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Maneio de Viveiros

O documento aborda a produção de mudas hortícolas em viveiros, destacando a importância do manejo adequado para garantir mudas saudáveis. Apresenta técnicas de manejo, métodos de produção e fatores que influenciam a decisão entre transplantar ou semear diretamente. Além disso, discute as vantagens do uso de viveiros, como economia de espaço e proteção contra condições adversas.
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Maneio de Viveiros

O documento aborda a produção de mudas hortícolas em viveiros, destacando a importância do manejo adequado para garantir mudas saudáveis. Apresenta técnicas de manejo, métodos de produção e fatores que influenciam a decisão entre transplantar ou semear diretamente. Além disso, discute as vantagens do uso de viveiros, como economia de espaço e proteção contra condições adversas.
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PRODUÇÃO DE PLANTULAS HORTÍCOLAS E MANEIO

DE VIVEIROS1

As hortícolas podem ser directamente semeadas no campo ou


semeadas em viveiros antes de serem transplantadas para o campo
definitivo.

Na maioria dos Países da SADC os agricultores produzem as suas


próprias plantas, e só poucos compram de fora.

TÉCNICAS DE MANEIO DE VIVEIROS

Uma boa gestão dos viveiros para a produção de mudas sadias é


uma fase crucial para o sucesso na produção de hortícolas. Isto é
especialmente importante para o tomate, pimento, beringela,
cebola e outras culturas onde as mudas são comummente
transplantadas.

Um viveiro de hortícolas é o lugar onde as plantas são cultivadas


para o transplante para o campo definitivo.

CLASSIFICAÇÃO DE VIVEIROS

 Baseados nos Objectivos


Comerciais – para Venda
Privados – para uso próprio
Proposito duplo

 Baseado nas plantas produzidas


a. Viveiros gerais
1
Saide Juma Raisse Ismail
b. Viveiros especializados

VANTAGENS COMPARATIVAS DA UTILIZAÇÃO DE VIVEIROS

1. Economia de espaço –um viveiro ocupa uma porção pequena,


compacta e bem preparada de terra. As plantas não ocupam
muito do espaço quando estão no viveiro.

2. Economia de Mão-de-Obra e de recursos financeiros – O custo


da semente é reduzido devido a uma germinação uniforme, e
o transplante permite também evitar as falhas nos covachos.

3. As mudas jovens são também protegidas das condições


adversas como alta ou baixa temperatura, seca e alagamento.
Medidas de protecção das plantas tais como esterilização do
solo ou do meio de cultivo podem ser praticadas mais
eficientemente.

4. A atenção para o crescimento das culturas é mais fácil.

5. Muitas culturas crescem bem quando sujeitas ao transplante.

6. O risco é minimizado.

PASSOS NO MANEIO DE VIVEIROS

1. Antes de semear as sementes na cama de sementeira, tratar


com fungicidas recomendados tais como CAPTAN 50% WP ou
THIRAM para proteger as sementes das doenças de solo. Usar
2.5 a 3 gramas de fungicida por Kg de semente e misturar.
2. Tratamento especial é também feito nas sementes de tomate
com uma solução de fosfato de sódio para controlar o vírus do
mosaico, usando 12.5 gramas por 100 ml de água metendo as
sementes num pedaço de pano ou saco bem fechado e
imergir em água por 20 minutos. Deixar escorrer em água
corrente por 1 hora e secar as sementes num piso.

MÉTODOS DE PRODUÇÃO DE TRANSPLANTES

 Na cama de sementeira
 Em recipientes ou caixas
 Em vasos ou sacos

MÉTODO DE CAMA DE SEMENTEIRA

A Cama de sementeira é uma área exposta a luz solar.


1. Cama de sementeira levantada: Tem normalmente uma altura
de 15-20 cm e são mais usados na campanha chuvosa de
forma a facilitar a drenagem e em áreas com solos argilosos.
2. Bacias de sementeira: Tem uma profundidade de 15-20cm e
são usados na estação seca e em solos de drenagem leve.

