Ciências Biológicas
Zoologia dos Vertebrados I
Lissamphibia
a diversidade
de anfíbios
atual
Prof. Rafael Casati
[Link]@[Link]
Lissamphibia – quem são?
Anfíbios atuais
Anura ou Salientia Apoda ou
Gymnophiona
Caudata ou
Urodela
[Link]
Árvore filogenética
dos cordados
viventes
Lissamphibia
Lissamphibia – quem são?
Mais de 8.000 espécies.
A maioria apresenta adaptações à vida na
terra (esqueleto reforçado).
As larvas (e algumas salamandras adultas),
utilizam o sistema de linha lateral, mas adultos
utilizam um epitélio olfatório remodelado para
o olfato e ouvidos para distinguir sons.
Metamorfose
Ancestralmente, os
ovos são aquáticos e
eclodem dando origem
a uma larva aquática
que utiliza brânquias
para sua respiração.
Uma metamorfose se
segue, quando as
brânquias se perdem.
[Link]
Os anfíbios metamorfoseados utilizam respiração cutânea,
em terra, e muitos têm pulmões que existem durante a fase
larval, sendo ativados para respiração aérea na
metamorfose.
Metamorfose
Muitos anfíbios retêm esse padrão geral
[Link]
Metamorfose
Dentre as exceções:
Algumas salamandras que não Algumas cecílias, algumas rãs
sofrem metamorfose completa e e outras salamandras vivem
mantêm uma morfologia larval, integralmente na terra e não
permanentemente aquática ao apresentam uma
longo de toda a vida. fase larval aquática.
[Link] [Link]
Ambas as alternativas são condições evolutivamente derivadas.
Sombra e água fresca
Mesmo os anfíbios mais adaptados ao
ambiente terrestre permanecem
dependentes de ambientes úmidos.
Sua pele é
delgada e requer
umidade como
forma de proteção
contra a
dessecação.
[Link]
Sombra e água fresca
Além disso, por serem ectotérmicos há maior
restrição dos ambientes que podem viver.
[Link]
Sombra e água fresca
[Link]
Os ambientes úmidos e
frescos são especialmente
[Link]
importantes para a
reprodução.
Os ovos não são bem
protegidos contra a dessecação
e podem ser depositados
diretamente na água ou em
superfícies terrestres úmidas.
[Link]
Posição filogenética dos lissanfíbios
Ordem Gymnophiona (Apoda)
[Link]
Ordem Gymnophiona (Apoda)
(gr. gymnos, nu, + opineos, de cobra)
212 espécies de cecílias
Corpo longo e
esguio, sem patas;
presença de muitas
vértebras e costelas
alongadas e um
ânus terminal.
[Link]
Ordem Gymnophiona (Apoda)
Olhos pequenos e as formas adultas de
muitas espécies são totalmente cegas.
Tentáculos sensoriais no focinho ajudam
na captura do alimento (ex.: minhocas)
Por serem quase
totalmente fossoriais
ou aquáticas, as
cecílias raramente são
observadas.
Ordem Gymnophiona (Apoda)
[Link]
Apresentam Vista lateral
fecundação
interna. Os machos
têm um órgão de
cópula eversivo. Vista dorsal
[Link]
As cecílias, frequentemente,
depositam seus ovos no solo
úmido, próximo à água.
Ordem Gymnophiona (Apoda)
Algumas espécies têm larvas aquáticas; em
outras espécies, o desenvolvimento da larva
ocorre todo dentro do ovo.
Algumas cecílias
protegem seus ovos
cuidadosamente em
dobras do próprio
corpo.
[Link]
Ordem Urodela (Caudata)
[Link]
Ordem Urodela (Caudata)
(gr. oura, cauda, + delos, evidente)
770 espécies de salamandras
[Link]
Ordem Urodela (Caudata)
Thorius troglodytes
Tipicamente são
[Link]
le/salamanders-amphibians-mexico-endangered
pequenas (~15 cm)
Andrias japonicus
[Link]
Algumas são consideravelmente
maiores (salamandra gigante
japonesa - 1,5 m!)
Ordem Urodela (Caudata)
As salamandras ocorrem em quase todas as
regiões temperadas do Hemisfério Norte, sendo
abundantes e diversas na América do Norte.
