Índice
SUMÁRIO EXECUTIVO 8
PARTE I: MAIS QUE PROMESSAS: RESULTADOS 22
PARTE II: PROGRAMA SOCIAL E DE GOVERNAÇÃO 71
COM AMBIÇÃO 72
QUALIFICAÇÃO 72
Educação e Formação 72
1. Porque é preciso continuar 72
2. Metas 73
3. Medidas 74
Ciência, Ensino Superior e Inovação 77
1. Porque é preciso continuar 77
2. Metas 79
3. Medidas 80
Cultura 85
1. Porque é preciso continuar 85
2. Metas 85
3. Medidas 86
SUSTENTABILIDADE 89
Ambiente, Água, Ação Climática e Proteção Animal
e dos Ecossistemas 89
1. Porque é preciso continuar 89
2. Metas 91
3. Medidas 92
2
Agricultura, Florestas e Alimentação 98
1. Porque é preciso continuar 98
2. Metas 99
3. Medidas 101
Mar e Pescas 106
1. Porque é preciso continuar 106
2. Metas 107
3. Medidas 108
Cidades, Comunidades e Coesão Territorial 110
1. Porque é preciso continuar 110
2. Metas 111
3. Medidas 112
COM SENSIBILIDADE SOCIAL 114
Saúde 114
1. Porque é preciso continuar 114
2. Metas 119
3. Medidas 121
Habitação 126
1. Porque é preciso continuar 126
2. Metas 130
Trabalho 132
1. Porque é preciso continuar 132
2. Metas 134
3. Medidas 134
Migrações 136
1. Porque é preciso continuar 136
2. Metas 140
3. Medidas 140
3
Políticas Sociais, Segurança Social, Natalidade,
Longevidade e Bem-estar 143
1. Porque é preciso continuar 143
2. Metas 145
3. Medidas 146
Diversidade, Inclusão e Igualdade entre Mulheres e Homens 151
1. Porque é preciso continuar 151
2. Metas 152
3. Medidas 153
Desporto e Atividade Física 157
1. Porque é preciso continuar 157
2. Metas 157
3. Medidas 158
COM SENTIDO DE ESTADO 160
Transparência e Combate à Corrupção 160
1. Porque é preciso continuar 160
2. Metas 160
3. Medidas 161
Sistema Político e Eleitoral 163
1. Porque é preciso continuar 163
2. Metas 164
3. Medidas 164
Comunicação Social e Combate à Desinformação 165
1. Porque é preciso continuar 165
2. Metas 166
3. Medidas 166
Defesa do Consumidor 167
1. Porque é preciso continuar 167
2. Metas 168
3. Medidas 168
4
Justiça 168
1. Porque é preciso continuar 168
2. Metas 170
3. Medidas 170
Segurança e Proteção Civil 177
1. Porque é preciso continuar 177
2. Metas 179
3. Medidas 179
Defesa Nacional 184
1. Porque é preciso continuar 184
2. Metas 186
3. Medidas 186
Política Externa, Comunidades e Assuntos Europeus 189
1. Porque é preciso continuar 189
2. Metas 190
3. Medidas 191
CENÁRIO ORÇAMENTAL 198
PARTE III: PROGRAMA ECONÓMICO 199
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Sumário
Executivo
Num contexto exigente, marcado por desafios acumulados e por um ambiente inter-
nacional instável, a AD – Coligação PSD/CDP-PP (AD) assumiu a governação, em abril
de 2024, com sentido de missão e de que era possível fazer mais, melhor e realmente
diferente.
Ao longo deste ano, e enquanto lá fora as tensões e a instabilidade se agravavam, em
Portugal, o Governo decidiu e executou, resolveu problemas concretos da vida das pes-
soas e imprimiu um novo rumo de transformações no País, que lhe assegurou prosperi-
dade e estabilidade económica, financeira e política.
É importante continuar a ação reformista e os bons resultados deste primeiro ano de
governação, e prosseguir as transformações e estabilidade política temporariamente
interrompidas.
Apesar do contexto internacional difícil e dos constrangimentos parlamentares internos,
o Governo da AD não desperdiçou tempo para governar com determinação. Em menos
de doze meses, provámos que era possível romper, governar com mais competência e
que os portugueses poderiam ganhar com isso.
Cumprimos. Cumprimos com os rendimentos, com a segurança, com o Estado Social.