Para a preparação da cama de sementeira procede-se da seguinte


maneira:
 Prepare 80-100 cm de largura e 15 cm de altura de viveiros
de cama levantada.
 Incorpore composto bem decomposto e crivado ou então
estrume na quantidade de 10-20 Kg por metro quadrado.
 Se o solo tem baixa fertilidade , aplicar adubo a lanço na
quantidade de 10 gr de N, 10 gr de P 2 O5 e 10 gr de K2O por
metro quadrado para a maior parte das culturas hortícolas.
 Misture bem o fertilizante com o solo na cama de sementeira.
 Esterilizar posteriormente o solo para matar as ervas
daninhas, insectos e patogenos, tais como aqueles que
causam damping-off (murchidão das mudas). A esterilização
pode ser conseguida através de calor ou de químicos. O
aquecimento envolve a sujeição da mistura de solo a altas
temperaturas.
 Queima de restolhos ou capim seco na cama de sementeira é
um método simples e barato de esterilização do solo.
Contudo, este é efectivo somente nos primeiros 4 a 5 cm de
profundidade.
 A esterilização química pode ser usada para proteger as
mudas de damping-off (murchidão), uma doença comum
muito problemática.
 Preparar uma solução de Formalina 40% e pulverizar a cama
de sementeira. Meio litro (500 ml) de solução por metro
quadrado de cama de sementeira é suficiente.
 Depois de esterilizar cobrir o solo por uma semana com
plástico, preferivelmente de cor preta de forma a matar os
organismos causadores de doença, por meio de fumigação.
 Depois do tratamento químico, virar o solo na cama de
sementeira de modo a eliminar os resíduos químicos
prejudiciais as sementes, e prepare novamente a cama de
sementeira.
 Fazer linhas de sementeira espaçadas 6 cm para o tomate e 8
a 10 cm para o repolho, couve e beringela.
 Semear as sementes uniformemente na linha a 0.5-1.0 cm de
profundidade. Uma sementeira densa ou colocando a semente
em montes num sítio resulta em mudas finas e fracas.
 Cobrir as sementes nas linhas de sementeira com uma fina
camada de areia ou mesmo usando um composto bem
ceifado.
 Espalhar uma cobertura vegetal, preferivelmente restolhos de
arroz, o suficiente para cobrir a superfície da cama e manter o
solo fino e solto. Remover este material vegetal, logo depois
que as plantas germinem.
 Regar a cama usando um aspersor fino ou regador com crivo
de modo a manter uma óptima humidade para um rico
crescimento da muda. Regar diariamente durante estações
quentes e secas, e em dias alternados em estações frescas de
modo a fornecer suficiente humidade. Não regar em excesso.
 Permitir que as mudas cresçam 5cm espaçadas na linha.
Desbastar as plantas em excesso, 3 a 4 dias depois que as
primeiras folhas verdadeiras aparecem.
 As plantas em excesso podem ser usadas para transplante no
campo definitivo, especialmente quando se usam sementes
caras como é o caso de híbridos.

As desvantagens do método de cama de sementeira são:

 O arranque das mudas durante o transplante causa danos as


raízes
 Arrancando as mudas com bolas de solo pode ser trabalhoso e
pode causar problemas no transporte
 Aparecimento e expansão de doenças no viveiro são de difícil
controlo.
MÉTODO DE RECIPIENTES OU CAIXAS

Este método envolve a crescimento de mudas em recipientes ou


caixas e que podem ser mantidos em prateleiras, principalmente
durante condições desfavoráveis. Os recipientes são também fáceis
de transportar para campos distantes.

A Preparação de recipientes ou caixas faz-se da seguinte forma:


 Usar recipientes de plásticos ou caixas de madeira de 10 a 20
cm de profundidade, de tamanho conveniente e com furos nas
partes de baixo
 Preparar o meio de cultivo usando uma mistura de solo,
composto, areia, e preferivelmente cascas de arroz fumada na
mistura de [Link] para a maior parte das culturas hortícolas
 Usar composto bem decomposto e ceifado para facilitar a
emergência das mudas
 Esterilizar a mistura de crescimento por calor como foi
mostrado para a cama de sementeira ou
 Usando Formalina 40% e manter a mistura coberta com
plástico preto por uma semana
 Encher os recipientes com a mistura de crescimento e de
preferência coloca-los no topo de pedras ou blocos de madeira
de forma a facilitar a drenagem nos períodos húmidos
 Semear as sementes tratadas em linhas a profundidade de
0.5 a 1.0cm ou nos covachos a 0.5 cm de profundidade e 5.0
cm de distância entre eles.
 Aplicar uma solução de ureia (30 gramas de ureia por litro de
água) para ajudar a acelerar o crescimento
 Inspeccionar as sementes diariamente e aplicar medidas de
protecção recomendadas se alguma doença ou praga for
encontrada
 Fornecer uma cobertura própria de forma a proteger do calor
do solo e chuvas pesadas, e cobrir as caixas e recipientes
plásticos 1-2 horas antes do transplante
 Se as mudas tiverem que ser transportadas sob condições
quentes e secas, endurece-las através da interrupção da rega
3 a 4 dias antes do transplante para minimizar a mortalidade
das mudas no campo definitivo.
 Com mudas de idade maior, o endurecimento deve ser feito
cortando lateralmente as raízes de modo a minimizar o
choque de transplante. O corte das raízes lateralmente é feito
inserindo uma faca longa na cama até o sistema radicular e
faze-la percorrer ao longo e entre as linhas de mudas.