[Link]
Ordem Urodela (Caudata)
A maioria das salamandras tem membros
anteriores e posteriores de tamanhos
semelhantes e posicionados em ângulos retos
em relação ao tronco.
Em algumas formas aquáticas e fossoriais, os
membros são rudimentares ou ausentes.
Ordem Urodela (Caudata)
Regeneração de membros amputados
[Link]
Ordem Urodela (Caudata)
São carnívoras e se alimentam de minhocas,
pequenos artrópodes e moluscos.
Uma vez que seu alimento é rico em
proteínas, elas não armazenam grandes
quantidades de gordura ou glicogênio.
Como todos os anfíbios, as salamandras são
ectotérmicas e apresentam baixa taxa
metabólica.
Ordem Urodela (Caudata)
Ciclos de vida
Algumas salamandras são aquáticas ou terrestres ao
longo de toda a vida, mas a condição ancestral é
metamórfica (larvas aquáticas/ adultos terrestres).
[Link]
Ordem Urodela (Caudata)
Ciclos de vida
A fecundação é interna; a fêmea captura com sua cloaca
um pacote de esperma (espermatóforo) previamente
depositado por um macho sobre a vegetação.
Ordem Urodela (Caudata)
Ciclos de vida
As espécies aquáticas
[Link]
depositam seus ovos em
salamander-larvae-soon-to-emerge-from-eggs/
massas filamentosas na
água.
Os ovos eclodem
produzindo uma larva
aquática, com
brânquias externas e
uma cauda em forma
[Link]
de nadadeira.
Ordem Urodela (Caudata)
Ciclos de vida
As espécies plenamente terrestres depositam seus
ovos agrupados em pequenos blocos semelhantes a
cachos de uva sob troncos ou em galerias escavadas
no solo úmido.
Em muitos casos,
os adultos
protegem seus
ovos.
Ordem Urodela (Caudata)
Ciclos de vida
As espécies terrestres apresentam
desenvolvimento direto: elas simplesmente não
passam pelo estágio larval e eclodem como
miniaturas dos pais.
[Link]
Ordem Urodela (Caudata)
Ciclos de vida
Um ciclo de vida particularmente complexo
ocorre em alguns tritões americanos
As larvas aquáticas sofrem
metamorfose para formar
juvenis terrestres (“eft
vermelho”). Entre 1 e 3
anos, sofrem nova
metamorfose, produzindo
adultos reprodutivos,
secundariamente
aquáticos.
Ordem Urodela (Caudata)
Ciclos de vida
Entretanto, muitas populações de tritões não
passam por um estágio terrestre intermediário,
permanecendo plenamente aquáticos.
Ichthyosaura
alpestris
Tritão alpino
[Link]
Ordem Urodela (Caudata)
Respiração
As salamandras demonstram uma diversidade
incomum de mecanismos respiratórios.
Elas compartilham a condição geral dos
anfíbios de apresentarem uma extensa rede
de vascularização na pele que provê trocas
respiratórias de oxigênio e dióxido de carbono.
Ordem Urodela (Caudata)
Respiração
Em vários estágios de sua história de vida, as
salamandras podem também ter brânquias
externas, pulmões, ambos, ou mesmo
nenhuma dessas estruturas.
As salamandras com um estágio larval
aquático eclodem com brânquias, mas as
perdem se a metamorfose ocorre.
Ordem Urodela (Caudata)
Respiração
Muitas linhagens de salamandras evoluíram
formas permanentemente aquáticas retêm
suas brânquias e uma cauda em forma de
nadadeira ao longo de toda a vida.
Ordem Urodela (Caudata)
Respiração
Os pulmões são observados desde o
nascimento nas salamandras que os possuem,
e tornam-se o principal meio respiratório após
a metamorfose.
Ordem Urodela (Caudata)
Respiração
Embora os pulmões sejam associados aos organismos
terrestres e as brânquias aos aquáticos...
Formas aquáticas com
Amphiuma
respiração pulmonar
Eurycea longicauda
Formas terrestres totalmente
desprovidas de pulmões.
[Link]
Ordem Urodela (Caudata)
Respiração
As salamandras da
família Amphiumidae
perdem suas
brânquias antes de
atingirem a idade
adulta, passando a
respirar principalmente
pelos pulmões.