Fizemos o que era urgente e lançámos os alicerces do que é essencial.
Aumentámos os rendimentos. Aumentámos o salário mínimo de 820€ para 870€. O sa-
lário médio cresceu a um ritmo acelerado: mais de 6% só em 2024, ultrapassando os
1.600€ mensais. Subimos as pensões, suplementadas com um pagamento extraordi-
nário para as pensões até cerca de 1.500€, e pelo reforço do complemento solidário
para idosos de 550€ para 630€. Baixámos os impostos sobre o rendimento. Por
isso, no último ano o rendimento real disponível dos portugueses cresceu cerca
de 8% - o dobro do ano anterior. Os portugueses ganharam poder de compra.
Lançámo-nos na recuperação do Estado e dos serviços públicos. Começan-
do pelos seus trabalhadores, valorizámos 19 carreiras, reconhecendo o mé-
rito e a dedicação dos seus profissionais.
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Governámos com sentido de urgência e com foco nos problemas reais. Na imigração,
impusemos regras e ordem onde antes havia desorganização, promovendo sempre a
integração e os valores humanistas. E na segurança, sem hesitações, devolvemos tran-
quilidade ao país.
Mostrámos que a mudança é possível e que pode ser acelerada, com um rumo claro e
trabalho sério e determinado. Os resultados falam por si: a economia cresceu 1,9% em
2024, superando não só a meta do nosso programa eleitoral (1,6%), como também as
previsões do Partido Socialista (1,5%) e as estimativas médias da União Europeia.
Ao mesmo tempo, alcançámos um excedente orçamental de 0,7%, em linha com o com-
promisso assumido perante os portugueses e acima das previsões do Orçamento do
Estado para 2024 (0,2%) e do programa eleitoral do PS (0,4%).
Fizemo-lo sem aumentar qualquer imposto – algo inédito em 50 anos de democracia –
com contas certas ao serviço das pessoas, de modo equilibrado e virtuoso.
Provámos que contas certas podem ser contas boas: alcançadas enquanto os impos-
tos baixaram, se valorizaram pensões e trabalhadores públicos, e o investimento público
acelerou.
Conciliámos responsabilidade orçamental com a recuperação do Estado Social. A saúde
é disso um exemplo: o ponto de partida era dramático e extraordinariamente exigente,
mas a melhoria significativa dos resultados está a acontecer. Regista-se um progresso
expressivo nos indicadores críticos, com a diminuição das listas de espera para doentes
oncológicos e não oncológicos, dos tempos de espera nas urgências, e da mortalidade
neste último inverno. E com o aumento do número de portugueses com médico de fa-
mília. Tal foi possível, valorizando os profissionais de saúde, reforçando e investimento e
melhorando a gestão do SNS. Mas, também, reforçando a cooperação com os setores
privado e social, com a única prioridade de servir melhor os cidadãos.
A saúde é um exemplo paradigmático: partindo de uma herança pesada encontrada
há um ano, com um setor em crise gravíssima, foi possível começar a dar a volta e
a apresentar resultados. Nunca abdicando do SNS como pilar central do sistema,
mas também sem dispensar a mobilização de todos os setores e profissionais, a
transformação está em curso. E se tamanhos problemas encontrados não se
resolveriam num ano, a melhoria significativa está já acontecer. É preciso con-
tinuar, e evitar voltar a piorar.
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O mesmo desafio da reabilitação estendia-se, infelizmente, a muitos outros setores e
serviços essenciais. Da educação à habitação, da imigração à justiça, da segurança aos
transportes. A herança era pesada e as dificuldades não se conseguiriam resolver de um
dia para o outro. Mas, em todos eles, as políticas mudaram neste primeiro ano. A fixação
ideológica e burocrática caiu, decisões corajosas foram tomadas, a gestão está a me-
lhorar, e a receita envolve sempre o diálogo social e a mobilização conjunta de ofertas
pública, privada e social. Por isso, em todos eles, os resultados começaram a aparecer.
Na educação e na habitação, como na saúde, não aceitámos, nem aceitamos, que só
haja acesso e oportunidades para os mais ricos – os que, em cima da elevada carga
fiscal que suportam, ainda conseguem pagar seguros de saúde, colégios privados e ex-
plicações para os filhos, e casas a preços ou rendas tão caras para as suas famílias.