Adoptando este método, mudas de boa qualidade podem ser


obtidas para o transplante. As plantitas de tomate, pimento e
beringela deverão ter 3 a 6 folhas verdadeiras e caules com uma
altura de 10 a 15 cm. Para o repolho, repolho chines, couve-flor e
alface, as plantitas deverão ter 4 a 5 folhas verdadeiras. Este
estágio é normalmente atingido em 3 a 5 semanas sob boas
condições de maneio e favorável ambiente.

Colocar 2 a 3 sementes por cova. Depois da emergência das mudas,


manter somente a planta vigorosa por cova para que disponha de
suficiente espaço para o desenvolvimento radicular e crescimento
da planta. Cobrir as sementes com uma fina camada de composto
ou cascas de arroz. Logo após o aparecimento de 1 a 2 folhas
verdadeiras, desbaste as mudas em excesso, deixando a distância
de 5cm entre elas.

MÉTODO DE VASOS OU SACOS

Este método envolve a produção de mudas em vasos ou recipientes


separados, para fornecer adequados nutrientes e meio de
crescimento para o desenvolvimento radicular sadio e bom
crescimento da muda.

A produção em vasos tem praticamente 100% de estabelecimento


no campo posto que as plantas são transplantadas com os torrões
de solo/meio de crescimento. Isto previne o dano as raízes e as
mudas não sofrem o choque do transplante.

Os vasos podem ser de material biodegradavel, tais como folhas de


bananeira enroladas, ou outras folhas disponíveis localmente, ou
vasos plásticos finos de 5 a 6 cm de largura. Estes recipientes
devem ter um buraco na base para a drenagem do excesso de
água. Sacos plásticos perfurados de 5 a 7 cm largura e 10 cm de
altura podem também ser usados. Estes são mais baratos que os
vasos plásticos. O meio de crescimento ou mistura usada no método
de recipientes e caixas pode também ser usado aqui.

Preparação de vasos ou sacos


 Semear 2-3 sementes por vaso
 Cobrir as sementes com uma fina camada de composto e
regar levemente com um aspersor fino ou um regador com
crivo
 Quando 1 a 2 folhas verdadeiras tenham aparecido, desbaste
o excesso de mudas deixando somente uma mudas por vaso
 Regar as mudas diariamente em ambientes quentes e secos,
e em dias alternados em ambientes frescos de modo a
fornecer uma boa humidade.

RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA MANEIO DE VIVEIROS

1. Escolher um espaço aberto e ensolarado para colocar os viveiros


2. Assegurar que o solo esteja livre de organismos causadores de
doenças
3. Remover as ervas daninhas regularmente para manter as camas
limpas
4. Aplicar uma solução de ureia 0.3% no caso das mudas
apresentarem sintomas de deficiência de nitrogénio

MÉTODOS DE PLANTAÇÃO DE CULTURAS HORTÍCOLAS

(i) Culturas geralmente transplantadas – tomate, repolho,


beringela, pimento e cebola
(ii) Culturas geralmente semeadas directamente – melancia,
pepino e quiabo
(iii) Culturas que podem ser semeadas directamente – cenoura

FACTORES DE DECISÃO PARA TRANSPLANTE OU SEMEAR


DIRECTAMENTE

Factores da Planta
 Taxa de regeneração das raízes: As raízes são sempre
danificadas quando a planta é transplantada. O topo da planta
não pode reassumir o crescimento normal até que as raízes
quebradas tenham sido trocadas e o balanço raiz/apíce seja
atingido. Muitas hortas são muito lentas a regenerar as raízes
como milho, quiabo, leguminosas e cucurbitaceas. Uma taxa
lenta, retarda grandemente o desenvolvimento da planta
causando um choque no crescimento. No entanto outras como
tomate, beringelas, repolhos e pimentos que são
transplantadas facilmente têm uma rápida regeneração do
sistema radicular, desde que elas não tenham sido sobre
endurecidas

 Tipo de Sistema radicular: Hortas tais como cenouras,


beterraba produzem raízes principais longas que formam a
parte principal do sistema radicular. Se esta é danificada, o
sistema radicular é severamente reduzido em tamanho. Por
outro lado culturas com raízes mais ramificadas como o tomate,
repolho e cebola podem ser transplantadas sem nenhum
problema.
 Dias da sementeira para a colheita: O transplante retarda o
desenvolvimento por um 1, 2 ou 3 semanas. Atendendo ao ciclo
da cultura o transplante adicionará uma percentagem
significativa do tempo da cultura em campo.