[Link]
Ordem Urodela (Caudata)
Respiração
Ao contrário,
membros da família
Plethodontidae são
desprovidos de
pulmões, e muitas de
suas espécies são
estritamente
terrestres.
[Link]
Família bastante diversificada: mais de 350 espécies
Ordem Urodela (Caudata)
Respiração
A eficiência da respiração
cutânea é incrementada por um aumento
da penetração de uma rede de capilares na
epiderme, ou pela diminuição da espessura
da epiderme sobre capilares dérmicos
superficiais.
Ordem Urodela (Caudata)
Respiração
A respiração cutânea é suplementada pelo
bombeamento de ar através da boca, onde
os gases respiratórios são trocados por
meio das membranas vascularizadas da
cavidade bucal (respiração
bucofaríngea).
Ordem Urodela (Caudata)
Respiração
A perda evolutiva dos pulmões provavelmente
ocorreu em uma linhagem ancestral aos
pletodontídeos que ocupava correntezas
rápidas, onde os pulmões levariam a uma
flutuabilidade excessiva.
Nesse ambiente, a água deveria ser tão fresca
e oxigenada que a sobrevivência seria
perfeitamente possível apenas com a
respiração cutânea.
Ordem Urodela (Caudata)
Pedomorfose
Uma tendência filogenética persistente na
evolução das salamandras é a presença de
características típicas de fases imaturas
de seus indivíduos adultos (pedomorfose -
gr. “forma juvenil”).
Ordem Urodela (Caudata)
Pedomorfose
Espécies perenibranquiadas
(“permanentemente branquiadas”).
As espécies do gênero Necturus, que habitam
substratos submersos em poças e lagos, são um
exemplo extremo.
[Link]
Ordem Urodela (Caudata)
Pedomorfose
Os indivíduos com brânquias são denominados
axolotes .
Ambystoma mexicanum
[Link]
[Link]
Ordem Urodela (Caudata)
Pedomorfose
Axolotes (do náuatle – Asteca –, axolotl =
monstro aquático; evocação do Deus Xolotl).
Ambystoma mexicanum
[Link]
[Link]
Ordem Urodela (Caudata)
Pedomorfose
Seu habitat típico inclui pequenas lagoas que
podem desaparecer pela evaporação da água
nos períodos de estiagem.
Quando isso acontece, um axolote sofre
metamorfose em uma forma terrestre,
perdendo suas brânquias e respirando por
meio de pulmões. O animal pode se deslocar
por terra à procura de novas fontes de água
onde possa se reproduzir.
Ordem Urodela (Caudata)
Pedomorfose
Quando isso acontece, um axolote sofre
metamorfose em uma forma terrestre, perdendo
suas brânquias e respirando por meio de pulmões.
O animal pode se
deslocar por terra à
procura de novas
fontes de água
onde possa se
reproduzir.
[Link]
Ordem Urodela (Caudata)
Pedomorfose
Os axolotles são induzidos a se metamorfosear
artificialmente quando tratados com tiroxina (T4).
Os hormônios da tireoide (T3 e T4) são essenciais para
a metamorfose dos anfíbios.
A glândula pituitária parece não se tornar plenamente
ativa em formas que não sofrem metamorfose,
não liberando assim o hormônio estimulante da tireoide
(TSH, Capítulo 34), que estimula a produção de
hormônios por essa glândula.
Ordem Urodela (Caudata)
Pedomorfose
O formato das
patas anteriores
e posteriores dos
pletodontídeos
tropicais do
gênero
Bolitoglossa .
[Link]
Neotype-of-B-paraensis-MPEG-31682_fig5_283898288
Ordem Urodela (Caudata)
Pedomorfose
As espécies que têm os pés
palmados (B) escalam folhas O pé palmado
e troncos lisos utilizando a
evoluiu por
superfície plantar para gerar
sucção ou adesão. pedomorfose
As espécies que têm os dígitos mais ossificados e
distintos (A, C) vivem no solo da floresta
Ordem Anura (Salientia)
[Link]
Ordem Anura (Salientia)
Anura: Gr. an, sem, + oura, cauda
Salientia: Lat. salire, saltar
7.400 espécies de sapos, rãs e pererecas
Anura é um grupo antigo, conhecido do
período Jurássico (190 M.a.)
