Breve percurso da noção de gênero: diálogos e rupturas das concepções de Scott, Butler
e Oyêwùmí
Juliana Auler M. Rodrigues
Introdução
O objetivo deste excerto é fazer uma breve revisão bibliográfica dos textos de Joan
Scott, de Judith Butler e de E, buscando perceber alguns percursos trilhados pela discussão de
gênero através da ótica dessas autoras, assim como influências, diálogos e rupturas possíveis
entre as obras, considerando, ainda, que as principais publicações de cada autora (utilizadas
neste estudo) tem um período de cerca de dez anos de diferença: Gênero: uma categoria útil
de análise histórica, de Joan Scott, foi publicado originalmente em 1986, Problemas de
Gênero, de Judith Butler, foi publicado originalmente em 1988 e A Invenção das Mulheres, de
Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí, em 1997.
A noção de que haveria um significado social para o que significaria ser mulher e ser
homem pode ser datada da obra de Beauvoir (2019), com sua famosa contatação de que
nenhum sujeito nasce mulher, mas torna-se. Destaca-se que, na década de 50, quando O
Segundo Sexo foi publicado, as discussões de gênero eram ainda baseadas em pressupostos
binários. Posteriormente, Gayle Rubin define o que ela chama de sistema sexo/gênero, que
pode ser definido como uma “série de arranjos pelos quais uma sociedade transforma a
sexualidade biológica em produtos da atividade” humana, e nos quais essas necessidades
sexuais transformadas são satisfeitas”. (RUBIN, 2017, p.3). Esta, portanto, é a primeira
“definição formal” do gênero como algo distinto do sexo, sexo seria um dado biológico
enquanto o gênero um produto da atividade humana, ou seja, uma construção social.
A partir de então, é possível pensar o movimento dos pensamentos estudados nesse
estudo (que trabalha apenas com um recorte da produção de cada autora), como um
movimento de antropofagia. Scott, enquanto uma pensadora pós-estruturalista, como define
Siqueira (2008), propõe uma abordagem da noção de gênero que vá além do que foi discutido
por Rubin, ainda focado, principalmente, nas noções de parentesco. Butler, considerada uma
das “fundadoras” da chamada Teoria Queer, procura desestabilizar a categoria de gênero,
atrelando-o ao conceito de performatividade, o qual ela “pega emprestado” do linguista
Austin. Por fim, Oyěwùmí, alinhada ao pensamento decolonial questiona a própria
estabilidade da categoria sexo e mulher, uma vez que as considera fruto do processo de
colonização e não comum a todas as culturas, para isso, utiliza de exemplo a cultura iorubá.
De maneira geral, as discussões presentes em cada uma das obras tem forte relação
entre si, já que tem como objetivo questionar como se concebe a categoria de gênero, suas
definições e, consequentemente, seu impacto na transformações sociais, já que todas partem
do pressuposto de que o gênero é um marcador social importante.
O Pensamento de Scott
Joan Scott (1995) elabora uma proposta do gênero enquanto uma importante categoria
para o entendimento da história, já que, para a autora, a historicidade produz o gênero e é
produzida por ele. Tal reflexão parte de alguns questionamentos, tais quais: “como o gênero
funciona nas relações sociais humanas? Como o gênero dá sentido à organização e à
percepção do conhecimento histórico? As respostas a essas questões dependem de uma
discussão do gênero como categoria analítica”.(SCOTT, 1995, p. 74). Inicia, então, uma
discussão sobre como o termo gênero saiu de uma categoria gramatical para uma importante
categoria feminista.
o termo "gênero" parece ter feito sua aparição inicial entre as feministas americanas,
que queriam enfatizar o caráter fundamentalmente social das distinções baseadas no
sexo. A palavra indicava uma rejeição do determinismo biológico implícito no uso
de termos como "sexo" ou "diferença sexual". O termo "gênero" enfatizava
igualmente o aspecto relacional das definições normativas da feminilidade. Aquelas
que estavam preocupadas pelo fato de que a produção de estudos sobre mulheres se
centrava nas mulheres de maneira demasiado estreita e separada utilizaram o termo
"gênero" para introduzir uma noção relacional em nosso vocabulário analítico.
