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Bactérias 2017.2

O documento aborda as características das bactérias, destacando sua estrutura celular, classificação em Gram-positivas e Gram-negativas, e os diferentes métodos de reprodução, como fissão binária. Também discute o crescimento bacteriano e suas fases, além de mencionar a importância das colônias bacterianas na identificação de espécies. Por fim, apresenta referências bibliográficas relevantes para o estudo da microbiologia.
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Bactérias 2017.2

O documento aborda as características das bactérias, destacando sua estrutura celular, classificação em Gram-positivas e Gram-negativas, e os diferentes métodos de reprodução, como fissão binária. Também discute o crescimento bacteriano e suas fases, além de mencionar a importância das colônias bacterianas na identificação de espécies. Por fim, apresenta referências bibliográficas relevantes para o estudo da microbiologia.
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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO

Departamento de Biologia - Área de Microbiologia


Disciplina: Microbiologia Profa. Norma Sobral da Silveira

BACTÉRIAS
1. INTRODUÇÃO

As bactérias são organismos procariotos, ou seja que não possuem núcleo individualizado e
dotado de um envoltório (Carioteca), tendo seu material genético incorporado em uma só
molécula circular de DNA, estes seres não possuem cromossomos complexos como os
organismos eucarióticos e não se reproduzem sexuadamente, embora certos grupos possuam
mecanismos que levam a recombinação genética.

As bactérias são unicelulares, embora algumas espécies formem filamentos ou massas de


cé[Link] células só ficam unidas porque suas não se separam totalmente depois da divisão
celular, ou porque são mantidas juntas dentro de uma cápsula mucilaginosa, portanto são
essencialmente células separadas.

2. CÉLULA BACTERIANA

A célula bacteriana é recoberta por uma parede celular rígida e complexa, formada por um
reticulo de moléculas de polissacarídeos, interligados por polipéptides. Um desses
aminoaçúcares, o ácido muramico é um componente freqüente na maioria das bactérias (Figura
1)
Figura 1. Célula bacteriana em desenho esquemático (a), microscopia de transmissão de uma
bactéria (b).

Em relação à presença e a natureza da parede celular (Figura 2), as bactérias são


classificadas em Gram-positivas (parede celular bastante espessa, sendo formada por várias
camadas de peptidoglicano), e Gram-negativas (parede celular constituída de duas camadas –
uma camada de peptidoglicano e uma camada externa composta lipopolissacarideos e proteínas)
e micoplasmas que não possuem parede celular ( Figura 2)

Figura 2. Estrutura da parede celular de bactérias Gram positivas (a) e Gram negativas (b)

Algumas bactérias possuem uma cápsula viscosa, composta de mucopolissacarídeo que se


localiza externamente a parede celular, servindo como uma outra camada protetora.
O citoplasma bacteriano é envolvido pela membrana que apresenta entre outras funções:

a) Conter permeases que regulam a entrada e a saída de substâncias das células.


b) Conter complexos enzimáticos responsáveis pela biossíntese dos componentes da
cápsula e parede celular.
c) Conter sítios aos quais se ligam o DNA bacteriano e plasmídios, durante a replicação.
d) Apresentar imaginações da membrana, onde se localizam os complexos enzimáticos
responsáveis pelas rotas bioquímicas de geração de ATP, no ciclo de Krebs.

3. TAMANHO E MORFOLOGIA DAS BACTÉRIAS

A maioria das bactérias apresenta um tamanho de 1 a 5 micra de comprimento, podendo


apresentar diferentes formas. Algumas espécies são semelhantes a bastões, denominadas
bacilos, podem ocorrer como bastões únicos ou como longas cadeias de bastões agrupados. As
bactérias esféricas, os cocos, podem se apresentar em grupos de dois (diplococos), em longas
cadeias (estreptococos) ou em grupos irregulares (estafilococos). As formas espiraladas, os
espirilos podem ocorrer em forma de virgula, e os espiroquetas, bastante helicoidais. A figura 3
apresenta as diferentes formas encontradas nas bactérias.