Também aí o Governo tem transformado, motivando os professores e resolvendo o dra-
ma de tantos alunos sem aulas, aumentando a construção de casas públicas e estimu-
lando a oferta privada. A resposta socialista - da planificação que não sai do papel, da
burocracia que bloqueia, da rejeição ou até castigo à capacidade privada e social – não
funcionou antes, e não funcionaria agora.
Na imigração, o erro das escolhas e a incapacidade na execução, levou Portugal para a
mais alteração demográfica da sua história democrática, totalmente impreparado para
lidar com ela. A porta escancarada pelas mudanças na lei da imigração, pela extinção
incapaz do SEF, pela abolição do controlo e das verificações de segurança dos fluxos mi-
gratórios, e pelo desmantelamento das políticas de integração, criou um problema para
todos: portugueses e estrangeiros que nos procuraram. A imigração aumentou muito, o
Estado e os serviços públicos não se prepararam, e a desumanidade para com os imi-
grantes, e a intranquilidade de todos cresceram.
O Governo recusou ceder aos discursos fáceis dos extremos populistas, uns pelas portas
escancaradas, e outros pelas portas todas fechadas. Uns, negando os desafios coloca-
dos por tão significativa mudança demográfica. Outros, insistindo em falsidades, como
a culpabilização por um aumento generalizado da criminalidade que não aconteceu,
ou uma exploração massiva de prestações sociais, que é desmentida pelo saldo lar-
gamente positivo que os imigrantes, pelo menos neste curto prazo, geram para a
segurança social. Em alternativa, o Governo mudou a política de imigração, e com
coragem, tomou medidas que impuseram regras e controlo nas fronteiras e no
território nacional, e uma integração humanista de quem recebemos, feita de
direitos e deveres. A política de imigração mudou, é agora firme, mas modera-
da, regulada e humanista, e já está a ter resultados. Porém, também aqui, há
ainda muito para continuar a fazer.
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Como sempre, a AD soube e sabe que a prosperidade e justiça social se fazem de com-
binação de crescimento e redistribuição, de trabalhadores e empresas, da complemen-
taridade virtuosa entre público, privado e social.
Recuperámos, por isso, a aposta nas empresas e na livre iniciativa privada e social, vi-
rando a página aos tempos de desconfiança (e até embaraço) que governos anteriores
lhes devotaram.
Apoiámos as empresas, reduzindo burocracias, custos de contexto e obstáculos à inter-
nacionalização. Promovemos o empreendedorismo, incentivámos a escala e facilitámos
o acesso ao financiamento. Porque só com um tecido económico dinâmico é possível
gerar mais e melhores empregos e, assim, mais e melhor redistribuição.
Pensámos na resolução dos problemas concretos das pessoas no curto prazo, mas tam-
bém nas transformações estruturais necessárias à prosperidade no longo prazo. Tomá-
mos decisões e pusemos em marcha projetos de infraestruturas e equipamentos que
aguardavam, paralisadas, há décadas. Acelerámos investimentos públicos e PRR, en-
quanto conseguimos atrair grandes investimentos estrangeiros geradores de muitos mi-
lhares de empregos e valor acrescentado, por décadas.
Um exemplo demonstrativo de transformação estrutural é a água. Os recursos hídricos
são fundamentais à vida humana, às atividades económicas, especialmente agrícola e
turística, e à sustentabilidade ambiental. Há muito são conhecidos os riscos de escassez
e deficiente distribuição no território nacional, agravados pelas alterações climáticas,
está a água. Finalmente, porém, um Governo agiu. A água tornou-se um dos grandes
desígnios, trabalhos e projetos estruturantes lançados por este Governo. O projeto Água
que Une, que dotará o País com as infraestruturas de armazenamento, captação, trans-
porte e uso de água que são indispensáveis a um tempo de escassez e volatilidade hí-
drica.
Se em apenas um quinto da legislatura cumprimos - e superámos - mais de um terço
das promessas (36% do programa e planos de governo), com um mandato completo
poderemos conseguir uma transformação social e económica que coloque Portugal
ao nível dos seus parceiros europeus.