Ordem Anura (Salientia)
Possuem pele permeável e são ectotérmicos –
restritos a ambientes úmidos e quentes.
Ausência da cauda
nos adultos.
Exceção: Ascaphus
tem estrutura similar
a uma cauda na vida
adulta.
[Link]
Ordem Anura (Salientia)
A condição perenibranquiada nunca ocorre
em sapos e rãs, ao contrário das salamandras.
[Link] [Link]
Ordem Anura (Salientia)
49 famílias.
As mais conhecidas na América do Norte:
Ranidae
Hylidae
(maioria das rãs que
(pererecas arborícolas)
conhecemos)
[Link] [Link]
/Grzimek_herps/Ranidae/Rana_catesbeiana/
Ordem Anura (Salientia)
Bufonidae
(sapos)
Pernas curtas, corpos
robustos e pele
espessa, geralmente
com verrugas
proeminentes.
[Link]
image10773902
Ordem Anura (Salientia)
O maior anuro
conhecido é o
Conraua goliath, da
África Ocidental (mais
de 30 cm de comp.).
Rã-Golias
[Link]
As menores rãs já registradas
são Eleutherodactylus iberia e
Psyllophryne didactyla (< 1 cm
de comp.).
Ordem Anura (Salientia)
Habitat e distribuição
[Link]
tributors/Grzimek_herps/Ranidae/Rana_catesbeiana/
Família Ranidae: as rãs mais familiares
Regiões temperadas e
tropicais de todo o
mundo, exceto na
Nova Zelândia, nas
ilhas oceânicas e no sul
da América do Sul.
[Link]
Ordem Anura (Salientia)
Habitat e distribuição
Geralmente vivem nas proximidades de corpos d’água
Dentre as exceções:
Lithobates sylvatica
permane a maior
parte do tempo no
solo úmido das
florestas.
Rã-da-floresta
[Link]
Ordem Anura (Salientia)
Habitat e distribuição
As maiores rãs-touro, Lithobates catesbeianus, e as rãs-
verdes, Lithobates clamitans, são quase sempre
encontradas em águas ou pântanos permanentes, ou
em suas imediações.
[Link] [Link]
Ordem Anura (Salientia)
Habitat e distribuição
As rãs-leopardo, Lithobates pipiens e espécies
aparentadas, têm uma variedade ampla de habitats e
são as rãs mais abrangentes da América do Norte.
São frequentemente
utilizadas em
laboratórios de
pesquisas clássicas de
eletrofisiologia.
[Link]
Ordem Anura (Salientia)
Habitat e distribuição
Durante o inverno, a maioria das rãs de climas
temperados hiberna.
Seus processos vitais
permanecem em um
ritmo muito baixo,
mantidos pela difusão
do oxigênio através da
pele e pela energia
derivada dos estoques
de glicogênio e da
gordura.
[Link]
congelam-no-inverno-e-depois-voltam-a-vida
Ordem Anura (Salientia)
Luta pela sobrevivência
Dentre os predadores das rãs, destacam-se:
serpentes, aves, tartarugas, guaxinins, seres
humanos e peixes (comem os girinos).
Ordem Anura (Salientia)
Luta pela sobrevivência
Muitos anuros nas regiões
tropicais e subtropicais são
agressivos, saltando e
mordendo os predadores.
[Link]
gif-23044464
Alguns se defendem
fingindo-se de mortos.
[Link]
Ordem Anura (Salientia)
Luta pela sobrevivência
A maioria dos anuros pode inflar seus
pulmões de forma a dificultar a deglutição
por parte de predadores.
Breviceps fuscus
Sapo preto da chuva
África do Sul
[Link]
Ordem Anura (Salientia)
Luta pela sobrevivência
A proteção mais eficaz
dos sapos reside em sua
capacidade de saltar
[Link]
Ordem Anura (Salientia)
Luta pela sobrevivência
Em algumas espécies existem
glândulas de veneno.
As espécies da
família
Dendrobatidae
utilizam toxinas
potentes como
forma de defesa.
[Link]
Ordem Anura (Salientia)
Tegumento e coloração
A pele de uma rã é fina, úmida e frouxamente
conectada ao corpo.