Figura 3. Diferentes tipos morfológicos de bactérias.


4. REPRODUÇÃO DAS BACTÉRIAS
A maioria das bactérias se reproduz pelo processo assexuado denominado fissão
binária (Figura 4).

Figura 4. Divisão de uma célula bacteriana por fissão binária

Algumas bactérias se reproduzem assexuadamente por outros modelos de divisão


celular como brotamento, fragmentação e formação de exósporos (Figura 5)

Brotamento - formação de uma pequena protuberância em uma das extremidades da


célula, que aumenta e se separa da célula-mãe.
Fragmentação - formação de filamentos, cada um dos quais inicia o crescimento de uma
nova célula. Ex: Nocardia sp.
Formação de exósporos: produção de cadeias de esporos externos. Ex: Streptomyces
spp.
Figura 5. Divisão bacteriana: (a) brotamento (b) fragmentação (c) formação de exóspor
5. Crescimento bacteriano

O crescimento é um somatório dos processos metabólicos progressivos, que


normalmente conduz à divisão (reprodução) com concomitante produção de duas células-
filhas a partir de uma bactéria, visto que a grande maioria das bactérias divide-se dando
origem a duas células-filha.

O aumento real das células individuais deve ser um reflexo da razão entre a
velocidade de acréscimo de novas substâncias e a velocidade de divisão. O tempo que
uma bactéria leva para se multiplicar (originar duas células filhas), é uma característica
variável nas diferentes espécies bacterianas. Na maioria das bactérias o tempo de
geração varia de 20 a 60 minutos (Escherichia coli ocorre aproximadamente em 20
minutos), no entanto, algumas bactérias como Mycobacterium tuberculosis pode
apresentar um tempo de geração de 13 a 15 h.

Quando uma determinada bactéria é semeada num meio líquido de composição


apropriado e incubado em temperatura adequada, a dinâmica da população bacteriana
apresentará um padrão de crescimento semelhante ao da curva apresentada na figura 6.
Figura 6. Curva de crescimento bacteriano.

Principais eventos que ocorrem nas diferentes fases do crescimento bacteriano:

Lag: fase durante a qual praticamente não ocorre divisão celular, sendo considerado um
período de adaptação das células ao meio de cultura e na qual ocorre intensa atividade
metabólica;

Log ou exponencial: período durante a multiplicação é máxima e cosntante, a cada


duplicação do número de organismos numa cultura representa uma nova geração;

Estacionária: velocidade de multiplicação bacteriana diminui gradualmente, ocorre a


diminuição de nutrientes e liberação de produtos tóxicos, desta forma, o número de
células novas que se formam contrabalança com o número de células que estão
morrendo;

Declínio: Diminuição gradual do número de célula até que todos os micro-organismos


morrem;

Células bacterianas quando colocadas na superfície de meio sólido darão origem a


uma progênese que permanecerá próxima, formando uma massa compacta de células
visíveis macroscopicamente denominada de colônia. As características das colônias como
coloração, forma, aderência, textura da superfície, podem ser utilizadas como critérios
para identificação inicial das espécies bacterianas.

6. Bibliografia

PELCZAR, M.J.; CHAN, E.C.S.; KRIEG, N.R. Microbiologia - Conceitos e aplicações.


2 ed. São Paulo: Makron Books, 1996. V.1. 524p
QUINN, P.J. et al. Microbiologia Veterinária e doenças infecciosas. Porto Alegre: Artmed,
2005. 512p.
TORTORA, G.I.; FUNKE, B.R.; CASE, C.L. Microbiologia. 10 ed. Porto Alegre: ArtMed,
2012. 934 p.

OLIVEIRA, S.J. Microbiologia Veterinária: Guia Bacteriológico Prático.


Canoas: ULBRA, 2000. 237 p.

PELCZAR, M.J.; CHAN, E.C.S.; KRIEG, N.R. Microbiologia - Conceitos e aplicações.


2 ed. São Paulo: Makron Books, 1996. V.1. 524p

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