 Tamanho da semente: Algumas hortaliças como o milho,


feijões e quiabo possuem sementes de largo tamanho que
podem ser plantadas facilmente em vários tipos de solos e as
mudas produzidas são grandes e crescem muito rapidamente.
Outras como tomates e couves têm sementes pequenas,
produzem mudas menores e têm um intervalo muito estreito de
solos com condições toleráveis sob os quais as mudas possam
se desenvolver e se estabelecer quando semeadas
directamente.

 Taxa de germinação da semente e crescimento dos


transplantes: Algumas hortícolas como feijões germinam
rapidamente e o crescimento da muda é acelerado, facilitando
a sua adaptação para a sementeira directa ao contrário do
tomate e repolho que germinam e crescem lentamente nas
primeiras semanas.

Factores Económicos
 Tamanho da machamba: Pequenos agricultores geralmente
usam o transplante posto que eles cultivam áreas pequenas. A
disponibilidade de mão de obra geralmente não é problema. Em
grandes áreas comerciais a sementeira directa é recomendada
devido ao tempo e a mão de obra.
 Propósito de cultivo: O cultivo para consumo fresco requer
altos custos de produção por unidade de produto comercial mas
os retornos são altos quando comparados com hortícolas para
processamento.

 Disponibilidade e custo de semente e mão de obra: A


sementeira directa requer 3 a 4 vezes mais semente de forma a
assegurar uma boa densidade enquanto o transplante requer
cerca de 8 a 10 vezes mais mão de obra para as operações de
transplante.

SEMENTEIRA NA CAMA DE SEMENTEIRA

A sementeira pode ser feita através de 3 métodos:


1. A lanço
2. Em linhas de espaçamento uniforme nos viveiros
3. Sementeira em alta densidade nos alfobres e repicagem para
os viveiros em espaçamento uniforme.

2.12.1 Profundidade de Sementeira

A profundidade em que a semente deve ser colocada depende de 2


factores:
* Tamanho da semente: sementes de pequenas dimensões têm
uma reserva de alimentos limitada, tal que elas necessitam de
crescer rapidamente e produzir transplantes que se alimentam
por si próprios através da fotossíntese. Se estas sementes são
semeadas a grande profundidade, elas acabam as suas reservas
alimentares antes de emergir. Elas necessitam de uma humidade
constante no solo. Uma regra geral é que as sementes não devem
ser semeadas a profundidades maiores que o dobro ou triplo do
seu diâmetro
* Natureza do solo: O caule primário pode forçar a passagem
mais facilmente num solo arenoso do que num solo argiloso. Por
outro lado, o solo arenoso é mais susceptível á seca, assim as
sementes deverão ser semeadas a maiores profundidades em
solos arenosos do que em solos argilosos.

As culturas hortícolas também podem ser semeadas directamente.


Isto pode ser a lanço ou em linhas. A sementeira a lanço é aplicável
quando o solo está bem preparado, isto é, o solo fino, sem
infestantes e facilmente irrigável. O factor principal na sementeira
directa é a profundidade de sementeira que só é conseguida
quando o solo está bem preparado.

O solo deverá ser regado imediatamente depois da sementeira para


permitir condições favoráveis para a germinação. Logo depois da
germinação deve-se proceder ao desbaste de modo a obter uma
densidade de plantas por linha recomendada.

2.13 MANEIO E CUIDADOS DOS TRANSPLANTES

2.13.1 Rega
A cama de sementeira, recipiente ou vaso, deve ser regado
cuidadosamente com um fino fluxo de água, através do uso de
regadores com crivo. A rega deve ser realizada nas manhãs e não
nas noites. Se duas regas são necessárias diariamente, elas deverão
ser feitas de manhã cedo e no meio da tarde. Se a rega é realizada
ao entardecer, permite que o solo se mantenha húmido durante á
noite, situação que favorece o damping-off. A rega do solo permite o
desenvolvimento das raízes por toda a profundidade de solo. Uma
semana antes do transplante as regas devem ser diminuídas de
forma a permitir que o ápice cresça devagar e as raízes mais rápido.
Isto assegura a sobrevivência ao transplantar e uma fácil
recuperação.
2.13.2 Cobertura
A cobertura é posta depois da sementeira. Depois da germinação é
retirada e colocada em plataformas mais altas (em áreas de alta
intensidade de radiação solar). Os transplantes devem crescer em
estruturas cobertas como redes de polietileno, folhas de bamboo, de
modo a proteger da radiação. A sombra fornece um microclima
adequado para os transplantes recém germinados. Uma semana
antes do transplante a cobertura deve ser retirada de forma a
aclimatar as plantas para o campo definitivo.