Segundo esta visão, as mulheres e os homens eram definidos em termos recíprocos e
não se poderia compreender qualquer um dos sexos por meio de um estudo inteira-
mente separado (SCOTT, 1995, p.72)
Ainda de acordo com a autora:
o termo "gênero" também é utilizado para designar as relações sociais entre os
sexos. Seu uso rejeita explicitamente explicações biológicas, como aquelas que
encontram um denominador comum, para divessas formas de subordinação
feminina, nos fatos de que as mulheres têm a capacidade para dar à luz e de que os
homens têm uma força muscular superior. Em vez disso, o termo "gênero" torna-se
uma forma de indicar "construções culturais" - a criação inteiramente social de
idéias sobre os papéis adequados aos homens e às mulheres. Trata-se de uma forma
de se referir às origens exclusivamente sociais das identidades subjetivas de
homens e de mulheres. "Gênero" é, segundo esta definição, uma categoria social
imposta sobre um corpo sexuado.(SCOTT, 1995, p.75)
Em relação à relevância do termo:
“gênero” representou um importante trabalho teórico para feministas;
proporcionou uma maneira de os determinantes das relações entre os sexos serem
repensados; não havia “uso aceito de forma geral” para o termo. “Gênero” abriu
todo um conjunto de questões analíticas sobre como e em que condições diferentes
papéis e funções haviam sido definidos para cada sexo; como os próprios
sentidos das categorias “homem” e “mulher” variavam de acordo com a
época, o contexto e o local; como as normas regulatórias de comportamento sexual
foram criadas e impostas; como questões de poder e direitos representaram
definições de masculinidade e feminilidade; como as estruturas simbólicas afetaram
as vidas e práticas de pessoas comuns; como as i
Contudo, Scott defende que essas definições são ainda limitantes, propondo sua
própria definição na qual “(1) o gênero é um elemento constitutivo de relações sociais
baseadas nas diferenças percebidas entre os sexos e (2) o gênero é uma forma primária de dar
significado às relações de poder” (1995, p.86). Buscando tratar o gênero de uma forma mais
abrangente do que o apresentado por Rubin, ainda atrelado às relações de parentesco, Scott
propõe um estudo do gênero enquanto uma categoria para a análise histórica, entendendo
como um marcador indispensável da construção das relações sociais e das relações de poder.
Ou seja, para ela, não se poderia estudar a constituição social sem colocar o gênero no centro
do debate. Para esse estudo, deve-se atentar aos:
“símbolos culturalmente disponíveis que evocam representações simbólica (...),
conceitos normativos que expressam interpretações dos significados dos símbolos,
que tentam limitar e conter suas possibilidades metafóricas (...), explodir essa noção
de fixidez, em descobrir a natureza do debate ou da repressão que leva à aparência
de uma permanência in temporal na representação binária do gênero. Esse tipo de
análise deve incluir uma concepção de política bem como uma referência às
instituições e à organização social (...) O quarto aspecto do gênero é a identidade
subjetiva (...) Os/as historiadores/as precisam, em vez disso, examinar as formas
pelas quais as identidades generificadas são substantivamente construídas e
relacionar seus achados com toda uma série de atividades, de organizações e
representações sociais historicamente específica (1995, p.86-88)
Desta forma, o pensamento de Joan Scott acaba se tornando indispensável para os
estudos de como entender a categoria de gênero, uma vez que a autora aponta não somente
definições para o termo, mas, também, elementos centrais para se analisar as relações sociais
e de poder a partir dele, pois o gênero, para Scott, é um elemento definidor de como essas
relações se constituem, não apenas sendo um termo constituído por elas, como fora
apresentado anteriormente.
Butler
A categoria de gênero, ainda que com algumas divergências, estava consolidada como
uma construção social do ser mulher e ser homem, foi profundamente desestabilizada pelos
pressupostos trazidos por Butler em sua obra “Problemas de Gênero” (2003). Nela, a autora
defende que as identidades de gênero, da forma que eram concebidas, produziam marcas
excludentes (HADDAD, 2017) e propõe que o gênero não seria uma categoria estática, mas
uma performance, algo produzido continuamente pelos sujeitos através da interação,
“estabilizados” pela repetição e mantidos por algumas práticas regulatórias. Em sua definição:
“O gênero é a estilização repetida do corpo, um conjunto de atos repetidos no interior de uma
estrutura reguladora altamente rígida, a qual se cristaliza no tempo para produzir a aparência
de uma substância, de uma classe natural de ser”. (BUTLER, 2003, p.59). Também
influenciada pelo pós estruturalismo, o gênero é uma categoria ligada às noções de identidade.