Num contexto internacional de mudanças profundas, diante de um mundo dife-
rente – mais incerto e inseguro – a nossa democracia precisa por um governo
firme e determinado, que garanta estabilidade e previsibilidade ao país, aos
cidadãos, às famílias e às empresas. Numa época tão desafiante, o país não
pode voltar a receitas do passado, nem arriscar voltar-se para populismos
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que assentam em promessas falsas de futuro. Em tempos de fragmentação, do que o
país precisa mesmo é de uma liderança corajosa e moderada, firme e prudente, que ga-
ranta que se continua a prosseguir no rumo transformador de resolução dos problemas
concretos das pessoas.
No plano interno e nas relações internacionais mostrámos responsabilidade e prudência.
A nossa gestão das finanças públicas, tanto no último ano, como no compromisso firme
de excedentes orçamentais futuros, são testemunho vivo dessa prudência e responsa-
bilidade. Os portugueses sabem o esforço que fizeram para que Portugal seja hoje uma
referência europeia de estabilidade económica e financeira e crescimento económico. E,
por isso, não perdoariam a quem tivesse como projeto e princípio político o regresso aos
défices orçamentais.
A nossa atuação na política externa, relativamente aos conflitos militares - da Ucrânia
ao Médio Oriente - e às elevadas tensões geopolíticas e comerciais, mostram prudência
proativa e responsabilidade defensora dos interesses nacionais. Os portugueses sabem
que os tempos não estão para impulsividade, nem para imaturidade na defesa e re-
presentação externa dos interesses nacionais. Os tempos estão para quem, como este
Governo, sabe ser simultaneamente um construtor de pontes num mundo conflituoso,
e um firme defensor dos portugueses, protegendo-os adequadamente das ameaças e
agressões externas, qualquer que seja a sua natureza.
Propomos continuar a oferecer aos portugueses um projeto ambicioso, responsável. re-
formista e moderado, que:
1. Tenha muita Ambição para Portugal, com os desígnios de alcançar níveis elevados
de crescimento que coloquem o país entre os melhores da Europa e acima daqueles
com que atualmente nos comparamos, prosseguindo as politicas concretizadas em
2024 que permitiram que Portugal crescesse mais do dobro da média da zona euro;
em que a geração dos jovens portugueses possa viver melhor que a dos seus pais
e avós e deixe de ter de emigrar em busca de oportunidades; em que as pessoas
possam concretizar os seus projetos pessoais de realização e mobilidade social e
subir na vida pelo seu esforço e mérito, numa sociedade mais justa;
2. Continue a demonstrar coragem reformista orientada para o reforço dos ren-
dimentos de todos os portugueses ao nível dos salários e das pensões, desde
logo com o crescimento do salário mínimo e do salário médio, mas sobretu-
do com o crescimento da economia sustentados no aumento da competi-
tividade das empresas e do investimento, na qualificação dos portugue-
ses e criação de emprego qualificado, na inovação e geração de valor
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acrescentado, no reforço do Portugal empreendedor e exportador, na valorização
do mundo rural e do investimento na agricultura, e tendo em atenção os efeitos das
alterações climáticas, os fenómenos de seca extrema e a importância da transição
energética;
3. Continue a recuperar o Estado Social do definhamento herdado de 8 anos de go-
vernação socialista, e que assegure a todos os portugueses a saúde, educação e
habitação acessíveis e com qualidade, incluindo exigência na educação e serviços de
saúde e de proteção social adequados a uma população cada vez mais envelhecida
e com mais longa esperança média de vida;
4. Seja moderado, colocando a dignidade da pessoa humana no centro e como priori-
dade da ação política, adotando uma cultura democrática, e repudiando extremis-
mos ou populismos de qualquer ponto do espectro ideológico ou partidário;
5. Assuma uma forte consciência social, para erradicar a pobreza, reativar a mobilida-
de social, garantir que ninguém fica para trás, valorizar a família como célula funda-
mental da vida económica, social, cultural, educativa e cívica da sociedade, e que
aposte nas políticas de natalidade e reforce a confiança nas instituições sociais do
terceiro setor;
6. Seja defensor da liberdade, da igualdade de oportunidades e da solidariedade, da