Ela compreende
duas camadas:
uma epiderme
externa
estratificada e
uma derme
esponjosa.
Ordem Anura (Salientia)
Tegumento e coloração
A epiderme contém depósitos
de queratina, uma proteína
que limita a abrasão da pele e a
perda de água.
A queratina dos anfíbios é mais
flexível do que a queratina dos
amniotas.
Ordem Anura (Salientia)
Tegumento e coloração
A epiderme dá origem a dois tipos de glândulas
tegumentares: as pequenas glândulas mucosas
produzem um muco protetor insolúvel em água sobre a
pele e as grandes glândulas granulares produzem um
veneno aquoso e geralmente de coloração esbranquiçada
que é altamente irritante para os predadores.
Ordem Anura (Salientia)
Tegumento e coloração
Todos os anfíbios produzem veneno na
epiderme, mas sua eficiência varia entre as espécies e
para seus diferentes predadores.
Phyllobates terribilis
O veneno de três espécies de
Rã Phyllobates, um gênero de
flecha- pequenos dendrobatídeos sul-
dourada
americanos, é extremamente
tóxico e é utilizado na ponta
das flechas dos índios de uma
tribo do Oeste da Colômbia.
[Link]
[Link]
Ordem Anura (Salientia)
Tegumento e coloração
A cor da pele dos anfíbios é produzida por
cromatóforos (células pigmentares especiais),
localizados principalmente na derme.
Ordem Anura (Salientia)
Tegumento e coloração
Esse pigmento pode ser concentrado em uma pequena
área ou disperso através dos prolongamentos para
controlar a coloração da pele.
Ordem Anura (Salientia)
Tegumento e coloração
A maioria dos anfíbios tem três
tipos de cromatóforos:
• Xantóforos (mais superficiais) que contêm
pigmento amarelo, laranja ou vermelho;
• Iridóforos (logo abaixo) que contêm um pigmento
prateado que reflete a luz;
• Melanóforos (camada mais profunda) que contêm
melanina, de coloração preta ou marrom.
Ordem Anura (Salientia)
Tegumento e coloração
Os iridóforos atuam como pequenos espelhos, que
refletem a luz através dos xantóforos para produzir as
cores brilhantes de muitas de rãs tropicais.
[Link] [Link]
Ordem Anura (Salientia)
Tegumento e coloração
Contudo, a cor verde, tão comum, não é produzida por
pigmentos verdes, mas por uma interação de
xantóforos e iridóforos produzindo uma cor azul.
A luz azul é filtrada pelo pigmento amarelo logo
acima e, assim, assume a cor verde.
[Link]
Ordem Anura (Salientia)
Sistema esquelético e muscular
A conquista da terra exigiu a presença de membros
que fossem capazes de suportar o peso do corpo,
culminando em um novo conjunto de problemas
mecânicos.
[Link]
Ordem Anura (Salientia)
Sistema esquelético e muscular
Os anfíbios, como outros vertebrados, têm um
endoesqueleto bem desenvolvido formado por ossos
e cartilagens para fornecer sustentação ao corpo e aos
movimentos dos músculos.
[Link] [Link]
nature/amphibians/inside-frog/ nature/amphibians/inside-salamander/
Ordem Anura (Salientia)
Sistema esquelético e muscular
Encurtamento extremo do corpo: sapos têm apenas nove
vértebras e um uróstilo (vértebras caudais fusionadas).
Ordem Anura (Salientia)
Sistema esquelético e muscular
As cecílias, que não compartilham essas especializações
de locomoção, podem ter até 285 vértebras.
[Link]
Ordem Anura (Salientia)
Sistema esquelético e muscular
O crânio de um sapo é mais leve, achatado e tem
menos ossos que o crânio de outros vertebrados.
O pé é
tipicamente
pentarradiado
(pentadáctilo)
e a mão é
tetrarradiada,
com quatro
dígitos.
Ordem Anura (Salientia)
Respiração e vocalização
Os anfíbios utilizam três superfícies respiratórias
para realizar trocas gasosas no ar: a pele (respiração
cutânea), a boca (respiração bucal) e os pulmões.