Para ela, a identidade não é algo estável, pré determinado, ou seja:
...o gênero é sempre um feito, ainda que não seja obra de um sujeito tido como
preexistente à obra. [...] não há identidade de gênero por trás das expressões
do gênero; essa identidade é performativamente constituída, pelas próprias
“expressões” tidas como seus resultados. (BUTLER, 2003)
Butler apresenta uma crítica às teorias feministas, que, ao determinar o gênero como
um produto sócio cultural, acabam por (re)produzir um determinismo, que ao invés de
biol[ogico, era social. Para ela:
a ideia de que o gênero é construído sugere um certo determinismo de
significados do gênero, inscritos em corpos anatomicamente diferenciados,
sendo esses corpos compreendidos como recipientes passivos de uma lei
cultural inexorável. Quando a ‘cultura’ relevante que ‘constrói’ o gênero é
compreendida nos termos dessa lei ou conjunto de leis, tem-se a impressão de
que o gênero é tão determinado e tão fixo quanto na formulação de que a biologia é
odestino. Nesse caso, não a biologia, mas a cultura se torna o destino.
(BUTLER, 2003, p.26, grifo nosso)
A própria corporeidade, antes inquestionável e tratada de maneira estável, é tratada
como algo que não preexiste a um significado. Para Butler, os processos de significação se
dão na interação, na simultaneidade, ou seja, o gênero e o sexo são categorias mutáveis, sendo
construídas pelos sujeitos através de suas ações:
O corpo, portanto, não é uma materialidade idêntica a si mesma ou meramente
factual: o corpo é uma materialidade que assume significado, e que assume
significado de maneira fundamentalmente dramática. Por dramática, quero dizer
apenas que o corpo não é meramente matéria, mas uma materialização contínua e
incessante de possibilidades. Não se é simplesmente um corpo, mas, em um sentido
absolutamente fundamental, faz-se o próprio corpo e, é claro, cada um faz seu corpo
de modo diferente de seus contemporâneos, e também de seus antecessores e
sucessores corporificados. (BUTLER, 2018, p.4-5)
O objetivo da desestabilização consistiria em questionar os determinismos, pois se a
biologia e a cultura são mutáveis, podem ser construídas possibilidades disruptivas em relação
à opressão, ou, segundo Butler:
Se o fundamento da identidade de gênero é a repetição estilizada de atos no tempo, e
não uma identidade aparentemente homogênea, existem possibilidades de
transformar o gênero na relação arbitrária entre esses atos, nas várias formas
possíveis de repetição e na ruptura ou repetição subversiva desse estilo (BUTLER,
2018, p.3)
Oyêwùmí
Em A Invenção das Mulheres, Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí (2021) apresenta uma crítica às
discussões de gênero anteriores, produzidas, em sua maioria, no norte global e, como
consequência, ignorando outras experiências. O gênero, para a autora, além de produzir
relações sociais e de poder e ser produzido por eles e não ser uma categoria estável, é,
também, um produto da colonialidade. Pode-se dizer que, Gênero informa a colonialidade e
vive versa (GOMES, 2018). Para evidenciar isso, a autora apresenta algumas definições sobre
como a divisão social e natural é fruto do pensamento ocidental, que se apropriou da
dicotomia platoniana entre corpo e mente para constituir uma forma de pensar e existir do
mundo ocidental, em outras palavras:
a história das sociedades ocidentais tem sido apresentada como uma documentação
do pensamento racional em que as ideias são enquadradas como agentes da história.