segurança dos cidadãos e da defesa do país, respeitador da propriedade privada e
da livre iniciativa económica, e empenhado num desenvolvimento sustentável;
7. Governe com elevada exigência ética, integridade, responsabilidade política, respei-
to pela separação de poderes e pelas instituições, e empenho efetivo no combate à
corrupção e tráfico de influências;
8. Seja europeísta, lusófona e atlantista, apostando na participação ativa no processo
de integração europeia, na valorização da cultura, valores, língua e das comuni-
dades portuguesas, e no compromisso firme com a pertença à União Europeia,
ao Euro, à CPLP e à NATO, demonstrado pela ação e programa políticos e pela
estratégia de alianças partidárias domésticas e internacionais;
9. Defenda a abertura de Portugal ao exterior, relativamente às pessoas, ao
comércio internacional, ao investimento e à cultura, com uma imigração re-
gulada e um rigor que preservem o interesse nacional e os valores cons-
titucionais do País, a confiança no Estado português, a segurança e o
bem-estar de todos, o humanismo na integração, e o desenvolvimento
económico, social e ambiental sustentável;
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10. Assuma o compromisso de continuar com a gestão sustentável das finanças públi-
cas, em que o equilíbrio orçamental e redução da divida pública sejam condições e
meios indispensáveis que devem ser prosseguidos de modo saudável, reforçando a
baixa de impostos sobre os rendimentos das famílias e das empresas, e recuperando
o investimento público para resgatar o Estado Social do definhamento herdado dos
oito anos da governação socialista;
11. Promova estabilidade política construída em diálogo aberto, construtivo e participa-
do com os diferentes atores e instituições da sociedade, e reforçando a centralidade
do diálogo social com os parceiros sociais, de modo a unir os portugueses.
Eixos orientadores da nossa ação
Acreditamos que governar é gerir o presente e preparar o futuro com visão, coragem, es-
tabilidade e responsabilidade. Ao longo do último ano, provámos que é possível transfor-
mar Portugal com seriedade, competência e sentido de missão. Este programa assenta
em princípios claros, firmes e mobilizadores, que orientam cada medida, cada escolha e
cada compromisso que assumimos com os portugueses.
PRINCÍPIOS DO PROGRAMA SOCIAL
I. As pessoas primeiro - A nossa prioridade é a vida concreta de cada pessoa — em
todas as fases da vida e em todas as regiões do país. Queremos uma sociedade mais
justa, com políticas direcionadas aos idosos, aos jovens, às mulheres e às famílias.
Valorizamos os mais idosos com pensões dignas, Complemento Solidário reforçado e
medicamentos gratuitos. Para os mais novos, promovemos habitação acessível, IRS
Jovem reduzido e isenção de impostos na compra da primeira casa. Asseguramos
igualdade de oportunidades com apoio ao estudo gratuito para alunos carenciados,
e defendemos o bem-estar infantil com creches e pré-escolar para todos, e com a
regulação do uso de telemóveis nas escolas.
II. Melhorar os serviços públicos e combater a burocracia - O Estado deve estar
ao serviço do cidadão, com qualidade, rapidez e justiça. Queremos serviços pú-
blicos eficazes e modernos, com decisões administrativas e fiscais dentro dos
prazos legais, e pagamentos atempados por parte do Estado. Vamos conti-
nuar a modernizar a Administração Pública, eliminar estruturas redundan-
tes, agilizar licenciamentos e criar identificadores únicos para empresas
e imóveis. Valorizamos os trabalhadores do Estado, com revisão de car-
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reiras, prémios de desempenho e reconhecimento do mérito. A justiça rápida, espe-
cialmente em crimes graves e flagrante delito, será também reforçada.
III. Apoiar os mais vulneráveis - Combater as desigualdades exige ação firme e dirigida.
Por isso, combatemos as quatro chagas sociais com mais força: violência domésti-
ca, consumo de drogas, sinistralidade rodoviária e situação de sem-abrigo. Nenhum
pensionista terá rendimentos abaixo de 870€, e o envelhecimento ativo será incen-
tivado. Na educação, garantimos apoio ao estudo e pré-escolar para todos. A saúde
será mais próxima, com mais médicos de família, cuidados domiciliários, gestor do
doente crónico, e um reforço de parcerias que ampliam a capacidade de resposta.
O apoio social deve chegar onde é mais necessário — com dignidade, eficácia e sem
burocracias redundantes.