Os sapos e rãs são mais dependentes da respiração
pulmonar do que as salamandras; não obstante, a pele
fornece um importante complemento durante as trocas
gasosas dos anuros, especialmente durante a
hibernação, no inverno.
Ordem Anura (Salientia)
Respiração e vocalização
Os pulmões são supridos por artérias pulmonares
(derivadas do sexto par de arcos aórticos), e o sangue
retorna diretamente para o átrio esquerdo através das
veias pulmonares.
Os pulmões das rãs são vesículas ovoides elásticas,
com suas superfícies internas divididas em redes de
septos, que se subdividem em pequenas câmaras de ar
terminais chamadas favéolos.
Ordem Anura (Salientia)
Respiração e vocalização
A. O assoalho da boca é abaixado, puxando o
ar para dentro através das narinas.
Uma rã respira
através de
B. Com as narinas fechadas e a glote aberta, a
pressão rã força o ar para dentro dos pulmões elevando
positiva, o assoalho da boca.
exercendo uma
força para C. Com a glote fechada, a cavidade da boca
deslocar o ar pode ventilar ritmicamente por algum tempo.
para dentro do
corpo, inflando
D. Os pulmões são esvaziados por meio da
os pulmões. contração da musculatura da parede do corpo
e pela retração elástica
dos pulmões.
Ordem Anura (Salientia)
Respiração e vocalização
As cordas vocais, localizadas na laringe, ou caixa vocal, são
muito mais desenvolvidas nos machos do que nas fêmeas.
Uma rã produz som por meio da passagem de ar para frente e
para trás através das cordas vocais, localizadas entre os pulmões
e um par de grandes sacos vocais no assoalho da boca.
Engystomops pustulosus
[Link] [Link]
Ordem Anura (Salientia)
Circulação
A circulação dos anfíbios é um sistema fechado de
artérias e veias que servem uma vasta rede periférica
de capilares, por meio da qual o sangue é propelido por
uma única bomba, o coração.
Em relação aos peixes, as principais
diferenças de circuito envolvem a mudança da
respiração branquial para a pulmonar. A perda das
brânquias representou a eliminação de um importante
obstáculo ao fluxo do sangue no circuito arterial, mas a
respiração pulmonar implica dois novos
desafios evolutivos.
Ordem Anura (Salientia)
Circulação
O primeiro é o surgimento de um circuito sanguíneo
para os pulmões. Como já vimos, esse problema foi
solucionado pela conversão do sexto arco aórtico em
artérias pulmonares para abastecer os pulmões e pelo
desenvolvimento de novas veias que reconduzem o
sangue oxigenado para o coração (Capítulo 31).
O segundo desafio evolutivo foi a
separação da circulação pulmonar do restante da
circulação corporal, de forma que o sangue oxigenado
pelos pulmões seja enviado para o corpo (circuito
sistêmico) e o sangue venoso desoxigenado retorne dos
tecidos para os pulmões (circuito pulmonar).
Ordem Anura (Salientia)
Circulação
Os tetrápodes resolveram esse problema
desenvolvendo uma subdivisão na região central do
coração, originando uma bomba de pressão dupla que
abastece cada um desses circuitos.
Entretanto, essa subdivisão é apenas parcial nos
anfíbios e na maioria dos répteis; aves e mamíferos têm
o coração completamente subdividido em dois átrios e
dois ventrículos.
Ordem Anura (Salientia)
Circulação
O coração das rãs apresenta dois átrios e um ventrículo.
O sangue oriundo do corpo (circuito sistêmico)
penetra primeiramente o seio venoso, a partir
da qual é aspirado para dentro do átrio direito.
O átrio esquerdo recebe sangue oxigenado
proveniente dos pulmões e da pele.
Os átrios direito e esquerdo
contraem-se assincronicamente (o sangue
oxigenado e o sangue venoso praticamente
não se misturam).
Quando o ventrículo se contrai, o sangue
pulmonar oxigenado mergulha dentro do
circuito sistêmico, enquanto o sangue
sistêmico desoxigenado é lançado no circuito
pulmonar.
Ordem Anura (Salientia)
Alimentação e digestão
As rãs adultas são carnívoras.