Se os corpos aparecem, eles são articulados como o lado degradado da natureza
humana. (Oyěwùmí , 2021, p. 43)
Assim, a corporeidade é um dado visto como imutável, o sexo é algo inquestionável,
ao contrário do gênero, que é social. Para Oyěwùmí, contudo, o limite entre o natural e o
social, o material e o mental não é tão bem estabelecido, mais do que isso:
a construção social e o determinismo biológico têm sido dois lados da mesma
moeda, uma vez que ambas as ideias continuam se reforçando mutuamente. Quando
categorias sociais como gênero são construídas, novas biologias da diferença podem
ser inventadas. Quando as interpretações biológicas são consideradas convincentes,
as categorias sociais extraem sua legitimidade e poder da biologia. Em suma, o
social e o biológico se retroalimentam. (Oyěwùmí , 2021, p.51)
Partindo de experiências da cultura iorubá, Oyěwùmí postula que a própria diferença
entre homem e mulher, do ponto de vista biológico, foi constituída como parte do projeto
colonial, para o qual “O determinismo biológico é um filtro através do qual todo o
conhecimento sobre a sociedade funciona” (Oyěwùmí, 2021, p. 48). Ainda, para a
compreensão da gênero “o ponto mais importante não é que o gênero seja socialmente
construído, mas o grau em que a própria biologia é socialmente construída e, portanto,
inseparável do social. (Oyěwùmí, 2021, p.56).
Num exercício próximo do de Butler, Oyěwùmí desestabiliza categorias dadas como
estáveis para propor uma ruptura, não apenas com as noções de gênero e toda exclusão trazida
por elas, mas em relação ao colonialismo como forma de organização e pensamento social,
“Assim, o gênero é tomado como pergunta, como categoria que permite colocar em questão
os sujeitos – como sujeitos da cultura, como sujeitos sociais, como sujeitos históricos, como
sujeitos políticos e como sujeitos de direitos” (GOMES, p.2018, p.66).
Considerações Finais
Este trabalho não tem como objetivo apontar qual perspectiva é mais adequada ou
“acertada” em relação a como abordar o gênero, ou, ainda, buscar uma acepção fechada e
definitiva sobre o termo, mas, apontar, como esses pensamentos dialogam entre si. Como
apontado, as abordagens acabam, direta ou indiretamente, evidenciando lacunas dos
pensamentos. Scott aponta para a insuficiência de se entender o gênero apenas como algo
ligado ao parentesco e o coloca como uma categoria não só útil como necessária para a
análise histórica. Butler redefine o gênero, tirando sua suposta estabilidade, proveniente da
noção de construção social. Já Oyěwùmí expande e crítica essas concepções, profundamente
marcadas para o colonialismo. Ironicamente, pode-se dizer os pensamentos dialogam de
forma quase orgânica entre si, se apropriando, consciente ou inconscientemente, das
contribuições feitas uma pela outra. Apontam, então, para uma relação de
complementariedade mais do que de oposição.
Destaca-se que os objetivos são vinculados à transformação social, já que a crítica
busca sempre um horizonte em relação a uma estrutura opressiva. Em relação aos
movimentos feministas, pode-se dizer que:
talvez um novo tipo de política feminista seja agora desejável para contestar
as próprias reificações do gênero e a identidade –isto é, uma política feminista
que tome a construção variável da identidade como um pré-requisito
metodológico e normativo, senão como um objetivo político. (BUTLER, 2003,
p.23).
Essa nova política deve também levar em conta os sujeitos que sempre estiveram
marginalizados pelas definições mais universalizantes, levando, então, a colonialidade como
um fator, assim como outros marcadores:
Isso significa dizer que a forma como compreendemos o gênero depende de como
compreendemos a raça e a classe, e o contrário igualmente. Passa por pensar como
“categorias de branquitude e negritude, masculinidade e feminilidade, trabalho e
classe passaram a existir historicamente desde o início” (Mcclintock, 2010, p. 39),
não para analisar como a raça afeta um grupo específico de mulheres, mas para
realizar análises que levem a sério a “colonialidade e o racismo – não mais como
fenômeno, mas como episteme intrínseca a modernidade e seus projetos libertadores
– e sua relação com a colonialidade de gênero”, abandonando a mulher universal
vista sob um sistema único de opressão (Espinosa-Miñoso, 2014, p. 12)
Ainda que outros marcadores sejam determinantes, o gênero, como um dos elementos
centrais do funcionamento social e das relações de poder, não é um dado superado ou ainda
completamente entendido, de forma geral, Quando gênero é uma questão em aberto sobre
como esses sentidos são estabelecidos, o que eles significam e em quais contextos, então
continua sendo uma categoria de análise útil — porque é crítica. (SCOTT, 2021, p.185)
Referências
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