IV. Ordem e humanismo - A segurança e o humanismo coexistem simbioticamente na
nossa visão de uma sociedade democrática, livre e segura. Reforçamos a presença
policial, investimos em videovigilância em áreas sensíveis e tornamos a justiça mais
célere. Na imigração, garantimos ordem sem abdicar da humanidade: queremos criar
uma Unidade de Estrangeiros e Fronteiras na PSP, continuar a regular os fluxos de
entrada com base na capacidade de integração do país, e a acelerar os processos
de regularização e afastamento de imigrantes em situação ilegal. A integração deve
ser reforçada, e a nacionalidade deve ser atribuída com critérios justos e exigentes.
Portugal será um país de acolhimento e integração dignos, mas com regras claras.
V. Complementaridade e Concertação de Setores e Iniciativas – Não acreditamos
nas visões providencialistas do intervencionismo estatal, da planificação pública e
da burocracia dominante. Desconfiamos de quem desconfia da propriedade e inicia-
tivas privada e social. Confiamos no papel de Estado e do serviço público adequa-
damente justificado e dimensionado e equilibradamente participante. Acreditamos,
por isso, que a resposta aos desafios de oferta, de acessibilidade e de qualidade dos
serviços essenciais, como a saúde, a educação, ou a habitação, exige a mobilização
complementar dos setores público, privado e social. Todos, todos, todos. Tal como
acreditamos na concertação social como modo fundamental de decisão e orga-
nização coletiva.
PRINCÍPIOS DO PROGRAMA ECONÓMICO
I. Coragem para decidir, responsabilidade e capacidade para fazer - De-
cidimos com firmeza e executamos com competência. Continuaremos a
assegurar saldos orçamentais positivos e a reduzir o peso da dívida pú-
blica de forma equilibrada. Fizemos o que nunca tinha sido feito: bai-
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xar impostos e, simultaneamente, valorizar salários e investir nos serviços públicos.
Assumimos o compromisso com contas certas, mas não as usamos como pretexto
para cortar apoios ou adiar soluções. Este equilíbrio saudável é a base da nossa es-
tabilidade económica.
II. Liberdade e responsabilidade - Acreditamos na economia de mercado com respon-
sabilidade social. Apostamos nas empresas como motor do crescimento e na inicia-
tiva privada como aliada do interesse público. Queremos continuar a reduzir o IRC,
queremos continuar a simplificar as regras fiscais, e acelerar a justiça tributária e
incentivar as exportações. Queremos facilitar o financiamento e proteger as empre-
sas das instabilidades externas. O Estado deve criar condições e definir regras, mas
confiar nos cidadãos e nos empresários para liderarem a criação de valor.
III. Aumentar os rendimentos - Trabalhar tem de compensar. Vamos continuar a aumen-
tar o salário mínimo — com a meta de 1.100€ — e o salário médio para 2.000€. Ga-
rantimos continuar a valorizar as pensões e, aos mais carenciados, que nenhum pen-
sionista ficará com rendimento abaixo dos 870€. É fundamental continuar a reduzir o
IRS, especialmente para a classe média, e incentivar a poupança. Valorizamos quem
trabalha no público e no privado, reconhecendo o esforço, o mérito e a dedicação.
IV. Atrair o investimento - O investimento é motor do crescimento e gera a multiplica-
ção dos salários. Queremos um país mais competitivo, moderno e atrativo. Por isso,
apostamos na construção de mais habitação, flexibilizando regras e incentivando
a reabilitação urbana, com mais casas públicas e financiamento municipal. Investi-
mos em infraestruturas estratégicas, como o grande programa de gestão de água,
essencial para o consumo, agricultura e indústria. Apostamos também na Defesa
nacional, com investimento de pelo menos 2% do PIB, gerando emprego e desenvol-
vimento tecnológico.
V. Aposta na inovação, capacitação e valor acrescentado – Uma economia de salá-
rios mais elevados precisa de aumentar a produtividade e o seu valor acrescentado,
assentando na inovação, modernização das suas organizações e infraestruturas e
na capacitação das suas pessoas. Tem que aproveitar as suas vantagens com-
parativas, incluindo posição geoestratégica, recursos naturais (das fontes de
energia renovável ao mar e às reservas minerais), capacidade de formação de
talento em várias tecnologias e serviços, base industrial e de serviços exis-
tente, potencial para liderar transições nas economias verde, azul e digital.
A educação, o sistema científico e tecnológico, o ecossistema inovador, e
o setor exportador têm que ser “locais” de exigência, mérito, abertura ao
risco e atitude de cooperação interna e internacional.