Dentre suas presas: insetos, aranhas, minhocas, lesmas,
caramujos, centopeias e tudo mais que se movimente e
seja pequeno o suficiente para ser engolido inteiro.
Eles abocanham as presas
em movimento com sua
língua protrátil, que é presa à
região anterior da boca e tem
a extremidade posterior livre.
[Link] Trato digestivo curto
Ordem Anura (Salientia)
Alimentação e digestão
Os girinos são geralmente herbívoros, alimentando-se
de algas de água doce e outros nutrientes de origem
vegetal;
Trato digestivo
relativamente
longo.
[Link]
Ordem Anura (Salientia)
Sistema nervoso e sensorial
Três partes fundamentais do encéfalo – o telencéfalo,
que coordena o olfato, o mesencéfalo, que coordena
a visão, e o rombencéfalo, que coordena a audição e
o equilíbrio.
Ordem Anura (Salientia)
Sistema nervoso e sensorial
O rombencéfalo é dividido em um cerebelo e em um
bulbo posterior (mielencéfalo). O cerebelo (Figura
25.21), que coordena o equilíbrio e os movimentos, não
é bem desenvolvido nos anfíbios.
Todos os neurônios sensoriais, exceto os relacionados
com a visão e o olfato, passam pelo bulbo, localizado
na extremidade anterior da medula espinal. Ali se
encontram os centros dos reflexos auditivos, da
respiração, da deglutição e do controle
vasomotor.
Ordem Anura (Salientia)
Sistema nervoso e sensorial
A evolução de uma existência semiterrestre pelos
anfíbios exigiu uma reorganização das prioridades dos
receptores sensoriais com vistas ao ambiente terrestre.
O sistema de linha lateral (acústico-lateral) sensível à
pressão, característico dos peixes, permanece somente
na fase de girino, bem como em algumas espécies
de hábito estritamente aquático.
Ordem Anura (Salientia)
Sistema nervoso e sensorial
O ouvido de um sapo é uma estrutura simples, em
comparação com os padrões dos amniotas.
Uma orelha média fechada
externamente por uma
membrana timpânica
(tímpano) e contendo uma
columela (homóloga ao
estribo dos mamíferos) que
transmite vibrações para a
orelha interna.
Ordem Anura (Salientia)
Sistema nervoso e sensorial
A visão é o sentido especial dominante de muitos
anfíbios (a maior parte das cecílias cegas são
exceções).
Muitas modificações sobre o padrão ancestral dos olhos
aquáticos ocorreram para o seu uso no meio aéreo.
Ordem Anura (Salientia)
Sistema nervoso e sensorial
As glândulas lacrimais e as pálpebras mantêm os olhos
úmidos, livres da poeira e protegidos de lesões.
Como a córnea está
exposta ao ar, ela
representa uma superfície
de refração importante,
assumindo boa parte da
função do cristalino no
direcionamento dos raios
luminosos e focalização da
imagem na retina.
Ordem Anura (Salientia)
Sistema nervoso e sensorial
Como nos peixes, a acomodação (ajuste do foco para
objetos próximos e distantes) se dá pela movimentação
do cristalino.
Quando em descanso, ao
contrário da maioria dos
peixes, os olhos dos
anfíbios estão ajustados
para objetos distantes, e
o cristalino é
movimentado para frente
para focalizar objetos
próximos.
Ordem Anura (Salientia)
Reprodução
Como os sapos e as rãs são animais ectotérmicos, eles
se reproduzem, se alimentam e crescem somente
durante as estações quentes.
Quando seus ovos estão
maduros, as fêmeas entram na
água e são agarradas pelos
machos em um processo
denominado amplexo, em que
os ovos são fertilizados
externamente (após serem
expelidos pela fêmea).
Ordem Anura (Salientia)
Reprodução
Após a fertilização, as camadas gelatinosas absorvem
água e incham.
Os ovos são
depositados em
grandes massas,
que geralmente
permanecem
ancoradas na
vegetação.
[Link]
Ordem Anura (Salientia)
Reprodução
Ciclo de vida de uma
rã-leopardo
(Lithobates pipiens)
Ordem Anura (Salientia)
Reprodução
Enquanto a
maioria dos
anuros
abandona
os ovos,
alguns
apresentam
cuidado
parental.
Referências bibliográficas
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[Link]
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