu a prerrogativa de, no
controle difuso, suspender a aplicação de lei declarada inconstitucional pelo
Judiciário. Foi criada a representação interventiva e o recurso extraordinário.
4) Constituição de 1937 (Constituição Polaca – Estado Novo)
➢Constituição outorgada.
➢ O Poder Executivo, exercido pelo Presidente, se sobrepôs a todos os
outros. O Presidente agia por decreto-lei.
➢Regime político autoritário e centralista.
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➢ Não havia garantia de direitos fundamentais. Criadas a pena de morte e a
censura prévia.
O mandado de segurança deixou de ter garantia constitucional.
➢A autonomia dos estados-membros foi mitigada.
➢ Controle de Constitucionalidade: o Senado perdeu a prerrogativa de
suspender a aplicação de lei inconstitucional.
5) Constituição de 1946 (Quarta República)
➢ Constituição promulgada. Retomou o modelo de Estado da Constituição de
1934. Liberal. Democrática.
➢ Os direitos fundamentais foram ampliados e o direito de greve foi
constitucionalizado.
➢ O sufrágio passou a ser universal. Voto direto e secreto. Partidos políticos
autônomos e com caráter nacional.
➢O mandato do Presidente passou a ser de cinco anos, vedada a reeleição.
➢ Câmara e Senado voltaram a ter atuação equilibrada. Os deputados
classistas instituídos pela Constituição de 1934 deixaram de existir.
6) Constituição de 1967/Emenda 1 de 1969 (Ditadura Militar)
➢Constituição outorgada.
➢ Mitigação das atividades do Poder Legislativo e do Poder Judiciário. Havia
excesso de Poder para o Presidente da República.
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➢Normas constitucionais podiam ser modificadas por atos institucionais.
➢Voto indireto e nominal para escolha do Presidente da República.
➢ Restrição de direitos individuais, especialmente aqueles ligados à
liberdade.
➢Foram criadas as penas de confisco, morte e de prisão perpétua.
7) Constituição de 1988 (Constituição Cidadã)
➢Constituição promulgada.
➢ Fundada em direitos e garantias fundamentais. Instituídos os remédios
constitucionais habeas data e mandado de injunção.
➢ O concurso público passou a ser a principal forma de acesso a cargos e
empregos públicos.
➢Voto direto, secreto e universal.
➢O meio ambiente equilibrado passou a ser direito.
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Leitura Complementar
[Link]
constitucional
[Link]
[Link]
Jurisprudência
[Link]
[Link]
Bibliografia
NOVELINO, Marcelo. Curso de Direito Constitucional. 17ª ed.
Editora JusPodivm. 2022.
LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 26ª ed.
Editora Saraiva Jur. 2022.
CANOTILHO, J. J. Gomes. Direito Constitucional e Teoria da
Constituição. Coimbra: Almedina, 2000.
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BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. 11ª ed. São
Paulo: Malheiros, 2001.
CUNHA JUNIOR, Dirley. Curso de Direito Constitucional. 16ª ed.
Editora JusPodivm
SIEYÈS, Emmanuel Joseph. A Constituinte Burguesa. 4ª edição. Rio
de Janeiro: Lumen Juris, 2001.
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do Contrato Social. Trad. R. R. da
Silva. Ed. Ridendo Castigat Moraes. Edição eletrônica: Ed Ridendo Castigat
Mores ([Link]).
PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Controle de
constitucionalidade. 9. ed. São Paulo:Método, 2010.
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