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20 Medidas emblemáticas
O Programa eleitoral da AD para a legislatura 2025-2029 combina continuidade e no-
vidade, o aprofundamento deste exercício de um ano de governação, a resposta a pro-
blemas preexistentes mas que tinham sido omitidos ou subestimados e a adequação ao
agravamento das tensões, conflitos e estabilidade internacional.
O programa divide-se em três partes, a primeira de balanço, a segunda com programa
social e a terceira com o programa económico. Destes, destacam-se as seguintes medi-
das emblemáticas:
1. MENOS IMPOSTOS SOBRE O TRABALHO, ESPECIALMENTE
PARA A CLASSE MÉDIA
Reduzir IRS em 2.000 milhões €, dos quais 500 milhões já em 2025, baixando a carga
fiscal sobre os rendimentos, em especial para a classe média. Estimular também a pou-
pança.
2. MAIS RENDIMENTOS
Salário Mínimo de 1.100€ e salário médio 2.000€, e nenhum pensionista com rendimento
abaixo de 870€
3. MELHORAR A VIDA DOS MAIS VELHOS
Continuar a valorizar as pensões. Aumentar o Complemento Solidário para Idosos para
garantir que nenhum pensionista tem rendimento abaixo de 870€, e que há isenção total
na compra de medicamentos. Programa de Envelhecimento Ativo.
4. UM PAÍS PARA JOVENS
Garantir a continuidade das novas medidas para fixação dos jovens: IRS Jovem reduzi-
do, Isenção de IMT e de Imposto de Selo e garantia pública na compra da primeira casa;
5. GARANTIMOS BOAS CONTAS PÚBLICAS
Continuar a assegurar saldos orçamentais ligeiramente positivos e redução do peso
da divida pública, de forma saudável e equilibrada, baixando impostos e valorizan-
do os trabalhadores e investimento públicos
6. MAIS ACESSO À SAÚDE, NO SNS & COM PARCERIAS
Garantir médicos de família para todos, mais cuidados domiciliários, criar o
Gestor do Doente Crónico. Aposta nas PPPs, nos centros saúde contratua-
lizados (USFs B e C) e nas convenções para aumentar o acesso de quali-
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dade aos cuidados de saúde, aos cuidados paliativos e aos cuidados continuados. De-
senvolver um plano de Saúde Oral para os portugueses mais carenciados e cuidados de
nutrição e reabilitação.
7. CONSTRUIR MAIS CASAS
Aumentar a construção, reabilitação e arrendamento de casas, flexibilizando regras e
licenciamento da construção e reduzindo a tributação para aumentar a oferta. Execu-
tar as 59 mil casas públicas a preços acessíveis e disponibilizar financiamento para mais
projetos municipais
8. GARANTIR CRECHES E PRÉ-ESCOLAR PARA TODAS AS CRIANÇAS
Contratualizar até 12 mil vagas no Pré-Escolar para os territórios com necessidades
identificadas
9. IGUALDADE DE OPORTUNIDADES NA EDUCAÇÃO
Criar um serviço gratuito de apoio ao estudo para alunos carenciados ou em risco. Re-
forçar a atração de professores para regiões com mais alunos sem aulas. No ensino su-
perior, aumento da bolsa mínima de ação social.
10. LIMITAR TELEMÓVEIS NAS ESCOLAS
Proibir Telemóvel nas escolas até ao 6º ano e regular o consumo de redes sociais pelas
crianças (até aos 12 anos)
11. PORTUGAL SEGURO e JUSTIÇA RÁPIDA
Mais polícias nas ruas e videovigilância nas áreas sensíveis. Julgamentos rápidos para
crimes violentos ou graves, desde logo com deteção em flagrante delito
12. IMIGRAÇÃO REGULADA E HUMANISTA
Criação da Unidade de Estrangeiros e Fronteiras na PSP. Regulação dos fluxos de en-
trada considerando capacidade de integração do País. Rever requisitos para obten-
ção de nacionalidade. Reforçar as medidas de integração. Regime rápido e eficaz de
afastamento de estrangeiros em situação ilegal
13. AÇÃO ANTI-CORRUPÇÃO
Prevenir e combater a corrupção, com a regulamentação do lobbying, perda
alargada dos bens, e reforço dos meios
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14. INVESTIR NA DEFESA
Alcançar despesa de, pelo menos, 2% do PIB, antecipando a meta de 2029, e desenvol-
vendo a capacidade industrial nacional para criar emprego e gerar valor acrescentado,
e nunca pondo em causa o Estado social
15. APOSTAR NAS EMPRESAS PARA ACELERAR
O CRESCIMENTO ECÓNOMICO
Redução transversal de IRC sobre as Empresas, com diminuição gradual até 17% (e 15%
para PMEs). Simplificação fiscal e aceleração da justiça tributária. Estímulo às exporta-
ções, reforçando os apoios às empresas no contexto das tensões internacionais. Valori-
zar a atividade e investimento nos territórios do Interior.