2.13.3 Adubação
Se o solo não foi adubado, uma solução inicial deve ser aplicada
uma semana depois da emergência ou uma semana antes do
transplante, ou em qualquer altura que as plantas mostrem
deficiências minerais. A solução inicial é um fertilizante altamente
solúvel dissolvido em água a uma dose recomendada. O mais
comum é Sulfato de Amónio (21% N) a dose de 1 colher de mesa
por 5 litros de água. O adubo composto [Link] na dose de 24
gramas por 10 litros de água também pode ser usado como
substituto. O adubo composto é difícil de dissolver por isso deve ser
posto em água alguns dias antes de ser aplicado. Depois da
aplicação desta solução inicial, água fresca deve ser aplicada sobre
as plantas de modo a lavar o nitrogénio que pode queimar as folhas.

2.13.4 Desbaste
É a forma de regular a densidade das plantas nas linhas e nos
covachos. Durante as operações de desbaste, plantas fracas e com
sintomas de doenças são arrancadas para permitir que os
transplantes sadios cresçam bem. Esta operação é feita quando as
plantas estão na fase de folha cotiledonar ou quando as folhas
verdadeiras estão fora. As plantas desbastadas podem ser
seleccionadas e transplantadas para outro viveiro.

2.13.5. Controlo de pragas e doenças


Este é um processo desde a emêrgencia até ao transplante. Isto é
feito por meios manuais e se necessário por meios químicos. Uma
doença muito comum no viveiro é o damping-off.

É causado por diversos patogenos, incluindo especies de


Rhizoctonia, Pythium e Fusarium. É comum durante o período que
vai da germinação até que o transplante tenha formado 1 ou 2
folhas verdadeiras.
É mais fácil prevenir a murchidão do que controlar depois de iniciar
o desenvolvimento. Os passos seguintes ajudam a prevenir a
murchidão:
* Usar solo esterilizado
* Evitar a contaminação do meio de crescimento
* Tratar as sementes com fungicidas
* Semear as sementes em linhas
* Semear a semente a dose recomendada
* Evitar a produção de plantas suculentas
* Regar as mudas quando existe necessidade

Sachas e Mondas
Esta operação é realizada por meios físicos quando as ervas
daninhas emergem. Se o meio de crescimento é esterilizado e a
percentagem de pureza da semente é alta, normalmente poucas
infestantes emergirão.
PREPARAÇÃO DAS PLANTAS PARA O TRANSPLANTE
Se os procedimentos para produção de transplantes for seguido
cuidadosamente, as plantas estão prontas para o transplante no
campo em 3-5 semanas dependendo da cultura.

A preparação principal é o endurecimento da planta, que envolve o


controlo da cessação de crescimento. Isto causa acumulação de
hidratos de carbono, tornando a planta mais capaz de aguentar as
condições adversas no campo definitivo.
Existem métodos diferentes de fazer isto, e deve ser iniciado 7-10
dias antes do transplante:
* Reduzir as regas
* Reduzir adubação
* Reduzir o sombreamento, isto é, expor a planta aos raios de luz
* Poda das raízes
* Combinação dos métodos

Transplante
Significa remover a jovem planta do viveiro de forma a planta-la no
campo definitivo. O transplante é sempre prejudicial para a planta,
mas a dimensão dos danos depende do tipo de hortícola, idade da
planta, o grau de endurecimento da planta e os cuidados tomados
para prevenir danos no transplante.

Técnicas de transplante
* Muitos transplantes devem ter 2-6 folhas verdadeiras e raízes
bem desenvolvidas
* Os transplantes devem ser fortes e erectos
* As plantas devem ser removidas do viveiro com ajuda de
instrumentos como as forquilhas, assegurando-se assim que
todas as raízes permaneçam intactas. É uma pratica má
arrancar as plantas do viveiro.
* Uma vez removidas do viveiro, as jovens plantas devem ser
transplantadas imediatamente.
* Comece o transplante, abrindo covachos no campo definitivo.
* Ter cuidado em colocar adequadamente as raízes, quando a
planta é posta no covacho. Nunca deixar as raízes viradas para
cima.

*O transplante deve ser realizado ao fim do dia para dar ao


transplante as horas frias da noite que permitam a recuperação
das raízes e absorvam humidade suficiente para suportar o
ambiente quente do dia seguinte.
* Garantir sombreamento
* Regar as plantas satisfatoriamente depois do transplante.

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