16. CORTE DA BUROCRACIA, MODERNIZAÇÃO E SIMPLIFIÇÃO: PLANO
DE AÇÃO PRIORITÁRIA PARA UM ESTADO AO SERVIÇO DAS PESSOAS
Modernizar a máquina do Estado, para um serviço mais ágil, centrado nas pessoas e
empresas. Simplificar e acelerar os licenciamentos, contratação pública, taxas adminis-
trativas e a justiça administrativa e fiscal. Criar os Identificadores Únicos da Empresa e
do Imóvel.
Garantir que o Estado paga os seus compromissos num prazo de 30 dias, e que os ser-
viços públicos decidam os processos dos cidadãos e empresas dentro dos prazos legais
17. VALORIZAR OS TRABALHADORES PÚBLICOS
Concluir revisão de carreiras até 2027, reconhecer o mérito e qualificação, e apostar em
prémios de desempenho
18. TRABALHAR COMPENSA
Garantir que os regimes de apoios sociais e tributação são benéficos para quem traba-
lha
19. COMBATE ÀS 4 CHAGAS SOCIAIS
Combater prioritariamente a Violência Doméstica, Consumo de Drogas, Sinistrali-
dade Rodoviária e Sem Abrigo
20. ÁGUA QUE UNE
Grande programa de investimento em infraestruturas eficientes de armaze-
namento, segurança, transporte e abastecimento de água para consumo
humano, agrícola e empresarial
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Medidas emblemáticas concretizadas
• Descemos acentuadamente os impostos no IRS, IRS Jovem e IRC
• Recuperámos o controlo das fronteiras, regulamentámos a imigração
• Decidimos o novo aeroporto de Lisboa: Aeroporto “Luís de Camões”
• Decidimos a 3ª Travessia sobre o Tejo e a Linha de Alta Velocidade (TGV)
• Reforçámos as prestações sociais: Aumento do CSI para idosos mais desfavorecidos
(550€ para 630€), medicamentos gratuitos para beneficiários do CSI e antigos com-
batentes e aumento das prestações sociais para IPSS
• Atribuímos um Suplemento Extraordinário aos Pensionistas de 200€ para pensões
até 509,26€; 150€ para pensões entre 509,26€ e 1018,52€ e 100€ para pensões entre
1018,52€ e 1527,78€
• Valorizámos 19 carreiras da função pública
• Criámos mais lugares para o pré-escolar, alargando ao setor particular e cooperati-
vo
• Atraímos mais investimento privado (no elétrico para a Auto Europa; CALB Fábrica
de baterias para veículos elétricos de Sines; Lufthansa Tecknik, entre outros)
• Aumentámos a abrangência do Porta 65 e reforçámos a oferta pública de habita-
ção, com o início da construção de 59 000 novas casas
• Duplicámos a consignação de IRS para as entidades do setor social
• Isentámos os jovens de IMT e de Imposto de Selo e Garantia Pública na compra da
primeira casa
• Concedemos acesso gratuito a palácios, museus e monumentos
• Criámos a Linha SNS Grávida
• Relançámos as Parcerias Público-Privadas na saúde
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• Criámos o passe ferroviário verde e alargámos o passe gratuito
• Promovemos a saúde mental com disponibilização de cheques-psicólogo (mais de
100 mil consultas)
• Extinguimos o arrendamento coercivo e fim da suspensão de licença no alojamento
local
• Reduzimos substancialmente os alunos sem aulas
• Reduzimos significativamente os atrasos nas cirurgias oncológicas
• Simplificámos o acesso aos serviços públicos, restabelecendo o atendimento presen-
cial sem marcação
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